sexta-feira, 14 de março de 2014

SE A PETISTA DILMA ROUSSEFF FOR REELEITA, CONTA DE LUZ PODE AUMENTAR 24% EM 2015

As medidas anunciadas na quinta-feira pelo governo federal para socorrer o setor elétrico vão represar um aumento nas tarifas de energia para os consumidores de 24%, que será empurrado para o ano que vem. O gerente de Regulação da Safira, empresa de consultoria e comercializadora de energia, Fábio Cuberos, afirma que o reajuste terá que ocorrer, mesmo que de forma gradual: "Apesar do financiamento dado agora para as distribuidoras, esses custos serão repassados para as tarifas em algum momento". Conforme cálculos feitos pela Safira, os custos no ano passado com o uso das térmicas e com a compra de energia pelas distribuidoras no mercado à vista — cerca de 3.500 Megawatts (MW) — , foram de R$ 9,6 bilhões e representaram um impacto nas tarifas de 8%. O governo tinha acertado que esse repasse seria feito em cinco anos a partir de 2014, o que acabou não acontecendo. E, para este ano, as estimativas são de um gasto de R$ 18 bilhões entre geração térmica e compra de energia no mercado livre. A despesa acrescentaria mais um impacto de 15% nas tarifas, que deveria ser repassado a partir de 2015. "O problema é que as tarifas vão começar a aumentar em algum momento, partindo já de uma base bem mais elevada", disse Cuberos. O coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da UFRJ, Nivalde de Castro, disse não estar preocupado com o adiamento do repasse: "O mercado é regulado, cativo, tem condições de manter esse passivo e amortecer a longo prazo. O que preocupa é a baixa hidrologia e os preços absurdos da energia no mercado livre". A eficácia do socorro de R$ 12 bilhões para as distribuidoras neste ano vai depender do sucesso do leilão de energia que será realizado no próximo mês, segundo Fábio Cuberos: "Se as distribuidoras conseguirem contratar toda energia que hoje compram no mercado livre, pode ser que não seja necessário todos esses recursos. Caso contrário, esse volume poderá ser insuficiente". Castro tem dúvidas quanto ao sucesso do leilão.Segundo ele, as empresas geradoras poderão não ter interesse em ofertar energia, para poderem continuar vendendo a um preço elevado no mercado livre (atualmente em R$ 822,00 o megawatt/hora). Gabriel Leal de Barros, especialista em contas públicas do IBRE/FGV, diz que a conta de energia é a despesa que mais põe em risco as contas públicas deste ano. Ele acredita que o valor deve ficar bem acima do que já foi anunciado e reduzir o superávit primário. "O mercado já trabalha com a hipótese de que o gasto fique acima dos R$ 18 bilhões e, para este cenário, minha projeção é um superávit primário de 1,3% do PIB, abaixo da meta de 1,9% anunciado pelo governo". A professora Margarida Gutierrez da Coppead/UFRJ também vê impacto negativo: "Quem paga essa fatura: o governo ou o consumidor. Se a conta não vai para o consumidor alivia a inflação, mas arrebenta as contas públicas. Não tem saída e já está todo mundo desconfiando do cumprimento da superávit primário de 1,9% do PIB".

DILMA SUBSTITUI GILLES POR BETO VASCONCELOS NO GABINETE PESSOAL

A presidente petista Dilma Rousseff exonerou Giles Azevedo do cargo de chefe de seu gabinete pessoal. Para o lugar dele, nomeou Beto Vasconcelos. Os decretos de exoneração e nomeação estão publicados no Diário Oficial da União. Fiel escudeiro de Dilma, Giles deixa o cargo para atuar na campanha pela reeleição da presidente. Beto Vasconcelos, um jovem advogado, tem a afeição pessoal da presidente, amiga de sua família, e teve seu nome várias vezes citado para virar ministro do Supremo Tribunal Federal. Ele já ocupou a secretaria executiva da Casa Civil no Planalto, no governo Dilma, nas gestões de Antonio Palocci e Gleisi Hoffmann. No governo Lula, foi subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil. Ele esteve no mesmo lugar onde também esteve Denise Abreu, a amiga de José Dirceu.

EM CERIMÔNIA COM DILMA, TUCANO CRITICA CUSTO DE ENERGIA; GOVERNADOR NÃO SE INTIMIDA COM A PRESENÇA DE DILMA E CRITICA GOVERNO

O governador de Tocantins, José Wilson Siqueira Campos (PSDB), fez um discurso de críticas e cobranças ao governo federal durante a cerimônia de entrega de unidades do programa “Minha Casa, Minha Vida”, que contou com a presença da presidente Dilma Rousseff. O tucano criticou as consequências do atual cenário elétrico nacional para os usuários do Estado. Segundo ele, os consumidores tocantinenses vão ter que arcar com os custos da necessidade de acionar as usinas termoelétricas sem precisar utilizar este tipo de energia. Siqueira Campos afirmou que o Estado utiliza apenas 12% da capacidade hidrelétrica instalada e repassa “praticamente de graça, sem quase receber ICMS”, o total restante para ser consumido principalmente pelo Sudeste. “Pagar o preço (do acionamento) das usinas termoelétricas sem as usar é uma injustiça com o povo de Tocantins”, disse. O tucano afirmou ainda que mesmo com a abundância da oferta local de energia elétrica, os moradores de Tocantins pagam uma das maiores tarifas elétricas do País. Ele pediu à presidente que solicite à Eletrobras que “conclua as burocracias” para o avanço do programa “Luz para Todos” no Estado. Campos disse que a quinta tranche, que contempla mais 12 mil ligações, depende de uma autorização da estatal do setor elétrico. Por fim, Siqueira Campos cobrou a conclusão das obras da ferrovia Norte-Sul entre Palmas e São Luís, no Maranhão. “É necessário que o modal ferroviário entre efetivamente em operação, transportando não somente cargas, mas também passageiros”, afirmou.

CONVIDADO A FALAR NO CONGRESSO, TUMA JR. TEM A CASA ALVEJADA POR TIROS

Desde que lançou o livro Assassinato de Reputações – Um crime de Estado, o ex-secretário Nacional de Justiça Romeu Tuma Júnior se tornou alvo prioritário do petismo instalado no governo da presidente Dilma Rousseff e das alas radicais do partido atuantes na internet. Tuma Jr. contou como o PT usava os órgãos do governo para forjar dossiês contra adversários políticos durante o governo Lula, revelou confissões do ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência, sobre os desvios de dinheiro na prefeitura de Santo André (SP) e abriu os arquivos ocultos da investigação sobre a conta secreta do mensalão no exterior. As revelações jogaram luz sobre pecados inconfessáveis do petismo. Com mais de 100.000 exemplares vendidos, o livro fomentou uma batalha entre governo e oposição no Congresso. O próximo embate será na Comissão de Segurança da Câmara, que irá interrogar o ex-secretário sobre as suas revelações. Tuma Jr. sabe o que o espera no Congresso e já foi devidamente advertido de que a pressão só irá aumentar.

Na noite de quarta-feira, horas depois de ter sido chamado a falar aos deputados, Tuma Jr. recebeu uma visita indesejada em sua casa. Passava das 20h quando a filha do ex-secretário surpreendeu um homem forçando o portão da residência da família em São Paulo. Ela gritou pelo ex-secretário, que é delegado da Polícia Civil aposentado. Tuma Jr. correu e escutou então dois disparos. Mas ao chegar na frente da casa só teve tempo de ver o agressor fugindo com outro comparsa em um carro. Os disparos atingiram a parede pouco acima de uma das janelas da casa. Para o ex-secretário, no entanto, o fato não foi isolado e só pode ter relação com o chamado ao Congresso. “Foi muito estranho. Nunca ninguém tentou nada parecido na minha casa. Só pode ter sido por causa da convocação no Congresso, porque aconteceu horas depois da divulgação na imprensa”, diz Tuma Jr.
Conforme revelou VEJA, Tuma Jr. afirma em seu livro que recebeu ordens enquanto esteve no cargo para “produzir e esquentar” dossiês contra adversários do governo Lula. Durante três anos, ele comandou a Secretaria Nacional de Justiça, cuja mais delicada tarefa era coordenar as equipes para rastrear e recuperar no exterior dinheiro desviado por políticos e empresários corruptos. Pela natureza de suas atividades, Tuma ouviu confidências e teve contato com alguns dos segredos mais bem guardados do país, mas também experimentou um outro lado do poder — um lado sem escrúpulos, sem lei, no qual o governo é usado para proteger os amigos e triturar aqueles que são considerados inimigos. Entre 2007 e 2010, período em que comandou a secretaria, o delegado testemunhou o funcionamento desse aparelho clandestino que usava as engrenagens oficiais do Estado para fustigar os adversários.
Tuma Jr. já havia recebido ataques por causa do livro antes, mas nada parecido com a ação da última quarta-feira. O possível atentado, no entanto, não vai, segundo ele, diminuir o ímpeto de denunciar os desmandos petistas no poder. “Eles não vão me intimidar.” 

JOSÉ MARIANO BELTRAME ADMITE: "TEMOS PROBLEMAS DE GUERRA NO RIO DE JANEIRO"

No dia em que foi anunciada a morte de mais um policial militar na área de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP), o secretário de Segurança do Estado, José Mariano Beltrame, afirmou que o Rio de Janeiro tem “problemas de guerra”. E, apesar de estar no cargo há sete anos, disse que isso acontece “porque assim deixaram”. Beltrame discursou nesta sexta-feira durante a formação de 470 agentes, na Zona Oeste da capital, e pediu que os recém-formados não desistam de lutar.

“Temos problemas de guerra no Rio de Janeiro, porque assim deixaram. Temos dificuldades, mas elas são os desafios. Sem segurança pública não prospera. Vocês estão em um estado onde a segurança pública é prioridade. Não há mais espaço para os parlamentares que comandam a nossa vida chegarem a um púlpito e não falar de segurança pública. O que vocês fazem na rua é garantir o direito democrático”, declarou.
Durante a cerimônia, Beltrame lamentou a morte do tenente Leidson Acácio Alves Silva, subcomandante da UPP Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão. Ele foi morto por bandidos com um tiro na cabeça, no fim da noite de quinta-feira, quando traficantes fizeram quatro ataques simultâneos a PMs em pontos diferentes da região. Momentos depois, um perfil no Facebook comemorou a crueldade, publicando uma foto do local, com as manchas de sangue no chão.
Bope
Em entrevista ao RJTV nesta sexta, o comandante-geral da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, coronel José Luís Castro Menezes, informou que o Batalhão de Operações Especiais (Bope) fará plantão no Alemão durante 24 horas, “enquanto for necessário”. A partir de sábado, a companhia de instrsução do Bope – grupamento que promove treinamento específico em ações táticas – com mais cem agentes vai auxiliar no policiamento e aprimorar a preparação dos policiais da UPP, de acordo com ele. Beltrame confirmou a operação e comentou a sequência de ataques às UPPs.
“Existem duas possibilidades (para as mortes). As situações de confronto, que são inevitáveis. E pessoas que ficam de tocaia, porque a estrutura urbana facilita isso, esperando o policial para fazer de maneira covarde e criminosa essas ações. O que estamos fazendo é levar a companhia de instrução do Bope ao Alemão. E estamos começando a partir de hoje à tarde uma série de operações em áreas que têm ligações diretas ou indiretas com o (tráfico do) Complexo do Alemão e Vila Cruzeiro”, afirmou.

CARTEL DE TRENS - CADE FINALMENTE ADMITE O QUE ESTE BLOG INFORMOU FARTAMENTE NO DIA 13 DE AGOSTO DO ANO PASSADO!

Acima, Dilma assina a ordem de compra dos trens de Porto Alegre
Acima, Dilma assina a ordem de compra dos trens de Porto Alegre
Oh, não me digam! Então o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) concluiu, finalmente, que há indícios de formação de cartel na compra de trens dos metrôs de Porto Alegre e Belo Horizonte, ambos subordinados a estatais federais? Eu sei disso desde o dia 13 de agosto do ano passado, quando escrevi uma série de textos a respeito.
O que baixou no CADE? Um mínimo de bom senso? Simancol? A velha e boa vergonha na cara? Vamos ver.
As empresas que fornecem equipamentos para o metrô e para a CPTM, em São Paulo, são as mesmas que fornecem para estatais do governo federal. Eu me perguntei, então, em agosto do ano passado: “Será que elas só fizeram cartel em São Paulo? E com as estatais federais?”
Fui escarafunchar a história e encontrei algo muito interessante na construção dos metrôs de Porto Alegre, que é comandado pela Trensurb, e de Belo Horizonte, comandado pela CBTU. As duas são estatais federais.
Em 2012, a Trensub fez uma licitação para a compra de 15 trens de quatro carros cada um, orçada em R$ 243,75 milhões. Quantos consórcios apareceram? APENAS UM, formado por quem? Pela Alstom e pela CAF. A primeira empresa ficou com 93% do contrato, e a segunda, com 7%.
Muito bem! 13 dias depois da assinatura desse contrato, houve o anúncio para a licitação de Belo Horizonte, aí orçada em R$ 171,9 milhões. Quantos consórcios apareceram? Apenas um de novo. Formado por quem? Pelas mesmas Alstom e CAF. Desta vez, a Alstom, que havia ficado com 93% do contrato de Porto Alegre, ficou com apenas 7%. E a CAF, que havia ficado com 7% no outro, ficou com 93%.
Contrato Rio Grande do Sul
Outra curiosidade: apenas 13 dias separam o comunicado de licitação de Belo Horizonte do anúncio da assinatura de contrato em Porto Alegre
Outra curiosidade: apenas 13 dias separam o comunicado de licitação de Belo Horizonte do anúncio da assinatura de contrato em Porto Alegre
O amor não é lindo? Houve farta propaganda das estatais federais sobre os dois contratos. Há, inclusive, uma foto com a presidente Dilma Rousseff assinando a ordem de compra, sempre na maior alegria.
Dei essa notícia no blog, reitero, há seis meses. Só agora o CADE admite que existem indícios de formação de cartel. Indícios? Vamos ver se, também nesse caso, que diz respeito ao PT, haverá uma festival de vazamentos de informações sigilosas como acontece com a investigação feita sobre a compra de trens em São Paulo.
Trensurb - estatal
Trensurb - Alstom
Trensurb, Alstom e CBTU fizeram farta propaganda das obras, para as quais apareceu um único consórcio
Trensurb, Alstom e CBTU fizeram farta propaganda das obras, para as quais apareceu um único consórcio
Que fique claro mais uma vez: em São Paulo, Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte, em qualquer lugar, que os culpados paguem pelos seus erros. O que não pode é o CADE, que é um órgão federal, conduzir apurações com viés político. A demora para investigar as estatais federais é, em si, vergonhosa. Vamos ficar de olho para ver como o órgão de comporta agora. Por Reinaldo Azevedo

OSX CHEGA A ACORDO COM CREDORES PARA REESTRUTURAÇÃO DE CONDIÇÕES DE BÔNUS

A empresa de construção naval OSX informou nesta quinta-feira ter chegado a um acordo "em princípio" com detentores de títulos sobre os termos da reestruturação das condições financeiras dos bônus de sua subsidiária OSX3. Segundo comunicado da empresa em recuperação judicial, a proposta de reestruturação prevê aumento na taxa de juros dos títulos, de 9,25% ao ano para 13% ao ano e prêmio único, a ser pago mediante emissão e entrega de novos bônus. Os credores também terão direito de eleger um diretor independente nas companhias do Grupo OSX3 e um diretor observador na OSX Leasing. Também poderão incluir o direito de recompra dos bônus a valor de face em favor da Óleo e Gás, ex-OGX, caso os bônus não sejam refinanciados em seu vencimento. O acordo também incluiu alterações no contrato de afretamento de plataforma com a Óleo e Gás. A taxa diária de afretamento, retroativa a 19 de novembro, passa a ser de 250 mil dólares. Também foi definida a entrega pela Óleo e Gás de uma carta de fiança bancária no valor de 25 milhões de dólares em favor da OSX3 e do Bond Trustee para assegurar o cumprimento de suas obrigações nos termos do contrato de afretamento, que pode ser utilizada no caso de não pagamento da taxa diária de afretamento pela Óleo e Gás.

ANEEL SUGERE ATIVAÇÃO DE BANDEIRAS TARIFÁRIAS AO GOVERNO

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que entre as propostas que apresentou ao governo federal para mitigar as dificuldades de caixa das distribuidoras com gastos com energia mais cara no curto prazo está a aplicação neste ano das bandeiras tarifárias. Essa medida dá um sinal de preço aos consumidores na fatura de energia, alertando se no próximo mês a conta de luz estará mais cara ou mais barata, dependendo das condições de geração. A informação é da assessoria de imprensa da Aneel, que disse ainda não saber se o governo aceitou a proposta.

RÚSSIA PROMETE VETAS RESOLUÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS NA ONU SOBRE REFERENDO NA CRIMÉIA

Os Estados Unidos divulgaram um projeto de resolução ao Conselho de Segurança da ONU nesta quinta-feira para declarar ilegal o referendo sobre a independência da região ucraniana da Criméia, marcado para domingo, mas a Rússia prometeu vetá-lo, disseram diplomatas do Conselho de Segurança. Diplomatas afirmaram que a resolução de uma página iria instar os países a não reconhecerem os resultados da votação na Criméia, cujo Parlamento pró-russo aprovou a adesão da região à Rússia. A embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Samantha Power, disse a repórteres após uma reunião dos 15 membros do Conselho de Segurança que a resolução tem como objetivo mudar os cálculos da Rússia "antes que vidas inocentes sejam perdidas". Falando no Conselho, ela disse que a resolução iria "apoiar uma solução pacífica para a crise na Ucrânia, com base no direito internacional e mandato do Conselho de Segurança para agir, quando necessário, para garantir a segurança global e a paz". Samantha descreveu o referendo - cujo resultado previsto é de apoio esmagador à unificação da Criméia à Rússia - como "apressadamente planejado, injustificado e divisionista", e uma violação da soberania ucraniana. Ela disse que está acabando o tempo para uma solução pacífica para a crise e pediu à Rússia que ouça as vozes "notavelmente unificadas" de 14 membros do Conselho de Segurança e do povo ucraniano.

ESTADOS UNIDOS POUSAM F-16s NA POLÔNIA EM MEIO A TENSÕES NA UCRÂNIA

Caças F-16 dos Estados Unidos pousaram na base aérea de Lask, na Polônia, nesta quinta-feira, em um gesto de apoio aos membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte no leste, depois da intervenção russa na Ucrânia, informou a embaixada norte-americana em Varsóvia. "Aumentar o destacamento de aviação foi uma escolha deliberada para demonstrar aos nossos aliados que o comprometimento dos Estados Unidos com nossas responsabilidades coletivas de defesa tem crédito e continuam valendo", disse a embaixada dos Estados Unidos em Varsóvia em comunicado, confirmando relatos da imprensa feitos mais cedo: "Um total de 12 aeronaves devem chegar até o final desta semana". Essas manobras foram intensificadas a pedido da Polônia, depois que forças russas tomaram o controle da Península da Crimeia, na Ucrânia. Mais cedo nesta semana, os Estados Unidos e a Polônia começaram exercícios de guerra em Lask.

DITADURA DA VENEZUELA ADMITE QUE NÚMERO DE MORTOS NOS PROTESTOS JÁ CHEGOU A 28

A procuradora estatal da Venezuela disse nesta quinta-feira que o número de mortos em um mês de protestos violentos no país subiu para 28, enquanto o tribunal superior ordenou que prefeitos da oposição desmantelem barricadas feitas por manifestantes nas ruas. A procuradora Luisa Ortega Díaz falou nos bastidores do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, que 1.293 detentos foram libertados e 104 permaneciam sob custódia, acusados de crimes graves durante as manifestações antigovernamentais. "Precisamos garantir que não haja impunidade e deve ser feita uma investigação completa para determinar se as pessoas detidas são autoras desses homicídios", disse ela, uma figura patética e risível. O ditador fascista bolivariano Nicolás Maduro, um ex-motorista de ônibus eleito no ano passado para suceder é falecido Hugo Chávez, declarou vitória sobre uma tentativa de "golpe" e não parece sob risco de ser deposto. Os manifestantes, alguns dos quais juraram permanecer nas ruas até que ele deixe o poder, estão exigindo mudanças políticas e o fim da alta inflação, das taxas de criminalidade e da escassez de produtos básicos, como leite, farinha e óleo de cozinha nas lojas.

RÚSSIA VAI REPLICAR QUALQUER SANÇÃO, DIZ VICE-MINISTRO DA ECONOMIA

A Rússia vai impor sanções simétricas se os Estados Unidos e a União Européia aplicarem medidas contra o país, disse o vice-ministro da Economia russo, Alexei Likhachev, nesta quinta-feira. "Estamos prontos para qualquer eventualidade", disse Likhachev a jornalistas. "Nós vamos espelhar qualquer ação". Ele também disse que o ministério espera que eventuais sanções sejam políticas e não econômicas. Os Estados membros da União Européia chegaram a um acordo sobre os termos a serem usados nas sanções à Rússia, as quais incluem restrições a viagens e congelamentos de bens dos responsáveis por violarem a soberania da Ucrânia, segundo um documento preliminar de sete páginas. O texto descreve em detalhes as medidas punitivas a serem adotadas contra Moscou caso a Rússia não recolha suas forças na península ucraniana da Crimeia e não inicie um diálogo com mediadores internacionais para tentar resolver a crise na Ucrânia.

CONFUSÃO SOBRE BOEING DESAPARECIDO ABALA CREDIBILIDADE INTERNACIONAL DA MALÁSIA

Um dos mais intrigantes mistérios da história da aviação comercial mundial tem abalado a imagem do governo da Malásia, pouco habituado às críticas internacionais que recebeu por causa das mensagens conflitantes e de falta de transparência. Cinco dias após o desaparecimento do vôo MH370 da Malaysia Airlines, uma enorme operação de buscas ainda não revelou nem sinal do Boeing 777 que levava 239 passageiros e tripulantes de Kuala Lumpur a Pequim. A frustração com isso está cada vez mais voltada para as autoridades malaias, após uma série de entrevistas coletivas desorientadas, detalhes incorretos fornecidos pela companhia aérea nacional e uma longa demora na divulgação de detalhes sobre a informação militar de que o avião teria se desviado centenas de quilômetros da sua rota. Os tropeços variam de informações conflitantes a respeito do último contato do jato até a divulgação de fotos de dois passageiros em que eles compartilhavam o mesmo par de pernas. "Os malaios merecem ser criticados - a forma como estão lidando com isto é atroz", disse Ernest Bower, especialista em Sudeste Asiático no centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, em Washington. As autoridades dizem estar lidando da melhor forma possível com uma crise excepcional e altamente complexa. Confusão, pistas falsas e desinformação são comuns nas horas iniciais de um desastre aéreo, em qualquer país. Mas a China, cujos cidadãos compõem cerca de dois terços do total de passageiros no vôo, não esconde sua impaciência com a Malásia, à qual já pediu várias vezes para intensificar as atividades de busca e investigação. Algumas famílias dos até 154 chineses desaparecidos estão furiosas com a demora na divulgação de informações. O representante da empresa aérea estatal foi alvo de xingamentos e de garrafas de água em Pequim. "O núcleo da informação da Malásia não tem sido consistente do começo ao fim", disse o influente tablóide chinês Global Times, ligado ao Partido Comunista Chinês. "Isso certamente abala a confiança que o resto do mundo tem na capacidade da Malásia de ser o núcleo da missão de resgate", acrescentou o jornal.

DILMA ANUNCIA TROCA DE SEIS MINISTROS E USA SAÍDA "TÉCNICA" PARA SUBSTITUIR PEEMEDEBISTAS

A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quinta-feira trocas em seis ministérios, em uma tentativa de acomodar aliados após uma crise na base, mas recorreu a "soluções técnicas" ao substituir peemedebistas, segundo avaliação do partido. As mudanças no primeiro escalão têm sido um dos alvos das recentes tensões entre PMDB e PT, que provocaram derrotas ao governo na Câmara dos Deputados nesta semana. Para comandar a Agricultura, pasta da cota do PMDB, a presidente decidiu promover o atual secretário de Política Agrícola, Neri Geller, para o lugar do deputado federal licenciado Antônio Andrade (PMDB-MG). No Turismo, o atual gerente de assessoria internacional do Sebrae, Vinicius Nobre Lages, assumirá o lugar do também deputado licenciado Gastão Vieira (PMDB-MA). A bancada do PMDB na Câmara, até então responsável por sugerir candidatos a esses dois postos, eximiu-se de indicar nomes após irritar-se com a condução da reforma ministerial. O presidente em exercício do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), afastou o envolvimento direto do partido na escolha dos novos nomes. Raupp disse claramente que as nomeações não obedeceram a critérios políticos. "Foi uma solução 100% técnica. A torcida minha, e do PMDB, é de que os novos ministros possam exercer bem suas funções... Inclusive aqueles que ocuparam ministérios que eram ocupados pelo PMDB e que agora não são mais", disse ele,  acrescentando que não conhece o indicado para a pasta do Turismo. O líder da bancada peemedebista do Senado, Eunício Oliveira (CE), afirmou que Lages é filiado ao partido, mas sua nomeação não foi fruto de indicação do PMDB: "É uma escolha técnica, não foi política. Essa escolha técnica em final de mandato, em ano eleitoral, é correta". Na Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, também de perfil técnico, deixará o posto para dar lugar ao reitor da Universidade Federal de Minas Gerais, Clélio Campolina, que fez parte do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Apesar de ter ligações com o PMDB mineiro, Campolina não é encarado como uma indicação política. Governo e PMDB têm protagonizado a maior crise desde o início do mandato de Dilma. A condução da reforma ministerial irritou o maior aliado do governo, que anunciou independência do Planalto na Câmara. Além disso, o líder do partido na Casa, Eduardo Cunha (RJ), capitaneou um grupo de deputados insatisfeitos que impôs derrotas ao Planalto. Dilma também recorreu a um nome técnico na pasta de Cidades. O atual vice-presidente de Governo da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, substituirá Aguinaldo Ribeiro. Occhi conta com a simpatia da bancada do PP na Câmara, mas seu nome não é encarado como uma escolha política, segundo uma fonte do partido, que tem comandado a pasta no governo Dilma. Fugindo ao critério adotado por Dilma nas outras pastas, foi anunciado ainda que o senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) comandará o Ministério da Pesca no lugar de Marcelo Crivella; e Miguel Rossetto assumirá o Ministério do Desenvolvimento Agrário na vaga que era de Pepe Vargas. A presidente sinalizou que deve ainda manter o atual ministro Francisco Teixeira na Integração Nacional, uma forma de afago ao Pros, segundo uma fonte do Planalto que não quis ser identificada. A pasta da Integração era um desejo antigo do PMDB e chegou a ser oferecida ao partido em troca da pasta do Turismo, que iria para o PTB. Eunício chegou a ser convidado, mas recusou o posto. O partido reivindicava um sexto ministério - cinco ministérios estavam na "cota" política da legenda: Previdência, Minas e Energia, Aviação Civil, Agricultura e Turismo. Os novos ministros tomam posse em cerimônia marcada para a manhã da segunda-feira, informou a Presidência.

CONSULTORIA RECOMENDA A ACIONISTAS DA OI UM VOTO EM FAVOR DA FUSÃO COM A PORTUGAL TELECOM

A consultoria global independente Glass, Lewis & Co emitiu um documento nesta quinta-feira no qual recomenda aos acionistas da Oi voto favorável à operação de aumento de capital da companhia no contexto da fusão com a Portugal Telecom. A Glass, Lewis & Co afirma que a proposta de aumento de capital pavimenta o caminho para uma captação da Oi - assim como a planejada troca de ações com o grupo português. "Portanto, apesar de certas limitações na política de divulgação de informações da companhia, acreditamos que há uma causa para os acionistas apoiarem a operação", disse a empresa. A consultoria diz ainda não haver razões para duvidar da metodologia adotada pelo banco Santander na elaboração do laudo de avaliação dos ativos da Portugal Telecom que serão utilizados no aumento de capital. O laudo do Santander foi alvo de críticas dos minoritários da Oi, que viram uma "superavaliação" dos ativos da empresa. Os acionistas alegam que, quanto mais bem avaliados os ativos, mais diluída será sua participação na companhia, e entraram com um questionamento sobre a operação na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). "Apesar de reconhecermos que a estrutura do acordo tenha levantado alguma controvérsia, acreditamos que o ímpeto estratégico para a transação - especificamente a necessidade da Oi de melhorar sua estrutura de capital (...) - e os direitos concedidos aos investidores (...) dão proteção e liberdade a minoritários que escolherem se opor à combinação mais para frente", diz o relatório. "Baseando-se nesses fatores e no apoio unânime do Conselho, acreditamos que os acionistas devem apoiar a combinação contemplada", concluiu a consultoria. Uma assembléia de acionistas que irá analisar o laudo de avaliação da Portugal Telecom, peça-chave para o aumento de capital da Oi, está marcada para 27 de março.

DEMANDA E PREÇO ESTIMULAM AUMENTO DO CONFINAMENTO DE BOVINOS EM 2014

O confinamento de bois deve crescer ao menos 6% este ano, embalado pela forte demanda interna e crescentes exportações de carne bovina, que mantêm os preços da arroba perto de patamares recordes, disseram especialistas. Por este sistema de criação, os animais são alimentados em cochos com ração na fase final de engorda até atingirem o peso ideal para abate. Tradicionalmente, este sistema é adotado no Brasil nos meses de seca, entre maio e setembro, quando os pastos perdem vigor nutricional. A divisão para pecuária da Agroconsult estima que a terminação de animais em confinamento vai aumentar 6,2% sobre o ano passado, para 4,3 milhões de cabeças em 2014. "Esta é uma estimativa inicial e, provavelmente, aumentaremos essa estimativa com a mudança para um cenário mais favorável aos confinadores", disse o analista da Agroconsult, Maurício Nogueira. A expectativa para este ano é muito forte, com empresas citando demanda por cortes especiais no período de Copa do Mundo no Brasil e forte alta das exportações de carne bovina, que saltaram, por exemplo, 45% em fevereiro. O confinamento representa cerca de 10% do número total de abates de bovinos no País, mas costuma interferir nos preços de mercado por permitir a entrada de animais em um período em que a oferta normalmente é mais reduzida. A decisão de confinar animais depende em grande parte da relação entre os preços futuros da arroba bovina e da perspectiva de custos de produção. Se a relação for favorável, com preços cobrindo custos e garantindo algum retorno, o pecuarista pode optar por confinar mais animais e garantir mais ganhos na chamada entressafra. Neste ano, apesar da expectativa de aumento dos preços do milho, principal ingrediente da ração, a forte demanda por carne bovina (tanto interna como externa) puxa uma alta da commodity bem superior ao custo com o insumo. Além disso, uma seca severa em parte de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul, afetou a recuperação das pastagens e, consequentemente, a oferta de animais prontos para abate. Neste cenário, o indicador Esalq/BM&FBovespa do boi gordo, base Estado de São Paulo, vem batendo recordes nominais seguidos, neste cenário de consumo firme e oferta limitada. O acompanhamento da Associação Nacional dos Confinadores (Assocon) indica que o preço do milho está 7,7% mais alto em relação ao ano passado (base quarta-feira), contra um incremento de 24,5% no valor da arroba no mesmo período. O contrato outubro na BM&FBovespa, tido como referência para o pecuarista que quer confinar, indica 125 reais a arroba. "Já vemos uma valorização do milho, mas o preço do boi gordo está interessante, puxa a rentabilidade para cima", disse o gerente executivo da Assocon, Bruno Andrade. O gerente da Assocon trabalha com um incremento possível de 8 a 10% no número de animais confinados em 2014. No ano passado, o membros da Assocon confinaram 747 mil cabeças de gado.

SUPREMO BOLIVARIANO ABSOLVE EX-ASSESSOR DO PP POR LAVAGEM DE DINHEIRO

Os ministros do Supremo Tribunal Federal livraram nesta quinta-feira o ex-assessor parlamentar do PP, João Cláudio Genu, da condenação imposta pelo crime por lavagem de dinheiro. Por 6 votos a 3, a Corte bolivariana entendeu que o ex-assessor era um mero intermediário do esquema de recebimento de recursos do esquema do Mensalão do PT. Pouco antes, o tribunal havia isentado o ex-deputado federal e bandido petista João Paulo Cunha (PT-SP) pelo mesmo crime. Com o novo resultado, Genu ficará sem qualquer punição no julgamento. Antes ele havia sido condenado a três anos e seis meses por lavagem de dinheiro, alterada anteriormente para uma pena alternativa. Votaram pela absolvição de Genu os ministros Luís Roberto Barroso, Teori Zavascki, Dias Toffoli, Rosa Weber, Marco Aurélio Mello e o presidente em exercício do Supremo, Ricardo Lewandowski. Votaram pela condenação os ministros Luiz Fux, relator dos recursos, Cármen Lúcia e Celso de Mello. Nesse julgamento, não participaram os ministros Gilmar Mendes e o presidente da Corte, Joaquim Barbosa. O ministro Luís Roberto Barroso, que abriu a divergência, disse que Genu era um "mero intermediário" do esquema que envolvia o PP. "O tribunal reconheceu que ele era um mero intermediário e aqui não foi feita prova convincente que ele tivesse participado do esquema de lavagem e conhecimento do esquema de ilicitude", afirmou. Mas que tal, hein?!!!!

JÉRÔME VALCKE, SECRETÁRIO GERAL DA FIFA, VOLTA A CRITICAR ATRASO DAS OBRAS E COBRAR DE PORTO ALEGRE

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, voltou a cobrar o Brasil por conta do atraso na entrega dos estádios para a Copa do Mundo, que começa no dia 12 de junho. Em vídeo publicado nesta quinta-feira no site da entidade, ele lembrou que ainda falta inaugurar três sedes de jogos (Itaquerão, Arena Pantanal e Arena da Baixada), criticou especificamente a falta de pavimentação noentorno do Beira-Rio, ressaltou que a Fifa nunca pediu dinheiro ao governo brasileiro e faz um alerta: "Não podemos desapontar os fãs de futebol". No vídeo, Valcke responde a uma série de perguntas sobre a preparação para a Copa. Na primeira delas, quando questionado sobre a satisfação pela entrega da Arena Amazônia, em Manaus – um dos 12 estádios do Mundial –, que recebeu seu primeiro jogo no domingo passado, ele deixou claro que, por conta dos atrasos, o Brasil não tem muito a comemorar. "Para ser honesto, a boa notícia teria sido receber os estádios em dezembro de 2013, e não em março de 2014. Agora, a boa notícia é que nós podemos trabalhar nas questões técnicas que precisamos para a Copa do Mundo. Nós recebemos os estádios e precisamos aprontá-los para a Copa", respondeu Valcke, lembrando da necessidade de a Fifa receber os estádios com antecedência para, entre outras coisas, checar se a disposição das cadeiras está de acordo com os ingressos que foram vendidos. A crítica mais direta, porém, recaiu sobre Porto Alegre, cidade que ainda discute como irá realizar as obras ao redor do Beira-Rio. "Fora do estádio não existe pavimentação. Não podemos instalar toda a estrutura de TV e os centros de hospitalidade sem pavimentação. Estamos falando em mais de 140 mil metros quadrados, o que leva de dois a três meses para fazer. E estamos a três meses da Copa", lembrou Valcke. "Não é apenas a Fifa que está numa corrida, é o Comitê Organizador, o governo e todas as cidades, que ainda têm que correr com seus estádios e a infraestrutura para estarem prontas para a Copa", completou. Na tentativa de responder a uma das críticas que marcaram os protestos de rua contra a realização da Copa, Valcke reafirmou que a Fifa não está recebendo dinheiro do governo brasileiro – pelo contrário, está investindo no País – e lembrou que cabe ao Brasil criar um legado. "Não é só o que a Fifa está fazendo, mas o que as sedes fizeram para beneficiar as pessoas que moram nas cidades. Existirá um legado, assim como aconteceu com a Alemanha em 2006. O país recebe hoje, eu acho, cinco milhões de turistas ao ano e tem infraestrutura e potencial para receber mais turistas e ser um país para onde as pessoas queiram ir. A Copa é o primeiro atrativo para isso", comentou o dirigente, principal encarregado na Fifa pela organização do Mundial. "A Fifa não está usando nenhum dinheiro público. O que a Fifa injeta no país é por volta de US$ 800 milhões. O custo para a Fifa é de US$ 1,3 bilhão. A Fifa não está pedindo ajuda financeira para as autoridades do Brasil. O que for gasto irá continuar no Brasil, é gasto com infraestrutura, que não vamos tirar do Brasil quando formos embora depois da final", completou Valcke. No fim, cobrou que as autoridades envolvidas na organização da Copa não desapontem os fãs de futebol, que esperam quatro anos pelo Mundial: "Estamos trabalhando para que, ao fim da Copa, todos os 32 times digam que foi a melhor Copa, que tudo foi perfeito. Que elogiem o local de treinos, os locais em que jogaram, a organização. Quero ter certeza de que as centenas de milhares de pessoas que viajarem para o Brasil tenham seus melhores momentos. Ter certeza que todos nos estádios não encontrarão problemas. Não podemos desapontar os fãs de futebol. A Copa do Mundo é o maior evento de futebol a cada quatro anos. Meu trabalho é ter certeza que Brasil, Fifa e Comitê Organizador vão dar esse diamante para o mundo", finalizou Valcke. Romário tem razão quando fala desse tipo.

CRISE DE ENERGIA PRODUZ ROMBO DE R$ 12 BILHÕES PARA O CONTRIBUINTE PAGAR

Na tentativa de conter a crise energética e equacionar a elevação do custo da energia elétrica, o governo federal anunciou nesta quinta-feira um pacote de socorro às distribuidoras para permitir que o setor elétrico consiga sair do vermelho. A conta dos custos extras provenientes da energia gerada pelas termelétricas e da compra de megawatts no mercado de curto prazo (onde a energia é mais cara) será paga pelo consumidor e pelo Tesouro, que, indiretamente, significa o dinheiro dos próprios contribuintes. Ao todo, serão liberados 4 bilhões de reais dos cofres públicos e 8 bilhões de reais por meio de bancos públicos e privados, em forma de empréstimos às distribuidoras. Quem pagará o endividamento? Os consumidores, por meio de reajuste na tarifa. Os 12 bilhões anunciados nesta quinta-feira se somam aos 9 bilhões de reais já gastos pela União para indenizar as empresas elétricas que não aderiram ao pacote anunciado pela presidente Dilma em 2012. Ele previa a antecipação do fim dos contratos de concessão com as empresas de energia e a realização de novas concessões com preços de megawatts abaixo dos leilões anteriores. Essa diferença propiciou a redução da conta de luz em 2013. Contudo, o governo também previu outros 9 bilhões de reais no orçamento deste ano para manter o plano de indenização das elétricas. Com o anúncio desta quinta-feira, o setor terá recebido cerca de 30 bilhões de reais até o final deste ano, entre indenizações e aportes. A liberação dos 4 bilhões de reais será feita via Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Já os 8 bilhões de reais virão de uma autorização inédita, feita por meio de decreto presidencial, para que a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) possa contratar financiamento junto aos bancos e arcar com as perdas das distribuidoras que tiverem de comprar energia no mercado livre — também chamado de mercado de curto prazo, onde o megawatt/hora é muito mais caro. Enquanto os leilões do governo às concessionárias oferecem energia pelo preço de 100 reais o megawatt médio, o mercado livre trabalha com valores da ordem de 822 reais. Essa compra de curto prazo é feita usualmente na CCEE, que funciona como uma espécie de bolsa de valores do setor. O auxílio penaliza a população de duas formas: o contribuinte arcará com o aporte do Tesouro e os consumidores pagarão pelos empréstimos bancários por meio de reajuste de tarifa que será feito a partir do ano que vem. Contudo, o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, não soube informar se haverá ou não um escalonamento dos valores a serem repassados. Segundo o secretário do Tesouro, o neotrotskista petista gaúcho Arno Augustin, os cofres públicos vão cobrir o rombo por meio de receitas futuras: o Refis, que é o refinanciamento de dívidas tributárias das empresas, e aumentos programados nos impostos previstos para 2014. Ainda como parte do pacote de socorro ao setor elétrico, o governo antecipará para este ano um leilão de energia que deveria ocorrer em 2015. Além disso, o governo estima que, no ano que vem, haja uma entrada no sistema de cerca de 5 mil megawatts médios a preços mais baixos (cerca de 30 reais o MWmédio ante os 100 reais praticados até então) para compensar parte do aumento de energia. Essa redução de preço será proveniente do fim dos contratos das concessionárias Copel, Cemig e Cesp, que não aderiram ao pacote de energia anunciado pela presidente Dilma. A combinação de escassez de chuvas, baixo nível de reservatórios e preços elevados de energia pressionaram o governo a anunciar um pacote de soluções para diminuir o impacto no caixa das empresas de distribuição. A presença da agência de risco Standard & Poor’s em Brasília, a partir desta quinta-feira, e o risco de a entidade rebaixar a nota de classificação do Brasil, são apontados como fatores que levaram o Executivo a antecipar de abril para esta quinta-feira as medidas voltadas ao setor. O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, afirmou que o pacote de 12 bilhões de reais será suficiente para conter as perdas das empresas elétricas este ano. Contudo, o mercado estima que o prejuízo poderá chegar a 25 bilhões de reais. Questionado sobre o timing do anúncio, o neotrotskista petista Arno Augustin afirmou que já estava sendo preparado “há dias” e que não tinha nada a ver com a presença da S&P no Brasil. A mensagem é bem diferente da que foi passada pelo Ministério da Fazenda ao anunciar o aporte de 1,2 bilhão de reais na última sexta-feira. A nota afirmava que uma possível medida de auxílio ao setor seria anunciada apenas em abril. Ao fazer o anúncio nesta quinta-feira, Mantega não mencionou a mudança de cronograma e ainda culpou apenas as chuvas (e não a falta de planejamento) pelo ônus multibilionário que será pago por consumidores e pelo contribuinte.