quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Operação em alto-mar das Forças Armadas prepara País para defesa das plataformas de petróleo


Vôos rasantes, bombas, tiros de canhão e metralhadoras e fumaça em plena costa brasileira fizeram parte da simulação de ataque de duas aeronaves contra o navio de desembarque de carro de combate Almirante Sabóia, de 138 metros de comprimento, da Marinha brasileira. O ataque simulado, feito nesta quarta-feira a cerca de 80 quilômetros da entrada da Baía de Guanabara, foi um dos exercícios da terceira edição da Operação Atlântico 3, coordenada pelo Ministério da Defesa. De acordo com o comandante da Primeira Divisão da Esquadra da Marinha, contra-almirante Márcio Ferreira de Mello, testes como esses servem para preparar o País para emergências que possam ameaçar a chamada Amazônia Azul, área marítima com cerca de 700 quilômetros de extensão a partir da costa brasileira. “Neste ano focamos na defesa de instalações estratégicas, como as nossas plataformas de petróleo e nossas linhas de comunicação marítimas, pois o tráfego marítimo é responsável por 95% do nosso comércio exterior”. Outro objetivo importante, segundo Ferreira de Mello, é testar e incrementar a integração entre as três Forças para momentos de atuação conjunta. A operação durou duas semanas, mobilizou cerca de 10 mil homens das Forças Armadas e custou aproximadamente R$ 15 milhões. Além da parte marítima, que contou com submarinos, navios-patrulha oceânicos, fragatas e corvetas, a parte aérea mobilizou aviões, helicópteros e homens, enquanto carros de combate do Exército encarregaram-se da proteção terrestre. Ao longo do dia foram feitos cinco exercícios: simulação de ataque de aeronaves à Força Naval, de incêndio a bordo causado por ataque, incidente de proteção marítima envolvendo um suposto navio exercendo atividades ilegais em águas brasileiras, tiro de superfície sobre alvo à deriva e a transferência de um militar entre dois navios.

Em nota, o petista corrupto, peculatário e lavador de dinheiro João Paulo Cunha diz que pena é "injusta" e "equivocada"


Logo após ter recebido suas penas do Supremo Tribunal Federal no processo do Mensalão do PT, o deputado federal João Paulo Cunha (PT) divulgou uma nota, nesta quarta-feira, em que chama de "injusta e juridicamente equivocada" a pena de 9 anos e 4 meses de prisão imposta pelos ministros da Corte. Ele foi condenado por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. O corrupto e peculatário João Paulo Cunha escreveu que pedirá revisão da pena ao Supremo, solicitando que sejam levadas em conta "prioritariamente as provas contidas nos autos do processo". "Considero injusta e juridicamente equivocada a sentença severa determinada a meu caso, pela maioria do Supremo, na Ação Penal 470. Solicitarei à Suprema Corte Brasileira que faça uma nova análise, isenta, sem os holofotes interferentes e levando em conta prioritariamente as provas contidas nos autos do processo", afirmou em nota. Esse é o caso de um bandido petista efetivamente atrevido.

Banco do Brasil decide exonerar ex-marido de Rosemary de conselho da Brasilprev


O Banco do Brasil decidiu exonerar José Claudio de Noronha do conselho de administração da Brasilprev por causa do suposto envolvimento de Rosemary Novoa Noronha, sua ex-mulher, em esquema de corrupção. Rosemary também perdeu o cargo de chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo. José Cláudio participa do conselho desde agosto de 2009. Atualmente, ele é suplente de Alexandre Abreu, diretor do Banco do Brasil. As nomeações são feitas pelo Banco do Brasil. Antes disso, foi suplente do ministro Luís Inácio Adams, da Advocacia Geral da União. No site da Brasilprev ainda consta Noronha como suplente de Adams, mas a assessoria do Banco do Brasil informou que ele estava desatualizado. O braço direito de Adams, José Weber, é acusado pela Polícia Federal de participar do esquema de venda de pareceres públicos para empresários. Weber foi exonerado do cargo de confiança. Noronha foi indicado por Rosemary. A cúpula do Banco do Brasil decidiu que, mesmo ele não sendo investigado na Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, como foi uma nomeação dela, será exonerado. No conselho ele recebe salário de R$ 3.300,00. O salário dos titulares é de R$ 6.600,00. José Claudio ocupa cargo de assessor especial da Infraero desde 2005. A Brasilprev é presidida por Ricardo Flores, ex-presidente da Previ, amigo de Rosemary.

PMDB oficializa candidatura de Henrique Alves a presidente da Câmara


A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou nesta quarta-feira que ligações sucessivas feitas entre os mesmos números de origem e destino, feitas de aparelho celular, sejam cobradas apenas uma vez. A medida, aprovada pelo conselho diretor da agência reguladora, altera o regulamento do serviço móvel pessoal para que ligações feitas com intervalo máximo de dois minutos de aparelho móvel para o mesmo número seja considerada uma única ligação. A medida entra em vigor 90 dias após publicação no Diário Oficial da União. A decisão da Anatel tem o objetivo de evitar que o usuário tenha prejuízos financeiros com quedas constantes de ligações. Com isso, se uma “chamada for interrompida por qualquer razão e o usuário repeti-la em até 120 segundos, essa segunda chamada será considerada parte da primeira, como se a primeira não tivesse sido interrompida”, informou a agência reguladora por meio de nota. A medida não limita a quantidade de ligações, ou seja, se as chamadas forem interrompidas diversas vezes e refeitas em até dois minutos entre os mesmos números, a cobrança será de uma única ligação. A mudança no regulamento contempla ligações feitas de telefonia móvel para números fixos ou celulares. A alteração abrange todos os planos de serviço oferecidos pelas prestadoras de telefonia móvel, o que inclui as ligações tarifadas por tempo ou por chamada. No caso de cobranças por tempo, haverá a soma dos segundos e minutos de todas as chamadas sucessivas. No caso de quem paga por ligação, as chamadas sucessivas serão consideradas uma só para efeito de cobrança: não poderão ser cobradas do consumidor como ligações diferentes. Atualmente, quando a chamada é interrompida, ao fazer uma nova ligação, o usuário é tarifado novamente.

Investigação da Polícia Federal descobre que petista Paulo Vieira acumulou patrimônio milionário, mostra investigação da PF


De acordo com a investigação da Polícia Federal, o petista Paulo Vieira acumulou um patrimônio milionário. É dono da faculdade Facic, em Cruzeiro, no estado de São Paulo, e comprou quatro apartamentos na capital paulista e um carro de R$ 300 mil. Tudo em nome de terceiros. E tem mais de R$ 1 milhão aplicados em contas bancárias. Nesta quarta-feira, o diretor afastado da Anac, Rubens Vieira, irmão de Paulo, foi convidado a prestar esclarecimentos no Senado. A idéia do governo petista de Dilma Rousseff era barrar no Congresso o depoimento de todos os que foram indiciados na operação. Mas a oposição aproveitou a ausência de governistas na Comissão de Infraestrutura para aprovar o convite a Rubens Vieira e ao diretor presidente da Anac. Foram aprovados também convites para que o ministro da Justiça e o advogado-geral da União prestem esclarecimentos. O advogado de Paulo Vieira negou que o cliente dele tenha entregado R$ 100 mil a Cyonil Borges, o auditor do Tribunal de Contas que fez as denúncias. Segundo o advogado Pierpaolo Cruz Bottini, Paulo e Cyonil se conheciam havia muito tempo. Sobre a relação de Paulo Vieira e Rosemary Noronha, ex-chefe de gabinete da presidência em São Paulo, o advogado declarou que eles eram amigos, e que os e-mails revelados na operação dizem respeito ao reembolso pessoal de dinheiro gasto por Rosemary na reforma de um apartamento de Paulo Vieira.

Quase metade das instalações esportivas das Olimpíadas está pronta, diz presidente da Autoridade Pública Olímpica


O presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Márcio Fortes, disse nesta quarta-feira que 47% das instalações esportivas para os Jogos Olímpicos de 2016 estão prontas. Segundo ele, as instalações feitas para os Jogos Pan-Americanos, em 2007, e para os Jogos Militares, no ano passado, serão utilizadas para as Olimpíadas no Rio de Janeiro. Para Fortes, a entidade deve focar “na manutenção dos empreendimentos e na construção” das obras ainda inacabadas. O presidente da APO destacou que a entidade não “executa obras”, apenas “monitora” os serviços, mas garantiu que a “maioria das obras será entregue em 2015”, quando ocorre um evento teste das olimpíadas. O presidente da APO participou de audiência pública da Comissão de Turismo e Desporto sobre o planejamento geral dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, na Câmara dos Deputados.

Senado aprova MP que cria a Empresa de Planejamento e Logística

O Senado aprovou, sem alterações, a Medida Provisória (MP) 576, que transforma a Empresa de Transporte Ferroviário de Alta Velocidade (Etav) em Empresa de Planejamento e Logística S.A. (EPL), vinculada ao Ministério dos Transportes. Pelo texto aprovado, a EPL terá como finalidade promover estudos e projetos de integração de transportes; fiscalizar, coordenar e promover obras de infraestrutura de transportes em todos os modais; fazer parcerias com instituições diversas para pesquisas e absorção de tecnologia em transportes; prestar serviços a estados, municípios e União, entre outras funções. A EPL também ficará responsável por executar e gerir o projeto do trem de alta velocidade (TAV), que antes ficava a cargo da Etav. O projeto aprovado nesta quarta-feira diz que ela deverá “planejar e promover o desenvolvimento do serviço de transporte ferroviário de alta velocidade de forma integrada com as demais modalidades de transporte, por meio de estudos, pesquisas, construção da infraestrutura, operação e exploração do serviço, administração e gestão de patrimônio, desenvolvimento tecnológico e atividades destinadas à absorção e transferência de tecnologias”. A nova empresa também poderá constituir subsidiária e participar como acionista de outras empresas, desde que não fuja de seu objeto social. A EPL será empresa de capital aberto, com a União como maior acionista. O Estado irá integralizar o capital da EPL de modo a garantir, no mínimo, 50% mais um das ações. Como não houve mudanças em relação ao texto enviado pela Câmara dos Deputados, a matéria segue para sanção presidencial. O presidente da empresa será Bernardo Figueiredo, conforme  anunciado pela presidente Dilma Rousseff.

Senado aprova MP que permite aporte a PPPs durante obras

O Senado aprovou nesta quarta-feira medida provisória que, entre outras ações, permite o aporte de recursos públicos a empresas que participam de Parcerias Público-Privadas durante o andamento das obras. Como um dispositivo que aumenta a potência que pode ser utilizada por rádios comunitárias sem prévia outorga foi retirado do texto durante a tramitação da proposta no Senado, a MP será novamente enviada à Câmara, que deverá dar a palavra final, antes de encaminhá-la à Presidência da República para sanção. A medida também prorroga até 31 de dezembro de 2013 a redução a zero das contribuições para o Pis/Pasep e Cofins que incidem sobre a farinha de trigo, trigo e pré-misturas usadas na fabricação de pão, no momento em que o setor enfrenta aumento nos custos. A MP recebeu críticas dos senadores, que se posicionaram contra ponto incluído no texto que cria cargos comissionados nos ministérios do Esporte e da Integração Nacional. Senadores da oposição citaram a recente operação da Polícia Federal, a Porto Seguro, que investiga esquema de venda de pareceres fraudulentos a empresas privadas envolvendo pessoas que ocupavam cargos comissionados na administração pública. Além disso, a MP reduz o valor de multas cobradas de pessoas jurídicas por descumprimento da entrega de declarações, demonstrativos ou escriturações digitais à Receita Federal.

Parte da base aliada ameaça derrubar todo o relatório


A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira corre o risco de terminar em pizza, sem a aprovação de relatório final com as conclusões das investigações. Mesmo depois do recuo do relator Odair Cunha (PT-MG), que desistiu de pedir o indiciamento de cinco jornalistas e da investigação do Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, parte da base aliada na CPI, capitaneada pelo PMDB, uniu-se ao PSDB e ameaça derrubar todo o relatório final do petista ou sequer votar o documento. Um dos argumentos dos aliados para rejeitar o texto final é o pedido de indiciamento do governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, por seis crimes. Governistas e tucanos alegaram que o petista Odair Cunha "politizou" o documento ao propor o indiciamento apenas de Perillo, deixando de fora o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiróz. "Assim como a imprensa e o procurador-geral, a questão do governador de Goiás também é uma cortina de fumaça para evitar a discussão de outros temas", afirmou o deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ), que decidiu votar a favor do relatório depois das mudanças feitas pelo relator. Miro Teixeira cita o pedido de indiciamento de Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta Construções, como um dos itens que ninguém defende publicamente a retirada. Mas nos bastidores integrantes da CPI, quer do governo, quer da oposição, trabalham para que Cavendish seja poupado. "Esse relatório é incorrigível", decretou o deputado federal Carlos Sampaio (PSDB-SP), que atribui a inclusão do indiciamento de Perillo no relatório a "fruto da ira" do ex-presidente Lula com o governador tucano. Com cerca de cinco mil páginas, o relatório final da CPI deverá ser colocado em votação na próxima semana. Os integrantes da comissão de inquérito estão divididos entre aprovar o texto e derrubá-lo na sua integralidade. A reação ao relatório de Cunha está espalhada em todos os partidos. "Vou votar contra o relatório porque ele não investigou o esquema paralelo da construtora Delta", afirmou o deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP). O deputado Sílvio Costa (PTB-PE) já avisou que vai votar contra toda a proposta. Nem mesmo os chamados "independentes" da CPI, os deputados Onyx Lorenzoni (DEM-RS), Rubens Bueno (PPS-PR) e os senadores Randolfe Rodrigues (PSol-AP) e Pedro Taques (PDT-MT) conseguiram chegar a um consenso sobre a aprovação ou rejeição total do relatório.

Petrobras informa recorde na geração de energia termelétrica a gás


A Petrobras informou nesta quarta-feira que foi registrado no início da semana um recorde de geração de energia termelétrica a gás natural no País, com 7.415 megawatts médios entregues ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Os recentes recordes de geração de energia termelétrica devem-se ao aumento do despacho termelétrico ordenado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), no momento em que essas usinas são acionadas para suprir a menor produção nas hidrelétricas. Para a obtenção do novo recorde de geração termelétrica, foram consumidos 39,8 milhões de metros cúbicos de gás natural, de um total de 95 milhões movimentados na última segunda-feira, considerando os mercados termelétrico, não termelétrico e o consumo interno da Petrobras. Desse total de megawatts médios gerados, 5.404 MW médios foram gerados em termelétricas a gás natural do Parque Gerador da Petrobras, cuja capacidade instalada é de 5.741 MW, e 2.011 MW médios em termelétricas de terceiros, para as quais a estatal fornece gás natural. O recorde anterior de geração a gás ocorreu no dia 23 de novembro, quando foram gerados 7.362 MW médios. Nos últimos meses a Petrobras tem entregue volumes recordes de gás.

Copom mantém taxa Selic na mínima de 7,25% e quebra sequência de 10 quedas


O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a Selic, nesta quarta-feira, em decisão unânime, em 7,25% ao ano, recorde histórico de baixa, encerrando o afrouxamento monetário iniciado há mais de um ano. "Considerando o balanço de riscos para a inflação, a recuperação da atividade doméstica e a complexidade que envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que a estabilidade das condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta, ainda que de forma não linear", informou o Copom por meio de nota. Isso é uma festa para a malta da especulação financeira, todos os bancos, apoiada e sustentada pelo regime petista.

SUPREMO APLICA 9 ANOS E 4 MESES DE CADEIA PARA O PETISTA CORRUPTO, PECULATÁRIO E LAVADOR DE DINHEIRO JOÃO PAULO CUNHA


O Supremo Tribunal Federal aplicou penaS de 9 anos e 4 meses de prisão em regime fechado para o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) no processo do Mensalão do PT. Como a pena é superior a 8 anos, o início do cumprimento é o regime fechado. O julgamento será retomado na próxima quarta-feira, discutindo a questão da perda de mandato imediata dos condenados, além de possíveis ajustes nas penas fixadas de prisão e de multa. João Paulo Cunha foi condenado por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. A pena mais alta foi para o crime de peculato, de 3 anos e 4 meses de prisão. Nos outros dois crimes, as penas foram de 3 anos de prisão para cada um. As multas aplicadas chegam a R$ 360 mil. A fixação da pena por lavagem de dinheiro provocou amplo debate no tribunal e novos embates entre o relator, Joaquim Barbosa, e o revisor, Ricardo Lewandowski. Houve ainda embate de Barbosa com Marco Aurélio Mello. A polêmica aconteceu porque a condenação foi realizada por 6 votos a 5. Um dos que condenou, o ministro Carlos Ayres Britto não deixou seu voto fixando a pena e o advogado do petista João Paulo Cunha, Alberto Toron, afirmou que não haveria o quórum de seis votos para deliberar sobre a pena a ser fixada. Barbosa refutou a tentativa da defesa de imediato. Lewandowski e Marco Aurélio, porém, entenderam que o plenário devia se manifestar sobre o tema. O relator e presidente irritou-se e lembrou que a questão já tinha sido levantada na semana passada pela defesa de outro réu e derrotada. Marco Aurélio afirmou que o caso era diferente porque no anterior a decisão pela condenação tinha sido tomada por 6 votos a 4. O ministro Lewandowski afirmou que a questão tinha de ser resolvida em plenário, por sua experiência na Corte. "Não é a experiência de Vossa Excelência que comanda o plenário", rebateu Barbosa. Lewandowski afirmou que a praxe é de não se tomar decisões monocraticamente pelo presidente. O relator lembrou que no próprio julgamento do Mensalão do PT, o ministro Ayres Britto tinha agido desta forma. Lewandowski afirmou que a referida situação "causou espécie na comunidade jurídica". O decano do Supremo, Celso de Mello, interrompeu dizendo que o presidente, pelo regimento, pode, sim, responder monocraticamente, mas sugeriu que os outros fossem ouvidos. Barbosa afirmou que insistiu para que Ayres Britto deixasse voto sobre a questão da dosimetria, mas não foi atendido. Diante da insistência dos ministros, ele concordou em submeter a questão aos ministros, depois que Lewandowski, por sugestão de Celso de Mello, apresentou como sua a questão de ordem do advogado, para que o Plenário fosse ouvido. "Já que o tribunal insiste em deliberar sobre essa questão da situação esdrúxula da condenação sem fixação de pena, eu submeto", disse o relator. Por fim, sua posição prevaleceu, com o tribunal entendendo que a condenação estava decidida e que os cinco ministros que votaram pela condenação poderiam fixar a pena. Alguns ainda lembraram que a pena proposta por Barbosa foi de 3 anos, a mínima para lavagem de dinheiro. Com isso, Britto não teria como ter proposta nada mais benéfica ao réu.
Vencedor, o relator aproveitou para ironizar o ministro Marco Aurélio Mello, um dos que mais defendeu a votação sobre a questão de ordem: "Adoro a objetividade, detesto a perda de tempo".

STF aplica penas alternativas a ex-secretário do PTB


Os ministros do Supremo Tribunal Federal decidiram nesta quarta-feira fixar duas penas alternativas ao ex-secretário do PTB, Emerson Palmieri, condenado no processo do Mensalão do PT pelo crime de lavagem de dinheiro. Com base na legislação penal, o colegiado decidiu converter a pena de 4 anos de prisão e de 190 dias multa - cada dia multa é igual a cinco salários mínimos da época do fato - em duas penas restritivas de direitos: o pagamento de 150 salários mínimos (não foi fixado se o valor atual ou da época do crime) em favor de entidade pública ou privada com destinação social sem fins lucrativos e a proibição de exercer cargo, função e atividade pública, bem como mandato eletivo no período da pena. Por lei, é possível impor punições alternativas a condenados que receberam penas inferiores a 4 anos de prisão e que são passíveis de cumprimento em regime aberto. Quanto ao crime de lavagem de dinheiro cometido por Palmieri, o relator do processo afirmou que o então secretário do PTB usou uma estrutura permanente para lavar o dinheiro ilícito que seria repassado aos parlamentares do partido. Apenas a ministra Rosa Weber divergiu do voto de Barbosa, pois ela considerou que, em vez de cinco operações ilícitas de lavagem de dinheiro, conforme fixado pelo relator, apenas duas ocorreram. Os ministros também concluíram a fixação da pena do ex-líder do PMDB na Câmara dos Deputados, José Borba, pelo crime de corrupção passiva. Na segunda-feira, o colegiado havia aplicado a ele a pena de 2 anos e 6 meses de prisão, mas, na ocasião, Joaquim Barbosa não chegou a propor qual pena alternativa Borba, atual prefeito em Jandaia do Sul (PR), deveria cumprir. O STF determinou a Borba o pagamento de 300 salários mínimos (não foi fixado se o valor atual ou da época do crime) e a interdição temporária de mandato eletivo. Os ministros, entretanto, deixaram para definir na semana que vem se Borba, assim como os deputados federais condenados no processo, terão de perder automaticamente o mandato.

Álvaro Dias, um oposicionista de fato, aproveita cochilo do governo Dilma e aprova convite para ouvir um dos investigados


A oposição conseguiu furar o bloqueio do governo e aprovou nesta quarta-feira convite para Rubens Vieira, diretor afastado da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), prestar depoimento na Comissão de Infraestrutura do Senado sobre Operação Porto Seguro, da Polícia Federal. Senadores governistas haviam fechado acordo com parte da oposição para não chamar servidores do governo a depor sobre o esquema de corrupção, mas o PSDB diz que não endossou o acordo firmado com parlamentares da ala “independente” da Casa. Como o PSDB preside a comissão, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) aproveitou o início da reunião para aprovar o requerimento. No momento da aprovação, havia apenas Alvaro Dias, a presidente da comissão, senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), e o senador Wilder Morais (DEM-GO). Minutos depois da aprovação do convite, senadores governistas chegaram à sala da comissão. “Em um rápido cochilo do governo conseguimos aprovar pelo menos um requerimento importante. É um convite, mas ficará mal ele não comparecer”, afirmou Álvaro Dias. O regimento do Senado não permite a convocação de servidores do segundo e terceiro escalões do governo, por isso a oposição apresentou convite a Rubens Vieira. Mesmo com a possibilidade de recusar o depoimento, a oposição disse acreditar que o servidor afastado do governo compareça ao Senado. “Não temos poder de polícia, não podemos trazer ninguém à força. Mas ele é peça da quadrilha e poderá dizer qual a sua participação no esquema de corrupção”, afirmou Álvaro Dias. Lúcia Vânia disse que vai entrar em contato com o servidor, que está preso, para marcar a data do depoimento. A intenção da senadora é ouvi-lo na próxima quarta ou quinta-feira. A comissão também aprovou convite para o presidente da Anac, Marcelo Guaranys, falar aos senadores. O convite ao servidor já havia sido aprovado pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle do Senado, por isso as duas comissões devem realizar reunião conjunta para ouvi-lo também na próxima semana. Indiciado pela Polícia Federal na Operação Porto Seguro, Rubens Vieira era diretor da Anac. Ao lado do seu irmão, o petita Paulo Vieira, diretor da ANA (Agência Nacional de Águas), ele é suspeito de envolvimento no esquema de corrupção por ter pedido a empresários “favores” sugeridos por Rosemary Novoa Noronha, ex-chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo.

CBF anuncia saída de Andrés Sanchez e extingue cargo de diretor de Seleções


O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, confirmou nesta quarta-feira a saída de Andrés Sanchez da função de diretor de Seleções da entidade. Marin declarou que o cargo será extinto. “Tendo em vista que ficou vago, decidimos extinguir o cargo de diretor de Seleções da Seleção Brasileira. Vamos criar o cargo de coordenador”, declarou ele. O dirigente disse ainda que espera anunciar nesta quinta-feira o nome do novo técnico da seleção, que substituirá Mano Menezes, demitido pela CBF na última sexta-feira.

Entrada de dólares supera saída em US$ 3,5 bilhões neste mês até dia 23


A entrada de dólares superou a saída em US$ 3,537 bilhões, neste mês até o último dia 23, informou nesta quarta-feira o Banco Central. O saldo positivo veio somente do fluxo financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao Exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações), com US$ 4,612 bilhões. O segmento comercial (operações relacionadas a exportações e importações) registrou saldo negativo de US$ 1,075 bilhões. De janeiro a 23 de novembro, o fluxo cambial ficou positivo em US$ 22,169 bilhões. No período, o saldo é positivo tanto para o segmento financeiro (US$ 8,208 bilhões) quanto para o comercial (US$ 13,961 bilhões).

Roberto Jefferson é condenado a mais de sete anos de prisão, mas não vai para prisão


O ex-deputado federal Roberto Jefferson, atual presidente licenciado do PTB, teve pena fixada nesta quarta-feira pelo Supremo Tribunal Federal em sete anos e 14 dias de prisão, além de multa que passa de R$ 740 mil em valores não atualizados. O político é considerado o primeiro informante sobre o esquema do Mensalão do PT. Para o crime de corrupção passiva, o parlamentar recebeu pena de dois anos, oito meses e 20 dias, além de 127 dias-multa no valor de dez salários mínimos cada, vigentes à época. Já para o crime de lavagem de dinheiro, foi aplicada punição de quatro anos, três meses e 24 dias, além de 160 dias-multa de dez salários mínimos cada. Como a soma está entre quatro e oito anos, o regime inicial de cumprimento deve ser o semiaberto. Ao apresentar o voto sobre corrupção passiva, o ministro Joaquim Barbosa defendeu a faixa de punição mais grave, de dois a 12 anos de prisão, para Roberto Jefferson e os demais réus que aceitaram propina, com a pena já fixada. A maioria dos ministros está aplicando a faixa de punição mais amena, de um a oito anos de prisão, que vigorou até novembro de 2003.

Comissão do Senado vai ouvir três ministros sobre atraso nas obras da transposição das águas do Rio São Francisco


Pelo menos três ministros serão convidados pelo Senado a dar explicações sobre os motivos do atraso nas obras de transposição das águas do Rio São Francisco. Nesta quarta-feira, o relator da comissão especial externa do Senado, que acompanhará o andamento dessas obras, Humberto Costa (PT-CE), apresentou o cronograma do trabalho que pretende iniciar. No dia 11 de dezembro está prevista audiência pública para debater os motivos dos atrasos nas obras e possíveis soluções a serem implementadas. O senador disse, na reunião da comissão, que convidará os ministros da Integração Nacional, Fernando Bezerra; do Planejamento, Miriam Belchior; e da Defesa, Celso Amorim para participarem da audiência. O cronograma de trabalho também prevê a realização de uma audiência pública que deve contar com a presença de representantes do Tribunal de Contas da União e da Controladoria-Geral da União. Uma das prioridades do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a obra de transposição deveria estar pronta até o fim deste ano. Dados do Ministério da Integração Nacional informam, no entanto, que menos de 50% dos serviços foram concluídos, segundo o senador Humberto Costa.

Demanda por energia cresce 2,8% em outubro


O aumento do consumo de energia elétrica das classes comercial e residencial, devido à ocorrência de temperaturas altas ao longo do mês, levou a demanda por energia crescer 2,8%  em outubro deste ano, em comparação ao mesmo mês do ano passado. Segundo dados da Resenha Mensal do Mercado de Energia Elétrica, divulgado nesta quarta-feira pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o consumo nacional de energia elétrica em outubro foi 37,7 mil gigawatts-hora (GWh). “A classe comercial continua crescendo a taxas elevadas, atingindo aumento de 7,1% no mês, estimulado pela ocorrência de temperaturas mais altas. O clima mais quente também impulsionou o consumo das residências, que aumentou 4,4% no mês de outubro, mantendo a taxa anualizada no mesmo patamar de crescimento (4,1%)”. Com base nos resultados de outubro, a EPE mantém a previsão de que a demanda por energia elétrica no País feche 2012 com expansão acumulada de 3,3%, o que deverá totalizar, segundo as  projeções da EPE, em um consumo total de 447,5 mil GWh. Em contrapartida, o consumo industrial continua em níveis muito abaixo do desejado e voltou a fechar negativo, depois da queda de 1,3% no índice dessazonalizado em setembro frente a igual mês de 2011. O índice esperado é acima de 2%, pois o consumo industrial é o principal indicador do comportamento da economia. É a quinta queda consecutiva do consumo industrial este ano, impactada pelo cenário econômico internacional.

Procuradora federal diz que Irmãos Vieira não paravam de cometer crimes


O modus operandi dos irmãos Vieira – Paulo, Rubens e Marcelo, acusados de comandar um esquema criminoso infiltrado dentro de órgãos federais, alvo da Operação Porto Seguro, da Polícia Federal – chamou a atenção da procuradora Suzana Fairbenks, que coordenou a investigação no Ministério Público Federal em São Paulo, em conjunto com a Polícia Federal. "A documentação dos autos é muito característica. Eles não param de cometer crimes, a polícia até usa essa expressão quando pede as prisões. O fundamento é: eles simplesmente não param de cometer crimes. E foi o que a gente percebeu. É o tempo inteiro, é o modus operandi deles, está na vida deles, eles só fazem isso o tempo inteiro”, disse a procuradora. Os irmãos Paulo Rodrigues Vieira, ex-diretor de Hidrologia da Agência Nacional de Águas (ANA); Rubens Carlos Vieira, ex-diretor de Infraestrutura Aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac); e Marcelo Rodrigues Vieira, empresário, foram presos na última sexta-feira, acusados de formação de quadrilha agindo dentro do governo petista de Dilma Rousseff. Segundo a procuradora, infiltrados nos órgãos públicos, eles vendiam pareceres a grupos empresariais para os mais diversos fins. “O processo do Tribunal de Contas da União que gerou toda essa investigação era a concessão de áreas no terminal do Porto de Santos que não tinham sido licitadas”, disse. A investigação da Operação Porto Seguro começou com um inquérito civil público para a apuração de improbidade administrativa. Cyonil da Cunha Borges de Faria Júnior, ex-auditor do Tribunal de Contas da União, revelou ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal que lhe foram oferecidos R$ 300 mil para que elaborasse um parecer técnico a fim de beneficiar um grupo empresarial do setor portuário que atua no Porto de Santos, a empresa Tecondi (Terminal para Contêineres da Margem Direita), em um contrato com a Companhia Docas de São Paulo (Codesp). “Cyonil é um corrupto que sofreu um golpe, porque recebeu um calote do pagamento, não pagaram tudo e ele resolveu denunciar o esquema. Eram R$ 300 mil o prometido e ele recebeu R$ 100 mil, e ficou cobrando os outros R$ 200 mil”, destacou. De acordo com Suzana Fairbenks, os irmãos Paulo e Rubens Vieira, núcleo principal da quadrilha, entraram nas agências reguladoras com a ajuda da ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa de Noronha, com quem mantiveram contato, quase semanal, desde 2009: “Marcelo levava dinheiro, buscava documentos, pegava táxi para ir lá em Santos buscar alguma coisa. O Marcelo era o executor e os outros dois irmãos, Paulo e Rubens, eram os cabeças”.

Violência custa R$ 92 bilhões aos cofres públicos do Brasil


A subsecretária de Proteção às Vítimas de Violência da Secretaria de Justiça do Distrito Federal, Valéria Velasco, afirmou nesta quarta-feira que a violência no País custa R$ 92,2 bilhões aos cofres públicos. Além disso, Valéria Velasco disse que ainda há prejuízos “invisíveis” às vítimas, como trauma ocasionado pela perda de um ente querido. As declarações foram feitas durante sua participação no seminário promovido pela Frente Parlamentar em Defesa das Vítimas de Violência, no auditório Freitas Nobre, que discutiu o aumento da violência contra jovens e crianças. Para ela, o atual governo defende mais o criminoso que a família das vítimas. "Eles entram numa via crucis e ficam sem saber como alcançar a justiça", disse. Valéria Velasco teve um filho de 16 anos morto por uma gangue em Brasília, em 1993.

Comissão aprova projeto que cria 90 cargos de confiança na Presidência


A Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira a criação de 90 cargos de confiança na Presidência da República. O projeto já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e, agora, seguirá para o plenário do Senado para começar a valer. A proposta foi enviada pela Presidência em 2008 e prevê cargos em vários órgãos que funcionam no Palácio do Planalto, a exemplo da Casa Civil e da Secretaria de Relações Institucionais. “O mais recente é o escândalo da Porto Seguro. Eu não tenho a mínima condição de consciência de criar esses 90 cargos. O Poder Executivo não tem dado exemplos de bom controle dos cargos de confiança”, criticou o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) ao lembrar a Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, que investigou um esquema de fraudes em pareceres técnicos de órgãos públicos para beneficiar empresas privadas.

Blogueira cubana Yoani Sanchéz ganha de brasileiros passagem para visitar o País em 2013


Um grupo de brasileiros entregou para a blogueira cubana Yoani Sanchéz passagens para sua viagem ao Brasil em 2013, quando o governo de Cuba flexibilizar a realização de viagens para o Exterior, medida prevista para entrar em vigor em janeiro. As passagens foram compradas com o dinheiro arrecadado em uma "vaquinha" organizada pelo cineasta Dado Galvão, diretor do documentário Conexão Cuba-Honduras. Yoani deve definir sua viagem assim que receber uma autorização do governo cubano. Quatro brasileiros, o jornalista e blogueiro Rafael Velame, o médico César Oliveira, o publicitário Xiko Melo e Angelo Almeida, foram até o apartamento de Yoani Sanchez, em Havana, para entregar os bilhetes pessoalmente à blogueira no último dia 23.

Votação para indicado ao Conselho do MP está empacada no Senado Federal


A votação do nome de Luiz Moreira Gomes Júnior para o Conselho Nacional do Ministério Público tem gerado polêmica no Senado. O requerimento é de urgência, mas, até o momento, o impasse entre parlamentares governistas e oposicionistas tem atrasado a votação da proposta. Moreira já é conselheiro do CNMP e quer ser reconduzido ao cargo. Porém, os senadores Alvaro Dias (PSDB-PR), José Agripino (DEM-RN), Mário Couto (PSDB-PA) e Pedro Taques (PDT-MT) querem ouvir o Ministério Público antes da votação. Isso porque, mesmo tendo sua recondução aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, há requerimentos que pedem uma fiscalização acirrada em cima de seu nome. “Temos passado por situações, no mínimo, esdrúxulas, esquisitas, em indicação de autoridade. Notadamente para as agências reguladoras, nós aprovamos sem aquela investigação”, justificou Taques.

Petrobras assina termo de cooperação para desenvolvimento de tecnologia inédita de soldagem


A Petrobras assinou na terça-feira termo de cooperação com o Senai, no valor de R$ 11,5 milhões, para implantação do Laboratório Brasileiro de Excelência em Tecnologia de Soldagem, no Rio de Janeiro. A estrutura atenderá às necessidades de pesquisa, desenvolvimento e qualificação de processos da área e será o primeiro laboratório deste tipo na América Latina. O investimento em processos de soldagem caracteriza um grande avanço para a implantação de projetos do segmento de petróleo, já que a atividade é considerada essencial em diversas obras em construção no Brasil. As tecnologias desenvolvidas no laboratório contribuirão para o aumento da produtividade, impactando positivamente os custos e a entrada em operação de empreendimentos. A infraestrutura inclui processos robotizados e tecnologia a laser de última geração que permitem desenvolver conhecimentos e técnicas inéditas de soldagem e montagem para dutos, equipamentos e chapas. Esses recursos possibilitarão ao Senai se posicionar  entre os mais conceituados laboratórios de soldagem do mundo e dar suporte às demandas do mercado de óleo e gás com soluções antes desenvolvidas fora do país. Além disso, será possível multiplicar os conhecimentos acumulados com a formação de mão de obra especializada, cada vez mais demandada pelo mercado nacional. Integrante do Programa Tecnológico de Transporte (Protran), da Petrobras, o laboratório será instalado no Centro de Tecnologia Senai Solda, no Maracanã. O início das atividades está previsto para o primeiro semestre de 2013. O termo de cooperação, com duração de 36 meses, demonstra o esforço da Petrobras em promover o desenvolvimento tecnológico da indústria e o mercado de trabalho brasileiros, fortalecendo toda a cadeia produtiva de fornecedores da Companhia.

Deputado federal Onyx Lorenzoni denuncia explosão de preços depois da vampirização da Webjet

Onyx Lorenzoni, suspeita na operação da Webjet

O deputado federal gaúcho Onyx Lorenzoni (DEM) está indignado com o fechamento da companhia Webjet pela Gol, que a comprou só para esse fim. O parlamentar diz que o único objetivo foi promover um violento aumento de preços nas passagens aéreas. Em uma rápida pesquisa que ele fez, aponta estes absurdos de preços para o período entre 26 de dezembro e 2 de janeiro do próximo ano: Brasília-Fortaleza – R$ 5 mil; Brasília-Paris – R$ 4,3 mil. Onyx Lorenzoni afirma que a liquidação da Webjet por parte da Gol foi uma jogada ensaiada com o mercado e com o governo petista de Dilma Rousseff, destinada a reduzir a concorrência e com isto permitir aumentos abusivos de preços. O deputado do DEM do Rio Grande do Sul fez a denúncia nesta quarta-feira e exigiu a convocação do ministro da Aviação Civil e do presidente da Anac. Ele também relacionou tudo com o atual escândalo da Operação Porto Seguro. "Foram demitidos 850 trabalhadores, mas a Gol reajustou suas tarifas em 200% depois disto. O governo e os órgãos reguladores falharam quando aprovaram a compra da Webjet por parte da Gol. São cúmplices nas práticas nocivas aos trabalhadores, aos consumidores e à livre concorrência. Faltou transparência. A Gol comprou a concorrente para tirá-la da frente", afirma Onyx Lorenzoni. Ele acrescenta: "A ação da Gol inflacionou o mercado. Com a oferta de bilhetes restrita, as demais empresas reajustaram de forma estratosférica os preços. Um exemplo disso é que uma viagem de Brasília para Fortaleza ou Natal, entre os dias 26 de dezembro e 2 de janeiro próximo, trechos de ida e volta, pode passar de R$ 5 mil por passageiro, sem incluir as taxas aeroportuárias, superando os valores de bilhetes internacionais da capital federal para Londres e Paris, entre R$ 4,3 mil e R$ 4,7 mil, e são quase o dobro da média cobrada no trajeto para Buenos Aires, algo que não pode ser creditado ao início da alta temporada de férias, mas sim à exclusão de um concorrente do mercado, no caso a Webjet”. E vai mais longe ainda o deputado federal Onyx Lorenzoni: "A Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, expôs o envolvimento de servidores federais na emissão fraudulenta de pareceres técnicos para beneficiar empresas e empresários, e nos permite perguntar se isso pode explicar a conivência do governo Dilma com a aquisição predatória da Webjet pela Gol".

José Dirceu, Sérgio Mabel e Waldemar da Costa Neto aparecem em conexão da quadrilha da Porto Seguro com a quadrilha do Mensalão do PT


Os documentos que indicam a possibilidade de participação dos deputados federais Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Sandro Mabel (PMDB-GO) no suposto esquema de corrupção comandado pelo ex-diretor da Anac, o petista Paulo Vieira, foram encaminhados ao Supremo Tribunal Federal, que pode decidir pela abertura de investigação contra os dois parlamentares. "Os documentos foram separados da investigação e encaminhados ao STF. Lá, vão decidir se há elementos para gerar uma investigação", afirmou a procuradora Suzana Fairbanks Oliveira Schnitzlein, responsável pela investigação que resultou na Operação Porto Seguro. Os dois deputados têm foro privilegiado e não podem ser investigados sem autorização do Supremo. Para não atrapalhar as investigações, o Ministério Público Federal esperou a realização da operação para enviar os documentos. Não foi revelada qual seria a participação de Mabel no caso. A investigação da Polícia Federal flagrou mais de mil ligações entre Vieira e Valdemar e outros dirigentes do PR. Valdemar informou que “não comenta declarações do Ministério Público e que desconhece os fatos investigados” na operação. Na segunda-feira, o deputado havia confirmado ser amigo “há muitos anos” de Vieira.  Durante as investigações do Mensalão do PT, em 2005, Maria Christina Mendes Caldeira, ex-mulher do deputado Valdemar Costa Neto, citou como pessoa muito próxima a Valdemar o presidente do Grupo Formitex, Alípio Gusmão, que detém o controle da Tecondi, empresa que tentou comprar por R$ 300 mil parecer do Tribunal de Contas da União por meio de Paulo Vieira. “Eu vou fornecer aos senhores, e daí os senhores podiam pedir a alguém que entrasse nesse escritório para pegar os registros. Vai ajudar muito nas investigações. Sr. Alípio Gusmão, na Rua Gomes de Carvalho, 1.306 — 8º andar”, disse Maria Christina durante depoimento ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara. O mesmo endereço citado por ela há sete anos como suspeito foi alvo de busca e apreensão feita pela Polícia Federal na última sexta-feira. Paulo Vieira é genro de Gusmão, que não foi indiciado na Operação Porto Seguro. No depoimento de 2005, a ex-mulher de Valdemar contou que buscava o marido no endereço, e que ele sempre deixava o prédio com uma “mala a mais”. “Algumas vezes saía com uma mala — e eu não falei o que tinha dentro. Eu falei: com uma mala a mais e que, coincidentemente, algumas das vezes, a maioria das vezes, mais que 60%, 70% das vezes a gente voltava em avião privado para Brasília”, disse Maria Christina na ocasião. Em um dos telefonemas grampeados pela Polícia Federal, de 28 de maio deste ano, Vieira pede ao deputado a indicação de um vereador de Santos, cidade do litoral paulista, para a assinatura de uma representação junto ao Tribunal de Contas da União. O grupo liderado por Paulo Vieira tem forte atuação em negócios da região portuária de Santos, área de influência política de Valdemar, que já foi diretor da Companhia Docas de São Paulo (Codesp).

Argentinos já discutem troca de títulos da dívida


No dia seguinte ao rebaixamento da nota de risco da Argentina para CC e avaliação de que uma moratória no país é provável, analista já discutem uma possível troca dos títulos da dívida. Em entrevista à Rádio Mitre reproduzida no jornal Clarín, o ex-ministro da Economia do país, Roberto Lavagna, disse considerar válido reabrir a renegociação feita pela primeira vez em 2005, e repetida em 2010. "Se reabrir a troca de títulos implica que em algum ponto haja renúncia da parte dos credores similar a de quem entrou voluntariamente, pode servir", disse Lavagna. O ex-ministro foi o formulador da proposta levada aos credores da Argentina no governo de Néstor Kirchner. Um dos problemas atuais é uma disputa com fundos chamados pelos argentinos de "abutres", referência aos que ganham dinheiro apostando no calote da dívida soberana dos países. Para que ocorra uma nova troca, porém, Lavagna defende a necessidade de participação de outros atores, como o governo dos Estados Unidos, o G-7 (grupo dos países mais desenvolvidos) e do Clube de Paris. Nos últimos dias, o governo argentino vem se mostrando disposto a fazer uma troca de título da dívida com os chamados "fundos abutre". Essa disposição foi feita durante o exame de uma ação judicial movida por investidores dos Estados Unidos para uma parcela da dívida do país que segue em moratória, porque esses credores não aderiram às trocas anteriores, que representaram perdas de até 70% do valor nominal dos títulos da dívida. Ou seja, para receber alguma parte do que emprestaram ao país, esses investidores abriram mão de US$ 70,00 a cada US$ 100,00 devidos. Os peronistas populistas argentinos são campeões na política de calote, não têm qualquer credibilidade internacional.

Ditador Hugo Chávez chega a Cuba para novo tratamento


O ditador venezuelano, Hugo Chávez, desembarcou em Cuba na madrugada desta quarta-feira para um novo tratamento, informou o jornal oficial Granma. Chávez "chegou a esta capital por via aérea na madrugada de hoje, com o propósito de continuar o tratamento médico que segue, como parte do processo de fortalecimento de sua saúde, que compreenderá várias sessões de oxigenação hiperbárica", afirma o curto comunicado oficial. Chávez, de 58 anos e no poder desde 1999, foi submetido a tratamentos de quimioterapia e radioterapia depois de ser diagnosticado com câncer em junho de 2011 em Havana, onde tem feito quase todo o tratamento. A recaída mais recente aconteceu em fevereiro, quando foi submetido a uma nova cirurgia em Havana. De acordo com o médico José Felix Oletta, ex-ministro da Saúde da Venezuela, a oxigenação hiperbárica pode ser aplicada em "pacientes que recebem radioterapia e podem desenvolver a longo prazo lesões relacionadas aos ossos ou pele". "Não é um tratamento formal contra o câncer. Pode ser um tratamento paliativo experimental", explicou Oletta.

Ministra petista Gleisi Hoffman diz que sindicância apurará suspeitas da Operação Porto Seguro em até 30 dias


A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, disse nesta quarta-feira que a Comissão de Sindicância Investigativa, criada pelo governo para apurar as irregularidades identificadas pela Polícia Federal na Operação Porto Seguro, está tomando todas as medidas necessárias. "A comissão foi criada há dois dias, os membros já estão analisando e têm 30 dias para apresentar resultados. Todas as medidas estão sendo tomadas e serão tomadas ao longo das reuniões", disse Gleisi, após participar de evento na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O Diário Oficial da União da última segunda-feira formalizou a criação da comissão, formada por três integrantes: o analista de finanças e controle Edson Daléscio, o procurador federal Paulo Cesar Wanke e o advogado da União, Cesar Dutra Carrijo. O escândalo já levou à demissão de Rosemary Noronha, que ocupava a chefia do gabinete regional da Presidência da República em São Paulo, e de José Weber de Holanda, ex-número 2 da Advocacia-Geral da União (AGU).

Rússia volta a liberar exportações de carne do Brasil


Depois de 17 meses de embargo às carnes do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso, a Rússia deve acabar com a suspensão das exportações dos frigoríficos dos três Estados. Representantes do Ministério da Agricultura e da embaixada brasileira em Moscou receberam o comunicado das autoridades russas, mas ainda aguardam o documento oficial. Com isso, as 85 plantas industriais que foram afetadas, conforme lista do Serviço Sanitário Russo, poderão retomar os embarques. Na semana passada, o chefe do Rosselkhoznadzor (nome da instituição russa que faz o controle sanitário das importações), Sergei Dankwert, disse no site oficial do órgão, que a análise preliminar dos documentos enviados pelas autoridades brasileiras permite uma decisão sobre a retomada das compras dos frigoríficos brasileiros. Iniciado oficialmente em 15 de junho de 2011, o embargo russo às carnes brasileiras dos três Estados afetou principalmente as exportações de suínos. O prejuízo para o Rio Grande do Sul, por exemplo, foi de US$ 454,3 milhões de perdas em negócios do período do início da paralisação das exportações até setembro deste ano, conforme levantamento da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul (FEE). Apesar do crescimento de mercados compradores como a Ucrânia, o valor pago pelo produto ainda não compensou a perda de arrecadação dos russos. De janeiro a setembro, o setor de suínos gaúcho teve receita de US$ 283,32 milhões ante US$ 378,93 milhões do mesmo período de 2011.

Estado de Joelmir Beting é grave e irreversível, diz hospital

Joelmir Beting

O estado de saúde do jornalista Joelmir Beting, de 75 anos, é grave e irreversível, segundo boletim médico divulgado nesta quarta-feira pelo Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Ele teve um Acidente Vascular Encefálico Hemorrágico (AVE) no último domingo, e está em coma. O jornalista está sedado, respirando com o auxílio de aparelhos e está fazendo diálise. O jornalista enfrentou o acidente vascular encefálico hemorrágico já internado no hospital. Ele deu entrada no Hospital Albert Einstein no dia 22 de outubro, para tratar de uma doença autoimune, e não havia recebido alta ainda. Com pouco mais de um mês de internação, Joelmin Beting apresentava melhora quando sofreu o acidente vascular.

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PEDE EXPLICAÇÕES A GOL E ANAC SOBRE O FIM DA WEBJET


O Ministério Público Federal enviou ofício à Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) e à Gol Linhas Aéreas requisitando informações sobre o fim das operações da companhia aérea Webjet. No documento, o Ministério Público Federal pede uma série de informações sobre a utilização dos slots (autorizações de pouso e decolagem) operados pela Webjet, tanto na fase anterior à fusão quanto após a compra pela Gol, até o encerramento das atividades da empresa. O órgão já havia adiantado que iria investigar a operação. O Ministério Público Federal também requisitou à Anac que informe todas as rotas (origem-destino) da Webjet nos últimos 30 dias de funcionamento, bem como se tais rotas operacionais continuam a ser operadas pela Gol Linhas Aéreas. Para o procurador Thiago Lacerda Nobre, coordenador do Grupo de Trabalho Transportes da 3ª Câmara de Coordenação e Revisão da Procuradoria Geral da República, os slots operados pelas companhias aéreas não são propriedade da empresa e devem ser remanejados pela agência reguladora. No documento enviado, ele pede que a Anac analise a possibilidade de redistribuição dos slots entre as demais empresas interessadas e, se o fizer, que seja por meio de licitação. O Ministério Pùblico Federal também pediu à Anac e à Gol que informem, em detalhes, se a empresa manteve a regularidade do compromisso de desempenho firmado por determinação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) como condição para aquisição da Webjet. Foram pedidas também informações a respeito das medidas tomadas pela Agência em relação ao encerramento de atividades da Webjet, principalmente no que se refere aos direitos dos passageiros como, por exemplo, realocação em vôos da própria Gol ou de outras companhias aéreas e se há manutenção das rotas por parte da Gol. No ofício enviado ao presidente da Gol, o Ministério Público Federal pede que a empresa detalhe as razões para o encerramento das atividades da Webjet e confirme a explicação veiculada por meio da imprensa de que ela foi provocada pelas especificações técnicas das aeronaves. Caso isso seja verdade, o documento questiona por qual razão isto não foi avaliado anteriormente à fusão das empresas. Também foram requisitadas informações sobre o total de funcionários dispensados, detalhes da assistência prestada aos demitidos e o total de aproveitamento daqueles eventualmente realocados na Gol.

Ambev ultrapassa de novo Petrobras e se torna empresa mais valiosa na América Latina


A fabricante de bebidas Ambev voltou a ser a maior companhia da bolsa de valores brasileira na noite de terça-feira, passando a gigante Petrobras. O feito já havia acontecido na semana passada, evidenciando uma procura dos investidores por ações menos expostas aos efeitos da crise internacional e mais defensivas, como empresas de bens de consumo brasileiras. No pregão de terça-feira as ações da Petrobras tiveram queda de 1,65%, baixando o valor de mercado da companhia para 118,36 bilhões de dólares (246,3 bilhões de reais), abaixo dos 120,1 bilhões de dólares (249,9 bilhões de reais) da Ambev, ainda que a companhia teve queda de 0,23% na BM&F Bovespa. Em 2012, a fabricante de bebidas teve aumento de 20,13 bilhões de dólares em seu valor de mercado. No final de 2011, a AmBev era a terceira maior empresa por valor de mercado. Com isso, a Ambev superou também a colombiana Ecopetrol, também do setor de petróleo, que fechou o pregão com 119,5 bilhões de dólares, tornando-se assim a companhia aberta de maior valor de mercado da América Latina. “Os investidores têm procurado ações mais defensivas e as empresas de bens de consumo brasileiras se encaixam nesse perfil. A Ambev é a maior delas. “Além disso, a cervejaria é boa geradora de caixa, paga dividendos e não tem dívidas.” A Ecopetrol vem perdendo valor de mercado desde a sexta-feira. Várias ações colombianas tiveram queda desde então. Isso porque o Banco Central do país anunciou na semana passada que a economia local está desacelerando em um ritmo mais forte que o esperado. Já a Petrobras vem se desvalorizando por conta do preços dos combustíveis que estão defasados em cerca de 25% por falta de reajustes. Na Colômbia, a Ecopetrol reajusta preços mensalmente conforme a variação no mercado internacional.

PSB GAÚCHO SÓ FARÁ PAZ COM O GOVERNO DO PEREMPTÓRIO PETISTA TARSO GENRO SE RECEBER SECRETARIA COM PORTEIRA FECHADA


Só o retorno ao sistema de porteira fechada (todos os cargos para o Partido) apaziguará os interesses do PSB na secretaria de Infraestrutura e Logística do governo do peremptório petista Tarso Genro. O PSB quer o DAER (Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem) sob seu controle. O PSB também não aceita a proposta de desmembramento da secretaria em duas pastas, no caso Minas e Energia e Transportes. (Políbio Braga)

Thormann não quer depor na Assembleia e ameaça contar tudo o que sabe sobre as renovações das concessões de rodoviárias


O ex-diretor do Daer, Francisco Thormann, PT, demitido pelo governador Tarso Genro depois de uma disputa com seu ex-chefe, o secretário de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque, vem repetindo para amigos e companheiros do Partido que espera ser blindado pela base governista da Assembléia. Ele não quer depor na Comissão de Serviço Público, mas o deputado Jorge Pozzobom já conseguiu as assinaturas que precisava para obrigá-lo a falar. Não se trata apenas da denúncia que o ex-secretário Beto Albuquerque viajou aos Estados Unidos a convite da Associação Nacional de Infraestrutura Terrestre, Andit. O ex-diretor do Daer tinha revelado que uma empresa privada tinha pago tudo. Francisco Thormann sabe segredos nunca revelados sobre a interminável licitação para a concessão de novas rodoviárias no Rio Grande do Sul, com ênfase para o caso de Porto Alegre, que irritou muito a família Veppo. (Políbio Braga)

CPI do Cachoeira – Falcões do PT são derrotados, e, isolado, relator é obrigado e retirar do texto perseguição à imprensa e ao procurador-geral


Após ser coagido por falcões petistas a incluir no relatório da CPI do Cachoeira ataques ao Ministério Público e à imprensa, o deputado federal Odair Cunha apresentou o documento nesta quarta-feira – e optou por tirar do texto os trechos em que recomendava o indiciamento de cinco jornalistas e pedia ao Conselho Nacional do Ministério Público uma investigação sobre o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Cunha foi, portanto, na contramão das ordens do ex-presidente Lula e do presidente do PT, Rui Falcão. O relatório original, que servia apenas ao revanchismo de Lula, foi duramente criticado por parlamentares. E dificilmente seria aprovado em plenário. A decisão de Cunha foi acatada pela bancada do PT na comissão minutos antes da reunião da CPI. Marcada originalmente para as 10h15 desta quarta, a sessão começou com mais de 45 minutos de atraso, após reunião entre parlamentares e o senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), presidente da comissão. O petista Odair Cunha modificou seu relatório apenas nos pontos que tratam de Gurgel e dos jornalistas, trechos que classificou como “elementos não essenciais” no documento. “Quem discordar do meu relatório, retirada essas duas partes, terá de votar contra ele inteiro”, disse. A intransigência do relator provocou protestos entre os parlamentares. “O relator está invocando para si mesmo a condição de ditador?”, questionou o deputado Vaz de Lima (PSDB-SP), em momento tenso da sessão. Os parlamentares terão agora cinco dias para propor mudanças ao texto. Todas as propostas passarão pelo crivo do relator. Em sessão que já dura cerca de 90 minutos, Cunha lê um resumo do relatório preliminar, de mais de 5.000 páginas. A reunião chegou a ser interrompida por 15 minutos, para a distribuição do sumário lido em plenário a todos os deputados. Pela nova versão do texto, agora são 29 os pedidos de indiciamento e 12 os responsabilizados pela CPI. Entre eles, o governador Marconi Perillo (PSDB-GO), que, segundo o texto, deve ser responsabilizado pelo Ministério Público Federal e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) pelos crimes de formação de quadrilha, advocacia administrativa, tráfico de influência, formação de quadrilha e falso testemunho. As suspeitas contra o governador ainda incluem a prática de sonegação fiscal, de caixa dois de campanha e de improbidade administrativa. Também consta o pedido de indiciamento de Fernando Cavendish pelos crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Desdobramentos das atividades criminosas da Delta, segundo Cunha, devem ser investigados por autoridades policiais, pelo Ministério Público e pela Receita Federal. O ex-senador Demóstenes Torres, a mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, e o ex-diretor da Delta no Centro-Oeste, Claudio Abreu compõem também o núcleo central do esquema, segundo o relator. A justificativa oficial para a inserção do nome de Gurgel no texto é que o procurador não deu continuidade às investigações da Operação Vegas, da Polícia Federal. A oposição, entretanto, imputa à bancada do PT a tentativa de usar o relatório como instrumento de vingança política, devido à atuação do procurador durante o julgamento do Mensalão do PT. Atingir a credibilidade da imprensa livre pelo papel que teve na revelação do escândalo do mensalão foi o motivo da tentativa de indiciamento de jornalistas pela CPI – entre eles o do diretor da sucursal de Brasília de VEJA, Policarpo Júnior.

NUMERO 2 DA SECRETARIA DE PORTOS NEGOCIOU COM QUADRILHA LIBERAÇÃO DE OBRA DE R$ 2 BILHÕES

O secretário executivo da Secretaria de Portos da Presidência (SEP), Mário Lima Júnior, negociou com a quadrilha acusada de vender pareceres técnicos a liberação de um projeto de 2 bihões de reais de interesse do grupo investigado na Operação Porto Seguro, da Polícia Federal. Número 2 da pasta chefiada pelo
ministro Leônidas Cristino (PSB-CE), ele se reuniu com o ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), Paulo Vieira, apontado pela Polícia Federal como chefe da quadrilha, para tratar da construção de um porto privativo na Ilha de Bagres, em Santos, a ser explorado por empresa ligada ao ex-senador Gilberto Miranda. E marcou encontro com o ex-parlamentar, em São Paulo, em viagem bancada com dinheiro público. As escutas mostram o roteiro traçado pelo ex-diretor da ANA para cooptar o secretário executivo. Segundo a Polícia Federal, o porto seria explorado pela São Paulo Empreendimentos, ligada ao ex-senador, que tem como sócio o empresário Luís Awazu. O objetivo era que o governo o declarasse de utilidade ou interesse público, o que dependia do aval da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), da Advocacia-Geral da União (AGU) e da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), além da SEP. A Secretaria de Portos da Presidência (SEP) confirmou nesta terça-feira que o secretário-executivo Mário Lima Júnior esteve em Santos no dia 26 de abril deste ano, onde se encontrou com Luís Awazu, sócio da São Paulo Empreendimentos. Em nota, a pasta explicou que Lima visitou a área do porto privativo da Ilha de Bagres com o empresário, além do presidente da Companhia Docas de São Paulo (Codesp), Renato Barco. Mas negou, por meio da assessoria de imprensa, a reunião com o o ex-senador Gilberto Miranda. A SEP informou que a viagem não teve esse objetivo específico. O propósito principal seria participar de reunião ordinária do Conselho de Administração do Porto de Santos (Consad). O ex-diretor da Agência Nacional de Águas Paulo Rodrigues Vieira também integrava o colegiado, daí a legitimidade para discutir o assunto. A SEP afirmou ter sido consultada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em fevereiro de 2010 sobre a construção e exploração do terminal privativo de Bagres e não se opôs ao pleito apresentado. O ex-senador Gilberto Miranda não foi localizado. 

Central de empregos
A “central de empregos” operada em paralelo ao tráfico de pareceres técnicos pela quadrilha investigada na Operação Porto Seguro ficou conhecida por muito mais gente do que apenas a família da ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa Noronha – que empregou a filha na Agência Nacional de Aviação Civil e o marido na Infraero. O procurador da Fazenda Nacional no Amapá, Evandro Gama, também recorreu a Paulo Vieira, ex-diretor da Agência Nacional de Águas, tido pela Polícia Federal como chefe da organização criminosa. Em e-mail enviado no dia 26 de agosto de 2011, ele listou cargos que desejava ocupar. Segundo Gama, porém, não se tratava de “nada demais, apenas um envio de currículo”. Mais três pessoas receberam o mesmo e-mail. Gama, que já foi assessor da subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência, de 2004 a 2005, e ministro substituto da Advocacia-Geral da União, entre 2007 e 2009, disse ter conhecido Vieira em sua passagem por Brasília. “Sabia que ele tinha ligação com o PT em nível nacional, mas mandei também para outras pessoas do partido. Sou filiado ao PT.” Gama negou, porém, contato com outros envolvidos na operação da Polícia Federal . “Estava tentando retornar a Brasília, listei cargos conforme a minha formação e mandei para meus conhecidos, como as pessoas fazem nesses casos".

Paulo Vieira, chefe da quadrilha, é filiado ao Partido dos Trabalhadores


Paulo Rodrigues Vieira, acusado pela Polícia Federal de ser o chefe da quadrilha que fraudava pareceres para beneficiar empresas junto a órgãos federais, é filiado ao PT desde setembro de 2003, segundo o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo. Ele aparece nos registros do TRE-SP como regulamente filiado ao partido. A filiação ocorreu em Gavião Peixoto (SP), município de 4.419 habitantes. Em 2004, Paulo Vieira foi candidato a vereador pelo PT em Gavião Peixoto, município que fica cerca de 310 quilômetros da capital paulista. Na época, informou ao TRE que gastaria no máximo R$ 2 mil em sua campanha. Com 55 votos, ele não conseguiu uma das nove vagas à Câmara Municipal da cidade. Vieira, que até sábado ocupava o cargo de diretor da Agência Nacional de Águas (ANA), foi nomeado em 15 de fevereiro de 2005 pelo então ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu, para o cargo de assessor especial de controle interno do Ministério da Educação. Segundo declaração do auditor do Tribunal de Contas da União que delatou o esquema à Polícia Federal, Vieira mencionou que José Dirceu tinha “interesse” no processo envolvendo uma empresa que atua no Porto de Santos, que está no centro da denúncia. O ex-ministro negou envolvimento com a firma. De acordo com o inquérito policial, Paulo Vieira ingressou no serviço público como analista de finanças e controle da Controladoria Geral da União e foi cedido ao MEC de 15 de fevereiro de 2005 a 9 de novembro do mesmo ano. Ele foi ouvidor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários de 10 de novembro de 2005 a maio de 2010.

Assembléia gaúcha aprova projeto que estabelece cotas para negros em concursos no Rio Grande do Sul


A Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou nesta terça-feira projeto que assegura 15% das vagas em concursos públicos no Estado para negros. A nova lei atinge concursos estaduais na administração pública direta e indireta de todos os poderes para provimento de cargos efetivos. No artigo 4º da lei, ficará estabelecido que "considerar-se-á afro-brasileiro aquele que assim se declare expressamente". A nova proposição, de autoria do deputado Raul Carrion (PCdoB), previa o índice de 13% como cota de reserva, mas como o percentual estabelecido deve ser equivalente à sua representação na composição populacional do Estado, apurada pelo censo do IBGE, acabou ficando em 15%. Na justificativa do projeto, Carrion escreve: "Trata-se de proposta de adoção de políticas afirmativas, a partir do reconhecimento, por parte do governo brasileiro, de que a igualdade jurídica entre os indivíduos, assegurada constitucionalmente, se mostrasse, por si só, insuficiente para superar o quadro histórico de desigualdade racial no Brasil".

Agência de classificação rebaixa nota da dívida da Argentina e projeta default


A agência de classificação financeira Fitch rebaixou a nota da dívida da Argentina nesta terça-feira em cinco escalões, para "CC", alegando que "o default do país é provável". A Fitch assinala que a perspectiva da nota da dívida pública argentina se mantém "negativa" e que uma nova redução pode ocorrer nos próximos meses. A nota atribuída pela Fitch está apenas dois degraus acima de "DDD", que corresponde a emissores em "default". "Apenas um pagamento não realizado poderá desencadear uma cascata de defaults sobre todos os títulos da dívida sob o regime do direito internacional", destacou a agência. O rebaixamento ocorre após um juiz de Nova York determinar, em 21 de novembro, que a Argentina terá de reembolsar os detentores de 1,3 bilhão de dólares em títulos do país em default há 11 anos. O juiz disse que a Argentina terá de reembolsar os detentores de bônus até 15 de dezembro, paralelamente à obrigação de o país honrar mais US$ 3 bilhões em dívidas reestruturadas anteriormente. Segundo a Fitch, "a incerteza sobre o impacto da decisão da corte americana provavelmente abalará ainda mais a confiança e intensificará as tensões políticas e sociais no país, minando as perspectivas de crescimento". O governo argentino solicitou na segunda-feira à Corte de Apelações de Nova York a suspensão da ordem emitida pelo juiz Thomas Griesa para o pagamento de uma dívida de 1,33 bilhão de dólares com fundos especulativos, informou o ministério da Economia. Na apelação, o governo argentino denuncia o absurdo da decisão de Griesa, que "consiste em pagar aos fundos especulativos o total exigido em sua ação e em apenas uma cota, no dia 15 de dezembro, enquanto os detentores de bônus que aceitaram a troca da dívida sofreram abatimentos importantes e prazos que vão até 2038". A decisão do juiz beneficiou os credores que não aceitaram a troça proposta pela Argentina e aceita por quase 93% dos proprietários de bônus em 2005 e 2010, após o default declarado em 2001 de quase 100 bilhões de dólares. O juiz deu prazo até 15 de dezembro para o pagamento aos demandantes de 100% de seus bônus em apenas uma parcela, quando os 93% restantes aceitaram pagamentos próximos de 70% e prazos superiores a 20 anos. Segundo a Fitch, "a economia da Argentina desacelerou acentuadamente em 2012, devido a maior intervenção do Estado. Esse processo ficou evidente pelo maior controle de capitais e pela nacionalização da YPF".

Governo monta estratégia para blindar Planalto de respingos da operação da Polícia Federal


O governo Dilma montou sua estratégia no Congresso para evitar respingos no Palácio do Planalto resultantes da operação da Polícia Federal que desarticulou uma quadrilha de venda de pareceres técnicos em órgãos federais para favorecer interesses privados. Para reduzir danos políticos e abafar o mais novo escândalo de corrupção atingindo a esfera federal, a ordem é levar o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ao qual a Polícia Federal é subordinada, e o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, às comissões na Câmara e no Senado para dar explicações. Ao mesmo tempo, os partidos aliados vão barrar os requerimentos apresentados pela oposição para convidar os envolvidos nas investigações da Polícia Federal. "A relação deles é com a polícia", afirmou o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP). A estratégia foi acertada nesta terça-feira, em reunião dos líderes da base.

Suspeito de chefiar esquema de venda de pareceres segue no presídio da Papuda


Até a tarde desta terça-feira, o juízo de execuções criminais do Distrito Federal não deu cumprimento à ordem da Justiça Federal em São Paulo que mandou remover Paulo Rodrigues Vieira do presídio da Papuda para uma sala de Estado Maior, reservada a advogados. Paulo Vieira é apontado pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, como chefe de uma organização que comprava pareceres técnicos de órgãos públicos atendendo interesses empresariais. Vieira foi afastado do cargo de diretor de Hidrologia da Agência Nacional de Águas (ANA). A decisão que autoriza a transferência de Vieira para sala de Estado Maior foi tomada na segunda-feira, 26, pela Justiça Federal em São Paulo, que acolheu expressamente solicitação da defesa, sob responsabilidade do criminalista Pierpaolo Bottini. Até agora, no entanto, sem qualquer explicação do juízo de execuções penais, a remoção não foi realizada. "A sala de Estado Maior é um direito do advogado previsto em lei, mais que isso existe uma ordem judicial nesse sentido", protesta Bottini.

Relatório final da CPI do Cachoeira deverá ser alterado


O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT-MG), admitiu nesta terça-feira retirar de seu parecer o pedido de indiciamento de cinco jornalistas e a sugestão para que o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, seja investigado pelo Conselho Nacional do Ministério Público. Segundo Cunha, esses dois itens são "secundários" e poderão sair se houver compromisso de aprovação de seu relatório final. "A questão do Procurador e da imprensa são irrelevantes, acessórios. Não são questões centrais no relatório", afirmou Cunha. Ele se reuniu nesta terça com integrantes da base aliada na CPI do Cachoeira para tentar negociar a aprovação de seu relatório. A votação do texto final só deverá ocorrer na próxima semana. Mesmo com o recuo, Cunha deverá enfrentar dificuldades para aprovar seu parecer final com as conclusões da CPI do Cachoeira. Parte da base aliada é contra o pedido de indiciamento de Fernando Cavendish, dono da empreiteira Delta. O PSDB é contra o pedido de indiciamento do governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, em seis crimes.

Indexador de dívida estadual pode mudar até fim do ano


O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Delcídio Amaral (PT-MS), afirmou nesta terça-feira que o governo deve alterar, até o final do ano, os indexadores da dívida dos Estados com a União. Delcídio contou que esse foi um dos anúncios do ministro da Fazenda, Guido Mantega, em reunião nesta terça-feira com lideranças da base aliada do Senado. O ministro da Fazenda deve detalhar a proposta na terça-feira da semana que vem, quando participará de uma audiência pública na comissão do Senado. "A ideia é mudar o indexador agora para começar 2013 com outro indexador", afirmou o presidente da CAE. Segundo ele, a intenção do Executivo é trocar o fator de correção da dívida atual, o IGP-DI mais 6% ou 9% ao ano, possivelmente pela Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira, que está em 7,25% ao ano. Delcídio afirmou que, de acordo com a equipe econômica, a troca poderia ser feita por ato do Executivo federal, sem a necessidade de envio de um projeto de lei que precise ser aprovado pelo Congresso Nacional. O presidente da CAE relatou que, durante o encontro com os senadores, Mantega apresentou números que apontam um descolamento da dívida dos Estados na comparação com o cenário econômico brasileiro. Dados mostram que, nos últimos 12 meses até outubro, o IGP-DI mais 6% de correção significa um aumento de 13,87% dos serviços da dívida no período. O IGP-DI mais 9% de correção, por sua vez, corresponde a 15,48% em igual período. "Ou seja, é o dobro da Selic", comentou Delcídio Amaral. Outros pontos tratados na conversa foram a eventual redução do limite do comprometimento da receita líquida real dos Estados para o pagamento da dívida e o alongamento do perfil e do prazo para pagar o débito.

Líder de direita na Hungria causa indignação ao pedir lista de judeus


Um político de extrema direita húngaro exortou o governo a fazer listas com os judeus que representam um "risco à segurança nacional", causando indignação entre líderes da comunidade judaica que perceberam na demanda ecos das políticas fascistas que levaram ao Holocausto. Marton Gyongyosi, líder do terceiro maior partido político da Hungria, o Jobbik, disse que a lista é necessária por causa das tensões depois do breve conflito em Gaza e deve incluir integrantes do Parlamento. Os rivais têm condenado os frequentes insultos antissemitas e a retórica dura do partido de Gyongyosi contra a minoria cigana, classificando-os como ações populistas com vistas às eleições de 2014. O Jobbik nunca havia pedido publicamente por uma lista com judeus. "Sou um sobrevivente do Holocausto", disse Gusztav Zoltai, diretor-executivo da Associação Húngara das Congregações Judaicas: "Para pessoas como eu, isso gera muito medo, mesmo que esteja claro que tem apenas fins políticos. Isso é a vergonha da Europa, a vergonha do mundo". Entre 500 mil e 600 mil judeus húngaros morreram no Holocausto, de acordo com o Centro de Memória do Holocausto de Budapeste. Segundo alguns registros, um em cada três judeus mortos em Auschwitz era de nacionalidade húngara. A proposta de Gyongyosi foi feita depois de o secretário de Estado do Ministério das Relações Exteriores, Zsolt Nemeth, dizer que Budapeste defendia uma solução pacífica para o conflito israelo-palestino, beneficiando tanto os israelenses com ascendência húngara como os húngaros judeus e palestinos vivendo na Hungria.

Produção de aço do Brasil deve somar 34,8 milhões de toneladas em 2012


A produção brasileira de aço deve fechar este ano em 34,8 milhões de toneladas, queda de 1,1% em relação a um ano antes, informou o Instituto Aço Brasil nesta terça-feira. As vendas internas devem totalizar 21,7 milhões de toneladas, alta anual de 1,3%. Já o consumo aparente, resultado de vendas externas mais importações, deve crescer 1,1% em 2012, totalizando 25,3 milhões de toneladas. Para 2013, a entidade estima uma melhora do mercado. "As vendas das usinas devem voltar pela primeira vez ao patamar de 2008, chegando a 23,4 milhões de toneladas", segundo comunicado. O consumo aparente em 2013 deve totalizar 26,4 milhões de toneladas, 4,3% mais que o previsto para este ano.