quarta-feira, 22 de maio de 2013

Ministros do STF afirmam que recursos do mensalão devem ser julgados apenas no segundo semestre


O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, disse nesta quarta-feira que os recursos do processo do Mensalão do PT devem ser julgados no segundo semestre. Ele acredita que os integrantes da Corte usarão as férias de julho para analisar os pedidos, que considera extensos e complexos. "Estou assustado com o volume dos embargos declaratórios, as múltiplas questões versadas. Há embargos declaratórios com mais de cem folhas. Por aí nós vemos a complexidade do julgamento", disse ele, durante intervalo da sessão do Supremo. Nesta semana, ele recebeu advogados do caso, como os representantes do ex-ministro da Casa Civil, o corrupto e quadrilheiro petista José Dirceu; do deputado federal Valdemar Costa Neto, e do ex-dirigente do Banco Rural, José Roberto Salgado. Segundo Marco Aurélio Mello, os pedidos tem que ser analisados um a um, exceto nos casos em que uma questão pode abarcar vários recursos. Ele também rejeita a hipótese de sessões extras para analisar o processo, como ocorreu no ano passado, pois acredita ser "inimaginável paralisar novamente o Tribunal para voltar a ser um tribunal de processo único".  O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, também disse que os recursos devem ser julgados no segundo semestre. Segundo ele, o prazo é necessário porque os embargos declaratórios apresentados pelos réus são complexos e volumosos. Barbosa disse, ainda, que não decidiu se levará os embargos declaratórios todos de uma vez ao plenário ou se a apresentação será individual. O recurso que pretende esclarecer omissões ou contradições no julgamento foi apresentado por 26 réus. A maioria quer a redução da pena ou absolvição, além da substituição de Barbosa na relatoria do processo e anulação do acórdão, texto que resume o julgamento.

Plenário da Câmara aprova nova lei antidrogas


O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira o substitutivo do deputado federal Givaldo Carimbão (PSB-AL) para o Projeto de Lei 7663/10, do deputado federal Osmar Terra (PMDB-RS), que muda o Sistema Nacional de Políticas sobre Drogas (Sisnad), para definir condições de atendimento aos usuários, diretrizes e formas de financiamento das ações. O projeto prevê a internação compulsória de dependentes químicos e o aumento das penas para tráfico de drogas. Defensores do projeto, apresentado em julho de 2010, afirmam que o maior rigor diminuirá a circulação de entorpecentes e o número de viciados, mas opositores apontam que as medidas representam um retrocesso, por criminalizar o usuário drogado, e não o traficante. Osmar Terra, que é médico cardiologista, defende a internação involuntária de dependentes químicos em um modelo diferente do que já existe hoje, chamado de internação compulsória. Atualmente, uma pessoa pode ser internada contra a própria vontade apenas por determinação da Justiça, que analisará se o indivíduo apresenta riscos para a sociedade se continuar em liberdade. Na proposta, a família do dependente químico poderá pedir a um médico uma autorização para interná-lo, e a decisão será tomada sem a participação de um juiz.  De acordo com OsmarTerra, depois das negociações com a Casa Civil da Presidência da República, o projeto foi modificado para estabelecer que a internação involuntária poderá ocorrer a pedido da família e com recomendação médica e, na ausência de parentes, poderá ser requerida por agente da área social também depois de avaliação médica. Sobre o aumento da pena, o deputado explicou que houve mudança no conceito de organização criminosa para poder atingir as chamadas bocas-de-fumo. “O governo aceitou que a associação de até quatro pessoas para tráfico já entrará no aumento de pena”, explicou.

Ministro da Justiça diz que governo não pedirá revisão da Lei da Anistia


O ministro da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, afirmou nesta quarta-feira que o governo não pretende enviar ao Congresso projeto que reveja a Lei da Anistia. As declarações do ministro ocorrem um dia após integrantes da Comissão da Verdade sinalizarem que vão propor no relatório final mudanças no entendimento da Lei, que assegura que não serão punidas pessoas envolvidas com atos de tortura, morte e desaparecimento ocorridos no período da ditadura (1964-1985). "A posição do governo é de não encaminhar nenhum projeto de lei revendo a Lei da Anistia porque há uma decisão judicial", afirmou o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, em Brasília. Citada pelo ministro, a decisão foi tomada pelo Supremo Tribunal Federal, em 2009, e definiu que a anistia vale para todos os crimes do período da ditadura militar. "A Comissão da Verdade tem se manifestado, ela atua com autonomia e liberdade. É um órgão de Estado, portanto, pode fazer as sugestões, orientações e revelações que achar devida", acrescentou o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo.

Senado vai cobrar aluguel de imóveis funcionais ocupados por outros Poderes


A Mesa Diretora do Senado decidiu nesta quarta-feira cobrar o aluguel de imóveis funcionais ocupados por servidores e autoridades de outros poderes — Executivo e Judiciário. O valor terá como base o teto do auxílio-moradia pago pelo órgão do ocupante, em torno de R$ 3,8 mil. Anteriormente, os senadores tinham feito uma pesquisa de mercado e o aluguel fixado era R$ 7 mil, disse o primeiro-secretário da Casa, Flexa Ribeiro (PSDB-PA). Segundo ele, o aluguel será cobrado a partir da decisão tomada pela Mesa Diretora. Flexa Ribeiro disse também que os órgãos com funcionários ocupando indevidamente os imóveis do Senado terão que apresentar um cronograma de desocupação à Casa. "O que se quer na verdade não é a cobrança desse auxílio-moradia. O que queremos é a devolução do apartamento funcional", disse o primeiro-secretário. Flexa Ribeiro ressaltou que os valores não podem deixar de ser cobrados, porque a Casa tem despesas com esses apartamentos. Por isso, acrescentou, a forma encontrada para o ressarcimento dessas perdas foi tomar por base o auxílio-moradia pago pelos órgãos a que pertencem os funcionários que estão nos imóveis, e não um aluguel de mercado. Na reunião da Mesa Diretora, também foi aprovado o repasse de equipamentos médicos de pequeno porte ao governo do Distrito Federal. Na semana passada, o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), formalizou a extinção do atendimento ambulatorial no centro de saúde do Senado. Ele também assinou convênio com o governo distrital para a doação dos equipamentos e disponibilização de médicos para trabalharem na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) do Distrito Federal.

Petrobras não pretende sair definitivamente da Argentina, afirma Graça Foster


A presidente da Petrobras, Graça Foster, afirmou nesta quarta-feira que a companhia não pretende sair definitivamente da Argentina. Ela disse que a Petrobras Argentina (Pesa) faz parte da carteira de desinvestimentos da companhia. E admitiu que há negociações a respeito desse assunto. "A Petrobras não pretende sair 100% da Argentina. Tem algumas empresas que nós discutimos mas, num processo de confidencialidade, não posso revelar quais são", afirmou Graça. Uma matéria publicada no jornal O Estado de S.Paulo revelou que o grupo argentino Indalo tenta fechar acordo de compra dos ativos da Pesa por meio da criação de uma companhia nos Estados Unidos, com sede em Nova York. A nova companhia, Centenary Internacional Corporation (CIC), administraria os ativos do setor de energia da holding e trabalha para obter o financiamento necessário para a compra da Pesa, de US$ 911 milhões. A executiva também negou que a companhia tenha problemas de caixa e que tenha deixado de pagar terceiros. "A Petrobras tem um caixa de US$ 20 bilhões de dólares. Essa informação de problemas de caixa não procede. Um pleito feito à Petrobras não significa uma dívida. Os contratos são variados e têm particularidades", afirmou ela. Segundo Graça, 2012 foi o ano em que a Petrobras mais pagou aditivos contratuais na história da companhia. "Se a Petrobras estivesse inadimplente, a Petrobras não teria feito a captação que fez. A captação é para crescimento, não é para o pagamento de dívida", garantiu. Sobre a refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), Graça disse que ela pode voltar ao plano de desinvestimentos da companhia. Ela não quis informar a que preço aceitaria vender a refinaria.

Embaixada dos Estados Unidos aciona FBI para investigar atividades da ONG Limiar


A partir de solicitação da CPI do Tráfico de Pessoas, instalada na Câmara dos Deputados, a Embaixada dos Estados Unidos informou aos deputados federais ter acionado o FBI para investigar a atuação da organização não governamental (ONG) Limiar naquele país. A ONG, que tem escritórios no Brasil e nos Estados Unidos, onde atua no estado do Texas, se diz especializada em adoções de crianças ao redor do mundo. A entidade tem filiais em quatro Estados brasileiros. A Embaixada dos Estados Unidos enviou oficio à CPI na última sexta-feira confirmando o atendimento do pedido feito pelos integrantes do colegiado. “Todas  as investigações que a CPI fez apontam para tráfico de crianças brasileiras para o Exterior. A partir daí, nós solicitamos à embaixada dos EUA informações a respeito da operação da Limiar nos Estados Unidos, e o embaixador Thomas Shannon nos retornou informando que acionou o FBI para apurar”, disse o presidente da CPI do Tráfico de Pessoas, deputado Arnaldo Jordy (PPS-PA).  Na terça-feira da semana passada, a CPI do Tráfico de Pessoas ouviu o presidente da ONG Limiar Brasil, Ulisses Gonçalves, e Audelino de Souza, agente mediador das adoções entre a ONG brasileira no Paraná e a ONG Limiar dos Estados Unidos. A Limiar Brasil é acusada de intermediar adoções irregulares de crianças brasileiras por famílias estrangeiras em troca de honorários. As crianças adotadas seriam principalmente filhas de famílias carentes de São João do Triunfo (PR). Foi lá que uma mulher perdeu a guarda dos sete filhos, levados para serem adotados por famílias americanas. O processo foi intermediado por Audelino de Souza. De acordo com a CPI, além do Paraná, há registros de casos de adoções suspeitas em São Paulo envolvendo a Limiar, o que motivou os deputados a autorizarem a quebra de sigilo bancário, telefônico e fiscal da instituição. A suspeita, ressalta Jordy, é a de que a entidade cobre entre US$ 9 mil e U$ 20 mil por processo de adoção. "Além disso, a ONG não tem o credenciamento das autoridades brasileiras para promover as adoções internacionais", disse o presidente da CPI. O fato motivou o Tribunal de Justiça do Paraná a instaurar uma sindicância para apurar as possíveis irregularidades em adoções internacionais feitas no Estado.

Bernanke pede ao Congresso que suavize "rigor" fiscal


O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, disse nesta quarta-feira que a política monetária não pode compensar totalmente os efeitos negativos oriundos da política fiscal restritiva. Segundo ele, seria bom que o Congresso dos Estados Unidos suavizasse o rigor fiscal neste ano e no próximos. "Os cortes automáticos de gastos precisam ser substituídos por políticas que reduzam o déficit federal de maneira mais gradual no curto prazo, porém mais substancial no longo prazo. Nas atuais circunstâncias, com as taxas de juros de curto prazo já próximas de zero, a política monetária não tem a capacidade de ofuscar totalmente um obstáculo econômico dessa magnitude", analisou ele. Bernanke comentou que o preço do alto nível de desemprego é muito grande: "O desemprego não somente impõe dificuldades para os indivíduos afetados e suas famílias, mas também prejudica a produtividade potencial da economia como um todo, ao prejudicar as habilidades dos trabalhadores e, o que é especialmente importante durante essa fase, evitar que muitos jovens ganhem experiência profissional", comentou.

Corajoso, juiz suspende projeto racista de Marta Suplicy, e Marta Suplicy chama a decisão de… racista!


Está de parabéns o juiz José Carlos do Vale Madeira, da 5ª Vara da Seção Judiciária do Maranhão, que teve a coragem de defender a Constituição da República Federativa do Brasil. Vejam a que ponto chegamos: ter de parabenizar um juiz por… seguir a lei! O que Vale Madeira fez? Suspendeu editais do Prêmio Funarte de Arte Negra, do Ministério da Cultura, destinados apenas a projetos de “criadores negros”. Segundo o juiz, eles “abrem um acintoso e perigoso espectro de desigualdade racial”. Na mosca! O jornal O Globo não retrata a realidade ao afirmar que ele suspendeu os “editais de incentivo à cultura negra”. Errado! O problema não está em incentivar a cultura negra (na suposição de que ela exista, claro!, o que é falso). A odiosa discriminação — contra negros e não negros — está em restringir os projetos a pessoas que tenham uma determinada cor de pele. A coisa é de tal sorte estúpida que a Funarte se recusou a receber o projeto de dez negros que, sob direção do dançarino Irineu Nogueira, também negro, tentaram inscrever o espetáculo “Afro Xplosion Brasil”. Ana Claudia Souza, diretora do Centro de Programas Integrados (CEPIN) da Funarte, informou que o grupo foi vetado porque está sendo representado pela Cooperativa Paulista de Dança, cujo presidente, o bailarino Sandro Borelli, é branco!!! Tratava-se de mera questão burocrática. O grupo apresentou a proposta por intermédio de uma pessoa jurídica para evitar o desconto de 27,5% do Imposto de Renda na verba pedida, de R$ 150 mil. Marta Suplicy, a artífice genial da ideia, não teve dúvida: no programa “Bom Dia, Ministro”, desta quarta, classificou a decisão do juiz de “racista” e anunciou que o governo já recorreu. Essa grande pensadora institui um projeto que discrimina as pessoas pela cor da pele, em flagrante desrespeito à Constituição, mas chama de “racista” o ato que restabelece o império da lei. O primeiro edital foi lançado no dia 20 de novembro do ano passado. O prazo teve de ser dilatado duas vezes porque os projetos não apareciam. No rádio, afirmou a preclara: “No começo tivemos poucas pessoas apresentando projetos. Então nos demos conta de que os criadores negros não tinham acesso a esse edital. Quando pedimos para as regionais do Ministério da Cultura fazerem seminários, irem atrás das comunidades, das instituições negras, de 18 projetos chegamos a mais de dois mil (foram, no total, 2.827). Hoje temos o problema inverso, de selecionar para as poucas vagas que temos". É parolagem das grossas. Até os beneficiários do Bolsa Família (com suposta renda entre R$ 70 e R$ 140) têm acesso, como reconhece o governo, a telefone celular e redes sociais! São os excluídos sociais digitalmente incluídos, uma nova categoria criada pelo petismo, entendem?… Por que os “criadores negros” não teriam acesso aos editais? O que o governo fez foi buscar uma solução para o problema que ele próprio criou. Como os projetos não apareciam — e não porque negros sejam incapazes disso, é óbvio —, o ministério teve de dar um jeito de pari-los. E por que não apareciam? Porque o Brasil é menos racista do que o governo. País afora, apenas uma minoria extrema de criadores negros rejeita a presença de brancos. De resto, “cultura negra”, assim como “cultura indígena” ou “cultura branca” são mistificações criadas pelo pensamento politicamente correto.  Não existem! Por Reinaldo Azevedo

Não existe “cultura negra”. Não existe “cultura indígena”. Isso tido é invenção de aproveitadores e pilantras. Ou: Logo, Ministério de Marta exigirá uma prova de que o sujeito é gay!


O que há em comum entre os ianomâmis, os bororos e os xavantes? Resposta: nada! São índios, mas nada os une. “Ah, pertencem ao mesmo tronco linguístico macro-jê”. Claro, claro… Nós e os iranianos temos o indo-europeu como raiz comum, não é mesmo? Não existe uma “cultura indígena”. Isso é invenção do cretinismo antropológico. Da mesma sorte, perguntem à África o que seria uma “cultura negra”… Os tutsis e hutus rejeitarão brutalmente essa reunião de desigualdades, e rejeitam, diga-se, cortando uns as pernas dos outros. O que une os brancos brasileiros aos brancos da Bulgária? Só a Dilma Rousseff… Não existe também uma cultura branca. Esse negócio de “Mama África”, de cultura negra, de cultura indígena, de cultura sei lá o quê… É tudo, como dizia meu pai, “meio de vida”, uma forma de enganar os trouxas e, com frequência, de bater a carteira dos desavisados. Existem, e com muita boa vontade e largueza teórica, alguns traços gerais que podem, em razão da unidade linguística, da unidade territorial, da unidade política, constituir, depois de algum tempo, a “cultura de um país”. Mesmo assim, toda a graça está na diferença dos que supostamente são iguais. Numa mesma cidade, há diferenças de valores, de hábitos, de recortes, a depender dos grupos que são mais ou menos influentes, mais ou menos capazes de impor a sua visão de mundo como uma referência. O acento da fala da Zona Sul do Rio não é o mesmo da Zona Norte, como o da Zona Leste de São Paulo se distingue do da Zona Oeste. E, por óbvio, os indivíduos, dentro dessas áreas, se unem em grupos distintos, que não se sentem representados por aqueles que são considerados representantes “típicos” da região. Será que os milhões de moradores da Zona Leste da capital paulista se sentem representados pelo rap? Isso é uma tolice, uma forçação de barra, um preconceito! Então ninguém lê Camões em Guaianases? Vão se danar os mistificadores! Por isso é uma ideia estúpida, discriminatória já na origem, essa história de o Ministério da Cultura promover um “Prêmio Funarte de Arte Negra”. A razão é simples: também não existe uma “arte negra”, mas uma arte eventualmente feita por negros, brancos, japoneses, ciganos, índios, sei lá eu. A poesia, como se tornou conhecida no Ocidente — e todo o seu desenvolvimento — merece o epíteto de “arte branca”? Os sonetos de Cruz e Souza são o quê? “Arte branca” feita por um preto? E os romances de Machado de Assis? Prosa branca redigida por um mulato metido a branco? Empulhação! Mistificação! Pilantragem! A propósito, os caetés e tupinambás, quando comiam seus “irmãos”, estavam fazendo o quê? Digerindo alguém de sua própria “cultura”? No Sudão, os quase 600 mil mortos foram vítimas da “cultura negra”? A Segunda Guerra Mundial foi o quê? Uma revolta da “cultura branca” contra si mesma? A proposta de Marta já é uma estupidez em si. E mais estúpida se torna quando se exige que os projetos sobre a “cultura negra” excluam a presença de brancos. A propósito: se houver algum indígena no grupo, a proposta também será recusada? No seu programa de rádio, Marta disse que o ministério pretende fazer propostas só para mulheres, só para índios etc. Entendo. Então me responda, grande pensadora. No caso do “projeto só para as mulheres”, vão se distinguir as negras das brancas ou, nesse caso, a igualdade de gênero poderá conviver com a desigualdade da cor da pele? Ou, nesse caso, o gênero une o que a cor supostamente separa? E por que não, então, um outro só para homossexuais? Imaginem o sujeito tendo de provar para a Funarte que é, sim, gay e que não procedem as acusações de bichas invejosas que dizem que ele é um desses desprezíveis hetereossexuais que só estão atrás da grana do Estado… É mesmo uma pena que não haja no Brasil partidos de oposição dignos desse nome. Existem, sim, políticos que resistem às empulhações racialistas. Cito o caso do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), que se opôs à imposição das cotas nas universidades federais, o que, de resto, feriu a autonomia universitária. Falo, no entanto, de voz partidária mesmo, que transforme esses descalabros petistas em debate político. Não há. Ao contrário. Existe silêncio, neste e nos demais assuntos. O PSDB tem a ambição de uma dia voltar à Presidência da República fugindo ao confronto de valores, reduzindo a política a um confronto de administrativismos, enquanto o PT promove, ele sim, a guerra cultural de todos contra todos, para que possa triunfar como suposta voz do consenso possível. Por Reinaldo Azevedo

Governo Dilma anuncia corte de R$ 28 bilhões no Orçamento e eleva previsão de inflação


O governo Dilma anunciou, nesta quarta-feira, um corte de 28 bilhões de reais no Orçamento deste ano. A medida deve ajudar no cumprimento da meta fiscal deste ano, de 155,9 bilhões de reais. Com a redução, os gastos totais previstos caem para 937,9 bilhões de reais. O governo ainda elevou sua expectativa de inflação neste ano de 4,9% para 5,2%. Contudo, a expectativa de crescimento da economia foi mantida em 3,5%. O Ministério do Planejamento ainda prevê que os investimentos devem crescer de 3,5% de 2012, para 6% neste ano. Já a previsão de receita foi encurtada em 67,8 bilhões de reais, o que deixou o total atualizado em 1,18 trilhão de reais. De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o contingenciamento tem como objetivo a preservação da geração de emprego e dos investimentos no País, o que, segundo o governo, serviria para impulsionar a retomada do crescimento econômico. “As contas estão e continuarão sólidas; continuaremos controlando despesas correntes dentro do governo e maximizando os investimentos do setor público, que estão crescendo ao longo do tempo”, afirmou Mantega, durante o anúncio do corte. Os maiores cortes, em volume absoluto, atingiram os ministérios das Cidades (5 bilhões de reais) e da Defesa (3,6 bilhões). Outros 5 bilhões foram retirados do total destinado a operações de crédito. De acordo com o governo, foram integralmente poupados os investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no "Minha Casa, Minha Vida" e nas áreas de Ciência e Tecnologia, Saúde e Educação. Os gastos relativos à Copa do Mundo de 2014, à Olimpíada de 2016 e ao programa "Brasil Sem Miséria" também foram poupados. Segundo as contas federais, o corte de despesas não poderia ser muito grande, dado o fraco ritmo de arrecadação de tributos. Nos primeiros quatro meses deste ano, a Receita Federal recebeu 0,34% menos recursos, em termos reais, do que em igual período do ano passado. Dos 155,9 bilhões de reais da meta fiscal, o governo pode, por lei, abater até 65,2 bilhões de reais, sendo 45,2 bilhões de reais em investimentos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e os 20 bilhões de reais restantes em desonerações tributárias. Além disso, um outro esforço para a garantia de cumprimento do superávit primário vem sendo feito com base na “contabilidade criativa”. Na segunda-feira, foi publicada no Diário Oficial da União uma medida provisória que permitirá que o Tesouro faça uso antecipado de créditos de Itaipu.

CNMP obriga o Ministério Público do Rio Grande do Sul a publicar salários de promotores, procuradores, funcionários e CCs


O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) determinou que o Ministério Público do Rio Grande do Sul divulgue as remunerações de todos os seus promotores e procuradores de Justiça e também dos servidores, com identificação pessoal. A decisão foi tomada nesta terça feira, em julgamento de reclamação para preservação da competência e autoridade das decisões do Conselho. A reclamação foi provocada pelo conselheiro Mario Bonsaglia e relatada pelo conselheiro Jarbas Soares. O plenário do Conselho decidiu, por unanimidade, que o Ministério Público do Rio Grande do Sul siga o disposto na Lei de Acesso à Informação e a resolução 89/2102, do próprio Conselho, divulgando os dados sobre os vencimentos dos promotores, procuradores e servidores. Segundo o Conselho, o Ministério Público gaúcho "vinha recusando a publicação individualizada da remuneração dos integrantes do órgão, sob argumento de que a lei estadual 13.507/2010 vedaria a identificação pessoal dos salários, e que a própria Lei de Acesso à Informação permitiria a não divulgação de informações que pudessem ameaçar a segurança e a vida da sociedade". Mas o plenário do Conselho entendeu, conforme precedente do Supremo Tribunal Federal, que a lei estadual não pode prevalecer sobre Lei de Acesso à Informação, mais recente, e que a divulgação de salários não põe em jogo nem a segurança do Estado nem do conjunto da sociedade. Além disso, o Conselho considerou que a lei estadual se submete aos princípios constitucionais da publicidade e do direito fundamental de acesso à informação. De acordo com a resolução 89/2012, que regula a aplicação da Lei de Acesso à Informação no Ministério Público, os dados relativos a salários e gratificações devem ser publicados de maneira individualizada, por nome ou matrícula do servidor. A decisão do Conselho impõe a imediata publicação dos dados no site do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul.

BRIGADA MILITAR PRENDEU TENENTE CORONEL A PARTIR DE DENÚNCIA ANÔNIMA

A Corregedoria Geral da Brigada Militar, do Rio Grande do Sul, agiu instantaneamente para prender o tenente-coronel Florivaldo Damasceno Pereira. Atenção para o detalhe: a informação de que ele estava promovendo "tráfico de armas" foi "anônima". Qualquer criancinha sabe que denúncias "anônimas" são industriadas, são arranjadas. Só para lembrar: a mais notável operação político-policial, a Operação Rodin, sob comando do peremptório petista Tarso Genro, começou por meio de denúncia anônima para a Polícia Federal. Em Santa Maria, em seu livro, "Conspiração Rodin", João Luiz Vargas dá o nome do "infame denunciante anônimo", um professor universitário. O regime petralha faz isso, eleva a infâmia à categoria de honorabilidade acadêmica. O coronel araponga petista Fabio Fernandes, comandante geral da Brigada Militar, membro filiado do grupelho trotskista DS (Democracia Socialista, do PT), está destruindo a Brigada Militar aceleradamente. A sua ousadia em prender um tenente-coronel, responsável por um dos principais comandos da corporação, a partir de uma "denúncia anônima", é completamente desqualificada, não tem qualificativo.