sábado, 25 de janeiro de 2014

PUBLICO MINÚSCULO DISCUTE COMO EVITAR O ESVAZIAMENTO CONTÍNUO DO FORO SOCIAL MUNDIAL EM PORTO ALEGRE

O Fórum Social Mundial teve sua primeira edição em 2001, em Porto Alegre, e pretendia ser o contraponto ao Foro Econômico Mundial, em Davos, na Suiça. Pois neste final de semana um número minúsculo de participantes discutia na capital gaúcha como impedir mais esvaziamento deste congresso de esquerdistas, enquanto a petista Dilma Rousseff, pela primeira vez em seu governo, comparecia a Davos para explicar o fracasso da economia brasileira comandado pelo regime petista. Os esquerdóides não conseguem impedir o esvaziamento progressivo do Forum Social Mundial, Neste ano, o congresso dos esquerdóides não conseguiu reunir mais do que 3 mil inscritos. Ou seja, menos do que torcida em jogo do São José. Nem as liderança tradicionais dos esquerdopatas querem comparecer, porque temem falar para as paredes. De fato, houve atividade do Forum Social Mundial, nesta atual edição, em que tinha mais gente na mesa do que no público.

PORTO ALEGRE NÃO TERÁ LUZ, ÁGUA E ÔNIBUS NESTA SEGUNDA-FEIRA

Esta segunda-feira será um dia de cão em Porto Alegre, porque além dos apagões impostos em rodízio pela CEEE, o que provoca falta de água, a capital do Rio Grande do Sul não terá ônibus para transportar a população. É que na quinta-feira à noite os motoristas e cobradores decretaram greve. Essa greve tem o apoio dos donos das empresas de ônibus, por isso ela mais parece um lockout. Os donos de empresas de ônibus querem aumento do preço da passagem. Os rodoviários querem 14% de aumento e os patrões não oferecem mais de 7%. É tudo um jogo de cena. Aumento só deveria ser permitido após a realização de uma auditoria de verdade, a auditoria patrimonial, das empresas e dos donos das empresas de ônibus.

DÓLAR CHEGOU A R$ 2,43 NA SEXTA-FEIRA, MERCADO ESTÁ IRRITADO COM O MAU DESEMPENHO DA ECONOMIA BRASILEIRA NO GOVERNO PETISTA

O dólar abriu  a sessão de sexta-feira cotado a R$ 2,43, depois de ter batido na véspera o horizonte de R$ 2,40, um aumento de 1,27% numa única jornada. No mercado, o que se comenta é que este mau humor tem a ver com a má impressão em relação ao Brasil depois da divulgação de relatório da Pimco, maior gestora de bônus emergentes do mundo, criticando a política econômica brasileira. Na máxima, a cotação foi a R$ 2,4330, maior patamar intradia desde 22 de agosto, quando a moeda chegou a ser negociada a R$ 2,4550, então maior nível desde dezembro de 2008, em plena crise financeira global. O dólar para fevereiro subia 1,01%, para R$ 2,43. O comportamento do real faz parte de um amplo movimento de venda de moedas emergentes e associadas às commodities, que se estende após a liquidação de quinta-feira.

NA QUARTA-FEIRA, A DEPUTADA ESTADUAL PETISTA STELA FARIAS PODE SE TORNAR FICHA SUJA

Será retomado no dia 29, quarta-feira, o julgamento do recurso protocolado pela deputada estadual Stela Farias, do PT do Rio Grande do Sul, contra a decisão do juiz singular do município de Alvorada, que cassou seus direitos políticos por quatro anos, impondo-lhe também uma multa equivalente ao triplo do que ela percebia quando era prefeita  Desde o início do julgamento, Stela Farias está com seus bens bloqueados, inclusive casa e carro. O processo é de improbidade administrativa. Quando prefeita de Alvorada, junho de 2004, Stela Farias investiu R$ 3 milhões de dinheiro do Fundo dos Funcionários, Funsema, quando tinha a assessoria do economista petista Paulo Muzell de Oliveira, no Banco Santos, que todo o mercado financeiro nacional já sabia estar às portas que falência, o que aconteceu quatro meses depois. O banco era o preferido do PT em São Paulo. Ela não tinha autorização legal para fazer isto. Durante o governo Yeda Crusius, a deputada estadual petista Stela Farias foi um dos maiores carrascos da tucana, a quem acusou ferozmente pela prática de improbidade administrativa. Ela foi uma furiosa inquiridora na CPI do Detran, na qual contou com a assessoria do oficial brigadiano Fabio Fernandes (hoje comandante da Brigada Militar), que arapongava para a bancada do PT nos sistemas de segurança do Estado. O recurso da deputada petista foi negado pelo relator, o desembargador José Luiz Pais de Azambuja, mas quando os outros dois juízes iriam falar, o desembargador Eduardo Uhlein pediu vistas do processo. Caso os dois votos faltantes acompanhem o relator, a deputada do PT e ex-prefeita de Alvorada será enquadrada na Lei da Ficha Suja e não poderá disputar a reeleição. Seu nome será inscrito no Cadastro Nacional das Pessoas Condenadas por Ação Civel de Improbidade Administrativa e Inelegibilidades, do Conselho Nacional de Justiça, no qual já figura com destaque o deputado federal gaúcho Alceu Moreira (PMDB). O Banco Santos, que quebrou quatro meses depois do investimento feito por Stela Farias, era o banco preferido do diretório nacional do PT. Na época do negócio, o Tribunal de Contas do Estado já passara informações de que o banco estava bichado, até porque desde 2002 as agências de classificação de risco tinham incluído a instituição na área de risco. Até o momento, o Funsema recuperou R$ 1,2 milhão dos R$ 3 milhões investidos temerariamente em São Paulo. Os prejuízos aos servidores de Alvorada foram de tal magnitude que todos foram obrigados a pagar maior contribuição mensal.

O PIOR DA GESTÃO FINANCEIRA TEMERÁRIA DO GOVERNO DO PEREMPTÓRIO PETISTA "GRILO FALANTE" TARSO GENRO AINDA ESTÁ POR VIR

O economista Darcy Francisco Carvalho dos Santos, especialista em contas públicas, explica porque o déficit deste ano do governo do peremptório petista "grilo falante" Tarso Genro, neste ano, no Rio Grande do Sul, projetado para R$ 2 bilhões, apresentou um resultado final de R$ 1,4 bilhão. Ele diz que há "um bocado de contabilidade criativa", como o pagamento de despesas sem empenho, fora do orçamento, o que explica em grande parte os saques ao caixa único, que em 2011 e 2012 foram maiores do que os déficits, na ordem de R$ 1,7 bilhão, atingindo em 2013 o valor de R$ 2,3 bilhões. Mas, a arrecadação surpreendeu positivamente. A receita com as taxas, por exemplo, avançaram 48%, com um aumento de R$ 439,8 milhões no ano. O pior dos mundos para os gaúchos, contudo, ainda está por vir. Ele diz que os efeitos maiores do desequilíbrio das contas públicas serão sentidos a partir do ano que vem, quando o déficit anual passará dos R$ 4 bilhões. O governo petista Tarso Genro acha o déficit “administrável”. Ele considera o déficit administrável porque mete a mão sem piedade nos depósitos judiciais, no caixa único e nos empréstimos junto á banca. Os próximos governos terão que pagar esses "empréstimos", sem contar os aumentos salariais que concedeu por conta dos governos que virão.

FUNCIONÁRIOS DO HOSPITAL DE PRONTO SOCORRO DE PORTO ALEGRE ENTRAM EM ESTADO DE GREVE

A assembléia dos servidores da saúde de Porto Alegre, realizada na sede do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), definiu pelo estado de greve dos trabalhadores do Hospital de Pronto Socorro (HPS), no Hospital Presidente Vargas (HMIPV) e nos pronto atendimentos (Cruzeiro do Sul, Bom Jesus e Lomba do Pinheiro). A principal reivindicação é a regulamentação e aplicação do percentual de 40% de insalubridades para todos os servidores da saúde. Ficou definida a paralisação e a realização de atos simultâneos nos locais de trabalho, com duração de duas horas, em dia a ser definido. O Simpa agendou reunião com o prefeito para o proximo dia 3 de fevereiro. Mas, qual prefeito? Ainda existe isso na cidade?

DÓLAR SOME E COTAÇÃO DISPARA NA ARGENTINA E NA VENEZUELA, DOIS ANTROS DO FORO DE SÃO PAULO

Um dólar na Argentina alcançou a cotação de oito pesos (já no mercado paralelo, 13 pesos). Já na Venezuela, um dólar passou a custar 6,30 bolívares (e no mercado paralelo, 80 bolivares). A Venezuela, dos tarados bolivarianos, tem três cotações oficiais para o dólar, além do mercado paralelo. Por que acontece isso nos dois países? Porque está ocorrendo uma gigantesca fuga de capitais, como resultado das desastrosas intervenções governamentais. Na Argentina, o dólar terminou a sexta-feira valendo 8 pesos, uma alta de 12%. No paralelo, a moeda americana chegou a 13 pesos. Assim como a Argentina, a Venezuela está com inflação altíssima. O governo gasta mais do que arrecada e as reservas do país em dólares não param de cair. Até o remédio adotado pelo ditador venezuelano é parecido com o da presidente argentina, a peronista populista e muito incompetente Cristina Kirchner. A única diferença é que a desvalorização da moeda venezuelana é feita por setores. O país tem três cotações: uma oficial, para produtos essenciais, como alimentos: 6,30 bolívares. Outra, maior, também oficial, para os não essenciais: 11,30 bolívares. O último a pagar o pato foi o setor aéreo, que, incluído nesta cotação, teve um prejuízo bilionário. E, ainda tem o paralelo, que está perto de 80 bolívares por dólar. Uma preocupação muito grande para o governo e empresários brasileiros é com o intercâmbio comercial. A Argentina e a Venezuela são os países que mais compram produtos do Brasil no continente. Com a crise lá nos vizinhos, a previsão dos economistas para o Mercosul não é nada animadora. “O Brasil vai ter dois pesos pesados do Mercosul em grave crise econômica e institucional. Isso traz para o Mercosul uma contaminação em termos de imagem e de relação externa com outros blocos, que vão olhar com preocupação e desprezo e talvez até sem relevância para o Mercosul”, comentou Roberto Giannetti.

GOVERNO DO PEREMPTÓRIO PETISTA "GRILO FALANTE" TARSO GENRO JÁ TOMOU R$ 6,8 BILHÕES DO CAIXA ÚNICO

Os saques no caixa único do governo gaúcho foram de R$ 1,2 bilhão apenas em dezembro. Sem isto, nem o 13º salário do funcionalismo estadual o teria sido pago em dia. O dinheiro do caixa único não resulta de impostos e nem de empréstimos tomados junto á banca, mas exclusivamente de recursos de fundos e de estatais, como CEEE, Sulgas, Corsan. Este tipo de dinheiro é uma espécie de empréstimo sem data certa para devolução. Veja como foram os saques do caixa único por governo: Olívio Dutra (O Exterminador do Futuro), 1999/2002, quatro anos - R$ 3,7 bilhões (25,4%); Germano Rigotto, 2003/2005, quatro anos  - R$ 2,2 bilhões (15%); Yeda Crusius, 2007/2010, quatro anos - R$ 1,8 bilhão (12,7%); Tarso Genro, 2012/2013, três anos - R$ 6,8 bilhões (46,8%). Os dois governos do PT tomaram 72,3% do total, porque não conseguiram fazer a gestão das finanças públicas com o que recebem e o que gastam, sendo obrigados a tomar dinheiro dos outros, inclusive sem data para devolver (caixa único e depósitos judiciais).

REPORTAGEM DO JORNAL NACIONAL MOSTRA QUE A POLÍCIA MILITAR JÁ PENSA COMO BOA PARTE DOS JORNALISTA. E QUEM SOFRE É O POVO POBRE. OU: POR QUE O CENTRO DE SÃO PAULO NÃO MERECE O MESMO TRATAMENTO DO CENTRO DO RIO DE JANEIRO?

Que coisa! O Jornal Nacional acaba de mostrar uma reportagem sobre um bando de adolescentes que assalta pessoas no centro do Rio, à luz do dia, com tranquilidade, com desassombro, sem temer nada nem ninguém. A reportagem mostra que policiais militares estão por ali e não fazem nada. Em seguida, os jovens aparecem cheirando solvente, a poucos metros, informa o JN, do Tribunal de Justiça.

O JN foi ouvir a polícia. Uma porta-voz da Polícia Militar resolveu tocar música para os ouvidos politicamente corretos: afirmou que o problema dos jovens não era de segurança, não era de polícia, mas um, atenção!, “problema social”, de “saúde pública”. E convidou os assaltados a fazer boletim de ocorrência. É mesmo? Para quê? Observem: a porta-voz da PM esqueceu, em sua fala, que havia pessoas sendo assaltadas. Ao falar, ela se referiu apenas aos assaltantes.
Está acontecendo o pior — e eu mesmo alertei para isso num post desta tarde: as forças policiais estão incorporando o discurso da imprensa, das ONGs, dos politicamente corretos, do governo federal, dos petistas.. “Roubo é problema social”. “Droga é problema social e de saúde.”Ora, se é, polícia para quê?
Os policiais sabem muito bem que, se partirem para a repressão, com ou sem abusos, terão de responder por… abusos! A imprensa cai de pau. O Ministério Público cai de pau. A OAB cai de pau. As ONGs caem de pau. “Nem vem, Reinaldo, isso só acontece quando há violência!” Mentira! Vejam a ação do Denarc na Haddadolândia nesta quinta. Não há evidências de violência, mas o Ministério Público já avisou que quer que a ação seja investigada.
Por que em São Paulo sim?Achei boa e objetiva a abordagem do Jornal Nacional sobre o Centro do Rio de Janeiro. Estava tudo ali, não? Adolescentes fortões, muitos sob o efeito de drogas, assaltando livremente, sem repressão. A população, como a gente viu, fica à mercê da turma.
Pergunto ao JN: e na Cracolândia, em São Paulo? O Centro da maior capital do país não merece essa mesma abordagem? Ou será que cidadãos comuns podem hoje transitar pela região? O prefeito Fernando Haddad transformou a área numa espécie de zona livre do tráfico e do consumo de drogas. Ou ainda: entendi que, ao se evidenciar que adolescentes estão consumindo droga a poucos metros do Tribunal de Justiça, o que se está a sugerir é que isso deveria ser coibido, não?
Venham cá: se a Prefeitura do Rio passar a hospedar esses jovens — tá, os maiores de idade — em hotéis, fornecendo-lhe comida e moradia gratuitas, além de um salário fixo, que pode financiar o vício (e talvez desestimular os assaltos), tudo bem? Será que a mesma régua que está sendo usada para medir a desordem no Centro do Rio está sendo usada para avaliar a desordem no Centro de São Paulo, patrocinada por Haddad e sustentada com teoria capenga por Roberto Porto, o buliçoso secretário de Segurança do município?
“Ah, mas, na Haddadolândia, a gente não vê cordões sendo arrancados dos pescoços das mulheres…” Não mesmo! Os cidadãos comuns, não vinculados às drogas, quase não circulam mais por ali. E os que são obrigados a passar pela região para chegar às suas respectivas casas, já apurei, andam sem relógios, alianças, nada… Os mais jovens evitam usar tênis, que são uma moeda influente entre os consumidores, que pode ser facilmente trocada por droga.
Encerro
Para mim, o que sobra dessa reportagem do JN, além da diferença de tratamento dispensado aos respectivos Centros de São Paulo e Rio, é a postura oficial da Polícia Militar do Rio. Finalmente, o discurso da carência social (e das drogas como um problema médico) chegou aos brasileiros de farda — que já não veem mais razão para agir porque sabem que não há como eles se darem bem no noticiário. Até vagabundos que tentam explodir postos de gasolina são tratados como… carentes. Por que a polícia agiria? A ação do Denarc na cracolândia, na quinta, vai na contramão dessa postura. E o Denarc apanhou da imprensa.
Não age mais. E, como se nota pela reportagem do Jornal Nacional, quem paga o pato não são os mais endinheirados, que nem circulam por ali. Quem paga o pato pela inação da polícia é a população pobre. Por Reinaldo Azevedo

GILBERTO CARVALHO NO FÓRUM SOCIAL: EM JUNHO, GOVERNO ACHOU QUE O POVO FOI "INGRATO". OU: OS SEM-CURA


Gilberto Carvalho, o Gravata-Vermelha, não se emenda
Gilberto Carvalho, o Gravata-Vermelha, não se emenda
Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência e segundo homem mais importante no PT, falou, mais uma vez, no Fórum Social Mundial, em Porto Alegre. Desta feita, na verdade, o evento se chama “Fórum Social Temático”, mas se trata apenas de uma derivação do FSM. Em sua intervenção de 2012, no dia 27 de janeiro, no mesmo evento, este senhor fez declarações que geraram um quiproquó danado. Segundo ele, o PT deveria:a: disputar a chamada “Classe C” com os evangélicos para impedir que ela migrasse para o conservadorismo. O “raciossímio” de Carvalho era este: o PT tirou essa gente da pobreza e agora não pode permitir que ela faça suas próprias escolhas. Mais: este gênio da razão, obviamente, tomava a política como um religião e seu partido como uma igreja.b: defendeu também que se criasse uma “mídia estatal” para a tal Classe C. Segundo disse, “essa gente não pode ficar à mercê da ideologia disseminada pelos meios de comunicação”.
Eis Carvalho. Os evangélicos foram pra cima dele. O homem teve de recuar, dizer que era tudo um mal- entendido. Marcou reuniões com lideranças religiosas e coisa e tal para assegurar que não era bem daquele jeito. Nota: do jeito como andam as coisas, o PT não precisa criar uma “mídia estatal” porque já tem uma.
Neste 2014, Carvalho foi menos confiante do que há dois anos e resolveu chamar o povo de “ingrato”. Afirmou: “Quando acontecem as manifestações de junho, da nossa parte, houve um susto. Ficamos perplexos. Quando falo ‘nós’, é o governo e também todos os nossos movimentos tradicionais. [Houve] uma certa dor, uma incompreensão, e quase um sentimento de ingratidão. [Foi como] dizer: ‘fizemos tanta por essa gente e agora eles se levantam contra nós’.”
Ainda que o tom de fala indique que aquele era um sentimento a ser superado, eis aí a revelação plena da relação que o PT mantém com o povo: o partido vê os brasileiros como seus devedores. A exemplo de todo partido de esquerda, não se conforma em ser uma força política que, de vez em quando, vence eleições para governar segundo os marcos institucionais que herdou — e, se for para mudá-los, apelar ao Congresso para isso. Não, não! O partido, para eles, substitui a sociedade, toma o seu lugar. Assim, um movimento de protesto que se volte contra o governo que eles lideram só poder ser visto como ingratidão ou traição.
Esse era o mesmíssimo sentimento que tinha um Stálin ou um Mao Tsé-tung. A sorte da brasileirada é que Carvalho e seus amigos são obrigados a governar segundo as regras da democracia — com as quais, de todo modo, eles não se conformam, daí coisas como o mensalão, por exemplo.
Ingratidão?
Ingratidão, é? Sei. Certamente esse foi o sentimento, mas só quando os protestos atravessaram as fronteiras paulistas, saltando rapidamente para o Rio, dali para toda parte, inclusive Brasília. Aí os petistas se deram conta da besteira que haviam feito quando, na prática, insuflaram os protestos em São Paulo, com a preciosa colaboração de José Eduardo Cardozo — e do próprio Carvalho, é bom deixar claro. Enquanto parecia que tudo não passava de uma disputa entre jovens líricos e a polícia de São Paulo, o PT estava lá, atiçando as ruas.
Na minha coluna na Folha, comento uma outra declaração infeliz deste senhor, segundo quem a reação negativa aos rolezinhos partiria da classe média racista, que não se conforma em ver um “bando de meninos negros e morenos”. Sim, ele usou a palavra “bando”.
Em Porto Alegre, voltou a se referir aos rolezinhos, de modo especialmente esquizofrênico. Reconheceu que os estabelecimentos já são espaços de lazer dos rolezeiros e falou em oferecer “alternativas”. Sim, sim… Alternativa de quê? O shopping não poderá dar uma boa escola. O shopping não poderá dar uma boa saúde. O shopping oferece o que lhe cabe oferecer: espaços de consumo e lazer — que têm de ser ocupado segundo regras que os frequentadores habituais, inclusive os agora rolezeiros, já conheciam e respeitavam.
Não tem jeito, não. Essa gente não tem cura. Não há remédio para certas doenças do espírito. Ah, sim: o pau voltou a comer nas ruas de Porto Alegre na quinta-feira. A polícia assistiu a tudo, pacificamente. Por Reinaldo Azevedo

A ÚLTIMA DA REDE PETRALHA FINANCIADA POR ESTATAIS

Curto e rápido porque não merece mais do que isso. A subimprensa financiada por estatais ensaiou fazer um escarcéu com a “liberação” — por Ricardo Lewandowski — do Inquérito 2474, conduzido pela Polícia Federal, sobre as fontes de financiamento do mensalão. Por alguma razão “inexplicada” e inexplicável, venderam a coisa como a prova de que não teria havido mensalão. Aí a gente vai ler o dito-cujo. Prova que o dinheiro da Visanet não era público? Claro que não — afinal, era! Prova que Marcos Valério não recebeu dinheiro do fundo Visanet e que não participava do esquema ilegal de repasses gerenciado por Delúbio? Prova justamente o contrário. A rede petralha acusa Joaquim Barbosa de ter escondido o inquérito, como se isso fosse possível. Não dá! Esse assunto é velho. Se tiverem curiosidade, leiam o tal inquérito: ele só lembra outros aspectos sórdidos do mensalão dos quais a gente se esquece às vezes. Ah, sim: a peça ridícula de resistência é que não pode ter havido “mensalão” porque, afinal, os pagamentos não eram mensais… Aí já estamos no terreno da piada. Se mensal, bimestral ou semestral, pouco importa. O fato é que uma estrutura criminosa resolveu financiar a atividade de políticos da base aliada. E traficando dinheiro e interesse público. Lixo! Por Reinaldo Azevedo

ROMBO NAS CONTAS EXTERNAS CRESCE 50% E FECHA 2013 COM RECORDE

O resultado das contas externas de 2013 teve um déficit recorde, de 81,374 bilhões de dólares. Segundo anúncio do Banco Central nesta sexta-feira, o déficit ficou acima da projeção da instituição, de 79 bilhões de dólares. O resultado de 2013 é recorde para a série histórica do Banco Central, iniciada em 1947, e também é 50% maior do que o verificado em 2012, quando o saldo negativo atingiu 54,249 bilhões de dólares. O déficit em conta corrente ficou em 3,66% do Produto Interno Bruto (PIB). O pior porcentual tinha sido visto em 2001, de 4,19%. No ano de 2013, a balança comercial registrou um superávit de 2,558 bilhões de dólares, enquanto a conta de serviços ficou negativa em 47,523 bilhões de dólares. A conta de renda também ficou deficitária em 39,772 bilhões de dólares. Em relação ao mês de dezembro, o resultado das transações correntes ficou negativo em 8,678 bilhões de dólares. A balança comercial registrou um superávit de 2,654 bilhões de dólares, enquanto a conta de serviços ficou negativa em 4,248 bilhões de dólares. A conta de renda também ficou deficitária em 7,484 bilhões de dólares. Os Investimentos Estrangeiros Diretos (IED) somaram 6,490 bilhões de dólares em dezembro e 64,045 bilhões de dólares em todo o ano de 2013, informou o Banco Central. No acumulado do ano, foi o resultado mais fraco dos últimos três anos (66,7 bilhões de dólares em 2011 e 65,3 bilhões de dólares em 2012). O saldo de remessas de lucros e dividendos no ano passado ficou negativo em 26,045 bilhões de dólares. O resultado é maior do que os 24,112 bilhões de dólares de 2012. No último mês de 2013, esse saldo ficou no vermelho em 4,829 bilhões de dólares, um saldo negativo maior do que os 4,383 bilhões de dólares, também negativos, registrados em dezembro de 2012. O Banco Central informou também que as despesas com juros externos somaram 14,244 bilhões de dólares em 2013 ante 11,847 bilhões de dólares de 2012. Só em dezembro, o resultado negativo foi de 2,711 bilhões de dólares – de 2,205 bilhões de dólares no mesmo mês de 2012.