sexta-feira, 4 de abril de 2014

CÂMARA NEGA APOSENTADORIA POR INVALIDEZ A JOSÉ GENOÍNO; COMO PESSOA, ELE CONTINUA "VÁLIDO". QUE BOM!

Após uma bateria de exames e uma sequência de adiamentos, a junta médica da Câmara dos Deputados negou nesta sexta-feira o pedido de aposentadoria por invalidez do ex-deputado José Genoino (PT-SP). O parecer dos médicos aponta que Genoino “não é portador de cardiopatia grave” e, portanto, não deve ser beneficiado com o afastamento laboral. Conforme solicitou o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, o laudo deve ser enviado à Corte para sustentar a decisão sobre o pedido de prisão domiciliar do mensaleiro.

Com a negativa, Genoino manterá os vencimentos atuais de cerca de 20.000 reais por tempo de serviço. Se conseguisse o benefício, ele teria direito ao salário integral e vitalício de deputado, hoje no valor de 26.700 reais. Condenado a quatro anos e oito meses no julgamento do mensalão, Genoino está provisoriamente em prisão domiciliar em Brasília e aguarda decisão do ministro sobre a necessidade de retornar para o presídio da Papuda. No final de novembro, um laudo médico elaborado a pedido de Joaquim Barbosa constatou que a prisão domiciliar não era “imprescindível” para o ex-presidente do PT. Ainda assim, Joaquim Barbosa estendeu o benefício ao mensaleiro. O presidente da Corte, então, solicitou à Câmara um novo laudo dos exames, que definirá o futuro do petista nos próximos dias.
José Genoino entrou com o pedido de aposentadoria por invalidez em setembro do ano passado, menos de dois meses após ter passado por uma cirurgia cardíaca e antes de renunciar ao mandato. O primeiro laudo da Câmara dos Deputados já havia revelado o diagnóstico: o mensaleiro sofre de hipertensão, mas não foi diagnosticado com “doença especificada em lei do ponto de vista médico-pericial”. Como ele tinha passado por uma operação, os médicos optaram por adiar a decisão e pediram um prazo de noventa dias para concluir a análise.
No início de fevereiro, o mensaleiro passou por uma nova série de exames – e obteve a mesma negativa. A defesa do ex-presidente do PT, porém, recorreu da decisão e solicitou novos exames a serem anexados na análise. No novo laudo, os médicos da Câmara afirmam ter levado em consideração o Manual de Perícia Oficial em Saúde do Servidor Público, além de diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, e apontam que José Genoino não apresenta doença que “resulte em incapacidade laboral definitiva”. Não cabe recurso da decisão. Por Reinaldo Azevedo

DILMA SE ENCONTRA À SOCAPA COM LULA EM UM HOTEL PARA DEBATER A PETROBRAS. OU: PETROBRAS NÃO É A "BELLE DE JOUR" DA POLÍTICA PARA MANTER ENCONTROS FURTIVOS. MAIS INSTITUCIONALIDADE, SOBERANA!

hotel neon
Este post é daquela linhagem que começa assim: “Que gente pitoresca!”.
O presidente de fato, Luiz Inácio Lula da Silva, e a presidente de direito, Dilma Rousseff, resolveram se encontrar em São Paulo para debater, a portas fechadas, a crise da Petrobras. Entendo! Ela era a presidente do conselho, a poderosa ministra da Casa Civil e Senhora Absoluta do setor energético quando a lambança foi feita. Ele era o presidente da República. A Petrobras era dirigida por José Sérgio Gabrielli, um lulista fanático. O presidente de fato está furioso com a presidente de direito: acha que ela levou a crise para dentro do Palácio ao afirmar que votou a favor da compra sem dispor de todos os dados. Do ponto de vista estritamente factual, a observação dele faz sentido. O chefão do PT está bravo com o seu poste — que ilumina cada vez menos — porque faltou a ela o devido senso de malandragem: era para agasalhar a questão, sair xingando a oposição e acusar Fernando Henrique Cardoso de ter tentando privatizar a Petrobras. É mentira, claro! Para Lula, no entanto, não existem nem verdade nem mentira na política: apenas o que é e o que não é útil ao PT. Trata-se de um gigante moral, como se sabe.
Dilma participou da solenidade de entrega de unidades do Minha Casa Minha Vida em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, evento para o qual levou Alexandre Padilha a tiracolo — como se isso fosse a coisa mais normal do mundo. Por que trataria a Petrobras como coisa pública quem trata a própria Presidência da República como coisa privada? Segundo a agenda, estava previsto que voltaria direto para Brasília. Mas não! Fez uma parada na cidade de São Paulo para se encontrar com Lula num hotel.
É curiosa essa fixação que tem o PT por encontros em hotéis. Já repararam nisso? Existe um escritório da Presidência em São Paulo. O tema da conversa, afinal, é de interesse público. Não há nada de errado no fato de a atual presidente se reunir com o ex. Por que num hotel?
É que a verdadeira república petista é aquela que se movimenta no mundo paralelo, nas esferas não institucionais, nas sombras, nos corredores… Não é casual, já observei aqui, Lula ter criado um ministério que se chama “das Relações Institucionais”, o que só faz sentido porque se supõe que o poder também lida com as “relações não institucionais”. Façam uma pesquisa sobre os escândalos do petismo: o cenário é sempre um hotel. Quando o presidiário José Dirceu arrumou um emprego, ora vejam,! foi como gerente de um hotel, cuja história é mais enrolada do que André Vargas tentando explicar suas relações com um doleiro. Lembram-se da empresa de consultoria do mesmo Dirceu? Fazia reuniões num… hotel!
A presidente não é a “Belle de Jour”. Não tem de ficar se encontrando em hotéis, à sorrelfa e à socapa, com senhores barbudos para discutir os destinos da maior empresa pública brasileira.
Não sei quais explicações Dilma deve a seu chefe. Sei as que ela deve ao povo brasileiro: por que não fez nada quando descobriu o golpe que tinham dado na Petrobras?
Por que, presidente? Por Reinaldo Azevedo

EX-SENADOR BOLIVIANO ASSASSINADO POR MOTORISTA DE OLACYR DE MORAES ACOMPANHOU DILMA ROUSSEFF EM VIAGEM À RUSSIA

Xiii… Que história cabeluda! O busílis é o seguinte: Miguel Garcia Ferreira, 61 anos, motorista de Olacyr de Moraes, aquele que já foi o rei da soja, matou a tiros um ex-senador boliviano que morava há muitos anos no Brasil: Andrés Fermín Heredia Guzmán, de 60 anos, que era diretor de duas mineradoras que pertencem ao empresário. Não era, assim, um qualquer, como verão. A coisa é enrolada pra chuchu e pode envolver interesses verdadeiramente bilionários.

1: Segundo Ferreira, Heredia Guzmán estava chantageando Olacyr. O que havia para chantagear? Ainda não se sabe.
2: Seja o que for, e a ser verdadeira a história, o boliviano vinha sendo bem-sucedido. Nesta sexta, ele havia ido à casa do empresário, no Morumbi, e saído de lá com, atenção!, R$ 400 mil em dinheiro vivo.
3: Quando Guzmán estava deixando a casa de Olacyr, Ferreira lhe pediu uma carona.
4: No trajeto, o motorista de Olacyr sacou o revólver. O outro teria reagido, e ele disparou. Uma unidade policial que estava perto do local, nas imediações do Palácio dos Bandeirantes, chegou e encontrou o corpo de Guzmán caído ao lado do carro, uma Cherokee blindada.
5: Ferreira já estava num outro veículo, com as roupas sujas de sangue, e a sacola com os R$ 400 mil. Consta que havia pegado uma carona com uma mulher que nada teria a ver com a história. Quem dá carona a um sujeito todo sujo de sangue, assim, sem mais nem aquela? Não tenho ideia.
Pois é… Guzmán estava integradíssimo ao Brasil. Falava um português impecável, como vocês podem constatar nesta entrevista a Heródoto Barbeiro.
Lembram-se da visita que a presidente Dilma Rousseff fez à Rússia? Pois é… O ex-senador boliviano integrava a comitiva, segundo a Gazeta Russa. Vejam que ali já se informa a sua ligação com Olacyr de Moraes. Transcrevo trecho da reportagem de 28 de janeiro do ano passado. Leiam. Volto em seguida.
*
Na próxima quinta-feira (31), uma delegação russa composta pelos proprietários da empresa «Mast», Serguêi Chak e Serguêi Makhov, além de geólogos, desembarca em São Paulo, de onde segue para o município de Barreiras, na Bahia, que possui uma enorme reserva de escândio. Pela primeira vez, russos e brasileiros esboçam uma parceria nessa área estratégica.
A viagem desses russos ao Brasil foi engendrada ainda durante a visita da presidente Dilma Rousseff a Moscou, em meados de dezembro de 2012. Na comitiva de empresários que a acompanhou, estava o ex-senador Andres Guzman, diretor para assuntos internacionais da Itaoeste Mineração e da OMF Mineral Star.
“A visita à Rússia foi um sucesso. Tivemos a oportunidade de nos reunir com a empresa ‘Mast’, que já tem tradição no trato de minerais raros há mais de trinta anos», contou Guzman à Gazeta Russa.
Rumo a Marte
Até 1993, quando o setor foi estatizado no país, a «Mast» explorava diversos minerais, e até mesmo urânio na Rússia. Apesar das mudanças no setor, a empresa seguiu trabalhando com produtos como escândio, tálio e lítio.
Seus clientes estão distribuídos por doze países, tais como Estados Unidos, China, Índia, França, Inglaterra, Alemanha. Para a norte-americana “Smith&Wesson”, por exemplo, a “Mast” fabrica um cano especial para armamento de repetição balística.
“Eles elaboram o produto em uma de suas empresas, de acordo com o ‘cardápio’ do cliente”, conta Guzman. “É uma empresa de ponta que atua não só na separação dos materiais, como também na qualificação, agregando valor a esses minerais.”
Segundo Guzman, os planos das empresas são amplos. “Ao lado da venda de escândio bruto, pretendemos assinar um acordo de transferência de tecnologia. Podemos gerar uma terceira empresa associada e instalar uma planta para agregar valor em território brasileiro e vender estes produtos acabados a empresas de altíssima tecnologia, tais como Boeing, Airbus, Nasa. O tratorzinho que chegou em Marte utiliza essas ligas especiais.”
No Brasil
Na Bahia, a delegação irá se reunir com o governador da Bahia, Jacques Wagner, e com alguns integrantes do seu secretariado, além de outros políticos, como o deputado federal Nelson Pellegrino.
“Nosso projeto na Bahia está estimado em 20 bilhões de dólares. O céu é o limite”, afirma Guzman. Em troca, de acordo com ele, o Brasil ganha divisas e a transferência de tecnologia. «A Embraer, por exemplo, compra os trens de aterrissagem na Europa ou nos Estados Unidos porque não existe no mercado local o domínio das ligas dos minerais raros com alumínio.»
Empresário de ponta
A reserva de Barreiras pertence a um dos empresários mais audaciosos do país. Olacyr de Moraes foi o mais jovem bilionário brasileiro. Chegou a ter mais de 40 empresas atuando em diversos ramos, tais como construção civil, transporte, agronegócio, pecuária, geração de energia, implementos agrícolas, armazenamento e estocagem de alimentos etc.
Em seu currículo de «self made man» constam duas realizações que fazem dele um dos maiores empreendedores da história brasileira. Nos anos 1980, ele ergueu, nas terras até então consideradas inóspitas do Centro-Oeste, um império agrícola. Fez jus ao epíteto de “Rei da Soja”.
(…)
Retomo
Abaixo, vocês vêm a foto em que Heredia Guzmán (de gravata bordô), ao lado de Olacyr, negocia com o governador petista Jaques Wagner.
boliviano com Olacyr e Jaques

Por Reinaldo Azevedo

PETROBRAS - EM MANOBRA DO GOVERNO, FOSTER E LOBÃO CANCELA AUDIÊNCIA NO SENADO FEDERAL

A presidente da Petrobras, Graça Foster, e o ministro Edison Lobão (Minas e Energia) cancelaram os depoimentos que prestariam à CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado na próxima terça-feira (8) e no dia 15 para falar sobre a compra da refinaria de Pasadena (EUA) pela estatal. O recuo foi articulado por aliados da presidente Dilma Rousseff, que consideram desnecessário Foster e Lobão falarem agora diante da possibilidade de criação da CPI da Petrobras. Os depoimentos tinham sido sugeridos pelo PT antes dos pedidos de criação da comissão de inquérito –para que Foster, e depois Lobão, rebatessem as denúncias de irregularidades no negócio envolvendo a compra da refinaria. A presença do ministro e da presidente da Petrobras era uma tentativa de convencer a oposição de desistir da CPI, mas a estratégia não fez o PSDB e o DEM mudarem de ideia. Como a oposição, e depois os próprios governistas, apresentaram pedidos de CPI, aliados de Dilma agora consideram que as audiências na comissão poderiam desgastar ainda mais a imagem da estatal.

Presidente da CAE, Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que Foster está disposta a falar e só cancelou o depoimento diante da “estratégia” traçada pela bancada do PT no Senado. “A Graça me disse que quer falar, mas foi orientada para ir à CPI, já que teremos a comissão. A estratégia veio da liderança do PT no Senado”, afirmou Lindbergh. ”O acerto era ela vir para falar e, depois, a oposição discutiria se teria CPI ou não. Então, não temos obrigação dela vir”, completou o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE). O líder afirmou que, se o Congresso efetivamente instalar CPI, a presidente da Petrobras deve ser a primeira a ser chamada a depor –por isso duas audiências não se justificam. “Se a CPI não for criada, nós traremos ela e o ministro. O convite está mantido.” Foster encaminhou ofício por email à CAE cancelando o depoimento. No documento, Foster afirma que vai aguardar o desenrolar dos fatos antes de ir ao Congresso. Lobão, segundo Humberto Costa, também deve encaminhar em breve o pedido de cancelamento.
Presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado, Vital do Rêgo (PMDB-PB) indicou nesta sexta-feira o senador Francisco Dornelles (PP-RJ) para relatar o pedido do PT que inviabiliza a criação da CPI da Petrobras no Congresso. A CCJ vai analisar o questionamento petista na próxima terça-feira (8). Dornelles, que integra a base aliada do governo federal, vai ter que decidir se o argumento dos petistas de que não há “fato determinado” para a criação de inquérito deve prosperar. Por meio de assessores, Dornelles disse que ainda vai estudar o convite de Vital, mas sinalizou que não deve aceitar a relatoria. O senador afirmou que está envolvido com a aprovação da medida provisória 672, por isso não teria tempo de discutir o caso e há outros nomes mais “preparados” para a função.
O relator da CCJ também terá que analisar outro pedido, apresentado pelo PSDB, que pede para que a CPI da Petrobras reúna apenas temas ligados à estatal. O PT afirma que os quatro temas sugeridos pela oposição sobre a Petrobras para serem investigados pela CPI não têm conexão entre si –por isso não constituem objeto a ser analisado pela comissão. Se o pedido do PT for aceito pela CCJ, e depois a decisão for mantida pelo plenário do Senado, nenhuma CPI da Petrobras deve ser instalada. Do contrário, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), já adiantou que a comissão de inquérito a ser criada é a proposta por senadores governistas. Há quatro pedidos de criação de CPIs da Petrobras em tramitação no Congresso, dois apresentados pela oposição e dois por aliados de Dilma. Dois deles são de CPIs exclusivas do Senado, e outros dois de CPIs mistas (com deputados e senadores). Por Reinaldo Azevedo