quarta-feira, 16 de julho de 2014

TIRADENTES, CLUBE DE CEARÁ, PEDE A PRISÃO DE JOSÉ MARIA MARIN

O presidente da CBF, José Maria Marin, tem mais um motivo para se preocupar. O Tiradentes, do Ceará, entrou na manhã desta quarta-feira com um pedido de prisão contra o dirigente pelo não cumprimento de uma liminar para que o clube seja incluído na Série C do Brasileirão. O procedimento foi feito na 6ª Vara Cível de Fortaleza, onde a liminar foi expedida. A decisão foi tomada no dia 9 de junho e prevê a aplicação de multa de R$ 25 mil/dia, caso a CBF não coloque o Tiradentes na competição. O Tiradentes foi o quinto colocado da Série D-2013 e usa o caso do Treze (PB), em 2011, para pleitear a vaga, que originalmente era do Betim, rebaixado via STJD por acionar a Justiça Comum antes de se esgotarem as esferas desportivas, mas foi dada ao CRAC-GO pelo STJD e a CBF.

DEPOIS DE RENUNCIAR, CLÉSIO ANDRADE DIZ QUE VAI SE AFASTAR DA POLÍTICA

O ex-senador Clésio Andrade (PMDB-MG) vai se afastar da política. Segundo interlocutores do ex-parlamentar, que renunciou ao cargo na terça-feira, 15, alegando problemas de saúde, Clésio viaja nesta quinta-feira, 17, para a Inglaterra para se submeter a um tratamento para a necrose nos dois fêmures que poderá durar até seis meses. Réu no processo do Mensalão mineiro, que tramita no Supremo Tribunal Federal e deve retornar à Justiça mineira, o então senador chegou a lançar sua pré-candidatura ao governo de Minas Gerais ainda no ano passado e até montar escritório e equipe para trabalhar em sua campanha. Clésio Andrade foi derrotado na disputa interna do PMDB mineiro, que fez aliança em torno da candidatura do petista Fernando Pimentel ao Executivo, com o presidente do diretório peemedebista mineiro, deputado federal Antônio Andrade, como candidato a vice-governador. Dissidente dentro da legenda, Clésio Andrade não teve o nome apresentado pelo PMDB à Justiça Eleitoral para disputar nenhum cargo em outubro. Licenciado também da presidência da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Clésio assumiu a vaga no Senado no início de 2011, no lugar de Eliseu Resende (DEM-MG), morto em 2 de janeiro daquele ano. Ele poderia tirar licença médica para o seu tratamento, mas renunciou. É óbvio que o objetivo da renúncia foi o de levar o seu processo do Supremo para o primeiro grau.

TUCANOS QUEREM QUE MANTEGA EXPLIQUE OPERAÇÃO DO TESOURO NACIONAL, CHEFIADO PELO PETISTA NEOTROTSKISTA ARNO AUGUSTIN

A bancada do PSDB na Câmara dos Deputados protocolou nesta quarta-feira 16, requerimentos nas Comissões de Fiscalização Financeira e Controle e Finanças e Tributação pedindo a convocação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, e do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. Os tucanos Vaz de Lima (SP), Vanderlei Macris (SP) e o líder da bancada, Antonio Imbassahy (BA) pedem explicações sobre o cálculo das contas públicas do governo. A solicitação foi encaminhada após reportagem do jornal O Estado de S.Paulo revelando que as contas do Tesouro Nacional tiveram uma ajuda incomum de R$ 4 bilhões que reduziu o rombo do mês de maio. Os requerimentos só devem ser analisados na primeira semana de agosto, uma vez que o Congresso entrará em recesso branco a partir da próxima semana. Na terça-feira, Imbassahy protocolou requerimentos junto ao Banco Central e ao Ministério da Fazenda solicitando informações sobre o procedimento. Os tucanos alegam que a gravidade da denúncia exige que Mantega e Tombini revelem os detalhes e a motivação da operação. A operação ajudou o Tesouro a reduzir o déficit primário, das contas públicas, de maio. O governo divulgaria um rombo de R$ 15 bilhões, mas acabou por anunciar um buraco de R$ 11,07 bilhões. Ainda assim, esse desempenho foi o pior da história para meses de maio.

SAÍDAS DE DÓLARES SUPERAM ENTRADAS EM US$ 5,4 BILHÕES ATÉ O DIA 11 DE JULHO

Mais dólares estão saindo do que entrando no Brasil. O saldo da entrada e saída de dólares do País, fluxo cambial, ficou negativo em US$ 5,427 bilhões, nas duas primeiras semanas deste mês. O resultado negativo vem tanto do segmento comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações), com US$ 1,312 bilhão, quanto do financeiro  (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações), com déficit de US$ 4,114 bilhões. De janeiro a 11 de julho, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 1,280 bilhão. Nesse período, o fluxo comercial registrou saldo positivo de US$ 1,578 bilhão e o financeiro, negativo em US$ 2,858 bilhões.

CORTE DA SUÉCIA MANTÉM MANDADO DE PRISÃO CONTRA JULIAN ASSANGE, O FUNDADOR DO WIKILEAKS

Uma corte da Suécia manteve nesta quarta-feira o mandado de prisão contra o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, reafirmando a base legal para que ele seja mantido na condição de procurado internacional. Assange está abrigado na embaixada do Equador em Londres há dois anos. Os advogados do fundador do Wikileaks afirmaram que vão apelar da decisão. Ele é acusado de abuso sexual e estupro contra duas mulheres que conheceu em uma visita à Suécia em 2010. Os promotores suecos não aceitaram interrogar o réu em Londres. Mesmo se a Suécia arquivasse o caso, Assange continuaria sendo procurado por ter violado as condições de sua liberdade condicional quando fugiu e procurou abrigo na embaixada do Equador. A polícia mantém guarda em frente ao prédio desde então. Assange disse que não considera prestar depoimento na corte sueca porque não tem garantias de que não seria extraditado aos Estados Unidos, onde ainda responde processo pelo vazamento de documentos sigilosos.

GERENTE DA PETROBRAS EXPLICA ATRASO E CUSTO DA REFINARIA ABREU E LIMA

Convocado para explicar no Senado os motivos do atraso e do alto custo da Refinaria Abreu e Lima, o gerente-geral de Implementação de Empreendimentos da Petrobras, Glauco Colepicolo Legati, disse hoje (16) que o principal motivo do atraso da obra foi a necessidade de se refazer algumas licitações, após terem sido apresentados valores superiores ao previsto pela estatal. A expectativa é que a refinaria seja concluída até o final de 2014, três anos após o prazo inicialmente previsto. Durante audiência pública na CPI da Petrobras, Legati disse que, em parte, esse atraso é explicado pela demora na entrega de alguns equipamentos contratados e que a necessidade de se pagar salários atrativos para incentivar a ida de profissionais para trabalharem na obra está entre os fatores que contribuíram para o encarecimento da refinaria. Orçada inicialmente em US$ 2,5 bilhões, a Abreu e Lima já custa, de acordo com o gerente da Petrobras, pouco mais de US$ 18 bilhões, podendo chegar próximo aos US$ 20 bilhões, segundo a presidente Graça Foster.

MORGAN STANLEY RECOMENDA A VENDA DE AÇÕES DE BANCOS BRASILEIROS

O cenário que ajudou a levantar as ações de grandes bancos privados brasileiros nos últimos meses não vai se manter daqui em diante, por isso é hora de vender os papéis das instituições, recomendaram analistas do Morgan Stanley nesta quarta-feira. A equipe formada por Jorge Kuri, Jorge Chirino e Felipe Salomão mudou a recomendação dos papéis do Bradesco de overweight (acima da média do setor) para underweight (abaixo da média do setor) e das ações do Itaú Unibanco de equalweight (em linha com o setor) para underweight. "Nos últimos seis a doze meses, mesmo com a fraca atividade bancária, os lucros tiveram uma melhora temporária, apoiados no aumento da Selic e em menores despesas com provisões para perdas", afirmaram os analistas em relatório a clientes. Sem esses dois fatores, os lucros teriam em vez disso caído 4% para o Itaú e 1% para o Bradesco, afirma, prevendo que a taxa de básica de juros se mantenha por um tempo em 11% ao ano e as despesas dos bancos com provisões para calotes cresçam. Os lucros de Itaú Unibanco e Bradesco avançaram 20 e 10%, respectivamente, em 12 meses encerrados no primeiro trimestre de 2014 pelas contas do Morgan Stanley. Os analistas consideram que a fraca atividade econômica do País e o maior nível de comprometimento da renda das famílias com dívidas tende a limitar o crescimento das linhas de crédito que oferecem maiores margens (como em cartões de crédito) em prol de linhas mais seguras, mas menos rentáveis. Para eles, o mercado não está precificando direito os riscos significativos da maior exposição do Itaú, por exemplo, a empréstimos em cartões de crédito. Além disso, as instituições têm capacidade limitada de amortecer o efeito de resultados operacionais mais fracos via corte de despesas administrativas. O Morgan Stanley manteve a recomendação para o Banco do Brasil em equalweight, por entender que a base de clientes do banco, bastante concentrada em funcionários públicos, pode proteger a instituição em um cenário de aumento do desemprego. Ademais, a avaliação do banco já é menor do que a de seus concorrentes privados. A recomendação para as units (tipos de ações) do Santander Brasil foi mantida em overweight. Os analistas avaliam que a oferta de recompra feita pelo acionista controlador, o espanhol Santander, deve dar suporte aos atuais preços das ações, embora a avaliação fundamentalista seja semelhante à descrita para Itaú e Bradesco.

MINISTÉRIO PÚBLICO PEDE IMPUGNAÇÃO DA CANDIDATURA DE JOSÉ ROBERTO ARRUDA

A Procuradoria Regional Eleitoral do Distrito Federal ingressou com um pedido de impugnação da candidatura de José Roberto Arruda (PR) a governador. De acordo com o Ministério Público, Arruda deve ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa porque foi condenado por envolvimento no escândalo conhecido como Mensalão de Brasília. Na ação, o procurador Elton Ghersel afirma que “a inelegibilidade decorrente de decisões judiciais produzem efeitos imediatos e podem ser aplicadas inclusive depois do registro da candidatura”. A defesa do ex-governador alega justamente que os efeitos da Lei da Ficha Limpa não são aplicáveis nas eleições deste ano porque a decisão só foi ratificada depois do registro da candidatura. Na semana passada, Arruda foi condenado à perda dos seus direitos políticos por oito anos pelo crime de improbidade administrativa e ao ressarcimento de 300.000 reais aos cofres públicos. “A inelegibilidade decorrente de condenação por ato de improbidade administrativa, por meio de decisão judicial colegiada, pode ser arguída na fase de registro, mesmo que a decisão seja publicada depois da data limite para o requerimento, como é o caso em exame. Com essa possibilidade, evita-se que um candidato inelegível venha a participar da eleição, pois é possível que a Justiça Eleitoral resolva em definitivo a questão, antes da data da votação”, diz o Ministério Público Eleitoral.

GOVERNO DA PETISTA DILMA ROUSSEFF VAI CRIAR MUTIRÃO PARA REGULARIZAR SITUAÇÃO DE GANESES NO BRASIL

A exemplo da primeira medida adotada no início de 2013 para acelerar a regularização da situação dos haitianos que entraram ilegalmente no país, o governo federal vai criar força-tarefa para agilizar a emissão de documentos provisórios aos imigrantes ganeses que chegaram ao Brasil durante a Copa do Mundo, com vistos de turistas, e que, agora, estão pedindo refúgio. O ministro da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, se reuniu na manhã de hoje, com representantes dos ministérios das Relações Exteriores, do Trabalho e Emprego e do Desenvolvimento Social, além da Polícia Federal, para discutir as medidas a serem adotadas. Além do mutirão, o governo federal oferecerá o apoio necessário à prefeitura de Caxias do Sul, onde está concentrada a maioria dos ganeses. As medidas serão implementadas imediatamente nos postos da Polícia Federal. Já a missão conjunta dos órgãos federais em Caxias do Sul terá início na segunda-feira (21). De acordo com informações do Ministério das Relações Exteriores, foram emitidos para o período da Copa 8.767 vistos a ganeses. Nem todos os vistos, que autorizariam a entrada no país até o dia 13 de julho pelo prazo de 90 dias, foram efetivamente utilizados. Sobre o ingresso no País, o Departamento de Polícia Federal confirmou que daquele total, 2.529 ganeses fizeram uso desses vistos e efetivamente entraram no País, sendo que destes 1.397 deixaram o território normalmente até o momento. Dos 1.132 ganeses que permanecem no território nacional com visto de turista, válido por 90 dias, quase 180 já pediram refúgio. Esse é o resultado da Copa do Mundo, em que a Fifa atuou como coiote de imigração ilegal.

REAL MADRID CONTRATA O GOLEIRO DA SELEÇÃO DA COSTA RICA

O goleiro Keylor Navas, um dos destaques da seleção da Costa Rica na Copa do Mundo, foi contratado pelo Real Madrid, conforme o jornal esportivo espanhol Marca desta quarta-feira. De acordo com a publicação, o Real pagou 10 milhões de euros (32 milhões de reais) para tirar Navas do Levante, também da Espanha. O jogador de 27 anos foi revelado no Saprissa, clube mais popular de seu país, e passou por Albacete e Levante antes de chegar ao atual campeão europeu. Na última temporada, Navas recebeu o prêmio de melhor goleiro da Liga Espanhola, apesar de sua equipe ter terminado na décima colocação. Na Copa do Mundo no Brasil, Navas levou apenas dois gols em cinco partidas e ajudou a Costa Rica a chegar às quartas de final pela primeira vez na história. De acordo com o jornal Marca, a chegada de Navas deve facilitar a saída do goleiro Diego López, que dividiu a titularidade com o capitão Iker Casillas na última temporada e tem propostas do Monaco e do Napoli. Além da contratação de Navas, o Real Madrid deve oficializar nesta quinta-feira a chegada do volante alemão Toni Kroos, campeão mundial pela Alemanha, que pertence ao Bayern de Munique. Segundo o jornal, o também alemão Sami Khedira deve ser vendido ao Arsenal para equilibrar as finanças do clube.

JUSTIÇA DO RIO DE JANEIRO PRORROGA A PRISÃO DE SININHO E MAIS OUTROS QUATRO VÂNDALOS

O juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, aceitou, na tarde desta quarta-feira, o pedido da Polícia Civil de prorrogar, por mais cinco dias, a prisão temporária de cinco ativistas detidos no sábado por suspeita de envolvimento em atos violentos durante protestos na capital fluminense. De acordo com a decisão, tiveram a prisão prorrogada: Elisa de Quadros Pinto Sanzi, a Sininho; Tiago Teixeira Neves da Rocha; Eduarda Oliveira Castro de Souza; Camila Aparecida Rodrigues Jourdan e Igor Pereira D'Icarahy.  Sininho é apontada pela polícia como líder do grupo. O pedido de prorrogação foi feito na manhã desta quarta pela delegada Renata Araújo, responsável pela investigação. A medida não vale para os 12 presos que tiveram habeas corpus concedido pela Justiça do Rio de Janeiro na terça-feira. Ao todo, 19 pessoas foram detidas no sábado passado, véspera da final da Copa do Mundo no estádio do Maracanã. Até as 16 horas, os 12 ativistas que tiveram a liberdade concedida pela Justiça do Rio de Janeiro permaneciam no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste, aguardando liberação. Eles podem ser soltos a qualquer momento. São eles: Rebeca Martins de Souza; Bruno de Souza Vieira Machado; Emerson Raphael Oliveira da Fonseca; Pedro Brandão Maia; Felipe Frieb de Carvalho; Felipe Proença de Carvalho de Moraes; Rafael Rego Barros Caruso; Gerusa Lopes Diniz; Gabriel da Silva Marinho; Karlayne Moraes da Silva Pinheiro; Joseane Maria Araujo de Freitas; Eloysa Sami Santiago.

BOEING FECHA CONTRATO DE US$18,9 BILHÕES COM A QATAR AIRWAYS

A Boeing anunciou que a companhia aérea Qatar Airways fez uma encomenda de 50 jatos do modelo 777-9Xs, no valor de 18,9 bilhões de dólares a preços de tabela, e concordou em adquirir uma opção de compra de outros cinquenta jatos do mesmo modelo. Segundo a Boeing, se os direitos forem exercidos, o pedido da Qatar Airways aumentará para 37,8 bilhões de dólares (100 aeronaves). A companhia planeja ainda encomendar quatro cargueiros 777, com uma opção de compra de quatro unidades adicionais, no valor de 2,4 bilhões de dólares a preços de tabela. Em um momento de movimento no setor de fabricação de aviões, a Embraer anunciou na terça-feira a encomenda, feita pela Azul, de 30 aeronaves modelo 195 da segunda geração, com opção de compra de outras 20 unidades. O contrato pode chegar a 3,1 bilhões de dólares, e a primeira entrega deve acontecer no primeiro semestre de 2018. Além disso, a empresa brasileira também recebeu na segunda-feira o pedido de 50 jatos 175 E-2, com opção de compra de mais 50 unidades, para a norte-americana Trans States Holdings. O acordo é avaliado em cerca de 2,4 bilhões de dólares, com entregas a partir de junho de 2020.

VEJA A ENTREVISTA DE AÉCIO NEVES NESTA QUARTA-FEIRA, NA FOLHA DE S. PAULO



MENSALEIRO PEDE À JUSTIÇA PROGRESSÃO DE REGIME

Condenado no julgamento do processo do Mensalão do PT, o ex-tesoureiro do extinto PL (atual PR), Jacinto Lamas, encaminhou à Justiça pedido de progressão de regime para terminar de cumprir sua pena em prisão domiciliar. Penalizado a cinco anos de reclusão em regime semiaberto, Lamas alega que os dias de trabalho e estudo no Complexo Penitenciário da Papuda e no Centro de Internamento e Reeducação (CIR) já permitem o abatimento da pena e alteração no regime. De acordo com a Lei de Execução Penal, a progressão de regime é possível se o preso tiver bom comportamento e depois de transcorrido um sexto da pena no regime anterior. Desde que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal, Lamas recebeu uma advertência considerada "de nível médio" por ter usado parte do horário de trabalho para ir a uma igreja, fazer caminhadas e se encontrar com a mulher. A sanção, porém, não teve influência no cálculo dos possíveis abatimentos da pena do mensaleiro. Também segundo a Lei de Execução Penal, o preso pode abater um dia de pena a cada doze horas de frequência escolar ou a cada três dias trabalhados. Segundo a defesa, Jacinto Lamas já fez três cursos de capacitação à distância, além de ter trabalhado quatro meses na empresa Mísula Engenharia – o que lhe garantiria o abatimento de 84 dias de pena. Até o momento, porém, a Justiça homologou a remição de apenas 19 dias. Lamas é o primeiro mensaleiro a pedir progressão de pena. O caso será analisado pelo Supremo.

EM BRASÍLIA, A PERONISTA POPULISTA CRISTINA KIRCHNER BANCA A VÍTIMA E CRITICA "PILHAGEM INTERNACIONAL"

Em viagem ao Brasil para participar de um encontro dos líderes dos Brics com chefes de Estado sul-americanos, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, afirmou que é preciso pôr fim à "pilhagem internacional" que, segundo ela, atinge seu país. Ela fez referência aos fundos abutres que ganharam ação na Suprema Corte dos Estados Unidos e devem receber do governo o pagamento integral de títulos da dívida argentina comprados no período em que o país deu o calote, no início da década de 2000. O governo Kirchner ameaça não pagar porque considera injusto o valor dos papéis. Caso a dívida não seja honrada até o próximo dia 30, a Argentina entrará em default técnico e poderá ter seus ativos no exterior confiscados. Fundo abutre é um jargão do mercado financeiro usado para classificar fundos de hedge que investem em papéis de países que deram calote — atuam, em especial, na América Latina e na África. Sua atuação é perfeitamente legítima. O termo abutre foi criado para diferenciá-los dos fundos convencionais, justamente por trabalharem como 'agiotas' de países caloteiros, emprestando dinheiro em troca de 'títulos podres'. São considerados pelo mercado uma espécie de 'investidor de segunda linha'. Sua atuação consiste em comprar títulos da dívida de nações em default por valor irrisório para depois acionar o país na justiça e tentar receber ganhos integrais. Os 'abutres' compraram os papéis da dívida argentina por 48,7 milhões de dólares em 2001 e querem receber, hoje, cerca de 1 bilhão de dólares. A Argentina, por sua vez, tenta escapar do pagamento. O país teme que, caso aceite pagar os 'abutres' integralmente, os 92% de credores que aceitaram a renegociação da dívida em 2005 e 2010 possam buscar na Justiça o direito de receber ganhos integrais. Neste caso, o pagamento poderia reduzir as reservas internacionais do país a praticamente zero. Outro agravante é que, devido ao histórico de calotes e decisões econômicas escandalosas do país, sua credibilidade para negociar com credores está fortemente abalada. A peronista populista e muito incompetente Cristina Kirchner (também chamada na Argentina, pela oposição, de "Cretina K") discursou a integrantes da União da Juventude Socialista (UJS), grupo vinculado ao PCdoB que perseguiu a blogueira cubana Yoani Sánchez quando ela esteve no Brasil. A fala se deu de forma improvisada, na porta do hotel onde a presidente estava hospedada. "Não esperava um recebimento tão caloroso dos jovens do Brasil. Quero agradecer-lhes, porque sei que não é que estejam com a Cristina, mas sim com as políticas que levamos adiante na Argentina", disse ela. O governo Kirchner afirmou que está disposto a pagar seus credores, mas apenas aqueles que aceitaram a reestruturação de sua dívida nos anos de 2005 e 2010. Os fundos abutres não aceitaram a renegociação e ganharam na Justiça o direito de receber o valor cheio dos títulos. Ocorre que, segundo a decisão da Corte Suprema americana, o país não conseguirá pagar os credores que aceitaram a reestruturação se também não fizer o pagamento aos fundos abutres. Cristina criticou a decisão e colocou a Argentina como vítima: "Cremos em uma pátria grande e que se deve terminar essa espécie de pilhagem internacional em matéria financeira que hoje estão querendo fazer contra a Argentina, mas que vão tentar levar adiante contra outros países", disse ela. Ao celebrar o fortalecimento dos laços dos Brics com os países da América do Sul, a presidente da Argentina também criticou os organismos multilaterais existentes. "Vão surgindo cada vez mais instituições que questionam este funcionamento dos organismos multilaterais que, em vez de dar soluções, não fazem nada além de complicar a vida dos povos", afirmou. O encontro dos Brics com presidentes sul-americanos reúne 16 chefes de Estado em Brasília nesta quarta-feira.

CAMPANHA ANTI-AIDS NO BRASIL ESTÁ ERRADA. OU: É MAIS DIFÍCIL VENCER UMA DISTORÇÃO IDEOLÓGICA DO QUE VENCER UM VÍRUS

A epidemia de Aids cai no mundo, mas cresce no Brasil. Alguém está surpreso? Eu não estou. Não se controle a difusão de certas doenças só com medidas médicas. A profilaxia cultural e comportamental é tão ou mais importante. E, nesse particular, o Brasil tem uma política patética. O programa de combate à doença criado no Brasil na gestão do ministro da Saúde, José Serra, premiado internacionalmente e que serviu de modelo ao mundo — e não vai nisso nenhuma melomania — é permanentemente agredido por militâncias políticas as mais variadas, com amplo apoio de setores da imprensa, que confundem informação com preconceito, orientação técnica com moralismo estreito. Afinal, sabem como é, somos todos progressistas.

Não se tem mais notícia de contaminação por HIV por transfusão de sangue. Mesmo num sistema de saúde que oferece um serviço ainda precário aos pobres, isso tipo de difusão da doença foi zerado. Por menos informações que tenham hoje as pessoas, contam-se nos dedos os que desconhecem o mecanismo básico de transmissão da doença, que, no Brasil, cresce mais entre os jovens de 15 a 24 anos — curiosamente os que mais têm acesso à educação.
Quem são esses jovens? Quais são seus hábitos? Qual é a sua orientação sexual. Médicos que trabalham no Sistema Público de Saúde não teriam dúvidas em afirmar que parte importante é formada por homossexuais; outra parte relevante contraiu a doença compartilhando seringas. Isso quer dizer que essas pessoas escolheram ficar doentes? Claro que não! Seria um absurdo e uma estupidez afirmar isso. Mas isso quer dizer, também, que esses dados têm de ser levados em conta quando se formula uma política pública de saúde — e nós temos um programa de assistência a doentes que é pego por toda a sociedade.
As campanhas oficiais contra a difusão da AIDS estão essencialmente erradas. E não é de hoje. A camisinha segue sendo a principal barreira material contra a difusão do vírus. Mas ela é pouco eficaz quando não existe a barreira moral. E falo em moral em sentido amplo, que remete às escolhas pessoais — não a moralismo estridente e de fachada. O estímulo ao sexo irresponsável, homo ou heterossexual, é uma das raízes da proliferação ainda brutal da doença. Pensem, por exemplo, no que se transformou a Vila Madalena, em São Paulo, nos dias da Copa. Todos vimos: venda de drogas e de álcool a céu aberto, ausência completa de poder público, leis básicas da civilidade e da civilização jogadas no lixo. Todos assistimos a filmes e imagens: quantos, naquele embalo, vão se lembrar da camisinha?
Ainda me lembro de uma propaganda oficial do Ministério da Saúde em que dois rapazes de conhecem num bar. Na sequência, aparecem na cama. Um deles acorda e toma um susto. Só se tranquiliza quando vê no criado-mudo o invólucro rompido da camisinha. Pergunto: era campanha contra a AIDS ou a favor do sexo irresponsável? Quem não consegue nem mesmo se lembrar se usou ou não o preservativo está mesmo protegido? A propaganda oficial, feita pelo Estado, deve, na prática, estimular a que se leve para a cama uma pessoa que acabou de conhecer? Campanha do Ministério da Saúde para o Carnaval de 2012 — vejam vídeo — repetia o erro, aí com um casal heterossexual. 
Não existe controle da AIDS com estímulo ao pé-na-jaca. Há dois fatores patogênicos aí: o HIV, que a camisinha controle, e as escolhas individuais, que ou são responsáveis ou não são, pouco importa a orientação sexual de cada um. Digam-me: alguém acredita que, na cracolândia da droga livre, em São Paulo, a preocupação com o HIV enteja entre as prioridades? Quem não é capaz de fazer escolhas morais consegue se proteger de uma doença?
Em 2013, ainda na gestão de Alexandre Padilha, o Ministério da Saúde elaborou um cartaz em homenagem a um tal “Dia Internacional da Prostituta”, que alguns comemoram no dia no dia 2 de junho. Uma senhora posa para a fotografia, com ar orgulhoso, ao lado da frase: “Eu sou feliz sendo prostituta”. No pé da peça publicitária, a logomarca do governo Dilma. Alguém acha que é por aí?
cartaz prostituta
UgandaUm país na África é extremamente bem-sucedido no combate à AIDS: Uganda. Em vez de insistir apenas na camisinha, como fazem as organizações internacionais, a política oficial investe na mudança de comportamento. Desde 1986, o governo adota a política batizada de ABC: A de abstinência, dirigida aos jovens solteiros; B de “be faithful” (seja fiel), para os casados; C de “condom”, camisinha, para quem não seguir as anteriores. Sim, Uganda é também o país que conta com leis odiosas de discriminação dos homossexuais. Uma coisa não tem nada a ver com a outra, até porque, no país, como no resto da África, a AIDS se disseminou especialmente entre os heterossexuais.
Bento XVIEm 2009, o então papa Bento 16 foi a Camarões. Falando sobre a AIDS, um flagelo naquele continente, afirmou que a distribuição maciça de camisinhas não era o melhor programa de combate à AIDS. E disse que o problema poderia até se agravar. A estupidez militante logo entendeu, ou fingiu entender, que Sua Santidade contestara a eficiência do preservativo para barrar a transmissão do vírus. Bento 16 não tratava desse assunto, mas de coisa mais ampla. Referia-se a políticas públicas de combate à expansão da doença. Apanhou de todo lado. De todo mundo. No Brasil, noticiou-se a coisa com ares de escândalo. Os valentes nem mesmo investigaram os números no Brasil. A contaminação continuava, como continua, em alta.
Quem saiu em defesa do que disse o então papa? Edward Green, uma das maiores autoridades mundiais no estudo das formas de combate à expansão da AIDS. Ele é diretor do Projeto de Investigação e Prevenção da AIDS (APRP, na sigla em inglês), do Centro de Estudos sobre População e Desenvolvimento de Harvard. Pois bem. Green concedeu uma entrevista sobre o tema. E o que ele disse? O PAPA ESTAVA CERTO. AS EVIDÊNCIAS EMPÍRICAS CONFIRMAM O QUE DIZIA SUA SANTIDADEOra, como podia o papa estar certo? Vamos sonegar essa informação dos leitores!
Em entrevista aos sites National Review Online (NRO) e Ilsuodiario.net,Green afirma que as evidências que existem apontam que a distribuição em massa de camisinha não é eficiente para reduzir a contaminação na África. Na verdade, ao NRO, ele afirmou que não havia uma relação consistente entre tal política e a diminuição da contaminação. Ao Ilsuodiario, assumiu claramente a posição do papa — e, notem bem!, ele fala como cientista, como estudioso, não como religioso: “O que nós vemos de fato é uma associação entre o crescimento do uso da camisinha e um aumento da AIDS. Não sabemos todas as razões. Em parte, isso pode acontecer por causa do que chamamos ‘risco compensação” — literalmente, nas palavras dele ao NRO: “Quando alguém usa uma tecnologia de redução de risco, frequentemente perde o benefício (dessa redução) correndo mais riscos do que aquele que não a usa”.
A estupidez e a irresponsabilidade pode ter alcance mundial. Agora, a OMS, a agência da ONU para a saúde, deu um alerta mundial sugerindo que homossexuais masculinos passem a tomar preventivamente os coquetéis anti-AIDS. Ninguém precisa ser especialista em lógica para adivinhar o que vai acontecer. Como disse Green, a tecnologia de redução de risco acabará, obviamente, expondo as pessoas a mais riscos. Infelizmente, já quem, em razão dos coquetéis, considere a AIDS apenas um mal crônico. E isso é mentira. Ela ainda mata milhares de pessoas mundo afora, todos os anos. Ocorre que é mais difícil vencer uma distorção ideológica do que um vírus. Por Reinaldo Azevedo

AÉCIO NEVES DIZ NA SABATINA DA FOLHA QUE OS GOVERNOS DO PT NÃO FIZERAM AS REFORMAS PARA MODERNIZAR O BRASIL

Após Eduardo Campos (PSB), o candidato à presidência pelo PSDB, Aécio Neves, participou da sabatina realizada pelo jornal Folha de S. Paulo no final da manhã desta quarta-feira. Aécio Neves destacou que, se eleito, vai tomar as medidas necessárias para recolocar o Brasil no caminho do crescimento sustentável e controle de inflação. "Trabalharei para reverter esse cenário controverso", afirmou. Aécio Neves disse que irá tomar as medidas necessárias para por o Brasil no rumo do crescimento sustentável. "As medidas impopulares estão sendo implantadas por esse governo, nós estamos com inflação incontrolada, acima do teto da meta, sem que o governo acene de forma clara para como reverter essa situação perversa". Ele ainda afirmou que, em 2002, em meio às incertezas com a eleição de Lula, o dólar subiu muito e a bolsa despencou, sendo revertido com a manutenção do tripé econômico estabelecido pelo governo de Fernando Henrique Cardoso, do PSDB. "Em 2002, quando Lula venceu, nós tivemos explosão dos índices inflacionários e houve uma insegurança tão grande, que foi contida por Lula, que manteve inalterado o que FHC havia feito em seu governo. Isso trouxe segurança. É uma vitória do PSDB. Pela clareza das nossas convicções, esse cenário de resgaste da credibilidade, de uma política fiscal transparente, de inflação no centro da meta é uma das prioridades. Nós queremos regras claras para que as pessoas percebem qual o ambiente estamos construindo". Perguntado sobre a tese de que, com os ajustes, haveria uma piora antes de melhorar, e com os ajustes, haveria uma intenção de elevar a taxa de economia para pagar a dívida, Aécio Neves destacou que não haveria cortes fortes em gastos, mas que ele escolheria o caminho do crescimento para chegar à meta de superávit. Ele disse ainda que não governará com os olhos na curva de popularidade. Além disso, Aécio citou o ex-presidente Lula, destacando o período raríssimo de bonança. "Se houvesse responsabilidade política e coragem para fazer as reformas necessárias, o Brasil estaria muito diferente está hoje". "Não estou aqui por um projeto pessoal, mas por acreditar que mais quatro anos deste governo será muito ruim para o País". Nós vamos criar condições para que o crescimento volte ao País e dar previsibilidade. Questionado sobre se as medidas que tomaria seriam impopulares, ele afirmou que não "existem estes tipos de medidas". Ele afirmou que elas são necessárias, que todo governo terá que lidar. Perguntado sobre o cenário energético do País, Aécio afirmou que o intervencionismo no setor foi uma das mais perversas ações do governo central. O custo hoje, ao Tesouro, aos contribuintes, gira em torno de R$ 30 bilhões, porque retirou a capacidade, os investimentos para a retomada do crescimento da economia. O Brasil é um cemitério de obras abandonadas por toda parte.
Ele citou que é importante que haja regulação para voltar a atrair capital para investimentos. Aécio Neves destacou que o governo irá explorar energias alternativas, estimulará parcerias da Petrobras para explorar gás. Aécio afirmou novamente que irá reestatizar empresas estatais que foram privatizadas para uso político no atual governo e devolvê-la aos brasileiros. "Imagina a Embraer atualmente sobre a gerência estatal?", questionou o tucano. Perguntado se haverá um reajuste de combustíveis para reviver a Petrobras, Aécio afirmou que não sabe ainda o que acontecerá com a petroleira, mas que dará previsibilidade para a companhia. "Hoje, a empresa está mais nas páginas policiais". Aécio afirma que irá discutir o atual modelo de partilhas, mas não antecipa o que pode acontecer, "à luz do dia e sem viés ideológico, com a sociedade". "O Bolsa Família vai continuar, mas quero tirar da agenda eleitoral pela leviandade do PT". Aécio quer colocar numa Agenda de Estado, junto ao programa de prestação de benefícios e, assim, criar aprimoramento. Aécio afirmou não ter nenhum constrangimento em mantê-los e criá-los. Nada pune mais os beneficiários do programa do que a inflação em alta e o baixo crescimento, ressaltou.  Perguntado se houve um diagnóstico errado sobre o pesssmismo com a Copa, Aécio rebateu e disse que houve uma tentativa desesperada do governo de se aproveitar do bom momento da seleção. "Eu fiz o que eu faria como torcedor, assistindo os jogos no estádio". Ele afirma que deve haver uma Lei de Responsabilidade para os esportes, mas destacou que não concorda com o intervencionismo do governo com a "criação da Futebrás". "Seria a 14ª empresa criada pelo governo petista". Ao ser questionado sobre o artigo escrito por Fernando Henrique Cardoso ontem, afirmando que Lula promove baixarias e falsas acusações e que os políticos deveriam se unir para tentar mudar a política, Aécio afirmou que quer acabar com a "bobagem de dividir o Brasil entre nós e eles", pois o Brasil precisa de algo novo".

AÉCIO NEVES DIZ QUE VAI REAVALIAR PROGRAMA MAIS MÉDICOS

No segundo dia de sabatina dos candidatos à Presidência da República promovida pelo jornal Folha de S.Paulo, o participante da vez foi o senador Aécio Neves, representante do PSDB na disputa pelo Planalto. O tucano reafirmou que vai manter o Bolsa Família e o Mais Médicos, além dos programas sociais que “dão certo”. Aécio Neves disse que pretende equiparar o salário dos médicos cubanos, participantes do programa Mais Médicos, ao mesmo valor pago aos outros estrangeiros. “O que eu não permitirei é que haja discriminação em relação aos cubanos. O que se tem que fazer é criar cursos de qualificação para que os médicos se submetam ao Revalida e que recebam a mesma remuneração. O governo brasileiro financia o governo cubano, nós vamos financiar os médicos cubanos”. O candidato também disse que vai reavaliar o acordo com o governo cubano: “Vamos estabelecer acordo através da Organização Pan-Americana da Saúde com outras regras e não vamos aceitar as regras impostas por Cuba. Não vamos cometer o equívoco de subscrever a questão da saúde pública ao Mais Médicos, mas pela qualificação e financiamento”.

EPIDEMIA DE AIDs CAI NO MUNDO, MAS CRESCE NO BRASIL

Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta quarta-feira aponta que os novos casos de infecção pelo HIV e de mortes associadas à doença cresceram no Brasil nos últimos oito anos. A tendência do país é contrária à global: segundo o documento, a epidemia está em queda no mundo, e especialistas acreditam que ela possa ser controlada até 2030. Segundo o The Gap Report, feito pelo Programa Conjunto das Nações sobre HIV/Aids (Unaids), o número de novos casos de infecção pelo HIV cresceu 11% no Brasil entre 2005 e 2013, quando cerca de 42 000 pessoas contraíram o vírus no país. Em relação às mortes provocadas pela doença, esse aumento foi de 7%, chegando a cerca de 15 000 óbitos em 2013.  Estima-se que, atualmente, 752 000 pessoas vivam com o vírus da aids no Brasil. Esse número representa quase metade do total de casos na América Latina (1,6 milhão) e cerca de 2% do número de infectados no mundo (35 milhões). Na América Latina, houve uma pequena queda dos novos casos da infecção pelo HIV: de 2% entre 2005 e 2013. Em países como México, Colômbia e Venezuela, a epidemia de aids diminuiu, diferentemente do que ocorreu, além do Brasil, no Chile e no Paraguai. De acordo com a Unaids, a cada hora, dez novas infecções pelo HIV acontecem na região. Pelo menos um terço dos novos casos da doença ocorre entre jovens de 15 a 24 anos.

Mundo
Segundo o relatório da ONU, os novos casos da doença no mundo caíram 38% nos últimos doze anos – em 2013, 2,1 milhões de indivíduos foram infectados, contra 3,4 milhões em 2001. A queda global de novas infecções foi ainda mais acentuada em crianças, de 58%. Em relação ao número de mortes associadas ao HIV, houve uma queda de aproximadamente 37% de 2005 para cá. Estima-se que 1,5 milhão de pessoas no mundo tenham morrido no ano passado devido a complicações da doença. Em 2005, foram 2,4 milhões. “Há esperança de que controlar a aids é possível”, diz o comunicado divulgado pela Unaids. “A epidemia pode ter fim em todas as regiões, em todos os países, em todos os locais, em todas as populações e em todas as comunidades”, diz Michel Sidibe, diretor da Unaids. Para a Unaids, o fim da epidemia até 2030 representaria o controle da difusão do HIV e do impacto do vírus nas sociedades. (Veja)

FIFA FUNCIONOU NO BRASIL COMO COIOTE DE IMIGRAÇÃO ILEGAL

1,100 ganeses que vieram ao Brasil para a Copa do Mundo ainda permanecem no País. Eles querem refúgio no Brasil. É gente que juntou dinheiro durante dois anos para comprar só a passagem de vinda. A Fifa, como se vê, funcionou como "coiote" da imigração ilegal para o Brasil. O governo deveria promover ação judicial contra a Fifa por esses prejuízos no acolhimento aos ganeses, gente despreparada, incapaz de contribuir com a economia nacional, e que representará grandes recursos públicos para sua manutenção.

HOJE TEM PESQUISA ELEITORAL DO INSTITUTO SENSUS

Hoje tem pesquisa eleitoral, segundo anunciou o instituto Sensus. A mostra pegará os reflexos da derrota da seleção brasileira nas intenções de votos para presidente.

JORNAL ZERO HORA DIVULGARÁ NESTA QUINTA-FEIRA A PESQUISA QUE ENCOMENDOU AO IBOPE

O jornal Zero, do grupo RBS, divulgará nesta quinta-feira a pesquisa eleitoral que contratou com o Ibope. A pesquisa afere as chances de candidatos à Presidência da República, governo do Estado e Senado Federal. Há 90 dias não sai uma pesquisa eleitoral no Rio Grande do Sul. A última realizada foi a do Instituto Methodus, que o grupo Record (jornal Correio do Povo) engavetou, só serviu para a Igreja Universal decidir de que lado da eleição ficará.

LEIA AQUI AS PERGUNTAS DA PESQUISA IBOPE CONTRATADA PELA RBS E QUE DEVE SER DIVULGADA ATÉ ESTA SEXTA-FEIRA

https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDUcGNfYnJYMEhFcXM/edit?usp=sharing

CHEFÃO DO HAMAS CONFESSA: GRUPO TERRORISTA USA, SIM, ESCUDOS HUMANOS E AINDA CONVOCA POPULAÇÃO A MORRER

Quando se fala que o Hamas recorre a escudos humanos no confronto com Israel, o que, obviamente, provoca um grande número de mortos, muitos críticos da política israelense contestam o que é uma evidência. Dizem que essa afirmação faz parte da máquina de propaganda de Israel. Será mesmo?

Abaixo, há um vídeo do dia 8 deste mês. Trata-se de uma entrevista que o porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, concede à Al-Aqsa TV, que é a televisão do Hamas. Prestem atenção, em especial a partir dos 32s. Traduzo na sequência.
A tradução
Entrevistador – As pessoas estão adotando o método dos escudos humanos, que foi bem-sucedido nos tempos do mártir Nyzar Rayan…
Porta-voz – Isso comprova o caráter dos nossos nobres, dos nossos lutadores da Jihad. São pessoas que defendem seus direitos e suas casas com o seu corpo e com o seu sangue. A política de pessoas que enfrentam aviões israelenses de peito aberto, a fim de proteger as suas casas, provou ser eficaz contra a ocupação (israelense). Além disso, essa política reflete o caráter dos nossos bravos, que são pessoas corajosas. Nós, do Hamas, convocamos o nosso povo para que adote essa política, a fim de proteger as casas palestinas.
Voltei
É estupefaciente! Aí está a confissão de que o Hamas adota a prática dos escudos humanos e, pior do que isso, faz dela uma política oficial. Só para esclarecer: Nyzar Rayan era um terrorista religioso do Hamas, que foi morto por Israel em 2009. Para se ter uma ideia: ele enviou um de seus filhos numa missão suicida, que matou dois judeus.
Assim, quando afirmo que Israel busca fazer o menor número de vítimas entre os seus e que o Hamas procura fazer justamente o contrário, não estou a dar uma mera opinião, com base em algum achismo ou em algum preconceito. Sami Abu Zuhri, o porta-voz do movimento terrorista, está dizendo que é assim mesmo. Como ele deixa claro, para o Hamas, a morte enobrece e prova a grandeza dos que oferecem o próprio corpo e o próprio sangue para a causa. Nessa perspectiva macabra, quanto mais mortes, mais, então, o movimento teria com que se regozijar.
É assustador? É sim. Como se nota, não colhi essa informação no material de propaganda “sionista”, como gostam de dizer alguns tolos. Eu estou aqui reproduzindo uma convicção e um credo do próprio Hamas. É fácil sair à rua carregando a bandeira palestina porque, afinal, há 190 mortos de um lado e um do outro. A questão é saber como se produziram esses cadáveres. Um dos chefões deixa claro: trata-se de uma política da morte adotada pelo grupo. E eles convocam a população a aderir. Israel avisa previamente quais são os alvos. A ordem é ficar para morrer. Nessa perspectiva, quanto mais cadáveres, melhor! Por Reinaldo Azevedo

CONGRESSO AINDA RESPIRA E DÁ SINAIS DE QUE VAI CORTAR AS ASINHAS BOLIVARIANAS DE DILMA

O Congresso brasileiro ainda está vivo também para as virtudes. Essa é uma boa notícia. Avançou a resistência ao decreto bolivariano da presidente Dilma Rousseff, o 8.243, que institui a chamada Política Nacional de Participação Social (PNPS) e busca regular a atuação de conselhos populares na administração federal. Nesta terça-feira, a Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o Decreto Legislativo (DL) que busca tornar sem efeito a medida presidencial. A partir de agora, havendo quórum, o DL pode ser votado, mas é possível que isso só aconteça depois do recesso branco de julho. Mais de dez partidos — e isso significa que muitos deles são da base aliada, como o PMDB — pressionaram para que se aprovasse o regime de urgência nesta terça. Só o PT e as legendas de esquerda defendem hoje aquela estrovenga.

Vamos ver. Entre muitas, há três maneiras principais de entender o Decreto 8.243:
a) a apocalíptico-barulhenta;
b) a da Poliana distraída;
c) a realista.
A apocalíptico-barulhenta pretende que, uma vez em vigência, o decreto institui definitivamente o comunismo no Brasil, e nada mais se poderá fazer. Seria o golpe final das esquerdas na democracia representativa. Por intermédio dele, os esquerdistas tomariam conta da administração e ponto final. O passo seguinte seria, sei lá eu, o Armagedom ou a luta armada. É uma tolice. Aliás, os esquerdistas que defendem aquela porcaria vibram quando encontram um caricato desses pela frente porque não é difícil ridicularizar esse delírio.
Há a leitura das Polianas distraídas. Essas insistem em afirmar que o decreto de Dilma, o que é verdade, não cria nenhum conselho novo. E daí? Só faltava, agora, o Executivo criar também os conselhos por iniciativa unipessoal da chefe do Executivo. Aí estaríamos numa monarquia absolutista. Esses distraídos também dizem que a participação popular está prevista na Constituição e que não há nada de errado nisso.
E há a versão realista. O PT não vai instituir, obviamente, o comunismo no Brasil porque, pra começo de conversa, nem comunista é. Mas tem uma visão autoritária do poder e busca, desde que foi criado, tomar conta do estado brasileiro, um processo que, obviamente, está em curso. E, isso sim, não é difícil de demonstrar.
O que o decreto de Dilma faz de estupidificante, em primeiro lugar, é definir o que é sociedade civil. Está lá no Inciso I do Artigo 2º: “I – sociedade civil – o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”. É evidente que o “indivíduo” não existiria nesse contexto. Como se daria a sua participação? Ele teria de, necessariamente, integrar um dos “coletivos” e “movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados”, ou suas “redes e organizações”, se quisesse ser ouvido. Vale dizer: a chamada participação popular seria monopólio de militantes políticos. Um Congresso escolhido por 140 milhões de eleitores correria o risco de ser menos influente na definição de políticas públicas do que alguns poucos milhares de militantes.
E quem é que vai comandar essa coisa? A Secretaria-Geral da Presidência — hoje, seria Gilberto Carvalho, aquele mesmo que tem conversado com índios, com os resultados conhecidos; com o MST, com os resultados conhecidos, e com os black blocs, com os resultados conhecidos.
Ademais, já chamei a atenção para um aspecto especialmente preocupante do decreto de Dilma. Ele institui uma “justiça paralela” por intermédio da “mesa de diálogo”, assim definida no Inciso VI do Artigo 2º: “Mecanismo de debate e de negociação com a participação dos setores da sociedade civil e do governo diretamente envolvidos no intuito de prevenir, mediar e solucionar conflitos sociais”.
Como a Soberana já definiu o que é sociedade civil, podemos esperar na composição dessa mesa o “indivíduo” e os movimentos “institucionalizados” e “não institucionalizados”. Se a sua propriedade for invadida por um “coletivo”, por exemplo, você poderá participar, apenas como uma das partes, de uma “mesa de negociação” com os invasores e com aqueles outros “entes”. Antes que o juiz restabeleça o seu direito, garantido em lei, será preciso formar a tal “mesa”…
É o “comunismo”? Não! Mas se trata de uma óbvia agressão à propriedade privada. De resto, não cabe a Dilma Rousseff, por decreto, estabelecer os mecanismos da chamada democracia direta. Isso é tarefa do Congresso Nacional. A governanta está usurpando uma prerrogativa do Congresso. Não é o golpe final das esquerdas, mas é mais um golpe na democracia. Por Reinaldo Azevedo

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO QUE DERRUBA O DECRETO BOLIVARIANO DE DILMA, QUE INSTALA OS SOVIETS NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA BRASILEIROA, AVANÇA NA CÂMARA

Às vésperas de entrar no chamado “recesso branco”, a Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira o pedido de urgência para votar uma proposta que pode derrubar o decreto bolivariano da presidente Dilma Rousseff, destinado a criar conselhos populares em órgãos da administração pública. Com a aprovação da urgência, o texto ganha prioridade e pode ser votado em plenário desde que haja quórum mínimo de 257 deputados, o que não deverá ocorrer até agosto já que a Casa iniciará férias não oficiais. Apesar da demora — o decreto 8.243 foi assinado em 23 de maio —, a resposta da Câmara era esperada. O presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), foi pressionado por mais de uma dezena de partidos para colocar a proposta de urgência em votação na noite desta terça antes do recesso dos deputados. Desde que foi editado pelo Palácio do Planalto, o decreto provocou forte reação no Congresso, que começou nas bancadas de oposição, mas ganhou adesão de mais de dez siglas da Casa. Diante da ameaça de derrota caso o texto que susta os efeitos do decreto fosse aprovado, PT e PCdoB entraram em obstrução e conseguiram barrar a votação esvaziando o plenário. O pedido de urgência passou com 294 votos a favor e 54 contrários. Houve três abstenções. Foi uma das poucas votações da Câmara desde o começo de junho, quando os deputados deixaram Brasília e teve início a Copa do Mundo. A Medida Provisória 641, que altera a lei de comercialização da energia elétrica, tranca a pauta, mas não impede a votação do Projeto de Decreto Legislativo contra o texto de Dilma. Para pautá-lo, é necessário retirar a MP da pauta ou invertê-la, o que depende de vontade política da Casa. O decreto de Dilma instituiu a participação de “integrantes da sociedade civil” em todos os órgãos da administração pública e, feita numa canetada, representa um assombroso ataque à democracia representativa. O texto ataca um dos pilares da democracia brasileira, a igualdade dos cidadãos, ao privilegiar grupos alinhados ao governo. O decreto do Palácio do Planalto é explícito ao justificar sua finalidade: “consolidar a participação social como método de governo”. Um dos artigos quer estabelecer, em linhas perigosas, o que é a sociedade civil: “I – sociedade civil – o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”. Ou seja, segundo o texto de Dilma, os movimentos sociais – historicamente controlados e manipulados pelo PT – são a representação da sociedade civil no Estado Democrático de Direito. “Se não derrubarmos o decreto, o senhor Gilberto Carvalho sozinho vai dizer quem compõe esse sistema de participação social montado sob a ótica de quem está no poder. Todas as ditaduras populistas do mundo tiveram episódios dessa natureza”, disse o deputado Domingos Sávio (PSDB-MG). “A votação de hoje consolidou a derrota e demonstra que a maioria da Câmara rejeita a proposta do decreto”, afirmou o líder da bancada do PSDB, Antônio Imbassahy (BA). “Na Venezuela há conselhos populares para defender essa tática governista de Hugo Chávez. Eu não tolero que esse modelo seja importado para a realidade brasileira. Aqui nós temos diversos partidos, com fidelidade e raízes democráticas. Neste momento o Parlamento oferece uma resposta de que não tem nada a ver com a Venezuela e não está no caminho da estagnação, da ditadura e da opressão”, defendeu o líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE). Por Reinaldo Azevedo

ECOS DO CONFLITO ISRAELO-PALESTINO EM SÃO PAULO TEM ATÉ TIROS PARA O ALTO!!! OU: AS DIFERENÇAS MORAIS ENTRE ISRAEL E O TERRORISMO DO HAMAS

Muçulmanos do grupo "Palestina Para Todos" rezam na praça Cinquentenário de Israel:  'todos", quem???
Muçulmanos do grupo “Palestina Para Todos” rezam na praça Cinquentenário de Israel. Esse “todos” inclui os judeus? Para o Hamas, não!!!
No fim da noite desta terça, um eco do conflito israelo-palestino se fez ouvir numa pequena praça de São Paulo, no bairro de Higienópolis, que concentra boa parte da comunidade judaica da cidade. Não escolho a palavra “eco” por acaso: reverberava o original, com toda a sua carga de mistificação, de impropriedade e, em certa medida, de violência. Um grupo de muçulmanos e simpatizantes resolveu organizar um protesto em favor dos palestinos e, claro!, contra a ação israelense na Faixa de Gaza. Sabem o local escolhido para o ato? Nada menos do que a Praça Cinquentenário de Israel — onde, diga-se, se queimou uma bandeira do país. A maioria era formada por brasileiros, com ou sem origem árabe, convertidos ao islamismo. E lá estavam também, e evidente, os esquerdistas de sempre, que são anti-Israel apenas porque alguém ainda mais ignorante do que eles próprios lhe disse que isso é ser “progressista”. Mas deixo isso pra lá agora. Muçulmanos e judeus convivem harmoniosamente no Brasil. Parece que há os que não se conformam com isso e querem importar para o nosso país a política do ódio. Só isso pode explicar o local escolhido para o protesto.
As mistificações correntes na propaganda palestina e que se espalham pela imprensa ocidental, inclusive a nossa, também estavam na praça. Ali e em toda parte a desonestidade intelectual tenta opor um único morto israelense aos estimados 190 mortos “do outro lado”, como se essa disparidade, por si, indicasse quem é o agressor e quem é o agredido. Nesta conta, não entram, por exemplo, os 1.200 foguetes que o Hamas disparou contra Israel em uma semana, a maioria deles interceptada pelo sistema antimísseis de Israel, batizado de “Domo de Ferro”. Mesmo assim, alguns escapam do sistema e caem, sim, do outro lado da fronteira. Há, agora, oficialmente, um morto e dezenas de feridos — Israel, ao contrário dos palestinos, prefere não fazer escarcéu com o estrago provocado pelo inimigo. O Hamas está ousado. Na segunda, as forças israelenses interceptaram um drone — uma avião não tripulado. O país enfrenta ainda ataques esporádicos oirundos de milícias instaladas na Síria e, não poderia faltar, do Hezbollah, que domina o Sul do Líbano.
Li há pouco, em toda parte, que Israel suspendeu o cessar-fogo e voltou a atacar a Faixa de Gaza. Esses verbos são complicados. O país aceitara uma proposta de trégua feita pelo governo do Egito. O Hamas, no entanto, deu de ombros e continuou a lançar seus mísseis. Numa pracinha minúscula de Higienópolis ou nas grandes praças do mundo, é preciso que fique claro que Israel toma todas as medidas a seu alcance para que seus cidadãos não morram. Para eles, a perda de uma vida significa uma agressão e uma pequena derrota. O terrorismo palestino faz justamente o contrário. É prática corrente nas milícias levar civis para alvos sabidamente militares. Já nem mais é correto falar em escudos humanos… Não! Há mesmo a prática deliberada de criar mártires.
Não custa lembrar. Sem apoio interno, hostilizado pela própria população de Gaza, o Hamas aceitou um acordo com o Fatah, a corrente leiga a que pertence Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina. Dias depois, três jovens judeus foram sequestrados e mortos por terroristas. Kaled Meshal, o principal líder do Hamas, que vive no exílio, engou que seu grupo fosse o responsável pelo crime, mas elogiou a ação… Em represália, colonos judeus sequestraram e mataram um adolescente palestino. Os autores já estão presos. Entenderam uma das diferenças?
Tenha você a opinião que tiver sobre o conflito, é preciso que fique claro que, de um lado, há um grupo terrorista que lança mísseis a esmo, caia onde cair, sobre a cabeça de quem cair. Do outro, há um estado que se defende e que ataca alvos selecionados, militares, depois de prévio aviso. Ou será que Israel deveria devolver a agressão na mesma moeda, jogando mísseis do lado de lá, também ao léu? O país só existe ainda porque sabe se defender — e, se preciso, atacar.
Ah, sim: uma jovem foi presa no protesto em São Paulo em razão, parece, de uma pichação. As pessoas presentes avançaram contra a Polícia, e um policial militar teria dado dois tiros para o alto, não se tem claro ainda com que arma. Não! Eu não recomendo que judeus façam um protesto com os 1.200 foguetes do Hamas em algum lugar que seja caro aos palestinos. Nessas coisas, é preciso não perder o juízo nem a superioridade moral, coisa que um terrorista jamais terá. 
PS: O grupo que protestou em Higienópolis se autointitula “Palestina Para Todos”. O confronto de Israel, hoje, é com o Hamas, que tem entre os primeiro itens do seu estatuto a destruição de… Israel. Seria cômico se trágico não fosse. Por Reinaldo Azevedo