sábado, 14 de junho de 2014

OBAMA CONDICIONA AJUDA AO IRAQUE A MUDANÇAS POLÍTICAS

O presidente dos Estados Unidos, o muçulmano Barack Obama, disse na manhã de sexta-feira que estuda opções para dar assistência militar ao governo do Iraque na luta contra os insurgentes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (Isil. Mas ele ressaltou que a ajuda deverá ser acompanhada de mudanças políticas no país que levem à inclusão de sunitas na gestão do primeiro-ministro Nouri al-Maliki, que é xiita. Obama afirmou que o apoio não incluirá o envio de tropas americanas ao Iraque, de onde elas saíram no dia 1º de janeiro de 2012, depois de nove anos de guerra. O presidente ressaltou que não acredita em uma solução militar para o conflito, aprofundado pela política de Maliki de marginalizar os sunitas desde sua chegada ao poder, em 2006. “Na ausência de acomodação entre as diferentes facções dentro no Iraque, ações militares dos Estados Unidos ou de qualquer outra nação, não vão solucionar esses problemas no longo prazo e trazer estabilidade necessária”, declarou Obama: “Os Estados Unidos não vão se envolver em uma ação militar na ausência de um plano político dos iraquianos que nos dê alguma segurança de que eles estão preparados para trabalhar juntos". Segundo Obama, o governo do Iraque resistiu inicialmente à oferta americana de aumentar sua assistência militar, mas acabou reconhecendo sua necessidade diante da rápida deterioração da situação no país e do avanço do Isil: “As forças de segurança do Iraque se mostraram incapazes de defender várias cidades". O avanço do Isil não representa uma ameaça apenas para o Oriente Médio, mas também ao pessoal americano no Exterior e, eventualmente, ao próprio país, ponderou Obama, ecoando o temor de que a organização possa cometer atentados terroristas nos Estados Unidos. Obama disse que a decisão sobre o tipo de ação militar a ser adotada não será tomada da “noite para o dia”. O presidente quer ter certeza de que qualquer operação seja “precisa”, tenha “alvos” definidos e tenha impacto. Existe o temor no governo americano de que ações mal planejadas acabem provocando a morte de grande número de civis. Analistas acreditam que a opção mais provável é o bombardeio aéreo. O fato de que soldados iraquianos estão abandonando seus postos sem exercer resistência aos encapuzados do Isil é um sintoma dos problemas políticos do país, afirmou Obama. “Os Estados Unidos deram muito dinheiro para as forças de segurança do Iraque e nos dedicamos a treiná-las”, lembrou. A ausência de disposição de luta, ponderou, “indica que há um problema de moral, de comprometimento, que tem origem nos problemas políticos que afetam o país há muito tempo".

CHUVA MOLHOU A TRIBUNA DE IMPRENSA DA ARENA DAS DUNAS

Não só os torcedores levaram chuva na Arena das Dunas durante a partida em que o México venceu Camarões por 1 a 0, na sexta-feira, pelo Grupo A da Copa do Mundo. A tribuna de imprensa, destinada aos jornalistas que cobrem o evento, também não é totalmente protegida pela cobertura do estádio. Nas bancadas localizadas na parte mais baixa das arquibancadas o vento que trazia a chuva comprometeu o trabalho dos jornalistas. Assim como vinha sendo feito nos jogos pelo Campeonato Brasileiro em Natal, a Fifa providenciou uma espécie de capa de chuva para evitar danos aos equipamentos eletrônicos durante os jogos do Mundial. Em outras partes da tribuna era possível ver goteiras. Vários profissionais foram obrigados a trocar de lugar para não ter seu trabalho prejudicado. Alguns postos destinados a jornalistas ficaram completamente inutilizados.

SÉRGIO CABRAL, LUIZ FERNANDO PEZÃO E EDUARDO PAES ESTIMULAR "TRAIÇÃO" NA CONVENÇÃO DO PT, DIZ O PRESIDENTE DO PT NO RIO DE JANEIRO

O presidente do PT do Rio de Janeiro, Washington Quaquá, acusou o ex-governador Sérgio Cabral, o governador Luiz Fernando Pezão e o prefeito Eduardo Paes de comandarem, nos bastidores, a dissidência peemedebista que resultou na votação em peso do PMDB fluminense contra a reedição da aliança com a presidente Dilma Rousseff na convenção nacional do partido. Ele também acusa o trio de articular o apoio do partido ao candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves. Na convenção do PMDB nacional, realizada na última terça-feira, o partido aprovou a aliança com margem apertada, de 59% dos votos a favor. "A traição é orquestrada pelo Cabral, o Eduardo Paes e o Pezão. O Palácio Guanabara está no comando. Você não faz um evento com 60 prefeitos sem que o governador esteja no comando", afirmou Quaquá, citando o almoço que reuniu, na quinta-feira, 5, 1.600 líderes de partidos aliados de Pezão no lançamento da chapa "Aezão", que une Aécio e Pezão, candidato à reeleição. O pré-candidato do PT acusa o governo Cabral de ter privilegiado a elite e esquecido os pobres. "Eles (os peemedebistas) têm medo da candidatura do Lindbergh. O (ex-presidente) Lula fez um acordo para que Lindbergh não fosse candidato na eleição passada, o que foi cumprido. Mas não valia para esta eleição. O PT vai fazer campanha com muita força e, quando a Dilma voltar a subir nas pesquisas, eles vão ficar com a brocha na mão", diz Quaquá.

PT DEVE PARTIR PARA A COMPARAÇÃO, DIZ CIENTISTA POLÍTICO

Quem busca, no discurso de campanha do PT, sinais de ajustes estruturais a serem feitos em um eventual segundo mandato da presidente Dilma Rousseff não deve ter sucesso. A visão é do analista político Christopher Garman, Diretor de Estratégia para Mercados Emergentes e América Latina da Eurasia Group, para quem o partido vai adotar, durante o período eleitoral, um discurso "populista", forçando a comparação com os governos do PSDB. "O PT vai mostrar que entrega renda e emprego e que a situação econômica hoje é melhor que no passado. O setor privado que procura sinais de ajustes mais estruturais não vai encontrar isso no discurso", disse durante uma conferência promovida pela Go Associados. A avaliação de Garman é que um ajuste fiscal no ano de 2015 pode acontecer, mas dificilmente será feito com corte de gastos. "Acho muito difícil um segundo mandato da presidente Dilma atacar o problema fiscal com o corte de gastos. Acho que ajuste virá via aumento de receita", afirma.

S&P REDUZ RATING DA AFRICA DO SUL E FITCH COLOCA EM PIOR PERSPECTIVA

A Standard & Poor's cortou o rating da África do Sul na sexta-feira, horas depois de a Fitch piorar a perspectiva para o país a negativa, com ambas as agências de classificação de risco citando preocupações sobre as perspectivas ruins para a economia, principalmente por causa de uma greve no setor de exploração de platina. Os movimentos são um golpe para o presidente Jacob Zuma, recentemente eleito para segundo mandato de cinco anos, mas sob pressão para aumentar os gastos e melhorar a vida de milhões de pessoas presas na pobreza e sem emprego 20 anos após o fim do Apartheid. A S&P baixou o rating do país em um degrau, para "BBB-", dizendo que a greve prolongada, juntamente com a fraca demanda doméstica e externa, provavelmente reduziu o crescimento do segundo trimestre após a contração nos primeiros três meses de 2014. "Apesar do resultado fiscal da África do Sul ter se mantido até agora, a política orçamentária ao longo dos próximos anos pode tornar-se exposta ao crescimento econômico mais fraco, às pressões das negociações salariais do setor público e ao aumento das necessidades de gastos públicos", informou a agência. "Não acreditamos que o governo de Zuma vai conseguir realizar grande trabalho ou outras reformas econômicas que vão aumentar significativamente o crescimento do PIB", acrescentou. Mais cedo, a Fitch reafirmou a classificação da África do Sul em "BBB", mas mudou sua perspectiva a negativa, de estável, citando também as perspectivas de crescimento pobres e aumento da dívida pública. A Fitch reduziu sua previsão do Produto Interno Bruto (PIB) para 1,7% para este ano, ante previsão do governo de 2,7%.

HELIBRAS ENTREGA À MARINHA HELICÓPTERO PRODUZIDO NO PAÍS

A Helibras entregou na sexta-feira, à Marinha do Brasil, o primeiro modelo do helicóptero militar EC725 que passou por todas as etapas de produção no País. Antes dele, a empresa já havia entregue 11 aeronaves que também fazem parte de um contrato assinado em 2008 com o Ministério da Defesa para a fabricação de 50 unidades dentro do programa HXBR. A Comissão Coordenadora do Programa de Aeronaves de Combate (Copac) recebeu a aeronave em cerimônia na fábrica em Itajubá (MG). A compra dos EC725 prevê transferência de tecnologia, nacionalização e envolvimento da cadeia industrial brasileira. Projetos e desenhos dos sistemas foram elaborados pela Helibras em parceria com a Marinha. De acordo com a nota da fabricante, a versão naval do EC725 foi customizada com equipamentos para atividades de esclarecimento e ataque em missões de guerra de superfície (ASuW), missões de busca e salvamento (SAR), de combate e de apoio às operações anfíbias, operações especiais e apoio do sistema de contramedidas eletrônicas. A equipe de engenharia atualmente trabalha na integração dos softwares do míssil Exocet AM39, armamento que terá sua motorização produzida nacionalmente pela companhia Avibras, de São José dos Campos (SP). Também está perto da finalização o radar tático de vigilância marítima e mísseis AM39. O programa do EC725 levou à assinatura de 16 contratos com indústrias no Brasil responsáveis por diversos componentes e sistemas das aeronaves. A Helibras recebeu um novo reconhecimento de cooperação industrial no programa HXBR. O Ministério da Defesa reconheceu que a empresa trouxe para o País a quantia de mais de 66 milhões de euros em investimento, transferência de tecnologia, experiência e empregos. O Termo de Reconhecimento de Créditos de Cooperação Industrial foi emitido depois de auditoria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

DIRETORA DO BALLET NACIONAL DE CUBA CRITICA A DESERÇÃO DE BAILARINOS

A diretora do Ballet Nacional de Cuba, a ex-bailarina comunista Alicia Alonso, criticou a deserção de oito dos seus bailarinos após uma apresentação em Porto Rico e admitiu que, ainda que fossem apenas do corpo de baile, o fato causa uma "grande dor" do ponto de vista humano. Os bailarinos, de entre 21 e 24 anos, abandonaram no fim de semana passado a companhia de ballet, considerada uma das mais prestigiosas do mundo, após uma turnê pela ilha caribenha, e apareceram na terça-feira nos Estados Unidos, onde disseram que planejam buscar uma carreira. "Foram bailarinos do corpo de baile, então, artisticamente, a companhia não foi afetada", disse a Primeira Bailarina Absoluta ao Granma, o jornal oficial do Partido Comunista, em sua primeira reação ao tema. Alícia Alonso, de 93 anos, acrescentou que "são jovens que se deslumbram acreditando que vão ter um futuro promissor e, estatisticamente, a maioria dos que abandonam a companhia se frustra e fica pelo caminho", afirmou a velha bailarina comunista. Cuba ainda é um dos principais celeiros de talento de ballet no mundo, mas muitos dos membros do Ballet Nacional com frequência abandonam o grupo em turnês internacionais, decepcionados pela falta de oportunidades e em busca de melhores salários. A deserção do fim de semana foi a segunda maior de bailarinos do ballet cubano em pouco mais de 12 meses. No ano passado, sete membros que desertaram no México chegaram a Miami. Os artistas cubanos fogem também pela falta de liberdade para a criação e sua expressão, o que não é permitido na ditadura totalitária da dinastia dos facínoras irmãos Castro.

ONS VÊ CHUVAS SOBRE HIDRELÉTRICAS DO SUL QUATRO VEZES ACIMA DA MÉDIA HISTÓRICA DE JUNHO

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) elevou estimativa de chuva para reservatórios do Sul do País em junho de 232 para 325% da média histórica, segundo a revisão do Programa Mensal de Operação (PMO), divulgada na sexta-feira. Também houve elevação na estimativa de chuvas que devem chegar a represas de hidrelétricas do Sudeste/Centro Oeste do País este mês para 100% da média histórica de junho.

A PETISTA DILMA DIZ QUE SEU GOVERNO DESTINO R$ 143 BILHÕES PARA OBRAS DE MOBILIDADE URBANA

A presidente petista Dilma Rousseff afirmou na sexta-feira que o governo federal destinou R$ 143 bilhões para a área de mobilidade urbana, recursos do Orçamento Geral da União e de financiamento de bancos públicos federais. De acordo com Dilma, os bancos públicos federais oferecem linhas de 30 anos "a uma taxa de juros mínima" em relação ao mercado e com carência. "Caso contrário, a conta não fecha, porque os Estados e as prefeituras sozinhos não têm recurso suficiente", acrescentou a presidente, referindo-se a parcerias entre a União e os demais entes federais na execução de obras de mobilidade. "Em tempos de Copa a gente sabe que ninguém individualmente ganha a partida", concluiu. Dilma participou da cerimônia de abertura ao tráfego da pista oeste do corredor Via Mangue, no Recife.

ACABA A GREVE FRACASSADA DOS FUNCIONÁRIOS DA PREFEITURA DE PORTO ALEGRE

Os funcionários públicos municipais de Porto Alegre decidiram voltar ao trabalho na sexta-feira, encerrando uma greve que já durava 12 dias. Em assembléia, a categoria, que iniciou a campanha salarial pedindo 20%, decidiu aceitar o reajuste oferecido pela prefeitura, de 6,28%, equivalente à variação anual do IPCA, a contar de 1º de maio. Também concordou com o novo valor do vale-alimentação, que passa de R$ 15,00 para R$ 17,00.

RENAN CALHEIROS VAI COLOCAR NA PAUTA A DERRUBADA DO DECRETO BOLIVARIANO DE DILMA ROUSSEFF

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), voltou a afirmar na sexta-feira que vai colocar em votação os projetos de decreto legislativo que visam a sustar o decreto presidencial que criou os conselhos populares. Renan disse defender uma "solução negociada", mas, se isso não for possível, incluirá na pauta propostas que visam a anular os efeitos da decisão tomada pela presidente Dilma Rousseff. "Creio que essa política de criação dos conselhos deveria ser feita por medida provisória ou projeto de lei", afirmou ele, que já tratou do assunto diretamente com Dilma. "Dessa forma, o Congresso participaria diretamente na formatação da norma", completou Renan Calheiros. O decreto de Dilma prevê que órgãos das administrações direta e indireta do governo federal criem conselhos deliberativos nos quais a sociedade civil opinaria sobre programas, políticas e iniciativas oficiais. Os críticos da medida dizem que ela abre espaço para a criação de um poder alternativo ao Congresso e dentro da máquina pública, a partir do aparelhamento dos conselhos por "movimentos sociais".

PSDB LANÇA AÉCIO NEVES E BUSCA CONSOLIDAR NELE DESEJO DE MUDANÇA DO ELEITOR

O PSDB lançou neste sábado oficialmente a candidatura do senador Aécio Neves à Presidência da República, animado com sua evolução nas pesquisas e empenhado em atrair para ele o desejo de mudança do eleitorado. Mas deve aguardar o desfecho das convenções de partidos aliados para escolher um vice para a chapa. Na avaliação dos tucanos, a pré-campanha foi bem-sucedida. Aécio Neves subiu nas pesquisas mesmo antes da propaganda eleitoral gratuita e o colocou como principal alternativa do campo de oposição à presidente Dilma Rousseff, que busca a reeleição. "A pré-campanha cumpriu seus objetivos, de chegar em segundo lugar nas pesquisas e com esse clima de pólo alternativo de poder", disse o deputado Marcus Pestana (MG), um dos conselheiros de Aécio Neves. As últimas pesquisas mostraram Aécio Neves em torno de 20% das intenções de voto, com uma vantagem folgada sobre o terceiro colocado, Eduardo Campos (PSB), em um cenário de queda de Dilma. A partir de agora, com a campanha eleitoral liberada formalmente ela entra em uma nova fase. As críticas a Dilma continuarão, mas Aécio Neves deve focá-las mais na gestão do PT e passará a apresentar propostas concretas. "As pesquisas indicam que Dilma é um pouco melhor avaliada do que o governo. As pessoas têm a impressão de que nada que o governo faz dá certo", disse um dos estrategistas da campanha comentando os levantamentos internos do PSDB. O candidato tucano baterá na tecla de que o governo gasta mal o dinheiro dos impostos e que o PT age para desviar recursos públicos. Segundo essa fonte, Aécio Neves conseguiu se firmar no eleitorado de oposição como alternativa e agora precisa atrair os eleitores que se beneficiam das políticas do governo, mas estão infelizes com Dilma e o PT. "Agora ele precisa buscar o eleitorado dela, que está desgarrando", disse a fonte. Para isso, a agenda de Aécio Neves no Nordeste será reforçada e suas propostas terão como alvo as classes de renda mais baixa. Para Pestana, é hora de consolidar a candidatura tucana no eleitorado que quer mudança. "Cabe à oposição nesse cenário galvanizar o sentimento mudancista do eleitorado", disse. A falta de um vice não é motivo de desânimo ou preocupação para os tucanos, que estão de dedos cruzados esperando que alguns partidos aliados do governo desistam de apoiar oficialmente a reeleição de Dilma. Os estrategistas de Aécio Neves acham muito difícil que algum partido deixe de apoiar Dilma e fique com o PSDB formalmente, mas acreditam que PR, PP, PSD podem ter surpresas nas convenções e não se integrar oficialmente à aliança da petista. O PR está muito dividido e são grandes as chances de a legenda não se integrar a nenhuma candidatura presidencial. Caso nenhum desses partidos passe a integrar a campanha tucana, Aécio deve ter um vice do PSDB. O líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP), e o ex-senador Tasso Jereissati são os mais cotados para assumir a vaga.

O ALCAGUETE LULA LAMENTA A AUSÊNCIA DO SOCIALISTA EDUARDO CAMPOS NO PALANQUE DO PT

Em entrevista ao Jornal do Commercio, de Pernambuco, o ex-presidente e alcaguete Lula (delatava companheiros para o Dops paulista na ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr.) lamentou que o PT e Eduardo Campos (PSB) não tenham "conseguido seguir parceiros nessa caminhada". O X9 Lula disse, porém, que sabe separar questões pessoais de políticas e reafirmou sua amizade com Eduardo Campos. "O Eduardo tem o direito de querer ser candidato, agora, eu acho que a presidente Dilma é a mais preparada para avançar nas conquistas do País", afirmou. "Creio que o Eduardo não pode exagerar nas críticas, porque ele sabe que é o mesmo projeto, o projeto do qual ele participou, e que tantos avanços trouxe para Pernambuco e o Brasil". Na entrevista, o delator Lula criticou a oposição por minimizar as conquistas sociais do passado recente. De acordo com ele, a oposição foi contra o Bolsa Família, o apoio à agricultura familiar, o Programa Universidade para Todos (Prouni), as cotas e o aumento do salário mínimo. "Contra os programas que tiraram 36 milhões de pessoas da extrema-miséria, levaram 42 milhões para a classe média e geraram mais de 20 milhões de empregos", afirmou. Segundo o X9 Lula, hoje "anda em moda" o discurso de que todo esse avanço foi apenas por "esforço próprio", que o governo não teve papel algum. Mas, perguntou, se fosse "apenas isso, porque o povo não se esforçou no governo do PSDB?" "Claro que o povo se esforçou. O povo se esforça sempre, uma mãe sempre se esforça pelos filhos", respondeu à própria pergunta. Conforme o ex-presidente e alcaguete Lula, no entanto, não havia oportunidades. Lula afirmou ainda que não existe e nem nunca existiu "plano B" à candidatura de Dilma à reeleição, ao comentar pedidos de "volta, Lula". "Desde que a Dilma foi eleita, em 2010, é um direito natural dela pleitear a reeleição. E eu vou ser o cabo eleitoral número 1", disse.

VENDA DE MEDICAMENTOS CRESCE 13% EM RELAÇÃO A 2013

As indústrias farmacêuticas registraram receita de 25,636 bilhões de reais (valor bruto, sem os descontos concedidos no varejo) entre janeiro e maio, alta de 13% sobre o mesmo período do ano passado, de acordo com dados da consultoria IMS Health. Desse total, a divisão de genéricos atingiu 6,248 bilhões de reais em vendas, aumento de 12% em relação aos cinco meses do ano passado. Em volume, o crescimento também segue firme. Nos primeiros cinco meses do ano, os laboratórios comercializaram 1,238 bilhão de unidades de medicamentos, alta de 8% sobre igual período do ano anterior. A categoria de genéricos apresentou crescimento maior, de 12%, com 346,4 milhões de unidades comercializadas no período. Em maio, as vendas totais de remédios totalizaram 5,658 bilhões de reais, um aumento de 14% em relação ao mesmo mês do ano passado. Só o segmento de genéricos atingiu receita de 1,4 bilhão de reais, alta de 19% sobre igual período de 2013. "Tradicionalmente, esse mês tem uma demanda firme por medicamentos como reflexo da maior incidência de gripe", afirmou Nelson Mussolini, presidente executivo do Sindusfarma (Sindicato da Indústria Farmacêutica no Estado de São Paulo). A expectativa das indústrias é de que o setor farmacêutico encerre com um crescimento de dois dígitos este ano, mas abaixo da expansão registrada no ano passado. Em 2013, as vendas totais do setor somaram 57,6 bilhões de reais, alta de 16% sobre o ano anterior. De acordo com Mussolini, o ano de 2014 deve encerrar com expansão entre 12% e 15%. O segmento de medicamentos genéricos, que tem impulsionado o resultado das indústrias nos últimos anos, totalizou faturamento de 13,6 bilhões de reais em 2013, aumento de 22% sobre o ano anterior. A participação dos genéricos em unidades no total de medicamentos vendidos encerrou maio em 24,8%. Em dezembro passado, ficou em 23,5%. A meta da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos) é dobrar a participação da categoria nos próximos anos.

PAI DE BLACK BLOC RETIRADO DA VANDALIZAÇÃO ADMITE: "CONSEGUI CONVENCÊ-LO PELA CANSEIRA"

Certo de que o pior poderia acontecer, o motorista Osvaldo Baldi, de 50 anos, não relutou em sair de casa e se infiltrar no meio de mascarados que se preparavam para ocupar a linha de frente da vandalização que tentou fechar a avenida Radial Leste, principal via de acesso ao estádio Itaquerão, no dia de abertura da Copa do Mundo no Brasil, na última quinta-feira. Entre os mascarados estava Renan Molina, seu filho de 16 anos. Ao avistá-lo no meio da multidão pela TV, com uma camiseta preta cobrindo o rosto, ao estilo da tática black bloc, o motorista o puxou pelo braço e deu início a uma longa discussão para convencê-lo a voltar para casa. Alguns mascarados até tentaram impedi-lo, mas ele repetiu firmemente: "Ele é meu filho". O embate familiar foi flagrado pela imprensa mundial e o vídeo tornou-se assunto do dia nas redes sociais. No vídeo, pai e filho rebatem argumentos por longos minutos. "Você é meu filho e eu não o criei para isso", insistiu o pai. Em determinado momento, os manifestantes intervêm a favor do garoto e fazem coro de "Deixa, deixa". "Consegui convencê-lo pelo cansaço. Sabia que a polícia não ia deixar barato uma confusão na abertura da Copa e fiquei com medo de ele levar um tiro de borracha no olho ou se machucar gravemente", diz o motorista. Ele conta que ficou tão nervoso que nem percebeu a multidão e a grande quantidade de câmeras que acompanharam a discussão entre pai e filho: “Só percebi depois, me senti o próprio palhaço no circo". Naquele dia, Renan havia dito para a mãe que iria andar de skate no CEU Aricanduva, na Zona Leste de São Paulo. A mãe só percebeu que o filho havia se mentido em encrenca quando o viu pela TV em meio ao protesto. Mesmo com o rosto coberto pela camiseta, a mãe reconheceu as roupas e o jeito de andar de Renan. Renan já havia ido a outras manifestações, acompanhado pela mãe, mas a da última quinta-feira foi a primeira a participar com o rosto coberto. "Somos a favor dos protestos, desde que defendam causas justas, como a redução da tarifa do transporte público no ano passado, e sempre de cara limpa. A partir do momento que meu filho cobriu o rosto, ele perdeu o direito de reivindicar qualquer coisa", diz Baldi. No vídeo, uma das primeiras coisas que o pai faz ao ver o filho é lhe arrancar a camiseta preta do rosto. Segundo ele, o filho não é black bloc. Depois de muita discussão, o pai conseguiu demover o filho da idéia de participar do protesto da Copa e voltaram para casa. Demorou um pouco para o assunto ser retomado pela família: "Cheguei exausto, a descarga de adrenalina foi muito forte". Passado o nervoso, Baldi começou a se dar conta da dimensão da bronca que havia dado no filho. Ele ainda tenta entender os motivos por trás de tanta repercussão: "Cumpri meu papel de pai. Se tiver que ir de novo, eu vou".

PSDB OFICIALIZA A CANDIDATURA DE AÉCIO NEVES À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Aécio Neves e José Serra, juntos na convenção do PSDB: união
Aécio Neves e José Serra, juntos na convenção do PSDB: união
O senador Aécio Neves (PSDB-MG) teve sua candidatura à Presidência da República oficialmente formalizada na manhã deste sábado, durante convenção nacional do PSDB, realizada no Pavilhão Azul do Expo Center Norte, em São Paulo. A candidatura foi aprovada por 447 dos 451 delegados da legenda. Aécio Neves chegou de mãos dadas com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, acompanhado pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e por José Serra. Ele disse ter chegado a hora do “reencontro com a decência no País” e afirmou acreditar que um “tsunami” poderá tirar o PT do governo em outubro:
“A cada dia que passa, a cada região por onde ando, percebo não só uma brisa, mas uma ventania por mudanças. Um tsunami que vai varrer do governo federal aqueles que lá não têm se mostrado dignos e capazes de atender às demandas da população brasileira”, disse Aécio Neves.
Na convenção, Fernando Henrique foi tratado como um dos principais cabos eleitorais da campanha tucana. Logo após sua chegada, foi exibido um vídeo exaltando conquistas de seu governo, como o Plano Real e o início de programas sociais de combate à pobreza. O mesmo filme afagou José Serra (…). Foram mencionadas conquistas de seu período à frente do Ministério da Saúde, como a política de combate à Aids e de fomento aos medicamentos genéricos. Os dois temas foram citados no discurso do candidato.
O ex-presidente e avô de Aécio Neves, Tancredo Neves, morto em 1985, também foi lembrado no encontro: no meio do discurso de Aécio, foi exibido um vídeo com imagens do poeta Ferreira Gullar lendo texto escrito em homenagem a Tancredo. “Se o presidente Juscelino (Kubitschek) permitiu 60 anos atrás o reencontro do Brasil com o desenvolvimento e a modernidade, coube a Tancredo, 30 anos depois, permitir que a gente se reencontrasse com a democracia e a liberdade. Outros 30 anos se passaram, e vamos conduzir o Brasil ao reencontro com a decência”, afirmou Aécio, que defendeu a paternidade do PSDB em programas sociais e fez duras críticas à atuação do governo federal na área econômica.
“Quem foi contra o Plano Real é quem hoje permite a volta da inflação”, disse o tucano, que acusou o PT de aniquilar “o mais valioso patrimônio construído por gerações de brasileiros, a Petrobras”, e convocou a militância para ir às ruas “por um tempo novo”.
Para Aécio Neves, a história do País ainda será revisitada: “Pelo menos numa coisa nossos adversários mantiveram a coerência. Quem foi contra o Plano Real e a Lei de Responsabilidade Fiscal é quem hoje permite a volta da inflação e assina a maldita contabilidade criativa. São os que dividem o Brasil de forma perversa entre nós e eles”, discursou Aécio Neves.
O tucano afirmou ver no governo “inegável pendor autoritário e intervencionista”, elementos que seriam motivo de desalento para a população. Disse que o povo teria acreditado no discurso da ética, defendido no passado pelos adversários. Para ele, hoje o PT e o governo protagonizam os mais “vergonhosos casos de corrupção” no País. “O Governo do PT vive da propaganda daquilo que não fez”, disse Aécio Neves.
FHC
Em um dos discursos mais aguardados da convenção, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou que o País está cansado de “empulhação” e fez um chamamento ao PSDB para que se aproxime do povo. “As urnas clamam, querem mudança. Elas cansaram de empulhação, corrupção, mentira e distanciamento entre o governo e o povo. Nós temos que ouvir o povo, estar mais próximos do povo. Ganhar a confiança do povo. A caminhada do Aécio será essa" – afirmou o tucano que usou palavras fortes para se referir ao PT, como “ladrões” e “farsantes”.
Para Fernando Henrique Cardoso, “não dá mais” para lidar com os adversários à frente do governo: “Não dá mais. Ninguém aguenta mais isso. Chega. A gente sente que não adianta mais. Não adianta mais repetir o que sabemos que não é certo. A mudança está começando a se concretizar. Não são idéias só, são idéias encarnadas em pessoas. Hoje é Aécio o futuro presidente”, disse Fernando Henrique, para quem Aécio Neves seria “um líder jovem” para sentir “de perto o pulsar das ruas e se dedicar de corpo e alma ao povo”.
O líder tucano tocou também num tema que já custou muito caro ao PSDB em eleições passadas e acusou o PT de mentir quando acusa os tucanos de serem privatistas. “O povo quer respeito e consideração. O povo cansou de comiseração. Quantas vezes ouvi que eu queria privatizar a Petrobras. Mentira. Eles sabem que é mentira. Nos queríamos transformar a Petrobras de uma repartição pública numa empresa dos brasileiros. O que eles fizeram? Nós queremos de novo que as estatais sejam em benefício do povo “, afirmou.
Serra
O ex-governador de São Paulo José Serra chamou Aécio Neves de “futuro presidente do Brasil” e garantiu que partido está unido em torno da candidatura do senador. “O Aécio sempre a qualidade de juntar as melhores pessoas para seu governo. Damos aqui um passou muito importante para a vitória. O PSDB e seus aliados chegam unidos para essa disputa. Quanto mais mentiras eles disseram sobre nós, mais verdades diremos sobre eles”.
Serra disse que o País vive um “milagre perverso” com o governo do PT e, ao final de seu pronunciamento, foi recebido por Aécio Neves, que levantou-se e foi até o púlpito onde ele estava para agradecer com um abraço e poses para fotos. “Economia estagnada, inflação aumentando e investimento caindo. Vamos convir que para, se chegar a isso tudo, é preciso que o governo atue com incompetência metódica, convicta e com muito talento”, criticou Serra. Por Reinaldo Azevedo

A UNIÃO DO PSDB É FUNDAMENTAL PARA PRESERVAR A DEMOCRACIA NO BRASIL

A última vez em que o PSDB esteve tão unido numa campanha eleitoral foi 1998. Não vou aqui me dedicar à arqueologia de por que, antes, foi assim ou assado. O fato é que o candidato à Presidência, Aécio Neves, conta com o pressuposto primeiro de uma campanha que pretende, claro!, ser vitoriosa: a união. Sem ela, não existe milagre. Para alcançá-la, é preciso que todos os atores estejam dispostos não exatamente a fazer concessões, mas a ouvir o “outro” e “os outros”. Mais do que tudo, entendo, desta vez, o PSDB não tinha o direito — sob o risco da autodissolução — de não ouvir fatias consideráveis do país que querem mudança. E a cobram com uma clareza que não se via desde 2002, justamente quando o PT venceu.
Notem que não faço juízo de valor sobre os desejos de antes e os de agora. Falo de demandas que estão na sociedade e às quais os partidos têm de responder. O PSDB não tinha, e não tem, o direito de se apequenar em divisões internas. O que se viu neste sábado é auspicioso. Lá estavam, e com muito mais solidez do que em jornadas anteriores, Aécio e José Serra de mãos dadas, sob o olhar de FHC, o tucano que venceu o PT nas urnas duas vezes, no primeiro turno.
Isso é uma declaração de voto? Não é, mas poderia ser — e não vejo por que os leitores devam ter desconfianças sobre em quem vou votar. Acho que minha escolha está clara. Mas isso é o de menos neste post. O meu ponto é outro. Não existe democracia sem oposição. Repito o que já escrevi dezenas de vezes: as tiranias também têm governo (e como!!!). Só as democracias contam com forças que se opõem ao poder de turno, buscando substituí-lo, dentro das regras do jogo. Sem oposição organizada, não existe governo legítimo.
Ocorre que esse não é um valor no petismo. Nunca foi. Ao contrário. Para o partido, os que se opõem à sua visão de mundo — mesmo àquela parcela eventualmente não criminosa — são sabotadores, são inimigos. E devem ser destruídos.
Desde que os petistas chegaram ao poder, resolveram dar início a uma falsa guerra entre o “nós”, que eram “eles”, e o “eles”, que eram os outros. De um lado, os donos da virtude, do bem, do belo, do justo; do outro, o contrário. Talvez seja o caso, então, de a oposição comprar essa briga e fazer o confronto entre o “nós oposicionista” e o “eles governista”.
Os tucanos têm uma história respeitável. Tiraram o Brasil da hiperinflação. Deram ao país uma moeda. Devolveram a nação ao cenário internacional. E o fizeram sem jogar o povo contra o povo. E o fizeram sem incitar a guerra de todos contra todos. E o fizeram sem estimular ódios e rancores. Ao contrário: sempre souberam, e sabem, que, como diz o velho bordão, a união faz a força. Os petistas, infelizmente, tentam se fortalecer jogando brasileiros contra brasileiros, como estamos cansados de ver. É assim que eles enfraquecem a sociedade para fortalecer um ente de razão chamado “partido”.
Mais do que nunca, acho que cabe aos tucanos deixar realmente claro que “eles”, tucanos, não são “os outros”, os petistas e seus aliados. Ou, nos termos propostos pelo PT, chegou a hora de deixar claro que, de verdade, “nós não somos eles”. E não é preciso ir muito longe para percebê-lo: há, por exemplo, tucanos e membros de gestões tucanas sob investigação. Não vi, até agora — e não creio que vá acontecer — o partido a demonizar a Justiça. Sim, há uma grande diferença entre se solidarizar com um aliado e atacar a instituição. Em defesa de mensaleiros, de criminosos condenados, o petismo não hesitou um só instante em achincalhar o Supremo, cuja composição é, de resto, de sua inteira responsabilidade.
Autoritários
A propaganda política terrorista que o PT levou ao ar, destaquei aqui, deixou claro que o partido não tem mais futuro a oferecer aos brasileiros. Agora só lhes resta o expediente, que também não é novo em sua trajetória, de destruir a reputação e o passado alheios e de recontar a história. Mais uma pouco, os “historiadores” do partido ainda transformarão Lula no pai do “Plano Real”, e FHC no chefe do grupo que tentou sabotá-lo — e sabotar o país.
Dilma já não sabe por que governa e sabe menos ainda por que quer mais quatro anos. Essa gente é tão autoritária que inventa teorias conspiratórias até quando parte de um estádio de futebol expressa seu repúdio ao governo, segundo a linguagem, feia ou bonita, que se costuma usar em disputas assim desde as arenas romanas ao menos. Seus áulicos na subimprensa — um bando de vagabundos pançudos, pendurados nas tetas da propaganda oficial e de estatais — têm o topete de acusar, ora vejam!, a oposição e alguns jornalistas por manifestações espontâneas, que surgem sem paternidade.
Os petistas, no poder, sempre tentaram calar a oposição. Agora, acham que já é chegada a hora de calar o povo — ao menos a parcela do povo que ousa discordar. E sua concepção autoritária de poder está em curso, com lances novos, embora esperados, dado o seu projeto de poder. O Decreto 8.243, inspirado por Gilberto Carvalho, saído das catacumbas do PT, é a evidência de que o partido ainda não desistiu da ditadura do partido único.
A união do PSDB, demonstrada neste sábado, é fundamental para preservar a democracia no Brasil. Por Reinaldo Azevedo

MILICIAS TERRORISTAS ISLÂMICAS SUNITAS AVANÇAM NO IRAQUE E AGORA A ONU FALA EM CENTENAS DE MORTOS

Em meio ao avanço de milícias terroristas islâmicas sunitas no Iraque, o número de pessoas mortas em Mosul e na região pode chegar a centenas, disse nesta sexta-feira o porta-voz da área de direitos humanos da ONU, o esquerdopata Rupert Colville. Clérigos xiitas defenderam a jihad contra o avanço da seita rival no país. Os insurgentes, liderados pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (IsiL), avançaram nesta sexta-feira nas províncias de Kirkuk e Diyala. O Isil afirmou que tomou o controle das zonas de Al-Huaiya, Al-Riad, Al-Rashad e Suleiman Bek, na província petrolífera de Kirkuk, onde ocuparam também áreas em Al Tuz e Daquq. O máximo clérigo xiita iraquiano, aiatolá Ali al Sistani, convocou a população a iniciar uma guerra santa (jihad) contra os insurgentes sunitas liderados pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL). Vai ser matança geral entre islâmicos. "Os cidadãos que possam pegar em armas para lutar contra os terroristas têm que se apresentar como voluntários no Exército para realizar este objetivo sagrado", disse um porta-voz do aiatolá durante o sermão da oração muçulmana de meio-dia da sexta-feira.

FUNDOS CONTRATAM BANCO JP MORGAN PARA VENDA DE FATIA DA CPFL

A Bonaire Participações, que inclui fundos de pensão da Cesp e da Petrobras, divulgou nesta sexta-feira que contratou o JP Morgan como assessor financeiro para vender sua fatia no bloco de controle da CPFL Energia. A Bonaire Participações é uma companhia privada controlada pelo fundo de investimentos Energia São Paulo FIA, que por sua vez é um fundo de investimento em ações composto pelos fundos de pensão Fundação Cesp, Petros, Fundação Sistel e Fundação Sabesp. A participação detida por esse grupo na CPFL é de 15,1%. A CPFL Energia é uma das principais empresas privadas do setor elétrico no País, com atuação em geração, distribuição e comercialização de energia. Os outros acionistas da companhia são Camargo Corrêa (24,4%), Previ (30%). A companhia tem 30,5% em circulação no mercado (free float). No final de abril, já havia especulações de venda de participação dentro do bloco de controle da companhia.