sábado, 2 de novembro de 2013

CHINA PODE FINANCIAR US$ 20 BILHÕES EM PROJETOS NO IRÃ

Um site de notícias iraniano afirmou que a China concordou em financiar US$ 20 bilhões em projetos de desenvolvimento no Irã usando recursos do setor de petróleo não transferidos para a República Islâmica por causa das sanções internacionais. A China é o maior importador de petróleo bruto do Irã. Hasan Sobhaninia, um importante parlamentar iraniano, afirmou que o acordo foi alcançado durante conversas entre o presidente do Parlamento do Irã, Ali Larijani, e líderes chineses. Larijani visitou a China nesta semana e foi acompanhado por Sobhaninia. Na semana passada o porta-voz do governo iraniano, Mohammad Bagher Nowbakht, disse que cerca de US$ 22 bilhões em recursos do petróleo do Irã estavam presos na China por causa das sanções. Os Estados Unidos e seus aliados impuseram sanções aos negócios com petróleo e bancos do Irã por causa do controverso programa nuclear da República Islâmica.

REDE DE ENERGIA DA COLÔMBIA É ATINGIDA POR TERRORISTAS NARCOTRAFICANTES

O setor de energia da Colômbia foi duramente atingido durante o "outubro negro", termo criado por terroristas sobre uma ofensiva de um mês de duração. Os alvos incluíram dutos de petróleo, trens de transporte de carvão, usinas de eletricidade e torres de transmissão. Em outubro, foram registrados cerca de 20 ataques em importantes locais, como oleodutos, disseram analistas de segurança e empresas. O montante foi quase o dobro do número registrado em setembro e ficou bem acima de qualquer outro mês deste ano. O governo da Colômbia normalmente apresenta uma contagem posteriormente no mês e o Exército do país se recusou a comentar sobre o assunto. Os ataques foram realizados pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, organização terrotista e traficante de cocaína). E as ofensivas colocam em dúvida a sinceridade do grupo em chegar a um acordo de paz com o governo. Atualmente, as duas partes negociam em um processo que começou há um ano em Havana, Cuba, contudo nenhum cessar fogo está em vigor. Poucas partes da infraestrutura de energia da Colômbia escaparam intactas. A companhia de rede de energia estatal ISA disse que 19 de suas torres de transmissão foram explodidas em outubro, em comparação com 11 ataques similares registrados nos noves meses anteriores. A infraestrutura controlada por empresas de energia menores em área rurais do país também foram atingidas, provocando apagões de até duas semanas em várias pequenas cidades no sul. Os custos econômicos desses ataques são muitas vezes limitados a reparos, despesas extras de segurança e horas extras para os trabalhadores. Empresas de exportação de petróleo e carvão na Colômbia elaboram há muito tempo esquemas para manter o transporte funcionando diante das ofensivas rebeldes, principalmente através da estocagem nos portos costeiros. Mas os ataques criam problemas logísticos para as empresas e lembram os pretensos investidores dos riscos políticos na Colômbia. O segundo maior oleoduto do país, o Cano Limon, foi atacado pelo menos três vezes no mês passado, provocando uma paralisação do bombeamento e levando habitantes locais a chamá-lo de "a flauta" por causa de todos os buracos que os terroristas fizeram no duto durante os últimos 20 anos. O Cano Limon é usado pela estatal Ecopetrol e pela americana Occidental Petroleum Corp. A cada hora que é bombeado, o oleoduto, que carrega cerca de 700 mil barris de petróleo por dia para o porto costeiro caribenho, precisa ser fechado completamente até que os funcionários responsáveis pelos reparos possam consertar os danos com segurança, o que usualmente leva cerca de cinco dias. Os ataques a Cano Limon também provocaram o adiamento da inauguração muito esperada de mais um novo oleoduto da Colômbia, o Bicentenário, de US$ 1,6 bilhão, porque ele não pode operar se a linha Cano Limon também não estiver bombeando petróleo.

MINISTRO PÕE CULPA NOS "ENGENHEIROS RUINS" PELO ATRASO NAS OBRAS DE AEROPORTOS DA COPA DO MUNDO

A culpa pelo atraso de obras em seis dos 12 aeroportos brasileiros em capitais que receberão a Copa do Mundo no ano que vem é dos engenheiros brasileiros, que são ruins e elaboram projetos mal feitos. Na hora da execução, todo o planejamento e cálculos tem de ser refeitos e a obra atrasa, além de ficar de mais cara. Essa é a explicação do ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República, Wellington Moreira Franco, para o problema. "Os atrasos não acontecem por falta de dinheiro ou de vontade, é por responsabilidade", disse. "Os projetos que pegamos para executar são muito ruins, e temos que refazer todos eles", afirmou Moreira Franco a dezenas de jornalistas editores de jornais regionais durante o evento "Encontro Nacional de Editores da Coluna Esplanada", promovido pelo jornalista Leandro Mazzini na quinta-feira. "Temos uma geração inteira de engenheiros nos anos 1970 e 1980 que saíram da faculdade direto para o mercado financeiro, então há uma carência de profissionais experientes e qualificados nessa área. Os jovens não saem bem formados da faculdade e os projetos são muito ruins", disse. "As empresas tem uma dificuldade muito grande em suprir isso e fazem verdadeiros milagres", continuou, sobre as obras tocadas pela Infraero, sob responsabilidade do governo: "Os engenheiros são ruins". O governo planejou, em 2011, uma série de melhorias para os aeroportos das 12 cidades-sede. Em seis deles, porém, nem metade das obras de ampliação de terminais foi feita. A Infraero garante que todas as reformas estarão concluídas até junho do ano que vem, quando cerca de 600 mil turistas estrangeiros devem desembarcar no País, segundo a Embratur. O Confea (Conselho Federal de Engenharia e Agronomia) evitou polemizar e, questionado sobre as declarações do ministro, não respondeu. Disse apenas que o Brasil atravessou um grande período de estagnação em seu desenvolvimento industrial durante 30 anos em que a formação em Engenharia não era atraente. Com a retomada do crescimento econômico, nos últimos dez anos, a engenharia voltou a ser valorizada e o mercado profissional aquecido.