sexta-feira, 1 de agosto de 2014

SUPLICY, O FALSO SONSO, CIRCULOU NO FACEBOOK COMO PUBLICIDADE PAGA

Santo Deus! O senador Eduardo Suplicy, candidato a um, pasmem!, quarto mandato consecutivo no Senado — serão 32 anos se ele conseguir!!! —, me dá uma preguiça monumental. Se vocês procurarem em arquivo, verão o que penso de seu lado folclórico. Nada ali é espontâneo; tudo é calculado. Suplicy é o que a gente chama em Dois Córregos de “o falso sonso”, aquele que dá uma de “João Sem-Braço”; que, na prática, burla a boa-fé alheia quando semelha ser uma personagem quase poética, dotada de uma inocente ingenuidade. Nada disso é verdade! Tudo ali é calculado.A que vêm essas considerações? Sabem a foto em que Suplicy aparece sustentando Alexandre Padilha nos ombros? Eu a republico. Volto em seguida.

Padilha nos ombros de Suplicy
Pois é… A postagem circulou no Facebook como publicidade paga. Um suposto “admirador” do senador, sabem?, resolveu fazer bombar uma postagem feita pelo petista no Facebook. Suplicy, ora vejam, diz não ter nada com isso. Sabem por quê? Trata-se de uma ilegalidade. A lei eleitoral proíbe publicidade paga na Internet.
Eu não sei se os outros candidatos ao Senado por São Paulo conseguiriam carregar nos ombros os respectivos candidatos ao governo de sua chapa. Nesse quesito, Suplicy deve mesmo estar na frente, né?
É uma tarefa inglória tentar saber o que Suplicy fez em 24 anos no Senado. Agora a gente já sabe: ele é capaz de carregar um homem nos ombros. Por Reinaldo Azevedo

MINISTRO PETISTA DA SAÚDE DIZ QUE BRASILEIROS NÃO DEVEM TEMER O VÍRUS EBOLA - AÍ É QUE ESTÁ O PERIGO

O ministro da Saúde, o petista Arthur Chioro, disse neste sábado que os fiscais de vigilância sanitária nos portos, aeroportos e fronteiras do País estão treinados para identificar, caso chegue ao País, qualquer pessoa com suspeita de contágio pelo vírus ebola. Segundo ele, no entanto, não há recomendação específica nem risco de transmissão global do vírus. “Queremos insistir, não há recomendação e não há risco de transmissão global, segundo a Organização Mundial da Saúde. Por enquanto, não há recomendação de restrição de viagens. Os casos, em sua maioria, se localizam em pequenas localidades rurais”, disse o ministro, ressaltando que os profissionais da área de saúde recebem diariamente os informes com recomendações da OMS, que acompanha não apenas o ebola, mas todas as doenças transmissíveis coletivamente. Quando um petista da petista Dilma Rousseff faz uma afirmação dessas, aí mesmo é que os brasileiros precisam tomar cuidado.

TSE AUTORIZA INSTALAÇÃO DE SEÇÕES ELEITORAIS NO EXTERIOR FORA DAS EMBAIXADAS

O Tribunal Superior Eleitoral autorizou nesta sexta-feira a instalação de seções eleitorais fora das sedes das embaixadas e serviços consulares do Brasil no Exterior. A mudança atende pedido do Ministério das Relações Exteriores e do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal, responsável pela votação fora do País. Com a medida, 34 seções eleitorais serão instaladas fora das repartições do governo brasileiro em 20 países. No Japão, o eleitor poderá votar em uma agência do Banco do Brasil, em Tóquio, por exemplo. A capital japonesa terá oito seções extras,  o maior número entre todas as cidades do Exterior que participarão do pleito. No dia 5 de outubro, data do primeiro turno, 355 mil eleitores brasileiros estarão aptos a votar no Exterior. Quem está fora do País só vota para escolher presidente da República.

CAMPANHAS DE DILMA ROUSSEFF E AÉCIO NEVES ARRECADAM QUASE R$ 10 MILHÕES

Os gastos com folha de pagamento foram o principal item de despesas na primeira prestação de contas parcial da campanha de Dilma Rousseff à reeleição. O PT gastou até agora 1,3 milhão de reais com pagamento de salários, valor que supera os gastos com produção de programas de TV, já em andamento. No total, a campanha de Dilma arrecadou 9,6 milhões de reais no primeiro mês da disputa.  De acordo com a assessoria do comitê de Dilma, 8,6 milhões de reais são recursos oriundos de empresas e 1 milhão de reais, de partidos que formam a coligação Com a Força do Povo (PT-PMDB-PR-PRB-PROS-PDT-PCdoB-PP-PSD). De acordo com o balanço divulgado pelo comitê de Dilma, os gastos nessa primeira etapa somaram 86,3 mil reais - o montante não leva em conta despesas com pessoal em julho, que entrarão na próxima parcial. Ao registrar sua candidatura, a presidente declarou à Justiça Eleitoral uma previsão de gastos na campanha de 298 milhões de reais. O candidato tucano ao Palácio do Planalto, Aécio Neves, já arrecadou entre 10 milhões e 12 milhões de reais nesta primeira etapa, afirma a coordenação financeira de sua campanha. Aécio estima gastar 290 milhões de reais no total. O ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, candidato do PSB à Presidência da República, arrecadou 8,2 milhões nos primeiros 25 dias de campanha.

DIRETÓRIO ESTADUAL DO PT PAULISTA EXPULSA O DEPUTADO-BOMBA LUIZ MOURA, PARCEIRO DO PCC

O diretório do PT em São Paulo ratificou nesta sexta-feira a expulsão do seu deputado estadual Luiz Moura, parceiro do PCC, anunciada na quinta-feira pela executiva estadual do partido. A decisão do diretório foi unânime – até a corrente de Moura, a PT de Lutas e de Massas (PTLM), votou por sua expulsão. O deputado petista foi flagrado em reunião da qual participaram 18 integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele também é investigado pelo Ministério Público de São Paulo por ter sido sócio de uma empresa de transporte de passageiros suspeita de lavar dinheiro para o PCC. O nome do parlamentar é citado em apuração de promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) sobre vínculos da facção criminosa com cooperativas de perueiros que operam na capital paulista. Sem filiação partidária, o parlamentar deve ser impedido de concorrer à reeleição na Assembleia Legislativa. Mas seu registro de candidatura ainda será julgado pela desembargadora Diva Malerbi, do Tribunal Regional Eleitoral. "O Luiz Moura afrontou o PT levando para os tribunais uma disputa interna do nosso partido", disse o presidente do PT paulista, Emídio de Souza. Entendam bem: pela voz do partido, ele afrontou o PT não porque tivesse sido cúmplice ou parceiro do PCC, mas porque foi à Justiça defender o seu direito de ser candidato. Está claro, o PT o expulsão não porque é parceiro do PCC, mas por ter discordado de uma decisão do partido. Ou seja, o PT acha normal ser parceiro da bandidagem, do PCC, do crime organizado. O que não pode é algum petista discordar de decisão do partido. "Ele não tinha o apoio nem da própria corrente dele. Não houve uma intervenção sequer a favor dele, nem dos dirigentes mais próximos a ele", disse o dirigente do PT. Ora, como o sujeito iria ter algum defensor, se já foi completamente demonizado dentro do partido? Luiz Moura terá dez dias para recorrer ao diretório nacional. Se o fizer, a expulsão ficará suspensa temporariamente. O deputado alega que o processo disciplinar a que foi submetido estava "viciado". A direção nacional do PT, porém, deu aval à desfiliação forçada do parlamentar. Luiz Moura afirma que só entregará seu mandato por ordem da Justiça.

O PETISTA MERCADANTE ESTUDA RECORRER DE MULTA APLICADA PELA JUSTIÇA ELEITORAL

Após ter sido multado pelo Tribunal Superior Eleitoral por propaganda eleitoral antecipada, o chefe da Casa Civil da Presidência da República, ministro Aloizio Mercadante, informou nesta sexta-feira que vai estudar, com ajuda da Advocacia-Geral da União, se recorrerá da decisão. “O ministro Mercadante respeita a Justiça Eleitoral, mas mantém a interpretação apresentada em sua defesa", informou, em nota, a assessoria da Casa Civil. De acordo com a nota, o ministro e a AGU vão avaliar as medidas legais cabíveis. Nesta sexta-feira, o TSE aplicou multa de R$ 7,5 mil a Mercadante por considerar que ele desrespeitou a legislação eleitoral ao convocar, no dia 15 de junho, entrevista coletiva no Palácio do Planalto, para rebater críticas do PSDB ao governo da presidente Dilma Rousseff e feito comparações com as administrações anteriores dos ex-presidentes Lula  (alcaguete que delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr) e Fernando Henrique Cardoso. Pela legislação eleitoral, a realização de qualquer tipo de propaganda só poderia ser feita a partir do dia 6 de julho. A ação foi movida pelo PSDB e considerada parcialmente procedente pelo tribunal, isso porque os tucanos também queriam que Mercadante fosse julgado por conduta vedada. No dia anterior, ocorreu a convenção nacional do PSDB, quando foi oficializada a candidatura de Aécio Neves à Presidência da República. Na ocasião, os integrantes do partido fizeram críticas ao governo da presidente.

JUIZ AMERICANO NEGA PEDIDO DA ARGENTINA PARA TROCAR MEDIADOR DA NEGOCIAÇÃO DA DÍVIDA

O juiz nova-iorquino Thomas Griesa ordenou que a Argentina e os fundos hold outs continuem com as negociações e confirmou o advogado Daniel Pollack como mediador, enquanto os advogados que representam o país contestaram a permanência dele e pediram ao magistrado que encontrasse outros meios para prosseguir com o diálogo. A decisão ocorreu em audiência realizada nesta sexta-feira na Corte Distrital de Nova York, em que o advogado da Argentina, Jonathan Blackman, reiterou que o país está comprometido com o processo de diálogo para alcançar um acordo, mas alegou a necessidade de se encontrar outras maneiras de continuar nesse caminho. A necessidade de encontrar alternativas de negociação, segundo o requerimento do advogado, deve-se ao fato de a Argentina “não ter mais confiança” no processo. Especialmente depois do comunicado emitido na quarta-feira em que Pollack advertia que o país caminhava para o calote. O diálogo com um mediador “tem de ser com plena confiança e abertura, e a República da Argentina não tem mais essa confiança no processo sob a intervenção do mediador especial”, explicou Blackman na audiência pública que durou cerca de uma hora. Segundo o representante do governo argentino, o comunicado de Pollack, emitido logo depois de ser divulgado que as partes não haviam chegado a um acordo, foi “desafortunado” e divulgado sem consultar a Argentina, além de não dar uma visão completa da situação. Griesa evitou, na audiência, mencionar a expressão "default" (calote) ao citar a situação provocada pela ordem de congelar o depósito realizado pela Argentina no prazo e na forma estabelecida no acordo de renegociação para pagar os detentores de papéis reestruturados. “Mais importante de ter passado a noite de quarta, se foi default ou não, é que as obrigações permanecem e têm de ser tratadas”, sustentou o juiz, antes de chamar as partes a seguirem com as negociações.

REUNIÃO ENTRE GM E SINDICATO DOS METALÚRGICOS TERMINA SEM ACORDO

Terminou sem acordo a reunião entre o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e representantes da General Motors para discutir a proposta de adotar o sistema de layoff, ou seja, de suspensão dos contratos de trabalho na unidade da montadora neste município paulista. O sindicato informou que haverá nova reunião na próxima semana,  mas o dia ainda não foi definido. O sindicato é contra o layoff e, durante a reunião desta sexta-feira, cobrou da montadora a garantia de estabilidade no emprego para todos os trabalhadores da unidade. Segundo a entidade, um acordo assinado com a montadora, em janeiro do ano passado, prevê a garantia do nível de emprego até dezembro deste ano. No ano passado, após um processo de layoff, a General Motors demitiu 598 trabalhadores. O temor do sindicato é que o mesmo ocorra este ano. “Estamos começando um processo de resistência. Queremos chamar toda a sociedade para participar da luta. O setor automotivo não está em crise, não houve queda de produção na fábrica de São José dos Campos e não há motivos para layoff, nem demissões”, disse, em nota, o presidente do sindicato, Antônio Ferreira de Barros. Uma das ideias do sindicato é cobrar da presidenta Dilma Rousseff a assinatura de uma medida provisória que proíba demissões em empresas que foram beneficiadas por incentivos fiscais do governo, como é o caso das montadoras.

É CEDO PARA FALAR SOBRE IMPACTOS DA DÍVIDA DA ARGENTINA NA BALANÇA COMERCIAL, DIZ GOVERNO PETISTA

O diretor do Departamento de Estatísticas e Apoio às Exportações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Roberto Dantas, disse nesta sexta-feira que é preciso continuar acompanhando as negociações para saber se o default (calote) técnico na Argentina terá impactos maiores no comércio entre os dois países. Esta semana, o país vizinho não conseguiu chegar a um acordo com os fundos abutres, credores que não aceitaram a reestruturação de sua dívida. “A questão dessas negociações [com os fundos abutres], tem que aguardar como elas se concluirão para, a partir daí, ver que efeitos se poderá sentir”, disse Dantas, ao divulgar dados da balança comercial de julho. As exportações brasileiras para a Argentina caíram 33,5% no último mês em relação a igual período de 2013, e 22,1% nos sete primeiros meses deste ano, ante o mesmo período do ano passado. Os principais recuos têm ocorrido nas vendas do setor automotivo. Em julho, as exportações de automóveis para a Argentina caíram 57,6%, atingindo US$ 206 milhões. As vendas de veículos de carga, diminuíram 42,4% e alcançaram US$ 66,4 milhões, enquanto as de autopeças decresceram 34,6% e somaram US$ 103 milhões. Desde o dia 1° de julho, está em vigor acordo entre os países que deveria garantir fluxo comercial no setor. Segundo Roberto Dantas, o problema é a economia desaquecida no país, que impacta a demanda por automóveis e outros produtos. “Se não tem alguém que compre, não tem como você vender. Não é o regime automotivo em si que vai trazer o impacto positivo”, declarou.

LUCIANA GENRO PROPÕE PISO SALARIAL NACIONAL E CARREIRA ÚNICA PARA POLICIAIS

Luciana Genro, candidata do PSOL à Presidência da República, defendeu uma “polícia cidadã”. A candidata pediu o fim da violência e da repressão policial. "Queremos construir uma polícia cidadã, que respeite os direitos humanos da população e dos soldados, que muitas vezes são submetidos à violência em seu treinamento", disse. A candidata disse que as mudanças necessárias serão feitas a partir do diálogo com os policiais. Ela apresentou, ainda, proposta de instituição do piso salarial nacional da categoria, implementação de uma carreira única e desvinculação das Forças Armadas. No fim da tarde desta sexta-feira, Luciana Genro participou de uma caminhada no centro de Florianópolis com apoiadores. Os comunistas têm sempre como primeira atenção a questão do Estado e do seu controle. Por isso dão desmedida atenção às corporações estatais, especialmente aquelas da área de segurança. O fundamental para essa gente é o controle do aparelho do Estado, e para isso precisam da colaboração de funcionários públicos para se apossar da máquina estatal.

CHEFE DA OMS AFIRMA QUE A EPIDEMIA DE EBOLA ESTÁ FORA DE CONTROLE

A diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, declarou que o surto de ebola na África Ocidental está "fora de controle", em uma reunião nesta sexta-feira com os presidentes de Guiné, Libéria e Serra Leoa, em Conacri, capital de Guiné. "Este surto está se movendo mais rapidamente do que os nossos esforços para controlá-lo. Se a situação continuar a piorar, as consequências podem ser catastróficas em termos de perda de vidas, perturbações socioeconômicas e risco de disseminação para outros países", afirmou Margaret Chan. Ela acredita, no entanto, que a crise pode ser contida com uma resposta rápida. "Essa reunião deve ser um ponto de virada na resposta ao surto", disse. Na quinta-feira, o presidente de Serra Leoa, Ernest Bai Koroma, decretou estado de emergência. O presidente anunciou que colocará em quarentena as áreas afetadas pelo surto, mobilizará forças de segurança para proteger equipes médicas e proibirá reuniões públicas. Além disso, ele pretende lançar uma busca por possíveis infectados em casas localizadas em regiões endêmicas. Não existe cura ou vacina para o ebola. A doença é conhecida por ser altamente transmissível e mortal: a taxa de óbitos entre infectados pode chegar a 90%. O vírus foi descoberto em 1976, ano em que houve 431 mortes pela infecção. Desde então, os principais surtos aconteceram em 1995 (254 óbitos), 2000 (224) e 2007 (224), todos na África. Na atual epidemia, que se iniciou em março, 729 pessoas morreram em Serra Leoa, Guiné, Libéria e Nigéria.

SOLDADO ISRAELENSE É CAPTURADO PELOS TERRORISTAS DO HAMAS ENQUANTO TENTAVA DESTRUIR TÚNEL

Os combates entre as forças israelenses e os terroristas do Hamas foram retomados com ferocidade nesta sexta-feira na Faixa de Gaza, após o fracasso em manter o cessar-fogo de 72 horas, rompido pela organização terrorista que domina a Faixa de Gaza. Israel afirmou que a trégua foi rompida após a captura de um dos seus soldados pelo Hamas e a morte de outros dois. Sessenta e dois árabes palestinos morreram nas últimas horas como resultado das operações militares lançadas após a captura, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. De acordo com as Forças de Defesa de Israel, o soldado capturado se chama Hadar Goldin, é um tenente, e tem 23 anos. Ele desapareceu por volta de 9h30 (3h30 no horário de Brasília) enquanto participava da destruição de um túnel usado por terroristas na região de Rafah. Enquanto preparavam explosivos, os soldados foram surpreendidos pelos terroristas, incluindo um homem-bomba, segundo Peter Lerner, o porta-voz das Forças Israelenses. Um membro do Hamas afirmou para imprensa turca que um soldado israelense foi capturado, mas disse a ação ocorreu uma hora e meia antes do início do cessar-fogo, e que portanto ela não constituía uma violação do acordo. Posteriormente, o Hamas não confirmou nem negou a captura. Como resultado, Israel começou a efetuar diversas operações militares e bombardeios em Rafah, matando dezenas de de palestinos e ferindo mais de 350. Segundo o jornal The Guardian, Israel tem bombardeado a cidade pesadamente para impedir que o soldado seja levado pelos terroristas para outro local. A família do soldado afirmou em um comunicado que está “confiante que Israel vai fazer de tudo para trazer Hadar de volta para casa”. O anúncio do desaparecimento de Goldin foi repercutido pelos Estados Unidos, que denunciaram que o Hamas tirou vantagem do cessar-fogo para atacar e capturar o soldado israelense.

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL QUER INVESTIGAR O BANCO CENTRAL PELA VENDA DO BANCO PANAMERICANO PARA A CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

O Ministério Público Federal junto ao Tribunal de Contas da União pediu na quinta-feira a abertura de uma fiscalização sobre o Banco Central por autorizar, entre 2009 e 2010, a compra de uma fatia do Banco PanAmericano pela Caixa Econômica Federal. A instituição pública pagou 740 milhões de reais no negócio meses antes de o Banco Panamericano quebrar, devido a fraudes financeiras que abriram um rombo de 4,3 bilhões de reais em seu patrimônio. O procurador Júlio Marcelo de Oliveira sustenta, em representação enviada ao ministro José Múcio Monteiro, do Tribunal de Contas da União, que, com sinal verde do Banco Central, a Caixa Econômica Federal, por meio de uma de suas subsidiárias, fez com o banco de Sílvio Santos uma transação "ruinosa e ilegal". Caberá à corte, com base nos elementos apresentados pelo Ministério Público e em avaliação de sua área técnica, decidir se abre ou não uma auditoria para apurar a regularidade dos atos praticados pelo Banco Central. "Trata-se da compra de uma instituição falida por um banco público, que trouxe benefícios exclusivos para o antigo grupo empresarial controlador e apenas prejuízos vultosos para a Caixa Econômica Federal e para a sociedade brasileira, sem nenhum interesse público a ser atendido e sem a adoção dos procedimentos acautelatórios básicos que qualquer outra instituição financeira adotaria", afirma o procurador na denúncia. O Grupo Sílvio Santos fechou, em dezembro de 2009, contrato que previa a venda de 49% do capital votante e de 21,9% das ações preferenciais do PanAmericano para a Caixapar, subsidiária da Caixa Econômica Federal. Naquele ano, a instituição pública pagou 517,4 milhões de reais, a título de sinal. Em julho de 2010, transferiu os 221,7 milhões de reais restantes, dias após o Banco Central dar uma autorização "preliminar" para o negócio. Mesmo com o pagamento integral, a Caixa Econômica Federal só passou a integrar o grupo de controle do Panamericano mais de três meses depois. O Banco Central alega que só detectou fraudes no PanAmericano em outubro de 2010, ou seja, após a transação ser concluída. O Ministério Público sustenta, contudo, não ser possível atestar que isso é verdade sem uma investigação aprofundada, pois fiscalização sobre eventuais irregularidades no banco de Sílvio Santos já estava em curso no Banco Central quando o processo de compra foi avaliado e aprovado. Além disso, já havia fortes indícios no mercado de fragilidades do banco nas suas operações interbancárias. "O procedimento de fiscalização correu paralelamente. Por que os primeiros indícios de fraude não foram imediatamente comunicados ao setor responsável por avaliar a aquisição? Será que a autorização preliminar foi emitida justamente porque se descobriram graves indícios de irregularidades e era politicamente importante que o pagamento se consumasse logo para criar-se um fato consumado?", questiona, na representação, o procurador. Segundo ele, o negócio era atípico e os valores envolvidos, muito altos. Por isso, o Banco Central deveria ter iniciado uma investigação já em dezembro de 2009, quando o contrato foi firmado. Na prática, a Caixa Econômica Federal fez investimento em um banco que tinha passivo a descoberto quatro vezes superior. Em 2011, após a descoberta das fraudes, o BTG Pactual adquiriu participação com recursos do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Para o Ministério Público, cabe ao Tribunal de Contas da União avaliar com profundidade todos os atos do Banco Central que viabilizaram o negócio. A representação pede ainda que sejam esclarecidos outros aspectos do caso, como o motivo de o Banco Central não ter nomeado dirigentes para assumir o PanAmericano. Esse procedimento foi adotado em 2013 com o Banco Cruzeiro do Sul, após a constatação de que regras do sistema financeiro estavam sendo descumpridas. Em um processo de acompanhamento já julgado, o Tribunal de Contas da União isentou em junho ex-gestores da Caixa Econômica Federal de multas por supostas irregularidades na compra de participação no PanAmericano. O Ministério Públic recorreu no último dia 18, pedindo a aplicação das penalidades no valor máximo, além da abertura de processo para apurar quais providências foram tomadas pelo banco público para reaver perdas no negócio.

JUIZ AMERICANO DIZ QUE CALOTE NÃO SIGNIFICA O FIM DAS NEGOCIAÇÕES COM A ARGENTINA

O calote anunciado nesta semana não amenizou as obrigações da Argentina com o pagamento de sua dívida, afirmou nesta sexta-feira o juiz americano Thomas Griesa durante audiência judicial em Nova York. Segundo Griesa, as negociações entre a Argentina e os credores devem continuar. "O que ocorreu nesta semana não extinguiu ou reduziu as obrigações da República da Argentina", disse ele, acrescentando que ambos os envolvidos têm a obrigação de cooperar com o mediador nomeado pela Justiça, Daniel Pollack. Griesa criticou a Argentina por apenas cumprir suas obrigações com credores que aceitaram a reestruturação de sua dívida, excluindo os fundos de hedge de Nova York que rejeitaram a reestruturação, também chamados de "fundos abutres" ou "holdouts". A terceira maior economia da América Latina entrou em default (situação em que se deixa de pagar juros aos credores) nesta semana, após detentores de 29 bilhões de dólares em bônus argentinos deixarem de receber o pagamento de juros, cujo prazo  venceu em 30 de julho. O juiz também disse que pouco importam as alegações argentinas de que não houve calote. "Se houve default ou não, o importante é que as obrigações continuam e a Argentina tem que lidar com elas", declarou Griesa. A Argentina afirma que não entrou em default, uma vez que efetuou o pagamento de juros a um banco intermediário de um de seus bônus. Griesa, no entanto, bloqueou o depósito em junho, alegando que o país precisava resolver a situação com os holdouts. Antes da audiência, o governo argentino disse que não esperava nada favorável de Griesa e chamou o juiz de "agente" dos fundos de hedge. "Não podemos ter qualquer expectativa positiva porque o juiz Griesa sempre teve a visão de alguém que é parcial", afirmou o chefe de gabinete de Cristina Kirchner, Jorge Capitanich. Durante a audiência nesta sexta-feira, um comitê da Associação Internacional de Swaps e Derivativos declarou que o não pagamento de juros era um "evento de crédito". A decisão desencadeou o pagamento de seguros sobre a dívida do governo argentino que, segundo estimativas de analistas, podem valer cerca de 1 bilhão de dólares. A Argentina também pediu nesta sexta-feira a saída do mediador Daniel Pollack. O pedido, entretanto, foi negado pelo juiz Griesa durante a audiência, que durou pouco mais de uma hora. Pollack foi designado por Griesa para conduzir as negociações entre o país e os fundos. A Argentina não gostou da palavra default que Pollack usou em comunicado à imprensa, de acordo com o advogado que representa o país, Jonathan Blackman. "O comunicado foi infeliz", afirmou Blackman, destacando que o país não foi consultado sobre o teor do texto. "É um diálogo que deve ser conduzido com total confiança e abertura. A Argentina não tem mais confiança no processo de negociação como conduzido até agora pelo mediador", disse. Segundo ele, o comunicado mexeu com o mercado financeiro e a imagem da Argentina. Na quinta-feira, o governo argentino já havia chamado Pollack de incompetente. Griesa, por sua vez, não concordou com o pedido e classificou Pollack de "imparcial". "Nada do que aconteceu nesta semana tirou a necessidade de trabalhar para um acordo com a mediação de Pollack", afirmou o juiz. "Algo tinha que ser dito ao público e se a palavra default foi usada, não podemos dizer que ela é imprecisa. Não é anômalo chamar isso de default. O ponto é que a Argentina não cumpriu com suas obrigações", disse ele. "O importante é que as obrigações da Argentina persistem e o país tem de lidar com elas", acrescentou.

ESCOLHA DO NOVO PRESIDENTE DO SUPREMO É ADIADA

A primeira sessão do Supremo Tribunal Federal após a aposentadoria do ministro Joaquim Barbosa durou cerca de uma hora apenas e terminou sem a eleição do novo presidente da corte. Nesta semana, enquanto ainda estava de férias, Barbosa havia marcado para esta sexta-feira a eleição de seu sucessor. O ministro Ricardo Lewandowski exerce a presidência enquanto a escolha não é oficializada. Ele mesmo deverá assumir a cadeira, já que é o integrante mais antigo da corte que ainda não ficou à frente do STF. Ao final da sessão, Lewandowski evitou comentar a última decisão de Barbosa no tribunal, de marcar para esta sexta-feira a eleição. "Não se cogitou isso (realização da eleição nesta sexta-feira), apenas se discutiu que não seria conveniente tendo em conta a ausência de dois importantes e prestigiados ministros da corte", afirmou. Estiveram ausentes na sessão, que marcou o retorno dos trabalhos do Judiciário após o recesso, os ministros Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. Pelo regimento interno do Supremo, há prazo de duas sessões ordinárias de vacância entre a saída do presidente e a escolha do novo chefe. Como a aposentadoria de Joaquim Barbosa foi publicada na quinta-feira no Diário Oficial da União, a escolha do novo presidente deve ser adiada para o dia 13 de agosto. O ministro Marco Aurélio de Mello, ao final da sessão, destacou que os ministros foram "surpreendidos" com a data marcada por Joaquim Barbosa. "E se a aposentadoria dele não passasse?", questionou. "Ortodoxamente, segundo o regimento, se dará no dia 13 de agosto", completou Marco Aurélio. A decisão a respeito da data da votação não foi tomada em plenário. O assunto sequer foi tema de discussão na sessão. Nos bastidores, os ministros criticam a medida de Joaquim Barbosa, que estaria em desacordo com o regimento. A sessão no Supremo, presidida por Lewandowski, foi célere e pretendeu analisar, em listas, agravos de instrumento e embargos de declaração que estavam obstruindo a votação.

PORTUGAL CONSIDERA USAR FUNDOS ESTATAIS PARA SOCORRER O BANCO ESPÍRITO SANTO

Autoridades portuguesas estão considerando o uso de dinheiro público para fortalecer o capital do Banco Espírito Santo (BES), afirmaram fontes próximas ao processo nesta sexta-feira. Uma fonte disse que o BES provavelmente precisará de 3 bilhões de euros (4 bilhões de dólares), após o prejuízo de 3,6 bilhões de euros no primeiro semestre esvaziar os colchões de capital e reduzir o índice de solvência da instituição para abaixo do exigido pelo Banco de Portugal. Segundo as fontes, o uso de capital privado e fundos públicos para recapitalizar o BES tende a ser inevitável, após as perdas acima do esperado que a instituição registrou no primeiro semestre. Segundo elas, a solução ainda está sendo preparada. Outra fonte afirmou que o governo português esteve em contato com o Banco Central Europeu na semana passada para tranquilizá-lo, explicando que ainda tem acesso a 6,4 bilhões de euros para recapitalizar bancos se for preciso. O Banco Central Europeu assumirá a supervisão de grandes credores na zona do euro a partir de 4 de novembro. O Banco de Portugal informou que prefere uma solução de mercado, mas conta com uma linha de recapitalização dos bancos disponíveis para garantir a solvência do BES. O executivo-chefe do BES, Vitor Bento, afirmou na quarta-feira que o banco ainda deve levantar capital, com alguns investidores demonstrando interesse em tomar participações significativas na instituição. Um porta-voz do BES, no entanto, não quis comentar a declaração. Autoridades do governo e do banco central também não quiseram se pronunciar. Investidores começaram a vender ações do BES, após a divulgação na quarta-feira de fortes perdas e potencial atividade ilegal. Isso provocou uma desvalorização de 42% dos papéis do banco na quinta-feira e de 40% na sexta-feira. A queda acentuada no valor de mercado do BES tornou ainda menos provável que o banco levante capital sem ajuda estatal.

NASA PLANEJA PRODUZIR OXIGÊNIO EM MARTE

A Nasa pretende enviar a Marte uma sonda capaz de produzir oxigênio. A agência espacial americana anunciou nesta quinta-feira sete instrumentos que devem ser colocados em um robô que será enviado ao planeta vermelho em 2020. Com custo estimado em 1,9 bilhões de dólares, a sonda será capaz de transformar o dióxido de carbono presente na atmosfera do planeta em oxigênio, para servir tanto à respiração humana como à produção de combustível de foguetes. De acordo com a Nasa, a missão de 2020 vai ajudar a descobrir meios de exploração dos recursos naturais disponíveis na superfície do planeta. Os sete instrumentos da nova sonda foram escolhidos dentre 58 propostas recebidas do mundo todo pela Nasa. A previsão é de que o robô pouse no planeta vermelho em fevereiro de 2021.

JUSTIÇA FEDERAL RECEBE DENÚNCIA CONTRA O PREFEITO DE GRAVATAÍ, MARCO ALBA, NO ÂMBITO DA OPERAÇÃO SOLIDÁRIA

A 4ª Seção do Tribunal Regional Federal da 4ª Região recebeu na quinta-feira (31/7) denúncia contra o prefeito de Gravataí (RS), Marco Aurélio Soares Alba (PMDB), acusado pelo Ministério Público Federal nos autos da Operação Solidária. Ele agora é réu no processo IP 0252790-13.2009.404.0000 e responderá pelos crimes de fraude à licitação, corrupção passiva e formação de quadrilha ou bando. Em 2007, quando foi deflagrada a operação pela Polícia Federal, Alba atuava como secretário estadual de Habitação, Saneamento e Desenvolvimento Urbano do Estado do Rio Grande do Sul, no governo de Yeda Crusius (PSDB). A pasta é responsável pela Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan), na qual teriam ocorrido desvios de verba pública provenientes do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) do governo federal. Segundo o Ministério Público Federal há fortes indícios de que Alba seria membro do grupo que fraudou licitações conduzidas pela Corsan para execução de obras de saneamento básico na Região Metropolitana de Porto Alegre. Ao se acessar o site do Tribunal Regional Federal da 4º Região não se consegue consultar os dados do processo, porque o mesmo corre em segredo de Justiça. Nem as partes envolvidas no processo se consegue saber quem são, assim como seus advogados. Entretanto, o TRF 4 mandou divulgar que o prefeito Marco Alba é réu por crime de fraude à licitação, corrupção passiva e formação de quadrilha, não levando em consideração o segredo de Justiça existente no processo.  

GOVERNO USA DE NOVO TRUQUE DA PLATAFORMA DE PETRÓLEO PARA FABRICAR SUPERÁVIT DA BALANÇA COMERCIAL

A balança comercial brasileira (diferença entre exportações e importações) registrou superávit de 1,575 bilhão de dólares em julho, informou nesta sexta-feira o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). As exportações somaram 23,025 bilhões de dólares e as importações totalizaram 21,450 bilhões de dólares no período. O resultado ficou acima da mediana das projeções de especialistas, que apontavam superávit de 830 milhões de dólares.

No acumulado dos sete primeiros meses do ano, a balança comercial registrou déficit de 916 milhões de dólares, o que representa melhora ante o déficit de 2,49 bilhões de dólares registrado no ano, até junho. De janeiro a julho do ano passado, o déficit estava em 4,97 bilhões de dólares.
A movimentação de uma plataforma de petróleo foi, novamente, responsável pelo resultado positivo em julho. O expediente é legal e consiste na exportação de plataforma de petróleo sem que ela saia, de fato, do Brasil. No caso da negociação firmada em julho, a plataforma foi comprada de fornecedores brasileiros por suas subsidiárias no Exterior. Depois, foi “repatriada” no Brasil, como se estivesse sendo “alugada” pelo fornecedor brasileiro. Desta forma, o fornecedor recolhe menos imposto. Apenas essa operação rendeu 866 milhões de dólares. Ou seja, sem ela, o superávit de julho teria sido de 709 milhões de dólares.
As importações tiveram queda de 5,5% em julho de 2014 ante o mesmo mês do ano passado, segundo a média por dia útil. De acordo com dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento e da Indústria e Comércio, a média de importação por dia útil foi de 932,6 milhões de dólares no mês passado, ante 987,2 milhões de dólares em julho de 2013. Na comparação com junho deste ano, quando a média foi de 905,1 milhões de dólares, houve alta de 3%.
Importações recuaram
A queda nas importações foi generalizada entre os segmentos: de 11,2% para bens de capital, de 9,2% para bens de consumo, de 7,4% para combustíveis e lubrificantes e de 0,5% para matérias-primas e intermediários.
Segundo o governo, a queda no segmento de bens de capital foi influenciada pela baixa nas compras da indústria automotiva. Na categoria de bens de consumo, as principais quedas foram em máquinas e aparelhos de uso doméstico, automóveis de passageiros, motocicletas e outros ciclos, partes e peças para bens de consumo duráveis, móveis e produtos alimentícios.
Na área de combustíveis e lubrificantes, a retração ocorreu principalmente devido à diminuição dos preços e das quantidades embarcadas de petróleo, gás natural, naftas e carvão. No segmento de matérias-primas e intermediários, caíram as importações de acessórios de equipamento de transporte, partes e peças de produtos intermediários, produtos alimentícios e produtos agropecuários não alimentícios. Por Reinaldo Azevedo

ISRAEL VS. HAMAS: A LÓGICA DO TERROR NÃO DISTINGUE INSTALAÇÕES CIVIS E HUMANITÁRIAS DE APARELHOS DE GUERRA

Quatro horas! Foi o tempo que durou o cessar-fogo de três dias entre as forças de Israel e as do Hamas, anunciado ontem por Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, e John Kerry, secretário de Estado dos Estados Unidos. Quem violou o acordo? O Hamas. Um destacamento de soldados israelenses foi atacado quando destruía um dos túneis construídos pelo grupo terrorista, atividade permitida nos termos estabelecidos pelo cessar-fogo. Um homem-bomba chegou a ser usado no ataque. Um soldado israelense de 23 anos, Hadar Goldin, foi sequestrado. Na retomada da reação aos ataques do Hamas, Israel bombardeou a cidade de Rafah, e pelos menos 35 pessoas morreram. Como sempre, os extremistas palestinos dizem que eram todos civis.

Eis aí a lógica e a moral do terror. Desde o começo da operação “Margem Protetora”, o Hamas vem se negando sistematicamente a concordar com uma trégua. Violou mesmo uma — humanitária, creiam — para a retirada de feridos. Na minha coluna de hoje, na Folha, aponto a delinquência intelectual e moral dos que ignoram o conteúdo do Estatuto do Hamas tratam um grupo terrorista como se fosse mera organização de resistência. Lá está escrito, entre outras barbaridades: “A hora do julgamento não chegará até que os muçulmanos combatam os judeus e terminem por matá-los. E mesmo que os judeus se abriguem por detrás de árvores e pedras, cada árvore e cada pedra gritará: ‘Oh! Muçulmanos, Oh! Servos de Alá, há um judeu por detrás de mim, venha e mate-o”.
Torno público o conteúdo de um e-mail, de autoria de um médico que trabalha em Israel, que chegou a este jornalista. Prestem atenção:“Não creio que os jornais brasileiros descrevam com detalhes o que se passa em Gaza. Das muitas histórias, quero descrever com pormenores um episódio instrutivo: terminou muito mal, mas podia ter terminado muito.
Um grupo de soldados precisava entrar num ambulatório-enfermaria da UNRWA  — United Nations Relief and Works Agency for Palestinian Refugees. NOTA DO REDATOR: é a “Agência das Nações Unidas para a Ajuda aos Refugiados Palestinos”, que atua, é bom que saibam, em parceria com o Hamas. E não é de hoje. Sigo com o e-mail. 
De acordo com as instruções, antes de entrar, mandaram um robô, pois o prédio poderia estar minado. O robô não mostrou nenhum sinal de explosivos. Aí os soldados mandaram um cachorro especialmente treinado para farejar pólvora e explosivos. Também não detectou nada. Aí os soldados entraram, e o prédio explodiu. As paredes desmoronaram. Por um verdadeiro milagre, “somente” 5 soldados morreram mas muitos, mais de duas dezenas, ficaram feridos, muitos deles gravemente. A investigação do Exército revelou do que se tratava: quando as Nações Unidas contrataram uma firma local para construir a enfermaria, os palestinos colocaram 12 sacos de explosivos — cada saco pesando 80 quilos — dentro das paredes do prédio. É isto mesmo: quase uma tonelada de explosivos!
Eu entendo perfeitamente que “à la guerre comme à la guerre”: até outro dia, havia pacientes palestinos sendo tratados num ambulatório-enfermaria das Nações Unidas, em Gaza, cujas paredes continham uma tonelada de explosivos: o Hamas tem os seus próprios métodos de calcular riscos versus benefícios.”
Retomo
Eis aí. Os inimigos contumazes de Israel, que se deixam contaminar pela ideologia, mas não pelos fatos, gostam de apontar as assimetrias nessa guerra. Elas são, antes de mais nada, de método. O Hamas não distingue instalações civis e humanitárias de instalações militares. Afinal, de acordo com o seu estatuto, “Israel existirá e continuará existindo até que o Islã o faça desaparecer, como fez desaparecer todos aqueles que existiram antes dele”.
Essa é a lei do terror. Essa é a lei do que fazem da morte de civis a sua fortaleza. Israel tem o direito de se defender e vai se defender. Por Reinaldo Azevedo

PT ESPERA PELO APOIO DE GERMANO RIGOTTO PARA A PETISTA DILMA ROUSSEFF

O PT espera que o ex-governador Germano Rigotto anuncie apoio público a candidatura de Dilma Roussef antes da inauguração do comitê Diltori no dia 15 de agosto, informa o jornalista Políbio Braga. Comento - é muito provável que isto aconteça. Germano Rigotto sempre teve uma estreita relação com o PT e o petismo desde o início de seu governo no Rio Grande do Sul. Mas, se aderir ao petismo nesta campanha, significará que encerrou mesmo sua campanha no PMDB gaúcho, que já o escanteou. Mais do que isso, talvez signifique o fim de sua carreira política.

A PRODUÇÃO INDUSTRIAL BRASILEIRA CAIU 1,4% EM JULHO, CONFORME O IBGE

O IBGE informou nesta sexta-feira que sobre junho de 2013, queda da produção industrial foi de 6,9%, a maior desde setembro de 2009. A produção de veículos automotores, reboques e carrocerias puxou a queda, porque recuou 36,3%. A produção da indústria brasileira caiu pela quarta vez seguida. Em junho, o recuo foi de 1,4%, na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Frente a junho do ano anterior, a queda foi ainda maior, de 6,9%. Segundo a pesquisa, foi o recuo mais forte desde setembro de 2009, quando o índice teve baixa de 7,4%. No segundo trimestre, a indústria brasileira mostra queda de 5,4% e, no primeiro semestre, de 2,6%, em relação aos mesmos períodos de 2013. Em 12 meses, o índice acumula baixa de 0,6% - a primeira queda desde março do ano passado. Segundo o IBGE, na comparação mensal, junho contra maio, a maioria das atividades da indústria mostrou queda, com destaque para a produção de veículos automotores, reboques e carrocerias (-12,1%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-29,6%). Na contramão, aumentou a produção de derivados do petróleo e biocombustíveis (6,6%), produtos alimentícios (2,1%) e bebidas (2,5%).