sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

PSDB rebate PT sobre conta de luz e diz temer que Dilma siga exemplo de Chávez


O PSDB afirmou nesta sexta-feira temer que a presidente Dilma Rousseff esteja seguindo "as ações populistas e intervencionistas" de seu colega venezuelano, Hugo Chávez, e disse que o PT quer criar uma cortina de fumaça para esconder escândalos ao criticar estatais elétricas de governos tucanos. Em nota, assinada pelo presidente do partido, deputado federal Sérgio Guerra (PE), o PSDB rebateu um documento adotado nesta sexta-feira pelo Diretório Nacional do PT que critica os governos tucanos de São Paulo, Minas Gerais e Paraná pela decisão de não aceitar a renovação antecipada e condicionada das concessões proposta pelo governo federal com o objetivo de reduzir a tarifa de energia. "Com a politização do debate sobre a redução da tarifa de energia, a presidente e seus companheiros de partido tentam criar uma cortina de fumaça para desviar a atenção dos brasileiros sobre as novas denúncias que pesam contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva", afirmou a nota. O presidente tucano também se referiu à Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, que desmontou um esquema de venda de pareceres fraudulentos para empresas, que envolveu diretores da Agência Nacional de Águas (ANA) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Na operação, também foi indiciada a ex-chefe do gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, a amante de Lula. Nomeada por ele, foi mantida no cargo no governo Dilma a pedido de Lula. "Para proteger Lula, Rosemary Noronha e sua rede de relacionamentos, o PT vem liderando uma ação no Congresso Nacional para impedir a convocação dos principais envolvidos neste novo escândalo de tráfico de influência e venda de pareceres", afirma a nota tucana. Ao rebater as críticas dos petistas contra as estatais Cesp, Cemig e Copel, o PSDB afirmou que em São Paulo, Minas Gerais e Paraná os consumidores já pagam uma tarifa menor de energia graças à decisão dos governos tucanos de zerar a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para essa parcela da população. "Se o governo federal abrisse mão de pelo menos parte dos 10 tributos e encargos federais que incidem atualmente sobre a conta de luz, a tarifa de energia de todos os brasileiros já poderia custar menos e há muito mais tempo", afirmou. Os tucanos criticaram ainda o fato de o plano de reduzir as tarifas de energia elétrica em 20% ter sido anunciado por Dilma em rede nacional em plena campanha para as eleições municipais e manifestou preocupação de que Dilma esteja seguindo os passos de Chávez. "A presidente Dilma Rousseff e o PT tentam jogar em cima da oposição a responsabilidade por não fazer aquilo que prometeram", disse a nota. "O PSDB teme que a presidente Dilma esteja seguindo as ações populistas e intervencionistas de seu colega Hugo Chávez, que na Venezuela tiveram impacto desastroso sobre a PDVSA e no Brasil já estão sendo sentidos fortemente na Petrobras e Eletrobras".

Joaquim Barbosa declara extinta a punibilidade do petista mensaleiro Sílvio "Land Rover" Pereira


O ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal e relator do processo do Mensalão do PT, declarou extinta a punibilidade do ex-secretário-geral do Partido dos Trabalhadores, Sílvio "Land Rover" José Pereira. Ele atendeu o pedido do Ministério Público Federal. Denunciado pelo crime de formação de quadrilha (artigo 288 do Código Penal), Sílvio Pereira fez acordo e aceitou proposta do Ministério Público Federal para a suspensão condicional do processo. O acordo está previsto na Lei 9.099/1995, que dispõe sobre os Juizados Especiais Cíveis e Criminais. O artigo 89 prevê que “nos crimes em que a pena mínima cominada for igual ou inferior a 1 ano, abrangidas ou não por esta Lei, o Ministério Público, ao oferecer a denúncia, poderá propor a suspensão do processo, por dois a quatro anos, desde que o acusado não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime, presentes os demais requisitos que autorizariam a suspensão condicional da pena”. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ao se manifestar sobre pedido de Sílvio Pereira quanto à declaração de extinção da punibilidade, informou em petição encaminhada ao relator do Mensalão do PT que o período de prova relativo ao sursis processual do ex-secretário do PT foi prorrogado por três meses em razão de sua ausência injustificada nos meses de maio, junho e julho de 2010. A circunstância resultou na expedição de carta de ordem à 2ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária de São Paulo para que acompanhasse seu comparecimento mensal. Ainda de acordo com informações constantes da mesma petição, termos de comparecimento juntados aos autos compravam que Sílvio "Land Rover" Pereira compareceu nos meses de fevereiro, março e abril de 2012, cumprindo, assim, todas as condições impostas no sursis processual. “A carta de ordem expedida para o acompanhamento da prorrogação do período de prova relativo ao sursis processual concedido ao réu Sílvio José Pereira foi devolvida pelo Juízo ordenado. Nos autos dessa carta de ordem, verifica-se que o remanescente do período de prova foi cumprido”, afirmou o ministro Joaquim Barbosa ao declarar extinta a punibilidade de Sílvio "Land Rover" Pereira.

Credores da construtora Delta aceitam plano de recuperação judicial


A construtora Delta convenceu os 98% de credores presentes à assembleia realizada nesta sexta-feira a seguirem a proposta de pagamento de seu plano de recuperação judicial. A empresa ofereceu o pagamento com equipamentos da própria companhia empresa ou o pagamento parcelado da dívida em até 18 meses. Após pedido de recuperação, a Delta diz sofrer "bullying empresarial". Os credores que estiveram presentes representam 94% da dívida de R$ 100 milhões que consta no plano de recuperação judicial da Delta.

PT acusa mídia de criminalizar partido no País


Em resolução sobre as eleições municipais divulgada nesta sexta-feira, o diretório nacional do PT acusa a imprensa brasileira e a oposição de promoverem uma "campanha feroz" para criminalizar o partido no País. No documento, o comando do PT defende a "democratização da comunicação social" para evitar que a mídia influencie no processo eleitoral, como a cúpula petista diz ter ocorrido na disputa municipal de outubro. Petistas admitem "impacto" do mensalão nas eleições municipais "O resultado foi obtido em meio a uma feroz campanha promovida pela oposição de direita e seus aliados na mídia, cujo objetivo é o de criminalizar o PT. A voz do povo nas urnas suplantou, mais uma vez, os que vaticinavam o desaparecimento do Partido dos Trabalhadores", diz a resolução. No documento, o PT cobra a regulamentação da mídia brasileira, apesar de o partido afirmar que defende "a mais ampla liberdade de expressão": "A Constituição brasileira tem inscrito princípios que afirmam essa liberdade e que devem ser regulamentados levando também em consideração os novos e amplos meios de comunicação". Segundo a resolução, a "democratização da comunicação social" vai evitar que ocorram "campanhas midiáticas com o claro objetivo de incidir no processo eleitoral, como ocorreu nestas eleições". Dirigentes petistas reconhecem que o partido perdeu em alguns lugares estratégicos em consequência do julgamento do Mensalão do PT, pelo Supremo Tribunal Federal. O partido, porém, não faz menção ao julgamento na resolução. O partido diz que precisa corresponder a um novo ciclo de democratização e participação popular, numa espécie de "mea culpa" de que precisa modificar alguns de seus princípios - como as alianças regionais firmadas com partidos da base de apoio da presidente Dilma Rousseff. "A eleição apontou a existência de problemas nacionais que devem ser enfrentados. Em diversas situações, não por falta de esforço do PT, não se viabilizou a frente com partidos situados à esquerda do espectro partidário brasileiro e que se aliaram ao PT desde a primeira eleição de Lula. E, nesse caso, também a tendência foi sempre de maior risco de derrota", diz o documento. Na resolução, o partido diz ainda que há "possibilidade de dispersão" de forças aliadas, inclusive em localidades onde foram criadas "frentes anti-PT com partidos cujo lugar coerente seria ao lado do PT". "Não devemos, portanto, subestimar as possibilidades de a oposição, num quadro diferente do atual, vir a ampliar sua base política e social", diz o texto. A resolução foi elaborada durante reunião do diretório nacional do PT.

CARLINHOS CACHOEIRA É PRESO NOVAMENTE PELA POLÍCIA FEDERAL EM GOIÂNIA


Durou pouco mais de duas semanas a liberdade do contraventor Carlinhos Cachoeira. No início da tarde desta sexta-feira, o bicheiro voltou a ser preso pela Polícia Federal em Goiânia. Ele havia sido solto no dia 21 de novembro por meio de um habeas corpus. A nova prisão de Cachoeira decorre de sentença, dada nesta sexta-feira pelo juiz Alderico Rocha Santos, da 11ª Vara Federal, do processo criado após a Operação Monte Carlo, que apurou esquema de corrupção e exploração ilegal de jogos na região Centro-Oeste. O bicheiro foi condenado a 39 anos e 8 meses de prisão por crimes como corrupção ativa, formação de quadrilha e peculato. Cachoeira estava em casa quando foi surpreendido pelos policiais, por volta das 13 horas. Ele foi levado para a sede da Polícia Federal em Goiânia. Cachoeira esteve preso desde o dia 29 de fevereiro deste ano, após a Operação Monte Carlo, da Policia Federal. Após ter ganhado liberdade no dia 21 de novembro, o bicheiro chegou a ser internado no Instituto Neurológico do Goiânia-GO com sintomas de depressão e quadro grave de diarreia. Ele ficou internado por cinco dias, entre 25 e 30 de novembro. Esta prisão provavelmente não dure mais do que 24 horas, porque é evidentemente abusiva, já que a sentenção não transitou em julgado.

Aeroportos para a Copa, “prioridades” do governo Dilma, têm só 36% dos gastos prometidos


A apenas seis meses de receber a Copa das Confederações de 2013 (e a um ano e meio de sediar a Copa do Mundo de 2014), o Brasil continua fazendo menos do que poderia para melhorar sua infraestrutura para os megaeventos esportivos dos próximos anos. Nos aeroportos, por exemplo, as promessas do governo seguem não se confirmando na prática. Apesar das repetidas garantias de que o País terá uma infraestrutura aeroportuária muito melhor para o Mundial, os gastos no setor ainda não deslancharam. Mesmo com grande urgência, até outubro de 2012 a Infraero investiu apenas 39,1% dos recursos previstos no orçamento deste ano, indica levantamento feito pela ONG Contas Abertas. Do total de 2 bilhões de reais autorizados, só 787,1 milhões foram de fato aplicados. Do total orçado para a Infraero, uma fatia de 60% é destinada aos aeroportos das cidades-sede da Copa, um montante de 1,2 bilhão de reais. Até outubro, no entanto, apenas 441 milhões foram aplicados (o equivalente a só 36,7% dos recursos prometidos). Os dados são do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Conforme a Infraero, a baixa execução se deve aos atrasos registrados nos primeiros meses do ano, em decorrência de fortes chuvas e de problemas nos processos de contratação. “Esses atrasos deverão ser compensados nos próximos meses”, explica nota do órgão – que ressalta que, historicamente, as obras da Infraero costumam apresentar maior índice de execução no segundo semestre do ano. “Em 2011, por exemplo, 70% dos investimentos realizados pela empresa foram executados no segundo semestre.” O órgão ainda trabalha com a possibilidade de executar integralmente o orçamento aprovado e revisado de 2012. A estatal ressaltou que a realização de investimentos no primeiro, segundo e terceiro trimestres de 2012 foi superior ao realizado nos mesmos períodos de 2011. Em valores corrigidos, o montante investido até o quinto bimestre de 2012 representou um recorde para os últimos treze anos. Os valores investidos nos dez primeiros meses do ano têm aumentado em todos os exercícios desde 2008, já que a Infraero sabe que precisa trabalhar muito para que a capacidade do setor seja compatível com o aumento da demanda. Apesar disso, a execução das obras ainda é considerada insuficiente. Para Adyr da Silva, especialista em aviação civil da Universidade de Brasília, a situação do sistema aeroportuário brasileira é uma tragédia. “Os aeroportos estão subcapacitados. Atualmente, temos condições de atender apenas 50% da demanda de 200 milhões de passageiros por ano. Se fizermos uma comparação, a curva de crescimento da demanda é muito maior do que a de crescimento da capacidade. E essa situação só tende a se agravar”, avisa ele. De acordo com ele, faltam gerenciamento e planejamento para projetos e execução de obras, o que implica diretamente nos resultados dos investimentos: “A capacidade de gastar da Infraero fica prejudicada". Para Silva, o ponto crítico dos problemas do setor é a baixa capacitação: "Pessoas com nenhuma experiência estão ocupando cargos na Infraero". Essa, segundo ele, deve ser a principal preocupação da estatal para conseguir executar os orçamentos e finalmente começar a corrigir a grande defasagem entre a demanda – já existente e que deve aumentar ainda mais – e a capacidade dos aeroportos. O caso dos aeroportos das sedes da Copa é emblemático. Nas obras de construção da Torre de Controle no Aeroporto Internacional de Congonhas, de adequação do Aeroporto de Guarulhos e do Aeroporto Internacional de Viracopos, todas em São Paulo, foram aplicados apenas 50% dos 321 milhões de reais orçados para este ano. Em situação semelhante encontram-se as ações de adequação do Aeroporto Internacional de Confins, em Minas Gerias, e do Aeroporto Internacional Presidente Juscelino Kubitschek, em Brasília. No Rio de Janeiro, na reforma e ampliação do Terminal de Passageiros e do Sistema de Pistas e Pátios do Aeroporto Santos Dumont e adequação do Aeroporto Internacional do Galeão foram investidos apenas 18,6% do orçamento para 2012. Para Adyr da Silva, a Copa de 2014 é uma situação limite para a qual, apesar de ter havido movimentação, o Brasil não está preparado. “Na África do Sul, em 2010, nos momentos de pico houve cerca de 580 aviões em um mesmo dia em um aeroporto. Nenhum aeroporto brasileiro suportaria tal demanda atualmente. É um problema angustiante”, alerta ele. Mesmo com as necessidades claras do País nessa área, a Infraero deve diminuir o valor dos investimentos no orçamento de 2013. Os gastos prometidos pela estatal deverão atingir a cifra de 1,5 bilhão de reais, meio bilhão a menos que o valor liberado para 2012. Para 2014 e 2015, no entanto, os valores devem voltar a crescer: a previsão é de que 3,5 bilhões de reais sejam investidos em cada ano.

PRESIDENTE DA CÂMARA DE PORTO ALEGRE ME LIGA E AVISA, AMANTE NO GABINETE NÃO É NEPOTISMO


O presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, vereador Mauro Zacher (PDT), ligou para este editor de Videversus, jornalista Vitor Vieira, às 17h40m, para dizer que já consultou a Procuradoria Geral da Casa e se certificou de que a manutenção de amante em cargo de confiança em gabinete não é caso de nepotismo. Eu tinha provocado o vereador Mauro Zacher para uma manifestação por meio de uma postagem no Facebook. Ele aproveitou para assegurar que o caso não é o dele, e informou que correm grandes especulações na Câmara Municipal de Porto Alegre para saber a qual caso estou me referindo, havendo uma espécie de bookmaker sobre cinco hipóteses. Ora, eu tinha conhecimento da existência de "uma Rosemary" na Câmara Municipal de Porto Alegre, e agora fico sabendo que podem ser "cinco Rosemarys". Como sabem os leitores, "Rosemary" é a amante de Lula, mantida pelo Poder Público, vale dizer, pelos brasileiros, para o prazer privado de Lula. Pois bem, Lula parece que fez escola em Porto Alegre também. As "Rosemarys", ao exemplo daquela na chefia de gabinete da Presidência da República, costumam se sentir poderosas. Mas, o mais importante a concluir é o seguinte: portoalegrenses estão pagando pelo gozo dos senhores vereadores. Que tal, hein?

Conselho de Medicina de São Paulo reprova mais da metade dos alunos recém-formados


Mais da metade dos alunos recém-formados em medicina no Estado de São Paulo foram reprovados no exame do Conselho Regional de Medicina (Cremesp). A prova foi realizada em novembro deste ano e é obrigatória a todos os formandos do Estado. Dos 2.411 participantes, 54,5% acertaram menos de 60% da prova, ou seja, menos de 71 das 120 questões. O exame contou com a presença de 2.525 estudantes das 28 escolas médicas paulistas que funcionam há mais de seis anos. Desses, 114 tiveram suas provas invalidadas. Ao todo, 2.943 recém-formados se inscreveram na avaliação. Desses, 71 (2,5%) não compareceram. Dos 2.872 presentes, 119 (4,2 %) tiveram as provas invalidadas (114 de São Paulo e cinco de outros Estados), sendo que 86 boicotaram o exame, assinalando a letra “b” em todas as questões, e 33 apresentaram outros padrões de respostas consideradas pelo Cremesp como inconsistentes. Compareceram à prova recém-formados de 51 cursos de medicina de outros Estados (347, do total de 2.872 presentes) que irão se registrar no Cremesp e atuar em São Paulo. O exame contou com 120 questões objetivas de múltipla escolha que abrangem problemas comuns da prática médica, de diagnóstico, tratamento e outras situações, em nove áreas básicas: clínica médica, clínica cirúrgica, pediatria, ginecologia, obstetrícia, saúde mental, epidemiologia, ciências básicas e bioética.

Venda de veículos cai 8,7% em novembro, aponta Anfavea


A venda de veículos novos caiu 8,7% em novembro na comparação com outubro ao passar de 341.644 unidades para 311.722, de acordo com balanço divulgado nesta sexta-feira pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Na comparação com novembro do ano passado, houve queda de 3%, mas, no acumulado do ano, houve elevação de 4,8%. De janeiro a novembro foram comercializadas 3.442.716 unidades contra as 3.284.833 no mesmo período do ano passado. Segundo os dados, a produção também caiu ao passar de 318.701 unidades em outubro para 301.679 (-5,3%) em novembro. Com relação a novembro de 2011, o setor registrou aumento de 10,5%. Já no acumulado do ano houve queda de 2,1% com 3.083.253 unidades ante as 3.148.838 produzidas de janeiro a novembro de 2011.

FGV aponta estabilidade no mercado de trabalho, mas alerta para desemprego futuro


Se a economia brasileira não der sinal de recuperação nos próximos meses, os empresário poderão começar a demitir trabalhadores. Até agora, as empresas se ajustaram ao fraco desempenho do mercado com a redução das horas de trabalho. O alerta é do economista Fernando de Holanda Barbosa Filho, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), que divulgou nesta sexta-feira o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) e o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), referentes a novembro. O IAEmp tem objetivo de antecipar movimentos do mercado de trabalho e apresentou recuo de 0,4% em comparação a outubro. O ICD visa monitorar a evolução presente da taxa de desemprego e apontou recuo de 0,1%, na comparação com o mês anterior. “Os índices mostram estabilidade no mercado de trabalho no momento, o que é uma boa notícia, dado o mau desempenho da economia, que apesar de não estar crescendo bastante, e não estar com a atividade econômica em ritmo elevado, mantém o nível de emprego”, disse Holanda. Segundo ele, a piora no IAEmp sinaliza uma necessidade de maior atenção ao resultado da atividade econômica futura, pois até o momento os empresários estavam enxugando o número de horas trabalhadas, para preservar os empregos. “Dado o resultado ruim da economia este ano, a retenção de trabalhadores pode estar chegando ao fim. O que estimulava a retenção era a expectativa do empresário de um melhor desempenho econômico em um futuro próximo. Dadas as constantes frustrações de expectativa nesse sentido, é bem possível que os empresários comecem ajustes no número de trabalhadores”, esclareceu. Holanda questionou o que ainda pode ser feito e sugeriu mudanças na política do governo, para evitar aceleração no desemprego: “É difícil utilizar mais medidas anticíclicas. A taxa de juros já está muito baixa, o governo aumentou gastos, então fica difícil imaginar que exista mais arsenal para ser utilizado. A economia não está respondendo. O governo deveria mudar suas políticas de incentivos setoriais específicos e tentar buscar uma solução mais global para o problema, com aumento da produtividade, para aumentar o crescimento no futuro. No curto prazo, não há o que se fazer no mercado de trabalho".

Policia Federal realiza operação de busca e apreensão em Secretaria de Patrimônio da União


A Polícia Federal cumpriu nesta sexta-feira, dentro da Operação Perímetro, quatro mandados de busca e apreensão na unidade regional de Brasília da Secretaria de Patrimônio da União, que faz parte da estrutura do Ministério do Planejamento, e em residências de servidores públicos suspeitos de participação na transferência ilegal de uma área pública avaliada em R$ 380 milhões. O terreno, que pertence à Terracap, estatal que administra o patrimônio da capital do País, foi passado a um particular com base em relatório fraudulento de demarcação emitido pela Secretaria de Patrimônio da União. A área, denominada Cana do Reino, na Fazenda Brejo ou Torto, fica no Setor Habitacional Vicente Pires (DF). Laudo pericial de engenharia do INC (Instituto Nacional de Criminalística) apontou "graves vícios formais e materiais" no relatório. Com base nele, a Polícia Federal intimou sete servidores da Secretaria de Patrimônio da União e da Terracap a prestarem esclarecimentos. Há fortes indícios de envolvimento desses servidores neste e em outros casos de demarcação fraudulenta.

Infraero continua com 49% dos direitos sobre aeroportos leiloados


O ministro Wagner Bittencourt (Secretaria de Aviação Civil) disse nesta sexta-feira que a porcentagem de participação da Infraero no pacote de concessões dos aeroportos não deverá ser alterada. O percentual que confere à estatal é de 49% e deverá permanecer o mesmo nas próximas licitações a serem feitas pelo governo. “Não existe nenhuma previsão de mudança em relação ao que foi feito (as privatizações dos aeroportos de Brasília, Campinas e Guarulhos)", afirmou Bittencourt. A previsão do governo é de que os novos pacotes de privatizações sejam lançados antes do Natal.

Tribunal gaúcho exclui mais tres réus do Caso Natal Luz


Até agora, 17 dos 34 réus já estão fora do processo do caso Natal Luz, de Gramado. A 4ª Câmara do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul considerou imprestáveis as denúncias. Os promotores do Caso Natal Luz foram desautorizados pelo Tribunal de Justiça em três novos casos neste final de ano, o que reduz pela metade o total de denunciados em Gramado no processo  penal ajuizado no dia 29 de julho do ano passado. A partir de agora, 17 dos 34 réus poderão agir contra as denúncias imprestáveis dos promotores Antonio Képez e Max Guazzeli. É o que farão. Desta vez a rigorosa 4ª Cãmara Criminal mandou excluir Vinicius Zorzanello, Adriana de Castro Koetz Zorzanello e Alemir Colleto, defendidos pelos advogados Lúcio Constantino e Bruno Coletto. Este processo corre o risco de ficar sem réus, caso único no mundo. A intervenção dos agentes do Ministério Público do Estado resultou em prejuízos enormes para os empreendedores que transformaram uma procissão religiosa no maior evento do gênero no mundo. Graças a ela, o Natal Luz foi estatizado e ofereceu resultados financeiros e administrativos desastrosos. O juiz Ciro Pestana Puperi, que trata do caso, não deu andamento à ação, que exige toda a sua atenção para os procedimentos relacionados com a exclusão de 17 dos 34 réus. (Políbio Braga)

Assembléia gaúcha exibe omissão na liquidação da CEEE promovida por Dilma Rousseff

É incompreensível que nenhum deputado estadual tenha interesse em saber como é que o governo estadual abriu mão de 60% do faturamento anual da CEEE para aderir à aventura dilmista de redução das tarifas de energia elétrica. O governo do peremptório petista Tarso Genro fez isso sem qualquer consulta ao Conselho de Administração da CEEE e sem que a Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul tenha sido ouvida. Afinal, a CEEE pertence aos gaúchos. Hoje, essa companhia estatal já tem um serviço que é uma grande porcaria. Ela importa quase 70% da energia que é consumida no Estado. E promove apagão após apagão, todos os dias, no verãos, porque não tem capacidade para fazer trafegar em suas linhas de transmissão a energia que é trazida de fora do Estado. Por isso o apagão constante sentido pelos consumidores nos dias quentes. Sem 60% da receita, aí mesmo é que a CEEE entrará em processo de decomposição.

TCE de Rondônia impede que a prefeitura de Porto Velho entregue a empresa Marquise o equivalente a três Ferrari California


O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia, por meio da Decisão Monocrática nº 381/2012-GCESS, determinou à prefeitura de Porto Velho a suspensão do pagamento no valor de R$ 4.295.438,78 (quatro milhões, duzentos e noventa e cinco mil, quatrocentos e trinta e oito reais e setenta e oito centavos) à empresa cearense Construtora Marquise S/A. O valor suspenso é referente à glosa determinada pela Corte de Contas, em razão do não cumprimento contratual por parte da Construtora Marquise S/A na execução dos serviços de implantação, operação e manutenção do Aterro Sanitário de Porto Velho. Esta decisão é oriunda de apuração realizada pelo Tribunal de Contas do Estado de Rondônia, em atendimento ao pedido formulado pelo Ministério Público Estadual, através do promotor João Francisco Afonso, que trouxe informações sobre a possível realização de pagamento à empresa cearense, a título de devolução de valores glosados. Após a inspeção realizada pelo TCE no Contrato nº 030/PGM/2010, que trata do instrumento de concessão firmado entre a prefeitura de Porto Velho e a Construtora Marquise S/A, para a coleta de lixo e outros serviços, ficou constatada a intenção do Executivo Municipal em realizar o pagamento dos valores reclamados pela concessionária sem que tenha atendido as determinações expedidas pelo Tribunal de Contas, que visam à proteção do erário municipal. Na decisão proferida pelo TCE, entre outras determinações, fica o atual prefeito Roberto Eduardo Sobrinho (PT), ou o seu sucessor, proibido de realizar pagamentos relativos a devolução de valores glosados, até que sejam todos analisados, bem como verificada e conferida a sua correção pelo gestor do contrato, assim como o seu encaminhamento à Corte de Contas para reexame, sob pena de aplicação de multa e outras medidas legais. O fato é que o valor de R$ 4.295.438,78 já havia inclusive sido empenhado pela prefeitura de Porto Velho por meio da SEMUSB (Secretaria Municipal de Serviços Básicos) tendo por objeto o pagamento a Marquise. Os valores glosados, como são conhecidos os recursos retidos pela não comprovação de realização dos serviços constados em contrato, referem-se a instalação e operação do Aterro Sanitário de Porto Velho, que até a presente data não está em operação. A construção do aterro, que até então era compromisso firmado em convênio de compensação social com o Consorcio Construtor Santo Antônio Energia, havia sido passado em contrato para a responsabilidade da Construtora Marquise. Porém, como as obras não foram realizadas dentro do prazo estipulado, os valores referentes a esse serviço foram devolvidos aos cofres do Fundo Municipal de Limpeza Urbana, responsável pelo pagamento do contrato de mais de R$ 300 milhões entre a Marquise e a prefeitura de Porto Velho. Rapidamente a Construtora Marquise entrou com um requerimento de devolução de valores, solicitando esse pagamento, alegando que estava realizando o serviço. Após negativa e solicitação de revisão de valores do Tribunal de Contas, o deferimento desse requerimento passou a ser de responsabilidade do Gestor de Contrato, cargo criado após a solicitação da Marquise de restituição de valores. De pronto, o Gestor de Contrato deferiu o pedido da construtora que já estava com tudo encaminhado para receber os valores solicitados, mesmo sem terem realizados os serviços, a Marquise receberia no final desse ano a restituição milionária. Com o movimento do competente Ministério Público do Estado de Rondônia, a Construtora Marquise S/A não vai ver mais o dinheiro nesse Natal. A Construtora Marquise S/A vai ter que fazer prova de que fez o serviço no Aterro Sanitário de Porto Velho. Papai Noel com saco de dinheiro público, distribuindo de graça o equivalente a automóveis Ferrari, é sonho de piloto corrupto.

Mais de 30% das terras indígenas na Amazônia sofrerão impacto por causa de hidrelétricas, diz procurador


Mais de 30% das terras indígenas na Amazônia vão sofrer algum tipo de impacto com a construção das hidrelétricas previstas para a região. Na avaliação do procurador Felício Pontes, do Ministério Público Federal no Pará, o projeto do governo brasileiro, que prevê a instalação de 153 empreendimentos nos próximos 20 anos, também vai afetar a vida de quase todas as populações tradicionais amazonenses. “Aprendemos isso da pior maneira possível”, avaliou Pontes, destacando o caso de Tucuruí, no Pará. A construção da usina hidrelétrica no município paraense, em 1984, causou mudanças econômicas e sociais em várias comunidades próximas à barragem. No município de Cametá, por exemplo, pescadores calculam que a produção local passou de 4,7 mil toneladas por ano para 200 toneladas de peixes desde que a usina foi construída. Pontes lembrou que tanto a legislação brasileira quanto a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) determinam que as autoridades consultem as comunidades locais, sempre que existir possibilidade de impactos provocados por decisões do setor privado ou dos governos. Mas, segundo ele, esse processo não tem sido cumprido da forma adequada. Para Pontes, o governo brasileiro precisa se posicionar sobre as comunidades e os investimentos previstos para infraestrutura.

Avião da FAB se choca contra torre de transmissão da Usina de Machadinho


O caça da Força Aérea Brasileira (FAB) que caiu por volta das 9h40 de hoje (6) na divisa de Santa Catarina com o Rio Grande do Sul chocou-se contra a rede de alta tensão da Usina Hidrelétrica de Machadinho. Segundo a assessoria da Companhia Transmissora de Energia Elétrica (Lumitrans) – uma das empresas que integram o consórcio responsável pela usina, o caça AMX pilotado pelo capitão André Ricardo Halmenschlager atingiu uma das torres da linha de transmissão que interliga o empreendimento à Subestação de Campos Novos (SC). As torres têm, em média, 40 metros de altura, mas a distância do solo aos cabos da rede pode variar em função das características do terreno. O engenheiro Elinton André Chiaradia informou que a linha de transmissão se desligou automaticamente às 9h39. Mesmo horário em que, de acordo com a FAB, o caça caiu no lago da usina, onde foi localizado parcialmente submerso. O piloto não sobreviveu à queda.

Banco Central decreta intervenção em cooperativa de crédito rural de Santa Catarina


O Banco Central decretou intervenção na Cooperativa de Crédito Rural do Litoral Vale do Itajaí e Norte Catarinense (Credialves), com sede em Luiz Alves (SC). De acordo com comunicado do Banco Central, a intervenção ocorre devido “a perdas decorrentes de má administração, sujeitando os credores a risco”. Foi considera também a “ausência de liquidez para honrar seus compromissos, sem que tenha sido apresentada solução satisfatória que permita reverter o quadro”. A cooperativa não se enquadrou nos limites operacionais a que está sujeita, “mesmo após reiteradas determinações” do Banco Central. O banco nomeou como interventor João Maximo Iurk e informou que os bens dos ex-administradores estão indisponíveis. A Credialves informa que é uma cooperativa de crédito rural com atuação nos municípios de Luís Alves, Ilhota, Massaranduba, Guaramirim, Joinville, Corupá, Rio do Oeste, Laurentino, Gaspar e Imbituba, em Santa Catarina. A cooperativa tem dez postos de atendimento, 65 funcionários e cerca de 5.200 cooperados.

Safra de grãos deve atingir 180,2 milhões de toneladas para o período 2012/13


Estimativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê que a safra de grãos para o período 2012/2013 deve atingir 180,2 milhões de toneladas, volume 8,5% maior que o registrado na safra anterior (166,17 milhões de toneladas). O grão que apresenta maior crescimento na estimativa de produção é a soja: 16,24 milhões de toneladas a mais do que o registrado no levantamento de novembro. O milho também tem projeção de crescimento (607,4 mil toneladas), e o feijão deve agregar mais 66,6mil toneladas à produção. Segundo o diretor da Conab, Sílvio Porto, o desenvolvimento da produção está “muito bom, apesar do atraso das chuvas”. Ele avalia que, com os números indicados, a safra brasileira de soja tem “boas possibilidades” de ultrapassar a norte-americana. “Há problemas na qualidade do milho, em especial na Região Sul, em função da redução de área e das chuvas em excesso. Mas, apesar da má qualidade, ele poderá ser escoado para ração animal”, acrescentou Porto.

José Dirceu comanda reunião do PT em Brasília


Enquanto o Supremo Tribunal Federal discutia nesta quinta-feira a prisão dos réus no processo do Mensalão do PT, o ex-ministro da Casa Civil, o corrupto e quadrilheiro José Dirceu circulava com desenvoltura na reunião da corrente majoritária do PT, Construindo um Novo Brasil. A portas fechadas, José Dirceu criticou juízes do Supremo e disse ser necessário defender o governo Dilma Rousseff. "Nós fomos condenados, mas vamos salvar o projeto", conclamou o ex-ministro, de acordo com relato de participantes do encontro. Na última reunião do ano, marcada para esta sexta-feira e sábado, em Brasília, o Diretório Nacional do PT vai propor uma campanha de iniciativa popular pela reforma política-eleitoral. O partido também queria pôr na pauta agora a reforma do Judiciário, mas o governo da petista Dilma pediu cautela para que o episódio não se transforme em combate institucional. Há na seara petista propostas para que os mandatos dos juízes do Supremo deixem de ser vitalícios e passem a ser de quatro anos, renováveis por mais quatro. Além disso, muitos dirigentes do partido pregam o fim da transmissão das sessões do Supremo pela televisão. "Existe uma inquietação com os excessos, e não é só do PT. Há juristas muito preocupados", disse o deputado Vicente Cândido (PT-SP).

Decisão é do Congresso, dizem parlamentares


Em reação ao voto do relator do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, congressistas de vários partidos insistem que a palavra final sobre a perda do mandato dos parlamentares condenados pelo Supremo Tribunal Federal é deles. Afirmam que a Constituição lhes dá essa prerrogativa, conforme estabelecido pelo parágrafo segundo do inciso sexto do artigo 55. "Eu não estou comentando qualquer voto do Supremo. Estou falando sobre o que a Constituição determina. Quem faz o ato da perda do mandato é a Câmara, no caso dos deputados, e o Senado, no caso de senadores. Isso está muito claro", disse o presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE). Evidentemente, o senador cearense só leu o que lhe interessava da Constituição, e desconhece o restante, como este artigo, por exemplo: Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de: (…) III – condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos". O líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), disse que a Câmara vai cumprir a lei. "Se vier uma decisão do Supremo pela cassação dos mandatos, competirá à Câmara abrir o processo e dar a palavra final. Isso é o que estabelece a Constituição". Não tem que abrir processo, tem apenas que declarar extinto aquele mandato, por ordem judicial, e pronto. Ao saber que o relator do processo, Joaquim Barbosa, anunciou que se for decretada a perda o Supremo não vai entrar em choque com o Legislativo, apenas comunicar que houve a cassação, Tatto disse que não esperava outra coisa da Corte: "Não vou dizer que é um recuo. Apenas que é o reconhecimento do que diz a Constituição".

Barbosa espera que Câmara não proteja condenados


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e relator do processo do Mensalão do PT, ministro Joaquim Barbosa, afirmou nesta quinta-feira que espera que a Câmara dos Deputados não proteja os deputados federais condenados no caso. Durante os debates entre os ministros sobre se os parlamentares devem perder ou não automaticamente os mandatos, Barbosa chegou a comparar a realidade brasileira com a dos Estados Unidos, país em que, segundo ele, jamais passaria pela situação de ter um integrante do Legislativo condenado. "Na vida política dos Estados Unidos, essa discussão sequer chega a ocorrer. Um parlamentar envolvido em crimes tão graves como esses renuncia imediatamente, não permanece na Câmara a espera de uma proteção", afirmou o relator. O presidente do Supremo não acredita que a cúpula da Câmara deixe de determinar a automática perda de mandato, após o julgamento de todos os recursos possíveis.

"A nação não aguenta mais este julgamento", diz ministro


Relator do processo do Mensalão do PT, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, disse nesta quinta-feira que ninguém mais aguenta o julgamento que começou em 2 de agosto, já consumiu 51 sessões plenárias da Corte e levou à condenação de 25 dos 37 réus. "Eu acredito que a nação não aguenta mais este julgamento. Está na hora de acabar, está na hora. Como diriam os ingleses, let''s move on (vamos em frente)", reclamou. O desabafo foi feito no momento em que o revisor da ação, Ricardo Lewandowski, lia uma proposta detalhada para modificar as penas de multa estabelecidas em novembro pelo Supremo para serem pagas pelos condenados por envolvimento com o mensalão. Lewandowski disse que não havia critérios objetivos na definição dessas punições, originalmente fixadas num total de R$ 22,3 milhões. Após o protesto de Barbosa, Lewandowski apresentou a proposta de forma resumida.

The Economist chama PIB do Brasil de "moribundo" e sugere demissão de Mantega


A revista britânica The Economist levantou o tom contra a presidente Dilma Rousseff e engrossou o coro dos que pedem a cabeça do ministro da Fazenda, Guido Mantega. A publicação disse que a economia brasileira é uma “moribunda criatura”, chamou a presidente de “intrometida-chefe” (em referência às intervenções do Estado no mercado) e acrescentou que, se ela fosse mesmo pragmática, “deveria demitir o senhor Mantega”. O semanário publicou três textos sobre a economia brasileira. O título de um deles é: “Colapso da confiança – se quiser um segundo mandato, Dilma Rousseff deveria arrumar uma nova equipe econômica“. Após a divulgação de que o Produto Interno Bruto (PIB) do País cresceu apenas 0,6% do segundo para o terceiro trimestre, parte dos agentes do mercado disse acreditar que Mantega seja substituído. De outro lado, houve quem argumentasse que o cálculo do PIB estivesse subestimando o tamanho da economia, por tratar os ganhos do setor financeiro com uma metodologia imprecisa – análise que também é questionada. Na ocasião, Mantega defendeu-se dizendo que a maior parte dos economistas do setor privado também errou a previsão do PIB e lançou um pacote de estímulos à construção civil e disse que novas medidas estão por vir.  Para a Economist, o problema não está na falta de esforços do governo para fazer o País crescer, e sim no que a revista avalia como uma “intromissão” excessiva do governo na economia.

Lewandowski diz que decisão de cassar mandato cabe ao Legislativo


O revisor da ação penal do Mensalão do PT no Supremo Tribunal Federal, ministro Ricardo Lewandowski, votou nesta quinta-feira para que a decisão da perda de mandato dos parlamentares condenados pela Corte no processo seja do Congresso, e não automática. Pouco antes, o relator do processo, Joaquim Barbosa, havia votado pela perda automática do mandato com o trânsito em julgado da ação - isto é, quando não couber mais recursos. Segundo Lewandowski, a lei é clara ao determinar que, no caso de senadores e deputados, a decisão final é do Legislativo, uma exceção da Constituição em relação a outros políticos, como o presidente da República.

Sarney acredita que Congresso votará FPE até 31 de dezembro


O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), evitou nesta quinta-feira qualquer comentário sobre a possibilidade de encaminhar ao Supremo Tribunal Federal um pedido de prorrogação de prazo para que o Congresso estabeleça novas regras de partilha do Fundo de Participação dos Estados (FPE). O Supremo determinou aos deputados e senadores que elaborassem, até o dia 31 de dezembro, uma nova regra para o FPE após julgar a atual inconstitucional. Sarney reconheceu que o assunto representa um “grande problema pela frente”, mas acredita que o Congresso definirá as regras ainda em 2012. Ele discordou do líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM) que disse no início da semana, não acreditar mais na apreciação, pelo Parlamento, da matéria este ano. “Permita discordar, mas esse é um assunto dos mais urgentes que temos para resolver”, disse o presidente do Senado ao ser perguntado sobre as ponderações de Eduardo Braga.

Petista Paulo Vieira pede demissão da ANA


O diretor afastado de Hidrologia da Agência Nacional de Águas (ANA), o petista Paulo Vieira, pediu exoneração do cargo, em carta encaminhada ao Palácio do Planalto nesta quinta-feira, à tarde. Paulo Vieira, apontado como um dos responsáveis pelo esquema de elaboração de pareceres para beneficiar aliados,  descoberto pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal, terá seu pedido de exoneração publicado no Diário Oficial desta sexta-feira. O Palácio do Planalto espera para esta sexta-feira a apresentação de uma carta com pedido de demissão de seu irmão, Rubens Vieira, diretor da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Paulo Vieira alega "motivos pessoais" para estar pedindo demissão do cargo. Ele foi indicado para a função por interferência politica de Rosemary Noronha, ex-chefe do gabinete da presidência da República em São Paulo e amante de Lula, que a colocou no cargo. O pedido de demissão não encerra ou paralisa a investigação que está sendo realizada pela comissão de sindicância das agências.

Governo lança pacote de mais de R$ 54 bilhões para o setor portuário


Depois de meses de discussão e muitos impasses, o governo federal lançou na manhã desta quinta-feira um pacote de mais de R$ 54 bilhões para o setor portuário, a ser bancado pelo governo e também pela parceria privada. Além dos novos investimentos, previstos para serem gastos de forma escalonada até 2017, o plano prevê o fim das outorgas como critério de licitação, na tentativa de aumentar eficiência e competitividade do setor.  "Nosso objetivo não é arrecadar para a Fazenda Nacional. Não queremos com os portos ganhar mais dinheiro cobrando uma outorga maior. No passado pode ter feito sentido isso, agora estamos num outro momento, o da competitividade", disse a presidente Dilma Rousseff. Ao apontar como o objetivo principal do pacote é o aumento da movimentação de cargas com regras claras e precisas, a presidente Dilma Rousseff comparou o pacote à iniciativa de Dom João 6º. Para isso, o governo pôs fim às outorgas portuárias. "O critério agora é maior movimentação com menor tarifa. Faremos leilão", explicou o ministro Leônidas Cristino (Secretaria de Portos), dizendo que o objetivo é aumentar a competitividade e eficiência do setor.A formulação do pacote foi costurada durante meses e em dezenas de reuniões que mobilizaram principalmente a Casa Civil, a Secretaria de Portos, o Ministério do Planejamento e a Advocacia-Geral da União. Do total de investimentos, R$ 31 bilhões serão gastos até 2014 e R$ 23,2 bilhões até 2017. Serão beneficiados mais de 20 portos nas regiões Sudeste, Norte, Nordeste e Sul. Além dos R$ 54,2 bilhões, estão previstos investimentos de R$ 2,6 bilhões para acesso e pátios.

Presidente da ANA nega que agência foi usada para fraudar pareceres


Em depoimento no Senado nesta quinta-feira, o presidente da ANA (Agência Nacional de Águas), Vicente Andreu, negou que a estrutura da agência tenha sido usado para fraudar pareceres técnicos no esquema desmontado pela Operação Porto Seguro, da Polícia Federal. Apesar de o petista Paulo Vieira, ex-diretor da agência, ter sido apontado pela polícia como um dos comandantes do esquema de fraudes, Andreu disse que a ANA não está sob investigação. "Tenho completa convicção de que nada envolveu a ANA nos seus procedimentos regulatórios. Não houve fiscalização motivada por pedido do Paulo. Não houve outorga motivada por pedido pessoal do Paulo. Não houve contrato. Nada aconteceu em função da deliberação dele", disse ele durante audiência na Comissão de Fiscalização e Controle do Senado. Andreu confirmou que a agência abriu sindicância interna para apurar as denúncias, com foco na atuação de Paulo Vieira, a quem o presidente da ANA acusou de ter cometido atos de "delinquência" enquanto esteve no cargo: "Nenhum procedimento está sob investigação no âmbito da operação Porto Seguro. O que está em investigação são os procedimentos do diretor da agência que utilizou esta infraestrutura, o espaço que o cargo lhe proporciona, para delinquir junto a um conjunto de pessoas de outras organizações de esfera pública e privada". Andreu confirmou na audiência que a indicação de Paulo Vieira para o cargo foi política, sem que ele tivesse conhecimento técnico para o cargo. Por esse motivo, o presidente da ANA disse que reduziu de forma "consciente" os poderes de Vieira dentro da agência, reduzindo sua esfera de atuação à diretoria de Hidrologia, onde era lotado. "Ele não aprovava essa indicação, ele gostaria de ter vinculado ao seu mandato áreas como regulação, fiscalização e administrativa", disse. "Foi um mecanismo que nós encontramos para reduzir, senão eliminar, e eu acredito que eliminamos, a condição de uma posição que poderia ser diferente", afirmou aos senadores. A diretoria de Hidrologia foi escolhida, segundo Andreu, por ser mais "técnica e menos suscetível" a influências políticas. A indicação de Paulo Vieira para o cargo também não seguiu, segundo o presidente da ANA, o tradicional "rodízio" adotado entre os diretores da agência. Por esse motivo, Paulo Vieira teria ficado "desconfortável" no órgão, e se afastou da ANA ao perceber que não teria "concessões particulares" depois de "disputar autoridade" com os outros diretores do órgão. "É notório, no âmbito da agência, duas etapas: a chegada dele, do tipo 'vou comandar a agência, vou influir decisivamente na agência'. E uma segunda etapa em que há um afastamento", afirmou Andreu.

Exército do Egito ordena que manifestantes saiam da frente de palácio


O Exército do Egito ordenou nesta quinta-feira que rivais e aliados do presidente Mohammed Mursi saiam da frente do palácio presidencial, no Cairo. O local, que foi ocupado pelos militares durante a manhã, foi palco de confrontos que mataram cinco e feriram 450 na quarta-feira. O confronto aconteceu quando integrantes da Irmandade Muçulmana, a qual Mursi é vinculado, se encontraram com um grupo de opositores que estava na região do palácio presidencial desde segunda (3), protestando contra a nova Constituição. Durante todo o dia, liberais e nazista islâmicos se enfrentaram nas ruas próximas à sede do governo. As tropas foram cercaram o palácio presidencial para tentar evitar que os protestos afetassem o local, usando veículos blindados e tanques de guerra. Mais cedo, os militares disseram que não tinham a intenção de reprimir o grupo, mas de retirar os manifestantes da região. Tanto liberais quanto nazistas islâmicos jogavam pedras e coquetéis molotov uns contra os outros. Centenas de apoiadores do nazista islâmico Mursi ainda estavam no local, muitos cobertos com mantas e alguns lendo o Alcorão.

Noruega dará US$ 180 mi ao Brasil por conservação da Amazônia


O governo da Noruega anunciou nesta quinta-feira na COP-18, conferência do clima da ONU que vai até amanhã em Doha, no Qatar, a liberação de 1 bilhão de coroas norueguesas (cerca de US$ 180 milhões) para a preservação da Amazônia. O anúncio foi feito após uma reunião da Ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, e de seu colega norueguês, Bard Vegar Solhiel.Segundo a ministra, o dinheiro está prestes a ser entregue ao BNDES. A verba da Noruega faz parte de um acordo bilateral assinado em 2008 que prevê a liberação de financiamento de US$ 1 bilhão até 2015, em repasses anuais condicionados aos bons resultados brasileiros na conservação da floresta amazônica. O repasse atual é referente à taxa de desmatamento do período entre julho de 2010 e junho de 2011, que ficou em 6.418 quilômetros quadrados, o que representou o terceiro recorde de consecutivo de redução do desmatamento. Embora ainda sejam estimativas, os números mais recentes do governo sobre a perda de cobertura florestal na Amazônia, que foram estimados pelo sistema Prodes do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) em 4.656 para o intervalo entre julho de 2011 e junho de 2012, já animaram os noruegueses. O repasse das verbas é feito somente após os resultados consolidados do governo, que em geral saem em meados do ano seguinte ao anúncio da estimativa. Com o dinheiro anunciado agora, de acordo com representantes do Ministério do Meio Ambiente, o total repassado chegou a cerca de US$ 600 milhões.

"Concordamos em discordar", diz Merkel sobre premiê israelense


A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, disse nessa quinta-feira, depois de encontrar-se com o premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, que os dois "concordaram em discordar" sobre os novos assentamentos israelenses em território palestino. Em contrapartida, o premiê mostrou-se convencido de poder chegar a um acordo com os palestinos para alcançar uma paz "segura e duradoura" na região. Merkel falou sobre algumas diferenças que marcaram as consultas bilaterais entre os países nesta manhã de quinta-feira em Berlim e disse que entre os temas discutidos estiveram as novas colônias de Israel na Cisjordânia, que a Alemanha e outros países condenam. A chanceler sublinhou, entretanto, o compromisso de seu governo com o Estado judeu ao declarar que "a segurança de Israel é parte da agenda da Alemanha" e afirmou que, nas grandes questões que afetam a segurança do país, eles mantêm posições comuns. Netanyahu enfatizou a importância de retomar "negociações diretas" com os palestinos, apesar da recente escalada de discordâncias e violência entre as partes. Ele falou também sobre a polêmica dos novos assentamentos israelenses na Cisjordânia, um dia depois do reconhecimento da Palestina como Estado observador não membro pela ONU na última quinta-feira. "A raiz do problema não são os assentamentos, mas a oposição à existência ao Estado de Israel", disse Netanyahu, sublinhando que a política de novas colônias não é nova e vem sendo praticada por todos os governos judaicos há 45 anos.

Berlusconi volta a insinuar que pode ser candidato na Itália


O ex-primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, voltou a insinuar que pode se candidatar ao Parlamento da Itália, em nota divulgada após a Executiva de seu partido se reunir, o Povo da Liberdade. As próximas eleições no país são no início de 2013. Berlusconi foi substituído pelo atual chefe de governo, Mario Monti, após pressão por sua gestão durante a crise econômica na Europa e pelos processos judiciais a que responde, incluindo o caso Ruby, de prostituição juvenil. No comunicado, o ex-premiê criticou a situação econômica do país, um dos mais afetados pela crise, e disse que tomará uma decisão sobre sua candidatura ao Legislativo nos próximos dias.