quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Afronta! Embaixador da Venezuela anuncia que continuará a participar de atos como aquele promovido por Dirceu, diz que isso faz parte de suas atribuições e ataca as oposições brasileiras


Maximilien Sánchez Averláiz, embaixador da Venezuela no Brasil, está confundindo o baguncismo institucional em seu país  — uma ditadura — com a institucionalidade brasileira, que ainda é uma democracia. Militante fanático do chavismo, um dos formuladores do “bolivarianismo”, Averláiz se mostra também um cínico. Na prática, ele diz que continuará a desafiar as leis brasileiras e que se insurgirá contra os Poderes Constituídos quando lhe der na telha. Por quê? Ele emitiu uma nota respondendo às críticas da oposição. Lá está escrito: “Faz parte das atribuições de um embaixador conhecer os acontecimentos políticos do país no qual está alocado (….) Inclusive tenho aceitado e continuarei aceitando qualquer convite que me façam os partidos signatários”. O que ele está dizendo é que continuará a ignorar os limites das leis e do decoro que marcam a relação entre os países. “Conhecer os acontecimentos” não inclui participar de um ato contra o Poder Judiciário e contra a oposição — era disso que se tratava o encontro desta terça. O embaixador quer se encontrar com “partidos”? Até pode. A questão é saber para quê. Arrogante, Averláiz foi adiante e criticou os partidos de oposição. Ele considera a nota das oposições uma “coerção da representação diplomática da Venezuela” e “uma tentativa imprópria de usar um país irmão para disputas políticas internas”. Com a palavra, o Itamaraty e a presidente Dilma Rousseff.  Eis aí… Como Dirceu não encontra aliados internos para a sua causa, convoca os bate-paus do bolivarianismo. No caso, chamou o representante de um governo hoje ilegítimo, que golpeou até a Constituição que ele próprio impôs ao país. Acrescente-se, ademais, que o embaixador venezuelano tem experiência com esse negócio de oposição: é especialista em eliminá-la. Por Reinaldo Azevedo

Número de vítimas da tragédia de Santa Maria ainda hospitalizadas cai para 75


Mais de 40% dos 145 feridos no incêndio da boate assassina Kiss, em Santa Maria, já tiveram alta. A Secretaria Estadual da Saúde informou, no início da tarde desta quarta-feira, que outros seis pacientes tiveram alta, cinco em Santa Maria e um em Porto Alegre. Permanecem hospitalizados 75 pacientes. Destes, 21 precisam de ventilação mecânica para respirar.
Confira a situação atual por hospital em cada município:
Porto Alegre
— Hospital Pronto Socorro - 03 pacientes (01 com ventilação mecânica e 02 sem)
— Santa Casa de Misericórdia - 06 pacientes (01 com ventilação mecânica e 05 sem)
— Hospital Cristo Redentor - 07 pacientes (06 com ventilação mecânica, 01 sem)
— Hospital de Clínicas - 14 pacientes (07 com ventilação mecânica e 07 sem)
— Hospital Conceição - 08 pacientes (02 com ventilação mecânica e 06 sem)
— Hospital Moinhos de Vento - 01 paciente (sem ventilação mecânica)
— Hospital Mãe de Deus - 06 pacientes (03 com ventilação mecânica e 03 sem)
Total Porto Alegre: 45 pacientes (20 com ventilação mecânica e 25 sem)
Canoas
— Hospital Universitário da Ulbra de Canoas - 03 pacientes (sem ventilação mecânica)
Santa Maria
— Hospital de Caridade: 22 pacientes (01 com ventilação mecânica e 21 sem)
— Hospital São Francisco: 03 pacientes (todos sem ventilação mecânica)
— Hospital Universitário: 01 paciente (sem ventilação mecânica)
Total em Santa Maria: 26 pacientes (01 com ventilação mecânica e 25 sem)
Caxias do Sul
— Hospital da Unimed de Caxias do Sul: 01 paciente sem ventilação mecânica
Total Geral do Estado - 75 pacientes internados: 21 com ventilação mecânica e 54 sem.

Homem é detido por suspeita de furtar pertences de vítima da tragédia da boate assassina Kiss


Um homem de 31 anos foi detido pela Polícia Civil na manhã desta quarta-feira em Santa Maria por suspeita de ter furtado objetos de uma das vítimas da tragédia na boate assassina Kiss. O fato teria ocorrido no dia da tragédia, 27 de janeiro. O homem teria entrado no ginásio do Centro Desportivo Municipal (CDM) e se passado por familiar de uma vítima. Uma policial, então, teria entregue ao suposto parente um celular, um relógio e R$ 50,00 que estavam com a vítima. O homem teria pego os objetos e ido embora. Uma testemunha teria visto o suspeito jogando os documentos da vítima em um contêiner. A pessoa teria recolhido os documentos e entregue à família, que contatou a polícia. O homem foi identificado, detido e reconhecido pela testemunha e pela policial. Ele assumiu o furto à polícia. O suspeito disse que tinha vendido o celular, que foi recuperado.

Presos da boate Kiss têm mordomia na prisão, recebem comida diferenciada fornecida pelo governo do peremptório petista Tarso Genro


Os quatro presos por medida provisória por causa do incêndio da assassina boate Kiss, em Santa Maria, que vitimou 238 pessoas, recebem comida diferenciada na Penitenciária Estadual da cidade, por decisão do governo do peremptório petista Tarso Genro, que resolveu conceder este mordomia a eles. A Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) afirma que o tratamento é dado a todos os presos que estão isolados, como é o caso dos empresários e sócios da boate, Mauro Hoffmann e Elissandro Spohr, o Kiko, e dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, o produtor musical Luciano Bonilha Leitão e o músico Marcelo dos Santos. Os detentos que não estão isolados se alimentam de comida preparada pelos próprios presos. Isso não é novidade, ocorre em todos os presídios, a comida é feita pelos próprios prisioneiros. Já os que estão isolados comem alimentos preparados por funcionários. A medida, segundo a Susepe, é de praxe e serve para proteger os presos em isolamento. Proteger de que? Por que eles não preparam sua própria comida, como o restante dos detentos? Por que os funcionários do governo do peremptório petista Tarso Genro funcionam como cozinheiros e garçons para estes prisioneiros "especiais"?

Seis bombeiros que trabalharam na tragédia da assassina boate Kiss prestaram depoimento nesta quarta-feira


A Polícia Civil de Santa Maria ouviu os depoimentos, nesta quarta-feira, de seis bombeiros que trabalharam na tragédia da assassina boate Kiss, em que 238 pessoas morreram. A informação foi dada pelos delegados Sandro Meinerz e Marcelo Arigony. Nos próximos dias, outros seis bombeiros também devem prestar depoimento, explicaram os delegados. Conforme Meinerz, a intenção é esclarecer diversos pontos relativos ao socorro às vítimas, entre eles, como foi realizado o serviço, quais foram os obstáculos que eles — bombeiros e vítimas — encontraram. O delegado Arigony complementou afirmando que todas as circunstâncias relacionadas ao salvamento serão investigadas. "A maneira como foi feita, como foi o chamado para o resgate, quem veio, quais os instrumentos utilizados, entre outros", elencou Arigony. De acordo com Meinerz, agora, a investigação passou para a segunda fase, que é a de ouvir as pessoas que estavam do lado de fora da boate. "Estamos investigando por etapas. Em um primeiro momento ouvimos as pessoas que estavam lá dentro. Agora, passamos a ouvir as pessoas que estavam do lado de fora, inclusive os bombeiros. Só depois, passaremos a verificar a questão documental", explicou Meinerz. Ao ser questionado sobre um possível erro dos bombeiros no salvamento, o delegado informou que esse fato também será investigado. "Por meio da imprensa, a defesa de um dos envolvidos imputa aos bombeiros uma falha na prestação de socorro. Também investigaremos essa denúncia", assegurou Meinerz.

Usina termelétria da AES Uruguaiana voltou a produzir energia nesta quarta-feira


A usina termelétrica da AES Uruguaiana iniciou sua operação oficialmente nesta quarta-feira. A usina estava desde o início deste mês fazendo testes de comissionamento. No primeiro momento, a termelétrica deve gerar 164 MW, mas a expectativa é que em março a geração alcance 494 MW. As negociações para o retorno da operação da usina começaram no ano passado e foram lideradas pelo Ministério de Minas e Energia (MME), em conjunto com a AES Uruguaiana, Petrobrás, Sulgás, TSB e ONS. Em outubro do mesmo ano, a AES Uruguaiana obteve a renovação da Licença de Operação da usina, concedida pelo Ibama e necessária para seu funcionamento. A usina voltou a funcionar porque a Petrobras comprou e colocou gás natural na usina de regaseificação de Baia Blanca, na Argentina, que está enviando o gás por dutos até a Uruguaiana. A usina deverá produzir energia no verão para o Brasil e no inverno para a Argentina.

Procurador Geral envia acusação contra Lula para investigação pelo Ministério Público de Minas Gerais


O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, encaminhou nesta quarta-feira ao Ministério Público Federal em Minas Gerais o depoimento no qual o empresário Marcos Valério afirma que o ex-presidente Lula sabia do Mensalão do PT e teve contas pessoais pagas pelo esquema. Inicialmente Gurgel tinha anunciado que a investigação seria remetida para o Ministério Público em São Paulo. No entanto, na noite de terça-feira, o procurador disse que reexaminou o caso e estava em dúvidas sobre para onde mandar. Ele concluiu que seria melhor encaminhar para Minas Gerais. "De início, tendi, realmente, para São Paulo. Mas estava examinando a questão de Minas Gerais, onde há alguns feitos que foram desmembrados do Supremo", afirmou Gurgel. Lula não foi investigado no processo do Mensalão do PT que foi julgado pelo Supremo Tribunal Federal no segundo semestre do ano passado. Na época das investigações, o Ministério Público tinha concluído que não havia indícios de participação do ex-presidente no esquema. No entanto, em setembro do ano passado, Marcos Valério prestou um novo depoimento no qual levantou as suspeitas contra Lula. Como o julgamento já estava em andamento, não era mais possível incluir o ex-presidente no processo que tramitava no Supremo. Enquanto exerceu o cargo de presidente da República, Lula só poderia ser investigado pelo Senado Federal, pelo crime de responsabilidade. Esse benefício está previsto na Constituição. Mas, ao deixar o cargo, ele perdeu essa prerrogativa. Ou seja, os eventuais inquéritos e processos contra ele têm de tramitar perante a Justiça de primeira instância.

Ah, bom… Novo presidente da Câmara diz não haver hipótese de a Casa descumprir decisão do Supremo. Eu sabia!


Do jornalista Reinaldo Azevedo - Ah, bom! Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) encontrou-se com Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal. Comentou o que a Casa pretende fazer no caso dos quatro deputados mensaleiros, que tiveram seus mandatos cassados pelo tribunal: “Não há hipótese de não cumprir a decisão do Supremo. Nós só vamos fazer aquilo que o nosso regimento determina que façamos: finalizar o processo. Coisas de formalidade legal e ponto. Não há nenhuma possibilidade de confrontarmos com o mérito, questionar a decisão do Supremo”. Ah, bom!!! É isso mesmo o que foi decidido, ora essa! O Supremo cassou o mandato de três mensaleiros (que se tornaram quatro depois que o suplente José Genoino assumiu como titular) com base do Artigo 55 da Constituição, a saber:
Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Senador:
I – que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior;
II – cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar;
III – que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da Casa a que pertencer, salvo licença ou missão por esta autorizada;
IV – que perder ou tiver suspensos os direitos políticos;
V – quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos nesta Constituição;
VI – que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado.
§ 1º – É incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos definidos no regimento interno, o abuso das prerrogativas asseguradas a membro do Congresso Nacional ou a percepção de vantagens indevidas.
§ 2º – Nos casos dos incisos I, II e VI, a perda do mandato será decidida pela Câmara dos Deputados ou pelo Senado Federal, por voto secreto e maioria absoluta, mediante provocação da respectiva Mesa ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa.
§ 3º – Nos casos previstos nos incisos III a V, a perda será declarada pela Mesa da Casa respectiva, de ofício ou mediante provocação de qualquer de seus membros, ou de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa.
Como se lê no Parágrafo 3º, a Mesa da Câmara tem providências a tomar, sim, para dar consequência ao que decidiu o Supremo, sem haver a menor chance de recusar ou mudar o mérito da decisão. Folgo em saber que o presidente da Câmara não esteja disposto a dar um, como posso chamar?, golpe de estado. Assim que a sentença for declarada transitada em julgado, a Mesa oficializa, então, a cassação dos patriotas João Paulo Cunha (PT-SP), José Genoino (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT), com a devida suspensão dos direitos políticos. O resto é histeria de bandido.

O Estado paralelo do MST, as mortes no campo e as mistificações


Do jornalista Reinaldo Azevedo - Que tal tratar de um tema delicado? Regina dos Santos Pinho, agricultora do assentamento Zumbi dos Palmares, em Campos, no Rio, foi assassinada. É lá que morava também Cícero Guedes dos Santos, liderança do MST, morto a tiros no dia 26. O movimento se pronunciou nesse caso afirmando que o assassinato era “resultado da violência do latifúndio, da impunidade das mortes dos sem-terra e da lentidão do Incra para assentar as famílias e fazer a reforma agrária”. Muito bem! A polícia já prendeu o mandante do assassinato de Cícero. Latifundiário? Não! José Renato Gomes de Abreu, 45 anos, é funcionário público do município de São João da Barra, mas, ATENÇÃO!, morava num acampamento do MST na Usina Cambaíba, em Campos. Vocês entenderam direito: o funcionário público em um município era invasor de terra em outro. E o MST, é claro!, sabia. Cícero foi morto justamente quando voltava de uma reunião em Cambaíba. E por que José Renato mandou matá-lo? Segundo a polícia, ele é aliado de traficantes da “comunidade” Tira Gosto, em Campos, e queria assumir a liderança na invasão. Uma pausa para a memória - Em 2011, houve cinco assassinatos de pessoas envolvidas em conflitos de terra no Pará. Gilberto Carvalho e Maria do Rosário denunciaram o que seria uma cruzada de extermínio contra os movimentos sociais. De novo, os “latifundiários” — sejam lá quem forem — entraram na mira. Dilma formou uma espécie de gabinete de crise com cinco ministérios e os deslocou para a região. Ok. Tá bom! Cinquenta mil morrem todo ano no Brasil, e isso não mobiliza nem mesmo um ministério… Mas vá lá. Fez-se tal barulho que alguns figurões da imprensa estrangeria resolveram se interessar pela coisa. O tiro até saiu pela culatra. Jon Lee Anderson, biógrafo de Che Guevara, o Porco Fedorento, escreveu um textão na New Yorker. Jogou parte da responsabilidade pelas supostas execuções nas costas de Dilma — e, obviamente, acusou o novo Código Florestal, que demonstrou desconhecer. Esculhambei o mistificador. Apuradas as mortes, tudo não passava de acerto de contas e rivalidades entre os próprios assentados. O caso mais espantoso foi mesmo o do “casal de ambientalistas”, como chamavam os cândidos, José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo. Os dois teriam sido assassinados pelos interesses do latifúndio, madeireiras etc. e tal. O assassino, na verdade, era José Rodrigues Moreira, morador do mesmo assentamento. Tinha uma rixa com o casal. Mas o dado espetacular que surgiu da história foi outro. José Cláudio havia, ele próprio, participado de outro homicídio, o de um homem chamado Pelado. A polícia nem mesmo havia aberto inquérito a respeito. “Pelado” não era considerado do lado “do bem”… Outro suposto “líder” morto era um bandido foragido do Maranhão, que usava nome falso… E daí? Os idiotas e analfabetos morais militantes lerão este texto e dirão: “Ah, o Reinaldo nega que haja mortes no campo!”. Uma pinóia! O Reinaldo está informando — isto mesmo, INFORMANDO — que as mortes envolvendo lideranças, assentados e invasores do MST entram na conta dos ditos “latifundiários” e que isso esconde conflitos de outra natureza. Eu estou afirmando que o MST é o primeiro a jogar uma cortina de fumaça nas ocorrências e a impedir a devida apuração dos casos, como aconteceu em Campos com Cícero Guedes dos Santos. Eu estou dizendo que, com frequência, os mortos do MST escondem mortos que não são do MST e que não chegam a ser notícia porque essas outras vítimas não têm em mãos uma empresa de produzir mistificação e ideologia. Vejam lá: o movimento acusou os latifundiários em Campos. Errado! O mandante é um sujeito que é funcionário público — o que faz ele numa invasão de terra? —, aliado de um traficante. O que estou dizendo, meus caros, é que, na prática, João Pedro Stedile e seus comandados pretendem liderar uma espécie de Estado paralelo. Quando morre alguém “da sua gente”, eles pretendem ter a última palavra sobre a natureza da ocorrência. A lógica me diz que, nesse universo dominado pelos ditos sem-terra, deve-se matar e morrer muito mais do que sabemos. Existe aí um Brasil subterrâneo. As mortes conhecidas, as que vêm a público, entram na conta dos conflitos com o latifúndio. Não era verdade no caso do Pará, com todo aquele estardalhaço. Não é verdade no caso de Cícero, em Campos. E, suspeito, não deve ser verdade no caso de Regina dos Santos Pinho, a morta da hora. O primeiro que chamou a minha atenção para esses acertos de contas feitos ao arrepio do Estado, no ano 2000, foi um dos chefões do PT que andam por aí — informação passada em off, fora da entrevista. Ele temia, então, que, com a chegada do partido ao poder, que antevia como certa (e eu também), houvesse um recrudescimento desses casos. Como disse então, o PT controlava apenas parte das ações do movimento. É um escândalo que o governo brasileiro permita que essas mortes fiquem sob o arbítrio de uma espécie de estado paralelo.

Henrique Eduardo Alves desmoraliza o nano deputado Marco Maia ao avisar o Supremo que cumprirá a sentença de cassação dos mandatos dos quatro mensaleiros


Foi de muito bom senso a decisão do novo presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Henrique Eduardo Alves, do PMDB, que nesta quarta-feira à tarde foi ao Supremo Tribunal Federal para avisar que cumprirá a sentença que decidiu pela cassação dos mandatos de quatro deputados, incluído o do mensaleiro petista José Genoíno, corrupto e quadrilheiro. Ao tomar posse, Henrique Eduardo Alves passou a impressão de que assumira o discurso criminoso do ex-presidente, o nano gaúcho petista Marco Maia, que ameaçou reagir com uma sedição.

Oposição repta governo por interferência ilegal de embaixador da Venezuela em ato de afronta ao Poder Judiciário


Os partidos de oposição emitiram uma nota nesta quarta-feira, desafiando o governo da petista Dilma Roussef a se manifestar sobre a violação das prerrogativas diplomáticas feita pelo embaixador da Venezuela, que compareceu a ato do criminoso corrupto e quadrilheiro José Dirceu, na noite de terça-feira, em Brasília. Diz a nota: "O PSDB, PPS e Democratas manifestam de forma conjunta seu protesto e indignação diante da interferência indevida do embaixador da Venezuela, senhor Maximilien Sánchez Averláiz, em assuntos internos do Brasil. A presença do embaixador venezuelano em ato organizado ontem pelo petista José Dirceu, ex-ministro do governo Lula condenado por corrupção ativa e formação de quadrilha, para tentar desqualificar o resultado final do julgamento do mensalão, definido pelo Supremo Tribunal Federal, afronta a soberania do Brasil e mereceria o repúdio imediato das autoridades brasileiras, a começar pelo Ministério das Relações Exteriores. Diante disso, exigiremos, no âmbito do Congresso Nacional, explicações do chanceler brasileiro Antônio Patriota sobre a omissão do governo da presidente Dilma Rousseff diante de um episódio de tamanha gravidade. Brasília, 06 de fevereiro de 2012". A nota é assinada por Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB; Roberto Freire, presidente nacional do PPS, e José Agripino, presidente nacional do Democratas.

O peremptório petista Tarso Genro promove revoada de secretários para fazer propaganda em Santa Maria


O governo Tarso Genro prosseguirá nesta quinta-feira sua patética cruzada de propaganda em Santa Maria, enviando desta vez para a cidade os secretários estaduais da Saúde, Ciro Simoni, da Justiça e Direitos Humanos, Fabiano Pereira, e o chefe da Casa Militar, coronel Oscar Moiano. O governo do peremptório petista Tarso Genro não sabe mais o que fazer para se livrar da culpa e atribuir responsabilidades ao prefeito do PMDB. As autoridades estaduais continuarão a ignorar o prefeito da cidade, Cezar Shirmer, “esfriado” desde que atribuiu ao governo estadual a principal responsabilidade pela autorização de funcionamento da boate Kiss, por conta dos alvarás de regularidade nas obrigações de prevenção a incêndios. A "troika" enviada pelo peremptório Tarso Genro dará entrevista coletiva no final da tarde, usando instalações da prefeitura, no caso o Centro Desportivo Municipal de Santa Maria. Os três secretários visitarão unicamente a UFSM, comandada pelo reitor Felipe Muller, velho aliado de Tarso Genro e do PT. É como se houvesse uma repetição da preparação da Operação Rodin pela turma da República de Santa Maria. Esse reitor, Felipe Muller, é diretamente acusado por João Luiz Vargas, ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, e autor do livro "Conspiração Rodin - a arte de destruir reputações", como membro da turma de "delatores anônimos", dentro da Universidade Federal de Santa Maria, a mando do PT, para dar origem às investigações da Operação Rodin, cujo grande beneficiário, o peremptório Tarso Genro, acabou chegando ao governo do Estado, praticamente sem oposição. Tarso Genro, leninista-stalinista de antiga cêpa, deve ter lido, com toda certeza, o clássico "18 Brumário", de Karl Marx, no qual o fundador do marxismo diz que a história sempre se repete, a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa. O grande dilema do peremptório Tarso Genro é que seu governo virou a metade e ainda não começou, e de agora em diante não terá mais a possibilidade de começar. Além disso, será lembrado como aquele que permitiu a tragédia da boate Kiss, que já matou 238 jovens gaúchos, a grande maioria de Santa Maria.

Bombeiros recebem ordem do peremptório petista Tarso Genro para “recrudescer” nos municípios


Informa o jornalista Políbio Braga: "a Brigada Militar recebeu ordens do peremptório governador petista Tarso Genro para que o Corpo de Bombeiros do Rio Grande do Sul “mostre serviço” em todas as cidades. O governador peremptório Tarso Genro está apanhando sozinho por culpa das trapalhadas dos bombeiros em Santa Maria". Há mais ingredientes nessa história. A insistência do governo petista em obrigar a permanência do Corpo de Bombeiros na Brigada Militar, contra a vontade dos praças e sargentos, levou à situação em que a grande maioria da corporação já não ouve o governo que não atende suas reivindicações. A Brigada Militar e o governo petista de Tarso Genro insistem na permanência dos bombeiros dentro da polícia militar porque assim altos oficiais têm mais postos de comando, e mais militares podem chegar à aposentadoria carregando a patente de coronel, a mais alta da carreira. Esses oficiais, na grande maioria, não têm treinamento específico para bombeiro. Assim, eles delegam as missões para seus subordinados sargentos e soldados. E também estimulam que os integrantes destas patentes formem estas empresas para elaboração de planos de combate a incêndio, como forma de aumento da remuneração mensal. É um sistema iniquo, que levou à verdadeira chacina ocorrida na assassina boate Kiss, em Santa Maria. Naquela fatídica madrugada de domingo, dia 27 de janeiro de 2013, apenas uma guarnição dos bombeiros estava ativa em Santa Maria. As outras tinham sido desviadas para a Operação Golfinho, no litoral gaúcho. Enquanto o Corpo de Bombeiros estiver dentro da Brigada Militar será este desastre no combate a incêndios e resgates no Rio Grande do Sul.

Sérgio Turra, Freio de Ouro na última Expointer, será o candidato da dinastia dos Turra a deputado estadual do Rio Grande do Sul

Sérgio Turra

A família Turra já tem candidato para as eleições do próximo ano no Rio Grande do Sul. O herdeiro do ex-deputado federal Francisco Turra, Sérgio, Freio de Ouro da última Expointer, vai concorrer a deputado estadual pelo PP. O ex-ministro Francisco Turra continua no cargo de presidente Executivo da na UBABEF, uma entidade que congrega 121 empresas, entre elas as quatro maiores do mundo na proteina animal: BRF, Marfrig, Jbs e Tyson. Os Turra fazem parte do conjunto de famílias que dominam a política do Rio Grande do Sul. É a política dinástica. Sérgio Turra é dono de cabanha, onde cria cavalos criolos. Seu cavalo "Balaqueiro do Nonoai" ganhou a tradicional prova Freio de Ouro, de 2012, na Feira de Esteio. Sua estréia na política revelará se é uma balaca ou não.

Marco Aurélio "Top Top" Garcia se recupera bem de cirurgia cardíaca

Marco Aurélio "Top Top" Garcia à esquerda

Após ser submetido a uma cirurgia cardíaca na manhã desta quarta-feira, o assessor especial para Assuntos Internacionais da presidência da República, Marco Aurélio "Top Top" Garcia, está clinicamente estável e se recupera da anestesia geral em unidade de terapia intensiva (UTI). De acordo com boletim médico do Instituto de Cardiologia do Distrito Federal, Marco Aurélio foi submetido a cirurgia de revascularização para a colocação de quatro pontes, duas de safena e duas arteriais. O procedimento durou quatro horas e, segundo o hospital, transcorreu sem anormalidades.

Depósitos na poupança em janeiro superaram as retiradas em mais de R$ 2 bilhões


Os brasileiros iniciaram o ano poupando. Os depósitos em poupança superaram os saques em R$ 2,3 bilhões, em janeiro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central. Essa foi a maior captação líquida para o mês desde 2010, quando foram registrados mais depósitos que retiradas em R$ 2,6 bilhões. Em janeiro do ano passado, houve mais saques que depósitos, o que levou à retirada líquida de R$ 2,8 bilhões. No mês passado, os depósitos ficaram em R$ 113 bilhões e as retiradas, em R$ 110 bilhões. Os rendimentos creditados chegaram a R$ 2,2 bilhões e o saldo ficou em R$ 500 bilhões. O relatório do banco baseia-se em dados do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) – que destina 65% dos recursos para o financiamento imobiliário – e da poupança rural. No caso do SBPE, houve captação líquida de R$ 983,995 milhões em janeiro. A poupança rural registrou captação líquida de R$ 1,316 bilhão no mês passado.

Denúncia no concurso da Fase do governo do peremptório petista Tarso Genro


Recebo denúncia de pessoa que participou do concurso para contratação de funcionários da Fase e continua esperando até hoje pelo resultado. Diz ela: "Venho mais uma vez através de e-mail  explicar uma situação que vem ocorrendo no concurso da FASE/RS (Fundação de Atendimento Sócioeducativo do Rio Grande do Sul). Atualmente a instituição vem sofrendo com a falta de profissionais em todos os cargos, pois em dez anos não ocorreu nenhum concurso para suprir a demanda do efetivo. Acontece que, após já ter sido homologo o concurso realizado em 2012, com nomeações previstas para o mês de janeiro, a instituição renovou os contratos com os trabalhadores emergenciais contratados em detrimento dos concursados, porque houve uma denúncia de uma funcionária contratada emergencial da FASE/RS, que fez o concurso e não passou, no Ministério Público do Trabalho, e este entrou com uma liminar para embargar o concurso. De acordo com o Ministério Público do Trabalho, há indícios de irregularidades no processo seletivo. No Edital 01/2012, para a vaga de agente sócioeducador, são estabelecidas provas de aptidão física e psicológica, o que não consta na descrição do cargo na Fundação. E nos editais 1 e 2, a caracterização das vagas destinadas a pessoas com deficiência também não está de acordo. A audiência sobre o caso ocorreu no dia 5 de fevereiro, eu participei e ficou muito claro para todos os presentes a vontade da procuradora do Ministério Público do Trabalho, Adriane Perini Artifon, em suspender os dois editais, alegando que os dois tem diversas irregularidades, sendo que o juiz sugeriu a ela analisar a separação dos dois editais. Haverá uma reunião administrativa, na qual a FASE/RS vai tentar um novo acordo e a sentença sairá às 18 horas do dia 22 de fevereiro. Na audiência do dia 5 de fevereiro, durante a sustentação oral, a presidente da FASE/RS, Joelza Mesquita Andrade Pires, demonstrou muita emoção ao salientar a falta de funcionários na instituição. Ela disse que, mesmo com os contratados emergenciais temporários, está com dificuldades em se adequar ao SINASE, e que tanto internos quanto monitores estão correndo riscos devido a falta de pessoal, sendo que caso ocorra alguma fatalidade a responsabilidade vai ser de todos". Que tal, hein?!!!

Depois de inventar a classe média dos R$ 300,00 agora o PT está prestes a declarar oficialmente o fim da miséria que, a rigor, já não existia. Veja como e por quê


Do jornalista Reinaldo Azevedo - Desde que chegou ao poder, o PT vem se dedicando, com a preciosa colaboração teórica dos chamados “economistas da pobreza”, a erradicar a miséria por decreto. Dilma está a um passo de declarar o Brasil um país “sem miseráveis”. Está por um triz. E como isso foi feito? Inventou-se a existência de milhões de pessoas que estariam na “pobreza extrema”, as famílias com renda per capita de até R$ 70,00 mensais — R$ 2,33 por dia. Caso se faça um levantamento a sério, vai-se constatar que essas pessoas até podem existir no campo (e olhem lá!) — na cidade, não! Na zona rural, acabam sobrevivendo porque, ainda que precariamente, produzem parte do que comem. Nas cidades, fazendo bico aqui e ali, a renda é maior do que isso. Muito maior! Mesmo a daqueles oficialmente listados entre os extremamente miseráveis. Os pobres desgraçados do crack, que já estão sem casa, sem calçado, quase sem roupa, têm renda superior a R$ 2,33 por dia. Sabem por quê? Cada pedra custa R$ 10,00! O que estou dizendo é que existe uma economia informal que eleva essa renda. Na era petista, estamos vivendo uma enorme fantasia e uma confusão desgraçada de números. Daqui a pouco, não restará mais um miserável no Brasil. O sujeito pode morar num barraco à beira de um córrego fétido, sem água nem saneamento, não ter acesso a saúde, educação e transporte, mas miserável não será mais porque, com o dinheirinho de uma das “bolsas”, ele já terá uma renda superior a R$ 70,00. Milagre do governo Lula! Milagre do governo Dilma! Ocorre, e bastaria um estudo sério de campo para constatá-lo, que ele já tinha uma renda superior a esse piso. E faz tempo! Ou comporia uma horda de famélicos — o que também não existe. Os catadores de papelão que moram nos baixos de viadutos ganham bem mais do que R$ 2,33 por dia. Qualquer pedinte arrecada por dia um valor superior a esse. O PT inventou milhões de miseráveis nessa categoria para poder declará-los extintos. Nos patamares mais elevados de renda, aí a fantasia é outra. Inventou-se uma tal classe média que já corresponderia a 54% da população brasileira. E que classe média é essa? Segundo a SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos), são as famílias com renda per capita, atenção!, entre R$ 300,00 e R$ 1.000,00. Um casal cujo marido ganhe o salário mínimo (R$ 678,00) — na hipótese de a mulher não ter emprego — já é “classe média” — no caso, baixa classe média (com renda entre R$ 300,00 e R$ 440,00). Se ela também trabalhar, recebendo igualmente o mínimo, aí os dois já saltarão, acreditem, para o que a SAE considera “alta classe média” (renda per capita entre R$ 640,00 e R$ 1.020,00). Contem-me aqui, leitores, como vive e onde mora que tem um renda per capita de R$ 640,00! O aluguel de um único cômodo na periferia mais precária não sai por menos de R$ 250,00…  Segundo a SAE, renda per capita acima de R$ 1.020,00 já define classe alta. Na minha casa, somos da classe alta os que aqui moramos e a nossa empregada, além de todos os porteiros do prédio. É brincadeira! Estamos em plena fase de surto estatístico. E, como de hábito, não se ouve um pio — da oposição tampouco. No Globo, o repórter Demétrio Weber começa a desfazer ao menos parte da confusão. Vale a pena ler o texto em que demonstra que o governo usa, a cada hora, um número. Leiam. Volto para arrematar:
*
A promessa da presidente Dilma Rousseff de erradicar a miséria até 2014 continua de pé, mas o tamanho do desafio mudou — sem maiores explicações por parte do governo. Quando lançou o programa Brasil sem Miséria, em junho de 2011, Dilma dizia que era preciso resgatar 16,2 milhões de brasileiros da pobreza extrema. O número tinha origem no censo do IBGE, de 2010. Nas últimas semanas, porém, ela tem afirmado que os programas sociais já retiraram da miséria 19,5 milhões de pessoas nos últimos dois anos. Ou seja, 3,3 milhões a mais do que o número informado por ela mesma. Isso não significa que a pobreza extrema tenha acabado: desde dezembro, Dilma passou a dizer que ainda falta atender, pelo menos, outros 2,5 milhões de miseráveis. O que elevaria para 22 milhões de pessoas o universo de extremamente pobres na mira do governo, no atual mandato. Portanto, 5,8 milhões a mais do que os 16,2 milhões de miseráveis identificados pelo Censo de 2010.
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, os números usados por Dilma têm origem no Cadastro Único (CadÚnico), lista oficial da população de baixa renda produzida pelas prefeituras, que são encarregadas de coletar os dados. Diferentemente do IBGE, que obtém informações para fins estatísticos, o CadÚnico é a porta de acesso ao Bolsa Família. Os dados do CadÚnico são chamados de registros administrativos e devem ser atualizados a cada dois anos. De novo, pelas 5,5 mil prefeituras. O ministério diz que o cadastro foi modernizado ao longo de 2011, e constitui atualmente uma fonte mais apropriada para medir a “pobreza longitudinal” no país. Assim, quando Dilma afirma que 19,5 milhões de pessoas saíram da miséria, passando a viver com renda familiar per capita superior a R$ 70,00 está se referindo aos registros do CadÚnico. Segundo o ministério, antes do lançamento do Brasil sem Miséria, em 2011, havia 22,1 milhões de extremamente pobres, conforme o CadÚnico. Na ocasião, porém, o governo optou por utilizar os números do IBGE, que indicavam 16,2 milhões nessa situação. O conceito de miséria adotado pelo governo é exclusivamente monetário: famílias com renda por pessoa de até R$ 70,00 mensais são classificadas como extremamente pobres. Em meio à dança de números, Dilma prometeu anteontem que o universo remanescente de 2,5 milhões de miseráveis deixará a pobreza extrema até março. Ela não explicou como isso será feito. Para produzir tamanho resultado em menos de dois meses, só há um caminho: criar uma nova modalidade de repasse do Bolsa Família ou de seu congênere, o Brasil Carinhoso, que dá benefícios adicionais ao público do Bolsa Família. Ex-economista sênior do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Flávio Comin, atualmente professor na Universidade de Cambridge, no Reino Unido, diz que os dados sobre miseráveis no Brasil são dissonantes: há divergência até mesmo entre o Censo e a Pnad do IBGE. Ele critica o conceito de miséria adotado pelo governo: “Todas essas estimativas compartilham o mesmo entendimento de que os pobres são aqueles que sofrem de insuficiência de renda. Esquecem, assim, que pessoas que estão acima da linha da pobreza oficial, mas que não dispõem de acesso à saúde ou educação dignas, também deveriam ser considerados pobres”, diz Comin.
Voltei
É o reino da fantasia. Mas quem se atreverá a chamar as coisas pelo nome?

Petista Ary Vanazzi deixou um caminhão de dívidas na prefeitura de São Leopoldo, administração completamente descontrolada

Petista Ary Vanazzi, descalabro de gestão em São Leopoldo

Já somam R$ 360 milhões as dívidas deixadas pelo ex-prefeito Ary Vannazi, PT, para o novo prefeito de São Leopoldo, cidade localizada a apenas 40 quilômetros de Porto Alegre, com 215 mil habitantes. “Isto aqui está igual a um Kinder Ovo, cada dia é uma nova surpresa”, explica o prrefeito  Aníbal Moacir da Silva, o Moa. Seu secretário da Fazenda, Gilso Gotardo, divide assim as dívidas: a)  R$ 130 milhões vencidos, quase tudo de fornecedores, mas também de aluguéis e contratos de serviços, como lixo (a empresa Vega, do Grupo Solvi, também dono da empresa Revita, não recebia há sete meses e parou a coleta e a varrição no meio de novembro); b) R$ 230 milhões em dívidas de curto, médio e longo prazos, inclusive R$ 92 milhões com o Instituto Municipal de Aposentadoria, dos quais R$ 4 milhões recolhidos dos servidores e não repassados (a prefeitura tem 4 mil funcionários e 500 são aposentados). Como resultado do descalabro da gestão petista, a prefeitura de São Leopoldo foi inscrita como caloteira no Cadin, no CPP e em todos os registros de maus devedores. Em vez de apelar para a moratória, o prefeito Moa decidiu administrar as finanças dos primeiros 90 dias da seguinte forma: 1) não paga dívida alguma anterior, a não ser um mês, mas passa a pagar em dia todos os compromissos assumidos a partir de 2 de janeiro; 2) em abril, repactuará tudo o que deve, feitas as auditorias em todas as contas. As contas de janeiro já foram quitadas, inclusive a Folha de Pessoal de R$ 11 milhões, que correspondem a 49,18% da receita do mês. São Leopoldo arrecada R$ 384 milhões por ano, mas apenas R$ 84 milhões são de arrecadação própria. O grosso do dinheiro vem do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e do retorno do ICMS (25% do que é arrecadado na cidade).

IBGE desmente números da Fiergs e afirma que a produção industrial do Rio Grande do Sul recuou 4,6% em 2012


Não fecharam os números anunciados nestas terça e quarta-feiras pela Fiergs e pelo IBGE a respeito da produção industrial do Rio Grande do Sul em 2012. O IBGE apontou uma queda de 4,6%. Já a Fiergs, uma instituição nitidamente filopetista, anunciou queda de apenas 0,3%. No Brasil inteiro a produção industrial foi 2,7% menor. A equação dos índices montados por Fiergs e IBGE possuem diferenças, mas o resultado desastroso indicado pelo IBGE está mais próximo das projeções feitas para o PIB,  pela FEE, Fecomércio, Federasul, Farsul e da própria Fiergs, que apostaram numa recessão de pelo menos 2% no ano passado. Em 2012, a produção industrial recuou em nove dos 14 locais investigados pela Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Outros recuos: São Paulo, maior parque industrial do País, 3,9%,  Amazonas (-7,0%), Espírito Santo (-6,3%), Rio de Janeiro (-5,6%), Paraná (-4,8%) e Rio Grande do Sul (-4,6%). Houve resultados negativos ainda em Santa Catarina (-2,7%), Ceará (-1,3%) e Pará (-1,1%). Quem cresceu:  Bahia (4,2%), Goiás (3,8%), Minas Gerais (1,4%) e Pernambuco (1,3%).

Eu não aceito! A ética não é a lei. A lei está escrita no bronze ou no papel, mas a ética está inscrita na consciência ou no coração


Artigo do antropólogo Roberto Damatta
Quando o hígido Michel Temer vira poeta e Renan Calheiros — acusado pela Procuradoria Geral da República de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso — é apossado (com voto secreto — o voto da covardia) na presidência do Senado Federal no posto número três da sucessão republicana e entra no papel dando uma aula de ética e com apoio do PSDB, um lado meu pergunta ao outro se não estaria na hora de sumir do Brasil. Se não seria o momento de pegar o meu chapéu e de deixar de escrever, abandonar o ensino das antropologias, desistir do trabalho honesto, beber fel, tornar-me um descrente, aloprar-me, abandonar a academia (de ginástica, é claro), deixar-me tomar pela depressão, desistir de sonhar, aniquilar-me, andar de joelhos, dar um tiro no pé, filiar-me a uma seita de suicidas, mijar sentado, avagabundar-me, virar puxa-saco, fazer da mentira a minha voz; e — eis o sentimento mais triste — deixar de amar, de imaginar, de ambicionar e de acreditar. Abandonar-me a esse apavorante cinismo profissional que toma conta do país — esse inimigo da inocência — porque minha quota de ingenuidade tem sido destroçada por esses eventos. Eu não posso aceitar viver num país que legaliza a ilegalidade, tornando-a um valor. Eu não posso aceitar um conluio de engravatados que vivem como barões as custas do meu árduo trabalho. “A ética não é um objetivo em si mesmo. O objetivo em si mesmo é o Brasil, é o interesse nacional. A ética é obrigação de todos nós e é dever deste Senado”, professa Renan Calheiros, na sua preleção de po(s)se. Para ele, a ética, o Brasil, o dever, o interesse, e as obrigações são coisas externas. Algo como a gravata italiana que chega de fora para dentro e pode ou não ser usada. Façamos uma lei que torne todo mundo ético e, pronto!, resolvemos o problema da cena política brasileira — esse teatro de calhordices. A ética não é a lei. A lei está escrita no bronze ou no papel, mas a ética está inscrita na consciência ou no coração — quando há coração... Por isso ela não precisa de denúncias de jornais, nem de sermões, nem de demagogia, nem da polícia! A lei precisa da polícia, o moralismo religioso carece dos santarrões, e as normas de fiscais. A ética, porém, requer o senso de limites que obriga a mais dura das coragens: a de dizer não a si mesmo e, no caso desse Brasil impaludado de lulopetisto, a de negar o favor absurdo ou criminoso à namorada, ao compadre, ao companheiro, ao irmão, ao amigo. “O Zé é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo!”, eis a cínica palavra de ordem de um sistema totalmente aparelhado e dominado pelo poder feito para enriquecer que usa, sem compostura, o toma lá dá cá com tonalidades pseudoideológicas, emporcalhando a ideologia. Quem é que pode acreditar na possibilidade de construir um mundo mais justo e igualitário no qual a esfera pública, tocada com honestidade, é um ideal, com tais atores? Justiça social, honestidade, retidão de propósito são valores que formam parte da minha ideologia; são desígnios que acredito e quero para o Brasil. Ver essa agenda ser destruída em nome dos que tentaram comprar apoio político e hoje se dizem vitimas de um complô fascista, embrulha o meu estômago. Isso reduz a pó qualquer agenda democrática para o Brasil. O cínico — responde meu outro lado — precisa (e muito) de polícia; o ético tem dentro de si o sentido da suficiência moral. Ela ou ele sabem que em certas situações somente o sujeito pode dizer sim (ou não!) a si mesmo. Isso eu não faço, isso eu não aceito, nisso eu não entro. É simples assim. A camaradagem fica fora da ética cujo centro é o povo como figura central da democracia. O que vemos está longe disso. Um eleito condenado pelo STF é empossado deputado, Maluf — de volta ao proscênio — sorri altaneiro para os fotógrafos, um outro companheiro com um passado desabonado por acusações vai ser eleito presidente da Câmara; a presidente age como a Rainha Vitória. E o Direito: o correto e o honesto, viram “direita”. Entrementes, a “esquerda” tenta desmoralizar a Justiça porque não aceita limites nem admite abdicar de sua onipotência. Articula-se objetivamente, com uma desfaçatez alarmante, uma crise entre poderes exatamente pela mais absoluta falta de ética, esse espírito de limite ausente dos donos do poder neste Brasil de conchavos vergonhosos e inaceitáveis. Você, leitor pode aceitar e até considerar normal. Eu não aceito!"

Ministério Público do Trabalho obrigou o SIMERS de Paulo Argolo Mendes a tratar de maneira decente os seus funcionários


O clima de sucessão acirrada no Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul tem permitido se tornar público situações que eram desconhecidas da categoria e da sociedade gaúcha. Uma delas é dramática: o Sindicato foi obrigado a assinar um termo de ajuste de conduta com o Ministério Público do Trabalho, nos autos do inqúerito civil nº 001074.2011.04.000/2, que são degradantes para profissionais como os médicos. Diz o termo de ajuste de conduta assinado pelo presidente, médico Paulo Argolo Mendes: “DAS OBRIGAÇÕES ASSUMIDAS - O signatário, a partir da data da assinatura deste, em todas as suas atividades, atuais ou futuras, assume as seguintes obrigações:
CLÁUSULA 1.ª – Não submeter, não permitir ou tolerar que seus (suas) empregados (as) sejam submetidos (as) a qualquer constrangimento moral, humilhação, ofensa ou agressividade no trato pessoal, caracterizadores de assédio moral, assegurando tratamento compatível com a dignidade da pessoa humana no ambiente de trabalho.
CLÁUSULA 2.ª – Realizar cursos/palestras de capacitação e combate à prática de assédio moral no ambiente de trabalho, em duas oportunidades distintas no período de um ano, dos quais participem todos os trabalhadores em atividade, bem como os gestores do sindicato.
2.1. Os cursos devem ser ministrados por pessoas ou entidades qualificadas para tanto e especializadas na matéria, com carga horária mínima de quatro horas;
2.2. A qualificação dos palestrantes e o conteúdo a ser abordado nos cursos, com uma descrição sumária, devem ser aprovados previamente pelo Ministério Público do Trabalho;
2.3. Os cursos devem ser realizados durante o horário de trabalho, sem qualquer desconto nos salários ou compensação de horário;
2.4. Deverá ser comprovada ao Ministério Público do Trabalho, até 15 dias após cada evento, a efetiva participação dos trabalhadores, mediante a apresentação de listas de presença, devidamente assinadas pelos trabalhadores, com indicação da respectiva função de cada um;
2.5 A primeira palestra/curso deverá ser realizada até dezembro de 2012, e a segunda até julho/2013.
CLÁUSULA 3.ª – Abster-se de determinar aos seus empregados o comparecimento em manifestações/atos/eventos, promovidos ou não pelo sindicato, salvo quando necessário ao exercício da atividade laboral.
DAS MULTAS
CLÁUSULA 4.ª – O descumprimento do disposto em cada uma das Cláusulas deste Ajuste ensejará a aplicação de multa (astreinte) no valor de R$ 10.000,00 (dez mil reais), a cada verificação de situação irregular.
CLÁUSULA 5.ª – O valor correspondente à multa eventualmente incidente será atualizado, a partir desta data, pelos mesmos critérios utilizados para correção dos créditos trabalhistas perante a Justiça do Trabalho.
CLÁUSULA 6.ª – As multas serão reversíveis ao Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT – ou, a critério do Ministério Público do Trabalho, a outro Fundo gerido por Conselho Federal ou Estadual, em conformidade com os artigos 5o, parágrafo 6o, e 13 da Lei n.° 7.347/85 e artigos 876 e 877 da Consolidação das Leis do Trabalho, não sendo substitutiva das obrigações, que remanescem à aplicação da mesma.
CONDIÇÕES GERAIS
CLÁUSULA 7.ª – Este Termo de Compromisso consubstancia título executivo extrajudicial, na forma da legislação, valendo por tempo indeterminado e, em caso de descumprimento, será executado perante a Justiça do Trabalho, consoante artigo 5o, §6o da Lei no 7.347/85 e artigo 876 da Consolidação das Leis do Trabalho, sem prejuízo da possibilidade de cominação judicial de outras multas ou medidas coercitivas para cumprimento das obrigações fixadas".
Em dezembro ocorreu a primeira das palestras de que trata a Cláusula 2.ª do TAC. Procurando melhorar sua imagem perante os funcionários, o próprio presidente Paulo Argollo Mendes esteve presente. Com idêntico propósito, também “prestigiou” a festa anual de confraternização dos funcionários, o que fez pela primeira vez em 14 anos de sua dinastia à frente do sindicato médico. A chapa de oposição recebeu informação de que dois ex-funcionários do sindicato estão promovendo ação de assédio moral contra Paulo Argollo Mendes e o Sindicato dos Médicos.

Esquenta clima da sucessão no Sindicato Médico do Rio Grande do Sul

A chapa de oposição na eleição para a presidência do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers), chamada de "Renovação Médica" criou um site (www.renovacaomedica.com.br) no qual está fazendo uma intensa campanha, inclusive com fortes denúncias contra a gestão do ex-presidente Paulo Argollo Mendes, acusado de estar usurpando o cargo, por continuar a exercê-lo quando seu mandato já se extinguiu e a eleição foi anulada pela Justiça do Trabalho. Diz texto no site: "Mais uma demonstração da sede de poder a qualquer custo, marca registrada de Paulo de Argollo Mendes. Atropelando a Justiça, que ainda não havia se pronunciado sobre a ação movida pela Chapa Renovação Médica — e que provavelmente iria ocorrer ainda no mês de janeiro deste ano — o que se confirmou, o presidente do SIMERS resolveu tomar posse. Mesmo sem eleições, apenas com a decisão arbitrária e antidemocrática de sua Comissão Eleitoral, Argollo redigiu sua ata de posse e registrou-a em cartório especifico, seguindo os trâmites burocráticos regimentais — como se tudo estivesse correto. Apesar do registro, a ata não tem nenhum valor legal. A democracia, a ética, o desejo da categoria, a transparência, decididamente são alheias a atual gestão do Sindicato. O ato de Argollo, uma mistura de desrespeito e desespero, também tem outro propósito: legitimá-lo jurídica e administrativamente como presidente. Pelo estatuto em vigor, a diretoria para o triênio 2013/2015 deveria ter sido definida até o dia 31/12/12. As artimanhas políticas de Argollo para permanecer na presidência, no entanto, criaram este “vácuo de poder”. Como ficam, por exemplo, as homologações de Acordos Coletivos que esperam o arquivamento na Delegacia Regional do Trabalho? Sem ele, os médicos ficam sem os benefícios e reajustes contemplados nas CCTs e ACTs. Como o prazo de vigência do representante sindical expirou… E as assinaturas em cheques e outros pagamentos bancários? Qual é a representatividade diante das instituições financeiras destes diretores responsáveis pelo Sindicato? A Chapa Renovação Médica sempre buscou o direito fundamental de cada associado decidir, por meio do voto, quem deve comandar seu Sindicato. Temos nossas propostas e elas são claras quanto à renovação de membros diretivos e à continuidade de mandatos. Infelizmente, elas não “batem” com o que pensa, e como age a atual direção do SIMERS". Ou seja, a chapa de oposição está dizendo claramente que Paulo Argollo Mendes usurpou a direção do sindicato, que está exercendo de maneira ilegal, sem legitimidade.

Blogueira cubana Yoani Sánchez chega ao Brasil no dia 18

A blogueira e jornalista cubana Yoani Sánchez chegará ao Brasil na madrugada do dia 18. Ela viajará para Recife após conseguir, com muita luta, seu passaporte. A confirmação foi dada nesta quarta-feira pelo documentarista brasileiro Dado Galvão, diretor do filme Conexão Cuba Honduras, que organiza a viagem de Yoani, personagem de seu documentário, para que ela assista uma exibição da obra em Vitória da Conquista, na Bahia. Segundo ele, a passagem da blogueira foi comprada com fundos de uma campanha organizada em seu site no ano passado. "Ela vai pegar o vôo. Está tudo tranquilo, dentro do esperado", afirmou. "No dia seguinte, organizaremos um bate-papo", garantiu ao contar ainda que planeja uma viagem de Yoani Sanchez para São Paulo. Galvão ainda não definiu toda a programação da viagem. A jornalista, conhecida pelas críticas que faz à ditadura da dinastia sanguinária de Fidel e Raúl Castro, teve 20 pedidos para deixar seu país negados. Mas, agora, foi beneficiada pelo fim das medidas que proibiam o livre deslocamento de cubanos para fora do país e que fazem parte da abertura do regime.

Para CNI, 2012 foi um ano "perdido" para a indústria


Apesar de o faturamento ter registrado alta de 2,4%, na comparação com o ano anterior, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que 2012 foi um ano de desempenho "ruim" para a indústria da transformação. Os indicadores industriais divulgados nesta quarta-feira pela entidade apontam queda de 1,5% nas horas trabalhadas e recuo de 0,9 pontos percentuais na utilização da capacidade instalada. Com isso, a CNI avalia o ano para o setor como "perdido". Em 2012, a massa real de salários apresentou aumento de 5,1%, e o rendimento médio real subiu 5,3%. Este último inclui, além do salário, abonos, participação nos lucros e demais ganhos do trabalhador. Segundo a CNI, em 12 dos 19 setores pesquisados o faturamento apresentou crescimento, sendo o da indústria de papel e celulose o que apresentou maior aumento (28,2%), na comparação com 2011. O setor outros equipamentos de transporte (que abrange carrocerias, aviões, navios e reboques) foi o que registrou maior queda: 14,5%. Este mesmo setor foi o que apresentou maior queda, também, na capacidade instalada, em comparação com o ano anterior, caindo 8,1 pontos percentuais. Ao todo 13 setores apresentaram queda nesse indicador. O de madeira foi o que apresentou maior aumento (3,9 pontos). Os indicadores econômicos apontam queda no emprego em 11 dos 19 setores pesquisados, sendo o de indústria de produtos de metal o que apresentou maior recuo, de 6,8% em 2012, na comparação com 2011. O setor apresentou queda de 2,7% no faturamento real; de 5,9% nas horas trabalhadas; e de 1,1 ponto percentual na utilização da capacidade instalada. Na comparação entre os meses de novembro e dezembro de 2012, a utilização da capacidade instalada caiu 0,5 ponto percentual, passando de 81,4 para 80,9 pontos (dados dessazonalizados). Na mesma comparação, o faturamento real cresceu 3,1%, e as horas trabalhadas na produção cresceram 0,8%.

PT vai reunir 1.000 militantes para festejar 10 anos no poder


Com a presença da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula, o PT promove no dia 20, em São Paulo, a comemoração dos 10 anos do partido no governo federal. Além de membros do diretório nacional e da Executiva, a expectativa é reunir aproximadamente 1 mil militantes no hotel Holiday Inn, no Anhembi. O evento marca o início dos debates que o partido promoverá em todo o País para consolidar a defesa do projeto nacional iniciado no governo Lula e "se defender" dos ataques da oposição no campo ético. "Estamos capengando na questão ética", avaliou um petista do alto escalão. O partido pretende organizar 13 seminários, sendo o primeiro no dia 2 de março, em Fortaleza, também com a presença de Lula e a provável participação da presidente Dilma. Os seminários devem acontecer em paralelo às viagens que o ex-presidente Lula fará pelo Brasil este ano. O Secretário Nacional de Organização do PT, Paulo Frateschi, afirmou que o objetivo é firmar um discurso que destaque as mudanças realizadas pelos governos do PT nos últimos 10 anos. "Precisamos reconstruir nossa própria narrativa", disse. O editorial do Página 13, publicação petista de uma das correntes da legenda, lembra que nos 33 anos do PT (comemorado no dia 10 de fevereiro) é preciso defendê-lo. "Defender o PT é atualizar nossa estratégia política, para a nova situação aberta após 10 anos de governo encabeçado pelo PT, num contexto de crise internacional do capitalismo e de progresso da integração regional", diz o texto. Além da defesa dos governos Lula e Dilma, a sigla também vai tratar do julgamento do Mensalão do PT pelo Supremo Tribunal Federal.

Corrupto e quadrilheiro José Dirceu quer PT defendendo seus crimes, convoca Lula e diz que isso é tão importante quanto apoiar a Dilma


O ex-ministro José Dirceu (PT) disse na noite de terça-feira, em Brasília, que o mesmo apoio que PT dá ao governo de Dilma Rousseff deve ser dado à defesa dos condenados pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do Mensalão do PT."Não há como separar o apoio e a sustentação do governo da presidente Dilma com a luta pela reforma tributária ou para que a Justiça seja feita na Ação Penal 470", disse o corrupto e quadrilheiro José Dirceu. Condenado a dez anos e dez meses de prisão pelo Supremo sob a acusação de chefiar o esquema do Mensalão do PT, ele participou de encontro do PT no Distrito Federal destinado à "defesa do legado do governo Lula", que reuniu cerca de 500 militantes. "Neste momento falar sobre a ação penal é a tarefa mais importante que temos. Por isso Lula vai iniciar dia 20 uma série de seminários" sobre os dez anos do PT no poder. Para ele, isso é necessário porque "a direita começa a radicalizar a luta política" visando à eleição de 2014. O corrupto e quadrilheiro José Dirceu voltou a dizer que o julgamento foi político: "O julgamento não tinha o objetivo de fazer justiça e sim uma tentativa de inviabilizar o nosso governo. Não se trata de uma ou outra liderança do PT. Não se trata da denúncia do chamado mensalão. Se trata da tentativa de colocar o PT no banco dos réus".

Processo contra Lula pode não ir para o Ministério Público Federal de São Paulo


Após ter anunciado que remeteria para o Ministério Público Federal em São Paulo as suspeitas de que o ex-presidente Lula sabia do esquema do Mensalão do PT, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, está em dúvida sobre para onde mandar a investigação. "Fiquei examinando e não consegui concluir uma questão da remessa. Para onde remeter? Pode ser que não seja para São Paulo", afirmou. "De início, tendi, realmente, para São Paulo. Mas hoje estava examinando a questão de Minas Gerais, onde há alguns feitos que foram desmembrados do Supremo, e eventualmente o Distrito Federal", disse. Gurgel afirmou não ter dúvidas de que o caso deve ser remetido para a 1ª instância. "Mas quero me certificar que enviei para o local (Estado) mais adequado", afirmou. As suspeitas contra Lula surgiram após o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza ter dito, em depoimento prestado em setembro ao Ministério Público, que o ex-presidente sabia e se beneficiou do esquema do Mensalão do PT. "Um dos pontos que pesaria é já termos algum tipo de investigação em curso, algum feito nesse local que cuide dos temas que são objeto desse depoimento", disse Gurgel. "Pode ser Minas, onde há muita coisa do mensalão. Devo até amanhã fechar isso", acrescentou.

Editorial de O Estado de S. Paulo aponta o desastre da gestão petista na Petrobrás


O desmonte da Petrobras - Com lucro de R$ 21,18 bilhões em 2012, 36% menor que o do ano anterior e o mais baixo em oito anos, a Petrobrás paga um preço devastador pela sujeição aos interesses político-partidários do Palácio do Planalto. Investimentos mal planejados, orientação ideológica, loteamento de cargos e controle de preços de combustíveis comprometeram a eficiência e a rentabilidade da empresa e a desviaram de seus objetivos principais. Os danos impostos à companhia são parte da herança desastrosa deixada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à sua sucessora. Desde o ano passado a nova presidente da estatal, Maria das Graças Foster, vem tentando corrigir seu rumo. Mas a interferência nos preços permanece, os reajustes são insuficientes e a geração de caixa continua prejudicada. Mais dificuldades surgirão neste ano, avisaram ao mercado, nessa terça-feira, dois dos principais dirigentes da Petrobrás. Pelo menos esse dado positivo acompanhou a divulgação das más notícias: a presidente da empresa e o diretor financeiro, Almir Barbassa, falaram sobre a situação e as perspectivas da companhia com uma franqueza incomum durante a maior parte dos últimos dez anos. Os problemas vão muito além de uma piora temporária das condições financeiras. A produção de petróleo e gás no Brasil, no ano passado, equivalente a 2,35 milhões de barris diários, foi 0,9% menor que a de 2011. Com a parcela produzida no exterior a média diária alcançou 2,59 milhões de barris equivalentes, volume 0,8% inferior ao do ano anterior. A meta de 2,02 milhões de barris diários, fixada para 2012, continuará valendo para este ano, com possibilidade de desvio de 2% para mais ou para menos. Se o desvio ocorrer, advertiu a presidente, será provavelmente para baixo. Não há possibilidade física, deixou claro a presidente, de um aumento de produção. As previsões para o ano incluem também, segundo Maria das Graças Foster, mais R$ 6 bilhões de baixas correspondentes a poços secos. Além disso, nenhum novo projeto deverá ser iniciado em 2013. A empresa continuará empenhada em realizar os investimentos já programados, mas o total aplicado, de R$ 97,7 bilhões, deverá ser R$ 5 bilhões maior que o anteriormente previsto. A empresa continua analisando a qualidade econômica dos projetos enquadrados em 2012 como "em avaliação". Ao assumir o posto, a nova presidente anunciou no ano passado a intenção de rever os planos e prioridades. Não se anunciou, na ocasião, o abandono de nenhum projeto, mas ficou clara a disposição de submeter o programa da empresa a uma revisão crítica. Sem perspectiva de maior produção a curto prazo, a empresa terá de continuar importando grandes volumes para atender à demanda crescente de combustíveis. Isso será inevitável mesmo com o aumento da parcela de álcool misturada com a gasolina. A necessidade de maior importação foi uma das causas da redução do lucro no ano passado. O controle de preços foi um complicador a mais. A presidente da empresa reafirmou a intenção de continuar buscando o realinhamento de preços. Mas isso dependerá de como o governo pretenda enfrentar a inflação. Se insistir na manipulação de preços, os problemas da Petrobrás poderão agravar-se. Com dificuldades de geração de recursos, a companhia foi forçada a aumentar seu endividamento. Com problemas de caixa, a diretoria decidiu pagar dividendos menores aos detentores de ações ordinárias do que aos demais acionistas, explicou Barbassa. Disso resultará uma economia de R$ 3 bilhões para investimentos, acrescentou. A Petrobrás necessitará de novo aumento de capital, segundo alguns analistas. A presidente da empresa negou essa possibilidade neste ano. Seja como for, o passo mais importante deve ser a consolidação de um novo estilo administrativo, moldado segundo objetivos típicos de uma empresa de energia. A Petrobrás será beneficiada, também, se as suas encomendas de equipamentos e serviços forem decididas com base em critérios empresariais. Não é sua função assumir os custos de uma política industrial. Ter sucesso como uma gigante do petróleo já é um desafio mais que suficiente.

Editorial da Folha de S. Paulo destaca o desastre da Petrobras do PT


Estragos na Petrobras - O mau resultado no balanço da Petrobras estava previsto, mas nem por isso causa menos apreensão. O lucro líquido caiu para R$ 21,2 bilhões, valor 36% menor que o de 2011. A produção de petróleo e derivados decepcionou, com média de 1,974 milhão de barris por dia em 2012 - uma queda de 2,35% em relação ao ano anterior. A despeito do lucro contabilizado, o fluxo de caixa - uma vez deduzidos os investimentos - tem sido negativo. Apenas no último trimestre de 2012 o movimento da empresa consumiu R$ 11,7 bilhões. A sequência negativa de resultados vem de longe. Decorre, em boa medida, da gestão anterior da empresa, politizada e refratária a critérios de eficiência. A troca de comando no governo da presidente Dilma Rousseff, com a saída de José Sergio Gabrielli e a ascensão de Maria das Graças Foster, foi bem recebida por investidores, que vêem disposição na nova presidente para consertar estragos. A tarefa será árdua. Estão programadas várias paralisações de plataforma para manutenção no primeiro semestre, por exemplo, o que reduzirá produção e receitas. A causa principal da lucratividade menor foi, paradoxalmente, o aumento da demanda por combustíveis. Vendas internas de gasolina e diesel cresceram 17% e 6%, respectivamente, no ano. Como a produção caiu, a Petrobras foi obrigada a importar ambos a preços maiores que os praticados no País. O governo não autoriza reajuste completo dos preços, como forma de contrabalançar outras pressões inflacionárias. Com isso, dificulta à Petrobras cumprir seu ambicioso programa de investimentos -só neste ano estavam planejados desembolsos de R$ 97,7 bilhões. Para manter o programa, a empresa se endivida. A deterioração de suas finanças é evidente. A dívida líquida (já excluídos os valores em caixa) chegou ao fim de 2012 em R$ 147,8 bilhões, perante R$ 103 bilhões no ano anterior. A fim de conter a sangria de recursos, a Petrobras decidiu cortar pela metade os dividendos distribuídos aos detentores de ações ordinárias. Elas caíram mais de 8%, ontem terça-feira), no pregão da Bolsa. A despeito das expectativas quanto à capacidade da direção de arrumar a casa, o fato é que a situação da companhia não parece estar sob controle. Longe disso. O governo errou ao definir um modelo de exploração do pré-sal que sobrecarrega a petroleira, por obrigá-la a participar de todos os campos. Continua em erro ao represar preços de combustíveis. A decantada afinidade entre a presidente da República e a presidente da Petrobras, como já se apontou aqui, pode fazer mais mal à empresa do que beneficiar o país.

Diminui a confiança dos empresários da construção


O Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) na pesquisa Sondagem da Construção, registrou queda de 4,8% no trimestre encerrado em janeiro deste ano. A redução é mais intensa do que a de 3,3% verificada no trimestre encerrado em dezembro. A exemplo do comportamento verificado na pesquisa anterior, essa piora reflete, principalmente, o segmento de preparação de terreno (de -7,8% para -11,3%). Já em obras de infraestrutura para engenharia elétrica e de telecomunicações diminuiu a intensidade de queda (de -7,6%, em dezembro, para -3,8%, em janeiro). O Índice da Situação Atual (ISA) apresentou a maior queda desde setembro de 2012, ao ficar em -5,7% ante -3%. O Índice de Expectativas (IE-CST) passou de -3,5% para -3,9% no período. Das 700 empresas consultadas, 24,1% avaliaram que houve aumento da atividade no trimestre encerrado em janeiro. Essa taxa é inferior à apurada em igual período do ano passado (28,7%). Para 14,9%, ocorreu redução da atividade, proporção ligeiramente abaixo da registrado no mesmo período de 2012 (15,7%). Os empresários demonstraram maior pessimismo quanto à evolução dos negócios para os próximos seis meses. A taxa que mede o otimismo caiu de -1,9% para -3%. Do total  consultado, 42,1% preveem aumento de demanda ante 46,2% que tinham essa mesma percepção no trimestre passado. Ficou praticamente estável a parcela que espera uma redução (de 4,6% para 4,7%). Os técnicos da FGV alertam que, embora a pesquisa tenha apresentado uma piora pontual, na comparação com as de trimestres anteriores ao longo do ano, há uma gradual recuperação da confiança dos empresários. No primeiro trimestre, o índice foi negativo em 6,6%. No segundo, ficou em -9,5%; no terceiro, em -7,8%; e no quarto, em -3,3%.

Venda de veículos cai em janeiro, mas produção aumenta


A venda de veículos caiu 13,3% em janeiro na comparação com dezembro de 2012. Foram comercializadas, no primeiro mês do ano, 311.453 unidades, contra 359.355 em dezembro. Na comparação com janeiro do ano passado, quando foram vendidos 268.273 veículos, houve elevação de 16,1%, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A produção de automóveis aumentou 7,7% em janeiro, com 279.332 novas unidades saindo das montadoras, contra 259.364 em dezembro. Na comparação com janeiro do ano passado (211.764), a produção aumentou 31,9%.

Filha de Rubens Paiva diz que família se sentiu aliviada com revelação sobre a morte do pai na tortura


A psicóloga Vera Paiva disse que o sentimento, na terça-feira, foi mais uma vez dar conta do luto interminável de 42 anos: "Hoje é uma certa sensação de alívio". Ela falou durante entrevista coletiva a respeito da revelação da Comissão Nacional da Verdade (CNV) sobre a morte de seu pai, o ex-deputado Rubens Paiva. Documentos revelados pela comissão indicam que Paiva morreu sob custódia do Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) do 1º Exército, no Rio de Janeiro. A filha de Rubens Paiva elogiou o trabalho da CNV e disse que se sentia privilegiada com o fato do caso do seu pai ter sido o primeiro "elucidado" pela comissão, mas considerou que ainda gostaria de saber quem de fato o torturou. "A gente imaginava que tinha acontecido, tinha indícios, mas não tinha prova material. Com esses últimos documentos, um capitulo se encerrou, mas nós temos outros que é chegar, de fato, a quem procedeu a tortura e a morte de meu pai. O coordenador da CNV, Cláudio Fonteles, disse que a comissão está investigando e espera poder chegar em breve aos nomes da equipe que torturou e executou o ex-deputado, bem como de quem foi a ordem. De acordo com Fonteles, três pessoas seriam as responsáveis pela morte de Paiva. Uma delas já teria morrido: "Nós temos provas documentais sobre o caso e estamos tomando providências para ouvir essas pessoas". A versão oficial da ditadura militar indicava o ex-deputado como desaparecido. Na versão divulgada pelo 1º Exército, Rubens Paiva foi resgatado por militantes de esquerda no dia 22 de janeiro de 1971, enquanto estava sob custódia dos militares. As investigações da Comissão Nacional da Verdade indicam que o ex-deputado foi assassinado, sob tortura, nas dependências do DOI-Codi do Rio de Janeiro.

Filho de Renan Calheiros teria pago advogados particulares com verba pública


Cinco dias após Renan Calheiros (PMDB-AL) tomar posse na presidência do Senado, mais uma suspeita sobre a família dele veio à tona. Desta vez, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, o filho dele e deputado federal Renan Filho (PMDB-AL) tem utilizado recursos da verba indenizatória para pagar advogados que atuam para ele e para o próprio pai em causa particulares: um processo contra o Consórcio Nacional Volkswagen e na defesa da Agropecuária Alagoas (que tem Renan Calheiros como sócio) em uma ação trabalhista. Segundo a reportagem, os profissionais já receberam pelo menos R$ 190 mil do gabinete do parlamentar. A verba indenizatória é um montante de dinheiro público destinado aos deputados para custear despesas de passagens aéreas, telefone, correio e aluguel de escritórios políticos. O escritório de advocacia contratado pelos Calheiros é o Omena Barreto Associados, sediado em Maceió, que recebe R$ 10 mil mensais da cota de Renan Filho. Segundo os registros da Receita Federal, a empresa foi fundada no mesmo mês em que se iniciaram os repasses, em maio de 2011. Na justificativa apresentada à Câmara, Renan Filho alega que o escritório presta serviços de consultoria e assessoria parlamentar na elaboração de projetos e relatórios que apresenta no Congresso. A relação do escritório com os Calheiros também resultou em um contrato, sem licitação, com a prefeitura de Murici, que é governada pelo tio de Renan Filho e irmão de Renan Calheiros, Remi Calheiros (PMDB). O contrato, assinado em 2011, prevê serviços para levantamento e recuperação de créditos tributários.

Agroindústria caiu 1,6% em 2012


A produção agroindustrial brasileira caiu 1,6% em 2012, segundo a Pesquisa Industrial Produção Física - Agroindústria, divulgada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da variação negativa, o recuo foi menor do que o de 2011, quando o índice variou -2,2%. Ainda segundo o IBGE, o desempenho da agroindústria também foi melhor que o da indústria geral no ano passado (-2,7%). Os setores vinculados à agricultura que têm maior peso no total da agroindústria e os setores associados à pecuária tiveram quedas de 2,4% e de 5,4%, respectivamente, no desempenho acumulado do ano passado. Conforme a pesquisa, o efeito do índice acumulado no ano passado é resultado, sobretudo, da retração nos derivados da pecuária (-4,3%), devido à queda na produção de aves (-6%), bovinos e suínos (-4,2%), e nos derivados da agricultura (-3%), pela menor produção dos derivados do fumo (-13,4%), laranja (-12,9%), soja (-4,3%) e cana-de-açúcar (-2,4%). O índice mostra, entretanto, que o grupo dos inseticidas, herbicidas e outros defensivos para uso agropecuário cresceu 25,5% em 2012, enquanto o segmento de madeira avançou 3,5% e o setor de máquinas e equipamentos cresceu 3,1%. No primeiro trimestre de 2012, comparado a igual período de 2011, a agroindústria apresentou resultado positivo de 3,5%, recuando no segundo e no terceiro em 9,8% e 3%, respectivamente, para voltar a crescer no último (5,1%).

Kiko Spohr, dono da boate assassina Kiss, sai do hospital e vai direto para penitenciária em Santa Maria


Elissandro Spohr, conhecido como Kiko, um dos sócios da boate Kiss, chegou à Penitenciária Estadual de Santa Maria às 21h35min dessta terça-feira, em um Fiesta prata com vidros escuros, escoltado por um Focus prata que tinha um giroflex. Ele foi levado para o local depois de receber alta do Hospital Santa Lúcia, em Cruz Alta, às 19h15min desta terça-feira. Depois de receber alta, o empresário foi algemado e colocado em um carro discreto da polícia, que saiu pelos fundos do hospital. O veículo tinha os vidros escuros. Kiko foi encaminhado à delegacia, onde ficou por pouco minutos. Inicialmente, a informação da Polícia Civil e da Brigada Militar era de que ele seria encaminhado à Penitenciária Modulada de Ijuí, porém, horas depois, foi confirmada a remoção de Kiko para Santa Maria. No fim da tarde, o médico do empresário, Paulo Vieceli, disse que a junta médica coordenada por ele, uma psicóloga e um psiquiatra entenderam que o melhor seria remover o empresário para um presídio fora da região de Santa Maria, em razão do abalo psicológico que ele poderia sofrer ao retornar à cidade que foi palco da tragédia, bem como possíveis represálias. Não ficar preso em Santa Maria, aliás, era um dos objetivos da defesa. Mas, o Ministério Público manifestou-se contrário à exigência.