sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Nova pesquisa mostra que, no Rio Grande do Sul, Aécio Neves e Marina Silva vencem Dilma no 2º turno

A nova pesquisa Methodus sobre a corrida presidencial divulgada pela revista Voto, mostra que no cenário de 2º turno para os eleitores gaúchos, tanto o candidato do PSDB, Aécio Neves, quanto Marina Silva (PSB), venceriam a candidata petista Dilma Roussef.
Segundo turno:
Cenário 1
Marina: 48%
Dilma: 41%
Brancos e nulos: 8,5%
Não sabem: 2,5%
Cenário 2
Aécio, 45,1%
Dilma: 43,2%
Brancos e nulos: 8,5%
Não sabem: 3,1%
Segue abaixo o quadro da corrida presidencial na pesquisa para primeiro turno, estimulada:
Dilma Rousseff - PT 33,9%
Marina Silva - PSB 30,0%
Aécio Neves - PSDB 17,3%
Luciana Genro - PSOL 1,5%
Pastor Everaldo - PSC 1,5%
Branco/Nulo - 6,5%
Não sabe - 8,5%

Servidor que adulterou perfis de jornalistas é… petista e estava lotado no Palácio do Planalto

O servidor que mudou na Wikipédia os perfis dos jornalistas Carlos Alberto Sardenberg e Míriam Leitão estava mesmo lotado (e lotando…) no Palácio do Planalto e é filiado — quem vai ficar surpreso? — ao PT. A Casa Civil o identificou: trata-se de Luiz Alberto Marques Vieira Filho, que agora vai responder a processo administrativo. Segundo o ministério, ele admitiu ter feito o servicinho sujo. O rapaz tem 32 anos e é filiado à seção do partido de Ourinhos desde 1999.

Vieira Filho é concursado do Ministério da Fazenda e era chefe da assessoria parlamentar do Ministério do Planejamento. Em razão do cargo comissionado, recebe, brutos, R$ 22.065 por mês. Segundo a Casa Civil, ele já deixou o cargo de confiança. A depredação da biografia dos jornalistas foi perpetrada em maio de 2013, quando era assessor da Secretaria de Relações Institucionais, sob o comando, então, de Ideli Salvatti. Quem o nomeou, no entanto, foi o então ministro Luiz Sérgio, antecessor de Ideli.
Atentem para o sabor da coisa: um assessor de um ministério cuja tarefa é cuidar de “relações institucionais” protagoniza uma ação tão pouco… institucional.
Por que ninguém tem o direito de se surpreender? Porque existem os blogs sujos, por exemplo, financiados por estatais, cuja tarefa é manchar a reputação de políticos da oposição e da imprensa. A canalha integra a rede da guerrilha virtual. Um dos perfis falsos atacando a honra do tucano Aécio Neves era gerenciado por Nataly Galdino Diniz, que trabalhava na Prefeitura de Guarulhos, cidade administrada pelo PT.
Por que eles fazem isso? Ora, porque acham que podem. Porque é esse o ambiente que respiram. Porque são treinados para usar a máquina pública em favor do “partido”. Reitero que essas ações difamatórias não são muito distintas das presentes em sites e blogs governistas, onde se veem estampados logotipos de estatais. Vamos ver. A Casa Civil tem 30 dias para concluir o inquérito administrativo, prorrogados por mais 30. Por Reinaldo Azevedo

PT não fala mais em privatização da Petrobras porque privatizada ela já está: pelo PT, PMDB e PP. A mentira da hora diz respeito ao pré-sal

Em 2002, 2006 e 2010, o PT inventou que os tucanos haviam querido — e quereriam ainda — privatizar a Petrobras. Alguma evidência, algum documento, alguma fala oficial de governo, alguma proposta que apontasse para isso? Nada! Nem um miserável papel. A maior evidência de que dispunham era um estudo encomendado para mudar o nome da empresa para Petrobrax. Uma burrice? Sem dúvida! Privatização? É piada! Tratava-se apenas de uma mentira de cunho terrorista — já que o partido sabia que a população brasileira, na sua maioria, infelizmente, se oporia à ideia. Este nosso povo bom prefere uma estatal lotada de larápios, roubando dinheiro para si e para seus respectivos partidos, a uma empresa privada que funcione bem, sem assaltar o nosso bolso. O gosto de um povo costuma ser o seu destino.

Lembro, só para ilustrar, que, às vésperas do segundo turno da eleição de 2010, José Sérgio Gabrielli — um dos principais responsáveis pela compra desastrada da refinaria de Pasadena —, então presidente da estatal, concedeu uma entrevista à Folha em que afirmou que o governo FHC havia tomado medidas em favor da privatização. Não apresentou uma só evidência, é claro!, porque se tratava apenas de uma mentira. Privatizada, como vimos, de fato, a Petrobras já está, o que não é segredo para ninguém. As evidências que vêm à luz a cada dia ilustram o descalabro.
Pois bem! Neste 2014, falar que estão querendo privatizar a Petrobras não chega a ser uma coisa exatamente popular. A empresa está mais nas páginas de polícia do que nas de economia, não é mesmo? Privatizada, ela já está. Como vimos, boa parte de sua operação pertence a companheiros do PT, do PMDB e do PP. Uma gangue agia dentro da empresa, em conexão com outra que, segundo Paulo Roberto Costa, atuava do lado de fora. Fica difícil convocar a população para a guerra santa em defesa de um nome que, infelizmente, acabou tão manchado.
Como é que o PT vai fazer, então? O partido não sabe fazer campanha eleitoral sem transformar seus adversários em satãs. Os petistas não conseguem entender o jogo político senão pela eliminação do outro. Não lhes basta simplesmente vencê-lo. Sem encontrar, antes como agora, verdades fortes o bastante em favor de si mesmos, então recorrem a mentiras contra seus oponentes.
Assim é com essa história absurda de que, se eleita, Marina vai tirar R$ 1,3 trilhão — sim, os desmandos da turma já atingiram a casa dos bilhões, e as mentiras, dos trilhões — da educação em razão da não exploração do pré-sal. Esse é o terrorismo da vez. Moralistas como são, advertidos até internamente de que isso é forçar a barra, os chefões não se intimidaram. Como Dilma deu uma pequena reagida, e Marina, uma esmorecida, chegaram à conclusão de que esse é mesmo um bom caminho. Se eles não podem vencer com a verdade, indagam sem hesitação: “Por que não a mentira?”.
Nesta quinta, em entrevista à Rede TV, Dilma culpou Marina, quando ministra do Meio Ambiente, pela demora nas licenças ambientais para obras de infraestrutura. É mesmo? Eu posso criticar algumas questões que a então ministra levantou ao longo do tempo sobre esta ou aquela obras, Dilma não! Ora, se ela criava dificuldades tecnicamente injustificadas e artificiais, por que não foi posta, então, fora do governo? Por que não se fez, então, o devido debate público? É que Lula gostava — e precisava — da “simbologia Marina”.
No horário eleitoral gratuito, o PT demoniza empresários e banqueiros, apresentados como um bando de salafrários que se regozijam quando supostos inimigos do povo — sim, Marina é o alvo principal — aparecem combinando tramoias. É grotesco que, nestes dias, quando conhecemos a casa de horrores em que se transformou a Petrobras, o PT venha a público para atacar o setor privado.
Encerro com um dado: até há cinco dias, Dilma, a que aparece como a adversária de empresários cúpidos, havia arrecadado mais do que o dobro da soma de Aécio e Marina: R$ 123,3 milhões entre julho e agosto, contra R$ 42,3 milhões do tucano e R$ 19,5 milhões de Marina. Essa é a cara deles. Essa é a moralidade deles. Por Reinaldo Azevedo

Youssef ofereceu comissões a PMDB e PT por negócio, diz contadora

Na VEJA.com: Em depoimento à Polícia Federal, a contadora Meire Poza detalhou as negociações – reveladas por ela em entrevista a VEJA – entre o doleiro Alberto Youssef, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o deputado André Vargas (sem partido-SP) para obtenção de apoio político para que o doleiro pudesse fazer negócios com os fundos de pensão dos Correios e da Caixa Econômica Federal. Youssef, pivô do bilionário esquema de lavagem de dinheiro desarticulado pela Operação Lava-Jato, queria que os fundos das estatais injetassem 50 milhões de reais em uma de suas empresas e, segundo Meire, tratou pessoalmente com Renan do aval do PMDB para a negociação.

Meire é considerada testemunha-chave da Operação Lava-Jato da PF, que levou Youssef à prisão em março. Em entrevista a VEJA, ela contou um pouco do que presenciou durante os mais de três anos em que prestou serviços ao doleiro. Meire era responsável por manusear notas fiscais frias, assinar contratos de serviços que jamais foram feitos e montar empresas de fachada destinadas à lavagem de dinheiro. Nesse período, ela viu malas de dinheiro saindo da sede de grandes empreiteiras e chegando às mãos de notórios políticos. À PF, Meire detalhou que o doleiro ofereceu em contrapartida a Vargas e Renan repasse de comissões a integrantes do PMDB e PT, partido ao qual pertencia o deputado, segundo reportagem do jornal O Globo.
A contadora afirmou à PF que o negócio entre Youssef e os parlamentares só não se concretizou porque o doleiro foi preso. Cinco dias antes de ser capturado pela PF no Maranhão, Youssef reuniu-se em 12 de março com Renan para, segundo Meire, fechar um acordo verbal para ser beneficiado com 50 milhões de reais do Postalis (fundo dos Correios) e Funcef (fundo da Caixa). Vargas teria ajudado na articulação com a ala petista dos fundos de pensão. Ainda segundo a contadora, o negócio renderia uma comissão de 10% aos “corretores” – pessoas responsáveis por repassar o dinheiro aos partidos. Não se sabe qual porcentual do montante seria repassado aos políticos.
Investigadores do caso ouvidos pelo jornal explicam que o doleiro precisava de dinheiro e tentou convencer Postalis e Funcef a investirem 50 milhões de reais em uma de suas empresas, a Marsans Brasil. Como encontrou resistência de dirigentes vinculados ao PMDB, decidiu procurar Renan. Meire conta que, dois dias depois do encontro, ele afirmou a ela, em tom de comemoração, que havia conseguido os 50 milhões de reais para a Marsans. Pelo acerto, Postalis e Funcef fariam aportes de 25 milhões de reais cada na empresa. Ouvidos pelo jornal, Renan e Vargas negam qualquer relação com o negócio.
Os nomes de Vargas e de Renan já foram citados a VEJA por Meire Poza, que listou ainda o senador Fernando Collor (PTB-AL), o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) e o ex-ministro e atual conselheiro do Tribunal de Contas da Bahia Mário Negromonte, filiado ao PP. Os depoimentos da contadora foram decisivos para estabelecer o elo entre os dois lados do crime — principalmente no setor tido como o grande filão do grupo: a Petrobras. As empreiteiras que tinham negócios com a estatal forjavam a contratação de serviços para passar dinheiro ao doleiro. Por Reinaldo Azevedo

PT agora diz que vai processar Marina. É piada de partido autoritário!

É o fim da picada! O PT decidiu partir com uma violência contra Marina Silva que, em certa medida, jamais empregou nem contra adversários tucanos em disputas presidenciais: Serra, Alckmin e Aécio. O partido diz que vai apresentar ao Ministério Público Eleitoral uma representação criminal, acusando Marina, candidata do PSB à Presidência, de “difamação”. Por quê? Porque, em sabatina no Globo, Marina afirmou que o partido colocou por 12 anos um diretor para assaltar os cofres da Petrobras. Ela se referia, claro, a Paulo Roberto Costa.

Pois é… Difamação? Que Costa tenha assaltado os cofres da Petrobras, eis uma afirmação que é matéria de fato, não de opinião. Ele mesmo confessa num processo que envolve delação premiada — e o prêmio só virá se apresentar evidências do que diz.
É impressionante que o partido que acusa a adversária de tentar roubar a comida do prato dos brasileiros e de ameaçar tirar da educação R$ 1,3 trilhão — mentiras assombrosas — queira um processo contra essa mesma adversária porque afirmou que o partido pôs um assaltante numa diretoria da Petrobras.
Quem nomeou Paulo Roberto? A direção da empresa, controlada pelo PT. No cargo, eles fez o quê? Assaltou os cofres da Petrobras.
O PT sabe que esse tipo de coisa não dá em nada, mas está fazendo firula para ganhar o noticiário. Tudo compatível com um partido que cria lista negra de jornalistas, que pede a cabeça de funcionários de bancos, que tenta censurar textos de consultoria e que moveu uma ação de queixa-crime contra um economista porque não gosta de sua opinião. O mundo ideal do petismo é uma ditadura onde não há contestação. Por Reinaldo Azevedo

Os absurdos da fala de Dilma na entrevista ao Globo

A presidente Dilma Rousseff disputa um segundo mandato, como sabemos, mas ainda dá mostras de primarismo no trato com a coisa pública. Na entrevista concedida ao Globo nesta sexta-feira, ela afirmou, claro!, que desconhecia a roubalheira que estava em curso na Petrobras. Reafirmou, para o espanto de qualquer pessoa lógica, que a empresa dispõe de mecanismos de controle para se prevenir de larápios. E continuou a afrontar o bom senso. Leiam o que ela disse:

“Há corrupção em todas as empresas públicas ou privadas. A Petrobras tem órgãos internos e externos de controle. Mas quem descobriu foi a Polícia Federal. Se eu tivesse sabido qualquer coisa sobre o Paulo Roberto, ele teria sido demitido e investigado. Eu tirei o Paulo Roberto com um ano e quatro meses de governo. Eu não sabia o que ele estava fazendo. Eu tirei, porque não tinha afinidade nenhuma com ele". 
Então vamos quebrar essa fala absurda em miúdos. Sim, pode haver corrupção na empresa privada também. Ocorre que, nesse caso, o prejuízo é do dono, não do público. Quando descoberto, o sujeito perde o emprego e pode ir preso. Em estatais, o bandido pode ser promovido. Se, com órgãos internos e externos de controle, a enormidade aconteceu, somos obrigados a concluir que os larápios já andaram mais depressa e aprenderam a driblá-los. Logo, esses mecanismos estão atrasados e são ineficientes.
Mas ainda não chegamos ao pior. Dilma afirmou que demitiu Paulo Roberto porque faltava afinidade entre ambos. Ainda bem! Afinidade houvesse, ele teria continuado lá por mais tempo, roubando mais, não é?
Eis o problema da Petrobras e de todas as estatais: seus comandantes são escolhidos ou se mantêm no cargo em razão da afinidade com os poderosos de plantão. Segundo o raciocínio de Dilma, estivesse no posto um homem probo e competente, teria ido para a rua do mesmo jeito. Por quê? Ora, por falta de afinidade. Como é que a maior empresa pública do País pode estar sujeita ao gosto pessoal do governante de turno? Ao tentar se livrar de qualquer responsabilidade por tudo o que se deu na empresa, Dilma assumiu culpas novas e expôs as piores entranhas do estatismo.
Para encerrar, esta mesma presidente deu a Nestor Cerveró, que ela diz ser o principal responsável pelo imbróglio de Pasadena, um empregão: diretor financeiro da BR Distribuidora. A sua fala não para em pé, presidente! Por Reinaldo Azevedo

Senado engaveta investigação sobre farsa na CPI da Petrobras

Por Marcela Mattos, na VEJA.com: A comissão de sindicância instaurada no Senado para apurar a farsa montada pelo governo e pelo PT na CPI da Petrobras decidiu arquivar as investigações sobre o caso. Conforme revelou VEJA, os investigados recebiam as perguntas dos senadores com antecedência e eram treinados para responder a elas, a fim de evitar que entrassem em contradição ou dessem pistas capazes de impulsionar a apuração de denúncias de corrupção na companhia – a trapaça foi documentada em um vídeo com 20 minutos de duração. Ignorando a gravação, a comissão de sindicância alega que “não houve qualquer indício de vazamento de informações privilegiadas, de documentos internos da CPI ou de minutas de questionamentos que seriam formulados aos depoentes”. Em nota, a Diretoria-Geral do Senado afirmou que a comissão funcionou ao longo de 37 dias, ouviu 14 depoimentos, investigou caixas-postais de correio eletrônico dos envolvidos e analisou os vídeos dos depoimentos. A investigação, ainda de acordo com a diretoria, foi comandada por servidores com “notável formação acadêmica”.

Obtida por VEJA, a gravação mostra uma reunião entre o chefe do escritório da Petrobras em Brasília, José Eduardo Sobral Barrocas, o advogado da empresa Bruno Ferreira e Calderaro Filho para tramar a fraude no Congresso. Barrocas revela no vídeo que um gabarito foi distribuído aos depoentes mais importantes para que não entrassem em contradição. Paulo Argenta, assessor especial da Secretaria de Relações Institucionais, Marcos Rogério de Souza, assessor da liderança do governo no Senado, e Carlos Hetzel, secretário parlamentar do PT na Casa, são citados como autores das perguntas que acabariam sendo apresentadas ao ex-diretor Nestor Cerveró, apontado como o autor do “parecer falho” que levou a estatal do petróleo a aprovar a compra da refinaria de Pasadena, no Texas, um negócio que impôs prejuízo de pelo menos 792 milhões de dólares à empresa.
Segundo conta Barrocas, Delcídio Amaral (PT-MS), ex-presidente da CPI dos Correios, encarregou-se da aproximação com Cerveró. Relator da comissão, José Pimentel (PT-CE), a quem respondem Marcos Rogério e Carlos Hetzel, formulou 138 das 157 perguntas feitas a Cerveró na CPI e cuidou para que o gabarito chegasse ao ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli.
Mais de um mês após o caso ter vindo à tona, não houve nenhuma resposta contundente das autoridades. A única providência foi tomada pela Petrobras, que transferiu José Eduardo Sobral Barrocas do cargo de gerente do escritório da companhia em Brasília parao de assistente do chefe de gabinete da presidente Graça Foster, no Rio de Janeiro. A oposição também solicitou ao Ministério Público a investigação sobre o caso, mas ainda não houve manifestação dos procuradores. 

Dilma diz que Marina "se faz de vítima" e Neca Setubal defende interesse de banqueiros

O tiroteio continua. Irritada com as declarações da adversária Marina Silva (PSB), segundo quem o PT manteve Paulo Roberto Costa durante doze anos na diretoria da Petrobras para "assaltar" os cofres da estatal, a presidente-candidata Dilma Rousseff convocou uma entrevista coletiva em Brasília para disparar contra a ex-senadora: “A candidata Marina ficou 27 anos no PT, todos os seus mandatos obteve graças ao PT. Nos doze anos aos quais ela se refere, em oito ela esteve no governo ou na bancada no Senado. A candidata tem de parar de usar as suas conveniências pessoais para fazer declaração”. “Mudar de posição de cinco em cinco minutos não é certo e acredito que é importante que a gente saiba que um presidente sofre uma pressão muito grande. Cada vez que a gente abre um debate com a candidata Marina, ela se faz de vítima e diz que estamos atacando”, disse. Olhando atentamente para as câmeras, continuou, referindo à ex-senadora: “Candidata, debate político tem de ser feito. Ninguém está acima de qualquer suspeita. Na democracia somos todos iguais". "Eu acredito que não é possível as pessoas terem posições que não honrem a trajetória política e tentem se esconder atrás de falas. Acho que não medem o sentido de seus próprios atos durante a vida. A militância e a história do PT foram fundamentais para a candidata chegar aonde chegou”, disse a petista, classificando a posição de Marina como “leviana” e “inconsequente”. Os ataques voltados à ex-senadora fazem parte da estratégia do PT de tentar minar a candidatura de Marina Silva por meio da campanha do “terror”. A equipe de Dilma tem usado maior parte do programa de rádio e televisão para desqualificar as propostas de Marina Silva e fazer o eleitor acreditar que o governo dela traria profundos impactos econômicos, como o elevado índice de desemprego e a redução salarial. De acordo com o Datafolha, Marina Silva segue encostada em Dilma nas pesquisas: tem 33% das intenções de voto, ante 36% da petista. Nesta quinta-feira, Dilma também tentou explicar a contradição em criticar a coordenadora da campanha de Marina, Neca Setubal, pelo fato de ela ser herdeira do banco Itau, já que a própria Neca apoiou auxiliou o prefeito Fernando Haddad e petistas. “Naquela época, víamos a Neca como educadora. Agora mudou porque ela está se comportando como banqueira. Não me diga que sou herdeira de um banco, defenda uma política que beneficie claramente os bancos e não estou fazendo papel de banqueira”, disse Dilma. “Eu não estou falando de educação nem de criança ou creche. Não dá para vestir duas roupas: uma é verdadeira e a outra é fantasia”, continuou, dizendo ainda que a “atitude” e a “postura” da Neca mudaram. E voltou a criticar a proposta de independência do Banco Central, uma das principais bandeiras da campanha de Marina: “Ninguém é independente no Brasil. Nenhum outro poder. Os bancos não terão independência. Isso não é característica da legislação brasileira”, afirmou. Embora tenha destacado grande parte da equipe para avaliar os detalhes das propostas de Marina e selecionar pontos de conflito, Dilma sequer tem um programa de governo. Questionada, ela afirmou que a oficialização das propostas ainda não foi feita porque ela já tem “diretrizes e realizações” enquanto presidente. “Não adianta querer que eu tenha o mesmo padrão de programa de alguém que não está há quatro anos no governo. Eu já tenho programas prontos e absolutamente divulgados”, disse, citando o Mais Médicos e o Pronatec.

Tribunal de Contas da União prova que Dilma maquia Bolsa Família para reduzir pobreza

Relatório do Tribunal de Contas da União divulgado nesta quarta-feira aponta que os indicadores relativos ao Bolsa Família divulgados pelo governo da petista Dilma podem estar distorcidos. De acordo com as análises do tribunal, a distorção ocorre porque os valores para definir a linha de pobreza no Brasil estão desatualizados. Atualmente, as linhas da extrema pobreza e da pobreza definidas pelo governo, são de R$ 77,00 e R$ 154,00 per capita. O documento afirma que esses valores deveriam aumentar para R$ 100,00 e R$ 200,00, respectivamente por causa da inflação. Por meio de nota, o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome defendeu o programa e os dados divulgados pelo governo sobre a pobreza no País. Para o ministério, o relatório do TCU “parte de premissas erradas para chegar a conclusões equivocadas sobre o programa Bolsa Família”. Sobre a quantia que termina as linhas de pobreza, o ministério argumentou que “o valor de R$ 70,00 equivalia em junho de 2011 a US$ 1,25 por dia e foi atualizado para R$ 77,00 por intermédio do Decreto nº 8.232, em 2014, o que é compatível com o parâmetro internacional para classificar a extrema pobreza”. O ministério ainda questiona o fato de o relatório ter sido publicado às vésperas das eleições e citar projetos de lei do candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio Neves. “Também causa estupefação que constasse no relatório preliminar do TCU a referência a dois projetos de lei ainda em tramitação no Congresso Nacional, de origem do senador Aécio Neves. Entre centenas de projetos que tratam da matéria social, estes, inócuos, foram pinçados e abordados no relatório”, diz a nota. O relator da fiscalização, Augusto Sherman Cavalcanti, afirmou que "não é difícil perceber, portanto, que os indicadores relativos ao alívio da pobreza podem estar distorcidos para cima quanto aos seus valores. Portanto, deve-se recalcular esses indicadores utilizando de balizamentos de linha de pobreza atualizados". Outro problema mostrado pelo relatório é que o governo faz uso do Censo 2010 para estimar a população de pobres, o que acarreta na defasagem dos indicadores de cobertura do Bolsa Família. Em 2013, por exemplo, o resultado do indicador da taxa de atendimento às famílias foi de 102,1%, o que significa que o programa atinge mais pessoas do que aquelas consideradas pobres. Atualmente, cerca de 12 milhões de famílias recebem o benefício. O tribunal não estimou, porém, em quanto aumentaria o número de pobres e extremamente pobres no país caso houvesse um reajuste nos valores para definir as linhas de pobreza.

Ministério Público acusa Demóstenes Torres de "peculato" por nomeação no Senado Federal

O Ministério Público de Goiás protocolou no Tribunal de Justiça do Estado de Goiás uma nova denúncia contra o procurador de Justiça e ex-senador Demóstenes Torres por “crimes continuados de peculato” (desvio de dinheiro público por servidor público). Ele é acusado de contratar como “servidora fantasma” Kenya Vanessa Ribeiro, cunhada de um sobrinho do bicheiro Carlos Cachoeira. O Ministério Público acredita que o emprego foi obtido por Kenya a pedido de Cachoeira. A prática é comum no Congresso. Kenya foi nomeada para o cargo em comissão de Assistente Parlamentar, vinculado ao Gabinete do Bloco da Minoria do Senado Federal, que era liderado por Demóstenes. Ficou demonstrado no curso da investigação que, no período de maio de 2008 a maio de 2009, Kenya, que mora em Anápolis, se apropriou indevidamente dos salários recebidos, que variaram entre R$ 1.124,77 e R$ 5.994,57, sem ter prestado qualquer serviço ao Senado Federal, “fato este de pleno conhecimento de Demóstenes Torres”, diz o Ministério Público em nota. O valor total recebido por ela foi de R$ 41.769,77. Em 13 de maio passado, um laudo assinado pelo perito Glauciney Faleiro da Silva, do Ministério Público de Goiás, concluiu que a evolução patrimonial de Demóstenes é compatível com a sua renda. A perícia foi concluída dois anos depois da cassação do seu mandato. O documento apresenta os resultados da análise dos dados da quebra do sigilo bancário de Demóstenes Torres e também informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) entre os anos de 2005 e 2012. A perícia rastreou  cartorários, gastos com cartões de crédito e tudo mais que diz respeito à vida financeira do ex-senador. A perícia respondeu a cinco perguntas elaboradas pelo subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Jurídicos do Ministério Público de Goiás, Spiridon Nicofotis Anifantis. Todas elas isentaram o ex-senador. Em uma das perguntas, o subprocurador questiona se “há compatibilidade entre a renda declarada pelo investigado (Demóstenes) e a sua evolução patrimonial”. A resposta foi taxativa: “Sim. Os dados fiscais evidenciam que a evolução patrimonial do investigado é compatível com seus rendimentos auferidos no período analisado”. Em 22 de janeiro deste ano, o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás recebeu a primeira denúncia criminal ofertada pelo Ministério Público de Goiás contra Demóstenes Torres pela prática de oito crimes de corrupção passiva em concurso material, bem como pelo crime de advocacia administrativa e contra Cachoeira e Cláudio Dias de Abreu, da Construtora Delta, pela prática do crime de corrupção ativa.

Senador Cícero Lucena demite assessor que viajou por conta de doleiro

O senador Cícero Lucena (PSDB-PB) exonerou nesta quinta-feira, 11, o servidor Luiz Paulo Oliveira dois dias depois de o jornal O Estado de S. Paulo revelar que o assessor viajou a São Paulo com passagens aéreas pagas pelo doleiro Alberto Youssef. Segundo a assessoria do senador, Lucena decidiu demiti-lo por considerar que ele usou seu nome ao deixar com pessoas da confiança do doleiro os contatos do gabinete. Oliveira, que trabalhava no gabinete de Lucena desde 2007, entregou uma carta ao senador na qual afirma que vai procurar a Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre a viagem. Ao Estado, ele admitiu ter recebido o bilhete aéreo, mas "não se lembra de quem". Segundo ele, o assunto tratado em São Paulo foi captação de recursos de fundos de pensão municipais para uma empresa de Youssef. Oliveira afirma não ter relatado a viagem ao senador por não ter "dado em nada". A contadora do doleiro Alberto Youssef, Meire Poza, afirmou à Polícia Federal que prefeitos que investiram nesse fundo receberam 10% do valor aplicado como propina. O mesmo porcentual teria sido oferecido a deputados e senadores que conseguissem investimentos. A empresa dela, Arbor Assessoria Contábil, faturou os bilhetes aéreos. Além de Luiz Paulo, também recebeu a passagem aérea de Brasília a São Paulo ida e volta o assessor do senador Ciro Nogueira (PP-PI). Mauro Conde Soares também foi exonerado pelo senador. Nogueira afirmou que não tinha conhecimento do envolvimento do seu assessor com o esquema de Youssef. O assessor trabalha com ele desde o início do mandato na área de orçamento.

Aécio diz que brasileiros não querem ser governados por "segundo time"

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, disse nesta quinta-feira não acreditar que o povo brasileiro queira ser governado por um "segundo time" e voltou a dizer que sua candidatura tem à disposição uma "seleção brasileira", capaz de fazer as mudanças que o País precisa. Durante agenda de campanha em Montes Claros (MG), Aécio Neves disse que, ao contrário da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição pelo PT, não faz ataques pessoais à candidata do PSB, Marina Silva, e que suas críticas a ela são "políticas". "Eu não faço a ela qualquer acusação pessoal, acho absolutamente inaceitável esse tipo de acusação que ela recebe da presidente Dilma", disse o tucano. "Você tem visto as propagandas na televisão comparando a Marina a outros ex-presidentes da República. Eu não faço esse tipo de ataques pessoais. Eu não entro no vale-tudo para ganhar a eleição. Apenas é muito importante que a candidata Marina passe maior credibilidade em relação aquilo que pensa", acrescentou. O tucano também usou seu perfil no Twitter para responder a uma afirmação feita por Marina na mesma rede social. Segundo a candidata do PSB, Aécio "está agora fazendo o mesmo trabalho de desconstrução que o PT faz sobre mim. Com os mesmos argumentos usados contra Lula". Em sua resposta, o candidato do PSDB disse que faz diferente. "Na verdade, estou fazendo o debate político, fundamental para a democracia. Não desconstruindo sua imagem", escreveu  Aécio em mensagem endereçada ao perfil de Marina: "Quem imagina ser presidente da República precisa dizer quem é. Debater não é desrespeitar o adversário, é respeitar o eleitor". Aécio Neves disse ainda que apenas lembrou que Marina foi, por mais de 20 anos, filiada ao PT. "Isso não deveria ofendê-la, é sua trajetória política. Eu me orgulho da minha", escreveu, acrescentando não concordar com críticas feitas por Dilma que comparou Marina ao ex-presidente Fernando Collor. Também nesta quinta-feira Dilma voltou a partir para o ataque contra Marina e, assim como tem feito Aécio, lembrou do histórico da candidata do PSB no PT e disse que ela deve todos os mandatos que exerceu ao partido. Aécio Neves fez ainda uma referência velada ao discurso de Marina de que governará com os melhores de cada partido que, segundo ela, estão atualmente no "banco de reservas" dessas legendas. "Nós não podemos perder as oportunidades de dar ao Brasil um projeto consistente, com gente de qualidade para executar esse projeto. Nós temos isso. Esta aí a disposição do Brasil", garantiu. "O Brasil se tem uma seleção uma seleção brasileira à disposição, eu não acredito que vai querer ser governado por um segundo time", acrescentou.

Advogado confirma ligação entre Youssef e empreiteiras

Em depoimento à Justiça, o advogado Carlos Alberto Pereira da Costa confirmou suspeita da Polícia Federal de que grandes empreiteiras firmaram contratos fictícios com a GFD Investimentos, empresa do doleiro Alberto Youssef. "Era uma forma de trazer licitude para justificar o ingresso do serviço na empresa. A GFD não prestava serviço de assessoria financeira", afirmou o advogado. O advogado relacionou a Mendes Jr. e a Sanko Sider que teriam contratado serviço fictício de Youssef. Costa afirmou que assinava como procurador do doleiro e "não teria corpo físico para prestar esse tipo de serviço de assessoria financeira". Um contrato entre a GFD e a Sanko teve como objeto consultoria e assessoria em administração: "O contrato foi assinado a pedido do Youssef. O serviço nesses termos não foi prestado. Contrato para justificar ingresso de recursos na GFD". O advogado afirmou que as empreiteiras pagavam a Youssef por intermediações. Ele disse não saber se os pagamentos tinham relação com negócios na Petrobrás na área de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da estatal acusado de se associar a Youssef em esquema de corrupção. A revista Época revelou que o advogado contou que políticos frequentavam o escritório da GFD. "Youssef tinha um escritório separado na São Gabriel (avenida no bairro do Itaim, em São Paulo) e lá permaneceu até 2013. Quando foi para a GFD ele ficava no fundo do escritório e lá a gente sabia que havia movimentação de recursos financeiros. Chegavam pessoas com dinheiro e saíam. Existiam vários deputados no escritório do Alberto, a gente chegou a ver essas pessoas lá".

TSE multa a petista Graça Foster em R$ 53 mil por propaganda da Petrobras

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aplicou nova multa à presidente da Petrobras, a petista Graça Foster, por veiculação de propaganda da estatal durante período vedado por conta do calendário eleitoral. No último dia 3, o tribunal multou a executiva em R$ 212 mil reais. Na noite desta quinta-feira (11) aplicou nova multa, agora no valor de R$ 53 mil. O caso foi levado ao TSE através de representação da coligação Muda Brasil, do tucano Aécio Neves, sob alegação de que a lei eleitoral veda a publicidade institucional nos três meses que antecedem as eleições e que a propaganda reiterada "comprova intenção de uso sistemático dessa espécie de publicidade" para desequilibrar as eleições. A propaganda questionada diz: "A Petrobras conhece o brasileiro como ninguém. Por isso, só a gente poderia fazer uma gasolina sob medida para o seu carro e para você. Vem aí a gasolina com nome e sobrenome". Em decisão liminar, antes de levar o caso ao plenário, o ministro relator Tarcísio Vieira de Carvalho apontou que a propaganda da Petrobras não versa sobre produtos e serviços com concorrência no mercado e nem é situação que "denote grave e urgente necessidade pública", fatores que poderiam permitir a publicidade da estatal durante o período em questão. "A peça publicitária em discussão faz referência demasiadamente genérica a uma futura gasolina, sem indicação precisa de um produto com efetiva concorrência no mercado", escreveu o ministro. Em sustentação na Corte, a defesa da petista Graça Foster apontou que a propaganda "muito pouco ou quase nada" tem a ver com a publicidade anteriormente veiculada e sustentou que a peça não poderia ser entendida como uma continuidade. O Ministério Público se manifestou em sentido favorável à executiva, afirmando que a propaganda "é mera peça mercadológica". Os ministros do TSE, no entanto, seguiram o relator e mantiveram entendimento da decisão tomada anteriormente. O pedido para multar a presidente e candidata Dilma Rousseff, o vice-presidente Michel Temer e o ministro de Comunicação Social, Thomas Traumann, foi negado, e a multa foi aplicada apenas à presidente da Petrobras.

Dilma diz que Marina age com leviandade sobre PT e se vitimiza para não debater

Na sua reação mais forte da campanha eleitoral até agora, a presidente Dilma Rousseff (PT) disse nesta quinta-feira que a candidata do PSB, Marina Silva, age com leviandade ao atacar o PT e evita os debates se vitimizando quando sofre críticas. Dilma foi questionada sobre uma declaração de Marina, durante sabatina do jornal O Globo nesta quarta, afirmando que a maior ameaça à exploração de petróleo na camada pré-sal é a "corrupção", que seria permitida pelo PT. E na sequência passou a responder à candidata do PSB. "Eu repudio com muita indignação essa declaração da candidata Marina", disse a presidente a jornalistas no Palácio da Alvorada. "Ora, a candidata Marina ficou 27 anos no PT. Todos os seus mandatos ela obteve graças ao PT". "A militância do PT e a história do PT foram fundamentais para a candidata chegar onde chegou", argumentou Dilma: "Uma frase dessas mostra uma posição extremamente leviana e inconsequente". Desde que as pesquisas mostraram uma disputa acirrada entre as duas no primeiro turno e uma vantagem de Marina sobre Dilma na segunda rodada, as candidatas ampliaram as críticas e passaram a duelar em suas entrevistas. Dilma tem aproveitado pontos do programa de governo do PSB, única das principais candidaturas que divulgou um plano detalhado de como pretende governar, para apontar contradições de Marina e interpretar propostas para tentar tirar votos da adversária.

PSDB avalia que estratégia de ligar Marina ao PT funciona e deve mantê-la na TV

A estratégia de associar a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, ao seu passado petista está surtindo efeito, ainda que pequeno, e será mantida na TV pelo candidato do PSDB, Aécio Neves, porque esse é o melhor caminho para tentar recuperar parte do voto antipetista que migrou para Marina Silva. Na avaliação de estrategistas de Aécio Neves, mesmo que as pesquisas mais recentes não mostrem um crescimento uniforme das intenções de voto do tucano, já há reflexos no eleitorado das grandes cidades, entre os que são mais escolarizados e os que têm maior renda, que estariam deixando de indicar voto em Marina, mesmo que não estejam todos migrando para Aécio Neves. Pesquisa Datafolha divulgada na quarta-feira mostrou que a presidente Dilma Rousseff (PT), que busca a reeleição, está em empate técnico com Marina na liderança das intenções de voto tanto para o primeiro turno como para o segundo turno. Aécio Neves está em terceiro, com 15%. A estratégia do tucano prevê que com o acirramento da campanha nas próximas semanas, com os debates e com os ataques do PT à Marina Silva é possível enfraquecer a adversária e, quem sabe, buscar uma virada para enfrentar Dilma no segundo turno. "Nós perdemos sete pontos percentuais (de intenção de votos) para ela. Esse eleitorado é acima de tudo antipestista. Se eles acharem que ela é mais petista recuperamos esses eleitores", argumentou uma fonte que pediu para não ser identificada. Um dos estrategistas disse ainda que essa linha de ataque à Marina passou a ser adotada há uma semana e não há porque ficar mudando de estratégia "a cada dois, três dias". Segundo ele, já há resultados e eles podem se ampliar. Aécio Neves não deixará de criticar o governo e usar as recentes denúncias da mídia que apontam para um suposto esquema de corrupção na Petrobras. Mas seus estrategistas acreditam que essa arma tem limitações, ainda mais se não surgirem fatos novos nas próximas semanas. "Isso ainda será usado porque nos diferencia da Marina Silva para criticar o governo", avaliou um dos estrategistas. Ele avalia que Marina Silva não pode ser feroz contra o governo nesse episódio porque o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, foi citado nas denúncias publicadas na mídia, que tiveram por base vazamentos de um depoimento de delação premiada do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Outro ponto vulnerável que a campanha tucana vê em Marina é sua falta de quadros para governar, caso seja eleita, tanto que a candidata costuma dizer que estaria disposta a usar quadros do PT e do PSDB em sua equipe. Para tentar demonstrar que Aécio Neves "tem o melhor time", o candidato pretende usar o lançamento do seu programa de governo, previsto para a semana que vem, para anunciar novos nomes da sua equipe de um possível governo. O tucano já anunciou que seu ministro da Fazenda seria Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central. Um dos estrategistas de Aécio Neves acredita que ele pode anunciar toda a equipe econômica junto com o programa. Para o ministério do Planejamento, essa fonte disse que o economista Mansueto Almeida está entre os cotados. Por ter participado ativamente do programa na área agrícola, o economista José Roberto Mendonça de Barros é lembrado para a pasta de Agricultura. Esses nomes, porém, ainda não estariam definidos por Aécio Neves e nem está decidido que essas áreas terão seus ministros anunciados. Segundo essas fontes da campanha, há, porém, tucanos ministeriáveis que não podem ser anunciados agora porque estão disputando mandatos no Congresso e a antecipação desses nomes poderia prejudicá-los na disputa. Nesse grupo, são lembrados o ex-governador de São Paulo, José Serra, que disputa uma vaga no Senado e poderia virar ministro da Saúde de Aécio Neves. Ou ainda o ex-senador Tasso Jereissati, que tenta retornar ao Senado pelo Ceará, e poderia ocupar a pasta de Integração Nacional. Outro nome é do ex-governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia, que também está tentando uma vaga no Senado, e teria um cargo de grande influência em um governo Aécio Neves.

Candidato ao governo do Maranhão que rompeu com PT recebe material de apoio com Dilma

O candidato de oposição ao governo do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), afirma ter recebido do comitê de campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) um material em apoio à sua candidatura. O fato seria normal se o PCdoB e o PT não tivessem rompido relações no Estado. Dino se lançou candidato com apoio do PSDB de Aécio Neves e do PSB de Marina Silva, os dois principais adversários de Dilma na eleição presidencial. No Maranhão, o PT está formalmente com o candidato Edison Lobão Filho (PMDB), que tem o apoio da atual governadora, Roseana Sarney (PMDB), e de seu pai, o ex-senador e ex-presidente da República José Sarney (PMDB). A divulgação dos adesivos estampados com uma foto de Dilma ao lado de Flávio Dino ocorre após uma semana de intensa repercussão da citação do pai de Lobão Filho, o ministro Edison Lobão (PMDB), no depoimento de delação premiada do ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa. Petistas avaliam que a notícia tem potencial para afetar negativamente a candidatura de Dilma e que, por esse motivo, a presidente não deve manifestar apoio público à família Lobão na eleição maranhense. Mesmo o ex-presidente e alcaguete Lula (delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr.), que chegou a gravar um vídeo já exibido na propaganda de Lobão Filho, não deve mais fazer campanha para o peemedebista, afirmaram petistas. Os adesivos incômodos a Lobão exibem, além da foto de Dilma e Dino, o CNPJ da coligação de Dilma - chamada "Coligação com a Força do Povo". O material foi entregue em um dos comitês de Flávio Dino em São Luís. Pouco tempo após serem recebidas, as imagens passaram a ser distribuídas pelos apoiadores de Dino e integrantes formais de sua campanha. Entre eles, o candidato do PT a deputado federal Márcio Jardim, da ala rebelde do PT maranhense. Jardim tem exibido em sua propaganda eleitoral diversas críticas ao atual governo do Maranhão e ao fato de o PT ter decidido apoiar o candidato de Roseana Sarney. O número de Jardim é 1365, uma composição entre o 13 do PT e o 65 do PCdoB.

Ibope em Alagoas aponta Renan Filho com 43% e Biu, com 26%

Pesquisa Ibope encomendada pela TV Gazeta de Alagoas e divulgada nesta quinta-feira mostrou a liderança do candidato do PMDB ao governo de Alagoas, Renan Filho, com 43% das intenções de voto. Na sequência, aparece Benedito de Lira (PP), o Biu, com 26%. No levantamento anterior os candidatos tinham respectivamente 42% e 23%. Mário Agra (PSOL) e Júlio Cezar (PSDB) têm 1% cada. Coronel Goulart (PEN); Golbery Lessa (PCB); Joathas Albuquerque (PTC) e Luciano Balbino (PTN) não pontuaram. O porcentual de votos em branco ou nulos é de 15% e "não sabe/não respondeu", 13%. Em uma simulação de segundo turno, Renan Filho venceria Benedito de Lira por 47% a 29%. Os votos em branco ou nulos somaram 13% e "não sabe", 11%. Com relação ao candidato que o eleitor não votará de jeito nenhum, Renan Filho aparece no topo da lista, citado por 22% dos entrevistados. A taxa de rejeição de Benedito de Lira fica muito próxima, 21%. Na sequência vêm: Mário Agra, 15%; Júlio Cezar, 13%; Coronel Goulart, 12%; Golbery Lessa, 12%; Joathas Albuquerque, 12%; Luciano Balbino, 12%. O Ibope também pesquisou a avaliação ao governo Teotonio Vilela Filho (PSDB). Do total de eleitores consultados, 24% disseram que a administração dele é "ótima ou boa", para 26% é "regular" e para 41%, "ruim ou péssima". A pesquisa foi feita entre os dias 7 e 10 de setembro, com 812 eleitores em 37 municípios. A margem de erro é de três pontos porcentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o número AL-00010/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00592/2014.

Multas da ANP à Petrobrás chegam à R$ 199 milhões

Problemas na medição da produção em uma plataforma da Bacia de Campos levaram a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível (ANP) a aplicar nova multa contra a Petrobrás no valor de R$ 35,3 milhões. Ao todo, a agência reguladora já puniu a estatal em R$ 199 milhões desde julho. A ANP não deu detalhes sobre as infrações no sistema de medição da plataforma, mas nega que estejam relacionadas à queima excessiva de gás. A multa foi confirmada na última reunião de diretoria, em 3 de setembro. Não cabem mais recursos administrativos e a estatal só poderá recorrer à Justiça comum. A ANP se limita a informar que identificou “não conformidades” no sistema de medição da produção na P-40, no Campo de Marlim Sul. Segundo a autarquia, o problema foi verificado em inspeção nos dias 31 de outubro e 1º de novembro de 2012. Nesses dois meses, a produção do campo foi a maior do País, atingindo 327 mil e 344 mil barris de óleo equivalente por dia, respectivamente. Após a decisão, a empresa tem 75 dias para pagar. Essa é a nona multa da companhia desde julho, quando a agência iniciou o julgamento de uma sequência de recursos e fiscalizações da estatal. No total, os valores somam R$ 199 milhões, no momento em que a companhia passa por uma situação de forte constrangimento financeiro. Além das multas, ainda há pelo menos um auto de infração pendente de julgamento. Na última semana, a ANP acatou pedido da Petrobrás para considerar a análise de novos documentos sobre a medição de uma unidade de produção. Há ainda outras infrações que foram pagas sem recurso, com desconto de 30% sobre os valores cobrados. Alteração. Todos os casos de infração apontados pela agência nesse período se referem a problemas no sistema de medição das unidades de produção. Na última reunião, a diretoria da ANP também decidiu colocar sob consulta pública uma minuta que regulamenta os procedimentos e prazos de envio de dados sobre a medição da produção das plataformas. Em nota, a agência informou que o objetivo da nova resolução é estabelecer critérios para “envio diário dos dados de produção de petróleo, gás natural e água para o Sistema de Fiscalização da Produção”. O Regulamento Técnico de Medição atualmente em vigor, de 2000, não detalha o modelo e a frequência do envio de informações. O documento define apenas as obrigações da companhia em relação à medição de óleo e gás produzidos, consumidos, queimados e transportados. A agência reguladora não informou o que teria motivado a decisão de somente agora, 14 anos depois do regulamento, definir os critérios para os relatórios de medição de produção.

Conab estima safra de 48,83 milhões sacas de café no Brasil em 2015

A safra de café do Brasil em 2015 deverá atingir 48,83 milhões de sacas de 60 kg, disse nesta quinta-feira a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em relatório com perspectivas para a agropecuária no país na próxima temporada. A previsão indica aumento da produção de 9,6 por cento ante as 44,57 milhões de sacas estimadas pela Conab para 2014, uma temporada de amplas perdas nos cafezais brasileiros devido a uma forte seca no início do ano. A estimativa da safra de 2014 foi feita em maio. Agora que a colheita está praticamente encerrada, a Conab deverá divulgar uma nova projeção na semana que vem. A Conab disse, por meio da assessoria de imprensa, que os dados de 2015 foram calculados com base em tendências e estatísticas, e não em pesquisas de campo. A primeira estimativa oficial da companhia para a temporada 2015 está prevista para 9 de janeiro. A projeção publicada nesta quinta-feira leva em consideração uma queda projetada de 1,64 por cento na área plantada de café arábica na temporada, seguindo a tendência dos últimos cinco anos. Para a área de café robusta há expectativa de estabilidade. Para chegar à estimativa da próxima colheita, a Conab cruzou os dados de área com a tendência média de crescimento de produção em anos de bienalidade negativa (como é o caso de 2015), de 13,17%.

Juízes do Rio de Janeiro pedem auxílio-educação anual de R$ 7,2 mil

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro encaminhou para a Assembleia Legislativa projeto de lei que estabelece auxílio-educação de cerca de R$ 7.200,00 para o pagamento de escola, uniforme e material para filhos de juízes e desembargadores. O valor deve ser pago em 14 parcelas anuais. O mesmo projeto prevê que o benefício de técnicos judiciários seja de cerca de R$ 1.080,00 (salário base da categoria). Além do auxílio para os filhos, os servidores do judiciário também terão direito a uma parcela anual para a própria educação, no valor de metade do salário base. Para os magistrados, esse valor fica em torno de R$ 20 mil. Para técnicos, a parcela é de R$ 540,00. O projeto de lei frustrou os servidores do Tribunal de Justiça. A categoria vinha pleiteando há uma década o benefício. "Vínhamos discutindo esse projeto de lei e a presidência o alterou de forma unilateral. Não tem nenhum sentido. Usaram uma reivindicação do servidor para burlar o teto constitucional", afirmou o coordenador do SindJustiça, Alzimar Andrade. Andrade questiona ainda o fato de o projeto prever formas diferentes de cálculo entre as categorias - o benefício para os filhos de magistrados equivale a 25% do maior subsídio pago pelo Estado (R$ 29 mil); para os servidores, o auxílio é o valor do vencimento básico pago à categoria. A título de comparação, a mensalidade do terceiro ano do ensino médio do Colégio São Bento, um dos mais conceituados do País, é de R$ 2.807,65. "Os magistrados já têm auxílio moradia, auxílio alimentação. Isso tem que ter um freio. Essa situação humilha o servidor porque cria discrepância entre as carreiras que não faz o menor sentido", afirmou Andrade. O projeto de lei prevê que o auxílio educação custe R$ 39 milhões em 2014. Em 2015, o valor será R$ 128,9 milhões e chegará a R$ 175,1 milhões em 2018.

Deputado chileno é preso por assassinatos da época da ditadura

Quarenta e um anos depois do dia em que o general Augusto Pinochet tomou o poder em um golpe militar no Chile, um deputado direitista foi preso nesta quinta-feira por suposto envolvimento no assassinato de três ativistas durante os 17 anos da ditadura de Pinochet. O deputado Rosauro Martinez, do Renovacion Nacional, partido de centro-direita, foi preso na cidade de Valdivia por envolvimento no assassinato de ativistas que se opunham à ditadura em 1981, disse a juiza Emma Diaz Yevenes, que está encarregada do caso. Martinez, que já perdeu a imunidade parlamentar, pagou a fiança de 200 mil pesos (339 dólares). Os promotores alegam que Martinez, um capitão do exército na época, e três soldados que o acompanhavam, dispararam contra uma casa onde os militantes se escondiam, matando os três. "O Chile precisa de mais verdade e mais justiça para nunca viver o horror da ditadura de novo", disse o porta-voz do governo Álvaro Elizalde, após uma cerimônia em Santiago em comemoração ao 41º aniversário do golpe de 11 de setembro de 1973.   Pinochet morreu em 2006 aos 91 anos de idade.

TSE suspende propaganda de Dilma com profissionais do Mais Médicos

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Admar Gonzaga, determinou que a campanha de Dilma Rousseff não exiba mais trecho da propaganda de TV em que a presidente e candidata do PT à reeleição conversa com profissionais do programa ‘Mais Médicos’. O entendimento do ministro é de que houve privilégio no uso da estrutura do poder público na propaganda, pois a candidata gravou o programa em uma Unidade Básica de Saúde, em Guarulhos (SP). Na decisão, o ministro proíbe que as imagens veiculadas no dia 28 de agosto voltem a ser exibidas. “Na perspectiva de um razoável equilíbrio no processo democrático, que já pende fortemente em benefício daqueles que dispõem do poder almejado, entendo ser apropriada ao caso a aplicação do poder geral de cautela, de modo a impedir a reexibição do trecho veiculado”, destacou o relator em sua decisão. A coligação Muda Brasil, do candidato Aécio Neves (PSDB), questionou o programa no TSE, argumentando que a equipe de Dilma paralisou os serviços de um posto de saúde para gravar a propaganda e utilizou o conjunto do serviço público e dos servidores em unidade gerida pelo governo municipal, cujo prefeito é do PT. A coligação do tucano também alegou que a propaganda tinha fim eleitoral em detrimento do interesse público. O ministro do TSE decidiu que a representação deve ser direcionada aos agentes públicos: à presidente Dilma, ao vice Michel Temer e ao ministro da Saúde, Arthur Chioro. A coligação de Aécio questionou a participação de dois médicos cubanos, que são funcionários da UBS, no programa eleitoral de Dilma. Segundo Admar Gonzaga, porém, os funcionários da unidade de saúde não podem ser questionados por meio da representação. O trecho da propaganda tem aproximadamente dois minutos.

Alemanha trabalha para banir Estado Islâmico do país

A Alemanha está trabalhando para banir o grupo extremista Estado Islâmico no país depois de centenas de alemães viajarem para a Síria para apoiar a facção radical no país, informaram dois altos funcionários da coligação da chanceler Angela Merkel. "Meu entendimento é que o ministro do Interior está trabalhando a toda velocidade para declarar o banimento das atividades do grupo e que o teste será feito de forma minuciosa e rápida", afirmou Wolfgang Bosbach, parlamentar da União Democrática Cristã. "O movimento é necessário porque a maior ameaça à segurança interna deriva do retorno dos militantes do Estado Islâmico. Atividades de apoio, como expressões públicas de simpatia ao grupo e recrutamento de membros e coleta de dinheiro estão colocando a segurança interna do nosso país em risco", completou Bosbach. De acordo com ele, a medida será anunciada pelo ministro do interior, Thomas de Maizière, nos próximos dias ou semanas. O parlamentar Patrick Sensburg, também da União Democrática Cristã, confirmou que Maizière iria banir o grupo e que o ato poderia incluir a proibição de exibir bandeiras e símbolos do Estado Islâmico. Sensburg disse que os bens do grupo na Alemanha também precisam ser confiscados e que as autoridades iriam examinar se deveriam processar apoiadores do grupo no país. Um porta voz do ministro se recusou a comentar a questão. No começo da semana, Maizière disse a parlamentares que o governo estava preparando medidas energéticas contra os extremistas islâmicos na Alemanha. O plano de banimento vem depois de apoiadores do Estado Islâmico atacarem um grupo de jihardistas na cidade alemã de Herford, no último mês. O grupo extremista é acusado de realizar uma limpeza étnica e de tentativa de genocídio depois de ataques sistemáticos a minorias religiosas no norte do Iraque. No relatório publicado em junho, o Escritório para Proteção da Constituição, agência de inteligência alemã, informou que não havia evidências de estruturas ou membros do Estado Islâmico no país. Contudo, em uma entrevista a uma rádio há duas semanas, o presidente da agência, Hans-Georg Maassen, afirmou que 400 alemães ou pessoas que moravam no país se uniram ao grupo extremista na Síria e no Iraque. Pelo menos cinco dessas pessoas atuaram como homens-bomba no Oriente Médio, segundo Maasen. Ele afirmou que o terrorismo islâmico é a maior ameaça de segurança na Alemanha. O apoio a grupos islâmicos tem crescido no país. A agência de inteligência nacional estima que o número de potenciais apoiadores cresceu de 38.080 em 2011 para 43.190 em 2013.

Defesa de José Roberto Arruda leva debate sobre candidatura ao STF

A defesa de José Roberto Arruda abriu mais uma frente de batalha na justiça para viabilizar a candidatura do ex-governador nas eleições do Distrito Federal. Além dos recursos que já tramitam no Tribunal de Justiça do Distrito Federal, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ), o caso agora chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF). O advogado José Eduardo Alckmin protocolou nesta quinta-feira uma reclamação no Supremo alegando "falta de sintonia do entendimento do TSE com jurisprudência do STF". O argumento é o de que o TSE mudou o entendimento sobre o momento de verificar as causas de inelegibilidade do candidato já no curso do processo eleitoral. Segundo a defesa, a inelegibilidade deve ser analisada na data do pedido de registro de candidatura. A decisão do TJ-DF, que condenou o ex-governador por improbidade administrativa e, portanto, causou sua inelegibilidade de acordo com a Lei da Ficha Limpa, saiu cinco dias após a apresentação do pedido de registro para disputar as eleições de 2014. Mesmo assim, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do DF barrou o registro de candidatura do ex-governador, decisão confirmada pelo TSE no último dia 27. Para levar o caso ao STF, Alckmin relembra decisão da própria Corte - em processo relatado por Gilmar Mendes - que entendeu que uma mudança no entendimento jurisprudencial de grande magnitude não poderia afetar o processo eleitoral já iniciado. "O STF entendeu, neste processo que envolveu o prefeito Vicente Guedes, que não é viável a realização de mudança repentina no curso do processo eleitoral", disse Alckmin, nesta tarde no Supremo. Com este precedente, a defesa espera conseguir liminar no Supremo favorável a Arruda, afastando a inelegibilidade.

Marina Silva acabaria com programa do Banco Central no câmbio e buscaria reduzir meta de inflação

Um governo de Marina Silva acabaria com o atual programa do Banco Central de intervenção no câmbio, que tem mantido a moeda brasileira artificialmente forte por mais de um ano, disse nesta quinta-feira o assessor econômico do programa da candidata do PSB à Presidência da República, Alexandre Rands. "Vamos acabar com isso", disse Rands em entrevista exclusiva, quando questionado sobre o programa diário de intervenção do Banco Central no câmbio. "Isso não quer dizer que não possa ter pequenas atuações momentâneas para eliminar volatilidade, mas não uma política de mais de um ano simplesmente valorizando a moeda nacional". Desde agosto do ano passado, o Banco Central sob o governo da presidente Dilma Rousseff mantém um programa de intervenção no câmbio com o objetivo de diminuir a volatilidade do mercado. Isso começou quando a moeda norte-americana se aproximou de 2,45 reais, diante de incertezas sobre o rumo da política monetária ultraexpansionista do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos. No mercado de câmbio, o dólar reagiu às declarações de Rands e passou a subir na última meia hora do pregão desta quinta, fechando em alta de 0,26 por cento, a 2,2972 reais na venda. O assessor econômico de Marina disse ainda que, se eleita, a candidata priorizará a luta contra a inflação via redução dos gastos públicos e melhora da eficiência na arrecadação. Segundo ele, o contingenciamento em 2015 poderia alcançar "até 100 bilhões de reais" para gerar um superávit primário que ajude a reduzir a inflação. Isso representaria 8,7% das despesas totais de 1,15 trilhão de reais previstas no Projeto de Lei Orçamentária da União para o ano que vem e quase 2 por cento do Produto Interno Bruto (PIB). "O corte, que pode chegar a até 100 bilhões de reais, vai ser no volume necessário para gerar um superávit que dê a segurança para que comecemos a baixar a inflação", afirmou. Ele ressalvou que "a prioridade não é cortar gasto, a prioridade é controlar a inflação e gerar um ambiente onde o Brasil volte a crescer". Segundo Rands, os cortes de despesas não atingirão programas sociais como o Bolsa Família, mas, por exemplo, emendas parlamentares.

Palmeiras paga dívidas fiscais e consegue certidões

O Palmeiras está livre para conseguir patrocínios de empresas estatais. O clube conseguiu na quarta-feira as Certidões Negativas de Débito (CNDs), documento que comprova que não possui dívidas fiscais. Somente os clubes que possuem as CNDs podem receber verbas de empresas públicas e incentivos fiscais para a formação de novos talentos. Desde o início da sua gestão, no ano passado, o presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, vinha tentando quitar os débitos com a Receita Federal, que somavam mais de R$ 30 milhões. A diretoria chegou a abrir negociação com a Caixa Econômica Federal para o patrocínio master da camisa, mas as conversas não avançaram porque o Palmeiras não tinha as CNDs e o banco optou por investir em outros clubes. O Palmeiras está sem patrocinador master desde março de 2013, com a saída da montadora Kia. Paulo Nobre apostava que neste ano, com o centenário do Palmeiras, conseguiria atrair empresas interessadas em estampar a sua marca na camisa do clube. O mercado, no entanto, se retraiu e a Copa do Mundo acabou concentrando a maior parte das verbas publicitárias do futebol. O presidente, agora, corre para conseguir um patrocínio antes de novembro, quando ocorrerão as eleições no Palmeiras. Além de aliviar a crise financeira vivida pelo clube, a chegada de um novo patrocinador poderia render votos para Paulo Nobre.

Sabesp diz que o nível do Cantareira cai para 9,7% da capacidade

O nível do sistema Cantareira caiu nesta quinta-feira, 11, para 9,7% de sua capacidade, porcentual que já inclui o volume morto, também conhecido como reserva técnica. O número representa queda de 0,1% ante o dia anterior. Na quarta-feira, de acordo com dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o índice ficou abaixo do patamar de 10% pela primeira vez desde que foi iniciada a utilização da reserva técnica em 16 de maio. Para efeito de comparação da situação crítica do Cantareira, principal sistema de abastecimento da Grande São Paulo, há exatamente um ano, o volume de água armazenado nos mananciais correspondia a 45% de sua capacidade total, isso sem levar em conta o volume morto. Os sistemas Alto Tietê e Guarapiranga, utilizados desde o início do ano no remanejamento de áreas antes abastecidas pelo Cantareira, também vêm apresentando queda. O Alto Tietê está com um volume de 14,3% sua capacidade ante 56,6% no ano anterior. O Guarapiranga está com 55,9% frente a 80,6% há um ano.

Hamas diz estar disposto a negociar direto com Israel

O alto líder da organização terrorista islâmica Hamas, Musa Abu Marzouk, disse que o grupo está disposto a negociar diretamente com Israel, revertendo declarações anteriores. Em uma entrevista ao canal de televisão palestino Al Quds, a ser transmitida na noite desta quinta-feira, o número dois do Hamas diz que "o grupo está disposto a conversar diretamente com os israelenses" sobre questões incluindo travessias na fronteira da Faixa de Gaza e libertação de prisioneiros. "Assim como você negocia com armas, você também pode negociar com conversas", afirmou Marzouk: "Até agora nossa política foi de não negociação com Israel, mas outros países devem estar avisados que essa questão não é um tabu". A declaração é feita duas semanas depois do fim do conflito na Faixa de Gaza, que o Hamas comanda desde 2007. No final de semana, o grupo criticou o apoio do Ocidente ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, colocando mais pressão na situação, após grandes perdas sofridas durante o conflito. O porta voz do governo de Israel, Mark Regev, disse que não comentaria as declarações até que elas fossem exibidas no canal de TV. Israel disse diversas vezes que não iria falar diretamente com o Hamas até que o grupo militante islâmico reconhecesse seu direito de existir e renunciasse a atos violentos. Na entrevista, Abu Marzouk não deu indicações de que o Hamas estivesse considerando tais passos. Ele insistiu que o motivo da mudança na política reflete crescentes tensões com Abbas, que o Hamas acredita estar tentando assumir o controle de Gaza. "O Hamas se sente compelido a realizar essa ação, negociar com Israel, já que os direitos naturais das pessoas em Gaza estão sobre pressão da Autoridade Palestina e do governo", afirmou Marzouk.

Dilma recebe apoio de 54 dos 58 reitores das federais

A presidente Dilma Rousseff recebeu nesta quinta-feira, 11, o apoio à sua reeleição de 54 dos 58 reitores das universidades federais que estavam em Brasília participando de um encontro. Na conversa, a presidente Dilma, segundo os reitores, reafirmou seu compromisso não só com o ensino superior, mas também com o ensino médio e básico, prometendo que trabalhará para que os recursos do pré-sal sejam aplicados também na melhoria dos salários dos professores municipais e estaduais e na melhoria das instalações das escolas e laboratórios em todo o País. Ainda de acordo com os reitores, Dilma, ao falar do pré-sal, não fez nenhuma referência aos demais presidenciáveis. Os reitores das universidades de Brasília, de Minas Gerais e a Unifesp, de São Paulo (antiga Escola Paulista de Medicina), não participaram do encontro e não assinaram o documento lido para a presidente Dilma. "Manifestamos nosso reconhecimento à presidente Dilma que tem sido incansável em afirmar, sempre, que recurso aplicado em educação não é gasto, mas sim investimento no futuro do País, a exemplo da alocação dos recursos do pré-sal para educação e saúde prioritariamente", diz o documento lido pelo representante da Universidade do Acre, Minoru Kimpara.

Herdeira pode vender quadro de Klimt para resolver desavença com fundação

Um retrato de Gustav Klimt pode ser posto à venda, podendo alcançar mais 30 milhões de dólares, para resolver um desentendimento entre uma fundação de arte vienense e a neta da mulher retratada no quadro, informou o advogado da neta nesta quinta-feira. O simbolista austríaco Klimt pintou o retrato de Gertrud Loew em 1902, e o quadro pertenceu a ela pelo menos até 1938, um ano antes de ela fugir da Áustria para escapar dos nazistas. Sua neta, Andrea Felsovanyi, residente nos Estados Unidos, vem contestando a propriedade com a Fundação Klimt, entidade privada que atualmente detém a obra. O caso foi encaminhado a um comitê de especialistas. Segundo a lei austríaca, a fundação não pode ser forçada a abrir mão do quadro, mas segundo seu próprio regulamento a entidade deve devolver obras obtidas ilegalmente. Nesta semana as duas partes disseram que o comitê determinou que a pintura foi tirada de seus donos legítimos e deveria ser devolvida. O advogado de Felsovanyi, Ernst Ploil, que afirma que sua cliente recebeu uma certa liberdade para negociar, declarou que agora gostaria que o quadro, que ele estimou valer “consideravelmente mais de 30 milhões de dólares”, fosse vendido a um museu ou colecionador particular. Os lucros poderiam ser divididos, disse, entre Felsovanyi e a Fundação Klimt.

Presidente do TCU diz que delação pode interferir em processo

O presidente do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, admitiu nesta quinta-feira que os depoimentos em delação premiada que o ex-diretor Paulo Roberto Costa faz à Polícia Federal podem interferir no processo administrativo do TCU sobre a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras: "Claro que o fato da delação poderá ter repercussão no processo. Se tiver alguma coisa a ver com o processo". Ele afirmou ainda que não pode precisar uma data para que o julgamento sobre a refinaria volte à pauta do tribunal. Depois do pedido de vista do ministro Aroldo Cedraz de Oliveira, cabe a ele, que é vice-presidente da casa, a decisão. O processo já bloqueou bens de diretores da estatal e foi cogitado inclusive o bloqueio da presidente Graça Foster, que não foi decretado. Para Nardes, as penas aplicadas são "educativas", uma vez que não é possível reverter os prejuízos da negociação. Segundo ele, a decisão da diretoria causou um impacto aos cofres da empresa de US$ 700 milhões, quase R$ 1,6 bilhão. "(O bloqueio) É uma punição mais educativa, não tem como recuperar isso pelo erro na negociação de Pasadena, mas cabe a nós fazer o controle."

Nasa está prestes a lançar nova nave espacial

A Nasa está perto de lançar sua nova nave que levará astronautas ao espaço. Nesta quinta-feira, a cápsula Orion foi exibida no Centro Espacial John F. Kennedy, na cidade de Cabo Canaveral, a menos de três meses de seu primeiro teste de voo. Funcionários do centro assistiram enquanto a cápsula, selada para proteção, emergiu de seu hangar de montagem e foi levada para a garagem de abastecimento sobre uma plataforma giratória. Junto com seu módulo de serviço acoplado e um anel conector, a cápsula mede 12 metros de altura. "Não é incrível?", disse o diretor do centro, Robert Cabana, ex-comandante espacial. "É nosso passo para o futuro, explorar o estabelecimento de uma presença no sistema solar". No teste de voo que será realizado em 4 de dezembro, a cápsula será lançada a mais de 5.800 km no espaço e dará duas voltas ao redor da Terra andes de voltar à atmosfera, a 32 mil km/h e aterrissar com ajuda de um paraquedas sobre o oceano Pacífico na costa de San Diego. A missão vai durar quatro horas. O segundo voo da Orion não vai acontecer até 2018, quando outra cápsula, ainda sem nome, pairar sobre um novo mega foguete da Nasa, que está sendo desenvolvido, chamado Sistema de Lançamento Espacial. A Nasa planeja colocar astronautas a bordo da Orion em 2021 para uma profunda exploração espacial. Cada cápsula pode acomodar até quatro pessoas. O plano é usar a Orion para levar humanos a asteroides e a Marte. Várias empresas privadas americanas estão competindo por esses curtos voos. A Nasa espera escolher um ou dois candidatos para financiamento na próxima semana. Cabana disse que gostaria que o ritmo de voo da Orion fosse mais rápido. "Dado o orçamento que temos, acredito que nós temos o melhor programa que poderíamos imaginar", afirmou. A Orion foi pensada há uma década, como um veículo de exploração para levar astronautas além da órbita da Terra e conseguiu sobreviver ao cancelamento do projeto lunar Constelação.

Executivo da BRF diz que "Marina de hoje é bem diferente da ministra"

O diretor global de assuntos corporativos da BRF, Marcos Jank, afirmou que a candidata a presidente da República, Marina Silva (PSB), tem hoje uma postura diferente em relação ao agronegócio do que quando era ministra do Meio Ambiente, no governo do ex-presidente e alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr). "Marina Silva de hoje é bem diferente de Marina de anos atrás, como ministra, pois tem uma agenda diferente", disse Jank, ao lembrar dos impasses entre o setor e atual candidata em projetos polêmicos, como a aprovação do plantio de transgênicos e o Código Florestal. "O conflito dos transgênicos ocorreu há dez anos e agora não faz mais sentido. Já no Código Florestal a questão agora é implementá-lo", disse. "Portanto, a agenda de Marina com agronegócio tem muito mais convergência do que divergência", completou Jank, considerado um dos interlocutores entre o agronegócio e Marina Silva. "Participei de vários debates com ela e senti uma imensa receptividade com ela para o setor". Ele salientou que, por conta da importância do setor, os três principais candidatos a presidente - além de Marina, Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) - têm uma agenda de diálogo com o agronegócio. "Não lembro de ter visto uma atenção ao agronegócio como nestas eleições", afirmou. Segundo a Justiça Eleitoral, a BRF, da qual Jank é diretor, fez apenas doações para o candidato tucano, em um total de R$ 500 mil segundo os dois balanços divulgados até o momento.

American Airlines vai usar tablets para reduzir gastos

A American Airlines ganhou aprovação regulatória para trocar manuais em papel de comissários de bordo por tablets da Samsung, mais leves, em uma mudança que vai promover uma economia de cerca de US$ 1 milhão por ano, disse a empresa na quarta-feira, 10. O movimento, que ainda não afeta os comissários da US Airways, subsidiária da American Airlines Group, chega pouco mais de um ano depois da cabine de piloto da American ficar sem papel, e é uma das muitas estratégias que as companhias aéreas têm perseguido para reduzir peso e uso de combustível. A Delta Air Lines e a United Airlines também distribuíram dispositivos inteligentes para seus pilotos, e a Delta planeja lançar um manual eletrônico para os comissários de bordo a partir de outubro. A American disse que seus comissários já têm os tablets, e que os comissários da US Airways irão recebê-los depois que a empresa combinada receber um certificado de operação único da Administração Federal de Aviação.

STJ baixa regras novas para viagens de ministros

Novas regras foram estabelecidas no Superior Tribunal de Justiça (STJ), disciplinando viagens de ministros da Corte. A resolução 11/2014 estabelece que será competência exclusiva do presidente a representação do STJ em eventos nacionais e internacionais. O presidente poderá delegar essa atribuição ao vice-presidente, ao corregedor nacional de Justiça ou a um ministro, em caso de impossibilidade do presidente. A decisão foi tomada pelo ministro Francisco Falcão, que tomou posse no dia 1º de setembro como presidente do STJ para o biênio 2014-2016. No caso da escolha de um ministro para a viagem, será observada a ordem de antiguidade na corte. Serão excluídos aqueles que já tenham representado o STJ em eventos anteriores, até que se complete a ordem de antiguidade. Será concedida passagem aérea em classe executiva. Todas as participações em eventos deverão constar no Portal da Transparência, na página eletrônica do tribunal. Também foi editada a resolução 10/2014, disciplinando a emissão de passagens aéreas. Cada ministro terá uma cota de R$ 45.564,77 para emissão de bilhetes aéreos, valor que será repassado anualmente a cada magistrado. O saldo não utilizado será extinto ao final de cada exercício, ou seja, o valor que não for utilizado fica com o Tribunal. Magistrados convocados para substituição de ministros terão direito à emissão de duas passagens por mês (ida e volta) para seus Estados de origem, não cumulativas. No caso de juiz auxiliar e juiz instrutor, a cota será de uma passagem mensal. Os bilhetes serão emitidos exclusivamente em nome dos magistrados e despesas decorrentes de remarcação ou cancelamento serão debitadas da cota, no caso de ministros, ou ressarcidas ao tribunal, no caso de magistrados convocados. A resolução também estabelece o prazo de cinco dias, após o retorno da viagem ou cancelamento, para que sejam apresentados os comprovantes das viagens.

Estados Unidos e União Européia aplicarão mais sanções contra a Rússia

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta quinta-feira, 11, que os Estados Unidos se juntarão à União Européia na imposição de sanções mais duras contra os setores de defesa, energia e finanças da Rússia. Os detalhes serão apresentados nesta sexta-feira. "Essas medidas aumentarão o isolamento político e os custos econômicos para a Rússia, especialmente nas áreas de importância para o presidente (Vladimir) Putin e daqueles ligados a ele", disse Obama em comunicado. As sanções são uma retaliação por Moscou ter enviado tropas para o leste da Ucrânia em agosto.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia disse que a UE mostrou estar contra o processo de paz ao impor a nova rodada de sanções. "Ao dar esse passo, a União Europeia fez sua escolha contra uma resolução pacífica para a crise ucraniana", disse o ministério em comunicado. Moscou nega ter qualquer envolvimento na crise na Ucrânia, apesar das acusações de que estaria armando os separatistas e enviando tropas para ajudá-los a combater as forças do governo de Kiev. "Hoje, Bruxelas e os líderes das nações da União Européia precisam dar uma resposta clara aos cidadãos da UE de por que eles estão os colocando sob o risco de confrontação, estagnação econômica e desemprego", acrescentou o ministério russo. As novas sanções da UE devem colocar as petroleiras russas Rosneft, Transneft e Gazprom em uma lista de estatais do país que não poderão levantar capital ou pegar empréstimos no mercado europeu, de acordo com um diplomata do bloco.

Cúpula do PMDB está irritada e desconfiada com governo após denúncia da Petrobras

Um clima de irritação e desconfiança tomou conta da cúpula do PMDB, após seus caciques avaliarem que as reações do governo foram pouco solidárias com o partido após uma nova onda de denúncias envolvendo a Petrobras e políticos da legenda. Numa breve reunião na quarta-feira no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente Michel Temer, membros da cúpula do PMDB avaliaram que até agora a presidente Dilma Rousseff, que concorre à reeleição pelo PT, não fez uma defesa do governo no episódio. Ela tampouco fez gestos políticos para tranquilizar aliados peemedebistas, nem mesmo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse uma fonte do partido que estava no encontro. "O clima é de irritação e de desconfiança", resumiu a fonte. O PMDB é o maior partido aliado da presidente no Congresso e os dois partidos têm alianças nas disputas estaduais de vários Estados, enquanto em outras disputas se enfrentam diretamente. Lobão, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o ex-líder do governo no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR), foram citados pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, em depoimentos de delação premiada que ele concede à Polícia Federal no âmbito da operação Lava Jato. Os peemedebistas, segundo a fonte, não desconfiam do envolvimento do governo com o vazamento "seletivo" do depoimento de Costa, mas ficaram intrigados pela lista divulgada pela revista ter mais peemedebistas do que membros de outros partidos. E também não gostaram da postura de Dilma no caso. Acreditam que ela não se empenhou na defesa do maior aliado. "Eles estão vendo que o jabuti está em cima da árvore. Como jabuti não sobe em árvore e nem teve enchente, alguém o colocou lá", ilustrou a fonte.

Autonomia do Banco Central é para acabar com interferência política, diz Marina Silva

Após a campanha da presidente Dilma Rousseff intensificar os ataques à candidata Marina Silva (PSB), a ex-ministra usou o horário eleitoral desta quinta-feira, 11, para responder às principais críticas dirigidas ao seu programa de governo. Na TV, Marina prometeu continuar com o Bolsa Família, usar os recursos da exploração do pré-sal para investir em saúde e educação e explicou o que é a autonomia do Banco Central. "A autonomia do Banco Central será para nomear técnicos competentes que irão trabalhar sem a interferência de políticos preocupados com a próxima eleição", afirmou a candidata. A política de comando do Banco Central tem sido um dos alvos da campanha petista, que procura explorar a ideia de que a medida vai ameaçar, por exemplo, a manutenção de programas sociais e o controle da inflação. "O Bolsa Família vai continuar como um direito garantido para as famílias necessitadas terem acesso mesmo quando mudarem os governos", disse Marina no horário eleitoral. A campanha do PSB simulou um "povo fala" para rebater outros ataques, entre eles sobre a exploração do uso do pré-sal, temática que também começou a ser abordada com mais frequência nas propagandas do PT. "Os recursos do pré-sal são para saúde de educação. Não vamos permitir o desvio para a corrupção", disse a candidata. Cerca de três horas antes da exibição do horário eleitoral, o canal oficial da campanha de Dilma noYoutube publicou um novo vídeo que procura associar um eventual governo de Marina a cortes de investimentos e à submissão a interesses do mercado.

Tribunal de Contas da União diz que Petrobras é exemplo de falta de planejamento

O presidente do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, criticou nesta quinta-feira, 11, a falta de planejamento e governança no Estado brasileiro e citou a Petrobras como exemplo. Para Nardes, o problema não envolve apenas a empresa ou o governo federal. A ausência de governança, segundo ele, causa erros administrativos, como a compra de Pasadena. "Eu não estou criticando o governo federal, estou criticando a estrutura. A falta de planejamento leva à corrupção, o fato de não existir governança facilita a corrupção. Não tem planejamento, metas, nem avaliação de risco, como o que aconteceu em relação à Petrobras", analisou. Além de Pasadena, o presidente do TCU usou como exemplo de falta de análise de risco a decisão da Petrobras de construir quatro refinarias ao mesmo tempo, no que chamou de "decisão política". A ausência de governança, segundo ele, também está presente na falta de articulação entre os ministérios, o que, na sua opinião, é um problema mais importante do que o extenso número de pastas (39). "Passa pela questão da governança. Se não houver o planejamento adequado, não adianta ter 20 ou 30 (ministérios)", afirmou, antes de completar: "O que questionamos é que, como está, não está funcionando". Nardes criticou ainda o que chamou de falta de memória nos órgãos públicos causada pelas mudanças bruscas a cada troca de gestão, o que cria ineficiência nos gastos.

USDA estima safra recorde de soja dos Estados Unidos em 3,913 bilhões de bushels

A produção de milho e soja dos Estados Unidos em 2014, já prevista para patamares recordes, será maior que o estimado há um mês e ligeiramente superior à projetada pelo mercado, informou o Departamento de Agricultura norte-americano (USDA) nesta quinta-feira. Em Chicago, após a divulgação do relatório do governo, os futuros da soja caíram cerca de 1,5 por cento, o milho recuou mais de 2% e o trigo, já na mínima desde julho de 2010, ampliou perdas devido a um salto maior que o projetado  dos estoques globais. "Estamos inundados com os estoques de grãos, não apenas dos Estados Unidos, mas no mundo", disse Don Roose, analista da U.S. Commodities em West Des Moines, Iowa. A safra de milho, a 14,395 bilhões de bushels, superou a estimativa do mercado que estava em 14,288 bilhões. Os estoques finais da temporada foram estimados em mais de 2 bilhões de bushels pela primeira vez em uma década. O USDA estimou a safra de soja dos Estados Unidos em um recorde de 3,913 bilhões de bushels, alta de 19% na comparação anual e acima da projeção do mercado, de 3,883 bilhões de bushels. Isso abre possibilidade para uma colheita de 4 bilhões de bushels no outono, algo nunca antes imaginado. Os estoques finais da oleaginosa no país irão mais que triplicar em 2014/15 após atingirem o menor nível em quatro décadas, para 475 milhões de bushels, ante 430 milhões da estimativa de agosto e o maior nível desde 2006/07.

Não vejo motivo para ele colaborar, diz advogado de doleiro da Lava Jato

Em meio ao vazamento das primeiras informações prestadas pelo ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, à Justiça Federal, o defensor do doleiro Alberto Youssef é taxativo ao dizer que seu cliente não irá fazer delação premiada. Considerado como um dos pivôs de um esquema de lavagem de dinheiro de R$ 10 bilhões, Youssef foi preso na operação Lava Jato da Polícia Federal realizada no último mês de março. Uma possível colaboração dele junto à Justiça poderia acelerar as investigações e trazer novos desdobramentos. O advogado do doleiro, Antônio Figueiredo Basto, afirmou que tem orientado o cliente a se manter em silêncio. "Não vejo motivo para ele colaborar, não tem que fazer provas contra ele. Não tem que ajudar ninguém, tem que ajudar só ele mesmo. Estamos na disposição de continuar enfrentando o processo", afirmou. No entendimento do defensor de Beto, como também é conhecido o doleiro, a divulgação das primeiras informações sobre a delação de Paulo Roberto Costa no processo da Lava Jato demonstra falta de capacidade do Estado para garantir a segurança dos colaboradores. "O vazamento só prejudicou as investigações. Foi absolutamente inócuo e genérico. Além do que mostrou a falta de total respeito pela pessoa do colaborador. Demonstra que não há segurança nenhuma para se fazer colaboração processual no Brasil porque, a partir do momento em que você se dispõe a colaborar e é tratado como um humilhado por uma revista e a informação não é preservada, demonstra que as autoridades não estão preparadas para garantir ao colaborador a segurança dele e de sua família. E que isso na verdade é tudo um teatro de horrores". O advogado também criticou a reação do Ministério da Justiça que solicitou à Polícia Federal investigar o vazamento. "A idéia de se abrir o inquérito para se apurar quem vazou soa pior. Depois que a porteira está arrombada você quer concertar? Os vazamentos continuam acontecendo". Na avaliação de Basto, não cabe, entretanto, um pedido de anulação do processo. Ao falar sobre a conduta de Youssef em se manter em silêncio nos depoimentos prestados até aqui às autoridades, o advogado voltou o foco das críticas ao juiz federal, Sérgio Moro, responsável pelos inquéritos e processos da Operação Lava Jato. "O meu cliente tem ficado em silêncio em todos porque não tem nada para falar, é o direito dele. Não vamos colaborar com a Justiça... e outra coisa ele tem dito na frente dos juízes várias vezes que não vai depor para um juiz suspeito", ressaltou.