domingo, 6 de abril de 2014

SE A ELEIÇÃO FOSSE HOJE NO RIO GRANDE DO SUL, OS GAÚCHOS ESTARIAM LIVRES DO PETISTA TARSO GENRO, A GOVERNADORA SERIA ANA AMÉLIA LEMOS

A pesquisa Ibope contratada pela RBS e que foi divulgada neste sábado mostra que a senadora Ana Amélia Lemos tem folgada vantagem sobre o petista "grilo falante" Tarso Genro, de 38% a 31%. Como o peremptório petista Tarso Genro é o campeão de rejeição dos eleitores gaúchos, as suas chances ficam bem reduzidas. Ele caminha para se tornar um grande Adão Villaverde. O resultado da pesquisa é o seguinte: Primeiro turno - Ana Amélia, PP - 38%; Tarso Genro, PT - 31%; José Sartori, PMDB - 5%; Vieira da Cunha, PDT - 3%; Segundo turno - Ana Amélia - 48%; Tarso - 34%. A rejeição do peremptório petista "grilo falante" Tarso Genro é de 26%, enquanto a da senadora Ana Amélia Lemos é de apenas 10%.

CASCO DA PLATAFORMA P-66 DEIXA O DIQUE SECO DO ESTALEIRO RIO GRANDE 1

A Petrobras iniciou, na manhã de sábado a desdocagem do casco da P-66 do dique seco do Estaleiro Rio Grande - 1 (ERG-1), em Rio Grande (RS). A operação é considerada um marco para a Companhia por se tratar do primeiro casco replicante da série de oito plataformas, que estão em construção para atender ao pré-sal da Bacia de Santos. As atividades começaram em 28 de março com o alagamento parcial do dique seco e posterior lastreamento e inspeção do casco. O enchimento do dique foi retomado no dia 4 de abril, quando as condições climáticas se apresentaram adequadas, até atingir os cerca de 14 metros de profundidade necessários à abertura da porta-batel (comporta). Com essas etapas concluídas, a porta-batel foi retirada e a unidade de produção seguiu, com o apoio de quatro rebocadores, para o cais Sul do ERG-1, onde ficará atracada para a conclusão dos trabalhos. Com a saída da P-66, serão deslocados para o dique-seco os megablocos (parte do casco formada por vários blocos) 1 e 2 da P-67, outra plataforma da série replicante, atracados temporariamente no Estaleiro Honório Bicalho, também em Rio Grande. Após a finalização da docagem dos megablocos será executado o fechamento da porta-batel, o esvaziamento do dique, o posicionamento dos megablocos e limpeza geral. No dique, as estruturas serão integradas ao megabloco 3 e receberão outros equipamentos e módulos, até que o casco seja completamente montado. O megabloco 3 será içado, em partes, da área de pré-edificação do ERG-1, onde está localizado, para o dique-seco, com o uso do pórtico de 2 mil toneladas. Cada um dos cascos, da P-66 e da P-67, possui 288 metros de comprimento, 54 metros de largura (boca) e 31,5 metros de altura. As plataformas são do tipo FPSO (Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Transferência de Petróleo e Gás) e terão capacidade de processamento de 150 mil barris de óleo dia e de 6 milhões de metros cúbicos de gás dia. Além disso, contam com estrutura capaz de estocar 1,6 milhões de barris de óleo e atuarão em profundidade d´água de 2,2 mil metros. Ambas as plataformas se destinam ao campo de Tupy, operado pela Petrobras (65%) em parceria com a BG E&P Brasil Ltda (25%) e a Petrogal Brasil S.A. (10%).

DIRETORES DA ASTRA VIRARAM ACIONISTAS DA REFINARIA DE PASADENA, SEM PAGAR NADA POR ISSO

A Petrobras e a Astra Oil não foram as únicas sócias da refinaria de Pasadena. Logo após a estatal brasileira adquirir 50% do negócio por 360 milhões de dólares, a Astra firmou um acordo interno com seus funcionários atribuindo-lhes participação no negócio, segundo documentos obtidos pelo site de VEJA na Justiça do Texas. O porcentual foi retirado da fatia da Astra e transferido a alguns de seus diretores. O valor pago pelas ações, segundo depoimentos dos próprios executivos, foi zero. Mike Winget, então presidente da Astra, ficou com 7% das ações, enquanto o brasileiro Alberto Feilhaber e outros diretores abocanharam cifras mais singelas — de 1,7%. Em seu depoimento na Câmara de Arbitragem, Feilhaber reconheceu que a Astra lhe havia oferecido participação no negócio. Questionado se ele havia desembolsado algo por elas, o executivo, visivelmente nervoso, afirmou que não sabia. "Então essa participação lhe foi dada?", questionou um dos árbitros. "Eu acho que sim. Eu acho que foi algo como um bônus, algo assim", disse Feilhaber, de maneira vaga. Em outros depoimentos, diretores da Astra, incluindo o presidente Mike Winget, detalharam melhor o modelo de participação. Em vez de receberem bônus pelos resultados alcançados pela empresa belga, os executivos poderiam escolher ser premiados com ações da refinaria de Pasadena. Em troca de e-mails entre Winget e Chuck Dunlap, um dos poucos funcionários provenientes da Astra que ainda estavam em Pasadena em julho de 2008, Dunlap deixava claro que a única razão de estar ainda no grupo era a perspectiva da venda da participação da Astra para a Petrobras — e, consequente, o valor que embolsaria sendo acionista. Dunlap questionava Winget se ele continuaria protegendo seus interesses de acionista, mesmo se a situação se tornasse insustentável em Pasadena e ele se visse obrigado a pedir demissão. Dunlap pedia uma confirmação por escrito da existência do acordo que dividia as ações entre alguns diretores. "Se você naufragasse em seu barco na Costa Rica ou batesse a cabeça numa prancha de surfe, eu não iria querer ter de convencer Gilles (Samyn, presidente da controladora da Astra) dos termos do acordo que nós firmamos, sobretudo porque os termos desse acordo não estão claros", escreveu o diretor. Winget respondeu tentando tranquilizar o subordinado. Afirmou que garantiria o pagamento da participação a todos os envolvidos, não importasse o valor da venda da refinaria. "Eu não posso garantir qual valor será porque ainda não sei. Mas você receberá o mesmo patamar que o resto de nós, ajustado ao porcentual que você detém", disse o então presidente. Os documentos da Justiça americana não confirmam se a diretoria da Astra e alguns de seus representantes na refinaria de Pasadena, de fato, receberam seu porcentual correspondente pela venda à Petrobras. Mas, caso Winget tenha honrado o acordo firmado com os funcionários e convencido a Bélgica a aceitá-lo sem vetos, ele próprio teria recebido cerca de 50 milhões de dólares ao fim do litígio, enquanto Feilhaber teria abocanhado 12 milhões de dólares. Winget, atualmente, está aposentado — e o comando da Astra Oil Trading nos Estados Unidos está nas mãos do brasileiro Feilhaber, que acumulou mais de vinte anos de experiência como trader da Petrobras.

EM DOIS ANOS DE GESTÃO DA PETROBRAS, PASADENA PERDEU US$ 300 MILHÕES

Se controlar os gastos em sua operação brasileira parece não ser o forte da Petrobras, fazê-lo em subsidiárias no Exterior é tarefa ainda mais improvável. Exemplo disso é o rombo no balanço da refinaria de Pasadena nos anos de 2007 e 2008. Os números nunca foram discriminados no resultado financeiro da estatal, mas foram obtidos com exclusividade pelo site de VEJA na Justiça do Texas — e assustam. Em dois anos, as perdas acumuladas chegaram a 300 milhões de dólares, quase 700 milhões de reais. A conta torna-se ainda mais espantosa porque se trata de um levantamento parcial. De 2009 para cá, levando-se conta que a refinaria jamais deu lucro, o saldo negativo pode ter se ampliado de forma exponencial. Pasadena foi adquirida pela Petrobras por 1,18 bilhão de dólares após um litígio de dois anos com a Astra Oil, que terminou em 2011. Relatório confidencial da KPMG feito em 2009 apontava que a refinaria acumulava prejuízos subsequentes e que seu fluxo de caixa dependia essencialmente dos aportes de seus sócios, Petrobras e Astra Oil. Ainda de acordo com o documento, a capacidade da empresa de cumprir suas obrigações financeiras era “historicamente e amplamente” relegada aos controladores. Diante das baixas expectativas de entradas futuras de dinheiro, a KPMG afirmou que não esperava que a dependência “fosse revertida no médio prazo”. O relatório mostra que, em 2007, as perdas foram de 6,5 milhões de dólares — e avançaram para 289,9 milhões de dólares no ano seguinte. Os salários de funcionários de uma refinaria obsoleta eram parte relevante dos gastos. No balanço mostrado pela KPMG consta que 12 milhões de dólares foram usados para pagar funcionários em ambos os anos, sem que uma gota de gasolina saísse dos tonéis. Contudo, tais despesas se tornam secundárias se comparadas a supostos bônus que os funcionários da refinaria receberam sem que ela desse um dólar de lucro. Depoimento do supervisor tributário de Pasadena, Dong-Joon, ao qual o site de VEJA teve acesso, dado em 2009, afirmava que o Fisco americano havia questionado a refinaria pelos bônus de 52 milhões de dólares pagos a funcionários naquele período. Joon afirmava que os fiscais queriam um maior detalhamento sobre o pagamento dos prêmios, mas a refinaria afirmou, em correspondência oficial, que não poderia explicar o que quer que fosse. Joon também exercia a função de supervisor tributário na Petrobras América, subsidiária da estatal brasileira. A gastança desenfreada foi um dos maiores pontos de discórdia entre a Astra e a Petrobras na gestão de Pasadena. Executivos da empresa belga já afirmavam, em troca de e-mails datados de dezembro de 2006, que os gastos eram o último item da lista de preocupações da estatal. “Como Alberto (Feilhaber) disse tantas vezes, a Petrobras não tem nenhum problema em gastar dinheiro”, afirmou o diretor Terry Hammer em mensagem ao presidente da Astra, Mike Winget, e ao próprio Feilhaber — ex-funcionário de carreira da Petrobras e então diretor da área de trading da empresa belga. A estatal tinha a intenção de dobrar a capacidade de produção de Pasadena, o que exigiria investimentos da ordem de 2 bilhões de dólares. Os belgas, segundo os documentos da Justiça americana, não estavam dispostos a dividir tal aporte pelo simples fato de não acreditarem no retorno de seus investimentos após a modernização e ampliação da refinaria. Foi justamente o ímpeto de dispêndios que impôs uma barreira intransponível entre a Petrobras e os sócios belgas logo no início da joint venture, e sepultou qualquer chance de acordo entre ambas. A Petrobras não informa o quanto teve de aportar na refinaria deficitária e tampouco os investimentos feitos no projeto. Contudo, no testemunho de Mike Winget na Câmara de Arbitragem, o executivo afirmou que a estatal injetou mais de 200 milhões de dólares na operação de Pasadena, sem levar em conta os valores relativos à aquisição. Winget reconheceu que, a partir de dezembro de 2007, quando a situação entre as duas empresas já estava perto do insustentável, a Petrobras passou a financiar sozinha Pasadena, sem pedir recursos à Astra.

ALIANÇA COM JÁDER BARBALHO DIVIDE O PT NO PARÁ

A decisão do diretório regional do PT em aprovar a aliança com o PMDB do senador Jader Barbalho no Pará não foi capaz de unir o partido em torno do mesmo projeto. Uma parte dos petistas no Estado não aceita a ligação com o grupo de Barbalho, a quem apontam como principal culpado pelo fracasso da derrota da então governadora Ana Júlia nas eleições de 2010. No último fim de semana o diretório regional aprovou a aliança com o PMDB por 261 votos a 100. A aliança prevê Helder Barbalho, filho de Jader, como candidato ao governo e o ex-deputado Paulo Rocha (PT) como candidato ao Senado. A vice ainda está em aberto. A idéia é deixar a posição para negociar com outros partidos. Aliar com o PMDB era um desejo da executiva nacional do PT. Integrantes da cúpula entendem na aliança com Jader a única forma de vencer o governador do Pará, Simão Jatene (PSDB). Para os petistas defensores da união entre os dois partidos, Ana Júlia não teve capacidade política de manter a base de sustentação na Assembléia Legislativa. As duas legendas marcharam juntas nas eleições de 2010, mas uma parte dos petistas não fez campanha para Jader, que se elegeu senador mesmo barrado pela Lei da Ficha Limpa. A ala comandada pelo deputado Cláudio Puty (PT-PA), contrária à aliança, diz que o peemedebista minou o governo da petista.

FORNECEDORES DA PETROBRAS AMEAÇAM PARLAMENTARES COM FIM DAS DOAÇÕES PARA QUE NÃO HAJA CPI. ELES REPRESENTAM 30% DO CAIXA DAS CAMPANHA ELEITORAIS

O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) é um exemplo das obras superfaturadas da Petrobras. Ali atuam as grandes empreiteiras e maiores fornecedores da estatal. Andrade Gutierrez, por exemplo, a maior doadora eleitoral das campanhas de 2012, lidera o consórcio para implantação de tubos e participa de outro consórcio, para terraplanagem, junto com Odebrecht e Queiroz Galvão, também grande alimentadores de caixas de campanha. Apenas nesta obra, o TCU encontrou indícios de superfaturamento da ordem de R$ 780 milhões. 

Segundo o Estadão, de cada R$ 10 doados por empresas a candidatos e comitês nas eleições de 2010 e 2012, R$ 3 vieram de fornecedores da Petrobrás. Maior companhia brasileira, a estatal está no centro da mais ampla rede de financiamento privado de campanhas eleitorais no Brasil. Detentores de contratos com a companhia petrolífera desembolsaram ao menos R$ 1,4 bilhão em contribuições às campanhas de postulantes a presidente, governador, prefeito, deputado e senador. A matéria abaixo é da Folha de São Paulo.

Empreiteiras e outros grandes doadores de campanhas eleitorais estão pressionando deputados e senadores governistas e da oposição a desistir da criação de CPIs no Congresso para investigar os negócios da Petrobras e o cartel acusado de fraudar licitações de trens em São Paulo. De acordo com seis parlamentares que transitam no meio empresarial e um assessor presidencial ouvidos pela Folha, os interlocutores das empresas afirmam que uma CPI pode reduzir o "ânimo" dos empresários para financiar candidaturas na campanha eleitoral deste ano.

Os primeiros contatos começaram há duas semanas, depois que a oposição conseguiu as assinaturas para criação de uma CPI para investigar a Petrobras no Senado. Doadores foram estimulados pelo próprio governo a entrar em campo para convencer senadores a retirar suas assinaturas do primeiro pedido de criação da CPI, apresentado pelo PSDB. A tentativa se revelou frustrada.

Houve conversas com parlamentares governistas e da oposição. Um deles, que pediu para não ser identificado, relatou que os interlocutores das empresas pediram "bom senso" aos congressistas, lembrando que sempre há o risco de uma CPI sair de controle.

"O mundo trocou BBM com o doleiro Alberto Youssef", contou um parlamentar governista, citando o sistema de troca de mensagens do celular do doleiro acusado de participar de um esquema de lavagem de dinheiro desbaratado pela Polícia Federal.

Segundo a PF, Youssef tinha relacionamento estreito com o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, que está preso em Curitiba e guardava planilhas detalhadas com registros do que fazia. Por essa razão, as empresas temem o que pode acontecer se ele contar o que sabe ou se suas planilhas vierem à tona durante uma CPI, "Ele é muito organizado. É batom na cueca", diz um congressista. Esse congressista sustenta também que uma investigação contra as principais doadoras de campanha num ano eleitoral comprometerá o financiamento dos candidatos.

Depois do mensalão, o setor privado passou a temer ainda mais as CPIs. Nos casos da Petrobras e do cartel de trens paulista, lembram congressistas, as investigações poderiam atingir clientes da estatal e empresas que participaram da construção de metrôs em outros Estados. Representantes das empresas também entraram em contato com assessores presidenciais para pedir ao Planalto que desista de partir para a guerra contra as CPIs.

Em reunião recente com sua equipe para avaliar o clima no Congresso, a presidente Dilma Rousseff afirmou ser contra a criação de comissões parlamentares de inquérito, mas disse que, se a oposição vai criar a dela, o governo não pode ficar na defensiva.

VEJA AS EMPRESAS QUE PAGARAM PROPINAS PARA DIRETORES DA PETROBRAS E POLÍTICOS DO PT, PP E PMDB

Segundo as investigações da Policia Federal no âmbito da Operação Lava Jato, estas são as empresas corruptoras que usaram as contas do ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, e do doleiro Alberto Youssef, para o pagamento de propinas a diretores da estal e políticos do PT, PP e PMDB: Engevix. Sanko Sider, M Consultoria, Investminas, Consórcio Rnest, Jaraguá Equipamentos, Sanko Serviços, Galvão Engenharia, Projetec, Construtora OAS, OAS Engenharia, Coesa Engenharia, Unipar, Phisical. Mas, há mais. A Polícia Federal pegou as planilhas completas na casa do diretor Paulo Costa, que Lula costumava chamar de "Paulinho". Ele está preso. Para prestarem serviços ou venderam produtos para a Petrobrás, as empresas precisavam pagar propinas a uma espécie de clube, pagando taxas que variavam de R$ 300 mil a R$ 500 mil cada uma, comprometendo-se, além disto, a passar mensalmente uma taxa sobre o valor dos contratos. Nos documentos apreendidos pela Polícia Federal, há pedido de propinas para o ex-deputado Pedro Corrêa, ex-líder do PP, um dos expoentes do Mensalão do PT. Depósitos foram encontrados para o deputado Luiz Argolo, ex-PP, como também paras o ex-ministro das Cidades, Mário Negromonte. Diretórios do PP, PT e do PMB levaram propina. Na lista dos corruptores aparecem dois consórcios que trabalham nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, cujo custo é estimado em R$ 20 bilhões.

POLÍCIA FEDERAL INVESTIGA VENDA DE REFINARIA DA PETROBRAS NA ARGENTINA

A Polícia Federal está investigando a venda de uma refinaria na Argentina feita pela Petrobras em 2010. A localização da refinaria é considerada estratégica porque está perto de importantes oleodutos e de um porto - o que facilita o escoamento da produção. O difícil é encontrar alguém para falar sobre a negociação que levou Oil Combustibles a comprar a refinaria, os estoques e uma rede de postos da Petrobras em 2010. Desde o início do mês passado, a venda é investigada pela Polícia Federal. Em dois documentos da Petrobras sobre a transação, aparecem valores diferentes da venda: o anúncio oficial aponta um preço total de US$ 110 milhões. Já no balanço da empresa de 2010, o valor é menor: US$ 102 milhões. A polícia quer saber para onde foi essa diferença de US$ 8 milhões e se houve evasão de divisas. Segundo a Petrobras, até agora a empresa não recebeu qualquer intimação da polícia sobre investigações referentes à venda da refinaria São Lorenzo. E o valor correto da operação, de acordo com a Petrobras, foi registrado em maio de 2011: US$ 102 milhões.

LAUDO APONTA AFUNDAMENTO DO SOLO COMO CAUSA DE ACIDENTE EM OBRAS DA ARENA CORINTHIANS

Segundo estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o terreno em que estava o guindaste não tinha a firmeza que deveria. Laudo elaborado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aponta afundamento do solo como causa do acidente com guindaste que matou dois operários nas obras da Arena Corinthians, em novembro do ano passado. O estudo foi encomendado pela Liebherr, construtora do guindaste. A conclusão do estudo é que o solo onde estava assentado o guindaste de 114 metros, considerado o maior do Brasil, era muito mais mole do que o indicado para suportar o equipamento. A medida de firmeza recomendada para o local era de 80%, mas a avaliação apontou que ela estava em apenas 13%. Outro ponto aferido foi a compactação do terreno, que estava em um índice médio de 6,3 em vez dos 10 indicados. A Odebrecht, construtora responsável pelas obras, declarou que as condições do terreno eram propícias para suportar o guindaste. A empresa diz ter realizado análises em mais de 200 pontos do terreno e não ter detectado problemas. O acidente ocorreu em 27 de novembro do ano passado. O caso está sendo investigado pelo 65º DP, que ainda não chegou a uma conclusão do que de fato motivou a tragédia.

NOVAS DIRETRIZES PARA CURSOS DE MEDICINA INCLUEM ESTÁGIO OBRIGATÓRIO NO SUS E AVALIAÇÃO DE ESTUDANTES A CADA DOIS ANOS

Após meses de discussão, a Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação aprovou, na quinta-feira, as novas diretrizes curriculares nacionais dos cursos de Medicina, com a obrigatoriedade de que pelo menos 30% da carga horária do estágio obrigatório, em regime de internato, ocorra no Sistema Único de Saúde (SUS), na atenção básica e em serviço de urgência e emergência. O documento segue agora para o ministro da Educação, Henrique Paim, a quem caberá analisar e homologar as diretrizes. As novas diretrizes aprovadas incluem ainda uma avaliação nacional dos estudantes de Medicina a cada dois anos, que será obrigatória e classificatória para os programas de residência médica. A previsão é de que a avaliação comece em um prazo de dois anos após a aprovação da medida e seja aplicada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). As mudanças foram apresentadas pelo conselho e discutidas em audiência pública no dia 26 de fevereiro com a participação de entidades que representam estudantes de Medicina, médicos e instituições de ensino e também integrantes dos ministérios da Saúde e da Educação. A reformulação das diretrizes dos cursos de Medicina foi motivada pela lei que instituiu o Programa Mais Médicos (12.871/2013). Um dos objetivos do programa — aumentar o número de vagas na residência médica — foi incluído nas novas diretrizes. O documento prevê que, até o final de 2018, os programas de residência médica devem ofertar vagas em número igual ao de egressos dos cursos de graduação em Medicina do ano anterior. Pela resolução aprovada, a duração do curso ficou confirmada em seis anos. Ao criar o Mais Médicos, o governo cogitou ampliar a duração para oito anos.

JUSTIÇA MANDA 70% DOS SERVIDORES DA CEEE RETORNAREM AO TRABALHO

Após cinco dias de greve dos eletricitários da empresa, o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região acatou pedido de liminar do Grupo CEEE na sexta-feira para que ao menos 70% dos funcionários da área operacional e do call center voltem ao trabalho de forma imediata. A intenção é garantir a continuidade dos serviços essenciais de energia durante a paralisação da categoria. Segundo a CEEE, o presidente do Sindicato dos Eletricitários do Rio Grande do Sul (Senergisul), Danilo Garcia, foi notificado ainda na sexta-feira de que, se a decisão judicial não for cumprida, a entidade será multada em R$ 50 mil ao dia.

CNJ SUSPENDE SINDICÂNCIA CONTRA JUIZ RESPONSÁVEL POR PRESOS DO MENSALÃO DO PT NO DISTRITO FEDERAL

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou na sexta-feira a suspensão da investigação preliminar aberta pela Corregedoria do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios para avaliar as ações do juiz Bruno André Silva Ribeiro na condução das execuções das penas dos condenados no processo do Mensalão do PT. A decisão tomada pelo conselheiro Gilberto Martins vale até que a corregedoria envie ao CNJ informações sobre as razões que justificaram a abertura do processo contra o juiz. O conselheiro também pediu dados sobre as transferências ocorridas durante os últimos dois anos na Vara de Execuções Penais do Distrito Federal. “Quanto à redesignação do magistrado Bruno André da Silva Ribeiro para exercício em vara distinta da VEP, parece-me, à primeira vista, injustificada. Contudo, não constam dos autos o referido ato de redesignação, seus motivos, nem tampouco a data em que ocorreu. Informações que poderiam demonstrar a pessoalidade e, portanto, a invalidade, do ato administrativo em questão” afirmou Martins. O caso chegou ao STF e CNJ após o juiz ter se declarado impedido por motivo de foro íntimo para analisar as questões relacionadas aos condenados enquanto o processo contra ele estivesse em tramitação.

MINISTÉRIO DO TRABALHO PRETENDE FISCALIZAR OBRAS DO ESTÁDIO ITAQUERÃO DIARIAMENTE

Mesmo que as obras das arquibancadas provisórias da Arena Corinthians (Itaquerão) sejam liberadas, o Ministério do Trabalho e Emprego pretende fiscalizar os trabalhos constantemente. “Mesmo que a gente suspenda a interdição, vamos ter visitas diárias dos nossos auditores ao estádio”, ressaltou o superintendente regional do ministério em São Paulo, Luiz Antônio de Medeiros. Os técnicos do órgão estiveram na sexta-feira no canteiro, que fica na zona leste da capital paulista.Os trabalhos foram embargados no dia 29, após a morte do operário Fábio Hamilton da Cruz, de 23 anos, que caiu de uma altura de oito metros. Fábio era funcionário de uma empresa contratada pela Fast Engenharia, companhia terceirizada que prestava serviço para a Ambev, encarregada da montagem das arquibancadas móveis. A interdição deve continuar pelo menos até a próxima segunda-feira.Segundo Medeiros, o foco do órgão é garantir a segurança dos operários. “Vamos nos concentrar na garantia de vida das pessoas. Disso nós não abrimos mão”, destacou. O superintendente ponderou, no entanto, que as obras têm diversas irregularidades trabalhistas. “Isso é uma avaliação minha, pessoal, à medida que eu converso com os técnicos. Teve muito problema de terceirização, quarteirização. Teve problema de excesso de horas extras. Teve problema de falta de folgas. Teve tudo quanto é problema”, enumerou.

MERCEDES-BENZ VAI CORTAR PRODUÇÃO E MÃO DE OBRA

A Mercedes-Benz, unidade do grupo alemão Daimler, informou em carta aos funcionários que tem 2 mil trabalhadores excedentes na fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, unidade fabril que emprega quase 12 mil pessoas. Assim, nos próximos dias, a empresa vai abrir um programa de demissão voluntária (PDV) dirigido aos funcionários de todos os setores da unidade fabril. A empresa cortará ainda um dos dois turnos de trabalho na linha de caminhões em São Bernardo a partir de 5 de maio. A área emprega 2 mil operários e os que forem dispensados ficarão em licença remunerada. Desde o início do ano, este setor opera apenas quatro dias por semana, também em razão da queda das exportações para a Argentina. Além de caminhões, a fábrica produz ônibus, motores e transmissões. Parte dos 200 trabalhadores do setor de CKD (veículos desmontados para exportação) também vai entrar em férias coletivas. Na fábrica de Juiz de Fora (MG), onde são fabricados apenas caminhões, os 450 trabalhadores terão férias de 20 dias a partir de 22 de abril. Outra montadora, a Ford, já anunciou esta semana que dará seis dias de folga a partir de sexta-feira aos 900 operários da fábrica de caminhões de São Bernardo. Em março, eles já foram dispensados por cinco dias. Outras empresas, inclusive de automóveis, estão reduzindo a produção. "Estamos negociando com o governo medidas para evitar que o problema se aprofunde", disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques. Uma das propostas em discussão é a criação do Sistema Nacional de Proteção do Emprego, baseado em experiências da Alemanha. Segundo ele, a proposta tem apoio das montadoras e consiste em usar o dinheiro que seria pago como seguro desemprego para bancar parte dos salários dos funcionários que ficariam afastados do trabalho no período de baixa demanda. Outra proposta é iniciar o programa de renovação da frota de caminhões antigos, que prevê incentivos na troca por modelos mais novos. No primeiro trimestre, as vendas de caminhões no Brasil somaram 38.350 unidades, queda de 10,40% sobre as 42.802 unidades de igual período de 2013, de acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), divulgados nesta semana. Se forem somados motocicletas, implementos rodoviários, máquinas agrícolas e outros veículos emplacados, o total de veículos comercializados no acumulado de 2014 somou 1.218.333 unidades, uma queda de 0,20% em relação às 1.220.772 unidades de igual período de 2013.

MAIS UM RESPONSÁVEL POR FISCALIZAR MENSALEIROS NA PAPUDA É DEMITIDO

O governo petista do Distrito Federal exonerou o servidor Valter José Faé Júnior, chefe do núcleo de inteligência do Centro de Progressão Penitenciária (CPP), onde estão presos os mensaleiros Valdemar Costa Neto e Jacinto Lamas e outros três condenados do processo. Faé é o terceiro servidor do CPP que deixa o cargo por causa de revelações de regalias dos mensaleiros que cumprem pena no presídio. Reportagens de VEJA mostraram que os petistas José Dirceu e Delúbio Soares têm tratamento diferenciado, como direito a podóloga, visitas fora do horário regulamentar e até feijoada aos finais de semana. Nesta semana, o jornal Folha de S.Paulo mostrou que Valdemar recebe deputados para reuniões políticas e passou no McDonald’s no período que trabalha fora do presídio. Lamas faz caminhadas e se encontrou com a mulher.

GRUPO FEMINISTA DISTRIBUI ALFINETES PARA SEREM USADOS CONTRA "ENCOXADORES" NO METRÔ

Um grupo feminista decidiu adotar uma tática inusitada contra os estúpidos que incentivam o assédio a mulheres nos vagões de trens e do metrô de São Paulo: 500 alfinetes foram distribuídos para usuárias na estação Capão Redondo, na Zona Sul da capital paulista, contra os autointitulados "encoxadores" – que filmam abusos no metrô com celulares e compartilham as imagens nas redes sociais. A campanha é organizada pelo Movimento Mulheres em Luta e foi batizada "Não me encoxa que eu não te furo". A Polícia Civil já deteve 34 pessoas acusadas de abusos no metrô – dois casos foram registrados como tentativa de estupro.

MÉDICOS SUSPENDERÃO ATENDIMENTO A PLANOS DE SAÚDE NESTA SEGUNDA-FEIRA EM SÃO PAULO

Médicos, dentistas, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais do Estado de São Paulo vão suspender o atendimento a clientes de todos os planos de saúde durante a próxima segunda-feira. Os profissionais protestam contra as operadoras e a falta de fiscalização da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A ação, lançada na sexta-feira por entidades médicas paulistas, vai afetar apenas as consultas agendadas. "Recomendamos aos médicos que atendam normalmente emergências e cirurgias, porque nosso objetivo não é prejudicar o paciente", diz Florisval Meinão, presidente da Associação Paulista de Medicina (APM). Ele recomenda aos pacientes que remarquem os atendimentos marcados para a data.

ATOR "CORONEL" DO FILME "TROPA DE ELITE II" É PRESO COM MACONHA NO RIO DE JANEIRO

O ator Rodrigo Lembrguber Candelot, que interpretou no cinema o coronel "Formoso", no filmae "Tropa de Elite II", foi detido na noite de quinta-feira por portar drogas em um automóvel. Candelot foi autuado como usuário e responderá a processo criminal no Juizado Especial. O ator é filho da socióloga Julita Lemgruber, que defende a descriminalização do uso de drogas como forma de reduzir a violência dos confrontos entre policiais e traficantes. A abordagem ao ator foi feita por policiais da 9ª DP (Catete).

AMBEV NÃO REAJUSTARÁ PREÇO DE CERVEJAS ATÉ O FIM DA COPA DO MUNDO

A Ambev, maior cervejaria brasileira, informou na sexta-feira que não reajustará o preço de suas cervejas até o fim da Copa do Mundo, que será encerrada em 13 de julho. O anúncio acontece após o governo ter divulgado, no início da semana, a elevação dos impostos sobre cervejas e outras bebidas, num movimento para gerar 200 milhões de reais em receita extra. A decisão da Ambev é uma estratégia aos moldes do que foi o "Verão sem Aumento", campanha que garantiu o congelamento do preço das cervejas da companhia durante o período, com adesão de mais de 500 mil pontos de vendas no País. Em comunicado, a companhia informou que a iniciativa relacionada à Copa "tem como meta obter novamente a adesão de meio milhão de pontos de venda pelo Brasil, garantindo cerveja com os mesmos preços praticados desde o começo do verão". A equipe de vendas da Ambev visitará estabelecimentos neste mês para conversar com os empresários a fim de que mantenham os preços sem reajuste, segundo o comunicado. A Ambev é dona de marcas como Skol, Brahma, Antarctica, Stella Artois e Budweiser.

NAS REDES SOCIAIS, IPEA VIRA MOTIVO DE PIADA APÓS ERRO GROSSEIRO

Na sexta-feira, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), órgão do governo federal, divulgou nota em que afirma que o resultado da pesquisa que apontava que a maioria dos brasileiros apoiava ataques a mulheres estava errado, grosseiramente errado. Ao contrário do que foi divulgado há nove dias, 26% e não 65% dos brasileiros concordam com que “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”. A correção do instituto provocou uma enxurrada de críticas nas redes sociais – algumas muito bem-humoradas. O Ibope do PT, como é conhecido o Ipea, um instituto completamente desmoralizado pelo aparelhamento petista, é um sinal acabado do representa o governo do PT, uma grande fraude.

CADE DETERMINA INVESTIGAÇÃO EM FRIGORÍFICOS ARRENDADOS PELA JBS

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) determinou a realização de diligências para averiguar os detalhes do processo de arrendamento de três frigoríficos da Rodopa e da Forte Empreendimentos pela empresa de alimentos JBS. A Superintendência-geral do órgão antitruste entendeu que o ato de concentração é "complexo" e, por isso, pediu uma avaliação de terceiros, segundo despacho publicado na sexta-feira no Diário Oficial da União. O processo de investigação será realizado por uma figura judicial que não tem relação com o Cade. O objetivo é analisar com profundidade os fatos que não ficaram totalmente comprovados na documentação e para sanar algumas dúvidas sobre pontos relevantes do processo de aprovação. O pedido de aprovação deu entrada no Cade em dezembro do ano passado e refere-se a três unidades de abate de bovinos e desossa em Santa Fé do Sul (SP), Cassilândia (MT) e Cachoeira Alta (GO). Aquisição da Frinal. Na sexta-feira, o Cade também aprovou, sem restrições a compra do frigorífico avícola Frinal, de Garibaldi (RS) pela JBS Aves. O Conselho de Administração da JBS já havia aprovado a operação no final de janeiro, pelo valor de 103,5 milhões de reais, mas a transação dependia ainda do aval do órgão antitruste. A Frinal está envolvida nas atividades de abate de frangos e comercialização de carne de frango in natura, além de atividades acessórias que compreendem a produção de ração para frangos, incubação de ovos e frango e plantel de frangos matrizes.

ANEEL AUTORIZA ELETROBRAS A ASSUMIR CONTROLE DA CELG

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) publicou no Diário Oficial da União de sexta-feira uma resolução autorizando a transferência do controle societário direto da Celg Distribuição para a Eletrobras. A agência já havia concordado com a operação em sua reunião de 25 de março. A Eletrobras deverá comprar, no mínimo, 50,88% e, no máximo, 51% das ações da Celg. A transferência deve ser implementada em até 120 dias, segundo a resolução do órgão regulador. A CelgPar e a Eletrobras precisarão enviar à Aneel as cópias dos documentos da operação em até 30 dias, a contar da data de sua efetivação. A incorporação pela Eletrobras da Celg Distribuidora foi anunciada em janeiro. Em grave situação financeira há pelo menos quatro anos, a empresa, mantida pelo governo do Estado de Goiás, vem tendo sua "federalização" discutida na Eletrobras e no Ministério de Minas e Energia desde o início de 2012. Até então o Estado de Goiás possuía 99,70% de participação na Celg Distribuidora. Agora, a empresa está em regime de gestão compartilhada com a Eletrobras. Ela atende a cerca 2,4 milhões de consumidores em 237 municípios de Goiás e é uma das maiores do País. Com a aquisição, a Eletrobras passa a contar com sete companhias de distribuição - do Piauí, de Roraima, do Acre, de Rondônia, do Amazonas, e do Alagoas, além da recém-incorporada de Goiás. Em todos os casos, as companhias eram originalmente administradas pelos governos estaduais, que sofriam com problemas financeiros.

BELGAS DA ASTRA QUERIAM DESFAZER NEGÓCIO COM A PETROBRAS JÁ EM 2006

A lua de mel entre a Astra Oil e a Petrobras após a assinatura do acordo de acionistas para a compra da refinaria de Pasadena durou poucos meses. O memorando de entendimentos entre as duas empresas foi assinado em março de 2006 e o acordo foi fechado em setembro daquele ano. Contudo, já em dezembro, diretores da Astra trocavam e-mails apontando diferenças estratégicas irremediáveis entre ambas e a necessidade de saída da companhia belga do negócio. A troca de mensagens consta de documentos obtidos na Justiça do Texas e aponta que a diretoria da empresa belga se articulava um mês antes da reunião de diretores da refinaria (que ocorreria em janeiro de 2007 e contaria com a participação da Petrobras) para pensar em uma estratégia de saída do negócio. Em e-mail enviado ao presidente da Astra, Mike Winget, e ao brasileiro Alberto Feilhaber, ex-funcionário da Petrobras e então diretor da empresa belga, o diretor Tom Nimbley afirmava que “as profundas diferenças culturais e filosóficas entre as duas empresas” dificultavam a criação de uma parceria de longo prazo construtiva. “Nós devemos considerar seriamente a execução de uma estratégia de saída que atenda aos interesses da Astra”, escreveu o executivo. De acordo com as mensagens trocadas entre os executivos, a Petrobras havia assumido a operação da refinaria e, de forma arbitrária, teria redesenhado a estratégia do negócio sem levar em consideração os anseios da empresa belga. O principal ponto de discordância estava na intenção de ampliar a capacidade da planta — e nos gastos que sua execução implicaria. Com a modernização, a Petrobras vislumbrava que a produção de Pasadena saltaria de 100 mil barris por dia para 200 mil. A ampliação da capacidade, segundo os diretores, seria “jogar dinheiro fora”. Os executivos apontavam que o refino do petróleo do campo de Marlim, no Golfo do México, seria mais dispendioso do que havia sido previsto — e que mesmo em posse desta informação, a Petrobras insistia em levar adiante a ampliação da capacidade. Nimbley afirmou que tal estratégia fazia parte de “uma agenda política da Petrobras” que não era, necessariamente, a melhor escolha para Pasadena. Ao insistir na ampliação, a Petrobras colocava em risco justamente o retorno anual de 6,9% à Astra nas operações de refino, previsto na cláusula Marlim. Em resposta, o diretor Terry Hammer afirmou que o aumento dos custos criava “um abismo” entre a forma como a Astra enxergava o negócio e a visão da Petrobras. “Nós simplesmente não temos os mesmos objetivos. Enquanto nós estamos lutando para ganhar alguns dólares otimizando a refinaria, a Petrobras é uma empresa completamente integrada que está olhando para os números de forma muito diferente”, escreveu Hammer. Para o executivo, os gastos eram o último item da lista de preocupações da estatal: “Como Alberto (Feilhaber) disse tantas vezes, a Petrobras não tem nenhum problema em gastar dinheiro”. O executivo relata uma conversa que teve com o então presidente da Petrobras América, Robson Bertoni, em que perguntou se Pasadena era o projeto mais caro da estatal no Exterior. Bertoni afirmou que não e que o plano estratégico para a produção de petróleo no Exterior custaria 5 bilhões de dólares apenas na primeira fase. Em documento enviado ao Comitê de Investimento Estrangeiro dos Estados Unidos (CFIUS), a Petrobras se comprometeu a investir, no mínimo, 2 bilhões de dólares em Pasadena. Tom Nemley respondeu afirmando que a estatal seria uma fonte constante de perda de recursos e capital humano — e que negociar a venda da participação da Astra a um valor “aceitável” era a melhor saída, permitindo à empresa belga buscar outras oportunidades “mais alinhadas com seus interesses”. A briga judicial que colocou fim à sociedade se iniciou apenas em 2009 e durou mais de dois anos, com a Petrobras assumindo um rombo total de 1,18 bilhão de dólares pela compra de 100% da refinaria.

IPEA - CHOQUE DE EGOS E CABIDE DE EMPREGO DE ALIADOS

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) se transformou, nos últimos anos, em reduto de disputas políticas e embate de egos. No final do governo Lula e início do governo Dilma Rousseff, sob a presidência do economista petista Márcio Pochmann, o instituto criado para produzir pesquisas voltadas a uma política estratégica do País, teve um de seus momentos mais sombrios, começando a se transformar, nas palavras de funcionários, em um verdadeiro órgão de propaganda governamental. A autarquia havia se tornado uma espécie de trampolim político para seu presidente, que sonhava em conquistar a prefeitura de Campinas. A gestão de Pochmann sempre foi marcada por suspeitas de aparelhamento político-partidário. Servidores do Ipea apontam, por exemplo, que nos últimos anos pesquisas elaboradas pelo instituto eram pré-concebidas para produzir resultados específicos. Sob a mesma gestão, pesquisadores foram orientados a rejeitar pesquisas cujos temas fossem avessos ao governo, como a defesa das privatizações. Com a saída de Pochmann para disputar a prefeitura de Campinas pelo PT – ele perdeu a disputa para Jonas Donizete (PSB) – o instituto, que poderia retomar seus projetos de pesquisa normalmente, permaneceu nas rodas da barganha política.

CID GOMES E ROSEANA SARNEY DESISTEM DO SENADO

Os governadores do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), e do Ceará, Cid Gomes (PROS), decidiram que não vão disputar uma vaga no Senado neste ano, ou qualquer outro cargo eletivo. A permanência deles à frente dos governos estaduais foi confirmada na sexta-feira, véspera do prazo para governadores, prefeitos e ministros deixarem suas atuais funções para concorrerem a novos postos nas eleições de outubro. No pronunciamento feito na tarde de sexta-feira, Roseana afirmou: “Vou ficar porque quero terminar o que iniciei. Quero terminar as ações do governo e deixar aqui cumprido o compromisso que tive com o povo ao me eleger para este mandato". Esta é a primeira vez nos últimos 24 anos que Roseana Sarney não disputará uma eleição. Cid Gomes não se pronunciou – nem seu partido –, mas sua decisão foi confirmada pela assessoria do governo do Ceará. Nesta semana, seis governadores abdicaram dos postos e passaram o bastão para seus vices. Na maioria dos casos, eles renunciam à função para concorrer ao Senado. Deixaram os cargos os governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB); Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB); Pernambuco, Eduardo Campos (PSB); Piauí, Wilson Martins (PSB); Amazonas, Omar Aziz (PSD); e Roraima, José de Anchieta Jr. (PSDB). Eduardo Campos disputará o Palácio do Planalto e será adversário da presidente Dilma Rousseff (PT) na corrida eleitoral. Sérgio Cabral ainda bateu o martelo sobre seu papel nas eleições de outubro. Outros quatro governadores não podem mais se reeleger e optaram por cumprir o mandato até o fim: Jaques Wagner (PT-BA), Teotonio Vilela Filho (PSDB-AL), Silval Barbosa (PMDB-MT) e André Puccinelli (PMDB-MS).

UM ASSASSINATO MUITO ESTRANHO DO EX-SENADOR BOLIVIANO EM SÃO PAULO, PELO MOTORISTA DO BILIONÁRIO OLACYR DE MORAES

O ex-senador boliviano Andres Fermin Gusman foi assassinado na sexta-feira nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. O autor do do crime é Miguel Garcia Ferreira, de 61 anos, motorista do empresário Olacyr de Moraes, que ficou conhecido como o "rei da soja". A vítima dava carona para o suspeito no momento em que foi alvejado por pelo menos três tiros. De acordo com a polícia, o funcionário de Moraes apontou um revólver calibre 38 para a cabeça do boliviano quando estava no banco do passageiro da caminhonete blindada. Depois de balear a vítima, o atirador desceu do veículo e entrou no carro de uma mulher que passava pelo local. O veículo foi parado por policiais do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos (Garra). Ao ser preso, Ferreira estava com as roupas sujas de sangue e uma bolsa com cerca de 400.000 reais. O dinheiro teria sido extorquido pela vítima do empresário. De acordo com o delegado Wagner Giudice, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que apura o crime, é preciso investigar a relação entre o ex-senador boliviano e Olacyr. "A princípio, o caso é um flagrante de homicídio. Mas iremos investigar as relações e, principalmente, origem do dinheiro que estava sendo transportado", afirmou. A polícia trabalha com a hipótese de que Ferreira tenha "tomado as dores" de seu patrão, para quem trabalhava há 38 anos.

GOVERNADOR PETISTA DO DISTRITO FEDERAL PROVOCA JOAQUIM BARBOSA EM RESPOSTA SOBRE REGALIAS

O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, foi irônico e subiu o tom contra o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que lhe cobrou providências a respeito das regalias concedidas pelo sistema prisional do Distrito Federal aos políticos presos. Ao longo de doze páginas encaminhadas à Corte na sexta-feira, o governador petista ironizou Barbosa ao negar o tratamento diferenciado e acusou o presidente do STF de ter feito uma "afirmação ofensiva" a ele. O documento foi encaminhado ao Supremo após Barbosa ter concedido um prazo de 48 horas, na última quarta-feira, para que Agnelo abrisse um inquérito disciplinar para apurar as vantagens dadas a seus colegas petistas presos na Papuda. O ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, teve direito a uma refeição especial – feijoada – dentro do Centro de Progressão Penitenciária (CPP). Em outro episódio, quando a carteira do petista desapareceu dentro do presídio, os agentes impediram os presos de deixar a cela até que o objeto fosse encontrado. As regalias culminaram na demissão de um diretor e um vice-diretor do CPP, unidade do sistema prisional do Distrito Federal que abriga detentos em pena de regime semiaberto e que já têm direito a benefícios como o trabalho externo.No requerimento encaminhado a Agnelo, Barbosa afirmou que, “depois de fracassadas as determinações à Sesipe (Subsecretaria do Sistema Penitenciário)”, a Justiça solicitou ao governador informações sobre as medidas adotadas para sanar as irregularidades flagradas na Papuda e que, “em atitude de claro desdém para com a autoridade judicial”, Agnelo “deu indicação clara da sua falta de disposição para determinar a apuração dos fatos narrados e oferecer solução para o problema posto”. Na ocasião, o governador sugeriu que não estaria obrigado a prestar qualquer informação ao juiz da Vara de Execuções Penais. Agnelo rebateu as acusações em tom de provocação e deixou a entender que Joaquim Barbosa teria sido influenciado por informações publicadas pela imprensa. No documento, ele provocou o presidente do STF a informar “onde, quando e por quem foram noticiadas” as regalias. “Repilo, com veemência, a afirmação ofensiva de Vossa Excelência, no sentido de que minha atitude caracterize desdém para com a autoridade judicial. Tratar com urbanidade as partes envolvidas em qualquer processo judicial constitui dever legal de todo magistrado. Em momento algum de minha manifestação adotei qualquer postura desrespeitosa, como não admito que se suscitem ilações infundadas sobre eventual falta de disposição de minha parte para determinar a apuração de fatos”, disse o arrogante governador petista do Distrito Federal ao presidente do STF.

INVESTIGAÇÕES DA POLÍCIA FEDERAL APONTAM QUE O DOLEIRO YOUSSEF E EX-DIRETOR DA PETROBRAS TERIAM CONTAS CONJUNTAS

As investigações da Polícia Federal apontam indícios de que as relações entre o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e o doleiro Alberto Youssef, não se restringe ao suposto pagamento de propina. Novos documentos indicam que os dois tem uma ampla parceria financeira, o que inclui, por exemplo, uma conta conjunta no Exterior. Costa e Youssef estão presos em Curitiba. Ambos foram detidos durante a Operação Lava Jato, investigação sobre lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. O bando detido teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões. “Os documentos retratados na representação sugerem a existência de uma conta corrente dele (o ex-diretor da Petrobras) com o doleiro, contas comuns no Exterior e a entrega de relatórios mensais da posição dele com o doleiro e com pagamentos em haver para ele e para terceiros, alguns deles também relacionados a negócios envolvendo a Petrobras”, afirma um dos relatórios da polícia. A Polícia Federal também acredita que Paulo Costa recebeu R$ 7,9 milhões em propina por “obras da refinaria Abreu e Lima, licitada pela Petrobras”. A construtora Camargo Correia pode estar por trás da origem do dinheiro, por intermédio de Yousseff. Em grampo telefônico da Polícia Federal de outubro de 2013, ele mencionou o recebimento de 12 milhões da empreiteira, presidida pelo executivo Vitor Hallack. Em uma planilha apreendida pela Polícia Federal sobre “comissões” pagas a consultorias ligadas ao doleiro, aparece a sigla CNCC no campo dos clientes, “em provável referência ao Consórcio Camargo Corrêa”. O valor das comissões é de R$ 7,9 milhões. O consórcio faz parte das obras da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, orçada em R$ 9 bilhões. Há onze anos essa complexa e bilionária estrutura da Petrobras funciona sob o comando do PT, partido no governo, que detém o controle executivo e gerencial da empresa. Nem o mais ardoroso militante petista pode, em sã consciência, afirmar que a Petrobras está em melhores condições agora do que antes de 2002. Não há lente ideológica capaz de produzir hoje uma imagem animadora da Petrobras. O consenso dos analistas da indústria petrolífera é que a Petrobras está soçobrando sob a bateria de abusos de que vem sendo vítima. É consenso também que o potencial da Petrobras é tão grande que, deixada em paz pelo governo, em pouco tempo retomará a trajetória que fez dela, no auge, uma das empresas petroleiras mais valiosas do mundo. Mas, abusaram do aparelhamento político da Petrobras, transformando-a em uma fonte de escândalos de corrupção. A Petrobras foi feita de ferramenta para tentar corrigir erros absurdos de política econômica, sendo obrigada a amargar prejuízos bilionários para segurar os preços do diesel e da gasolina nas bombas e, assim, mascarar a inflação. O resultado é desastroso para a empresa e para o Brasil.

TIM TENTOU COBRAR R$ 30 MIL POR DOIS DIAS DE INTERNET NO EXTERIOR

A Tim aprontou mais uma que acabou virando caso de justiça. Em 2011, a empresa enviou cobrança no valor de R$ 30.495,34 a um cliente pelo uso de internet no Exterior. O cliente adquiriu três celulares e foi “presenteado” com um minimodem em dezembro de 2010. Quando tentou devolver o aparelho, foi informado que poderia utilizá-lo durante seis meses sem custo.A confusão começou porque o cliente utilizou o minimodem durante uma viagem à Espanha em julho de 2011 e a Tim cobrou a conta pelo uso da internet em “roaming internacional”. O cliente entrou com ação na justiça pedindo a inexistência de débito, uma vez que nunca contratou o serviço e só foi informado dos custos após a utilização. O que mais impressiona e serve de alerta é que a conta de mais de R$ 30 mil foi referente à utilização do serviço por apenas dois dias.A Tim alegou que o minimodem foi utilizado no exterior por mais de duzentas vezes e disse que o período promocional de seis meses já tinha expirado. Para a empresa, o serviço foi utilizado e a importância cobrada era devida.A juíza Aída Oliveira Ribeiro da 15ª Vara Cível de Belo Horizonte explicou que não houve contestação do uso do serviço e sim do valor cobrado, além do não cumprimento, por parte da Tim, do que prevê o Código de Defesa do Consumidor. Sendo assim, a juíza concedeu a inexistência do débito ao cliente, pois considerou que houve inversão do ônus da prova.