sábado, 24 de agosto de 2013

GILMAR DOS SANTOS NEVES, GOLEIRO DO BRASIL CAMPEÃO EM 58 E 62, SOFRE INFARTO E ESTÁ INTERNADO EM ESTADO GRAVE

Gilmar dos Santos Neves, o goleiro bicampeão do mundo com a Seleção Brasileira em 1958 e 1962, sofreu um infarto na última segunda-feira. Segundo informaram os médicos, o quadro seria irreversível. Ele está internado desde sexta-feira no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, quando apresentou um quadro de desidratação. O ex-jogador, que completou 83 anos na quinta-feira da semana passada, já sofria de problemas decorrentes de um AVC, que deixou sequelas em 40% de seu corpo. "A situação do meu pai é bastante complicada, devido a idade dele e ao quadro passado pelos médico", disse o filho do ex-jogador, Marcelo Neves. "Os médicos se reuniram na quinta-feira e parece que chegaram à conclusão de que é irreversível", complementou. Gylmar dos Santos Neves nasceu em 22 de agosto de 1930, em Santos. Ao longo de sua carreira, defendeu, além da Seleção Brasileira, o Santos e o Corinthians, conquistando o bicampeonato mundial na equipe da Vila Belmiro ao lado de Pelé, Pepe e Coutinho.

PREFEITO DE GRAVATAI SUSPENDE MILIONÁRIA CONCORRÊNCIA DA DESTINAÇÃO FINAL DO LIXO EM ATERRO SANITÁRIO PRIVADO

Na última quarta-feira o prefeito de Gravataí, Marco Alba (PMDB), “suspendeu” a Concorrência Pública nº 001/2013, que tinha por objeto a “contratação de empresa especializada para prestação de serviços de operação da estação de transbordo, transporte e deposição final de resíduos sólidos em Aterro Sanitário Externo”. A abertura dessa licitação estava prevista para ocorrer na próxima quinta-feira, dia 28 de agosto de 2013, às 14 horas, no Setor de Compras da Secretaria Municipal de Administração de Gravataí, localizado na Rua Coronel Fonseca, nº 1024, sala 301, 3º andar CEP: 94.010-000 – Centro – Gravataí/RS. O valor envolvido na concorrência “suspensa” pelo prefeito Marco Alba é de R$ 10.148.066,40 (dez milhões, cento e quarenta e oito mil e sessenta e seis reais e quarenta centavos), para um período de 12 (doze) meses, em conformidade com os preços unitários e totais previstos nas Planilhas de Preços integrante do ANEXO II do Edital. Na última quarta-feira, o editor do site Mafia do Lixo, administrador Enio Raffin, entrou em contato com a prefeitura de Gravataí e não conseguiu qualquer informação sobre alterações no centrame. No dia seguinte, um novo contato foi feito, com a jornalista da área de Comunicação. Ela confirmou a suspensão dessa licitação pública, detalhando que os dados foram buscados junto ao secretário municipal de Serviços Urbanos, Pedro Bisch Neto. A pasta de Serviços Urbanos de Gravataí é a área interessada nos serviços licitados na Concorrência Pública Nº 001/2013. A mesma jornalista informou "que a Prefeitura de Cachoeirinha enviou ofício a Prefeitura de Gravataí, informando que não desejava mais participar da remessa conjunta de resíduos sólidos urbanos para o Aterro Sanitário Externo”, e que, em decorrência dessa desistência de Cachoeirinha, a prefeitura de Gravataí tinha cancelado a licitação. Mas, o editor do site Máfia do Lixo também telefonou para a prefeitura de Cachoeirinha, onde foi atendido pelo assessor de imprensa. E como era previsível, acabou tendo uma monumental surpresa. O jornalista responsável pela pasta de Comunicação desconhecia que a prefeitura de Cachoeirinha tenha qualquer tratativa com a Prefeitura de Gravataí para a destinação final em aterro sanitário externo, tendo em vista que o município fez no ano passado uma concorrência pública para atender esse serviço. Hoje a empresa JC Lopez opera a coleta de lixo da cidade de Cachoeirinha, e os caminhões dessa empreiteira encaminham o lixo coletado para o aterro sanitário da Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos S/A (CRVR), da Revita Engenharia Ambiental S/A (que detém 70% do capital) do poderoso grupo econômico Solví Participações S/A. Logo, se a Prefeitura de Cachoeirinha não precisa resolver a destinação final do lixo da cidade, porque esse serviço já foi licitado e hoje os resíduos são enterrados no aterro sanitário em São Leopoldo, “não há motivo para participar conjuntamente da remessa de resíduos com a prefeitura de Gravataí para um novo empreendimento”. O motivo divulgado para a suspensão da Concorrência Pública nº 001/2013 da prefeitura de Gravataí deve ser melhor explicado pelo prefeito peemedebista Marco Alba, assim como a proposta de redução da tonelada de resíduos sólidos urbanos a serem destinados em aterro sanitário externo.

CACHOERINHA BUSCA NA UNIVERSIDADE DE BRASILEIRA TECNOLOGIA PARA PRODUÇÃO DE ENERGIA A PARTIR DA QUEIMA DO LIXO

Enquanto o governo do prefeito pedetista José Fortunati guarda a “sete chaves” os dez estudos para a instalação de uma usina de lixo no lixão da zona norte da capital gaúcha, na altura da cabeceira da pista do aeroporto Salgado Filho, e há 17 meses não dá qualquer notícia sobre o tema da Central de Tratamento de Resíduos Sólidos que pretende construir em parceria com a iniciativa privada, a prefeitura de Cachoeirinha vai caminhando no rumo da produção de energia em 2015. O sistema de produção de energia que vem sendo testado pela Universidade de Brasília (UnB) é alvo do interesse da prefeitura de Cachoeirinha. Representantes do município gaúcho estiveram no Distrito Federal para conhecer os detalhes do funcionamento da proposta da UnB. A proposta visa construir uma usina termoelétrica no município de Cachoeirinha, onde a prefeitura, em parceria com empresa privada, pretende produzir energia, por meio da queima em alta temperatura (acima de 1000 graus centígrados) do lixo produzido diariamente na cidade da região metropolitana de Porto Alegre. O processo técnico funciona, resumidamente, da seguinte maneira: em uma esteira são colocados os resíduos sólidos, que depois passam por um secador e por fim pela pirólise, que vem a ser a queima em alta temperatura do lixo. A incineração do lixo em alta temperatura libera gases, que se transformam em energia. O que sobrar será descartado em aterro sanitário. Uma planta de queima de lixo envolve valores altíssimos e a prefeitura de Cachoeirinha não possui em caixa esse capital para o investimento. Será preciso promover uma parceria pública privada, o que obriga o governo municipal de Cachoeirinha a aprovar legislação específica na Câmara Municipal. O vice-prefeito Gilso de Almeida Nunes do PSB, esteve recentemente na Universidade de Brasília (UnB) onde chegou a afirmar que o “objetivo é eliminar ao máximo o uso de aterro sanitário e produzir energia”. No ano passado a prefeitura de Cachoeirinha pagava R$ 50,00 (cinquenta reais) por tonelada de lixo enterrada no aterro sanitário de Santa Tecla, em Gravataí. Hoje, paga R$ 100,00 (cem reais) para a Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos S/A (antiga SIL, atualmente sob controle da Revita Engenharia Ambiental S/A, do grupo Solví, que tem 70% do seu capital) para enterrar uma tonelada de lixo no aterro sanitário privado localizado em São Leopoldo. Reduzir lixo significa reduzir custos, e com isso pretende o gverno aumentar o caixa do município. Se uma tonelada de lixo enterrada no aterro de Santa Tecla pesa o mesmo que uma tonelada de lixo destinada no empreendimento de Canoas, por que será que o preço é maior em Canoas? Será que uma tonelada de lixo nas centenas de cidades do Rio Grande do Sul custa os mesmos R$ 100,00 pagos pela prefeitura de Cachoeirinha para a Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos? E isso falando-se apenas da destinação final, sem considerar os custos de transporte. Quando o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul se dignará a investigar essa situação de monopólio no Estado do Rio Grande do Sul, quando uma empresa privada, no caso a Companhia Riograndense de Valorização de Resíduos, que pertence à Revita, que é controlada pelo Grupo Solvi, cobra preços diferenciados por tonelada de lixo enterrada nos seus aterros sanitários de São Leopoldo, Minas do Leão, Santa Maria, Rio Grande e Giruá? Com a planta industrial (usina) que pretende instalar em Cachoeirinha, a prefeitura deseja gerar 3,3 megawatts/hora de energia, o que supriria a demanda de eletricidade para a toda a rede de iluminação pública da cidade. Para viabilizar a instalação da usina de lixo, o governo do prefeito Luiz Vicente da Cunha Pires (PSB) pretende fazer uso de uma Parceria-Pública-Privada (PPP). Até o final do ano a prefeitura de Cachoeirinha pretende lançar o edital da concorrência pública da PPP. A previsão é que o projeto seja implantado em 2014 e que comece a operar a partir de 2015. Tão logo a UnB conclua os testes para comprovar a eficácia do equipamento e a liberação dos gases para produção de energia, será aberto o processo de licitação em Cachoeirinha. Como se vê, a prefeitura de Cachoeirinha está mais adiantada que o governo do prefeito pedetista José Fortunati na realização do sonho de instalar uma usina de lixo. O que o governo do prefeito Luiz Vicente da Cunha Pires (PSB) não falou ainda, passa pela Câmara Municipal de Cachoeirinha. O que pensam os vereadores de Cachoeirinha sobre a cidade ter uma usina de lixo? Em Porto Alegre, os pré-jurássicos vereadores Fernanda Melchiona (PSOL) e Marcelo Sgarbossa (PT) protocolaram o projeto de lei nº 005/13 com o objetivo de proibir o "uso de tecnologias de incineração no processo de tratamento e destinação final de resíduos sólidos no Município de Porto Alegre”. Esses vereadores a "audiência pública do Ministério Público do Estado em conjunto com o Ministério Público do Trabalho, realizada em 26 de novembro de 2012, com o título – A Destinação do Lixo em Porto Alegre e a Perspectiva da Incineração". Só um jornalista esteve presente nessa audiência pública. Seu nome: Vitor Vieira, editor de Videversus. A audiência é o que se pode chamar de uma "vergonha". Foi um convescote esquerdopata, com promotores e procuradores fazendo profissão de fé ideológica, e distribuindo a palavra para ongs petralhas, que encheram o luxuoso auditório das Torres Gêmeas com lixeiros e catadores de papéis, latas e vidros, trazidos de ônibus, com a distribuição de lanches. A delícia das delícias foi quando o chefão da ong dos papeleiros falou para a platéia por meio de um video exibido por notebook. O chefe dos lixeiros estava em Paris. Mas, o suprasumo, mesmo, foi quando o presidente da Agapan, uma figura irascível, que teve ameaçada de corte a sua palavra, fez incisiva e insistente defesa do ex-diretor do DMLU (Departamento Municipal de Limpeza Urbana) nas gestões petista, Darci Barnech Campani, apontado com um gênio ambientalista e outras tantas qualidades. Ocorre que esse gênio petista é condenado pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul a devolver mais de um milhão de reais à prefeitura de Porto Alegre, que foram desviados por sua gestão. O promotor que o acusa no processo de cobrança na Justiça estadual presente no ato. Parece que ficou escandalizado, inclusive com o ato que sua colega Anelise Steigleder estava protagonizando. Dizem os vereadores Melchionna e Sgarbossa, “que nesse sentido, vale apresentar as conclusões do Professor Jorge Villalobos, do Departamento de Geografia da Universidade Estadual de Maringá, sobre o uso de tecnologias de incineração”. Vejamos: I) a incineração gera poluentes orgânicos persistentes (POPs), o que afronta a Convenção de Estocolmo, em que o Brasil é signatário; II) as cinzas da ordem de 2,5 micra, alcançam grandes distâncias no transporte pelo vento; III) os efluentes requerem complexos sistemas de tratamento não utilizados no Brasil; IV) altos custos relacionados com os estudos técnicos e biomonitoramento permanente; e V) há risco à saúde humana, pois há forte associação entre incineradores e a existência de linfomas na população da zona envolvente. “Do mesmo modo, é importante registrar que a conclusão maior foi no sentido de demonstrar à comunidade presente que a incineração não resolve o problema dos resíduos urbanos, ao contrário, ela simplesmente os converte em outras formas de resíduos (gás, cinzas, efluentes) e essas novas formas são mais perigosas, embora menos visíveis do que a original”, afirmam os vereadores que assinam a proposta do Projeto de Lei. O Projeto, dizem os vereadores pré-jurássicos Fernanda Melchionna e Marcelo Sgarbossa, “busca a restrição do uso de incineradores no Município de Porto Alegre e, que essas tecnologias são ultrapassadas nos países desenvolvidos, tanto que muitos aboliram a utilização de tais práticas, tendo, inclusive, não apenas desautorizado novos empreendimentos semelhantes, mas fechado os incineradores em atividade, pois essa técnica é considerada defasada e inadequada”. Fizeram ainda constar que “um exemplo dessa proibição foi a aprovação da Diretiva 75/2010, do Parlamento Europeu e do Conselho da União Européia, relativa às emissões industriais (prevenção e controle integrados da poluição), a qual dispõe também sobre incineradores de resíduos sólidos naquele continente”. O que esses pré-jurássicos não informam no seu projeto, é claro, é que a União Européia já decretou que, a partir de 2015, não será mais permitido o funcionamento de aterros sanitários. Ou seja, nenhum país da União Européia poderá enterrar só quilo de lixo. É por esse razão que todas as grandes cidades européias, atualmente, possuem usinas de queima de lixo para geração de energia elétrica. É também por essa razão que os portos brasileiros, diariamente, recebem mais de 1.000 conteineres contendo lixo para ser enterrado clandestinamente aqui. A promotora Anelise Steigleder pode se "apropriar" dessas informações pesquisando no Google pelas palavras "garbage" e/ou "waste".

ESCÂNDALO BILIONÁRIO - DEPUTADO DO PT, AMIGO DE LULA, PERGUNTA A CONSELHEIRO DA ANATEL QUANTO ELE COBRA PARA RESOLVER UMA PENDÊNCIA DA OI COM O ESTADO QUE CHEGA A R$ 10 BILHÕES. O NOME DISSO? PROPINA!


O petista Vicente Cândido: ele atua como lobista da Oi e ainda pergunta a conselheiro da Anatel: “Honorários?”. Trata-se de um gigante moral!
Eles são quem são. E isso não tem cura. Reportagem de Rodrigo Rangel na VEJA desta semana traz à luz um escândalo de dimensões bilionárias. Há muito tempo, como se sabe, os petistas abandonaram o patamar dos milhões. Isso era para gente amadora; para corruptos que corriam o risco de ser pegos e ser enforcados pela opinião pública. Os companheiros são mais espertos. Praticam com maestria o que antes diziam condenar e ainda mandam enforcar. A síntese da história é a seguinte: Vicente Cândido, deputado federal (PT-SP), um figurão do partido, embora não seja muito conhecido, chamou a seu gabinete um conselheiro da Anatel de nome Marcelo Bechara. O deputado está interessado em livrar a cara da Oi, empresa que tem como sócios amigos do Luiz Inácio Apedeuta da Silva — o mais intimo é Sérgio Andrade. A empresa deve ao estado brasileiro nada menos de R$ 10 bilhões em multas — embora  o valor de mercado da companhia seja de R$ 8 bilhões. O parlamentar quis saber como Bechara podia ajudar a Oi e sugeriu falar em nome de Lula. A conversa, a esta altura, já tinha ultrapassado o limite do aceitável. Mas ele foi mais longe. Num papelucho, escreveu a seguinte palavra, acompanhada de um ponto de interrogação, e exibiu ao conselheiro: “Honorários?”. Isso mesmo. Vocês entenderam direito. Um deputado do PT, atuando a favor dos interesses de uma empresa privada que tem como sócios amigos pessoais de Lula, abordou um conselheiro da Anatel e indagou quanto ele cobrava para dar um jeitinho. Atenção! BECHARA CONFIRMA QUE ISSO ACONTECEU. Mas ainda é de menos. O PRÓPRIO VICENTE CÂNDIDO ADMITE TER ESCRITO A PALAVRINHA. Mas se sai como uma desculpa esfarrapada. “Eu queria saber se ele tinha honorários.” Sim, vocês entenderam direito: um deputado do PT ofereceu propina a um conselheiro da Anatel. Houve ainda um segundo encontro. Aí o buliçoso petista entregou a Bechara as pretensões da Oi,  com o timbre da Jereissati Participações (de Carlos Jereissati), uma das acionistas da companhia. Lá está o que quer a empresa, de que o petista virou um negociador: redução de 80% daquela dívida de R$ 10 bilhões e mudança urgente na regra que obriga uma telefônica a manter 4 telefones públicos por mil habitantes na área em que opera. Antes de falar com Bechara, naquele mesmo dia, Vicente Cândido havia se encontrado com Lula. Leiam trecho da reportagem. Volto em seguida.
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No fim de 2008, uma canetada do então presidente Lula permitiu a compra da Brasil Telecom pela Oi, uma das mais complexas e questionadas transações do mercado brasileiro nos últimos tempos. A assinatura aposta por Lula no decreto que abriu caminho para o negócio foi justificada com um argumento repleto de ufanismo: era preciso criar um gigante nacional no setor de telecomunicações para competir em condições de igualdade com as concorrentes internacionais. A operação bilionária foi cercada de polêmica por outras razões. Primeiro, porque a Oi fechou o negócio graças a um generoso financiamento público. Além disso, a empresa tinha e tem entre seus controladores o empresário Sérgio Andrade, amigo do peito de Lula desde os tempos em que o petista era um eterno candidato a presidente. E a mesma Oi, três anos antes, investira 5 milhões de reais na Gamecorp, uma empresa até então desconhecida pertencente a um dos filhos do presidente. À parte as polêmicas, a supertele nacional não decolou como planejado e o discurso nacionalista logo caiu por terra — e com a ajuda do próprio petista, que meses antes de deixar o Planalto criou as condições para que a Portugal Telecom comprasse uma parte da companhia. Com o passar do tempo, porém, a Oi perdeu valor de mercado, viu aumentar suas dívidas em proporções cavalares e hoje enfrenta sérias dificuldades para investir, o que para uma empresa do ramo de telecomunicações é quase como uma sentença de morte. O destino da companhia é motivo de preocupação para o governo e para o ex-presidente Lula. Em especial, pela possibilidade de o insucesso da empresa causar danos políticos às portas de uma campanha presidencial em que o PT pretende estender sua permanência no poder. Como explicar a ruína de um megaprojeto liderado pela maior estrela do partido e bancado em grande medida com dinheiro dos cofres públicos? Uma tarefa difícil, certamente. É legítimo que haja um esforço para ajudar uma empresa nacional. É legítimo que esse esforço também envolva agentes políticos. O que não é legítimo é a solução do problema passar por lobbies obscuros, negociatas entre partidos e até uma criminosa proposta de pagamento de propina a um servidor público em troca de uma ajuda à empresa — episódio que aconteceu no início do mês nas dependências do Congresso Nacional, em Brasília, envolvendo o deputado federal Vicente Cândido, do PT de São Paulo, e o conselheiro Marcelo Bechara, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Indicado para o cargo pelo PMDB, em 6 de agosto Marcelo Bechara foi ao gabinete do deputado depois de receber um telefonema do parlamentar convidando-o para uma visita. Entre uma conversa e outra, Cândido engrenou o assunto principal: a cobrança de multas bilionárias aplicadas à Oi pela agência. Advogado por formação, Bechara é conhecido por sua capacidade de formatar soluções jurídicas para questões aparentemente insolúveis. Ele fora o relator de uma proposta que pode dar um alívio e tanto ao combalido caixa da empresa e que será debatida em breve no conselho diretor da Anatel. A proposta regulamenta a cobrança de multas aplicadas às companhias telefônicas. As da Oi, atualmente, somam mais de 10 bilhões de reais — uma cifra astronômica em todos os aspectos, ainda mais se comparada ao valor de mercado da companhia, estimado em menos de 8 bilhões de reais.
(…)
Voltei
A íntegra da reportagem traz outras informações importantes sobre como funciona a República Petista em Brasília. Verão que o deputado já tratou do assunto com Luís Inácio Adams, advogado-geral da União, e que a mão que balança o berço por trás dessa história toda pertence a… Erenice Guerra, amigona da presidente Dilma Rousseff. Ficarão sabendo ainda de uma festança em Brasília para comemorar o aniversário de João Rezende, presidente da Anatel. Ele diz nem saber quem pagou aquilo tudo. Uma coisa é certa: entre os convivas, havia diretores de empresas que cabe à sua agência investigar, inclusive Carlos Cidade, um dos chefões da Oi. Por Reinaldo Azevedo

DEPUTADO PETISTA CONFESSA QUE OFERECEU PROPINA PARA RESOLVER PROBLEMA DA OI

O deputado federal Vicente Cândido (PT-SP) admitiu que ofereceu propina ao conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Marcelo Bechara, para resolver os problemas da Oi, empresa de telefonia, na Anatel. Segundo publicação da revista Veja desta semana, o petista chegou a entregar uma lista com todos as dificuldades que a companhia tem passado e que poderiam ser resolvidos facilmente pela agência. Atualmente, a Oi tem perdido valor de mercado e enfrenta dificuldades para investir. Com medo de danos políticos, já que foi uma canetada do ex-presidente Lula que permitiu a grandiosa compra da Brasil Telecom pela Oi, o PT tem feito de tudo para manter a empresa em pé. A ideia é não ter de explicar durante a campanha presidencial de 2014 os motivos da ruína de um megaprojeto liderado pela maior estrela do partido e bancado, em grande parte, por dinheiro público. Porém, a solução do problema, segundo a publicação, “passa por lobbies obscuros, negociatas entre partidos e até uma criminosa proposta de pagamento de propina a um servidor público em troca de uma ajuda à empresa”. O episódio teria acontecido no início do mês, dentro do Congresso Nacional, onde o deputado federal petista Vicente Cândido negociou o destino da companhia com Bechara, indicado para o cargo pelo PMDB no dia 6 de agosto. O deputado petita chamou o conselheiro para conversar e questionou como ficaria a cobrança de multas bilionárias aplicadas à Oi pela agência. Ele pediu para que sua proposta, emplacada no Congresso Nacional e que agora depende de regulamentação da agência, seja aceita. O projeto alivia o caixa da empresa e será debatida em breve no conselho diretor da Anatel. A dívida da Oi hoje soma mais de R$ 10 bilhões, quando a companhia tem um valor de mercado de apenas R$ 8 bilhões.

LIQUIDADO, O RURAL, BANCO DO MENSALÃO DO PT, ENFRENTA DÍVIDA DE MAIS DE R$ 380 MILHÕES AO FISCO

Peça-chave do núcleo financeiro do esquema do Mensalão do PT, o Banco Rural ainda precisa prestar contas de, no mínimo, R$ 380 milhões em cobranças de tributos federais que não foram pagos. A instituição financeira foi liquidada pelo Banco Central no início do mês, por problemas de insolvência e falta de um plano de recuperação. A maior parte desse valor (mais de 87% do total) nem sequer foi provisionada pelo Banco Rural como forma de cobrir eventuais perdas de ações na Justiça. O motivo é que os advogados do banco classificaram como possível ou remota a chance de insucesso nesses casos, não contavam com a cobrança desses débitos. A Receita Federal tem mais cinco anos para fazer outras autuações contra o Banco Rural. Ou seja, até o desfecho da liquidação do banco, as cobranças do Fisco podem aumentar. As pendências tributárias do Banco Rural foram calculadas a partir das contingências fiscais informadas nas demonstrações financeiras da instituição. Todas as empresas do grupo tinham reservado R$ 49 milhões para os processos fiscais cujo desfecho desfavorável foi avaliado como provável pelo setor jurídico do banco. Os outros R$ 332 milhões não foram registrados contabilmente e dizem respeito a seis ações que ainda estão em tramitação. Para o porte do Banco Rural, o montante de dívidas que os advogados tentam reaver na Justiça é significativo. A instituição foi liquidada por conta de um passivo a descoberto estimado na mesma magnitude. O Banco Rural “encolheu” primeiro pela onda de saques nos bancos médios em decorrência da quebra do Banco Santos e, posteriormente, por ter seu nome envolvido no Mensalão do PT. A liquidação do Banco Rural não foi o único revés sofrido por Kátia Rabello, ex-presidente e integrante da família que controlava a instituição financeira. Nos últimos dias, o Supremo Tribunal Federal negou os recursos da condenada e de outros dois ex-dirigentes do banco – José Roberto Salgado e Vinícius Samarane. Kátia e Salgado, ex-vice presidente do Banco Rural, foram condenados a 16 anos e 8 meses de prisão por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e gestão fraudulenta. Samarane, ex-diretor da instituição, foi condenado a 8 anos, 9 meses e 10 dias por lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta. Somadas, as multas dos três ex-dirigentes do Rural fixada pelo Supremo ultrapassaram os R$ 3 milhões.

ESPANHÓIS DA ENERGIN, DONA DO PARQUE DE OSÓRIO, LEVAM SOZINHOS NOVAS USINAS EÓLICO PARA O RIO GRANDE DO SUL

A Enerfin do Brasil, dona do primeiro grande parque de geração de energia eólica do Rio Grande do Sul, localizado em Osório, foi o único empreendedor gaúcho que conquistou novos empreendimentos eólicos para o Estado no Leilão de Energia de Reserva 2013  realizado na sexta-feira, pela Câmara de Comercialização de Energia (CCEE). Atualmente, a empresa do grupo espanhol Elecnor possui 300 MW em operação no Rio Grande do Sul, representando cerca de 15% da potência eólica instalada em todo o País. Considerando-se os projetos vencedores no leilão de sexta-feira, a empresa já tem contratado mais 230 MW até 2017, resultando em um total superior 500 MW de energia eólica. O montante contratado resulta em novos 80,5 MW, distribuídos entre os Parques Eólicos Cabo Verde 4 (29,9 MW), Cabo Verde 5 (16,1 MW), Granja Vargas 2 (18,4 MW) e Granja Vargas 3 (16,1 MW), todos situados no município de Palmares do Sul (RS), onde a empresa já possui um complexo eólico em operação contando com 50 MW de potência instalada e mais 100 MW adjudicados em leilões anteriores. Os projetos vencedores deste leilão deverão entrar em operação comercial até 1° de setembro de 2015.

ANDRADE GUTIERREZ VENDEU QUASE METADE DE SEU NEGÓCIO DA ARENA DO INTERNACIONAL PARA O BTG PACTUAL

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a entrada do grupo BTG Pactual no capital da empresa contratada para reformar, modernizar e explorar economicamente o novo Beira Rio, estádio do Sport Clube Internacional, localizado em Porto Alegre (RS). O controle acionário da BRio, uma sociedade de propósito específico (SPE), continuará com a AGSA. A holding do grupo Andrade Gutierrez, da construtora de mesmo nome, manterá 50% do capital mais uma ação. O grupo do Banco BTG Pactual vai adquirir os cerca 49% restantes por intermédio do FIP Beira Rio, um fundo de investimento em participações. O contrato entre a Andrade Gutierrez e o clube Internacional foi anunciado em março de 2012, já com financiamento de R$ 271,5 milhões aprovado pelo BNDES, 71,8% do total do projeto. O contrato prevê que a BRio vai compartilhar com o Inter a gestão do estádio por 20 anos. Nesse período, a empresa vai explorar, operar e administrar, além do estádio, outras áreas do Complexo Beira Rio, como um edifício garagem e espaços para bares e lojas (locação) e para publicidade. O Cade entendeu que a entrada do BTG Pactual no negócio "não suscita preocupações de ordem concorrencial".

CASA CIVIL AFASTA ASSESSOR DO PLANALTO ACUSADO DE ESTUPRO DE MENORES


Gaievski, o assessor acusado de estupro e que teve prisão preventiva decretada, ao lado da presidente Dilma num seminário contra a corrupção ocorrido no ano passado.  Petistas não toleram corrupção!
A Casa Civil da Presidência da República confirmou neste sábado o afastamento do assessor especial Eduardo André Gaievski (PT), acusado de estupro de menores. Conforme revelou o site de VEJA, a Justiça de Realeza, no Paraná, decretou no fim da tarde de sexta-feira a prisão preventiva do servidor sob a acusação de estupro de vulneráveis. As acusações contra Gaievski, ex-prefeito de Realeza (PR), dão conta de que ele oferecia dinheiro a meninas pobres em troca de sexo. Em nota, a Casa Civil informou que o funcionário ficará longe de suas funções “até que sejam apuradas as circunstâncias e veracidade das acusações”. Eduardo Gaievski foi prefeito do município de Realeza por dois mandatos, entre 2005 e 2012. Em janeiro, a convite da ministra Gleisi Hoffmann, assumiu o cargo de assessor especial da Casa Civil e ficou encarregado de coordenar programas sociais ligados a menores: combate ao crack e construção de creches. O assessor nega as acusações de estupro e atribui as denúncias a adversários políticos que teriam interesse em prejudicar a ministra, que deve se lançar candidata ao governo do Paraná. Gaievski também considera que as denúncias são uma retaliação de integrantes do Ministério Público do Paraná, que teriam sido denunciados por ele quando era prefeito de Realeza. Um inquérito que tramita em segredo no fórum da cidade reuniu depoimentos de supostas vítimas. Segundo os relatos, o então prefeito oferecia dinheiro a meninas pobres em troca de sexo. “Eu tinha 13 anos de idade e o prefeito foi me buscar no colégio para levar para o motel”, diz J. S., uma das vítimas, que hoje está com 17 anos. O prefeito, segundo os relatos, aliciava as garotas usando mulheres mais velhas para convencê-las a manter relações com ele. “A gente era ameaçada para não contar nada a ninguém”, diz A.F., que tinha 14 anos quando foi levada ao motel Jet’aime pelo prefeito três vezes, recebendo entre 150 e 200 reais cada uma delas. P.B., outra suposta vítima, contou que saiu com o prefeito três vezes em troca de um emprego na prefeitura. “Hoje tenho depressão e vivo a base de remédios”, conta a moça, que está com 22 anos: “Quando ele enjoou de mim, fui demitida".

A PERUA ENLOUQUECEU! MINISTÉRIO DA CULTURA, SOB O COMANDO DE MARTA SUPLICY, CONCEDE R$ 2,8 MILHÕES DE INCENTIVO DA LEI ROUANET PARA ESTILISTA PODRE DE CHIQUE DESFILAR EM PARIS

Vejam esta imagem. Volto em seguida.


Voltei
Marta Suplicy, hoje ministra da Cultura — com o integral apoio de Pablo Capilé —, tem, pode-se dizer, um eixo que a orienta: é podre de chique! Mesmo diante das maiores adversidades, jamais abriu mão de oferecer ao povo que tem de melhor: seu guarda-roupa. Em 2004, um pequeno texto publicado na VEJA (imagem acima) fez história (linkaqui). 
A então prefeita tinha acabado de voltar de uma viagem a Londres e, mesmo assim, generosa, resolveu visitar uma área castigada pelas enchentes. Reproduzo trecho daquele texto:
“Com um bem cortado modelito verde, a mesma cor da pedra cravejada nos brincos que os cabelos loiros presos em coque deixaram à mostra, ao voltar de uma rápida viagem a Londres ela visitou uma das áreas mais atingidas pelas enchentes que castigaram a capital paulista durante vários dias. Elegantíssima, pisou com desenvoltura no lamaçal que tomou conta da região de Aricanduva, na Zona Leste, mas, contrariamente ao que costumava acontecer nessas aparições, deu-se mal. Moradores revoltados com as cheias partiram para hostilidades. Marta foi vaiada e chegaram a jogar lama em sua direção, sem atingi-la.”
Marta processou VEJA por causa do título. Lesse o dicionário, veria que “perua”, além de ser a fêmea do peru, também designa a mulher que “que se dá ares de elegante, mas que se veste espalhafatosamente”. Obviamente, a palavra foi empregada com esse sentido. Ela perdeu o processo. Muito bem! O apreço da agora ministra pela moda, no entanto, é mesmo inquebrantável. Acabo de ler na VEJA desta semana que o estilista Pedro Lourenço poderá captar até R$ 2,8 milhões por intermédio da Lei Rouanet para participar da Semana de Moda em Paris. Como??? Sim, sim, moda também é cultura e coisa e tal. Mas faz sentido a Lei Rouanet financiar um estilista? VEJA fez uma entrevista com o rapaz. Leiam trechos, com comentários.
VEJA – Por que você resolveu desfilar com dinheiro da Lei Rouanet?
LOURENÇO – É o começo de uma nova percepção do governo. Tem muita empresa quebrando no Brasil. Se o Cristian Lacroix quebrasse, teria um superincentivo na França. Ele é o que Clô Orozco (morta em março) era aqui. Quando ela quebrou, ninguém olhou.
Comento
Esse rapaz é filho de dois badalados estilistas brasileiros: Reinaldo Lourenço e Glória Coelho. Ele tinha, sei lá, um sete anos, e já era considerado o Mozart do mundo fashion tupiniquim. Que eu saiba, os pais nunca precisaram de dinheiro público para fazer carreira. Esse cara tem, atenção!, VINTE E DOIS ANOS. Nas ideias, no entanto, tem a idade do atraso e da miséria brasileira. Ele acha que uma das tarefas do governo é socorrer empresas que quebram. Vamos lá: se Pedro Lourenço quebrasse, quantos empregos deixariam de ser gerados no Brasil? Qual seria o prejuízo efetivo dos brasileiros? A esmagadora maioria não poderia comprar as suas roupas ainda que quisesse. Eu sou contra qualquer lei de incentivo, já escrevi aqui, mesmo para a cultura propriamente. Mas vá lá: qualquer brasileiro pode, desde que tenha o gosto para tanto, ouvir um músico de vanguarda que eventualmente conte com apoio oficial. Mas quem pode comprar as roupas do janota enfatuado? Quem tem dinheiro para isso:? ATENÇÃO! É LEGÍTIMO QUE OS ENDINHEIRADOS COMPREM O QUE LHES DER NA TELHA! Eu quero saber é por que esse rapaz vai participar de um evento da alta moda em Paris com o dinheiro dos desdentados. A perua enlouqueceu. 
Pedro Lourenço – Ele produz artigos de luxo para os muitos ricos e é bem-sucedido nisso. Por que precisa desfilar em Paris com o dinheiro dos desdentados?

Qual será o destino das peças dos seus desfiles financiados pela Lei Rouanet?
Serão destinadas a instituições brasileiras que as guardarão.
Quais?
Você pode entrar em contato com a Juliana aqui do marketing que ela lhe passa o contato da Didi, que está cuidando dessa parte.
Comento
Ah, esse descolamento da vida prática que exibem os gênios , né? Ele só vai ter acesso à grana, gente! É demais querer saber isso tudo. Aí é com a Juliana, que vai falar com a Didi, que… Imagino como era chato quando indagavam Rimbaud ou o jovem Mozart sobre coisas corriqueiras. Esses “enfants terribles” logo se entendiam. Não é diferente com Pedrinho. Ele acabou perdendo a paciência com a repórter. Mais um pouco, pegava o seu bodoque. Acompanhem.
Sua roupa é relevante?
Peça de estilista que tem trajetória internacional vai se tornar história no futuro.
Por que acha que sua coligação será história?
Pode se tornar. Olhe, você disse que ia fazer três perguntas e já fez um monte,
Comento
Viram só? Ficou irritado! Quer usar o nosso dinheiro, mas acha que não tem de dar satisfações a ninguém. É, pensando bem, se a Marta aprova, que se dane o povo. Ora, ora… Por que, então, um “estilista de trajetória internacional” precisa do dinheiro público? Folga? Preguiça? O cantor, compositor e escritor Lobão concede uma entrevista às Páginas Amarelas da VEJA desta semana (depois comento). Entre outras coisas, trata dos descaminhos da Lei Rouanet. Eu também acho que a intenção, na origem, pode até ter sido boa. Mas as consequências são desastrosas para a cultura e para a moralidade pública. A proteção do Estado torna preguiçosos os criativos e permite toda sorte de desmandos. Ainda voltarei ao tema. De todo modo, convenham: ninguém esperava algo muito melhor de Marta Suplicy à frente do Ministério da Cultura, não é mesmo? E o pior é que essa nem a coisa mais estúpida que ela fez na pasta. A perua endoidou. Como diria Pedro, o estilista, “isso ainda vai se tornar histórico no futuro…” Ô se vai! Por Reinaldo Azevedo