sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

OBAMA ESCOLHE EX-PRESIDENTE DO BANCO CENTRAL ISRAELENSE COMO VICE DE YELLEN NO FED

O presidente Barack Obama anunciou nesta sexta-feira sua intenção de nomear o ex-diretor do Banco Central de Israel, Stanley Fischer, para o posto de vice-presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano. Se a nomeação for confirmada pelo Senado, Fischer, de 70 anos, que possui dupla nacionalidade (israelense e americana), substituirá Janet Yellen, que assumirá a direção do Fed em 1º de fevereiro. Obama também nomeou Lael Brainard, que recentemente atuou como principal autoridade do Departamento do Tesouro para assuntos internacionais, para o conselho do Fed. O presidente ainda reconduziu o atual integrante do conselho Jerome Powell para mais um mandato. Um dos economistas mais proeminentes do mundo, Fischer já deu aula para muitos dos mais renomados da profissão, incluindo Bernanke e o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi. "Stanley Fischer traz décadas de liderança e expertise de vários cargos, incluindo suas posições no Fundo Monetário Internacional (FMI) e no Banco de Israel", disse Obama em comunicado. "Ele é amplamente reconhecido como uma das mentes de liderança, mais experientes do mundo e estou grato por ele aceitar assumir esse novo papel e estou confiante em que ele e Janet Yellen formarão uma grande equipe", afirmou o presidente. Como o número dois do FMI entre 1994 e 2001, Fischer desempenhou importante papel no combate à crise financeira asiática. Antes disso, ele foi economista-chefe do Banco Mundial. Mais recentemente, Fischer foi responsabilizado por ajudar Israel a navegar seguramente a tormenta da crise financeira de 2007 a 2009. Ele renunciou ao Banco de Israel em junho, no terceiro ano de seu mandato de cinco anos.

ECONOMISTA DA FGV DIZ QUE ALIMENTAÇÃO SERÁ O FIEL DA BALANÇA DA INFLAÇÃO EM 2014

O economista André Braz, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), disse nesta sexta-feira que as variáveis que se destacaram no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2013 não surpreenderam, a alta da gasolina e das passagens aéreas era mesmo esperada: "Mas a magnitude veio um pouquinho acima do se estimava". A inflação de 5,91% no ano passado, divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é um pouco maior do que a expectativa do mercado, que girava em torno de 5,74%, e superou a do ano passado (5,84%). Para o economista, o resultado do IPCA de 2013 não muda muito a realidade deste ano. Ele disse que a taxa do ano passado poderia ter sido maior se não fosse o bom comportamento dos preços monitorados, que subiram 1,6%, em média: “Como existe uma agenda de reajustes para 2014, é provável que a taxa não se repita ao longo deste ano". Para, Braz, isso sinaliza que a participação dos preços administrados na inflação vai subir. Quanto aos preços livres, que tiveram expansão próxima de 9% em 2013, Braz prevê que não deverá haver mudança abrupta de patamar: “Em 2014, vai continuar exercendo influência no IPCA”. Para o economista, o fiel da balança neste ano será o grupo alimentação: “É a classe de despesa com maior potencial de desaceleração". A taxa superou 8% e ficou um pouco menor que em 2012. Braz estima, porém, que há chance de cair um pouco mais este ano: "As previsões de safra são mais otimistas e isso deve ajudar a conter avanços de preços". Braz destacou a questão do câmbio, que pode reter um pouco do potencial de desaceleração do grupo alimentação. Ele explicou que novas desvalorizações cambiais tornam alguns grãos mais caros, como o trigo, por exemplo, e isso tem repasse certo para os produtos ao consumidor. Por isso, “2014 não vai ser um ano tão fácil e pode ser, até, que a inflação venha acima da registrada no ano passado”, ressaltou. Na estimativa de André Braz, a inflação de 2014 pode fechar próxima de 6% ou ficar um pouco acima disso.

GOVERNO DO MARANHÃO DEVOLVEU QUASE METADE DOS RECURSOS RECEBIDOS EM 15 ANOS PARA CONSTRUIR PRESÍDIOS

Apesar de enfrentar, há anos, o problema da falta de vagas em suas prisões, o governo do Maranhão devolveu quase R$ 24 milhões à União por não ter conseguido executar, em tempo hábil, os projetos de construção de um presídio e de duas cadeias públicas. Juntas, as cadeias de Pinheiro e de Santa Inês e o Presídio Regional de Pinheiro acrescentariam 681 vagas ao sistema carcerário maranhense. De 1998 a 2012, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça, e o governo do Estado assinaram nove convênios para construção de presídios, entre eles os três que tiveram os projetos cancelados. Juntos, os nove convênios totalizam R$ 50.749.830,00. Subtraídos os R$ 23.962.399,00 devolvidos ao Depen, o governo estadual aplicou pouco mais de R$ 26 milhões dos recursos federais recebidos por meio de contratos assinados nos últimos 15 anos – alguns deles ainda estão em vigor e há obras em andamento. Existem ainda contratos que beneficiam o sistema carcerário maranhense, com o aparelhamento de unidades prisionais, realização de mutirões de execução penal e instalação de centrais de acompanhamento de penas alternativas. Os contratos não cancelados destinam recursos para as seguintes obras: construção das penitenciárias de João Lisboa (R$ 1 milhão, em 1998) e de São Luís (R$ 2,061 milhões, em 2000); do Presídio Regional de Pedreiras (R$ 1,581 milhão, entre 2001 e 2002). Em 2007 foram assinados os contratos para a construção da Penitenciária de Imperatriz (R$ 6,508 milhões), da Penitenciária Feminina de Pedrinhas, em São Luís (R$ 9,446 milhões), e para ampliação do Presídio de São Luís (R$ 5,641 milhões). De acordo com dados do Tribunal de Justiça do Maranhão, o Estado fechou o ano passado com 2.562 vagas a menos que o número de detentos. Em 19 de dezembro de 2012, a população carcerária maranhense chegava a 5.466 pessoas. Desse total, 1.555 cumpriam pena em delegacias. Há mais de 12 mil mandados de prisão à espera de cumprimento no Estado. O governo maranhense informou ter devolvido os R$ 17 milhões necessários à construção da Cadeia Pública de Santa Inês e os R$ 5,314 milhões destinados à construção da Cadeia Pública de Pinheiro porque, até março do ano passado, o Depen ainda não tinha definido a maneira como o Executivo estadual poderia usar os mais de R$ 22 milhões. Segundo o governo maranhense, o impasse surgiu enquanto se discutia se as duas unidades deveriam ser construídas pelo método convencional ou em módulos. Os dois convênios assinados com o Depen tinham caráter emergencial. Em abril, a Secretaria estadual de Justiça e Administração Penitenciária  (Sejap) apresentou ao Depen um novo projeto de construção modular das unidades. Pendências técnicas e burocráticas impediram a aprovação das propostas, retardando o início das obras. No fim de junho, venceu o prazo legal para que os recursos empenhados até 31 de dezembro de 2011, e ainda não gastos, fossem aplicados. “Ou seja, não foi uma devolução, mas sim um cancelamento”, diz o governo estadual, assegurando ter projetos para construção de mais nove presídios, como a Penitenciária de Imperatriz, obra para a qual foi assinado um convênio de R$ 6,5 milhões, ainda em 2007, e que, de acordo com o governo estadual, já está com 80% da obra concluída. “Os convênios para Pinheiro e Santa Inês foram atingidos por uma lei geral que desconsiderou a excepcionalidade dos casos e uma longa sequência de impedimentos que inviabilizaram o prosseguimento do projeto”.

ESTÁ TENTADO A DAR UM DINHEIRINHO PARA GENOÍNO? DOE PARA UMA CRIANÇA POBRE!

José Genoino e sua buliçosa família começaram a me dar uma preguiiiça!!! Cheguei a me comover um pouquinho com Miruna, sua filha. Vislumbrei o amor de uma filha preocupada com seu pai. Bonito. Isso nada tem a ver com política. Agora não mais. Vejo na moça uma pré-candidata a alguma coisa. Parece ser a pessoa vocacionada para levar adiante o nome da família. Ela é a principal porta-voz de um site criado para arrecadar dinheiro para pagar a multa a que o pai foi condenado pelo STF: R$ 667,5 mil. Genoino é o tal “homem pobre”, que “mora numa casa modesta há 30 anos”, que nunca fez política para “enriquecimento pessoal”. Até parece que a única forma de cometer crimes é investir no… enriquecimento pessoal. Não vou doar dinheiro, não. Genoino pode até ser pobre, mas seu partido é o mais rico do Brasil. Ele fez o que fez para o PT, certo? Que a legenda pague. Não é tanto dinheiro assim para uma estrutura multimilionária, né? E por que essa presepada toda? Para continuar a alimentar a imagem do mártir e, intuo, conservar na política o DNA da família Genoino. Está tentado a dar um dinheirinho para o petista, leitor amigo? Doe para uma criança pobre. Por Reinaldo Azevedo

EX-SÓCIO DO MARIDO DE ROSEANA SARNEY RECEBEU VERBA DO MARANHÃO PARA ATUAR NOS.... PRESÍDIOS!!!

A Secretaria de Administração Penitenciária do Maranhão contratou a Atlântica Segurança para atuar nos presídios. A empresa pertence a Luiz Carlos Cantanhede Fernandes, ex-sócio de Jorge Murad, marido da governadora Roseana Sarney, numa pousada em Barreirinhas, nos Lençóis Maranhenses. Em 2002, quando a Polícia Federal apreendeu mais de R$ 1,3 milhão em dinheiro vivo na empresa Lunus, que pertencia a Murad, o marido de Roseana alegou que metade desse montante era da empresa de Cantanhede, que confirmou a versão. A Atlântica recebeu no ano passado, somente da Secretaria de Administração Penitenciária, R$ 7,642 milhões, o dobro do ano anterior. Como presta serviço para outros órgãos do governo do Estado, no total ela ganhou R$ 12,942 milhões da gestão de Roseana Sarney em 2013 — em 2012, foram R$ 7,428 milhões. A terceirização do sistema carcerário é apontado pelo Sindicato dos Agentes Penitenciários do Maranhão como um dos grandes problemas nos presídios. Em 2009, quando Roseana voltou ao poder após a cassação do então governador Jackson Lago (PDT), o estado contratou a VTI Serviços, Comércio e Projetos para administrar o sistema. Sem nunca ter atuado no setor — pois tem como principal atividade locação de equipamentos de informática e desenvolvimento de softwares —, a VTI recebeu, desde então, R$ 153,9 milhões. Em 2012, foram R$ 48,9 milhões e, em 2013, R$ 66,3 milhões, sem que o governo tenha construído qualquer novo presídio. O governo maranhense informou, em nota, que a terceirização dos presídios não tem qualquer relação com a atual onda de violência. Para o governo, a manutenção do sistema requer investimentos em infraestrutura, mão de obra e qualificação. 

Pagamento antecipado
Uma empresa contratada para reformar o presídio de Pedrinhas, onde detentos foram mortos, recebeu adiantado pelo serviço, que ainda não foi concluído. A Nissi Construções foi contratada pela Secretaria de Administração Penitenciária em 4 de novembro do ano passado, com dispensa de licitação, por R$ 1,167 milhão.Menos de um mês após a assinatura do contrato, em 28 de novembro, a empresa recebeu o primeiro pagamento, no valor de R$ 491,3 mil. Na véspera do Natal, foram mais R$ 526,3 mil, totalizando R$ 1,017 milhão. Os serviços ainda estão sendo executados. Operários disseram que ainda serão necessários mais cerca de 20 dias para a conclusão dos serviços.

AH, ESSA MALDITA "IMPRENSA DE OPOSIÇÃO", NÃO É MESMO? OU: ELES QUEREM É CENSURA


Kim Phuc
Delinquentes intelectuais e morais — alguns deles disfarçados de jornalistas, financiados com dinheiro público — resolveram censurar a Folha e a VEJA.com por terem divulgado, respectivamente, os vídeos com os decapitados de Pedrinhas e o incêndio do ônibus em São Luís, em que a menina Ana Clara aparece com o corpo em chamas. A divulgação seria, sustentam esses delinquentes, coisa típica de jornalismo sensacionalista, de uma “mídia” (como eles dizem) comprometida com a agenda da oposição. Que bando! Se essa gente chegar a ter o que poder que almeja, o DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) do ditador Getúlio Vargas será fichinha; a censura havida durante o regime militar será brincadeira de criança. O PT que sempre contou com a liberdade de imprensa, quando era oposição, para veicular mesmo as suas denúncias infundadas acha que, agora, os fatos atrapalham a história, entendem?
Sim, é verdade. Não fosse a divulgação dos dois vídeos, é bem possível que o Brasil não tivesse se dado conta da gravidade do problema. Até porque, em 2011, 14 foram decapitados no mesmo complexo de Pedrinhas. E ninguém deu bola. Os vídeos têm de ser exibidos simplesmente porque aquelas coisas aconteceram. De fato, há similaridade entre a imagem do corpo da menina Ana Clara em chamas e a foto (no alto) da então garota vietnamita Kim Phuc (de autoria de Huynh Cong “Nick” Ut), que corre nua depois de sua aldeia ter sido atacada com napalm pelas forças americanas, em 1972.
Todos sabiam dos horrores da Guerra do Vietnã. Faltava um emblema. Todos sabiam da tragédia do Maranhão. Faltava conferir ao ocorrido a sua trágica humanidade. Se os petistas pudessem impedir, no entanto, nada disso viria a público — não enquanto o partido estivesse no poder ao menos. A realidade atrapalha a mística e a mistificação petistas. Os valentes acham que o compromisso com os fatos transforma a “mídia” em força de oposição. Eles gostam é do subjornalismo de situação, financiado por estatais — o que, parece-me, caracteriza uma variante do peculato, já que se trata de se apropriar de dinheiro público a serviço dos interesses particulares de um grupo. Não passarão! Por Reinaldo Azevedo

ISRAEL ANUNCIA CONSTRUÇÃO DE MAIS 1.800 CASAS PARA COLONOS

Israel anunciou nesta sexta-feira a construção de mais de 1.800 novas casas para colonos em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia. “O ministério da Habitação israelense publicou os planos para a construção de 1.076 casas em Jerusalém Oriental e de outras 801 na Cisjordânia”, declarou o porta-voz Lio Amihai. “Muitas destas casas serão construídas nas colônias de Efrat e Ariel, na Cisjordânia, e nos bairros de Ramat Shlomo, Ramot e Pisgat Zeev, em Jerusalém Oriental”, completou. O chefe das negociações palestino, Saeb Erakat, reagiu dizendo que o projeto israelense é uma mensagem para o secretário de Estado americano John Kerry, para que cesse suas tentativas de alcançar um acordo de paz. John Kerry, que deixou nesta semana o Oriente Médio sem conseguir esboçar o acordo entre israelenses e palestinos sobre seu plano de paz, declarou em várias ocasiões que os Estados Unidos consideram que a colonização é ilegítima. Em visitas à Israel e à Cisjordânia, Kerry tentou mediar as posições de israelenses e palestinos para um "acordo básico" que defina as linhas gerais de um tratado final no prazo fixado, até 29 de abril. Cerca de 350.000 colonos judeus vivem nos assentamentos da Cisjordânia e outros 200.000 israelenses residem em bairros de colonização em Jerusalém Leste. No início de janeiro, Netanyahu recebeu Kerry e expressou pessimismo sobre a perspectiva de um tratado de paz com os palestinos. "Há dúvidas cada vez maiores em Israel sobre se os palestinos estão comprometidos com a paz", disse Netanyahu, em declarações ao lado de Kerry. Ele acusou as autoridades palestinas de orquestrarem uma campanha "inabalável" de incitamento contra Israel. Em resposta à Netanyahu, os negociadores palestinos afirmaram que se recusam a continuar com as tratativas enquanto Israel prosseguir com os assentamentos.

GOVERNO PETISTA DE DILMA ROUSSEFF NEGOCIA VENDA DA ALL PARA A COSAN

O governo petista de Dilma Rousseff articula nos bastidores para mudar os atuais controladores da ALL (América Latina Logística). A entrada de novos investidores na companhia férrea é vista com bons olhos pelo governo, uma vez que esses investidores poderiam fazer uma injeção de capital no grupo, necessária para investimentos na malha ferroviária da companhia, que responde por cerca de 60% do escoamento de grãos do País. Nesta sexta-feira o BNDES reuniu-se com dirigentes da Cosan. O banco, que tem participação acionária na ALL, quer saber até onde há disposição do grupo em retomar as conversas para entrar no bloco de controle da ferrovia. O grupo, comandado pelo empresário Rubens Ometto Silveira Mello, fez em fevereiro de 2012 proposta a para entrar no bloco de controle da ALL. Mas, após um ano e meio de conversações, não houve acordo. Em outubro passado, a ALL entrou na Justiça contra a Rumo (controlada pela Cosan), questionando contrato firmado com a ex-parceira no transporte de açúcar. "O governo não pode simplesmente tirar a concessão da companhia porque sabe que provocaria um verdadeiro caos logístico em pleno ano eleitoral", afirma uma fonte do governo. "Mas entende que, se houvesse mudança na gestão e governança da companhia, seria o melhor dos cenários", diz uma fonte. A Cosan é considerada a solução mais palpável, mas outros investidores também estão sendo avaliados, como tradings (empresas que exportam e importam commodities). Ometto foi sondado na quarta-feira em Brasília, quando foi discutir concessões de ferrovias com a presidente Dilma Rousseff. A preocupação do governo é com o escoamento da safra. O acidente ocorrido em novembro, quando houve um descarrilamento de vagões de trem da ALL deixando oito pessoas mortas em São José do Rio Preto (interior de SP), acendeu a luz amarela. O ministro dos Transportes, César Borges, afirmou que a ALL não tinha feito os investimentos necessários para a manutenção da ferrovia e pediu para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) intensificar a fiscalização. Na época, a ALL divulgou nota negando problemas com a manutenção da ferrovia. Um acordo entre ALL e Cosan ainda está longe de ser feito, mas a própria ALL está tentando estender a bandeira branca. A companhia contratou Pérsio de Souza, da Estáter (empresa especializada em fusões e aquisições), para encontrar uma solução para a companhia. Souza, que representa os acionistas do bloco de controle, procurou várias vezes a Cosan para acenar um acordo, ainda sem sucesso. "É muito mais vantajoso para a Cosan selar um acordo de paz do que levar a briga adiante", disse uma fonte: "A disputa duraria muito tempo e a companhia não conseguiria repor eventuais prejuízos". Em contrato fechado em 2009 entre as duas companhias, a Rumo se comprometeu a investir cerca de 1,2 bilhão de reais em infraestrutura de vagões e locomotivas para escoamento de açúcar - cerca de 90% desses aportes já foram feitos. "No entanto, a ALL não realizou os investimentos necessários. E está utilizando parte dessa estrutura para açúcar no escoamento de soja", diz a fonte do governo.

IBGE INFORMA QUE ENERGIA E TRANSPORTE PÚBLICO CONTIVERAM A INFLAÇÃO OFICIAL EM 2013

Sem as manifestações populares, que contiveram as tarifas de ônibus, e sem a desoneração da energia elétrica, a inflação oficial de 2013, que fechou o ano em 5,91%, poderia ter sido maior. A avaliação é da coordenadora de Índice de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eulina Nunes. "A energia elétrica, cujas tarifas foram reduzidas significativamente este ano, e os ônibus urbanos que, em média, não tiveram reajuste, frente às manifestações, contribuíram muito para conter a taxa de inflação de 2013, que poderia ser diferente se não fossem esses acontecimentos", disse Eulina Nunes. Segundo o IBGE, a redução de impostos sobre o fornecimento de energia fez com que o impacto da tarifa fosse negativo no cálculo da inflação. O índice caiu 15,6% e é o menor desde 2007 (-6,1%). "Foi a mais importante queda da série desde o início do Plano Real", reforçou Eulina Nunes. Em 2013, as passagens de ônibus quase não subiram e registraram 0,02% de aumento. Em 2012, a alta foi 5,26%. A alta da inflação de 2013, que ficou abaixo do teto estabelecido pelo do governo (6,5%), foi impulsionada pelo aumento de preços de produtos e serviços de alimentação (8,48%), aluguel (12%) e empregados domésticos (11,2%). De maneira geral, a especialista do IBGE acredita que os custos dos alimentos foram impactados por problemas climáticos, que prejudicaram a oferta de produtos como a batata e influenciaram o preço de commodities (produtos que têm o preço atrelado ao dólar) como o trigo. Também pesou no bolso das famílias a refeição fora de casa. Ficaram mais caros o lanche (12,2%), o café da manhã (12%) e o cafezinho (11,7%).

CATÓLICOS AGUARDAM IMINENTE NOMEAÇÃO DE NOVOS CARDEAIS

As previsões se multiplicavam nesta sexta-feira no Vaticano sobre a nomeação nos próximos dias ou semanas dos cerca de 14 novos cardeais, que deverão dar mais peso aos países da América do Sul e Latina no Colégio Sagrado. O primeiro consistório do papa Francisco está marcado para 22 de fevereiro. Segundo o padre Federico Lombardi, porta-voz da Santa Sé, é tradição que o Papa anuncie com mais de um mês de antecedência os nomes dos novos "príncipes da Igreja", para que eles tenham tempo de preparar sua viagem a Roma para receber o barrete cardinalício. Vários especialistas começaram a divulgar suas listas de potenciais favoritos, enquanto o anúncio pode ser feito durante qualquer Angelus ou audiência geral. O anúncio é muito aguardado, enquanto o Papa tem frequentemente denunciado um carreirismo na Igreja. Alguns temem seu estilo autoritário e estão com medo de perder seu poder. Francisco pode nomear pelo menos 14 novos cardeais com menos de 80 anos — eleitores em caso de conclave para a eleição de um novo Papa — para preencher as vagas vazias desde o último conclave de Bento XVI em 2012. Francisco deve nomear cardeais da América Latina, incluindo os arcebispos de Buenos Aires, Santiago e Rio de Janeiro, e provavelmente outros. Por uma questão de equilíbrio, ele deverá nomear cardeais da África, um continente que não lhe é familiar, e da Ásia, onde a Igreja, minoritária, está se expandindo. O Papa é quase forçado, salvo uma grande surpresa, nomear como cardeal seu novo secretário de Estado, o "jovem" (58 anos) italiano Pietro Parolin, o alemão Gerhard Ludwig Müller, "guardião do dogma" (prefeito da Congregação da Doutrina da Fé), e o novo prefeito do clero, o italiano Beniamino Stella. Deve também dar o barrete a outro italiano, Lorenzo Baldisseri, secretário-geral do Sínodo, que desempenha um papel de confiança na preparação dos grandes encontros de bispos no final de 2014 e 2015 sobre a família. No conclave de março de 2013, Jorge Mario Bergoglio, recém-nomeado Papa, deu seu barrete ao bispo Baldisseri, dizendo "Agora você é metade cardeal", segundo o vaticanista Marco Tosatti. A alta representação dos italianos no Colégio Sagrado, que reúne todos os cardeais, incluindo os 120 eleitores do conclave, tem sido muitas vezes criticado.

PREÇO DA COMIDA DISPARA 8,48% E INFLAÇÃO DE DILMA ROUSSEFF FECHA MAIS ALTA DO QUE EM 2012

A inflação oficial do Brasil avançou 5,91% em 2013, ante 5,84% em 2012, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou abaixo do teto da meta estipulada pelo governo, de 6,5%. A meta varia de 2,5% a 6,5%, tendo como centro 4,5%. O resultado do IPCA, porém, ficou acima do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pela Agência Estado, que esperavam uma taxa entre 5,73% e 5,88%, com mediana de 5,81%. O grupo Alimentação e Bebidas teve o principal impacto sobre o ano passado. A inflação do grupo subiu 8,48%. Na outra ponta, Comunicação foi o que menos avançou (1,50%). Em dezembro, o IPCA subiu 0,92%, ante uma variação positiva de 0,54% em novembro. Segundo o IBGE, "é o maior IPCA mensal desde abril de 2003, quando atingiu 0,97%, e, ainda, o maior IPCA dos meses de dezembro desde 2002, cujo resultado chegou a 2,10%". O resultado também ficou acima das estimativas, que iam de 0,75% a 0,89%, com mediana de 0,83%.

NO MARANHÃO, PRESOS SÃO CONVIDADOS POR DIREÇÃO DE PRESÍDIO A ESCOLHER FACÇÃO

Acusado pela governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), de ter mentido em seu relatório que apontou falhas no Complexo Penitenciário de Pedrinhas (MA), o juiz Douglas Martins, do CNJ, reafirmou nesta quinta-feira suas críticas sobre aquela unidade do sistema carcerário do estado. Na reunião do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH), Martins afirmou que a governadora não cumpriu as recomendações do órgão feitas ainda em 2008 e nem as mais recentes. O juiz, que é relator do sistema carcerário do CNJ, disse ainda que os presos que chegam do interior para o presídio da capital, no caso o de Pedrinhas, são obrigados a se filiar automaticamente ao crime organizado, optando por uma das facções existentes. “Foram quatro anos de inspeções e vários relatórios do CNJ. Foram feitas recomendações que não foram cumpridas. Houve advertência sobre as facções, que acabaram crescendo. Tentamos entrar recentemente numa unidade prisional e fomos proibidos. Tem vídeo disso. O CNJ, ainda na época de Ayres Britto presidente do STF, sequer deu respostas às recomendações do conselho. E ele (Britto) já se aposentou”, disse Douglas Martins. ”É preciso acabar com a centralização dos presos num único presídio. Tem presos em Pedrinhas de comarca que fica distante até 1.200 quilômetros de distância”, completou. A procuradora Ivana Farina, do Ministério Público de Goiás, apresentou seu relatório sobre Pedrinhas, elaborado para o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Ela é relatora desse tema no CNMP. Ela descreveu o cenário das más condições da penitenciária de Pedrinhas e disse que a situação lá é diferenciada de todo o país. Ela também citou a presença de duas facções na unidade – 1° Comando do Maranhão e Bonde dos 40 – e repetiu Martins ao afirmar que os presos do interior sofrem nas mãos dos detentos da capital. Ela afirmou que além de aparelhos celulares, até tablets foram apreendidos dentro do presídio. ”É uma situação de total descontrole, de total insalubridade. É um absurdo atrás do outro. O preso que não é de uma facção é chamado, convidado pela direção do presídio para se filiar a uma. Assinamos um termo com a governadora Roseana, em 2013, e até agora nenhuma medida foi adotada”,disse Ivana Farina. Por Reinaldo Azevedo

A INCRÍVEL, A ESTONTEANTE, A ESPANTOSA ENTREVISTA CONCEDIDA POR ROSEANA SARNEY AO LADO DE CARDOZO, O SILENCIOSO! OU: SEGUNDO A GOVERNADORA, O MARANHÃO ESTÁ MAIS VIOLENTO PORQUE ESTÁ MAIS RICO


Roseana durante entrevista coletiva, observada por José Eduardo Cardozo, o silencioso (foto: Marlene Bergamo/Folhapress)

Roseana durante entrevista coletiva, observada por José Eduardo Cardozo, o silencioso (foto: Marlene Bergamo/Folhapress)
Santo Deus! Chega a ser difícil saber por onde começar. O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, o Garboso, foi nesta quinta ao Maranhão. O homem normalmente falastrão e buliçoso quando se trata de depredar a reputação de governos de oposição manteve o silêncio que o notabilizou diante da carnificina maranhense. A razão é simples. O PT foi vice na chapa que elegeu Roseana Sarney. Seu pai, o senador José Sarney (AP), tem influência decisiva em fatia considerável do PMDB. E Dilma não quer confusão com essa gente. Por isso a presidente também está calada. Nem mesmo uma miserável manifestação de solidariedade com a família da menina Ana Clara. Nada! O ministro e a governadora anunciaram um pacote de medidas. Numa impressionante, estarrecedora, estupefaciente entrevista coletiva, Roseana fez jus ao clichê segundo o qual quem sai aos seus não degenera. Li as coisas que ela disse, olhei bem para a foto acima e tive de voltar no tempo — 360 anos para ser mais preciso.
Trezentos e sessenta anos? É. Voltei ao “Sermão da Quinta Dominga da Quaresma”, pronunciado por Padre Vieira em São Luís no ano de 1654. Escreveu o padre:
“Os vícios da língua são tantos, que fez Drexélio um abecedário inteiro e muito copioso deles. E se as letras deste abecedário se repartissem pelos estados de Portugal, que letra tocaria ao nosso Maranhão? Não há dúvida, que o M. M-Maranhão, M-murmurar, M-motejar, M-maldizer, M-malsinar, M-mexericar, e, sobretudo, M-mentir: mentir com as palavras, mentir com as obras, mentir com os pensamentos, que de todos e por todos os modos aqui se mente.”
Mais adiante, referindo-se à instabilidade do tempo e às chuvas repentinas, Vieira afirmou:
“De maneira que o sol, que em toda a parte é a regra certa e infalível por onde se medem os tempos, os lugares, as alturas, em chegando à terra do Maranhão, até ele mente. E terra onde até o sol mente, vede que verdade falarão aqueles sobre cujas cabeças e corações ele influi.”
Vieira, como é sabido, protegia os pequenos e os pobres em suas invectivas, voltadas invariavelmente contra os poderosos do seu tempo — e justamente os instalados no Maranhão, base de sua atuação jesuítica.
Roseana estava mesmo com a Família Sarney no corpo. Ela encontrou uma curiosa explicação para o recrudescimento da violência no estado — o que me ajudou a entender a atuação do clã nos últimos 50 anos:
“O Maranhão está atraindo empresas e investimentos. Um dos problemas que está piorando a segurança é que o Estado está mais rico, o que aumenta o número de habitantes”.
Agora entendi o que, a esta altura, a gente poderia considerar um esforço determinado, consciente e, sem dúvida, bem-sucedido dos Sarneys em favor do atraso. Antes, os maranhenses eram pobres, pacíficos e felizes. Aí, sabem como é, foi chegando o progresso e… piorou tudo! Notem que a fala da governadora traz a sugestão de que a violência vem de fora, não é coisa dos maranhenses — o “aumento do número de habitantes” só pode se referir aos forasteiros… Outro trecho de sua fala reforça esse especioso ponto de vista:
“O que aconteceu me chocou, e a todo o Maranhão, porque o povo do Maranhão não é violento. O que aconteceu lá é algo inexplicável. Estou até agora chocada com o que aconteceu lá, porque o que existe são brigas de facções. E elas são muito violentas. Acaba havendo problemas de morte no presídio.”
Roseana também disse, sabe-se lá por quê, ter sido “pega de surpresa”. É mesmo? Aí vem um trecho de sua fala que teria emudecido até Padre Vieira, aquele que não se calou nem diante do Tribunal do Santo Ofício:
“Até setembro, Pedrinhas tinha constatado 39 mortes. Em 2012, tinha 4 mortes. Então, até setembro, 39 estava dentro do que era o limite que se esperava. Em setembro teve a destruição da Cadet [Casa de Detenção] e lá tiveram (sic) mais mortes. Tivemos de tomar providência. Isso não significa que não tomamos providências antes.”
José Eduardo Cardozo, aquele que gosta de conceder entrevistas esculhambando a segurança pública de estados governados pela oposição, ouvia a tudo, em silêncio, com olhar pensativo. Vamos entender direito o que falou esta senhora.
Há mais de 550 mil presos no Brasil. No ano passado, 218 foram assassinados. Dos 550 mil, sabem quantos estão no Maranhão? Pouco mais de 5 mil — 5.417 em 2012. Digamos que os assassinatos tivessem parado nos 39 — o número que a governadora considera “o limite que se esperava”: fosse assim, com menos de 1% dos presos, o Maranhão já responderia por 17,8% da mortes. E Roseana consideraria tudo dentro de certo padrão de normalidade. Acontece que a coisa não parou nos 39, não. Chegou a 62 — menos de 1% dos presos e mais de 28% dos mortos. E ela, coitada, sem entender nada porque, afinal, a índole do povo maranhense é mesmo pacífica…
Roseana está surpresa? Numa rebelião em Pedrinhas, em 2011, ao menos 14 presos foram decapitados. Só não houve comoção e pressão, inclusive de organismos internacionais, porque imagens da tragédia não vieram a público.
Endossando um discurso engrolado também por José Eduardo Cardozo, a governadora afirmou: “É uma disputa praticamente por causa do crack, que tem uma força muito grande, uma disputa de espaço. O que aconteceu em São Paulo, no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Sul não é diferente do que está acontecendo aqui.”
Com a devida vênia, governadora, sou obrigado a dizer: “Uma ova!”. Com 41 milhões de habitantes, São Paulo mantém presas 195.695 pessoas — 36% do total nacional, embora abrigue apenas 22% da população. O Maranhão, onde moram 3,5% dos brasileiros, tem menos de 1% dos presos, mas responde por mais de 28% dos assassinatos nas prisões. Há, em São Paulo, 633,1 presos por 100 mil habitantes com mais de 18 anos; no Maranhão, apenas 128,5. Para que a proporção fosse a mesma, seria preciso multiplicar por 5 os presos no estado governado por Roseana. Se, com pouco mais de 5.400 presos, assistimos a esse descalabro, imaginem com 27 mil…
Ah, sim: Roseana e Cardozo anunciaram a criação de um comitê gestor de crises juntando várias autoridades, remoção de detentos para presídios federais, aumento do efetivo da Força Nacional de Segurança, aumento dos mutirões carcerários… De fato, nada no curto prazo.
Intervenção
A Procuradoria-Geral da República anunciou que vai pedir a intervenção federal no Maranhão. Ainda que peça, não terá. O STF é arredio a esse tipo de procedimento — e, se querem saber, seria realmente algo muito difícil de administrar. É bem verdade que, ao ler as intervenções de Roseana, sou tomado, assim, de um espírito verdadeiramente… interventor. Mas sei que não ocorrerá.
Ficou brava
A governadora ficou brava com uma pergunta, bastante procedente, que a reportagem da Folha fez a Cardozo. A jornalista quis saber se o silêncio da presidente Dilma estava relacionado com a aliança política do PT e do Planalto com o PMDB e a família Sarney. Roseana nem esperou a resposta do ministro:
“Olha, a família, só um minuto, ministro. Quero dizer uma coisa a vocês: isso não existe como família. Eu sou a governadora, eu sou Roseana Sarney. Meu sobrenome é Sarney. Mas eu sou uma pessoa que tenho passado, presente e, se Deus quiser, terei futuro. Isso não é a família. E quem está mandando aqui não é a família. Quem está no governo sou eu, que fui eleita em primeiro turno pelo povo maranhense. Assim como representei o Maranhão no Congresso Nacional. Fui deputada e senadora. Então, vocês querem o quê? Querem penalizar a família? Não. Se vocês tiverem de penalizar alguém, eu, Roseana, governadora do Maranhão, sou a responsável pelo que acontecer no nosso Estado. Muito obrigada”.
Foi aplaudida entusiasticamente. Pelos assessores…
Faço o quê? Tenho de voltar a Padre Vieira:
“E terra onde até o sol mente, vede que verdade falarão aqueles sobre cujas cabeças e corações ele influi.” Por Reinaldo Azevedo