sábado, 29 de junho de 2013

BANCO CENTRAL FEZ NOVA INTERVENÇÃO NO MERCADO, NA SEXTA-FEIRA, PARA CONTAR ALTA DO DÓLAR

O dólar voltou a registrar alta na sexta-feira. Depois de sofrer queda de 3,35% nos quatro dias anteriores, ele chegou a atingir R$ 2,227 na manhã de sexta-feira e incentivou o Banco Central a intervir no câmbio para conter o avanço da moeda. O Banco Central tem feito intervenções no mercado de câmbio para suavizar a alta do dólar. Foram ofertados 40 mil contratos, com duas datas de vencimento: 1º de outubro e 1º de novembro deste ano. No caso da primeira data, foram negociados 28,9 mil contratos, com valor de US$ 1,439 bilhão. Para 1º de novembro, foram US$ 551,8 milhões, com 11,1 mil contratos negociados.

STJ NEGA RECURSO A CESARE BATTISTI, QUE PODERIA SER EXPULSO DO BRASIL

A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça negou pedido do ex-ativista italiano Cesare Battisti para que a Corte revisse sua condenação por uso de carimbos oficiais falsos do serviço de imigração brasileiro em passaportes estrangeiros. Ele alegou inépcia da denúncia por diversos motivos, mas não foi atendido. Para a Turma, ficou demonstrada a configuração da infração prevista no artigo 296, parágrafo 1º, inciso I, do Código Penal, e comprovada a autoria, inclusive com a confissão do réu. Cópia da decisão será encaminhada ao ministro da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Martins Cardozo, para as providências que entender cabíveis. O Estatuto do Estrangeiro (Lei 6.815/80) prevê no artigo 65, parágrafo único, alínea “a”, a expulsão do estrangeiro que praticar fraude para obter sua entrada ou permanência no País. Houve também alegação de nulidade por desconsideração e indeferimento de juntada de provas e porque a condenação teria se baseado apenas na “prova indiciária”. O primeiro tópico não foi prequestionado em instância inferior e, por isso, não pode ser analisado pelo Superior Tribunal de Justiça. Quando ao argumento de que a condenação teria se baseado exclusivamente na prova colhida na investigação policial, o processo evidencia que isso não ocorreu. Laudos periciais atestam a materialidade da infração e, no tocante à autoria, fez referência à confissão de Battisti, tanto na fase policial, como em juízo. Ficou comprovado que o réu tinha plena consciência da falsidade dos carimbos por ele utilizados, com especial realce na parte em que diz "que recebeu um carimbo para colocar visto no passaporte" e que o dito "carimbo tinha algum problema com, salvo engano, inversão de dia e mês", o que foi observado pelo laudo pericial. . “Não procede, nestas condições, a alegação de que a decisão está baseada tão somente em elementos contidos no inquérito policial, e, além disso, vale ressaltar que a última instância no exame da prova concluiu que ficou evidenciado que o ora denunciado, de forma livre e consciente, fez uso de sinais públicos falsificados em passaportes falsos e cartões de entrada-saída no intuito de entrar e permanecer clandestinamente em território nacional”, concluiu o relator. A publicação do acórdão do julgamento está prevista para esta segunda-feira.

ALCKMIN FAZ O CONTRÁRIO DE DILMA: DIMINUI O TAMANHO DA MÁQUINA E CORTA GASTOS. CORAGEM, SOBERANA!

O governador Geraldo Alckmin fez o contrário da presidente Dilma Rousseff, que vai aumentando o número de ministérios — e os gastos — para acomodar a base aliada. Leiam o que informa a Folha. Volto depois.
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) vai anunciar hoje (sexta-feira) a extinção da Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano, a unificação de ao menos três fundações e a fusão de empresas públicas para cortar despesas do Estado. O pacote resultará em uma economia de R$ 127 milhões este ano e de R$ 226 milhões em 2014. O valor será suficiente para cobrir a perda de receita provocada pela revogação do reajuste das passagens de metrô e trem estimada em R$ 210 milhões por ano. (…) As funções da secretaria extinta serão incorporadas por outros órgãos do governo, como a Casa Civil e a Secretaria de Planejamento. A pasta de Desenvolvimento Metropolitano tinha orçamento de R$ 145 milhões previsto para este ano. Não há confirmação sobre demissão de servidores. O governo também vai unificar as atividades de fundações como a Fundap (Fundação do Desenvolvimento Administrativo), a Seade (Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados) e o Cepam (Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal), que prestam serviço de auditoria, consultoria, formação e pesquisa. Na noite de ontem (quinta-feira) o governador ainda estudava ampliar o número de fundações e empresas que poderiam ser alvo dos cortes. O tucano também anunciará a venda de bens do governo, como veículos da frota oficial, a redução do número de servidores comissionados e o corte de verbas para viagens e diárias. Para cobrir o gasto provocado pela redução da tarifa, o Palácio dos Bandeirantes cogitou inicialmente realocar recursos disponíveis que não seriam gastos em 2013, porque eram originalmente destinados a projetos que estão atrasados. Depois decidiu ampliar a medida. (…)
Voltei
Nunca se esqueçam disto: o transe que está aí nas ruas nasceu de uma tentativa de criar o caos em São Paulo por razões eleitorais. Alguns espertalhões tentaram pegar carona no movimento dos coxinhas das catracas e acabaram se dando mal. Como saiu tudo errado, Dilma poderia agora usar São Paulo como inspiração, em vez de propor feitiçarias. Por Reinaldo Azevedo

NA GUERRA DE RUA EM FORTALEZA APARECEU UMA CAMISETA DAS FARC

Vejam a camiseta do fortão na foto, com o rosto coberto, usando um estilingue para atingir policiais no Ceará. O símbolo que traz no peito é o das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Sim, há pessoas no Brasil — e não me estranha que ele esteja no protesto — que envergam camisas de narcoterroristas. Moleques hoje, que eu saiba, não brincam mais de estilingue, coisas do meu tempo, do meu interior. Sei que não era muito bonito, mas o fato é que a gente matava passarinho. Hoje, quando eles começam a cantar antes das 5 da matina, penso em estilingues, confesso… Deus me livre! Hoje em dia, iria todo mundo para a Fundação Casa, acho. E teriam menos pena da gente do que dessas “vítimas da sociedade” que põem fogo em gente… É que passarinho não aquece o planeta. Um estilingue pode provocar um ferimento muito grave com pedra ou bola de gude — que, pra mim, continua a ser “fubeca”. Sim, a depender do caso, pode ser uma arma letal. Nada de errado, não é?, em usar a camiseta das Farc por aqui! Afinal, o governo petista não considera terroristas aqueles valentes. Lembro-me até de que Lula chegou a dar uns conselhos aos companheiros: deveriam fazer como o PT e disputar eleições. Como esquecer que Dilma Rousseff, quando chefe da Casa Civil, requisitou para trabalhar em Brasília, no Ministério da Pesca, a mulher do terrorista conhecido como Padre Medina, que está refugiado em Banânia? Numa democracia convencional, dar-se-ia um jeito de achar esse rapaz para que ele se explicasse… Mas quê! Se Dilma não teve de se explicar, por que ele teria? Por Reinaldo Azevedo

AS RUAS ESTÃO UM TANTO DESTRAMBELHADAS, MAS DILMA E SEUS RAPAZES ESTÃO AINDA MAIS. OU: SEM SAFADEZA E GOLPES NA LEGITIMIDADE E NA LEGALIDADE, SERÁ IMPOSSÍVEL REALIZAR O PLEBISCITO

Estamos no fim de junho. Assustada com as manifestações e o quebra-quebra das ruas, a presidente Dilma Rousseff resolveu chupar as resoluções do 3º Congresso do PT, ocorrido em 2007, e chamar a proposta de reforma política e “pacto” — aí evocando a triste memória do governo Sarney. Chegou a falar num plebiscito seguido de constituinte. Agora, contenta-se só com a consulta popular. Encontrou-se na quinta-feira com presidentes dos partidos da base aliada. Eles toparam. Toparam sabe-se lá o quê. Ninguém tem noção de como as coisas funcionariam. A presidente diz querer uma consulta sucinta, restrita a alguns pontos. Quem aparece como chefe das operações é seu homem de superconfiança, Aloizio Mercadante — a Soberana parece surda à voz de seus sacerdotes. Ela quer que parte das mudanças já valha para a disputa de 2014. Seria preciso, pois, aprovar antes de outubro. Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado — principal alvo dos protestos em Brasília —, anda mais assanhado que lambari na sanga. O homem que quer instituir o Passe Livre Estudantil (e os prefeitos que se virem) teve outra idéia genial: indagar no plebiscito se a população quer que a mudança ocorra já no ano que vem, ainda que aprovada fora do prazo. É um espetáculo! Nesse caso, seria preciso falar com os russos do Supremo. Tentarei ser rápido como Renan: se existe uma lei que impede mudanças no processo eleitoral a menos de um ano do pleito, mesmo a revogação dessa lei tem de ser feita um ano antes do pleito. Por que ele não propõe isso ao Congresso para ver se passa? Pelo visto, Renan acha que um plebiscito é tão legítimo que poderia até dizer “sim” a um golpe… Mercadante fala pelos cotovelos, com ares de Marco Antônio dando ordem aos egípcios. Fala o que lhe dá na telha, o que sempre é um problema. A consulta ao povo se restringiria ao financiamento de campanha, ao sistema de eleição de parlamentares e ao voto em lista. Já houve voto distrital no Brasil, mas se perdeu na memória. Para o eleitor comum — 99% —, tudo isso é charada grega. Mais: mesmo essas três questões não se resumem a um “sim” ou a “não”. Cada uma delas comporta pelo menos três alternativas: voto distrital, distrital misto e proporcional; financiamento público; financiamento misto; financiamento com doações privadas; voto nominal; voto em lista, mistura dos dois critérios. Digamos que o financiamento continue privado: as atuais regras permanecem? Vão mudar? No caso do financiamento público, como se fará a distribuição dos recursos? SEM PICARETAGEM, SEM SAFADEZA, SEM TRAPAÇA, SEM ESPÍRITO GOLPISTA, é simplesmente impossível resolver essa questão por plebiscito. Caso se realize, jamais a população terá sido chamada a votar em tal estado de  ignorância. Como se vai operacionalizar isso? A “vontade do povo” vai virar uma PEC ou Projeto de Lei? Poderão ser emendados pelos parlamentares ou não? Se não puderem, então seria preciso oferecer ao eleitor, na urna, a íntegra de cada texto votado, o que é impossível. Mais: quem disse que os parlamentares estariam obrigados a ser reverentes à vontade plebiscitária? Aberta a reforma política, parlamentares estariam impedidos de tratar de outros temas que não foram submetidos ao plebiscito? As tolices vão se acumulando. Numa evidência de que anda dormindo pouco e mal, o que deixa lento o raciocínio, leio que a presidente rechaça o referendo — a consulta feita depois que o Congresso chega a um texto final — porque, disse, esse seria o pior dos mundos. Afirmou: “A população poderia rechaçar uma reforma política aprovada pelo Congresso. Ficaríamos sem mudanças, não é o que deseja a voz das ruas”. Heeeinnn? Como não há ninguém querendo reforma política nas ruas — alguém ouviu falar disso? —, a população pode muito bem decidir deixar tudo como está, ora essa! E aí? Mais: se o Congresso votasse uma coisa e a população rejeitasse — e isso implicaria que ela teria dito “não” à mudança, mantendo as leis atuais —, isso só provaria, então, que, nesse particular, não estaria querendo mudança!!! Se essa fala for verdadeira, isso só evidencia o estado de confusão mental em que está essa gente. Organizar e executar um plebiscito dessa complexidade em três meses é coisa de República Bananeira. Eu não acho que governantes tenham de ser necessariamente submissos ao que se grita nas ruas. Mas, se é o caso, um dos gritos que se ouve é contra a corrupção e a ineficiência do estado. Dilma poderia começar cortando metade dos ministérios. Ficar com 20 já estaria bom. Tenho a certeza de que, cortando a metade, o governo já renderia o dobro. Seria muito pouco, claro!, mas melhor do que hoje. Que coisa! O PT governava com razoável serenidade quando pesquisas indicavam a quase unanimidade. Bastaram algumas manifestações de insatisfação, e essa gente entrou em parafuso. Sei a quem estou apelando, mas é o que nos resta: os partidos da base aliada, exceção feita ao PT, deveriam demover a presidente dessa estupidez. Não conseguindo, espero que tenham o bom senso de ir empurrando esse negócio com a barriga. Dilma vive um momento meio aloprado, instruída por um mau conselheiro. José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, por ofício, seria a voz do bom senso. Mas quem dá bola ao Leporello? Xiii, já fui lá pro Dom Giovanni. Melhor parar por aqui. Por Reinaldo Azevedo

COXINHAS EXTREMISTAS DO PASSE LIVRE E ASSEMELHADOS SE NEGAM A CONDENAR A VIOLÊNCIA E OS VÂNDALOS. UM GRUPO ACUSA A IMPRENSA DE CRIAR UMA DIVISÃO QUE NÃO EXISTE ENTRE PACÍFICOS E VIOLENTOS. NÃO É QUE, NESSE PARTICULAR, ELES ESTÃO CERTOS?

Tem gente, inclusive na imprensa, brincando com fogo. A Folha de sexta-feira traz uma síntese da sabatina com dois representantes do Movimento Passe Livre: Caio Martins, 19, e Mariana Toledo. Eles se dizem, claro, claro, contra vandalismos… Mas será que eles os condenam? Resposta clara e inequívoca: NÃO! Ao contrário: eles consideram que é muito difícil combater depredações, saques e agressões à polícia porque, dizem, a violência, no Brasil, parte do Estado. Afirmaram também que jamais colaborariam com a polícia para identificar vândalos. Nas palavras de Caio, um dos Rimbauds das Catracas que tanto excitam a imaginação dos nossos jornalistas, “é muito difícil conseguir uma manifestação pacífica na rua no Brasil porque o Estado é violento”. Ele é muito jovem, claro!, mas suas ideias são velhíssimas. Esses radicalóides, que conhecem a pobreza de ouvir falar, estão, parece-me evidente, a serviço do que já é um aparelho político. E não é de hoje. O MPL já disse o que quer: superar o capitalismo. Para eles, o Estado é essencialmente ilegítimo — aquele mesmo que tirou da miséria muitos milhões de pessoas nos últimos anos —, e a polícia nada mais é do que parte de seu braço armado. E fim de papo. Mariana tem 27 anos. É pós-graduanda em sociologia na USP. Já está um pouco passadita para brincar de Mafaldinha. Também ela falou sobre a violência: “Não é uma questão de condenar ou apoiar, achar legítimo ou não a violência. É que a gente perceba como a população está descontente com a violência da polícia, da tarifa”. E ponto! Como fiéis militantes de uma seita leninista — o leninismo da catraca —, disseram, nas palavras de Caio, por que não expressam opiniões pessoais ou algo assim: “Não interessa saber o que o Caio e a Mariana pensam. Fomos destacados pra uma tarefa específica, de falar com a imprensa”. E ele ainda reclama dos meios de comunicação, que os transformou em heróis. Teriam sido chamados de vândalos. Não custa lembrar que todos os protestos de rua havidos antes daquele fatídico dia 13 foram violentos. No dia 11, manifestantes jogaram coquetel molotov contra a polícia. Um policial foi linchado. Prestem, agora, atenção ao trecho de uma reportagem do fim da noite de quinta-feira no site do jornal O Tempo, de Minas Gerais. "Depois de várias horas reunidos embaixo do viaduto de Santa Tereza, no centro de BH, na noite desta quinta-feira (27), a Assembleia Popular de Belo Horizonte, organizada pelas redes sociais, definiu os rumos e temas do movimento na capital. De acordo com a organização, o 6ª grande ato de manifesto do grupo está marcado para o próximo sábado, às 7h, com concentração na porta da Câmara dos Vereadores, na avenida dos Andradas, no bairro Santa Efigênia. Na segunda-feira (1º), uma nova assembléia está marcada, para às 19 horas, sob o viaduto de Santa Tereza. Durante o encontro foram distribuídos para os presentes folhetos com os temas pontuados na reunião da última semana, propostas por diversos grupos temáticos que compõem o movimento. A manifestação dessa quarta-feira e todo confronto que aconteceu na avenida Antônio Carlos, depois do jogo entre Brasil e Uruguai até a evacuação da praça Sete, também são avaliados nesta assembleia. Parte dos presentes considera a postura da imprensa, em separar manifestantes de vândalos, equivocada; apesar de repudiar a violência. “Cada um tem seus motivos e, por isso, se manifesta e protesta como quer, até com vandalismo”, disseram. Alguns também criticaram o Comitê dos Atingidos pela Copa (Copac), por se reunir com o governador Antonio Anastasia, na última terça-feirta, e não tratar de temas que abrangem a totalidade do movimento. A reunião acontece em frente a uma guarita da Polícia Militar e segue pacífica. Cerca de 1.300 pessoas passaram pelo local. Durante o dia, a página oficial do evento no Facebook explicou sobre as intenções do encontro: “As questões serão apresentadas, discutidas e deliberada no ato. Mas é fundamental que ocupemos um espaço público para decidir sobre a vida pública. Não é uma convocação para manifesto, mas para um fórum de diálogo horizontal e formulação de pautas e propostas para próximas mobilizações”. (…) Voltei - As palavras são duras, mas não cabem outras. A estupidez de setores da imprensa, especialmente as TVs — com as exceções de praxe —, cobrindo esses movimentos é assombrosa. Sim, sim, eles usam o Facebook. Mas o Facebook é apenas o meio de convocação. Antes, eram megafones, murais, os panfletos, o telefone, os e-mails… Isso é irrelevante. Quem imprime a pauta? Quem organiza? Como? Assembleia Popular de Belo Horizonte??? Estamos na Revolução Francesa? Haverá o Comitê de Salvação Pública? Notem ali: também eles não aceitam se distinguir dos baderneiros coisa nenhuma! Ao contrário: consideram a miolência um meio de expressão. Venham cá: quando os telejornais insistem na distinção ridícula entre maioria pacífica e minoria violenta, pergunto: estão tentando se enganar, enganar os telespectadores ou têm a ilusão de que enganam os manifestantes? É claro que é sempre um menor número que vai para o pau. É parte do jogo. Mas todos pertencem ao mesmo corpo — e notem que os ditos pacíficos rejeitam a distinção. Observem que a opinião da turma de Minas é a mesmíssima da do Passe Livre. E, se querem saber, eles estão certos, e errada está a imprensa que insiste em distinguir vândalos de pacíficos. São partes de um todo. E, como diria o poeta Gregório de Matos: “O todo sem a parte não é todo;/A parte sem o todo não é parte;/Mas se a parte o faz todo sendo parte,Não se diga que é parte, sendo todo". Vão investigar! Em vez de a imprensa se perder em distinções inexistentes, deveria buscar as raízes teóricas desses movimentos, seus pensadores de referência, como Slavoj Zizek, por exemplo, o neomarxista para quem o limite a ser superado em busca da sociedade socialista que o MPL diz abertamente querer é a democracia. Para essa escola, a fase em que a democracia era uma aliada da causa já passou. O que querem os que ficam edulcorando a realidade? Acham que eles vão deixar de tolerar a violência só porque a TV os chamou de pacíficos? Tenham paciência! É parte do jogo. E eles sabem muito bem que foi a promoção do caos que os alçou à condição de interlocutores. Os coxinhas conhecem ao menos um pouquinho de teoria revolucionária. Quando assisti à bucéfala demonização da Polícia Militar em São Paulo e quando vi o jornalismo aplaudir a cidade como território livre para quem queira dela se apossar, sabia o que viria pela frente e alertei aqui. O que será preciso para que caia a ficha?  Por Reinaldo Azevedo

NÃO TEM POBRE NA RUA MESMO, UÉ! POR QUE A BRAVEZA? OU: EXISTE UM JEITO DE COMBATER A ESQUERDA QUE SÓ A FORTALECE

Afirmei na quinta-feira que “não há pobres nas ruas”. Algumas pessoas ficaram bravas. É possível que tenham entendido tudo errado. Disse isso no contexto em que sustentei que Lula é um dos vitoriosos dessa jornada infeliz porque voltou ao jogo sucessório. E não precisou fazer muita coisa para isso. Sua candidatura em 2014 é debatida a céu aberto no PT. Fazer o quê? As pesquisas estão aí. Os miseráveis e os muito pobres não estão nas ruas. Lula fala com eles melhor do que qualquer grupo portando cartolinas. E já se articula freneticamente para fazer o que mais sabe: jogar brasileiros contra brasileiros. Os 52 milhões que são tocados, de algum modo, pelo Bolsa Família estão cantando e andando para o Passe Livre ou para protestos como “Hospitais Padrão Fifa”. Alguns bobos acham — justo eu??? — que estou colaborando com o petismo quando faço essa crítica. Bobagem! Eu estou fazendo um alerta. Há motivos, sim, para protestos, mas não para esses ensaios meio grotescos de insurreição popular. “Ah, mas se tudo andasse às mil maravilhas…” Olhem aqui: com o processo de demonização da polícia a que assistimos, esse desdobramento era óbvio e cheguei a antevê-lo aqui. Pura lógica. Há mais causas contingentes do que de fundo. A economia vai mal, mas a ruindade ainda não chegou às ruas com esse força. Reconhecer a realidade ajuda a gente a não errar… É claro que o PT mobilizará seus aparelhos ou para fazer frente a essa onda ou, como é mais provável, para surfar nela. Afinal, é o que estão fazendo hoje parlamentares, o governo federal e até ministros do Supremo. Quando a equação incluir os pobres, aí vamos ver. A torção à esquerda da política já se deu. Uma coisa é certa: enquanto o incentivo ao vandalismo for chamado de “movimento pacífico infiltrado por baderneiros”, os baderneiros continuarão a serviço do suposto “movimento pacífico”. Será que eu “petizei”? Não é isso, não! Nunca esses caras me provocaram mais repulsa! É que existe um modo de combatê-los que os enfraquece, e existe um modo de combatê-los que os fortalece. Os métodos até agora empregados e incensados atuam contra a racionalidade administrativa, o estado democrático e a sociedade de direito. E quem conhece essa praia são as esquerdas, antes e depois do Facebook. Por Reinaldo Azevedo

“FÃS” DE RENAN CALHEIROS QUE ESCREVEM PARA O BLOG TÊM TODOS O MESMO IP… QUE GENTE PITORESCA!

De vez em quando, começo um post assim: “Que gente pitoresca!”. Começou a aparecer no blog um monte de fãs do senador Renan Calheiros, o homem que agora quer dar o Passe Livre Estudantil e mandar a conta para os prefeitos. Então… Aí a gente vê: além da admiração por Renan, eles têm outra coisa em comum: o IP. É… Se é que todos os elogios não saíram da mesma máquina, saíram, quando menos, da mesma empresa ou órgão — espero que, ao menos, não seja público… Vejam que graça.
Isaac
pgbleao@msn.com
187.65.86.89
Quem conhece, sabe. O Congresso estava funcionando próximo da sociedade e vai avançar mais. Esse Senador tem forte espírito democrático, foi líder estudantil contra ditadura foi autor do voto aos 16 anos, aprovou o Estatuto da Juventude e vai aprovar o Passe Livre. Para os estudantes, “Fora Todo Mundo”, menos Renan Calheiros.
Wanderley
dmitribarros@hotmail.com
187.65.86.89
Renan Calheiros foi o autor do voto aos 16 anos. Recentemente aprovou o Estatuto da Juventude. E agora vai disponibilizar Passe livre para nós, estudantes. Esse cara tem história conosco.
Maria Santos
mariajosesantos1976@bol.com.br
187.65.86.89
O passe livre é mais uma vitória dos estudantes brasileiros. Tendenciosos e politiqueiros tentam caracterizar o ato do presidente do Senado de oportunismo. Para nós, estudantes, Renan Calheiros foi muito corajoso e republicano.
João Paulo
joaopaulocostamcz@hotmail.com
187.65.86.89
Motivos pessoais e perseguições políticas tiraram o mandato de presidente do Senado desse cara em 2007. Ele mesmo pediu a quebra do seu sigilo fiscal e de lá para cá nenhum processo, só uma denúncia que o próprio Renan pediu celeridade de investigação ao STF. Ele voltou e está aprovando projetos de interesse popular e colocando o Congresso Nacional para trabalhar com disposição e coragem.
E o dinheiro público é usado para isso, entre outras coisas, para o senador Renan Calheiros comprar os serviços de empresa encarregada de "vender" sua imagem na Internet.

JÁ TEMOS O JEAN PAUL-SARTRE DA CATRACA. OU: NÃO ME PEÇAM PARA RIR DE UMA FARSA QUE SE REPETE E QUE JÁ NÃO TINHA GRAÇA EM 1968. OU: SEM CUECA À MOSTRA, PAULO ARANTES

Paulo Arantes é um professor de aposentado de filosofia socialista. O que é isso? Não sei. Como Marilena Chaui, ele se quer marxista mesmo, de verdade, do tipo que acredita no socialismo — mas com liberdade, é evidente, menos, suponho, para recalcitrantes. Por isso, migrou do PT para o PSOL. Marilena continua na nave-mãe.  Já está com 71 anos. Fez parte da geração uspiana que achou que os petistas iriam fazer a revolução — sem sangue se possível; com ele, se necessário, porque vocês sabem como esses brasucas são teimosos e insistem em não reconhecer o valor daqueles que querem libertá-los. Arantes passou 20 anos na USP pregando a chegada do PT ao poder e, desde 2003, é um crítico do partido porque acha que ele não teve coragem de ir à esquerda o bastante. A gente pensa num senhor de 71 anos e o imagina se comovendo com o sorriso de uma criança, de um netinho, mesmo sem perder o rigor intelectual. Nada disso! Com Arantes, nem rigor nem sorriso. Ele agora resolveu imitar Jean-Paul Sartre nas jornadas de Maio de 1968, na França, quando havia se convertido a uma seita maoista e distribuía o jornal “La Cause du Peuple” (“A Causa do Povo”). O povo não tinha a menor idéia do que eles falavam. Tanto é assim que, ao fim das jornadas, quem se elege presidente da França, em 1969, é o conservador George Pompidou. Aos 63 anos, um pouco mais jovem do que Arantes, Sartre se junta aos maoistas e passa a pregar a revolução. De Gaulle, um direitista decente, deu ordens para que não o metessem em cana: “Não se pode prender Voltaire”, exagerou. A direita sempre tão generosa com essa gente… Se pudessem, eles teriam prendido De Gaulle. A exemplo do filósofo francês — que, à época, já havia conquistado fama mundial —, Arantes, em busca ao menos da fama municipal ao menos, decidiu, na quinta-feira, dar uma aula em praça pública sobre “passe livre”. É constrangedor. Um grupo de umas 300 pessoas acompanharam a cascata do Sartre caipira, em frente à Prefeitura. Também falou Lúcio Gregori, que foi secretário de Luíza Erundina quando prefeita e defendia a tarifa zero. Ele só não explicou por que ele próprio não a implementou, mas acredita que outros podem fazê-lo. Arantes, que tem uma formação intelectual respeitável, não quer mais saber de filosofia faz tempo. Quer ação. Já há alguns anos, seus textos, pra lá da linha do compreensível — não porque falte inteligência ao leitor, mas porque falta objeto ao autor —, insinuam que a reflexão é só uma modo de procrastinação. Esse portento revolucionário quer é luta, ação. O evento teve o apoio do Passe Livre, que trabalha, não custa lembrar, em parceira com o PSOL e outras legendas de extrema esquerda. Assim como Sartre admirava Daniel Cohen-Bendit (o Ruivo), um dos líderes da revolta estudantil de Maio de 68, Arantes tenta, digamos assim, se alimentar da juventude dos coxinhas radicais do Passe Livre. A história, claro, não se repete, mas as comédias costumam ter semelhanças estruturais. Em 1968, Cohen-Bendit — que a imprensa chamava de “Dany, Le Rouge” (“Dani, o Vermelho, porque de extrema esquerda e porque ruivo) — subiu num grande leão de Bronze na praça Denfert-Rochereau, para liderar uma grande passeata. E convocou todas as correntes que estavam na rua: trotskistas, maoistas, socialistas moderados… E emendou: “A canalha stalinista vai para o fim do cortejo”, deixando clara a hostilidade à esquerda tradicional. O Partido Comunista da França retirou o apoio aos protestos depois de algum tempo porque eles se voltaram também contra a esquerda tradicional. Assim, não me peçam para rir de uma comédia a que já assisti. Não me peçam para rir de uma farsa que estruturalmente se repete. O fato de o Passe Livre criticar também os petistas não me comove — porque se trata de uma crítica feita pela esquerda. Hoje, usam a catraca como símbolo porque isso é parte de uma estratégia de luta. Eles mesmos confessam que o transporte é apenas o instrumento de “superação do capitalismo”. Eu não acho que o capitalismo corra risco por causa desses bananas. Mas acho um absurdo que se sintam no direito de infernizar a vida de milhões de pessoas com sua “utopia” aloprada, que, de resto, vai acabar punindo os mais pobres. Paulo Arantes e outros babões de sua estirpe fracassaram no exercício do ódio como instrumento de pensamento. E agora tentam reunir o que lhes resta de seiva supostamente revolucionária para fazer da catraca um instrumento de mudança do mundo. Espero que não comece a aparecer em público com o elástico da cueca à mostra. Nunca sei qual é o limite dessa gente. É patético! Chegou ao Brasil, reitero, o pensamento de alguns neomarxistas que asseguram que o grande inimigo da “liberdade” não é o mais o capitalismo, mas a democracia representativa. E parte da imprensa, pondo uma corda no próprio pescoço, comprou essa causa! Por Reinaldo Azevedo

MARCHA DE 500 MIL EVANGÉLICOS EM SÃO PAULO VAIA O NOME DE DILMA CITADO PELO PETISTA GILBERTO CARVALHO

O ministro petista Gilberto Carvalho (o "Gilzinho", aquele da prefeitura de Santo André, do assassinado prefeito Celso Daniel), da Secretaria-Geral da Presidência, levou uma sonora vaia, neste sábado, na Marcha para Jesus 2013, em São Paulo. O petista Gilberto Carvalho pegou o microfone para dizer que representava a presidente Dilma na caminhada, quando ouviu estrepitosa vaia. Quem se deu bem foi o deputado federal Marco Feliciano, do PSC, pastor e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Em sua conta no Twitter, o congressista publicou foto em que aparece usando uma camiseta com a mensagem "Eu represento vocês". A marcha começou oficialmente às 10 horas, mas a concentração na Estação Luz do metrô teve início antes. A caminhada seguiu até a Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira, na Zona Norte, onde foram realizados shows de música gospel. O pastor Silas Malafaia afirmou que a marcha reuniu 500 mil evangélicos.

MANIFESTANTES INVADEM A CÂMARA MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE E ACAMPAM

Manifestantes invadiram e acamparam neste sábado na Câmara Municipal de Belo Horizonte após aprovação de projeto da prefeitura, que prevê queda de apenas R$ 0,05 no preço das passagens. O grupo exige a presença do prefeito Marcio Lacerda (PSB) nas negociações. Em reunião extraordinária na manhã deste sábado, vereadores da base aliada adotaram a tática da abstenção para rejeitar duas emendas para a redução de R$ 0,20 no bilhete da passagem e a divulgação da planilha de custos das empresas na internet. Na hora da votação, mais cedo, manifestantes travaram confronto com a Guarda Municipal, que usou spray de pimenta para dispersar quem queria acompanhar a sessão. A porta de entrada foi destruída.

UM DOS PAIS DO PLANO REAL PREVÊ ESTAGFLAÇÃO NO BRASIL

A situação da economia no Brasil é mais grave do que imagina a soberana petista Dilma Rousseff, é o que diz o economista Edmar Bacha, um dos pais do Plano Real. Ela afirma que a consequência provável é que os pibinhos que se vêm se manifestando desde 2011 continuarão a mostrar sua cara feia neste e no próximo ano. Não é só a cara, o nome também é feio: trata-se da estagflação, uma combinação de estagnação com inflação. O governo petista colhe os frutos de se ter comportado como o proverbial aprendiz de feiticeiro. Brincou com a inflação que tanto custou a ser contida há 19 anos, ao promover uma expansão descontrolada do crédito dos bancos públicos e dos gastos governamentais, ao postergar os reajustes dos preços controlados e ao não deixar o Banco Central atuar a tempo para conter a alta dos preços. Agora terá que lidar não só com as novas demandas populares mas também com a estagflação que ronda a economia.

JORNALISTA MERVAL PEREIRA - "O GOLPE DO PT"

É claro que a reforma política é fundamental para avançarmos no processo democrático, e não é à toa que há anos buscam-se fórmulas para aperfeiçoar nosso sistema político-partidário, responsável principal pelas distorções na atividade política. Quando os manifestantes nas ruas dizem que não se sentem representados pelos partidos políticos, e criticam a defasagem entre representante e representado, estão falando principalmente da reforma política. Mas há apenas uma razão para que o tema tenha se tornado o centro dos debates: uma manobra diversionista do governo para tentar assumir o comando da situação, transferindo para o Congresso a maior parte da culpa pela situação que as manifestações criticam. O governo prefere apresentar o plebiscito sobre a reforma política como a solução para todos os males do País e insistir em que as eventuais novas regras passem já a valer na eleição de 2014, mesmo sabendo que dificilmente haverá condições de ser realizado a tempo, se não pela dificuldade de se chegar a um consenso sobre sua montagem, no mínimo por questões de logística. A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Cármen Lúcia, convocou para terça-feira uma reunião com todos os presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais para começar a organizar a logística para um possível plebiscito. Ao mesmo tempo, a diretoria de Tecnologia do TSE já começou a estudar qual a maneira mais rápida de montar uma consulta popular nas urnas eletrônicas. Só depois dessas reuniões, o TSE terá condições de estimar o tempo previsto para implementar o plebiscito, e até mesmo sua viabilidade, já que o sistema binário (de sim ou não) pode não ser suficiente para a definição de temas tão complexos quanto o sistema eleitoral e partidário. Mas já há movimentos dentro do governo no sentido de que o prazo mínimo de um ano para mudanças nas regras eleitorais, definido pela Constituição, seja reduzido se assim o povo decidir no plebiscito. Ora, isso é uma tentativa de golpe antidemocrático que pode abrir caminho para outras decisões através de consultas populares, transformando-nos em um arremedo de república bolivariana. A questão certamente acabará no Supremo, por inconstitucional. A insistência na pressa tem boas razões. O sonho de consumo do PT seria mudar as regras do jogo com a aprovação das candidaturas em listas fechadas, em que o eleitor vota apenas na legenda, enquanto a direção partidária indica os candidatos eleitos. Como o partido com maior apelo de legenda, o PT teoricamente seria o de maior votação. Mas, se as mudanças não acontecerem dentro do cronograma estabelecido pelo Palácio do Planalto, será fácil culpar o Congresso pela inviabilização da reforma política, ou o TSE. Já no 3º Congresso do PT, em 2007, o documento final - que Reinaldo Azevedo, da "Veja", desencavou - defende exatamente os pontos anunciados pela presidente Dilma em seu discurso diante dos governadores e prefeitos. Ela própria admitiu que gostaria que do plebiscito saíssem o voto em lista e o financiamento público de campanha. Até mesmo a Constituinte exclusiva, que acabou sendo abortada, está entre as reivindicações do PT desde 2007. "Para que isso seja possível, a reforma política deve assumir um estatuto de movimento e luta social, ganhando as ruas com um sentido de conquista e ampliação de direitos políticos e democráticos", diz o documento do PT. Para os petistas, "a reforma política não pode ser um debate restrito ao Congresso Nacional, que já demonstrou ser incapaz de aprovar medidas que prejudiquem os interesses estabelecidos dos seus integrantes". A idéia de levar a reforma para uma Constituinte exclusiva tem como objetivo impedir que "setores conservadores" do Congresso introduzam medidas como o voto distrital e o voto facultativo, "de sentido claramente conservador", segundo o PT. De acordo com o mesmo documento, "a implantação, no Brasil, do financiamento público exclusivo de campanhas, combinado com o voto em listas preordenadas, permitirá contemplar a representação de gênero, raça e etnia". Portanto, a presidente Dilma está fazendo nada menos que o jogo do seu partido político, com o agravante de ser candidata à Presidência da República na eleição cujas regras pretende alterar. Os pontos-chave: 1- o governo apresenta o plebiscito sobre a reforma política como a solução, mesmo sabendo que dificilmente haverá condições de ser realizado a tempo; 2 - o sonho do PT seria mudar as regras do jogo com a aprovação das candidaturas em listas fechadas; 3 - já no 3º Congresso do PT, em 2007, o documento final defende exatamente os pontos anunciados por Dilma.

PDT E PSB DESISTEM DE APOIAR O PT NO PLEBISCITO

Carlos Lupi, presidente do PDT, já disse que o partido não aprova o voto em lista fechada, sonho de consumo do PT golpista. Beto Albuquerque, líder do PSB na Câmara dos Deputados, desqualificou o vice-presidente da legenda, Roberto Amaral, que foi à reunião com Dilma e se propôs a sediar encontro na quarta-feira. "O PSB não vai se agarrar a frente alguma. Vamos defender na reforma política nossas próprias posições'', diz o deputado gaúcho, com aval de Eduardo Campos. A bancada do Senado seguirá essa orientação.

APROVAÇÃO DA PETISTA DILMA DESPENCA PARA 30%, CONFORME PESQUISA DATAFOLHA

Pesquisa Datafolha finalizada na sexta-feira mostra que a popularidade da presidente Dilma Rousseff desmoronou. A avaliação positiva do governo da petista caiu 27 pontos em três semanas. Hoje, 30% dos brasileiros consideram a gestão Dilma "boa ou ótima". Na primeira semana de junho, antes da onda de protestos que se espalhou pelo País, a aprovação era de 57%. Em março, seu melhor momento, o índice era mais que o dobro do atual, 65%. A queda de Dilma é a maior redução de aprovação de um presidente entre uma pesquisa e outra desde o plano econômico do então presidente Fernando Collor de Mello, em 1990, quando a poupança dos brasileiros foi confiscada. Naquela ocasião, entre março, imediatamente antes da posse, e junho, a queda foi de 35 pontos (71% para 36%). Em relação a pesquisa anterior, o total de brasileiros que julga a gestão Dilma como "ruim ou péssima" de um salto de 9% para 25%. Numa escala de 0 a 10, a nota média da presidente caiu de 7,1 para 5,8. Neste mês, Dilma perdeu sempre mais de 20 pontos em todas regiões do País e em todos os recortes de idade, renda e escolaridade. O Datafolha perguntou sobre o desempenho de Dilma frente aos protestos. Para 32%, sua postura foi "ótima ou boa"; 38% julgaram como "regular"; outros 26% avaliaram como "ruim ou péssima". Após o início das manifestações, Dilma fez um pronunciamento em cadeia de TV e propôs um pacto aos governantes, que inclui um plebiscito para a reforma política. A pesquisa mostra apoio à idéia. A deterioração das expectativas em relação a economia também ajuda a explicar a queda da aprovação da presidente. A avaliação positiva da gestão econômica caiu de 49% para 27%. A expectativa de que a inflação vai aumentar continua em alta. Foi de 51% para 54%. Para 44% o desemprego vai crescer, ante 36% na pesquisa anterior. E para 38%, o poder de compra do salário vai cair. Eantes eram 27%. Os atuais 30% de aprovação de Dilma coincidem, dentro da margem de erro, com o pior índice do ex-presidente Lula. Em dezembro de 2005, ano do escândalo do Mensalão do PT, ele tinha 28%. Com Fernando Henrique Cardoso (PSDB), a pior fase foi em setembro de 1999, com 13%. Em dois dias, o Datafolha ouviu 4.717 pessoas em 196 municípios. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos. A iniciativa da presidente Dilma Rousseff de propor um plebiscito para destravar a reforma política foi bem aceita pela população. Segundo o Datafolha, 68% dos brasileiros acham que Dilma agiu bem ao propor uma consulta popular sobre a criação de um grupo de representantes eleitos pelo povo para propor mudanças na Constituição. Só 19% entendem que ela agiu mal. Outros 14% não souberam responder. Quando o Datafolha pediu uma opinião específica sobre a reforma política, 73% afirmaram que são a favor da apreciação desse tema por parte do grupo de eleitos. Opiniões contrárias somam 15%. O apoio ao plebiscito ocorre de forma mais ou menos uniforme entre homens e mulheres e em todas as faixas de renda, idade e escolaridade. No Nordeste, a aceitação é de 74%. No Sul, de 57%.

QUEDA DE DILMA - AVALIAÇÃO DE "PÉSSIMO E RUIM" JÁ SUPERA "ÓTIMO E BOM" NO SUDESTE DO PAÍS

A região Sudeste tem 43% dos eleitores do Brasil. Na região, o Datafolha aponta Dilma Rousseff com apenas 26% de "ótimo e bom" contra 30% de "ruim e péssimo". A queda foi brutal na região: 35% em 90 dias. A Região Sul, que possui 15% dos eleitores do País, apresenta um empate técnico: 30% de "ótimo e bom" contra 29% de "péssimo e ruim". No Norte e Centro-Oeste, o quadro ainda e mantém positivo para Dilma: 29% dão "ótimo e bom" e 25% cravam "péssimo e ruim" na avaliação. O Centro-Oeste tem 7% dos votos do País. Como sempre, o Nordeste é a região que melhor avalia o governo: 40% avaliam o governo como "ótimo e bom", enquanto apenas 19% consideram o governo de Dilma "péssimo e ruim". Mas, a região concentra 27% dos votos do País.

DILMA REPETE FAÇANHA DE COLLOR; A APROVAÇÃO A SEU GOVERNO DESPENCA 35 PONTOS EM TRÊS MESES - 27 PONTOS EM TRÊS SEMANAS; HOJE, SÓ 30% O CONSIDERAM BOM OU ÓTIMO; ÍNDICE DE RUIM-PÉSSIMO CHEGA A 25%. ENTÃO DILMA JÁ ERA?

O prestígio da presidente Dilma Rousseff teve uma queda de 27 pontos percentuais em três semanas, segundo pesquisa Datafolha, publicada na Folha neste sábado. Apenas 30% das pessoas ouvidas consideram o governo “bom” ou “ótimo” — na primeira semana deste mês, eram 57%; em março, 65%. Em três meses, pois, a queda foi de estupendos 35 pontos. Só um governante antes dela repetiu tal façanha: Fernando Collor. E olhem lá. Imediatamente antes da posse, 71% tinham a expectativa de um governo bom ou ótimo. Em junho, depois do confisco da poupança, esse índice caiu para 35% — ainda assim, cinco pontos acima do número alcançado por Dilma. E olhem que ela não confiscou a poupança de ninguém. O que isso diz sobre o futuro? Já chego lá. Antes, algumas considerações. Se arrependimento matasse, alguns petistas e esquerdistas associados (MAS NÃO TODOS, JÁ DIGO POR QUÊ) não veriam nascer a luz do sol neste sábado. Fizeram mau negócio ao tentar estimular o caos em São Paulo já naquele fatídico 13 de junho, o dia do pior confronto entre a Polícia Militar e manifestantes, que já haviam, sim, recorrido à violência em três manifestações anteriores, a primeira ocorrida no dia 6. No dia 11, por exemplo, coquetéis molotov foram jogados contra os policiais. Estações de metrô tinham sido depredadas. No próprio dia 13, sem nem mesmo dar um telefonema ao governador Geraldo Alckmin (PSDB), o ministro da Justiça, José Eduardo Cadozo, oferecia uma hipócrita “ajuda” a São Paulo. No dia seguinte, ele e outros petistas, como Fernando Haddad — prefeito que havia reajustado a tarifa de ônibus — engrossaram o coro da imprensa contra a “repressão”. Os petistas mobilizaram a sua tropa nas redes sociais para demonizar a PM de São Paulo. E se começou a falar, então, de uma megamanifestação na segunda-feira, dia 17. Algo começava a sair do script quando se percebeu que o resto do país também se mobilizava. No dia marcado, 65 mil marcharam em São Paulo. O Rio pôs 100 mil pessoas na rua. Algo estava fora da ordem e do controle — inclusive dos coxinhas radicais do Passe Livre. Com a garantia dada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo de que a cidade era território livre — desde que não houvesse depredação —, criou-se o ambiente “occupy” o que lhe dá na telha. E esse ambiente tomou o país. Insatisfações represadas ao longo de muitos anos — afinal, os canais de representação social foram comprados pelo PT, e as oposições sempre foram tímidas em mobilizar a resistência ao lulo-petismo — foram às ruas: corrupção, saúde e educação precárias, gastos excessivos com a Copa do Mundo… O governo federal se tornou o alvo principal dos protestos. E é explicável que assim seja. Ao longo de 10 anos, os governos petistas se quiseram os monopolistas do bem e da virtude e se apresentaram como os garantidores da felicidade geral. Afinal, se podiam tanto, por que não fizeram? A redução das tarifas do transporte público acabou se perdendo apenas como uma das reivindicações. E não! Definitivamente, as manifestações não eram pacíficas. “Ah, mas a maioria…” A maioria era pacífica até na Revolução Russa! Eis aí… Nem nos seus temores mais secretos, a presidente Dilma e os petistas da sua turma poderiam imaginar que um protesto contra tarifa de transporte — assunto municipal ou estatual — fosse a centelha a fazer explodir o paiol em que estavam armazenadas as insatisfações as mais variadas. Se pudessem voltar atrás, Haddad, Cardozo, a rede petralha e todos aqueles que atuaram para leva o casos às ruas de São Paulo fariam outra coisa. Mas isso não é possível. Os protestos tiveram um efeito devastador na avaliação de Dilma, mas eles só se difundiram porque há insatisfações, e a principal é com a economia. Informa a Folha: “A expectativa de que a inflação vai aumentar continua em alta. Foi de 51% para 54%. Para 44% o desemprego vai crescer, ante 36% na pesquisa anterior. E para 38%, o poder de compra do salário vai cair – antes eram 27%.” A insatisfação com Dilma, como os protestos, se espalha pelo país. Sua aprovação caiu mais de 20 pontos em todo o país. Então Dilma já era? Ela e o PT já podem ir fazendo as malas? É muito cedo! Terá o Datafolha feito também uma pesquisa eleitoral? Vamos ver. É bom lembrar que, em dezembro de 2005 — ano do mensalão — a aprovação de Lula era de apenas 28%, Inferior, ainda que na margem de erro, aos 30% de Dilma. Onze meses depois, ele se reelegeu presidente da República. Assim, é um pouco cedo para dizer. O Datafolha fez uma pesquisa, com margem de erro enorme, de 4 pontos percentuais, só entre os manifestantes da passeata realizada no dia 20 em São Paulo. Joaquim Barbosa liderou as intenções de voto para presidente, com 30%. Marina Silva ficou em segundo, com 22%. A presidente Dilma ficou com 10%. O tucano Aécio Neves foi citado por 5%, e Eduardo Campos, do PSB, por 1%. Ainda que eu duvide que a esmagadora maioria saiba do que se trata exatamente — até porque nem o meio político sabe —, o Datafolha apurou que 68% dos entrevistados apoiam o plebiscito da reforma política, ideia lançada pela presidente. A questão é saber como operacionalizar isso. Se existe o endosso, cria-se uma franja de contato com a opinião pública. A situação de Dilma, hoje, é muito difícil. Franklin Martins voltou a ser um interlocutor frequente. Ele assumiu a área de comunicação do governo Lula em 2007. Teve início, então, um trabalho agressivo de demonização da imprensa e da oposição. Ambas passaram ser tratadas como aliadas (o que era e é falso) e golpista. Montou-se uma grande rede de apoio ao governo na Internet, capitaneado por sites e blogs financiados por estatais. Franklin deixou pronta uma proposta de “controle social da mídia”, que Dilma engavetou. Sabe-se lá que conselho ele está dando para a soberana. Coisa boa não deve ser. Antes dessa pesquisa, o coro “volta, Lula” já não era nada discreto no PT. Vai se fazer mais audível depois desses números. Como já informei aqui, há gente na cúpula do próprio governo dizendo que “Dilma já era!”. São, é evidente, lulistas entusiasmados. É claro que ele voltou a ser o que não era em março, quando ela tinha 65% de aprovação: pré-candidato a presidente em 2014. Se isso acontecesse, seria fácil vencer desta vez? Ora, resta evidente que Dilma é cria de Lula. Todos os eleitores sabem disso. É de supor que a reputação do Apedeuta, nesses embates, também tenha sido abalada. Em que medida? Ainda não há pobres na rua, embora se deva supor, pelos números, que há muitos descontentes. Os números têm de ser vistos com cuidado — e não estou desconfiando, como nunca desconfiei, do rigor técnico da pesquisa. O cuidado é de outra natureza: é claro que há nesse levantamento opiniões ainda não consolidadas. Em três semanas, não aconteceu nada de tão formidável que justifique mudança tão radical de humor. “Três semanas, Reinaldo? É coisa dos últimos 10 anos!” Pode ser; o fato é que os brasileiros eram livres para se manifestar e não o fizeram, certo? Os petistas caíram na própria arapuca. Vamos ver como vão tentar sair dela. Por Reinaldo Azevedo

LULA, QUE ESTAVA SUMIDO, REAPARECE NO NOTICIÁRIO PARA.... CRITICAR DILMA! ELE TAMBÉM ESTÁ EM CONTATO "COM A JUVENTUDE" E OS "MOVIMENTOS SOCIAIS"

É isso mesmo, crianças! O Apedeuta, como sabem, está mudo. Sempre tão loquaz, sempre tão opiniático, sempre tão cheio de idéias, virou, de repente, um túmulo. Mas reaparece hoje em reportagem da Folha, de Catia Seabra e Mário Falcão. Não é ele quem fala, mas pessoas do seu entorno. E é evidente que o jornalismo cumpre o seu papel ao tornar pública a informação vazada por sua turma. Lula considerou barbeiragem, consta, a história da Constituinte — não custa lembrar que a tese original é dele. Segundo o subjornalismo áulico financiado por estatais, a proposta teria sido soprada por Franklin Martins, e isso quer dizer… Lula! Verdade ou mentira, o fato é que reforma defendida pela presidente é aquela defendida pelo PT, conforme foi relatada pelo deputado Henrique Fontana (PT-RS), mas enterrada pelo Congresso. No petismo, também a atuação dos ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Aloizio Mercadante (Educação) estaria sendo criticada. Traduzo: Lula não suporta nem um nem outro. E ambos sabem disso. Cardozo tentou fazer confusão em São Paulo para ver se conseguiria se cacifar como pré-candidato ao governo. Ele é parcialmente responsável pela bagunça que tomou conta do País. A reportagem informa também que o Apedeuta se encontrou com um grupo de jovens, o que foi confirmado por Gilberto Carvalho, que é secretário-geral da Presidência, mas atua como porta-voz do seu verdadeiro chefe: “O presidente Lula fez uma reunião ontem (quinta-feira) com os jovens, que eu soube que foi muito interessante. Acho natural que os partidos procurem nesse momento articular as suas bases, suas militâncias para fazer esse debate, fazer essa disputa que está dada na sociedade". Lula também está no Estadão. Isso quer dizer que seus homens trabalharam ativamente. No contato com os movimentos sociais, ele teria dito que a reivindicação do passe livre é justa — Dilma, apropriadamente, lembrou que alguém paga: ou o usuário ou os impostos… Ao Estadão, os lulistas vazaram que o ex-presidente queria saber a razão dos protestos e coisa e tal. E teria ouvido que tudo começou com a repressão havida em São Paulo… Como a gente nota, quase não há confrontos nos outros Estados, não é mesmo? Se não me engano, sozinho, o Rio colocou mais gente na rua do que o resto do Brasil somado, incluindo São Paulo! Lula já tirou o agasalho e está fazendo aquecimento à beira do campo. Antes, vai dar uma passadinha na África para combater a fome. Tudo bem! Seus homens continuarão por aqui sabotando a candidatura da Dilma à reeleição para tentar forçar a volta de de Dom Lulão. Por Reinaldo Azevedo