sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Chefe de gabinete da Presidência da República usava nome de Lula para o tráfico de influência

Petista Rosemary Nóvoa, indiciada por corrupção
A chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha, usava o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para fazer tráfico de influência, indicam escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal. Rosemary foi indiciada nesta sexta-feira por corrupção ativa e passiva. A investigação da Polícia Federal começou há mais de um ano. Rosemary foi flagrada negociando suborno em dinheiro e favores, como uma viagem de cruzeiro (que ela depois reclamou não ser luxuoso o suficiente) e até uma cirurgia plástica. Na última conversa dela gravada antes da deflagração da operação, a ex-assistente de Lula pediu 650 000 reais pelos serviços prestados. Segundo a investigação, o papel dela era fazer a ponte entre empresas que queriam comprar pareceres fraudulentos de órgãos do governo e as pessoas do governo que poderiam viabilizar a emissão dos documentos. Rosemary foi nomeada por Lula para esse cargo em 2005 e, desde então, esteve muito próxima ao petista. O fato de assessorar o ex-presidente fez com que ela própria se tornasse uma pessoa politicamente articulada. Assim, foi capaz de influir na nomeação de homens do alto escalão de agências do governo, como os irmãos Paulo Rodrigues Vieira, diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), e Rubens Carlos Vieira, diretor de Infraestrutura Aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), ambos presos nesta sexta-feira pela Polícia Federal. Rose, como é conhecida, era presença constante nas comitivas presidenciais ao lado de Lula. Também foi assessora do ex-ministro José Dirceu por 12 anos antes de trabalhar diretamente com Lula. Em 2006, o nome de Rosemary constava de uma lista de 65 servidores que efetuaram saques a título de pagamento de despesas da Presidência da República por meio de cartões corporativos. Na época, havia registros de saques no valor de 2 100 reais no cartão dela. Deputados de oposição tentaram aprovar sua convocação para prestar esclarecimentos à CPI que investigou a farra dos cartões corporativos, mas aliados do Planalto conseguiram barrar o pedido. A operação da Polícia Federal, chamada de Porto Seguro, atingiu mais de 40 pessoas, entre elas o número dois da Advocacia-Geral da União, José Weber Holanda Alves. Na sede da Advocacia Geral da União foram recolhidos documentos na sala de um alto assessor do órgão. Procedimento interno de apuração foi aberto por determinação do advogado-geral Luís Inácio Adams para investigar a participação de servidores da autarquia no esquema criminoso. As investigações policiais levaram à desarticulação de uma quadrilha que, infiltrada em órgãos da administração pública federal, negociava a redação de pareceres técnicos fraudulentos para beneficiar interesses privados e praticava tráfico de influência. Os investigados na operação responderão pelos crimes de formação de quadrilha, tráfico de influência, violação de sigilo funcional, falsidade ideológica, falsificação de documento particular, corrupção ativa e passiva. As penas variam de dois a 12 anos de prisão.

Prefeita usa ambulância para coletar lixo em cidade da Paraíba


A médica e prefeita do município de Piancó (PB), Flávia Galdino, resolveu recolher o lixo da cidade para entregá-la limpa ao sucessor, Sales Lima, usando uma ambulância. A denúncia é do advogado e vereador reeleito, Pádua Leite. Segundo ele, a prefeita resolveu transformar a ambulância em carro de lixo porque não gosta do ex-prefeito Edvaldo Leite de Caldas, que adquiriu o veículo e o transformou em uma UTI Móvel. Pádua Leite disse que já comunicou o caso ao Ministério da Saúde e que está pedindo providências ao Ministério Público. Segundo Pádua Leite, a ambulância funciona como carro de lixo há pelo menos dois meses. O advogado afirma ter feito um dossiê com mais de 100 páginas de irregularidades praticadas pela gestão da prefeita Flávia Galdino. No documento, Pádua Leite denuncia que a prefeita Flávia Galdino alugou um tomógrafo por R$ 320 mil para o Consórcio Intermunicipal de Saúde para atender à população carente da região, mas o equipamento foi retirado logo após as eleições municipais. Ele disse ter feito representação na Justiça solicitando a devolução do equipamento ao consórcio.

Documentos sobre Rubens Paiva serão entregues à Comissão da Verdade


Os documentos que comprovam que o ex-deputado federal Rubens Paiva, do antigo PTB, desaparecido em 1971, durante a ditadura militar, foi preso pelo Exército, serão entregues pelo governo gaúcho à Comissão Nacional da Verdade. Relatórios e manuscritos do arquivo pessoal do coronel reformado Júlio Miguel Molinas Dias, de 78 anos, do Exército, assassinado no dia 1º de novembro quando chegava em casa, em Porto Alegre, estão sob a guarda da Chefia de Polícia do Rio Grande do Sul. Eles foram entregues à polícia pelas duas filhas do coronel, cuja morte ainda é investigada. O repasse às comissões da Verdade estadual e federal ocorrerá na terça-feira, no Palácio Piratini. Segundo o coordenador interino da Comissão da Verdade do Rio Grande do Sul, juiz Aramis Nassif, uma equipe já está analisando o material. "Estamos fazendo uma avaliação e uma filtragem do que possa interessar historicamente. Há nesse montante muitos documentos de ordem pessoal que não nos interessam. Mas existe pelo menos um que é relevante, que são as anotações feitas pelo coronel e que comprovam que o deputado Rubens Paiva esteve preso no DOI Codi no Rio de Janeiro".

Esquema era para pagar dívida de campanha, diz delator do caso Sanasa


O delator do caso Sanasa (escândalo de corrupção da prefeitura de Campinas, em São Paulo), Luiz Castrillon de Aquino declarou em juízo, nesta sexta-feira, que o suposto esquema de direcionamento de licitações, fraudes em contratos públicos e pagamentos de propina foi montado para pagamento de dívidas de campanha e era liderado pela ex-primeira-dama Rosely Santos. Primeiro dos 22 réus dos processo a ser ouvido pela Justiça, Aquino afirmou que em todos os contratos da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento havia cobrança de contribuições que variavam de 5% a 10% do faturamento das empresas. "Os desvios foram praticamente desde o começo. Ficou claro que deveria se ter uma forma de resgate financeiro para que se pagasse uma dívida de campanha. Nesse caso, fomos cooptados pela Dra. Rosely. O que se queria é que em todos os contratos da Sanasa tivessem um retorno, e isso é impossível", afirmou Aquino em seu depoimento. Aquino, que foi presidente da Sanasa durante o governo do prefeito cassado Hélio de Oliveira Santos (PDT), de 2005 a 2008, é um dos 22 denunciados no caso e depôs sob o benefício da delação premiada. Além dele, são réus a ex-primeira-dama, o vice-prefeito cassado Demétrio Villagra (PT), os ex-secretários da prefeitura Carlos Henrique Pinto e Francisco de Lagos e o ex-diretor de Planejamento Ricardo Cândia, além de outros dirigentes da Sanasa e empresários. Todos negam o esquema. Segundo o delator, grandes empresas, como a Camargo Corrêa e a Constran, pagaram propina para o esquema, valores que eram lançados na contabilidade da Sanasa como "pequenos". Os representantes dessas empresas, réus no processo, negam irregularidades. "O dinheiro ficava comigo dois ou três dias e eu, pessoalmente, levava para a Dra. Rosely, onde se contavam as cabeças dos maços de R$ 5 mil. Entreguei para ela no escritório, na prefeitura, em seu gabinete e na casa dela", afirmou Aquino. Segundo ele, o então prefeito Dr. Hélio nunca presenciou os pagamentos. Ele citou ainda pagamentos de valores em dinheiro em cafés, restaurantes da cidade e no banheiro de um shopping. Questionado pelo Ministério Público, Aquino afirmou que os pagamentos eram feitos conforme as datas de faturamento das empresas contratadas, mas que mensalmente era feita a divisão de um "mensalinho" entre os envolvidos: "Nós tínhamos o mensalinho. Era uma participação mensal na Sanasa". Segundo o delator, as "contribuições" feitas pelas empresas eram obtidas após o direcionamento das licitações com "concorrências trabalhadas". "Trabalhar a concorrência é colocar certos artifícios que propiciam que uma empresa ganhe ou que ela arregimente outras empresas para participar junto, sabendo que ela vai ganhar", explicou. O julgamento acontece um ano após ser deflagrada a operação do caso Sanasa, que levou 11 pessoas para a cadeia e que culminou com a cassação do prefeito Hélio e de seu vice Villagra, em 2011. Segundo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que investigou e denunciou o esquema, os acusados podem ter desviado até R$ 30 milhões com as fraudes de contratos da Sanasa.

Petrobras poderá ter crédito de US$1 bilhão de instituição holandesa


A Petrobras assinou nesta sexta-feira um Memorando de Entendimentos que permitirá à estatal brasileira tomar financiamentos de até 1 bilhão de dólares junto à instituição que atua como agência oficial de crédito à exportação do governo dos Países Baixos (Atradius). A petrolífera informou que o memorando se enquadra entre as diversas estratégias da companhia para financiamento dos projetos previstos no Plano de Negócios e Gestão 2012-2016, que prevê investimentos de 236,5 bilhões de dólares no período. O crédito servirá para cobrir as exportações holandesas para a Petrobras. O acordo foi assinado durante visita do príncipe herdeiro dos Países Baixos, Willem Alexander van Oranje-Nassau, à sede da companhia no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira.

Seca afeta safra de cana do Nordeste do Brasil


Uma das piores secas em três décadas deve reduzir a safra de cana do Nordeste brasileiro nesta temporada em até 30% em alguma áreas, disseram líderes da indústria na região, que se encontra em meio à moagem. As regiões Norte e Nordeste do Brasil representam somente cerca de 10% do fornecimento nacional de cana, mas a safra é uma importante fonte de açúcar e etanol no âmbito doméstico, além de exportar na entressafra do centro-sul. A região, que iniciou a colheita em setembro em Alagoas, tipicamente esmaga a cana para a produção de açúcar e etanol até março, quando o centro-sul inicia a colheita da nova safra. Mas nesta temporada as operações devem terminar mais cedo. "Não há cana o suficiente, então nós esperamos acabar a moagem em fevereiro", disse Jorge Torres, diretor técnico da Associação da Indústria da Cana (Sindaçúcar) em Alagoas, principal Estado produtor de cana no Nordeste do País. Torres afirmou que o Nordeste produziria somente 52 milhões de toneladas neste ano, uma queda de 10 a 15% ante o recorde de 62 milhões de toneladas da última safra. O fornecimento do açúcar da região também deve cair seguindo a mesma porcentagem, ante mais de 4 milhões de toneladas da última safra, acrescentou.

Alvo da Polícia Federal em escritório da Presidência em São Paulo é faz-tudo de Lula e pessoa de confiança de José Dirceu, a quem serviu por 12 anos


Entre os locais visitados pela Polícia Federal na operação Porto Seguro está o escritório da Presidência da República em São Paulo, que fica no 17.ª andar do prédio do Banco do Brasil, na  avenida Paulista.  O alvo da apuração é Rosemary Nóvoa de Noronha, chefe de gabinete do escritório. A Polícia Federal a acusa de corrupção ativa. E quem é Rosemary? Eis o busílis. Trata-se de pessoa da mais absoluta e estrita confiança de… Luiz Inácio Lula da Silva. Poucos se lembram, mas a mulher integrou as comitivas do Apedeuta mundo afora e tinha, em seu governo, um razoável controle sobre nomeações para o segundo e terceiro escalões, incluindo as agências reguladoras. Uma delas, a de Águas, está sendo investigada agora. E como é que Rose chegou a Lula? Tchan,tchan, tchan… Por intermédio de José Dirceu, de quem foi assessora por longos 12 anos. Rose conseguiu emplacar o próprio marido, José Cláudio de Noronha, na assessoria especial da Infraero, em São Paulo. Quando estourou o escândalo dos cartões corporativos, descobriu-se que Rosemary era uma das funcionárias com direito a “gastos secretos”, como se, sei lá, operasse com questões que dissessem respeito à segurança nacional… Chegou ao topo pelas mãos de José Dirceu e lá foi mantida na cota pessoal de Lula.

PT defende relatório apresentado pelo deputado federal petista Odair Cunha na CPI do Cachoeira


O PT saiu nesta sexta-feira em defesa do relatório apresentado pelo deputado federal Odair Cunha (PT-MG) com as conclusões da CPI do Cachoeira. Nota assinada pelo líder do partido na Câmara, deputado federal Jilmar Tatto (SP), rebateu as críticas feitas ao documento de mais de cinco mil páginas, que propõe o indiciamento de 46 pessoas, e foi divulgado na madrugada da última terça-feira, 20. Ao sair em defesa de Odair Cunha, Tatto contestou as acusações feitas pelo governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, que divulgou nota na quinta-feira, 22, com críticas pesadas ao relator. Cunha propôs o indiciamento do tucano por seis crimes. Para Tatto, a reação de Perillo é uma "tentativa desesperada de salvar seu mandato e seu governo, em razão dos vínculos estreitos e perigosos mantidos com a organização criminosa chefiada por Cachoeira". "O relatório demonstra com riqueza de detalhes, substanciado em provas amealhadas pela Polícia Federal durante vários meses de investigação e em documentos em poder da CPMI, que o governador Marconi Perillo havia firmado, já durante a campanha que o levou ao governo de Goiás, uma verdadeira parceria política e econômica com a sociedade Delta/Carlos Cachoeira naquele Estado", escreveu Tatto.

Ministério Público do Rio vai investigar demissões na Webjet


O Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) informou na sexta-feira que vai investigar, a partir de segunda-feira, as demissões dos 850 funcionários da Webjet anunciadas pela Gol. De acordo com comunicado publicado no site do Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro, o procurador Carlos Augusto Sampaio Solar encontrou "indícios de ilegalidade" nas demissões. Segundo ele, as demissões foram realizadas de forma "abrupta", sem o devido respeito à convenção de trabalho. O procurador tomou conhecimento das irregularidades em reunião com um comitê de aeronautas, o qual procurou a entidade para pedir o posicionamento da instituição. "O pedido deverá se transformar em um inquérito, e o procurador responsável deverá solicitar mais informações e documentos para dar andamento aos trabalhos", segundo a nota.

Grupo Rede Energia faz pedido de recuperação judicial em São Paulo


O Grupo Rede Energia ajuizou pedido de recuperação judicial no Estado de São Paulo, informou a companhia nesta sexta-feira. O Grupo Rede teve oito distribuidoras sob intervenção da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a controlada Celpa, distribuidora de energia no Pará sob processo de recuperação judicial, teve sua aquisição formalizada pela Equatorial Energia no fim de setembro. "A despeito dos esforços da administração junto a credores, clientes e potenciais investidores, o pedido de recuperação judicial mostrou-se inevitável diante do agravamento da situação de crise econômico-financeira da companhia", disse, em comunicado. O pedido de recuperação judicial foi feito em conjunto com a Companhia Técnica de Comercialização de Energia (CTCE), QMRA Participações, Empresa de Eletricidade Vale Paranapanema (EEVP) e Denerge Desenvolvimento Energético. Segundo a Rede Energia, a medida visa principalmente manter a continuidade de suas atividades, em especial no que se refere à sua gestão das participações majoritárias em concessionárias de distribuição de energia elétrica, sob intervenção governamental. Pretende, ainda, proteger seu valor, e atender aos interesses de credores. Em outubro, Energisa e Copel informaram à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que têm interesse na compra do controle do grupo endividado. Além disso, CPFL e Equatorial Energia assinaram um memorando de entendimentos com o objetivo de assumir o controle indireto do Grupo Rede.

Cachoeira queria heliporto em parceria com Marconi


No momento em que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), aparece como o principal alvo do relatório do deputado Odair Cunha (PT-MG) na CPI e contesta as acusações, novas denúncias surgem da sua relação com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. De acordo com áudios e documentos obtidos pelo site Congresso em Foco, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, e dois empresários do ramo farmacêutico, planejavam fazer uma parceria público-privada (PPP) com o governo de Goiás para administrar um heliporto por 30 anos numa área pública ao lado do estádio Serra Dourada, em Goiânia. Segundo o dono do laboratório Teuto, Walterci de Melo, o governador Marconi Perillo deu aval à negociação e ainda lhe indicou um local para a construção do empreendimento destinado a pousos e decolagens de helicópteros. Nos grampos telefônicos do inquérito da Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, Cachoeira confirma o aval do governador. Durante a negociação, eles revelam a previsão de uma reunião em Paris entre Marconi e o outro parceiro na empreitada, o dono do laboratório Neoquímica, Marcelo Limírio Gonçalves.

Polícia Federal apreende documentos no escritório da Presidência da República em São Paulo


A chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Novoa de Noronha, e o advogado geral da União adjunto, José Weber Holanda Alves, braço direito do advogado geral da União, Luís Inácio Adams, são os dois principais alvos da Operação Porto Seguro da Polícia Federal, deflagrada nesta sexta-feira, 23, em Brasília e São Paulo. A Polícia Federal apreendeu documentos do gabinete do número dois da AGU, que fica localizado no mesmo andar da sala de Adams, em Brasília, e no escritório da Presidência em São Paulo, localizado no 17º andar do prédio do Banco do Brasil, na avenida Paulista. José Weber Holanda Alves precisou prestar depoimento. A Polícia imputa a ele e a Rosemary Novoa de Noronha o crime de corrupção ativa. Desde o início da manhã, Luis Inácio Adams ficou reunido com sua equipe para avaliar o impacto da operação na pasta.

Carlinhos Cachoeira chora ao ver túmulo da mãe

Carlinhos Cachoeira chora no túmulo da mãe

O bicheiro Carlinhos Cachoeira visitou nesta sexta-feira, em Anápolis, o túmulo de sua mãe, que morreu enquanto ele estava preso. Ele se mostrou emocionado enquanto esteve no local e chegou a chorar ao se despedir de Maria José de Almeida, que tinha 79 anos e faleceu no dia 16 de abril com falência múltipla dos órgãos. Carlinhos Cachoeira estava acompanhado de Andressa Mendonça, sua esposa, e de três irmãos. Ele ficou cerca de 10 minutos no cemitério.

Operação PEC 37, ou quem disse que a Polícia Federal não investiga corrupção?


Em resposta ao movimento dos procuradores do Ministério Público Federal contra a PEC 37, por eles denominada de PEC da Impunidade, a Polícia Federal chutou várias portas até então indevassáveis de Brasilia. Veja a notícia: A Polícia Federal apreendeu nesta sexta-feira 18 malotes de documentos em seis órgãos públicos que foram alvo das diligências da Operação Porto Seguro. Entre os órgãos devassados estão a Agência Nacional de Águas (ANA), onde atua desde 2010 o diretor Paulo Rodrigues Vieira, indicado para integrar o colegiado do órgão pelo ex-presidente Lula. Apontado como cabeça do esquema de compra de pareceres técnicos sobre negócios milionários no governo, Vieira foi recolhido à carceragem da Polícia Federal após prestar depoimento por mais de duas horas. O diretor foi preso em sua residência, em Brasília, pouco depois das 6 horas da manhã desta sexta-feira. A defesa informou que pediu acesso aos autos do inquérito para poder se posicionar. Os demais órgãos públicos que sofreram buscas foram o Ministério da Educação (MEC), a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, Advocacia-Geral da União (AGU) e a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Na capital federal, onde a Polícia Federal cumpriu três mandados de prisão e duas conduções forçadas, foram feitas buscas em 18 endereços. Foram apreendidos discos rígidos de computador, mídias digitais e documentos, que passarão por análise técnica. Foram apreendidos também dois veículos, entre os quais um Land Rover. Também foram cumpridos 26 mandados de busca no Estado de São Paulo, nas cidades de Dracena, Cruzeiro e Santos, além da capital paulista. Segundo o delegado Roberto Troncon, superintendente regional da Polícia Federal em São Paulo, a investigação teve início em março de 2011, quando um servidor do Tribunal de Contas da União procurou a Polícia Federal para denunciar o esquema que consistia na compra de pareceres técnicos de diversos órgãos públicos, como a Anac, a Ana a Antaq. Tais pareceres técnicos serviam para favorecer empresas que mantinham algum tipo de contrato com órgãos públicos e que, de alguma forma, dependiam dessa documentação. O servidor do Tribunal de Contas da União que denunciou o caso à Polícia Federal contou que foi procurado por um empresário que lhe ofereceu R$ 300 mil por um parecer. Ele aceitou parte do dinheiro, R$ 100 mil, mas depois se arrependeu, devolveu o dinheiro e delatou o caso à Polícia Federal. Troncon disse que a investigação logo constatou que não se tratava de um caso isolado. "Constatamos que havia um grupo que contava com dois servidores de agências reguladoras. Este grupo prestava serviços para empresários que tinham interesse em agilizar processos mediante pagamento e favorecimento dos servidores públicos, até mesmo a elaboração de pareceres técnicos sob medidas, contratos para favorecerem interesses privados", declarou o superintendente. No total, foram indiciadas 18 pessoas pelo esquema, entre servidores, empresários e advogados, acusados de corrupção ativa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, falsidade ideológica, falsificação de documento particular e tráfico de influência. A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), embora investigada, não foi alvo de buscas.

Vereadores de Camaçari repudiam envio de lixo tóxico para o município


A Câmara de Vereadores de Camaçari (BA) aprovou na quinta-feira uma moção de repúdio contra o envio de cerca de 5 mil toneladas de material contaminado por resíduos industriais tóxicos de Cubatão (SP) para incineração no município baiano. O texto destaca o risco de transportar, por 1,5 mil quilômetros, o resíduo tóxico da empresa multinacional Rhodia. A moção também cita a ameaça de que a queima do material contaminado libere no ar substâncias tóxicas como as dioxinas. Os órgãos ambientais paulista e baiano autorizaram a Rhodia a transferir para Camaçari 760 toneladas por ano de material contaminado por substâncias organocloradas como o pentaclorofenato de sódio (pó da china) e o hexaclorobenzeno para serem queimadas pela empresa de soluções ambientais Cetrel Lumina, que tem incinerador instalado no Polo Petroquímico de Camaçari, na região metropolitana de Salvador. Segundo o Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema) e a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental de São Paulo (Cetesb), testes de queima de amostras do material enviado pela Rhodia à Cetrel Lumina comprovaram a eficácia do incinerador para eliminar integralmente qualquer resíduo que ofereça risco à população ou ao meio ambiente. Na década de 1990, outras 33 mil toneladas de solo contaminado por resíduos da Rhodia foram armazenadas em outro município paulista da Baixada Santista, São Vicente. A solução deveria ser temporária, até que todo o material fosse queimado pela própria empresa, em um incinerador instalado na fábrica da multinacional, em Cubatão. Em 1993, contudo, a Justiça determinou a interrupção da queima e a interdição de toda a fábrica que colocava em risco a saúde dos trabalhadores. Desde então, todo o material recolhido na Baixada Santista aguarda por uma solução definitiva. Na área onde funcionava a fábrica, em Cubatão, estão as cerca de 5 mil toneladas recolhidas de três locais da cidade. Já as cerca de 33 mil toneladas que estão em São Vicente são provenientes de cinco terrenos vicentinos e de outros três de Itanhaém, município do litoral paulista a cerca de 80 quilômetros de Cubatão, origem dos resíduos irregularmente descartados a partir de meados da década de 1970. O eventual envio do material de São Vicente para Camaçari depende da obtenção de novas autorizações mas, por enquanto, Rhodia, Cetesb e Secretaria de Meio Ambiente de São Vicente não discutem essa possibilidade.

Medalhista olímpico de salto triplo, Nelson Prudêncio morre aos 68 anos


O medalhista olímpico de salto triplo, Nelson Prudêncio, 68 anos, morreu no início da madrugada desta sexta-feira, em São Paulo. Um dos maiores nomes da modalidade no mundo, ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva da Casa de Saúde de São Carlos (SP) desde o último dia 13, para tratamento de um câncer em estágio avançado no pulmão. Nascido na cidade paulista de Lins, em 4 de abril de 1944, Nelson Prudêncio era vice-presidente da Confederação Brasileira de Atletismo e, desde 1974, professor do Departamento de Educação Física da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Ele ganhou medalha de prata nas Olimpíadas do México, em 1968, e de bronze nos Jogos de Munique, na Alemanha, em 1972. Ao lado de João do Pulo e de Adhemar Ferreira da Silva, é considerado um dos grandes nomes da modalidade no mundo.

Receita reduz para 1% estimativa de crescimento real da arrecadação em 2012


A Receita Federal diminuiu para 1% a previsão de crescimento real (descontada a inflação) da arrecadação neste ano. De acordo com a secretária adjunta do órgão, Zayda Manatta, a revisão das estimativas para o Orçamento Geral da União, divulgada no início da semana, motivou a revisão para baixo das receitas do governo. Para que essa estimativa se realize, no entanto, a economia precisará crescer os 2% previstos pelo Ministério da Fazenda no Relatório de Receitas e Despesas, documento com avaliação sobre a execução do orçamento federal divulgada na última segunda-feira. O próprio Banco Central, no último Relatório de Inflação, apresentado em setembro, projeta expansão de apenas 1,6% para a economia em 2012. “O governo não revisou os parâmetros de crescimento do PIB no decreto. A redução do ritmo de crescimento das receitas federais foi provocada unicamente pela incorporação do desempenho da arrecadação em setembro e outubro”, ressaltou Zayda. De janeiro a outubro, a arrecadação federal soma R$ 842,307 bilhões, alta de apenas 0,7% em relação ao mesmo período do ano passado, considerando a inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em março, o crescimento real acumulado era bem maior: 7,32%. Na avaliação de Zayda, os números específicos de outubro indicam mudança nos fatores que têm impactado o caixa do governo. Em outubro, explicou ela, a queda real de 3,87% na arrecadação federal em relação ao mesmo mês do ano passado foi provocada mais por fatores externos do que pelo comportamento da economia. Segundo a secretária, receitas atípicas em outubro do ano passado, que não se repetiram neste ano, como Imposto de Renda sobre a venda de participações em empresas e sobre juros sobre capital próprio, provocaram uma diferença de R$ 2,024 bilhões na arrecadação. Além disso, as desonerações foram responsáveis pela perda de mais R$ 2,425 bilhões apenas no mês passado.

Criação de empregos em outubro tem o segundo pior saldo em dez anos


A criação de postos de trabalho com carteira assinada em outubro de 2012 (saldo de 66,9 mil empregos) foi a segunda mais baixa nos últimos dez anos para esse mês, ficando à frente apenas do saldo em 2008, ano da crise financeira internacional. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o resultado não alcançou a metade dos empregos gerados em setembro deste ano ou em outubro de 2011. No total, foram 1,7 milhão de admissões (1.710.580) e 1,6 milhão de demissões (1.643.592) formais em outubro de 2012. Com isso, as demissões também foram as maiores para os meses de outubro. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o saldo de outubro indica uma desaceleração no ritmo de crescimento dos postos de trabalho formais, que alcançou 176,1 mil em setembro de 2012 e 160,1 mil em outubro do ano passado. No acumulado do ano, houve expansão de 4,46% no estoque de mão de obra celetista em relação ao mesmo período de 2011, somando 3,9 milhões de empregos formais gerados. Estima-se que, em novembro, esse estoque ultrapasse 4 milhões. Em dezembro, no entanto, deve haver nova queda, fazendo o ano fechar em torno dos 3,5 milhões. "É a rotatividade comendo solta", disse o secretário de Políticas Públicas de Emprego, Rodolfo Torelly, ao comentar os resultados de outubro. Segundo ele, 2012 segue um padrão semelhante ao de 2011, quando foram criados 2 milhões de postos formais, resultado de 22 milhões admissões e 20 milhões demissões. O secretário informou que o governo formou um grupo de trabalho no âmbito do Programa Brasil Maior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, para investigar as causas do crescimento da rotatividade nos postos de trabalho. De acordo com estatística da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do MTE, a taxa de rotatividade alcançou 36 pontos em 2009, número mais recente. Os desempenhos negativos ocorreram na agricultura, com menos 20,1 mil vagas; na construção civil, menos 8,2 mil; e na administração pública, menos 3,5 mil. No caso da agricultura, o saldo desfavorável foi devido aos desempenhos no cultivo de café, em Minas Gerais e São Paulo, e de uva, em Pernambuco e na Bahia. Na construção civil, o desempenho ficou aquém do esperado devido à expiração de contratos de trabalho e ao atraso para novas contratações por causa do período de chuvas. O Estado com o pior desempenho na criação de vagas formais foi Minas Gerais, com mais de 5 mil desligamentos, seguido pela Bahia (4,8 mil) e por Goiás (1,6 mil).

Dilma assina promoção da primeira mulher a posto de oficial superior nas Forças Armadas


A presidenta Dilma Rousseff assinou nesta sexta-feira a promoção da primeira mulher a alcançar o posto de oficial superior nas Forças Armadas. Dalva Maria Carvalho Mendes, da Marinha, foi promovida de capitã de mar e guerra para contra-almirante, terceiro posto mais importante da força. Formada em Medicina, com especialização em anestesiologista, a contra-almirante Dalva ingressou na Marinha em 1981, na primeira turma do Corpo Auxiliar Feminino de Oficiais. Durante quase toda sua carreira trabalhou no Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro, chegando ao cargo de vice-diretora. Atualmente é diretora da Policlínica Naval Nossa Senhora da Glória. A contra-almirante tem ainda curso de Política e Estratégia Marítima da Escola de Guerra Naval. A Marinha foi a primeira força a autorizar o ingresso de mulheres, a partir de 1980, restrita ao já extinto Corpo Auxiliar Feminino da Reserva da Marinha, tendo perfil de carreira próprio e acesso limitado a determinados cargos e ao serviço em terra. Entre 1995 e 1996, foi estendido o acesso das oficiais aos corpos de saúde e de engenheiros navais. Em 1997, a participação das mulheres foi novamente estendida e hoje elas podem também participar de áreas como o corpo de intendentes e auxiliar da armada.

STJ decide que servidor público pode usar até 30% para pagamento de empréstimo com desconto em folha


O Superior Tribunal de Justiça decidiu que o servidor público só pode descontar 30% de seus vencimentos para pagamento de empréstimos com desconto em folha.  A decisão foi tomada  a partir do pedido de um servidor do Rio Grande do Sul para que se aplicasse a norma prevista no Decreto Estadual 43.337/04, que limita o desconto em folha a 30%. A decisão foi da segunda turma que entendeu que, mesmo que a legislação estadual permita desconto maior que 30%, a norma não pode ser aplicada devido ao caráter alimentar da remuneração que é uma forma de seguro alimentício que garante que o servidor e sua família possam ter sempre disponível uma verba auxiliar de alimentação. O Decreto 43.337 limitava o valor a 30%, mas foi alterado pelo Decreto Estadual 43.574/05, que limitou os descontos facultativos e obrigatórios a 70% da remuneração mensal bruta. Segundo o Superior Tribunal de Justiça, o servidor público que contrai empréstimos com entidades privadas, autorizando o desconto como forma de pagamento, em princípio não pode pretender o cancelamento unilateral perante a administração. Entretanto, o desconto deve estar limitado a 30% do valor da remuneração.

Juiz de Goiás contesta atuação de desembargador federal no caso de Carlinhos Cachoeira


O juiz Alderico Rocha Santos, responsável pelos processos da Operação Monte Carlo na Justiça Federal, em Goiânia, encaminhou documento em que questiona a atuação do desembargador Fernando Tourinho Neto no processo que envolve o contraventor Carlinhos Cachoeira. Tourinho pertence ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, órgão responsável por revisar e até mesmo derrubar as decisões provenientes da primeira instância em Goiânia. No ofício, Alderico Rocha Santos diz que Tourinho “têm imposto constrangimento e elevada carga de estresse aos juízes que atuaram no processo” e despertado receio, nos juízes substitutos, de “serem publicamente ridicularizados” por ele. Alderico Rocha Santos assumiu o caso Cachoeira depois que o juiz Paulo Moreira Lima desistiu do processo, alegando sofrer pressões. O juiz ainda argumenta que Tourinho adotou rito processual diferente para o caso Cachoeira, não prestou informações a um colega de tribunal e desrespeitou decisões do Superior Tribunal de Justiça. Na maioria de seus votos e liminares, Tourinho vem derrubando as decisões de primeira instância, o que tem favorecido Cachoeira. O documento com críticas a Tourinho tem origem no processo em que a Vitapan Indústria Farmacêutica, ligada a Cachoeira, contesta a atuação da Justiça Federal em Goiás nos desdobramentos da Operação Monte Carlo. A reclamação da empresa, protocolada no TRF1 no dia 12 de novembro, alega que os juízes de primeira instância desobedeceram decisões do tribunal. Diante da reclamação, Tourinho pediu explicações ao juiz, que negou a desobediência às decisões do tribunal e respondeu com o envio do ofício. Alderico Rocha Santos diz ainda que Tourinho passa a falsa idéia, em seus votos no TRF1, de que os juízes de primeira instância estão “apaixonados” pelo caso Cachoeira. “Veja-se que nem os advogados, que geralmente agem por pressão de seus constituintes ou imbuídos de paixão pela causa, utilizaram nos autos os termos grosseiros de que fez uso Vossa Excelência”. O juiz ainda informou ter enviado uma cópia do processo ao Ministério Público Federal, para que o órgão avalie se houve improbidade administrativa por parte de qualquer um dos envolvidos – por ele ou por Tourinho. Ou seja, a sugestão dele é clara, quer que o desembargador seja investigado.

Arrecadação de impostos federais cai pelo quinto mês consecutivo


Pelo quinto mês consecutivo a arrecadação de impostos e contribuições federais apresentou queda em relação a igual mês do ano anterior. Dados divulgados nesta sexta-feira pela Receita Federal mostram que a arrecadação atingiu em outubro R$ 90,516 bilhões, apresentando uma queda real de 3,27% em relação a outubro de 2011. Em relação a setembro, porém, os dados da Receita mostram que a arrecadação em outubro subiu 15,05%. No acumulado deste ano até outubro, a arrecadação somou R$ 842,307 bilhões, registrando um crescimento real de 0,70% em relação ao mesmo período do ano passado. Até setembro, a arrecadação crescia 1,19% nessa comparação. Enquanto as receitas administradas pela Receita em outubro somaram R$ 85,109 bilhões, as administradas por outros órgãos atingiram R$ 5,407 bilhões.

Fim da empresa áerea Webjet resulta na demissão de 300 funcionários em Porto Alegre


O encerramento das atividades da Webjet, anunciada pela Gol nesta sexta-feira, causa a demissão de 300 funcionários em Porto Alegre, conforme o Sindicato dos Aeroviários de Porto Alegre. Na maioria, são comandantes, comissários, mecânicos e funcionários de check-in. Parte dos funcionários foi avisada da demissão em uma reunião pela manhã, no Hotel Deville, na Capital. Segundo o secretário-geral do sindicato Leonel Montezana, a categoria vai analizar a possibilidade de ingressar na Justiça contra as demissões. "Fomos pegos de surpresa com o anúncio e agora vamos estudar uma forma de buscar reparação contra os cortes nos empregos", garantiu. No Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, funcionários da Gol começaram a recolher o material de check-in relativo à Webjet. Os passageiros que tinham vôos marcados da companhia tiveram que passar a procurar os balcões da Gol para atendimento. A Gol Linhas Aéreas Inteligentes informou nesta sexta-feira o início do processo de encerramento das atividades da Webjet e a descontinuidade da  marca. A primeira medida foi a extinção das operações de vôo. Conforme a Gol, um dos motivos para a extinção da Webjet foi porque a empresa possuía um modelo de operação com base em uma frota composta majoritariamente por aviões modelo Boeing 737-300, de idade média elevada, alto consumo de combustível e defasagem tecnológica. Como consequência do encerramento das operações, a Webjet demite aproximadamente 850 empregados entre tripulação técnica, tripulação comercial e manutenção de aeronaves. Os funcionários todos da Webjet demitidos devem agradecer ao governo do PT este magnífico fim de ano, presente inolvidável de Papai Noel. O governo petista é o que permite a concentração no setor de aviação comercial. Aliás, nesta era petista, é fantástico o estrago causado no setor aéreo. O PT começou liquidando com a Varig. Perguntem aos funcionários da antiga Varig como eles vivem hoje. Perguntem o que Lula, José Dirceu, Antonio Palocci e Dilma Rousseff fizeram pela empresa.

Intelectuais já estão prontos para exaltar uma tal “democracia árabe”, muito parecida com a antiga “ditadura ocidental”. Ou: Manda brasa, Irmandade Muçulmana!


Do jornalista Reinaldo Azevedo - Este é um daqueles textos que poderiam começar assim: “Ai, que preguiça!” Evoco a expressão macunaímica sempre que o óbvio e o fatal se lembram de acontecer. Há três dias os inocentes e os de má-fé descobriram um novo herói da paz regional — quem sabe o será um diz da pax universal: o presidente do Egito, Mohamed Morsi, que pertence à Irmandade Muçulmana. Ele se apresentou como o “negociador” da trégua entre os terroristas que dominam a Faixa de Gaza e o governo de Israel. As coisas são assim, prestem atenção: desde que a Irmandade ascendeu ao poder no Egito, intensificou-se o foguetório que parte de Gaza contra Israel. O Hamas, um braço da Irmandade que ganhou treva (e não luz!) própria, não produz os foguetes; recebe-os do Irã. Não chegam por mar porque o bloqueio imposto por Israel não permite; não chegam por ar por motivos óbvios. Chegam por terra, claro! — ou seja, pelo Egito. Armamentos já atravessavam a fronteira no tempo do ditador Mubarak. Agora virou a festa do caqui. Então as coisas são assim, leitor amigo: o governo egípcio facilita a entrada do armamento e depois aparece como negociador da paz. Escrevo estes dois parágrafos para dar pistas do caráter político deste mais novo herói. Dois dias depois de posar de paladino da paz aos olhos do mundo, Morsi voltou-se para os problemas domésticos e baixou um decreto no Egito que isenta todas as suas decisões de contestação judicial. Não só as suas: também as da Assembleia do Povo (Câmara Baixa), que está escrevendo a nova Constituição, e as da Shura (Câmara Alta), não podem ser contestadas. As duas são dominadas por partidos religiosos, aliados do presidente. Que coisa bonita! A ONU protestou. A União Europeia protestou. Os partidos políticos não religiosos protestaram — e convocaram manifestação para a lendária Praça Tahrir. Morsi não dá a mínima. O texto é uma das flores do que se tem chamado “Primavera Árabe”. As ditaduras árabes, convenham, a gente já conhecia e conhece: como todo regime de força, reprimem, esfolam e matam os opositores. Trata-se de exemplares típicos da espécie. Teóricos mundo afora (incluindo o Brasil) prometem para breve um novo conceito político. Talvez se chame “democracia árabe”. O que é isso? Define-se por um regime que prevê, sim, eleições — afinal, os países ocidentais precisam de certos fetiches, né? —, mas que se organiza para impedir a alternância do poder e a efetiva expressão da divergência. O nome — “democracia árabe” —, com efeito, será novo, mas não a feitiçaria teórica. O modelo está sendo testado, hoje em dia, em vários países do mundo, muito especialmente na América Latina. A prática é sempre a mesma — recorre-se à maioria para arrancar licenças ditatoriais, que solapam a própria democracia —; o que varia é o aporte teológico: no Egito, por exemplo, quem fornece o aparato utópico é o islamismo; na Venezuela, no Equador e na Bolívia, o bolivarianismo; na Argentina, o “viuvismo”; no Brasil, o petralhismo… A Irmandade Muçulmana é mesmo formada hoje por um time craques. Dedica-se de modo obstinado a duas coisas: a enganar os governos ocidentais — dada a qualidade das lideranças, é a tarefa mais fácil — e a empreender a sua agenda de islamização do mundo; a primeira etapa, por óbvio, são os países árabes. A facilidade com que avança é espantosa. Vejam, de novo, o caso do Egito. O último entrave ao poder absoluto do grupo eram os militares. Nos primeiros dias do novo poder, em agosto, um atentado praticado por “extremistas” (quem? quem?) matou 16 soldados na fronteira do país com a Faixa de Gaza. Mursi usou o episódio como pretexto para afastar a cúpula laica do Exército e nomear um novo comando — desta feita, claro!, ligado à… Irmandade. É o melhor dos mundos para seus estrategistas. A Irmandade se oferece como a única resposta para os problemas que, de fato, ela mesma cria, não é? Assim avança a “democracia árabe”, muito parecida com as antigas ditaduras ocidentais… Sob o aplauso de intelectuais — boa parte sempre fascinada por ditadores — e da imprensa.

PIB DO RIO GRANDE DO SUL É IGUAL A COLA DE CAVALO, SÓ CRESCE PARA BAIXO


O PIB do Rio Grande do Sul é o que menos cresce no Brasil. O PIB do Rio Grande do Sul cresceu 24,3% no período entre 2002 e 2010, ou seja, durante a era petista. É a menor expansão registrada na pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE. O avanço médio anual fica em 2,8%. O Estado segue com a quarta maior participação no PIB nacional. Em 2010, foi de 6,7%. Fica atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Mas teve recuo, já que era de 7,1% há oito anos. Desandou na era petista. A divisão do PIB do Rio Grande do Sul entre os setores é a seguinte: agropecuária - 8,7%; indústria - 29,2%; serviços - 62,1%.

Mantega afirma que Brasil terá um crescimento pífio do PIB de 1,7% em 2013


O ministro da Fazenda, o petista Guido Mantega, disse nesta sexta-feira que a economia está se desintoxicando. Segundo ele, o ano de 2012 será marcado por mudanças na política cambial. “A flutuação cambial é pequena, é importante para o empresário. Já temos aqui uns quatro, cinco meses com o câmbio acima de R$ 2,00. Então, isso mostra que veio para ficar”, afirmou ele. Mantega também disse que apesar da fraqueza da economia mundial, em 2013 o Brasil deverá crescer 1,7%, número satisfatório, segundo ele. “Se mantivermos esta performance, vamos começar o ano de 2013 com crescimento de, no mínimo, 1,7%. Isso é o mínimo”, previu. Como se vê, desandou o suposto milagre petista, que nunca foi dele.

Polícia Federal realiza buscas na Anac, Correios e Agência Nacional de Águas


A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira a operação Porto Seguro, em São Paulo e em Brasília, para desarticular uma organização criminosa que se infiltrou em órgãos federais com o objetivo de obter pareceres técnicos fraudulentos. Foram cumpridos seis mandados de prisão (sendo que dois são contra servidores públicos) e 43 mandados de busca e apreensão nas cidades de Cruzeiro (SP), Santos (SP), São Paulo e Brasília. Buscas foram realizadas na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Agência Nacional de Águas (ANA) e Correios. A investigação começou em março de 2011, depois que um servidor do Tribunal de Contas da União procurou a Polícia Federal para relatar que integrantes de um esquema ofereceram a ele R$ 300 mil, para que ele elaborasse um parecer técnico de modo a beneficiar uma empresa do setor portuário. A Polícia Federal percebeu que não se tratava de um caso isolado e que um grupo de servidores e agentes privados cooptava funcionários públicos para que eles acelerassem a tramitação de procedimentos ou elaborassem pareceres técnicos fraudulentos. Na ANA, a operação, iniciada às 6h30m e concluída às 10h45m, restringiu-se ao interior do gabinete do diretor Paulo Rodrigues Vieira, para coleta de documentos.

Justiça dos Estados Unidos obriga a Argentina a pagar parcela do calote internacional


O parecer de um juiz do tribunal de Nova York indicando que a Argentina pague um resíduo da dívida sobre a qual declarou calote em 2002 até o próximo dia 15 agitou o tabuleiro político e financeiro argentino nesta quinta-feira. O mercado foi tomado por especulações de que o País poderia voltar a cometer calote. A decisão judicial americana determina que a Argentina pague cerca de US$ 1,3 bilhão a dois fundos de investimentos até o dia quinze de dezembro. "Após a decisão do juiz de Nova Iorque os títulos do país desabam mais de 13% e o índice Merval (da bolsa de Buenos Aires) cai 4%", publicou o jornal El Cronista, de Buenos Aires, em sua edição on line. Segundo o periódico, o mercado financeiro teme "um calote técnico" da Argentina. Também em sua edição on line, o jornal La Nación publicou: "Títulos públicos argentinos desabam por decisão de juiz de Nova Iorque". O ministro da Economia, Hernán Lorenzino, disse que a Argentina apelará na próxima segunda-feira na Justiça dos Estados Unidos e em fóruns internacionais. "Recebemos a informação da decisão do juiz de forma pouco usual, via e-mail, tarde da noite, e na véspera de feriado nos Estados Unidos. Não achamos justo e legal pagar a estes fundos de especulações. Seriamos injustos com os que aceitaram pagamentos com descontos para que a Argentina voltasse a crescer". A Argentina declarou o calote da sua dívida em 2002, em meio a uma crise política e econômica. Três anos mais tarde, em 2005, já no governo do ex-presidente Nestor Kirchner (2003-2007), o país tentou resolver a questão oferecendo pagamentos com descontos aos que tinham investido nos papéis argentinos e tinham sido alvo do calote. Mais de 90% dos credores aceitaram a proposta do governo, aceitando abatimentos acima de 70% e pagamentos em 30 anos. Porém, a minoria que a rejeitou vem gerando dores de cabeça para o atual governo da presidente Cristina Kirchner nos tribunais internacionais. No mês passado, esses fundos conseguiram a apreensão da fragata-escola símbolo do país, a Libertad, parada em um porto de Gana, na África. Quase trezentos marinheiros, incluindo um brasileiro, tiveram que retornar a Buenos Aires de avião. A tripulação do navio vinha evitando algumas rotas temendo esse tipo de ação - que também pode afetar outros bens do país. Para especialistas, a interpretação do mercado financeiro é a de que a Argentina estaria em uma "sinuca" e por isso o dia foi "agitado". A expectativa agora é saber se a apelação que a Argentina fará será acatada. "Se o governo pagar esta dívida, abrirá a brecha para que outros que aceitaram o pagamento (com descontos) também reclamem pagamentos maiores na Justiça, o que complicaria e muito o caixa do governo. Mas se o governo não pagar o que o juiz manda, a Argentina estará tecnicamente em default", disse Carugati.

Israel detém suspeitos de explodir ônibus em Tel-Aviv


Autoridades israelenses detiveram um árabe-israelense por suspeita de plantar uma bomba em um ônibus em Tel-Aviv cuja explosão deixou 15 pessoas feridas horas antes de Israel concordar com um cessar-fogo com o Hamas na Faixa de Gaza. O cidadão árabe de Israel foi detido na noite de quarta-feira. Também foram presos, segundo a polícia, palestinos filiados ao Hamas e militantes da Jihad Islâmica na Cisjordânia, sob suspeita de terem recrutado o árabe-israelense para realizar o atentado. O porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld, não deu nomes ou um número exato de quantas pessoas estavam sob custódia. Ele disse que o árabe-israelense notificou os palestinos na Cisjordânia quando a bomba já estava no ônibus e eles, então, detonaram o dispositivo com um telefone celular. "A investigação ainda está em andamento e outras prisões são esperadas", disse o serviço de segurança interno em comunicado. O atentado de quarta-feira havia levantado a possibilidade de que os palestinos saíram da Cisjordânia para realizar o ataque em Israel. Enquanto o Hamas governa Gaza, um território sob bloqueio israelense, a Autoridade Palestina, apoiada pelos Estados Unidos, governa a parte da Cisjordânia que não está ocupada por Israel. Mas, muitos de seus moradores são simpáticos ao rival Hamas, que rejeita a paz permanente com o Estado judaico.