segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Petrobrás identifica autor da mudança do perfil do delator Paulo Roberto Costa na Wikipedia

A Petrobras informou nesta segunda-feira, 25, que identificou o autor da alteração do perfil do ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa na Wikipedia, feita a partir de um dos computadores da sede da empresa. "A Petrobras constituiu comissão interna de apuração para verificar quais medidas deverão ser aplicadas no âmbito trabalhista em função do não cumprimento das normas internas da companhia", afirmou a estatal em breve nota sobre o assunto. Na modificação, Paulo Roberto Costa, preso durante as investigações da Operação Lava Jato, era apresentado como "cria do governo tucano" de Fernando Henrique Cardoso. A mudança foi feita às 16h16 de sábado, 13, pelo endereço de IP 164.85.6.3 (identidade virtual). O texto sobre Paulo Roberto Costa passou a informar que o ex-diretor foi demitido "com aprovação da presidente Dilma Rousseff" por estar "muito soltinho". O artigo dizia que a imprensa omite que ele começou a carreira na Petrobrás em 1979 e detalhava os cargos ocupados por Costa durante o governo tucano, a partir de 1995, quando assumiu o posto de "gerente geral do poderoso Departamento de Exploração e Produção do Sul", até 2003, início do governo Lula. O texto ficou no ar por seis minutos, até o perfil original ser restaurado pelo usuário Guilhermebr1. Na justificativa, o internauta escreveu que houve "edição tendenciosa a partir da rede da Petrobras".

Pesquisa Vox Populi aponta que Dilma tem 36%, Marina, 27%, e Aécio, 15%

A presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) tem 36% das intenções de voto no primeiro turno, segundo pesquisa Vox Populi/Rede Record, divulgada na noite desta segunda-feira, 15. Marina Silva, do PSB, está na segunda colocação com 27%. Já o tucano Aécio Neves aparece com 15% das intenções de voto. Pastor Everaldo (PSC) e Luciana Genro (Psol) têm 1% cada. Votos em branco e nulos somam 8% e os indecisos chegam a 12%. Apesar da vantagem de Dilma no primeiro turno, o levantamento mostra que Marina Silva está um ponto porcentual acima da petista na simulação de segundo turno. Marina aparece com 42% e Dilma com 41%. O resultado significa empate técnico entre as duas candidatas. Votos em brancos e nulos são 11% e os indecisos, 6%. O levantamento fez também uma simulação de segundo turno entre Dilma e Aécio. Neste cenário, a petista aparece com 47% contra 36% do tucano. Nesse cenário, votos em branco e nulos chegam a 12%. Já os indecisos somam 5%. A pesquisa ouviu 2 mil eleitores em 147 municípios do País, entre os dias 12 e 14 de setembro. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-00632/2014. O levantamento avaliou ainda a situação de aprovação da presidente Dilma Rousseff. Para 38% dos entrevistados, o desempenho de Dilma é "ótimo ou bom". Já 39% consideram a presidente "regular". E outros 23% avaliaram a forma de governar de Dilma como "ruim ou péssima". Os eleitores que não souberam ou não responderam são 1% do total.

Colaboradores de Marina Silva ironizam ameaça de líder do MST

Aliados da candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, ironizaram nesta segunda-feira, 15, a ameaça do líder sem-terra João Pedro Stédile de promover protestos diários em frente à Petrobras se a ex-senadora for eleita. Para os auxiliares de Marina, os ataques demonstram desespero e ajudam a atrair o eleitorado que não aprova as ações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). "Se a Dilma ganhar, não vai ter protesto?", provocou o biólogo e ambientalista João Paulo Capobianco, braço direito de Marina. "Agora, além de calúnia, tem ameaça à democracia?", emendou o aliado. O deputado Márcio França (PSB-SP), responsável pelo comitê financeiro da campanha de Marina, ironizou a ameaça e disse que vai colocar o deputado José Stédile (PSB-RS) para "cuidar" de seu irmão de João Pedro. Para França, a ameaça colabora para que a imagem de Marina não seja associada ao movimento e demonstra que os adversários estão com medo de perder a sucessão. "Entendo a situação deles, que vão ficar sem emprego. O PSDB perde eleição com altivez. Já o PT entra em desespero", comentou.

Aécio Neves diz que Marina Silva é "outro tipo de PT"

O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, disse nesta segunda-feira que eleger a candidata Marina Silva (PSB) é substituir o PT "por um outro tipo de PT". Aécio Neves lembrou que Marina Silva iniciou a carreira política no partido e nele passou 27 anos. "Eu quero dizer a vocês hoje, de forma muito franca, que está chegando a hora da onda da razão. Nós não vamos substituir o governo do PT por outro tipo de PT. Até porque 80% da trajetória da candidata Marina foi feita dentro do partido e, provavelmente, será com uma parcela importante do PT, se ela vencer as eleições, que ela vai governar", disse o tucano após uma caminhada pelo centro de Linhares, no interior do Espírito Santo. Aécio Neves disse ainda que o partido da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, divulga uma "grande falácia" quando afirma que mudou a vida dos brasileiros. "O que muda a vida de cada brasileiro é cada brasileiro que acorda cedo, trabalha, estuda, se prepara. O Estado tem a obrigação de, a partir da vocação de cada uma das nossas regiões, ser a mão estendida, o parceiro, o que a Petrobras deixou de ser". O candidato do PSDB fez novas críticas à estatal, dizendo que investimentos estratégicos para os Estados são adiados: "Um exemplo é o pólo de gás químico que, mais uma vez, está sendo adiado porque a Petrobras não demonstra condições de cumprir seu cronograma de investimentos".

Stedile, o maior pelego do Brasil, e Lula, o Mussolini de São Bernardo, querem golpear a democracia

João Pedro Stedile, o chefão do MST, esteve naquela patuscada promovida por Lula em frente à sede da Petrobras no Rio. E demonstrou que é mesmo o que sempre afirmei que era: mero esbirro do PT. No seu discurso, afirmou: “Vamos estar todos os dias aqui em protesto se Marina ganhar”.

Cabe a pergunta: por quê? Por razões óbvias, ele não conhece as medidas de Marina na área do pré-sal pela simples razão de que ela ainda não venceu a eleição, ora essa. Não tendo vencido, não tomou posse. Não tendo tomado posse, ainda não governou.
Stedile, em companhia de Lula, deixa claro, assim, que não reconhece as instituições do regime democrático, coisa que, diga-se, eu também sempre soube. Gente como ele — a exemplo de Guilherme Boulos, o líder do MTST — só existe porque a democracia costuma ser tolerante com elementos que buscam solapar seus fundamentos.
O chefão do MST é o maior pelego do Brasil. Dilma, na comparação com Lula e Fernando Henrique Cardoso, é a presidente que menos assentamentos fez. E nem acho que isso seja um problema em si, já que os sem-terra, de fato, não existem. O que existe é o MST, um aparelho que vive do dinheiro público. A grana que financia o movimento, na prática, tem origem nos recursos destinados à agricultura familiar.
A declaração de João Pedro Stedile, para a surpresa de ninguém, tangencia o terrorismo político. Observem que ele nem mesmo diz que promoverá protestos ligados à sua área de atuação. Nada disso! Agora, o chefão do MST pretende também dar ultimatos no setor energético.
O que Lula e este senhor fizeram, nesta segunda-feira, foi ameaçar o País. O Poderoso Chefão do PT está tentando alimentar temores que muita gente já expressou aqui e ali: se os petistas forem derrotados, o país se tornará ingovernável porque eles botarão a tropa na rua. Se, agora, diante do nada, brandindo um fantasma, uma invenção, uma fantasia, fazem esse escarcéu, imagine-se o que não fariam se, num eventual novo governo, tivessem seus interesses contrariados.
Lula está ameaçando o Brasil com uma “Marcha Sobre Roma” se o seu partido for apeado do poder, se o eleitor insistir em fazer o que ele não quer. O ato desta segunda-feira foi a manifestação explícita e arreganhada de quem não tem a democracia como um valor universal. Para os petistas, uma eleição presidencial é aquele processo que só admite uma resultado: a vitória.
É coisa de fascistas. Lula está pensando que o Brasil de 2014 é a Itália de 1922 e que ele é o jovem Mussolini. Por Reinaldo Azevedo

Petista José Sérgio Gabrielli diz na Justiça que não houve superfaturamento na construção da refinaria Abreu e Lima

O ex-presidente da Petrobras, o petista José Sérgio Gabrielli, voltou a negar a existência de superfaturamento e pagamento de propina nas obras de construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. Em depoimento prestado nesta segunda-feira, na Justiça Federal no Paraná, responsável pela investigação da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, Gabrielli também disse não ter ligações com o doleiro Alberto Youssef, réu na ação penal. Ele depôs como testemunha, chamado pela defesa de Youssef. Assim como no depoimento prestado na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, Gabrielli reafirmou que não houve superfaturamento na obra. "Não tenho nenhum conhecimento concreto. As auditorias e os procedimentos internos da Petrobras não indicam nenhum comportamento desse tipo. Se há esse comportamento, não foi do meu conhecimento”, declarou ao juiz. Gabrielli confirmou ao juiz Sérgio Moro, responsável pelo caso, que a construção  da Refinaria Abreu e Lima estava vinculada à Diretoria de Abastecimento, que à época era comandada por Paulo Roberto Costa, suspeito de participar do suposto esquema de desvio de verbas da Petrobras. O ex-presidente da empresa também relatou que somente os contratos acima de R$ 32 milhões precisavam de autorização do Conselho de Administração para serem executados. Valores abaixo da quantia ficavam sob a responsabilidade do diretor da área envolvida na operação. Gabrielli disse não saber  se houve alguma influência do ex-deputado José Janene, morto em 2010, na indicação de Paulo Roberto Costa para a Diretoria de Abastecimento. Segundo Gabrelli, cabe ao Conselho de Administração aprovar e demitir diretores. Janene foi réu no processo do Mensalão do PT, julgado pelo Supremo Tribunal Federal. "A decisão sobre a composição da diretoria é uma decisão que é tomada no âmbito do governo. O presidente da Petrobras é comunicado. As razões e motivações são problemas internos do governo. Paulo Roberto Costa era um técnico de carreira, com uma tradição na companhia, vinha da área de exploração e produção, não era da área de refino, foi apresentado pelo conselho e foi aprovado “, ressaltou. De acordo com o Ministério Público Federal, os desvios na construção da refinaria pernambucana ocorreram por meio de contratos superfaturados, feitos com empresas que prestaram serviços à Petrobras entre 2009 e 2014. Segundo o Ministério Público Federal, a obra, inicialmente orçada em R$ 2,5 bilhões, custou mais de R$ 20 bilhões. A investigação indica que os desvios tiveram a participação de Paulo Roberto Costa, então diretor de Abastecimento, e de Alberto Youssef, dono de empresas de fachada.

Pastor Silas Malafaia sai em defesa de Marina Silva após ameaça de Stédile

No dia em que o líder da organização clandestina terrorista sem-terra João Pedro Stedile ameaçou fazer protestos diários em frente à Petrobras caso a candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, seja eleita, o pastor Silas Malafaia usou as redes sociais para defender a ex-senadora. Malafaia também rebateu no Twitter as críticas do ex-presidente e alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr) de que Marina seria contra priorizar os investimentos no pré-sal. "Lula no RJ falando que Marina é contra o pré-sal. Tem que ser muito cínico, mentiroso, e cara de pau. Manda um óleo de peroba pra ele!! ", escreveu o líder evangélico. Para Silas Malafaia, Stedile fez "terrorismo eleitoral" no ato em defesa da candidatura de Dilma Rousseff na manhã desta segunda-feira, 15, em frente à estatal. "Esse é o bandido apoiado e financiado pelo PT", acusou. Stedile foi um dos representantes de movimentos populares e sindicais a discursar no evento de campanha do PT, que reuniu míseras 500 pessoas. "Queremos que pare a terceirização, que parem os leilões. A ''dona Marina'' que invente de colocar a mão na Petrobras, que voltaremos aqui todos os dias (em protesto)", declarou um dos líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). No discurso, Stedile se referiu à Marina como "aquela candidata que recua todo dia".

A petista Dilma diz que não haverá reforma política sem plebiscito

Em resposta à candidata do PSB, Marina Silva, que prometeu uma "nova política", a presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) defendeu a valorização dos partidos. "Supor uma democracia sem partidos políticos é uma invenção", afirmou. Dilma insistiu na realização de consulta popular para promover as mudanças. "Não faremos reforma política sem um plebiscito", disse. A presidente evitou se posicionar sobre a proposta de Marina e do candidato do PSDB, Aécio Neves, de fim da reeleição, com cinco anos de mandato. "Tem gente querendo que o povo só vote de cinco em cinco anos. Vai coincidir mandato ou não vai? Sem discutir isso não modelamos a reforma que queremos", afirmou, em entrevista coletiva após participar do lançamento do livro "Um País Chamado Favela", de Renato Meirelles e Celso Athayde, na Central Única das Favelas (Cufa), em Madureira (zona norte), no Rio de Janeiro. Durante o seu discurso na Cufa, Dilma exaltou feitos de seu governo voltados para a camada mais pobre da população. "Não fizemos aeroportos nem ampliamos por causa da Copa. Precisamos de aeroporto porque o pessoal da favela agora pode viajar de avião", disse. No tema da educação, afirmou que "é obrigação do Estado oferecer creche de qualidade para as crianças terem as mesmas oportunidades". O tema do pré-sal voltou a ser abordado. "Vamos transformar riqueza que não é perene (pré-sal), em permanente, a educação", afirmou ela em referência a lei que destina 75% dos royalties do petróleo para a educação e 25% para a saúde. Outro ponto abordado pela presidente foram as ações voltadas a micro e pequenos empreendedores. "Reduzimos em 40% os impostos, unificamos (os impostos) e demos crédito", afirmou. No discurso, Dilma também criticou a intenção dos adversários de extinguir ministérios como a Secretaria da Micro e Pequena Empresa.

Stedile promete protestos diários se Marina Silva for eleita

Um dos líderes nacionais do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stedile, criticou a candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, e prometeu protestos diários da entidade, em frente à Petrobrás, caso a ambientalista seja eleita. Stedile foi um dos representantes de movimentos populares e sindicais a discursar antes do ex-presidente e alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr) no ato político em defesa da candidatura da presidente e postulante à reeleição, Dilma Rousseff (PT). "Queremos que pare a terceirização, que parem os leilões. A 'dona Marina' que invente de colocar a mão na Petrobras, que voltaremos aqui todos os dias em protesto", afirmou Stedile, que se referiu à Marina Silva como "aquela candidata que recua todo dia". "Quem aqui deixa se enganar por ela? Ela quer ou não quer entregar o pré-sal?", afirmou o líder do MST. O ex-senador petista José Eduardo Dutra, que presidiu a Petrobras no início do governo do alcaguete Lula, evitou atacar Marina Silva pessoalmente, mas engrossou as críticas a seu programa de governo. "Fui colega por oito anos da senadora Marina Silva. Tenho respeito e nunca vou atacá-la pessoalmente. Mas em 242 páginas do programa de governo, o petróleo é tratado como um mal necessário", discursou.

Egito condena líder da Irmandade Muçulmana à prisão perpétua

Um tribunal egípcio condenou o principal dirigente da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie, e outros 14 dirigentes e partidários à prisão perpétua nesta segunda-feira, 15, por assassinato e incitação à violência durante um protesto perto do Cairo em julho de 2013. A sessão havia sido convocada para os depoimentos de testemunhas, mas o juiz surpreendeu os presentes ao emitir o veredicto. Segundo a decisão, os condenados se reuniram no acampamento da Rabaa al Adawiya, onde manifestações pediam a restituição do presidente deposto Mohamed Morsi, para organizar manifestações nas ruas de Guizé e aterrorizar cidadãos. Badie havia sido condenado em agosto à prisão perpétua por uso da violência, morte de civis, incitação ao terrorismo e vandalismo perto da mesquita de Al Istiqama, após o golpe de Estado que derrubou Morsi. Centenas de integrantes da Irmandade Muçulmana foram condenados à morte em julgamentos em massa. A Irmandade foi declarada como grupo terrorista pelo governo militar.

Petrolífera Total anuncia que a perfuração do 2º poço do campo de Libra começa este mês

O segundo poço de exploração do campo de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, começa a ser perfurado este mês, disse o presidente da francesa Total no Brasil, Denis Besset. A perfuração do primeiro poço começou em agosto. "Temos que perfurar mais poços para confirmar as expectativas", disse o executivo nesta segunda-feira, no intervalo de uma conferência do setor de petróleo no Rio de Janeiro. O consórcio de Libra é liderado pela Petrobras, com 40% de participação e responsabilidade pela operação das plataformas. A Total e a Royal Dutch Shell têm 20% cada uma, enquanto as chinesas China National Petroleum Corp (CNPC) e CNOOC têm 10% cada. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) afirma que Libra é a maior reserva de petróleo já encontrada no País, com reserva estimada entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris de petróleo.

Ministério confirma licitação para exploração de petróleo em águas profundas

O secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, Marco Antônio Martins Almeida, afirmou nesta segunda-feira (15) que está confirmada a realização da 13ª rodada de exploração de petróleo e gás natural, no primeiro semestre do ano que vem. A licitação vai abranger exploração em terra e águas profundas e não há previsão de quando serão divulgados os locais de exploração. Segundo Almeida, as áreas a serem ofertadas estão sendo estudadas pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A diretora geral da agência, Magda Chambriard, afirmou que a ANP trabalhou no leilão por muito tempo e que já encaminhou os estudos ao Ministério de Minas e Energia e ao Conselho Nacional de Política Energética. O secretário afirmou que parte das áreas já está sendo avaliada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente, e que são "extremamente interessantes" e "atraentes".

Lula não tem ódio a Marina; tem ódio é à democracia. Ou: Pantomima de chefão petista “em defesa do pré-sal e da Petrobras” vira um grande mico

Luiz Inácio Lula da Silva, ou simplesmente Lula, já foi um líder sindical de respeito. Depois, ele se tornou um político e subordinou os interesses dos trabalhadores, que então representava, a seus objetivos pessoais. Quem saiu ganhando? Ele e seu partido. Os direitos trabalhistas hoje vigentes, comparem, não são muito distintos dos que havia na década de 70, quando este senhor despontou para a celebridade. Já o homem se tornou o dono de uma legenda — cujos tentáculos se espalham em todas as esferas do estado brasileiro, nas estatais e nos fundos de pensão —, elegeu-se presidente da República duas vezes e fez a sua sucessora.

Os trabalhadores não têm muito mais poder do que tinham antes. Lula, no entanto, fez-se o político mais poderoso do Brasil.
Nesta segunda-feira, este senhor decidiu se comportar como um arruaceiro, como um vândalo da democracia, como um prosélito vulgar. E deu com os burros n’água. O petista reuniu seus bate-paus no sindicalismo e nos movimentos sociais para fazer um ato em defesa da Petrobras e do pré-sal em frente à sede da empresa, no Rio de Janeiro. Queria juntar milhares de pessoas. Ocorre que esse tempo não existe mais. Mesmo com o poderoso chefão do petismo presente, o ato não chegou a juntar mil pessoas — segundo a Polícia Militar, havia umas 600 no auge da concentração. Só compareceram representantes de aparelhos políticos e sindicais. O povo faltou à convocação.
Ato em defesa da Petrobras e do pré-sal? Eles estão sendo ameaçados? Estão, sim! Mas não é por Marina Silva. Não é por Aécio Neves. Quem ameaça o patrimônio público é a roubalheira. Quem estava sangrando os cofres da Petrobras era uma quadrilha que lá estava instalada, servindo aos interesses de partidos políticos, inclusive aos do PT. Quem lesou a maior empresa brasileira foram os que promoveram a compra de Pasadena, por exemplo. Segundo o Tribunal de Contas da União, houve um prejuízo de US$ 792 milhões.
Ao ato convocado pelo chefão compareceram os chefinhos da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT). João Pedro Stedile, que comanda o MST, também estava lá. Todos fizeram discursos enraivecidos contra Marina Silva. Distribuía-se aos montes um adesivo em que se podia ler: “Fora Marina e leve o Itaú junto”. Lindbergh Farias, candidato do PT que amarga o quarto lugar na disputa pelo governo do Rio de Janeiro, escoltava Lula.
Era a reunião dos burgueses do capital alheio. Era a reunião dos burgueses do capital estatal. Era a reunião dos burgueses do que não lhes pertence. Todos esses caras têm um medo pânico de que haja uma troca de guarda no governo porque não querem perder seus privilégios. Vai que sejam obrigados a voltar a trabalhar. Isso, afinal de contas, não pega bem no Partido dos Trabalhadores.
Eis aí o sr. Luiz Inácio Lula da Silva: um simples baderneiro e o maior reacionário da República. Ele não quer a alternância de poder. Ele criminaliza a ação dos adversários. Ele move seus sicários de reputações do sindicalismo e dos movimentos sociais para manter o poder nas mãos de seu grupo.
Lula estava vestindo a jaqueta laranja da Petrobras, como se estivesse lá para defender a empresa. Sob aquele manto, larápios e incompetentes se juntaram para promover o maior assalto à estatal de que se tem notícia. Ele não estava lá para defender uma causa. Querendo ou não, estava lá para tentar varrer uma penca de crimes para baixo do tapete e para, uma vez mais, ameaçar os brasileiros com um fantasma.
Ninguém queria acabar com a Petrobras em 2002. Ninguém queria acabar com a Petrobras em 2006. Ninguém queria acabar com a Petrobras em 2010. Ninguém quer acabar com a Petrobras em 2014. É a quarta vez que o PT recorre a essa mentira com o propósito único de vencer a eleição. Nas outras três, deu certo. O resultado é a roubalheira que vemos.
Para encerrar: não pensem que o PT estaria se portando de modo diferente se o tucano Aécio Neves estivesse em segundo lugar. O partido não tem ódio a Marina em particular. Esse tipo de manifestação é ódio à democracia. Por Reinaldo Azevedo

Lula defende punição a quem cometeu erros na Petrobras

Após uma tumultuada caminhada no centro do Rio de Jenriro, com muito empurra-empurra, o ex-presidente e alcaguete Lula (delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr) discursou em um palco montado de frente para a sede da Petrobras, na Avenida República do Chile, nesta segunda-feira, 15. Em sua fala, o ex-presidente defendeu investigação e punição para quem cometeu irregularidades dentro da empresa. O ato "não partidário", segundo o petista, tinha como idéia inicial comemorar o aniversário da estatal. "Depois, decidimos que era preciso defender a Petrobras de ataques que ela vem sofrendo", afirmou Lula, para uma platéia de sindicalistas e trabalhadores que seguravam bandeiras de candidatos da base aliada do PT. Para Lula, os milhares de trabalhadores da Petrobras não podem ser confundidos com quem tenha eventualmente cometido erros. "Se houve erros, tem que investigar. Se for culpado, tem que ir para a cadeia", disse o petista. "Fiz questão de vir com uma camisa da Petrobras, porque as pessoas estão com vergonha de vestir (uniforme da empresa) e parecer com alguém", acrescentou o ex-presidente, sem citar a quem se referia. Lula usou o microfone para se dirigir à presidente da Petrobras, Graça Foster. "Graça, você não tem nenhuma razão para não andar de cabeça erguida", disse. O ex-presidente discursou após uma série de lideranças sindicais, representantes da Central Única de Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Federação Única dos Petroleiros (FUP), além da União Nacional dos Estudantes (UNE). Também estiveram presentes no ato os candidatos ao governo do Rio de Janeiro, Lindbergh Farias (PT) e Marcelo Crivella (PRB). Ambos são da base do governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Lula ainda exaltou os resultados da Petrobras entre a sua gestão e a de Dilma. "Em oito anos, tiramos mais petróleo do pré-sal do que em 31 anos", afirmou, garantindo ainda que a meta é produzir 4,2 bilhões de barris por dia até 2020. "Com esses resultados, quem é que não vai cumprir?", questionou. Lula também afirmou que a economia não está crescendo tanto quando ele e Dilma gostariam que crescesse. "Mas olhem quantos países do G-20 estão crescendo mais do que nós. São poucos", frisou o ex-presidente, citando ainda que países como Espanha e Itália têm metade de seus jovens desempregados. Lula ainda criticou economistas que avaliam que a inflação está fora de controle. "Estamos há 11 anos com inflação dentro da meta", assegurou: "O Brasil não vai regredir. Vai continuar avançando, para a desgraça de nossos adversários". Segundo Lula, ele escolheu a atual presidente, Dilma Rousseff (PT), como sua sucessora porque "não via a Presidência da República como um clube de amigos". "É preciso pulso firme para fazer as coisas acontecerem neste país", justificou.

Operação contra quadrilha prende 22 policiais militares no Rio; 6 são oficiais; entre os presos, o 3º homem na hierarquia da PM

Na VEJA.com: Vinte e dois policiais militares foram presos na manhã desta segunda-feira, no Rio de Janeiro, em uma operação conjunta entre o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual, Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública e Corregedoria-Geral da Polícia Militar. A operação tem por objetivo desarticular uma quadrilha formada por PMs do 14° Batalhão (Bangu). Entre os presos, está o coronel Alexandre Fontenelle Ribeiro de Oliveira, chefe do Comando de Operações Especiais (COE) da PM, considerado o terceiro na hierarquia da corporação no Estado. A ação busca cumprir 25 mandados de prisão – 24 deles contra policiais militares, incluindo seis oficiais — e outros de 53 de busca e apreensão.

De acordo com o Ministério Público, a quadrilha era integrada por pelo menos 24 policiais militares. O bando exigia propina de comerciantes, mototaxistas, motoristas, cooperativas de vans e empresas transportadoras de cargas na Zona Oeste do Rio. Segundo as investigações, os policiais, mediante pagamento, ignoravam o combate ao transporte irregular de passageiros em vans ou kombis, incluindo o feito por veículos roubados ou com chassi adulterado. A quadrilha também liberava a atuação de empresas de transporte de mercadorias em situação irregular, assim como a venda, no comércio varejista, de produtos piratas. Após o pagamento, os comerciantes em situação irregular recebiam uma espécie de autorização oficiosa para continuar operando.
Os mandados foram obtidos a partir de denúncia encaminhada pelo Gaeco à 1ª Vara Criminal de Bangu. Entre os denunciados, estão seis oficiais que eram lotados no 14° BPM (Bangu): o ex-comandante coronel Alexandre Fontenelle Ribeiro de Oliveira e o ex-subcomandante major Carlos Alexandre de Jesus Lucas – ambos, hoje, no Comando de Operações Especiais –, os majores Nilton João dos Prazeres Neto (chefe da 3ª Seção) e Edson Alexandre Pinto de Góes (coordenador de Operações) e os capitães Rodrigo Leitão da Silva (chefe da 1ª Seção) e Walter Colchone Netto (chefe do Serviço Reservado). Também são acusados de integrar a quadrilha 18 praças e um civil.
A ação desta segunda-feira é um desdobramento da Operação Compadre, deflagrada pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança do RJ em abril de 2013, quando 78 mandados de prisão foram expedidos, 53 deles contra policiais militares, para a desarticulação de uma quadrilha que realizava cobranças de propina de feirantes e comerciantes com mercadorias ilícitas, em Bangu.
Os acusados responderão na 1ª Vara Criminal de Bangu pelo crime de associação criminosa armada, que não consta do Código Penal Militar. A pena é de dois a seis anos de reclusão. Os integrantes da quadrilha também serão responsabilizados pelo Ministério Público pelos diversos crimes de concussão (praticados por funcionários públicos), que serão apurados pela Auditoria de Justiça Militar estadual.

Juiz determina ida de delator do “petrolão” à CPI

Na VEJA.com: O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Criminal de Curitiba (PR), determinou que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso no Paraná, seja conduzido até Brasília, na quarta-feira, para prestar depoimento à CPI mista que investiga denúncias na estatal. Ele será escoltado por agentes da Polícia Federal, sem o uso de algemas. Na semana passada, o ministro Teori Zavascki, responsável pela Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que Paulo Roberto Costa pode prestar depoimento à CPI da Petrobras nesta semana. Para Zavascki, comissões parlamentares de inquérito (CPI) podem convocar qualquer depoente, independentemente de autorização judicial prévia. Paulo Roberto, entretanto, tem o direito de não responder a perguntas que possam incriminá-lo.

A manifestação de Zavascki contrasta com recomendação do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contrário ao depoimento por considerar que declarações públicas de Paulo Roberto Costa podem atrapalhar o processo de delação premiada a que ele se submeteu. Costa assinou um acordo de delação para detalhar o funcionamento do esquema bilionário de desvio de dinheiro e pagamento de propina. Em troca, pode ter a pena reduzida e até obter o perdão judicial.
Revelações
Reportagem de VEJA revelou que Paulo Roberto Costa afirmou à Justiça e ao Ministério Público que três governadores, seis senadores, um ministro de Estado e pelo menos 25 deputados federais embolsaram ou tiraram proveito de parte do dinheiro roubado dos cofres da estatal. De acordo com depoimento de Costa, o esquema funcionou nos dois mandatos do ex-presidente Lula, mas também adentrou a atual gestão da presidente Dilma Rousseff.
Entre os nomes citados por Costa estão os ex-governadores Sergio Cabral (PMDB-RJ), Eduardo Campos (PSB-PE) – morto em acidente aéreo no mês passado – Roseana Sarney (PMDB-MA), o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, além do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Os nomes das autoridades com foro privilegiado já foram encaminhados ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, responsável por levar o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF). Caberá ao relator no STF, ministro Teori Zavascki, analisar o teor das informações fornecidas pelo ex-diretor da Petrobras e homologar a delação.Na semana passada, o ministro Teori Zavascki autorizou também que deputados e senadores da CPI mista da Petrobras tenham acesso integral aos documentos das investigações contra parlamentares.

Após acordo de delação premiada, juiz manda soltar laranja de Youssef

Por Mario Cesar Carvalho, na FolhaA Justiça federal decidiu soltar o advogado Carlos Alberto Pereira da Costa, laranja do doleiro Alberto Youssef em uma empresa no Brasil e duas nos Estados Unidos, após ele ter feito um acordo de delação premiada com procuradores, no qual prometeu contar o que sabe em troca de uma pena menor. Ele ficou preso durante seis meses. O juiz federal Sergio Moro decidiu soltá-lo na última sexta-feira (12). Pereira da Costa fez uma série de revelações para procuradores da força-tarefa que acompanha a Operação Lava Jato, entre as quais a de que o doleirodeu de presente um helicóptero para o deputado federal Luiz Argôlo (SDD-BA) no valor de R$ 796 mil. Foi ele também que contou que o banco americano Merrill Lynch ajudou a internar US$ 3,5 milhões que Youssef mantinha ilegalmente nos Estados Unidos por meio da simulação de um empréstimo em 2008. (…) Pereira da Costa foi preso em 17 de março pela Operação Lava Jato, sob acusação de integrar uma quadrilha liderada pelo doleiro, a qual seria responsável pela lavagem de R$ 10 bilhões. Ele afirmou na delação que uma série de contratos de consultoria entre grandes empreiteiras e empresas de fachada do doleiro eram falsos —só serviam para “justificar o ingresso de recurso” nessas empresas. 

PT paga muitos dólares a chantagista que tem detalhes de operação escabrosa realizada na Petrobras em 2004. Enrosco envolve a morte de Celso Daniel

Atenção, leitor, para um rolo dos diabos — uma história bem típica do modo de agir dos companheiros. A edição de VEJA desta semana traz uma reportagem de Robson Bonin que narra uma história do balacobaco. A informação quente, pelando, é a seguinte: um desses sujeitos que costumam transitar no submundo da política e que já foi condenado no processo do mensalão — Enivaldo Quadrado — chantageou o PT para não fornecer detalhes sobre uma operação criminosa que surrupiou R$ 6 milhões dos cofres da Petrobras em 2004. Chantageou e levou a grana. Em dólares. E sabem para que teria servido aqueles R$ 6 milhões roubados da Petrobras em 2004? Para pagar outra chantagem: um empresário ligado ao PT ameaçava envolver os nomes de Lula, Gilberto Carvalho e José Dirceu na morte de Celsa Daniel, prefeito de Santo André, assassinado no dia 18 de janeiro de 2002.

Entenderam? Quadrado chantageou o PT há alguns dias para não revelar detalhes de uma operação ocorrida há dez anos, que envolveu um assalto aos cofres da Petrobras. Tudo para preservar três medalhões do PT. Agora vamos a detalhes das duas operações. Comecemos pela primeira chantagem.
1: Segundo a reportagem, em 2004, Ronan Maria Pinto, empresário de ônibus ligado ao PT e hoje dono de um jornal em Santo André, exigiu R$ 6 milhões para não implicar os nomes de Lula, Dirceu e Carvalho na morte de Celso Daniel.
2: O comando do PT recorreu aos serviços de, digamos, amigos poderosos para conseguir o dinheiro. Prestem atenção à tramoia, segundo apurou a reportagem:
a: o pecuarista José Carlos Bumlai, amigão de Lula, contraiu um empréstimo de R$ 6 milhões junto ao Banco Schain;
b: Bumlai usou a sua influência na Petrobras para que a construtora Schain, do mesmo grupo, aumentasse seus negócios com a estatal em exatos… R$ 6 milhões;
c: quem negociou pela estatal foi o diretor Guilherme Estrela, amigão de Lula;
d: o dinheiro emprestado a Bumlai foi parar nas mãos da empresa 2S Participações, que pertencia a… Marcos Valério.
e: Marcos Valério fez, então, um contrato de mútuo para emprestar o dinheiro a Ronan Maria Pinto, aquele mesmo que, segundo a reportagem, exigia R$ 6 milhões para não implicar os chefões petistas na morte de Daniel;
f: no contrato de mútuo, figura como agente financeira a empresa Remar Agenciamento e Assessoria Ltda., que foi contratada justamente por… Enivaldo Quadrado!
3: Em setembro de 2012, Marcos Valério já havia relatado esses fatos ao Ministério Público. Voltemos agora ao tal Quadrado.
Condenado pelo STF a três anos e meio por lavagem de dinheiro no processo do mensalão, Quadrado voltou a ser preso pela Operação Lava Jato. Tão logo saiu da cadeia, ameaçou fornecer detalhes sobre um documento que estava sob a guarda do doleiro Alberto Youssef. Sabem qual? Justamente o contrato firmado entre a empresa de Marcos Valério e a Expresso Nova Santo André Ltda, de Ronan.
Por que um contrato entre Valério e Ronan estava com Youssef? Eis um mistério.
Seja como for, a reportagem de VEJA apurou que Quadrado apresentou a conta de seu silêncio a João Vaccari Neto, tesoureiro do PT. E a cúpula do partido teria decidido dar os dólares que ele pediu. Só para lembrar: Vaccari é uma das pessoas acusadas pelo engenheiro Paulo Roberto Costa como beneficiária — em nome do partido, claro! — do esquema de corrupção que vigorava na Petrobras.
Como vocês veem, relato esse caso do âmbito da política, mas é evidente que se trata de uma conjunção de casos de polícia.
Só para lembrar
José Carlos Bumlai de tal sorte é amigo de Lula que, quando o chefão petista era presidente, havia na portaria do Palácio do Planalto este aviso:
Jose Carlos Bumlai - autorização
Como a leitura é difícil, transcrevo:“O sr. José Carlos Bumlai deverá ter prioridade de atendimento na portaria Principal do Palácio do Planalto, devendo ser encaminhado ao local de destino, após prévio contato telefônico, em qualquer tempo e qualquer circunstância”.
É isso aí. Se quiser saber tudo o que este blog já escreveu sobre tão notável figura, clique aqui .
Por Reinaldo Azevedo

Ex-diretor Paulo Roberto Costa documentava em detalhes todas as propinas que pagava

Além de entregar, um a um, os políticos que receberam dinheiro sujo do esquema de corrupção, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa ofereceu aos investigadores, em seus depoimentos, indícios e até provas dos pagamentos de propina. São anotações detalhadas de datas, locais, quantias e até números de contas bancárias no Exterior, onde os destinatários preferiam receber a grana roubada da estatal. Paulo Roberto Costa foi diretor de Abastecimento da Petrobras entre 2004 (governo Lula) e 2012 (governo Dilma), e agia com “autonomia”. Chamado de “Paulinho” por Lula, Paulo Roberto Costa conta que ele e seus comparsas se referiam ao ex-presidente como “Gerentão”. O ex-diretor temia virar um Marcos Valério, que estava longe de chefiar o Mensalão, era só um “office boy de luxo”, mas pegou a maior pena. Paulo Roberto Costa jura que não liderava o esquema. Mas investigadores ainda não acreditam isso.

Jaqueline Roriz renuncia à disputa por vaga na Câmara

A candidata a deputada federal Jaqueline Roriz (PMN) renunciou à disputa eleitoral, segundo informações do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal. Filha do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz, Jaqueline enfrentava uma batalha na Justiça para manter a disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. O TRE-DF havia indeferido o registro de sua candidatura, o que foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por Jaqueline ter sido condenada por improbidade administrativa pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal em julho deste ano, em segunda instância, com a perda de seus direitos políticos por oito anos. Ela já havia sido condenada anteriormente, em primeira instância, pela 2ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal. Jaqueline tentava se manter na disputa alegando que o registro da candidatura foi feito dias antes da condenação em segunda instância. Mas, o entendimento do relator do processo no TRE-DF, desembargador Cruz Macedo, foi de que a data de registro não pode ser considerada como prazo limite para a impugnação.

Aécio Neves recebe apoio do ex-jogador Ronaldo Fenômeno

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, recebeu neste domingo, 14, no Rio de Janeiro, o apoio explícito do ex-jogador Ronaldo Fenômeno. Amigo do presidenciável, ele já havia declarado seu voto em Aécio Neves, mas pela primeira vez acompanhou o candidato em uma agenda de campanha. Em evento na Central Única das Favelas (CUFA), na zona norte carioca, ele defendeu um olhar que vá além da segurança pública para as comunidades, com políticas de qualificação e geração de renda. Aécio Neves e Ronaldo chegaram juntos à CUFA, em Madureira, na zona norte carioca, onde participaram do lançamento do livro "Um país chamado favela", de Celso Athayde, fundador da CUFA, e Renato Meirelles, presidente do Instituto Data Popular. Juntos, ensaiaram um tímido jogo de capoeira e se arriscaram na "dança do passinho". "O povo está cansado de tanta corrupção e a gente tem que mudar isso. Vamos começar agora a partida para virar esse jogo e fazer o Brasil crescer no caminho certo", disse Ronaldo a uma platéia de jovens. O cabo eleitoral famoso foi mais aplaudido que o presidenciável. De acordo com a publicação da CUFA, 76% dos moradores das favelas acham que sua vida melhorou nos últimos anos por esforço próprio ou com a ajuda de Deus. Apenas 1% creditam a mudança ao governo.

Petrobras confirma uso de computador no caso Wikipédia

A Petrobras confirmou, na tarde deste domingo, 14, que o perfil na Wikipédia de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da estatal, foi alterado de um dos computadores da sede da empresa. Na modificação, Costa, preso durante as investigações da Operação Lava Jato, é apresentado como "cria do governo tucano" de Fernando Henrique Cardoso. Em nota, a assessoria de Imprensa da Petrobras informou que a Área de Tecnologia da Informação está rastreando os acessos à internet para identificar o computador em que o artigo foi reescrito. A mudança foi feita às 16h16 de sábado, 13, pelo endereço de IP 164.85.6.3. O texto sobre Costa passou a informar que ele foi demitido "com aprovação da presidente Dilma Rousseff" por estar "muito soltinho". O artigo dizia que a imprensa omite que ele começou a carreira na Petrobras em 1979 e detalhava ainda os cargos ocupados por Paulo Roberto Costa durante o governo tucano, a partir de 1995, quando assumiu o posto de "gerente geral do poderoso Departamento de Exploração e Produção do Sul". O texto ficou no ar por seis minutos, até o perfil original ser restaurado pelo usuário Guilhermebr1. Na justificativa, disse que houve "edição tendenciosa a partir da rede da Petrobrás". O IP é uma identidade virtual que permite identificar o computador usado para acessar a internet. Recentemente, um computador do Palácio do Planalto foi utilizado para modificar o perfil dos jornalistas Míriam Leitão e Carlos Alberto Sardenberg. Foi aberta sindicância e o servidor de carreira petista Luiz Alberto Marques Vieira Filho assumiu ter escrito os textos. Ele foi exonerado do cargo de confiança que ocupava na Secretaria de Relações Internacionais e vai responder a processo administrativo disciplinar.

Equipe de Marina Silva defende o aumento da inflação.... é inacreditável

Um dos economistas mais influentes da equipe que assessora a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, propôs na semana passada o aumento da meta oficial de inflação fixada para o próximo ano, para acomodar reajustes de preços no início do novo governo se Marina for eleita.  A ideia foi lançada pelo economista Alexandre Rands e não faz parte da plataforma da candidata, mas deverá ser discutida internamente nos próximos dias. Ela foi apresentada em público pela primeira vez em evento organizado pelo Bank of America/Merrill Lynch na segunda-feira (8), em São Paulo, que reuniu 500 investidores e executivos do mercado financeiro. A meta de inflação é o alvo fixado pelo governo para dar à sociedade uma ideia do que esperar do comportamento dos preços. Essa referência perdeu credibilidade na gestão de Dilma Rousseff (PT), porque a inflação ficou sempre muito acima da meta anunciada, de 4,5% ao ano. O PSB cogitou a possibilidade de propor uma redução da meta para 3% em 2019, mas a idéia foi abandonada pelo programa de governo divulgado em agosto por Marina Silva. O documento assume apenas o compromisso de "trabalhar com metas de inflação críveis e respeitadas". No encontro com os investidores na segunda-feira, Rands afirmou que é "preciso acabar com a hipocrisia", referindo-se à dificuldade que o governo tem encontrado para alcançar a meta atual. A inflação hoje está em 6,5% ao ano e o próprio Banco Central prevê que só será possível chegar aos 4,5% em 2016. Marina enviou sete representantes para falar aos investidores, entre eles o economista André Lara Resende, um dos formuladores do Plano Real, e o deputado Walter Feldman (SP), coordenador da campanha e um dos seus principais porta-vozes hoje. Rands disse defender o aumento da meta com redução do intervalo de tolerância, hoje de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. "Todo mundo sabe que a inflação será de 6,5% para cima. Manter a meta em 4,5% é hipocrisia", afirmou. "Se não tem chance de chegarmos a 4,5%, tem que fixar uma meta realista", acrescentou. Na sua avaliação, alcançar uma inflação de 5,5% em 2015 será um "plano audacioso", mas possível de cumprir. Adotar uma meta maior, mas factível, poderia ajudar a resgatar a credibilidade do governo e murchar expectativas de aumentos de preços no futuro. Quando a capacidade de prever a trajetória dos preços é baixa, os reajustes preventivos tendem a ser maiores. Para Rands, parte da inflação atual resulta da incerteza sobre os objetivos do governo. Com a nova meta, a pressão tenderia a arrefecer. "Parte do problema hoje é assumir uma meta que todos sabem que não será cumprida", disse. A mesma estratégia foi adotada pelo ex-presidente e alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista na ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr) em 2003, no início de seu primeiro mandato, quando a meta foi elevada de 4% para 8,5%. O objetivo então era acomodar reajustes de preços provocados pela disparada do dólar ocorrida no ano anterior, quando as incertezas criadas pela eleição de Lula provocaram nervosismo no mercado financeiro. Naquele ano, a inflação foi a 9,3%. Desta vez, uma meta maior ajudaria a acomodar reajustes de tarifas públicas, como passagens de ônibus e energia elétrica, e o preço da gasolina, que foram represados nos últimos tempos para não pressionar mais a inflação. Além disso, disse Rands, o futuro governo trabalhará com um orçamento definido neste ano e, por isso, terá limites para reduzir despesas --o que poderia ajudar a diminuir a pressão nos preços. A proposta de Rands foi bem recebida por participantes do encontro de segunda. O ex-diretor do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo, sócio da Mauá Sekular Investimentos, disse que a proposta daria mais transparência à política do próximo governo.

Pesquisas internas do PSDB indicam queda de Marina Silva e subida de Aécio Neves

Vence nesta semana o prazo que o senador tucano Aécio Neves deu a seus aliados para reagir na disputa pela Presidência da República: 15 de setembro. Em terceiro lugar nas pesquisas eleitorais, ele tenta frear as discussões dentro do próprio partido sobre o rumo que deve seguir se ficar fora do segundo turno. Com 15% das intenções de voto no levantamento mais recente do Datafolha, Aécio Neves está quase 20 pontos percentuais atrás das duas candidatas que empataram na liderança da corrida, a presidente Dilma Rousseff (PT) e a ex-senadora Marina Silva (PSB). Parte do PSDB defende o apoio a Marina Silva no segundo turno da eleição. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, principal fiador da candidatura de Aécio Neves no partido, faz parte desse grupo. Pessoas próximas a FHC dizem que ele não "jogou a toalha", mas vê com "realismo" a situação de Aécio Neves na disputa e tem discutido o assunto dentro do partido. O ex-presidente nega ter falado sobre o tema com aliados de Marina Silva. Ciente do debate interno, o candidato tem enviado recados para dentro e fora do PSDB. Nos últimos dias, ele repetiu várias vezes que irá para a oposição se não chegar ao segundo turno, adotando discurso quase obrigatório para um candidato que ainda diz acreditar em uma virada.

Editorial do Estadão - "A razão contra a baixaria e a apelação". Apoio explícito à candidatura de Aécio Neves

A inacreditável baixaria e a apelação na qual o desespero de Dilma Rousseff e a empáfia de Marina Silva transformaram a campanha eleitoral em sua fase decisiva tiveram um contraponto na atuação de Aécio Neves, terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, em sua participação, no último dia 10, na rodada de entrevistas com os presidenciáveis realizada pelo jornal O Globo. No momento em que o PT apela para o que sabe fazer melhor - atacar e iludir - e Marina recorre ao bom-mocismo e à manipulação de obviedades para seduzir um eleitorado ávido por mudanças, o candidato do PSDB introduziu um sopro de racionalidade no debate eleitoral. O que se pode esperar daqui para a frente da campanha petista é a desfaçatez crescente de Dilma Rousseff diante do mar de lama que envolve seu governo, como ela demonstrou sem o menor constrangimento na entrevista ao Estado publicada no dia 9, ao responder sobre o mais recente escândalo na Petrobrás: "Se houve alguma coisa, e tudo indica que houve, eu posso garantir que todas, vamos dizer assim, as sangrias que eventualmente pudessem existir estão estancadas". "Sangrias", aliás, sobre as quais a ex-ministra de Minas e Energia e chefe do governo "não tinha a menor ideia". Marina Silva, por sua vez, tem falado muito sobre a "nova política" que se propõe a levar ao Planalto e pouco sobre como e o que fará para transportá-la do plano das boas intenções para a realidade dura de um ambiente político que a prática dos últimos 12 anos levou a limites extremos de degradação. E fala pouco sobre os 24 anos em que, sob as asas do guru Lula, militou nas falanges petistas que, com denodo e método, se dedicaram a desmoralizar as instituições democráticas do País. Surpreendido, como todo o Brasil, pela reviravolta provocada na campanha eleitoral com a morte trágica de Eduardo Campos, Aécio Neves, cuja candidatura até então parecia presença certa contra Dilma Rousseff no segundo turno, defronta-se agora com a necessidade de, em circunstâncias mais desfavoráveis do que até então, demonstrar que é a melhor opção para um eleitorado claramente ávido por mudanças. Sem considerar a questão estritamente política, que é essencial, mas pouco compreendida em toda sua complexidade - ou simplesmente rejeitada pela maior parte do eleitorado -, o fator decisivo numa eleição presidencial é certamente a economia, traduzida em seus efeitos sobre o cotidiano dos cidadãos. Para reduzir a questão a sua expressão mais simples, quando a economia vai mal a produção cai, os empregos minguam, a carestia aumenta e a insatisfação geral se instala. É exatamente o que acontece hoje no País, depois de quatro anos de incompetente e desastrado governo. Diante desse desastre que nem a indispensável existência de programas sociais como o Bolsa Família consegue mais dissimular, está claro que o Brasil precisa, mais uma vez, de uma competente ação governamental de estabilização e desenvolvimento econômico, a exemplo do que ocorreu 20 anos atrás, quando a inflação anual atingia incríveis quatro
dígitos e o então ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, comandou uma equipe de economistas que criou e implantou o Plano Real, a partir de três fundamentos básicos: metas de inflação, câmbio flutuante e superávit primário. Esse é, claramente, um desafio para o qual Dilma Rousseff, até por formação ideológica, não tem a menor disposição - nem o PT dispõe de quadros habilitados - para enfrentar. Marina Silva, por sua vez, tampouco conseguiu demonstrar até agora genuína disposição, e disponibilidade do necessário apoio de quadros técnicos, para a difícil tarefa de recuperar a economia brasileira. Além do comprometimento histórico dos tucanos com a estabilidade e o desenvolvimento econômico do País, Aécio Neves pode contar com a credibilidade de quadros técnicos comprovadamente competentes. E essa foi a ênfase de sua participação na entrevista ao jornal carioca, ao repudiar a baixaria e a apelação emocional na campanha: "Tenho feito um esforço maior e vou fazê-lo até o último dia desta eleição. Acredito que, no momento da decisão, vai prevalecer a onda da razão".

Marina Silva diz que Dilma nomeará mais diretores para roubar Petrobras

A candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, usou o combate à corrupção como mote de um comício crítico à presidente-candidata Dilma Rousseff e ao PT na noite de sábado, em Teresina (PI). Marina reclamou das “calúnias, mentiras e boatos” disparados pelos adversários e afirmou que eles estão apavorados e desesperados, “tremendo que só vara verde”. A presidenciável do PSB concentrou ataques nominais a Dilma e aliados do PMDB, como o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o senador e ex-presidente José Sarney. Ela afirmou que, se reeleita, Dilma continuará a nomear diretores da Petrobras a partir de indicações políticas, como fez com o ex-diretor de abastecimento Paulo Roberto Costa, delator de um escândalo de corrupção na petrolífera. “Esse é o vento da mudança, daqueles que querem votar em quem apresenta um plano de governo. A Dilma não apresentou. O Aécio Neves não apresentou. E a Dilma ainda disse que não vai apresentar, que vai fazer a mesma coisa que está fazendo, ou seja, vai continuar escolhendo os diretores da Petrobras com os critérios de acabar com a Petrobras pelo roubo, pelo dolo”, disse. “Vamos compor a diretoria da Petrobras com comitê de busca e funcionários de carreira e não com indicados do Renan Calheiros. Vamos fazer com que o serviço público tenha ministros que entendam o que estão fazendo nos ministérios. Hoje nós temos um ministro [Edson Lobão] que não é o ministro de Minas e Energia. É o ministro do ex-presidente José Sarney".

Seis a cada dez argentinos reprovam governo Cristina Kirchner

A imagem negativa da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, chegou a 43,8%, porcentagem mais alta desde maio, de acordo com pesquisa divulgada neste domingo por meios de comunicação locais. Segundo a pesquisa da empresa de consultoria Management & Fit, a imagem positiva de Cristina caiu para 26,5%, dois pontos abaixo da marca anotada há um mês e muito longe dos 59,1% de seu pico máximo, alcançado em fevereiro de 2012, no início de seu segundo mandato. A pesquisa, publicado pelo jornal Clarín, revela também uma forte rejeição à gestão do governo, já que seis em cada dez argentinos desaprovam sua forma de dirigir o país, enquanto só três em cada dez a respalda. O pior membro avaliado do Gabinete argentino é de longe o vice-presidente, Amado Boudou, processado em duas causas por suposta corrupção: 66,7% têm uma imagem negativa dele e apenas 6,1% dizem que é positiva. A cerca de 14 meses das eleições presidenciais, quase 40% assinalaram que não confiam nada no futuro da gestão de Cristina, enquanto 22,4% expressaram pouca confiança. A pesquisa foi realizada entre 2 e 9 de setembro, com 2.400 entrevistas em todo o país.

Dilma redobra ataque a Marina: "Coitadinho não pode ser presidente"

Em entrevista concedida neste domingo no Palácio da Alvorada, a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, voltou a criticar a adversária Marina Silva, que tem se queixado dos ataques do programa eleitoral da petista. A presidente afirmou que um "coitadinho" não pode ocupar o maior cargo da República. "Não tem coitadinho na Presidência. Quem vai para a Presidência não é coitadinho. Porque, se se sente coitadinho, não pode chegar lá", disse ela. A petista afirmou que tem discutido apenas o programa de governo da adversária, sem ataques pessoais, e que isso é parte da disputa eleitoral. "A campanha tem de ser do mais alto nível. Agora, eu considero alto nível discutir proposta, sim. Ninguém pode se dar por satisfeito quando não discute propostas", afirmou. Sobre seu programa de governo, Dilma descartou a inclusão dos cursos de humanas no programa Ciência Sem Fronteiras. Ela prometeu manter o programa em um eventual segundo mandato, mas afirmou que não há recursos para que alunos fora da área de exatas sejam incluídos. "Nós não temos dinheiro para fazer para todo mundo. Em humanas, cá entre nós, nós não fazemos feio", afirmou. Dilma também declarou que, no futuro, o programa deve incluir um critério de renda. Hoje, apenas o mérito do aluno é levado em conta, o que acaba fazendo com que o governo financie os estudos e a moradia de muitos alunos das classes mais altas. "Não está afastado o corte por renda no futuro, não. É óbvio que em algum momento teremos de fazer isso", declarou.  A próxima seleção do programa se encerra em 23 de setembro e deve escolher cerca de 14.000 beneficiados. Todos os alunos que não forem selecionados terão direito a uma segunda chamada no Ciência Sem Fronteiras 2. Se cumprirem os critérios mínimos de qualificação, eles serão beneficiados na próxima etapa do programa. Haverá 100.000 novas vagas em um segundo governo, afirmou a presidente.

Com o apoio de Lula, Dilma e DEM, família Barbalho tenta voltar ao governo do Pará

O eleitor fiel do DEM que quiser seguir a orientação de seu partido vai apoiar Aécio Neves (PSDB) para a Presidência da República. Mas, se ele morar no Pará, essa será a única parte fácil da escolha. Caso queira seguir rigorosamente o apoio declarado por seu partido, ele vai votar em um petista que foi réu no processo do Mensalão para senador: Paulo Rocha. Para o governo, a escolha será por Helder Barbalho (PMDB), que já fez dois comícios ao lado de Dilma Rouseff e de Lula e tenta atrelar sua imagem à dos petistas. Mesmo que vote em candidatos do DEM para deputado federal e deputado estadual, o nosso personagem corre o risco de eleger um representante do PCdoB por causa da coligação de seu partido e da regra eleitoral. Ao mesmo tempo, o paraense que é comunista convicto, leal ao PCdoB, vai ter de votar em um integrante do DEM para vice-governador. Vai também eleger para o governo o filho de Jader Barbalho, o maior símbolo da corrupção no Pará e um antigo inimigo da esquerda. O mesmo voto será dado pelo petista que quiser cumprir a orientação de seu partido. A falta de coerência dos partidos brasileiros não é novidade; mas há lugares em que a total falta de lógicas das alianças se torna mais evidente. O Pará é um dos melhores exemplos disso. O PSDB governou o estado em doze dos últimos dezesseis anos, com a exceção do período entre 2006 e 2010. A petista Ana Júlia Carepa obteve uma vitória histórica, mas fez um governo campeão em reprovação e perdeu a disputa pela reeleição em 2010. Simão Jatene (PSDB) assumiu o posto. O fracasso de Ana Júlia, que hoje disputa uma modesta vaga na Câmara Federal, enfraqueceu o grupo petista no Estado e o tornou mais dependende de Jader Barbalho, um antigo adversário do PT. A estratégia petista para derrotar os tucanos não passa da velha tática de que o inimigo do meu inimigo é meu amigo. Uma coligação com tão pouca coerência ainda teria espaço para o DEM. O multiprocessado deputado Lira Maia, que comanda o partido no Estado, tentou até a última hora se transformar no vice de Simão Jatene. Como não conseguiu – a vaga ficou com o PSC –, optou pelo apoio ao PMDB. E foi só. Nada da discussão programática, de debate ideológico: a aliança se formou por causa da ocupação de espaços políticos.

Dilma pede licença para matar, Ou: Petista promete mais quatro anos iguais aos últimos quatro se reeleita! Ou: Destruir para conquistar; conquistar para destruir

A presidente-candidata Dilma Rousseff não quer saber de “coitadinhos” disputando a Presidência da República. Deixou isso muito claro numa entrevista coletiva concedida ontem, no Palácio da Alvorada, enquanto mordomos invisíveis, pagos por nós, administravam-lhe a casa. A rigor, vamos ser claros, a presidente nunca acreditou nem em “coitados” nem na inocência. Ou não teria pertencido a três organizações terroristas que mataram… inocentes! A propósito, antes que chiem os idiotas: isso que escrevo é

a: ( ) verdade;
b: ( ) mentira.
Quem decidir marcar a alternativa “b” já pode se despedir do texto porque não é só um desinformado; é também um idiota — e não há razão para perder o seu tempo com este blog. Para registro: ela cerrou fileiras com o Polop, Colina e VAR-Palmares. Sigamos.
Na quinta-feira passada, informou a Folha, ao se referir aos ataques que vem recebendo do PT, Marina Silva, candidata do PSB à Presidência, chorou. Os petistas não abrem mão de desconstruir a imagem da ex-senadora e de triturar a adversária, mas temem que ela se transforme numa vítima e acabe granjeando simpatias. Na entrevista deste domingo, Dilma tratou, ainda que de modo oblíquo, tanto da campanha negativa que o PT vem promovendo contra a peessebista como das lágrimas da adversária. Afirmou:
“A vida como presidente da República é aguentar crítica sistematicamente e aguentar pressão. Duas coisas que acontecem com quem é presidente da República: pressão e crítica. Quem levar para campo pessoal não vai ser uma boa presidente porque não segura uma critica. Tem de segurar a crítica, sim. O twitter é o de menos. O problema são pressões de outra envergadura que aparecem e que, se você não tem coluna vertebral, você não segura. Não tem coitadinho na Presidência. Quem vai para a Presidência não é coitadinho porque, se se sente coitadinho, não pode chegar lá”.
Entenderam? Dilma está dizendo que a brutalidade é mesmo da natureza do jogo, avaliação que, em larga medida, remete a personagem de agora àquela militante do passado, quando grupos terroristas se organizaram contra a ditadura militar. Ou por outra: não havia, de fato, “coitadinhos” naquele embate. Eu sempre soube disso — e já o afirmava mesmo quando na esquerda. É por isso que a indústria de reparações — exceção feita aos casos em que pessoas já rendidas foram torturadas ou mortas pelo Estado — é uma vigarice intelectual, política e moral.
Dilma, obviamente, sabe que o PT faz campanha suja ao associar a independência do Banco Central à falta de comida na mesa dos brasileiros. Dilma sabe que se trata de uma mentira escandalosa a afirmação de que o programa de Marina tiraria R$ 1,3 trilhão da educação. Em primeiro lugar, porque não se pode tirar o que não existe; em segundo, porque Marina, se eleita, não conseguiria pôr fim à exploração do pré-sal ainda que quisesse.
E que se note: a presidente-candidata, que não apresentou ainda um programa final, deixou claro que considera desnecessário fazê-lo e, a levar a sério o que disse, aguardem mais quatro anos do mesmo caso ela vença a disputa. Leiam o que disse:
“O meu programa tem quatro anos que está nas ruas. Mais do que nas ruas, está sendo feito. Hoje estou aqui prestando contas de uma parte do meu programa. Eu não preciso dizer que vou fazer o Ciência sem Fronteiras 2.0, a segunda versão. Eu não preciso assumir a promessa, porque fiz o primeiro. A mim tem todo um vasto território para me criticar. Tudo o que eu fiz no governo está aí para ser criticado todo o santo dia, como, aliás, é. Todas as minhas propostas estão muito claras e muito manifestas”.
A presidente, sem dúvida, pôs os pingos nos is. Se ela ganhar mais quatro anos, teremos um futuro governo igualzinho a esse que aí está. Afinal, segundo diz, o seu programa já está nas ruas, já está sendo feito. O recado parece claro: nada vai mudar.
Dilma voltou a falar sobre a independência do Banco Central, fazendo a distinção entre “autonomia” — que haveria hoje (na verdade, não há) e “independência”, conforme defende Marina. Segundo a petista, a proposta de Marina criaria um Poder acima dos demais.
Vamos lá: discordar sobre a natureza do Banco Central é, de fato, próprio da política. E seria muito bom que o país fizesse um debate maduro a respeito. Mas, obviamente, não é isso o que faz o PT. Ao contrário: o partido aposta no terror e no obscurantismo. Pretende mobilizar o voto do medo e da ignorância. Quanto ao pré-sal, destaque-se igualmente: seria positivo se candidatos à Presidência levassem adiante um confronto de ideias sobre matrizes energéticas. Mas quê… De novo, os petistas investem apenas no benefício que lhes pode render a ignorância.
Dilma segue sendo, essencialmente, a mesma, agora numa nova moldura: “o mundo não é para coitados, não é para os fracos”. E, para demonstrar força, se preciso, servem a mentira e o terror. Hoje como antes. O PT também segue sendo o mesmo: quando estava na oposição, transformava o governo de turno na sede de todos os males e de todos os equívocos. No poder há 12 anos, agora o mal verdadeiro está com a oposição. Seu lema poderia ser “Destruir para conquistar; conquistar para destruir”.
Dilma pede licença para matar. Nem que seja uma reputação. Por Reinaldo Azevedo