domingo, 16 de março de 2014

EDUARDO CAMPOS DIZ QUE A PETISTA DILMA ROUSSEFF NÃO DEU CONTA DE MELHORAR O PAÍS

"A presidente Dilma recebeu o País das mãos do presidente Lula e não deu conta de melhorar o País". A afirmação foi feita neste domingo pelo governador de Pernambuco e possível candidato à presidência da Republica, Eduardo Campos. Anteriormente, ele já havia dito que "ninguém aguenta mais quatro anos da presidente Dilma". Ao explicar que suas críticas são "pautadas em fatos" e que vê "muita gente do PT dizer, inclusive nas disputas internas do partido, coisas mais duras de Dilma" (do que ele), Campos disse que a única diferença é que ele faz as críticas publicamente, com respeito. "Todo mundo sabe que se o Brasil for do jeito que está não vai ser bom para o povo brasileiro, todo mundo sabe", afirmou durante evento do PSB pernambucano de apresentação da chapa majoritária que vai disputar a eleição estadual, no município de Surubim, no agreste, a 130 quilômetros do Recife, reunindo cerca de 400 pessoas da região. "A única questão é que digo isso publicamente, com respeito, e muitos ficam dizendo pelos cantos", destacou: "Um bocado de gente da base do governo diz em off, em out, sem coragem de dizer isso como eu estou colocando, e isto é desrespeito". Indagado sobre informações de que a presidente Dilma teria afirmado que prefere perder a eleição do que se sujeitar à chantagem do PMDB, em meio à rebelião do partido contra seu governo, o ex-aliado frisou que o PMDB foi o principal aliado do processo político que levou a presidente ao governo "por escolha dela". "A prioridade era o PMDB, isto foi dito e repetido por todo o processo", observou: "A presidente não pode chegar agora, na véspera da eleição e parecer que tem uma diferença de fundo com o PMDB porque ela escolheu o caminho deste PMDB, o principal aliado do governo dela".

COM ROMBO DE US$ 6,1 BILHÕES ATÉ FEVEREIRO, BALANÇA COMERCIAL PODE FECHAR 2014 COM DÉFICIT

Com rombo de US$ 6,1 bilhões no primeiro bimestre de 2014, a balança comercial brasileira pode ganhar fôlego até junho com o aumento dos embarques de soja. Mas, embora o movimento deva garantir alguns meses de superávit, as perspectivas para o ano são incertas. Especialistas trabalham com a possibilidade de um pequeno superávit, a exemplo do saldo de, aproximadamente, US$ 2,6 bilhões registrado em 2013, ou mesmo de saldo negativo para este ano. Vilão da balança comercial no ano passado, o petróleo não mostrou, até o momento, reversão satisfatória do desempenho negativo em 2014. A conta-petróleo fechou 2013 deficitária em US$ 20,1 bilhões. Nos dois primeiros meses deste ano, reduziu em US$ 1 bilhão o déficit na comparação com o mesmo período do ano passado, de US$ 4,6 bilhões para US$ 3,6 bilhões. O governo tem manifestado expectativa de melhora. No entanto, para Walber Barral, consultor e ex-secretário de Comércio Exterior, a questão pode não ter solução tão rápida. “O Brasil aumentou muito a exportação de petróleo bruto comparativamente a quatro, cinco anos atrás. Mas também está importando muito produtos refinados. Você tem um atraso nos projetos de exploração de petróleo  e um aumento no consumo interno de produtos refinados. Como aumentou muito o consumo de gasolina, por exemplo, o Brasil deve recorrer à importação”, avalia. O presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, destaca também a necessidade de acionamento das termelétricas em função da baixa nos reservatórios de água. Ele ressaltou que isso levou a um aumento nas importações de óleo diesel. “Quando fizemos projeção para a balança comercial em dezembro, não se sabia que haveria uma queda tão forte [nas exportações de petróleo e derivados. Em janeiro aumentou, mas em fevereiro caiu. O governo elevou a participação de etanol na gasolina, para aumentar o consumo do álcool e reduzir o de gasolina [diminuindo, assim, as importações do derivado de petróleo] mas não adiantou”, comenta.
Outra dificuldade para melhora do desempenho da balança em 2014, essa já esperada, é a queda de preço das commodities. Em alguns casos, como o da soja, o volume dos embarques compensou a redução de preços.  Os produtores brasileiros anteciparam o envio da soja para garantir os preços atuais, o que contribuiu para o volume elevado registrado no início do ano. Em fevereiro, por exemplo, foram embarcadas 2,79 milhões de toneladas, 190,7% mais que em igual período de 2013.  A expectativa é que, em abril, maio e junho, com o início efetivo da safra, a quantidade cresça e garanta resultados superavitários para a balança, mesmo com a estiagem no Paraná e as chuvas em Mato Grosso provocarem redução na estimativa de colheita. Segundo Robson Mafioletti, assessor da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar) e da Expedição Safra, projeto do setor privado que faz levantamentos sobre a safra de grãos, a aposta é que a projeção de embarque de aproximadamente 45 milhões de toneladas não sofrerá grande alteração. “Mesmo com essa quebra de safra, [a quantidade a ser exportada] é um pouco maior que a do ano anterior [que foi 43 milhões de toneladas]”, destacou. “Isso [a soja] deve garantir superávit para o meio do ano. Depois que acabar, é outro problema”, acrescenta José Augusto de Castro, da AEB. Ele lembra que, além do grão, o dólar valorizado pode dar fôlego às exportações. A alta da moeda norte-americana teve início em 2013, mas o efeito desse tipo de movimento na balança não é imediato.
A redução nas exportações brasileiras para Argentina e Venezuela, tradicionais parceiras comerciais, também deve afetar a balança em 2014. A Argentina enfrenta uma crise econômica e vem aplicando forte desoneração cambial. Na Venezuela, há temor dos exportadores em fechar negócio, pois tem havido atraso na liberação dos pagamentos. José Augusto de Castro, projeta perda de aproximadamente R$ 3 bilhões no caso da Argentina e R$ 1 bilhão em se tratando da Venezuela. Ante tantas variáveis, não há definição sobre como fechará a conta das exportações e importações brasileiras este ano. A projeção oficial da AEB, ainda não alterada, é superávit de US$ 7,2 bilhões. No entanto, José Augusto de Castro acha difícil um resultado positivo nesse patamar. “Deve ser menor, podendo até ser déficit”, acredita. O consultor Walber Barral acredita que o país repetirá o desempenho de 2013.

NÍVEL DO SISTEMA CANTAREIRA DESCE A 15,2% E AGRAVA ABASTECIMENTO DE ÁGUA DE SÃO PAULO

O volume de água armazenado no Sistema Cantareira chegou a 15,2% neste domingo, segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). A falta de chuva e o calor neste início de ano têm feito o nível do reservatório acumular recordes negativos. Desde o dia 9, o armazenamento vem caindo progressivamente, cerca de 0,1 ponto percentual por dia. A situação é a pior desde que o sistema foi criado, na década de 1970. Na última segunda-feira, o bombeamento do sistema teve um corte, passando de 31 mil metros cúbicos por segundo para 27,9 mil litros por segundo. A medida seguiu uma determinação da Agência Nacional de Águas (ANA) e do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee). Para suprir o volume que deixa de ser retirado da Cantareira, a Sabesp informou que utilizará a água de dois reservatórios de abastecimento: o Alto Tietê e o Guarapiranga. Também em cumprimento às determinações da ANA e do Daee, a companhia anunciou, no dia 13, a redução de 15,5% no volume repassado para os municípios que compram água por atacado do Sistema Cantareira. Mais de 8,45 milhões de habitantes da Grande São Paulo são abastecidos diretamente pela Sabesp a partir desses reservatórios. Para minimizar o impacto no fornecimento de água, o governo adotou a campanha de estímulo à redução de consumo, com desconto de 20% na tarifa a quem economizar 30% no gasto mensal da água. Além disso, foi contratado o serviço de semeadura de nuvens para provocar chuvas na região das represas que alimentam o sistema e, dentro de 60 dias, deve entrar em operação o bombeamento da água que fica em pontos mais profundos, considerada de reserva estratégica. O Sistema Cantareira é maior reservatório de água de São Paulo e abastece quase 9 milhões de pessoas na região metropolitana da capital.

POLÍCIA DO RIO DE JANEIRO VOLTA À GUERRA COM A BANDIDAGEM NAS FAVELAS

Agentes da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), em operação na qual investigavam a participação de adolescentes no tráfico de drogas, no complexo de favelas do Alemão, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, apreenderam grande quantidade de drogas na favela da Fazendinha. Segundo o delegado Gilson Perdigão, foram encontradas 750 cápsulas de cocaína, 4 mil papelotes contendo crack, 2 quilos de maconha e quilos (não precisou quantos) de um pó branco ainda não identificado pela polícia. A droga estava no interior de uma casa abandonada, juntamente com anotações da contabilidade do tráfico na região, que serão analisadas no decorrer do inquérito policial, acrescentou o delegado. A polícia intensificou as operações no complexo de favelas do Alemão desde a noite de quinta-feira, após traficantes terem disparado contra o contêiner que serve de base para a Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Vila Cruzeiro. Os disparos levaram a polícia a fazer uma incursão em duas das favelas do complexo (Vila Cruzeiro e Parque Proletário). A polícia foi recebida a bala e, durante o tiroteio que se seguiu, o subcomandante da UPP da Vila Cruzeiro, Leidson Acácio Alves, de 27 anos, foi atingido por um disparo na cabeça, não resistiu e morreu ao dar entrada no Hospital Estadual Getúlio Vargas. Os recentes tiroteios e o recrudescimento da violência nas favelas do Complexo do Alemão levaram a polícia a aumentar as incursões na região. Durante a madrugada de sexta-feira, policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) reforçaram o policiamento no complexo de favelas, com efetivos de outras UPPs. O Secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, já havia informado, inclusive, que o policiamento no Complexo do Alemão seria reforçado. Como consequência, policiais da Companhia de Instrução do Bope foram deslocados para auxiliar no treinamento dos policiais militares que fazem o patrulhamento nas áreas ocupadas pelas UPPs. O comandante das unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), coronel Frederico Caldas, informou que a polícia faria uma grande ofensiva a partir de sábado, no Complexo do Alemão e da Penha. No Rio de Janeiro é assim, a política de segurança de José Marino Beltrame faz "guerrinha de mentirinha" com a bandidagem. Avisa antes que vai fazer operação, para que bandidos traficantes se retirem do local. “Essas operações serão desencadeadas de imediato, com as presenças do Bope e do Batalhão de Choque. A gente vai fazer, sem dúvida alguma, a maior ofensiva no Complexo do Alemão, desde que ele foi ocupado. Isso advém da necessidade de demonstração de força cada vez maior. Na medida em que houver essas reações por parte do crime organizado, o Estado vai se fazer cada vez mais presente. É uma espécie de remédio. Na mesma proporção que esses episódios forem ocorrendo, a resposta será extremamente dura”, disse o coronel. É uma tremenda lorota, nenhum bandido será preso, nenhuma arma será apreendida. É só joguinho de cena. Política inútil de segurança. Segundo ele, 100 policiais das UPPs serão treinados pelo Bope e formarão um grupo de intervenção, especializado em progressão no terreno de favelas. Com o crescimento vertical das favelas, o comandante diz que "as condições são extremamente adversas" para policiamento, "fazendo com que fiquemos em uma situação de muita vulnerabilidade. Esses treinamentos serão muito importantes". O treinamento levará pelo menos uma semana e já deveria começar no sábado (como se se treinasse uma tropa do dia para a noite): “Teremos uma tropa para pronto emprego, de imediato, no próprio terreno. O Choque fará um trabalho de reforço no entorno". Caldas reconheceu que a tropa que atua nas UPPs é pouco experiente: “Sendo muito honesto, é claro que estamos tratando de uma tropa de policiais muito jovens, muitos deles saídos das escolas em pouco tempo. Nenhum curso prepara para condições tão hostis. Ninguém consegue reproduzir um cenário tão hostil como a gente enfrenta hoje. O desafio é fazer com que os soldados estejam cada vez mais preparados".

ELETROBRAS PERDE R$ 19 BILHÕES NA BOLSA E ATÉ MUDA DE SEDE PARA ECONOMIZAR NO ALUGUEL

O dia a dia da estatal Eletrobrás não tem sido fácil desde a renovação das concessões elétricas, em 2012. Para se adequar à nova realidade, com queda de receita e piora nos indicadores financeiros, o grupo já demitiu mais de 4.400 funcionários, reduziu em média 16% os gastos gerais e ainda deve trocar sua sede, no centro do Rio de Janeiro, por um anexo no prédio de Furnas, no bairro de Botafogo, para economizar o aluguel. Tudo isso, porém, não foi suficiente para melhorar os indicadores. Desde o início do processo de renovação, a estatal perdeu R$ 19,2 bilhões em valor de mercado e praticamente enterrou o sonho de se tornar a Petrobrás do setor elétrico. Em 2012, o governo lançou as condições para antecipar a renovação das concessões de geração e transmissão de energia que venceriam em 2015 e 2017. A proposta previa indenização pelos ativos não amortizados em troca da queda drástica no valor da energia vendida. O problema é que o valor da indenização ficou abaixo dos cálculos do mercado e dos números das próprias empresas. A Eletrobrás esperava cerca de R$ 30 bilhões, mas foi obrigada a aceitar os R$ 14,4 bilhões propostos pelo governo, seu principal acionista. Além de causar uma bagunça no setor, deixando as distribuidoras sem contrato de fornecimento garantido de energia, o plano federal fez as receitas da estatal despencaram. Resultado: em 2012, a Eletrobrás teve o maior prejuízo da história das empresas de capital aberto, de R$ 6,8 bilhões. De lá pra cá, os indicadores seguiram o ritmo do setor elétrico e só pioraram. Segundo levantamento da empresa de informação financeira Economatica, com base no último balanço divulgado pela estatal, a rentabilidade da empresa - em 12 meses até setembro do ano passado - estava negativa em 15,59%. A margem Ebitda (lucro antes de juros, taxas, amortização e depreciação; indicador próximo à geração de caixa) também está no vermelho: -38,46% - esse indicador mede a lucratividade da empresa. Por enquanto, os investimentos não foram afetados por causa da indenização do governo. Até setembro de 2013, ela havia recebido R$ 8,8 bilhões dos R$ 14,4 bilhões. Cerca de 70% dos projetos são financiados pelo BNDES. Só 30% saem do caixa da estatal, que tem sido minoritária nos empreendimentos. O problema é que uma hora a indenização vai acabar, destaca o analista da J. Safra Corretora, Sérgio Tamashiro. Ele diz que o início de operação de alguns projetos pode aliviar um pouco o caixa da estatal. Mas aí entra outro ponto delicado: o baixo retorno dos projetos. Relatório do JP Morgan mostra que hidrelétricas - com participação da Eletrobrás - estão com rentabilidade reduzida: em Jirau, a taxa é de 3,2%; Santo Antônio, 5,9%; Belo Monte, 7,2%.

EDUARDO CUNHA ACUSA PT DE MANIPULAÇÃO EM REDES SOCIAIS

O líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (RJ), voltou à carga no sábado no Twitter. Ele afirma continuar sofrendo ataques de líderes do PT e da "rede petista" nas mídias sociais. "Isso faz parte do processo hegemônico do PT, de que quem os enfrenta é trucidado pelos meios comprados, com publicações apócrifas e agressões", reclamou. Ressaltando que não se "intimidará", o peemedebista reclama de um artigo do ex-secretário de imprensa e porta-voz da Presidência da República no governo Lula, André Singer, publicado no jornal Folha de S.Paulo. Eduardo Cunha afirma que Singer levanta "coletânea de calúnias já publicadas e contestadas visando ataques". O peemedebista, que tem usado sua conta no Twitter para mandar recados ao governo e ao PT, fala em "jogo sujo" dos petistas. "Todo jogo sujo é pago, da máquina do PT, já conhecido, que inclui os blogs de sempre para os ataques", escreveu.

SARTORI ESMAGA ZIULKOSKI NA PRÉ-CONVENÇÃO DO PMDB DO RIO GRANDE DO RIO GRANDE DO SUL: 994 x 304 VOTOS; ELISEU PADILHA VARRIDO DA SUA PRETENSÃO DE CONTROLAR O PARTIDO E COLOCÁ-LO DE JOELHOS A SERVIÇO DO PETISMO

O resultado da pré-convenção do PMDB do Rio Grande do Sul, realizada no sábado, no auditório Dante Baroni, da Assembléia Legislativa, representou a verdadeira ressurreição do fênix. A vitória acachapante de José Ivo Sartori sobre Paulo Ziukoski, candidato inventado por Eliseu Padilha, foi uma consagração da liderança de Pedro Simon. Representou também que o PMDB do Rio Grande do Sul está definido: não apoiará a petista Dilma Rousseff em sua pretensão de reeleição à Presidência da República, e vai detonar uma vigorosa campanha contra o peremptório petista "grilo falante" Tarso Genro, governante que terminou de enterrar o Estado com sua desastrada administração. Se a crise do PMDB com a Dilma e o PT continuar no clima em que está, parece que a convenção se encaminhará para uma decisão autorizando o partido a decisão de aliança que quiser em cada Estado, a favor de Eduardo Campos e Aécio Neves. Isso é uma novidade, e a decisão da pré-convenção do PMDB do Rio Grande do Sul terá um grande peso nisso. A candidatura de José Ivo Sartori, ex-prefeito de Caxias do Sul, esmagou a de de Paulo Ziulkoski, por 994 x 304 votos. O deputado federal Eliseu Padilha foi varrido da sua pretensão de controlar o partido e colocá-lo de joelhos a serviço do petismo. Com essa definição do PMDB no sábado, os gaúchos agora já têm um cenário sucessório definido e contam com boas alternativas para varrer o peremptório petista "grilo falante" Tarso Genro do poder. Estão no páreo José Ivo Sartori (PMDB), Ana Amélia Lemos (PP) e Vieira da Cunha (PDT). A grande tarefa dos gaúchos agora é a de tornar o peremptório petista "grilo falante" Tarso Genro em um retumbante novo "Adão Villaverde", em último lugar, com menos de 10% do eleitorado. A gauchada deve demonstrar que tem aversão a versões botocudas de adoradores de Astray e seus fascínios pela morte. A esmagadora derrota sofrida por Paulo Ziukolski na pré-convenção do PMDB do Rio Grande do Sul terá desdobramentos importantes para as eleições estadual e nacional, porque foi uma vitória incontestável do “velho PMDB de guerra” de Pedro Simon (como ele costuma dizer), de José Fogaça, Ibsen Pinheiro, Germano Rigotto, Cesar Schirmer e todos os outros caudilhos que comandaram a oposição no Estado desde a década de 60 até agora. urante os anos de chumbo. Paulo Ziukolski, derrotado, não sofre grande desgaste, porque saiu do zero para uma ribalta que ainda não era dele. Ele é mesmo uma liderança sem expressão eleitoral, porque o máximo que fez até hoje foi se eleger prefeito do inexpressivo e minúsculo município de Mariana Pimentel. A vitória de Sartori fortaleceu o senador Pedro Simon, que até tem tudo na mão para concorrer novamente ao Senado. O PMDB ganhou muita visibilidade com a pré-convenção. A partir de agora, o ex-prefeito de Caxias do Sul poderá começar sua campanha. Trata-se de um fortíssimo candidato, com história pessoal e política inatacáveis, um histórico de administrador competente e corajoso, além de parecer para o grande público um político novo na cena estadual, apesar de todo o seu tempo de trajetória. José Ivo Sartori também transmite a percepção de homem do interior bonachão e avesso a jogos e trampas. Mas, durante a convenção, Pedro Simon também não teve momentos lastimáveis. Em primeiro lugar, como sempre, ele levou livre o personagem petista Tarso Genro. Ele sempre teve uma grande ligação com Tarso Genro. Tem verdadeiro fascínio por esse personagem. Livrou a cara de Tarso Genro, mas bateu pesado na senadora Ana Amélia Lemos e na RBS. Ou seja, ele mostrou que o PMDB vê a candidata do PP como a mais forte e que deve ser combatida. De maneira grosseira, Simon agrediu de maneira injusta e senadora Ana Amélia Lemos, dizendo que ela foi conivente com a ditadura militar. Ora, isso é uma completa inverdade, e uma maldade. Simon fez isso porque Ana Amélia Lemos foi casada com um senador biônico, nomeado pelo regime militar. Qual a culpa de Ana Amélia Lemos nisso? Durante quase todo tempo da ditadura militar, Ana Amélia Lemos desempenhou seu papel como jornalista, e esse papel é conhecido dos gaúchos. Também fez insinuações contra o deputado federal Heinze, do PP, relevando que seu correligionário Alceu Moreira, um ficha suja, disse quase as mesmas coisas. Simon disse que a imprensa "foi maldosa" com ele no episódio do tratamento dentário feito pelo senador e pago pelos cofres públicos. E criticou os jornalistas: "Eu tenho 84 anos e não tenho nada no bolso. Me chamar de boca de ouro é uma maldade. Quem fez isso já antecipou a propaganda do antagonismo". Ora, com 84 anos, já era mais do que hora dele ter tido noção clara de qual deve ser a postura de um homem público diante de dinheiros públicos. O pronunciamento de Pedro Simon foi tão obscuro que o PP gaúcho se viu obrigado a divulgar uma nota neste domingo, protestando, nos seguintes termos: "O Partido Progressista do Rio Grande do Sul (PP/RS) ao tomar conhecimento das declarações do senador Pedro Simon, feitas na pré-convenção do PMDB, agredindo de maneira gratuita e injusta a senadora Ana Amélia Lemos, vem a público manifestar sua tristeza e decepção com essa atitude que apequena a política gaúcha. É estranho e lamentável que o senador Simon tendo tantas outras preocupações com o seu mandato, resolva atacar a sua atual colega, Ana Amélia, que por quase 40 anos como jornalista sempre foi respeitada por seu caráter, credibilidade, imparcialidade e defesa da liberdade e dos interesses maiores do Rio Grande. Prova disso é que quando optou pela política, filiando-se ao PP e concorrendo ao Senado em 2010, fez mais de 3,4 milhões de votos. O senador, até para justificar suas três décadas de mandato, tem o direito de falar do passado, desde que não seja oportunista e ingrato, desconhecendo a verdade e os fatos, como por exemplo, que em 1998 ele foi o candidato oficial apoiado pelo PP e, portanto, eleito senador também com os votos dos progressistas. Esquece, também, que o Partido Progressista apoiou, no segundo turno, os candidatos a governador do seu PMDB, ajudando a elegê-los em duas eleições (1994/2002). Ao que se sabe o senador Simon, tão crítico hoje, não fez nenhuma objeção ao apoio e nem recusou os votos que recebeu dos progressistas. Não reconhecer isso, além de injusto, mostra sua incoerência, pois passa a idéia de que o PP gaúcho só é bom quando lhe serve e lhe dá votos. Aliás, a mesma opinião oportunista ele faz em relação à imprensa, julgando-a boa só quando fala bem dele. Isto é decepcionante e melancólico".

DILMA E O NEOTROTSKISTA ARNO AUGUSTIN ESTÃO PROMOVENDO A MAIS ESCANDALOSA SABOTAGEM CONTRA A PREFEITURA DE PORTO ALEGRE E OS MORADORES DA CIDADE

Quando as turrices político-partidárias causam prejuízo aos negócios, o jornal Zero Hora, do grupo RBS, reage, e só nestas condições. A editora de Política do jornal, Rosane de Oliveira (que é casada com um chefe de órgão do governo do peremptório petista "grilo falante" Tarso Genro) relatou na edição de domingo que já se foram os primeiros 75 dias de 2014, e a prefeitura de Porto Alegre não recebeu sequer um centavo do empréstimo de R$ 466 milhões da Caixa Econômica Federal para as obras da Copa e de mobilidade urbana. Esse dinheiro todo é para tocar as conhecidíssimas Obras da Copa, um conjunto de 14 grandes obras de mobilidade urbana iniciadas pelo prefeito José Fortunati, mesmo sem ter o dinheiro prometido por Dilma nas mãos. José Fortunati que é um completo ingênuo, coisa que é imperdoável em um político. Iniciou obras sem ter recursos disponíveis, o que é no mínimo uma gigantesca imprevidência, comprovação de total falta de planejamento. Ele acreditou na palavra da petista Dilma Rousseff e agora está recebendo os coices. Cada coice desses é aplicado no traseiro dos moradores de Porto Alegre. O boicote federal é explícito. Agora, ele enfrenta um claro boicote, tendo como epicentro a secretaria do Tesouro Nacional, comandada pelo petista neotrotskista gaúcho Arno Augustin, mandalete de Dilma, que produz mandrakarias para ela. Dilma e Arno Augustin inventam desculpa atrás de desculpa para não liberar o dinheiro para Porto Alegre. Vejam bem: dinheiro que não é a fundo perdido, dinheiro que é financiamento que a prefeitura está tomando, e que terá de pagar para a Caixa Econômica Federal. Por que fazem isso? Porque querem ver totalmente destruídas as candidaturas de Vieira da Cunha e Lasier Martins. José Fortunati parece ter vocação para masoquista, não aprendeu mesmo com a surra que já havia levado do PT, e nem com o que viu que o PT fez com o governo de Yeda Crusius (PSDB). Fortunati é grande e alto, mas isso não garante que tenha boa visão. Ele parece não ter visto, por exemplo, os dois grandes estelionatos aprontados por Dilma Rousseff e pelo petismo nos assuntos do metrô e da ponte do Guaíba. Confiantes de que os obstáculos tinham sido removidos, o prefeito José Fortunati e o secretário de Gestão, Urbano Schmitt, fizeram um acordo com as empreiteiras para acelerar as obras durante os meses de janeiro e fevereiro. Ele dizia, ingênuamente: "Vamos fazer em dois meses o equivalente a quatro, aproveitando que a cidade está mais vazia". O contrato com a Caixa Econômica Federal foi assinado no dia 14 de janeiro, e as empreiteiras se prepararam para retomar as obras que estavam paralisadas. O Ministério da Fazenda deu o aval, criando a expectativa de liberação. Janeiro e fevereiro passaram e nada de o dinheiro chegar. Quando a prefeitura cobrava, sempre faltava um detalhe. No dia 6 surgiu um novo e gigantesco obstáculo no caminho: a prefeitura foi inscrita no CAUC, o Serviço Auxiliar de Informações para Transferências Voluntárias, uma espécie de SPC do setor público. Quem está inadimplente ou com alguma prestação de conta de convênio pendente não pode receber financiamentos de bancos oficiais nem contratar empréstimo externo com aval da Fazenda. A prefeitura foi informada de que havia uma prestação de contas pendente de 2009, de um convênio de R$ 780 mil, que envolveu o Grêmio Náutico União. Urbano garante que encaminhou para Brasília as provas de regularidade da prestação de contas, mas a semana terminou e nenhum sinal chegou do Planalto. Fortunati apelou para o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, e para o chefe de Gabinete da presidente Dilma Rousseff, Giles Azevedo, que deixou o cargo na sexta-feira sem ajudar a desatar o nó no Ministério da Fazenda. Fortunati pode bancar o ingênuo o quanto quiser, o que ele não pode é submeter os moradores da cidade a enormes sacrifícios por causa da sua falta de vontade de apontar o que realmente está acontecendo. Ele deveria honrar as calças que veste e plantar no mínimo duas mil placas nos locais das obras, avisando que as mesmas estarão paralisadas por boicote direto de Dilma e Arno Augustin. Em dois minutos o assunto seria resolvido. Em política é necessário atitude. É o que falta a José Fortunati.

DILMA É VAIADA E BATE BOCA COM MANIFESTANTES

A presidente Dilma Rousseff se irritou na sexta-feira com um protesto em evento do Minha Casa Minha Vida, em Tocantins, e disse que os manifestantes "nasceram em berço esplêndido" e "nunca ralaram". O evento contava com um grupo de simpatizantes da presidente, que estava na parte da frente do palanque, e um ruidoso grupo de pessoas com cartazes contra a Copa do Mundo e reivindicando moradias. Durante o discurso da presidente, os manifestantes misturavam vaias, apitos e ainda cantavam o hino nacional. Dilma acabou se irritando com o protesto e fez uma exaltada defesa de sua política social, em especial, o Minha Casa Minha Vida, programa que entregou na sexta-feira 1.788 casas para famílias carentes de Araguaína (TO). "Aqueles que não dão importância para as pessoas que não têm casa própria é porque nasceram em berço esplêndido e aqueles que não valorizam o cartão do Minha Casa Melhor é porque nunca ralaram de sol a sol para comprar uma geladeira, um fogão e uma cama", disse Dilma, sob aplausos de políticos do Estado e parte dos moradores e sob vaias dos manifestantes.

DILMA PROÍBE MILITARES DE COMEMORAREM 50 ANOS DA "REVOLUÇÃO"

A presidente Dilma Rousseff determinou na sexta-feira que não quer celebrações dos militares da ativa por conta do aniversário de 50 anos do golpe de 31 de março. Dilma mobilizou o ministro da Defesa, Celso Amorim, que já conversou com os comandantes militares sobre o assunto. Os chefes militares já haviam aproveitado as reuniões de seus Alto Comandos, que trataram também das promoções do final do mês, antes do Carnaval, para avisar aos comandados que evitassem qualquer tipo de polêmica sobre o assunto, para evitar choques com o Planalto. Os comandantes das forças já haviam repassado aos seus subordinados a ordem de não serem feitas comemorações fora dos quartéis e nem festejos internamente. O tema, no entanto, não será deixado de lado pelas Forças Armadas. No Exército, por exemplo, o assunto será tratado por meio de palestra e divulgação de informações para a tropa, para que "as novas gerações" não se esqueçam do que chamam de "fato histórico", contextualizado à época da guerra fria. O clima na ativa das Forças Armadas, até o momento, é de distensionamento. Não há movimentações para promover atos para exaltar a data, embora existam insatisfações em relação à condução dos trabalhos da Comissão da Verdade. Grande parte dos militares reconhece que houve avanços nos investimentos das Forças durante os governos Lula e Dilma. Há grande preocupação com o pessoal da reserva. Ainda não se sabe exatamente o que eles poderão promover para exaltar os 50 anos da "Redentora". Para evitar problemas com estes militares que já estão fora dos quartéis, mas que, quando querem, fazem barulho, os comandos das Forças Armadas fizeram contatos com os presidentes do Clube Militar (Exército), da Marinha e da Aeronáutica, pedindo moderação nas manifestações. Vários grupos, no entanto, atuam de forma independente e não costumam atender pedidos dos comandantes.

JUSTIÇA SUSPENDE LICITAÇÃO BILIONÁRIA DE ÔNIBUS DO DISTRITO FEDERAL, TALVEZ A MAIS CHEIA DE VÍCIOS E ILEGALIDADES DA HISTÓRIA. O PETISTA AGNELO QUEIROZ ATINGIU O ESTADO DA ARTE!

Agnelo: talvez a licitação mais absurda história republicana
Agnelo Queiroz: talvez a licitação mais absurda história republicana
A Justiça Federal acatou pedido do Ministério Público e suspendeu, em decisão liminar, uma licitação bilionária conduzida pelo governo do petista Agnelo Queiroz para substituir as empresas de ônibus que controlam todo o transporte do Distrito Federal (DF). O juiz Antônio Cláudio Macedo da Silva, titular da 8ª Vara, suspendeu os repasses de recursos do BNDES e do Finame – Agência Especial de Financiamento Industrial – a contratos que beneficiaram a Viação Piracicabana e a Viação Marechal. As ações serviam para favorecer o fundador da companhia aérea Gol e dono de grupo de transportes coletivos, Nenê Constantino. A sentença foi proferida na última sexta-feira. Ao todo, foram licitadas cinco bacias, com a previsão de troca de toda a frota de ônibus. O negócio renderia aos empresários do setor quase 10 bilhões de reais em dez anos.
A suspensão foi baseada na participação do escritório dos advogados Guilherme Gonçalves e Sacha Reck no processo, responsáveis por elaborar os julgamentos de habilitação e classificação em nome da Comissão de Licitação ao mesmo tempo em que advogavam para empresas participantes – e vitoriosas – do edital. A Justiça Federal acatou denúncia que afirmava que a atividade de consultoria do escritório na licitação “ultrapassou a função de mera consultoria, atuando como efetivos julgadores dos atos relacionados ao processo licitatório” e concluiu que o advogado Sacha Reck participou na elaboração da ata de apresentação dos envelopes.
Além disso, a empresa que iniciou os trabalhos de elaboração do edital, a Logitrans, tem entre seus diretores o pai do advogado Sacha Reck, Garrone Reck. A atuação dos dois já era conhecida: por ato idêntico ao praticado no Distrito Federal, os dois tiveram os bens bloqueados a pedido do Tribunal de Justiça do Paraná e estão sendo investigados no Estado por improbidade administrativa e fraudes em licitação.
Além do direcionamento do edital, ficou constatado o superfaturamento das tarifas em razão da ausência de competitividade. O parecer aponta ainda que documentos essenciais para o processo licitatório foram sonegados dos órgãos fiscalizadores. Na contestação, o governo do Distrito Federal alegou que as propostas vencedoras eram vantajosas e considerou irrelevantes as ações contra Sacha e Garrone Reck.
Na decisão, o juiz Antônio Cláudio da Silva fez duras críticas à condução da licitação. “Com efeito, são inúmeras irregularidades que comparecem no processo licitatório. E a primeira pergunta que se impõe é: qual tipo de administração pública queremos? Transparente ou patrimonialista?”, disse em seu parecer. “No Brasil que já promoveu o impeachment de um presidente da República sem abalar as instituições políticas do Estado Democrático de Direito na carta de 1988; que já trocou de padrão monetário diversas vezes, mas alcançou a dignidade da cidadania monetária, venho repetindo o absurdo de um processo licitatório que não pode ocorrer no coração da República”, continuou.
O conflito de interesses está demonstrado e só vem a confirmar a fragilidade dessa licitação. O pior de tudo é que a promessa de melhoria de transporte não acontece. O edital beneficia os empresários, mas não a população”, afirmou a deputada distrital Celina Leão (PDT-DF), autora da ação civil pública contra o processo licitatório. Por Reinaldo Azevedo

DESPESA PARA CONTER LUZ E COMBUSTÍVEL JÁ É IGUAL A GASTOS SOCIAIS

Os gastos para evitar reajustes na conta de luz, na gasolina e no diesel às vésperas das eleições presidenciais podem chegar a R$ 63 bilhões neste ano, conforme cálculo feito pelo CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura) a pedido da Folha. O valor disparou em proporção do PIB (Produto Interno Bruto) no governo da presidente Dilma Rousseff, saindo de 0,29% em 2011 para 1,19% neste ano.

Para especialistas, os subsídios drenam o caixa da Petrobras, derrubando os investimentos e o preço das ações da estatal, prejudicam o setor de etanol com a concorrência desleal entre álcool e gasolina e estimulam o consumo de eletricidade em época de risco de racionamento. A Petrobras não comenta. O Ministério de Minas e Energia sustenta que o socorro ao setor elétrico é um empréstimo, já que o Tesouro será ressarcido nos próximos cinco anos.
Os desembolsos desses subsídios serão feitos, direta ou indiretamente, pela Petrobras (R$ 42 bilhões), que banca a diferença entre os preços dos combustíveis praticados no exterior e no Brasil, pelo Tesouro (R$ 13 bilhões), que vai cobrir parte do rombo das distribuidoras de energia, e pelos bancos (R$ 8 bilhões) que financiarem a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica).
A câmara, que pertence às empresas e atua na regulação do mercado, vai captar recursos para ajudar as distribuidoras, com o compromisso de que as tarifas de luz serão reajustadas a partir de 2015 para pagar os empréstimos. “O rombo no setor de energia seria suficiente para dobrar os investimentos públicos, uma das grandes frustrações do país”, diz Mansueto de Almeida, especialista em finanças públicas. No ano passado, o governo investiu R$ 63,2 bilhões, incluindo o Minha Casa, Minha Vida.
Os gastos para evitar o encarecimento da energia são quase iguais aos da assistência social, incluindo o Bolsa Família (R$ 62,5 bilhões), e superam os desembolsos com seguro desemprego e abono salarial (R$ 46,4 bilhões).

O MANÉ GARRINCHA, DE BRASÍLIA, ESTÁDIO MAIS CARO DO PAÍS, TEM INDÍCIOS DE SUPERFATURAMENTO DE R$ 431 MILHÕES

A reforma do estádio Mané Garrincha, a arena mais cara da Copa do Mundo, tem indícios de superfaturamento de R$ 431 milhões, segundo análise do Tribunal de Contas do Distrito Federal. Segundo levantamento feito por técnicos do tribunal, o superfaturamento é resultado de uma série de irregularidades, como compra indevida de material, cálculo equivocado no custo de transporte, além de abono de multa pelo atraso na entrega da obra e atraso na solicitação de descontos na cobrança de impostos prevista em lei. Os contratos analisados pela área técnica do tribunal dão pistas de como o custo do estádio dobrou desde o início da obra, passando de R$ 700 milhões, em 2010, para os atuais R$ 1,4 bilhão. Um dos exemplos para entender o gasto excessivo “sem mais esforços”, segundo os técnicos, é o cálculo de transporte de materiais pré-moldados no canteiro de obras. A fábrica dessas peças fica a 1,5 km do estádio, na capital federal, mas o custo de transporte foi calculado como se tivessem sido transportados de Goiânia a Brasília, uma distância de 240 km. O custo de transporte cobrado do governo do DF foi de R$ 592 por metro cúbico desses materiais, quando para os auditores deveria ser de apenas R$ 3,70. Somente neste caso, o prejuízo estimado foi de R$ 879 mil. ”Sem mais esforços, percebe-se que os custos foram superestimados, pois o transporte de pré-moldados ocorre dentro do próprio canteiro de obras. A utilização de custo de transporte Brasília-Goiânia’ é totalmente inadequada para o serviço, não merecendo comentários adicionais para a reprovação do método”, diz o relatório. O superfaturamento de R$ 431 milhões em discussão pelo tribunal é o somatório das irregularidades apuradas em cinco processos. Os valores apontados na auditoria ainda podem aumentar porque o cálculo foi feito com base em análise de julho de 2013.

A VENEZUELA, DILMA, MUJICA, O "PORCO FEDORENTO" E UM FUNDAMENTO MORAL DOS ESQUERDISTAS: PODE MATAR PESSOAS NAS RUAS, DESDE QUE SEJAM AS PESSOAS CERTAS...

A artista gráfica venezuelana Calavera teve um ideia simples, objetiva, clara e eficiente: confeccionou cartazes que lembram o que diziam ontem alguns líderes latino-americanos e o que dizem hoje; o que chamavam, no passado, de “ditadura” e o que chamam, no presente, de democracia. Ainda que haja alguma imperfeição na análise (já explico por quê), as peças são poderosas. Expõem, de maneira desconcertante, a duplicidade moral das esquerdas. As estrelas dos cartazes são os presidentes Dilma Rousseff (Brasil), José “Pepe” Mujica (Uruguai) e Cristina Kirchner (Argentina). Vejam as imagens. Volto em seguida.

Ditadura -democracia - Dilma
Ditadura - democracia - Pepe
Ditadura-Democracia Cristina
Dilma e Mujica são ex-presos políticos. Na sua biografia oficial, consta que combateram a ditadura militar de seus respectivos países. É o passado que aparece em preto e branco, na metade à esquerda da montagem. Vemos ali forças de segurança reprimindo manifestações de rua. O tempo passou, os dois abandonaram a luta armada e se tornaram presidentes da República por intermédio do voto direto. E, ora vejam, são apoiadores incondicionais de uma ditadura, não exatamente militar, mas militaresca.
Que se note: mesmo os regimes militasres mais discricionários da América Latina não contaram com milícias civis armadas em larga escala, como as que atuam hoje na Venezuela. Havia, sim, grupos paramilitares assassinos — e isso é lixo político e moral, como sabe qualquer pessoa razoável. Mas tinham um alcance menor do que o esquema montado pelo chavismo na Venezuela. Em 21 anos, a ditadura militar brasileira fez, em números superestimados, 424 vítimas — incluindo os guerrilheiros do Araguaia. Por razões comprovadamente políticas, são 293 as vítimas. Houve tortura, assassinatos, desaparecimentos. Não se trata de dizer se é muito ou pouco. É só absurdo! Quem, já rendido, morreu nas mãos do estado foi vítima de um crime. Mas sigamos. Em pouco mais de um mês — os protestos na Venezuela começaram no dia 4 de fevereiro —, o próprio governo admite que já morreram 28 pessoas.
Não me surpreende: a esquerda sempre soube ser mais letal. Ora, como ignorar que os grupelhos extremistas no Brasil, meia dúcia de gatos pingados, mataram pelo menos 120 pessoas — nessa lista, não estão mortos em combate, não! Essas 120 pereceram em ataques terroristas. E aqui lembro a única imperfeição da arte de Calavera, embora isso não diminua a pertinência do seu trabalho: os que hoje protestam na Venezuela estão, de fato, pedindo democracia. Não era o caso de Dilma. Não era o caso de Mujica. Eles eram terroristas e pretendiam implementar em seus respectivos países uma ditadura comunista.
Assim, a luta do povo venezuelano, hoje, é muito mais moral do que eram a de Dilma e a de Mujica. Eles queriam ditaduras com sinal trocado. A população da Venezuela quer um regime democrático. No passado, era possível repudiar a “luta” da dupla também por bons motivos, Tratava-se do confronto de forças opostas em si, mas combinadas na malignidade. No caso venezuelano, no entanto, não: opor-se às reivindicações da população corresponde a renegar o regime de liberdades públicas. Ou por outra: Dilma e Mujica continuam a se alinhar com a ditadura.
A VEJA desta semana traz uma excelente reportagem sobre a Venezuela. Um dos textos, sobre Che Guevara, o “Porco Fedorento”, vai ao ponto. Ilustra de modo inequívoco, a farsa moral esquerdista. Observem como a linha de, vá lá, raciocínio de Che é a que orienta hoje a escolha de Dilma, Mujica, Cristina e outros “líderes” latino-americanos. Reproduzo o texto, publico um vídeo e volto para encerrar.*Imagine qual seria a reação se, em 1974, o general presidente do Brasil Emílio Garrastazu Médici ocupasse a tribuna diante da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, e afirmasse: “Temos que dizer aqui o que é uma verdade conhecida. Torturas, sim! Temos torturado: torturamos e vamos continuar torturando enquanto for necessário”.
Médici seria, justamente, execrado como um ditador. Em dezembro de 1964, porém, o argentino Ernesto Guevara, que, com o apelido de “Che”, ajudou Fidel Castro no triunfo do golpe comunista em Cuba, foi à ONU e confessou: “Nosotros tenemos que decir aquí lo que es una verdad conocida: fusilamientos, sí, hemos fusilado; fusilamos y seguiremos fusilando mientras sea necesario”.
Já se passavam seis anos da tomada do poder pelos comunistas em Cuba, e Guevara confessava que continuava em plena operação e sem data para arrefecer sua máquina de assassinatos políticos na prisão de La Cabaña. Seis anos de execuções sumárias de vítimas que chegavam ao paredão exauridas, pois delas se tirava até parte do sangue para transfusões.
Seis anos, e dissidentes continuavam a ser fuzilados. Guevara foi o único guerrilheiro a matar muito mais gente de mãos atadas e olhos vendados do que em combate — que, ao contrário da lenda, ele evitava ainda mais do que o banho. Qual foi a reação naquele instante em que permaneciam na audiência uma maioria de representantes de países “não-alinhados”, eufemismo para “pró-soviético”? Guevara foi aplaudido por 36 segundos.
No New York Times do dia seguinte, o redator, mesmerizado, fingiu que não ouviu a confissão de assassinato de Guevara, descrito como “versátil”, “economista autodidata” e “revolucionário completo”. A duplicidade ética não é uma exclusividade das esquerdas. Apenas elas são inexcedíveis nesse truque que, apesar de velho, ainda funciona. O ensurdecedor silêncio enquanto jovens mártires venezuelanos são torturados e mortos nas ruas é prova disso.
Para encerrar
Vejam esta foto.
Raúl Castro
Este que está pondo a venda nos olhos do rapaz que vai ser executado é Raúl Castro quando jovem. O tarado moral é hoje presidente de Cuba. Era um dos mais eloquentes na solenidade que marcava um ano da morte de Chávez, há alguns dias. Foi nesse evento que Nicolás Maduro convocou as milícias armadas a sair às ruas.
Com o apoio de Dilma.
Com o apoio de Mujica.
Com o apoio de Cristina, entre outros.
Não é que esses gênios morais sejam contra matar gente. Eles se opõem a que se matem apenas as pessoas erradas, entenderam? Por Reinaldo Azevedo

VEJA COMO SE "DEMONIZA" UM PEEMEDEBISTA, DETESTADO POR DILMA ROUSSEFF E PELOS PETISTAS, DE UMA MANEIRA QUE MAL DISFARÇA O ATIVISMO PRÓ-PETISMO NA IMPRENSA

Tenho sido crítico constante do PMDB e de suas lideranças nacionais, e não tenho nenhum motivo especial para manter simpatia pelo líder da bancada do partido na Câmara dos Deputados, o deputado federal Eduardo Cunha. Ocorre que esse parlamentar está comandando no Congresso Nacional o tal de "Blocão", que passou a se opor ao governo Dilma e dos petistas. Pronto, foi o sinal para que quase toda a imprensa brasileira, com  redações francamente pró-petistas, quando não ostensivamente petistas, passar a "demonizar", "satanizar", a imagem do deputado Eduardo Cunha. Uma pequena matéria, publicada na edição deste domingo do jornal Zero Hora, na editoria de Política, chega a ser escandalizando em seu ativismo pró-petista. Vou analisar essa matéria parágrafo a parágrafo e demonstrar esse viés petista, além de esquerdopata. Vamos à matéria (ela vai em vermelho, meus comentários estarão em azul):
"Evangélico, Cunha tem aliados suspeitos de ligação com milícia
Não dá nem para esperar pelo corpo da matéria, já é preciso começar a critica ao ativismo petista pela análise do próprio título da matéria. Ao deputado federal Eduardo Cunha é atribuído ser "evangélico", e associado a isso a qualidade de ter aliados ligados a milícias. Ah..... dá licença. O que quer dizer isso? Quereria dizer que, por ser "evangélico", ele não poderia ter aliados que seriam "suspeitos de ligação com milícia"? Quereria dizer que, se fosse católico, poderia ter aliados ligados a milícias? É evidente que houve uma intenção de ligar "evangélico" com "milícia". E uma ligação preconceituosa, porque "evangélico", em geral, na concepção desse povo, é de periferia, favela, morro, subúrbio, e é lá que operam as "milícias". Então, por ser evangélico, Eduardo Cunha não deveria ter em sua proximidade gente suspeita de ligação com milícias? Mas, nunca vi a Zero Hora, em qualquer uma de suas milhares de matérias, pelo menos nas últimas duas décadas, condenar qualquer petista por suas ligações explícitas com organização bandida, assassina, traficante de drogas, de armas e de pessoas, como as Farc. Nunca vi nenhuma matéria de Zero Hora referindo-se aos bandidos ex-presidentes do PT, José Dirceu e José Genoíno, como "bandidos", que é o que efetivamente são, com atestado passado em última instância pelo Supremo Tribunal Federal. Quer dizer que aos petistas é legítimo estabelecer quaisquer relações, apenas porque são de "esquerda", são supostamente "progressistas", são supostamente do "bem"? 
Ao mesmo tempo em que discute a crise de energia ou faz críticas ao PIB, o líder do PMDB na Câmara Eduardo Cunha não se esquece da política no varejo – participa de cruzadas evangélicas e até de casamentos comunitários. Não à toa, foi o quinto deputado mais votado do Rio, com 150.616 votos colhidos em todos os 92 municípios fluminenses.
Mais uma vez, parece, pelo tom desse parágrafo, que o deputado federal evangélico Eduardo Cunha, faria coisas incompatíveis, como cuidar do PIB nacional e da crise de energia, e, ao mesmo tempo, andar pelos subúrbios, vias e favelas, fazendo política. Por que, seria feiro e incompatível a um líder da bancada do PMDB andar no meio do pobrerio? 
Antes de se eleger pela primeira vez pelo PPB (antigo PP) em 2002 e ganhar prestígio no Congresso, Cunha já dominava as entranhas da administração pública estadual. No governo Anthony Garotinho (1999-2002), foi presidente da Telerj e da Companhia Estadual de Habitação (Cehab). Ambos estão rompidos, e Cunha evita falar o nome do desafeto. Chama-o de garoto de recados da ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Hoje, Cunha é próximo do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes, ambos do PMDB.
Neste parágrafo, é evidente a vontade de demonstrar que o deputado federal Eduardo Cunha é um serviçal do poder, que procura estar sempre próximo do poder. E que, além disso, é um infiel, que troca de partido. Vejam só, que crime!!!!!
A lista de aliados no Rio inclui figuras como os irmãos Brazão (o deputado estadual Domingos e o vereador Chiquinho), suspeitos de serem ligados a milícias. Um advogado lotado no gabinete do parlamentar chegou a ser preso, acusado de ser o braço jurídico de um grupo paramilitar que domina favelas. Domingos declarou 24 doações à campanha de Cunha, segundo a Justiça Eleitoral (total de R$ 63,2 mil). O dinheiro que vai, também retorna: Cunha doou R$ 250 mil à campanha de Domingos.
Muito interessante. Quer dizer que Eduardo Cunha tem essas relações "promíscuas" com milícias que atuam em favelas no Rio de Janeiro, mas os petistas não têm esses problemas? Os petistas não criaram, afinal, a maior organização criminosa que já operou no País e que atuou no maior crime continuado já cometido no Brasil, o de atentar contra o Estado Democrático de Direito e seus fundamentos, um crime de lesa-pátria? Zero Hora nunca disse isso. 
Entre os doadores de Cunha, não há empreiteiras. A influência das construtoras é mascarada: o PMDB recebeu R$ 16 milhões delas, e doou a maior parte dos R$ 4,7 milhões que custaram a eleição de Cunha. O deputado defendeu os interesses delas na Lei Geral da Copa e emplacou o regime diferenciado de contratações (RDC), que permite uma licitação com menos amarras.
A matéria é de uma profunda hipocrisia. Bastaria analisar as contas de campanha de candidatos mais votados nos mais diversos partidos, escolher aqueles que tiveram gordas doações dos seus próprios partidos, e investigar de onde veio o dinheiro. Sugiro uma pauta para a editoria de Política de Zero Hora: pergunte ao prefeito de Canoas, Jairo Jorge, qual a origem das doações do PT para a campanha dele? Pergunte se não teve lixo na campanha dele.
Outro aliado seu vai disputar a Presidência da República: o pastor Everaldo Pereira, do PST (um dos partidos do blocão), que, em algumas pesquisas, aparece com 3% dos votos.
Qual o problema se um pastor evangélico, Everaldo Pereira, do PST, pretende disputar a Presidência da República? Evangélicos estão proibidos de ter essa pretensão? Mas as comunidades eclesiais de base da Igreja Católica, aquelas de onde saiu o famigerado Silvinho "Land Rover" Pereira, podem apresentar candidaturas? Aquela gente do MST, apoiada pela CNBB e CIMI, pode apresentar candidaturas sem qualquer estranheza de parte da Zero Hora?
Cunha é movediço. Transita entre figurões de Brasília com a mesma desenvoltura com que percorre subúrbios do Rio e da Baixada Fluminense, seus redutos eleitorais. Seu esporte predileto é destratar petistas. Os alvos vão do governador Tarso Genro, que o criticou por estar atrapalhando a votação do projeto da dívida dos Estados, ao presidente nacional da sigla, Rui Falcão.
Chamar Eduardo Cunha de "movediço" é a mais escarrada intenção da diminuição do papel do deputado federal. "Movediço" seria, assim, algo como um "bandido sorrateiro". Tanto que, apesar de transitar "entre figurões de Brasília" ele anda com a mesma desenvoltura entre os eleitores de vilas e favelas do Rio de Janeiro e da Baixada Fluminense. Que coisa, não é mesmo? Esse cara é um perigo, um horror! Ora, dá licença. Mas, neste parágrafo, redator e editor de Política da Zero Hora são traídos pelo inconsciente: dizem que o "esporte predileto" do parlamentar Eduardo Cunha é "destratar petistas". Ora, onde já viu isso?!!!! Não pode, petistas não podem ser destratados.... Isso é uma das maneiras mais primárias de desqualificar um adversário, a de tentar demonstrar que ele é vil, baixo, portador de baixas qualidades, um desqualificado, em último análise. E Eduardo Cunha seria um "desqualificado" porque, vejam só, tem o mau hábito de destratar petistas. Mas, o esmero mesmo do texto vem a seguir: imaginem que Eduardo Cunha tem  atrapalhado Tarso Genro na sua intenção de ver votado o projeto que renegocia os índices da dívida dos Estados. Isso é verdadeiramente criminoso. E, por extensão, ele também não poderia estar criticando o magnífico presidente nacional do PT, Rui Falcão, por acaso um ex-jornalista neotrotskista (foi membro do antigo POC - Partido Operário Comunista). 
Apesar dos embates, Cunha jamais perde o bom humor – principalmente quando se refere a protegidos de Dilma, como o secretário do Tesouro, Arno Augustin, que ganhou espaço como interlocutor da presidente na área econômica após a saída de Nelson Barbosa da secretaria executiva da Fazenda: "Parece que trocaram uma Brastemp (Barbosa) por um Arno" – ironiza.
A gente fica na dúvida se, apesar de tão desqualificado, Zero Hora está vendo algo positivo ou negativo no fato de Eduardo Cunha, "apesar dos embates", ser um sujeito que "jamais perde o bom humor". Seria talvez ruim essa atitude? Deveria Eduardo Cunha ter uma aparência igual à do petista Arlindo Pasqualini, reconhecido como "uma simpatia"?

PSDB CRITICA PESADAMENTE O TARIFAÇO DE ENERGIA DA PETISTA DILMA ROUSSEFF

O Instituto Teotônio Villela, do PSDB, emitiu uma forte crítica contra a política da petista Dilma Rousseff na área de energia. Leia a seguir: “O tarifaço de energia de Dilma - Durou pouco, muito pouco, a fantasia de contas de luz baratinhas que o governo teceu desde fins de 2012 como manto para a campanha de Dilma Rousseff à reeleição. O modelo está fazendo água por todos os cantos e demandando aportes bilionários, bancados por contribuintes e consumidores. Em poucos meses, guiado pelas mãos da presidente, o setor elétrico brasileiro foi à breca. Ontem, a equipe econômica anunciou um pacotaço que eleva a R$ 31 bilhões os custos gerados pelo desequilíbrio criado no setor a partir da edição da malfadada medida provisória 579, em setembro de 2012. Como parte das medidas, o governo também antecipou que vem mais aumento de imposto pela frente para bancar parte do rombo. E, espertamente, jogou para depois das eleições o tarifaço que será necessário para soerguer o setor de energia. A partir de 2015, as contas de luz deverão subir com mais força do que caíram. Segundo cálculos de uma consultoria em energia publicados por O Globo, há um aumento de 24%  já represado para ser repassado às tarifas a partir do ano que vem. Parte disso (4,6%) já irá entrar nas contas de luz deste ano, segundo a Aneel. Ou seja, tudo o que Dilma anunciou como uma “histórica redução” nos preços da energia no país irá para o ralo rapidinho. A crise energética é fruto exclusivo de iniciativa tomada pela presidente Dilma estritamente sob prisma eleitoral, a desastrada MP 579. Na ocasião, a presidente usou a data cívica mais importante do país, o aniversário da Independência, para convocar rede nacional de rádio e televisão e alardear a redução nas contas de luz. Será que agora fará o mesmo para explicar aos cidadãos que a medida não deu certo e eles terão de começar a pagar a conta já neste ano? Desde a truculenta intervenção, o setor elétrico, que vinha razoavelmente bem, tornou-se uma colcha de retalhos, com remendos atrás de remendos e empresas antes sólidas levadas à beira da falência. Em pouco mais de um ano, as concessionárias do setor viram quase R$ 60 bilhões virarem fumaça. Suspenderam investimentos, demitiram funcionários, vão devolver usinas e parar de gerar energia. Tudo em decorrência de uma medida de caráter explicitamente eleitoreiro em favor de Dilma. Pela operação anunciada ontem, serão necessários mais R$ 12 bilhões para cobrir o rombo do setor elétrico neste ano. Para aportar a parte do Tesouro (R$ 4 bilhões), o governo vai apelar para a receita clássica: aumentar impostos. Com isso, irá se repetir a sina da gestão petista em relação à carga tributária: para o alto e avante. Assim foram nos quatro anos do governo da atual presidente e em sete dos últimos oito anos. O valor a ser desembolsado pelo Tesouro se somará a outros R$ 9 bilhões já previstos para 2014 e irá se juntar aos quase R$ 10 bilhões despendidos com a mesma finalidade no ano passado. Tudo somado, já são R$ 23 bilhões que o contribuinte brasileiro terá que desembolsar em função do curto-circuito que Dilma criou, por interesses exclusivamente eleitorais, no setor elétrico brasileiro. A maior parte dos recursos do pacotaço divulgado ontem (R$ 8 bilhões) será buscada no mercado financeiro, por meio de empréstimos feitos por agentes privados – mais especificamente a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, desde ontem rebatizada “Contabilidade Criativa de Energia Elétrica”). A partir de 2015, portanto depois das eleições e devidamente acrescido de juros, o valor financiado será incorporado às tarifas de energia pagas pelos consumidores – as mesmas que foram transformadas por Dilma em bandeira eleitoral desde o ano passado. Não é certo que a engenharia financeira dará certo: há mais de um ano, a CCEE tenta montar um sistema de garantia financeira para operações do setor com bancos privados, mas, por causa das dificuldades por que passam as empresas de energia no país, não consegue convencê-los. Com isso, é de se prever que bancos públicos poderão ser novamente (ab) usados na operação de financiamento. Além disso, por meio de suas térmicas, a Petrobras pode ser novamente usurpada para assegurar preços baixos nos leilões para contratação de energia que completam a operação de salvamento lançada ontem pelo governo – em dezembro, porém, fracassou tentativa semelhante de contratar energia mais barata por meio de pregões. A Folha de S.Paulo classificou toda a operação de “mais um malabarismo intervencionista”, que “jogou para um futuro próximo – mas convenientemente posterior às eleições – uma conta fiscal e inflacionária”. Para o Valor Econômico, trata-se de “uma estratégia arriscada”. Nem todo o malabarismo e nem todos os riscos assumidos serão suficientes, contudo, para tapar todo o rombo que as concessionárias de energia deverão ter com a geração e a compra de energia muito mais cara e escassa. As medidas tomadas pelo governo abarcam apenas R$ 12 bilhões de um rombo que só neste ano deve beirar R$ 20 bilhões. A conta dos desequilíbrios pode, portanto, subir ainda mais. O pacotaço também representa uma confissão oficial de que o suprimento de energia está no fio da navalha. Segundo a consultoria PSR, o risco de racionamento de energia no Brasil continua aumentando e já chegou a 24%. As medidas anunciadas ontem são, ainda, uma admissão tácita de que o modelo energético que tem em Dilma Rousseff seu artífice e maior responsável naufraga a olhos vistos – em breve, quiçá, à luz de velas".