sábado, 13 de setembro de 2014

Família de jornalista decapitado diz que foi "ameaçada" por autoridade dos Estados Unidos

A família do jornalista norte-americano assassinado James Foley disse que foi ameaçada por uma autoridade norte-americana que alertou que os membros da família poderiam ser acusados "de apoiar o terrorismo se eles pagassem resgate aos sequestradores islâmicos", informou a ABC News na sexta-feira. A ABC News citou fala da mãe e do irmão de Foley de que um oficial militar que trabalha para o Conselho de Segurança Nacional do presidente Barack Obama disse várias vezes que eles poderiam enfrentar acusações criminais se pagassem um resgate. A Casa Branca se recusou a discutir as conversas que os funcionários tiveram com a família, mas disse que elas envolveram pessoas de diferentes áreas do governo, incluindo a Casa Branca, o FBI, as agências de inteligência e o Departamento de Defesa. "Eu não vou detalhar quem disse o que no contexto dessas conversas individuais", disse o porta-voz, Josh Earnest, mas ele reafirmou que a política dos Estados Unidos é de não pagar resgates porque isso pode encorajar mais sequestros. A mãe de Foley, Diane, disse à ABC News que foi dito por várias vezes sobre possibilidade de indiciamento se o resgate fosse pago. "Nós tomamos isso como uma ameaça e foi terrível", disse ela. A ABC não identificou o oficial a quem ela se referia. "Três vezes ele nos intimidou com essa mensagem. Ficamos horrorizados por ele dizer isso. Apenas nos disseram que seríamos processados. Sabíamos que precisávamos salvar nosso filho, tínhamos que tentar", disse Diane Foley em uma entrevista à ABC. O secretário de Estado John Kerry disse que foi "surpreendido" pela reportagem. "Eu desconheço totalmente e não perdoaria ninguém que eu conhecesse dentro do Departamento de Estado que fizesse tais declarações", disse a jornalistas durante uma visita a Istambul para discutir uma ação internacional contra o Estado Islâmico.

Donos de jato que matou Campos estão perto de fechar acordo com família atingida

Uma família que teve sua casa atingida pelo avião que caiu há um mês no bairro do Boqueirão, em Santos, provocando a morte do ex-presidenciável Eduardo Campos (PSB) e de mais seis pessoas, está perto de entrar em acordo com os donos do jato PR-AFA Cessna, modelo 560 XL, para receber indenização de reparação patrimonial. Os valores não foram revelados, mas de acordo com o advogado Marcelo Marsaioli, pode-se dizer que ele estaria 90% acertado entre as partes.
Segundo Marsaioli, o laudo de vistoria feito nos imóveis apresenta todos os valores e será utilizado como base do acordo que será assinado nos próximos dias. Ele explicou que a partir da assinatura dos documentos os proprietários vão se livrar do processo judicial da seguradora com os donos do avião. As vítimas foram procuradas recentemente pelos advogados dos empresários João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e Apolo Santana Viana, que teriam comprado o jato da AF Empreendimentos. Filha da idosa proprietária da casa 111 da Rua Alexandre Herculano, Claudete Fuji, disse que, no momento, o mais importante é recuperar a estrutura do imóvel, que foi bastante atingido. Ela disse que só no telhado foram gastos mais de R$ 20 mil e a preocupação agora é de que a casa venha a ser invadida. "Queremos, o quanto antes, que a nossa vida volte à rotina", afirmou.

CPI tem poder para convocar Paulo Roberto Costa, diz ministro Teori Zavascki

O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, concluiu que a CPI da Petrobrás tem o poder de convocar o ex-diretor Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava Jato. O ministro também indicou que ainda não estão na Corte os depoimentos prestados pelo ex-diretor no âmbito da delação premiada, com acusações contra políticos. Nos bastidores, integrantes da CPI da base governista acreditam que o depoimento na comissão produzirá “mais luz do que calor” e que é um “alívio” que as declarações bombásticas de Paulo Roberto Costa ainda estejam em sigilo. “A convocação de pessoas para prestar depoimento perante Comissões Parlamentares de Inquérito constitui prerrogativa constitucional dessas comissões, razão pela qual a sua implementação independe de prévia autorização judicial”, disse o ministro em despacho assinado no início da noite de sexta-feira. Zavascki chegou à conclusão ao examinar um ofício no qual a CPI da Petrobrás havia comunicado a decisão de convocar Paulo Roberto Costa para prestar depoimento no próximo dia 17. No final do despacho, o ministro ressaltou que devem ser assegurados ao ex-diretor da Petrobrás direitos constitucionais. Entre essas garantias está a de não se auto incriminar.

Governo da petista Dilma avalia reduzir meta de superávit primário deste ano, indica o secretário do Tesouro, o trotskista Arno Augustin

O governo federal avalia nova redução na meta de superávit primário de 2014, mas a decisão ainda não foi tomada, indicou na sexta-feira o secretário do Tesouro Nacional, o trotskista gaúcho Arno Augustin. Perguntado se descartaria a possibilidade de um novo ajuste na meta fiscal, o secretário respondeu: "A 10 dias do relatório, estamos justamente na fase em que não me cabe colocar uma opinião porque o governo está discutindo e, quando chegar à conclusão, vamos informar do jeito usual, que é o relatório", disse ele, referindo-se ao Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas. Questionado sobre se o governo estava mudando o tom e poderia alterar a meta, ele respondeu: "Evidente que se a receita deu a menos, isso significa que teremos que reavaliar e ver o que teremos que fazer. Isso não é uma decisão, não quer dizer que faremos A ou B. Tem que ver as possibilidades e isso é um estudo técnico". O próximo relatório bimestral de receitas e despesas, segundo o secretário, será divulgado no próximo dia 22. O seguinte sairá apenas após as eleições presidenciais de outubro. Nos sete primeiros meses do ano, dado mais recente disponível, o setor público brasileiro teve superávit primário - economia feita pelo governo para pagamento dos juros da dívida pública - de apenas 24,7 bilhões de reais, afetado pela economia fraca e desonerações tributárias. Já existe ampla expectativa entre agentes econômicos de que o governo federal não cumpra ou então reduza a atual meta consolidada de superávit primário. A meta cheia de superávit primário em 2014 era de 167,4 bilhões, ou cerca de 3% do Produto Interno Bruto (PIB), anunciada na proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Estados Unidos devem ampliar ação no Iraque nos próximos dias

Enquanto as forças de segurança norte-americanas se preparam para realizar ataques aéreos na Síria, a primeira demonstração da campanha mais agressiva do presidente Barack Obama contra o Estado Islâmico deve se revelar já no começo da próxima semana, no Iraque, informaram autoridades na sexta-feira. Na Síria, aeronaves dos Estados Unidos e drones darão início às operações de coleta de informações sobre alvos e ameaças à defesa aérea. Ao mesmo tempo, uma quantidade maior de alvos - talvez incluindo até líderes da organização terrorista Estado Islâmico - devem ser atacados no Iraque. Mais soldados norte-americanos, além de aeronaves adicionais para coleta de informações, também devem chegar ao norte do Iraque nos próximos dias. Isso permitirá a ampliação do esforço de monitoramento sobre a Síria. O secretário de imprensa do Pentágono, contra-almirante John Kirby, disse que a campanha aérea no Iraque - que teve início no dia 8 de agosto - entrará em uma nova fase mais agressiva, projetada para explorar as fraquezas do Estado Islâmico, inclusive a falta de defesas efetivas contra os aviões de guerra norte-americanos. "Nos próximos dias, nós teremos que ser mais agressivos e mudar o foco do que tem sido até hoje uma estratégia primeiramente defensiva por natureza para uma estratégia ofensiva por natureza", ele disse. Kirby sugeriu que essa nova fase poderá ter como alvos líderes do Estado Islâmico no Iraque. "Quando você está atrás de uma rede desse tipo, uma das coisas que você também quer destruir é sua habilidade de comandar e controlar e liderar suas forças", completou. As aeronaves norte-americanas já lançaram 158 ataques no Iraque nas últimas cinco semanas. O objetivo não é destruir as forças do Estado Islâmico no país apenas com a força aérea, mas debilitar suas capacidades e limitar sua liberdade de movimento para que os soldados iraquianos possam retomar o controle do território perdido nos últimos meses.

O petista Gilberto Carvalho diz que Marina Silva é uma "fonte permanente de contradição"

O ministro Gilberto Carvalho, chefe da Secretaria-Geral da Presidência, voltou a criticar duramente a candidata do PSB, Marina Silva. Na sexta-feira, 12, ao cumprir agenda em Natal, onde fez campanha para a deputada federal Fátima Bezerra, que disputa o Senado pelo PT, e para Robinson Faria, candidato ao governo pelo PSD, Gilberto Carvalho disse que a presidenciável era uma "poetisa" e não tinha "nenhum poder de decisão". "A palavra dela (de Marina) é maravilhosa, ela tem uma expressão extraordinária. Agora, meu velho, governar o País é outra coisa. Eu convivi com a Marina alguns anos naquele ministério (Ministério do Meio Ambiente, da qual Marina Silva foi titular). Eu sei das dificuldades que a Marina tem para gerenciar um processo", disse. Gilberto Carvalho definiu Marina Silva como uma "fonte permanente de contradição". "Entre o discurso dela e a prática daqueles que constituem a chapa dela são diametralmente oposta. Você falar em política nova com Paulo Borhausen na chapa e tantos outros e muitos setores do PSB também ou tendo apoio tão forte de uma instituição como o Itaú não é fácil", disse o ministro. Auxiliar de primeiro escalão da presidente Dilma Rousseff, Gilberto  Carvalho disse que era obrigação não deixar o povo "comprar gato por lebre". "É bom para o debate político que os candidatos sejam visto pelo povo na sua totalidade, que ninguém compre gato por lebre. Isso não é ódio, não é desconstrução pessoal, é próprio do debate político", analisou. Ao rebater as declarações do candidato Aécio Neves que definiu como "vale tudo" a política do PT nesta campanha, Gilberto Carvalho afirmou: "Isso é um canto de perdedor. É um desespero de perdedor. Vale tudo seria se nós tivéssemos fazendo ataque a vida pessoal da Marina, se nós tivéssemos querendo negar o passado dela".

Banco Central estenderá intervenção no câmbio e pode elevar swaps para rolagem

O Banco Central estenderá para 2015 seu programa de intervenção no câmbio e poderá lançar mão do aumento da oferta de swaps para rolagem de contratos com o objetivo de reduzir a volatilidade atual do mercado. Até o fim de dezembro, o programa de ração diária no mercado de câmbio deve ser mantido nas mesmas condições atuais. Os moldes de como será o programa no ano que vem ainda estão em análise, mas o entendimento é que o fim da intervenção reduziria a liquidez no mercado no momento em que há grande expectativa sobre quando o Federal Reserve, banco central norte-americano, elevará o juro nos Estados Unidos, reduzindo o fluxo de capitais para países emergentes como o Brasil. O Banco Central iniciou em agosto do ano passado seu programa de intervenção no câmbio, diante das incertezas sobre o futuro do programa de estímulos do Fed. Atualmente, a autoridade monetária brasileira oferece diariamente até 4 mil contratos de swaps, que equivalem à venda futura de dólares. A fonte disse esperar que o mercado de câmbio fique mais volátil diante da proximidade das eleições presidenciais no Brasil em outubro, além das incertezas no front externo envolvendo o Fed.

Líder do PMDB vende ações de empresa envolvida em fraude

O líder do PMDB no Senado e candidato ao governo do Ceará, Eunício Oliveira (CE), vendeu a participação de 50% que tinha na companhia privada Manchester Serviços Ltda., equivalente a R$ 1 milhão em capital. A informação consta na declaração de bens do candidato ao Tribunal Superior Eleitoral e foi confirmada por ele nesta semana. Eunício negou que a venda da participação, em dezembro de 2011, tenha a ver com as denúncias envolvendo a empresa e a Petrobras. Em julho de 2011, o jornal O Estado de S. Paulo revelou, em uma série de reportagens, que a Manchester era acusada de fraudar uma concorrência no valor de R$ 366 milhões com a Petrobras e de receber R$ 69 milhões da estatal em contratos sem licitação (em valores atualizados pelo IPCA). A denúncia mostrava que, além dos contratos sem licitação, a empresa da qual Eunício era sócio soube com antecedência, de dentro da estatal, a relação de seus concorrentes na disputa por um contrato na área de consultoria e gestão empresarial e, de posse dessas informações, procurou empresas para ganhar a concorrência. "Vendi porque fiz a opção de passar a investir em imóveis, que exige menos tempo", afirmou Eunício. Ele disse não saber os nomes das pessoas para quem vendeu as ações. De acordo com a administração da Manchester, a venda foi feita a "sócios remanescentes", sem especificar nomes. O peemedebista ressaltou ainda que estava afastado do comando de todas as companhias das quais era sócio desde 1998, quando se elegeu deputado federal pela primeira vez, para se dedicar exclusivamente à política. A pedido do Ministério Público, o Tribunal de Contas da União abriu processo para investigar o caso. Em julho deste ano, acórdão da Corte considerou improcedente representação do Ministério Público, alegando que os contratos "emergenciais" e aditivos da Petrobras com a Manchester foram necessários por causa dos problemas da companhia que prestava os serviços. Segundo o documento, a Manchester tinha sido a terceira colocada na licitação inicial e foi contratada temporariamente, pois os preços ofertados estavam dentro da estimativa da estatal e a empresa tinha experiência.

Petrobrás abre 663 vagas com salário de até R$ 8.081,00

A Petrobrás abriu um novo concurso público com 663 vagas para profissionais de nível médio e superior. Além disso, há outras 7.425 oportunidades para o chamado cadastro de reserva, ou seja, a contratação não é imediata e só ocorre de acordo com as necessidades da estatal. O candidato pode tentar vaga em alguma unidade específica da estatal ou escolher a opção de trabalho “nacional” – neste caso, pode trabalhar em qualquer cidade onde a Petrobrás atuar. As oportunidades em nível médio são para a carreira de técnico, nas especialidades ambiental, administração e controle, comercialização e logística, enfermagem do trabalho, exploração de petróleo, informática, inspeção de equipamentos  e instalações, logística de transporte, manutenção, operação, projetos, segurança, suprimento de bens e químico. Já para quem possui ensino superior há vagas para administrador, contador, engenheiro (diversas formações), geofísico, médico do trabalho e comunicação social (relações públicas). Os salários variam entre R$ 2.821,00 a R$ 8.081,00.

PT vai ao Ministério Público contra Marina Silva por "difamação eleitoral"

O Diretório Nacional do PT entrou com uma representação na sexta-feira, 12, no Ministério Público Eleitoral, contra a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, alegando "crime de difamação eleitoral" nas declarações dadas pela ex-ministra durante sabatina ao jornal O Globo, na quinta-feira, 11. Segundo nota divulgada pelo partido, a representação registra que, durante a sabatina, Marina "extrapolou - e em muito - o mero direito de crítica, ferindo abertamente a honra da agremiação, bem jurídico tutelado pelo tipo penal em questão". Na ocasião, a ex-ministra afirmou que não consegue imaginar as pessoas confiando em "um partido que coloca por 12 anos um diretor para assaltar os cofres da Petrobras", em referência ao PT e ao ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa. Para o coordenador jurídico da campanha à reeleição de Dilma Rousseff, Flávio Caetano, "está demonstrada a intenção de macular imagem do PT com finalidade eleitoral, configurando o crime de difamação eleitoral previsto no art. 325 do Código Eleitoral". De acordo com o artigo, se comprovada a difamação, a candidata pode receber como pena detenção de três meses a um ano, e pagamento de cinco a 30 dias-multa. O artigo 357 do Código Eleitoral determina que o Ministério Público fará sua análise da denúncia dentro do prazo de dez dias.

Agricultores argentinos retêm US$ 9,7 bilhões em estoques de soja

Agricultores argentinos estão retendo 21,5 milhões de toneladas de soja colhidas nesta temporada, de acordo com dados do governo, com preços baixos no mercado internacional e incertezas financeiras no país levando-os a segurar um percentual maior do grão na comparação com um ano atrás. Os produtores estão vendendo da "mão para a boca", nas palavras de um executivo do setor de exportação de grãos, liberando apenas o suficiente no mercado para pagar impostos, custos operacionais sensíveis à inflação e empréstimos bancários, que se tornaram mais caros desde o default da dívida realizado pela Argentina em julho. A produção global de soja em 2013/14 de soja foi de 283,1 milhões de toneladas, sendo que 7,5% deste volume estão retidos em fazendas argentinas. Tomando-se como base o preço FOB (livre a bordo do navio), as reservas detidas valem 9,7 bilhões de dólares. Se o volume chegasse ao mercado, ajudaria a pressionar ainda mais os preços internacionais, que já operam no menor patamar em quatro anos. A Argentina é o terceiro maior exportador global de soja e o principal fornecedor de farelo de soja. Um abismo entre o câmbio no mercado negro e a taxa oficial tem aumentado as expectativas de uma forte desvalorização antes do final do ano. A moeda está sob pressão da inflação alta, do encolhimento da economia e do fracasso do governo em fazer o pagamento de obrigações de títulos da dívida em julho. A presidente Cristina Kirchner descartou a possibilidade de uma intervenção pesada no mercado de câmbio, mas não conseguiu convencer os mercados locais, o que significa que os produtores deverão continuar retendo soja para usar como uma poupança mais segura que o peso. Produtores colheram 53 milhões de toneladas de soja em 2013/14, 9,5% mais que em 2012/13, de acordo com o Ministério da Agricultura. A soja é geralmente plantada entre setembro e dezembro na Argentina, com a colheita entre abril e junho. Os produtores venderam 31,5 milhões de toneladas de sua colheita 2013/14 de soja até o momento, ou 57% da colheita, mostraram dados do ministério.

Yahoo denuncia ter sido ameaçado para cooperar com NSA

O gigante de internet Yahoo! denunciou na quinta-feira ter recebido “ameaças” do governo americano para forçá-lo a cooperar com a Administração e entregar dados dos usuários para o programa de vigilância PRISM da Agência de Segurança Nacional (NSA). “Tivemos que lutar a cada passo para evitar as tentativas de vigilância do governo dos Estados Unidos. Em um dado momento o governo nos ameaçou com uma multa diária de US$ 50 mil se continuássemos a nos recusar a obedecer”, afirmou o Chefe de Assuntos Jurídicos do Yahoo!, Ron Bell. A acusação remonta a 2007, quando o governo americano fez uma emenda em uma lei para poder solicitar informação sobre os usuários de serviços online, um pedido que o Yahoo! considerou “inconstitucional”, e se negou a entregar os dados pedidos e recorreu ao Tribunal de Vigilância de Inteligência Estrangeira dos Estados Unidos (FISC). O Yahoo!, que durante esse tempo recebeu “ameaças” da Administração, perdeu o caso e finalmente foi forçado a compartilhar os dados que o governo pedia, mas, revelou Bell, centrou então seus esforços em conseguir desclassificar o arquivo do caso, para que se tornasse público e pudesse provar as pressões do governo, o que conseguiu. “Lutamos para desclassificar o caso e para tornar pública a investigação”, indicou Bell, que garantiu que agora que o FISC desclassificou as 1.500 páginas sobre o caso, o Yahoo! está trabalhando para que elas estejam disponíveis para consulta pública. O programa PRISM da Agência de Segurança Nacional (NSA), cuja existência foi revelada a partir dos vazamentos do ex-analista da NSA, o espião traidor Edward Snowden, em 2013, obriga as empresas tecnológicas a compartilharem informações sobre seus usuários com o governo. Além do Yahoo!, outras grandes empresas americanas entregaram informação à NSA, entre elas Google, Facebook, Apple, AOL e Microsoft. “Tratamos a segurança pública como um assunto muito sério, mas também estamos comprometidos com a proteção dos dados de nossos usuários. Continuaremos enfrentando pedidos e leis que consideramos ilegais, pouco claros ou exagerados”, concluiu Bell.

Uma leitura indispensável, artigo do filósofo Luis Milman - "A falta de uma centro-direita que represente a maioria"

A Folha de São Paulo publicou uma pesquisa sobre o perfil ideológico dos eleitores brasileiros: 65% deles se identifica como sendo de centro e de direita (50%). Sabemos que essas identidades não são estritamente doutrinárias, mas se expressam mais pela defesa de valores liberais e conservadores avulsos e intuitivos. No entanto, os partidos de perfil liberal e conservador fracassam em organizar politicamente esses sentimentos. Alguns, mais oportunistas,migram fisiologicamente para o campo esquerdista. Já o PSDB, começou com uma abordagem eleitoral morna, um discurso monótono de eficácia gerencial. Depois apresentou, mas muito tardiamente, questionamentos sobre a natureza do esquerdismo petista, como o aparelhamento do Estado e a corrupção na Petrobrás. Agora, porém, podemos constatar que, nestas eleições, estamos mais uma vez pagando o preço da ausência de uma oposição constante, programática, coesa, de centro-direita, capaz de expressar o sentimento da maioria da população brasileira. O resultado é que o antipetismo, expressão política da rejeição ao partido de Lula e Dilma Roussef , desaguou na candidatura de Marina Silva, uma dissidente do PT, que será, com todas as suas incertezas, a opção para interrompermos o ciclo do marxismo-populismo no País. A imagem de Marina, no entanto, vem sendo sistematicamente abespinhada pela campanha infame, sórdida, feita pelo PT. Não podemos sequer garantir que a candidatura de Marina Silva sobreviva aos ataques e chegue com consistência ao segundo turno, se não houver uma reação enérgica à máquina destrutiva dos petistas. O uso da sordidez, que mais uma vez lembra as táticas fascistas, parece já ter produzido o efeito esperado As últimas pesquisas mostram que o crescimento de Marina Silva foi estancado, apontando para um empate entre ela e Dilma Roussef no segundo turno. E isto apesar do escândalo da Petrobrás. Quer dizer, com a máquina pública, seu eleitorado cativo, feudos e alianças, o PT segue muito vivo nestas eleições, contando com uma vitória que o catapultaria não somente para mais quatro, mas para mais doze anos no poder, com Lula voltando depois de Dilma e a oposição esfacelada. Sabemos das consequências deste cenário para o País: mais aparelhamento partidário do Estado, programas sócio-populistas, a destruição do ensino público superior, alinhamento bolivariano, improviso macroeconômico, controle dos meios de comunicação e um ciclo de baixo investimento com recessão e inflação, com o consequente embrutecimento do regime. Este filme já passou no Equador, Venezuela e está em cartaz na Argentina. Há uma dormência na sociedade com relação mobilizações políticas e a denúncias de escândalos do PT. Apenas o petismo mostra ainda ser capaz, como em sua campanha suja contra Marina, de mobilizar uma militância, mesmo que paga e virtual. São milhares de blogueiros pagos e simpatizantes comandados por marqueteiros sem escrúpulos, todos recebendo ordens das cúpulas do partido. A verdade é que o PT tem muito a perder se for apeado do poder. Perderá, sobretudo, seu controle clientelista nos âmbitos político, social e cultural sobre o Estado. Para enfrentar esta situação, não é suficiente apresentar um discurso de gestão, como faz Aécio Neves, ou ecumênico, como faz Marina Silva. É preciso enfrentar os petistas com armamento pesado. Afinal, o PT está para a destruição da democracia constitucional brasileira como o Estado Islâmico está para desestabilização do Oriente Médio.

Ministério Público Federal denuncia o empresário de papel Eike Batista e pede bloqueio de R$ 1,5 bilhão

A 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro abriu denuncia contra o empresário brasileiro Eike Batista por crimes contra o mercado de capitais e pediu o bloqueio de R$ 1,5 bilhão em bens. Se considerado culpado, ele pode ser condenado a até 13 anos de prisão. Segundo o Ministério Público Federal, o denunciado simulou a contratação da cláusula “put” em que se obrigaria a aportar recursos vultosos na petrolífera OGX, na ordem de US$ 1 bilhão, causando dano difuso ao público investidor. Além disso, o órgão acusa o empresário de uso indevido de informação privilegiada, alegando que Eike teria utilizado “consciente e voluntariamente”, por duas vezes, informações relevantes e ainda não divulgadas ao mercado. Já o pedido de bloqueio de bens inclui ativos financeiros, além de imóveis e outros bens, inclusive os que foram doados pelo empresário aos filhos e para a esposa. Segundo o Ministério Público Federal, as doações foram feitas “após a data dos delitos cometidos” e constituem uma “manobra voltada para afastar seus bens de futura medida constritiva, em contexto caracterizador da tentativa de furtar-se aos efeitos cíveis de eventual condenação”.

Marina vai ao Ceará e pede trégua em nome de Eduardo Campos

A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, invocou a memória de Eduardo Campos, morto há um mês em um acidente de avião no litoral de São Paulo, para pedir uma trégua dos ataques adversários à campanha. "Hoje é um dia muito especial para nós porque faz exatamente um mês que nós perdemos o Eduardo Campos. Nós queremos estabelecer esse dia como um dia de trégua na campanha, queremos falar de propostas, de coisas que juntos a gente sonhou pelo Brasil", disse. O pedido foi feito durante entrevista coletiva concedida no sábado em Sobral, cidade do interior do Ceará e reduto dos irmãos Cid e Ciro Gomes, ex-pessebistas aliados de Dilma que romperam com Campos após o partido anunciá-lo como candidato ao Planalto. Depois disso, os irmãos migraram para o novato PROS. Marina, que vem sofrendo um verdadeiro bombardeiro de seus opositores, especialmente do PT, reforçou o discurso que vem repetindo de que é possível governar com os melhores de todos os partidos e afirmou que há qualidades em todos os setores da sociedade e também nas siglas. "Infelizmente, foi preciso que Eduardo perdesse sua vida para que todos os partidos e políticos reconhecessem seu valor", disse. Questionada sobre as críticas feitas pelos Gomes à sua candidatura, Marina disse que "oferece a outra face". "Em nome da memória de Eduardo Campos, que foi companheiro de Ciro Gomes no mesmo partido, eu quero, nesse dia, oferecer a outra face, do diálogo e do respeito, de quem acredita na democracia", se limitou a dizer. O governador do Ceará, Cid Gomes, fez coro com o PT e disse que, se eleita, Marina não cumpriria o mandato e classificou sua candidatura como "canoa furada". O deputado Cid Gomes, ex-governador do Estado, disse que Marina representa "um vazio absoluto".

Avião que levava Eduardo Campos tinha apólice de seguro de US$ 50 milhões

Um mês após a queda do avião que matou Eduardo Campos, o irmão do ex-governador de Pernambuco, o advogado Antonio Campos, negocia para indenizar as famílias que tiveram suas casas destruídas no acidente. Na sexta-feira, ele protocolou ofício no Ministério Público Federal para pedir à Cessna, fabricante do avião, e ao Bradesco, para confirmar a vigência de uma apólice de seguro com prêmio de 50 milhões de dólares para danos a terceiros. O documento chegou às mãos de Antonio Campos nesta semana por meio da família do comandante Marcos Martins, que morreu na tragédia. Na apólice aparece a empresa AF Andrade como segurada. A validade se estende até dezembro deste ano e está condicionada à presença do comandante Martins e de Geraldo Magela, o copiloto, na aeronave. No ofício, Antonio Campos pede que o valor do seguro seja revertido de imediato ao ressarcimento de danos sofridos pelas vítimas. Em nota, o advogado defendeu a divulgação, mesmo que inicial, das investigações sobre as causas do acidente. “É o que aguardam e pedem as famílias enlutadas e a sociedade brasileira”, diz o advogado em nota. A advogada Wanda Maria Bittencourt, dona da casa onde o avião caiu, abrindo uma cratera no quintal, reclama de descaso do partido. “O PSB não tem nos atendido. Está faltando boa fé, estão muito preocupados com as eleições”, diz. Ela estima que irá gastar até 600.000 reais só com material para reconstruir parte do imóvel que foi destruído. Na 7ª DP de Santos, há 56 boletins de ocorrência registrados por moradores afetados. Eles formaram uma espécie de associação que tem orientação jurídica de advogados que defenderam as vítimas do acidente da TAM, em 2007. Ao menos sete imóveis – três apartamentos e quatro casas – terão que ser parcialmente reconstruídos, entre eles, a academia do empresário Benedito Juarez Camara, destruída pela queda dos destroços. O empresário diz que aguarda fim do prazo de 15 dias concedido pelo procurador-geral eleitoral Rodrigo Janot para o PSB comprovar as movimentações financeiras para a utilização da aeronave. Segundo levantamento prévio realizado pelos proprietários, estima-se que os valores das indenizações cheguem a 2 milhões de reais. Nesta semana, os empresários João Carlos Lyra Pessoa Monteiro de Mello Filho e Apolo Santana Vieira, que arrendaram a aeronave da empresa AF Andrade, também se ofereceram a indenizar as vítimas.

Universidades querem R$ 400 mi a mais do governo estadual

Pressionados por uma grave crise financeira, os reitores das estaduais paulistas - USP, Unicamp e Unesp - pediram ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) aumento de quase 400 milhões de reais no montante anual de repasses às universidades. O argumento para pleitear verbas extras é a expansão de câmpus e vagas desde 2001. O governo do Estado, porém, sinaliza que não vai liberar mais dinheiro. A proposta dos reitores, que retoma reivindicações de 2005, foi encaminhada nesta semana à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia e à Assembleia Legislativa. Para este ano, a previsão de repasses do Tesouro às estaduais é de cerca de 8,8 bilhões de reais. Uma das requisições dos reitores é elevar a cota da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) das universidades, hoje em 9,57%. A sugestão é elevar a fração para 9,907%, o que renderia 290 milhões aos cofres das universidades, segundo a arrecadação deste ano. O aumento seria suplementado, em caráter de emergência, já no orçamento de 2014 e depois adicionado às previsões orçamentárias dos anos seguintes. O segundo pleito é acabar com descontos indevidos, segundo os reitores, feitos na cota de ICMS das universidades que vão para programas habitacionais, o que representa R$ 100,7 milhões. No ofício, os reitores cobram a promessa de 2005, de elevar o porcentual de ICMS após a criação do câmpus de Limeira da Unicamp e da incorporação pela USP de faculdade estadual, hoje a Escola de Engenharia de Lorena. Também é citada a criação de sete câmpus na Unesp.

Dilma dá sinal de que a campanha truculenta vai continuar

A presidente Dilma Rousseff deu no sábado mais um sinal de que os ataques à adversária Marina Silva (PSB) devem continuar. Em comício realizado na cidade de Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte, ela fez uma provocação à adversária sem citar o nome dela. "Se a pessoa não quer ser criticada, se a pessoa não quer ser pressionada, se não quer que falem dela, não dá para ser presidente da República", disse a petista. Logo depois, a presidente deu início ao que poderia ser um momento de autocrítica: "Nessa eleição tem gente que usa a desinformação, que usa a mentira. Nós temos de ser calmos". Ela atribuia a outros, contudo, aquilo que se tornou a tônica da campanha petista. Em entrevista à imprensa após o comício, a presidente comentou o choro de Marina Silva na quinta-feira, ao falar sobre os ataques infligidos pelo PT: ”Para ser presidente, a gente tem de aguentar a barra”, afirmou, para amenizar em seguida: “Eu não sou contra as pessoas chorarem. É intrínseco ao ser humano". O comício reuniu cerca de 500 pessoas e teve a participação do candidato do PT ao governo, Fernando Pimentel. Parte do público chegou a gritar “Não vai ter Marina”. Em seu discurso,  feito logo após um encontro com representantes do movimento negro, Dilma também afirmou que a polícia vem matando jovens negros de forma injustificada no Brasil. "Apoio a lei contra os autos de resistência, que é a alegação de que o jovem negro foi morto porque resistiu. Não, ele foi morto porque foi morto, e é uma violência insuportável e indesejável com que nós não podemos concordar", afirmou.

Frejat, vice na chapa, substitui José Roberto Arruda na disputa no Distrito Federal

O ex-governador José Roberto Arruda (PR) desistiu de concorrer ao governo do Distrito Federal e será substituído por Jofran Frejat, que atualmente ocupa o posto de vice na chapa. Arruda foi preso pela Polícia Federal quando governou o Distrito Federal entre 2006 e 2010 — e vinha enfrentando uma batalha judicial para conseguir permanecer na disputa deste ano por ter sido enquadrado como "ficha suja". Depois de uma reunião em Brasília que chancelou a decisão, a substituição foi comunicada ao senador Antonio Carlos Rodrigues (SP), secretário-geral do PR. Líder nas pesquisas por intenções de voto no Distrito Federal, José Roberto Arruda já vinha discutindo um rearranjo na chapa há alguns dias. Uma decisão precisava ser tomada neste final de semana porque o prazo para a substituição de candidato acaba nesta segunda-feira. No sábado, Arruda comunicou a aliados que estava deixando o posto por não acreditar que conseguiria um desfecho favorável no Supremo Tribunal Federal. "Se ele não reverteu no Tribunal Superior Eleitoral, não ia ser no Supremo", disse Alberto Fraga, presidente do DEM do Distrito Federal, partido que faz parte da coligação de Arruda. Frejat foi o nome escolhido por ter potencial de votos no Distrito Federal e por sua baixa rejeição. Além disso, ele é próximo do ex-governador Joaquim Roriz, que chancelou a troca. Aliados disseram que abrir mão da cabeça da chapa foi uma decisão pessoal de José Roberto Arruda e alegaram que, mesmo fora oficialmente da disputa, ele deve se empenhar na campanha. Sem Arruda nos bastidores pedindo votos para o novo candidato, que é tio do cantor Frejat, a chapa se tornaria menos competitiva na corrida eleitoral. Prova de que o ex-governador quer continuar no comando da situação, alegam interlocutores, é que ele indicou sua mulher, Flávia Peres, para ser a nova candidata a vice.

Aécio Neves diz que "a marca do governo do PT é um escândalo por semana"

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, fez um grande carreata na manhã de sábado em seu berço político, em Belo Horizonte, Minas Gerais. Em sua segunda visita a capital mineira em menos de três dias, ele comentou a denúncia feita por VEJA na edição desta semana que aponta que o PT teria pago propina a um grupo de criminosos para evitar que o nome do ex-presidente Lula e de outras lideranças do partido fossem associados ao megaesquema de corrupção na Petrobras. "É mais uma denúncia extremamente grave que tem de ser investigada em profundidade. A marca do governo do PT é essa, uma denúncia por semana. Cada uma mais grave do que a outra. O Brasil não merece viver com sustos como esse", afirmou o tucano. O candidato repetiu o ataque duplo feito às adversárias Marina Silva (PSB) e Dilma Rousseff (PT) na noite de sexta-feira, em sabatina na Rede TV!: "O governo não é local para aprendizado". E continuou: "O Brasil não pode correr o risco de viver daqui a quatro anos a mesma frustração que está vivendo hoje com uma presidente da República que resolveu aprender no exercício do cargo". Marina nunca exerceu mandato à frente do Executivo. Dilma nunca havia enfrentado uma eleição até ser eleita presidente. "Governar é muito mais do que ter boas intenções, até porque todos nós as temos", disse Aécio Neves. Ele fez um aceno enfático ao eleitorado mineiro, que o elegeu duas vezes governador e uma vez senador, mas, segundo pesquisas, nestas eleições não alavancou sua candidatura – ele está em terceiro lugar nas pesquisas no Estado, e seu candidato ao governo, Pimenta da Veiga (PSDB), em segundo, atrás do petista Fernando Pimentel.

Casa Branca corrige John Kerry e garante que os Estados Unidos estão, sim, em guerra contra o Estado Islâmico

A Casa Branca declarou na sexta-feira que os Estados Unidos estão em guerra contra os jihadistas do Estado Islâmico, em uma tentativa de solucionar um deslize semântico sobre a estratégia anunciada na quarta-feira pelo presidente Barack Obama. Em sua viagem pelo Oriente Médio para tentar formar a maior coalizão possível contra o Estado Islâmico, o secretário de Estado, John Kerry, pareceu hesitar em usar o termo "guerra" para classificar a amplitude das operações americanas contra os jihadistas na Síria e no Iraque. No entanto, na sexta-feira o Pentágono e a Casa Branca não deixaram dúvidas sobre a maneira como entendem o conflito. "Os Estados Unidos estão em guerra contra o Estado Islâmico da mesma maneira que estamos em guerra contra a Al-Qaeda e seus aliados em todo o mundo", declarou o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest. Obama anunciou na quarta-feira que seu governo está preparado para combater o Estado Islâmico onde quer que esteja, e se comprometeu a treinar e armar grupos da oposição na Síria, aumentando também a cooperação militar com o governo do Iraque.

Empreiteiras negociam para revelar detalhes de corrupção na Petrobras

Representantes de duas empreiteiras que têm contratos com o governo, e que estão entre as sete maiores do País, negociam com o Ministério Público Federal acordo para detalhar sua participação em desvios de dinheiro da Petrobras. Em troca da colaboração, as empresas querem a redução de penas nos processos criminais. Os representantes das empreiteiras propuseram um acordo de leniência, espécie de delação premiada para empresas acusadas de crimes. Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, e ex-funcionários do doleiro Alberto Youssef, já colaboram com as investigações, a fim de reduzirem suas penas ou ganharem imunidade. Uma das autoridades responsáveis pelas investigações confirmou a possibilidade do um acordo de leniência, mas ressalvou que as exigências para isso são grandes. Os representantes das empreiteiras precisam confessar os crimes cometidos, detalhar o esquema de desvio de dinheiro, pagar multas proporcionais aos danos aos cofres públicos e se comprometer a não cometer novos delitos. Recentemente, um acordo semelhante assinado pela empresa alemã Siemens, trouxe à tona detalhes sobre a formação de cartel que tinha objetivo de superfaturar contratos das linhas de trens e metrô de São Paulo. Trinta executivos de 12 empresas foram denunciados à Justiça em março deste ano.

Papa Francisco diz que a III Guerra está em curso, mas "fragmentada"

O papa Francisco disse no sábado que a série de conflitos atuais ao redor do mundo corresponde efetivamente a uma III Guerra Mundial "fragmentada" e condenou o comércio de armas e os "idealizadores do terrorismo" de semear a morte e a destruição. "A humanidade precisa chorar e essa é a hora de chorar", disse o papa durante visita ao maior memorial de guerra da Itália, um monumento da época do fascismo, onde mais de 100 mil soldados que morreram na I Guerra Mundial estão enterrados. Pouco antes da missa, ele orou em um cemitério onde estão enterrados 15 mil soldados de cinco nações do império austro-húngaro, derrotado da guerra que eclodiu há um século. "A guerra é loucura", disse o papa diante do grande memorial feito de granito, que é inclinado, possui 22 degraus ao lado de uma colina e três cruzes no topo.    "Hoje algumas pessoas falam de uma terceira guerra, uma que está fragmentada, com crimes, massacres e destruição", disse ele. Nos últimos meses, Papa Francisco fez repetidos apelos pelo fim dos conflitos na Ucrânia, no Iraque, na Síria, em Gaza e em partes da África. "A guerra é irracional. Seu único plano é causar destruição. Ela busca crescer ao destruir", disse: "Ganância, intolerância, a cobiça pelo poder. Esses são os motivos que estão por trás da decisão de ir à guerra e eles são muito frequentemente justificados por uma ideologia".

No Piauí, Polícia Federal investiga apreensão de R$ 180 mil com assessor de candidato do PT

A Polícia Federal assumiu a investigação da apreensão de 180.000 reais em dinheiro vivo encontrados com um assessor parlamentar do senador Wellington Dias (PT), candidato favorito ao governo do Piauí. O Ministério Público suspeita que a quantia fosse usada para compra de votos no interior do Estado. Além do crime eleitoral, os investigadores também apuram lavagem de dinheiro e uso de documento falso. Dias nega envolvimento no caso. Os 180.000 reais foram encontrados na quinta-feira pela Polícia Rodoviária Federal durante uma blitz na BR-242 em Barreiras (BA). Os pacites com notas de 100 reais estavam escondidos sob o banco traseiro de um carro Palio prata. O dinheiro foi apreendido cautelarmente para encaminhamento à Justiça Federal, depois de os policiais registrarem a ocorrência na Delegacia de Polícia Civil de Barreiras. "Em princípio foi para a Polícia Civil, mas como eventualmente tem repercussão na eleição aqui do Estado e na esfera federal, porque é uso de documento falso, provável lavagem de dinheiro e tentativa de compra de voto, estamos transferindo aquela investigação para correr no âmbito da Polícia Federal", disse o procurador regional eleitoral Kelston Pinheiro Lages. Assessor parlamentar do petista, José Martinho Ferreira de Araújo disse ser o dono do dinheiro, mas não explicou a origem. Martinho é motorista do gabinete de Dias no Senado, em Brasília. Ele ocupa o cargo comissionado desde 2011 e recebe 3.531,23 reais de salário bruto, mais 1.448,82 de auxílio. “Ele não comprovou o lastro desse dinheiro. Perguntei a ele como esse dinheiro chegou a ele, mas ele também não soube explicar”, disse o delegado Francisco de Sá. Ele relatou na delegacia que usaria o dinheiro para comprar uma fazenda no interior do Piauí. O motorista do carro, Paulo Fernando Sousa, ficou preso por ter apresentado à Polícia Rodoviária Federal uma carteira de habilitação falsificada. Ambos iam com o pai de Martinho de Brasília a São Miguel do Fidalgo (PI). Integrantes da campanha de Dias foram acompanhar os desdobramentos da detenção na Bahia para minimizar danos. O petista lidera a campanha eleitoral com 49% das intenções de voto, ante 22% do atual governador Zé Filho (PMDB) e 7% de Mão Santa (PSC).

Extremistas do Estado Islâmico anunciam nova decapitação

O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) anunciou a decapitação do refém britânico David Haines, em represália à entrada da Grã-Bretanha na coalizão formada para combater a milícia jihadista. Em um vídeo publicado na internet, Haines é decapitado por um combatente com o rosto coberto. É a terceira execução de um refém ocidental por parte do Califado em poucas semanas, após a morte de dois jornalistas americanos na Síria. No vídeo de 2 minutos e 27 segundos, sob o título de "Mensagem aos Aliados da América", o grupo jihadista reprova a Grã-Bretanha por aderir à coalizão liderada pelos Estados Unidos para combater o Estado Islamico no Iraque e na Síria. "Vocês entraram voluntariamente nesta coalizão com os EUA contra o Estado Islâmico, como vosso predecessor Tony Blair fez antes de vocês, seguindo uma tendência dos primeiros-ministros britânicos que não têm coragem de dizer não aos americanos", diz o carrasco em mensagem dirigida ao governo de David Cameron. O homem encapuzado, que parece ser o mesmo carrasco dos jornalistas americanos James Foley e Steven Sotloff, afirma que a aliança contra o Estado Islâmico "acelerará vossa destruição e afundará os cidadãos britânicos em outra guerra sangrenta e perdida".

Aécio Neves diz que sua campanha terá de se adaptar

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, admitiu na sexta-feira que sua campanha terá de se adaptar à nova realidade do cenário eleitoral, que teve uma reviravolta com a morte do ex-governador Eduardo Campos e a entrada da ex-senadora Marina Silva como cabeça de chapa do PSB. A ex-senadora ultrapassou Aécio Neves nas recentes pesquisas de intenção de voto e ameaça seus planos de disputar o segundo turno das eleições presidenciais. Apesar da avaliação do crescimento de Marina Silva, o tucano disse que continua confiante de que disputará o segundo turno. "Tenho enorme confiança de que, no momento da decisão, prevalecendo a razão, vamos estar não apenas no segundo turno, mas vamos vencer as eleições. Tem um quadro novo, a partir do falecimento do meu amigo governador Eduardo Campos. E agora temos que nos adaptar a essa nova realidade. Estou absolutamente sereno e convencido de que as melhores propostas para o Brasil mudar de verdade, quem as têm somos nós". Em visita à Linha 15-Prata do Metrô (o monotrilho, na Estação Vila Prudente), ao lado do governador de São Paulo e candidato à reeleição pelo PSDB, Geraldo Alckmin, Aécio Neves afirmou que pretende fazer cobranças não apenas à presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, mas à sua nova adversária. "Sobre a forma como pretendem governar, quais os valores que pretendem conduzir à frente do governo, mas, sobretudo, de que forma vão tirar o País dessa aguda recessão". E voltou a dizer, numa alusão à falta de experiência de Marina Silva em cargo executivo: "O Brasil não é para amadores".

Célula da Al-Qaeda na Síria alarma autoridades dos Estados Unidos

Embora o grupo terrorista Estado Islâmico esteja recebendo a maior parte das atenções agora, outro grupo de extremistas na Síria - que reúne jihardistas do Afeganistão, Iêmen, Síria e Europa - representa uma ameaça mais direta e iminente aos Estados Unidos, afirmaram autoridades norte-americanas. Segundo elas, esse grupo trabalha com fabricantes de bombas do Iêmen para atacar a aviação dos Estados Unidos. No centro está uma célula conhecida como grupo Khorasan, formada por veteranos combatentes da Al-Qaeda do Afeganistão e do Paquistão, que viajaram para a Síria para se juntarem à Frente Nusra, braço da Al-Qaeda no país. Mas os militantes Khorasan não foram para a Síria para combater o governo do presidente Bashar Assad, disseram as autoridades dos Estados Unidos. Em vez disso, eles foram enviados pelo líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri para recrutar europeus e americanos, que conseguem embarcar em aviões de passageiros com destino os Estados Unidos e são sujeitos a um escrutínio menor dos oficiais de segurança. Além disso, de acordo com a inteligência dos Estados Unidos, os militantes Khorasan trabalham com fabricantes de bombas do braço da Al-Qaeda no Iêmen a fim de testar novas maneiras de passar explosivos pela segurança aeroportuária. O temor é o de que os militantes Khorasan forneçam esses explosivos sofisticados para seus recrutas no Ocidente, que possuem passaportes que os permite embarcar em vôos para os Estados Unidos. O governo americano disse que o grupo Estado Islâmico, o alvo de mais de 150 ataques aéreos nas últimas semanas, não impõe uma ameaça iminente ao país. O grupo Khorasan, que não tem sido alvo da ação militar norte-americana, é considerado uma ameaça mais imediata. Devido à descoberta sobre a colaboração entre o grupo Khorasan e os fabricantes de bomba da Al-Qaeda no Iêmen e extremistas do Ocidente, as autoridades dos Estados Unidos disseram que a Administração de Segurança do Transporte decidiu em julho proibir telefones celulares descarregados e laptops nos vôos para os Estados Unidos que partem da Europa e do Oriente Médio. A conspiração do grupo Khorasan com o braço da Al-Qaeda no Iêmen mostra que, apesar dos danos que os anos de ataques com mísseis teleguiados causaram à liderança do núcleo da Al-Qaeda no Paquistão, o movimento ainda pode ameaçar o Ocidente. O grupo foi renovado no ano passado, à medida que as ramificações da Al-Qaeda cresceram em força e número, reforçado por um fluxo enorme de extremistas ocidentais para um novo porto seguro terrorista criado pela guerra civil na Síria. O braço da Al-Qaeda no Iêmen, a Al-Qaeda na Península Arábica (AQAP), foi capaz de colocar três bombas em aviões que tinham como destino os Estados Unidos, embora nenhuma dessas tentativas tenha conseguido derrubar a aeronave.

Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobrás, cita mais quatro políticos em delação

Autoridades da Polícia Federal e do Ministério Público Federal investigam conexão entre dois escândalos: o mensalão e o "propinoduto" da Petrobras, o Petrolão, segundo a revista Época. Conforme a reportagem, além da questão financeira, há personagens comuns nos dois casos, como o ex-deputado federal José Janene (morto em 2010), o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da estatal petrolífera Paulo Roberto Costa. A revista IstoÉ diz que mais quatro políticos foram citados nos depoimentos do ex-diretor Paulo Roberto Costa no acordo de delação premiada: o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ); o governador do Ceará, Cid Gomes (PROS); e os senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e Francisco Dornelles (PP-RJ). A revista não apresentou o conteúdo das declarações do ex-diretor.

Pesquisa Methodus aponta Ana Amélia Lemos com 39,4% e o petista Tarso Genro tem apenas 27,7%

A nova pesquisa do instituto Methodus apresenta larga vantagem da candidata Ana Amélia Lemos (PP) na disputa pelo governo do Rio Grande do Sul. A senadora gaúcha tem 39,4% das intenções de voto e é seguida pelo atual governador Tarso Genro (PT) com 27,7% do eleitorado (diferença de 12,8%). Em um possível segundo turno envolvendo os dois candidatos, Ana Amélia sairia vitoriosa com 54,6%. O petista ficaria com 35,4% (diferença de 19%). Já na disputa pelo Senado, Olívio Dutra (PT) é lembrado por 13,3% dos votos, Lasier Martins (PDT) tem 11,7% e Pedro Símon (PMDB), 6,9%. Na entrevista estimulada, os dois pretendentes empatam, o pedetista tem 30,1%, o petista está com 28,5% e Símon apresenta 19,5%. A margem de erro é de 2,5% para mais ou para menos.
1º Turno - Estimulada:
Ana Amélia Lemos - PP: 39,4%
Tarso Genro - PT: 27,7%
José Ivo Sartori - PMDB: 11,8%
Vieira da Cunha - PDT: 3,9%
Roberto Robaina - PSOL: 1,0%
Branco/Nulo: 6,1%
Não sabe: 9,5%