quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Pnad aponta que há três anos o país não consegue reduzir a desigualdade

Na VEJA.com: A redução da pobreza foi, ao longo dos últimos vinte anos, não só uma conquista da sociedade brasileira, mas também resultado da estabilidade econômica e de investimentos em educação e saúde feitos desde a década de 1990. Mas os limites desses esforços começam a aparecer. Dados da Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (Pnad) de 2013, divulgados nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que, pelo terceiro ano consecutivo, o indicador que mede a desigualdade de renda, chamado Índice de Gini, não mostra melhora significativa.

O índice, que é usado mundialmente, leva em conta o número de pessoas em um domicílio e a renda de cada um, e mostra uma variação de zero a um, sendo que quanto mais próximo de um, maior é a desigualdade. O IBGE calculou em 2013 que o Brasil marcou 0,498 no indicador que leva em conta a renda de todo os membros de cada família. Em 2012, o resultado havia ficado em 0,496, enquanto em 2011, era de 0,499. A leve oscilação não permite ao órgão concluir que houve uma piora significativa na distribuição de renda no Brasil. Contudo, ela é clara em mostrar que os efeitos da desaceleração econômica já fazem com que a barreira entre ricos e pobres pare de ceder.
Tal piora é explicada não só pelo baixo crescimento da economia, mas também pela menor oferta de vagas de trabalho, ambas mostradas pelo IBGE por meio do levantamento das Contas Nacionais, que calcula o Produto Interno Bruto (PIB), e da própria Pnad, que mede a taxa de desocupação no país.
Segundo dados divulgados nesta quinta, a taxa de desemprego passou de 6,1% em 2012 para 6,5% em 2013. Percebe-se, portanto, uma situação em que a economia cresce pouco (o avanço em 2013 foi de 2,3%) e o mercado de trabalho sente o impacto. Diante isso, até mesmo as políticas de transferência de renda consolidadas no governo Lula mostram perda de vigor. Como seu impacto no PIB é limitado (de apenas 0,5%), tais mecanismos não são suficientes para estimular o crescimento em momentos de crise. Para 2014, a previsão é de que o PIB fique muito próximo de zero e que o mercado de trabalho avance, no mínimo, 30% menos que em 2013. Com isso, economistas esperam impacto mais significativo na medição da distribuição de renda para o ano que vem. Por Reinaldo Azevedo

Datafolha: Richa, provavelmente, levaria no 1º turno; no segundo, venceria Requião por 51% a 36%

O Datafolha divulgou a pesquisa eleitoral no Paraná. Se a eleição fosse hoje, Beto Richa, do PSDB, poderia ser eleito no primeiro turno. Ele aparece com 44% dos votos, mesmo índice da semana passada, seguido por Roberto Requião (PMDB), que está com 30% — contra 28% na semana passada. A petista Gleisi Hoffmann tem apenas 10%. Os demais candidatos somam apenas 1%. Dizem que votarão em branco ou nulo 6%, e 9% afirmam não saber.

O Datafolha testou o cenário de segundo turno: Richa venceria Requião por 51% a 36%. Na semana passada, a diferença era de 20 pontos: 53% a 33%. O peemedebista segue sendo o mais rejeitado, com 25%, seguido pela petista, com 20%. Só 18% afirmam que não votariam no tucano de jeito nenhum.
Na disputa pelo Senado, Álvaro Dias mantém uma brutal vantagem sobre os segundos colocados: 59% contra 6% de Ricardo Gomyde (PCdoB) e Marcelo Almeida (PMDB).
A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 18 de setembro. Foram entrevistados 1.256 eleitores em 46 municípios do Estado. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-665/2014.
Richa manteve a liderança mesmo num momento complicado. Na semana passada, o governador enfrentou duas rebeliões numa mesma penitenciária, e agentes anunciaram uma greve. Tanto Requião como Gleisi tentaram atribuir os problemas à má gestão do governador.
Como vocês sabem, tendo a achar que esse tipo de exploração não surte o efeito desejado. Fica parecendo que os que recorrem a esse expediente acabam fazendo uma aliança objetiva com bandidos. Se petistas e peemedebistas do Paraná, no entanto, acham que isso é bom, que sigam adiante. Por Reinaldo Azevedo

Ibope: há o risco de Agnelo nem disputar o 2º turno no DF

Pois é… A situação do PT no Distrito Federal é de tal sorte ruim que, pela primeira vez na disputa, há o risco efetivo de o atual governador, Agnelo Queiroz, não disputar nem mesmo o segundo turno. Por que é assim? Enquanto José Roberto Arruda, do PR, era candidato, tinha uma folgada liderança, seguido, bem atrás, por Agnelo. O candidato Rodrigo Rollemberg, do PSB, sempre ficava em terceiro lugar. Sim, nas simulações de segundo turno, Agnelo perderia para qualquer adversário, mas, ao menos, disputava o segundo lugar.

Segundo pesquisa Ibope divulgada nesta quinta, Rollemberg saltou para o primeiro lugar na disputa e marca 28%. Com Arruda fora da disputa, assumiu a candidatura da frente que o apoiava Jofran Frejat, que marca 21%, mesmo índice de Agnelo.
O Ibope ouviu 1.204 eleitores em todo o Distrito Federal nos dias 16 e 17 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-672/2014.
Tudo caminha, já escrevi aqui, para a eleição de Rollemberg. É o que aponta o levantamento sobre o segundo turno. Se ele disputasse com Agnelo, venceria por 53% a 24%; contra Frejat, levaria por 45% a 29%. Caso a etapa final seja disputada pelos candidatos do PR e do PT, o petista seria derrotado por 43% a 29%. Vale dizer: a esmagadora maioria do eleitorado prefere qualquer nome que não seja Agnelo.
A coisa é mesmo impressionante: Agnelo tem uma das mais altas rejeições do país: 45%, contra apenas 13% de Frejat e 6% de Rollemberg. Ah, sim: nada menos de 63% reprovam a gestão de Agnelo. Por Reinaldo Azevedo

Datafolha aponta que Ana Amélia Lemos está a um ponto de ganhar a eleição no primeiro turno

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira aponta que a candidata ao governo do Rio Grande do Sul, a senadora Ana Amélia Lemos (PP) está a um ponto de ganhar a eleição já no primeiro turno. A pesquisa apontou os seguintes percentuais de intenção de voto na corrida para o governo do Rio Grande do Sul – (realizada nos dias 17 e 18 de setembro com 1.300 eleitores em 50 municípios):
Ana Amélia Lemos (PP) – 37% (37% na pesquisa anterior)
Tarso Genro (PT) – 27% (28%)
José Ivo Sartori (PMDB) – 13%
Vieira da Cunha (PDT) – 3%
Brancos/nulo/nenhum – 5%
Não sabe – 14%
Segundo turno:
Ana Amélia - 48% (49%)
Tarso Genro - 34% (36%)
Em branco/nulo/nenhum - 7%
Não sabe - 11%
Rejeição:
Tarso Genro (PT) – 24%
Ana Amélia Lemos (PP) – 13%
Vieira da Cunha (PDT) – 10%
José Ivo Sartori (PMDB) – 6%
Como se vê, o peremptório petista "grilo falante" e tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genro tem o mais alto índice de repúdio do eleitorado gaúcho, quase o dobro do índice de rejeição (baixo) de Ana Amélia Lemos. Isso é um poderoso indicativo de que ele não tem por onde crescer para ameaçar a liderança da senadora na corrida ao governo do Rio Grande do Sul.