sábado, 10 de novembro de 2012

Governador do Ceará sugere que Temer dispute o Senado em 2014


Em campanha para que o PSB integre a chapa majoritária na candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff, o governador do Ceará, Cid Gomes, disse que "é mais justo" que seu partido indique o candidato a vice-presidente, cargo hoje ocupado por Michel Temer (PMDB). Em almoço com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília, na última quinta-feira, o governador já havia defendido a indicação de Eduardo Campos, governador de Pernambuco, ao cargo. "O PMDB é uma federação de lideranças locais, sem projeto nem unidade nacional. Em cada Estado, o partido tem uma posição diferente, diferente do PSB, que é menor, mas é mais coeso", avaliou Cid Gomes: "Além disso, tudo caminha para que o PMDB presida as duas Casas, Senado e Câmara Federal, então acho justo que o PSB também tenha uma participação". Sobre a posição de Michel Temer, o governador sugeriu que ele disputasse uma vaga no Senado por São Paulo. "Ele teria grande chance de ser eleito e, nesse caso, de assumir a presidência do Senado, o que, para ele, seria até muito melhor do que ser vice-presidente", afirmou, salientando que o "nome natural" do PSB ao cargo seria o de Eduardo Campos: "Essa é minha posição pessoal, ainda não conversei com Campos sobre isso".

Ministro Gilmar Mendes diz que "há fartura de provas" no processo do Mensalão do PT


O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou na sexta-feira, ao ser indagado sobre a dimensão do esquema do Mensalão do PT, julgado pela Corte, que "o que está submetido ao Supremo é talvez um pequeno porcentual do que ocorreu". Na avaliação de Gilmar Mendes, mesmo assim há "uma fartura de provas, como raramente se tem", no processo, e foi criada uma "lenda urbana" de que não havia provas suficientes para condenar os réus. Questionado sobre as críticas feitas pelo ex-ministro da Casa Civil, o corrupto quadrilheiro petista José Dirceu, sobre a retenção de passaporte dos condenados no processo, Gilmar Mendes defendeu a decisão, tomada pelo ministro relator Joaquim Barbosa, e defendeu a cautela adotada pelo colega: "Até porque o juiz que conduz o processo depois fica com a responsabilidade sobre esse tema". Gilmar Mendes citou como exemplo o caso do médico Roger Abdelmassih, a quem ele próprio concedeu uma liminar para que pudesse recorrer em liberdade da condenação por estupro e atentado violento ao pudor. Abdelmassih fugiu no início de 2011, segue desaparecido e procurado pela Interpol e supõe-se que ele tenha saído do País.

Petista Gilberto Carvalho diz que tema dos royalties é "muito delicado"


O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, o petista Gilberto Carvalho, disse que o projeto que altera a distribuição dos royalties é um tema "muito delicado". Ele reiterou a disposição da presidente Dilma Rousseff de analisar detidamente o texto para somente depois emitir qualquer opinião sobre o assunto. "A presidente foi clara, na sexta-feira. O governo primeiro vai ler com calma o projeto e depois a presidente vai se pronunciar. É uma questão muito delicada e a presidente já manifestou-se com toda a prudência de que o governo, recebendo o texto, vai se dar ao trabalho de fazer uma análise e depois vai se pronunciar", afirmou o ministro. Ele participou na manhã de sexta-feira do "III Fórum Interconselhos", evento realizado com o objetivo de apresentar e debater a proposta de monitoramento participativo do Plano Mais Brasil - Plano Plurianual (PPA) 2012-2015.

Gilmar Mendes quer União no debate sobre criminalidade


O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, disse que a União "nunca quis assumir" a discussão sobre a segurança pública de maneira ampla e sempre faz "auxílios isolados" no setor. Ao se referir à onda de violência em São Paulo, ele afirmou que a questão da criminalidade deve entrar na agenda federal "e sem conversa fiada". "Tem que ter uma política nacional sobre o assunto com a União no papel central", disse Gilmar Mendes, que participou na tarde de sexta-feira de evento da Escola da Advocacia Geral da União, em São Paulo. Gilmar Mendes afirmou que a onda de violência em São Paulo "parece inclusive uma ação política", sem explicar ou detalhar a questão. "Esses ataques têm conotação que vão para além dos crimes comuns. Sugerem práticas que se aproximam de práticas terroristas", comentou o ministro. Ele disse ainda observar nesse caso uma "organização criminosa com o objetivo de fazer enfrentamento ao Estado". Só faltou o ministro dizer o que é óbvio, o PCC se tornou o partido do crime, em associação com petralhas. De acordo com Gilmar Mendes, a conversa sobre segurança "é desagradável" para a União, pois os secretários de Segurança Pública estaduais questionam de onde virão recursos para enfrentar a criminalidade. "É preciso que de fato a União assuma claramente suas responsabilidades nessa matéria, que vão além de uma Secretaria de Segurança Pública burocraticamente provida em Brasília", disse o ministro.
Gilmar Mendes lembrou que a União dispõe de Polícia Federal, Forças Armadas e recursos suficientes para enfrentar a questão. "Nós não produzimos cocaína, ela passa pelas fronteiras", criticou o ministro, que continuou: "Recursos para a construção de presídios são liberados e, em seguida, contingenciados. Há muitos problemas aqui", concluiu ele.

Nova York raciona gasolina e vítimas de tempestade seguem no escuro


A cidade de Nova York começou na sexta-feira a racionar gasolina pela primeira vez desde a década de 1970, por causa de uma crise no abastecimento em decorrência da supertempestade Sandy. O sistema que varreu a Costa Leste dos Estados Unidos em 29 de outubro matou pelo menos 120 pessoas no país e Canadá e causou prejuízos estimados em 50 bilhões de dólares. Nova Jersey já havia decretado um racionamento de combustível, seguido agora pela prefeitura de Nova York e Long Island. Em um sistema de rodízio, só carros com placas pares ou ímpares podem comprar gasolina num determinado dia. "Isso está pior do que as crises do petróleo na década de 1970", disse Ralph Bombardiere, diretor-executivo da Associação de Postos de Gasolina e Oficinas Mecânicas do Estado de Nova York: "Na época havia apenas uma percepção de escassez de abastecimento em Nova York, quando havia muita gasolina na praça. Agora estamos tendo verdadeiros problemas de distribuição". As longas filas nos postos aumentam a irritação da população, que precisa escolher entre ir de carro ou esperar por ônibus e trens, em uma rede de transporte público que continua prejudicada pela tempestade. Além disso, 696 mil moradias e empresas no Nordeste dos Estados Unidos continuavam sem energia na noite da última quinta-feira, criando mais problemas para milhares de pessoas que precisaram deixar suas casas, ou que sobrevivem sem luz ou calefação nos últimos 12 dias. Manifestantes saíram às ruas na sexta-feira na localidade de Oceanside, em Long Island, fazendo críticas à Lipa, empresa pública de energia da região. Na quarta-feira, uma tempestade de neve e vento fez com que o apagão se ampliasse. O governador de Nova York, Andrew Cuomo, e o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, inicialmente rejeitaram o racionamento de combustível, dizendo que o abastecimento seria normalizado quando o porto de Nova York reabrisse. Mas muitos terminais de gasolina, onde o combustível é armazenado depois de ser tirado dos navios-tanques, sofreram danos graves por causa da tempestade, e estão dando vazão a apenas um terço da sua capacidade habitual.

Ministro do Supremo critica colega e diz que ele e seus colegas não morrerão de tédio


O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal federal,  afirmou na sexta-feira esperar que o ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do Mensalão do PT, "perceba a importância da cadeira ocupada pelo presidente da corte" ao assumir o cargo. Barbosa assumirá a presidência da casa no próximo dia 22, após a aposentadoria do atual presidente, ministro Ayres Britto. "O presidente coordena e não enfia goela abaixo o que quer que seja", disse Marco Aurélio, que completou: "Nós não somos iguais, nos completamos mutuamente". O posicionamento do ministro corrobora algumas críticas que têm sido feitas ao relator do processo do Mensalão do PT no que diz respeito a sua postura durante o julgamento do caso. Por vezes, Joaquim Barbosa se exalta durante as sessões do Supremo e gera desavenças com seus pares. "Não estamos ali para o relator colocar uma matéria e sermos vaquinha de presépio, amém, amém, amém", afirmou Marco Aurélio, dizendo ainda que a divergência é própria do regime democrático. Ainda nessa semana, Joaquim Barbosa sorriu durante a explanação do ministro Marco Aurélio, que divergia de sua opinião. Na ocasião, Marco Aurélio chamou a atenção do colega e disse que o deboche não cabia no Supremo. "A dissidência é própria ao regime democrático", afirmou ele na sexta-feira, ao ser questionado sobre o atrito com Joaquim Barbosa: "Continuo preocupado com a ótica exteriorizada, que seria uma ótica de voz única". O ministro, que esteve presente em evento da Escola da Advocacia Geral da União em São Paulo, disse acreditar que o julgamento do Mensalão do PT só termine no próximo ano. "Eu sou um homem otimista, mas creio que o veredicto final só virá em 2013". Marco Aurélio afirmou ainda que "houve um equívoco" quando os ministros do Supremo decidiram não desmembrar o processo. Para ele, será necessário agilizar a confecção e publicação do acórdão, para não estender ainda mais a conclusão do caso.

Corrupto e quadrilheiro petista José Dirceu cumpre determinação e entrega passaporte ao Supremo


Condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha na ação penal do Mensalão do PT, o ex-ministro-chefe da Casa Civil, o petista corrupto e quadrilheiro José Dirceu encaminhou seu passaporte na sexta-feira ao Supremo Tribunal Federal, cumprindo determinação do relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, para que todos os condenados entreguem o documento ao tribunal. O corrupto e quadrilheiro José Dirceu teve seu nome inscrito na lista que fica nos aeroportos, portos e postos de fronteira, das pessoas que estão proibidas de sair do País. Outros réus condenados também já entregaram seus documentos, entre eles o advogado do empresário Marcos Valério, Rogério Tolentino, o ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE), e o ex-assessor parlamentar João Cláudio Genú. O empresário Marcos Valério, que já recebeu pena de 40 anos de prisão, já havia entregue o passaporte em 2005, informou sua defesa. A determinação para que os condenados encaminhassem seus passaportes à Justiça foi tomada na última quarta-feira por Barbosa, atendendo um pedido cautelar da Procuradoria-Geral da República, feito no final de outubro. A medida tem por finalidade dificultar possíveis saídas do Brasil dos condenados. Caso recebam penas de prisão, os réus deverão cumprir as sentenças apenas depois que se extinguirem as possibilidades de defesa, o que pode levar um ano ainda. O processo ainda está na fase de determinação das penas. Na quinta-feira, o Supremo praticamente concluiu a definição das penas do núcleo operacional do esquema de compra de apoio político no Congresso durante o primeiro mandato do ex-presidente Lula. Na quinta-feira, em seu blog, o corrupto quadrilheiro José Dirceu classificou a determinação de entregar os passaportes como "populismo jurídico". Disse ainda ser uma "séria violação aos direitos dos réus ainda não condenados, uma vez que o julgamento não acabou e a sentença não transitou em julgado". Desde o início do processo, pelo menos dois réus, agora condenados, deixaram o País em viagens. O Supremo determinou também que os condenados entreguem passaportes de outras nacionalidades, caso possuam.

Secretários estaduais do Rio de Janeiro viajam a convite de empreiteiro


Isso é que se chama de conúbio. O secretário estadual de Governo do Rio de Janeiro, Wilson Carlos, e o secretário municipal de Urbanismo, Sérgio Dias, fizeram uma viagem de cinco dias ao Caribe a convite do empresário Saulo Wanderley Filho, dono da Cowan, grupo mineiro que inclui construtora, mineradora e outras empresas. A companhia mantém contratos com o governo de Sérgio Cabral e com a prefeitura de Eduardo Paes, entre eles a construção da linha 4 do metrô. A viagem foi feita em abril de 2011, mas só foi revelada na sexta-feira, pelo site da revista Veja, e foi confirmada pelo empresário e pelos secretários. O grupo viajou em um jatinho Gulfstream, da Cowan, e ficou hospedado na Ilha de Saint Barths, em uma casa alugada pela empresa. O episódio veio à tona pouco mais de seis meses após a divulgação de fotos em que esses mesmos secretários, entre outras pessoas, apareciam em Paris, acompanhados pelo empresário Fernando Cavendish, dono da construtora Delta e amigo de Sérgio Cabral. Nas imagens, o grupo participava de uma comemoração, usando guardanapos de pano na cabeça. Segundo o governo do Estado, a festa ocorreu durante uma viagem realizada em 2009. Sobre a viagem ao Caribe, a assessoria do secretário Wilson Carlos informou que ele, a mulher e os filhos foram convidados pelo dono da Cowan e sua mulher. "Foi a única vez que o secretário viajou a convite de Erica e Saulo Wanderley Filho. As relações pessoais do secretário não interferem em seu trabalho no governo", afirma a nota, que ressalta: "A empresa Cowan, desde janeiro de 2007 (início da gestão do governador Sérgio Cabral), não obteve nenhum contrato com o governo do Estado. A Cowan foi vencedora, em consórcio com outras empresas, de licitação realizada em 1998 para a construção da Linha 4". A nota afirma ainda que as normas estipuladas pelo governo do Estado por meio do Código de Ética publicado em 5 de julho de 2011 estão sendo cumpridas desde então. O secretário Sergio Dias afirmou em nota que tem amizade com os casais desde antes de assumir a pasta. "A secretaria não licita, não licencia nem tão pouco fiscaliza obras públicas e de infraestrutura. O âmbito de atuação dos projetos da empresa Cowan não é de competência da Secretaria Municipal de Urbanismo", conclui. Você sabe o que é "conúbio"? Veja a definição do dicionário Caldas Aulete: "1. União conjugal entre duas pessoas ou a cerimônia de realização e celebração dessa união; CASAMENTO; MATRIMÔNIO; 2. Fig. União, ligação, associação estreita; qualquer vínculo ou conexão, esp. aqueles em que há grande familiaridade ou intimidade; conúbio sexual entre um homem e uma mulher; conúbio da razão com a paixão". Esses caras perderam a vergonha há muito tempo...... se é que algum dia tiveram alguma.

Entidades criticam ação da Polícia Federal em confronto com índios


Cinquenta entidades assinaram um manifesto criticando a atuação da Polícia Federal no confronto com os índios da etnia Munduruku, ocorrido na manhã da última quarta-feira na Aldeia Teles Pires, na divisa entre os Estados de Mato Grosso e do Pará. Na sexta-feira, diversas entidades de Cuiabá realizaram um ato público em defesa dos povos indígenas. Eles responsabilizam o governo brasileiro pelo ocorrido e exigem que os fatos "sejam apurados e os culpados pelos ataques e assassinato do índio Munduruku sejam criminalmente penalizados". Na avaliação das entidades, o episódio é "mais um capítulo de uma novela pautada pelo descaso, violência e destruição das terras e dos povos indígenas". No manifesto, os signatários destacam que "500 anos se passaram desde a chegada européia a pindorama, mas o confronto repete o que ocorria no inicio da invasão. Índio (Munduruku) com flecha defendendo o seu território, e branco (Policial Federal) com arma de fogo abatendo quem encontrava pelo caminho". Dentre os signatários do documento estão o Movimento Xingu Vivo, a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFPA e partidos políticos, como o PSOL e o PSTU. O grupo diz que a operação da Polícia Federal atende a "interesses de empresários, ávidos pelos recursos minerais em terras indígenas". Esses ongueiros e cretinos da Igreja Católica escondem que os índios que confrontaram com a Polícia Federal são bandidos, estavam armados e atiraram nos policiais federais, os quais tinham que reagir. Ou, por acaso, não existe índio bandido?

Hóspede universitária é estuprada em hotel em Ipanema


Uma estudante de Direito, de 19 anos, moradora de Brasília, afirma ter sido estuprada e espancada dentro do Hotel San Marco, em Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro, na madrugada de sexta-feira. O criminoso teria invadido o estabelecimento sem ser notado e rendido a vítima quando ela entrava no quarto. Depois do estupro, conseguiu fugir. O hotel fica a uma quadra do quadrilátero mais chique de Ipanema. A universitária tinha viajado com uma amiga, também estudante de Direito, de 18 anos, para assistir ao show da cantora norte-americana Lady Gaga, na noite de sexta-feira. As duas chegaram ao Rio na quinta-feira e, à noite, foram a uma boate. Quando voltavam para o hotel, as meninas suspeitaram estar sendo perseguidas por um homem, segundo contaram à Polícia Civil. Elas correram até o estabelecimento, entraram e pegaram a chave do quarto onde se hospedavam, no último andar. Quando chegaram no corredor em que fica o quarto, se depararam com o mesmo homem. Armado com um revólver, ele rendeu as hóspedes, as trancou no quarto, agrediu a ambas e estuprou uma delas. Depois, segundo o relato delas à polícia, o criminoso fugiu levando as bolsas das vítimas. Na sexta-feira foi concluído o retrato falado do autor do estupro. A Polícia Civil não descarta a participação de hóspedes no crime. E o Rio de Janeiro quer receber hóspedes do mundo inteiro para a Copa do Mundo e Olimpíada.... com essa fama?!!!

Ex-executivo do setor petrolífero é o novo líder mundial anglicano


Um ex-executivo do petróleo foi nomeado na sexta-feira como líder dos 80 milhões de anglicanos do mundo, encerrando meses de uma sigilosa sucessão em uma Igreja assolada por divisões por causa da sagração de bispas e do casamento homossexual. Justin Welby, 56 anos, é o bispo anglicano de Durham (norte da Inglaterra) há pouco mais de um ano. Ele irá substituir em dezembro o atual arcebispo de Canterbury, o liberal Rowan Williams. O líder mundial da Igreja Anglicana é sempre o arcebispo de Canterbury. Welby é contra o casamento gay, mas apóia que mulheres possam chefiar dioceses. Clérigos liberais nos Estados Unidos e Grã-Bretanha estão em atrito com conservadores da África e de outros lugares por causa dessas questões, e Welby deverá sofrer intensa pressão para impedir um cisma. Sua nomeação como 105º arcebispo de Canterbury coroa uma carreira meteórica desde que Welby deixou o setor petrolífero e foi sagrado clérigo anglicano, em 1992. Welby aceitou a nomeação no Palácio de Lambeth, em Londres, que há 800 anos é a residência oficial na cidade do arcebispo de Canterbury. Sorridente, ele disse a jornalistas que sua reação inicial à nomeação foi de "ah, não": "Era algo que eu nunca esperava, e as últimas semanas foram uma experiência bastante estranha, para dizer de forma suave".

Tribunal concede habeas corpus ao banqueiro ex-presidente do Cruzeiro do Sul


O desembargador José Lunardelli, do Tribunal Regional Federal de São Paulo, concedeu habeas corpus para libertar o banqueiro Luis Octávio Índio da Costa, ex-presidente do banco Cruzeiro do Sul. Índio da Costa foi preso em outubro por crimes contra o sistema financeiro, contra o mercado de capitais e lavagem de dinheiro. Banqueiro raramente vai para a cadeia, e quando vai, é por muito pouco tempo, não importa que ele tenha montado a maior pirâmide financeira que o País já tenha conhecido.

Ministério da Justiça rebate declarações de Gilmar Mendes sobre violência


O Ministério da Justiça reagiu às afirmações do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, e informou que promove apoio a Estados no combate à violência. "Isso é justamente o que tem sido feito junto aos Estados, de maneira sistemática e com resultados mensuráveis", assinala o Ministério, por meio de nota: "É de amplo conhecimento a redução dos índices de violência no Rio de Janeiro, onde a pedido do governador, o governo federal deslocou homens das Forças Armadas, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Força Nacional de Segurança Pública para trabalhar em parceria com as forças policiais do Estado". Segundo o Ministério da Justiça, em Alagoas, também a pedido do governador, está em andamento o Plano Brasil Mais Seguro, que em quatro meses de vigência, resultou na diminuição de 10% de crimes violentos no Estado, sendo 20% somente em Maceió, e na resolução de 83% dos inquéritos. "Nesta semana foi feito um acordo com o governo de São Paulo, no qual Estado e União estão somando esforços para diminuir a onda de violência que atinge os paulistas", destaca o texto divulgado pela Assessoria de Comunicação do Ministério da Justiça: "Entre as medidas apresentadas pela União e aceitas pelo governo de São Paulo estão a criação de uma agência de atuação integrada entre as inteligências federal e estadual, a transferência de presos de facções criminosas, realização de ações de contenção nos pontos críticos de acesso ao Estado (rodovias, portos e aeroportos) e plano de combate ao crack, com a possibilidade de instalar equipamentos de vídeo monitoramento, além de formação de núcleos especializados de perícia criminal". Por que o governo federal já não fazia isso tudo, que é sua obrigação? Segundo o Ministério, o governo federal também ofereceu a São Paulo ajuda na área de inteligência de segurança, com apoio da Receita e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), "com especial atenção aos recursos financeiros das organizações criminosas, por meio da asfixia de suas fontes". "O governo federal ainda criou este ano um Plano de Penitenciárias no valor de R$ 1,1 bilhão para ampliar o número de vagas no sistema prisional dos Estados e mantém quatro penitenciárias federais, que atualmente dispõem de 400 vagas para isolar criminosos de alta periculosidade". Por que esse ministério petista não se ofereceu, anteriormente, para receber os bandidos do partido do crime, sócios dos petralhas?

Embrapa assegura que coloca no mercado em cinco anos uma alface transgênica


A Embrapa promete colocar no mercado em até cinco anos uma alface transgênica com concentração 15 vezes maior de folato. Em fase de estudos de biossegurança, a hortaliça, com apenas 12 gramas, poderá suprir 70% da necessidade diária de ácido fólico, cuja ausência no organismo pode causar de depressão a problemas na gravidez. O projeto, da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, desenvolveu uma alface crespa com genes da planta Arabidopsis thaliana, primeira espécie a ter o genoma completamente sequenciado. Após serem realizados os testes, a comercialização dependerá da liberação na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). “A principal função desta alface será servir como alternativa para obtenção de ácido fólico sem necessidade de ingestão de medicamentos”, afirma o pesquisador Francisco Aragão, que coordena a pesquisa. Segundo ele, a idéia é exercer o mesmo tipo de função que o espinafre possui na Europa. No País, a erva consumida é produzida na Nova Zelândia e possui baixa concentração de folato. Futuramente, será possível inserir este gene para a criação de outras espécies transgênica de alface”, afirma Aragão. Nos homens adultos, é indicada a ingestão de cerca de 200 microgramas por dia, enquanto para as mulheres a recomendação é de 180 microgramas. Para complementar a alimentação, há quase uma década a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determina que o ácido fólico seja acrescentado à farinha industrializada. A medida inclui 150 miligramas de ácido sintetizado a cada 100 gramas das farinhas de trigo, milho e, recentemente, também de mandioca. Alguns especialistas da área de saúde suspeitam, porém, que a medida é pouco eficiente em alguns Estados com menos recursos, onde o consumo de farinha é majoritariamente de origem artesanal. Segundo o médico Eduardo Fonseca, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), estudos mostram que o consumo adequado de ácido fólico por gestantes reduz em até 80% os casos de má formação do tubo neural de bebês - que implicam em anomalias permanentes como espinha bífida e anencefalia. Na gravidez, a dose diária recomendada dobra para 400 microgramas. “Temos um estudo que mostra que só 13,8% das mulheres tomam suplemento de ácido fólico antes de engravidar. Além disso, a prevenção ocorre de maneira desigual, pois no sistema público este número cai para 3,8%”, diz Fonseca. O suplemento deve ser tomado até 1 mês antes e durante os primeiros três meses de gestação. Outros estudos mostram que o ácido fólico ajuda a prevenir fissura labiopalatal (lábio leporino), além de evitar casos de depressão em jovens e adultos.

Cresce pressão para que Dilma vete lei dos royalties


Deputados e senadores do Rio de Janeiro e do Espírito Santo enviaram na sexta-feira uma carta à presidente Dilma Rousseff manifestando posição contrária ao projeto de distribuição dos royalties do petróleo aprovada nesta semana pela Câmara dos Deputados. Na carta protocolada no Palácio do Planalto, 60 parlamentares fluminenses e capixabas afirmam que a nova regra trará “sérias consequências sobre o pacto federativo e sobre a economia dos Estados”. A palavra “veto” não foi usada ostensivamente, mas esteve subentendida na carta dos parlamentares. Eles manifestam “inteira confiança às reiteradas, justas, honestas e corajosas declarações” da presidente sobre a redistribuição dos royalties, declarando ser contra quebra de contratos e a imposição de prejuízos aos estados produtores. Os parlamentares do Rio de Janeiro e do Espírito Santo pressionam pelo veto ao projeto que justamente contraria os interesses dos chamados Estados produtores de petróleo. Na próxima semana, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), enviará o texto aprovado para sanção ou veto da presidente, que terá prazo de quinze dias úteis para tomar a decisão. Os parlamentares afirmam no documento que trabalharam em busca de um acordo com as bancadas das demais unidades da Federação em torno do projeto do relator na Câmara, Carlos Zarattini (PT-SP), para não criar desconforto político à presidente, intranquilidade econômica ao governo, nem impacto negativo nas relações comerciais do setor. O plenário aprovou, no entanto, o projeto do relator do Senado, Vital do Rêgo (PMDB-PB), mais desfavorável aos Estados produtores do que a proposta de Zarattini. Os parlamentares encerram o documento dizendo acreditar que a presidente optará pela segurança jurídica e pelo respeito ao pacto federativo: ”A presidente encontrará o caminho político e jurídico que unirá a todos em torno dos princípios constitucionais e resgate do pleno pacto federativo, como elemento indispensável a uma democracia verdadeiramente representativa num Estado de Direito”. Enquanto os parlamentares do Rio de Janeiro e do Espírito Santo se movimentavam em Brasília, prefeitos do litoral norte do Estado de São Paulo (Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela) mandaram um duro recado à presidente da República. “Se a presidente não vetar, vamos à Justiça”, afirmou o prefeito de São Sebastião, Ernani Primazzi (PSC). Os prefeitos preocupam-se com os efeitos nas finanças dos municípios que administram com a aprovação da chamada "lei dos royalties", principalmente do artigo que estabelece a redução progressiva na distribuição destes recursos para os municípios produtores ou localizados nas áreas de influência da produção de petróleo. O prefeito de Caraguatatuba, Antonio Carlos da Silva, afirma que o impacto nas finanças do município será muito grande. A cidade recebe cerca de 68 milhões de reais anuais (média de 7 milhões de reais por mês) pelos royalties. Isso representa cerca de 20% do seu orçamento, calculado em 381 milhões de reais para este ano. A cidade sedia a Unidade de Tratamento de Gás (UTGCA), de refino de gás do pré-sal. No caso de São Sebastião, onde está localizado o maior terminal da América Latina, com embarque, desembarque e transporte de mais de 55% do petróleo e derivados produzidos no Brasil, o prejuízo seria de 8 milhões de reais mensais. A perda para Ilhabela é estimada em cerca de 21 milhões de reais. Primazzi, indignado com a decisão da Câmara, conclamou a população a lutar contra a perda de receita, em uma grande mobilização que deve ser organizada em breve, com os Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, contra a aprovação da nova Lei. Os prefeitos devem aguardar apenas o posicionamento da Associação Brasileira dos Municípios que possuem terminais petrolíferos sobre os impactos do projeto, para propor uma ação na tentativa de reverter a aprovação do projeto pelo Congresso Nacional. A ordem da presidente Dilma é evitar que os ministros emitam opinião sobre o tema para evitar que a polêmica seja alimentada e as disputas do Congresso sejam transferidas para o governo.

Polícia Federal e Ministério Público arquivam inquérito envolvendo filho de Lula


Depois de sete anos sem avançar nas investigações, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal arquivaram o inquérito sobre possível tráfico de influência de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do ex-presidente Lula. Em 2004, no segundo ano do governo do pai, Lulinha recebeu R$ 5 milhões da operadora de telefonia Telemar, atual Oi, uma concessionária pública. O dinheiro foi injetado na Gamercorp, uma empresa de jogos eletrônicos aberta no ano anterior com um capital de R$ 10 mil. O inquérito foi arquivado sem que ninguém tenha sido chamado a depor. À época, o Ministério Público abriu a investigação porque a Telemar, além de ser uma concessionária pública, recebeu financiamentos do BNDES. O caso Gamecorp foi o maior escândalo envolvendo a família Lula nos oito anos de governo. O episódio ganhou grande dimensão porque, logo depois do repasse do dinheiro, o então presidente Lula assinou decreto permitindo a fusão da Telemar com a Brasil Telecom, que deu origem à Oi. Até então, a legislação não permitia o negócio. O caso Gamecorp chegou a ser analisado pela CPI dos Correios, em 2005, no Congresso, mas, por pressão do Planalto e da bancada do PT, os integrantes da comissão decidiram não convocar Lulinha e representantes da Telemar e do BNDES. Em 2010, o procurador Marcus Marcelo Goulart recomendou o arquivamento do inquérito à 5ª Câmara de Coordenação e Revisão, um órgão da Procuradoria Geral da República. A Câmara de Coordenação e Revisão, no entanto, manteve o inquérito aberto. O arquivamento ocorreu em agosto último, após novo pedido do procurador Bruno Vieira. Desta vez, a Câmara de Coordenação e Revisão aceitou a sugestão. Em sete anos de inquérito, O Ministério Público e a Polícia Federal não ouviram Lulinha, o pai e outros citados no escândalo. Os procuradores se limitaram a enviar pedidos de informação por escrito à Gamecorp, à Telemar e ao BNDES. No pedido, o Ministério Público perguntou à Telemar e ao BNDES se sabiam que Lulinha era filho de Lula. O pedido de informação a Lulinha só foi feito em 2009. Na defesa do filho ex-presidente, o advogado Roberto Teixeira escreveu que não havia "impedimento legal" para Lulinha participar da sociedade da Gamecorp pelo fato de ele ser filho do presidente da República. Após analisar as respostas e confrontar com reportagens de jornais, o Ministério Público decidiu arquivar as investigações. Na interpretação do órgão, Lulinha não fez tráfico de influência e o aporte de capital na Gamecorp não causou prejuízo para os sócios da operadora de telefonia. Nos últimos anos, a empresa criada por Lulinha acumulou prejuízos.

Israel adverte governos federal e gaúcho sobre caráter provocativo do Fórum Social Palestina Livre


O governo de Israel advertiu o governo brasileiro para o caráter provocativo do Fórum Social Palestina Livre, programado com o apoio decidido do governador do Rio Grande do Sul, o peremptório petista Tarso Genro, que renegou a sua descendência judia. A sua mãe era judial. Esta semana, o cônsul Geral de Israel em São Paulo esteve em Porto Alegre. Antes dele, a própria Federação Israelita esteve com o governador petista Tarso Genro para advertir para o caráter sedicioso do evento. Tarso Genro é igual a Leon Trotski, outro comunista judeu que renegou sua origem. Mas, na verdade, o seu facínio é pela figura do grande assassino  Wladimir Ilitch Lenin. Deverão se reunir em Porto Alegre militantes e dirigentes de organizações terroristas, como Hamas e Hizbollah, ambas patrocinadas pelo Estado terrorista islâmico do Irã. O Hizbollah é acusado de ter realizado o atentado terrorista contra a AMIA em Buenos Aires. O petista peremptório Tarso Genro pode se fazer passar por quase qualquer coisa, menos por bobo ou ingênuo.

Assembléia gaúcha cancela reuniões do Fórum Parlamentar Palestina Livre


Não sairão mais na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul as reuniões do Fórum Parlamentar Palestina Livre. O presidente decidiu cancelar a cessão das instalações e o apoio oficial, depois que foi alertado para o caráter provocador do Fórum Social Mundial Palestina Livre, que reunirá organizações e seus chefetes extremistas e terroristas de 30 Países em Porto Alegre. O Fórum chegou a constar da capa do site da Assembléia, em função de uma costura política inicial levada a efeito pelo deputado Raul Carrion, do PCdoB.

Impostômetro baterá em R$ 1,3 trilhão até o dia 12, e a derrama que continua no País


O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) alcançará nesta segunda-feira, por volta das 18 horas, R$ 1,3 trilhão em impostos federais, estaduais e municipais pagos por todos brasileiros desde 1º de janeiro deste ano. Na comparação com o ano passado, o Impostômetro registrará a marca de R$ 1,3 trilhão com nove dias de antecedência.

DESORDEM AMEAÇA FINANÇAS PÚBLICAS NO RIO GRANDE DO SUL

São cada vez maiores as evidências de que o governo gaúcho está às portas de uma gravíssima crise financeira. O editor tem informado neste espaço que o déficit deste ano chegará a pelo menos R$ 1,3 bilhão, cálculo a que também chegou o economista Darcy Francisco Carvalho dos Santos. O governo atual não soube manter a herança bendita do Déficit
 Zero e agora convive com o Déficit do Bilhão, voltando às nefastas práticas de mão gestão financeira do setor público estadual, o que impede os pagamentos regulares ao funcionalismo e aos fornecedores, como impede sobretudo a melhoria dos serviços públicos (mais e melhores equipamentos) e qualquer forma de investimento. Os saques no caixa único, que nos últimos três anos do governo Yeda tinham sido congelados, soma neste momento R$ 821 milhões. O valor foi atualizado esta semana por ordem do secretário da Fazenda. Os saques totais a descoberto irão para R$ 5,641 bilhões. . Aos poucos a opinião pública toma conhecimento de que o Administrador do governo estadual, o governador Tarso Genro, enquanto prossegue seu périplo interminável e desnecessário entre Havana, Paris e Lisboa. O roteiro permitiu tietagens ideológicas intermináveis aos líderes comunistas e socialistas Fidel Castro, Hollande e Mário Soares. Já se sabe que não apenas fornecedores passaram a queixar-se de atrasos nos pagamentos, mas até mesmo áreas enormes do setor público não conseguem mais receber em dia. As 2.572 escolas que passaram a contar com autonomia financeira a partir do governo Yeda Crusius, não receberam os R$ 5,8 milhões a que tinham direito no dia 31 de outubro. As explicações da secretária adjunta da Educação, Maria Eulália, são uma gracinha: "O atraso é uma questão de fluxo de caixa. Não há crise. O que, na vida, não é uma questão de fluxo de caixa”? O problema é entender que o fluxo de caixa não percorreu seu cronograma porque não foi provido por má gestão. E isto que nem chegou a hora da onça beber água, ou seja, nem chegou a hora de pagar o 13º salário. O que se sabe é que não há “fluxo de caixa” capaz de suportar o pagamento. (Jornalista Políbio Braga)

A nova indicação da presidente Dilma para o Supremo Tribunal Federal. Ou: “Quem é esse Beto mesmo?”


Do jornalista Reinaldo Azevedo - Ai, ai, ai… A presidente Dilma Rousseff já começou a receber as indicações da companheirada para preencher a nova vaga no Supremo Tribunal Federal, que se abre com a aposentadoria compulsória do ministro Ayres Britto, que faz 70 anos no dia 18 de novembro. Vai sair sem que se tenha concluído a dosimetria das penas dos condenados. A falta de método levou à confusão. Mas cuido disso em outro post, ao tratar da mais nova onda influente no noticiário: crimes em cascata, agora, viraram mera “continuidade delitiva”… Não! Não sou advogado, não sou jurista, não sou operador do direito. Mas sei ler algumas coisinhas. O nome do secretário-executivo da Casa Civil, Beto Vasconcelos, que tem 35 anos, voltou a circular como uma das alternativas. É mais um daqueles supostos jovens gênios do direito que aparecem no petismo de vez em quando – outro é Pedro Abramovay. Não têm obra. Não têm pensamento que possa ser citado. Não têm contribuição ao direito. Não têm experiência. Mas são tratados como verdadeiros “Mozarts” das artes jurídicas. Então tá. Cadê “A Flauta Mágica” ao menos? Tudo indica que Beto Vasconcelos está de olho em outro cargo – que também está bem acima da sua experiência e formação –, mas nunca se sabe… O que mais me intriga no jornalismo companheiro – sim, refiro-me a amplos setores da grande imprensa que perderam o medo da felicidade e deixam seu petismo correr a céu aberto – é omitir que Beto Vasconcelos, ainda que fosse um  gênio, formado ali na estufa da burocracia, é filho de Gilberto Vasconcelos, que foi companheiro de Dilma nos grupos terroristas Colina e VAR-Palmares. Aliás, foram presos juntos. O “Beto” não é uma síncope de Roberto, como se pode pensar. É nome mesmo. Tem a ver com a juventude dos militantes Dilma e Gilberto. Já chego lá. A biografia oficial deste que dizem ser candidato a uma vaga no Supremo, o topo da carreira jurídica no país, o pináculo do Judiciário, é esta: Beto Ferreira Martins Vasconcelos é bacharel pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e pós-graduado em Direito Ambiental pela Universidade de São Paulo e em Biossegurança pela Universidade Federal de Santa Catarina. Atuou como advogado em São Paulo de 2000 a 2003. No governo federal, ocupou os cargos de secretário substituto de Política de Informática e Tecnologia do Ministério da Ciência e Tecnologia (2003-2004), assessor do ministro de Estado da Justiça (2004-2005), subchefe adjunto para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República (2005-2007), secretário-executivo do Conselho Nacional de Biossegurança (2006-julho/2010), subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República e presidente do Centro de Estudos Jurídicos da Presidência (2007-dezembro/2010). Desde janeiro de 2011, é secretário-executivo da Casa Civil da Presidência da República. Viram só? Ele tem uma larga experiência! Advogou por menos de quatro anos!!! Aí fez carreira meteórica no governo federal. O grande salto se deu de mero secretário substituto de uma pasta a subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil ao tempo em que a titular era a amiga de militância de seu pai: Dilma Rousseff. Enquanto cuidava de sua ascensão profissional, certamente teve tempo de estudar a fundo o direito brasileiro, filosofia do direito, direito comparado,  jurisprudência, essas coisas… É o nosso Cesare Beccaria! Aquele, aos 26, já tinha escrito “Dos Delitos e das Penas”. O Beto não precisa escrever nem lista de supermercado. É, literalmente, um fidalgo. E por que ele chama “Beto”? No dia 17 de junho, seu pai, Gilberto Vasconcelos,  concedeu uma entrevista ao Estado de Minas. Reproduzo trecho: Gilberto é conterrâneo de Dilma. Na época, ela tinha 22 anos e ele, 23; e ambos militavam no setor estudantil da organização de luta armada Colina, batizada assim em homenagem às montanhas de Minas. Mais tarde, na clandestinidade, os dois se tornariam “amicíssimos” de Carlos Alberto Soares de Freitas, o Beto, de codinome Breno, que chegaria a ser dirigente nacional da VAR-Palmares. “Não há melhor lugar para se esconder do que na praia. Ficávamos eu, ela e o Beto sentados na praia, cantando as músicas da revolução. Um dia chegou o Beto cantando Aquele abraço, do (Gilberto) Gil, que eu nunca tinha ouvido. Dilma cantou junto. Ela gosta de cantar e isso nos unia além das convicções ideológicas”, conta. Em fevereiro de 1971, Beto seria assassinado com três tiros na Casa da Morte de Petrópolis, no Rio, segundo consta no livro A vida quer é coragem, lançado em janeiro por Ricardo Amaral, conhecido como Batata, ex-assessor de imprensa de Dilma e que trabalhou em BH como repórter do antigo Diário do Comércio. Em homenagem ao amigo de lutas, Gilberto batizou seus filhos de Beto e Breno, nome e codinome do militante morto em combate. É isto. O pai de Beto foi companheiro de Dilma nas duas organizações terroristas de que ela participou: o Colina e a VAR-Palmares. As pessoas daquele tempo são muito unidas. Já confessaram orgulho do seu passado e coisa e tal. Por que alguém se orgulharia de ter tentado implementar uma ditadura no país? Isso é lá com eles. O que causa espécie é essa mania de Dilma de confundir a própria história com a história do País. Beto, na verdade, está de olho em outro cargo – até ele deve achar absurda a hipótese de que possa ir para o Supremo. Estaria torcendo para que Luís Inácio Adams vá para a Casa Civil, deixando pra ele a Advocacia Geral da União. Adams apresentou dois nomes à presidente para o Supremo: o promotor Paulo Modesto e o tributarista Heleno Torres, ambos com atuação no Nordeste. A candidatura de Modesto foi abraçada pelo ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) e pelo jurista Celso Bandeira de Melo. O porém está na sua passagem pela gestão Fernando Henrique Cardoso, como assessor ministerial". Bem, se o Cardozo “abraçou” uma candidatura, já há aí uma boca notícia: não será Cardozo!!! Sendo como se diz acima, vejam que coisa: modesto passou pela gestão FHC!!! Ah, isso o desqualifica… Entendi. Tanto quanto o petismo e a fidalguia de esquerda qualificam o “Beto” para a Casa Civil, a AGU e o Supremo, quem sabe a Corte Internacional de Justiça de Haia… Tenham paciência!

Governo petista de Dilma Rousseff oficializa anistia política do terrorista Carlos Marighella

Marighella, o terrorista da ALN

O ministro da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, oficializou a anistia post mortem de Carlos Marighella, terrorista morto pelo regime militar em 1969. A declaração está na Portaria 2.780, publicada na sexta-feira, no Diário Oficial da União. Marighella já havia recebido o reconhecimento em dezembro passado, na 6ª Sessão de Julgamento da Caravana da Anistia, realizada em Salvador. Marighella foi militante do Partido Comunista Brasileiro e um dos principais organizadores da luta armada contra o regime militar depois de 1964. Ele morreu baleado em 1969, em São Paulo, por agentes da Delegacia de Ordem Política e Social (Dops). Antes da anistia política, o Estado já havia reconhecido, em 1996, que fora responsável pela sua morte. O terrorista iniciou a militância aos 18 anos de idade, quando se filiou ao Partido Comunista Brasileiro. Preso em 1936, durante a ditadura de Getulio Vargas, foi eleito deputado federal constituinte em 1946 e, no ano seguinte, foi cassado. Quase 20 anos depois, foi preso novamente pelo Dops. Em 1968, fundou a Ação Libertadora Nacional (ALN). Em 5 de dezembro passado, quando a Comissão de Anistia se reuniu em Salvador, se completaram 100 anos do seu nascimento. De acordo com informação prestada pelo Ministério da Justiça em dezembro, a família de Marighella não solicitou reparação econômica, apenas reconhecimento da perseguição ao terrorista. Margihella não se tornou notável por ter sido militante do Partido Comunista Brasileiro. O que "agigantou" a sua biografia foi ter rompido com o partido, de que era dirigente (oficialmente, foi expulso) e fundado a Ação Libertadora Nacional (ALN), o mais letal dos grupos terroristas de então. Ele também tinha a pretensão de ser um pensador e um teórico da luta armada. Escreveu um Minimanual do Guerrilheiro Urbano em que faz a defesa aberta, explícita, sem meias-palavras, do terrorismo. Na essência, Marighella recorreu às armas para instaurar um regime comunista no Brasil. Ele é a maior evidência de que é pura cascata essa história de que o AI-5 estreitou de tal sorte o espaço político que só restou partir para o pau. Em 1965, com a ditadura ainda vivendo uma fase relaxada, escreveu o livro “A Crise Brasileira”, em que ataca justamente o PCB por se opor à luta armada. Pouco depois, escreve “Algumas Questões Sobre a Guerrilha no Brasil”. O PCB o expulsa em 1967, e ele funda a ALN no começo der 1968. O AI-5 só foi baixado no dia 13 de dezembro de 1968. Mas prevalece a mentira oficial, que será referendada pela Comissão da Verdade (!), segundo a qual a luta armada queria derrubar a ditadura militar para instaurar a democracia no País e só existiu por causa do AI-5… As mesmas forças que buscam formas de driblar a Lei de Anistia para condenar, nem que seja moralmente, “agentes da repressão” se esforçam para transformar Marighella em herói. Muito bem. No dia 4 de novembro de 1969, ele foi surpreendido por uma emboscada na Alameda Casa Branca, em São Paulo, e foi morto a tiros por agentes do DOPS, liderados pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury. O histórico de ações terroristas da ALN já era grande. Muito bem! Atribui-se justamente à “embocada” o aspecto mais moralmente doloso da ação do DOPS. Que ironia! Marighella, o próprio, era defensor de emboscadas e recomendava aos guerrilheiros que recorressem a ela. e sem piedade: era pra matar!!! Ou por outra: antes de outro qualquer, ele próprio reconhecia como válido o método a que recorreu o DOPS para matá-lo. Reproduzo trecho do texto de sua autoria que trata do assunto. Vejam que tipo de herói está sendo glorificado: "Emboscada - As emboscadas são ataques tipificados por surpresa quando o inimigo é apanhado em uma estrada ou quando faz que uma rede de policiais rodeie uma casa ou propriedade. Uma mensagem falsa pode trazer o inimigo a um lugar onde caia em uma armadilha. O objeto principal da tática de emboscada é de capturar as armas e castigá-los com a morte. As emboscadas para deter trens de passageiros são para propósitos de propaganda, e quando são trens de tropas, o objetivo é de eliminar o inimigo e tomar suas armas. O franco-atirador guerrilheiro é o tipo de lutador ideal especialmente para as emboscada porque pode se esconder facilmente nas irregularidade do terreno, nos trechos dos edifícios e dos apartamentos sob construção. Desde janelas e lugares escuros pode mirar cuidadosamente a seu alvo escolhido. As emboscadas tem efeitos devastadores no inimigo, deixando o nervoso, inseguro e cheio de temor". E então? Que fique claro: se havia a chance de capturar Marighella vivo, ele não deveria ter sido morto na operação. Mas não venham transformar em herói alguém que preconiza emboscada contra trens de passageiros, que prega — e, de fato, realizou — execuções sumárias, que defende a ação de francos atiradores. É esse o herói sem mácula? Marighella chamava A SI MESMO de terrorista, com a diferença que achava isso positivo. Também está em sua manual: "A acusação de “violência” ou 'terrorismo' sem demora tem um significado negativo. Ele tem adquirido uma nova roupagem, uma nova cor. Ele não divide, ele não desacredita, pelo contrário, ele representa o centro da atração. Hoje, ser 'violento' ou um 'terrorista' é uma qualidade que enobrece qualquer pessoa honrada, porque é um ato digno de um revolucionário engajado na luta armada contra a vergonhosa ditadura militar e suas atrocidades". É a cabeça de um terrorista. Contra “as atrocidades”, por que não outras atrocidades, não é mesmo? Marighella nada tinha também contra “execuções” — na hipótese de que tenha sido executado. Ao contrário. Era uma das ações que ele achava legítimas para o guerrilheiro urbano. Escreveu a respeito: "Execuções - Execução é matar um espião norte-americano, um agente da ditadura, um torturador da policia ou uma personalidade fascista no governo que está envolvido em crimes e perseguições contra os patriotas, ou de um “dedo-duro”, informante, agente policial, um provocador da policia. Aqueles que vão à polícia por sua própria vontade fazer denúncias e acusações, aqueles que suprem a polícia com pistas e informações e apontam a gente, também devem ser executados quando são pegos pela guerrilha. A execução é uma ação secreta na qual um número pequeno de pessoas da guerrilha  se encontram envolvidos. Em muitos casos, a execução pode ser realizada por um franco atirador, paciente, sozinho e desconhecido, e operando absolutamente secreto e a sangue frio". A ALN foi a organização terrorista que mais recorreu ao “tribunal revolucionário” para decretar a morte de pessoas consideradas inimigas. Atenção! Há casos de eliminação de seus próprios camaradas. Um ex-integrante do comando da ALN conta como matou um colega porque havia a suspeita de que ele estivesse passando informações à Polícia. Constatou-se depois que a informação era falsa. O assassino, ainda hoje, diz não se arrepender. Nota: o que matou é também um anistiado e um indenizado. O que morreu desapareceu na poeira da história, a exemplo das mais de 120 pessoas assassinadas pelos terroristas. Se estamos em regime de “Comissão da Verdade”, que se conte a verdade inteira. (Reinaldo Azevedo)