sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Costa, peixe pequeno na compra de Pasadena, diz ter levado R$ 1,5 milhão. Imaginem quanto não levaram os tubarões

O Jornal Nacional levou ao ar, na noite de ontem, 18 de setembro, reportagem informando que, no curso da delação premiada que faz, Paulo Roberto Costa revelou ter levado R$ 1,5 milhão de propina pela compra da refinaria de Pasadena. Reportagem da VEJA que veio a público no dia 6 deste mês já trazia a informação de que, segundo o engenheiro, a compra havia sido fraudulenta. Segundo o TCU, o prejuízo da Petrobras com a operação foi de US$ 792 milhões. A novidade agora é o valor da bolada embolsada pelo engenheiro, que está preso.

Entre 2004 e 2012, Costa foi diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras. Ocupou, portanto, esse cargo, em sete dos oito anos do governo Lula e em quase dois do governo Dilma. Ao longo desse tempo, comandou o que pode ser chamado de “Petrolão” — ou o mensalão da Petrobras. As empreiteiras que faziam negócio com a estatal pagavam propina ao esquema e o dinheiro era repassado a políticos. A quais? Paulo Roberto já entregou à Polícia Federal e ao Ministério Público, num acordo de delação premiada, os nomes de três governadores, de um ministro de estado, de um ex-ministro, de seis senadores, de 25 deputados e de um secretário de finanças de um partido. Segundo o engenheiro, Lula sempre soube de tudo. E, até onde se pode perceber por seu depoimento, talvez a presidente Dilma — que era a chefona da área de energia do governo Lula e presidente do Conselho da Petrobras — não vivesse na ignorância.
VEJA teve acesso a parte do depoimento de Paulo Roberto e trouxe, na reportagem do dia 6, alguns dos políticos citados. Entre eles, estão cabeças coroadas da política brasileira, como o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, que morreu num acidente aéreo no dia 13 de agosto, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), e Sérgio Cabral, ex-governador do Rio (PMDB). Paulo Roberto acusa ainda Edison Lobão, atual ministro das Minas e Energia, e atinge o coração do Congresso: o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e o do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
PT, PMDB e PP seriam os três beneficiários do esquema, que teria também como contemplados os senadores Ciro Nogueira (PP-PI) e Romero Jucá (PMDB-RR), e os deputados João Pizzolatti (PP-SC) e Cândido Vaccarezza (PT-SP), que já havia aparecido como um dos políticos envolvidos com o doleiro Alberto Youssef, que era quem viabilizava as operações de distribuição de dinheiro. O secretário de finanças do PT, João Vaccari Neto, está no grupo, segundo Paulo Roberto.
Pensem um pouco: na compra de Pasadena, Paulo Roberto era peixe pequeno. Mesmo assim, diz ter levado R$ 1,5 milhão. Imaginem quanto não levaram os tubarões. Por Reinaldo Azevedo

Nove anos depois de reportagem de VEJA denunciar lambança nos Correios, que trouxe à luz escândalo do mensalão, empresa continua a ser usada como quintal do petismo

A CPI do Mensalão, caros leitores, vocês devem se lembrar, foi oficialmente chamada de “CPI dos Correios”. Foi nessa estatal que reportagem da revista VEJA identificou, em 2005, e denunciou um esquema de corrupção que acabaria desaguando no maior escândalo da história republicana do país — até virem à luz os escândalos da Petrobras ao menos. Tudo indica que este é ainda maior do que aquele. Eles sempre podem se superar, como sabemos.

Pois bem: carteiros descobriram algo do balacobaco e botaram a boca no trombone, como informou reportagem do Estadão. Os Correios, um feudo do PT, empresa subordinada ao ministro Paulo Bernardo, das Comunicações, admitiu ter distribuído, sem a devida chancela, como exige a lei, 4,8 milhões de folders da campanha da candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff. Vocês entenderam direito: o material entrou na empresa, não recebeu nenhuma forma de carimbo — e, portanto, não estava sujeito a nenhum controle —, foi repassado aos carteiros e entregue aos paulistas.
Os Correios têm seus próprios funcionários e também contam com uma rede de franqueados, que são remunerados pelo trabalho. Isso significa que essa mão de obra foi empregada para distribuir os panfletos do PT. A própria candidata Dilma Rousseff, que também é a presidente Dilma Rousseff, veio a público para tratar do assunto. Segundo disse, não houve irregularidade nenhuma, está tudo registrado, e o partido tem as provas de que pagou pelo serviço.
Disse a presidente, com uma habilidade muito característica quando se trata de lidar com questões de natureza legal e com a língua portuguesa: “Me deem as provas. Não adianta me dizer que é ilegal se não me mostrar onde falta a nota fiscal”. Segundo ela, sua campanha pagou “uma barbaridade pelo serviço”. Indagada sobre o valor, ela respondeu: “Não tenho a ideia aqui de quanto pagou, mas nós temos recibo”. Entendi. Ela chegou à conclusão de que é uma barbaridade sem nem saber quanto custou.
Com a devida vênia, a presidente age como o homicida que dá sumiço no corpo e, ainda que todas as evidências e provas apontem para a existência do crime, desafia: “Me mostrem onde está o corpo”. Pois é, presidente… Existe.
Ora, como os Correios não chancelaram o material, ninguém jamais saberá quanto material foi entregue. A Diretoria Regional Metropolitana, responsável pela ordem para a distribuição irregular, atribui a medida a um problema na impressão dos quase 5 milhões de peças: precisamente, 4.812.787. O responsável por essa diretoria é Wilson Abadio, afilhado político de Michel Temer, vice-presidente da República.
Como não há prova nenhuma, leitores, ninguém jamais saberá se foram distribuídos 5 milhões, 10 milhões ou 15 milhões de folders da campanha dilmista. Uma coisa é certa e inequívoca: quando menos, uma empresa estatal abriu uma exceção para a campanha da companheira. Mas resta a suspeita óbvia — já que as regras não foram seguidas — de que, mais uma vez, uma empresa que pertence ao estado brasileiro foi usada em benefício dos petistas.
Pois é… Cumpre uma vez mais lembrar o que disse Talleyrand sobre os Bourbons, aplicando a frase aos petistas: “Eles não aprenderam nada nem esqueceram nada”.
Talvez sejam vítimas de uma natureza. O diabo é que o país é que paga o pato. Por Reinaldo Azevedo

Após derrota em plebiscito, premiê da Escócia renuncia

Na VEJA.com: O primeiro-ministro da Escócia, Alex Salmond, anunciou nesta sexta-feira que vai entregar o cargo após a vitória do ‘não’ no plebiscito sobre a independência do território. Salmond foi o maior apoiador e promotor da campanha pela separação do Reino Unido. Ele estava no poder desde 2007. O político também afirmou que vai entregar a presidência do Partido Nacional da Escócia. A renúncia significa que Salmond não vai buscar a nomeação de seu partido em novembro. Ele continua nas duas funções até lá.

“Como líder, meu tempo está praticamente no fim, mas para a Escócia a campanha vai continuar e o sonho não vai morrer”, disse, ao anunciar sua saída. “Estou imensamente orgulhoso da campanha que o ‘sim’ fez e particularmente dos 1,6 milhão de eleitores que abraçaram a causa”, acrescentou.
Os escoceses decidiram na quinta-feira manter a união de 307 anos com o Reino Unido e rejeitaram a independência do país em um plebiscito histórico. O resultado final, anunciado na madrugada desta sexta-feira, apontou para uma vitória mais folgada do “não” do que o previsto nas últimas pesquisas: 55,3% a 44,7%. Ou 2 milhões de votos, contra 1,6 milhão. Dos 32 distritos eleitorais da Escócia, apenas quatro deram a vitória ao “sim”, entre eles Glasgow, a maior cidade do país. A capital Edimburgo votou em peso pelo “não”: 61% a 39%.
Diante dos números nada animadores que foram surgindo ao longo da contagem, Salmond foi rápido em reconhecer a derrota, antes mesmo do fim da apuração. “A Escócia decidiu que, neste momento, não quer se transformar em um país independente e eu aceito esse veredicto”. O político também elogiou o processo democrático e exaltou a participação de 85% dos eleitores no referendo.

DATAFOLHA E A PROPAGANDA INÚTIL DO PT: EXATAMENTE UM MÊS DEPOIS DO INÍCIO DO HORÁRIO ELEITORAL, MESMO COM UM LATIFÚNDIO, DILMA NEM GANHOU VOTOS NEM VIU DIMINUIR A SUA REJEIÇÃO; INSTITUTO TAMBÉM APONTA EMPATE TÉCNICO NO SEGUNDO TURNO COM MARINA SILVA; AÉCIO NEVES MELHORA SEU DESEMPENHO

A edição desta sexta-feira da Folha de S. Paulo traz a mais recente pesquisa presidencial feita pelo Datafolha. O instituto ouviu 5.340 pessoas nos dias 17 e 18 em 265 municípios. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos para mais ou para menos e está registrada no TSE sob o número BR 665/2014. Alguma divergência substancial em relação ao que registrou o Ibope na terça-feira, com levantamentos feitos entre os dias 13 e 15? A resposta é negativa. E que fique claro: não estou comparando pesquisas de institutos diferentes, mas apenas partindo do princípio de que ambos espelham a realidade. Para números que apontam para o mesmo lugar, a mesma análise: Marina Silva, do PSB, mostra resistência impressionante ao massacre petista. Vejam o primeiro turno.

Datafolha 19.09.2014
Se a eleição fosse hoje, segundo o Datafolha, a petista Dilma Rousseff teria 37% dos votos, contra 30% de Marina e 17% do tucano Aécio Neves. No Ibope de dois dias antes, esses números eram, respectivamente, 37%, 30% e 19%. Em ambos os institutos, 7% não sabem, e 6% dizem que votarão nulo ou em branco.
Primeiro turno do Ibope
Ibope-16.09-1º-TV-Globo
Quando se olha a curva do Datafolha, pode-se ter a impressão de que Dilma está numa ascensão meteórica, e Marina numa queda brutal. Pois é… Há um mês, quatro dias antes do início do horário eleitoral, a petista tinha 36%; agora, tem 37%. A peessebista tinha 21%; agora, 30%. Aécio tinha 20% e aparece com 17%. Podemos dizer isso de outro jeito: desde a queda do avião que conduzia Eduardo Campos, é agora que Dilma obtém a sua melhor marca: 37%. Acontece que a sua pior era 34% — a oscilação está na margem de erro. Marina, nesse período, tem agora o seu pior desempenho: 30% — mas o seu melhor era apenas 34%.
Segundo o Datafolha, Aécio pode ter recuperado eleitores que tinham migrado para Marina já no primeiro turno. Quando olhamos o desempenho por região, isso fica mais claro. Vejam.
Datafolha 19.09 região
Dilma conserva no Sudeste os mesmos 28% de duas pesquisas anteriores. Marina, no entanto, teve uma oscilação negativa de quatro pontos na região com o maior eleitorado: no dia 1º de setembro, tinha 37%; agora, está com 33%. Aécio foi de 18% para 20%. No Sul, a petista se mantém estacionada em 35%, mas a peessebista caiu 5 em duas semanas: de 30% para 25%. Já o tucano subiu 6 pontos: de 16% para 22%. No Nordeste, a candidata do PT segue estável, com 49%; a do PSB se mantém nos 32%, e o do PSDB variou de 5% para 8%. A Região Norte, com o menor eleitorado, é a que verifica as maiores mudanças em 15 dias: Dilma subiu de 38% para 49%; Marina oscilou de 32% para 28%, e Aécio caiu de 14% para 9%.
Segundo turno
É no segundo turno que se registram as maiores diferenças entre os dois institutos: de números, não de distância. Segundo o Datafolha, Marina e Dilma estão empatadas, com a peessebista na dianteira numérica em ambos: 46% a 44% no Datafolha e 43% a 40% no Ibope. Os dois institutos divergem mais na hipótese de a petista disputar a etapa final com os tucanos: 49% a 39% para ela no Datafolha e 44% a 37% no Ibope.
Datafolha 19.09 2º turno
RejeiçãoVejam a evolução da rejeição dos candidatos. Aqueles que não votam em Dilma de jeito nenhum continuam no mesmo patamar desde julho. O latifúndio que o PT detém no horário eleitoral não trouxe votos para Dilma até agora — afinal, a petista tinha 36% das intenções de voto antes de ele começar e está agora com 37% — e também não contribuiu para baixar a sua rejeição: era de 35% e está em 33% — variação dentro da margem de erro. Nesse quesito, Marina teve uma aparente má notícia: era rejeitada por 11% na pesquisa de 15 de agosto, e o índice saltou agora para 22%. Ocorre que ela tinha 21% dos votos e agora tem 30% — tornou-se mais conhecida e, pois, mais rejeitada.
Datafolha 19.09 rejeição
Conclusão
Na pesquisa Ibope, em uma semana, Dilma deu uma pequena murchada; no Datafolha, seguiu no mesmo lugar. Nos dois institutos, há uma recuperação de Aécio: no Ibope, há uma indicação de que ele pode tirar votos da petista; no Datafolha, a migração viria do eleitorado de Marina.
De todo modo, a pancadaria que o PT promoveu contra Marina, com lances explícitos de baixaria, não conseguiu tirá-la do jogo. Hoje, os números indicam que as candidatas do PT e do PSB disputarão o segundo turno. Até agora, o tempo gigantesco de que dispõe a presidente-candidata não pôde fazer nada por ela (olhem os gráficos; a propaganda começou no dia 19, exatamente há um mês): nem aumentou a sua votação nem diminuiu a sua rejeição. Qualquer um que dispute com a petista a etapa final terá, finalmente, tempo para confrontá-la. Por Reinaldo Azevedo

Greve de alfandegários paralisa exportação de grãos da Argentina

As exportações de grãos e derivados da Argentina foram paralisadas nesta quinta-feira devido à greve nacional de quatro dias dos trabalhadores alfandegários, informou a Câmara de Atividades Portuárias e Marítimas (CAPyM). "Não há atividade nos portos de grãos. Tudo o que é exportação e importação pelo oceano vai esperar quatro dias", disse o gerente da Câmara, Guillermo Wade. A greve do Sindicato Único Aduaneiro da Argentina por salários melhores ocorre enquanto agricultores continuam a enviar grandes quantidades diárias de soja e milho para os portos. A paralisação afeta particularmente a zona portuária de Rosário, que inclui os distritos de San Lorenzo, Puerto General San Martín e Timbúes, em que são embarcados cerca de 80% das exportações agrícolas do país. A Argentina é o principal fornecedor de óleo e farelo de soja e o quarto maior exportador de milho do mundo. As reivindicações por melhores salários tornaram-se comuns no setor de exportação agrícola em meio a alta taxa de inflação no país, causando sucessivos atrasos nos embarques de produtos. Analistas estimam que o aumento dos preços pode chegar a 40% este ano.

Marina Silva e Aécio Neves prometem liberar preço da gasolina se eleitos

Prejudicado pelo intervencionismo nos preços da gasolina, o setor sucroalcooleiro espera que uma mudança de governo na próxima eleição traga algum alívio. Pelo menos é o que os candidatos da oposição, Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB), estão tentando passar de mensagem aos usineiros.  Ambos falam em diminuição da interferência do governo com a volta da cobrança da Cide sobre o combustível. Isso elevaria os preços da gasolina e do óleo diesel e tornaria o etanol mais competitivo do que está hoje. As respostas da campanha de Aécio Neves, dadas pelo especialista em energia Adriano Pires, que está assessorando o candidato, foram mais "assertivas" do que as de Marina Silva. Desde julho de 2013 a alíquota da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre os combustíveis está zerada, o que diminui o repasse do aumento de preços para o consumidor final. Mas, com o preço da gasolina represado, a competitividade do etanol é prejudicada, assim como o caixa da Petrobras, que não pode repassar o aumento de custos ao mercado. O candidato tucano defende uma volta gradual da cobrança da Cide - imposto sobre o combustível que deixou de ser cobrado no ano passado como um mecanismo para conter a inflação: "Teremos de adotar uma política para escalonar a retomada da cobrança ao longo do tempo. Se voltar tudo, haverá impacto terrível na inflação". O candidato defende também o fim do controle de preços e incentivos à energia de biomassa. Já Marina Silva é a favor de um diferencial tributário para o biocombustível, e se mostrou também contra o controle do preço dos combustíveis fósseis e considera inaceitável o não aproveitamento da energia da biomassa da cana. Ela propõe, já no primeiro mês de mandato, uma reforma tributária para diferenciar a tributação de combustíveis fósseis de renováveis. "Não vamos recorrer a intervencionismo para controlar os preços. Será a boa governança macroeconômica e os marcos regulatórios claros que se encarregarão de manter a inflação no centro da meta", disse a candidata do PSB.

Delator do Petrolão, o Mensalão do PT II, desmente Dilma e diz que houve corrupção na compra da refinaria de Pasadena

O Jornal Nacional, da Rede Globo, informou na noite desta quinta-feira que o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, preso na operação Lava-Jato, disse a investigadores que houve pagamento de propina na compra de refinaria americana de Pasadena (Texas), desmentindo a presidente petista Dilma Rousseff, que declarou que o negócio foi apenas mal feito. Paulinho foi nomeado pelo Conselho de Administração da Petrobrás quando Dilma era presidente. Nesta condição, Dilma e o Conselho aprovaram a compra da refinaria de Pasadena, operação que novamente é indicada como negócio corrupto. É a primeira vez que denúncia concreta de corrupção envolve a compra da refinaria de Pasadena, porque até agora surgiram apenas informações sobre negócio mal feito. O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso na operação Lava-Jato, disse a investigadores que houve pagamento de propina na compra da refinaria americana de Pasadena. E que ele recebeu R$ 1,5 milhão. Paulo Roberto Costa deixou Brasília no início da tarde de quarta-feira (17). Em Curitiba, foi levado à carceragem da Polícia Federal. Segundo investigadores, a primeira fase da delação premiada foi concluída. Os depoimentos do ex-diretor da Petrobras ao Ministério Público e à Polícia Federal terminaram na semana passada. Paulo Roberto decidiu colaborar com as investigações em busca de uma redução de pena. Os interrogatórios começaram no dia 29 de agosto na Superintendência da Polícia Federal no Paraná, onde ele está preso. As revelações foram feitas a um delegado, a um procurador e a um escrivão. A defesa acompanhou tudo. Os depoimentos foram gravados em vídeo, anotados e criptografados - transformados em códigos para evitar a leitura por pessoas de fora da investigação. O material foi guardado em um cofre.