quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

COMITÊ DE MONITORAMENTO DIZ QUE SUPRIMENTO DE ENERGIA PARA 2014 ESTÁ GARANTIDO

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) informou nesta quinta-feira que o sistema elétrico brasileiro encontra-se estruturalmente equilibrado e com sobras. O grupo se reuniu em Brasília para avaliar as condições de suprimento de energia do País, especialmente com a falta de chuvas nos reservatórios das hidrelétricas. “A não ser que ocorra uma série de vazões pior do que as já registradas, evento de baixíssima probabilidade, não são visualizadas dificuldades no suprimento de energia no País em 2014”, diz a nota divulgada pelo Comitê. A reunião foi coordenada pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. De acordo com o CMSE, existe uma previsão de carga para 2014 de 67 mil megawatts médios de energia, levando em conta as séries históricas de vazões. Considerando uma folga de 5% estabelecido pelo Conselho Nacional de Política Energética, ainda existe uma sobra de 6,2 mil megawatts médios, equivalente a 9% da carga prevista. Na nota, o CMSE admite que o período úmido de 2014 tem se caracterizado por uma estiagem prolongada nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste. No entanto, as avaliações sobre o histórico desde 1931, inclusive em 2001, quando foi decretado racionamento de energia pelo governo federal, corroboram a garantia do suprimento em 2014. Apesar dos baixos níveis dos reservatórios, o CMSE prevê que os níveis de armazenamento, ao final do período úmido são suficientes para garantir o suprimento energético do Sistema Interligado Nacional. Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os reservatórios do Sistema Sudeste/Centro-Oeste estavam na quarta-feira com 36,28% da capacidade de armazenamento.

TESTEMUNHA CONFIRMA QUE O BLACK BLOC ACUSADO DE MATAR O CINEGRAFISTA SANTIAGO ANDRADE CONFESSOU O CRIME

Uma testemunha, cujo nome não foi revelado, informou à polícia que, no dia 6, dia da manifestação no centro do Rio de Janeiro, recebeu uma ligação do black bloc Caio Silva de Souza, acusado pelo assassinato cinegrafista da TV Bandeirantes, Santiago Andrade. O delegado Maurício Luciano, responsável pelo inquérito sobre a morte do cinegrafista, disse que, ao telefone, o black bloc Caio confessou que havia cometido uma besteira e que tinha matado um homem. Segundo o delegado, a declaração foi dada informalmente no Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, onde o black bloc Caio trabalhava como auxiliar de serviços gerais. Mauricio Luciano foi até o local na tentativa de localizar o suspeito da morte do cinegrafista, após ter sido expedido o mandado de prisão contra ele. A testemunha é um colega do black bloc Caio no hospital. “Eu fui ao hospital no dia do mandado de prisão para cumprir, e a gente procurou ouvir as pessoas próximas a Caio. Uma delas, com quem ele tinha contato constante, nos revelou isso: a ligação dele, que estava ofegante, por volta das 19h30, no dia do fato, afirmando ter feito uma besteira e que tinha matado um homem”, revelou, acrescentando que, por isso, a testemunha foi convocada a prestar depoimento formal à polícia, quando confirmou a informação, que será incluída no inquérito que vai apontar crime de homicídio com dolo eventual. O delegado ficou satisfeito em saber que a promotora Cláudia Condack, que pretende denunciar até o final da próxima semana os dois suspeitos de ter lançado o rojão contra o cinegrafista, concorda que seja esta a caracterização do crime, conforme ela tinha revelado na quarta-feira. “Fiquei muito satisfeito. É na mesma linha”, disse. Para Maurício Luciano, as investigações chegaram a provas “robustas”. Na avaliação dele, o fato de o black bloc Caio ter dito que foi incentivado pelo também black bloc Fábio Raposo (o tatuador que confessou ter participado do crime) a deflagrar o rojão não muda a direção do relatório do inquérito que será entregue nesta sexta-feira ao Ministério Público. “Ele dizer que era um sinalizador. É claro que ele vai alegar tudo para não assumir que sabia que aquilo era um rojão. Todos eles usam constantemente em manifestações o chamado rojão treme-terra ou rojão de vara. Então, ele dizer que é sinalizador, que o outro que acendeu, que não sabia do poder de destruição. Com tudo isso ele está se defendendo. Ele vai exercer isso em juízo. O advogado vai orientar a ele dizer. O que temos aqui são provas robustas, com materialidade, testemunhas que indicam a intenção dele e autoria do crime. Temos a autoria e a materialidade”, esclareceu. Maurício Luciano destacou que quem presta auxílio material é partícipe e quem deflagra é autor, mas ambos vão receber a mesma pena. “O que a gente sabe é que eles agiram em conjunto”, contou. O delegado disse que não viu nenhuma imagem em que Caio apareça segurando o rojão, mas isso pode ser uma estratégia dos manifestantes. “Quem detona não porta, quem porta não detona, para evitar que a pessoa fique incumbida de todos os atos durante uma manifestação. É uma divisão de tarefas”, explicou. Depois de chegar na quarta-feira à Cadeia Pública, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, onde está preso, Caio prestou depoimento ao delegado Fábio Pacífico. “Foi tomado depoimento porque ele demonstrou interesse em ser ouvido. A gente não sabia o que ele ia falar. Ele falou tudo que quis falar de maneira tranquila. Agora tenho que extrair para o inquérito o que interessa para esta investigação”, disse Maurício Luciano.

RÉUS DO DESASTRE DO AIRBUS DA TAM SERÃO OUVIDOS NESTA SEXTA-FEIRA PELA JUSTIÇA FEDERAL

A Justiça Federal ouve nesta sexta-feira, a partir das 14h30, os três réus acusados pelo Ministério Público Federal de serem responsáveis pelo desastre ocorrido com o Airbus A320 da TAM, em 2007, no Aeroporto de Congonhas, na zona sul paulistana, e que provocou a morte de 199 pessoas. Os depoimentos serão tomados no Fórum Criminal Federal, localizado próximo à Avenida Paulista, em São Paulo. Respondem ao processo a ex-diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, o então vice-presidente de operações da TAM, Alberto Farjeman, e o diretor de Segurança de Vôo da empresa na época, Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro. Eles foram denunciados pelo Ministério Público e respondem pelo crime de “atentado contra a segurança de transporte aéreo”, na modalidade culposa. Como o espaço do local onde os depoimentos serão tomados é pequeno, os familiares das vítimas deverão acompanhar a audiência do lado de fora, com faixas lembrando os mortos e pedindo por justiça. O acidente ocorreu no dia 17 de julho de 2007, quando um Airbus A320 da TAM, "pinado" (tinha o reverso de uma das turbinados bloqueado) que vinha de Porto Alegre, não conseguiu parar na pista, chocando-se contra um prédio da própria companhia, localizado próximo ao aeroporto.

PLANALTO CONFIRMA SAÍDA DO PETISTA FERNANDO PIMENTAL DO MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO

A presidente Dilma Rousseff anunciou que Fernando Pimentel deixará o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Em seu lugar, foi anunciado o economista Mauro Borges, atual presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), que assume interinamente o cargo. De acordo com nota oficial, Dilma aceitou o pedido de demissão de Pimentel. Ele deve se candidatar ao cargo de governador de Minas Gerais pelo PT. “A presidente agradeceu a dedicação, competência e lealdade de Fernando Pimentel no comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior ao longo dos últimos três anos”. Essa é a primeira vez que o comando da pasta é trocado no governo Dilma, já que Pimentel ocupa a pasta desde 2011.

STF REJEITA RECURSOS DE QUATRO BANDIDOS MENSALEIROS


  • O Supremo Tribunal Federal rejeitou nesta quinta-feira, por maioria de votos, os recursos apresentados por quatro condenados no processo do Mensalão do PT. Eles recorreram ao plenário da Corte e não obtiveram o número mínimo de quatro votos pela absolvição para ter os embargos infringentes analisados. Todos estão presos em função das condenações. Nas petições enviadas ao STF, Vinicius Samarane, ex-diretor do Banco Rural; Ramon Hollerbach, ex-sócio do publicitário Marcos Valério; Rogério Tolentino, ex-advogado de Valério e José Roberto Salgado, ex-presidente do Banco Rural, pediram que os demais ministros revoguem a decisão do presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, que negou os recursos individualmente. Os advogados pediram que os condenados tivessem direito aos embargos infringentes, recursos previstos para os réus que tiveram pelo menos quatro votos pela absolvição. Por maioria de votos, o plenário reafirmou que somente os réus que tiveram quatro votos pela absolvição têm direito ao recurso. Os ministros entenderam também que os condenados não podem somar os votos pela absolvição na dosimetria da pena, fase de fixação das penas, com os votos dos ministros que decidiram aplicar sanção menor. De acordo com Regimento Interno do Supremo, os réus que receberam pelo menos quatro votos pela absolvição durante o julgamento do processo podem ter a pena analisada novamente. Os condenados que estão presos e que tiveram os quatro votos serão julgados em uma data a ser definida pelo relator dos infringentes, ministro Luiz Fux. Entre eles estão o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e o ex-deputado José Genoino. Todos no delito de formação de quadrilha.

RESERVATÓRIO QUE ABASTECE SÃO PAULO ATINGE PIOR NÍVEL NA DÉCADA

A pancada de chuva que caiu sobre a Grande São Paulo nesta quinta-feira não bastou para reverter a situação crítica do Sistema Cantareira, principal fonte de abastecimento da região metropolitana. Devido a uma série de fatores climáticos, como temperaturas elevadas e escassez histórica de chuvas, o sistema registra o menor nível dos últimos dez anos. Em janeiro de 2011, o nível de água armazenada era de 94,3%. Caiu para 74,8% em 2012, 52,3% em 2013 e, agora, 18,8%. O reservatório da represa Jaguari, que integra o Sistema Cantareira, fica 844 metros acima do nível do mar quando está cheio. Nesta quinta-feira, o pouco de água que ainda resta marcava 825,87 – 18 metros abaixo da capacidade total da represa, o que equivale a um edifício de seis andares. No trecho mais crítico, a falta de chuvas fez surgir uma praia de dois quilômetros, porque a água não alcança mais a margem habitual. A diferença é que, em vez de areia, há um solo rachado e quebradiço. E a garoa que caiu nesta quinta-feira sobre a região da represa, perto da divisa entre São Paulo e Minas Gerais, não é o bastante para alterar o cenário. Numa das margens do reservatório, funcionários de uma empresa terceirizada capinavam nesta quinta-feira o mato em uma área onde nunca haviam trabalhado. A ladeira cheia de pedras pela qual se aventuravam com o cortador de grama sempre esteve submersa. “Antes, a gente só capinava a margem, para não contaminar a água. Agora, tem toda essa área exposta para cuidar. Todo este mato aqui não existia, ficava debaixo d’água”, mostrava o funcionário João Batista. Pelo chão, há dezenas de conchas ressecadas e sem cor. Também há pequenos peixes mortos, fritando ao sol. Cada vez que o nível da água desce, novas réguas de medição são colocadas para que seja possível avaliar o quanto de água ainda resta no reservatório. Nunca se viu uma seca tão drástica desde que o sistema foi montado, em 1930. O recorde do mês de fevereiro na história da medição do Sistema Cantareira foi de 202,6 mm de chuva. Em fevereiro deste ano, a pluviometria acumulada é de apenas 2,1 mm.

BANDIDO PETISTA MENSALEIRO HENRIQUE PIZZOLATO É INDICIADO PELA POLÍCIA ITALIANA

Preso na semana passada em território italiano, o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, o bandido petista mensaleiro Henrique Pizzolato foi indiciado pela polícia de La Spezia. Os crimes imputados a Pizzolato são substituição de pessoa, falso testemunho a oficial público e falsidade ideológica. O mensaleiro fugiu para a Itália no ano passado, depois de ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal a doze anos e sete meses de cadeia no julgamento do Mensalão do PT. Na fuga, ele usou documentos forjados do irmão Celso Pizzolato, morto em 1978. Antes de ter sido detido pela polícia na residência de um sobrinho em Maranello, norte da Itália, Pizzolato morou por dois meses em uma casa alugada com vista para o mar em Porto Venere, na costa da Ligúria. Na casa litorânea à beira do Mediterrâneo, a polícia italiana encontrou pen drives com diversos documentos bancários sobre transações que somam dezenas de milhares de euros. A partir de uma primeira análise dos arquivos, a polícia acredita que ele estivesse se preparando para investir grandes quantias no país.

REVISTA THE ECONOMIST DIZ QUE APENAS REZAR PARA SÃO PEDRO NÃO SOLUCIONA CRISE ENERGÉTICA BRASILEIRA

A revista britânica The Economist que chegou às bancas nesta quinta dedicou reportagem à situação energética do Brasil. Segundo a publicação, o governo parece estar contando com a ajuda de São Pedro - que, segundo a credince popular, é responsável pelas chuvas - para evitar uma crise energética. O tom de crítica aparece logo na primeira frase: "Rezar para São Pedro não é bem uma política energética". Ao longo do texto, a revista lista os fatores climáticos que levaram a diminuição da água nos reservatórios e, ao mesmo tempo, ao aumento do consumo. A reportagem aponta que, o fato de o país vivenciar seu verão mais quente em 80 anos e, além disso, os reservatórios das usinas hidrelétricas - responsáveis por 80% da geração energética do País - atingirem os níveis mais baixos desde 2001 não eximem o governo de culpa. Para a The Economist, o Ministério de Minas e Energia peca ao continuar com o discurso de que o País têm capacidade para atender à demanda de energia. Nas últimas semanas o Brasil enfrentou novos apagões, além de quedas de energia em diversos pontos do território nacional. Às vésperas de eleições presidenciais, o governo tem adotado um tom de "anticrise" e negado que a sobrecarga seja a responsável pela falta de energia. Nesse sentindo, a The Economist aproveita para lembrar - e criticar - as renovações antecipadas dos contratos das distribuidoras, realizada em 2012. A medida foi imposta pela presidente Dilma Rousseff para garantir um desconto médio de 20% na conta de luz dos consumidores. Contudo, o próprio governo que cortou também colocou, no início desta semana, em audiência pública, uma proposta de reajuste de 4,6%.

SISTEMA ELÉTRICA ATUA COM RESERVA ABAIXO DO NÍVEL RECOMENADÁVEL

Nesta quinta-feira, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) reiterou que o sistema elétrico brasileiro opera com folga e afirmou que, "a não ser que ocorra uma série de vazões piores do que as já registradas, evento de baixíssima probabilidade, não são visualizadas dificuldades no suprimento de energia no país em 2014". Segundo nota oficial do Comitê, considerando o risco de déficit de 5%, que é um critério técnico estabelecido pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), o sistema tem ainda uma sobra de 6,2 mil megawatts (MW) médios, o equivalente a 9% da carga prevista.

ALEXANDRE TOMBINI NEGA RISCO DE BOLHA DE CRÉDITO NO BRASIL

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou que o governo trabalha há três anos para proteger o Brasil da volatilidade do mercado internacional e de um possível estouro de bolha, como acredita o economista Paul Krugman, famoso por seus prognósticos de crises. O presidente do Banco Central destaca que o governo tem trabalhado para conter a expansão dos empréstimos no mercado interno, prevenindo, assim, uma bolha de crédito. "Se ainda tivéssemos o crédito crescendo 30%, 40% ao ano, aí sim, Paul Krugman teria razão em temer pela nossa economia. Mas seguramos nossos excessos", afirma. Krugman, Nobel de Economia, disse no fim de janeiro em sua coluna no jornal The New York Times que a bolha dos países emergentes parece estar estourando. Isso, após países como Argentina, Indonésia, Turquia, Índia e África do Sul registrarem fortes desvalorizações de suas moedas frente ao dólar, em reação à retirada de estímulos do Federal Reserve. Com as perspectivas para a economia americana melhorando e a possibilidade de aumento dos juros, o que se viu foi a saída maciça de dinheiro de países emergentes. Isso fez com que diversos bancos centrais reagissem aumentando juros e as bolsas mundiais refletissem o temor de contágio em todos os emergentes. Tombini, porém, é categórico em dizer que o Brasil está protegido da turbulência que dominou os emergentes no último mês. "Tomamos medidas, nos últimos três anos, para desacelerar a entrada de recursos externos. Era uma preparação para a saída de dólares após a retirada de estímulos do Fed, porque sabíamos que esse fluxo era atípico, tinha prazo de validade", disse. Em sua opinião, não se pode confundir ajuste com fragilidade. O que se vê é a necessidade de ajustes de ativos financeiros, como as moedas e taxas de juro, ao novo cenário de recuperação das economias desenvolvidas. Para ele, a postura atual do Fed é positiva porque evidencia uma melhora na economia internacional e, portanto, traz boas expectativas para o comércio exterior do Brasil.

SALTO DECRETA ESTADO DE ALERTA E ANUNCIA RACIONAMENTO DE ÁGUA

A prefeitura de Salto, cidade distante 105 quilômetros da capital paulista, decretou situação de alerta por causa do período de estiagem que compromete o abastecimento de água na cidade. O decreto será publicado neste sábado. A partir de segunda-feira, a prefeitura vai impor restrições, promovendo rodízios ou interrompendo o fornecimento temporariamente. De acordo com a prefeitura, há um plano de racionamento que prevê o corte de água nos bairros. Se houver necessidade, o racionamento será feito entre as 8 e as 14 horas e aplicado em dias alternados em cada região da cidade. A idéia é evitar que toda a cidade seja atingida pelo rodízio ao mesmo tempo. Mais cinco cidades do interior paulista anunciaram medidas de racionamento. Em Diadema, a companhia de saneamento iniciou um rodízio no abastecimento entre bairros. Em Guarulhos, o revezamento ocorre em seis bairros. Valinhos, na região de Campinas, adotou o racionamento. O município foi dividido em sete áreas, de acordo com os dias da semana, e duas ficam sem água duas vezes por semana, em dias intercalados. A cidade de Itu está racionando água no período das 20 às 4 horas. Em Vinhedo, o racionamento ocorre desde dezembro. A cidade conta com um sistema de monitoramento que aponta as regiões onde o consumo está acima da média. Tais localidades podem ter o abastecimento suspenso de duas a três horas - ou até quatro, se a situação for crítica.

GOVERNO PETISTA DIZ QUE VAI ELABORAR PROJETO CONTRA VANDALISMO NOS PROTESTOS, PETISMO NÃO QUER LEI DO TERRORISMO POR MOTIVOS ÓBVIOS, PARA LIVRAR OS SEUS

O ministro da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, disse nesta quinta-feira que o governo vai encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de lei para combater o vandalismo nas manifestações. Segundo o ministro, a nova norma pretende punir com mais rigor atos ilícitos praticados nos protestos, mas vai garantir a liberdade de manifestação de quem vai às manifestações para protestar de forma pacífica. O ministro participou de uma audiência com o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa. O petista José Eduardo Cardozo afirmou que o governo quer elaborar e encaminhar o projeto de lei ao Congresso o mais rápido possível. “Se por um lado nós não podemos coibir a liberdade de manifestação, temos que garantir a liberdade de manifestação, inclusive protegendo manifestantes que querem se expressar democraticamente. De outro lado, não podemos tolerar o vandalismo. Não podemos tolerar pessoas que utilizam manifestações para praticarem atos ilícitos, como homicídios, lesões corporais, crimes de dano", afirmou. Essa fala é cínica. Neste momento o mundo petista está empenhado em livrar do julgamento do juri os dois black blocs presos pelo assassinato do cinegrafista Santiago Andrade. No juri, os dois terroristas podem pegar até 30 anos de cadeia; pelas leizinhas vagabundas que o governo petista quer propor, o limite máximo seria de 12 anos; ou seja, em dois ou três anos o bandido terrorista filopetista estaria solto. É assim que o governo petista diz querer combater os arruaceiros e assassinos das manifestações. Fica evidente que o governo do PT protege os Black Bloc, tem intimidade com os Black Bloc. O ministro disse também que não concorda com os projetos em tramitação no Congresso, que pretendem tipificar criminalmente como terrorismo os atos de violência praticados em manifestações. “Terrorismo é uma coisa, outros crimes qualificam outras tipificações. Nós temos que verificar o que há de novo nesta realidade, temos que colocar as penas certas, rigorosas para certos ilícitos. Temos que garantir a questão da liberdade de manifestação, vedado o anonimato. Temos que tomar medidas que, obviamente, não resguardem pessoas que querem praticar atos ilícitos e querem agir de forma anônima, praticando distúrbios”, disse. Taí, saído da própria boca do petista.

GILMAR MENDES TOMA POSSE COMO MINISTRO TITULAR DO TSE

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, tomou posse nesta quinta-feira como titular do Tribunal Superior Eleitoral, com mandato de dois anos. Gilmar Mendes ocupará a vaga destinada a ministros que também ocupam cadeiras no Supremo. A cerimônia de posse foi acompanhada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), além de outras autoridades do Judiciário. O novo ministro não discursou. É a terceira vez que Gilmar Mendes ocupa vaga de ministro do TSE. Ele ocupou a presidência do tribunal entre 2008 e 2010. O ministro atua como substituto no tribunal desde novembro, quando a ministra Cármen Lúcia deixou a vaga e voltou a exercer o cargo de ministra somente no Supremo Tribunal Federal.

CAOS, MORTES E PRISÃO DE OPOSITOR NA VENEZUELA, PRESIDIDA POR UM ESQUERDISTA PSICOPATA E ATERRORIZADA POR MÍLICIAS CHAVISTAS ARMADAS


Maduro: quando o psicopata não está falando com passarinhos ou enxergando a imagem de Chávez nas ruínas de Caracas, está matando pessoas
Maduro: quando o psicopata não está falando com passarinhos ou enxergando a imagem de Chávez nas ruínas de Caracas, está matando pessoas
Vídeos postados na internet mostram flagrantes dos confrontos durante os protestos ocorridos quarta-feira na Venezuela, que terminaram com três mortos e vários feridos. Duas mortes foram registradas na capital e uma em Chacao, município na grande Caracas. Segundo o jornal El Universal, as duas vítimas em Caracas foram atingidas por disparos feitos por integrantes de milícias paramilitares e funcionários do Serviço de Inteligência Bolivariana (Sebin). Mas o governo não tardou em responsabilizar a oposição pelos confrontos e um tribunal de Caracas ordenou a prisão do líder opositor Leopoldo López.
A juíza Ralenys Tovar Guillén aceitou um pedido do Ministério Público para deter o coordenador do partido Vontade Popular e ex-prefeito de Chacao e ordenou que o Sebin cumpra mandatos de busca e apreensão em sua residência. A determinação judicial alega que López é procurado por “uma série de crimes que vão de conspiração, incitação ao crime, intimidação pública, atear fogo em edifício público, dano ao patrimônio público, lesões graves, assassinato e terrorismo”.
Tentando conter os conflitos, a deputada opositora María Corina Machado, o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, e o próprio Lopez deram uma entrevista coletiva na noite de quarta-feira rechaçando os ataques. Em Caracas, as duas pessoas que morreram foram identificadas como Bassil Alejandro Dacosta, estudante de 24 anos atingido por um tiro na cabeça, e Juan Montoya, membro de uma milícia paramilitar que também fazia parte do corpo policial de Caracas. Ele estava à paisana e foi atingido por dois tiros, um na cabeça e outro no peito. Roberto Redman, de 31 anos, também morreu baleado na cabeça em Chacao.
VÍDEO DO MOMENTO EM QUE O ESTUDANTE BASSIL ALEJANDRO LEVA UM TIRO NA CABEÇA, AOS 35s, NA ESQUINA
CORPO DE BASSIL SENDO CARREGADO
López convocou seus partidários para irem às ruas, e disse que o governo planejou os ataques com seus grupos paramilitares para tentar desacreditar um movimento pacífico. “O governo está jogando a cartada da violência, e não é a primeira vez”, disse. “Eles estão colocando a culpa em mim sem provas. Sou inocente. Tenho a consciência limpa, porque pedimos paz”, acrescentou, ressaltando que as manifestações serão mantidas. “Não vamos recuar, e não podemos recuar, porque se trata do futuro, dos nossos filhos, de milhões de pessoas”.
Transmissão interrompida
A televisão venezuelana não transmitiu ao vivo as imagens dos protestos de quarta-feira, em um claro indício de autocensura, apontou o jornal espanhol El País. Apenas o canal internacional NTN24 transmitia as imagens ao vivo de Caracas. Antes das quatro da tarde, William Castillo, presidente da Comissão Nacional de Telecomunicações, órgão regulador do setor, pediu por meio do Twitter, que os canais internacionais “respeitassem o povo venezuelano”. “Promover a violência e o desconhecimento das autoridades é um delito”. A mensagem foi uma advertência para o que ocorreria a seguir: a transmissão do NTN24 pelo YouTube foi bloqueada pelo governo.
Em uma declaração de repúdio, o diretor para as Américas da ONG Human Rights Watch, José Miguel Vivancos, classificou a ação ordenada pela Conatel de “mais um abuso”. “É um ato de censura inquestionável por parte do governo da Venezuela a sanção que sofre o NTN24. É um ato de censura que, felizmente, não é a prática dos governos democráticos da região, que não recorrem a esse mecanismo quando enfrentam protestos sociais”, disse, em declarações reproduzidas pelo jornal El Nacional.
Velho discurso
Na troca de acusações, o presidente Nicolás Maduro, em um pronunciamento transmitido por cadeia de rádio e televisão, voltou a falar que um “golpe de Estado em curso” e a bradar que “a revolução bolivariana vai triunfar”. O presidente disse ter dado “instruções muito claras às forças de segurança” e ameaçou prender os manifestantes. “Quem sair para tentar exercer violência sem permissão para mobilização será detido”.
Como o chefe da Assembleia Nacional, o chavista Diosdado Cabello, também fez, Maduro culpou “grupúsculos fascistas” de terem se infiltrado no protesto. “Querem derrubar o governo pela violência”, disse Maduro na TV estatal. Mais de vinte pessoas ficaram feridas, 25 foram presas, quatro veículos da polícia foram queimados e alguns órgãos públicos foram atacados.
Sob o lema “a saída” – pedindo a renúncia de Maduro do cargo –, civis, estudantes e grupos radicais da oposição vêm promovendo pequenos protestos em todo o país nas últimas duas semanas, queixando-se da criminalidade, da corrupção e do aumento do custo de vida. Os protestos expõem divergências dentro da oposição, já que alguns líderes defendem uma posição mais moderada, e argumentam que as manifestações, quando se tornam violentas, acabam dando espaço para a tese governamental de que os oposicionistas são “sabotadores”. Por Reinaldo Azevedo

SE DILMA APLAUDE O TERRORISTA "RED BLOC" DO MST, POR QUE ACHA QUE PODE COMBATER O DOS BLACK BLOCS?


Dilma diz querer combater os black blocs, mas vai levar os red blocs para o Palácio (Foto: pedro Ladeira/Folhapress)
Dilma diz querer combater os black blocs, mas vai levar os red blocs para o Palácio (Foto: pedro Ladeira/Folhapress)
Raramente vivemos uma jornada tão interessante em tão pouco tempo como nesta quarta-feira. O dia raiou com a notícia da prisão de Caio Silva de Souza, que, em companhia de Fábio Raposo, matou o cinegrafista Santiago Andrade. Passava um pouco das oito da manhã quando, em entrevista ao vivo, concedida à rádio Jovem Pan — eu estava entre os entrevistadores — o advogado Jonas Tadeu Nunes revelou que grupos e partidos políticos financiam alguns desses que estão nas ruas promovendo a desordem; financiam, em suma, o que ele chamou de “terrorismo social”.
Poucas horas depois, militantes do MST promoveram um badernaço em Brasília; tentaram invadir o Supremo Tribunal Federal, que teve de suspender a sessão; derrubaram grades de proteção em frente ao Palácio do Planalto; entraram em confronto com policiais militares do Distrito Federal com uma violência até então desconhecida em manifestações assim e feriram 30 policiais, oito deles com gravidade.
Ao mesmo tempo, no Senado, esquentava o debate sobre o Projeto de Lei nº 499 que passa a definir o crime de terrorismo. Nossa Constituição considera esse crime inafiançável e não passível de graça ou anistia, mas não existe uma lei para punir ações terroristas, o que é um absurdo.
A íntegra do texto está aqui. A proposta pune com até 30 anos de cadeia quem infunde terror na população ou ameaça a segurança coletiva, atentando contra serviços essenciais, como transporte público ou obras de infraestrutura. Como já lembrei aqui, por que o País não tem até hoje uma lei como essa, vigente nas melhores e mais tolerantes democracias do mundo?
Porque as esquerdas, e o PT em particular, nunca permitiram. Sempre temeram que uma lei com essas características acabasse tolhendo o arbítrio e a truculência de aliados seus, como o MST por exemplo. E não deu outra: os petistas não querem aprovar o texto como está; eles exigem que os ditos movimentos sociais sejam excluídos do risco de punição. Vocês entenderam direito: os companheiros aceitam, sim, ter uma lei antiterror, mas só se ela não alcançar os que se chamam a si mesmos de “movimentos sociais”.
Ora, um desses grupos ligados ao PT é justamente o MST, o dito Movimento dos Sem-Terra, que invadiu Brasília nesta quarta-feira. Por onde passaram, os ditos sem-terra promoveram o caos, a desordem. Argumentaram com paus, pedras, porretes. O sangue correu na Praça dos Três Poderes, especialmente o dos policiais militares.
E o que fez o ministro Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência e homem encarregado de conversar com os movimentos sociais? Desceu para dialogar com os baderneiros. Pior: a presidente Dilma Rousseff prometeu receber as lideranças nesta quinta-feira.
Atenção, leitores! Três dias depois da morte de Santiago Andrade em razão da ação violenta de supostos manifestantes, a presidente decide levar para o Palácio interlocutores que não recorrem a substantivos, mas a paus; que não empregam adjetivos, mas pedras; que não formulam frases, mas usam porretes.
É verdade! Se o País tivesse uma lei antiterror, é bem possível que a ação do MST desta quarta pudesse ser assim caracterizada. Mas pensemos um pouco: se os movimentos sociais ficam livres para ameaçar a segurança coletiva, como, então, punir estes que se dizem black blocs? É patético: um dia depois de o governo federal prometer combater com severidade a violência nas ruas, Dilma aceita receber baderneiros em palácio, que se impõem na base da porrada. Se o governo aplaude o “Red blocs”, os terroristas de vermelho do MST, como é que vai combater  os black blocs, os terroristas de preto?
Ao fazê-lo, Dilma leva o terrorismo para dentro do Palácio.
Para encerrar
Já começou a gritaria dos “amigos do povo” contra a lei que pune o terrorismo. Por alguma razão, acham que ela pode tolher a liberdade. É mesmo? Eu queria saber o que há de libertário na ação de vagabundos que incendeiam ônibus, que depredam prédios públicos ou que põem em risco a segurança de milhares de pessoas infundindo terror em áreas públicas, como estações de metrô, por exemplo.
É grande o risco de a lei antiterror no Brasil valer para quem, por exemplo, se armar para defender a sua propriedade, mas não para quem se armar para invadi-la. Fiquem atentos. Por Reinaldo Azevedo

O PT E A SUA LEGIÃO DE SININHOS EMPENHADAS EM CRIAR A TERRA DO NUNCA. OU: GOVERNO VAI TENTAR IGNORAR DENÚNCIA DE QUE BADERNEIROS SÃO FINANCIADOS

Sininho de Vermelho
Há certas coisas que são de uma obviedade que chegam quase a dar preguiça — embora sejam, sim, importantes porque podem estar na raiz de alguns dos males brasileiros. Infelizmente, e torço para estar errado, eu não aposto R$ 0,10 — R$ 1 milhão muito menos, até porque não tenho isso tudo, hehe… — que haverá empenho do governo federal para chegar a fundo na origem do financiamento da baderna de rua. A denúncia de Jonas Tadeu, advogado dos assassinos do cinegrafista Santiago Andrade, é muito séria. Ele acusa políticos, partidos e grupos de financiar o que chamou de “terrorismo social”.
Que há militância organizada na rua, isso é inequívoco. Olhem Elisa de Quadros, a tal Sininho. Percebe-se de longe o cheiro da militante profissional. Não se conhece a sua ocupação, embora tenha dois endereços no Rio e dois RGs. Vive de quê? De onde tira o dim-dim que paga o feijão? Atenção, leitores! Nos regimes democráticos, alguém sempre está financiando alguma causa. É parte do jogo. A questão é saber se esse financiamento se dá nos limites da legalidade ou não; a questão é saber se a causa patrocinada civiliza ou embrutece; contribui para uma sociedade mais democrática e tolerante ou promove a violência, o caos e a morte.
Embora essas confusões de rua sejam um incômodo para o PT e possam criar severas dificuldades para a presidente Dilma durante a Copa do Mundo, o partido vai querer passar longe da questão; vai dar um jeito de olhar para o outro lado. Infelizmente, não vejo a Polícia Federal empenhada em ir a fundo no tema. A razão é simples: OS PETISTAS FAZEM A MESMA COISA. ESSE É O SEU MÉTODO DE AÇÃO. É PRÁTICA CORRENTE NO PT FINANCIAR OS DITOS MOVIMENTOS SOCIAIS.
Querem exemplos? Na eleição de 2012 para a Prefeitura, apareceu um troço chamado “Existe Amor em São Paulo”. Parecia espontâneo, coisa da sociedade. Descobriu-se depois que era uma criação do comitê de campanha de Fernando Haddad. A turma ganhou até cargo na Prefeitura. O Movimento Passe Livre, que promoveu as primeiras badernas na cidade, em junho, sempre operou em parceria com os petistas. O MST, que botou pra quebrar em Brasília, é parceiro histórico do PT.
O partido não quer discutir o financiamento ilegal de movimentos de protesto porque isso levantaria óbvias suspeitas sobre a sua própria maneira de se organizar e sobre a sua própria conduta. Os movimentos de sem-teto que infernizam São Paulo nasceram no petismo e têm sólidos vínculos com a legenda até hoje. E é evidente que as outras organizações partidárias sabem disso.
Pensemos um pouquinho: quando o PT aparelha um sindicato e passa a submeter uma categoria profissional à agenda do partido e às suas necessidades, estará fazendo algo muito diferente do que fazem os que financiam estes que saem quebrando tudo por aí? O crime, evidentemente, é menos grave — mas a ação é igualmente ilegal. Afinal, um sindicato deve pensar primeiro nos interesses dos seus filiados.
Quando os petistas usam dinheiro público, da administração direta e das estatais, para financiar páginas na Internet que se dedicam à pistolagem política contra a oposição e contra a imprensa livre, estarão atuando de modo muito diverso dos que “contratam” a mão de obra de baderneiros? Talvez seja até um pouco mais grave porque usam dinheiro público.
O advogado Jonas Tadeu botou o dedo numa ferida importante. Ainda que corra riscos em razão de movimentos que saem do seu controle, o PT não vai querer fazer esse debate. Ao contrário: vai é fugir dele porque, se a legenda X ou Y têm uma Sininho, a Fadinha que acompanha Peter Pan, o petismo tem umas 500, todas elas empenhadas em criar a Terra do Nunca. Por Reinaldo Azevedo

VEREADORES DO PSOL, DELEGADO E JUIZ APARECEM EM LISTA DE DOADORES DOS BLACK BLOCS. TODOS DE ESQUERDA, É CLARO!

Uma planilha obtida pelo site de VEJA revela, pela primeira vez, nomes de políticos e autoridades do Rio de Janeiro que doaram dinheiro ao grupo Black Bloc, responsável por protagonizar cenas de depredação e vandalismo em manifestações pelo país. A lista cita dois vereadores do PSOL, um delegado de polícia e um juiz. O repasse de dinheiro por políticos e autoridades não configura ilegalidade. Porém, as doações são um caminho para identificar o elo entre políticos e os mascarados que aparecem na linha de frente quando os protestos degeneram em tumulto e confusão. Um dos mais recentes chegou ao extremo de provocar a morte do cinegrafista Santiago Andrade.

A contabilidade da planilha a que VEJA.com teve acesso se refere a um ato realizado pelo grupo no dia 24 de dezembro, batizado “Mais amor, menos capital”. A manifestação – convocada como um ato cultural – não terminou em vandalismo, como outras organizadas pelo mesmo grupo. Mas a lista de doadores sugere ligações entre autoridades e militantes. A tabela foi repassada por Elisa Quadros, conhecida como Sininho, em um grupo fechado do Facebook.  Neste documento, aparecem os nomes dos vereadores Jefferson Moura (PSOL) e Renato Cinco (PSOL), apontados como doadores de 400 reais e 300 reais, respectivamente. O juiz João Damasceno aparece como doador de 100 reais, e o delegado Orlando Zaccone, de 200 reais.
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Damasceno é um antigo apoiador das manifestações de rua. Ele chegou a gravar um vídeo em apoio aos protestos, apesar da violência causada pelo grupo que se veste de preto e promove depredações. O delegado Orlando Zaccone tem um perfil pouco convencional para delegados, e é conhecido crítico da atuação da própria polícia. Na planilha, além de Sininho, outros nomes aparecem como arrecadadores: Paula, Rosi, Julinho e Pâmela. Também há menções de colaborações do grupo cracker Anonymous, que divulga manifestações na internet e invade sites. Quando a menções a doações de vereadores começaram a surgir nas redes sociais, Sininho se irritou. “Eles deram dinheiro, sim, e não foi nenhum segredo, teve reuniões e isso foi discutido e questionado”, escreveu ela. “Eles doaram como civis e não políticos.”
 Mais um detalhe: a discussão ocorreu na página do Facebook chamada de “Censura Negada”. Um dos administradores das postagens é identificado no mundo virtual como Dik ou Dikvigari Vignole. O nome dele no mundo real: Caio de Silva de Souza. É o jovem que disparou o rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade.
Respostas
A assessoria de Jefferson Moura admitiu que a doação mencionada na planilha partiu de funcionários do gabinete do parlamentar – e que o vereador já estava de recesso quando os militantes pediram as doações. Mas informou que o parlamentar provavelmente doaria o dinheiro se estivesse presente.
O delegado Zaccone confirmou ao site de VEJA ter doado 200 reais. Ele disse ter recebido um telefonema de Sininho, até então uma desconhecida para ele, propondo que participasse de um debate no evento “Ceia dos Excluídos”, em 23 de dezembro do ano passado. Como delegado de polícia, ele deveria apresentar sua visão sobre direito de manifestação, Copa do Mundo e cerceamento de liberdade. Segundo ele, advogados e representantes de movimentos sociais integravam o grupo. “Achei interessante falar na Cinelândia. Já dei palestras em universidades e me interesso pelo tema”, disse.
“Fiz a doação para um evento cultural e vi para o que estava doando. Quando a Sininho ligou, explicou que estava buscando aproximação com instituições e pessoas que não visse o movimento com olhar criminalizante. A doação foi para o ‘Ocupa Câmara’, não foi para o Black Bloc. Não tenho nada a omitir em relação a isso. A Constituição garante o direito de se fazer tudo que não é proibido em lei. E, no Brasil não é proibido fazer doação para evento com distribuição de alimento”, afirmou. “Sou policial. Como vou financiar ou contribuir com pessoas que entram em conflito com policiais?”, disse.
O juiz Damasceno negou ter contribuído financeiramente “para qualquer manifestação ou entidade da sociedade civil que as convoque”. A assessoria do vereador Renato Cinco informou que está fora do Rio e não foi localizado. Por Reinaldo Azevedo

PSOLISTAS, DELEGADOS E JUIZ NÃO SURPREENDEM NINGUÉM AO APARECER NA LISTA DE DOADORES DOS BLACK BLOCS


Delegado Zaccone: fanático da legalização das drogas doa dinheiro aos black blocs
Delegado Zaccone: fanático da legalização das drogas doa dinheiro aos black blocs
Pois é… Apareceu a lista de patriotas que colaboram com os black blocs. Lá estão os vereadores Jefferson Moura e Renato Cinco, ambos do PSOL. Mas não só. Há também um delegado, o sr. Orlando Zaccone, uma figura conhecida deste blog. Já chego a ele. Não só: na lista também está um juiz de direito, de quem já se ouviu falar aqui: João Damasceno — que nega a contribuição. A VEJA.com teve acesso à planilha de contabilidade de um dos eventos patrocinados pelos black blocs — este, excepcionalmente, não teve pancadaria. Adivinhem quem aparece tanto arrecadando a grana junto aos doadores como gastando o dinheiro… Elisa de Quadros, a buliçosa “Sininho”. Doar dinheiro para quem quer que seja é ilegal? Em si, não! Depende do que se vai fazer com ele. E a gente sabe o que fazem os black blocs.
A revelação da lista de doadores para a realização de um dos eventos reforça a denúncia feita pelo advogado Jonas Tadeu, que defende os assassinos do cinegrafista Santiago Andrade. Em entrevista à rádio Jovem Pan na manhã desta quarta, ele afirmou que políticos e partidos estavam dando mesadas a manifestantes. Também põe numa nova perspectiva a afirmação de Tadeu de que Sininho o procurou, em nome do deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), oferecendo criminalistas para defender os homens que mataram Santiago.
A parceria política entre PSOL e black blocs não é exatamente uma novidade. Os dois grupos atuaram juntos na estúpida greve dos professores do Rio. O sindicato chegou a publicar uma nota em que assumia a parceria. Agora, vemos políticos do partido dando dinheiro para os mascarados. Freixo ainda tentou ameaçar a imprensa com Justiça para ver se ela mudava de assunto. Não adiantou.
Zaccone estar nessa lista não me surpreende. Este delegado de polícia tem realmente um juízo muito singular sobre o mundo. No começo de maio, ele participou em Brasília de um seminário (leia post a respeito) em defesa da descriminação das drogas, financiado pelo governo Dilma, em que deu a seguinte declaração: “Nós conseguimos avançar no debate no que diz respeito ao consumo de drogas, a descriminalização da conduta do usuário (…) E eu não tenho, como policial, outra maneira de observar esse fenômeno sem ser, né?, atuando em favor, né?, da legalização da produção, do comércio e do consumo de todas as drogas”. Você entenderam. Ele disse que, como delegado, atua em favor da legalização da produção, do comércio e do consumo. Atenção! Nem a Holanda, que tem a legislação mais tolerante do mundo com os entorpecentes, aceita a legalização da produção e do comércio. Parece-me razoável que apareça doando dinheiro aos black blocs.
Outra figura conhecida deste blog é o juiz João Damasceno. Escrevi um post sobre ele no dia 30 de outubro. Ele parece num vídeo, ao lado de algumas estrelas da TV Globo, convocando a população do Rio para um protesto. No vídeo em questão, uma atriz, que não pertence ao elenco global, defende abertamente a tática black bloc. Disse ela em defesa dos vândalos: “E eu também acho que tem de parar para pensar o que é que está sendo destruído. São casas de pessoas? Não! São lugares simbólicos”.
Juiz Damasceno: em vídeo que defende abertamente o quebra-quebra dos black blocs
Juiz Damasceno: em vídeo que defende abertamente o quebra-quebra dos black blocs
Damasceno, que pertence ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, é membro de uma associação esquerdista chamada “Juízes para a democracia”, uma entidade que, certa feita, publicou uma nota em defesa de pessoas que invadiram e depredaram a Reitoria no USP. No texto, a tal associação diz que algumas pessoas estão, sim, acima da lei. Quais pessoas? Os militantes de esquerda!
Eis aí. Em sociedade, não existe nem combustão nem geração espontânea. Atos, causas, eventos são sempre motivados. Na democracia, qualquer atividade que tenha custo sempre é financiada. A questão é saber o que se está financiando: o aperfeiçoamento da democracia ou o terror. Por Reinaldo Azevedo