domingo, 29 de junho de 2014

ESTUDANTES AMERICANOS DERRUBAM NA JUSTIÇA LEI QUE IMPEDIA A DEMISSÃO DE PROFESSORES INCOMPETENTES

A batalha judicial conhecida com Vergara versus Califórnia começou em 2012 com uma ação movida por nove estudantes do Estado — entre eles, as irmãs Beatriz e Elizabeth Vergara, alunas de Los Angeles que acabaram cedendo o sobrenome ao caso. Durante o processo, os estudantes foram apoiados pela ONG Student Matter, criada em 2010 pelo magnata das telecomunicações David Welch, que contratou seis advogados de um dos mais renomados escritórios de advocacia dos Estados Unidos para assumir a causa. Antes de proferir o veredicto, a Justiça ouviu depoimento de mais de 30 pessoas. Em 2012, nove estudantes da Califórnia pediram na Justiça a revogação da lei que dificultava a demissão de professores de escolas públicas do Estado. O objetivo era impedir que maus docentes continuassem atuando em sala de aula. Há três semanas, veio o veredito favorável — e inédito — da Suprema Corte da Califórnia, elogiado pelo Departamento de Educação dos Estados Unidos e criticado pelos sindicatos. "A questão central não é demitir ou não maus professores, mas garantir ensino de qualidade às crianças. É um direito constitucional", diz John Deasy, superintendente de Educação de Los Angeles, que testemunhou no processo em favor dos estudantes. Deasy chefia a maior rede de escolas públicas da Califórnia e segunda maior dos Estados Unidos, com 1.300 escolas, 27.800 professores e mais de 900.000 alunos (a cidade de São Paulo tem 3.154 escolas, cerca de 59.856 professores e 932.174 estudantes). Veja a entrevista do superintendente de Educação de Los Angeles:
- Por que o senhor testemunhou na Justiça em defesa dos estudantes?
Deasy - Há situações em que precisamos escolher uma verdade e nos apoiar nela. O pedido dos nove estudantes tinha muito mais a ver com a garantia dos direitos dos estudantes do que com a redução dos benefícios dos professores. Por isso, decidi apoiá-los. Os professores querem fazer um bom trabalho, mas não apreciam quando alguém quer observar suas aulas, ainda mais com base em leis e regras que eles acreditam ferir sua autonomia. Ainda assim, não acho que esse seja o único ponto para melhorar a qualidade da educação. Precisamos de bons funcionários ao mesmo tempo em que devemos oferecer boas condições de trabalho a eles. Há um número enorme de professores fazendo um excelente trabalho. Após meu testemunho, recebi apoio de um grande grupo, incluindo pais e estudantes, que ficou feliz com a decisão. Houve, é claro, um grupo que ficou desapontado com o resultado: os sindicatos.
- O senhor previa a reação negativa dessas entidades?
Deasy - Sim, sabia do risco. E logo após a decisão, os sindicatos anunciaram que vão recorrer da decisão. Estão em seu direito. Qualquer um pode fazer uma apelação à Suprema Corte, inclusive o Estado, que era o acusado em questão. Até o momento, não fizeram. Acredito, porém, que antes haverá negociação entre as partes, o Estado e os sindicatos, com quem o governo mantém boas relações. Desde que assumi o cargo, em 2011, não enfrentamos greves de professores. Houve uma ameaça em 2012, mas não se efetivou. A relação com esses grupos é boa.
- Quando a decisão da Justiça deve começar a ser posta em prática?
Deasy - Infelizmente, não antes de dois ou três anos, uma vez que há margem de apelação de ambas as partes. Se isso acontecer, teremos que percorrer um novo e longo caminho na Justiça. O caso cresceu tanto que não sabemos ao certo quantas organizações nos apóiam e quantas estão dispostas a apelar na Corte.
- O que a administração de Los Angeles terá de fazer para colocar a medida em prática?
Deasy - Essa é uma das partes do dilema desse caso: a lei não foi alterada ainda. O embasamento que temos é a decisão da Justiça, mas não sabemos em que situações poderemos usar o embasamento judicial para demitir um professor. Primeiro, precisamos esperar que o Estado mude o código de educação em vigor, para só assim colocar a medida em prática. Os legisladores precisão agora fazer novas leis para que a decisão entre em vigor de fato. Isso toma anos de debates e votações e não há nenhum projeto consistente encaminhado. Considero essa a maior decisão já tomada na área da educação na Califórnia. Faremos o possível para levá-la adiante.
- Afinal, do ponto de vista do ensino, qual é o problema com os professores que justifique a luta pela quebra da estabilidade deles?
Deasy - É importante dizer que as dificuldades que enfrentamos com alguns professores não são específicas de Los Angeles. Com as regras vigentes no código de educação da Califórnia, é praticamente impossível demitir um professor, salvo em certas razões específicas, como abandono de trabalho ou agressão. E esse processo custa muito caro: 400.000 dólares, em média. Se a demissão for motivada por ineficiência do docente, o processo custará ainda mais e poderá levar anos. Se tentarmos demitir um professor que não sabe ensinar matemática, por exemplo, mesmo sendo essa a sua disciplina, os sindicatos vão apelar incessantemente até esgotarem as possibilidades.
- O que o senhor quer dizer exatamente quando fala em ineficiência do professor?
Deasy - Quando falamos de eficiência e ineficiência de um professor precisamos considerar três fatores. Primeiro, ele deve ter conhecimento do conteúdo que irá ensinar. Segundo, ser licenciado para lecionar. Terceiro, saber como proceder para garantir o sucesso da turma, com todos os fatores que cabem nessa questão: como o professor gerencia a aula, como ele apresenta os conteúdos etc. Ineficiência é o oposto disso.
- Como Los Angeles mede a eficiência ou ineficiência dos professores?
Deasy - Temos uma avaliação anual que mede as habilidades dos docentes: como ele dá aula, qual o desempenho dos estudantes em sala e outros pontos específicos. No caso dos professores em estágio probatório, período de treinamento que dura dezesseis meses, eles ganham estabilidade no cargo antes da segunda avaliação anual, ainda que passem por um exame final do curso de formação. Esse é um dos pontos questionados no distrito e que devemos revisar em breve.
- Nos últimos cinco anos, o desempenho de estudantes de Los Angeles melhorou consideravelmente em avaliações nacionais e estaduais. A que fatores o senhor atribui isso?
Deasy - Estou muito orgulhoso dos resultados. O desemprenho dos estudantes tem melhorado significativamente. Acredito que muito disso se deve ao fato de termos focado em metodologias de ensino, ao sistema de avaliação de professores e à ênfase na necessidade de termos bons docentes nas escolas, que inclui o desenvolvimento profissional desses funcionários. Também tem grande influência na melhora a busca por novos talentos, que fazemos em universidades que formam professores.
- Que trabalho é feito para o aprimoramento dos professores?
Deasy - Em geral, são atividades de formação continuada. Em Los Angeles, 97,6% dos estudantes não falam inglês em casa. Em 93,4% dos casos, fala-se espanhol. Ao todo, são 92 idiomas e dialetos usados pelos estudantes das escolas públicas. Por isso, precisamos formar professores para trabalhar tanto o ensino dos conteúdos curriculares quanto o do inglês. Colocamos grande ênfase nesse tipo de trabalho e acredito que essa também é uma das razões de estarmos avançando.

GAROTINHO SE LANÇA CANDIDATO NO RIO DE JANEIRO "PARA ACABAR COM O PMDB"

Com a presença do ministro Ricardo Berzoini (PT), da Secretaria de Relações Institucionais, o deputado federal Anthony Garotinho (PR) teve oficializada sua candidatura ao governo do estado do Rio de Janeiro neste domingo. O ex-governador do Rio (1999-2002) indicou uma espécie de pacto de não agressão com o concorrente Lindbergh Farias (PT) para tirar o PMDB do poder. “Temos que nos poupar, porque temos um adversário em comum, o PMDB. Não vi críticas de Lindbergh a meu respeito. Qualquer um que estiver no segundo turno contra o PMDB terá meu apoio. A prioridade é acabar com esse governo”, afirmou Garotinho. Embora Garotinho seja apenas mais um, dos quatro palanques de Dilma no Rio de Janeiro, o candidato do PR foi o primeiro pretendente ao governo estadual que teve a candidatura lançada com presença de um representante do Palácio do Planalto. Nenhum emissário de Dilma compareceu ao lançamento da campanha do senador Lindbergh Farias (PT), que se aliou com o PSB e também participará de atos com o presidenciável pessebista Eduardo Campos no Rio. Também houve indiferença do Planalto à convenção que lançou o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) à reeleição e à reunião do PRB para oficializar a candidatura do senador Marcelo Crivella (PRB) ao Palácio Guanabara. Pezão diz apoiar Dilma, mas admite que o PMDB fluminense vai fazer campanha em peso para o senador Aécio Neves (PSDB) e que ainda dará palanque para o presidenciável Everaldo Pereira (PSC). Na última semana, o Planalto atuou para empurrar o PROS para a coligação do PR e dar mais tempo de televisão para Garotinho. O arranjo fez surgir o primeiro candidato ao Senado no Rio que não faz oposição a Dilma: o deputado federal Hugo Leal (PROS). A ajuda irritou Lindbergh, que também tentou atrair o PROS para sua coligação. Garotinho retribuiu o auxílio e prometeu se empenhar na campanha de Dilma. “Sempre tive afinidade com Dilma. Fui do PDT durante 18 anos com ela. Não posso ser hipócrita e dizer que sumiram todas as diferenças com o PT. Mas nós temos que ter uma posição clara em campanha politica. Pezão fica parecendo que é a Dona Flor, com dois maridos”, afirmou Garotinho. Essa figurinha do Garotinha, é bom não esquecer, nasceu para a política no Rio de Janeiro como filiado ao PT.

BIS DESTACA SINAIS PREOCUPANTES DE PAÍSES EMERGENTES

As grandes economias emergentes têm emitido sinais preocupantes que apontam para uma possível crise bancária. A avaliação consta do relatório anual do Banco de Compensações Internacionais (BIS) divulgado neste domingo. "Os indicadores de alerta antecipado referentes a vários países emitem sinais preocupantes", diz o documento, que cita o Brasil como um desses mercados. No estudo, o BIS avaliou quatro critérios relacionados ao risco de uma crise bancária em 20 países e 3 regiões: crescimento do crédito, preço de imóveis, comprometimento da renda e exposição dos tomadores de crédito à alta dos juros. Ao comparar esses indicadores, o BIS colocou Brasil, China, Índia, Turquia, o sudeste asiático e a Suíça no grupo de mercados com situação mais delicada porque apresentam pelo menos um dos critérios em situação de alerta. "Muitos anos de intenso crescimento do crédito e, frequentemente, dos preços imobiliários, aumentaram a exposição dos tomadores de crédito ao aumento das taxas de juros, assim como à desaceleração pronunciada dos preços imobiliários e da atividade econômica", explica o documento. Os economistas da entidade argumentam que a forte expansão do crédito nesses países, acompanhada da alta de preços dos imóveis, pode ter feito com que muitos clientes tenham tomado financiamento em volume superior ao considerado adequado. Por isso, clientes estariam superexpostos. A preocupação é que a mudança do cenário macroeconômico leve ao aumento da inadimplência nesses casos - o que é um risco relevante para os bancos diante da expansão dos empréstimos nesses países. Um dos cenários que mais preocupam é o risco de que eventuais ciclos de aumento de juro elevem o custo dos financiamentos já tomados a ponto que a dívida fique impagável. Outro problema que também poderia gerar inadimplência é a hipótese de uma desaceleração pronunciada da economia, o que poderia reduzir o preços dos imóveis ou aumentar o desemprego ou reduzir a renda. "Ainda que os indicadores de alerta antecipado não possam prever o momento exato em que chegarão as dificuldades financeiras, há resultados bastante confiáveis no passado para identificar dinâmicas insustentáveis do crédito e dos preços imobiliários", diz o BIS.

JORNAL DO EQUADOR, SUFOCADO PELO REGIME DO FASCISTÓIDE RAFAEL CORREA, É OBRIGADO A SUSPENDER A EDIÇÃO IMPRESSA

O jornal equatoriano Hoy, fundado há 32 anos e considerado de oposição pelo governo, anunciou neste domingo a suspensão de sua edição impressa, em função de um boicote publicitário e por regulações restritivas de uma Lei de Comunicação nacional imposta pelo regime do fascistóide ditador Rafael Correa. A partir desta segunda-feira, a publicação contará apenas com uma versão digital. Em um editorial publicado no jornal, a empresa afirma que a decisão foi baseada nas "regulações restritivas da Lei de Comunicação e no aprofundamento de alguns de seus dispositivos, incluindo os que limitam de forma discriminatória o investimento nacional em meios de comunicação". O ditador Rafael Correa decretou em 2013 uma lei que proíbe aos donos de bancos o direito de administrar órgãos da imprensa. A norma é questionada pela iniciativa privada, cerceada pela falta de liberdade à imprensa. "O permanente boicote publicitário ao Hoy, o cancelamento de contratos de impressão especialmente de textos escolares e outras limitações para financiar nossas operações, incluindo a iniciativa de transformar a informação em serviço público, nos obrigam a tomar a dura decisão de suspender a edição impressa diária", afirma o jornal de Quito. "A gradual perda das liberdades e a limitação das garantias constitucionais sofridas no Equador, a autocensura que impõe a vigência da lei de comunicação, os ataques reiterados diretos e indiretos à imprensa que não é controlada pelo governo têm provocado, há mais de sete anos, um cenário totalmente adverso para o desenvolvimento de um jornal plural, livre, independente, aberto às distintas correntes de opinião", completa o editorial do Hoy.

FORÇAS MILITARES IRAQUIANAS LANÇAM OFENSIVA CONTRA EXTREMISTAS EM TIKRIT

As forças militares iraquianas lançaram nas últimas horas uma ofensiva contra extremistas em Tikrit, cidade natal de Saddam Hussein, no Iraque. Milhares de soldados estão envolvidos nesta que pode ser considerada a ofensiva mais ambiciosa de Bagdá contra os terroristas do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que dominam áreas de cinco províncias do Iraque desde o princípio de junho. As forças militares já estariam no controle da sede do governo de Tikrit, segundo fontes militares. A ofensiva ocorre no momento em que o Iraque começa a receber aviões de combate comprados da Rússia  e que devem entrar em operação em breve. O primeiro-ministro Nuri Al Maliki disse, no início da semana, que Bagdá comprou 12 aviões Sukhoi por 368 milhões de euros. O primeiro-ministro Maliki já admitiu que são necessárias soluções políticas para a crise, mas representantes do chefe do Executivo dizem que Bagdá considera que a operação militar em Tikrit é “crucial”, não apenas do ponto de vista tático, mas também para a moral dos soldados. Organizações humanitárias têm pedido, nas últimas semanas, a abertura de corredores humanitários capazes de garantir auxílio aos deslocados, que podem chegar a 1,2 milhão nas zonas atingidas pelos combates. O hospital público de Tikrit informou que recebe na unidade vítimas de bombardeios com aviões e artilharia lançados contra a maioria dos bairros da cidade. Os Estados Unidos, que retiraram tropas do Iraque em 2011, enviaram ao país conselheiros militares que insistem na reconciliação política e têm rejeitado os apelos de Bagdá no sentido de ataques aéreos norte-americanos contra as posições insurgentes no país.

DRONES ARMADOS DOS ESTADOS UNIDOS SOBREVOAM BAGDÁ HÁ TRÊS DIAS

Um pequeno número de aviões não tripulados (drones) armados sobrevoa Bagdá, no Iraque, para defender tropas e diplomatas americanos na capital iraquiana em caso de necessidade, disse um funcionário do alto escalão do Departamento de Estado. "Começamos a fazer esse tipo de vôo", disse um funcionário, pedindo para não ser identificado. De acordo com a mesma fonte, os drones não têm a missão de realizar operações ofensivas contra os insurgentes sunitas. Para esses ataques, seria necessária uma autorização do presidente Barack Obama. Nos últimos 180 dias, os Estados Unidos já enviaram soldados como assessores militares para ajudar o Exército iraquiano a conter o avanço dos combatentes sunitas, que tomaram territórios no norte e no oeste da capital. "Algumas dessas aeronaves (aviões e drones) estão armadas, por razões de proteção dos militares no terreno", disse na sexta o porta-voz do Pentágono, John Kirby, sem mencionar diretamente o caso de Bagdá. Obama ainda não descartou os ataques aéreos, mas, até o momento, as forças americanas se concentram em avaliar o estado das Forças Armadas iraquianas e de seus adversários no campo de batalha, de acordo com a Casa Branca e o Pentágono.

EDUARDO CAMPOS POUPA FERNANDO HENRIQUE CARDOSO E LULA NA CONVENÇÃO DO PSB, MAS ATACA A PETISTA DILMA

No seu primeiro dia oficializado como candidato à corrida presidencial, Eduardo Campos elogiou as gestões de Fernando Henrique Cardoso e de Lula e concentrou os ataques na presidente Dilma Rousseff. Durante evento do PSB em Brasília, Eduardo Campos afirmou que o País precisa resgatar a Petrobras, envolvida em uma série de escândalos, e criticou a herança a ser deixada pela petista depois de seus quatro anos de governo: “Pela primeira vez na história recente da democracia nós vamos ver um presidente entregar o País pior do que recebeu”, afirmou a uma platéia de cerca de 600 militantes do partido. Marina Silva, que é candidata a vice, não participou do evento. Durante o pronunciamento de 20 minutos, Eduardo Campos lembrou que esteve na oposição durante os dois mandatos de Fernando Henrique Cardoso e, mesmo assim, reconhece que o tucano “entregou ao presidente Lula um País melhor do que recebeu”. E continuou: “Nós vimos o presidente Lula entregar a Dilma um País melhor, mais animado, posicionado internacionalmente com protagonismo”. Para ele, Dilma vai concluir seu mandato sem dar sequência às melhorias. “Isso explica – sem aqui precisar usar de nenhum adjetivo para ferir a pessoa da presidente, a quem nós respeitamos, mas de quem divergimos – porque há um enorme desejo de mudança”, ressaltou.

RETORNO DOS BRIGADIANOS PARA O INTERIOR DO RIO GRANDE DO SUL COMEÇA NESTA TERÇA-FEIRA, LEGADO PARA PORTO ALEGRE É A VOLTA DA INSEGURANÇA PÚBLICA

Está previsto para começar nesta terça-feira o retorno ao Interior de parte do efetivo da Brigada Militar (BM) recrutado para reforçar o policiamento de Porto Alegre durante a Copa do Mundo. Esses brigadianos deram aos portoalegrenses a sensação de segurança, que agora será perdida imediatamente após o último jogo na cidade. Ou seja, os portoalegrenses não terão legado na área de segurança pública, o legado será o retorno à insegurança. A primeira desmobilização no efetivo deve abranger mil policiais. Até o fim do Mundial, devem permanecer em Porto Alegre outros 600 homens vindos de outras cidades. Cerca de 1,6 mil brigadianos foram deslocados no final de maio para compor duas unidades criadas exclusivamente para trabalhar durante a competição, o Batalhão Copa e o Batalhão Especial de Pronto Emprego (Bepe). O efetivo somado é de 2,7 mil policiais. Dividido em nove pelotões, o Batalhão Copa foi escalado para o patrulhamento ostensivo nas ruas e também em apoio aos seguranças particulares contratados pela Fifa que trabalham no Beira-Rio em dias de jogos. O Bepe atua na proteção de seleções, nos centros de treinamento e também está de prontidão para agir em eventuais manifestações populares.

ESTADOS UNIDOS ANUNCIAM NESTA SEGUNDA-FEIRA O NOME DO SECRETÁRIO DE ASSUNTOS DE VETERANOS

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, planeja nomear Roberto McDonald, ex-executivo da Procter & Gamble, como o próximo secretário de Assuntos de Veteranos nesta segunda-feira. Se confirmado pelo Senado, McDonald irá suceder Eric Shinseki, que renunciou no mês passado em meio a críticas ao atendimento nos hospitais dos veteranos. O Assuntos de Veteranos é o maior sistema de saúde integrado dos Estados Unidos, com mais de 300 mil funcionários em tempo integral e quase nove milhões de veteranos inscritos para receber assistência. Obama enviou um de seus principais assessores, Rob Nabors, para ajudar a investigar os problemas da agência e indicou Sloan Gibson como secretário interino enquanto procura por um substituto permanente. Nabors e Gibson entregaram a Obama um relatório no qual relataram "significativas e crônicas falhas de sistema". Eles também citaram falta de confiança, escassez de recursos e despreparo para lidar com o aumento no número de novos e velhos veteranos com necessidades de atendimento. McDonald liderou a Procter & Gamble de 2009 a 2013. Colegas no setor privado e militares elogiaram a escolha de McDonald, mas sua atuação no comando da P&G foi criticada por investidores.

ORGANIZAÇÃO TERRORISTA ESTADO ISLÂMICO NO IRAQUE E NO LEVANTE ANUNCIA A CRIAÇÃO DE UM CALIFADO DO ISLÃ

Em comunicado divulgado neste domingo, um porta-voz do Estado Islâmico no Iraque e no Levante (Isil) anunciou a criação de um califado islâmico que abrange regiões do noroeste da Síria e passa pelo norte e noroeste do Iraque. Nessas regiões, o grupo tomou controle de várias cidades e prometeu destruir as fronteiras físicas entre os dois países – criadas há quase um século, após o final da 1ª Guerra. O chefe do Isil, Ibrahim ibn Awad, mais conhecido como Abu Bakr al Bagdadi, será o califa de todos os muçulmanos, segundo o comunicado. O grupo disse ainda que passará a se chamar apenas Estado Islâmico.