terça-feira, 19 de agosto de 2014

NO JORNAL NACIONAL, PASTOR EVERALDO PROMETE PRIVATIZAR A PETROBRAS

Com direito a ser entrevistado na bancada do Jornal Nacional, da Rede Globo, por causa dos 3% de intenções de voto nas pesquisas e pela bancada eleita do PSC na Câmara – 17 cadeiras –, o candidado à Presidência Pastor Everaldo fez duas promessas ousadas nesta terça-feira: privatizar a Petrobras e isentar todo o trabalhador que recebe salário de até 5.000 reais mensais de recolher Imposto de Renda. Everaldo disse que, se eleito, pretende entregar para a iniciativa privada "tudo o que for possível, com exceção do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal". Confrontado sobre o fato de não ter exercido nenhum cargo eletivo até hoje e querer ser presidente da República, tergiversou narrando sua trajetória de vida: nasceu na favela e trabalhou como camelô, servente de pedreiro e office-boy.

VEJA A DECAPITAÇÃO DO FOTÓGRAFO AMERICANO JAMES WRIGHT FOLEY POR TERRORISTA ISLÂMICO DO CALIFADO

JULGAMENTOS NA CVM DE PROCESSOS ENVOLVENDO EIKE BATISTA DEVEM FICAR PARA 2015

O julgamento pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de mais de uma dezena de processos contra o empresário Eike Batista, atuais e ex-executivos do Grupo EBX, tendem a ficar para 2015, em momento de provável quórum reduzido de diretores na autarquia. No momento, há 11 processos administrativos instaurados e com julgamento pendente, disse o presidente da CVM, Leonardo Pereira. Mas o número tende a aumentar, já que ainda estão em andamento outras 11 investigações. "Os processos já têm relator. Eles precisam de tempo para fazer o relatório. Os julgamentos talvez não sejam ainda este ano, talvez fiquem para o ano que vem", disse Pereira. Nos dois principais processos, Eike Batista é acusado de uso de informação privilegiada, um envolvendo a petroleira Óleo e Gás Participações, ex-OGX, e outro o estaleiro OSX. Nesses dois casos, o empresário também pode ser punido na esfera criminal. A Óleo e Gás protagonizou em outubro passado o maior pedido de recuperação judicial da história por uma empresa da América Latina. Em novembro, foi a vez da OSX, empresa-irmã da Óleo e Gás, pedir proteção contra credores. No total, mais de 20 executivos estão incluídos nos processos na CVM. Eles ainda podem tentar acordos conhecidos como termos de compromisso, opção já recusada pela CVM em alguns casos. "É um negócio grande, mas que ainda não acabou", disse o presidente da CVM, acrescentando que os processos são independentes e recusando-se a comentar casos específicos. Além do tempo necessário para que o relator do processo na CVM prepare sua análise, a autarquia tem que lidar com um colegiado reduzido. O conselho completo da CVM é composto por quatro membros, além do presidente. A cadeira deixada por Otavio Yazbek em dezembro de 2013 ainda está vaga e não há previsão de indicação de um novo diretor, função que cabe ao governo federal. Em dezembro termina o mandato de Ana Novaes, o que poderá deixar o conselho da CVM com apenas dois diretores, Roberto Tadeu e Luciana Dias, e o presidente. Pereira, que iniciou em julho seu terceiro ano de mandato, disse que a meta da CVM é de que até o fim de 2014 estejam em andamento todos os processos anteriores a 2011. "Entendemos que é importante ter maior celeridade na atividade sancionadora, que é um dos projetos do plano estratégico (que vai até 2023)", disse ele.

DISPUTA INTERNA NO PEN ATRASA O REGISTRO DA CANDIDATURA DE AÉCIO NEVES

O Partido Ecológico Nacional (PEN), um dos nove que formam a coligação encabeçada pelo PSDB para tentar conquistar o Planalto, atrasa o candidato tucano à Presidência da República, Aécio Neves. Os dois segundos de propaganda eleitoral que o partido cedeu à coligação Muda Brasil custam ao mineiro mais de 20 dias de espera pelo deferimento do registro de candidatura no Tribunal Superior Eleitoral. Por conta de um pedido de impugnação à convenção do PEN, Aécio Neves é o único dos 11 candidatos que disputam a Presidência neste ano que ainda não teve o registro deferido. Desde julho, os documentos do tucano estão na gaveta do ministro João Otávio de Noronha. O ministro pretende levar o imbróglio do PEN ao plenário na próxima nesta quinta-feira, para só então aprovar o registro de Aécio Neves. A impugnação foi apresentada por uma integrante do próprio PEN, a candidata a deputada federal por São Paulo que tinha pretensão de concorrer à Presidência, a advogada Denise Abreu, que é réu no processo do desastre do Airbus A320 da TAM e pode ser condenada a mais de 20 anos de cadeia. Se o tribunal entender que a reclamação de Denise Abreu, grande amiga do bandido petista mensaleiro José Dirceu, procede, pode excluir o nanico PEN da coligação de Aécio Neves. Denise Abreu já integrou a subchefia para Assuntos Jurídicos da Casa Civil de 2003 a 2005, sob o comando do bandido petista mensaleiro José Dirceu. Nesse período, ela integrou comissão que foi responsável pela derrocada e liquidação da Varig, deixando no desespero mais de 100 mil pessoas que dependiam dos mais de 20 funcionários da Varig. Com a liquidação da Varig, foi liquidada também a malha aérea nacional, e o próprio sistema de navegabilidade aérea nacional. Depois da Casa Civil, ela  assumiu a direção da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), no segundo mandato do ex-presidente Lula. Em meio à crise no setor e após o vazamento de declarações polêmicas, alegou ter sido pressionada pela então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, para tomar decisões favoráveis à venda da VarigLog. Durante sua gestão aconteceram os dois maiores desastres da aviação aérea civil brasileira, a queda do Boeing da Gol, no dia 29 de setembro de 2006, com 137 mortos, e a explosão do Airbus A320 da TAM em Congonhas, no dia 17 de julho de 2007, com 198 mortos. No meio dia, houve a paralisação completa do tráfego aéreo nacional, no dia 30 de março de 2007. Nesse dia, ela e os outros dirigentes da Anac estavam em um big festança em Salvador. Ela foi fotografada fumando charuto e virou um emblema. Denise Abreu deixou a Anac em agosto de 2007, cerca de um mês depois do acidente com o Airbus da TAM, em Congonhas. A Procuradoria da República entendeu que Denise cometeu atentado contra a segurança do transporte aéreo na modalidade dolosa e chegou a pedir 24 anos de prisão para a ex-diretora. O processo está pronto na 1ª Vara Federal Criminal em São Paulo, à espera da sentença do juiz. No TSE, Denise alega fraude na convenção do próprio partido, que teria se realizado em local diverso do estabelecido no estatuto, em horário muito posterior ao convocado e cujo resultado, diz, foi divulgado pela imprensa antes da votação dos membros. A consequência máxima da impugnação apresentada pela candidata ao TSE será a exclusão do partido da coligação de Aécio Neves, que então passará a contar apenas com PMN, DEM, PTN, PTB, PTC, PTdoB e Solidariedade (SD), além é claro do PSDB. Proprietária de uma casa de R$ 2,3 milhões no Butantã, Denise Maria Aires de Abreu é vista como uma agente de José Dirceu no meio político para se disfarçar como "conservadora" e causar dificuldades à candidatura de Aécio Neves. Ela foi colega de aula do bandido petista mensaleiro José Dirceu no curso de Direito na PUC de São Paulo. Formaram-se juntos. Quando o petismo assumiu o poder em Brasília, ela se demitiu do cargo de procuradora do Estado de São Paulo para aceitar uma CC na Casa Civil, em Brasília, pela metade do salário. Era muita fidelidade ao amigo e ao petismo. Agora quer se apresentar como "conservadora".

DENUNCIA AO MINISTÉRIO PÚBLICO LEVOU AO PARADEIRO DO MÉDICO DO HORROR, ROGER ABDELMASSIH

Uma denúncia apresentada ao Ministério Público de São Paulo levou à prisão do ex-médico Roger Abdelmassih, de 70 anos, no Paraguai, conhecido como "Médido do Horror". Com base em informações de que o condenado por cometer 56 crimes de estupro a 278 anos de prisão estaria em uma fazenda em Avaré, no interior de São Paulo, promotores paulistas conseguiram traçar sua rota de fuga e descobrir seu paradeiro em Assunção. A partir daí, a Polícia Federal foi acionada para efetuar a captura do foragido. O Ministério Público paulista obteve uma mandado de busca e apreensão para averiguar a denúncia. O paradeiro do condenado é a capital do país vizinho, no mínimo, desde o cumprimento do mandado no dia 29 de maio deste ano, quando foi realizada uma operação em uma fazenda de laranjas, em Avaré, que era uma antiga propriedade de Abdelmassih. O procurador-geral, Márcio Fernando Elias Rosa, designou dois promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Bauru para, em parceria com a Polícia Civil, fazer as buscas e apreensões na fazenda, onde, segundo a denúncia, estaria Abdelmassih. No local, embora o médico não tenha sido localizado, os promotores e os policiais civis encontraram uma série de pistas do plano de fuga. Documentos mostraram que empresas de fachada foram usadas para lavar dinheiro e transferir quantias para o Exterior. O Ministério Público passou, então, a monitorar uma rede de pessoas envolvidas no esquema de cobertura do foragido. Com uso de escutas telefônicas, os promotores descobriram que houve facilitação da fuga e confirmaram que Abdelmassih realmente se encontrava em Assunção. Com a renda oriunda de seu trabalho como médico e com transferência do dinheiro lavado, o foragido se manteve no Paraguai. Os promotores não detalharam quantos são os colaboradores de Abdelmassih. No entanto, eles continuam sob investigação. De acordo com o Ministério Público, eles poderão responder pelos crimes de falsidade ideológica, falsidade material, lavagem de dinheiro e facilitação de fuga. Parentes do médico podem, porém, alegar escusa absolutória para não responder pelo crime de facilitação de fuga. As informações obtidas pelo Ministério Público foram compartilhadas com a Polícia Federal após autorização da Justiça, uma vez que a investigação corria sob sigilo. A Polícia Federal deu prosseguimento à operação, e, a pedido dela, a prisão foi efetuada nesta terça-feira pelos policiais da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai. Os advogados de Abdelmassih, Márcio Thomaz Bastos e José Luis Oliveira Lima (este é o defensor do bandido petista mensaleiro José Dirceu), informaram que aguardam "o julgamento da apelação interposta perante o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo contra a decisão que o condenou, portanto, a decisão não transitou em julgado, bem como do habeas corpus em trâmite perante o Supremo Tribunal Federal".

UMA ALA DO PSB PLANEJA APROXIMAR MARINA SILVA DO AGRONEGÓCIO

Para tentar diminuir a resistência do nome da ex-ministra Marina Silva entre o setor agrícola brasileiro, o PSB está compilando em um documento as propostas feitas há duas semanas pelo então candidato Eduardo Campos, em uma sabatina na Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). A idéia - defendida pela ala do partido com bom trânsito no setor produtor rural - é tentar convencer Marina Silva a subscrever o texto numa tentativa de acalmar o setor. Um aceno ao segmento é visto como importante também para diminuir perdas de arrecadação entre o agronegócio com a substituição da candidatura. Responsável por mais de 40% das exportações e por cerca de 23% do Produto Interno Bruto (PIB) do País, o agronegócio nutre forte resistência com relação a Marina Silva. Quando ministra do Meio Ambiente, no governo do ex-presidente e alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista, durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr.), Marina Silva e o segmento entraram em rota de colisão em diversas ocasiões. "A Marina tem que fazer um gesto, se despir de convicções individuais que ela adotou e que radicalizaram com o agronegócio", afirmou o ex-deputado federal e principal assessor da campanha de Campos na aproximação com o campo. "É preciso que ela subscreva um documento que se torne carta-compromisso com o setor produtivo". Dentre os tópicos que devem constar no texto e que foram defendidos por Campos na sabatina da CNA, está o reconhecimento do novo Código Florestal como a legislação ambiental a ser cumprida no País. Nas discussões em torno da norma, o grupo ligado a Marina Silva promoveu uma campanha contra o texto aprovado e posteriormente sancionado pela presidente Dilma Rousseff, por considerá-lo um retrocesso. No evento da CNA, Campos também defendeu a "consolidação" do Cadastro Ambiental Rural (CAR), instrumento para a regularização ambiental de propriedades e posses rurais. De acordo com Zonta, Marina deverá ainda reconhecer a importância do agronegócio para o País, fundamental para o emprego, a renda e o desempenho da balança comercial brasileira. No evento da CNA, Campos também advogou pelo fortalecimento do Ministério da Agricultura - que o então candidato apontou como tendo função secundária no atual governo e sendo vítima de loteamento político. De acordo com Zonta, a ex-ministra também terá de sinalizar ao agronegócio que concorda com investimentos em infraestrutura para o escoamento da safra, que incluem hidrovias na região amazônica. Também precisará apontar que concorda com o uso para a produção de áreas consolidadas e já degradadas: "Todo mundo precisa ceder um pouco".

RENATA CAMPOS RECEBE ALUNOS EM SUA CASA

Em meio à movimentação de políticos em sua residência, a viúva de Eduardo Campos, Renata, recebeu na tarde desta terça-feira, 19, na beira da piscina, 40 alunos e 6 professores da escola particular Peixinho Dourado. Ela abraçou cada uma das crianças, com idades entre 7 e 10 anos, recebeu flores, leu os cartazes que homenageavam o ex-governador, ouviu as poesias que dois alunos e uma professora leram para ela. A visita foi encerrada com todos rezando Pai Nosso, depois de cantar parabéns para a viúva, que completou 47 anos nesta segunda-feira, 18. A escola fica a um quilômetro da casa dos Campos, no Bairro de Dois Irmãos, zona norte do Recife. A coordenadora, Edilene Anastácia do Nascimento, contou que Renata acolheu o grupo com carinho, ao lado dos quatro filhos mais velhos - Maria Eduarda, João, Pedro e José. O caçula, Miguel, de 7 meses, estava dormindo. Segundo Edilene, o objetivo da visita foi prestar solidariedade a Renata e prestigiar Campos pelo avanço que ele promoveu na educação em Pernambuco no seu governo, por meio da implementação de escolas em tempo integral e do programa "Ganhe o Mundo", que ajuda jovens carentes a fazerem intercâmbio escolar. Pouco depois da entrada dos alunos na casa dos Campos, o prefeito de Recife, Geraldo Julio (PSB), o candidato ao governo pernambucano Paulo Câmara (PSB) e o presidente estadual do partido, Silene Guedes, chegaram ao local. Os dois últimos disseram ter sido chamados pelo prefeito.

VIDEO MOSTRA JORNALISTA AMERICANO SENDO DECAPITADO NO IRAQUE PELOS TERRORISTAS ISLÂMICOS DO CALIFADO

Um vídeo postado nesta terça-feira na rede YouTube mostra um homem identificado como o jornalista norte-americano James Wright Foley, sendo decapitado por um terroristas do Estado Islâmico. O vídeo, intitulado "Uma Mensagem à #América (do #Estado Islâmico)", já foi removido do YouTube. Foley, um repórter fotográfico freelancer, desapareceu no noroeste da Síria em 22 de novembro de 2012. Em maio de 2013, uma reportagem da Columbia Journalism Review, da faculdade de jornalismo da Universidade Columbia, de Nova York, dizia que Foley estava sendo mantido por seus captores perto de Damasco. O vídeo traz um texto que diz: "Obama autoriza operações militares contra o Estado Islâmico, colocando a América numa ladeira escorregadia na direção de um novo fronte da guerra contra os muçulmanos". Na imagem, filmada num deserto, Foley aparece com a cabeça raspada, as mãos amarradas às costas e vestido com uma bata cor de laranja; atrás dele está um homem armado, vestido de preto, conforme mostram imagens estáticas publicadas pelo jornal britânico Daily Mail. Voltado para a câmera, o jornalista lê uma mensagem endereçada a seu irmão John, que serve na Força Aérea dos Estados Unidos. "Eu morri naquele dia, John, quando os seus colegas jogaram uma bomba nessa gente, Eles assinaram minha sentença de morte", diz Foley. O jornalista também diz: "Chamo meus amigos, família e entes queridos a erguer-se contra meus verdadeiros matadores, o governo dos Estados Unidos. Porque o que vai acontecer comigo é apenas o resultado de sua complacência e criminalidade". Foley pára de falar e seu executor dá um passo à frente, dizendo: "Vocês tramaram contra nós e saíram de seu caminho para achar motivos para interferir em nossos assuntos. Hoje, a sua força aérea militar está nos atacando diariamente no Iraque. Seus ataques causaram baixas entre os muçulmanos. Vocês já não estão combatendo uma insurgência. Somos um exército islâmico e um Estado que foi aceito por um grande número de muçulmanos em todo o mundo. Portanto, na prática, qualquer agressão ao Estado Islâmico é uma agressão aos muçulmanos de todos os ramos de atividade que aceitaram o Califado Islâmico como sua liderança. Portanto, qualquer tentativa sua, Obama, de negar aos muçulmanos seus direitos de viver em segurança sob o Califado Islâmico resultará em derramamento do sangue do seu povo". Nesse ponto, o executor decapita o jornalista. Comentaristas citados pela Associated Press disseram que o sotaque do executor é britânico, possivelmente de Londres ou do sudeste da Inglaterra. Depois do assassinato de Foley, o executor exibe no vídeo outro prisioneiro, também de joelhos e com as mãos amarradas às costas; uma legenda identifica o prisioneiro como Steven Joel Soltoff, um norte-americano que desapareceu na Líbia em agosto de 2013. O executor diz: "A vida deste cidadão americano, Obama, depende da sua próxima decisão". Em fevereiro de 2002, outro jornalista norte-americano, Daniel Pearl, do Wall Street Journal, foi decapitado por terroristas da rede Al Qaeda no Paquistão.


ANFAVEA DIZ QUE A CANDIDATURA DE MARINA SILVA NÃO PREOCUPA O SETOR AUTOMOTIVO

O presidente da Associação Nacional de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, afirmou nesta terça-feira, 19, que a candidatura de Marina Silva à Presidência da República, pelo PSB, no lugar de Eduardo Campos, que faleceu na semana passada, depois de um acidente de avião, não preocupa o setor. "Independente do governo e de eventuais ideologias, nós temos consciência de que somos parte importante do desenvolvimento da economia brasileira", disse ao deixar o Ministério da Fazenda, onde se reuniu com o secretário de Política Econômica, Márcio Holland. Ao ser questionado sobre o viés ambientalista de Marina Silva e se poderia afetar os planos de investimento das empresas, Moan afirmou que o setor é um dos mais racionais no uso de energia elétrica e tem um cuidado ambiental extremo, "à frente do que determina a própria legislação". O presidente da Anfavea informou que a reunião com Holland foi para discutir conjuntura econômica e apresentar os dados do setor relativos ao último mês. Segundo ele, as empresas esperam ter um crescimento nas vendas de 14% no segundo semestre em relação ao primeiro semestre desse ano. "Junho foi o fundo do poço para o setor e já começamos a recuperação em julho", disse. Segundo ele, se não houvesse a manutenção da redução das alíquotas de IPI a partir de julho, o setor teria uma estabilidade ou queda nas vendas ao invés de um crescimento de 11,8% em relação a junho. Moan disse que a retomada nas vendas no segundo semestre desse ano apontam também para uma tendência melhor para 2015.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO DIZ SER IMPORTANTE TER MARINA SILVA E AÉCIO CAMPOS JUNTOS NO SEGUNDO TURNO

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse na noite desta terça-feira, 19, que a entrada de Marina Silva no cenário eleitoral, no lugar de Eduardo Campos, como candidata à Presidência pelo PSB, torna "garantida" a existência de um segundo turno. Fernando Henrique Cardoso afirmou ainda que o candidato do PSDB, Aécio Neves, não deve ver em Marina Silva sua principal adversária nessa disputa, e sim a presidente Dilma Rousseff (PT). "Uma coisa garantida é que haverá segundo turno, e isso já é bastante importante. Vamos ver como os candidatos vão se desempenhar passado esse momento de maior emoção com a morte de Eduardo", disse o ex-presidente, depois de dar uma conferência na Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de Janeiro, da qual é membro há um ano: "O fundamental nesse momento é mostrar se eles têm capacidade de organizar o País. Eu acho que o Aécio vai ganhar, tem mais estrutura, vai mostrar que sabe governar. O importante é que os dois (Aécio e Marina) estejam juntos no segundo turno. Não acho que ele deva antagonizar com a Marina, pois ambos são contra a Dilma".

SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA OBRIGA A CAIXA ECONÔMICA FEDERAL A FORNECER EXTRATOS DO FGTS DESDE A CRIAÇÃO DO FUNDO

O Superior Tribunal de Justiça decidiu que a Caixa Econômica Federal é obrigada a fornecer extratos das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de qualquer período. O banco estatal já fornecia esse tipo de informação para as contas criadas a partir de 1990, quando passou a ser a única instituição gestora do fundo. Agora, a Justiça o obriga a disponibilizar os extratos mesmo para as contas criadas antes desse ano. O FGTS foi instituído em 1966. Vinte anos depois, com a extinção do Banco Nacional de Habitação (BNH), a Caixa Econômica Federal passou a ser a maior administradora do fundo, mas foi apenas em 1990 que conseguiu centralizar as quase 130 milhões de contas do FGTS que estavam distribuídas em 76 bancos. "A CEF é responsável pelo fornecimento dos extratos das contas individualizadas vinculadas ao FGTS dos trabalhadores participantes do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, inclusive para fins de exibição em juízo, independentemente do período em discussão", diz o texto da súmula 514, da primeira seção do Superior Tribunal de Justiça, publicada ontem no Diário Oficial da União. São poucas as contas criadas antes de 1990, cerca de 2 mil.

LUCIANA GENRO DEFENDE CASAMENTO CIVIL PARA HOMOSSEXUAIS EM CAMPANHA PRESIDENCIAL

Luciana Genro, candidata à Presidência da República pelo PSOL, cumpriu agenda de campanha nesta terça-feira em Porto Alegre. Ela participou de caminhada no centro da cidade. No fim do compromisso, discursou a favor dos direitos da população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros) e do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Segundo a assessoria de comunicação da candidata, Luciana Genro disse que sua gestão pretende retomar o programa de combate à homofobia nas escolas. “Nós queremos retomar o programa e lutar pela legalização do casamento civil igualitário”, declarou a candidata do PSOL. Luciana disse ainda que respeitar todas as religiões significa não permitir que elas interfiram nas políticas públicas.

GRUPELHOS PEDEM A CONVERSÃO DO ANTIGO DOPS DO RIO DE JANEIRO EM CENTRO DE MEMÓRIA

Grupos de esquerda voltaram a cobrar nesta terça-feira (19) a transformação do prédio do antigo Departamento de Ordem Política e Social (Dops) do Rio de Janeiro, órgão da repressão da ditadura militar, em espaço de memória e resistência. O prédio, fechado desde 2008, pertence ao Estado, e é administrado pela Polícia Civil. A idéia é que o prédio seja usado para abrigar organizações de defesa dos direitos humanos e para atividades culturais. Apresentada em audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), a proposta da sociedade para o antigo Dops prevê a reforma do prédio para abrigar teatro, shows de música, exposições, uma sala de estudos com biblioteca aberta ao público, além da instalação de órgãos como o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos e o Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura.

TARIFA DE ENERGIA ELÉTRICA TERÁ AUMENTO DE 18,3% NO DISTRITO FEDERAL, É A DISPARADA DA INFLAÇÃO NO GOVERNO DA PETISTA DILMA ROUSSEFF

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira o reajuste de 18,38% para as tarifas de energia dos consumidores de baixa tensão (residências e comércio) e de 19,9% para as indústrias atendidas pela CEB Distribuição. As novas tarifas valem a partir da próxima terça-feira (26). A CEB Distribuição tinha pedido à agência reguladora um aumento de 45%, mas a Aneel não aprovou o percentual. No ano passado, o reajuste aprovado pela Aneel para a CEB foi 5,75% para os consumidores residenciais e 6,43% para as indústrias. A CEB atende a 960 mil unidades consumidoras no Distrito Federal. Ao calcular o reajuste, a Aneel considera a variação de custos que a empresa teve no ano. O cálculo inclui custos típicos da atividade de distribuição e outras despesas que não acompanham necessariamente o índice inflacionário, como energia comprada, encargos de transmissão e encargos setoriais. Segundo o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, no caso da CEB, o grande impacto no reajuste foi relativo ao custo de compra da energia.

SUZANE VON RICHTHOFEN PEDE À JUSTIÇA PARA PERMANECER NA CADEIA, NO REGIME FECHADO

Embora tenha conseguido, na semana passada, progressão de pena para o regime semi-aberto, Suzane Von Richthofen não pretende mais sair da cadeia. Condenada a 38 anos e seis meses de prisão pelo assassinato dos pais, Manfred e Marísia, Suzane já cumpriu 12 anos em regime fechado e teve a progressão de pena concedida pela juíza Sueli de Oliveira Armani, da 1ª Vara de Execuções Criminais de Taubaté. Mas, nesta terça-feira, o Tribunal de Justiça de São Paulo informou que ela entrou com um pedido para permanecer em regime fechado na Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. As motivações de Suzane para preferir ficar no cárcere não foram divulgadas, mas a Justiça reconhece que Suzane mantém boa relação com as demais presas, além de trabalhar no presídio. A mesma juíza avaliará o novo pedido de Suzane, mas não há prazo para a decisão.

VÍTIMAS DE ABDELMASSIH COMEMORAM A PRISÃO DO EX-MÉDICO, O DOUTOR HORROR

Presidente da Associação das Vítimas de Roger Abdelmassih, a bacharel em direito Teresa Cordioli, de 63 anos, diz que o clima foi de comemoração entre as integrantes do grupo após o anúncio da prisão do médico, na tarde desta terça-feira, 19. "Não posso te dizer que sinto felicidade porque isso (a prisão) não vai acabar com a minha dor nem com a das minhas colegas. Mas pelo menos agora a gente tem o sentimento de que a Justiça foi feita", diz. Tereza foi violentada por Abdelmassih aos 17 anos, quando ele era residente em um hospital de Campinas. "Ele me ameaçou. Disse que se eu falasse algo, iria atrás de mim porque tinha meu endereço no prontuário. Até hoje tenho medo dele", afirma. A vítima afirma que, mesmo com o alívio sentido com a captura do médico, ela ainda não se sente segura. "Eu sei do que ele é capaz e, para estar solto até hoje, tem muita gente poderosa que o ajuda". Tereza diz que a associação espera que não seja concedido mais nenhum habeas corpus para Abdelmassih. No Facebook, as vítimas do ex-médico brasileiro também comemoraram a notícia da prisão em uma página criada por elas para compartilhar informações e dividir depoimentos. Iniciado em junho deste ano, o espaço virtual, que alcançou 320 "curtidas", é de responsabilidade de Nelma Luz, que afirmou ter sido cliente da clínica Abdelmassih. "Eu quero que essa página reflita a vida de cada pessoa que teve sua vida destroçada por Roger Abdelmassih e sua equipe clínica.", diz um dos textos de Nelma publicados na página. A notícia da prisão do ex-médico foi compartilhada nesta terça-feira.

93% DOS BRASILEIROS ESTÃO INSATISFEITOS COM SISTEMA DE SAÚDE

Um estudo divulgado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) nesta terça-feira mostra que 93% dos eleitores brasileiros consideram o serviço de saúde do País, tanto público quanto privado, como péssimo, ruim ou regular. Entre os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), a taxa de insatisfação é de 87%. A pesquisa foi feita em junho pelo instituto Datafolha a pedido do CFM. Ao todo, foram entrevistadas 2.418 pessoas maiores de 16 anos e moradoras de regiões de todo o País. Segundo o levantamento, 92% dos brasileiros buscaram atendimento no SUS nos últimos dois anos, sendo que 89% conseguiram ser atendidos. Mesmo assim, mais da metade desses entrevistados considera que conseguir um serviço na rede pública de saúde é difícil ou muito difícil, principalmente no caso de cirurgias e procedimentos específicos, como hemodiálise e quimioterapia. Uma das principais queixas em relação ao SUS é o tempo que leva para o usuário ser atendido. Segundo o estudo, 30% dos entrevistados estão na fila de espera da rede pública de saúde ou possuem algum familiar nessa situação. Das pessoas que aguardam atendimento, 29% esperam há pelo menos seis meses, sendo que metade delas está na fila há mais de um ano. Apenas 20% afirmam ter conseguido o serviço em menos de um mês após o pedido de consulta, exame ou cirurgia. ”Essa sobrecarga no atendimento de urgência e emergência acentua a visão negativa sobre o SUS e demonstra a total falta de gestão e regulação do sistema. É ali que, diariamente, pacientes e médicos e outros profissionais de saúde constatam o abandono deste serviço público que, para muitos, é a única alternativa”, afirma Roberto d’Avila, presidente do CFM. Outro alvo de insatisfação dos usuários do SUS é o atendimento de urgência e emergência. Sete em cada dez pessoas que buscaram esses serviços nos últimos dois anos os avaliaram como péssimo, ruim ou regular. Por outro lado, os brasileiros consideram que é fácil conseguir serviços como a distribuição de remédios gratuitos e atendimento em postos de saúde. Ainda de acordo com o levantamento, mais da metade dos brasileiros (57%) considera que a saúde deveria ser tema prioritário nas ações do governo federal. Outras áreas apontadas como prioritárias por boa parte dos eleitores são educação (18%), combate à corrupção (8%), segurança (7%) e desemprego (4%).

"ELEITORES" USADOS EM CAMPANHA DA PETISTA GLEISI HOFFMAN NO PARANÁ NA VERDADE SÃO MODELOS. E DE OUTROS PAÍSES

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Gleisi pedreiro
 Esses dois homens nas fotos acima votam em Gleisi declaradamente, certo? Eles fazem parte de uma série de imagens que a candidata do PT ao governo do estado vem divulgando na internet. A campanha da petista põe a cada vez a imagem de um profissional de uma área e divulga que ele (ou ela) vota em Gleisi. Curiosamente, porém, esses dois homens das fotos acima aparecem também fazendo propaganda de uma empresa de serviços na Califórnia, como pode-se ver logo abaixo.
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Não quer dizer exatamente que os funcionários da Creative Solutions tenham aderido a uma campanha política no Paraná. Assim como as fotos abaixo não mostram que um dentista do Arizona (num texto sobre “como identificar o dentista com melhor reputação do Arizona”) tenha decidido votar 13 nas eleições paranaenses.
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É que a campanha de Gleisi tem usado fotos de bancos de imagens na sua série de profissionais. Ou seja: as pessoas que aparecem dizendo que votam em Gleisi não são eleitores no Paraná. São modelos que uma agência fotografou para ficarem à disposição de quem quiser comprar a foto para qualquer finalidade: inclusive política. Não é ilegal, claro. Mas não deixa de ser curioso que os “eleitores” de Gleisi sejam na verdade modelos norte-americanos. Abaixo seguem mais um exemplo mostrando que os “servidores públicos” de Gleisi também fazem propaganda de uma empresa de Canoas, no Rio Grande do Sul

DECISÃO SOBRE BLOQUEIO DE BENS DA PETISTA GRAÇA FOSTER SAI NESTA QUARTA-FEIRA

O Tribunal de Contas da União deve decidir nesta quarta-feira, 20, se determina o bloqueio dos bens da presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, como fez com os demais diretores e ex-diretores da estatal que responderão a um processo na corte sobre a aquisição da refinaria de Pasadena (EUA). O ministro relator, José Jorge, incluiu o caso na pauta da sessão desta quarta-feira. Há duas semanas, o ministro se manifestou pela inclusão de Graça Foster e também do ex-diretor Jorge Zelada, na lista dos supostos responsáveis pelo prejuízo causado à empresa com a operação de compra da refinaria do Texas – que inclui por exemplo José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da estatal, Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava Jato, e Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional. No total, o Tribunal de Contas da União estima prejuízo de US$ 792,3 milhões aos cofres da Petrobras. Apesar de entender que não há dúvida sobre a necessidade de citar Graça Foster para apresentar defesa no caso, José Jorge pediu, no último dia 6, a retirada do processo da pauta antes de submeter o caso ao plenário, após sustentação oral realizada pelo advogado-geral da União, ministro Luís Inácio Adams. Adams pediu para o tribunal dissociar os diretores envolvidos no caso para efeito de indisponibilidade de bens. Em seu voto, citou nominalmente Graça Foster, o diretor Financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, e o ex-diretor de Exploração e Produção, Guilherme Estrella, como dirigentes que não precisariam ter os bens bloqueados. Ainda de acordo com o advogado-geral, o bloqueio patrimonial da presidente da estatal causaria repercussão negativa na empresa. Foi a primeira vez que um advogado-geral da União fez uma sustentação oral no Tribunal de Contas da União. Nesta quarta-feira, José Jorge deverá submeter ao plenário os embargos de declaração levados à corte pela Petrobras para discutir justamente a indisponibilidade dos bens dos dirigentes e ex-dirigentes. O relator poderá dizer aos colegas se alterou posicionamento anterior, em que pedia o bloqueio patrimonial dos envolvidos que terão de responder a um novo processo no Tribunal de Contas da União para apurar a culpa pelos prejuízos causados, incluindo Graça Foster. Também está pautada para a sessão ordinária do Tribunal de Contas da União desta quarta-feira a análise da investigação sobre a suspeita de superfaturamento na compra das usinas de Marialva (PR) e Passo Fundo (RS), pela Petrobras Combustível. Em maio, o tribunal determinou a abertura de auditoria para investigar indícios de que a estatal teria pago mais do que o preço de custo pela participação nas duas refinarias. A relatoria também é do ministro José Jorge. A expectativa, contudo, é de que seja apenas submetido ao plenário o pedido da Secretaria de Controle Externo (Secex) de Estatais para ampliar o prazo da auditoria. O Tribunal de Contas da União concedeu, inicialmente, prazo de 90 dias, que se esgotam neste mês, mas a Secex pediu mais dois meses para concluir as investigações.

VEJAM O QUE DIZEM OS COLUNISTAS DE VEJA NO PROGRAMA POLÍTICO DA VEJA NA TELEVISÃO, SOBRE A PATÉTICA ENTREVISTA DE DILMA ROUSSEFF NO FANTÁSTICO

MINISTRO ASSEGURA QUE O PRÉ-SAL NÃO GARANTIRÁ O INVESTIMENTOS DE 10% DO PIB NA EDUCAÇÃO

O ministro da Educação, Henrique Paim, afirmou nesta terça-feira, durante o Fórum Estadão Brasil Competitivo, que os recursos provenientes dos royalties da extração do pré-sal "não serão suficientes" para garantir o investimento de 10% do PIB na educação. O Plano Nacional de Educação (PNE), sancionado em junho pela presidente Dilma Rousseff, prevê que 75% dos royaltes sejam usados para elevar o investimento público em educação gradativamente até 2024, atingindo 7% do PIB em 2019 e 10% em 2024. Atualmente, o valor investido representa 5,3% do PIB. O aumento no repasse deverá assegurar as 20 metas e mais de 200 estratégias estabelecidas pelo PNE para aumentar o acesso e mellhorar a qualidade da educação no Brasil: elas abrangem desde creche e pré-escola até a pós-graduação. A meta 20, que trata do aumento do investimento no setor, foi uma das mais criticadas durante os quatro anos em que o plano ficou em debate no Congresso por não especificar as fontes de receita. A única fonte estabelecida pela lei é o repasse de 75% dos royalties do pré-sal. Paim destacou ainda a necessidade de avanços no ensino superior, uma das áreas de destaque no PNE. Ele considerou uma conquista o crescimento no número de matrículas nas universidades no Brasil, mas ponderou que é preciso "garantir que seja um crescimento com qualidade". O ministro defendeu também que é preciso garantir avanços na pós-graduação e na pesquisa, com universalização do acesso às universidades brasileiras.

OLHA A INFLAÇÃO AÍ, MINHA GENTE - ANEEL APROVA AUMENTO DA ENERGIA ELÉTRICA DE 37,78% PARA CLIENTES DO INTERIOR DE SÃO PAULO

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira reajuste médio de 37,78% nas tarifas da distribuidora paulista Elektro, a ser aplicado a partir de 27 de agosto. Para os clientes de alta tensão, como as indústrias, o reajuste será de 40,79%, enquanto os de baixa tensão, tais como as residências, pagarão 35,97% a mais. Segundo o relator do processo na Aneel, diretor Reive Barros, o que mais impactou o reajuste foram os custos com a compra de energia, como vem acontecendo com outras empresas. A Elektro atende cerca de 2,4 milhões consumidores, principalmente no interior do Estado de São Paulo. Na sexta-feira passada, o diretor-geral da Aneel, Romeu Donizete Rufino, disse, ao sair de encontro com o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, que os reajustes nas tarifas não vão ocorrer como as empresas desejam. "O reajuste tarifário é tratado de maneira exaustiva. O que importa não é o que as distribuidoras pedem. A Aneel vai avaliar os pedidos e vai dizer de quanto será", disse. Ele acrescentou ainda que o reajuste da Companhia Energética de Brasília (CEB), por exemplo, não será de 46%, como pedido pela companhia, mas "bem menor".

VINTE SUSPEITOS SÃO PRESOS POR ADULTERAR LEITE EM SANTA CATARINA E RIO GRANDE DO SUL

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) de Chapecó, no oeste catarinense, deflagrou nesta terça-feira duas operações simultâneas para combater a atuação de empresas suspeitas de adulterar e falsificar leite. Foram cumpridos 20 mandados de prisão e 11 de busca e apreensão em unidades industriais, residências e propriedades rurais de sete cidades de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As investigações começaram há cerca de cinco meses. As operações mobilizaram 60 agentes dos Gaeco, uma força tarefa composta por promotores de Justiça, Polícias Civil e Militar e auditores da Secretaria da Fazenda estadual. As operações receberam os nomes de “Leite Adulterado I” e “Leite Adulterado II”. As empresas investigadas têm unidades nos municípios catarinenses de Lajeado Grande, Ponte Serrada e Mondaí e na cidade gaúcha de Vista Alegre. Na terça-feira da semana passada a Secretaria de Estado de Saúde de Santa Catarina determinou a retirada do leite UHT integral da marca Lajeado Grande, fabricado em 7 de junho de 2014, por causa da presença de formol. O produto tem validade até 5 de outubro deste ano, com lote número H:16:03 L59, sob inspeção do SIF/DIPOA número 0038/1501. Em maio deste ano, a operação Leite Compensado, que investiga a adulteração de milhões de litros de leite no Rio Grande do Sul, completou um ano e já está em sua sexta fase. As investigações envolvem transportadores que adicionavam substâncias nocivas ao consumo humano ao leite cru, como a ureia, usada para mascarar o acréscimo de água e disfarçar a perda nutricional do produto.

ROGER ABDELMASSIH - TAMBÉM CONHECIDO COMO "MÉDICO HORROR", PELO TRABALHO QUE DESENVOLVIA EM SUA MILIONÁRIA CLÍNICA DE FERTILIZAÇÃO EM SÃO PAULO. VEJA TRECHO DE MATÉRIA DA REVISTA ÉPOCA:

Em 23 de novembro de 2010, a Justiça brasileira deu seu veredicto: a clínica de reprodução assistida do médico Roger Abdelmassih fora palco de um show de horror. A acusação de ter estuprado sistematicamente dezenas de pacientes levou o mais renomado especialista em reprodução humana do Brasil ao banco dos réus em 2008. A condenação de Abdelmassih a 278 anos de prisão pelos abusos, no entanto, não encerrou um dos mais dramáticos capítulos da história médica do país. Nos últimos dois anos, o Ministério Público do Estado de São Paulo e a Polícia Civil investigaram, em sigilo, os procedimentos médicos da clínica e recolheram depoimentos de ex-pacientes de Abdelmassih. Somem-se aos dois inquéritos as revelações feitas a ÉPOCA pelo ex-colaborador do médico, o engenheiro químico Paulo Henrique Ferraz Bastos (leia a entrevista), e chega-se a uma conclusão estarrecedora: parte dos cerca de 8 mil bebês gerados na clínica de Abdelmassih não são filhos biológicos de quem imaginam ser.

Essa conclusão é resultado de exames de DNA feitos em pacientes da clínica e em seus filhos. As autoridades estão convencidas de que Abdelmassih enganava seus clientes e implantava no útero da futura mãe, sem o conhecimento do casal, embriões formados a partir de óvulos e espermatozoides de outras pessoas. Os pais biológicos das crianças são outros, e não o casal que se sentou nas poltronas do consultório de Abdelmassih disposto a se submeter ao tratamento de reprodução e que pagou os milhares de reais que o médico cobrava pela fertilização. Pelo menos três casais, um de São Paulo, outro do Rio de Janeiro e o terceiro do Espírito Santo, já descobriram, depois do nascimento da criança, que o DNA de um dos dois não é compatível com o do filho. Esses três casais contaram sua história, comprovada por exames laboratoriais, em depoimento ao Ministério Público. ÉPOCA teve acesso ao processo e revela o conteúdo do depoimento de um desses casais, cuja identidade não será revelada.

Tiago Queiroz e Helvio Romero
SOB SUSPEITA
No alto, o geneticista de origem russa Alexandre Kerkis. Acima, sua mulher, a também geneticista Irina Kerkis. Os dois foram contratados para desenvolver pesquisas na clínica de Roger Abdelmassih e são alvo de investigação do Ministério Público de São Paulo
A história contada por eles ao MP é chocante. Em 1993, procuraram a clínica de Roger Abdelmassih diante da suspeita de infertilidade do marido. Realizaram exames que, de acordo com Abdelmassih, atestaram a capacidade do casal de gerar um filho. Ainda assim, o médico sugeriu que eles se submetessem a uma fertilização in vitro, que seria, em suas palavras, um procedimento mais rápido e eficaz para obter a tão desejada gravidez. Abdelmassih garantiu ao casal que o filho seria fruto de seus óvulos e espermatozoides e que a fertilização seria usada apenas por uma questão de conveniência. A mulher se entusiasmou com a promessa de gravidez e o marido acabou por concordar em fazer a reprodução assistida. Formados nos laboratórios de Abdelmassih, os embriões foram implantados na mulher.

No marido, porém, cresceu uma dúvida. Durante uma das consultas de sua mulher, já grávida, ele disse a Abdelmassih que faria um teste de DNA depois do nascimento do filho. De acordo com o depoimento dessa testemunha, “alterado e aos gritos, o doutor Roger o expulsou de seu consultório”. Na consulta seguinte, de acordo com o depoimento da mulher, “o médico lhe entregou um envelope com dois comprimidos, um para ingestão imediata e outro após três horas”. A mulher, no entanto, nem chegou a tomar o segundo comprimido. Precisou ser socorrida às pressas com fortes dores abdominais que indicavam o início de um aborto. Análises em laboratório comprovaram que o comprimido dado por Abdelmassih e que a mulher ingeriu era Citotec. É um medicamento usado no tratamento de úlcera e cuja comercialização foi proibida no Brasil, em 1998, por seus conhecidos efeitos abortivos.

   Reprodução
CONTRADIÇÃO
No site da clínica de Abdelmassih, Alexandre e Irina Kerkis eram apresentados como pesquisadores dedicados “a melhorar a qualidade das células reprodutivas”. O site foi retirado do ar depois que ÉPOCA os procurou. Em nota, o casal diz que trabalhava apenas com células animais e que sua empresa não tinha relação com a clínica de Abdelmassih
O aborto não se completou, e nem a mulher nem o marido retornaram mais à clínica de Abdelmassih até o nascimento de seus filhos, um casal de gêmeos. Somente depois que a mãe deixou de amamentar, testes de DNA nos pais e nas crianças foram feitos. E comprovaram que ela era a mãe biológica das crianças, mas ele não era o pai biológico. Atordoados, procuraram Abdelmassih e um advogado. Queriam entrar com uma ação judicial contra a clínica, mas acabaram aceitando o acordo proposto pelo médico para ficar em silêncio: ele e a mulher receberam, em 1994, R$ 300 mil cada um (o que equivaleria hoje a R$ 1 milhão, considerando a inflação do período). Em troca, assinaram um termo, com data retroativa, permitindo o uso de esperma de terceiros na fertilização feita nela. O acordo não encerrou os problemas do casal. Eles se separaram. A mulher nunca se recuperou do trauma. O pai optou por criar as crianças como se fossem suas. Ambos decidiram não investigar a identidade do pai biológico de seus filhos. Aos gêmeos, hoje com 17 anos, a história nunca foi contada.

O depoimento do casal, que procurou a clínica de Abdelmassih no começo da década de 90, levanta suspeitas de que o médico pode ter passado duas décadas adotando procedimentos ilegais em seus processos de reprodução. Isso ajudaria a explicar as impressionantes taxas de sucesso de fertilização alcançadas por sua clínica. Em 2003, 47,1% dos procedimentos feitos por Abdelmassih resultaram em bebês, em comparação com meros 31,7% de casos de sucesso da Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida, instituição científica que reúne mais de 90% dos centros de reprodução humana latinos. Formado em medicina na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 1968, Abdelmassih tornou-se referência em reprodução assistida não só no Brasil como no mundo. Suas estatísticas provocavam uma romaria de médicos a sua clínica para tomar aulas, aprender procedimentos. E funcionavam como a mais eficaz propaganda para atrair pacientes. Ele dizia ter atingido a impressionante marca de 20 mil clientes ao longo da carreira.

Com o objetivo de melhorar ainda mais seus índices de sucesso na fertilização, Abdelmassih inaugurou, em outubro de 2005, um laboratório de pesquisa com células-tronco em sua clínica. Ele recrutou para trabalhar ali os geneticistas de origem russa Alexandre Kerkis e Irina Kerkis. A contratação foi anunciada com orgulho pelo médico em colunas sociais na imprensa. Alexandre e Irina Kerkis desembarcaram no Brasil em 1995 e, embora nunca mais tenham voltado a morar na Rússia, conservam ainda forte sotaque e dificuldades em se expressar em português. Trouxeram na bagagem a livre-docência obtida no Instituto de Citologia Genética de Novosibirsk, na Rússia, e o domínio da técnica de modificação do código genético de animais para que eles produzam proteínas humanas. Trabalharam na Universidade Estadual do Norte Fluminense e depois na Universidade de São Paulo (USP), com a geneticista brasileira Lygia da Veiga Pereira. Nos laboratórios de genética da USP, o casal Kerkis conheceu o engenheiro químico Paulo Henrique Ferraz Bastos, aluno do curso de mestrado.

Em 2005, o casal Kerkis e Paulo Bastos iniciaram uma sociedade na empresa Genética Aplicada Atividades Veterinárias Ltda. Os geneticistas de origem russa trabalhavam ao mesmo tempo com Abdelmassih e na empresa veterinária. Isso, segundo Bastos, dava-lhe acesso aos laboratórios da clínica. No site da clínica de Abdelmassih, retirado do ar na última quinta-feira, depois de contato feito pela reportagem de ÉPOCA, Alexandre Kerkis aparecia como membro da equipe da clínica e responsável pelas pesquisas com células-tronco. Em outra parte do site, eles são destacados como reforços nas pesquisas com óvulos e espermatozoides. Segundo afirma Bastos, que saiu da empresa depois de um litígio com os sócios, Alexandre e Irina Kerkis, atualmente alvos de uma investigação do Ministério Público, relataram a ele uma série de procedimentos médicos ilegais ou eticamente condenáveis, realizados na clínica com o material genético recolhido dos pacientes com o objetivo de aumentar o sucesso das fertilizações.

Leia trecho da entrevista com Paulo Henrique Ferraz Bastos
"A sociedade precisa investigar essas paternidades"
O engenheiro químico Paulo Henrique Ferraz Bastos, de 39 anos, viveu os últimos dois anos em silêncio. Mudou-se de cidade, abandonou as atividades empresariais para lecionar, afastou-se do círculo de amigos que cultivou durante o mestrado em genética na Universidade de São Paulo, aboliu o telefone celular. Paulo tornou-se um arquivo vivo de um dos capítulos mais chocantes e ainda nebulosos da história da medicina brasileira. Ele era sócio dos internacionalmente renomados biólogos russos Alexandre e Irina Kerkis, hoje naturalizados brasileiros, em uma empresa de tratamento de lesões de cavalos com células-tronco. Paulo acreditava que ficaria rico e famoso com sua Genética Aplicada Atividades Veterinárias Ltda. Criada em maio de 2005, a empresa era uma completa novidade no mercado brasileiro. Seis meses depois da fundação da empresa, os sócios de Paulo tornaram-se os responsáveis pelas pesquisas sobre células-tronco da clínica do médico Roger Abdelmassih. Paulo diz ter virado o laranja dos biólogos de origem russa. E a empresa uma fachada científica elegante que encobria as principais atividades de Alexandre e Irina, dentro de laboratórios em uma casa no número 1.085 da Avenida Brasil, em São Paulo, onde Abdelmassih mantinha sua clínica.

Em 2009, Paulo deu uma entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, em que mencionou genericamente a existência de “pesquisas escandalosas” na clínica de Abdelmassih. Depois de passar todos esses meses recluso e em litígio judicial com seus ex-sócios para reaver sua parte na empresa, Paulo decidiu montar um site – o WikiLeaks da Ciência (www.eticanaciencia.org) – para ser um canal de denúncias de abusos e corrupção na comunidade científica. E resolveu descrever, pela primeira vez, uma série de procedimentos condenáveis aplicados dentro da clínica de reprodução de Abdelmassih. As revelações de Paulo, um ex-colaborador de Abdelmassih, são consideradas cruciais para o Ministério Público e para a Polícia Civil de São Paulo, que investigam o caso, porque sugerem que as práticas já denunciadas por ex-pacientes de Abdelmassih eram o modus operandi na clínica, e não eventos isolados ou devaneios de clientes frustradas. Mas as denúncias vão além. Com base em cerca de 70 horas de gravação de reuniões com a participação de Alexandre e Irina, Abdelmassih e sua filha, Soraya, feitas por Paulo clandestinamente durante o ano de 2007 (ÉPOCA ouviu alguns trechos), Paulo afirma ser impossível garantir que os filhos gerados na clínica sejam biologicamente filhos de quem pensam ser. “Ouvi discussões sobre os efeitos possivelmente maléficos de fazer DNA em toda essa população gerada na clínica do Roger e as crianças descobrirem que não são filhos biológicos de seus pais”, diz. “Mas, acima de tudo, tem de existir a verdade. Elas têm o direito de saber se são ou não biologicamente dos pais.” A seguir, leia os principais trechos da entrevista de sete horas que Paulo concedeu a ÉPOCA.

ÉPOCA - Que tipo de procedimentos eles faziam lá?
Paulo – A Irina me falou que eles faziam aquela injeção intracitoplasmática, que aumenta a possibilidade de a mulher infértil ter filho. Você pega a parte de um citoplasma de um óvulo jovem e coloca dentro de um óvulo de uma mulher mais velha, um óvulo em senescência, com problemas de fertilidade. Você aumenta a probabilidade de sucessos. É uma técnica que mistura DNA dos pais biológicos originais com o DNA daquele óvulo que foi usado para fazer turbinamento. Em pelo menos 2% dos casos o bebê nasce com DNAs de duas mães e de um pai. Há muita gente que é contra e acha antiético. Existem estudos, mas não há certeza sobre que tipo de problemas essa técnica de turbinamento pode trazer para o bebê. Na origem, já está errado misturar material genético de pessoas diferentes e fazer essa sopa. Ainda que seja legítimo o desejo de um casal de ter filhos, tem de haver limites éticos. Esse serviço de turbinamento era oferecido para os clientes, mas não era explicado de onde vinha o óvulo para fazer esse turbinamento e não era explicado para a mãe que ela teria um filho com o DNA de uma pessoa que ela nem conhecia. Para uma pessoa leiga, é algo muito difícil de entender e de discutir, porque pressupõe conhecimento científico e o questionamento de pessoas renomadas como o Roger.

ÉPOCA - O senhor recomendaria testes de DNA aos pais que procuraram a clínica de Abdelmassih para ter filhos?
Paulo – Eu recomendaria, porque posso dizer muito sobre esses meus sócios russos, que eram o braço direito e esquerdo do Roger. Eles não têm conduta ética, profissional, científica. Fazem o que for mais imediato para a publicação de um paper ou a conquista de uma colocação melhor no departamento. Não me surpreenderia nem um pouco se fizessem testes de DNA nas crianças geradas naquela clínica e encontrassem incompatibilidade com os pais. Uma das coisas que o Alexandre fez uma vez foi com um cavalo que tratamos. Uma semana depois de aplicar células no cavalo, o Alexandre me liga para saber se o animal estava reagindo bem. Eu disse que sim, que o ultrassom mostrava boa resposta. Ele me respondeu: “Ah, que beleza. Preciso te contar uma coisa. Sabe aquelas células que eu apliquei naquele cavalo? Não eram células-tronco da gordura do animal. Eu peguei da minha cultura celular humana”. Eles aplicaram células humanas em cavalo. Esse era o braço direito das pesquisas do Roger Abdelmassih: Alexandre Kerkis.

ÉPOCA - O senhor testemunhou outros procedimentos irregulares?
Paulo – Comecei a achar estranho e a fazer uma série de questionamentos. Uma vez achei que seria boa ideia fornecermos óvulos de vaca – ócitos – para que eles fizessem testes na clínica antes de aplicar as técnicas em células humanas. O Alexandre na hora disse não: “Não precisa de óvulos de vaca, você sabe disso. Nós temos óvulos de sobra lá, temos até de jogar fora. Eu pego óvulo para fazer qualquer coisa lá”. Na hora, eu estava desesperado para fazer a empresa dar certo, torná-la uma clínica renomada. Nem pensei que isso era um crime, que ele pegava óvulo de paciente que sobrava depois de uma hiperovulação. Era como se ele pegasse óvulo como quem pega uma garrafa de água na geladeira, quando quer. O Alexandre me disse que tinha material genético à disposição para fazer a pesquisa que quisesse. Por isso, o Roger era o paraíso na Terra para qualquer cientista: tinha material genético, dinheiro, equipamento, tudo à disposição.

ÉPOCA - Esses óvulos eram usados com o consentimento das mulheres a quem pertenciam?
Paulo – Acredito que os óvulos eram usados sem o consentimento das mulheres a quem eles pertenciam. A Irina uma vez me falou que não dava para provar que eles faziam uso indevido de óvulos, porque óvulo não fala. O óvulo não diz se ele é da Helena ou da Maria, não tem etiqueta, não diz que ele não pode ser usado para fazer embrião para a pesquisa ou para fertilizar outra mulher. Como você vai rastrear isso? É difícil. Mas sei que havia um banco clandestino de óvulos. Um monte de óvulos misturados a material animal dentro da clínica e sem registro. Células de minha empresa estavam lá. O que células de cavalo estão fazendo em uma clínica de reprodução humana, na clínica do Roger? Dentro da comunidade genética se comenta isso, mas a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) não diz isso para a população.

MARINA SILVA, A SANTINHA DA FLORESTA, DIZ QUE AGORA O ESFORÇO É PARA MANTER OS COMPROMISSOS DE EDUARDO CAMPOS

A ex-senadora Marina Silva, que será oficializada nesta quarta-feira candidata do PSB à Presidência da República, fez um breve pronunciamento nesta terça-feira, após a missa de sétimo dia em memória de Eduardo Campos, morto na quarta-feira passada em um acidente aéreo. Marina Silva defendeu a união em torno do legado do pernambucano, e disse que o objetivo agora é dar sentido ao compromisso assumido por seu colega de chapa. Ela assistiu à cerimônia ao lado de amigos e parentes, na Catedral de Brasília. Em tom de lamento, Marina Silva disse que “só agora se revelaram os esforços de Campos” para trazer melhores condições para o País. “Que pena que só agora o sentido se faz. Mas que bom que aqueles que caminhavam com ele tentando dar sentido a não desistir do Brasil agora se unem a todos aqueles que choram a sua morte”, afirmou. Marina Silva continuou o pronunciamento, tratando do legado do ex-governador de Pernambuco. “Nesse momento nosso esforço é que sua trajetória e sua insistência em renovar a política não sejam tratadas como uma herança, onde cada um pega um fragmento do despojo”, disse a ex-senadora. E continuou: “Que seu esforço seja tratado como um legado, em que quanto mais pessoas puderem se apropriar dele, maior ele fica, porque se multiplica no coração, nas mentes e principalmente na ação daqueles que não desistem que esse mundo possa ser socialmente justo, economicamente próspero e ambientalmente sustentável, como tantas vezes dizíamos”. Dirigentes do PSB foram ao Recife nesta terça-feira para acertar os últimos detalhes da nova chapa, que ainda tem alguns nós a desatar. Preocupa a cúpula da legenda a série de restrições imposta por Marina Silva quando a parceria foi firmada, como na formação de palanques dos maiores eleitorados do País – a ex-senadora afirmou que jamais subiria no palanque de Geraldo Alckmin, por exemplo – e a resistência a apoiar alguns setores da economia. Presidente do partido, Roberto Amaral pretende conversar com a viúva de Campos, Renata, antes de decidir o nome do candidato a vice-presidente. O mais cotado é Beto Albuquerque, que também está na capital pernambucana, justamente pela boa relação mantida com a ex-senadora. Líder do PSB no Senado, Rodrigo Rollemberg (DF) amenizou as divergências: “O norte da campanha é o programa de governo, e ele já está fechado e foi construído conjuntamente. A candidata Marina Silva fará campanha com o partido. Nós não vamos obrigar ou constranger a candidata a algo que não se sinta confortável”, disse, sinalizando que em São Paulo o material de campanha não deve trazer Alckmin, candidato à reeleição. Diversas autoridades participaram na manhã desta terça-feira da missa de sétimo dia de Eduardo Campos. Entre os presentes estavam o vice-presidente da República, Michel Temer, os ministros petistas Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) e Marta Suplicy (Cultura), e Moreira Franco (Secretaria de Aviação Civil), além de diversos aliados ao pernambucano e a Marina Silva, como o deputado Miro Teixeira (PROS-RJ). Marina sentou-se na primeira fila, ao lado do marido, Fábio, e da filha Shalom. Um banner com a imagem de Campos e a frase "Não vamos desistir do Brasil", que se tornou lema da campanha, foi colocado no altar.

RODRIGO CONSTANTINO REPERCUTE NO SEU SITE EM VEJA A TENTATIVA ABJETA DO PETISTA TARSO GENRO DE METER UMA MORDAÇA NA REDE BANDEIRANTES

Nesta terça-feira, no seu blog no site www.veja.com.br, Rodrigo Constantino conta que o  modus operandi do PT a gente já é conhecido: fazer o “diabo” para se perpetuar no poder. Rodrigo fala sobre as ameaças feitas ontem à Band TV de Porto Alegre por parte do governador Tarso Genro. Leia a nota de Rodrigo Constantino: "O resto é apenas isso: resto. Vale tudo para vencer. E quando uma pesquisa ameaça mostrar um número terrível de algum petista, nada mais natural, então, do que pressionar o veículo para que não divulgue a pesquisa. Foi justamente o que Tarso Genro fez com a Band, segundo o jornalista Políbio Braga: Para quem está acostumado com os métodos petistas, nenhuma novidade. Ouvi do próprio Nelson Sirotsky, do Grupo RBS, durante o Fórum da Liberdade, duras críticas ao autoritarismo de Tarso Genro contra a imprensa independente. Vários empresários locais alegam que o PT intimidava-os em busca de financiamento de campanha, ameaçando retaliação caso negassem. O PT não mede esforços para permanecer no poder, ainda que destruindo o Brasil. Os brasileiros decentes não podem medir esforços para impedir que isso ocorra. Todo esforço é bem-vindo para derrotar esta praga que corrói nossa democracia e nossas liberdades nas urnas agora em outubro". Veja a matéria exibida na Rede Bandeirantes:

ESTE É O JORNALISTA QUE EM NOME DE TARSO GENRO TENTOU AMORDAÇAR A BAND TV EM PORTO ALEGRE

No governo Tarso Genro, este jornalista profissional transformou-se em detestável censor da imprensa. A Band repeliu-o sem piedade. O jornalista Guilherme Gomes, assessor de imprensa do governador Tarso Genro, nem por um só momento imaginou que as pressões do Palácio Piratini poderiam resultar em denúncias públicas, porque se raciocinasse por um segundo, não teria fornecido provas materiais das ameaças de retaliações que fez em nome do governo. Guiherme Gomes já trabalhou na Band e na rádio Gaúcha. Seu Twiter tem este endereço: https://twitter.com/gomes_guilherme Durante o dia, ele já tinha publicizado sua inconformidade com os números da pesquisa Methodus, que parecem sepultar as expectativas de reeleição do seu chefe. Leia dois posts dele nesta segunda-feira:
Guilherme Gomes @gomes_guilherme · 8 h
Não contesto pesquisas quando elas são ruins pra nós, mas quando estão erradas. É o caso da Methodus. Pesquisa não retrata o cenário atual.
Guilherme Gomes @gomes_guilherme · 12 h
Com a chegada da Methodus a margem de erro das pesquisas é de 15 pontos percentuais, para mais de um lado e para menos no outro.

MÉDICO FORAGIDO ROGER ABDELMASSIH, CONDENADO A 278 ANOS DE CADEIA, É PRESO NO PARAGUAI

Foi preso na tarde desta terça-feira (19), às 13h25, o médico Roger Abdelmassih. A prisão ocorreu perto da escola onde o médico ia deixar os filhos junto com a mulher Larissa, no Paraguai. Roger estava vivendo em Assunção, capital do Paraguai, com a mulher e dois filhos gêmeos, de 3 anos — um menino e uma menina. Abdelmassih foi condenado a 278 anos por 52 estupros e quatro tentativas de abuso a 39 mulheres. Ele teve o registro cassado pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo. Conhecido como o médico das estrelas, Abdelmassih era especialista em reprodução assistida. O faturamento estimado de sua clínica, na época em que foi denunciado, era de aproximadamente R$ 2 milhões por mês. O médico é suspeito de atacar as pacientes depois de sedá-las. Cerca de 20 mil mulheres teriam passado pela clínica de Abdelmassih. Ele dizia ter ajudado a gerar 8 mil bebês. O médico chegou a ser preso em 2009, mas foi liberado às vésperas do Natal, por conta de um habeas corpos concedido pelo então presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. Dois anos depois, em 2011, quando Abdelmassih tentou renovar o passaporte, um novo pedido de prisão foi decretado. Mas o médico nunca mais foi achado. Ele entrou para a lista dos procurados da Interpol.

Em 24 anos de Senado, Suplicy só penso na “Renda Mínima”. E a tese é um despropósito em favor dos… ricos!!!

Eduardo Suplicy está no Senado há… 24 anos. E quer mais oito. Levante a mão quem souber dizer que projeto leva a sua marca em benefício do Estado — sim, senadores representam unidades da Federação. Mas digamos que ele tentasse ser, assim, um homem universal, a serviço do Brasil, sem dar bola para a sua origem regional. Que ideia ele teve? É possível que apareça alguém para responder: “o Renda Mínima.

Recomendo, então, que vocês leiam um artigo publicado hoje na Folha pelo economista Felipe Salto, que é economista especializado em finanças públicas da Tendências Consultoria Integrada e professor da FGV/EESP. Reproduzo um trechos.
*
O mítico herói inglês, que tirava dos ricos para dar aos pobres, ficaria boquiaberto diante da tese da renda básica de cidadania (ou renda mínima), defendida há anos pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP).
A renda básica é uma transferência mensal a ser paga pelo Estado a todos os cidadãos — ricos e pobres. Na prática, a adoção de tal política, no Brasil, seria um retrocesso em relação aos consagrados programas de transferência de renda com condicionalidades — Bolsa Escola (no governo Fernando Henrique Cardoso) e Bolsa Família (no governo Luiz Inácio Lula da Silva).
(…)
Se o governo do PT tivesse seguido a lei nº 10.835, de 2004, a chamada “renda básica de cidadania” já deveria estar sendo paga a todos os brasileiros, sem distinção socioeconômica. O benefício, porém, nunca foi concretizado.
(…)
Uma conta simples mostra o grau de desatino da tese. Há 200 milhões de habitantes no Brasil. Se fixarmos um valor de R$ 100 ao mês por habitante (quantia relativamente baixa, quando consideramos que a lei preconiza que o recurso transferido seja suficiente para custear as despesas de saúde, educação e alimentação), o montante necessário para financiar a empreitada totalizaria R$ 240 bilhões ao ano!
Isso corresponderia a 4,6% do PIB, ou a dez vezes o orçamento anual do Bolsa Família. Ainda que a ideia fosse acatada pelo governo, caberia perguntar: de onde sairiam os recursos? De mais impostos, ou de menos gastos sociais?
A classe A representa, hoje, 2% da população brasileira — ou cerca de 4 milhões de pessoas. Isto é, dos R$ 240 bilhões, R$ 4,8 bilhões seriam destinados aos mais ricos da sociedade, que recebem acima de R$ 13,8 mil mensais. Essa pequena parcela da sociedade já detém 17% de toda a massa de renda do país e seria ainda mais beneficiada.
Lição número um da economia: a utilização dos recursos (privados e públicos) deve buscar o melhor resultado possível e a melhor relação de custo e benefício.
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Vale a pena ler a íntegra do artigo. Por Reinaldo Azevedo

Luiz Moura, aquele…, com Dilma, Padilha e Suplicy. “Dize-me com quem anda…”

Então… Publiquei a foto de um cavalete em que o deputado estadual Luiz Moura (PT-SP), candidato à reeleição — aquele, vocês sabem, que participou de uma reunião com membros do PCC — aparecia fazendo dobradinha com Andrés Sanchez, amigão de Lula e ex-presidente do Corinthians (ah, meu Timão!!!). Agora um leitor me manda uma outra preciosidade. Vejam.

LuizMoura
Então… Uma das frases do tempo de eu ser menino, de que me lembro, repetida insistentemente por minha mão e meu pai lá perifa onde morei, era assim, com todos os erros gramaticais a que tinha direito, mas de sentido inequívoco: “Diz-me com quem anda e te direi quem és”. Eu gostava do “és” porque me parecia conferir gravidade à advertência. Sabe o leitor que, segundo a gramática, o certo é “Dize-me com quem andas, e te direi quem és”. O sentido é o mesmo. Pode não ser uma verdade absoluta, mas não é um despropósito.
Especialmente porque meus pais tentavam nos preservar, a mim e à minha irmã, das, digamos, “más influências”. Há mais de 40 anos, não se falava de cocaína ou crack entre os pobres, mas os, como é mesmo?, “maconheiros” já estavam por lá. Aí era questão de escolha: você poderia escolher não ter uma calça“liamericana” (Lee Americana) — falava-se assim, tudo junto, de supetão, ou ter. Como os pais e mães do lugar não tinham dinheiro para isso, ter a calça poderia implicar fazer alguns servicinhos. Fiquei do lado dos que escolheram não fazer. Pobres têm poder de escolha, já escrevi aqui umas quinhentas vezes, coisa que as esquerdas não reconhecem porque não conhecem os conhecem. Mas deixo isso pra lá agora.
Volto ao ponto. Ali está o “santinho” — ou “santão” — de Luiz Moura, com Dilma, Padilha e Suplicy. “Ah, ele imprimiu, e os outros nem sabem disso…” É mesmo, é? Até anteontem, eram todos aliados, e o partido conheciam muito bem as afinidades de Moura. Como o eleitorado as ignorava, o partido não viu nenhum mal naquilo…
“Diz-me com quem anda, e te direi quem és”, repetiam o Rubão e a Aparecida. Erravam na gramática, mas acertavam na orientação moral. Gramática, os petistas aprenderam… Por Reinaldo Azevedo

ENTRE OS CORRUPTOS E O SUPREMO, DILMA DECRETOU QUE HÁ UM EMPATE

Dilma Rousseff foi a entrevistada de ontem do Jornal Nacional. Não vou analisar aqui a fala da candidata porque entendi, segundo seus próprios pressupostos, que quem concedeu a entrevista foi a presidente da República. Aliás, só isso explica o fato de que ela gozou de um privilégio que aos demais não foi concedido porque nem haveria como: falou na biblioteca do Palácio da Alvorada, não no estúdio do “Jornal Nacional”, a exemplo dos demais. Entendo que a Globo não deveria ter ou aceitado a exigência ou oferecido o benefício. Benefício? É claro que sim! À diferença de Aécio Neves e Eduardo Campos, Dilma estava em território conhecido; os outros não. Há mais: se era a candidata que falava, então havia o uso claro de um aparelho público em benefício da campanha.

Vimos imagens de bastidores, não é? Aécio e Campos foram recebidos por William Bonner em sua sala, na sede da TV Globo, no Rio. No Palácio, suponho, a dupla de jornalistas é que foi recebida por Dilma. Ser o anfitrião, nessas horas, faz diferença, sim — e fez (já chego lá). Não que a entrevista tenha sido chapa branca. Não foi, não! Houve honestidade jornalística. Mas, em certo momento, houve mais dureza do que objetividade. Nota à margem antes que continue: não me venham com a cascata de que o Alvorada é a casa de Dilma, e por isso a entrevista foi concedida lá. Por esse critério, Campos e Aécio deveriam ter recebido os jornalistas, então, em suas respectivas residências. Ou bem Dilma fala como candidata ou bem fala como presidente. Como um híbrido, é que não dá. Até a luz que se via ali era pública, ora. Sigamos.
O ponto da entrevista mais escandalosamente significativo foi aquele em que Dilma se negou a censurar o seu partido por ter defendido os mensaleiros. Mais do que isso: lendo a transcrição de sua fala, a gente percebe que ela não criticou nem mesmo os criminosos. Bonner foi incisivo:“Então, me deixa agora perguntar à senhora. E em relação a seu partido? O seu partido teve um grupo de elite de pessoas corruptas, comprovadamente corruptas, eu digo isso porque foram julgadas, condenadas e mandadas para a prisão pela mais alta corte do Judiciário brasileiro. Eram corruptos. E o seu partido tratou esses condenados por corrupção como guerreiros, como vítimas, como pessoas que não mereciam esse tratamento, vítimas de injustiça. A pergunta que eu lhe faço: isso não é ser condescendente com a corrupção, candidata?”
Observem que Bonner a chamou por aquilo que ela era naquele momento: “candidata”. E o que ela respondeu? Isto:
“Eu vou te falar uma coisa, Bonner. Eu sou presidente da República. Eu não faço nenhuma observação sobre julgamentos realizados pelo Supremo Tribunal, por um motivo muito simples: sabe por que, Bonner? Porque a Constituição, ela exige que o presidente da República, como exige dos demais chefes de Poder, que nós respeitemos e consideremos a importância da autonomia dos outros órgãos.”
Acontece que os jornalistas a indagavam sobre o comportamento do partido, não do Supremo. Bonner insistiu duas outras vezes que eles haviam feito uma indagação sobre o partido. Ela não mudou a resposta. Faltou ao editor-chefe do Jornal Nacional deixar claro que a pergunta era dirigida à candidata, não à presidente. Isso não foi dito. Convenham: afinal de contas, candidatos à Presidência não frequentam a biblioteca do Palácio da Alvorada. Na prática, entre os corruptos punidos e o Supremo que os puniu, Dilma preferiu decretar um empate, embora saibamos que ela não teria autonomia para criticar os criminosos ainda que quisesse.
A presidente se enrolou na pergunta sobre a saúde, mas não sei se o telespectador percebeu desse modo. Os entrevistadores fizeram uma síntese das calamidades da área e lembraram que o partido está há 12 anos no poder. A presidente, então, acionou a tecla do programa “Mais Médicos” para demonstrar como seu governo é operoso, embora tenha dito, num dado momento, que a saúde não é “minimamente razoável”. Pois é… Não é minimamente razoável depois de 12 anos de poder petista.
É nessa hora que faltou um tanto de objetividade, números mesmo: entre 2002 e 2013, houve uma redução de 15% na taxa de leitos hospitalares (públicos e privados) por mil habitantes. Entre 2005 e 2012, o SUS perdeu mais de 41 mil leitos. Isso quer dizer que os hospitais privados pediram seu descredenciamento porque não conseguem conviver com a tabela miserável paga pelo sistema. Atenção! Há apenas 0,15 leito psiquiátrico por mil habitantes no país. É a metade do que havia quando o PT chegou ao poder. E já era pouco. Nos países civilizados, a média é de um leito psiquiátrico por 1.000. Isso quer dizer que o Brasil tem menos de um sexto do necessário. Esses poucos leitos, de resto, estão concentrados nas regiões Sul e Sudeste. Os médicos cubanos são a resposta para isso? É claro que não!
Mas ok. Hoje começa o horário eleitoral gratuito. Em razão de uma legislação indecente, que não vem de hoje — é evidente — Dilma terá mais de 11 minutos, quase o triplo de Aécio, que vem logo a seguir, com mais de quatro minutos. O PSB terá pouco mais de 2 minutos. Dilma poderá falar, então, à vontade, sem ser contraditada por ninguém. É nessas horas que dá o seu melhor. Por Reinaldo Azevedo