sábado, 19 de julho de 2014

TCU APONTA SUPERFATURAMENTO EM TRECHOS DA FERROVIA NORTE-SUL

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União constatou uma série de irregularidades na ferrovia Norte-Sul. Entre elas estão superfaturamento; liquidação suspeita de despesa; fiscalização e supervisão deficientes; e projeto de engenharia desatualizado. No Lote 12 da Norte-Sul, entre os municípios de Aguiarnópolis e Palmas, em Tocantins, por exemplo, foi confirmado um superfaturamento de 37,3 milhões de reais em obras tocadas pela empreiteira SPA Engenharia. O contrato firmado em 2007 tem valor global de 299,6 milhões de reais. Depois de vários aditivos, foi a 372,7 milhões de reais. O Tribunal de Contas da União já havia apontado superfaturamento de 69,2 milhões de reais na obra, mas, depois de ouvir os argumentos da SPA, o tribunal revisou as contas. Como as obras já foram 100% executadas e o valor total foi pago, o Tribunal de Contas da União determinou que seja instalado um processo especial de tomada de contas para ressarcir os cofres da Valec, estatal responsável pela obra. Em um segundo processo, o tribunal analisou outros cinco lotes, onde também foram identificados superfaturamentos, com pagamento por serviços não executados e preços excessivos em relação ao mercado. O Tribunal de Contas da União determinou a instauração de processos por lote para quantificar os débitos e identificar os responsáveis. Recentemente, a Valec informou que concluiu um primeiro trecho de 855 km de extensão da Norte-Sul, que liga as cidades de Palmas (TO) e Anápolis (GO). A operação da malha tem previsão de ser licitada nos próximos meses. Em auditorias realizadas pelo Tribunal de Contas da União neste traçado foram identificados erros que elevaram o custo da obra em 430 milhões de reais. Atualmente, a Norte-Sul só opera no extremo Norte, um traçado de 719 km de extensão que liga Palmas a Açailândia, no Maranhão. A malha é utilizada pela mineradora Vale. Do lado Sul da ferrovia, que vai ligar Anápolis (GO) a Estrela D'Oeste, as empreiteiras aguardam a chegada dos trilhos para tocar as obras.

COM ALCKMIN, AÉCIO NEVES VISITA REDUTO DO PT NA PERIFERIA DE SÃO PAULO

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, visitou na manhã deste sábado a região de M’Boi Mirim, uma das mais carentes da cidade de São Paulo e tradicional reduto de votos do PT. Ao lado do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que tenta a reeleição, Aécio Neves caminhou pelas ruas do bairro, visitou uma área de manancial próxima à Represa Guarapiranga e fez corpo a corpo com eleitores e militantes. O presidenciável foi acompanhado de perto pelo ex-governador tucano José Serra, candidato do partido ao Senado. Uma das estratégias de Aécio Neves nesta primeira fase de corrida ao Palácio do Planalto é percorrer a capital paulista ou o Interior do Estado pelo menos uma vez por semana, sempre "colado" em Alckmin. São Paulo é o maior colégio eleitoral do País, com 32 milhões de eleitores. "São Paulo terá um papel decisivo nessa eleição", reconheceu Aécio Neves, durante a manhã. A visita do tucano é uma forma de explorar a resistência do paulistano ao PT, na tentativa de angariar apoio em uma região que costuma ser favorável ao partido nas urnas. Segundo pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira, o Estado é um dos principais focos de rejeição à presidente Dilma Rousseff. Em São Paulo, 47% dos eleitores não votariam em Dilma, índice acima da média nacional, de 35%. Na capital paulista, a resistência à presidente é ainda maior: 49% rejeitam a candidata. Contribui para o desgaste da presidente a impopularidade do prefeito Fernando Haddad (PT), que, após um ano e meio de mandato, tem aprovação de apenas 5% dos paulistanos. O Datafolha também testou dois cenários de segundo turno na disputa presidencial em São Paulo. Entre Aécio Neves e Dilma, o tucano venceria por 50% a 31%. A presidente também perderia para o candidato do PSB, Eduardo Campos, mas por uma diferença menor: 48% a 32% a favor do ex-governador de Pernambuco. Alckmin é visto como importante cabo eleitoral. O levantamento do instituto Datafolha divulgado na quinta-feira mostra o tucano com 54% da preferência do eleitorado – cenário que lhe garantiria a reeleição no primeiro turno. A taxa de rejeição de Geraldo Alckmin também é baixa, 19%. Além disso, 46% avaliam seu governo como bom ou ótimo. Por isso, Aécio Neves aposta no potencial de transferência de votos de Geraldo Alckmin para alavancar o próprio desempenho. A pesquisa também detectou que, em julho, os 33% dos eleitores de Alckmin começaram a declarar voto em Aécio Neves. Em junho, o índice era de 24%. "Não há ninguém que acompanhe a cena política brasileira hoje que não diga uma palavra de respeito, de admiração, pelo mais competente e aprovado governador do Brasil que é o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que vai ter uma vitória extraordinária nessa eleição", afirmou Aécio Neves.

UCRÂNIA ASSEGURA TER PROVAS DA PARTICIPAÇÃO RUSSA NO ATENTADO QUE DERRUBOU O BOEING DA MALAYSIA AIRLINES

Segundo autoridades ucranianas, sistemas de mísseis foram transportados da Ucrânia para a Rússia horas após o abate da aeronave da Malaysia Airlines

Na imagem, forças do governo ucraniano manobram um lançador  de mísseis modelo SA-11, para a região noroeste de Slovyansk, leste do país
Na imagem, forças do governo ucraniano manobram um lançador  de mísseis modelo SA-11, para a região noroeste de Slovyansk, leste do país (Dmitry Lovetsky/AP)
A Ucrânia tem "provas irrefutáveis" de que a Rússia teve papel decisivo na derrubada do avião da Malásia, após o país ter fornecido um sistema de mísseis e equipe aos rebeldes. A informação foi divulgada pelo chefe dos serviços de contraespionagem da Ucrânia, Vitaly Naida. Kiev tem evidências de que três sistemas de mísseis guiados por radar BUK-1 ou SA-11 entraram na Ucrânia vindos da Rússia, junto com uma equipe de três homens. "Temos provas irrefutáveis de que esse ato terrorista foi cometido com a ajuda da Federação Russa. Sabemos claramente que a equipe desse sistema era composta por cidadãos russos", disse ele em entrevista a jornalistas.Pedindo para que a Rússia forneça os nomes e sobrenomes dos integrantes da equipe para que Kiev possa interrogá-los, ele disse que os três sistemas já tinham sido recuados de volta para a Rússia, mostrando aos jornalistas fotos dos sistemas de mísseis em vários locais. "Temos informações sobre essas três pessoas que vieram junto com esses sistemas do território russo", disse.Segundo Naida, dois dos sistemas de mísseis cruzaram a fronteira da Ucrânia para a Rússia às 2 horas da manhã de sexta, menos de dez horas depois que voo MH17, da Malaysia Airlines, foi abatido na fronteira leste da Ucrânia. O terceiro sistema foi levado à Rússia às 4 da manhã. As autoridades ucranianas afirmam que o míssil foi disparado da cidade de Snizhne, localizada na área controlada pelos rebeldes, ratificando o que já havia sido informado pela inteligência americana. Os dois países acreditam que os rebeldes separatistas precisariam de ajuda da Rússia para executar os disparos contra a aeronave. O Kremlin continua negando ter participado do ataque que matou 298 pessoas, e afirma que as armas ucranianas podem ter sido responsáveis pela catástrofe. Já as autoridades ucranianas pedem uma investigação internacional para apurar a participação russa. Alexander Borodai, líder dos separatistas na cidade de Donetsk afirmou à CNN acreditar que a causa da queda do avião tenha sido um míssil. Porém, negou que as forças rebeldes disponham de aparado militar para atingir um avião tão alto. Borodai também negou que os milicianos estivessem removendo os corpos das vítimas ou cometendo saques. 

POLÍCIA CIVIL GAÚCHA INDICIA MAIS 18 PESSOAS PELA DOCUMENTAÇÃO DA BOATE ASSASSINA KISS

A Polícia Civil em Santa Maria (RS) indiciou mais 18 pessoas por irregularidades nos processos de pedidos e emissão de licenças para funcionamento da assassina Boate Kiss, em inquérito complementar ao que investigou o incêndio na casa noturna. A apuração foi encerrada na sexta-feira. A tragédia ocorreu em 27 de janeiro de 2013 e matou 242 pessoas. Dois sócios do estabelecimento e dois integrantes da banda que animava a festa estudantil quando o fogo começou já respondem a processo criminal por homicídio. O inquérito complementar detectou que alvarás de funcionamento da boate foram emitidos com base em documentos inadequados ou com informações incompletas e acusa onze pessoas por falsidade ideológica, uma por prevaricação, uma por fraude processual, três por falso testemunho e seis por crime ambiental. Três dessas pessoas são funcionários públicos. Algumas pessoas foram indiciadas por mais de um crime. Entre os acusados estão também os sócios da boate e familiares deles, empregados do estabelecimento e funcionários públicos. O relatório foi encaminhado ao Ministério Público, que pode oferecer denúncia à Justiça, pedir mais investigações ou arquivá-lo. A polícia também remeteu uma cópia à prefeitura, para providências administrativas cabíveis.

TSE DETERMINA RETIRADA DA LOGOMARCA DO GOVERNO FEDERAL DO SITE DO BANCO DO BRASIL

Depois de conseguir suspender propagandas da Petrobras, do Ministério da Educação e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) por meio de liminares concedidas pelo Tribunal Superior Eleitoral, a coordenação jurídica da campanha de Aécio Neves teve mais uma vitória na tarde de sexta-feira. O pedido de retirada da logomarca do governo federal do site do Banco do Brasil foi acatado pelo Tribunal, por considerar a exibição do logo uma prática de conduta vedada. A decisão é da ministra Maria Thereza de Assis. Carlos Sampaio, deputado federal que está à frente decisões jurídicas da campanha tucana, promete fazer vigilância pesada sobre os petistas. Nos últimos dez dias ele já conseguiu cinco liminares a seu favor.

SININHO INCITOU OS BLACK BLOCS A INCENDIAR A CÂMARA DO RIO DE JANEIRO, DIZ A PROMOTORIA

Na denúncia apresentada ao juiz Flávio Itabaiana em que foi obtida a prisão preventiva e a abertura de um processo penal por associação criminosa armada contra 23 ativistas e black blocs, o promotor Luís Otávio Figueira Lopes descreveu que Elisa Quadros, a Sininho, incitou manifestantes a incendiar o prédio da Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro, durante a ocupação do local por baderneiros no ano passado. O ato foi impedido por outros participantes do protesto. "Elisa foi vista comandando manifestantes no sentido de carregarem três galões de gasolina para a Câmara Municipal", diz a denúncia assinada por Lopes. A promotoria também afirma que Sininho foi uma das responsáveis, com outros seis líderes processados neste caso, por comandar e levar manifestantes a queimar um ônibus durante o Ocupa Câmara. Esses episódios foram destacados com o objetivo de explicar como funcionou a "associação criminosa" dos 23 ativistas denunciados com a conclusão do inquérito da operação Fire Wall. Do grupo de 23 pessoas formalmente acusadas neste processo, apenas cinco estavam presas na noite de sexta-feira: três desde o dia 12 (Elisa Quadros, Camila Jourdan e Igor D'Icarahy) e dois desde fevereiro (Fábio Raposo e Caio Silva). Outros 18 ativistas são considerados foragidos. Eles são acusados de participar da organização e realização de crimes durante protestos nos últimos meses e de planejar atos violentos para a final da Copa do Mundo no Brasil. Do grupo, cinco adultos ficaram presos temporariamente na última semana, pela justificativa de não atrapalhar a conclusão das investigações, mas não foram acusados na denúncia da promotoria por insuficiência de provas. Dois adolescentes conseguiram o direito de responder às acusações em liberdade. A polícia informou que encontrou nas casas de alguns dos ativistas diversos materiais com capacidade de provocar ferimentos ou até a morte. Foram apreendidos um revólver, uma bomba caseira, fogos de artifício, garrafas e gasolina. Outro caso mencionado pela promotoria é o da professora Camila Jourdan, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Ela e o namorado Igor D'Icarahy tinham mandado de prisão temporária por associação criminosa armada. Foram presos em flagrante no dia 12, pela posse de artefato explosivo, porque a polícia encontrou uma bomba caseira, com potencial letal, no apartamento onde estavam. Ainda de acordo com a denúncia, escutas telefônicas, feitas com autorização judicial, permitiram acompanhar a participação de Camila na elaboração de artefatos explosivos e na entrega desse material para black blocs. Já Igor D'Icarahy é acusado de participar de atos violentos e da organização das atividades do grupo, especialmente no transporte de material a ser utilizado em manifestações e no repasse de informações sobre a movimentação de policiais. Embora os 23 acusados respondam a um mesmo processo, eles estavam organizados em diferentes núcleos, detalha a denúncia. Durante as investigações, foram identificadas diversas organizações, "cujos objetivos declarados seriam lícitos - organização de protestos e difusão de idéias que contestam o status quo vigente - mas que conteriam indivíduos cuja atuação seria dirigida, de fato, para a prática de atos violentos e de confronto". Mesmo com a conclusão do inquérito e o início de um processo penal na 27ª Vara Criminal do Rio de Janeiro contra 23 envolvidos, o promotor destaca que as investigações devem permanecer, inclusive em relação às cinco pessoas que não foram denunciadas, e que outras pessoas podem ser posteriormente acusadas como participantes dos grupos denunciados. (Veja)

OS NÚMEROS CONTRA A PETISTA DILMA ROUSSEFF

A pouco mais de três meses das eleições, a presidente-candidata Dilma Rousseff tem diante de si um panorama cada vez mais desafiador. O último levantamento do Datafolha aponta que o segundo turno é muito provável. E, no segundo turno, Dilma tem 44% das intenções de voto contra 40% de Aécio Neves (PSDB). Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, há empate técnico pela primeira vez. A queda nas pesquisas é lenta mas contínua. Em fevereiro, por exemplo, o Datafolha mostrava Dilma com 54% das intenções de voto no segundo turno. Aécio Neves tinha 27%. Contra Eduardo Campos (PSB), o placar era de 55% a 23% a favor de Dilma. Alguns dados específicos ajudam a compreender as dificuldades da campanha petista – que, duas semanas após o início do período eleitoral, ainda não foi às ruas. O cenário é pior nas grandes cidades, que normalmente antecipam tendências gerais do eleitorado. Nos municípios com mais de 500.000 habitantes, a avaliação positiva do governo passou de 30% para 25% do eleitorado. Os que rejeitam a gestão de Dilma agora são 37%, ante 31% no último levantamento. Ela perderia as eleições nessas cidades, assim como nos municípios que têm entre 200.000 e 500.000 moradores. A rejeição de Dilma é maior do que a de todos os candidatos presidenciais vencedores desde 1994, considerado o momento da campanha. Hoje, 35% dos eleitores não votariam na presidente de forma alguma. Também por isso, a possibilidade de uma vitória de Dilma no primeiro turno são reduzidas: Dilma tem pouco potencial de crescimento e dificilmente ultrapassará os 40%. Dessa forma, ganham relevância os números sobre um eventual segundo turno. É por isso que o empate técnico com Aécio Neves assusta os petistas. "Eu, no lugar dela, eu estaria muito preocupado com a possibilidade de haver um segundo turno, que é o que tudo indica", diz o professor Ricardo Caldas, do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília. Caldas também afirma que, embora possa haver exceções, as tendências dos grandes centros costumam influenciar o restante da população. Ou seja: a queda mais acentuada de Dilma nas grandes cidades é um péssimo sinal para a campanha da petista. Mas não foi só lá que as intenções de voto da petista se reduziram. No Nordeste, que desde 2002 é uma fortaleza eleitoral dos presidenciáveis petistas, Dilma caiu de 55% para 49% nas intenções de voto para o primeiro turno, de acordo com o último Datafolha. Enquanto Dilma faz campanha apenas na internet, os principais adversários da petista priorizam os Estados nordestinos. Nesta fim de semana, Eduardo Campos vai visitar o Crato (CE). Aécio Neves viaja a Juazeiro do Norte (CE), onde vai participar das cerimônias pelos 80 anos da morte do Padre Cícero. Das quatro faixas de renda consideradas pelo Datafolha, Dilma perderia o segundo turno em três, no cenário em que o adversáro é Aécio Neves. Ela venceria apenas entre os eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos, onde ela perdeu três pontos percentuais na última pesquisa. Dilma também é derrotada no segundo turno entre os eleitores escolaridade de nível médio ou superior. Venceria somente no grupo que estudou até o ensino fundamental. A presidente tem nas mãos a máquina do Estado e uma militância muito mais numerosa e capilarizada do que PSDB e PSB. Além disso, ela tem quase o dobro do tempo de TV de seus dois principais adversários somados. E, no último Datafolha, os três perderam apoio na faixa dos eleitores que têm renda familiar acima de dez salários mínimos. É um sinal de que as escolhas ainda são voláteis. Hoje, 53% dos eleitores conhecem Dilma "muito bem", mas apenas 17% respondem o mesmo sobre Aécio Neves, e 7% a respeito de Eduardo Campos. Aécio Neves e Eduardo Campos não têm crescido significativamente nos números do primeiro turno, apenas quando o confronto é direto com Dilma Rousseff - ou seja, nas sondagens sobre o segundo turno. Isso indica que boa parte do eleitor é contra Dilma e votaria no candidato que pudesse derrotá-la, mas não tem forte afinidade com Aécio Neves ou Eduardo Campos. Para O PT, portanto, é mais importante melhorar a imagem da presidente do que atacar os adversários. O problema é que os petistas já vêm tentando fazer isso há um ano, desde que as grandes manifestações de rua iniciadas em junho de 2013 tomaram o País. E a estratégia teve pouco efeito. Dilma convocou representantes de setores diversos para dialogar. Intensificou as viagens pelo Brasil, mesmo que para inaugurar obras pouco importantes. Abusou do direito de convocar cadeia de rádio e televisão. Passou a fazer discursos mais longos, com menções aos projetos-vitrine de seu governo. Tratou a Copa do Mundo como se fosse um programa de governo e multiplicou as críticas ao que chamou de "pessimistas". Adotou a retórica de candidata, com ataques políticos, em eventos oficiais. Mas não adiantou. Na Copa, por exemplo, Dilma compareceu apenas à abertura e à final. Foi vaiada e hostilizada nos dois jogos. As aparições da presidente diante de uma platéia comum, não selecionada por sua lealdade política (como acontece nos eventos da Presidência) serviu para mostrar o quão grande é a rejeição da petista.

MORRE O EMPRESÁRIO NORBERTO ODEBRECHT, AOS 93 ANOS

Norberto Odebrecht, do grupo Odebrecht

Morreu na noite deste sábado, aos 93 anos, o empresário Norberto Odebrecht, em Salvador. Ele estava internado havia dois dias no Hospital Cardio Pulmonar, devido a problemas cardíacos. Segundo a assessoria do grupo Odebrecht, o enterro será realizado neste domingo, às 11 horas, no cemitério Campo Santo, na capital baiana.

CONCURSO PARA TÉCNICO DA SECRETARIA DA FAZENDA GAÚCHA ACONTECE NESTE DOMINGO

O concurso para Técnico Tributário da Receita Estadual gaúcha, da Secretaria da Fazenda, será realizado neste domingo. A realização deste concurso tem sido a maior bandeira do Afocefe sindicato, organização dos técnicos, há mais de uma década, porque a categoria encontra-se com os quadros defasados em mais de 50%. Hoje a carreira tem exigência de formação superior. Mesmo com uma defasagem de cerca de 900 técnicos, sendo que 250 estão em condições de se aposentarem, o concurso prevê preenchimento de apenas 100 novos cargos.A falta de pessoal técnico na Secretaria da Fazenda já provocou o fechamento de 11 postos de fiscalização nos últimos anos. Restam somente seis postos de divisa em operação em todo Estado. Das 80 equipes volantes de fiscalização previstas, operam apenas 28.

PESQUISA SENSUS CONFIRMA O DATAFOLHA COM RIGOROSO EMPATE TÉCNICO ENTRE AÉCIO NEVES E A PETISTA DILMA ROUSSEFF NO SEGUNDO TURNO. E A DIFERENÇA NO PRIMEIRO TURNO CAI PARA 1


A realização da Copa no Brasil e a vergonhosa eliminação de nossa Seleção no Mundial de futebol não tiveram, até aqui, nenhuma influência sobre a corrida presidencial. É isso o que indica a pesquisa ISTOÉ/Sensus realizada entre sábado 12 e terça-feira 15. O levantamento efetuado em 136 cidades de 14 Estados mostra que no último mês os principais candidatos à Presidência da República foram incapazes de sensibilizar os eleitores. As intenções de voto em Dilma Rousseff (PT), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) tiveram pequena variação negativa , dentro da margem de erro da pesquisa (mais ou menos 2,2%). “Até agora podemos afirmar que o eleitor brasileiro se coloca de forma bastante madura e parece ter separado muito bem a política do futebol”, diz Ricardo Guedes Ferreira Pinto, diretor do Sensus: “Nem o governo nem a oposição conseguiram faturar politicamente com a Copa". Para o comando da campanha pela reeleição de Dilma Rousseff, o resultado da pesquisa, embora mantenha a tendência de queda da presidenta, deverá ser visto como positivo. Até a tarde da quinta-feira 17, muitos dos líderes petistas acreditavam que o mau humor provocado pelo desempenho bisonho de nossa Seleção se traduziria em uma perda acentuada nas intenções de voto da presidenta e sustentavam que as vaias contra Dilma ouvidas no jogo final da Copa deveriam contaminar as pesquisas eleitorais. A oposição, por sua vez, também tende a fazer uma leitura positiva dos números mostrados pela enquete ISTOÉ/Sensus. Na última semana, entre os tucanos e no QG da campanha do PSB havia a expectativa de que o fato de o Brasil ter conseguido organizar uma Copa elogiada em todo o mundo e a ausência de grandes manifestações durante o campeonato mundial pudessem momentaneamente refletir uma maior aceitação da presidenta. Os números mostram que não foi isso o que ocorreu. Embora não tenha aumentado a intenção de voto em Aécio ou Campos, a pesquisa revela que 50,9% dos eleitores reprovam a atuação de Dilma Rousseff à frente do governo federal e 64,9% avaliam sua gestão como regular ou negativa. “Esses números são preocupantes para quem busca a reeleição”, afirma Guedes. De acordo com o diretor do Sensus, “é muito difícil que um governante com menos de 35% de avaliação positiva consiga se reeleger”. A pesquisa revela que apenas 32,4% dos eleitores avaliam o governo de Dilma de forma positiva, um número 2,2% menor do que o apontado pelo levantamento realizado no início de junho. A análise conjunta desses dados permite concluir que, apesar de a Copa ter sido um sucesso, não houve alteração na avaliação que o eleitor faz do governo. “As pessoas estão convencidas de que a Copa deu certo por outros fatores que não a ação do governo”, diz Guedes.

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A pesquisa realizada com dois mil eleitores também mostrou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem boas razões ao insistir em convocar o PT para tentar ganhar a eleição ainda no primeiro turno. Segundo o levantamento ISTOÉ/Sensus, a presidenta Dilma Rousseff e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), os dois líderes na disputa presidencial, estariam tecnicamente empatados caso disputassem hoje o segundo turno. Nessa situação, de acordo com a pesquisa, Dilma teria 36,3% dos votos e Aécio, 36,2%. É a primeira vez que os dois principais candidatos aparecem empatados em um possível segundo turno. Em abril, a diferença a favor de Dilma era de 6,7% e, em junho, de 5,1%. Também com relação ao socialista Eduardo Campos, a diferença a favor da presidenta em um suposto segundo turno vem caindo. Era 14,3% em abril, passou para 10,6% em junho e agora está em 7,8%. “Esse é o resultado mais visível da rejeição que sofre a presidenta e seu partido”, diz um dos líderes da campanha de Campos em São Paulo. “Quando os programas de tevê começarem, a tendência é a de que a presidenta também comece a cair já no primeiro turno.”


Hoje, segundo a pesquisa ISTOÉ/Sensus, 42,4% dos eleitores rejeitam a possibilidade de votar na presidenta. “É natural que o candidato mais conhecido tenha também mais rejeição, mas não conheço casos de candidaturas que tenham obtido sucesso com mais de 40% de rejeição”, afirma Guedes. Se a eleição fosse hoje, segundo a pesquisa, haveria segundo turno. Dilma teria 31,6% dos votos e seus adversários somariam 32,4%.
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O PETISTA TARSO GENRO MANTÉM NO CARGO O TAMBÉM PETISTA HIDERALDO CARON, CONDENADO PELA CONTROLADORIA-GERAL DA UNIÃO

O ex-diretor de Infraestrutura Rodoviária do DNIT, o gaúcho Hideraldo Caron, foi finalmente condenado em processo disciplinar da Controladoria-Geral da União. A decisão foi publicada pelo ministro Jorge Hage no Diário Oficial da União desta semana, três anos após a demissão do petista na faxina que nunca foi concluída pela petista Dilma Rousseff. O petista Hideraldo Caron foi envolvido no escândalo bilionário da duplicação da BR-101 no sul do País. Ele foi condenado com seu auxiliar, Luiz Munhoz. Eles sofreram pena de destituição do cargo, o que os torna impedidos de ocupar funções públicas. Único petista na cúpula dos Transportes, Hideraldo Caron permaneceu no DNIT por sete anos, até ser pressionado a pedir demissão em 2011. Apesar das denúncias contra ele, o petista Hideraldo Caron assumiu, a convite do governador petista Tarso Genro (PT), a Secretaria Extraordinária de Representação do Estado do Rio Grande do Sul em Brasília.
Enquanto isso, a Procuradoria-Geral do Estado e a Justiça demoraram a localizar Hideraldo Caron para cobrar dele a quitação de um débito com os cofres públicos estaduais. A conta é de R$ 1 milhão. O montante advém de uma condenação com trânsito em julgado no Tribunal de Contas do Estado sofrida por Hideraldo Caron em 2005, por irregularidades na gestão do Daer em 2000. Ou seja, como se vê, ele tem currículo mesmo para ocupar cargo no governo petista gaúcho.

IBOPE APONTA VITÓRIA FOLGADA DE ANA AMÉLIA LEMOS NO PRIMEIRO TURNO NO RIO GRANDE DO SUL

A pesquisa Ibope que o jornal Zero Hora deste domingo disponibiliza para os eleitores gaúchos, revela que a senadora Ana Amélia Lemos venceria a eleição facilmente no primeiro turno, mas haveria segundo turno: Ana Amélia, PP, 37%; Tarso Genro, PT, 31%. Mas, misterioso como sempre, Zero Hora não publicou a projeção de resultado para o segundo turno. O Ibope trabalha com uma margem de erro de até 3%. Na verdade, é uma margem de erro indigna de um instituto de pesquisa, porque diz o Ibope que é margem de erro de 3% para cima ou para baixo dos candidatos. Dessa forma, na verdade Ana Amélia Lemos poderia estar com 40%, o peremptório petista "grilo falante" tenente de artilharia e poeta de mão cheia Tarso Genro poderia está com 28%. Neste caso, Ana Amélia Lemos ganharia, sim, a eleição já no primeiro turno. por muito ampla vantagem. O correto na pesquisa, o que fazem institutos sérios, seria trabalha com margem de erro de 3%, mas com diferença de 1,5% para cima ou para baixo de quaisquer dos candidatos. Parece evidente que o Ibope está protegendo o petista Tarso Genro.

O MTST É MAIS UM CASO DE POLÍCIA DO QUE DE POLÍTICA

Na minha coluna de ontem na Folha, escrevi sobre o MTST, com foco em sua personagem mais famosa: Guilherme Boulos, um excelente autor de si mesmo; um ótimo relações-públicas da própria lenda em que pretende se transformar. Demonstrei, para quem sabe ler direito, que a sua vocação para a santidade é um delírio de classe para outros delirantes da… mesma classe! Não vou me repetir. No arquivo, vocês encontram textos em que afirmo que o MTST repete todas as táticas do MST, mas na cidade. E “todas” inclu inflar os números das invasões para intimidar adversários e emparedar o poder público. Leiam trecho de reportagem na Folha de hoje. Volto depois.

Por César Rosati e Emílio Sant’Anna:Nos 60 mil metros quadrados do Portal do Povo, área invadida no Morumbi (zona oeste), 4.000 famílias estão instaladas há quase um mês para reivindicar casa própria, segundo divulga a coordenação do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto). A Folha esteve por dois dias seguidos no local, em horários diversos, e verificou que a maioria das barracas só serve para demarcar território — e tentar vaga futura no cadastro da casa própria. O movimento era pequeno tanto de dia como à noite, semelhante ao de algumas invasões de sem-terra no interior do País anos atrás. Com cerca de dois metros quadrados cada, as barracas estão fincadas na parte plana do terreno e também em uma encosta íngreme. Abertas nas laterais, a maioria tem os nomes dos “ocupantes” pintados com tinta branca. Nas barracas, porém, não há espaço para a permanência de uma pessoa adulta ou mesmo de uma família. O que se vê dentro é apenas mato. O comando do movimento alegou, após ser questionado, que as 4.000 famílias “ocupam” a área, mas que há um revezamento durante a noite. “O fato de não dormirem 4.000 famílias lá não significa que não precisem de moradia. São pessoas que vivem no entorno em situação precária”, disse Natalia Szermeta, coordenadora do MTST. (…) Por volta das 19h, uma assembleia do MTST chegou a reunir cerca de 400 pessoas no Portal do Povo. Duas horas e meia depois, ele começou a ser esvaziado de novo. Após assinar a lista de presença no final da assembléia, a maioria foi embora, formando fila no ponto de ônibus. Às 21h30, próximo à entrada do terreno, era possível ver centenas de barracas — mas somente seis delas ocupadas. (…)
Retomo
É isso aí. Eu me orgulho muito de uma reportagem que fiz para a revista República, em 1996 — quase 20 anos — em que classifiquei o MST de uma“empresa de criar ideologia”. É nisso que se transformou também o MTST, com a admiração basbaque dos deslumbrados, a covardia dos vereadores e a cumplicidade do prefeito Fernando Haddad (PT), que recorreu à mão de obra do grupo na campanha eleitoral. Cadê o Ministério Público? Resta, ainda, outra questão: até quando essa gente continuará a cometer crimes impunemente? Parece evidente que o MTST se transformou numa máquina de privatização do espaço público e de invasão de áreas privadas não para conquistar casas, mas tentar vender seu modelo caduco de sociedade. É mais um caso de polícia do que de política. Por Reinaldo Azevedo

REJEIÇÃO A DILMA EM SÃO PAULO É DE 47%; NO ESTADO, AÉCIO NEVES A VENCE NO SEGUNDO TURNO 50% A 31%; PT DECIDE SE COLAR A MOVIMENTOS SOCIAIS PARA TENTAR REVERTER DESVANTAGEM. GRANDE IDÉIA! VÁ FUNDO!

Ainda voltarei ao tema — e vai me tomar um tempinho —, mas o fato é que foi em São Paulo que tudo começou. Foi neste Estado, especialmente na capital, que alguns aprendizes de feiticeiro do Planalto — entre eles, José Eduardo Cardozo e Gilberto Carvalho — resolveram brincar de insuflar a desordem. A idéia era botar Geraldo Alckmin na frigideira. Deram-se mal. Muito mal. Mas vou cuidar de outro assunto. São Paulo decidiu ver quem sobe e desce a rampa. E boa parte do eleitorado não quer saber de Dilma Rousseff, o que está deixando os petistas em pânico. Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, 47% dos eleitores do Estado não votariam nela de jeito nenhum — a sua taxa de rejeição no País é de 35%, a mais alta entre os presidenciáveis. O busílis é que São Paulo, sozinho, concentra 22,4% do eleitorado. A exemplo de Lênin, os petistas estão tentando descobrir o que fazer. E andam tendo idéias esquisitas. Mas não serei eu a tentar convencê-los do contrário.

A situação para a presidente no Estado é dramática. No primeiro turno, ela e Aécio Neves têm, cada um, 25% dos votos — na capital, ele lidera: 28% a 23%. O dramático está no segundo turno. O tucano vence a petista por 50% a 31%. Mesmo Eduardo Campos (PSB) a bateria por 48% a 32%. É evidente que aquela rejeição monstruosa se transforma em votos para seus opositores. E olhem que, como vocês sabem, não há espaço nas televisões para oposicionistas, não é? Já a presidente Dilma aparece dia sim, dia também, mas “como presidente”. É uma piada, mas é assim.
Tudo contra
É tudo contra Dilma, não apenas a ruindade do seu governo. A cidade de São Paulo tem hoje uma das gestões mais caóticas de sua história, com Fernando Haddad. Ele já se tornou uma caricatura. Malhá-lo é o passatempo predileto de milhões de paulistanos. Segundo o Datafolha, sua gestão é hoje aprovada por apenas 15% e reprovada por 47%. É uma avaliação justíssima. Alexandre Padilha, o candidato do PT ao governo do Estado, amarga modestos 4%.
Pois bem. Segundo informa a Folha, os petistas decidiram injetar mais dinheiro na campanha de Padilha — taí uma coisa que não lhes falta, não é? — e se aproximar mais de alguns setores considerados “cativos” do PT: os movimentos sociais e um grupo de empresários. Por que um grupo de empresários apóia o partido? Não sei. Seria por lucro? Eles que o digam.
Movimentos sociais, é? Eis uma coisa que certamente desperta, a cada dia, mais a paixão dos paulistas, muito especialmente dos paulistanos, não é mesmo? Tudo o que a população desta cidade mais quer é sair de casa sem saber a que hora chegará ao trabalho porque os comandados do sr. Guilherme Boulos, por exemplo, estão obstruindo alguma artéria da cidade. Tudo o que a população desta cidade mais quer é sair do trabalho sem saber a que hora chegará em casa porque alguns sindicalistas decidiram que é hora de parar os ônibus, os trens, o metrô…
Os esquerdistas não se dão conta de que existe uma óbvia fadiga. Vai ver é por isso que Gilberto Carvalho tanto quer entregar o governo aos tais movimentos sociais. Ele não quer mais saber de eleitores decidindo o futuro do País…
Contra as pretensões petistas, há ainda o governador Geraldo Alckmin, com 54% das intenções de voto — avançou sete pontos em 15 dias, com rejeição de apenas 19%. Na baderna promovida pelo sindicato dos metroviários, ele preferiu, por exemplo, ficar ao lado do usuário. O PT, na prática, emitiu nota em favor dos grevistas. Uma questão de escolha.
A eleição ainda está longe, o horário eleitoral gratuito vem aí — e Dilma tem um latifúndio. Vamos ver. Algumas fórmulas às quais o petismo sempre apelou já não estão dando mais resultado. Até anteontem, parecia que bastava Lula mandar, e o eleitorado obedecia. De certo modo, aconteceu isso com Dilma e Fernando Haddad. Com os resultados conhecidos. Parece que as pessoas que trabalham e estudam e as que estudam e trabalham estão com o saco cheio. Por Reinaldo Azevedo