domingo, 9 de dezembro de 2012

Brasil pode ser destino do dinheiro sujo de Assad e de seu bando


Bussaina Shaaban, principal assessora pessoal do presidente sírio, Bashar Assad, esteve secretamente em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Buenos Aires, no fim de novembro. Não cumpriu nenhuma agenda oficial, nem com o governo brasileiro, nem com os diplomatas sírios, nem com as entidades que representam a comunidade síria no Brasil. Bussaina conversou com grandes empresários sírios no Brasil, alguns com atividades legais, outros, mais obscuras, sobre a possibilidade de transferir pessoas e grandes quantidades de dinheiro da Síria para cá. A missão secreta de Bussaina coincide com a notícia, publicada pelo jornal israelense Haaretz, de que o vice-chanceler sírio, Faiçal Mekdad, esteve na semana retrasada em Cuba, Venezuela e Equador, averiguando a possibilidade de Assad exilar-se em um desses países. Em comum com o Brasil e a Argentina, os governos das três nações ostentam simpatia pelo regime de Assad, embora o Itamaraty tenha, nos últimos meses, mantido uma posição mais reservada sobre o tema. A própria Rússia, parceira do Brasil nos Brics (junto com Índia, China e África do Sul), e aliada da Síria, onde mantém sua última base naval no Oriente Médio, está distanciando-se de Assad, diante das evidências de que seus dias estão contados. Duas fontes, uma de oposição e outra favorável ao regime, confirmaram a vinda secreta de Bussaina. De acordo com a fonte que apoia Assad, a assessora do presidente veio fazer tratamento médico em São Paulo. O que não explicaria por que ela esteve também no Rio de Janeiro e em Buenos Aires. Os movimentos de Assad e de seu círculo íntimo na direção de uma fuga da Síria coincidem com avanços do Exército Sírio Livre sem precedentes em 21 meses de rebelião na Síria, que resultam numa asfixia econômica do governo e num cerco militar das forças leais. O ESL tomou entre 30 e 35 bases do Exército perto de Damasco, num raio de 30 a 5 km do centro da capital, 3 bases aéreas e 12 instalações antiaéreas. As forças terrestres leais ao regime estão muito reduzidas, a ponto de “200 combatentes” serem capazes de ocupar, pelo menos por um tempo, uma instalação estratégica. Os insurgentes já chegaram a até 500 metros da pista do Aeroporto de Damasco, que está fechado, e foram forçados a recuar, mas mantêm um cerco a seu redor. Com o uso de granadas e foguetes portáteis, neutralizaram 37 aviões no solo. Assad já era. E a Irmandade Muçulmana vai reinar também na Síria, implantando outra ditadura religiosa, a serviço do jihadismo. A Primavera Arabe é o que de mais trágico pode acontecer para o mundo, e logo se verá isso. O Brasil é um potencial destino do dinheiro sujo de Assad e de seu bando. Vejam as demais nações que estão no grupo: Cuba, Venezuela, Equador e… Argentina! São países governados hoje por delinquentes políticos. O que Banânia faz aí? Bem, o governo petista andou ajustando suas posições em relação ao governo sírio, mas Assad tem Dilma Rousseff – na verdade, o PT – como uma aliada. E essa proximidade não é de hoje. Em 2007, o então presidente do PT, Ricardo Berzoini, assinou um acordo de cooperação com o partido Baath, de Assad, cujo nome completo é “Partido Baath Árabe Socialista”. O tal acordo com o partido do carniceiro incluía sete compromissos, dentre os quais se destacavam os seguintes: incentivar a troca de visitas,  coordenar os pontos de vista quando os partidos estiverem presentes em congressos e fóruns regionais e internacionais, promover a troca de publicações e de documentos partidários importantes e fortalecer a cooperação entre organizações populares e representantes da sociedade civil para intercâmbio de experiências. Assad, como a gente nota, sempre foi considerado um “bom companheiro”.

Ditador Hugo Chávez anuncia que câncer voltou e indica sucessor

Nicolas Maduro, o ex-caminhoneiro que se torna sucessor do ditador Hugo Chavez 

O ditador da Venezuela, Hugo Chávez, voltou para Cuba neste domingo, para fazer uma nova cirurgia contra o câncer nos próximos dias. Em um pronunciamento televisionado na noite de sábado, Chávez anunciou que a doença voltou, mesmo após duas operações anteriores e tratamentos de quimioterapia e radioterapia. No discurso, o presidente venezuelano reconheceu a gravidade de sua situação e disse pela primeira vez que se houver complicações o vice-presidente do país, Nicolas Maduro, deverá assumir seu lugar como líder e dar sequência ao movimento socialista. "Existem riscos. Quem pode negar isso?", disse Chávez, sentado ao lado de Maduro e outros aliados. "Em qualquer circunstância, devemos garantir o avanço da Revolução Bolivariana", acrescentou. O presidente contou que os testes descobriram a volta de "algumas células malignas" na mesma área onde tumores foram removidos anteriormente, e que os médicos recomendaram cirurgia imediatamente, mas ele quis voltar à Venezuela primeiro. Chávez afirmou que se houver complicações e novas eleições forem realizadas, seu candidato será Maduro, ex-ministro de Relações Exteriores, nomeado vice-presidente três dias depois da reeleição de Chávez, em outubro. "Nesse cenário que, de acordo com a Constituição, exigirá que eleições presidenciais sejam realizadas novamente, vocês devem eleger Nicolas Maduro como presidente", disse. "Eu peço isso a vocês do fundo do meu coração", acrescentou. Essa será a terceira operação de Chávez, de 58 anos, para remover tecidos cancerígenos. A primeira delas foi feita em junho de 2011.

Nicolás Maduro, ex-motorista de ônibus que pode suceder Chávez


Após anunciar a necessidade de uma nova cirurgia para tratar um câncer, o ditador da Venezuela, Hugo Chávez, falou pela primeira vez em sucessão e indicou seu vice, o chanceler Nicolás Maduro, como sucessor. Ex-motorista de ônibus, ele pode vir a ser o encarregado de dar continuidade ao projeto chavista no país. Portando quase sempre um sorriso por trás de seu farto bigode, o ministro das Relações Exteriores parece ser imbuído de uma calma constante, o que pode estar relacionado com suas crenças hinduístas. Amigo leal de Chávez desde os tempos em que o atual mandatário esteve preso pela tentativa de golpe de Estado de 1992, Maduro é considerado o político mais próximo ao presidente desde que o câncer foi diagnosticado, em maio de 2011. Em seu período como chanceler, Maduro ganhou fama de amável nos círculos diplomáticos latino-americanos, mas isso não impediu que fosse também um duro crítico do "império" e o co-artífice de uma política externa que deu tantos desgostos a Washington. Como chefe da diplomacia venezuelana, Maduro seguiu a linha chavista de buscar abertamente "a construção de um mundo multipolar livre da hegemonia do 'imperialismo norte-americano'". Ele foi considerado uma peça-chave na aplicação da política externa do país além das fronteiras latino-americanas, para se aproximar de qualquer governo que pudesse rivalizar com os Estados Unidos por uma questão ou outra. Socialista e sindicalista de longa data, Maduro fez parte da Assembléia Constituinte que redigiu a Constituição Bolivariana proposta por Chávez, em 1999. Posteriormente foi eleito deputado e chegou ao posto de presidente do Legislativo em 2005. Em 2006, atendeu a um pedido de Chávez para assumir o cargo de ministro das Relações Exteriores, nomeação que foi muito criticada pelos opositores, já que o chanceler não tem formação universitária: ele é um ex-motorista de ônibus que nunca concluiu os estudos formais. Como para demonstrar pouco caso das críticas que recebe entre os círculos opositores, Maduro chegou a dirigir o caminhão sobre o qual Chávez fazia campanha para as eleições presidenciais de 7 de outubro. O chanceler é citado por Chávez como exemplo de gente do povo que exerce o poder diretamente e não por meio de representantes provenientes das classes mais abastadas. "Olha onde vai Nicolás, de motorista de ônibus a vice-presidente. E como ri da burguesia por isso", afirmou o presidente pouco depois de ganhar as eleições de outubro. "Tremendo chanceler", afirmou Chávez em um ato solene durante o 201º aniversário da independência. Entretanto, o chanceler também teve momentos "pouco diplomáticos" nos quais pareceu perder sua compostura tranquila, como quando chamou de "funcionariozinho" o subsecretário de Estado dos Estados Unidos John Negroponte. E apesar de ser considerado como um dos menos radicais no governo em política interna, Maduro chegou a chamar o adversário de Chávez na disputa pela Presidência, Henrique Capriles, de "bichona e fascista". Posteriormente, Maduro se desculpou pela expressão, dizendo que ela "tinha outra conotação" e que "não especularia com a opção sexual de Capriles nem de ninguém". A última vez que Maduro havia sido destaque na imprensa latino-americana, antes de ter sido nomeado vice-presidente, foi por sua intervenção na crise política paraguaia que terminou com a destituição do então presidente Fernando Lugo. Maduro foi parte da comitiva de chanceleres organizada por diferentes governos da região logo após a informação de que Lugo estava a ponto de ser destituído. O venezuelano terminou sendo acusado pelo novo governo paraguaio de atiçar os militares para que se revoltassem e defendessem Lugo, o que o levou a ser considerado persona non grata no país. Chávez aproveitou para voltar a expressar seu mais firme apoio ao seu número dois no governo ao dizer que o invejava por ter recebido tal distinção por parte de quem acusou de serem golpistas por terem tirado Lugo do poder. A proximidade entre Chávez e Maduro é de longa data. Remonta aos tempos em que o mandatário cumpriu pena na prisão de Yare pela tentativa de golpe de Estado que comandou em 1992. Na ocasião, Maduro se converteu em um ativista a favor da libertação de Chávez. Nessa época conheceu a mulher, a advogada Cilia Flores, que fazia a defesa do então coronel Chávez. A amizade permaneceu forte ao longo dos anos. Nas imagens de Chávez em Cuba durante seu tratamento contra o câncer, seus acompanhantes mais recorrentes eram suas filhas e Maduro. De fato, o chanceler é considerado um dos poucos confidentes do presidente que teve acesso aos detalhes do diagnóstico, que recebeu tratamento de segredo de Estado.

Arquitetura da destruição. Ou: A banalidade do mal e da morte


Do jornalista Reinaldo Azevedo - Em 1998, a Bertrand Brasil publicou em português a tradução da monumental biografia do arquiteto alemão Albert Speer (1905-1981), escrita por Gitta Sereny, que traz o subtítulo “Sua Luta com a Verdade”. Monumental também no tamanho: 1005 páginas. Leva tempo, sim, mas não é leitura pedregosa. Resenhei o livro à época, mas não consigo achar o texto. Speer também era metade muito competente (“gênio” seria exagero) e metade idiota – só que a sua metade idiota era nazista, não comunista. Ele teve a má sorte de as circunstâncias se casarem perfeitamente com sua inclinação ideológica e com o seu talento. E ele se tornou um dos homens fortes do Terceiro Reich. Foi julgado em Nuremberg, escapou da morte, mas pegou 20 anos de cadeia, de onde saiu só em 1966. No período, escreveu dois livros “Por Dentro do Terceiro Reich” e “Spandau”, o nome da prisão em que ficou. Em 1981, numa viagem a Londres, teve um AVC e morreu. Da obra de Speer, um homem de grande talento, sem dúvida, que caiu nas graças de Hitler e projetou algumas das obras do Terceiro Reich. O documentário “Arquitetura da Destruição”, de Peter Cohen (existe em todas as locadoras; é brilhante!), fala de Speer e acaba atribuindo a Hitler uma fixação que era, na verdade, do arquiteto: ele dizia que obras arquitetônicas também deveriam ser pensadas como futuras ruínas, mil anos adiante. Elas seriam evidências da grandeza alcançada pelo Terceiro Reich porque é assim que vemos o que restou das civilizações grega e romana… Oscar Niemeyer era adepto de uma ideologia felizmente minoritária no Brasil. Se, por qualquer razão, o comunismo houvesse vencido, certamente seria o arquiteto do regime, que se exerceria, claro!, segundo os rigores que ele próprio tanto apreciava em Stálin – o homem que, segundo disse, fazia julgamentos “justos” antes de fuzilar seus desafetos. A biografia de Speer é fascinante porque afasta a idéia um tanto infantil, pautada pelo cinema, que fazemos de lideranças nazistas: seres sempre irascíveis, ignorantes, violentos, arrogantes. No trato pessoal, fica evidente, as relações podiam ser suaves, até doces. Como é que o mal, no entanto, ganhou tal dimensão? Na página 260 do livro, Gitta Sereny escreve (prestem bastante atenção!): “Entre 1933 e 1937, a maior parte do mundo admirou as idéias pioneiras de Hitler. Durante os seus primeiros quatro anos como chanceler, ele expandiu o sistema de saúde e de previdência social, bem como os benefícios aos idosos iniciados pioneiramente por Bismarck e depois adotados pela República de Weimar. Seu complexo sistema de obras públicas incluiu uma malha de Autobahnen, inovações como centros urbanos livres da presença de tráfego, com rigorosos controles de poluição, além da ampliação de parques e áreas verdes. (…) John Toland escreveu em seu "Afolf Hitler": ‘Se ele tivesse morrido em 1937, certamente teria sido enterrado como uma das maiores figuras da história da Alemanha”. Pouca gente se lembra ou sabe, mas Gertrude Stein – sim, ela mesma! – afirmou que Hitler deveria ganhar o Prêmio Nobel da Paz. Outro que o defendeu com paixão foi Bernard Shaw. “Hitler é um líder nato, uma personalidade dinâmica, com uma vontade de ferro e um espírito indômito, e tem a confiança dos velhos e a idolatria dos jovens”, escreveu David Lloyd George no Daily Express depois de assistir aos Jogos Olímpicos de 1936. E Hitler, no entanto, nesses anos ainda iniciais do desastre, já havia dado mostras da barbárie a que poderia conduzir a Alemanha – e o mundo, dadas as circunstâncias – se pusesse em prática, como pôs, as suas idéias. Em 1926, os dois volumes de “Mein Kampf” já haviam sido publicados. Em 1935, entraram em vigor as Leis de Nuremberg, que cassaram a cidadania dos judeus alemães, banidos de qualquer função pública. Não obstante, era admirado por seu “espírito inovador”… Como pôde Speer, um homem de talento, servir ao horror com tanta dedicação? Ele só deixou de obedecer à ordem final de Hitler, o “Decreto Nero”, que mandava que as forças alemãs literalmente incendiassem o país, destruíssem toda a infraestrutura, muito especialmente as pontes, para dificultar a ocupação pelos Aliados. Speer fez justamente o contrário: tomou providências para que não acontecesse – pelo menos na área sob sua influência. Por que os homens de gênio podem servir ao terror? Niemeyer não foi o nosso Speer porque não tivemos o nosso Hitler, mas não houve facínora comunista a quem não tenha emprestado seu apoio. Afinal de contas, a sua ideologia, a exemplo da do arquiteto do Reich, lhe impunha que ignorasse o horror presente em nome de uma visão de futuro. Na página 646 do livro, Gitta Sereny transcreve um trecho de “Por Dentro do Terceiro Reich”. Ali fica evidente que Speer sabia, sim, da “solução final”, embora preferisse não pensar no assunto. E cumpriria perguntar: “Como não saber”? Um fio de dignidade lhe coube. Escreveu: “(…) declarei à Corte Internacional de Nuremberg, durante o julgamento, que, como um importante membro do escalão de liderança do Reich, eu tinha de arcar também com toda a responsabilidade por tudo o que havia acontecido (…). E até hoje eu me sinto totalmente responsável, em termos pessoais, pelo que aconteceu em Auschwitz”. Speer foi o único da cúpula nazista que não procurou ou negar os eventos ou alegar a obediência devida. Um parágrafo do livro, à página 987,  é perturbador: “Speer, por si mesmo, não matou ninguém nem sentiu nenhuma animosidade, ódio ou até mesmo aversão pelos milhões de europeus orientais, cristãos e judeus que foram sistematicamente aniquilados; ele não sentiu nada”. Depois, tudo indica, passou um bom tempo sendo corroído pela culpa. Eis aí: temamos a capacidade que têm certos homens – ainda que geniais – de não sentir nada diante do horror. Speer, de fato, serviu a Hitler, e Niemeyer não serviu pessoalmente a Stálin. Mas integrou uma geração de intelectuais mundo afora que esconderam ou justificaram sistematicamente os crimes cometidos pelo comunismo. Mas os crimes de Stálin eram conhecidos desde sempre? Só para registro: o escritor francês André Gide, por exemplo, denunciou a tirania já em 1934, depois de uma viagem ao país – “Retour de l’URSS” – e foi tratado como escória pelos intelectuais de esquerda. Como era homossexual, sua crítica foi tomada apenas como chiliques de uma bicha…  Vocês sabem como os esquerdistas são incapazes de ser preconceituosos, não é mesmo? O arquiteto brasileiro, como resta evidente por seus textos escritos até os momentos finais, não viveu a fase da remissão. Ao contrário: Stálin morto, o homicida em massa lhe restou como uma referência de “homem fantástico”. Não faz tempo, fiel à sua luta, Niemeyer recebeu um representante dos narcoterroristas das Farc para colaborar com a causa. Speer, que não matou ninguém com as próprias mãos, pergunta-se até onde ele poderia ter ido, naquele ambiente, sob uma ordem de Hitler. Ele se pergunta, mas não responde. Se um dia vocês lerem “Stálin – A Corte do Czar Vermelho”, de Simon Sebag Montefiore, prestem especial atenção ao capítulo 26, intitulado “A Tragédia e a Depravação da Família Iejov”(página 319 e seguintes), que mostra a que extremos podia chegar o poder absoluto do “homem fantástico”, que Niemeyer tanto admirava. Há passagens que remetem a “Salò ou os 120 dias de Sodoma”, o filme-limite, quase impossível de ver, de Pasolini. Nada tenho a fazer com a estupidez dessa canalha que fica babando seu fel na rede – e que, de fato, não está nem aí para o que escrevi sobre Niemeyer. Trata-se apenas de um pretexto para me atacar por causa de mensalão, Rosegate e outros lambanças com dinheiro público praticadas pelo petismo. Niemeyer teve a grande sorte de ver suas ideias políticas derrotadas no Brasil. Por aqui, foi a democracia que encomendou e ergueu as suas obras. Mas emprestou, sim, infelizmente, o seu talento para a tirania e para tiranos. E essa sua metade idiota não merece nem admiração nem perdão. Porque, sob ela, jazem muitos milhões de cadáveres. E eu tenho um compromisso com a vida, com a liberdade e com os valores da democracia, não com fascistas, de esquerda ou de direita".

Festa do Hamas em Gaza prova que Israel sofre riscos, diz Netanyahu


A promessa do Hamas de derrotar Israel após reivindicar "vitória" no conflito em Gaza, no ultimo mês, justifica a relutância de Israel em renunciar a mais terras em favor dos palestinos, disse neste domingo o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Khaled Meshaal, líder do movimento Hamas, fez no sábado um desafiador discurso perante milhares de partidários na Faixa de Gaza, prometendo tomar "centímetro por centímetro" tudo do Estado de Israel, que ele diz que nunca reconhecerá. "No ultimo dia, novamente fomos expostos à verdadeira face de nossos inimigos. Eles não têm a intenção de se comprometer conosco. Eles querem destruir o nosso país", afirmou Netanyahu em encontro de seu gabinete. O líder israelense recebeu grandes críticas internacionais nesta semana, por anunciar uma nova onda de construções de assentamentos judaicos na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental, depois de um reconhecimento de fato do Estado palestino pela Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas). Mas Netanyahu afirmou que Israel nunca se retirará unilateralmente da Cisjordânia, como fez de Gaza em 2005, argumentando que isso poderia criar outro território do qual os palestinos possam lançar foguetes contra as cidades israelenses.

GDF despeja unidade da Embrapa


O governo do Distrito Federal ordenou o despejo de uma das unidades da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A Secretaria de Habitação do GDF reivindica área de 2.130 hectares, na região de Planaltina, a 40 quilômetros de Brasília, onde a Embrapa Cerrados funciona há 37 anos. Por meio de um ofício expedido no dia 2 de agosto, o secretário de Habitação, Geraldo Magela, solicita ao presidente da Embrapa a desocupação completa do terreno, “no prazo máximo de 30 dias”, para implantação de política habitacional do GDF: construir quatro mil apartamentos populares para famílias de baixa renda, dentro do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal. Se fosse cumprida à risca, essa determinação significaria desalojar, no prazo de um mês: 97 pesquisadores (78 com doutorado e 19 com mestrado), 74 analistas e 237 assistentes, interrompendo dezenas de pesquisas. A estrutura completa da empresa abrange 19 laboratórios, oito casas de vegetação, um viveiro e uma unidade de beneficiamento de sementes, construídos em 60 mil metros quadrados. A área total ocupada é de 2,1 mil hectares, incluindo 700 hectares de reservas ecológicas permanentes, divididas em sete áreas distintas com dez tipos fitofisionômicos de Cerrado. Ao longo de quase 40 anos de funcionamento, a Embrapa levou o Brasil à liderança em agricultura tropical. Um conjunto de tecnologias para a incorporação dos cerrados no sistema produtivo, desenvolvido pela Embrapa Cerrados, tornou o bioma responsável por 48% da produção agrícola no País. A Embrapa Cerrados foi criada para pesquisar e viabilizar soluções para a ocupação racional e sustentável da região. O recebimento do ofício com a ordem de despejo causou alvoroço e deflagrou uma rodada de negociações entre diretores da empresa e o primeiro escalão do governador Agnelo Queiroz (PT), que se estende há quatro meses.

Crédito para o mercado imobiliário, pela primeira vez, supera o de automóveis


O crédito destinado para o setor habitacional e imobiliário superou o do setor automotivo pela primeira vez no Brasil. A virada ocorreu em agosto e a diferença tem aumentado, revelam dados do Banco Central. Em setembro, as operações de crédito para compra de imóveis por pessoas físicas e jurídicas chegaram a R$ 334,6 bilhões, enquanto o setor automotivo ficou com R$ 319 bilhões. "O Brasil vem tirando um atraso no crédito imobiliário. Antigamente era muito difícil conseguir um financiamento", afirmou Luis Eduardo Assis, economista e ex-diretor do Banco Central: "Houve essa mudança por causa da estabilidade da economia brasileira e da possibilidade de retomada do imóvel". O aumento do crédito imobiliário tem sido impulsionado pela pessoa física. Por esse recorte, o saldo já é maior do que o do setor automotivo desde janeiro. Este ano, até outubro, as operações de crédito imobiliário aumentaram R$ 57,3 bilhões, enquanto as do automotivo cresceram R$ 533 milhões. O Brasil passa por uma mudança estrutural. O setor imobiliário foi beneficiado pela redução das taxas de juros, crescimento do emprego e aumento da massa de rendimento real dos ocupados que, em setembro, foi estimada em R$ 42,2 bilhões, segundo o IBGE. É um crescimento de 8,6% em um ano. "Com a taxa de juros para crédito imobiliário em queda e prazos maiores, há maior demanda por crédito imobiliário. O déficit habitacional também influencia nessa melhora", disse Carlos Thadeu de Freitas, economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC). Por outro lado, o setor automotivo sofre uma ressaca da enxurrada de crédito que houve em 2009 e 2010. No auge da crise financeira internacional, o governo reduziu impostos, como IPI, para ajudar na recuperação da economia.

‘Presidente da Cemig diz que não há outra saída senão ir à Justiça contra plano elétrico populista de Dilma Rousseff


O presidente da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Djalma Morais, afirma que a empresa aguarda apenas a aprovação e sanção da Medida Provisória 579 para ingressar na Justiça, na tentativa de manter as concessões de três de suas principais hidrelétricas pelas normas atuais, por causa do "compromisso com os investidores", além de outras 18 cujas concessões que terminam até 2017. Com os contratos em mãos das usinas Jaguara, São Simão e Miranda, responsáveis por mais de um terço da capacidade de 7 mil megawatts da companhia, Morais afirma que uma flexibilização da União com relação a essas hidrelétricas levaria a estatal mineira a renovar, pelos termos da MP, as concessões das outras 18 usinas. Disse ele: "Temos um contrato de concessão onde nós nos julgamos com direito a uma renovação automática. Contrato de concessão que distribuímos em todos os fóruns em que estive. Na cláusula quatro desse contrato diz que estão "garantidas" aquelas concessões ainda não prorrogadas". Ele admite que, se o governo federal flexibilizar sua posição nessas três hidrelétricas, a Cemig poderá aderir também nas outras 18 pelas regras da MP 579: "Os números apresentados para essas outras usinas não nos atendem. Mas o esforço de cada lado, uma negociação de tal maneira que eu pudesse viabilizar essas três usinas, seria recompensado. Tínhamos já um acordo tácito com nosso controlador e com nossos acionistas de que esse viés seria importante para nós". Mas, ele adianta que, se o governo Dilma não flexibilizar suas regras, a Cemig adotará o caminho de disputar novas concessões: "No caso de o governo não ceder e vir a licitar, vamos participar da licitação. Mas vamos aguardar a decisão da Câmara e do Senado, os possíveis vetos da presidente e o que for aprovado e, em seguida, tomar as providências. Afinal de contas, temos compromissos com nossos acionistas, com a empresa, com nossos empregados".

A amante de Lula, Rosemary Noronha, foi a única poupada por Dilma na reforma de cargos de elite da Presidência


Rosemary Noronha, amante de Lula, uma das personagens centrais do esquema de corrupção desbaratado pela Operação Porto Seguro, foi a única funcionária não concursada da Presidência da Republica mantida em cargo de chefia após a transição de poder entre Lula e Dilma Rousseff. Devido à sua condição, ela sobreviveu incólume à mudança de governo na chefia de gabinete do escritório da Presidência em São Paulo até ser indiciada pela Polícia Federal na Operação Porto Seguro. A ex-funcionária ocupava desde 2009 um cargo DAS 6, reservado a secretários, chefes e diretores de departamento. Até recentemente, havia 19 servidores não concursados ocupando cargos desse tipo na Presidência, dos quais 13 foram levados para lá após a posse de Dilma e cinco estavam em funções subalternas no governo anterior. Rose, a exceção, era a 19ª comissionada.

Pressionado por protestos, presidente do Egito anula decreto para superpoderes


O presidente do Egito, Mohammed Morsi, anunciou na noite de sábado a anulação do decreto que havia publicado no mês passado para expandir seus poderes. O decreto gerou fortes protestos populares no país nas últimas semanas. O governo egípcio manteve, porém, o referendo programado para o dia 15 de dezembro sobre a proposta de nova Constituição para o país. Os críticos de Morsi o haviam acusado de agir como um ditador, mas ele disse que estava resguardando a revolução. Ele afirmou que os poderes extraordinários eram necessários para promover as reformas necessárias no país. Desde que assumiu o poder, Morsi vinha mantendo disputas com o Judiciário. Os simpatizantes do governo dizem que o Judiciário é formado por figuras reacionárias oriundas do antigo regime do presidente Hosni Mubarak, que governou o país de 1981 a 2011. Mas seus adversários vinham mantendo protestos constantes desde o dia 22 de novembro, quando o decreto foi anunciado. O presidente é membro da organização Irmandade Muçulmana. Essa é uma organização nazista islâmica, que foi aliada de Hitler durante a 2ª Guerra Mundial, e é também a organização mãe de todos os grupos terroristas islâmicos, a começar pela Al Qaeda. O objetivo da Irmandade Muçulmana é o de implantar uma ditadura religiosa no Egito, com comando da sharia. Isso é o que os bobalhões esquerdopatas do mundo inteiro saudaram como Primavera Árabe, que iria derrubar ditaduras laicas e implantar a democracia no mundo árabe. Nada disso, a Primavera Árabe resultará em ditaduras religiosas.

Japão proíbe importação de carne bovina do Brasil


O Japão proibiu no sábado a importação de produtos de carne bovina vindos do Brasil após à confirmação da presença da proteína do agente causador da doença da vaca louca em uma fêmea que morreu em dezembro de 2010, em uma fazenda de Sertanópolis, no Paraná, segundo autoridades do governo japonês. De acordo com o Ministério da Saúde do Japão, é a primeira proibição de importações de carne bovina devido à doença, oficialmente conhecida como encefalopatia espongiforme bovina, desde dezembro de 2003, quando as importações de carne bovina dos Estados Unidos foram restringidas. Para o Japão, o impacto da proibição deve ser limitado. Em 2011, o país importou do Brasil apenas 1,4 mil toneladas de produtos de carne bovina, o que representa 0,3% do total adquirido pelo Japão do Exterior, segundo as autoridades japonesas.

Polícia Federal indicia a amante de Lula, Rosemary Noronha, e outras 22 pessoas


O inquérito policial sobre a  Operação Porto Seguro foi finalizado e encaminhado para a 5ª Vara da Justiça Federal, em São Paulo. O inquérito foi entregue na noite de sexta-feira. No total, 23 pessoas foram indiciadas, incluindo Rosemary Noronha, também pelo crime de formação de quadrilha.  A ex-chefe de gabinete do escritório da Presidência da República em São Paulo, nomeada para o cargo ainda no governo Lula, e mantida no lugar por imposição de Lula, o seu amante, já era investigada por tráfico de influência, falsidade ideológica e corrupção passiva. Por meio de nota, a Polícia Federal disse no sábado que "após a obtenção de informações adicionais em depoimentos e da análise de documentos apreendidos" durante a operação, dois novos indiciamentos foram feitos. O primeiro de uma servidora, de nome não divulgado, que foi enquadrada por formação de quadrilha. Segundo a Polícia Federal, esta servidora já havia sido "indiciada anteriormente por outros crimes". O segundo indiciamento foi de um diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), de nome também não divulgado, que pode responder pelo crime de corrupção passiva. Sobre o diretor da Antaq, a Polícia Federal se limitou a informar que ele "não havia sido indiciado antes". A Operação Porto Seguro foi deflagrada no dia 23 de novembro contra uma organização criminosa que atuava infiltrada em órgãos federais e agências reguladoras para elaborar pareceres técnicos fraudulentos e favorecer interesses privados. Nesse dia, seis pessoas foram presas e 19 mandados de condução coercitiva foram cumpridos. Também foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão, tanto em Brasília quanto em São Paulo. Nesse mesmo dia, informou a Polícia Federal, 22 pessoas foram indiciadas, entre elas, vários servidores públicos que atuavam na Antaq, na Agência Nacional de Águas (ANA), na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), na Advocacia-Geral da União, no Ministério da Educação (MEC), na Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e no Gabinete da Presidência da República em São Paulo. Segundo a Polícia Federal, os indiciados respondem por crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, formação de quadrilha, tráfico de influência, violação de sigilo funcional, falsidade ideológica e falsificação de documento particular, cujas penas variam entre dois e 12 anos de prisão.

Chefe do Hamas diz que nunca aceitará a existência de Israel


O chefe do Hamas, Khaled Meshal, rejeitou no sábado ceder sequer "uma polegada" do território palestino a Israel ou reconhecer o Estado judeu. As declarações foram feitas durante um discurso em Gaza, parte das comemorações do 25º aniversário de fundação desta organização terrorista islamita. "A Palestina é nossa terra e nossa nação compreende o território que vai do Mar Mediterrâneo até o rio Jordão, de norte a sul, e nós não podemos ceder uma polegada ou qualquer parte dele", disse Meshal a respeito do território de Israel e da Autoridade Nacional Palestina (ANP). "A resistência é a forma correta de recuperar nossos direitos, assim como todas as formas de luta, política, diplomática, legal e popular, mas todas são sem sentido sem a resistência", disse ele durante sua visita a Gaza. Ao falar sobre a unidade palestina, ele afirmou que "somos uma única autoridade, uma única referência e nossa referência é a Organização pela Libertação da Palestina (OLP), que queremos unida". A OLP é, aos olhos da comunidade internacional, o único organismo que pode falar por todo o povo palestino. O Hamas não pertence à OLP, cujo principal dirigente é o presidente palestino Mahmoud Abbas, mas um ano atrás Meshal disse que seu grupo e outras facções estavam "no caminho para se integrar" à organização. Suas declarações podem ser vistas como a mais recente tentativa do Hamas de se unir à OLP e consolidar as fileiras palestinas. Em 2006, o Hamas venceu a eleição geral por maioria dos votos, derrotando o Fatah, partido de Abbas. Cerca de 18 meses mais tarde, o Hamas depôs as forças do Fatah em Gaza após várias semanas de confrontos de rua e o grupo islamita passou a governar o território. Como resultado, atualmente Abbas comanda apenas a Cisjordânia, ocupada por Israel. Meshal cruzou a fronteira do Egito com Gaza na sexta-feira, em sua primeira visita aos territórios palestinos desde 1975, na companhia de seu vice, Mussa Abu Marzuk. Ele discursou durante um evento que, segundo os organizadores, reuniu mais de 100 mil partidários no complexo Al-Qitaba, a oeste da Cidade de Gaza.

STF PODE ENCERRAR JULGAMENTO DO MENSALÃO NA PRÓXIMA SEMANA E DECIDIRÁ SE CONDENADOS IRÃO IMEDIATAMENTE PARA A CADEIA.


Ministros do Supremo Tribunal Federal querem encerrar o julgamento do Mensalão do PT, iniciado em agosto, nas próximas duas sessões da Corte, nestas segunda e quarta-feiras. Os ministros decidirão, além da questão da perda de mandatos nos casos de quem tem cargos eletivos, se os condenados a penas de prisão devem ou não ir imediatamente para a cadeia. Outro assunto pendente é a aplicação de penas de multa aos condenados. Em novembro, o plenário decidiu fixar esse tipo de punição, num montante total de 22,3 milhões de reais. Mas, na última quinta-feira o revisor do processo, Ricardo Lewandowski, propôs uma readequação dessas penas, sustentando que existem discrepâncias. Se o julgamento terminar de fato nos próximos dias, o caso do Mensalão do PT terá consumido quase integralmente o semestre. No próximo dia 20, o tribunal entrará em recesso e somente voltará se reunir para votações em fevereiro. Durante o período de festas de final de ano e em janeiro, o Supremo funcionará apenas em esquema de plantão para analisar situações emergenciais. Depois do recesso, em 2013, os ministros terão que julgar os recursos interpostos pela defesa dos condenados. Isso só ocorrerá após a publicação do acórdão da sentença, que, regimentalmente, deve ser publicado em sessenta dias.

Policia Federal conclui "caso Rose", a amante de Lula, em prazo recorde


A Polícia Federal entregou na sexta-feira à Justiça o relatório final da Operação Porto Seguro, que apura tráfico de influência e venda de pareceres de órgãos do governo. A entrega encerra a investigação da Polícia Federal, que envolveu Rosemary Noronha, amante de Lula, indicada em 2005 para a chefia de gabinete da Presidência em São Paulo e mantida por Dilma. Também foram investigados diretores de agências da reguladoras. O superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Roberto Troncon Filho, havia previsto há uma semana que o relatório final só ficaria pronto entre o final de janeiro e o início de fevereiro. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, havia previsto um prazo menor ao depor no Congresso na última quarta-feira: de até 20 dias. É a primeira vez desde 2003 que a Polícia Federal em São Paulo conclui o relatório final no prazo de duas semanas em operações dessa complexidade. O inquérito da operação, aberto em março de 2011, tem cerca de quatro mil páginas.

PSB rompe com governador petista Agnelo Queiroz em Brasília


O PSB-DF decidiu, por ampla maioria (85% dos votos), deixar a base aliada do governador Agnelo Queiroz, em plenária realizada no sábado, em Brasília. O partido já considerava deixar a base do governo desde o início do ano. "O Governo do Distrito Federal tem uma política de decisões unilaterais, de patrimonialismo, e deixou de lado as promessas de campanha. As secretarias do PSB não tinham nem 1% do orçamento", argumenta o presidente, Marcos Dantas, que deixou o Conselho da Terracap há duas semanas. Segundo ele, até esta segunda-feira a sigla vai definir o que fazer com os 60 cargos no governo, entre eles as secretarias de Turismo e Agricultura, a Seasa e a Emater. De outubro a novembro, o PSB promoveu uma série de reuniões zonais para analisar os quase dois anos de gestão petista. A maioria da militância consultada defendeu o rompimento com Agnelo Queiroz. Cotado para disputar o governo do Distrito Federal, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) nega que a decisão tenha a ver com as eleições de 2014. "O PSB questiona o caráter das alianças feitas por Agnelo. Por isso sairemos da base governista", afirma.

PT cogita fazer "vaquinha" para ajudar os réus do Mensalão a pagar as multas


O presidente do PT, Rui Falcão, disse no sábado, durante o Encontro do Diretório Nacional do partido, que os militantes devem se cotizar para ajudar os condenados no julgamento do Mensalão a pagar as multas que lhe forem impostas. "O PT não vai pagar. Mas, certamente, se as multas forem mantidas, eu já ouvi a manifestação de inúmeros companheiros que estão dispostos a se cotizar. Até porque os companheiros condenados não têm recursos para pagar essas multas totalmente desproporcionais aos crimes que lhes são imputados", afirmou. Rui Falcão disse que ele mesmo vai colaborar com recursos e descartou a possibilidade de expulsar do partido os condenados no Mensalão do PT. As multas contra os três petistas condenados chegam à aproximadamente R$ 1,5 milhão. O ex-ministro da Casa Civil, o corrupto e quadrilheiro José Dirceu, réu condenado no processo, participou dos dois dias de reunião. O deputado federal João Paulo Cunha, corrupto, peculatário e lavador de dinheiro, e o ex-presidente José Genoino, corrupto e quadrilheiro, não compareceram ao encontro em Brasília.

Ideli Salvatti, a grosseira sincera, prova que eu estava certo: plano elétrico de Dilma está de olho nas urnas, não no País


Do jornalista Reinaldo Azevedo - A canalha petralha aproveita para me atacar até quando escrevo uma obviedade sobre Oscar Niemeyer porque sabe que eu conheço a sua natureza. E isso os deixa um pouco irritados. Se eu não tivesse leitores, tudo bem pra eles… Ocorre que são muitos milhares, né? Na última quarta-feira, escrevi um texto cujo título era este: Populismo Elétrico de Dilma agora está claríssimo, se combina com plano para aniquilar a oposição. Demonstro no texto que a presidente havia preparado uma armadilha para os governos tucanos de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Ou as grandes geradoras desses Estados aderiam ao “plano” de barateamento da energia de Dilma e quebravam, ou faziam o certo, resistiam e seriam acusadas de estar contra o povo. Desde o início, o plano tinha laivos de aberta conspiração contra a economia desses três Estados, de olho em 2014. Fui acusado, claro!, de paranóico, de alimentar teorias conspiratórias infundadas (porque existem as com fundamento, é evidente!), de deixar o meu antipetismo subir à cabeça, essa bobajada… Quem é que vem a público para provar que eu estava certo? Quem é que vem a público para demonstrar – lamento, desafetos! – que Tio Rei enxerga longe e com aguda vista (apesar da miopia)? Quem é que vem a público para provar a cobertura vergonhosa que setores consideráveis da imprensa dispensam ao tema? Ela! A musa da delicadeza, do pensamento sofisticado, da elegância de argumentos, do charme do convencimento: IDELI SALVATTI, que vem a ser ministra das Relações Institucionais. Eu adoro o nome dessa pasta. Faz supor que existam as “relações não institucionais”. Bem, existem, né? São aquelas de que cuidavam ou cuidam José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, Rosemary Noronha, Paulo Vieira… Leiam o que informa a Folha Online. Prestem atenção ao vocabulário de beira de estrada de Ideli. Vejam como se comporta, entre os seus, uma ministra de Estado. Reparem como ela confessa que o plano de Dilma para o setor elétrico é, sim, eleitoreiro e como se trata de uma ação deliberada para ferrar a oposição. Volto depois:
Por Daniela Roncaglia:
A ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) admitiu, nesta sexta-feira, que a presidente Dilma Rousseff poderá enfrentar na eleição de 2014, além da oposição, um candidato da base aliada. “Nós não devemos estar desatentos a candidaturas alternativas, que começam a se desenhar”, afirmou a ministra. Nesta semana, o governador Eduardo Campos (PSB-PE), que é apontado como presidenciável, fez duras críticas à política econômica de Dilma. Segundo Ideli, a eleição de 2014 já está na rua. “Dizem que a Dilma já subiu no palanque. Ora, a Dilma não saiu do palanque. A Dilma é a nossa candidata e tenta a reeleição em 2014, obviamente”, afirmou a ministra. Questionada quem seria esse possível candidato, a ministra disse que ainda é cedo. Ideli discursou de um evento do PT paulista com prefeitos e vereadores eleitos, que acontece em um hotel em Embu das Artes (Grande SP). Na sua fala, a ministra relacionou à eleição presidencial a decisão da Cemig e da Cesp, companhias energéticas de Minas Gerais e São Paulo, de não renovar concessão de todas as suas geradoras. Ambos os Estados são governados pelo PSDB. Na quarta-feira, Dilma atacou a “falta de sensibilidade” dos governos tucanos e sinalizou que está disposta a bancar a redução de 20,2% da tarifa de energia. De forma indireta, Ideli criticou também o senador Aécio Neves (MG), provável candidato do PSDB à Presidência, pela decisão da estatal mineira. “O cara parece mais o presidente da Cemig do que candidato a presidente do Brasil”, disse ela. Segundo Ideli, a presidente deu uma “chapuletada” no senador tucano. Para a ministra, os tucanos irão tomar “chumbo” do PT na eleição. “A eleição já está na rua. E eles já tomaram chumbo em 2002, 2006 e 2010. E neste modelito, tucano bico longo, em 2014 tem a possibilidade bastante grande de tomar chumbo”, disse. Ideli ainda afirmou que o PT não pode ficar desatento aos ataques da “direita e seus adeptos”. “Eles não vão dar trégua. É muito importante saber com quem conta, onde está, porque está. E saber também quem é que vai nos atacar. Nós vamos ser permanentemente atacados”, afirmou ela". Eis aí. Segundo a ministra de estado, a presidente nunca desceu do palanque. Se é assim, então não governa, mas apenas faz política eleitoreira. Mais: ela própria se encarrega de deixar claro que a questão elétrica serve para o confronto partidário. Não se trata de pensar no bem do País, mas no resultado das urnas. Ideli fala a verdade. Como se pensaria no País tentando quebrar três empresas, né? Com Ideli é assim: a oposição não vai perder, mas “levar chumbo”, expressão que vem do mundo dos pistoleiros. Um possível candidato do PSDB à Presidência é chamado de “o cara”. Dilma não critica, mas dá “chapuletada”. Um dos partidos adversários é nada menos do que “modelito tucano bico longo” – seja lá o que isso signifique, ela não acha bom. Ideli é, de hábito, grosseira, esteja falando a verdade ou não. No caso em questão, a grosseria vem acompanhada da sinceridade. Dilma já está em plena campanha eleitoral, e seu plano de energia será seu cavalo de batalha. Ela esperava que os tucanos fizessem a coisa certa (e eles fizeram), resistindo ao desmonte das geradoras de energia para ter, então, um palanque.

Jornal inglês The Independent critica a corrupção da era petista no Brasil


A economia do Brasil tem sido prejudicada pela corrupção e por problemas de infraestrutura, afirma o jornal britânico The Independent’, em artigo publicado nesta quinta-feira. A corrupção também é tema de uma reportagem da revista americana Time, que compara Brasil e México, afirmando que, apesar de o último ser um lugar mais fácil para se fazer negócios, o primeiro é mais transparente. Segundo o The Independent, a infraestrutura pobre, preocupações sobre intervenção excessiva do governo na economia e dados fracos do PIB são alguns dos ventos contrários que ameaçam o maior país da América Latina. O jornal destaca ainda que, com a proximidade da Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, o Brasil tem um trabalho difícil a fazer se quiser atingir seu potencial total. Outro problema citado pelo jornal britânico foi a corrupção. A publicação destacou a Operação Porto Seguro da Polícia Federal que prendeu seis pessoas e indiciou 19 acusados de atuarem em vários órgãos do governo federal, intermediando interesses de empresas privadas mediante pagamento de propina. A revista Time, por sua vez, afirma que, embora o País tenha ficado em 9º lugar entre os mais corruptos dos 26 países da América Latina e do Caribe no ranking anual de percepção de corrupção da organização não-governamental Transparência Internacional, e o México tenha ficado em 16º, o Brasil ainda tem longo caminho a percorrer. Uma evidência disso, diz a revista, é o escândalo do Mensalão do PT, que envolveu milhões de dólares em propinas a membros do Congresso e que resultou no maior julgamento de corrupção na história nacional. A Transparência Internacional divulgou na quarta-feira o ranking anual de percepção de corrupção em que o Brasil subiu quatro posições, para 69º lugar, de 73º no ano passado.

Monti perde apoio e Napolitano pode antecipar eleição


O senador Angelino Alfano, líder do partido de centro-direita Povo da Liberdade (PDL) disse na sexta-feira que a experiência do governo tecnocrata do primeiro-ministro Mario Monti "acabou", o que levou o presidente da Itália, Giorgio Napolitano, a abrir consultas com os líderes dos outros dois maiores partidos, Pier Luigi Bersani, do Partido Democrático (PD) e Pier Ferdinando Casini, da União  Democrata Cristã. Na quinta-feira, o governo Monti conseguiu aprovar no Senado a chamada "Lei do Crescimento" econômico, mas os senadores do PDL, seguindo uma ordem de Silvio Berlusconi, não votaram. Berlusconi, de 76 anos, governou a Itália até o final do ano passado, quando foi afastado em meio à recessão e a uma série de escândalos. Segundo o jornal milanês Corriere della Sera, Alfano pedirá a Napolitano que antecipe as eleições gerais de abril para o começo de fevereiro de 2013. "O remédio para a Itália, certamente, não é Berlusconi. Hoje acabou a esperança de que a centro-direita italiana possa dar uma ajuda para mudar o país. É a amargura pelo eterno retorno a uma estrada que nos levou ao desastre", disse Bersani. "Nós seremos leais até o final deste governo, mas não somos ingênuos", disse Bersani, que prometeu votar o orçamento de 2013 e apoiar Monti até o final do governo do tecnocrata, o que deverá ocorrer em março de 2013. O Parlamento italiano ainda precisa aprovar o orçamento de 2013. O PDL disse que não votará contra o orçamento, mas poderá se abster.

Julgamento do Mensalão prejudicou o PT nas eleições, admite deputado


O secretário Nacional de Comunicação do PT, deputado federal André Vargas (PR), afirmou na sexta-feira que o julgamento do Mensalão pelo Supremo Tribunal Federal prejudicou os resultados do partido nas eleições municipais. Para Vargas, não se pode ser "hipócrita" de que não houve nenhum impacto a "transmissão online" das sessões nas pretensões do partido na campanha. O julgamento começou em agosto, já no período eleitoral, e mesmo após 51 sessões ainda não terminou.  "É claro que, se não tivesse o julgamento, nós teríamos vencido muito mais. Alguns municípios nós perdemos por mil, dois mil votos e que certamente houve um impacto, mas não somos hipócritas nem nos iludimos de que não houve nenhum impacto", afirmou Vargas. Entretanto, André Vargas disse que o impacto foi menor do que o alardeado no início do julgamento, quando, segundo ele, disseram que o "PT iria acabar, que não iríamos sobreviver aos debates intensos".

Dilma critica revista The Economist por sugerir demissão de Mantega


A presidente Dilma Rousseff criticou na sexta-feira um artigo recente da revista britânica The Economist que sugeriu a demissão do ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmando que ele teria perdido "a confiança dos investidores". "Em hipótese alguma o governo brasileiro, eleito pelo voto direto e secreto brasileiro, vai ser influenciado por uma opinião de uma revista que não seja brasileira", afirmou a presidente, durante a 44ª Cúpula do Mercosul, realizada em Brasília. "Diante dessa crise gravíssima pela qual o mundo passa com países tendo taxas de crescimento negativas, escândalos, quedas de bancos, quebradeiras, nunca vi nenhum jornal propor a queda de um ministro", reclamou Dilma. Em sua última edição, a The Economist publicou um artigo defendendo que, caso queira se reeleger, Dilma deveria demitir Mantega. Segundo a revista, nos últimos meses, o ministro perdeu a confiança dos investidores ao prever taxas de crescimento que ficaram longe de serem cumpridas. A publicação disse ainda que o governo brasileiro não tem sido capaz de estimular investimentos e que suas sucessivas intervenções no mercado deixaram os empresários receosos. Para Dilma, porém, a economia brasileira não inspira tantas preocupações. Irritada, ela comparou a situação local à dos principais países afetados pela crise mundial: "Vocês da imprensa brasileira não sabem que a situação deles é pior do que a nossa? Pelo amor de Deus! Nenhum banco, como o Lehman Brothers, quebrou aqui, não temos dívida soberana", afirmou a presidente.

PSDB politiza ao não renovar concessões, diz petista


O secretário Nacional de Comunicação do PT, o deputado federal André Vargas (PR), acusou o PSDB de "politizar" a discussão sobre a redução da conta de luz. As concessionárias de energia de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, todas governadas por tucanos, rejeitaram as renovações das concessões, previstas na Medida Provisória 579/2012. O jornal O Estado de S.Paulo revelou na sexta-feira que o PT aprovará um duro documento com críticas à postura do PSDB nessa questão. "Quando a president Dilma Rousseff apresenta uma proposta de redução da energia elétrica, o PSDB politiza e os três Estados que eles governam reagem e não apoiam a presidenta da República. Isso é algo para nós chamarmos a atenção", criticou Vargas, durante encontro da direção do partido realizado em Brasília. Para o petista, é nessa hora que o "tucano deixa de ser tucano para ser um pouco como tigre defensor do mercado". "Eles defendem na verdade os acionistas, os rentistas, e não defendem os trabalhadores, os mais pobres", afirmou.

Novo presidente da CVM prioriza acesso de empresas menores ao mercado


O novo presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Leonardo Pereira, afirmou na sexta-feira em sua cerimônia de posse que vai dar continuidade aos trabalhos desenvolvidos pelos antecessores, e uma de suas prioridades será somar esforços para incentivar o acesso de empresas menores ao mercado de capitais. O 18º presidente da CVM disse que não terá que pensar em mudanças de rumos, sendo necessários apenas "ajustes finos", além de estar atento à demanda do mercado, que exige rapidez no entendimento das questões e nas respostas. "O que me motivou a aceitar esse desafio foi estender essa linha de continuidade, para que idéias e ações continuem a evoluir de forma persistente", disse ele em seu discurso de posse. Além de ajudar no desenvolvimento do mercado de capitais, Pereira buscará somar os esforços do grupo técnico criado para facilitar o acesso de empresas menores ao mercado. "Se formos olhar em outros países, menores, maiores, parecidos com o Brasil, este mercado está se expandindo. Venho me perguntando porque isso não está acontecendo no Brasil também", afirmou. Entidades do mercado de capitais anunciaram na quinta-feira a criação do Comitê Técnico de Ofertas Menores, instância que será responsável por apresentar propostas para a uso do mercado de capitais para o financiamento de pequenas e médias empresas, da qual a CVM faz parte. Entre os outros integrantes estão o BNDES, a BM&FBovespa, fundos de investimento e de private equity e instituições financeiras como Banco do Brasil e BTG Pactual.

Petista diz que Rosemary teve papel "secundário"


O secretário Nacional de Comunicação do PT, o deputado federal André Vargas (PR), afirmou na sexta-feira que a amante de Lula, Rosemary Nóvoa de Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, teve um papel "absolutamente secundário" no esquema de venda de pareceres desbaratado pela Operação Porto Seguro, realizada no dia 23 de novembro pela Polícia Federal. Rosemary já havia sido indiciada por corrupção e tráfico de influência na ação da Polícia Federal, e depois disso foi também indiciada por formação de quadrilha. "Está muito nítido, com o que se tem até então, que a própria Rosemary tem papel absolutamente secundário", afirmou Vargas, durante intervalo do encontro do Diretório Nacional do Partido em Brasília. O tema, segundo ele, não foi tratado no encontro. Segundo Vargas, o ex-presidente Lula não pode ser responsável pelo que Rosemary fez. Foi o ex-presidente quem a indicou para o cargo quando ainda estava no Palácio do Planalto, e ela foi mantida durante a gestão Dilma Rousseff por imposição de Lula. Ele pode, sim, ser responsabilizado, e deve, porque manteve sua amante paga com dinheiro público. "Nenhum homem público pode, nem pessoa que está na atividade pública, é responsável pelo que faz o seu assessor no exercício do mandato, muito menos um ex-assessor", disse o secretário do PT, ao destacar que não vai comentar esse tipo de procedimento. Segundo ele, Rosemary, ao contrário do que chegou a ser veiculado na imprensa, não chegou a pedir proteção ao partido.

Bolívia inicia processo de adesão ao Mercosul


O ditador da Bolívia, Evo Morales, assinou na sexta-feira, em reunião de cúpula do Mercosul, em Brasília, o protocolo de adesão para que o país se torne o sexto membro-pleno do bloco. A assinatura dá início a negociações formais para o ingresso, que, no entanto, depende da chancela dos Congressos de cada país-membro para se concretizar. Atualmente, a Bolívia é um Estado associado ao Mercosul, ao lado de Chile, Peru, Colômbia e Equador. Os membros plenos do grupo são Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela. Em discurso na abertura da cúpula, a presidente Dilma Rousseff afirmou que a entrada da Bolívia tornaria o Mercosul "muito mais forte": "Queria em nome de todos os países dar as boas-vindas ao nosso querido presidente Evo Morales e a todo o povo boliviano, que traz para nós uma cultura diversificada, uma cultura dos povos indígenas que muito nos orgulha". Em novembro, o ditador boliviano Evo Morales aceitou o convite para ingressar no Mercosul. No entanto, ele afirmou que o país não pretende deixar o outro bloco econômico regional a que pertence, a Comunidade Andina de Nações (CAN), o que pode criar dificuldades à adesão.

BNDES libera mais R$ 105 milhões para Arena da Amazônia


O BNDES liberou uma nova parcela do financiamento para a construção da Arena da Amazônia, estádio que está sendo erguido em Manaus para receber jogos da Copa do Mundo de 2014. Dessa vez foram repassados R$ 105 milhões ao governo do Amazonas, totalizando R$ 230 milhões dos R$ 400 milhões previstos no contrato. O BNDES criou uma linha especial de crédito para a construção ou reforma dos estádios da Copa, disponibilizando R$ 400 milhões para cada. E a maioria das obras está utilizando o financiamento do banco, como é o caso da Arena da Amazônia, cuja previsão de entrega é dezembro de 2013. Com capacidade para 44 mil torcedores, a Arena da Amazônia atingiu 48,4% das obras concluídas. Atualmente, estão em construção, entre outras coisas, as arquibancadas superiores e os camarotes do setor leste. Em abril, deve começar a ser montada a estrutura da cobertura do estádio. A Arena da Amazônia é uma das 12 sedes brasileiras para 2014 e irá receber quatro jogos na Copa do Mundo, todos da primeira fase da competição, nos dias 14, 18, 22 e 25 de junho.

Ex-premiê de ilhas britânicas acusado de desviar US$ 50 milhões é preso no Rio de Janeiro


A Polícia Federal prendeu na manhã de sexta-feira, no Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio de Janeiro, o ex-premiê das ilhas caribenhas de Turks e Caicos, Michael Eugene Misick, de 46 anos. Investigado por corrupção em seu país, Misick foi incluído em março deste ano na difusão vermelha da Interpol, lista de procurados com ordem internacional de prisão. Ele foi detido por agentes da Interpol enquanto tentava embarcar num vôo da ponte aérea para São Paulo. O delegado federal Orlando Nunes, chefe do escritório da Interpol no Rio de Janeiro, afirmou que Misick estava desde outubro de 2011 no Brasil, quando deu entrada num pedido de refúgio como asilado político. "Enquanto o requerimento é analisado pelas autoridades brasileiras, o estrangeiro recebe automaticamente direito de residência temporária no País. Por isso ele não foi preso antes", explicou. O pedido, porém, foi negado recentemente, o que levou o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, a expedir mandado de prisão contra ele em 22 de novembro. Após fugir em 2009 das Ilhas Turks e Caicos, um território britânico ultramar, o político passou pela República Dominicana, antes de chegar ao Brasil. Além do Rio de Janeiro, ele já havia estado em São Paulo e Brasília. Ele vinha sendo investigado pela Interpol há seis meses. Atualmente levava uma vida reservada, mas de alto padrão, na zona sul do Rio de Janeiro. Transitava principalmente entre os sofisticados bairros do Leblon, de Ipanema e de Copacabana. Misick tirou carteira de trabalho no País e teria uma sociedade com um sócio brasileiro. "Misick é investigado por ter supostamente feito desvios da ordem de 50 milhões de dólares. Sua prisão serve para desmistificar a idéia de que grandes criminosos internacionais podem viver tranquilamente e gastar seu dinheiro sujo no Rio de Janeiro. Estamos trabalhando para isso", afirmou o delegado, referindo-se ao inglês Ronald Biggs, que após participar do assalto a um trem-pagador em seu país, em 1963, fugiu para o Brasil sete anos depois, onde viveu livre até 2001, quando decidiu retornar à Inglaterra para cumprir sua pena. Misick foi primeiro-ministro das Ilhas Turks e Caicos de 2003 a 23 de março de 2009, quando renunciou ao cargo em meio a um escândalo de corrupção. Uma Comissão de Inquérito concluiu que o premiê fez fortuna vendendo terrenos de propriedade da Coroa britânica a fundos de investimento imobiliários. O arquipélago é um território britânico. Desfrutava de autonomia administrativa até 2009, quando o Reino Unido suspendeu a Constituição local por dois anos e impôs um governo direto para combater as fraudes ocorridas durante o governo de Misick. Formado por 40 ilhas, o país tem 30 mil habitantes.

"Não fiquei surpreso", diz Lula sobre operação da Polícia Federal que indicou sua amante como quadrilheira


Berlim foi palco do único comentário do ex-presidente Lula sobre a Operação Porto Seguro, deflagrada pela Polícia Federal no mês passado e que investiga um esquema de venda de pareceres técnicos, tráfico de influências e corrupção em órgãos federais, resultando no indiciamento de sua amante, Rosemary Nóvoa Noronha. "Não, não fiquei surpreso", disse Lula à imprensa na sexta-feira, na capital alemã, ao ser questionado sobre a operação. Pela manhã, o ex-presidente apresentou uma palestra para um público de cerca de 900 pessoas no congresso internacional do Sindicato dos Metalúrgicos da Alemanha. À tarde, Lula foi o convidado da fundação política alemã Friedrich Ebert para o colóquio sobre o papel do Brasil na nova ordem mundial que reuniu cerca de 450 pessoas. Além de Lula, participou do evento o líder da bancada social-democrata no Parlamento alemão, Frank-Walter Steinmeier, opositor ao partido da chanceler Angela Merkel. No sábado, Lula seguiu para Doha, no Catar.

PSD cria conselho para elaborar programa partidário


O recém-criado PSD já é a terceira bancada no Congresso Nacional e chegou ao final dessas eleições municipais como o quarto partido que mais elegeu prefeitos em todo o País. Apesar da boa performance, os dirigentes da sigla perseguem agora uma outra meta, dar à legenda um conteúdo programático que possa servir de base para a discussão dos desafios que o País enfrenta, como o crescimento econômico sustentável com redução das desigualdades sociais. Segundo o presidente da Fundação Espaço Democrático do PSD e vice-governador do Estado de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, a idéia é de um ''think tank'', uma usina de idéias dedicada a produzir, discutir e difundir conhecimentos estratégicos sobre assuntos essenciais e pensar a realidade de forma inovadora. Com base nesta meta, a sigla criou 21 conselhos temáticos, formados por parlamentares, acadêmicos, empresários e especialistas em questões de interesse público, filiados ou não ao partido. "Temos um grupo de experts para definir os eixos temáticos que irão nortear nossas discussões e formar nosso programa partidário para servir de discussão aos quadros de nosso partido, sobretudo em 2013, que para nós é um ano essencialmente de pensamento político", destaca Afif. Este time de notáveis, na definição do vice-governador, é coordenado pelo cientista político Rubens Figueiredo. E inclui nomes como o do ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, o embaixador José Botafogo Gonçalves, o advogado Arnaldo Malheiros Filho, o engenheiro e um dos fundadores da Embraer, Ozires Silva, e o deputado e ex-ministro da Previdência Social, Reinhold Stephanes, entre outros. Além dos 21 membros dos conselhos temáticos, a equipe conta também com a colaboração do economista Roberto Macedo, encarregado de formular o Projeto de Nação da legenda. "O Brasil tem o desafio de crescer de forma sustentada", avalia o professor Macedo. Rubens Figueiredo destaca a importância de se pensar o Brasil de forma estratégica e de se elaborar projetos, em vários setores, que possam inspirar a classe política a desenvolver políticas efetivas para o desenvolvimento do País, o que não ocorre com os chamados partidos tradicionais.

PT não expulsará envolvidos no mensalão, diz deputada


O PT não vai aplicar o Código de Ética para expulsar os réus do partido condenados no processo do mensalão e avalia que a última palavra sobre a perda do mandato dos parlamentares cabe à Câmara dos Deputados, e não ao Supremo Tribunal Federal. No primeiro dia de reunião do Diretório Nacional do PT, na sexta-feira, petistas criticaram o que definiram como "excessos" do Supremo e cobraram o mesmo julgamento para o "mensalão mineiro", que atinge o PSDB. Condenado a dez anos e dez meses de prisão, o ex-ministro chefe da Casa Civil, o corrupto e quadrilheiro José Dirceu foi o único dos réus petistas a participar do encontro. Se o Supremo decidir que cabe à Justiça decretar a cassação, o ex-presidente da Câmara, o também corrupto, peculatário e lavador de dinheiro João Paulo Cunha (PT-SP) perderá o mandato. Além disso, o ex-presidente do PT, o igualmente corrupto e quadrilheiro José Genoino, hoje suplente, não poderá assumir a vaga de deputado federal, em janeiro de 2013. "O fato de Dirceu e outros companheiros terem sido condenados não significa que o PT os esteja condenando", disse a deputada Benedita da Silva (PT-RJ). Produzido após o escândalo do mensalão e tendo como um dos redatores o atual ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o Código de Ética do partido prevê a expulsão de filiados envolvidos em escândalos de corrupção e condenados em última instância pela Justiça. Como se vê, é um papel que não serve para ser usado sequer no banheiro. "É ao PT que cabe o direito de defesa dos acusados, com comprovação das denúncias, porque o Supremo não permitiu isso", criticou Benedita. "Nós estamos tristes e lamentamos o formato do julgamento por parte do Supremo, que não levou em conta provas. Houve muito exagero", disse o deputado André Vargas (PR), secretário de Comunicação do PT. Para Vargas e Benedita, "não faz sentido" o Supremo decidir sobre a perda de mandato dos parlamentares. Há divergências sobre o tema entre o relator do processo, Joaquim Barbosa, e o revisor, Ricardo Lewandowski. Além de Cunha e de Genoino, hoje suplente, foram condenados os deputados Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT). "Estamos falando de competência, de quem é eleito para julgar. Essa é uma decisão política. Quem julga mandatos somos nós, que estamos no Congresso", insistiu Benedita.