terça-feira, 28 de maio de 2013

JUSTIÇA GAÚCHA CONDENA FORD A DEVOLVER R$ 160 MILHÕES AO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

A juíza Lílian Siman, da 5ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central de Porto Alegre, condenou a Ford a ressarcir o Estado do Rio Grande do Sul em R$ 160 milhões. O valor se refere a investimentos realizados para a implantação de uma fábrica da empresa em 1998, em Guaíba. Na época, a montadora recebeu recursos para dar início às de construção de sua fábrica no município de Guaíba. Mas, escorraçada pelo governo petista  obscurantista do exterminador do futuro Olívio Dutra, a montadora alegou falta de pagamento por parte do governo petista. Em 1998, a Ford assinou contrato para instalar a fábrica, quando também contratou um financiamento com o Banrisul. Seriam R$ 210 milhões liberados aos poucos. Porém, logo após o pagamento da primeira parcela, a Ford se retirou do negócio com o argumento do atraso da segunda parcela. Na ação, o governo pediu: devolução da primeira parcela do financiamento de R$ 42 milhões, gastos com aquisição de máquinas e equipamentos para as obras no valor de cerca de R$ 93 milhões e perdas e danos pelos gastos com a colocação de servidores públicos à disposição do desenvolvimento do projeto, despesas com publicações de atos na imprensa e com estudos técnicos e análises para disponibilização de infra-estrutura; custos com publicações de decretos de desapropriação e indenização aos proprietários expropriados com juros compensatórios; despesas com taxas, emolumentos e registro de atos do contrato; honorários advocatícios decorrentes de discussões quanto à imissão provisória na posse; despesas no Porto de Rio Grande não incluídas no financiamento; e custos com licitações. A juíza Lílian Siman entendeu inadequado o procedimento da Ford de retirar-se do negócio na pendência da prestação de contas. Entre a data prevista para a liberação da segunda parcela do financiamento e a notificação da empresa informando a desistância, transcorreram 29 dias. A juíza determinou que o contrato está formalmente rescindido. Também condenou a Ford à devolução da primeira parcela do financiamento no valor de R$ 36 milhões, cerca de R$ 93 milhões referentes à aquisição de máquinas e equipamentos e cerca de R$ 33 milhões referentes aos estudos técnicos e análises para disponibilização de infraestrutura. Todos os valores devem ter correção monetária e juros. Na verdade, essa é uma ação judicial que está apenas começando. Os petistas jogaram fora, enxotaram do Rio Grande do Sul, um empreendimento que teria gerado dezenas de bilhões de reais de renda e impostos no Estado, para se contentar com essa mixaria de 160 milhões que ainda levarão muitos anos para serem pagos.

COPOM DECIDIRÁ NESTA QUARTA-FEIRA O NOVO VALOR DA TAXA SELIC

Nesta quarta-feira o Copom decidirá se a taxa básica de juros aumentará dos atuais 7,25% ao ano para 7,75%.  As apostas do mercado são de que fará isto. Também nesta quarta-feira o IBGE divulgará os números do PIB para o primeiro trimestre.

PETRALHAS PROMETEM FAZER ALGUMA COISA: USP É A 1ª NO RANKING DAS UNIVERSIDADES LATINO-AMERICANAS; UNICAMP, A 3ª

A Universidade de São Paulo (USP) encabeça, pelo terceiro ano consecutivo, o ranking de melhores instituições de ensino superior da América Latina. A lista, elaborada pela Quacquarelli Symonds (QS), consultoria britânica especializada em educação superior, foi divulgada nesta terça-feira. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aparece na 3ª colocação, atrás da Pontifícia Universidade Católica do Chile. Entre as dez primeiras colocadas na lista, há outras duas instituições brasileiras: a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na 8ª posição, e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), na 10ª. O ranking 2013 da QS analisa 300 universidades – cinquenta a mais do que a edição anterior -, e considera sete critérios, que incluem de reputação acadêmica à proporção de professores com título de doutorado. Além da opinião de acadêmicos e profissionais de todo o mundo, a avaliação considera um banco de dados com mais de 18.000 títulos de mais de 5.000 editoras internacionais para assegurar a relevância das publicações oriundas das universidades. O Brasil é disparado o país com a maior representatividade, com 81 instituições incluídas na lista. Em seguida, aparecem México (50), Colômbia (42) e Argentina e Chile, com 30 universidades no ranking cada. “Com duas universidades entre as três primeiras e 11 no ‘top’ 30, a dominação do Brasil neste ranking é ainda maior do que no anterior. O tamanho do sistema de ensino superior e os recentes investimentos no setor fazem com que o País fique bem a frente de seus rivais”, afirmou John O’Leary, um dos editores do ranking.
Voltei
Pois é… Com quatro universidades entre as dez, isso parece uma grande conquista… Será mesmo? A verdade, lamento constatar, é que a USP e a Unicamp fazem bonito aí no ranking regional. Mas o conjunto é muito ruim para o Brasil. E explico sem muita dificuldades por quê. Voltem à lista: há duas instituições chilenas, duas colombianas e duas mexicanas na lista. Então vamos comparar. O pequenino Chile tem 17 milhões de habitantes e um PIB de US$ 248, 602 bilhões. O Brasil tem 200 milhões de habitantes e um PIB de US$ 2,4 trilhões. Com 46 milhões de habitantes, o PIB colombiano, sempre em número de 2012, é de US$ 328,422 milhões. O México conta com pouco mais da metade da população brasileira (117 milhões), com um PIB de US$ 1,7 trilhão. Vale dizer: o Brasil, sozinho, tem PIB e população superiores à soma dos outros três. Se quiserem fazer a conta pelo PIB per capíta, no grupo dos quatro, o Brasil (US$ 12.078) só perde para o Chile (US$ 17.380), ficando à frente do México (US$ 9.489) e da Colômbia (US$ 10.248). O Chile é um caso notável: tem quase 1/12 da população brasileira e um décimo do nosso PIB. Não obstante, há duas instituições chilenas entre as cinco primeiras. Outra nota: não há uma só universidade privada brasileira entre as dez melhores — e foi justamente esse ramo o que mais se expandiu no lulismo, financiado pelo Tesouro, via ProUni. Três da lista das 10 melhores são privadas: 2º – Pontifícia Universidade Católica do Chile; 4º – Universidade dos Andes (Colômbia) e 7º – Instituto Tecnológico e de Estudos Superiores de Monterrey (México). O que parece ser um sucesso — quatro instituições brasileiras na lista de 10 — reflete, na verdade, mais um dos desacertos do Brasil na Educação. São Paulo pode até comemorar. O Brasil, no conjunto, não! Por Reinaldo Azevedo

O PRESIDENTE DO PSDB, SENADOR AÉCIO NEVES, COBRA DESCULPAS DA PRESIDENTE DILMA

Parlamentares da oposição se encontraram na manhã desta terça-feira com Leandro Daiello, diretor-geral da Polícia Federal. Cobraram celeridade na investigação da corrida bancária para retirada de mensalidades do Bolsa Família. "A ministra petista Maria do Rosário falou que a oposição estava por trás disso, então fomos lá pedir pressa e acesso às investigações”, afirmou o líder do PSDB na Câmara dos Deputados, o deputado federal Carlos Sampaio (SP). “Em qualquer país sério do mundo Jorge Hereda (presidente da Caixa Econômica Federal) seria demitido na hora. Isso é grave, é um crime. Ele pede desculpas e varre-se tudo para debaixo do tapete? Passou pelas águas do rio Jordão, está abençoado, não tem pecado?. É isso que se espera? Esse fato é grave e agora o governo quer minimizar”, disse Ronaldo Caiado (GO), líder do DEM na Câmara. Para o líder da MD (Mobilização Democrática) na Câmara, Rubens Bueno (PR), “o presidente da Caixa agiu com irresponsabilidade e incompetência”. E acrescentou: “Em todo esse episódio, o que não faltou foi mentira, falta de transparência. Não há dúvida de que o erro da Caixa, ao antecipar na surdina os pagamentos, contribuiu de maneira decisiva para a difusão do boato sobre o fim do programa do governo. Sem contar que os beneficiários ainda foram prejudicados com os tumultos na agências".

"CONTABILIDADE CRIATIVA" DO PT ABRE BURACO NEGRO DE R$ 590 BILHÕES NA ECONOMIA NACIONAL

Desde 2009, parte das dívidas, dos gastos e das receitas do governo federal não é registrada adequadamente. O mercado apelidou os subterfúgios de “contabilidade criativa”. A consultoria econômica Tendências calculou os valores envolvidos nas manobras e mostra que seria melhor chamar a estratégia de “contabilidade destrutiva”. Em quatro anos, 48 bilhões de reais em receitas futuras foram incluídos no cálculo do superávit. Ou seja, dinheiro que ainda não existe foi contado como recebido. Outros 63 bilhões, de recursos empregados no Programa de Aceleração do Crescimento, foram somados à economia. E ficaram de fora dívidas de 479 bilhões de reais, o equivalente ao PIB da Finlândia, em repasses do Tesouro Nacional a bancos públicos, em especial ao BNDES. Somando o que não entrou na conta (mas deveria) e o que foi incluído (e não deveria), o governo inflou sua economia em 590 bilhões de reais de 2009 a 2012. No papel, as metas de superávit foram cumpridas. Na vida real, a história foi bem diferente. “O governo acredita que a contabilidade criativa é a saída para ter recursos, investir e fazer o País crescer”, diz Felipe Salto, economista da Tendências responsável pelo levantamento. “Mas ela não gera crescimento, prejudica a política fiscal, deteriora as contas públicas e coloca em descrédito as regras que deram credibilidade ao País". A dívida brasileira é o tema central da discussão. Muitos economistas que defendem o Estado como indutor do crescimento alegam que o governo agora pode poupar menos porque a dívida pública é baixa. “Não é verdade”, diz Mansueto Almeida, economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada: “Nossa dívida, além de cara, é alta para o atual padrão dos emergentes". Pelos critérios do Fundo Monetário Internacional, a dívida pública bruta do Brasil equivale a 69% do PIB, acima da de países como México (44%), Colômbia (33%), Peru (20%) e Chile (11%). A contabilidade criativa agrava o problema: cobre débitos de bilhões com o manto da invisibilidade. O quase meio trilhão de reais transferido do Tesouro para os bancos federais veio da emissão de títulos públicos. No futuro, o Brasil terá de resgatá-los e remunerar os investidores, pagando o juro prometido.

POLÍCIA FEDERAL INDICIA 22 E DESMONTA QUADRILHA DENTRO DO GOVERNO PETISTA DO ACRE, MAS POUPA O GOVERNADOR PETISTA

A Polícia Federal indiciou 22 pessoas por formação de cartel para fraudar licitações e contratos no governo do Acre, entre elas um sobrinho do governador Tião Viana (PT), chamado Tiago Viana, e dois secretários de Estado. No documento, a Polícia Federal anexou um relatório complementar com citações ao governador e uma conversa telefônica dele com um dos investigados para que o Tribunal de Justiça avalie se abre apurações sobre seu suposto envolvimento no caso ou encaminha o material ao Superior Tribunal de Justiça. "Ficou caracterizado, com os documentos e depoimentos, a formação do cartel. No material apreendido na casa dos empresários, e nas secretarias do Estado, constatamos não só a participação de agentes públicos, mas também o envolvimento deles no planejamento do esquema investigado", afirmou o delegado Maurício Moscardi, chefe da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado. "Em conluio, eles simulavam competições nas licitações do Estado", informa o inquérito da Polícia Federal. Para isso, conforme as investigações, os indiciados se valiam do trânsito que tinham dentro do poder público. Dos 22 indiciados, 15 foram presos preventivamente no dia 10, quando foi deflagrada a operação. Nove são pessoas próximas ao governador e ao seu irmão, o ex-governador e atual senador Jorge Viana (PT-AG).

DEPUTADOS FEDERAIS PRESSIONAM PELA SUSPENSÃO DA DEMARCAÇÃO DE TERRAS SUPOSTAMENTE INDÍGENAS

Um grupo de deputados federais integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) foi recebido nesta quarta-feira no gabinete do vice-presidente da República, Michel Temer. No segundo encontro com Temer em menos de duas semanas, a Frente Parlamentar da Agropecuária saiu com o sentimento de que o governo vai suspender os processos de demarcação de supostas terras indígenas no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso do Sul, a exemplo do já havia sido anunciado pela ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, em relação ao estado do Paraná. Na avaliação do presidente da Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (CINDRA), deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS), a mudança de postura do Palácio do Planalto em relação à polêmica sobre os processos conduzidos pela Funai demonstra que a pressão do setor produtivo surtiu efeito. “A gente espera que isso realmente se confirme. No entanto, o nosso pedido foi para que a decisão valha para todo o Brasil”, acrescentou. Jerônimo Goergen ainda relatou a Michel Temer o risco iminente de conflito entre índios e os operários que trabalham na Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Jerônimo Goergen garante que o setor agropecuário vai continuar mobilizado e já prepara uma série de ações. A expectativa é de que no dia 14 de junho haja uma grande mobilização nacional de produtores rurais contra a desapropriação de terras produtivas para fins de demarcação. Já no dia 20 de junho, a Comissão de Integração Nacional vai ao Rio Grande do Sul discutir os polêmicos processos de demarcação das reservas de Mato Preto e Mato Castelhano. Ainda há a previsão de uma missão parlamentar ao canteiro de obras de Belo Monte, esta sem data definida. A disputa fundiária envolvendo supostas terras indígenas ganhou repercussão nacional após as denúncias de fraudes sobre os laudos antropológicos produzidos pela Funai para justificar as demarcações. “E o avanço do órgão sobre propriedades altamente produtivas, terras dos mais variados tamanhos, cujos proprietários detêm títulos de posse seculares, só aumentou o sentimento de revolta no campo. É essa injustiça que pretendemos reverter”, explicou Jerônimo Goergen.

SIMON VÊ ATUAÇÃO DE DILMA CONTRA ELE E RESOLVE QUE QUER CONCORRER À REELEIÇÃO

O vetusto senador gaúcho Pedro Simon, até recentemente um histórico admirador do PT, agora percebeu que a presidente petista Dilma Rousseff está por trás das iniciativas para retirar dele a possibilidade de concorrer à reeleição para o Senado Federal. Pedro Simon passou a identificar os membros de seu partido, no Rio Grande do Sul, que estão agindo ativamente para rifá-lo. E nem é preciso muito esforço. Com isso ele se definiu, quer nova reeleição. Isso complica a equação que estava sendo montada pelo PT, PMDB nacional e os tais "setores" do PMDB do Rio Grande do Sul, e que precisa uma inédita aliança PMDB-PT para o governo gaúcho, com um peemedebista na cabeça, e o incompetente governante petista peremptório Tarso Genro para a vaga ao Senado. Como se vê, política não se resolve com cálculos matemáticos. É sempre preciso conversar com os "russos" antes.

MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS COBRA EXPLICAÇÕES SOBRE DESAPARECIMENTO DE PRESOS NO GOVERNO DO PEREMPTÓRIO PETISTA TARSO GENRO

Depois do escândalo sobre as péssimas condições de sobrevivência no Presídio Central de Porto Alegre, o que levou a Ajuris (Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul) a apelar para a OEA (Organização dos Estados Americanos), sai novo escândalo na área prisional gaúcha, desta vez em relação ao Presídio Modulado de Charqueadas. O Movimento de Justiça e Direitos Humanos  resolveu por isto cobrar explicações públicas do governo do peremptório petista Tarso Genro. Jair Krischke, presidente do Movimento de Justiça e Direitos Humanos, explica: "Há fatos de desaparecimento de presos e infestação de ratazanas, para dizer o mínimo". O Movimento de Justiça e Direitos Humanos tem procurado autoridades estaduais para que trate de mudar o estado de desordem que existe no sistema prisional estadual. A transferência de presos do Presídio Central para outras cadeias, como o Presídio de Charqueadas, visa apenas embaralhar as investigações feitas em Porto Alegre pela OEA. Mas, não é só. Durante a Operação Concutare, o dirigente comunista (PCdoB) Carlos Fernando Niedesberg, ex-secretário estadual de Meio Ambiente, foi torturado no Presídio Central por um brigadiano, que amassou seus testículos, e ficou tudo por isso mesmo. Em Viamão, os presos escapam durante a noite para a prática de assaltos e busca de drogas, e depois voltam para o presídio. Até prostituta entra no presídio e fica lá dentro por três ou quatro dias se prostituindo e se drogando. É uma gandaia geral. No governo Olívio Dutra, também do PT, sua derrocada começou por causa da (in)segurança pública. Uma CPI foi instalada e acabou revelando um cipoal de corrupção petista, que ficou explícita com a divulgação de uma das gravações feitas pelo ex-chefe de Polícia daquele governo, o delegado Luiz Fernando Tubino, de conversa dele com o petista Diógenes Oliveira. O Movimento de Justiça e Direitos Humanos desempenhou papel importante naquela CPI.

SOBRE LOCAUTE DAS EMPRESAS DE AREIA

Há um terrorismo na imprensa da capital gaúcha dizendo que as obras irão parar por falta de areia, a partir desta quarta-feira. É bom esclarecer esta questão. Uma juíza determinou a paralisação da captação de areia no rio Jacuí por empresas como Smarja e Somar. Ora, se é assim, o mercado de Porto Alegre poderia ser abastecido pelas empresas areeiras do Interior do Estado, que continuam captando areia no alto curso do rio Jacuí. Portanto, aí está existindo locaute, muito conveniente aos empresários. As empresas areeiras locais não conseguem licença ambiental na Fepam para captar areia nas águas do rio Guaíba. Não conseguiram nem mesmo contratando os serviços do consultor ex-deputado estadual Berfran Rosado.

TRIBUNAL DE CONTAS GAÚCHO MANDA GOVERNO JOSÉ FORTUNATI SUSPENDER PAGAMENTOS DE R$ 5,7 MILHÕES A FORNECEDOR DO SISTEMA SIAT

O Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul mandou o governo José Fortunati (PDT), nesta terça-feira, parar qualquer pagamento do contrato referente à instalação do Sistema Integrado de Administração Tributária (Siat). A decisão é em liminar. As denúncias são de que a Consult, empresa de Curitiba, não só não concluiu a instalação do Siat (o prazo era de 24 meses) como já recebeu 90% do valor do contratado em 2009, R$ 5,7 milhões. O dinheiro está sendo pago pela Procempa, que foi quem assinou o contrato. A Procempa, na época, não fez o serviço sob a alegação de que o prazo pedido pela secretaria da Fazenda era muito curto. A Procempa é um poço de irregularidades e de fantásticas mordomias nestes governos de José Fortunati. Até irmã sexagenária de seu presidente é beneficiária de plano de saúde espetacular.

PMDB GAÚCHO, FINALMENTE, DECIDE ASSINAR PEDIDO DE CPI CONTRA O PEREMPTÓRIO PETISTA TARSO GENRO

Reunida nesta terça-feira à tarde, a bancada estadual do PMDB do Rio Grande do Sul resolveu assinar em bloco (oito deputados) o requerimento de convocação da CPI das Licenças Ambientais do Governo Tarso Genro. Com as oito novas assinaturas, o requerimento já registra 17 nomes, faltando portanto apenas dois a menos do que o número regimentalmente necessário. A proposta do PSDB já foi assinada por seis deputados tucanos, um do DEM e dois do PTB, estes da base do governo do peremptório petista Tarso Genro. A oposição ainda possui sete deputados do PP e um do PPS, mas as duas bancadas resistem por razões diferentes. Um deputado do PP disse que, se faltar uma só assinatura, esta sairá do seu partido. É muito difícil que emplaque esta CPI, porque o peremptório petista Tarso Genro aplicou uma espécie de "Mensalão" no Rio Grande do Sul. A "base aliada" na Assembléia Legislativa foi devidamente "contemplada" com 80 mil reais mensais para cada deputado aliado, por meio da nomeação de CCs. Este dinheiro pode sair integralmente livre, sem qualquer imposto ou desconto, para o respectivo deputado, bastando que ele nomeie para os cargos pessoa que estejam interessadas apenas na aquisição de tempo necessário para a aposentadoria e que concordem em entregar a integralidade do salário mensal para o parlamentar. Como se vê, suas excelências têm muito compromisso com o governo petista muito incompetente do peremptório Tarso Genro.

O governo incompetente do peremptório petista Tarso Genro recebe R$ 20 milhões para vítimas da estiagem, não usa e devolve R$ 21,1 milhões

O governo incompetente do peremptório petista Tarso Genro ganhou um presentinho de R$ 20 milhões do governo Dilma Roussef para socorrer vítimas gaúchas da estiagem, que afetaram o Estado por dois anos seguidos. Passado um ano, o dinheiro não foi usado pelo incompetente governo petista. O nome disso é apenas um: incompetência administrativa. Aí o governo do peremptório petista Tarso Genro foi cobrado pelo governo federal, e precisou devolver o dinheiro com valor corrigido e com juros. Mandou de volta para o Tesouro Nacional o total de R$ 21,1 milhões. A denúncia foi apresentada pela deputada estadual Zilá Breitenbach, do PSDB, que mostrou de onde saiu o dinheiro não usado. Foram duas parcelas. A primeira, de número 102, foi publicada no Diário Oficial da União em fevereiro do ano passado e, a segunda, de número 571, em outubro. Quando o sujeito tem vocação para a incompetência, não tem escapatória mesmo.

Nobel da Paz diz que Bolsa Família é assistencialista e que o assistencialismo deve dar espaço a soluções de longo prazo

O Nobel da Paz, Muhammad Yunus, está no Brasil nesta semana para para lançar um fundo de apoio aos negócios sociais, além de uma filial do Yunus Social Business Centre, o primeiro Centro Acadêmico de Negócios Sociais da América Latina. O objetivo da instituição será fomentar o conceito e a prática do “negócio social”. “Ao se enveredar para o mundo dos negócios, a pessoa deve escolher entre acumular dinheiro ou solucionar problemas”, explicou Yunus, em palestra na segunda-feira, em São Paulo, para um público formado por estudantes, professores, empresários e jornalistas. “Caso opte pela segunda alternativa, é preciso criar metas anuais de alcance para seu projeto como incentivo, da mesma forma como as empresas tradicionais focam no lucro”, completou. O modelo já existe no Japão, Coréia do Sul, Itália, Alemanha, Estados Unidos, França e Turquia. Ao ser questionado por um jornalista, “por que o Brasil?”, Yunus rebateu com outra pergunta: “por que não o Brasil?”. Segundo ele, o País tem se mostrado muito consciente sobre as questões sociais e interessado em achar soluções locais e mundiais. Mas, Yunus também critica o modelo assistencialista adotado pelo governo brasileiro ao falar sobre programas como o Bolsa Família. “É importante ajudar as pessoas que precisam, mas é preciso tomar cuidado para que elas não se tornem dependentes dessa ajuda por um tempo longo demais. A Europa criou um problema nesse sentido, com várias gerações de pessoas desempregadas. É necessário pensar em idéias para tirar as pessoas dessa situação de dependência, a começar por um grupo pequeno. Esse é o desafio do negócio social”. Para Yunus, o assistencialismo deve dar espaço para soluções de longo prazo, tornando os cidadãos responsáveis e colaborando para a sua integração à sociedade. Vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 2006 e conhecido como “banqueiro dos pobres”, Yunus é o fundador do Grameen Bank, em Bangladesh, o primeiro banco do mundo especializado em conceder microcrédito a pessoas de baixa renda. Sua história tem servido de inspiração para governos e pessoas de várias partes do mundo. “A diferença do negócio social, para as contribuições de caridade, é que estas não são parte de um processo de conscientização, elas fazem um ótimo trabalho, mas o dinheiro investido pára ali. Para ajudar mais pessoas, é preciso começar do zero e fazer uma nova arrecadação. Já o negócio social permite que o mesmo dinheiro seja investido várias vezes”, explica ele: “Para todo problema que vejo, penso em um negócio que busque uma solução para ele. Se a encontro, crio novas instituições para alcançar outras pessoas que enfrentam o mesmo problema”. Para diminuir o desemprego, por exemplo, é possível incentivar a formação de profissionais que estão em falta no mercado. “É preciso combinar demanda e oferta”, diz. Já o microcrédito é a maior prova de que a solução de um problema local pode ser usada em vários países do mundo, sejam eles desenvolvidos ou não, por mais diferentes que sejam suas realidades. “Às vezes os problemas parecem tão gigantes, que individualmente nos sentimos minúsculos. Meu conselho é, não se sintam ameaçados pela amplitude dos problemas em questão. Tente pensar em como ele reflete em cada indivíduo. Se você conseguir solucionar o problema para uma única pessoa, você amplia a solução para centenas, milhares, milhões, ele pode ser aplicado em qualquer lugar do mundo. A fome, o analfabetismo e o desemprego não são problemas de uma só cidade, mas de todo o país, de toda a região, de todo o planeta”, afirma o economista Nobel da Paz. Yunus estudou economia nos Estados Unidos e voltou a Bangladesh depois que o país se tornou independente do Paquistão (1971). Diante da situação desesperadora da fome no país, ele criou uma solução inusitada: emprestar pequenas quantias de dinheiro aos pobres, que jamais conseguiriam ajuda dos bancos convencionais. Em 1976, quando ainda era professor universitário, fez a primeira experiência desse tipo ao oferecer 27 dólares a um grupo de 42 artesãos em dificuldades, grande parte deles mulheres. A soma foi suficiente para que comprassem matéria-prima, vendessem sua produção de tamboretes de bambu e garantissem a continuidade do negócio. Animado com as possibilidades que a iniciativa apresentava, o intelectual virou banqueiro no ano seguinte. Fundou o banco Grameen, que significa “banco da aldeia” em bengali, e passou a fomentar a atividade econômica entre os pobres. Em 2011, porém, Yunus foi demitido da direção do banco que fundou. Naquele ano, o banco já tinha cerca de 955 milhões de dólares em empréstimos a 8,3 milhões de tomadores de crédito. Segundo o governo, o Nobel da Paz deveria ter se aposentado das funções no banco aos 60 anos. O ministro bengali das finanças, A.M. Muhit, chegou a sugerir que Yunus era muito velho para dirigir o banco.