segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

INFORMAÇÃO IMPORTANTE - ZAMBIASI E O DEPUTADO FEDERAL LUIZ CARLOS BUSATO, SABIAM, SIM, DA INVESTIGAÇÃO DO ESQUEMA DE "INTELIGÊNCIA" POLÍTICO-POLICIAL DO PEREMPTÓRIO PETISTA "GRILO FALANTE" TARSO GENRO SOBRE O PTB E O PRÓPRIO BUSATO

Videversus confirmou, com absoluta fidedignidade, nesta segunda-feira, que Sérgio Zambiasi e Luis Carlos Busato, respectivamente, proprietário e presidente do PTB no Rio Grande do Sul, sabiam, sim, da investigação do esquema de "inteligência" político-policial do peremptório petista "grilo falante" Tarso Genro sobre o PTB e o próprio Busato na Secretaria de Obras do Estado, na chamada "Operação Kilowatt". Tudo que você ouviu nas últimas semanas, de que todo mundo foi surpreendido, que ninguém sabia nada, que ninguém tinha sido avisado por ninguém, é só conversinha de "comadre", convencida pelo "compadre" lavador de imagem, não passa de absoluto teatrinho, "cineminha" de mentirinha.... Agora se entende porque o PTB gaúcho, aparentemente humilhado, decidiu ficar no governo petista. De qualquer forma, a Operação Kilowatto permitiu ao PT se "adonar" de um programa de 2 bilhões de reais em obras de reformas de escolas, e mais 200 milhões de reais em projetos e pagamentos de serviços de fiscalização dessas obras. Aí tem.... mas seria objeto para uma Operação Gigawatt, ou Terawatt, que deveria ser conduzida pela Polícia Federal, Ministério Público Federal, Tribunal de Contas da União e Controladoria Geral da União, porque os recursão são federais, são do PAC, a fundo perdido. A informação obtida por Videversus é de fonte indesmentível e de alto calibre.

ROMEU TUMA JUNIOR CONTA DETALHES SOBRE CELSO DANIEL E OS BASTIDORES DO PODER


O autor de “Assassinato de Reputações” concedeu entrevista exclusiva ao Vox.

    romeu_tuma_junior
Autor de “Assassinato de Reputações”, livro-bomba sobre as acusações – nunca comprovadas – de seu envolvimento com Paulo Li, supostamente envolvido com a máfia chinesa – outra acusação que jamais se revelou verdadeira -, Tuma Junior alterou a ordem de prioridades do Palácio do Planalto ao revelar diversas práticas  do Governo Federal e das personagens mais influentes do Partido dos Trabalhadores. Nesta entrevista exclusiva, concedida ao Vox na última semana, ele detalha as barreiras impostas à sua obra. Das cópias piratas às ameaças sofridas por sua família. Explica, também, as técnicas do “Estado Policial” criado a partir do aparelhamento da Polícia Federal e a participação de jornalistas no esquema. Seu conhecimento demonstra uma grave inversão de práticas e valores, engendrada para prejudicar os opositores dos governantes. Primeira autoridade a acompanhar o caso Celso Daniel, o filho do ex-senador Romeu Tuma compartilhou um novo detalhe sobre o crime, ainda sem solução, e informou novamente o Ministério Público sobre a testemunha que avistou carros da Prefeitura de Santo André horas antes do descarte do corpo do ex-prefeito de Santo André, peça importante na campanha de Lula em 2002.
Confira, a partir de agora, a íntegra desta conversa, que prenuncia a existência de novos documentos e um tomo – isto é, um volume extra – de “Assassinato de Reputações”.
Portal Vox – “Assassinato de Reputações” está entre os mais vendidos da Publish News desde a primeira tiragem. Em diversas semanas, ficou atrás apenas de publicações de líderes religiosos, como Padre Marcelo Rossi e Bispo Edir Macedo. Surpreendeu toda essa receptividade?Romeu Tuma Junior – Sem dúvida. Isso mostra o quanto a sociedade está ávida por conhecer os bastidores do Poder. É um péssimo sinal de que nossos mecanismos de transparência pública, na prática, não funcionam.
Já são registradas ocorrências de cópias piratas de seu livro. Você teve acesso a alguma delas? Que mudanças são produzidas nessas edições?Segundo a Editora me informou, alteraram o conteúdo, subtraindo documentos e textos.
Cessaram os boicotes das livrarias?Não tenho essa informação. Mas, pelo que percebo, em algumas não.
Você sofreu alguma ameaça após o lançamento de “Assassinato de Reputações”?Não vou detalhar por questão de segurança, mas minha família sim.
Foto: Paulo Guimarães
Após a publicação de “Assassinato de Reputações”, Mino Carta criticou duramente Romeu Tuma Junior na “Carta Capital”. Uma carta foi enviada à revista, mas não foi publicada, segundo o entrevistado. (Reprodução/Paulo Guimarães)
Muitos leitores interpretaram como ironia os agradecimentos a Mino Carta e Paulo Henrique Amorim por entenderem que eles são profissionais simpatizantes do governo petista. Foi mesmo uma provocação sua?Não houve isso. Eu agradeci por educação e porque eles efetivamente participaram da ideia, do roteiro e de várias entrevistas que geraram os textos de alguns capítulos, inclusive escritos, inicialmente, por eles. Como eu comecei a obra com eles e terminei com o Tognolli, achei honesto e justo dar o crédito em forma de agradecimento. Fui tão correto que delimitei no agradecimento onde eles participaram.
À época da divulgação de seu livro, Carta escreveu um artigo raivoso contra você. Paulo Henrique Amorim sinalizou processá-lo. Algum dos dois tentou contato?O Mino esteve com meu irmão para explicar ou justificar aquele artigo. Acho que ele sofreu forte pressão para reagir. Eu lamento que mandei uma carta em resposta e a revista não teve a dignidade de sequer mencioná-la. Eles pregam “a lei de meios” e agem como os que criticam! Quanto ao blogueiro que ameaçou processar-me, sem comentários!
Reprodução/Arquivo Pessoal
Romeu Tuma Junior revelou que Lula era informante do DOPS. Seu codinome era “Barba”. As dicas do ex-presidente ajudavam o governo, na época, a evitar a depredação de bens públicos e privados em protestos. (Reprodução/Arquivo Pessoal)
revelação do “Barba”, codinome de Lula durante a ditadura militar, causou incredulidade entre políticos e intelectuais. Muitas pessoas defenderam publicamente o ex-presidente, mas ele mesmo evitou declarações sobre o assunto. O silêncio era a resposta que você esperava?Francamente, escrevi o livro porque procurei diversos meios para me defender do crime que fui vítima e ninguém me deu chance de falar. Nem a Justiça, que me dizia que eu “não era investigado”. Ora, eu acusado pela imprensa e não era investigado! Como não consegui falar, resolvi escrever. Então, para poder explicar porque fizeram aquilo comigo, precisei mostrar como era minha relação com o ex-presidente, e como cheguei e fui tirado do governo. Só tem a Reputação Assassinada quem a tem, então precisei mostrar a minha história com o “Barba” e com o Presidente Lula. Respondendo objetivamente, não me preocupei com a reação, porque apenas relatei fatos verdadeiros que a História precisava ter registrado. Ele sabe disso, por isso talvez não tenha o que falar.
Protógenes Queiroz pediu, via Twitter, ajuda da Procuradoria-Geral da República porque havia uma investigação clandestina contra ele. Seu livro tem dezenas de páginas dedicadas ao aparelhamento da Polícia Federal. O pedido causa estranheza a você?Se ele está dizendo, deve saber o que ocorre. Na condição de Deputado, deveria oficiar a Procuradoria-Geral da República e requerer informações da Polícia Federal e do próprio Ministério da Justiça. Não pode prevaricar. Na minha opinião, o Twitter não é o melhor caminho para alguém com as prerrogativas, deveres e obrigações dele.
Os grampos dos ministros do STF ocorreram durante o julgamento do Mensalão? Quem operava esses grampos?Agentes públicos e agentes terceirizados que prestavam serviços para autoridades do poder executivo.
Reprodução/O Globo
Protógenes Queiroz afirmou, no Twitter, ser vítima de uma investigação clandestina da Polícia Federal. No livro, Romeu Tuma Junior detalha o “Estado Policial” que afirma existir no Brasil e as operações de espionagem que acometeram ministros dos STF. Ao Vox, ele revelou quem realizava as gravações durante o julgamento do “Mensalão”. (Reprodução/O Globo)
Ainda pelo Twitter, Protógenes afirmou nunca pensar que você “iria se revelar”. O que ele quis dizer com isso?Não tenho a menor ideia. Eu sempre me revelei transparente e sincero. Sempre estive ao lado da verdade e da Justiça. Encontrei com ele no Congresso Nacional, no segundo semestre do ano passado, quando já havia saído notícias do livro e ele me elogiou muito perante alguns Deputados e outras pessoas. Talvez tenha sido um elogio por eu ter escrito o livro e dito a verdade!
Assim é descrita a relação entre imprensa e Polícia Federal em “Assassinato de Reputações”: antes, o jornalista esperava o trabalho da Polícia Federal para esquentar a reportagem. Agora, a Polícia Federal espera o trabalho do jornalista para esquentar a investigação, cujo alvo é, invariavelmente, um opositor. Onde estão esses jornalistas?Em várias redações, blogs sujos, enfim, em vários lugares. Alguns são usados, outros estão a serviço da prática! É a “condenação” mais fácil de impor a um adversário. No STG – Supremo Tribunal do Google -, não precisa de provas e a prisão é perpétua sem chance de recurso. Pena moral é pena de morte!
O PT transferiu para as administrações municipais e estaduais essa dobradinha entre jornalismo e investigações contra os inimigos?Isso é uma prática do Estado Policial. Uma vez instalado, ele se dissemina. Especialmente, quando você instrumentaliza administrações estaduais e municipais com pessoas que “fizeram escola” na administração federal.
Com a saída de Lula e a entrada de Dilma, a Polícia Federal deixou de ser uma polícia que “grampeia as pessoas, seleciona trechos de conversas, pinça frases, descontextualiza diálogos, cria enredos e manda gente para a prisão por achismo e dedução”?Não. Estruturalmente, a DIP (Divisão de Inteligência Policial – BSB) e os SIPs (Setor de Inteligência Policial – nas SRs) continuam fazendo inquérito, o que é instrumento de Estado Policial. E o “Método Científico Cronológico Dedutivo”, além dos anômalos Procedimentos Criminais Diversos, continuam existindo.
O Registro de Identidade Civil, em sua proposta de reunir os dados dos cidadãos em uma central única, era o Big Brother petista? Nenhuma secretaria de segurança ou governo estadual estranhou a ideia?Somente alguns chefes das Polícias Civis tiveram a coragem de reagir, mas foram “fritados”.
Gilberto Carvalho é o protagonista de seu capítulo sobre a morte do ex-prefeito Celso Daniel. Ele tentou processá-lo?Desconheço.
Epitácio Pessoa/AE
Romeu Tuma Junior realizou uma extensa investigação sobre o caso Celso Daniel. No livro, ele cita que o celular de um então deputado estadual foi interceptado na área em que o cadáver de Celso Daniel foi abandonado. Ao Vox, ele revelou que o referido personagem ainda está no meio político. (Epitácio Pessoa/AE)
Você tem o depoimento de uma testemunha que garante ter avistado carros da prefeitura de Santo André no local em que o corpo de Celso Daniel foi descartado. Tem interesse em retomar essa investigação, se fosse possível?Tomei providência novamente. Comuniquei o Ministério Público.
Um organograma no livro revela 18 fatos sobre o caso Celso Daniel. Um deles descreve a presença do celular de um então deputado estadual petista nas imediações do local do crime. Esse deputado desempenha papel importante no PT ou em um de seus governos atualmente?Parece-me que é prefeito na Grande São Paulo.
Você descreve o Rosegate como “um escândalo inédito na história do país, envolvendo sexo, traição, dinheiro, desvios de comportamento, desmandos e abusos dignos de uma produção hollywoodiana”. Que produção poderia ser?Acho que seria inédita.
Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Romeu Tuma Junior relata, em “Assassinato de Reputações”, que Luiz Fernando Corrêa era intocável porque ele possuía “umas fotos do presidente”. Informação foi transmitida pelo ministro Luiz Paulo Barreto. (Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
O ministro Luiz Paulo Barreto lhe reportou que nada acontecia ao ex-diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, porque ele “tem umas fotos do presidente”. Essas fotos têm algo a ver com Rosemary Noronha?Existem muitos fatos e documentos não apresentados e/ou revelados no livro por diversas questões. Inclusive humanitárias, familiares e religiosas. Mas todos ainda estão sob análise.
No dia 19 de janeiro, um seguidor do seu Twitter comentou contigo a proximidade da Friboi na campanha de Dilma Rousseff. Você disse que, se estourasse o assunto, todos conheceriam a maior lavanderia da América Latina. Esse assunto incomodava o Planalto?É muito difícil hoje saber o que mais incomoda o Planalto. Eu arriscaria dizer que o que mais preocupa o pessoal do Planalto é reeleger a Dilma, custe o que custar!
Uma segunda edição de “Assassinato de Reputações” está entre seus planos?Avalio a possibilidade de um Tomo 2.

MUNICÍPIOS GAÚCHOS COMEÇAM A ROMPER CONVÊNIOS DE TRANSPORTE ESCOLAR

O governo do Estado do Rio Grande do Sul, do peremptório petista "grilo falante" Tarso Genro, não quis ouvir as advertências feitas pela Famurs (Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul) e agora está tendo de transportar os alunos da rede estadual sem o auxílio das prefeituras em quatro municípios gaúchos: Santa Maria, Santiago, Santo Antônio das Missões e São Francisco de Assis. Elas decidiram romper o convênio do Programa Estadual de Apoio ao Transporte Escolar (Peate). O desacordo é resultado de um déficit anual de R$ 100 milhões entre o valor gasto pelas prefeituras para realizar o serviço e o montante que o governo estadual repassa aos municípios. Nestes municípios, o governo estadual passa a gastar pelo menos o dobro do que repassa para as prefeituras. O prefeito de Santo Ângelo e presente da Famurs, Valdir Andres, informa que o valor repassado pelo Estado ao seu município é suficiente para saldar apenas 20% do transporte escolar dos alunos da rede estadual. “A Famurs não recomenda o rompimento dos convênios, mas os prefeitos estão se dando conta dos prejuízos e a tendência é o problema se agravar”, observa. “Precisamos achar uma solução urgente para este assunto”, conclui. O Peate determina a gestão compartilhada entre Estado e prefeituras para a realização conjunta do transporte escolar dos alunos das redes municipais e estadual de ensino. No entanto, os municípios alegam que o governo não repassa o total correspondente ao número de alunos, gerando uma defasagem nas contas das prefeituras. Os prefeitos denunciam que sofrem ameaças de membros do governo, que prometeram romper a parceria com a prefeitura em outros contratos. (Políbio Braga)

TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO RIO GRANDE DO SUL MANTÉM A CASSAÇÃO DO PREFEITO PETISTA DE TAQUARI

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul rejeitou, nesta segunda-feira, os embargos de declaração interpostos pelo prefeito de Taquari, Emanuel Hassen de Jesus (PT) e pelo vice-prefeito André Barcellos Brito (PDT) e manteve a cassação desses políticos. Conforme decisão tomada em dezembro, deverão ser convocadas novas eleições no município e o presidente da Câmara, Ramon Klern de Jesus (PSD), assumirá o Executivo até a posse dos eleitores.  Prefeito e vice foram condenados por abuso de poder político e de autoridade, captação ilícita de votos e condutas vedadas a agentes públicos, praticadas durante a campanha eleitoral de 2012. Também foram multados e declarados inelegíveis por oito anos. O processo envolve também a ex-vereadora Andréia Portz Nunes (PDT), igualmente cassada pelo tribunal, e o ex-prefeito Ivo dos Santos Lautert (PDT), que recebeu multa e teve os direitos políticos cassados. Eles também haviam apresentados embargos, igualmente rejeitados. O TRE determinou ainda o recálculo do quociente eleitoral, em virtude da anulação dos votos da vereadora Andréia Nunes.

NÃO EXISTE MANIFESTANTE BALEADO EM SÃO PAULO. ISSO É SÓ MAU USO DA LÍNGUA PORTUGUESA E EXERCÍCIO PORCO DO JORNALISMO

Não existe “manifestante baleado” em São Paulo. Isso é mau uso da língua portuguesa e exercício porco do jornalismo. Quem quis se manifestar se manifestou, em praz e tranquilamente, protegido pela polícia. Fabrício Proteus Chaves decidiu enfrentar os policiais e atacá-los. Uma câmera de segurança o evidencia. Ele portava essas coisas em sua mochila.

explosivo encontrado com ferido
Chave de grifo.
Estiletes.
Bolinhas de gude.
Óculos de proteção.
Vinagre.
Uma substância sólida, com pavio, inflamável, claro — a polícia está avaliando se é também explosiva.
É o kit. Tentaram fazer blague, em junho, com a história do vinagre. É piada para o riso dos idiotas. O vinagre serviria para minimizar os efeitos da bomba de gás lacrimogêneo. Quem entra nessa já demonstra que está disposto ao confronto — e o mesmo vale para os demais badulaques, não?
“Manifestante” é uma coisa; baderneiro é outra, distinta.
Para afirmar que “manifestante foi baleado”, é preciso considerar que o tal estava apenas “se manifestando” quando avançou contra um policial caído — levando, então, dois tiros.
Sugestão ao Comando da PM
Leio no Estadão (em vermelho):
O defensor público Carlos Weis, coordenador de direitos humanos da Defensoria Pública de São Paulo, acompanha o caso de perto. Outro defensor estava no local por acaso e conversou com pessoas que filmaram o rapaz baleado. “Segundo os relatos, havia três policiais contra uma pessoa com arma branca. É evidente que havia outros meios menos letais de resolver a situação.
Ah, é? Acho que o comando da PM deveria convidar o sr. Carlos Weis para dar um curso aos policiais. Ele vai lá, fica na posição daquele que cai, e alguém avança — mas vai ter de ser para valer — pra cima dele com uma arma branca. E ele, então, mostra aos homens como se safar.
Em defesa da sociedade ou de um país, a primeira obrigação de um policial ou de um soldado é não morrer e não deixar que seu parceiro morra. Se o sr. Weis não entende essa lógica, então ele não entende nada. Eu espero que Fabrício fique bom e se recupere plenamente para a tranquilidade dos seus familiares e para responder legalmente por aquilo que fez. Por Reinaldo Azevedo

UM VIDEO QUASE CLANDESTINO: UM BLACK BLOC É LINCHADO PELO "POVO": PROMOTOR DE EVENTOS DIZ EM CIMA DO PALCO: "VAMOS DAR PORRADA NELES"

Pois é… Se a Polícia Militar não pode agir porque passa a ser tratada pela imprensa como bandida, a população começa a tomar a tarefa para si. Sim, leitor amigo, esse é o pior dos mundos. Vejam este vídeo, feito pelo Estadão, mas quase clandestino. Sei lá por quê, a página online do jornal decidiu não lhe dar a devida visibilidade. Volto em seguida.

Como se vê, um adepto da tal tática black bloc é descoberto por pessoas que estavam presentes a um show de black music. Na Praça da República. O rapaz é severamente espancado, linchado mesmo. Em sua mochila, a polícia encontrou um estilingue, quatro sacos de bolinhas de gude, um capacete preto, um par de luvas e máscaras. É, como se sabe, o uniforme dos black blocs.
Reitero: numa democracia, as forças de segurança, incluindo as polícias, detêm o monopólio do uso da força. Se, por qualquer razão, o estado se mostra ineficiente para cumprir o seu papel, a sociedade, de forma desorganizada, toma essa tarefa para si. E, aí, meus caros, vira a luta de todos contra todos. A população de São Paulo e de boa parte das grandes cidades brasileiras não suporta mais esses caras.
É claro que não endosso a selvageria. Mas pergunto: não é exatamente essa a linguagem dos black blocs? A do confronto? A da violência? Se os seguranças não tiram aquele infeliz de lá, é evidente que ele teria morrido. A irresponsabilidade de certas áreas do Poder Público, da imprensa, do Ministério Público e da Defensoria acabará produzindo cadáveres.
Assim não, senhor William Santiago
E cumpre censurar também severamente a fala do sr. William Santiago, o tal que, sobre o palco, afirma:
“Nós demoramos muito para ter esse espaço; um espaço nosso, da black music, dos nossos afrodescendentes. Se eles ciscarem por aqui, vamos dar porrada neles. Vamos dar porrada. Eles não entram mais aqui”.
É evidente que o caminho não é esse. É evidente que não é com o estímulo á violência e à pancadaria que as coisas se resolvem. E agora uma questão que diz respeito ao jornalismo.
Jornal Nacional?
Um vídeo como esse merece ou não ir para o Jornal Nacional? Alguém dirá, cheio de prudência: “Melhor não! Pode incentivar a população a quebrar esses caras”. Entendo. Mas tenho de perguntar: quando as TVs — não só a Globo — cobrem muitas vezes ao vivo os atos terroristas desses vândalos, dando-lhes visibilidade, não estaria contribuindo para lhes conferir uma importância política que não têm? É uma questão a ser pensada. Tudo o que eles querem é um “assinatura” na baderna.
Escrevi aqui no dia 23 para protesto de alguns: “A população de São Paulo — ESPECIALMENTE OS MAIS POBRES — gosta é de ordem e de polícia cumprindo a sua função. Quem gosta de bagunça é subintelectual do miolo mole, militantes de esquerda e, infelizmente, alguns coleguinhas.”
Muita gente protestou. Nesse mesmo texto, aconselhei:“As redações deveriam enviar seus repórteres para fazer um treinamento intensivo com o “povo” — mas povo mesmo, de verdade, o que exclui as entidades e ONGs de militantes usurpadores, que pretendem falar em seu lugar.” Por Reinaldo Azevedo

JOAQUIM BARBOSA DIZ QUE MENSALEIROS MERECEM O OSTRACISMO

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, afirmou nesta segunda-feira que réus condenados no julgamento do Mensalão do PT merecem ficar no “ostracismo” e não devem ocupar “páginas nobres” de jornais. A manifestação foi uma resposta à entrevista do deputado federal e bandido mensaleiro João Paulo Cunha (PT-SP), condenado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato, ao jornal Folha de S. Paulo. Na entrevista ao jornal, o bandido petista mensaleiro João Paulo Cunha classificou como “gesto de pirotecnia” o fato de Joaquim Barbosa ter determinado a execução imediata de sua pena, mas ter viajado em férias sem assinar a ordem de prisão do parlamentar. “A imprensa brasileira presta um grande desserviço ao País ao abrir suas páginas nobres a pessoas condenadas por corrupção. Pessoas condenadas por corrupção devem ficar no ostracismo. Faz parte da pena”, afirmou Joaquim Barbosa, em Londres: “A pessoa, quando é condenada criminalmente, perde uma boa parte dos seus direitos. Os seus direitos ficam em hibernação, até que ela cumpra a pena". “No Brasil, estamos assistindo à glorificação de pessoas condenadas por corrupção à medida que os jornais abrem suas páginas a essas pessoas como se fossem verdadeiros heróis”, argumentou: “Esse senhor (o bandido petista mensaleiro João Paulo) foi condenado pelos onze ministros do Supremo Tribunal Federal. Eu não tenho costume de dialogar com réu. Eu não falo com réu. Não faz parte dos meus hábitos, nem dos meus métodos de trabalho ficar de conversinha com réu". O bandido petista mensaleiro João Paulo Cunha foi condenado a nove anos e quatro meses de prisão em regime fechado, mas ainda recorre de parte da condenação de lavagem por meio de embargos infringentes. Conforme denúncia do Ministério Público sobre o esquema do Mensalão do PT, entre as irregularidades, o bandido petista mensaleiro João Paulo Cunha recebeu 50.000 reais do publicitário Marcos Valério para favorecer a agência de publicidade SMP&B em um contrato da Câmara dos Deputados. Na época do escândalo, confrontado com a descoberta do pagamento, João Paulo disse que o PT enviou recursos para que fosse paga uma fatura de TV a cabo. Em juízo, mudou a versão e afirmou que petistas encaminharam o dinheiro para realizar pesquisas pré-eleitorais na região de Osasco (SP). O Supremo decidiu que o dinheiro era propina.

OS HERÓIS DA PORRADA, ADORADOS PELA IMPRENSA - POR CAUSA DE SEUS VIÉS DE ESQUERDA, NÃO O CONTRÁRIO - ESTÃO DE VOLTA. E AÍ, DILMA? GILBERTO CARVALHO VAI CONTINUAR A PISCAR PARA ELES?

Nunca um clichê foi tão oportuno: depois de anos semeando vento — até anteontem, com os rolezinhos (já chego lá) —, o PT agora está desesperado, com medo da tempestade. Pois é… A baderna violenta havida em São Paulo no sábado já levou o pânico para as hostes do governo. Já chego ao ponto. Antes, algumas considerações. Já há gente no governo federal querendo culpar a Polícia Militar de São Paulo pela elevação da tensão. Aliás, a imprensa paulistana faz a mesma coisa. A gente lê os relatos e tem a impressão de que, não fossem os PMs, tudo teria se dado da melhor forma possível. Nem parece que os policiais só entraram em ação porque vândalos incendiaram um carro, depredaram ônibus, bancos, lojas… “Ah, mas os policiais do choque estavam sem identificação”. Que se apure e se tomem as devidas providências. Atenção para o que vem agora — não justifica, mas explica e aponta para um problema sério, que terá de ter uma resposta da polícia e da sociedade. Conversei com um policial dia desses. Ele me disse que muitos retiram a identificação porque não querem ver seus respectivos nomes circulando em filmetes feitos por provocadores. Nas suas palavras: “O nome da gente fica na Internet e é visto por todo mundo, inclusive pelos bandidos”. É um problema? É, sim. Ou há alguma forma de um policial — que está cumprindo um dever desagradável — se sair bem reprimindo “manifestantes”? Acho que não. Bem, de junho pra cá, escrevi dezenas de textos abordando os riscos decorrentes desse processo de demonização das PMs Brasil afora. Sigamos. É simplesmente mentira que é a reação da PM que açula esses trogloditas. “Como você sabe?” Porque tenho a história a meu favor. Voltem a junho: os três primeiros protestos — 6, 7 e 11 — em São Paulo foram notavelmente violentos, e a PM havia atuado apenas na contenção. Um policial foi praticamente linchado. A polícia só reagiu — de modo, então, meio atrapalhado — no dia 13. E aí foi o que se viu. Assim, ainda que fosse verdade que a “repressão” estimula o vandalismo, resta evidente que a não repressão também. Ou a PM fez algo de errado enquanto a manifestação seguia pacífica? Essas coisas — ATÉ PORQUE TRATADAS COM SIMPATIA PELA IMPRENSA — têm um forte efeito imitação. Podem escrever: haverá outros protestos, e a disposição dos mascarados é partir para a briga; é enfrentar a PM. Há grupos achando que existem as precondições para reeditar junho, e isso deixa Dilma em pânico. No momento, ela está lá se divertindo no presídio mantido por Fidel e Raúl Castro. Quando voltar, quer fazer uma reunião com seus ministros para debater a questão. “Que resposta dar?” Pois é… Até agora, a presidente só se referiu a esses episódios com a boca entortada pelo uso do cachimbo petista. É claro que governante que vai à TV choramingar por causa de protestos só excita a fúria de seus algozes. O ponto não é esse, não! Tem de falar de “autoridade” — de autoridade democrática. E, se for o caso, deixar claro que as leis disponíveis serão aplicadas para coibir a desordem. Ao longo de sua história, mais do que tolerar, o PT é um estimulador de “movimentos” que só existem porque transgridem as leis por princípio, com incrível determinação. É o caso do MST. É o caso dos movimentos de sem-teto, em São Paulo, que agora estão nos calcanhares dos próprios petistas. É o caso da sublevação de índios em vários pontos do País — com a colaboração da Secretaria-Geral da Presidência, de Gilberto Carvalho. No caso dos rolezinhos, como apontei aqui muitas vezes, o PT, de novo, apelou ao perigo e passou a acusar severas maquinações racistas. Entenderam o ponto? Embora seja um partido da ordem; embora seja uma legenda do establishment; embora esteja obrigado a se mover no espaço da legalidade, o PT não resiste à tentação de flertar com o perigo. Foram as esquerdas petistas e petizadas que tentaram conferir um rosto político aos rolezinhos — prática desmoralizada, creio, pela pesquisa Datafolha. No caso da reedição — vamos ver se apenas episódica — das manifestações violentas contra a Copa, petistas entram em pânico, mas não dão a cara ao tapa de jeito nenhum! Alimentam, com seu discurso, a prática do vale-tudo. Na verdade, é o partido que carrega o DNA da mobilização não apenas contra a ditadura — que esta já acabou faz tempo —, mas também contra a ordem democrática. Alguma vez o partido hesitou em jogar seus “movimentos” — aqueles que Gilberto Carvalho chama “tradicionais” — contra as instituições, muito especialmente quando se trata de atacar um adversário político? Existem os fatos, cada um deles com sua gênese, com sua cadeia de causalidades e suas consequências, e existe o tempo em que eles se dão. E esse tempo tem um espírito. E o espírito deste tempo é atropelar a legalidade — A DEMOCRÁTICA — para fazer justiça. Mas qual justiça? Ora, aquela que os donos da causa decidirem que é. Fim de papo. Então os índios fazem a justiça dos índios; os sem-terra fazem a justiça dos sem-terra; os sem-teto, a dos sem-teto; os rolezeiros, a dos rolezeiros, e os black blocs, a dos black blocs. Em todos os casos, a violência passou a ser a linguagem aceitável. É claro que há alguma coisa muito errada quando a polícia está apanhando feito cão danado nos jornais, depois daquilo a que se assistiu no Centro de São Paulo. Calma lá! Aqueles facinorosos meteram fogo num carro com uma família de quatro pessoas ainda dentro. E daí? “Ah, mas não estamos defendendo isso; apenas atacando o despreparo da polícia, que entrou num hotel…” Aqueles que se acoitaram no estabelecimento tinham acabado de depredar uma concessionária de veículos. Há relatos de hóspedes que ficaram acuados em seus respectivos quartos, com gente dando porrada do outro lado da porta. Aí dizem os “especialistas” nos jornais: “A polícia jamais deveria ter entrado…”. Afirmar isso a frio, com o traseiro tranquilamente posto no sofá e depois do fato, é fácil. O problema é a resposta da hora, quando vândalos que estão quebrando tudo invadem um espaço onde trabalham e se hospedam pessoas. Olhem aqui: a história informa — e não o chute ou esfera de sensações — que a não repressão não torna menos violentos esses que vão para as ruas com a determinação de quebrar e incendiar. Isso é bobagem. O que não se tem, aí sim, é uma lei eficaz para coibir e punir esse tipo de banditismo — a não ser uma: a de Segurança Nacional, que está em vigor. Mas aí o viés ideológico não deixa. Logo alguém diz: “Imaginem usar isso justo aos 50 anos do golpe”… E é claro que pode ficar pior. Vai que os PMs se cansem dessa brincadeira e façam como uma porta-voz da corporação no Rio de Janeiro que explicou por que havia um monte de jovens bandidos assaltando pessoas no Centro da cidade, sem interferência dos policiais. Segundo ela, aquele não era um caso de segurança, mas social e de saúde. Quem se dá mal com aqueles marginais nas ruas? Os pobres honestos que circulam por lá e são roubados todos os dias. Imaginem se a PM de São Paulo decide que protestos contra a Copa são políticos — e, pois, fora de sua alçada… A Copa está chegando. Falta muito pouco. Dilma precisa decidir se investe na ordem ou se ela própria e seus ministros, muito especialmente Gilberto Carvalho, continuarão a dar piscadelas para a baderna. Uma coisa é certa: os heróis da porrada, adorados pela imprensa — por causa de seu viés esquerdista, não o contrário —, estão de volta. Vento aqui, vento lá, vento acolá… Se planta, tende a colher. Por Reinaldo Azevedo

TRIBUNAL DE JUSTIÇA GAÚCHO EXAMINA HOJE LISTA SEXTUPLA DA OAB PARA VAGA DE DESEMBARGADOR; OAB INCLUIU NOME DE SÉRGIO BLATES, QUE É APONTADO EM LIVRO DE JOÃO LUIZ VARGAS COMO ORIGINADOR DA "CONSPIRAÇÃO RODIN"

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, composto por 25 desembargadores, reúne-se a partir das 14 horas desta segunda-feira com duas pautas: administrativa e jurisdicional. Ambas têm um ponto em comum: o nome do advogado Sérgio Blattes, de Santa Maria. Na parte da pauta administrativa, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça vai examinar a lista sêxtupla enviada pela OAB-RS da qual sairá a lista tríplice escolhida pelos magistrados, a qual será encaminhada ao governador, o peremptório petista Tarso Genro, para a escolha do nome do desembargador representante do Quinto Constitucional. Nessa lista sêxtupla aparece o nome do advogado Sérgio Blattes, de Santa Maria. Ele é considerado "pule de dez" para sair nomeado desembargador pelo peremptório petista "grilo falante" Tarso Genro. Sérgio Blattes também aparece na segunda pauta da sessão, a jurisdicional. Ali, um dos processos a ser examinado contesta ato da Corregedoria do Tribunal de Justiça, que desconsiderou imposições legais de reserva de vagas para cotistas por força de lei (vagas para deficientes e negros). O edital foi contestado, os advogados dos impugnantes foram incisivos, e os membros da comissão de concurso para notariais sentiram-se ofendidos, e promoveram ação criminal contra os autores da ação. Entre os membros da comissão está o advogado Sérgio Blattes, representando a OAB. O sentimento de muitos advogados é que ele foi colocado nessa comissão de concurso justamente para que fosse se "intimizando" com desembargadores, e assim avançasse na inclusão de seu nome na lista tríplice a ser enviada ao governador, o peremptório petista "grilo falante" Tarso Genro. As pessoas que contestam os atos da comissão de concursos do Tribunal de Justiça são advogados. Assim, o advogado Sérgio Blattes processa colegas advogados porque tiveram a ousadia de contestar os atos da comissão de concurso notarial. Mas, pior do que isso: ele será processado, em contrapartida, por denunciação inepta, porque, conforme advogado informou a Videversus, ele não apontou as expressões que o ofenderam, como determina a lei. Como se vê, a sua colocação na comissão de concurso contribuiu para a criação de um grande imbroglio. João Luiz Vargas, ex-deputado estadual e ex-presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, que também foi conselheiro e presidente do Tribunal de Contas do Estado, bate firme em Sérgio Blattes no seu livro lançado no ano passado, chamado "Conspiração - a arte de destruir reputações", mostrando as vinculações do mesmo desde a origem ao esquema político-policial comandado pelo então ministro da Justiça, o peremptório petista "grilo falante" Tarso Genro. Diz João Luiz Vargas, na página 255 de seu livro (https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDUQnNLV3c4bjNPSkVhTUJjaXdtYnBJS3JzcGx3/edit?usp=sharing): "Eu, presidente do TCE-RS, sempre procurei atender a pedidos do D. Ivo. Solicitei audiência ao ministro da Justiça, o santamariense Tarso Genro. No dia agenda, estivemos no gabinete do ministro. Expusemoas a idéia, Tarso prometeu apoiar e articularia a reunião com outros ministérios. Na despedida, saudou o prof. Fernandes, chamando-o carinhosamente de Toninho, diminutivo do segundo nome, José Antonio. Na saída do Palácio do Planalto, o prof. Fernandes nos alertou para a importância da conduta cotidiana de cada um, visto que estávamos visitando o palácio presidencial. Tenho para mim que, ao virarmos as costas, Tarso começou a conspirar. Primeiro puxou a lingua do Carlson para saber nos mínimos detalhes como funcionava a Pensant, pois sabia que a cabeça técnica privilegiada de Fernandes não se subordinaria ao seu projeto político de ser governador. A Pensant, empresa com corpo técnico qualificado na área do conhecimento, já havia demonstrado do que era capaz em 28 meses de trabalho na prefeitura de Canoas. O deputado Estilac, no passado (década de 1980), muito ligado a Fernandes na Universidade Federal de Santa Maria, conseguiu oportunidade de trabalho na Fundae para a esposa do seu chefe de gabinete na ALRS, com a interveniência de foa-fé de Fernandes. O enredo do Pensador de Rodin, personalizado em Fernandes, estava concebido. Gigantesca ingratidão de Tarso em relação a Fernandes, de quem se dizia amigo e para quem autografou, em 1985, livro de sua autoria, declarando afeto. Em Santa, o pró-homem do dep. Fabiano Pereira é Sérgio Blattes (ex-ARENA, ex-PDS e ex-PMDB). Fabiano viria ser secretário de Tarso. Instruiu Blattes a atuar no meio religioso e procurar dominar o Conselho Superior da Fundae. A recompensa - transformar em honorários seus, de seus escritórios e pessoas jurídicas ligadas ao PT de Santa Maria (empresas de comunicação) os recursos livres da Fundae. Com o Bispo morto, era só seduzir Mário Gaiger com dinheiro. Em reunião no gabinete do reitor, ficou decidido afastar da Fundae o prof. Luis Gonzaga Isaia com a justificativa de "ele só vai atrapalhar, é muito correto e leal à Igreja". Dois dias antes da operação, uma pessoa não identificada, informou em sigilo a pessoa ligada à Igreja de Santa Maria sobre operação policial contra a Fundae, esclarecendo "não se preocupem, é coisa política, e o Blattes vai cuidar de tudo". A pessoa plantada por Estilac na estrutura da Pensant pediu demissão antes da operação. Repetindo 1964, os golpistas de Santa Maria novamente conspiraram, desrespeitando a memória do Bispo da Esperança, referência nacional na defesa dos direitos humanos. O professor Silvestre Selhorst em depoimento, em juízo, declarou: "Em reunião do Parque Tecnológico de Santa Maria, quando sugerido o nome da Fatec para integrá-lo, um empresário gritou: "A Fatec não! A Polícia Federal descobriu lá uma fraude milionária e é questão de dias para estoura tudo". Este assunto foi reportado a Silvestre por um servidor da Reitoria. Disse Silvestre, no depoimento em juízo: "Tenho para mim que a polícia atuava com o empresário (Ricardo Diaz, presidente do Comitê de Empreendedorismo e dono da Casa das Fechaduras) e Clóvis Lima com o Ministério Público Federal, plantando informes ou telefonando com perguntinhas capciosas para depois editar conversas com a palavra "propina". O reitor Lima várias vezes me disse "sou assim com os procuradores federais, impossível algo me acontecer", esfregando os dois dedos indicadores. Concluiu Silvestre". Sérgio Blattes atua como advogado na Operação Rodin, defendendo a Fundae e também seu presidente, Mário Gaiger, desfrutando de honorários de 20%. Ganhou muito dinheiro liberando recursos da Fundae que tinham sido indisponibilizados pela juíza inicial da Operação Rodin, Simone Barbisan Fortes. As ligações de Sérgio Blattes com o PT são efetivas. Ele chegou a ter um filho nomeado no gabinete do deputado federal Paulo Pimenta. Mas, hoje, suas vinculações são com o deputado estadual petista Fabiano Pereira. A mudança de apadrinhamento político parece ter uma origem prosáica: desentendimento entre grupos, ou bandos, que acabaram inclusive se agarrando a soco, pontapés e instrumentos nas ruas de Santa Maria, como foi narrado a Videversus por um empresário e político local. A Operação Rodin, uma investigação tipicamente político-policial montada pelo PT e chefiada pelo peremptório petista Tarso Genro, foi o primeiro passo para a destruição da vida em Santa Maria. Foi profanada a Universidade Federal, vasculhada por policiais ao arrepio da Constituição brasileira. As fundações de apoio à universidade (Fatec e Fundae) foram destruídas. A universidade perdeu contratos de financiamento de pesquisa e outros trabalhos equivalentes a 2 bilhões de reais; mas de 3.000 empregos foram dizimados nos projetos da universidade desenvolvidos pelas fundações de apoio assim que a operação político-policial foi detonada. A Operação Rodin começou com a assassinatos de reputações e produziu a morte em larga escala em Santa Maria. Para culminar, não poderia ser mais emblemática a data em que o nome de Sérgio Blattes vai a exame para tentar uma vaga de desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Hoje, 27 de janeiro de 2014, registra um ano do assassinato de 242 jovens em Santa Maria na assassina boate Kiss. Esta boate só funcionava pela permissão do governo do peremptório petista Tarso Genro, do corpo de bombeiros, do qual ele é comandante supremo. A Operação Rodin é o parto da boate assassina Kiss. No auditório do Orgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado, a partir das 14 horas, neste horrendo dia 27 de janeiro, o advogado Luiz Francisco Correa Barbosa (juiz de Direito aposentado), fará defesa no julgamento de incidente de inconstitucionalidade da Lei Carrion (70.057.658.593), que institui a reserva de cotas para negros e pardos, na proporção de sua existência no Rio Grande do Sul, segundo o IBGE, não observada no aberto Concurso para 180 vagas de notários e registradores, por pressão do CNJ em todo o Brasil e questionada em mandado de segurança de interessados.Os candidatos pedem a  obediência à referida Lei, aprovada no Legislativo e sancionada pelo governador, o peremptório petista "grilo falante" Tarso Genro. O desembargador relator opôe que isso é matéria exclusiva de lei de iniciativa do Judiciário, para manter a situação. Se não for superado o obstáculo, a situação somente se repetirá depois de 30 anos, com monumental histórico para a população negra do Rio Grande do Sul. O ex-governador Alceu de Deus Collares prometeu que estará presente no julgamento. Também se comprometeu a estar presente o senador petista Paulo Paim, que já fez duro pronunciamento crítico contra isso da tribuna do Senado. O advogado Luiz Francisco Correa Barbosa fará sustentação oral. O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul corre o risco de notabilizar como racista. Se o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul não reparar essa injustiça nesta data, o Dia Internacional de Memória do Holocausto, estará contribuindo objetivamente para perpetuar por no mínimo duas gerações a segregação e o preconceito contra os negros no Estado. E não terá como deixar de ser comparado à nefasta ação dos nazistas com suas leis racistas de Nuremberg.