sexta-feira, 27 de setembro de 2013

BANCO CENTRAL DIZ QUE INADIMPLÊNCIA DE EMPRESAS E FAMÍLIAS TEM MENOR TAXA DESDE JUNHO DE 2011

A taxa de inadimplência do crédito com recursos livres para as famílias e empresas caiu para 5,1%, em agosto deste ano, de acordo com dados do Banco Central divulgados nesta sexta-feira. Em relação a julho, houve redução de 0,1%. Essa é a menor taxa desde junho de 2011, quando ficou em 4,94%. No caso das empresas, também houve redução de 0,1% na taxa de inadimplência entre os meses de julho e agosto, que ficou em 3,4%. A taxa de inadimplência das famílias ficou em 7,1%, com o mesmo nível de redução das empresas em relação a julho. Nesse caso, a taxa é a menor desde julho de 2011, quando ficou em 6,89%. Para o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, a continuação do crescimento da renda e do emprego são “fatores determinantes” para que haja redução de inadimplência.

PESQUISA IBOPE MOSTRA QUE SAÚDE É ÁREA COM PIOR AVALIAÇÃO

A pesquisa CNI-Ibope, divulgada nesta sexta-feira, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra uma queda nas avaliações positivas do governo em oito das nove áreas avaliadas, na comparação setembro com junho. “A pesquisa feita em julho foi atípica, e não constava nela a avaliação do governo por área de atuação”, disse o economista e gerente de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, ao destacar a influência das manifestações de junho na queda dos índices do governo. Apenas as políticas e ações na área de combate à fome e à pobreza foram aprovadas por mais da metade da população. De acordo com a pesquisa, 51% aprovam o governo nessa área, ante aos 60% registrados em junho. Segundo a pesquisa atual, 47% desaprovam essas políticas. A área com pior avaliação em setembro é a da saúde, com 77% de desaprovação e 21% de aprovação. Em junho, 66% desaprovavam as políticas nesta área e 32% aprovavam. “Na pesquisa, a população avalia a saúde hoje. Não foi perguntado se vai melhorar. Por isso não dá para considerarmos, ainda, o efeito do Programa Mais Médicos”, disse Fonseca. A segunda área de atuação do governo pior avaliada foi a de segurança pública, desaprovada por 74% da população e aprovada por 24%. Em junho, 67% desaprovavam e 31% aprovavam. A terceira área pior avaliada foi referente aos impostos, desaprovados por 73% da população e aprovado por 22%. “Na questão de tributos, houve algumas medidas de redução, mas pode-se trabalhar muito mais nisso. A gente não pode dizer que o governo não está tentando fazer. Medidas foram tomadas. Precisamos ver se vai ou não apresentar resultados”, avalia o economista da CNI No quesito combate ao desemprego, foi registrada em setembro uma inversão em relação à percepção registrada na pequisa de junho. Antes, a maioria (52%) aprovava as políticas de combate ao desemprego, enquanto 45% desaprovavam. “Agora 57% desaprovam e 39% aprovam”, disse Fonseca. A desaprovação do brasileiro em relação ao combate à inflação aumentou 9 pontos percentuais, passando dos 57% registrados em junho para 68% em setembro, mas a maior variação foi a desaprovação das políticas voltadas à taxa de juros, que subiu de 54% para 71% no mesmo período. Na área da educação também foi registrado aumento na desaprovação, que passou de 51% em junho para 65% em setembro. A aprovação no quesito caiu de 47% para 33%.

BANCOS PRIVADOS NACIONAIS DEVEM OFERTAR MENOS CRÉDITO EM 2013, PREVÊ O BANCO CENTRAL

Os bancos privados nacionais devem ofertar menos crédito este ano, de acordo com projeção divulgada nesta sexta-feira pelo Banco Central. A estimativa de expansão dos empréstimos dessas instituições caiu de 10% para 6%, este ano. No ano passado, o crescimento ficou em 7%. Os bancos privados estrangeiros devem apresentar expansão do crédito de 7%, contra a previsão anterior de 8%. No ano passado, houve crescimento de 9,6%. O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, disse não saber as razões específicas para essa redução no ritmo de expansão do crédito de instituições privadas. Segundo ele, a moderação no crédito desses bancos ocorreu a partir do ano passado, principalmente, no segundo semestre. No caso dos bancos públicos, a projeção do Banco Central passou de 22% para 24%, este ano, com redução do ritmo em relação ao ano passado (27,2%). Os bancos públicos registraram, em agosto, a maior parcela de participação no crédito total do sistema financeiro, 50,7%. No mesmo mês do ano passado, estava em 46%. Os bancos privados nacionais são responsáveis por 33,8% do crédito, contra 37,3% em agosto de 2012. Os bancos estrangeiros ficaram com 15,5% de participação em agosto, contra 16,8% do mesmo mês do ano passado. O Banco Central também divulgou a revisão da projeção para o crédito com recursos livres de todo sistema financeiro, que caiu de 11% para 8%, este ano em relação a 2012. Para o crédito com recursos direcionados (empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura), houve aumento na estimativa de 20% para 24%. A previsão para o crédito total foi mantida em 15%. No ano passado, em relação a 2011, a expansão do crédito ficou em 16,2%. “O crédito vem mostrando moderação ano a ano”, disse o chefe do Departamento Econômico do Baqnco Central, Tulio Maciel. Mas, segundo ele, o crescimento do crédito continua elevado e importante “neste processo de expansão da atividade econômica”. Para o Banco Central, o saldo das operações de crédito deve representar, este ano, 57% do PIB.

FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO ULTRAPASSA CRÉDITO PESSOAL EM AGOSTO

O saldo do crédito para a compra da casa própria pelas famílias ultrapassou o crédito pessoal, em agosto, de acordo com os dados do Banco Central, divulgados na sexta-feira. No mês passado, o saldo do financiamento imobiliário para pessoas físicas ficou em R$ 314,896 bilhões. Em agosto de 2012, esse saldo estava em R$ 233,154 bilhões. Já o crédito pessoal, incluídas operações consignadas em folha de pagamento, direcionado ao consumo, chegou a R$ 311,515 bilhões, em agosto deste ano, contra R$ 270,538 bilhões em igual mês de 2012. Apesar dessa expansão do crédito imobiliário, o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, espera moderação, no médio prazo. Maciel também destacou que as famílias estão deixando uma despesa de consumo, o aluguel, para adquirir a casa própria. “Tem um aspecto social relevante que é o fato de as famílias estarem constituindo patrimônio. Estão trocando uma despesa de consumo por uma despesa de investimento”, disse.

DILMA, EM CAMPANHA ELEITORAL, VOLTA AO TWITTER E LANÇA PERFIS NO INSTAGRAN E NO FACEBOOK

Após quase três anos afastada do Twitter, a presidente Dilma Rousseff anunciou nesta sexta-feira sua volta à rede social. Por meio do Twitter, Dilma também disse que lançou um perfil no Instagram e terá um perfil no Facebook. Dilma voltou a tuitar enquanto recebia o humorista Jeferson Monteiro, criador do perfil Dilma Bolada, no Palácio do Planalto, e postou uma foto dos dois no Instagram. Esse Jeferson Monteiro foi quem publicou foto de macaco associado ao ministro Joaquim Barbosa, que ficou no ar durante quatro dias, com sua mensagem claramente racista e preconceituosa. Dilma tuitou sobre o humor feito no perfil Dilma Bolada: “Não me incomodo. Rio Muito. A vida sem humor fica muito pesada”. Sobre o retorno às redes sociais, ela avisou: “Voltei, voltei para ficar. Porque aqui, aqui é meu lugar”.

ENDIVIDAMENTO DAS FAMÍLIAS COM SISTEMA FINANCEIRO EM JULHO É O MAIOR DA SÉRIE HISTÓRICA DO BANCO CENTRAL

O endividamento das famílias com o sistema financeiro cresceu pelo sétimo mês seguido, em julho, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Banco Central. E a tentativa de saída da dívida consiste em fazer nova dívida, com taxa de juros maior, com o mesmo banco, o que eleva sempre o endividamento das famílias. Esse endividamento é no cartão, no cheque e no limite para saques. Em julho, a dívida total das famílias equivalia a 45,1% da renda acumulada nos últimos 12 meses. Este é o maior percentual da série histórica do Banco Central, iniciada em janeiro de 2005. Desconsiderando-se desse indicador o endividamento com financiamento imobiliário, o percentual ficou em 30,42%, com leve redução em relação ao de junho (30,49%). Para o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, o crescimento do endividamento das famílias ocorre “em condições seguras e sustentáveis do sistema financeiro”. Segundo ele, a expansão é influenciada pelo crescimento do crédito imobiliário. “O endividamento cresce de forma saudável, principalmente para investimento (compra da casa própria)”, ressaltou ele. Os dados do Banco Central também mostram que a parcela da renda familiar com as prestações chegou a 21,5%, em julho, contra 21,58% no mês anterior. A parcela da renda usada em julho para pagamento de juros e encargos ficou em 8,75%, ante 8,66 em junho.

MINISTRA DO PLANEJAMENTO DIZ QUE DADOS DA PNAD SÃO ANIMADORES E MOSTRAM QUE PAÍS ESTÁ MUITO MELHOR

A Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios 2012 (Pnad), divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), anima o governo e mostra que o País e sua população estão “muito melhor”, disse a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, no Palácio do Planalto. Para ela, o Brasil continua avançando em todos os indicadores estratégicos. Quanto à taxa de analfabetismo que, segundo a pesquisa, aumentou de 8,6% (12,9 milhões de pessoas) em 2011 para 8,7% (13,2 milhões de pessoas) no ano passado, a ministra considerou uma variação da própria amostra. “Nossa avaliação é que não houve aumento da taxa de analfabetismo, e sim que ficou estável e que temos de continuar avançando". A ministra manifestou entusiasmo com os dados referentes à taxa de emprego e ao aumento de renda da população. “Se olharmos para o mundo, veremos que no trabalho temos dados absolutamente fantásticos. Cai o desemprego e aumenta o rendimento real em todas as regiões". De 2011 para 2012, o Brasil registrou queda de 6,7% para 6,1% na taxa de desemprego. O rendimento médio mensal do trabalhador brasileiro chegou a R$ 1.507,00 em 2012, com ganho real de 5,8% em relação aos R$ 1.425,00 de 2011, reajustados pela inflação. Tereza Campello comemorou também a queda de 23% no trabalho infantil, na faixa etária entre 10 e 13 anos, e disse que o País tem bons números para apresentar na 3ª Conferência Global sobre Trabalho Infantil, de 8 a 10 de outubro, em Brasília.

AUMENTO DE GASTOS FAZ GOVERNO REGISTRAR PIOR SUPERÁVIT PRIMÁRIO DA HISTÓRIA PARA MESES DE AGOSTO

O aumento dos gastos de custeio (manutenção da máquina pública) fez o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central) registrar o pior esforço fiscal da história para meses de agosto. Segundo números divulgados nesta sexta-feira pelo Tesouro Nacional, o superávit primário somou R$ 87 milhões no mês passado, mais baixo montante para agosto desde o início da série histórica, em 1997. O resultado é o segundo pior do ano, só ficando atrás do de fevereiro, quando o Governo Central registrou déficit de R$ 6,64 bilhões. No acumulado do ano, o superávit primário soma R$ 38,474 bilhões, com queda de 28,2% em relação aos oito primeiros meses do ano passado. O montante corresponde a apenas 52% da meta ajustada de R$ 73 bilhões de superávit para este ano. O resultado de agosto só não foi negativo porque o Tesouro recebeu R$ 4,814 bilhões de dividendos de estatais. Desse total, R$ 1,725 bilhão veio do BNDES, R$ 1,2 bilhão, da Caixa Econômica Federal, e R$ 1,135 bilhão, do Banco do Brasil. O fraco superávit primário em agosto ocorreu apesar da arrecadação recorde para o mês, divulgada na última segunda-feira. De janeiro a agosto, as receitas líquidas cresceram 8,7% em valores nominais. As despesas, no entanto, subiram em ritmo maior: 12,5%. O principal fator que pressionou os gastos federais nos últimos meses foi a aceleração das despesas de custeio, que saltaram 21,8% de janeiro a agosto, contra alta de 14,2% no mesmo período do ano passado. Por causa de uma série de acordos fechados no ano passado, as despesas com o funcionalismo público também se aceleraram e cresceram 8,5% no mesmo período, contra expansão de 3,3% registrada nos oito primeiros meses do ano passado. Os investimentos federais, porém, desaceleraram pelo terceiro mês consecutivo e acumulam queda de 0,8% de janeiro a agosto (R$ 42,5 bilhões) em relação aos mesmos meses do ano passado (R$ 42,1 bilhões). Os gastos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) reduziram o ritmo de crescimento pelo quarto mês seguido, mas ainda acumulam alta de 6,2% em 2013.

CONCLUÍDA OPERAÇÃO PARA DESENCALHAR NAVIO NA BAÍA DE GUANABARA

A Marinha e a Secretaria do Ambiente finalizaram nesta sexta-feira a operação destinada a desencalhar o navio Angra Star, parcialmente afundado na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. De acordo com a Marinha, não há risco iminente de desastre ambiental, porque foram retirados o óleo combustível, lubrificantes e resíduos oleosos da embarcação. Nesta sexta-feira foi feito um trabalho de reflutuação. O próximo passo é a retirada do navio do local. A embarcação estava, desde fevereiro, com cerca de um terço do casco submerso, sem tripulação, e teve barris de óleo saqueados e instrumentos de navegação danificados. O furto de peças que mantêm a estabilidade da embarcação causaram o afundamento, segundo a secretaria. No dia 9 de setembro, a empresa avisou a Capitania dos Portos que o navio corria risco de naufragar. Foi aberto inquérito para apurar as causas do encalhe. A Marinha informou que a prorietária do Angra Star, Frota Oceânica e Amazônica S/A, tem mais três navios na Baía de Guanabara: Rio, Jari e Recife, todos em situação semelhante de abandono, possivelmente em função de litígio entre o armador e o BNDES. Após uma inspeção no navio Rio, que também está encalhado, a Capitania dos Portos constatou que a embarcação não apresenta risco iminente de afundamento. Os navios Jari e Recife estão atracados, sem risco de acidentes. Segundo a Marinha, existem 51 cascos abandonados ao redor da Ilha da Conceição, na Baía de Guanabara, que estão sendo retirados. Do total, 31 foram leiloados e os futuros donos têm a obrigação de removê-los. O restante será leiloado em outubro.

DECISÃO SOBRE AUMENTO DE GASOLINA É DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA PETROBRAS, DIZ LOBÃO

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta sexta-feira que o governo ainda não tem uma definição sobre o aumento da gasolina neste ano. Segundo ele, o assunto está sendo definido pelo Conselho de Administração da Petrobras, presidido pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. "Quem autoriza os aumentos de combustíveis é o Conselho de Administração, presidido pelo Mantega. Lá atrás, quando foi concedido aquele aumento, ele próprio falou que até o fim do ano alguma coisa poderia vir mais, mas depois disso não se falou mais no assunto. De modo que está na órbita do Conselho de Administração autorizar ou não o aumento", explicou Lobão. Ele disse também que o governo ainda não tem uma solução para a renovação das concessões de distribuidoras que começam a vencer no ano que vem. Segundo ele, estão sendo feitos estudos que prevêem a privatização das empresas, mas são apenas para basear uma decisão política do governo.

GOVERNO DILMA JÁ AVISA, NÃO VAI CUMPRIR A META DE SUPERÁVIT PRIMÁRIO, DIZ QUE TUDO DEPENDERÁ DOS ESTADOS E MUNICÍPIOS

O cumprimento da meta de superávit primário de 2,3% do PIB dependerá da capacidade de os Estados e municípios conseguirem economizar, disse nesta sexta-feira o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin. Segundo ele, a equipe econômica ainda esperará os próximos meses para decidir que medidas vai tomar. O secretário evitou informar se o governo cogita reduzir a meta de 2,3% para 2% do PIB para compensar o não cumprimento da meta pelas prefeituras e pelos governos estaduais. A equipe econômica pode ainda ampliar a meta de superávit primário do Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Governo Central) para cobrir a parcela que os Estados e municípios deixarem de economizar. “Há um fator que não depende de nós, que é o desempenho fiscal dos Estados e municípios. Ainda é cedo para definir uma meta de superávit para esses entes públicos”, declarou o secretário. O petista neotrotskista gaúcho Arno Augustin ressaltou que, por enquanto, está mantida a meta ajustada de R$ 73 bilhões. Originalmente, a meta de superávit primário para o Governo Central correspondia a R$ 108 bilhões. No entanto, o governo decidiu usar o mecanismo que permite o abatimento de R$ 45 bilhões de gastos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de desonerações tributárias e reduziu a meta para R$ 63 bilhões. Em julho, no entanto, o governo reduziu a margem de abatimento para R$ 35 bilhões e elevou a meta para R$ 73 bilhões para compensar o desempenho das prefeituras e dos governos estaduais. Resumindo, Arno Augustin faz o que é sua especialidade, "mandrakice".

DEFESA DE NATAN DONADON PEDE QUE SUPREMO MANTENHA DECISÃO DA CÂMARA QUE O ABSOLVEU

A defesa do deputado federal Natan Donadon (sem partido –RO) pediu que o Supremo Tribunal Federal mantenha decisão da Câmara dos Deputados que absolveu o parlamentar no processo de cassação. Donadon foi condenado a mais de 13 anos de prisão pelo Supremo, por peculato e formação de quadrilha. Ele está preso na Penitenciária da Papuda, em Brasília, desde 28 de junho. Em petição divulgada nesta sexta-feira, os advogados pediram que o plenário do Supremo anule decisão individual do ministro Luís Roberto Barroso, que suspendeu a decisão da Câmara dos Deputados. No dia 28 de agosto, a Casa, em votação secreta, absolveu Natan Donadon no processo de cassação de mandato. O advogado Michel Saliba de Oliveira defende a deliberação da Câmara dos Deputados por entender que a decisão final sobre a perda do mandato é da Casa. A defesa também pediu que o regime de prisão de Natan Donadon seja alterado para que o parlamentar possa exercer as atividades na Câmara, conforme decisão do plenário da Casa. “Se, por um lado, a Constituição autoriza manutenção do mandato de parlamentar condenado criminalmente e exige que ele frequente um número mínimo de sessões, por outro, o regime de cumprimento da pena deve ser compatível com a deliberação do Legislativo”, alegou o advogado.

GOVERNO ANUNCIA RETOMADA DE OBRAS DO PROJETO DE TRANSPOSIÇÃO DAS ÁGUAS DO RIO SÃO FRANCISCO

O Ministério da Integração Nacional assinou nesta sexta-feira o último contrato das obras complementares ao Projeto de Transposição de Águas do Rio São Francisco. Segundo o secretário de Infraestrutura Hídrica, Francisco Teixeira, “os dois únicos trechos que apresentavam problemas foram retomados”, disse ele referindo-se ao de Mauriti (CE) e de São José de Piranhas (PB). A proposta vencedora da licitação foi apresentada pela empresa Queiróz Galvão, a um custo de R$ 587,5 milhões. “A assinatura do contrato faz com que, agora, todas as frentes da obra sejam remobilizadas”, disse o secretário. De acordo com Teixeira, o trecho de Mauriti teve uma primeira paralisação no final de 2011, depois foi retomado no início de 2012, mas acabou sendo suspenso novamente porque era tocado pela Construtora Delta, empresa envolvida em escândalo com o contraventor Carlinhos Cachoeira. “A Delta até que vinha trabalhando de forma adequada. Mas, devido aos problemas, a Controladoria Geral da União e o ministério acharam por bem não fazer o aditivo solicitado por ela. A empresa começava a demonstrar incapacidade para seguir com a obra e apresentou problemas de inadimplência”, disse o secretário. No trecho de São José de Piranhas, a obra nem começou, informou Teixeira. “O trecho sequer foi iniciado pelo consórcio na época. Tivemos muitas dificuldades em negociar com eles, que pediam aditivos de mais de 25%. Achamos, portanto, melhor não seguir com o contrato, que acabou rescindido”, disse. Segundo ele, os dois trechos paralisados atrasaram a obra “em pelo menos mais um ano”. Agora, o ministério pretende concluí-la “até o final de 2015”. O secretário disse não ter estimativas sobre o aumento de custos provocados por atrasos nas obras.

GRAÇA FOSTER GARANTE QUE PREÇO DE COMBUSTÍVEIS NÃO VAI SUBIR

A presidente da Petrobras, Graça Foster, garantiu nesta sexta-feira que o preço dos combustíveis não vai subir. Ela se reuniu, em Brasília, com a presidente Dilma Rousseff e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, mas disse que o assunto não foi tratado no encontro. Segundo ela, apesar da defasagem no preço do petróleo, os combustíveis não vão ficar mais caros no curto prazo: “Trabalhamos pela convergência de preços, mas existe uma defasagem que voltou a crescer nos últimos três dias". A presidente da Petrobras explicou que os preços foram planejados para o dólar a R$ 1,80, depois a R$ 2,00 mas agora a moeda americana está na faixa de R$ 2,26. "Então, torcemos para que o dólar chegue próximo de R$ 2,00 que vai dar um resultado muito bom”, disse Graça Foster. Para ela, a empresa está em uma fase “muito boa”, com o plano de eficiência implantado há um ano. “A produção, nas últimas semanas, está muito boa. Vamos fechar o terceiro trimestre bem, nossa produção está bonita. Essas paradas que fizemos para reavaliar a produção foram muito boas, estamos cumprindo os prazos, até encurtando alguns, as plataformas voltam com 80% da capacidade, a produção vai ficando muito alinhada”, ressaltou. De acordo com Graça Foster, está mantida a meta de produção de 2 milhões de barris de óleo para este ano.

SECRETÁRIO DO TESOURO DIZ QUE NOVO PARCELAMENTO DE DÍVIDAS COM A UNIÃO TRARÁ MAIS RECEITAS AO GOVERNO, É O ÚLTIMO LANCE DO MANDRAKE

Prevista para entrar em vigor em 29 de novembro, a reabertura da adesão ao reparcelamento de dívidas com a União, chamada de Refis da Crise, vai ajudar a impulsionar o caixa do governo no fim do ano, disse nesta sexta-feira o secretário do Tesouro Nacional, o neotrotskista gaúcho Arno Augustin, "Mandrake" das contas nacionais. Segundo ele, a medida é importante para estimular a economia ao permitir que empresas regularizem a situação fiscal. “O Refis pode servir como estímulo à economia porque abre a possibilidade de que empresas regularizem a situação”, declarou. O secretário, no entanto, não forneceu uma estimativa de quanto o governo deve arrecadar com a renegociação das dívidas nem soube informar se o programa começará a trazer receitas para o governo em novembro ou em dezembro. De acordo com o secretário, o reparcelamento não favorece os sonegadores porque são usados em situações excepcionais, quando empresas perdem na Justiça e enfrentam passivos grandes com a União. Segundo ele, o mecanismo não foi usado nos últimos dois anos porque tinha havido poucas decisões judiciais desfavoráveis às empresas: “Nos últimos dois anos, houve poucas receitas extraordinárias". Incorporada à Medida Provisória 615, a reabertura do Refis da Crise foi aprovada pelo Congresso. A presidenta Dilma Rousseff tem até 9 de outubro para sancionar ou vetar o reinício do programa de renegociação. No início da semana, o secretário adjunto da Receita Federal, Luiz Fernando Teixeira Nunes, tinha declarado que o Fisco era contra um novo parcelamento de dívidas com a União, mas admitiu que a decisão depende de fatores políticos. Apesar de ressaltar que um novo Refis da Crise impulsionará a arrecadação, o secretário do Tesouro Nacional disse que esse não é o principal fator que fará as receitas federais reagirem nos próximos meses. Segundo ele, há uma tendência de melhora da arrecadação provocada pela recuperação da economia, citando a arrecadação recorde registrada em agosto. Apesar das receitas expressivas no mês passado, agosto registrou o pior superávit primário da história para o mês. Segundo o secretário, o desempenho fraco deveu-se a despesas que pressionam as contas públicas em agosto, como o pagamento do décimo terceiro salário aos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo ele, o esforço fiscal em setembro também será baixo por causa da Previdência Social.

DEPOIS DE 15 ANOS, TAXA DE ANALFABETISMO VOLTA A CRESCER NO BRASIL

Pela primeira vez em quinze anos, o índice de analfabetismo cresceu no Brasil. É o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), realizada em 2012 e divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice de pessoas de 15 anos de idade ou mais que não sabem ler nem escrever subiu de 8,6% em 2011 para 8,7% no ano passado. Isso significa que no período de um ano, o país “ganhou” 300.000 analfabetos, totalizando 13,2 milhões de brasileiros. A tendência de queda, que se mantinha desde 1997, estacionou, despertando a atenção dos pesquisadores do IBGE, que agora se debruçam em busca de explicações. “Ainda estamos verificando o que levou a essa variação, já que o porcentual vinha caindo há tanto tempo”, diz Maria Lucia Vieira, coordenadora da pesquisa e gerente do IBGE.

Com a lupa sobre cada região brasileira, o que se observa é que o Nordeste foi o principal responsável por elevar a taxa nacional – é onde moram 53,8% de todos os analfabetos do país, ou 7,1 milhões. No mesmo período de um ano, o índice local passou de 16,9% para 17,4%. No Centro-Oeste, também houve crescimento, de 6,3% para 6,7% entre 2011 e 2012. Já no Sudeste, os números estão estagnados, enquanto o Norte e o Sul conseguiram manter a redução. “O analfabetismo tem endereço no Brasil: está concentrado na população mais velha e nordestina”, frisa Maria Lucia.
O alagoano José Carlos Vieira dos Santos, de 54 anos, se encaixa no perfil observado pelo IBGE. Morador da cidade de Murici, começou a trabalhar aos 14 anos no corte de cana. Não teve tempo de frequentar a escola e chegou à idade adulta sem qualquer intimidade com as letras. “Ele escreve o nome todo, devagar, e se aborrece porque tem dificuldade”, conta a mulher, Maria Cícera Guedes, da mesma idade, que cursou até a 5ª série do Ensino Fundamental (hoje 6º ano). Dos quatro filhos do casal, a mais velha largou a escola ainda na 1ª série. Atualmente com 30 anos, também não sabe ler nem escrever.
Maria lamenta. Diz que tem o sonho de ver os filhos concluindo os estudos. Mas apenas o de 18 anos lhe dá esperanças. No 2º ano do Ensino Médio, é o único com disposição de conquistar o diploma. Os outros dois irmãos, de 16 e 21 anos, ainda frequentam as salas de aula do primário. “Vejo muita coisa errada por aqui – drogas, por exemplo. Coloquei meus filhos no colégio para que aprendessem alguma coisa e ficassem longe da rua”, diz a matriarca da família que exemplifica bem outra constatação do estudo: a dificuldade dos adultos em ultrapassar a barreira do analfabetismo.
Idade
Foi na faixa dos 40 aos 59 anos o crescimento mais representativo de analfabetos no país, de 9,6% para 9,8%. Uma das possibilidades é de que este grupo esteja mais crítico em relação ao conceito de analfabetismo. Por alfabetizado, o IBGE entende ser uma pessoa com condições de ler e escrever um bilhete simples. Mas a maioria dos analfabetos do país ainda tem 60 anos ou mais – eles são 3,2 milhões. Priscila Cruz, diretora executiva da ONG Todos pela Educação, enfatiza que a idade adulta é a mais resistente à escolarização. “Essas pessoas procuram o ensino só quando querem, e se tiverem tempo e disposição.”
Cícero Custódio, morador de Lagoa do Ouro, interior de Pernambuco, engrossa as estatísticas. Assim como Santos, foi levado pelo pai ainda criança, aos 7 anos, para o trabalho na roça. Pisou na escola pela primeira vez somente aos 30 anos, ficou 15 dias, aprendeu a escrever o nome e viu a instituição fechar as portas. Até hoje, aos 63, não teve outra oportunidade. “Entendo as letrinhas muito pouco. Não sei fazer as palavras, nem juntar as letras para ler. Fico enrascado nisso aí”, explica. Fez questão de matricular os seis filhos na escola, mas não viu nenhum chegar ao Ensino Médio. “A maior ajuda que os pais podem dar é apoiando os estudos.”
Escolarização
Entre os mais jovens, o índice de analfabetismo é drasticamente menor – apenas 1,2% dos 15 aos 19 anos, por exemplo -, o que pode indicar uma redução no futuro das taxas entre os mais velhos. O gargalo, neste caso, fica por conta do Ensino Fundamental, incompleto para 33,5% da população com 25 anos ou mais (que exclui os grupos em processo de escolarização). É o caso de Ionácio Santana, carioca de 37 anos, pai de doze filhos, morador da favela do Vidigal e conhecido na praia de Ipanema pela barraca em frente à Rua Farme de Amoedo, onde aluga cadeiras e vende bebidas.
Gostava de estudar, garante. Chegou à 6ª série do Ensino Fundamental (hoje 7º ano), até que desistiu para viver o sonho de ser jogador de futebol. Entrou para o profissional da Ponte Preta e os juniores do Botafogo. Mas a carreira não foi adiante, e ele admite arrependimento da escolha que fez no passado. “Toda vez que empurro um carrinho de mão para carregar material de obra, lembro da minha irmã avisando que era melhor eu estudar. A escola era muito boa. A professora acordava cedo para ajudar trinta alunos a serem alguém na vida.”
Para não repetir o erro com os filhos, Nélio, como é conhecido, mantém sete deles na escola. Até o caçula, de 10 meses, está prestes a entrar na creche. “Se com estudo está difícil, imagina sem. Com os meus filhos, eu sou duro”, afirma ele, revelando que também tem planos de retomar os estudos, no próximo ano. Entre os motivos, está o carro que comprou há pouco tempo mas não pode dirigir, porque precisa passar pela prova teórica exigida para tirar a carteira de motorista.
A Pnad 2012 traz também dados positivos, como a redução no índice de analfabetos funcionais (capazes de ler e escrever mas com dificuldades de interpretação do texto). Entre a população com 15 anos de idade ou mais, 18,3% tem menos de quatro anos de estudo completo, o equivalente a 27,8 milhões de brasileiros. O número é significativo, mas representa uma queda de 2,1 pontos porcentuais em relação a 2011, quando eles eram 20,4% do total. As regiões Norte e Nordeste ainda apresentam as maiores taxas de analfabetismo funcional, de 21,9% e 28,4% respectivamente.
Futuro
A situação geral, porém, é preocupante. O país está se distanciando da meta firmada com a Organização das Nações Unidas (ONU): diminuir o índice de analfabetos para 6,7% até 2015. Faltam dois anos, portanto, para fazer ler e escrever cerca de 3 milhões de pessoas. Mas o governo não tem se esforçado para atingir o objetivo. A diretora executiva da ONG Todos pela Educação, Priscila Cruz, alerta para o fato de que, neste sábado, o país completa mil dias sem um Plano Nacional de Educação, responsável por nortear políticas públicas pelos próximos dez anos. “O não avanço é sempre um retrocesso em educação”, critica.

HÁ TRÊS ANOS, APONTEI AQUI A TENDÊNCIA QUE RESULTARIA NO AUMENTO DO ANALFABETISMO: GOVERNO IGNOROU O ASSUNTO, E A PETEZADA PARTIR PARA A PORRADA, COMO SEMPRE.... EIS AÍ!

O Brasil teve um grande ministro da Educação. Seu nome: Paulo Renato Souza. Foi, mais de uma vez, alvo da máquina de destroçar reputações criada pelo PT, por intermédio, no caso, de seu braço sindical. Em junho de 2011, por ocasião de sua morte, escrevi aqui um post sobre os números da educação brasileira, desfazendo alguns mitos. O décimo item da minha lista era este, que reproduzo na íntegra (em azul):

“10 – Cresceu o número de analfabetos no país sob o governo Lula – e eu não estou fazendo graça ou uma variante do trocadilho. Os números estão estampados no PNAD (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios), do IBGE. No governo FHC, a redução do número de analfabetos avançou num ritmo de 0,5% ao ano; na primeira metade do governo Lula, já caiu a 0,35% – E FOI DE APENAS 0,1% ENTRE 2007 E 2008. Sabem o que isso significa? Crescimento do número absoluto de analfabetos no país. Fernando Haddad sabe que isso é verdade, não sabe? O combate ao analfabetismo é uma responsabilidade federal. Em 2003, o próprio governo lançou o programa ‘Brasil Alfabetizado’ como estandarte de sua política educacional. Uma dinheirama foi transferida para as ONGs sem resultado – isso a imprensa noticiou. O MEC foi deixando a coisa de lado e acabou passando a tarefa aos municípios, com os resultados pífios que se veem.”
Retomo
É isso aí. Com base nos dados no PNAD, apontei, então, que caía o ritmo da redução de analfabetos, o que estava a indicar o constante aumento do número absoluto de analfabetos. Mantida a tendência, é claro que acabaria acontecendo o que agora se verifica: haveria um aumento da taxa — pela primeira vez em 15 anos. É matemática, não tem jeito. Os “companheiros” podem até achar que essa ciência só existe para sabotar seus propósitos, mas a gente sabe que não é assim. O dado, que reproduzi no texto de novembro de 2011, já estava num artigo que escrevi em agosto de 2010. Três anos depois, o fatal acontece. Notem: quando, então, naquele agosto de 2010, apontei que havia a tal redução da queda do analfabetismo, eu não o fazia porque, afinal de contas, não comungo — e não comungo mesmo, com todo o direito que tenho! — dos valores petistas (ou da falta deles). Eu o fiz porque era um dado da realidade, haurido dos números oficiais. Alguns abestalhados acharam que se tratava apenas de má vontade, uma forma de negar os formidáveis avanços obtidos pelos companheiros na educação. Já então Fernando Haddad estava sendo treinado para vir a ser um “líder” no petismo. Deu no que deu. Imaginem o escândalo que não se faria nas redes sociais e na máquina de propaganda das esquerdas e assemelhados se uma reversão dessa natureza tivesse se dado num governo tucano.
Analfabetismo universitário
No ano passado, a ONG Ação Educativa e o Instituto Paulo Montenegro divulgaram dados sobre o Alfabetismo Funcional (Inaf) segundo a escolaridade. O quadro é este.
Em 2001/2002, 2% dos alunos universitários tinham apenas rudimentos de escrita e leitura. Em 2010, essa porcentagem havia saltado para 4%. Vale dizer: 254.800 estudantes de terceiro grau no país são quase analfabetos. Espantoso? Em 2001/2002, 24% não eram plenamente alfabetizados. Um número já escandaloso. Em 2010, pularam para 38%. Isso quer dizer que 2.420.600 estudantes do terceiro grau não conseguem ler direito um texto e se expressar com clareza. É o que se espera de um aluno ao concluir o… ensino fundamental!
Concluo
Sim, meus caros, o diabo é invariavelmente mais feio do que se pinta — ou não seria o diabo, mas outra coisa de menor malignidade. Aquela taxa lá do alto, que aumentou, é do analfabetismo mesmo, a parte do Brasil que forma a sociedade ágrafa. Caso se leve em consideração o analfabetismo funcional, aí é que a gente se defronta com uma parte do Brasil real que o discurso ufano-triunfalista esconde. Nas democracias convencionais, exemplos escandalosos de ineficiência, como o que se vê acima, costumam ser levados para as campanhas eleitorais. É o certo. “Você prometeu fazer e não fez etc.” É um direito da sociedade confrontar intenções com gestos. No Brasil jabuticaba, como tenho tratado aqui há tempos, não só inexiste um grande partido conservador que seja alternativa de poder (única democracia da Terra com essa característica) como inexistem forças políticas capazes de fazer essa cobrança. Ao contrário: todas as campanhas eleitorais, da oposição ou da situação, exploram o Brasil grande, o Brasil que vai pra frente, o ninguém segura este país. Algumas drogas perigosas atentam contra o nosso futuro: o ufanismo sem lastro é uma delas. Quando apontei a redução do ritmo da queda de analfabetismo, algo deveria ter sido feito. Já estaria dando resultado. E deveria não porque fui eu a apontar, claro!, mas porque eram números extraídos de dados oficiais. Mas quê… Fernando Haddad saltou do Ministério da Educação (“o melhor ministro da história destepaiz”, segundo Lula) para a Prefeitura de São Paulo. Ele tinha uma grande tarefa a cumprir: prometer o Arco do Futuro e, no presente, devolver o Centro de São Paulo aos traficantes e consumidores de crack. “O que uma coisa tem a ver com outra?” Só estou evidenciando como o processo político brasileiro, por um conjunto de razões que não cabem neste artigo, premia a ineficiência.  Por Reinaldo Azevedo

RESERVA PETROLÍFERA EM SERGIPE PODE CONTER 1 BILHÃO DE BARRIS

O primeiro óleo da província petrolífera descoberta pela Petrobras na bacia Sergipe-Alagoas, uma das maiores apostas da Petrobras na costa brasileira, está previsto para 2018, informou nesta quinta-feira a companhia. Fontes do governo e da indústria informaram que esta província possivelmente possui mais de 1 bilhão de barris de petróleo em reservas, um campo do porte de Marlim e Roncador, na bacia de Campos, os maiores campos produtores do Brasil. Marlim produz diariamente 252 mil barris de petróleo e Roncador, 252 mil. A descoberta ajudaria a empresa no seu plano de dobrar a produção até 2020. Segundo uma fonte da Petrobras, a estimativa "é chute". O potencial da bacia é realmente grande, mas ainda está sendo avaliado, explicou. A província petrolífera é formada por várias acumulações de hidrocarbonetos (petróleo e gás), com destaque para Moita Bonita, Barra, Farfan e Muriú. Oficialmente, a Petrobras não confirma o volume descoberto, informando que a província, onde desde 2008 já foram feitos 16 poços, sendo que 13 tinham petróleo, ainda está sendo delimitada. A empresa e seus sócios no consórcio que explora a região, a IBV Brasil, formada pelas indianas Bharat Petroleum (BPCL) e a Videocon Industries, já encaminharam oito PADs (Plano de Avaliação de Descoberta) para a ANP (Agência Nacional do Petróleo), com três já em execução, além de ter declarado comercialidade do campo de Piranema, dentro da província. O gerente geral de estratégia de gestão da área de Exploração e Produção da Petrobras, Paulo Henrique Costacurta, já havia comentado que a empresa vai concentrar seus esforços de exploração em blocos no pós-sal, como a província de Sergipe-Alagoas, do que no pré-sal, que terá maior investimentos em produção. O foco também abrange as bacias do Espírito Santo e os blocos localizados na margem equatorial do Brasil. Apesar de considerado gigante pela indústria, um bloco de 1 bilhão de barris é bem inferior aos encontrados no pré-sal da bacia de Santos. Tupi, já em produção, teria entre 5 e 8 bilhões de barris de reservas recuperáveis (um grau antes das reservas comprovadas), enquanto Libra, que será leiloado em outubro, teria entre 8 e 12 bilhões de barris.

LOIRA ESCALADA PARA SEDUZIR PREFEITOS EM OPERAÇÃO CORRUPTA PARA DESVIO DE RECURSOS DE FUNDOS DE PREVIDÊNCIA DIZ À POLÍCIA FEDERAL QUE QUER SER CAPA DA PLAYBOY

Suspeita de participar da quadrilha que lavava dinheiro e desviava recursos de fundo de pensão, a modelo e agente de investimentos Luciane Hoepers ainda não firmou nenhum acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Mas já fez confissões à polícia. Ao ser presa no dia em que a operação Miquéias foi deflagrada, na semana passada, Luciane admitiu à polícia que atuava visitando prefeitos e oferecendo vantagens indevidas para que aplicassem em fundos de investimentos suspeitos. Ao saber que as meninas jovens e bonitas que desempenhavam essa função foram definidas pela polícia como "pastinhas" do esquema, Luciane disse que poderia ser capa da "Playboy" como "A Pastinha". A declaração, dada pouco após a polícia ter dado voz de prisão à modelo, arrancou gargalhadas até mesmo da delegada responsável pela investigação, Andrea Pinho. Mulher fruta, Luciane Hoepers, de 33 anos, é loira, tem olhos verdes e aparece em fotos e imagens sensuais, todas espalhadas pela internet. Os atributos físicos da modelo e de outras "pastinhas" presas pela polícia chamaram atenção até mesmo de advogados que passaram pela Superintendência da Polícia Federal em Brasília no dia em que a operação Miquéias foi deflagrada. Um deles chegou a dizer que as academias da capital federal devem ter ficado vazias, porque as "mulheres frutas" estavam detidas. A beleza da modelo também foi assunto de um dos diálogos interceptados pela Polícia Federal em abril deste ano. Luciane falava com o deputado estadual Samuel Belchior (PMDB), de Goiás, que alertou para ela tomar cuidado com o "poder grande" de atrair as pessoas. "[...]Agora, cê tem que tomar cuidado. Um poder grande que cê tem é (...) físico. Então, a pessoa, às vezes, se aproxima de você primeiro pelo que? Primeiramente pela beleza sua, pela pessoa e tal, depois pelas outras coisas. Uma coisa leva a outra. Então vá com cuidado", disse. Para a Polícia Federal, ela é suspeita de participar do esquema de lavagem de dinheiro e desvio de recursos de fundos de pensão por meio da empresa Invista, usada pela quadrilha para oferecer investimentos aos regimes de previdência de municípios. "O envolvimento da 'pastinha' Luciane Lauzimar Hoepers no esquema criminoso desenvolvido pela Invista é inconteste", diz diz relatório da Polícia Federal. O documento afirma que Luciane Hoepers abordou os prefeitos de Porto Murtinho/MS, Ponta Porã/MS, Cuiaba/MT, Catalão/GO, Joinville/SC, Blumenau/SC e Jundiaí/SP, entre outros municípios. Além de confessar que participou do esquema, ela afirmou à polícia que pelo menos um dos prefeitos procurados por ela aceitou propina. Foi oferecido a Luciane o benefício da delação premiada. No entanto, como ela ainda não tem advogado, o acordo de colaboração não foi feito. Ela ficou cinco dias presa e foi indiciada por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

MINISTRO DA AGRICULTURA SE REÚNE COM DIREÇÃO DA CONAB PARA DEFINIR A DEMISSÃO DO PETISTA INDICIADO PELA POLÍCIA FEDERAL

Reunião marcada para a manhã desta sexta-feira pode selar o destino do diretor da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) mantido no cargo apesar de indiciado pela Polícia Federal que investiga esquema de desvio num dos programas do "Fome Zero".  O diretor de Política Agrícola do órgão, o petista gaúcho Sílvio Porto, permanece no cargo, mesmo tendo sido indiciado por pelo menos três crimes, estelionato, peculato e formação de quadrilha. Nesta sexta-feira está previsto encontro do ministro da Agricultura, Antônio Andrade, com o presidente da Conab, Rubens Rodrigues, para se inteirar da investigação e discutir o caso do diretor mantido no cargo. Por determinação da Justiça, outros sete integrantes do órgão, entre eles o superintendente no Paraná, foram afastados. O ministro da Agricultura defende o afastamento de todos os envolvidos caso haja evidências concretas de malfeitos. Mas a Conab afirmou que cabe à Presidência da República nomear e exonerar o diretor do órgão que foi indiciado por três crimes pela Polícia Federal. Segundo a Conab, o estatuto prevê que o presidente e os quatro diretores são "nomeados pelo Presidente da República, por indicação do Ministro da Agricultura". No mesmo dia em que a Polícia Federal deflagrou a operação contra a Conab, na terça-feira, o presidente do órgão fez uma reunião com todos os servidores e com direito a sistema de videoconferência para sair em defesa do diretor indiciado. "Não sabemos muito. Estou aqui em solidariedade ao companheiro Sílvio. A rádio corredor é muito forte. Ele simplesmente prestou um depoimento agora de manhã. De fato, o que a imprensa está noticiando, a operação existiu no Paraná. Nos não conhecemos o inquérito. Quero aqui hipotecar todo o meu apoio e confiança ao Sílvio em relação que ele vem desenvolvendo na Conab", disse Rodrigues, que foi aplaudido pelo auditório lotado. Segundo relatos de quem participou da reunião, Sílvio Porto disse que estava entrando em um "túnel escuro" mas que iria sair dessa. Porto é filiado ao PT do Rio Grande do Sul desde 1995 e muito próximo ao ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência da República), ex-chefe de gabinete do ex-presidente Lula.