domingo, 24 de março de 2013

Terminou a investigação da Operação Rodin II, o inquérito da boate assassina Kiss

"Uma casa funcionando em absoluta irregularidade". Essa foi a principal causa do incêndio na boate assassina Kiss, em Santa Maria (RS), disse na sexta-feira o delegado barbudinho Marcelo Arigony, que coordenou as investigações. Segundo ele, superlotação, inexistência de rotas de fuga, iluminação de emergência e ventilação ineficientes, extintores em locais errados e porta de saída inadequada contribuíram para a tragédia, que deixou 241 mortos e 623 feridos. O inquérito com os resultados das investigações foi entregue pela Polícia Civil à Justiça nesta sexta-feira. “O fator mais determinante é que nós tínhamos uma casa funcionando em absoluta irregularidade. Havia, para não dizer todas, diversas circunstâncias desfavoráveis que, somadas ao uso indevido de um fogo de artifício, gerou o fogo e fez com que as pessoas não conseguissem sair do local”, enfatizou ele. Durante a entrevista, o delegado barbudinho informou que 35 pessoas foram apontadas como suspeitas de envolvimento na tragédia. Ao todo, 16 pessoas foram indiciadas, entre elas nove por homicídio doloso (quando a pessoa quis ou assumiu o risco de matar alguém) e três por homicídio culposo (quando não há intenção de matar). O delegado explicou que as investigações confirmaram que o fogo começou a partir de uma faísca de um fogo de artifício disparado pelo vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, pouco depois das 3 horas da madrugada de 27 de janeiro. Ao atingir a espuma, indevidamente instalada para isolamento acústico, foi liberado cianeto, substância tóxica que, ao ser inalada, levou as pessoas à morte (mesmo veneno usado pelos nazistas nas câmaras de gás dos campos de exterminío no Holocausto, na Segunda Guerra Mundial). Segundo o delegado, 100% das necrópsias feitas pelo Instituto de Perícia Técnica indicaram morte das vítimas por asfixia. “Em poucas respirações as pessoas cambalearam, perderam os sentidos e, com isso, acabaram absorvendo níveis muito altos de carbono”, disse. O inquérito concluiu que o tipo de artefato era apenas para uso externo e custa cerca de R$ 2,50, muito menos do que um outro modelo, indicado para uso interno, que custa em média R$ 70,00. “Em detrimento da segurança e visando ao lucro maior foi utilizado o fogo de artifício mais barato”, disse o delegado barbudinho. Segundo ele, em apenas 40 segundos as pessoas perceberem que havia um incêndio e “o caos se instalou dentro da boate”. A polícia estima, com base em depoimentos e imagens de vídeos e fotos, que no momento do incêndio havia mil pessoas no local. O inquérito da Operação Rodin II tem 13 mil folhas, distribuídas em 52 volumes. O prefeito de Santa Maria, Cezar Schirmer (PMDB), respondeu com críticas às acusações de improbidade administrativa e homicídio culposo feitas pela polícia no inquérito sobre a tragédia da boate assassina Kiss. Se não estivesse mais interessado em levar uma vida nababesca, morando na mansão do falecido ex-dono da Planalto Transportes (ele comprou a casa, ganhou a casa de presente, ou está pagando aluguel pela ocupação da mansão?), Schirmer teria mais razão. Como não possui poder para indiciar um prefeito, os delegados encaminharam ao Ministério Público e ao Tribunal de Justiça notícias de possíveis práticas por parte de Schirmer. O Poder Judiciário é que poderá permitir a investigação sobre o prefeito. Tampouco o Ministério Público poderá investigá-lo sem autorização da Justiça. Schirmer classificou o resultado da investigação policial como "manipulação política". Assim que ouviu pelo rádio o anúncio feito pela polícia sobre as conclusões da investigação, ele deixou a prefeitura em direção à sua casa. Lá, reunido com o advogado Lucio Constantino (que negociou a defesa foi Cezar Busato), escreveu de próprio punho o conteúdo do discurso que faria mais tarde. Schirmer, assim como seu chefe maior no PMDB, Pedro Simon, sempre agiu como se fosse possível contemporizar com o PT. Agora está levando a ferroada aplicada pela República Petista de Santa Maria. Mas, Schirmer merece, porque sua administração foi totalmente relapsa e permitiu que houvesse a maior mortandade jovens da história do Brasil, 241 mortos. Schirmer disse: "Esperei calado durante esses 50 dias na expectativa que tivéssemos uma investigação isenta e responsável. Hoje, fui tomado de surpresa, talvez a maior da minha vida. Percebi desde logo que prevaleceu a vontade do Estado de se exonerar de suas responsabilidades, imputando a mim e à prefeitura responsabilidade que não temos, muito menos na dimensão proposta. Desde o começo desse inquérito, percebemos indícios no que diz respeito à prefeitura municipal, indícios de tentativa de manipulação política. Desde o início, houve manifestação pública de altas-autoridades estaduais incriminando a prefeitura". No fim, o prefeito argumentou: "Se houvesse indício ou coparticipação do prefeito, todo o inquérito deveria ser levado ao Tribunal de Justiça. Portanto, não há indícios dessa participação. Estamos diante de um absurdo jurídico, de um processo de natureza política e que, como tal, será respondido". Não será respondido coisa nenhuma. Há muitos anos o PMDB do Rio Grande do Sul levanta o traseiro para a Lua, para ser chutado pelo PT. Agora é o peremptório Tarso Genro que aplica o coturno. O delegado barbudinho Marcelo Arigony, minutos após o prefeito Cezar Schirmer chamar os resultados da investigação policial sobre o incêndio na boate assassina Kiss de "aberração jurídica", respondeu ao político peemedebista no Facebook: "'Aberração' é brincar com o sentimento de 241 famílias. Eu (!) vou dormir tranquilo hoje. Isso pela primeira vez depois de ter trabalhado incessantemente por 55 dias para apresentar respostas à sociedade que me paga". Pouco depois, o delegado barbudinho também bancou o engraçadinho no Facebook: "Novamente a previsão do tempo para os próximos dias é chuvas e trovoadas para mim. Acho que vem até granizo". Já o peremptório governador Tarso Genro determinou na tarde da sexta-feira o afastamento imediato do comandante regional dos bombeiros de Santa Maria, Moisés da Silva Fuchs. O comandante foi um dos nove militares citados no inquérito policial sobre o incêndio da boate assassina Kiss. "Garoto de Ouro" Tarso Genro anunciou o afastamento em Brasília. Segundo o peremptório governador petista, que também deveria responder pelas 241 mortes, como comandante supremo do Corpo de Bombeiros da Brigada Militar, e que insiste em manter a corporação sem equipamentos, treinamento e pessoal necessário, a intenção da medida não é adiantar uma eventual sentença judicial, mas uma precaução devido ao suposto envolvimento do militar na tragédia. Fuchs foi responsabilizado pela polícia pelo crime de homicídio culposo, sem intenção de matar, e por improbidade administrativa. "Uma pessoa que foi indiciada tem que ser afastada do cargo. Farei isso imediatamente quando chegar ao Rio Grande do Sul”, disse o governador petista. Nesse caso, ele deveria pedir o seu afastamento e permanecer fora do governo até que a Assembléia Legislativa o julgasse pelo crime de responsabilidade. Mas, como a Assembléia Legislativa gaúcha vive de mensalão, é certo que nada fará. O petista Tarso Genro, que comandou a investigação, elogiou o trabalho dos policiais para investigar o incêndio ocorrido na boate: “Tenho informações ainda precárias sobre o relatório. Mas sei que foi um inquérito muito bem feito e profundo. Cabe ao Ministério Público encaminhar esse relatório e punir as pessoas que cometeram os atos ilegais”. Para o advogado Jader Marques (filho de Braulio Marques, ex-desembargador e ex-deputado estadual pelo PMDB), que representa um dos proprietários da boate assassina Kiss, Elisandro (Kiko) Spohr, o relatório do inquérito apresentado pelo delegado barbudinho Marcelo Arigony é uma “covardia institucional”: "Apenas os pequenos foram indiciados por homicídio doloso. Isso preocupa a defesa. Prefeitura, bombeiros e o Ministério Público foram deixados de lado". Schirmer, como um clássico peemedebista burocrático, procurou logo o apoio do partido. E o presidente regional, o deputado estadual Edson Brum, largou uma nota indignada, na qual indagou sobre os motivos que levaram o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Guido Pedroso de Melo, o secretário de Segurança, Airton Michels, e o governador petista Tarso Genro a não serem alvo também de apontamentos de responsabilidade: "Quem deveria ter sido apontado junto é o Tarso Genro, que é o chefe dos Bombeiros. Ele e o secretário de Segurança e o comandante dos Bombeiros sequer foram ouvidos. Está muito claro que houve direcionamento ". Edson Brum entende que os trâmites que determinaram o convite para Schirmer depor e, depois, para a declaração de indicativos de crime, deveriam ter sido aplicados às demais autoridades: "Se escutaram o prefeito, teria de ter escutado o governador. É a mesma circunstância. Se escutaram funcionários, técnicos, secretário e o prefeito. Por que não fizeram o mesmo trâmite com o Corpo de Bombeiros? No mínimo, deveria ter o mesmo tratamento. É muito fácil colocar a culpa em prefeito. O prefeito sempre é o culpado, enquanto a lei é bem clara ao dizer que o responsável é o Corpo de Bombeiros". Caberá à 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça apurar a responsabilidade criminal de Schirmer, que tem foro privilegiado. O inquérito também será enviado à CPI que investiga a tragédia na Câmara de Vereadores de Santa Maria. Na Assembléia Legislativa, com certeza, os deputados mensaleiros não irão abrir CPI para investigar o desgoverno do peremptório petista Tarso Genro. Já o Ministério Público definiu os promotores que trabalharão na análise do inquérito entregue pela Polícia Civil sobre a tragédia na boate assassina Kiss: Joel Dutra e Maurício Trevisan. Eles ficarão responsáveis pela área criminal do processo. Ivanise Jann de Jesus trabalhará na área cível, como nos possíveis casos de improbidade administrativa relacionados ao caso. César Augusto Carlan trabalhará junto à Justiça Militar.  O secretário de Governança Local da prefeitura de Porto Alegre, Cézar Busatto (PMDB), prestou depoimento durante duas horas na sexta-feira no Palácio da Polícia. Ele foi ouvido sobre a suspeita de que poderia ter retirado documentos relativos à boate assassina Kiss da prefeitura ou do Centro Administrativo de Santa Maria. A informação foi dada à Polícia Civil de Santa Maria e está sendo apurada. Inclusive, policiais estão analisando imagens de câmeras para verificar se alguém esteve no local fora do horário de expediente. Busato garantiu que esteve em Santa Maria em duas oportunidades depois do incêndio, sempre com o intuito de prestar solidariedade ao amigo e ex-companheiro de trabalho, o prefeito Cezar Schirmer. Nas vezes em que foi a Santa Maria, Busatto ficou hospedado na mansão de César Schirmer (pertencia, ou pertencia, ao falecido proprietário da Planalto Transportes) e é o principal articular da defesa do prefeito da cidade. Foi ele que indicou o advogado Lucio Constantino, que acabou sendo contratado. Disse Busatto sobre sua ida à Polícia Civil: "Eu expliquei que era secretário de Desenvolvimento, Inovação e Projetos Estratégicos e já estou fora de lá há três anos. Não sei nada do que eles querem saber". Ora, Busato sabe muito, e é ligado a Cesar Schirmer há muitas décadas, devido aos vínculos dos dois com o MR8. O deputado federal Paulo Pimenta, membro da República Petista de Santa Maria, classificou como criteriosa e detalhada a investigação da Polícia Civil no caso da boate assassina Kiss: "Quanto menos politizado for este processo, melhor para sociedade, melhores serão os resultados. Não penso que deva ser feita interferência política, e não creio que tenha ocorrido nenhuma motivação do tipo por parte dos policiais". Quanto ao indiciamento do prefeito Cezar Schirmer e de secretários municipais, o deputado acredita que os delegados agiram de maneira consistente: "Não podemos estabelecer, a priori, que alguém pudesse não ser indicado por ocupar determinado cargo. Se foram apresentados fatos, o delegado não poderia ter outra conduta senão propor o indiciamento. Devido à responsabilidade da concessão de alvarás ser da prefeitura, o governo do Estado não teria relação direta, e por esse motivo não foi citado no inquérito". O deputado federal petista Paulo Pimenta não deixou claro se ele fará parte de algum movimento em memória dos mortos da boate assassina Kiss. Na tarde de sábado, no Hotel Embaixador, em Porto Alegre, reuniram-se mais de 30 oficiais do Corpo de Bombeiros da Brigada Militar, corporação comandada pelo coronel araponga petista Fábio Fernandes (ele espionava, arapongava para a bancada do PT, na Assembléia Legislativa, durante a CPI do Detran). Eles elaboraram uma carta aberta à população e prestaram solidariedade aos colegas que foram indiciados. O major Gerson da Rosa Pereira, chefe do Estado Maior do 4º Comando Regional dos Bombeiros (CRB), foi indiciado pela Polícia Civil por fraude processual. Ele é acusado de ter incluído documentos na pasta onde estava o alvará da boate Kiss. O comandante citou "ruídos de comunicação" entre as competências atribuídas durante a operação de resgate às vítimas e criticou a confusão entre as investigações civil e militar: "O delegado não tem competência para me indiciar, só a Brigada Militar ou a Justiça Militar". "Se o prefeito Cezar Schirmer foi responsabilizado, Tarso Genro teria de ser também", afirma o presidente da Asofbm  (Associação dos Oficiais da Brigada Militar, tenente-coronel José Carlos Riccardi Guimarães. Ele classificou suas declarações como levianas e midiáticas, e criticou o afastamento do tenente-coronel Fuchs: "Ele cometeu uma indelicadeza. O tenente-coronel Fuchs não foi condenado a nada, nem indiciado. Ainda bem, pois se o prefeito Cezar Schirmer foi responsabilizado pelas ações de seus subordinados, Tarso Genro, como comandante-chefe, teria de ser também".

VOCÊS QUEREM VER O QUE É UM CRIME COMETIDO POR UMA ADMINISTRAÇÃO PETISTA? POIS VEJAM A FOTO.

Sabem o que são esses rolos pretos que aparecem na foto? São rolos de plástico especial, para formar a manta de isolamento, de revestimento da cava do aterro municipal de Lajeado (RS), localizada no bairro São Bento. O prefeito petista Luiz Fernando Schmidt prefere deixar tudo se estragando, não fazer a Vala 2 do aterro sanitário municipal, que já tem licenciamento ambiental da Fepam, e mandar o lixo coletado diariamente na cidade (cerca de 50 toneladas) para o aterro da empresa monopolista Revita (dona também dos aterros de Santa Maria e São Leopoldo). Prefere deixar tudo se estragando. Lá no aterro da Revita, em Minas do Leão, o prefeito petista Luiz Fernando Schmidt vai pagar mais de 100 reais por tonelada enterrada. É o que já pagam mais de uma centena de municípios do Rio Grande do Sul. Esse é o modo petista de administrar, sem sombra de dúvida. Quando é que o Ministério Público do Rio Grande do Sul irá investigar a ação dessa empresa Revita no Rio Grande do Sul? E quando vai investigar essa iniciativa criminosa da administração petista de Lajeado? O prefeito petista Luiz Fernando Schmid recebeu financiamento na campanha eleitoral da empresa lixeira Haztec, do Rio de Janeiro. Essa empresa estava em negociações com a Revita, no ano passado, para a venda de seu controle acionário. Há fortes indícios de que o prefeito petista Luiz Fernando Schmidt está agora desbaratando o patrimônio público de Lajeado para retribuir os seus financiadores de campanha eleitoral. Vamos lá, Ministério Público, está esperando o quê?

Prefeitura de Mogi das Cruzes é contra projeto de usina de lixo


A prefeitura de Mogi das Cruzes se posicionou na última quarta-feira contrária ao funcionamento de uma usina de lixo particular que a empresa Energia Ambiental S/A pretende instalar no Taboão. O projeto do “Parque de Reciclagem Energética Alto Tietê” é apadrinhado pelo ex-prefeito de Ferraz de Vasconcelos, Jorge Abissamra, e foi protocolado na Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) em meados do ano passado. A proposta não prevê restrição de área de abrangência, o que pode transformar o Taboão da Serra em um enorme ponto de recebimento de milhares de toneladas de lixo de diversas regiões do Estado, essa é a acusação genérica contra o empreendimento. A administração municipal considera que tal empreendimento e seus diversos impactos de vizinhança podem colocar em risco o futuro do bairro com vocação industrial. O “Parque de Reciclagem Energética Alto Tietê”, projetado para ser instalado em uma área de mais de 100 mil metros quadrados, onde funcionou a antiga fábrica de refrigerantes Milani,  terá capacidade para realizar tratamento de 500 toneladas de lixo por dia. Caso haja demanda, novos módulos do mesmo tamanho poderão ser montados. Pedro Campos, ex-secretário da extinta Associação dos Municípios do Alto Tietê (AMAT), que forneceu consultoria para a Energia Ambiental na fase de elaboração do projeto, diz que a usina deverá receber os resíduos domiciliares a preço mais acessível do que os aterros sanitários (cerca de 80% mais barato) e qualquer prefeitura que considere a proposta economicamente viável poderá ser cliente do empreendimento, independentemente do raio de abrangência. Na prática isso indica que Mogi das Cruzes poderá começar a receber lixo da capital São Paulo e de outras cidades da Região Metropolitana, ou até mesmo de pontos mais distantes, como o Vale do Paraíba e o Litoral.

Filha do sanguinário ditador cubano Raul Castro virá em abril ao Rio Grande do Sul, com tudo pago pelo governo petista

Mariela Castro Espin, filha do ditador Raul Castro

Virá dia 5 a Porto Alegre a filha do ditador comunista cubano Raul Castro, Mariela Castro Espín (o Espin é da mãe, Vera Espín, que já morreu). O governo Tarso Genro resolveu pagar tudo, inclusive passagens, casa e comida. Quem convidou a filha de Raúl Castro, que também exerce as funções de primeira-dama em Cuba, foi a sexóloga Lúcia Pesca, do Centro de Educação e Orientação em Relações de Vida. Lúcia foi atrás de parcerias para viabilizar a vinda da cubana. Mariela vai participar de um seminário sobre educação e saúde sexual, no dia 5 de abril, no auditório do Ministério Público. O governo do Estado, o Ministério Público e o Grupo Hospitalar Conceição já formalizaram o apoio. As despesas com passagens, hospedagem e alimentação de Mariela Castro Espín no Rio Grande do Sul serão pagas pelo governo do Estado, que deu à filha de Raúl Castro status de hóspede oficial. Não está prevista manifestação alguma de protesto contra a filha do ditador cubano, o que significa que ela não será hostilizada do modo como foi hostilizada Yoani Sanchez em Brasília e Bahia. Yoani também em abril virá a Porto Alegre.

Luz para (nem) todos

Um dia chamada de "mãe do Luz para Todos" pelo então presidente Lula, Dilma Rousseff completará seus quatro anos na Presidência da República sem acabar com a exclusão elétrica do país. Desde que foi lançado, em 2003 (Dilma era ministra de Minas e Energia), o programa Luz para Todos alcançou cerca de 3 milhões de famílias. De acordo com o governo, restaria atender 342,7 mil, o que ocorreria até 2014. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e de distribuidoras nos Estados, porém, mostram um quadro diferente. No início deste ano, o saldo de moradias sem energia elétrica chegava a 1 milhão, de um total de 58,5 milhões de residências no País, segundo o IBGE. A diferença existe porque, com o avanço de novas moradias, a base do governo se defasou. Além disso, muitas dessas residências ficam em locais de difícil acesso. No atual ritmo de atendimento, mais de 285 mil devem continuar sem luz depois de 2014. "Vai ficar um passivo em regiões mais isoladas", afirma Sérgio Lima, coordenador do programa na Bahia. O Estado lidera o ranking das ligações necessárias para a chamada universalização: são 323 mil residências sem luz, ante 220 mil do Pará e 91 mil do Amazonas. Distribuidoras de energia de oito Estados (MA, MS, AC, AM, PA, TO, MT e BA) querem que o decreto do Luz para Todos seja prorrogado para depois de 2014. Sem isso, Bahia, Mato Grosso e Tocantins, por exemplo, estimam que a exclusão elétrica será eliminada apenas em 2027.

Magnata russo ligado à MSI/Corinthians tem morte misteriosa


O bilionário russo no exílio Boris Berezovski, conhecido no Brasil por seu envolvimento na parceria entre MSI e Corinthians, foi encontrado morto em Londres aos 67 anos, informou a polícia no sábado. Berezovsky chegou a ser convocado pela justiça brasileira para prestar esclarecimentos sobre seu envolvimento na parceria entre Corinthians e MSI iniciada em 2004 e que rendeu o título brasileiro do ano seguinte. A associação, encerrada em 2007, provocou uma série de investigações no Brasil sobre lavagem de dinheiro envolvendo Berezovsky. De acordo com a polícia britânica, a morte do magnata é "inexplicável". As autoridades anunciaram uma investigação para estabelecer as causas do óbito. "Sua morte é tratada atualmente como inexplicável e uma investigação completa foi iniciada", indicou em um comunicado a delegacia do Tamisa, encarregada da investigação. Segundo a imprensa britânica, o empresário foi encontrado morto no banheiro de sua casa, no Surrey. Um renomado advogado russo, Alexandre Dobrovine, disse à TV russa que o magnata teria se suicidado, uma suspeita levantada pela imprensa britânica, mas que ainda não foi confirmada. "Recebi um telefonema de Londres dizendo que Berezosvki se suicidou", declarou Alexandre Dobrovine à emissora Rossia 24. "Nos últimos tempos, Berezovski estava em um estado horrível, muito depressivo: ele tinha muitas dívidas, estava quase arruinado, vendendo suas obras de arte", acrescentou o advogado. O empresário Demian Kudriavtsev, amigo de Berezosvki, rejeitou a versão de suicídio: "Não acredito nisto! Pessoalmente, não sei o que ocorreu, mas não há qualquer sinal aparente de suicídio", disse à agência de notícias russa RIA Novosti. Uma fonte ligada ao entorno de Berezovski disse que o magnata morreu de enfarto. Segundo o site da revista Forbes, o magnata revelou em uma entrevista na sexta-feira que sua vida não tinha mais sentido e que não sabia mais o que fazer. "Minha vida não tem mais sentido. Não tenho mais vontade de fazer política. Não sei mais o que fazer. Não sei o que farei a partir de agora", confessou Berezovski em entrevista ao jornalista da Forbes, Ilia Jegoulev. Berezovski teria "pedido perdão" ao presidente Vladimir Putin e gostaria de retornar à Rússia, declarou por sua vez o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, ao canal russo Vesti 24. Eminência parda do Kremlin nos tempos de Boris Yeltsin, Berezovski caiu em desgraça com a chegada ao poder de Vladimir Putin e obteve o status de refugiado político na Grã-Bretanha em 2003. Em várias ocasiões, Moscou pediu a Londres, sem êxito, a extradição deste controvertido empresário, acusado na Rússia de ter tentado organizar um golpe de Estado. Berezovski era alvo de inúmeras investigações na Rússia e a última data de maio do ano passado, após o magnata oferecer uma recompensa para quem "detivesse o perigoso criminoso Putin". No verão passado, ele iniciou um processo contra o bilionário Roman Abramovitch, proprietário do clube britânico de futebol Chelsea. Berezovski acusava seu ex-associado e amigo Abramovitch de o ter obrigado por meio de "ameaças" e "intimidações" a vender em 2001 sua parte no grupo petrolífero Sibneft por 1,3 bilhão de dólares, um preço, segundo ele, muito abaixo do valor real da companhia. Ele gastou 35 milhões de libras (41 milhões de euros) processando Abramovitch.

Planalto manterá "padrão" de luxo em viagens


É bom que o respeitável contribuinte se acostume: a Presidência da República considera “normal” os quase R$ 400 mil gastos oficialmente com a viagem de Dilma e 52 assessores a Roma para ver o Papa e manterá o “padrão” anterior, de divulgar convidados oficiais e omitir  nomes e funções de “equipes de apoio” que a coluna tentou em vão obter – seriam médicos, seguranças, cerimonial e tripulação etc. Um desconhecido processo administrativo define os “apoios”, que o Itamaraty subscreve sem questionar, claro, nem divulga. Só paga. A Presidência garante que o relatório e gastos da viagem são remetidos aos “órgãos de controle internos”, e mantidos em sigilo. A assessoria de Dilma escorrega no Português também: “os custos totais relativos à hospedagem (...) foi (sic) de 125 mil, 990 euros".

Dono da cachaça Velho Barreiro negocia venda da empresa


A família Tavares de Almeida, que controla as Indústrias Reunidas de Bebidas Tatuzinho Três Fazendas (IRB), fabricante das cachaças Velho Barreiro e Tatuzinho, negocia a venda da empresa. Algumas empresas já demonstraram interesse na aquisição, incluindo a multinacional de bebidas Pernod Ricard. Em nota, o grupo Tavares de Almeida afirmou que é frequentemente procurado por "investidores internacionais", que querem conhecer o segmento de cachaça no Brasil, porém declarou que "não está à venda" e que "não recebeu nenhuma proposta concreta atualmente". O grupo Pernod Ricard negou que esteja em negociações, e o grupo Tavares de Almeida também afirmou não ter recebido nenhuma proposta concreta da multinacional. Uma das dificuldades para concretizar o negócio seria a dívida tributária da companhia, de cerca de R$ 500 milhões, em impostos federais e estaduais. O presidente do Grupo Tavares de Almeida, Manuel Rodrigues Tavares de Almeida Filho, disse que a cobrança desses impostos é contestada na justiça.

Viagens do petista Aloizio Mercadante com Dilma são mistério


Tem provocado falatório a presença do ministro Aloizio Mercadante (Educação) nas viagens internacionais da presidenta Dilma, mesmo naquelas onde isso não faz sentido, como a entronização do Papa. Político amante dos holofotes, ele aproveita para se transformar em “papagaio de pirata” oficial porque disputará o Senado ou o governo de São Paulo, em 2014. E ainda sonha com a presidência, em 2018. “A presidenta tem a prerrogativa de escolher quem a acompanha”, diz a assessoria de Dilma, sem citar o custo-Mercadante nos passeios. Só nas viagens com Dilma mundo afora durante o ano de 2012, Aloizio Mercadante faturou quase R$ 40 mil em diárias. E teve tudo pago. Para o senador tucano Alvaro Dias, o ministro Mercadante “prioriza seu projeto de poder, e ignora as mazelas da educação no Brasil”.