sexta-feira, 26 de abril de 2013

Operação Fratelli – Pivô de esquema cita ex-auxiliar do petista Aloizio Mercadante


Interceptações telefônicas da Operação Fratelli, deflagrada pela Polícia Federal e Ministério Público, indicam relações próximas de Félix Sahão, ex-assessor do ministro da Educação, Aloízio Mercadante, com o empreiteiro Olívio Scamatti, apontado como chefe da Máfia do Asfalto, organização criminosa que fraudou licitações em 78 prefeituras da região noroeste do Estado de São Paulo. Filiado ao PT, Félix trabalhou no gabinete de Aloízio Mercadante no Senado Federal entre 2005 e 2010 e atendia prefeitos em busca de recursos de emendas parlamentares. Os grampos da Polícia Federal captaram uma conversa, de 13 de agosto de 2010, às 10h45, na qual o empreiteiro, preso há uma semana, sugere a seu interlocutor, César, que em Brasília procure uma mulher chamada Rosângela. “Ela trabalha com o Félix do Mercadante”, diz Scamatti. Cinco minutos antes, ele caiu no grampo com a própria Rosângela e apresentou-se a ela como “amigo do Félix”. Félix, professor universitário, hoje sócio da Nova TV, de Catanduva, foi prefeito da cidade por dois mandatos, entre 1997 e 2004. No ano seguinte, Mercadante o nomeou assessor. Félix ficou no cargo até 30 de junho de 2010, quando saiu para candidatar-se a deputado federal, tendo recebido 42.577 votos, mas ficou na suplência. Os arquivos da Justiça Eleitoral mostram que duas empresas de Scamatti estão entre as maiores doadoras da campanha do ex-assessor de Mercadante. A Demop doou 50.000 reais. A Scamvias, mais 50.000. A Polícia Federal sustenta que a Demop e a Scamvias são as principais beneficiárias do esquema de corrupção. A Polícia Federal não acusa Mercadante nem Félix de envolvimento com o grupo. Mas as citações ao ex-assessor do petista constam dos autos e revelam sua ligação com Scamatti. “As doações estão registradas, portanto absolutamente legais, de acordo com as regras do nosso País, e a Demop não era investigada”, afirma Félix: “Quando o Aloízio Mercadante me convidou para trabalhar no gabinete, eu já o conhecia da política, da militância do PT. Fui coordenador do Sindicato dos Professores. Ele me pediu para trabalhar com lisura e transparência". Sua função, diz, era atender políticos. “Eu ficava numa sala do gabinete do senador e atendia muita gente, prefeitos e vereadores. Dava orientação, passava um pouco da minha experiência na administração, sempre de portas abertas. Todos ficavam à vontade e não tinha conversa reservada. Era tudo muito republicano, como o Aloízio queria”, conta o ex-assessor: “Ele mesmo não tinha tempo para dar esse atendimento, estava empenhado com demandas maiores do País". Félix conta como encaminhava as solicitações: “A gente priorizava a saúde. Os prefeitos buscavam emendas para equipamentos hospitalares, medicamentos, construção de postos médicos, ambulâncias. A gente dividia as emendas em valores maiores para a saúde, depois a agricultura. Vinha recurso do Ministério das Cidades. Daí para frente eu não tinha mais ingerência. A fiscalização sobre o uso do dinheiro das emendas não era meu papel". Félix diz que não sabe quem é a mulher chamada Rosângela, citada por Scamatti no grampo, e que “não é capaz de se lembrar” se algum dia recebeu o empreiteiro no gabinete de Mercadante. Afirma que não lembra como conheceu o dono da Demop: “Não tenho condição de te responder isso”. É igual ao Lula, não sabe nada, não viu nada, não ouviu nada.

Menor identifica assassino que incendiou a dentista; mãe do facinoroso confirma reconhecimento


O menor "apreendido" na madrugada de sexta-feira por suposta participação na morte da dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza, de 47 anos, deu o nome de Jonatas Cassiano Araújo, de 21 anos, como um dos envolvidos no assassino da dentista, incendiada viva durante um assalto ao seu consultório em São Bernardo do Campo. Segundo o adolescente, de 17 anos, Jonatas lhe telefonou confessando o crime, que aconteceu na tarde de quinta-feira e chocou a cidade do ABC Paulista. A polícia agora busca por Jonatas e os outros dois suspeitos. O menor foi pego em casa, também em São Bernardo, por volta das 2h30 da madrugada, após uma denúncia anônima feita à Polícia Militar. A corporação disse inicialmente, em nota, que ele próprio havia confessado o crime. No entanto, acabou liberado do 2º DP da cidade depois que seu envolvimento foi descartado. Segundo o delegado seccional de São Bernardo, Waldomiro Bueno Filho, o menor contou que chegou a ser convidado para o roubo, mas não pôde ir – o motivo não foi esclarecido. Também afirmou que um dos suspeitos ligou para ele depois do assassinato. “O colega telefonou dizendo que tinha dado merda”, afirmou o delegado. A mãe de Jonatas foi identificada pela Polícia Militar na noite de quinta-feira e reconheceu o filho em imagens de uma câmera de segurança mostradas na delegacia. Ela foi encontrada porque seu carro, um Audi preto, foi usado na ação pelos bandidos. O veículo foi apreendido e passa por perícia. Na casa de Jonatas também foi encontrado um Honda Fit roubado em um assalto a outro consultório dentário, no Sacomã, no dia 18 deste mês, o que reforça a tese da polícia de que se trata de uma quadrilha de assalto a consultórios. Segundo a polícia, Jonatas teria participado de três roubos a consultórios, no total, além de um assalto à residência. A polícia já confirmou que são quatro os envolvidos no roubo que resultou na morte da dentista Cinthya. O quarto bandido aguardava na frente do consultório, dentro do Audi preto. “Temos investigações em andamento, já temos imagens de um dos bandidos e em pouco espaço de tempo vamos tirá-los de circulação”, afirmou o delegado. Os ladrões invadiram a clínica odontológica de Cinthya que, como não tinha dinheiro no local, deu o cartão do banco e a senha para os bandidos. Dois deles, sendo que um seria Jonatas, foram até um caixa eletrônico em uma loja de conveniência a menos de um quilômetro de onde as vítimas estavam rendidas para fazer o saque. Após constatarem que a dentista só tinha 30 reais na conta, eles retornaram ao consultório, atearam fogo na vítima e fugiram.

Dos delitos e das penas. Ou: Os nefelibatas do direito precisam voltar a se apaixonar pelo “humano” e saber que bandido não é justiceiro social


Há tempos não se tinha notícia de tamanha barbaridade como a ocorrida em São Bernardo, no ABC paulista (ver post anterior). Bandidos invadiram o consultório da dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza. Roubaram o seu cartão de banco. Como havia apenas R$ 30 na conta, jogaram álcool no seu corpo e puseram fogo. Dadas as informações que existem até agora, Jônatas, um dos assassinos, que usava o Audi da mãe no assalto, não parece ter o perfil idealizado do “bom criminoso”, do “bandido vítima das condições sociais perversas”, do “coitadinho” que foi empurrado para o crime pela carência e pela miséria. Isso não existe. Isso é uma invenção da má consciência esquerdopata. Jônatas não é, enfim, um exemplar da baixa sociologia de manual. Não haverá — e, ainda que fosse possível, não seria bom — um policial para cada cidadão comum. Não obstante, os nefelibatas da segurança pública continuam a dar suas receitas. Na Folha de hoje, por exemplo, Samira Bueno, “socióloga e secretária-executiva da ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública”, escreve um artigo sobre o tema. Afirma (em vermelho):
“(…) Não podemos incorrer no erro de responder ao aumento da violência com o recrudescimento da política de segurança, como a redução da maioridade penal que voltou ao debate público. Uma política de segurança eficiente se faz com o investimento na produção e transparência de informações, aperfeiçoamento das ações de inteligência, valorização dos profissionais de segurança pública, mecanismos de controle robustos e diminuição da circulação de armas.”
Não tenho a menor ideia do que seja “recrudescimento da segurança pública”. Parece que quer dizer “endurecimento das penas”. Doutora Samira acha que não resolve e tem a receita na ponta da língua. Apliquemos o seu modelo ao caso em espécie, a Jônatas. Ela quer:
- “produção e transparência de informações”:
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo é das poucas no país que divulgam mensalmente os dados sobre violência. Com isso, só consegue reportagens negativas na imprensa. Nesse caso, quem é mais transparente apanha mais. Quem esconde os números é protegido. Mas a transparência de dados já existe. Como ela poderia evitar um caso como o de São Bernardo? Não sei. Quem tem de explicar é a especialista. Ela pede mais.
- “aperfeiçoamento das ações de inteligência”.
Não me diga! É como recomendar a uma pessoa que se alimenta mal que opte por alimentos saudáveis. Isso não chega nem a ser bom senso, já é clichê. Que “inteligência” teria conseguido impedir o tal Jônatas de sair de casa no Audi da mãe para matar queimada uma dentista? Seria o caso de ouvi-la.
- “Valorização dos profissionais de segurança pública”.
Sem dúvida, eu apoio a medida. Se cada policial em São Paulo recebesse R$ 30 mil mensais, Jônatas continuaria a botar fogo em pessoas.
- “mecanismos de controle robustos”.
Não sei direito o que é, mas imagino que se refira a controle das Polícias. Apoio também. A questão é saber quem controla os Jônatas.
- “diminuição da circulação de armas”.
Sim, é necessário. Atenção, doutora Samira! Em 2011, a PM de São Paulo apreendeu 12 mil armas ilegais, que são as que matam. Não só isso: realizou 35 milhões de intervenções policiais, 12 milhões de abordagens, 310 mil resgates e remoções de feridos e 128 mil prisões em flagrante (89 mil adultos e 39 mil “adolescentes infratores”); apreendemos 70 toneladas de drogas, recuperou 60 mil veículos roubados e furtados. De janeiro a junho do ano passado, a população carcerária do estado cresceu de 180 mil para 190 mil presos, o que representa 40% de todos os presos do Brasil.
E é por isso — a despeito desses crimes bárbaros e do aumento dos casos de latrocínio no estado, conforme está estampados nos jornais e alardeado na Internet — que São Paulo é uma das unidade da federação mais seguras do país. A taxa de homicídios por 100 mil habitantes é inferior à metade da do Brasil. As ações sugeridas por doutora Samira certamente estão em curso. E é provável que mais precise ser feito, sempre tendo em mente a impossibilidade de se ter um policial para cada cidadão — ainda bem! É evidente que o “recrudescimento das penas”, como diz a doutora, não é a correção de todos os males. Mas não é menos evidente que uma vida tem de valer mais do que vem valendo no Brasil, tenha o assassino mais de 18 anos ou menos. Com toda a estúpida crueldade de Jônatas, se e quando for preso, dificilmente pegará a pena máxima: 30 anos. Mas digamos que assim seja. O Artigo 112 da Lei de Execução Penal garante a progressão da pena — passagem para um regime menos rigoroso — depois de cumprida um sexto da condenação, desde que o preso tenha bom comportamento etc e tal. Se condenado a 30 anos (corre o risco de não ser), há a possibilidade de esse patriota e humanista passar para o regime semiaberto depois de cinco anos… O regime semiaberto, no papel ao menos, ainda é fechado, saibam. A vigilância é um pouco mais relaxada, e há a permissão para deixar o presídio por algumas horas em situações excepcionais — estudar por exemplo. Como Banânia se esqueceu de construir estabelecimentos com esse perfil, a passagem para o regime semiaberto costuma ser sinônimo de liberdade. Digamos que ele seja condenado a 60 anos! Terá direito ao semiaberto depois de 10. A cada três dias de trabalho, pode reduzir um da pena. No Brasil, a pena mínima para homicídio simples é de seis anos; para o qualificado, de 12. Não dá. A vida humana precisa passar por um processo de “ressacralização” no Brasil. A palavra pareceu religiosa demais aos agnósticos e ateus? Tudo bem! Eu troco. A vida humana precisa passar por uma processo de “re-humanização”. Fica bom assim, com a tautologia gritando a sua evidência? “Endurecimento das penas não combate a violência”, gritam os defensores da jabuticaba penal brasileira. Em primeiro lugar, não sabemos. Sabemos o que é ter 50 mil homicídios por ano com as leis que estão aí. Os nefelibatas dizem que é tudo culpa da pobreza, como se estivéssemos diante de uma manifestação da luta de classes. Mentira! A maioria das vítimas é pobre. Países com condições sociais muito piores do que as do Brasil têm índices de violência muito menores. Em segundo lugar, é preciso apostar, sim, no efeito didático das penas — não só para quem já delinquiu. “Ah, o Reinaldo autoritário quer penas exemplares…” Alto lá! Não se trata de usar um inocente como bode expiatório, mas de punir com rigor os culpados para que outros tentados a delinquir saibam que o risco é grande. Os nossos nefelibatas desconsideram que a pena deve ter também um caráter dissuasório. No dia 4 deste mês, foi instalada uma comissão especial de juristas para propor ao Senado a revisão da Lei de Execução Penal. Vamos ver. O grupo criado para rever o Código Penal produziu uma peça infame. É aquele texto que, na definição da pena, considera que abandonar um cachorro é mais grave do que abandonar uma criança. É aquele texto que define a quantidade de droga que caracteriza apenas consumo: o suficiente para cinco dias. Na prática, é a legalização do tráfico. É aquele texto que legaliza o aborto, violando abertamente a Constituição. Nem vi quem compõe a comissão de revisão da Lei de Execução Penal. Espero que o grupo seja mais responsável.A sociedade, diante de 50 mil homicídios por ano, pergunta aos doutores: quanto vale a vida humana? Por Reinaldo Azevedo

Toffoli dá 72 horas para Câmara se explicar sobre projeto bolivariano que cassa o STF


O ministro Dias Toffoli é o relator do mandado de segurança impetrado pelos partidos de oposição contra a PEC bolivariana do deputado Nazareno Fonteles (PT-PI), a 33, que submete ao Congresso e, a depender do caso, a plebiscito, decisões do Supremo relativas a Ação Direta de Inconstitucionalidade e súmula vinculante. Pelo texto, sempre que o tribunal declarar inconstitucional uma lei ou emenda votadas pelo Congresso, a decisão da instância máxima da Justiça terá de ser submetida ao Parlamento. Se o desacordo persistir, então se faz um plebiscito. Na prática, seria o fim do STF como corte constitucional e guardião da Constituição. O mundo desconhece qualquer coisa parecida. Como lembrou o ministro Gilmar Mendes, algo similar havia no Estado Novo, com a Constituição de 37, a chamada “Polaca”, de inspiração fascista. No caso, Getúlio Vargas, um dos estranhos heróis das esquerdas, podia mandar à zerda a corte suprema e garantir a validade a uma lei ainda que o Judiciário a considerasse inconstitucional. Ele era um ditador e, claro!, não se contentava com isso. Também mandava torturar e matar. Foi adotado como um dos fundadores da pátria pelo Complexo Pucusp. Adiante. O texto de Fonteles não pára aí. Também as súmulas vinculantes seriam submetidos ao escrutínio do Parlamento. Se deputados e senadores disserem que não, então não! Ainda que se relevasse o absurdo em si, imaginem o que isso significaria num Congresso que mal consegue apreciar medidas provisórias… O escracho não pára aí. O texto estabelece um mínimo de, atenção!, nove votos para que o STF declare a inconstitucionalidade de uma lei ou emenda — 82%. Hoje, o tribunal está funcionando com 10 ministros. A sandice é de tal ordem que, para mudar a Constituição, o Parlamento precisa  de três quintos de deputados e senadores (60%). Para a legislação ordinária, basta a maioria dos votantes, garantido o quórum mínimo. Toffoli deu 72 horas para a Câmara explicar os seus motivos. Os partidos de oposição argumentam que a proposta fere cláusula pétrea da Constituição e a independência entre os Poderes e pede concessão de liminar que suspenda a tramitação da emenda. Um dos que terão de se explicar é o presidente da CCJ, o também petista Décio Lima (PT-SC), que já emitiu uma nota sobre o assunto afirmando uma porção de barbaridades. Segundo ele, “o debate entre os Três Poderes é normal” e “nenhum assunto é proibido de se discutir na democracia”. A ser assim, este senhor acha que a democracia pode discutir e deliberar sobre o… fim da democracia. Pode? Já escrevi e reitero: seja no caso do Ministério Público, seja no caso do Supremo, acho pertinente o debate sobre usurpação de competências, invasão de esferas restritas de atuação etc. Se for o caso, que se corrijam distorções com uma lei mais dura e mais clara sobre abuso de autoridade. Ocorre que o deputado Fonteles não está interessado na harmonia entre os Poderes. Ele quer é quebrar a espinha do Judiciário, transformando-o em mero caudatário da maioria de ocasião no Congresso. O submissão da Justiça ao poder político é uma agenda que vai além do petismo. Trata-se de um primado das esquerdas latino-americanas reunidas no Foro de São Paulo. Por Reinaldo Azevedo

Governos do PT e petistas apoiam os vários assaltos ao Judiciário na América Latina; trata-se de uma estratégia


o Foro de São Paulo” — a entidade que reúne partidos de esquerda da América Latina e Caribe, Foi criado em 1990 por Luiz Inácio Lula da Silva e Fidel Castro e se reuniu, pela primeira vez, na capital paulista — daí o nome. Junta agremiações que disputam eleições, como o PT; partidos que se impõem pelo terror e pela ditadura, como o Comunista de Cuba, e adeptos da luta armada, como os narcoterroristas das Farc. Oficialmente ao menos, esses nazistóides das matas deixaram o Foro. Mas o grupo continua a reconhecê-los como uma força legítima, que luta por igualdade e socialismo… Então tá. O Foro existe ou é, como faz crer a grande imprensa brasileira por sua omissão, apenas um delírio de alguns paranoicos? Antes que dê sequência ao texto, quero aqui lembrar algumas ocorrências em países da América Latina.
Honduras
Lembram-se do chapeludo Manuel Zelaya, ex-presidente de Honduras? Tentou dar um golpe e foi destituído, segundo o que estabelece a Constituição hondurenha, o que foi referendado pela Justiça do país. Os bolivarianos se levantaram em sua defesa, com o apoio do Brasil, e tentaram insuflar uma guerra civil no país. Não deu certo. O Brasil se negou, por um bom tempo, a reconhecer o presidente eleito legitimamente que se seguiu ao transitório. No fim das contas, que importância havia no fato de que Zelaya tentara rasgar o texto constitucional, sendo contido pela própria Constituição? O Brasil manteve o seu apoio ao aloprado mesmo quando ele começou a dizer que os judeus estavam perturbando a sua mente com aparelhos que emitiam ondas malignas. Sim, o petismo já se meteu nesse lixo.
Equador-Colômbia
Comprovadamente, o Equador violava leis internacionais e dava abrigo às Farc. A Colômbia atacou um acampamento de narcoterroritas em solo equatoriano — e cumpria indagar quem, de fato, agredia quem, não é? O Brasil se solidarizou com Rafael Correa, o acoitador de terroristas do Equador. As leis que se danassem. Marco Aurélio "Top Top" Garcia chegou a prever, então, o “isolamento” do presidente Alvaro Uribe no Continente. O Brasil exigia que a Colômbia se desculpasse por ter sido… agredida! Correa deu início a uma implacável perseguição da imprensa livre em seu país.
Paraguai
Fenando Lugo foi deposto no Paraguai segundo a Constituição do país. Se o Brasil não gosta dela, isso é outra história. É possível que alguns países não gostem da nossa. Dilma não quer nem saber. Deu de ombros para o fato de que o país tem uma ordem constitucional e um Poder Judiciário e decidiu puni-lo, suspendendo-o do Mercosul. Fez isso em parceria com Cristina Kirchner (que acaba de estropiar a Justiça em seu próprio país). Com o Paraguai suspenso, aprovou-se o ingresso na Venezuela no grupo.
Venezuela
O Brasil apoiou todos os sucessivos golpes na democracia dados por Chávez por intermédio de eleições. O mais recente escândalo legal do chavismo foi a posse interina de Nicolás Maduro, o que viola, atenção!, até mesmo a Constituição bolivariana. O Brasil não viu nada de errado no processo.
Nicarágua
Na Nicarágua, o orelhudo Daniel Ortega deu um golpe institucional pelo caminho judicial. Também ele conseguiu abrir caminho para a reeleição ilimitada. O artigo 147 da Constituição do país proibia expressamente a reeleição. Estava escrito lá: “El que ejerciere o hubiere ejercido en propiedad la Presidencia de la República en cualquier tiempo del período en que se efectúa la elección para el período siguiente, ni el que la hubiera ejercido por dos períodos presidenciales.” Alguma dúvida a respeito disso? O que fizeram os “magistrados sandinistas” (essas duas palavras são tão compatíveis como “pérolas e porcos”) da Suprema Corte de Justiça? Declararam a restrição sem efeito. Simples assim! O país tem uma Constituição, e uma parcela do Judiciário diz que parte dela não vale mais. Pronto!
Bolívia
Evo Morales também não está nem aí para as leis, digam elas respeito aos bolivianos ou aos vizinhos, especialmente o Brasil. Rasgou contratos de fornecimento de gás e impôs reajuste unilaterais de preço, tomou uma refinaria da Petrobras num assalto militar, mantém sequestrados 12 brasileiros… O BNDES lhe emprestou dinheiro para construir uma estrada que facilita o transporte de folha de coca. E não é para mascar.
Argentina
Cristina Kirchner anda descontente com algumas decisões do Judiciário. Não teve dúvida, resolver impor uma reforma. Agora, uma parte do Conselho da Magistratura será escolhida em eleições diretas. O projeto, que já tinha sido aprovado pelo Senado, também dificulta a concessão de liminares contra decisão do Estado.
O Foro de São Paulo existe?
Existe, sim! E como! Hoje, 16 países são governados por forças políticas que têm assento naquela instância: além do Brasil, há Argentina, Barbados, Belize, Bolívia, Cuba, Dominica, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Nicarágua, Peru, República Dominicana, Uruguai e Venezuela. A secretaria-geral está a cargo do PT, e seu representante é Valter Pomar, da ala esquerda do petismo e membro da Executiva Nacional do partido. Atenção! enfrentar o judiciário, quebrar a espinha dos juízes, submeter a Justiça ao poder político é uma agenda do Foro de São Paulo. Trata-se de uma diretriz. Não é por acaso que o governo brasileiro, nos casos acima, tenha se solidarizado sempre com os bandidos contra os mocinhos… É claro que recorro a uma ironia. Em política, os lados não são assim tão puros. A pergunta que faço, então, é a seguinte: os petistas escolheram a democracia nesses confrontos? A resposta é óbvia: não! Assim, cumpre não ser ingênuo. Quando o senhor Nazareno Fonteles propõe uma emenda como aquela, está, na verdade, se adequando a uma diretriz que é supranacional: eliminar o que eles chamam por lá de “bolsões reacionário dos respectivos Poderes Judiciários” da América Latina é uma tarefa. O PT não logrou conseguir o que pretendia com a simples nomeação de pessoas consideradas aliadas da causa. Quer criar um mecanismo estrutural que garanta a fidelidade do Poder ao partido. José Dirceu e suas milícias na Internet acusam a imprensa de “intimidar” os ministros do Supremo. Ou, então, dizem que os próprios ministros se deixam influenciar pela “mídia”. O plano de encabrestamento do Judiciário, por aqui, era mais sutil. Mas não deu tão certo como pretendiam. Aí alguém decidiu que era chegada a hora de se inspirar nos “companheiros” do Foro e perder a timidez; era chegada a hora do assalto mesmo. Ah, sim. O próximo encontro do Foro já está marcado: de 30 de julho a 4 de agosto. Em São Paulo.

Os gatos-pingados na praça, a agressão à democracia e, de novo, o beijo na boca


O que faz essa foto aí ao lado, de Marlene Bergamo, da Folhapress? A personagem da direita é o deputado Jean Wyllys (PSOL-RL). A do meio não é, asseguro, a deputada Iriny Lopes (PT-ES), ex-ministra das Mulheres. É o cartunista Laerte. É aquele senhor que se declara bissexual (direito dele), que gosta de se vestir de mulher (direito dele) e que reivindica o “não direito dele” de usar o banheiro feminino quando vestido de “antropóloga” porque se considera “transgênera”. Certo! Laerte quer balançar os seus balangandãs entre as mulheres e acha que a oposição à sua vontade é manifestação do mais odioso preconceito. Estou banalizando a sua figura e a sua luta? Não! Ele é que se envolveu num caso assim num restaurante. Não estou inventando nada. Vamos ver. Alguns leitores me perguntam por que parei de tratar do “caso Marcos Feliciano” (PSC-SP), numa referência ao presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, ou por que ignorei um evento de ontem, em São Paulo (a que se refere aquela foto), que deveria ter sido um estrondo e foi pouco além de alguns suspiros. Não parei. É que cansei de fazer parte, ainda que involuntariamente, da campanha eleitoral de 2014 do esperto Wyllys. Esse rapaz não precisará gastar um tostão para se reeleger com, sei lá, 10 ou 15 vezes mais votos do que os 13 mil conseguidos em 2010. Também Feliciano pode agregar alguns milhares aos 212 mil que teve — no seu caso, convenham, ele se tornou o antagonista preferencial dos politicamente corretos não por escolha pessoal. Essa história já deu o que tinha de dar, não é? Os protagonistas da chanchada já souberam se aproveitar da oportunidade o bastante para lograr o seu intento. É um despropósito que setores importantes da imprensa brasileira tenham condescendido com assaltos reiterados a uma comissão da Câmara, ao arrepio da lei, do Regimento Interno da Casa, de tudo. E, por óbvio, ninguém precisa concordar com Feliciano. Vejam só. O governo federal decide patrocinar uma emenda cujo objetivo principal, se não for o único, é criar facilidades adicionais para a eventual reeleição de Dilma. Cadê a gritaria? Um deputado petista apresenta uma emenda — e a CCJ a aprova, com os votos de dois mensaleiros condenados — que dá um golpe no Judiciário. O texto ameaça os direitos de todos — gays, héteros, homens, mulheres, brancos, pretos, pardos, corintianos, flamenguistas, amantes de comida japonesa… Cadê o beijo na boca de Fernandona? Cadê o beijo na boca de Fernandinha? Cadê aqueles bananas autoritários do “não me representa”? Então vamos ver: um deputado contrário ao casamento gay e chegado a algumas declarações infelizes teria de ser arrancado quase aos tapas de uma comissão da Câmara, com o apoio, na prática, do presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Mas uma proposta de golpe fascistóide no Supremo ou uma lei casuística só para privilegiar a presidente Dilma na disputa eleitoral passam em brancas nuvens. Ou por outra: isso que chamam hoje em dia “opinião pública” não tem nada de público. Trata-se da opinião privada de grupos militantes que querem se impor pela força, pela gritaria e, de fato, pela violência. É com os direitos humanos mesmo que aquela turma está preocupada? Se é, a sua principal garantia está justamente na independência entre os Poderes. Anunciou-se para ontem (quinta-feira), com o apoio explícito da Folha, o maior jornal do País, uma concentração na Praça Roosevelt, em São Paulo, para protestar contra Feliciano. Reuniu, no máximo, 350 pessoas. Há quem diga que não havia mais de 200. Coloque lá um show de malabaristas ou de engolidores de espada, e se vai juntar mais gente. As estrelas do evento eram justamente Laerte, na sua persona mulher (ou algo assim) e, claro!, Wyllys, o onipresente. Os 200 ou 300 da praça, com a representação que lhe foi conferida por ninguém, criaram a sua própria “Comissão Extraordinária de Direitos Humanos e Minorias”. Então tá. O evento foi anunciado com antecedência. Cartunistas da Folha promoveram um beijaço nas tirinhas do jornal — tudo selinho, sem língua; um deles, visivelmente, deu um jeito de recusar até o selinho… Nada de beijo francês nas tirinhas do jornal! Tudo muito pudico e respeitoso. Afinal, isso é política, companheiros, não sacanagem. Marcuse deve estar se revirando na tumba. Noto: a praça pode abrigar manifestações assim. É do povo, e mesmo dos que ousam falar em seu nome, como o céu é do condor. Não tenho nada contra — e até apoio — protestos dessa natureza. Não sei se houve um beijaço no fim do evento. Ficaria bem. Mas continuo na minha campanha contra esses beijos que o padre Júlio Lancelotti poderia classificar de  ”higienistas”, reacionários, que viraram a coqueluche dos bacanas que têm “posição”. Ignorei inicialmente o evento porque a gritaria de minorias, da forma como é manipulada pelas esquerdas, costuma ser uma forma de molestar os fundamentos da democracia e tem é de ser denunciada. Como o evento ocorreu numa praça, por mim, tudo bem! E estou ainda mais certo sobre esse caráter deletério dessa militância estridente quando constato que duas agressões óbvias aos valores democráticos são solenemente ignoradas pela turma. Por Reinaldo Azevedo

Mercadante desiste de candidatura ao governo de São Paulo, balança no PT pende para Alexandre Padilha, porque Lula detesta o "porquinho" José Eduardo Cardozo


O ministro Aloizio Mercadante (Educação) afirmou nesta sexta-feira que não será o candidato do PT ao governo de São Paulo no próximo ano. “Não serei candidato ao governo de São Paulo, vou me dedicar ao Ministério da Educação, uma prioridade para o País garantir um crescimento sustentável nos próximos anos”, disse o ministro. Candidato em 2010, seu nome era novamente cotado como um dos possíveis adversários do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP), que deve disputar a reeleição. “Eu já havia tomado essa decisão e já havia falado, inclusive, com a presidente na viagem a Roma”, afirmou o ministro. Ou seja, Alízio Mercandante recebeu o recado bem claro, do dono do PT, Lula, e resolveu sair fora do caminho. Disse que o ministro Alexandre Padilha (Saúde) significa uma renovação e pode “ser um bom candidato”. Listou outro colega, o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça), um “nome altamente qualificado”, e o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho. Resumindo: ele citou as alternativas com as quais Lula está lidando, excluindo o "porquinho" José Eduardo Cardoso, é claro. Lula não queria Mercadante candidato. Acha que ele tende a despertar rejeição. Também não é um nome “novo”, aposta que o PT fez no caso Fernando Haddad (o Supercoxinha) em São Paulo. Esse critério também tira Marta Suplicy da jogada. A decisão precoce de Mercadante, no entanto, não tem o dedaço de Lula, não. O ministro se tornou peça de destaque no primeiro escalão de Dilma, concessão que Lula nunca lhe fez porque, de fato, não morre de amores por ele, como sabe qualquer pessoa que conhece um pouco o petismo. Há um terceiro fator: a saúde de Mercadante andou emitindo alguns sinais que o convidaram a desistir da disputa. Qual fator pesou mais? Não sei. Também não aposto muito no nome de Luiz Marinho. O alto comando petista não deve escolher um sindicalista para enfrentar Alckmin porque teme o que se chama por lá “eleitorado conservador e reacionário” do interior do Estado. Marinho, ademais, fez uma promessa meio solene em São Benardo de que cumpriria até o fim o segundo mandato. Se Dilma for reeleita, sempre resta a possibilidade de ir para um ministério em 2017. No PT, a disputa ficaria entre José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, e Alexandre Padilha, da Saúde. Dilma adoraria que fosse Cardozo o candidato, para se livrar dele na pasta, que considera em marcha lenta. Acontece que, se o Apedeuta não gosta muito de Mercadante, ele verdadeiramente detesta Cardozo. Acha que não defendeu como deveria o partido nas lambanças do Mensalão do PT. Seu candidato é Padilha, de quem gosta muito, mas que a presidente gostaria de preservar na Saúde. Tudo somado e subtraído, noves fora, a balança no petismo, hoje, pende mais para Padilha, ainda que o "porquinho" José Eduardo Cardozo tenha mais desenvoltura com as câmeras. Em pouco mais de dois anos de governo (levantamento até fevereiro), reportagem do Estadão descobriu que o ministro da Saúde fez 469 vôos em jatinhos da FAB. Em 789 dias, descontem-se 208 sábados e domingos (nem considero os feriados). Sobram 581 dias de trabalho para 469 viagens, média de 20 mil quilômetros por mês. A maioria das solicitações era para o Estado de São Paulo. O "porquinho" petista José Eduardo Cardozo ficou em segundo lugar, com 353. Eu, que torço para que os petistas sejam derrotados em São Paulo, lamento que Mercadante tenha desistido. Fui muito sutil? Por Reinaldo Azevedo

Por R$ 30,00 bandidos incendeiam dentista em São Bernardo do Campo


Ao menos três bandidos atearam fogo e mataram a dentista Cinthya Magaly Moutinho de Souza, de 47 anos, na tarde desta quinta-feira, em São Bernardo do Campo (SP). O crime aconteceu por volta das 12h30min, na Rua Copacabana. Os criminosos invadiram o consultório da vítima e anunciaram o assalto. Quando descobriram que a dentista tinha apenas R$ 30,00 atearam fogo nela ainda viva. Segundo o delegado seccional de São Bernardo, Waldomiro Bueno Filho, a dentista estava atendendo uma paciente quando os criminosos apertaram a campainha. Um dos bandidos se passou por um paciente, o que fez a vítima abrir o portão, e outros dois invadiram a casa. A paciente ficou vendada durante todo o crime e ouviu a dentista gritar pedindo para os bandidos não atearem fogo. Atearam fogo por maldade. Vizinhos ouviram os gritos da dentista e chamaram o Corpo de Bombeiros e a polícia. Eles identificaram um carro Audi preto estacionado em frente ao consultório. Segundo testemunhas, um quarto bandido ficou o tempo todo dentro do carro. O consultório de Cinthya funcionava nos fundos de sua casa. Ela morava com os pais e uma irmã. O pai da vítima, Viriato Gomes de Souza, de 70 anos, afirmou que ela só estava sozinha porque precisava atender a paciente. Normalmente nesse horário ela buscaria a irmã, que tem deficiência mental na escola. Como tinha paciente, ficou em casa enquanto os pais foram buscar a irmã.

Doadoras tratadas a pão de ló, no setor de Portos


A Secretaria dos Portos (SEP) pagou R$2,3 milhões à universidade gaúcha (UFRGS) por consultoria sobre transportes. Após cinco meses, têm sido colhidos apenas dados de entidades atreladas a grandes nomes do setor, cuja afinidade com a contratante é manjada. Empresas como Aliança, ligada à gigante Hamburg Sud, são notórias doadoras de campanha dos irmãos Ciro e Cid Gomes (PSB), que controlam a SEP. O governador cearense Cid Gomes recebeu doação de duas empresas do setor portuário. Foram generosas: R$ 700 mil. A lei proíbe doações eleitorais de permissionárias de serviço público, mas ambas as doadoras de Cid Gomes atuam sob licença da Antaq. Só a Cia de Navegação da Amazônia (CNA) doou R$ 500 mil à campanha de Cid Gomes. A outra foi a Aliança Navegação e Logística.

Romário pode virar ficha suja por sonegação


O ex-craque e deputado Romário (PSB-RJ) corre o risco de virar ficha-suja, caso perca o recurso no Superior Tribunal de Justiça contra duas condenações da 8ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, cada uma fixada em 3 anos e 6 meses de reclusão e 184 dias-multa, para dois crimes de sonegação. Ele é acusado de não declarar recursos recebidos de um patrocinador e de “direitos de imagem” do Flamengo. Relatora do recurso de Romário, a desembargadora Lilian Roriz, do Tribunal Regional Federal (2ª região), não alterou a sentença. O TRF da 2ª Região manteve uma condenação de Romário e outra foi suspensa, porque ele parcelou o pagamento da dívida junto à União. A desembargadora Liliane Roriz se convenceu de que Romário cometeu fraude, tentando culpar ora o contador, ora o Flamengo. O caso Romário está com a ministra Assusete Magalhães, da sexta turma do STJ. O Ministério Público já começa a temer pela prescrição.