quarta-feira, 23 de abril de 2014

MINISTRA ROSA WEBER DETERMINA QUE SENADO FEDERAL CONSTITUA A CPI EXCLUSIVA DA PETROBRAS

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta quarta-feira a instalação pelo Senado de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) exclusiva para investigar a Petrobras. Com a decisão, que tem caráter liminar até que o plenário do Supremo decida sobre o tema, Rosa Weber ignorou a tentativa do governo de empilhar na CPI outros temas para investigação. A CPI pretendida pelo governo é uma investigação ampla de Petrobras, contratos de trens para o metrô de São Paulo e construção do Porto de Suape e da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A intenção ao associar assuntos diversos é fazer uso político da investigação e atingir os adversários políticos Geraldo Alckmin e Eduardo Campos. O caso foi levado ao Supremo pela oposição, que exige a instalação imediata da investigação apenas sobre a Petrobras. O processo chegou ao gabinete da ministra Rosa Weber há duas semanas. Ela já tem um parecer com justificativas do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre sua decisão de instalar a CPI ampliada. Desde o dia 15, o processo estava somente nas mãos da ministra. Apesar de analisar apenas as duas CPIs propostas no Senado, pela oposição e pela base governista, a decisão de Rosa Weber deve se refletir sobre as duas CPIs mistas criadas no Congresso, mas que ainda não foram votadas. "Acredito que a ministra vai dar uma decisão respaldando a Constituição e o direito da minoria de investigar a Petrobras", disse o deputado federal Mendonça Filho, líder do DEM.

RÉU NO PROCESSO DO MENSALÃO MINEIRO, CLÉSIO ANDRADE DESISTE DE CANDIDATURA AO GOVERNO DE MINAS GERAIS

O senador Clésio Andrade (PMDB) retirou, nesta quarta-feira, a sua pré-candidatura ao governo de Minas Gerais. Com a medida, Clésio acata decisão da maioria da Executiva Estadual do partido, que apóia a pré-candidatura do presidente do PMDB de Minas Gerais, o ex-ministro Antônio Andrade, a vice-governador na chapa do candidato do PT ao governo, Fernando Pimentel. Clésio, que foi vice-governador no primeiro mandato de Aécio Neves como governador de Minas Gerais (2003-2006), é o único réu da ação do mensalão mineiro que ainda tramita no Supremo Tribunal Federal. O senador é acusado pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro na denúncia que apontou desvio de R$ 3,5 milhões de estatais mineiras para a campanha à reeleição de Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Réu em outra ação do mensalão mineiro que também tramitava no STF, Azeredo renunciou em fevereiro ao mandato de deputado federal, o que levou seu processo para a primeira instância em Minas Gerais.

NASA MONITORA ICEBERG QUE SE DESPRENDEU NA ANTÁRTIDA

Um satélite da agência espacial americana (Nasa) flagrou o iceberg B-31 se desprendendo do glaciar Pine Island, na Antártida, e está se dirigindo para o oceano aberto. Segundo a Nasa, o iceberg tem seis vezes o tamanho de Manhattan, em Nova York (EUA), e se dirige para uma área que não é muito usada por navios. As fotos foram tiradas em 38 de outubro e 13 de novembro de 2013.

AGROCONSULT VÊ CONSUMO FORTE E ALTA DE 2% NA PRODUÇÃO DE CARNE BOVINA NO BRASIL

A produção de carne bovina no Brasil deve crescer até 2% em 2014, para 10,5 milhões de toneladas equivalente carcaça, guiada por um forte crescimento do consumo no mercado externo e vendas internas sustentadas, estimou nesta quarta-feira o analista para divisão de agropecuária da Agroconsult. Mas mesmo diante do crescimento esperado na oferta, os preços do boi gordo e da carne bovina devem seguir sustentados, uma vez que o potencial de expansão da demanda é ainda maior. "O aumento de produção não deve ser suficiente para impactar os preços elevados, uma vez que o consumo seguirá sustentado", disse Maurício Nogueira, da Agroconsult, durante a apresentação do Rally da Pecuária, expedição que percorrerá os principais Estados produtores para levantar dados sobre o setor. Na estimativa da consultoria, os preços do boi gordo devem manter-se em alta de 12 a 16% em 2014 ante o ano passado, impulsionados pela expectativa de crescimento forte do consumo. E valor da carne bovina tende a acompanhar essa valorização, mas em percentual menor, disse Nogueira.

PT E PMDB FECHAM ALIANÇA POR CANDIDATURA DO PETISTA FERNANDO PIMENTEL EM MINAS GERAIS

O candidato ao governo de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT-MG), confirmou nesta quarta-feira a formação da aliança entre o PMDB e os petistas na disputa estadual em 2014. O ex-ministro e deputado federal Antônio Andrade, presidente do diretório mineiro do PMDB, foi um dos principais articuladores para que a executiva estadual do partido se posicionasse já no primeiro turno. Mais cedo, o senador Clésio Andrade (PMDB) retirou a sua pré-candidatura ao governo mineiro. "O senador abriu mão da candidatura, permitindo a unidade do PMDB em favor da aliança com o PT, o PROS e o PCdoB, que queremos ver confirmada nas convenções partidárias, em junho", afirmou Pimentel, ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

DEPUTADOS APROVAM VISITA AO BANDIDO PETISTA MENSALEIRO JOSÉ DIRCEU NA PAPUDA

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira requerimento do deputado Nilmário Miranda (PT-MG) para que um grupo de parlamentares visite o Complexo Penitenciário da Papuda e verifique as condições em que os presos cumprem suas penas. O requerimento inicial previa que os parlamentares checassem a situação do ex-deputado e bandido petista mensaleiro José Dirceu e se o petista tem regalias na prisão, mas o pedido só foi aprovado após a inclusão de um adendo que exige que a visita se estenda a todos os presos da penitenciária. O requerimento foi apresentado após um pedido dos filhos do bandido petista mensaleiro José Dirceu, que relataram a Miranda a deterioração do estado de saúde dele e seu "abatimento". Joana Saragoça e o deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) disseram que todos os recursos jurídicos para que o condenado no processo do Mensalão do PT possa cumprir sua pena no regime semiaberto se esgotaram e que as notícias de supostas regalias no presídio estariam postergando a decisão do Supremo Tribunal Federal de autorizá-lo a trabalhar. Durante a reunião da comissão, o petista Nilmário Miranda sugeriu que o grupo fosse suprapartidário, com deputados de partidos que não compõem a base aliada do governo, e já convidou a deputada Luiza Erundina (PSB-SP) para integrar o grupo. O deputado Jair Bolsonaro deveria se apresentar para fazer parte dessa comissão.

COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA DA CÂMARA APROVA LEI PARA TROCA DE MÉDICO QUE QUER DEIXAR CONVÊNIO

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira projeto que obriga operadoras de saúde a substituírem profissional de saúde que deixou de atender pelo convênio. Pelo texto, a mudança terá de ser comunicada aos consumidores com pelo menos 30 dias de antecedência. O projeto determina também a existência de um contrato entre operadoras, médicos, clínicas ou hospitais credenciados e reajuste periódico aos profissionais, uma antiga reivindicação da classe. Se não houver pedido de emenda em quinze dias, o projeto segue para sanção presidencial. O relator da proposta, deputado Fábio Trad (PMDB-MS) avalia que a mudança poderá trazer maior segurança para usuários de planos de saúde. Ele avalia que contratos teriam potencial para inibir também o abandono de médicos do atendimento aos planos. A aprovação do projeto foi comemorada pelo Conselho Federal de Medicina e pela Federação Nacional dos Médicos (Fenam).

PRAZO PARA LICITAÇÃO DE SATÉLITES TERMINA EM 29 DE ABRIL

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informa que os interessados na licitação de satélites devem entregar documentos na manhã do dia 29 de abril, na sede da agência, em Brasília. A data está fixada em aviso publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira. Trata-se de procedimento relativo à Licitação nº 1/2014 da Anatel, para conferir "direito de exploração de satélite brasileiro". Poderão ser credenciados até três representantes legais ou procuradores por proponente. No momento do credenciamento, deverá ser apresentada a comprovação de depósito da garantia de manutenção da proposta.

CÂMARA DOS DEPUTADOS SUSPENDE MANDATO DE DEPUTADO FEDERAL CARLOS ALBERTO LERÉIA, LIGADO AO BICHEIRO CARLINHOS CACHOEIRA

Em sessão realizada nesta quarta-feira, 23, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou a suspensão por 90 dias do mandato do deputado federal Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO). A votação foi aberta e contou com 353 votos a favor da punição e 26 contra em um quórum de 379 parlamentares. O processo contra o deputado foi apresentado por integrantes da Mesa em dezembro de 2012, após a revelação de que ele mantinha relação próxima com o contraventor Carlinhos Cachoeira, condenado por peculato, corrupção, violação de sigilo e formação de quadrilha. O processo também tinha como objetivo apurar possível envolvimento do deputado com os fatos investigados nas operações Monte Carlo e Vegas da Polícia Federal, nas quais um dos alvos era Carlinhos Cachoeira. A penalidade imposta nesta a Leréia contou com apoio de praticamente todas as bancadas, incluindo o próprio PSDB, que orientou os tucanos a votar a favor da punição. O único partido que "liberou" a bancada foi o PT. Durante esse período, Leréia não deverá receber salário de cerca de R$ 28 mil.

GOLDMAN COORDENARÁ CAMPANHA DE AÉCIO NEVES EM SÃO PAULO

Após ser aclamado na terça-feira, pelos dirigentes dos 27 diretórios estaduais do PSDB como candidato da legenda à presidência da República nessas eleições, fato que será oficializado no dia 14 de junho, o senador Aécio Neves (MG) já começa a montar o seu QG de campanha. Para coordenar sua corrida ao Palácio do Planalto em um dos Estados mais estratégicos e maior colégio eleitoral do País, São Paulo, o senador mineiro convidou o ex-governador e vice-presidente nacional da sigla, Alberto Goldman. "Quem deve anunciar oficialmente o meu nome é o Aécio", disse Goldman. Mas, confirmou que, no encontro dos dirigentes partidários na terça-feira, em Brasília, recebeu o convite do senador mineiro. "Já conversei com o Geraldo Alckmin e com outros dirigentes e falei para o Aécio que estou disposto a aceitar a missão". Goldman disse que a tarefa de coordenar uma campanha desse porte em São Paulo vai exigir muito mais que experiência e conhecimento. Ele se disse animado com a nova tarefa, apesar de saber que sua vida irá mudar muito nos próximos meses por conta do ritmo da corrida eleitoral.

SIFCO ENTRA COM PEDIDO DE RECUPERAÇÃO JUDICIAL

A fornecedora de autopeças Sifco entrou com pedido de recuperação judicial ontem e juntou-se ao grupo de companhias com bônus emitidos no Exterior que terá de renegociar com credores estrangeiros. O montante de dívida externa da companhia de US$ 95 milhões é baixo perto dos exuberantes US$ 3,6 bilhões da petroleira de Eike Batista OGX, que fez história entre os credores estrangeiros. Mas trata-se do nono caso desde que o Brasil passou a frequentar mais assiduamente o mercado de dívida externa na esteira da obtenção do grau de investimento pelo País em 2008, envolvendo renegociações de dívida de aproximadamente US$ 5,7 bilhões - considerando-se o valor de face emitido. Esse crescimento somado à redução do ritmo de expansão da economia brasileira chama a atenção de investidores que têm como foco o investimento em bônus com dívida vencida, ou também conhecidos como distressed bonds. De 2009 a 2013, o total de emissões brasileiras feitas lá fora, soberanas e por empresas, soma US$ 195,4 bilhões, de acordo com levantamento feito pela Dealogic, que compila globalmente esses números. O montante é pouco mais de US$ 100 bilhões superior ao que foi captado no período de oito anos anteriores, entre 2000 e 2008, de US$ 95,6 bilhões. Este ano, além da Sifco, a companhia do setor sucroalcooleiro Aralco também anunciou pedido de recuperação judicial aos detentores de US$ 250 milhões de bônus com vencimento em 2020. A Aralco entrou com pedido de recuperação judicial no dia 28 de fevereiro, apresentando dívidas de R$ 1,04 bilhão.

ANFAVEA QUER AMPLIAR PRAZO DE AFASTAMENTO TEMPORÁRIO DE TRABALHADORES

O setor automotivo brasileiro quer que o período de afastamento temporário dos trabalhadores no Brasil seja ampliado para mais de cinco meses em períodos de baixo crescimento econômico, disse o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, nesta quarta-feira. Atualmente, o afastamento de trabalhadores é limitado a cinco meses, com os salários pagos conjuntamente pelas empresas e pelo sistema governamental do seguro-desemprego. "A economia, não só a brasileira mas em geral, passa por momentos positivos e de ciclos negativos, e achamos que o Brasil precisa ter proteção aos empregados pensando nesses ciclos", disse Moan após encontro com o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland. Moan disse que o tema está sendo tratado entre montadoras e centrais sindicais e que ainda não foi levado ao governo. Se permitida, a extensão do prazo de afastamento temporário de trabalhadores não seria restrito às montadoras. O interesse das montadoras pela extensão do prazo ganhou força diante da queda nas vendas de automóveis, diminuição das exportações de veículos para países como a Argentina e consequente aumento dos estoques nos pátios. Em março, conforme dados apresentados pela Anfavea, o licenciamento de veículos foi de 240,8 mil unidades, com retração de 15,2% em comparação a março de 2013 e de 7,1% frente a fevereiro.

GOVERNO DILMA FAZ DEMAGOGIA NA ÁREA DA SAÚDE, LIBERANDO EXAMES PET-CT, QUANDO HÁ POUQUÍSSIMAS MÁQUINAS NO BRASIL

Um exame considerado por médicos como fundamental para o acompanhamento de pacientes que tiveram ou estão com câncer, o PET-CT, passará a ser ofertado no Sistema Único de Saúde. A inclusão ocorre com atraso de pelo menos 13 anos em relação às clínicas particulares e num formato ainda muito acanhado, avaliam sociedades médicas. É pura demagogia eleitoral com a saúde pública. O País tem pouquíssimas máquinas para os exames PET-CT. No Rio Grande do Sul inteiro, por exemplo, só existe uma dessas máquinas, que está sendo instalada agora. O acesso será permitido para pacientes com linfoma, com câncer de intestino grosso com lesão hepática e em alguns casos de câncer de pulmão. Uma lista de opções bem menor do que a ofertada para usuários de planos de saúde. Desde o início do ano, operadoras são obrigadas a garantir o exame para pelo menos oito indicações. Entre elas, casos de câncer de mama, de pele e cabeça e pescoço. "É o primeiro passo, mas esperávamos mais", afirmou o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, Celso Ramos. De acordo com ele, um número considerável de estudos demonstram que o uso do PET permite uma economia na área de saúde: "Os tratamentos são mais dirigidos. Evitam-se cirurgias e tratamentos desnecessários e, além disso, o exame traz mais chances de diagnosticar precocemente novos focos de câncer no paciente". A assessora técnica da Secretaria de Atenção à Saúde, Inez Gadelha, rebate as críticas: "A decisão foi adotada de acordo com critérios rígidos, em evidências que demonstram quais as melhores indicações, com melhores resultados". Pelos cálculos do Ministério da Saúde, 20 mil pacientes serão diretamente beneficiados pelo exame. O investimento com os exames será de R$ 31 milhões anuais. Além de uma indicação acanhada, Ramos disse estar preocupado com a forma de implantação do sistema. Embora o PET de forma geral tenha um impacto positivo na economia, ele é um exame caro. A dose do radiofármaco usado no teste custa, em média R$ 800,00. "É preciso garantir que o tratamento seja feito com qualidade. De nada adiantaria pagar pelo procedimento uma quantia baixa se houver uma redução na qualidade do teste", disse. A incorporação do PET no SUS não será imediata. O governo terá até 180 dias para regular como e quando isso será feito. Só isso já mostra como a decisão é demagógica e eleitoral. De acordo com Inez, o exame está disponível em 21 Estados do País. Ramos informou haver no País 100 centros que ofertam o exame tanto para pacientes particulares quanto para usuários de planos de saúde. Na avaliação do médico, a infraestrutura existente é suficiente para atender a demanda do sistema público.

OLP E HAMAS ANUNCIAM FORMAÇÃO DE UM GOVERNO DE UNIDADE NACIONAL

A formação de um governo palestino de união nacional foi anunciado nesta quarta-feira pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP), do presidente Mahmud Abbas, e o movimento terrorista islamita Hamas, que governa Gaza. O Fatah (principal partido da OLP, que governa a Cisjordânia) e Hamas, assinaram um acordo de reconciliação para acabar com a divisão entre Cisjordânia e Gaza em 2011, mas a maioria das cláusulas nunca foram aplicadas. Hamas se opõe às atuais negociações da Autoridade Palestina com Israel, que estão bloqueadas desde que o país se negou a libertar, no último dia 29 de março, um último contingente de prisioneiros palestinos e exigiu a prorrogação das negociações de paz, que deveriam terminar em 29 de abril. Esta não é a primeira vez que os irmãos inimigos do movimento nacional palestino anunciam a formação iminente de um governo de união nacional. O premier de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou o presidente palestino de sabotar o processo de conciliação ao buscar a reconciliação com o Hamas: "Em vez de escolher a paz com Israel, Abu Mazen (apelido de Mahmud Abas) opta pela paz com o Hamas. Pode-se ter uma, não as duas. Espero que ele escolha a paz com Israel, mas, no momento, não é este o caso". Já o negociador-chefe palestino, Saeb Erakat acrescentou: "Não se pode conseguir a paz sem que haja uma reconciliação. A reconciliação é uma prioridade nacional palestina".

JUSTIÇA MILITAR ABSOLVE SUBOFICIAL ACUSADO DE RESPONSÁVEL PELO INCÊNDIO QUE DESTRUIU BASE DE PESQUISA NA ANTÁRTICA

A primeira instância da Justiça Militar da União absolveu, na tarde desta quarta-feira, o suboficial da Marinha acusado de ter provocado o incêndio que destruiu a base de pesquisa brasileira na Antártica. O acidente ocorreu em fevereiro de 2012, matou dois militares da Marinha e causou um prejuízo de mais de R$ 26 milhões. Conforme a denúncia, O suboficial Luciano Gomes Medeiros era o responsável pela transferência de combustível dos tanques de armazenamento dos geradores da estação. Contudo, ele se ausentou durante a transferência para participar de uma confraternização, momento em que os tanques transbordaram. O contato do óleo com o gerador teria sido a principal causa do incêndio, segundo a perícia. Luciano Gomes Medeiros respondia na Justiça Militar Federal pelos crimes de homicídio culposo (quando não há intenção de matar), em decorrência da morte de outros dois militares no incêndio, e pelos danos provocados à instalação. Segundo a denúncia, o militar teria sido negligente ao deixar a válvula de combustível aberta após a transferência de combustível, o que teria provocado o incêndio. Mas, de acordo com o juiz-auditor da Segunda Auditoria de Brasília, Frederico Veras, o laudo da Policia Federal não comprovou que a válvula estava totalmente aberta. Para o juiz, isso colocou em dúvida se a ação do militar foi determinante para o incêndio que destruiu parte da base comandante Ferraz, na Antártica. Desta forma, o conselho de Justiça decidiu por maioria absolver o suboficial por falta de provas.

POLICIAIS FEDERAIS PARAM PELA SÉTIMA VEZ ESTE ANO NO RIO GRANDE DO SUL

Os policiais federais realizaram nesta quarta-feira a sétima paralisação do ano no Rio Grande Sul, e duas novas paralisações devem ocorrer em maio. No início da tarde, eles fizeram uma manifestação no Aeroporto Salgado Filho, onde montaram um grande elefante branco inflável e distribuíram panfletos à população. No início do mês, o animal havia sido colocado em frente à sede da Polícia Federal, na Avenida Ipiranga, para reforçar a ameaça da categoria de fazer uma paralisação durante a Copa do Mundo. Em uma assembléia realizada na tarde desta quarta-feira, os policiais federais aprovaram um indicativo de greve por tempo indeterminado durante a Copa do Mundo no Brasil. A greve ocorrerá se for aprovada em uma nova assembléia, no final de maio. A Polícia Federal se esmerou no trabalho de polícia política dos governos petistas, durante mais de uma década. Agora está tentando se reposicionar, em face dos crescentes sinais de derrota das candidaturas petistas este ano. Após as eleições, com a derrota do governo petista em Brasília, será preciso rever o papel desta polícia e suas atribuições. A Polícia Federal tem um histórico grande polícia política. Ela nasceu na ditadura militar, em 1966. O Brasil precisa criar uma nova instituição, nos moldes do FBI norte-americano. A atual Polícia Federal deveria ficar apenas com as atribuições de polícia de fronteiras.

ADVOGADO DE EDELVÂNIA WIRGANOVICZ DIZ QUE SUA CLIENTE NÃO FALA MAIS NA DELEGACIA DE TRÊS PASSOS

O advogado Demetryus Eugenio Grapiglia, que assumiu a defesa de Edelvânia Wirganovicz, considera estarrecedor o depoimento prestado por sua cliente para a Polícia Civil de Três Passos, sem a presença de um advogado, o que viola direitos constitucionais dela. Demetryus Eugenio Grapiglia, que assumiu a defesa da assistente social nesta semana, ainda analisa o momento mais oportuno para solicitar a impugnação das declarações dadas no dia da prisão. Grapiglia diz que o depoimento foi obtido por meio ilícito, pois não foi respeitada a ampla defesa de Edelvânia: "Minha cliente não fala mais uma palavra na delegacia, orientei que só fale em juízo e com a presença do advogado. Vou impugnar o depoimento porque foi feito sem a presença de advogado. Se ela tivesse dispensado, teria de estar no documento. Ela me contou que os policiais tentaram ligar para alguns advogados e ninguém quis atendê-la, mas fizeram mesmo assim".

SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL MANTÉM A DEMISSÃO DE EX-DIRETOR DE RECURSOS HUMANOS DO SENADO

Por votação unânime, o Plenário do Supremo Tribunal Federal negou, nesta quarta-feira, o Mandado de Segurança (MS) 28538, impetrado pelo ex-diretor da Secretaria de Recursos Humanos do Senado Federal, João Carlos Zoghbi, contra ato do presidente do Senado Federal, datado de novembro de 2009, que lhe aplicou pena de demissão. A penalidade aplicada ocorreu após constatado, em processo administrativo disciplinar, que Zoghbi se valeu do cargo para lograr proveito próprio em detrimento da dignidade da função pública, atuando na intermediação de empréstimos consignados para servidores do Senado. Para tanto, ele teria utilizado uma ex-babá como “laranja” na empresa Contact, que intermediava convênios com a Casa. Além disso, tais contratos de mútuo ainda violavam regra do Senado, pela qual o valor dos empréstimos consignados não poderia ser superior a 30% do valor dos vencimentos do servidor contratante. Dos oito pedidos constantes do MS, sete se referiam a questões processuais que, segundo o autor do MS, ensejariam nulidade do processo. Entre elas, alegou-se cerceamento da defesa, prejulgamento das acusações contra ele, parcialidade de membro da comissão de sindicância que o investigou, além de parcialidade de testemunhas contra ele arroladas. Entretanto, o relator, ministro Marco Aurélio Mello, afastou todas essas alegações.

MINISTÉRIO DO TRABALHO VAI USAR A INTERNET PARA COBRAR O RECOLHIMENTO DO FGTS

O Ministério do Trabalho anunciou nesta quarta-feira a criação de um sistema informatizado de fiscalização do pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Por meio do sistema, os auditores fiscais poderão verificar dívidas de empresas. Se houver, será solicitada a comprovação de quitação de dívida via internet, sem que seja necessário o comparecimento do empregador a uma unidade de atendimento do ministério. O sistema funciona por meio do cruzamento dos valores de débito de uma empresa com os dados da Relação Anual de Informações Anuais e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Feito isso, o Ministério do Trabalho envia a notificação pelos Correios e comunica ao empregador o prazo para a regularização da dívida. Cumprido o prazo, será feita uma pesquisa no sistema para se averiguar se a dívida foi quitada. O Sistema de Fiscalização do FGTS está funcionando em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul e estará disponível aos demais Estados, que passarão a usá-lo à medida em que as equipes do Ministério do Trabalho e das unidades de atendimento forem capacitadas. O sistema será formalizado nesta quinta-feira, com publicação no Diário Oficial da União. O ministério estima que entre 7% e 8% dos valores a serem pagos pelo FGTS sejam sonegados. Em 2013, foram arrecadados aproximadamente R$ 93 bilhões e recuperados cerca de R$ 2,3 bilhões devidos. Com a nova forma de fiscalização, espera-se que haja aumento de cerca de 200% na recuperação das dívidas. Para o diretor do departamento de Inspeção do Trabalho do Ministério, Maurício Gasparino, haverá otimização do trabalho dos auditores.

IPEA NOMEIA SUBSTITUTO DO DIRETOR QUE DIVULGOU PESQUISA FAJUTA APONTANDO OS BRASILEIROS COMO ESTUPRADORES EM POTENCIAL

Foi nomeado nesta quarta-feira o novo diretor de Estudos e Políticas Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Sergei Suarez Dillon Soares. Ele vai substituir Rafael Guerreiro Osorio, que pediu exoneração do cargo depois que foi detectado erro na pesquisa "Tolerância Social à Violência contra as Mulheres", apontando os brasileiros como estupradores em potencial. O resultado da pesquisa causou reação de grupos ativistas e a campanha filopetista "Eu não mereço ser estuprada" foi reproduzida por milhares de filopetralhas nas redes sociais. Mestre e doutor em economia, Sergei Soares atualmente é chefe de gabinete do instituto, presidido pelo ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Marcelo Neri. Sergei é técnico de planejamento e pesquisa do Ipea desde 1998, atuando nas áreas de desigualdade, pobreza, educação, discriminação racial e mercado de trabalho.

CÂMARA APROVA PROJETO SOBRE TRÂNSITO DE FORÇAS MILITARES ESTRANGEIRAS NO PAÍS

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira Projeto de Lei Complementar 276/02, que autoriza o ministro da Defesa e os chefes das Forças Armadas a autorizar o trânsito e a permanência temporária de força estrangeiras no País. De autoria do Executivo, o projeto altera os casos previstos na legislação em que a competência para determinar o ingresso de forças estrangeiras é privativa da Presidência da República, independentemente de autorização do Congresso Nacional. Pela projeto aprovado, o ministro da Defesa poderá autorizar o ingresso de forças armadas estrangeiras nos casos de missões de busca e salvamento; missões humanitárias; programas de treinamento ou aperfeiçoamento; transporte de pessoal, carga ou de apoio logístico. O texto também autoriza o ministro da Defesa a permitir a entrada de forças em situações de “visita oficial ou não oficial programadas pelos órgãos governamentais, inclusive as de finalidade científica e tecnológica e atendimento técnico, nas situações de abastecimento, reparo ou manutenção”. De acordo com o autor do substitutivo aprovado, deputado Ney Lopes (PMDB-RN), o objetivo da medida é diminuir a burocracia envolvendo a autorização para a entrada de forças estrangeiras no País, uma vez que é frequente a passagem de aviões e navios militares procedentes de países vizinhos pelo espaço territorial brasileiro. “São cerca de 800 pedidos por ano, de liberações de sobrevôo ou de pouso”, além de mais de 50 de atracamento de navios de guerra estrangeiros".

FUNCIONÁRIOS DO IBGE VÃO DECIDIR NESTA QUINTA-FEIRA SE ENTRAM EM GREVE

Funcionários do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) se reúnem nesta quinta-feira em assembléias pelo País para discutir uma possível greve, o que poderia prejudicar o andamento de pesquisas e agravar ainda mais a crise institucional que o instituto atravessa. O movimento é comandado pelo Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Fundações Públicas Federais de Geografia e Estatísticas (ASSIBGE), que contesta a suspensão das próximas divulgações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua). Segundo a direção do sindicato, os servidores defendem a autonomia técnica do órgão e mais democracia nas decisões internas. Também integram a pauta de discussões as reivindicações dos servidores por melhores salários, realização de concursos públicos e o fim da substituição do quadro permanente por trabalhadores terceirizados e mal remunerados. No Rio de Janeiro, a reunião está marcada para 13 horas, na filial da Avenida Chile. Em 2012, uma greve de servidores do IBGE prejudicou por alguns meses a divulgação da taxa de desemprego para as seis principais regiões metropolitanas do País, apurada pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME). A apuração dos dados de Salvador e Rio de Janeiro não foi realizada a tempo de cumprir o calendário de divulgação da pesquisa, por conta da paralisação dos trabalhos dos funcionários. A atual crise institucional começou no último dia 10 de abril, após a presidente do IBGE, Wasmália Bivar, anunciou a suspensão da divulgação da Pnad Contínua até 6 de janeiro, para que os técnicos pudessem revisar e adequar as informações sobre a renda domiciliar per capita às exigências previstas na Lei Complementar nº 143/2013. A lei determina que o indicador sirva como base para o cálculo do rateio do Fundo de Participações dos Estados (FPE). A medida foi motivada por questionamentos feitos no início de abril pelos senadores Gleisi Hoffmann (PT-PR) - ex-ministra da Casa Civil - e Armando Monteiro (PTB-PE), o que gerou suspeita de ingerência do governo no órgão. No último dia 16, funcionários do IBGE já fizeram uma paralisação nacional para protestar contra a suspensão da Pnad Contínua e ingerências externas no órgão. A direção do órgão admitiu reavaliar a decisão de adiar a divulgação da Pnad Contínua com base no parecer de um corpo técnico. O adiamento da próxima divulgação, prevista para 3 de junho, fez duas de oito integrantes do Conselho Diretor do instituto pedirem exoneração: a diretora de Pesquisas, Marcia Quintslr, e a coordenadora-geral da Escola Nacional de Ciências Estatísticas (Ence), Denise Britz do Nascimento Silva. Dezoito coordenadores ameaçaram também entregar seus cargos, e 45 técnicos divulgaram uma carta de repúdio à medida. A rebelião foi contornada com a promessa da direção de ouvir os técnicos da casa antes de determinar se a pesquisa está realmente suspensa até janeiro. Segundo o coordenador de Trabalho e Rendimento do instituto, Cimar Azeredo, responsável pela Pnad Contínua, os técnicos correm contra o tempo para concluir um parecer à direção que mostre a viabilidade de manter o calendário de divulgação sem prejudicar os trabalhos de aperfeiçoamento da apuração da renda domiciliar per capita. Duas associações de pesquisa e estatística divulgaram nota manifestando preocupação com a suspensão da Pnad Contínua até 2015. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (ABEP), o projeto faz parte do plano estratégico do IBGE e seus dados contribuem para o trabalho desenvolvido pelos institutos de pesquisa e outras organizações públicas e privadas. Já a Associação Brasileira de Estatística (ABE) foi mais dura em carta aberta divulgada na semana passada, em que manifesta "sua reprovação a qualquer ingerência externa em questões eminentemente técnicas e de metodologias desenvolvidas" pelo instituto.

AZUL VAI OPERAR VÔOS PARA OS ESTADOS UNIDOS A PARTIR DE 2015

A Azul informou nesta quarta-feira que entrará no mercado internacional com a oferta de vôos entre Brasil e Estados Unidos a partir de 2015. O projeto de lançar vôos internacionais começou a ganhar força dentro da empresa aérea no início de 2012, mas ficou na gaveta após o anúncio da fusão com a Trip, em maio daquele ano. Na época, a intenção da Azul era começar as rotas internacionais com vôos para a América do Sul. A companhia aérea também confirmou que vai operar onze aviões da Airbus: cinco unidades do modelo A350-900, que serão entregues a partir de 2017, e mais seis do modelo A330-200, que chegarão a partir do ano que vem.

DEFESA IRÁ PEDIR QUE O DIRETOR DA PETROBRAS QUE ESTÁ PRESO SEJA JULGADO PELO STF

Os advogados de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, querem que ele seja julgado pelo Supremo Tribunal Federal pelas acusações de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e participação em organização criminosa. O advogado Fernando Fernandes diz que vai protocolar uma petição, com esse objetivo, nos próximos dias. Costa foi preso no dia 20 de março, sob o argumento de que familiares tentaram esconder provas que interessavam à operação Lava-Jato da Polícia Federal. Na investigação, policiais identificaram um esquema de lavagem que movimentou pelo menos 10 bilhões de reais, comandado por quatro doleiros. Costa foi envolvido nas investigações, porque foi verificado que ele utilizava serviços do doleiro Alberto Youssef. Youssef chegou a comprar um Land Rover Evoque blindado, avaliado em 300 mil reais, para o ex-diretor da Petrobras. Na conclusão da primeira fase do inquérito, Costa foi indiciado pelos crimes de falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Além disso, a Polícia Federal também encontrou indícios de que Paulo Roberto Costa cobrava propina de fornecedores da estatal e desviou recursos de contratações. Por isso a atuação dele na Petrobras vai ser investigada em uma segunda etapa da operação Lava-Jato. Os investigadores desconfiam que ele tenha se associado ao doleiro em empreendimentos para cometer crimes. Também vai ser investigado se o ex-diretor da Petrobras escondeu bens com a ajuda de familiares.

PT AMPLIA PRESSÃO PELA RENÚNCIA DO DEMÓSTENES PETISTA, O DEPUTADO FEDERAL ANDRÉ VARGAS

Com pelo menos mais uma semana antes de o Conselho de Ética voltar a se reunir para discutir o destino do deputado André Vargas (PT-SP), o "Demóstenes do PT", a cúpula petista pretende ampliar a ofensiva para convencer o parlamentar a renunciar ao mandato e, com isso, evitar a contaminação do projeto petista nas eleições de outubro. Flagrado em negociatas com o doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava-Jato, Vargas era cotado para ser o coordenador de campanha da senadora e ex-ministra Gleisi Hoffmann ao governo do Paraná. Nas conversas interceptadas pela Polícia Federal, também há evidências de tráfico de influência do deputado no Ministério da Saúde, pasta que foi comandada pelo pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha. Na terça-feira, os caciques do partido tiveram uma conversa tensa com André Vargas, que ainda insiste em se manter no exercício do mandato de deputado federal e se blindar, por enquanto, com o direito ao chamado foro privilegiado. Diante da postura do deputado, a idéia é que até o dia 29 deste mês o presidente do partido, Rui Falcão, tente enquadrar os cerca de 30 parlamentares que ainda se mantém aliados a Vargas e que defendem que ele não abra mão do mandato. O próprio Vargas voltará a ser pressionado pela cúpula do PT a deixar o cargo eletivo. “Sou persistente e vou continuar insistindo para ver se o convenço. O principal argumento é a preservação do partido e da vida do André para ele ter melhores condições de defesa para ele mesmo”, disse Falcão nesta quarta-feira. “O André, em benefício dele e do PT, deveria renunciar, mas é uma decisão personalíssima e o partido ou a bancada não podem impor a renúncia. É um pedido que temos feito a ele e reiterado”, completou Falcão. Escanteado pela direção nacional do PT, o "Demóstenes petista" André Vargas é considerado por petistas como um potencial “homem bomba” por não ter recebido solidariedade dos principais expoentes da sigla. Na tentativa de manter o mandato, o deputado começou um processo de chantagem contra integrantes do próprio PT e elegeu como primeiros alvos o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a senadora e ex-ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, ambos com bases eleitorais no Paraná, além do ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A interlocutores, André Vargas tem insinuado que Bernardo seria beneficiário do esquema ilegal de distribuição de recursos que envolve a Petrobras e atuaria como intermediário entre a estatal e o grupo Schahin, personagem recorrente em escândalos políticos. Em depoimento ao Ministério Público, por exemplo, o operador do Mensalão do PT, Marcos Valério, informou que a construtora Schahin simulou serviços prestados a Petrobras e, com os recursos pagos pelo contrato não executado, pagou pelo silêncio de um empresário que poderia comprometer o ex-presidente Lula com o assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel.

JUSTIÇA FEDERAL ACEITA A DENÚNCIA CONTRA O DOLEIRO ALBERTO YOUSSEF E MAIS SEIS

A Justiça Federal do Paraná aceitou nesta quarta-feira denúncia contra o doleiro Alberto Youssef e outras seis pessoas por crime financeiro e lavagem de dinheiro. Segundo a acusação do Ministério Público Federal, com base nas investigações da Operação Lava-Jato feita pela Polícia Federal, eles mandaram para fora do Brasil de forma fraudulenta 444,6 milhões de reais entre os meses de julho de 2011 a março de 2014. Além de Youssef, foram acusados Leonardo Meirelles, Leandro Meirelles, Pedro Argese Junior, Esdra de Arantes Ferreira, Raphael Flores Rodriguez e Carlos Alberto Pereira da Costa. As remessas ao Exterior foram feitas com base em contratos de câmbio fraudulentos, para pagamentos de importações fictícias. Várias empresas foram utilizadas no esquema, entre elas a Labogen Química Fina e Biotecnologia, a Labogen SA e a Piroquímica Comercial. A Labogen, que o deputado federal André Vargas (PT-SP), o "Demóstenes do PT" é suspeito de favorecer, chegou a firmar convênio com o Ministério da Saúde em dezembro passado. O contrato só foi desfeito após o nome da empresa aparecer nas investigações da Operação Lava-Jato. O Ministério Público Federal afirma que Youssef é o chefe do grupo, mandante e executor dos crimes. Os demais, a mando do doleiro, atuaram em gestão de empresas e na execução dos crimes de evasão. De acordo com a denúncia, Carlos Alberto Pereira da Costa agia como gestor das empresas controladas por Youssef. Entre os elementos de prova da lavagem, o Ministério Público Federal cita um apartamento na Vila Nova Conceição, bairro nobre de São Paulo, que Youssef comprou em 2009 com recursos de uma das empresas de fachada e que hoje vale 3.727.733,56 reais. O Ministério Público Federal começou a apresentar na tarde desta quarta-feira as denúncias contra os demais suspeitos investigados na Operação Lava-Jato, que desvendou um esquema de lavagem de dinheiro de mais de 10 bilhões de reais. O ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, foi denunciado junto com as duas filhas (Arianna e Shanni Bachmann) e os genros (Márcio Lewkowicz e Humberto Mesquita). Ele é suspeito de ter cobrado propina de fornecedores da estatal e de ter se associado a Youssef para ocultar a origem de recursos ilícitos. Seus familiares foram formalmente acusados de "embaraço à investigação penal" por ocultar e destruir documentos que seriam apreendidos em escritório do ex-diretor da Petrobras.

ATÉ TOQUE DE RECOLHER EM PORTO ALEGRE JÁ É IMPOSTO PELA BANDIDAGEM NO ATUAL GOVERNO INCAPAZ E INCOMPETENTE DO PEREMPTÓRIO GOVERNADOR PETISTA "GRILO FALANTE" TARSO GENRO

A insegurança pública no Rio Grande do Sul chegou nesta quarta-feira ao fundo do poço graças ao desgoverno do peremptório petista "grilo falante" Tarso Genro, porque pela primeira vez na história do Estado foi imposto toque de recolher pelas gangues que infernizam a vida dos moradores de um dos maiores bairros de Porto Alegre, a Vila Cruzeiro. A área da segurança pública está em completa desordem: faltam policiais nas ruas, presídios caem aos pedaços e são denunciados até na OEA, presos são soltos por falta de vagas, impunidade e  pela interpretação vesga das leis, bandidos fazem o que querem e a população que já estava aquartelada dentro de casa, agora é obrigada a cumprir toque de recolher imposto pelos bandidos. Os bandidos marcam hora em pleno dia para começar os tiroteiros, e as escolas precisam ser fechadas. Em bairros mais ricos, como a Bela Vista, a criminalidade também é desenfreada, mas não atingiu os níveis de violência e ameaças existentes nos bairros mais pobres. O posto do Programa Saúde da Família Cruzeiro do Sul, na Travessa A da Rua Dona Otília, está funcionando com as portas trancadas a chave.  O toque de recolher foi imposto pela criminalidade a três colégios da Vila Cruzeiro, no Bairro Santa Tereza, na Zona Sul de Porto Alegre. A Escola Estadual de Ensino Fundamental Almirante Alvaro Alberto da Mota, na Rua Dona Helena, a Creche Maria Dolabella Portella e a Escola Municipal de Educação Infantil Osmar dos Santos Freitas, na Rua Dona Otília, suspenderam as aulas no turno da tarde em razão do clima de insegurança na região. A direção das três escolas foi avisada por pais e familiares de alunos sobre os comentários na vila de que um provável tiroteio deveria ocorrer depois do meio-dia. O posto do Programa Saúde da Família Cruzeiro do Sul, na Travessa A da Rua Dona Otília, passou a funcionar com as portas trancadas a chave. O caos da insegurança ameaça outras escolas e moradores de todos os bairros.

PPS PEDE QUE CORREGEDORIA INVESTIGUE ENVOLVIMENTO DE DEPUTADO FEDERAL DO SDD COM DOLEIRO DA OPERAÇÃO LAVA-JATO

O PPS protocolou nesta quarta-feira um pedido para que a Corregedoria da Câmara dos Deputados investigue o envolvimento do deputado federal Luiz Argôlo (SDD-BA) com o doleiro Alberto Youssef, preso durante a operação Lava Jato, da Polícia Federal. A investigação tem o aval do partido Solidariedade, ao qual Argôlo se filiou, após militar no PP, sigla que aparece em vários documentos apreendidos. Conforme revelou a última edição de VEJA, a Polícia Federal interceptou diálogos em que Youssef é cobrado por um interlocutor identificado como “LA”, que pressiona para receber pagamentos do doleiro – no endereço do apartamento funcional de Argôlo, em Brasília, segundo conversa de setembro de 2013. LA pede também que o doleiro pague suas contas e deposite recursos para uma loja de decoração e uma agropecuária no município de Entre Rios (BA), mesma cidade de Argôlo. Apesar das evidências, o parlamentar nega que ele seja o interlocutor que negocia com Youssef. “As graves acusações precisam ser investigadas”, disse o líder do PPS, Rubens Bueno (PPS-PR). Para ele, caso seja confirmada a promíscua relação do parlamentar com o doleiro, o caso deve ser enviado ao Conselho de Ética, colegiado que já avalia a conduta do petista André Vargas (PT-PR), o "Demóstenes do PT", também flagrado em conversas comprometedoras com Youssef. "Não podemos nos omitir. O Solidariedade, como um partido novo e que tem acompanhado as denúncias (resultado da operação Lava Jato), não pode se omitir. Vamos pedir explicações do deputado”, disse o líder da legenda, Fernando Francischini (SDD-PR). “Não podemos dar uma de PT, que enfia a cabeça dentro do buraco e ignora as denúncias”, completou.

UMA OBRADA E TANTO.... ESGOTO DO BEIRA RIO VAI PARA A REDE PLUVIAL, E DIRETO AO RIO GUAÍBA SEM QUALQUER TRATAMENTO

Vocês querem saber o que é a maravilha do planejamento de obras públicas em Porto Alegre, e da capacidade técnica das empresas privadas contratadas? Então, lá vai: todo o esgoto gerado pelo Estádio Beira Rio e edificações da região da região vai para fossas sépticas. E dessas para a rede pluvial, para ser enviado ao rio Guaíba sem qualquer tratamento. É uma coisa inacreditável.... Descobriram tardiamente que a rede de esgoto do entorno do estádio estava muito abaixo da rede coletora da cidade, que leva o esgoto até a estação de tratamento de Belém Novo. Não são mesmo uns gênios?

TERRORISTAS AGEM NA CALADA DA NOITE, EM PORTO ALEGRE, E TROCAM O NOME DA RUA MARECHAL FLORIANO PARA RUA IARA IAVELBERG, A AMANTE DE LAMARCA

Sem autorização alguma da Câmara Municiapal de Porto Alegre e sem sanção do prefeito José Fortunati, o nome da rua Marechal Floriano mudou para Rua Iara Iavelberg, a terrorista paulista que foi morta por tropas federais quando fugia com seu amante, o capitão desertor Carlos Lamarca. Ambos eram dirigentes da VPR. A terrorista Iara Iavelberg foi companheira de armas da presidente Dilma Rousseff quando ambas militaram em grupos terroristas brasileiros e foram integrantes da mesma organização. As placas com o nome da terrorista Iara Iavelberg estão na esquina com a Rua dos Andradas, a principal do centro de Porto Alegre, conforme se vê na foto, colhida na manhã desta quarta-feira. (com informações de Políbio Braga)

CÂMARA DOS DEPUTADOS "CONVIDA" GUIDO MANTEGA E SÉRGIO GABRIELLI PARA EXPLICAR COMPRA DA REFINARIA DE PASADENA

Em mais uma tentativa de obter esclarecimentos sobre a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, a Comissão de Relações Exteriores da Câmara aprovou nesta quarta-feira requerimentos de convite para o ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, e para os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Luís Inácio Adams (Advocacia-Geral da União). Gabrielli esteve na Casa há duas semanas em reunião a portas fechadas com a bancada do PT. Na ocasião, contrariou a atual presidente da estatal, Graça Foster, ao dizer que a aquisição da refinaria “não foi um mau negócio”. Também foi aprovado convite ao ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró. Ele, que foi apontado pela presidente Dilma Rousseff como o culpado por elaborar um resumo incompleto sobre o contrato da refinaria, prestou depoimento aos deputados há uma semana. Em audiência de mais de cinco horas, o ex-diretor fez coro ao discurso de Gabrielli e saiu em defesa da compra da refinaria. O negócio abriu um rombo de 1,2 bilhão de reais nos cofres da empresa. Adams e Mantega foram convidados para explicar as advertências que fizeram à cúpula do governo sobre ressalvas na compra da refinaria de Pasadena. O então procurador-geral da Fazenda Nacional, Luís Inácio Adams, enviou, em 2008, ofício à Casa Civil pedindo que a ata da reunião do Conselho de Administração da Petrobras incluísse duas ressalvas sobre a compra da refinaria de Pasadena. O pedido feito por Adams havia partido do ministro Mantega e advertia que a chamada cláusula Marlim, que previa que a sócia belga da Petrobras precisava ser beneficiada com rentabilidade de 6,9% ao ano, não havia sido alvo de deliberação pelo Conselho da estatal petrolífera. O requerimento informava ainda que a diretoria executiva da Petrobras havia aberto uma auditoria para identificar os responsáveis pela “falha de procedimento” e apurar eventuais prejuízos envolvendo a compra da refinaria. Apesar do pedido enviado à Casa Civil, o caso foi encerrado sem apuração ou punição dos responsáveis. Embora Cerveró e Gabrielli já tenham comparecido à Câmara e adotado discurso em defesa da compra da refinaria, o Palácio do Planalto teme que o depoimento possa comprometer a presidente Dilma Rousseff, presidente do Conselho de Administração da Petrobras quando a compra de Pasadena foi feita. Gabrielli disse que Dilma “não pode fugir da responsabilidade” sobre o caso. Na manhã desta quarta-feira, Graça Foster confirmou que estará na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara na próxima quarta-feira, às 10 horas, para falar sobre a compra da refinaria. Foster deveria falar aos deputados na tarde desta quarta, mas assessores da empresa procuraram os parlamentares para avisar que não foi possível compatibilizar a agenda e entregaram um documento oficializando a nova data. Em audiência no Senado na semana passada, Graça Foster afirmou que a compra da refinaria “não foi um bom negócio”. A falta de explicações contundentes sobre o negócio municia a oposição a pressionar pela criação da CPI para investigar a estatal. “Claro que o ideal, neste momento, é termos uma CPI, que tem poder de investigação e de quebrar sigilos. Mas, enquanto não conseguimos aprová-la, vamos tentar avançar nas apurações”, disse o líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), um dos autores do requerimento de convite a Cerveró e Gabrielli. De acordo com o parlamentar, o ex-presidente da estatal já manifestou interesse em dar explicações. O Congresso Nacional aguarda deliberação do Supremo Tribunal Federal sobre o alcance da CPI – se deve ser limitada à Petrobras, a ideia original da comissão, ou se pode incluir outros temas para ser investigados, como o cartel de trens em São Paulo e a compra do Porto de Suape, em Pernambuco, conforme trabalha o governo. 

FORTUNATI CONTINUA ACHANDO QUE MÉDICOS ESTÃO SABOTANDO A SAÚDE PÚBLICA EM PORTO ALEGRE, E NÃO FAZ O QUE É NECESSÁRIO E URGENTE

É inacreditável, o governo José Fortunati (PDT) na prefeitura de Porto Alegre continua convencido de que todas as mazelas da saúde pública na capital gaúcha são devidas aos médicos, que estariam contra a administração e sabotariam as suas ações. Não passa pela cabeça da prefeitura que os problemas da saúde em Porto Alegre são estruturais e assim precisam ser vistos e enfrentados. O principal desses problemas estruturais, com as decorrências normais dele, é o da já crônica falta de leitos. Porto Alegre precisaria, imediatamente, de um acréscimo de, no mínimo, 2.000 mil leitos hospitalares. Ora, um problema dessa magnitude só se resolve com uma intervenção de guerra. Ou seja, com a implantação imediata, na cidade, de dois hospitais de campanha. Em Porto Velho, há poucos dias, devido à enchente recorde do rio Madeira, a Força Nacional de Saúde implantou em poucos dias um hospital de campanha, tendo em vista o alto risco para a saúde pública, já que centenas de casos de leptospirose estavam acontecendo na cidade. Hospitais de campanha permitiriam o desafogamento e ordenamento da rede hospitalar existente, enquanto se providencia a construção de novos hospitais na capital gaúcha. Esta construção demanda anos, no mínimo cinco anos. Ora, os cidadãos não podem ficar esperando cinco anos em situação tão crítica. Se Fortunati fosse saudado como o maior prefeito de todos os tempos em Porto Alegre, pela quantidade de obras, ainda poderia sair escorraçado da prefeitura, por não ter atacado de frente a questão da saúde na capital gaúcha. É inacreditável que políticos continuem se recusando a ver o que é óbvio, e a atacar de frente o que é mais do que emergencial.

O TERROR ESTÁ NAS RUAS, MAS NÃO ESTÁ PREVISTO EM LEI. À BEIRA DA COPA DO MUNDO

O terror está nas ruas, mas não está previsto em lei. À beira da Copa do Mundo

Ônibus incendiados em Osasco. Parece coisa de país em guerra? Mas estamos em guerra (Foto: Marcelo Sayão/Efe)
Ônibus incendiados em Osasco. Parece coisa de país em guerra? Mas estamos em guerra (Foto: Marcelo Sayão/Efe)
Na madrugada desta terça-feira, bandidos incendiaram 34 ônibus que estavam na garagem da empresa Urubupungá, em Osasco, em São Paulo. Desde o começo do ano, já são 117 os veículos incendiados na Grande São Paulo. Essa modalidade de crime, se vocês prestarem atenção, se espalhou Brasil afora. Deu enchente? Queimam-se ônibus. Faltou água? Queimam-se ônibus. A polícia prende ou mata um traficante? Queimam-se ônibus. Há uma reintegração de posse? Queimam-se ônibus. A imprensa, especialmente a TV, mostra aquela linda fogueira e ainda costuma, vamos dizer assim, entender as razões de bandidos, que são chamados de “manifestantes”. Não há polícia que dê conta. Ainda que fosse possível pôr um PM em cada veículo, ele nada poderia fazer. A ação costuma mobilizar bandos.
No caso de Osasco, um traficante foi morto numa praça com 24 tiros. A polícia suspeita de ajuste de contas entre quadrilhas. Que se apure a autoria. O ponto é outro. Um grupo, em sinal de protesto, ora vejam!, resolveu invadir a garagem da Urubupungá e pôr fogo em 34 veículos de uma vez só. Vinte e um foram completamente destruídos. A polícia prendeu Edison Silva, de 19 anos, irmão gêmeo de Edmilson Silva, o rapaz assassinado. Ele foi reconhecido como integrante do bando incendiário e também aparece em câmeras de segurança.
Muito bem! Qual é o ponto? O Brasil chegará à Copa do Mundo sem ter uma lei que puna duramente ações dessa natureza. O mais impressionante, e já disse isso aqui, é que existe legislação para pôr esses bandidos na cadeia por muitos anos: chama-se Lei de Segurança Nacional, a 7.170, de 1983.Art. 15 – Praticar sabotagem contra instalações militares, meios de comunicações, meios e vias de transporte, estaleiros, portos, aeroportos, fábricas, usinas, barragem, depósitos e outras instalações congêneres.
Pena: reclusão, de 3 a 10 anos.
§ 1º – Se do fato resulta:
a) lesão corporal grave, a pena aumenta-se até a metade;
b) dano, destruição ou neutralização de meios de defesa ou de segurança; paralisação, total ou parcial, de atividade ou serviços públicos reputados essenciais para a defesa, a segurança ou a economia do País, a pena aumenta-se até o dobro;
c) morte, a pena aumenta-se até o triplo.
Por essa lei, os vagabundos que põem fogo em ônibus podem ficar presos até 20 anos. Se alguém morrer, como já aconteceu, até 30. Por que essa lei não é acionada? Por covardia das autoridades e por causa da patrulha politicamente conveniente da imprensa, que diz ser essa uma lei da ditadura. Todo o Código Penal brasileiro foi aprovado durante a ditadura do Estado Novo. Vamos declarar a sua nulidade?
No Congresso, está parado o Projeto de Lei nº 499 que define o crime de terrorismo — entre eles, o ataque a meios de transporte, o que poderia render de 8 a 20 anos de cadeia. O governo Dilma chegou a flertar com o apoio, mas recuou. A gritaria contra o texto começou no próprio PT. Por quê? Porque não seria difícil caracterizar certas ações do MST como… terroristas. Setores da imprensa também chiaram. Em recente entrevista a blogueiros puxa-sacos, Lula criticou a proposta.
Resultado: os bandidos estão por aí, livres, leves e soltos, prontos a incendiar mais ônibus. O Brasil é a única democracia do mundo que não tem uma lei que puna ações terroristas. Não tem porque o PT não quer. Mas que se note: existe, sim, legislação para pôr esses bandidos atrás das grades por muitos anos. Mas ela também não é aplicada. País que se nega a fazer as leis de que precisa e que não aplica aquelas que já tem, infelizmente, acaba refém de bandidos. Por Reinaldo Azevedo

COPACABANA EM CHAMAS. OU:A SOMA PERIGOSA DE TODOS OS EQUÍVOCOS. OU: OS FUNDADORES DA ANTROPOLOGIA DA VIOLÊNCIA. OU AINDA: IMPRENSA, PÁRE DE CHAMAR BANDIDAGEM DE "COMUNIDADE"

Parece uma foto da Síria, mas é Copacabana, no Rio (Foto: Christophe Simon - AFP)
Parece uma foto da Síria, mas é Copacabana, no Rio (Foto: Christophe Simon – AFP)
Quando as coisas ficam muito atrapalhadas, também as palavras perdem o sentido. Vocês viram o caos em Copacabana, no Rio, que se seguiu à morte de Douglas Rafael da Silva Pereira, conhecido como DG. Em todas as reportagens que se produziram a respeito, o rapaz ganhou um aposto, uma expressão explicativa: “dançarino do programa ‘Esquenta’, de Regina Casé”. Como consequência dos confrontos, produziu-se um segundo morto:
No Globo Online, leio o seguinte (em vermelho, com destaques meus):
A morte de um dançarino, numa favela pacificada, provocou, nesta terça-feira, um violento protesto em Copacabana. A Avenida Nossa Senhora de Copacabana, uma das principais do bairro, teve o trecho entre as ruas Almirante Gonçalves e Sá Ferreira completamente interditado após virar praça de guerra, com barricadas montadas com fogo. A confusão, que também provocou o fechamento do Túnel Sá Freire Alvim, da Rua Raul Pompeia, de lojas e de um dos acessos à estação do metrô da General Osório, começou após a descoberta do corpo de Douglas Rafael da Silva Pereira, conhecido como DG, em uma creche no Pavão-Pavãozinho. Inconformados com a morte do rapaz de 26 anos, que fazia parte do elenco do programa “Esquenta”, da TV Globo, moradores desceram para o asfalto e, acusando policiais da UPP de terem espancado Douglas, começaram o tumulto, por volta das 17h30m, provocando pânico na região e atrapalhando a volta para casa dos trabalhadores que não emendaram o feriadão. Parte da comunidade ficou sem luz. O Batalhão de Choque da PM e o Corpo de Bombeiros foram para o local, assim como policiais do 23º BPM (Leblon). Com o reforço no policiamento, começou um intenso tiroteio dentro da comunidade, por volta das 18h30.”
Há coisas que não entendo, por mais que tentem me explicar. Há coisas com as quais não me conformo, por mais que tentem vender como corriqueiras. Há coisas que ofendem a minha inteligência, por mais que tentem demonstrar que são normais.
Se a favela está “pacificada”, como diz o Globo Online, como é que se explica a guerra? Nesse caso, o vocábulo “pacificada” quer dizer o quê, já que, obviamente, paz não é? Eu sei: quer dizer apenas que a UPP, a tal Unidade de Polícia Pacificadora, lá se instalou. Então por que não somos todos, na imprensa, mais precisos? Em vez de “pacificada”, podemos dizer que a área está dotada de uma UPP. E pronto! Não se ofendem nem os fatos nem o dicionário.
Há mais: leio no texto, também, que, às 18h30, começou um “intenso tiroteio”. Mas esperem aí: a tal revolta não era de moradores, da comunidade? Desde quando trabalhadores, pessoas normais, comuns, enfrentam a polícia a tiros? Não resta evidente que a reação foi, então, organizada pelo tráfico de drogas, não pela população? Você que me lê aí no Rio, em São Paulo, onde quer que seja: se a gente fizer de conta que o que aconteceu não aconteceu, a realidade muda? Mais: é possível haver um grupo organizado que enfrenta a polícia a bala numa “comunidade pacificada”?
Acusações contra a polícia
Ninguém sabe o que aconteceu direito. O laudo feito pelo IML indica que Douglas Rafael da Silva Pereira morreu em razão de “hemorragia interna decorrente de laceração pulmonar decorrente de ferimento transfixante do tórax. Ação pérfuro-contundente”. Segundo o comando da UPP, haveria ainda fraturas no corpo, compatíveis com uma queda.
Ocorre que se espalhou rapidamente o boato de que ele teria sido assassinado pela Polícia. Na madrugada de terça, nesta dita “comunidade pacificada”, para falar em carioquês — em português, quer dizer “favela com UPP — houve um tiroteio entre policiais e traficantes. Quando a Polícia Civil chegou para fazer a perícia, encontrou o corpo de Douglas. O fato de ele trabalhar no programa de Regina Casé, obviamente, amplificou o boato e a reação. Carlos Henrique Júnior, que a imprensa chama de líder comunitário — seja lá o que isso signifique —, postou numa rede social que o rapaz tinha sido morto pela polícia. O resto vocês já conhecem. Durante o confronto na noite desta terça, um outro homem levou um tiro na cabeça e morreu.
A polícia pode ter sido a responsável? Pode, sim, é claro! O histórico não é dos melhores. Mas há elementos suficientes para que se chegue a essa conclusão agora? É claro que não! A polícia tem de apurar obsessivamente esse caso e punir exemplarmente o culpado, seja quem for, de farda ou não. Mas estará cometendo um erro terrível se não for atrás daqueles que organizaram a baderna.
Desculpem: tenho apreço pelas palavras. Acho que a precisão deve ser uma obsessão do jornalismo, o que descarta a demagogia politicamente conveniente. Notem que não uso a expressão “politicamente correta”. Aliás, eu vou bani-la do meu vocabulário. Doravante será mesmo “politicamente conveniente”, que corresponde à escolha da imprecisão para não ficar mal com grupos influentes.
“Comunidade” não enfrenta a polícia a tiros. Também não sai botando fogo em bens públicos nem fazendo barricadas. Isso é coisa de bandido, própria de áreas que ainda estão submetidas à ditadura do crime organizado e que, portanto, pacificadas não estão.
A imprensa precisa parar de glamorizar ações criminosas, chamando-as de reação popular. Povo gosta de ordem. Quem gosta de desordem é bandido e subintelectual do asfalto, metido a intérprete do pobres. Em São Paulo, eles existem também às pencas. No Rio, no entanto, essa gente do miolo mole se considera fundadora de uma nova antropologia.
Quanto mais as teses desses iluminados triunfam, mais a violência se alastra. A bandidagem sorri. Cadeia para os assassinos de Douglas! E cadeia para os que promoveram a baderna. O que lhes parece? Por Reinaldo Azevedo

MINISTÉRIO PÚBLICO DA ITÁLIA DEFENDE A EXTRADIÇÃO DO BANDIDO PETISTA MENSALEIRO HENRIQUE PIZZOLATO PARA O BRASIL

O Ministério Público da Itália se manifestou pela extradição do bandido petista mensaleiro Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil, condenado no julgamento do Mensalão do PT a 12 anos e 7 meses de prisão. O parecer da promotoria italiana pegou as autoridades brasileiras de surpresa. O caso será agora avaliado pelos juízes do Tribunal de Bolonha em uma audiência que deve ocorrer na segunda metade de maio. Para fontes diplomáticas e pessoas próximas ao processo, a posição do Ministério Público da Itália é um passo considerado como "importante" dado o histórico da Justiça do país europeu de rejeição a pedidos de extradição do gênero. Pizzolato foi condenado em 2012 pelo Supremo Tribunal Federal por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro. Mas fugiu para a Itália antes da execução da pena, com passaporte falso de um irmão morto há 35 anos. Em fevereiro deste ano foi descoberto na casa de um sobrinho na cidade de Maranello, norte da Itália, e levado para a prisão de Módena. Acadêmicos do Brasil e da Itália vinham considerando a possibilidade de extradição baixa, já que Pizzolato também é cidadão italiano e, por tradição, Roma não deporta seus nacionais. Ainda assim, o governo brasileiro encaminhou o pedido. O parecer do Ministério Público italiano foi encaminhado ao Judiciário no início de abril. No documento, os promotores consideram que Pizzolato não sofreu um processo político no Brasil, como foi argumentado por ele e por seus advogados. Os italianos consideraram que o julgamento no Supremo, mesmo tendo ocorrido apenas em uma instância, foi adequado. Isso ocorreu pois o processo do Mensalão do PT também envolvia políticos com mandato no Congresso e, portanto, com prerrogativa de foro. O Ministério Público de Bolonha também não considera que a situação das prisões brasileiras seja um obstáculo, com a condição de que, uma vez extraditado, as autoridades nacionais garantam que condições mínimas sejam atendidas. Na semana passada, atendendo a um pedido da Justiça italiana, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, peticionou o Supremo e o Ministério da Justiça para que indique estabelecimento prisional para abrigar Pizzolato, caso seja decidida a extradição. "O objetivo é o esclarecimento quanto à existência de unidade carcerária em que sejam respeitados os direitos fundamentais da pessoa humana", justificou Janot. Se a Justiça italiana decidir pela extradição, Pizzolato ainda poderá recorrer antes que o caso chegue às mãos do Ministério da Justiça do país europeu – as decisões por extradição são, no fim, políticas. Pizzolato ainda terá de responder por ter usado passaporte e outros documentos falsos na Itália. Há também a suspeita de lavagem de dinheiro em negócios ligados ao ex-aliado de Silvio Berlusconi, Valter Lavitola. Caso seja condenado por algum desses crimes, ele poderá cumprir a pena equivalente no Brasil se for mesmo extraditado.

ADVOGADO DE EDELVANIA DIZ QUE O DEPOIMENTO DELA NÃO TEM VALIDADE

No final da tarde desta terça-feira, o advogado Demetryus Eugenio Grapiglia assumiu a defesa da assistente social Edelvania Wirganovicz. Ele se deslocou de Frederico Westphalen a Três Passos para conversar com ela na prisão. Grapiglia defende que o depoimento prestado pela assistente social não tem validade, pois não consta escrito que ela dispensou a presença de um advogado. "O que conversei com ela é totalmente divergente do que está no depoimento. Ela teria participação tão somente na ocultação do cadáver, não viu como ele morreu e nem sabe como foi. Também não tem motivação financeira, é puramente psicológica. Graciele disse que se a Edelvânia não ajudasse a cavar ia matar ela e a família", afirma o advogado.

ADVOGADO DO MÉDICO LEANDRO BOLDRINI PEDE TRANSFERÊNCIA DA INVESTIGAÇÃO DA MORTE DO MENINO BERNARDO DE TRÊS PASSOS PARA FREDERICO WESTPHALEN

O advogado de Leandro Boldrini, pai de Bernardo, Jader Marques, disse no final da tarde desta terça-feira que seu cliente abriu mão de todo sigilo para contribuir com as investigações. Jader Marques levou à Delegacia Regional de Três Passos uma declaração de Boldrini que autoriza o acesso às informações sigilosas. O advogado insiste também na transferência da investigação e do julgamento para Frederico Westphalen, onde o crime teria sido consumado.

CÂMARA DOS DEPUTADOS APROVA APOSENTADORIA ESPECIAL PARA MULHER POLICIAL

A Câmara dos Deputados aprovou por 343 votos a 13 e 2 abstenções, projeto de lei complementar do Senado que permite a aposentadoria voluntária da policial mulher com 25 anos de contribuição, desde que tenha pelo menos 15 anos no exercício de cargo de natureza estritamente policial. A aprovação da matéria foi acompanhada por centenas de policiais mulheres que pressionaram os parlamentares pela aprovação da proposta. O projeto seguirá agora à sanção presidencial. Caberá ao governo decidir se veta ou sanciona a proposta.  No encaminhamento da votação, o líder do governo, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que o Planalto é contrário ao projeto, pois pode abrir precedente para que outras categorias peçam o mesmo benefício e pode comprometer o caixa da Previdência Social. O projeto aguardava votação na Câmara desde 2001. Antes da votação, o líder do PT, deputado Vicentinho (SP), encaminhou sua bancada a votar favoravelmente à proposta, contrariando a orientação do líder governista.

PRESERVAR LAGO DE HIDRELÉTRICA COLOCA EM RISCO ABASTECIMENTO DE PIRAPORA, EM MINAS GERAIS

O município de Pirapora, em Minas Gerais, passa por uma situação singular - pode ter o abastecimento de água prejudicado para que o lago da hidrelétrica de Três Marias não seque antes das chuvas do próximo verão. A usina é da Cemig, mas quem coordena o volume de água na barragem é o Operador Nacional do Sistema (ONS), órgão responsável pela gestão do sistema elétrico nacional. "Nossa situação não faz o menor sentido", diz Esmeraldo Ferreira Santos", diretor-presidente do Sistema de Abastecimento de Água e Esgoto de Pirapora: "A prioridade do uso da água é o abastecimento humano". O município precisa construir a toque de caixa um novo sistema de captação de água. O atual, que se abastece no rio São Francisco, há cerca de 50 anos, só funciona quando o volume de água do Velho Chico corre acima de 250 metros cúbicos por segundo (m³/s). Esse volume pode ser regulado pelas comportas da hidrelétrica de Três Marias, a 120 km rio acima da cidade. Por determinação do ONS, esse volume deve cair para 150 m³/s a partir de 1º de junho, mas o município diz não ter como cumprir o prazo. O ONS, por sua vez, declarou à prefeitura que precisa tomar a providência para preservar o lago da hidrelétrica. Barragens de hidrelétricas são como caixas de água. Numa ponta entra a água de um rio. Na outra, a água desce pelas turbinas, gerando energia, retornando ao rio. O nível do lago varia de acordo com volume que entra e o volume que sai. Segundo simulações apresentadas pelo ONS à prefeitura de Pirapora, sem a redução, no fim do mês de setembro (mais precisamente dia 25), o lago de Três Marias estará completamente seco. Se o volume for reduzido, o lago terá de 5,5% a 6% de água em novembro, quando começam as chuvas de verão. Segundo especialistas, a barragem de Três Marias vive uma situação complicada. A quantidade de água do São Francisco que entra é hoje menor do que a quantidade que sai na outra ponta. A forma como o processo foi conduzido – é isso que mais incomoda a prefeitura de Pirapora, em Minas Gerais, na discussão sobre a redução no volume de água que será liberado da barragem de Três Marias para o rio São Francisco. "Nos avisaram em cima da hora, numa reunião há 30 dias", diz Esmerado Ferreira Santos, diretor-presidente do Sistema de Abastecimento de Água e Esgoto de Pirapora: "Eles tinham que nos manter informados, mas do jeito que fizeram foi como dizer: se vira, vai lá e faz". Segundo Santos, o município precisa de R$ 2,4 milhões em investimentos e de 60 a 90 dias para instalar um novo sistema de captação, com bombas, para puxar a água quando ocorrer a redução no volume de água dos atuais 250 metros cúbicos por segundo (m3/s) para 150 m3/s, como determinou o Operador Nacional do Sistema (ONS). O tamanho da redução proposta pelo ONS causou estranhamento por uma razão simples: "Em 2001, por causa do racionamento, um momento difícil, ficou estabelecido que o volume mínimo seria 300 m3/s e nunca pensamos que pudesse cair abaixo disso, mas o ONS avisou que baixaria para 250 m3/s", diz Santos. O lago de Três Marias é vital para o setor elétrico. Pode suprir uma cidade com 850 mil habitantes. Mas está com 18% da capacidade. Se baixar mais, não apenas pode deixar de gerar a energia esperada, como afetar o abastecimento em dezenas de municípios junto ao São Francisco.

AUSTRÁLIA FAZ ENCOMENDA DE 58 SUPER CAÇAS A JATO POR US$ 11,6 BILHÕES

A Austrália encomendou 58 jatos F-35 da norte-americana Lockheed Martin por 12,4 bilhões de dólares australianos (US$ 11,6 bilhões), informou o governo australiano. As aeronaves, do programa Joint Strike Fighters, começarão a ser entregues em 2018 e entrarão em serviço em 2020. O governo também irá avaliar uma opção para comprar mais um esquadrão de F-35 para renovar parte da frota. O preço total inclui armamentos, peças extras e instalações de manutenção.

SETOR DE SERVIÇOS EMPURRA INFLAÇÃO ALÉM DA META DE 6,5%

Por mais que tenha pesado no bolso do cidadão nos três primeiros meses do ano, não é o preço do tomate e da batata que tem tirado o sono da equipe econômica do governo em ano eleitoral. É a alta no custo dos serviços, um dragão considerado bem mais difícil de controlar, que acendeu a luz vermelha para políticos e empresários: o mercado, pela primeira vez, projeta inflação acima do teto da meta em 2014. Pesquisa realizada semanalmente pelo Banco Central com mais de cem instituições financeiras aponta que a previsão para inflação no final do ano passou de 6,47% para 6,51%. É um indicativo de especialistas de que o governo não conseguirá manter os preços dentro do limite traçado para a inflação, que é de 6,50% ao ano. O resultado vem logo após a forte alta dos preços em março, a maior para o mês desde 2003. Quem está com férias planejadas para o meio do ano ou pretendia fugir do agito da Copa já percebeu a mordida na carteira. Preços de passagens aéreas e hospedagem estão mais caros por conta do mundial de futebol que se aproxima. Mas não é só isso. Mão de obra para reparos também está mais pesada, aponta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dragão no setor de serviços é justamente o mais difícil de domar, afirmam economistas. Diferentemente do de produtos industrializados, não sente a prensa dada pela alta do juro e não reage à concorrência de mercadorias importadas. Também não responde tão prontamente à lei da oferta e da procura, como é o caso dos alimentos, que tendem a baixar o valor assim que a nova safra chega às prateleiras. Depois que os preços dos serviços sobem, demoram a cair. Desde 2004, o setor de serviços tem puxado a inflação para cima do centro da meta, de 4,50% ao ano. De 2009 para cá, a diferença entre a alta de custos no setor de serviços e produtos industriais tem ficado maior. Para segurar a inflação dentro da meta, o governo pode ser obrigado a abrir mão de índices de desemprego tão baixos, sua principal conquista no campo econômico. Diante da escassez de trabalhadores, as empresas estariam arcando com salários mais altos para recrutar funcionários, criando um círculo de repasse de custos que chega ao bolso do consumidor.