quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Jordânia absolve clérigo de acusação de terrorismo

Uma corte da Jordânia absolveu o clérigo islâmico Abu Qatada, conhecido por suas declarações favoráveis à Al-Qaeda, da acusação de envolvimento em uma trama, descoberta há mais de uma década, que planejava atacar turistas israelenses e norte-americanos, além de diplomatas ocidentais. O veredicto deu fim a uma odisséia legal para o religioso muçulmano de 53 anos, que já havia sido considerado um tenente de Osama bin Laden, mas nos últimos meses vem criticando a atuação do grupo militante Estado Islâmico. Abu Qatada foi deportado do Reino Unido para a Jordânia no ano passado, após uma longa batalha contra a extradição. Os três juízes que determinaram a absolvição de Abu Qatada justificaram a decisão pela "falta de provas convincentes contra ele, afirmou o magistrado Ahmed Qattarneh. Horas após o julgamento, o clérigo foi liberado da prisão e declarado um homem livre, afirmaram seus advogados Husein Mubaidin e Ghazi Althunibat. O religioso era acusado de envolvimento nos planos para atacar turistas israelense e norte-americanos, além de diplomatas ocidentais, na Jordânia em 2010 - um atentado que ficou conhecido como "complô do milênio". Em junho, ele já havia sido absolvido das suspeitas de participação em outro caso, um plano frustrado de ataque a uma escola dos Estados Unidos em Amã. Ele havia negado sua culpa em ambos os julgamentos. "Abu Qatada continua sujeito à ordem de deportação e à proibição de viajar imposta pelas Nações Unidas. Ele não vai voltar ao Reino Unido", afirmou Brokenshire.

Holanda vai enviar jatos para atacar Estado Islâmico

O governo holandês vai enviar seis jatos militares F-16 ao Iraque para participar da coalização que combate os extremistas do grupo Estado Islâmico, anunciou nesta quarta-feira o primeiro ministro do país, Lodewijk Asscher. O parlamento da Holanda se reuniu durante quatro horas a portas fechadas antes de aceitar ceder as seis aeronaves, e outros dois jatos reservas, além de 250 pilotos e funcionários de apoio. Os holandeses também devem enviar 130 conselheiros militares ao Iraque para treinar soldados iraquianos e curdos que lutam contra os militantes em solo. Segundo Asscher, a decisão do governo da Holanda é uma resposta aos pedidos do Iraque por ajuda da comunidade internacional. Ele acrescentou que o país não vê atualmente a necessidade de se unir aos ataques aéreos na Síria. A ministra da Defesa holandesa, Jeanine Hennis-Plasschaert, afirmou que os jatos provavelmente terão como base a Jordânia. Segundo ela, as aeronaves devem ficar disponíveis por um ano. O premiê reconheceu que a participação holandesa no combate ao Estado Islâmico põe em risco não apenas as tropas e os pilotos envolvidos, mas também aqueles que ficarem no país. "A Holanda terá maior visibilidade entre os jihadistas. Nós estamos preparados", ele disse: "O nível da ameaça é monitorado permanentemente e nossos serviços de segurança estão preparados". O nível de ameaça terrorista na Holanda atualmente é "substancial", o segundo maior de quatro estágios considerados pelo coordenador antiterrorista do país.

TCU identifica irregularidades em contratos de R$ 368 milhões da Petrobrás

Reajustes irregulares em quatro contratos assinados pela Petrobrás com consórcios encabeçados pelas empreiteiras Camargo Corrêa, OAS e Odebrecht para construir a Refinaria Abreu e Lima geraram superfaturamento de R$ 367,865 milhões, segundo auditoria apresentada ontem pelo Tribunal de Contas da União. O valor foi identificado após a análise de contratos que somam R$ 3 bilhões em obras na refinaria de Pernambuco. O órgão afirmou ter encontrado “fortes indícios de desequilíbrio econômico e financeiro em desfavor da Petrobrás” e “indícios de pagamentos indevidos” às construtoras. “Os pesos adotados na fórmula de reajustes dos contratos não refletem as condições adequadas das obras e, portanto, não retratariam a variação dos custos de produção decorrente da inflação do período”, registrou na auditoria o ministro-relator José Jorge. A Petrobrás já pagou R$ 242,886 milhões acima do valor acertado com as construtoras e tem outros R$ 124,979 milhões a serem pagos em quatro contratos vigentes até maio de 2015 e com indícios de superfaturamento, conforme o Tribunal de Contas da União. O TCU aprovou, por unanimidade, uma medida cautelar obrigando a estatal a adotar uma nova tabela de preços para evitar o pagamento do valor que ainda falta desses contratos, referentes à construção da unidade de coqueamento retardado, da unidade de hidrotratamento de diesel, da unidade de destilação atmosférica e da rede de tubos de interligação de Abreu e Lima. No total, o TCU analisa 52 contratos de quatro refinarias em construção pela Petrobrás. Além de Abreu e Lima, o órgão avaliou os contratos das refinarias Getúlio Vargas (Repar), Paulínia (Replan), Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), e Premium I. Nos 14 contratos de Abreu e Lima citados pelo tribunal, em quatro foram identificados reajustes de preço acima do valor normal do custo de produção, já adicionando o efeito da inflação. O TCU observou que o critério pré-definido de aumento de custos sofreu “alterações injustificadas nas condições de reajuste previamente estipuladas na licitação” da refinaria de Pernambuco. A principal irregularidade ocorreu no quesito custo de mão de obra, cujos reajustes variaram entre 70% e 80%. Em outros contratos, a média de aumento no valor pago pela Petrobrás foi de 54%. Segundo José Jorge, “pesos desproporcionais” foram usados no contratos irregulares, “acarretando desequilíbrio econômico-financeiro” negativo para a Petrobrás. O ministro comparou o valor pago pela mão de obra, com reajuste, na construção da rede de tubo do Comperj com o valor pago em Abreu e Lima. “O peso atribuído à mão de obra no único contrato com características similares (Tubovia-Comperj) foi 50%, portanto, 20% a menos do que o contrato Tubovia-Rnest (Abreu e Lima)”, observou. A devolução do pagamento já realizado pela Petrobrás ainda não foi decidida pelo TCU. O tribunal diz que vai apurar as responsabilidades pelas irregularidades nos contratos da refinaria. O acórdão coloca entre os responsáveis os membros da comissão de licitação da estatal, autores das fórmulas de reajuste de preço superfaturados. O tribunal ainda não definiu também como será cobrado o ressarcimento dos valores junto às construtoras. As empreiteiras e os responsáveis serão alvo de Tomada de Contas Especial, um processo administrativos que dá poderes à Advocacia-Geral da União (AGU) para cobrar o dinheiro diretamente das empresas e executivos. A autorização de serviço para o início das obras foi emitida pela Petrobrás em 5 de fevereiro de 2010 e, devido a mudanças no projeto executivo feitas pela Petrobrás, o prazo original foi estendido para abril de 2015.

TCU vê indícios de irregularidades em reajustes de contratos da Rnest, da Petrobras

O Tribunal de Contas da União considerou nesta quarta-feira que existem indícios de irregularidades em reajustes de contratos da obra da Refinaria do Nordeste, da Petrobras. Segundo o ministro José Jorge, o TCU determinou a revisão de modelo de reajuste em quatro contratos da obra da Rnest, que está próxima de entrar em operação, em Pernambuco. De acordo com a decisão do TCU, as mudanças no modelo de reajuste enxugariam os contratos em 125 milhões de reais. A Petrobras ainda pode recorrer da decisão do TCU.

Petrobras diz que novo poço confirma potencial na Bacia de Sergipe-Alagoas

A Petrobras informou nesta quarta-feira que identificou a presença de gás durante a perfuração de poço de extensão na área do Plano de Avaliação da Descoberta (PAD) do Poço Verde, na concessão BM-SEAL-4, em águas ultraprofundas da Bacia de Sergipe-Alagoas. Segundo a estatal, o novo poço, conhecido informalmente como Poço Verde 1, localizado a 58 km da costa de Aracaju, confirma potencial da bacia. "Foi verificada a existência de reservatórios com boas condições de porosidade, confirmando as expectativas do projeto", disse a empresa em nota. A Petrobras é operadora do BM-SEAL-4, com 75% de participação, em parceria com a companhia indiana ONGC, detentora de 25%. O consórcio dará continuidade às atividades previstas na área, segundo a estatal.

Gilmar Mendes sugere que integrantes do TSE não aguentam a pressão

O ministro Gilmar Mendes, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, fez duras críticas à composição da justiça eleitoral e sugeriu que os colegas integrantes da Corte não têm preparo para enfrentar pressão. Os comentários foram feitos em intervalo da sessão plenária do Supremo nesta quarta-feira, quando Gilmar Mendes criticou a decisão tomada na terça-feira pelo TSE de barrar a candidatura do deputado federal Paulo Maluf (PP) nas eleições deste ano com base na Lei da Ficha Limpa. "É notório que não estamos vivendo um bom momento", disse sobre o TSE. Para o ministro, as "debilidades têm a ver com a forma de composição da justiça eleitoral, do envolvimento com questões de interesse e talvez da sua falta de preparo para enfrentar pressão". O comentário foi genérico e sem citar nomes. Ao ser questionado se a situação da composição da justiça era crítica nos Estados, Gilmar Mendes sugeriu que havia problema no "contexto geral". Atualmente, o TSE é composto por três ministros do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois advogados. Na última terça-feira, o TSE se debruçou sobre o recurso de Maluf contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, que negou seu registro de candidatura. Por quatro votos a três em julgamento acirrado, os ministros barraram a candidatura do político à reeleição. Gilmar Mendes votou pela liberação do registro do político, ao sustentar que Maluf não foi condenado por improbidade administrativa na modalidade dolosa - requisito previsto na Lei da Ficha Limpa para enquadrar um candidato nas hipóteses de inelegibilidade.

Executivos da Petrobrás terão 15 dias para se defender em ação sobre Pasadena

O Tribunal de Contas da União aprovou a citação nominal de executivos da Petrobrás no processo que apura irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, aprovado em julho pelos ministros da Corte administrativa. No relatório daquele mês ficou determinado o ressarcimento de US$ 792,3 milhões aos cofres da estatal, por prejuízos causados ao patrimônio da empresa pela aquisição da refinaria. Com a decisão desta quarta, os executivos terão 15 dias para apresentar suas defesas por meio de documentos. A Petrobrás, então, entrou com embargos de declaração sobre este relatório questionando o pedido do relator, ministro José Jorge, de indisponibilidade dos bens de executivos da empresa na época da compra de Pasadena. Entre eles, ex-presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli; o ex-diretor da área Abastecimento, Paulo Roberto Costa; e o ex-diretor da área Internacional, Nestor Cerveró. O ministro determinou, agora, "diante do fato de os embargos atacarem somente a questão da indisponibilidade de bens", a autuação dos executivos será feita pela Secretaria de Controle Externo da Administração Indireta (Secex) do Rio de Janeiro. Eles devem prestar esclarecimentos ao órgão fluminense sobre Pasadena. "Vamos citar todos os envolvidos em Pasadena invés de esperar", afirmou. Eles deverão apresentar defesa documental. A lista inclui o atual diretor Financeiro, Almir Guilherme Barbassa; o ex-diretor de Serviços, Renato de Souza Duque; o ex-diretor de Exploração e Produção; e o ex-diretor de Área de Gás e Energia, Guilherme de Oliveira Estrella. "Podemos continuar ouvindo eles sobre as irregularidades", disse Jorge.

Vice de Marina entra em choque com presidente do PSB sobre eleição interna

O candidato a vice-presidente na chapa de Marina Silva (PSB), deputado Beto Albuquerque, classificou a convocação para a eleição interna de seu partido na próxima segunda-feira como um “atropelamento desnecessário” e afirmou que o pleito deveria ser adiado. O presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, disse a jornalistas antes de um comício da candidata da coligação em São Paulo que, ao convocar as eleições do partido para a próxima segunda-feira, estava apenas mantendo o calendário estabelecido pelo ex-presidente nacional do partido e então candidato à Presidência Eduardo Campos. Essa posição, no entanto, foi rebatida por Albuquerque --que além de candidato a vice também é vice-presidente do PSB. “Infelizmente Eduardo não está mais conosco, portanto a dinâmica do partido é outra. Não é a mesma com Beto Albuquerque e Roberto Amaral”, disse Albuquerque. “Eu sou o vice-presidente do partido e não fui consultado para que esse edital fosse publicado... é incompreensível”. O deputado gaúcho disse ainda que faria um apelo a Amaral para que a reunião seja adiada. “Essa reunião que está marcada para segunda-feira tem que ser adiada. Nada pode ser mais importante nesse momento do que o processo eleitoral”, afirmou. “Na última semana um partido que disputa a Presidência da República tem que estar concentrado em torno do processo eleitoral. Não pode ser a uma semana da eleição uma convocação absolutamente desconectada da realidade”, acrescentou.

Consórcio encontra reservas que podem abastecer 600 mil

O Consórcio PCJ, que gerencia as bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, localizou cerca de 30 cavas de mineração com disponibilidade hídrica nas regiões de Rio Claro, Campinas e Bragança Paulista. Cada uma delas tem capacidade de abastecer uma cidade de 20 mil habitantes por cerca de dois meses, tendo a identificação sido confirmada graças ao rastreamento aéreo que foi realizado este mês. Nesse trabalho foram aprofundadas as observações para comprovar a localização das 60 cavas que já tinham sido detectadas por um mapeamento via satélite no mês passado. Mas em cerca de metade delas não havia a água que se esperava, até porque as imagens de analisadas datavam de até dois anos atrás. De acordo com José Cézar Saad, coordenador de projetos do Consócio PCJ, ainda não foi feito um quantitativo exato de toda essa água, mas realmente daria para servir de abastecimento. Entretanto, caberá ao interessado procurar o dono da área onde está a cava e negociar com ele. Também será necessário fazer análises para atestar a qualidade da água e ver como poderia ser captada e distribuída. "Quem tiver interesse terá de procurar o consórcio para saber da localização e poder negociar", falou. Segundo ele, tudo dependerá do resultado da análise da água e do acerto com o proprietário da área. Os mais de 40 municípios e as 27 empresas consorciadas serão informados sobre o resultado desse mapeamento com a localização das fontes. O custo para viabilizar o bombeamento da água e todo o tratamento água ficam por conta dos interessados.

Petista Rui Falcão ironiza ida de Marina Silva a comício de Bornhausen

O presidente do PT, Rui Falcão, reagiu nesta quarta-feira, 24, às declarações da ex-ministra Marina Silva (PSB) e de seus aliados, segundo os quais a campanha da presidente Dilma Rousseff está se valendo da tática de Joseph Goebbels de repetir uma mentira por diversas vezes até que ela se torne uma verdade. Goebbels foi ministro da propaganda da Alemanha nazista. "Nós sempre falamos a verdade, de cara limpa e rosto aberto, sem nos escondermos", disse Rui Falcão, que ironizou o fato de Marina Silva ter participado na terça-feira, 23, de um comício ao lado de Paulo Bornhausen, candidato do PSB ao Senado em Santa Catarina. O pai de Paulo, Jorge Bornhausen, foi senador pelo PFL e governador do Estado indicado pela ditadura militar. Rui Falcão também disse que Marina Silva mentiu ao apresentar dados de desmatamentos durante sua passagem no governo Lula como ministra do Meio Ambiente e também quando disse que havia cláusulas de confidencialidade em contratos de suas palestras, antes de ela se tornar presidenciável. Sem apresentar nomes e os casos concretos, Rui Falcão citou o fato de que dez diretores e gerentes do Ministério do Meio Ambiente na gestão Marina foram demitidos. As razões, segundo ele, são improbidade administrativa e malversação de recursos públicos. Rui Falcão citou as exonerações na pasta ao criticar o fato de Marina Silva ter dito recentemente que o PT havia indicado pessoas para a Petrobrás que "causaram malfeitos". O presidente do PT afirmou que não está fazendo uma campanha contra Marina Silva. Ele disse que está havendo um embate de idéias. "Temos feito a campanha de debate programático e, pelo menos segundo as pesquisas, têm dado ressonância", disse Rui Falcão. "Nunca houve um ataque pessoal contra Marina", completou.

Recessão vem de erros do governo, diz vice de Marina

O vice na chapa de Marina Silva (PSB), Beto Albuquerque, disse em sua fala no evento com sindicalistas em São Paulo, que o País enfrenta uma recessão por causa de erros do governo da presidente Dilma Rousseff. Ele citou a situação de fábricas que dispensam funcionários por diversos dias da semana. "Esta é a recessão da incompetência no Brasil, que não está no programa da Dilma. Aliás todos gostaríamos de morar no programa da Dilma, que é uma Disneylândia", afirmou Beto. O vice usou o discurso também para criticar o aparelhamento do Estado. "Os onze minutos de TV custaram muitos cargos, inclusive na Petrobras, onde o preço disso tudo é a corrupção", disse Beto em referência aos acordos com a base aliada que deram tempo de TV a Dilma. Beto criticou também a postura do governo petista com os trabalhadores. Disse que o PT fez críticas ao governo tucano, mas seguiu com uma política que prejudica trabalhadores e aposentados. "Nós vamos revisar sim o fator previdenciário, que é injusto contra os trabalhadores brasileiros, e essa revisão não vai ser feita por mim e por Marina num gabinete fechado", disse o vice ao prometer também mais diálogo com os movimentos. Ele repetiu também a mensagem que, em eventual governo do PSB, não haverá perda de direitos dos trabalhadores, reforçando ser a chapa contra a terceirização para atividades fim das empresas - outra pauta cara ao movimento sindical e que gerou preocupação por causa de elogios à terceirização publicados no programa de governo de Marina. Beto pediu ainda ajuda aos trabalhadores para combater as "mentiras" colocadas contra a candidatura de Marina. "Jamais estaríamos, eu e Marina, enfrentando a maquina, os golias, a calúnia, a mentira, pra chegar ao governo e trair a luta dos trabalhadores brasileiros".

Ibope aponta reeleição de Raimundo Colombo em Santa Catarina

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira, 24, mostra que, se a eleição fosse hoje, o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), seria reeleito no primeiro turno. Colombo oscilou de 49% no levantamento anterior, de 14 a 16 de setembro, para 52% das intenções de voto agora. Paulo Bauer (PSDB) oscilou de 17% para 16% e Claudio Vignatti (PT) foi de 7% para 6%. Elpídio Neves (PRP) e Janaina Deitos (PPL) têm 1% cada e os outros candidatos somam menos de 1%. Brancos e nulos são 5% e 18% não sabem ou não responderam. Na simulação de segundo turno, Colombo aparece com 57% das intenções ante 19% de Bauer. Brancos e nulos são 6% e indecisos, 19%.

Rollemberg sobe 3 pontos e chega a 31% no DF; Frejat e Agnelo estão tecnicamente empatados

Nova pesquisa Ibope/TV Globo divulgada nesta quarta-feira, 24, pelo DFTV da Rede Globo mostra o candidato do PSB ao governo local, Rodrigo Rollemberg, como favorito na preferência dos eleitores, com 31% das intenções de voto. Na pesquisa anterior, divulgada no dia 18 de setembro, Rollemberg tinha 28% da preferência do eleitorado. Em segundo lugar, o candidato do PR, Jofran Frejat (PR), manteve os 21% da pesquisa anterior e, em terceiro lugar, o atual governador e candidato à reeleição pelo PT, Agnelo Queiroz, com 19%. Na pesquisa anterior, Agnelo tinha 21% da preferência do eleitorado. Como a pesquisa tem uma margem de erro de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, Frejat e Agnelo estão empatados tecnicamente. O candidato do PSDB, Luiz Pitiman aparece com 3% da preferência; Toninho do PSOL também tem 3% e Perci Marrara (PCO), 0%. Entre os entrevistados, 9% responderam que pretendem votar em branco ou nulo e 14% não sabem ou não responderam. A pesquisa foi feita entre os dias 21 e 23 de setembro. O levantamento apurou ainda a preferência do eleitor num eventual segundo turno pelo governo do Distrito Federal. Numa disputa entre Frejat e Agnelo, o candidato do PR venceria a eleição com 43% dos votos ante 27% do petista. Na disputa entre Rollemberg e Frejat, a vitória seria do candidato do PSB, que teria 47% dos votos contra 25% de Frejat. O Ibope simulou ainda uma disputa de segundo turno entre Rollemberg e Agnelo. Também nesse cenário, Rollemberg seria eleito governador, com 52% dos votos e Agnelo teria 20%. Com relação ao candidato em qual o eleitor não votaria de jeito nenhum, a pesquisa mostrou que o atual governador Agnelo Queiroz é o que tem maior rejeição, 44%. Em seguida, aparece Jofran Frejat, com 16%; Luiz Pitiman, com 10%; Toninho do PSOL, com 9%; Perci Marrara, com 8%; e Rodrigo Rollemberg, com 5%. O levantamento também aponta que 6% dos entrevistados poderiam votar em todos os candidatos e 17% não sabem ou não responderam.

Ibope: no CE, Eunício tem 43% e Camilo Santana, 38%

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira, 24, mostra um empate técnico entre Eunício Oliveira (PMDB) e Camilo Santana (PT). Eunício aparece com 43% das intenções de voto, ante 38% de Camilo. No levantamento anterior, também de setembro, Eunício somava 42% das intenções e Camilo, 34%. Eliane Novais (PSB) tem 3% e Ailton Lopes (PSOL), 1%. Brancos e nulos são 7% e indecisos, 8%. A pesquisa Ibope, encomendada pela TV Verdes Mares, entrevistou 1.204 eleitores em 61 cidades cearenses entre 21 e 23 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais e o nível de confiança, de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará sob o protocolo CE-00024/2014.

Youssef assina acordo de delação premiada com Ministério Público

O doleiro Alberto Youssef firmou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal. Ele negociava esse acordo desde a manhã desta quarta-feira e os termos desse trato foram fechados. As condições não foram reveladas. Youssef é acusado pela Polícia Federal, dentro da Operação Lava Jato, de chefiar um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobras. Alvo de seis ações dentro dessa operação, o doleiro poderia receber uma pena de mais de cem anos de prisão. Com a delação premiada, espera reduzir o tempo de prisão. O doleiro é mais um a decidir por colaborar com a Justiça e contar o que sabe em relação aos fatos apontados pela Lava Jato. O ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, também aceitou fazer a delação premiada. Youssef já havia firmado um acordo semelhante no passado, no caso Banestado. A Justiça Federal no Paraná condenou Youssef na quarta-feira da semana passada (17) a 4 anos e 4 meses de prisão pelo crime de corrupção ativa no âmbito do caso Banestado - escândalo de evasão de divisas nos anos 1990. Uma das razões para Youssef ter feito a delação premiada foi reportagem do jornal O Estado de S. Paulo que revelou a atuação do doleiro para beneficiar uma amiga íntima com cargo em gabinete de parlamentar com presentes caros. Segundo o blog do jornalista Gerson Camarotti, da Globo News, esse fato levou a família de Youssef a pressioná-lo a fazer a delação.

FPSO Cidade de Ilhabela segue para campo de Sapinhoá, diz Petrobras

A unidade de produção flutuante FPSO Cidade de Ilhabela está a caminho da campo de Sapinhoá, no pré-sal da Bacia de Santos, no litoral do Estado de São Paulo, informou a Petrobras nesta quarta-feira.
A FPSO, sigla em inglês que identifica uma unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de óleo, deverá colaborar com a produção da estatal este ano, com previsão de operar no quarto trimestre. A Petrobras tem meta de aumentar da extração nacional de petróleo no ano em 7,5% ante 2013, com variação de 1 ponto percentual para cima ou para baixo. Ancorado em águas com profundidade de 2.140 metros, o Cidade de Ilhabela será conectado a oito poços produtores e sete poços injetores. A unidade terá capacidade de produzir até 150 mil barris de óleo por dia (bpd), comprimir até 6 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia e armazenar 1,6 milhão de barris de petróleo. A área de Sapinhoá, originalmente denominada Guará, está localizada no bloco exploratório BM-S-9. A Petrobras é operadora do consórcio que desenvolve o BM-S-9 (com 45% de participação), em parceria com a BG E&P Brasil Ltda (30%) e Repsol Sinopec Brasil SA com (25%).

Paulo Souto cai, mas ainda lidera corrida pelo governo da Bahia

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira, 23, pelo portal G1 mostra uma liderança do candidato Paulo Souto (DEM), que oscilou de 46% para 43% do último levantamento, entre 6 e 9 de setembro, para cá. Rui Costa (PT) oscilou de 24% para 27% das intenções de voto e Lídice da Mata (PSB) manteve 7%.  Renata Mallet (PSTU) e Marcos Mendes (PSOL) têm 1% cada. Brancos e nulos são 10% e indecisos, 11%. Numa simulação de segundo turno, Souto aparece com 46% ante 31% de Costa. Brancos e nulos somam 11% e indecisos, 12%. Paulo Souto tem a maior taxa de rejeição (26%). Rui Costa tem 23% de rejeição e Lídice, 22%. Disseram que poderiam votar em qualquer um dos candidatos 11% dos eleitores e 21% não souberam ou não opinaram. A pesquisa, encomendada pela TV Bahia, entrevistou 1.512 eleitores em 83 municípios baianos entre 21 a 23 de setembro. A margem de erro é de três pontos porcentuais e o nível de confiança, de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) sob protocolo BA-00026/2014.

Ibope: SC tem disputa acirrada para vaga no Senado

Os candidatos ao Senado por Santa Catarina, Dário Berger (PMDB) e Paulo Bornhausen (PSB), continuam em uma disputa acirrada, de acordo com pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira, 24. Dário tem 24% das intenções de voto e Bornhausen, 22%. No levantamento anterior, Paulo Bornhausen aparecia com 25% e Dário Berger com 22%. Milton Mendes (PT) vem na sequência, com 7%; Professora Junara Ferraz (PRP) tem 4%; Sargento Amauri Soares (PSOL), 3%; Alan Alves Moreira (PMN) e Rosane de Souza (PSTU), 1% cada. Os votos brancos e nulos somam 8%. Não sabe/Não respondeu são 30%. A pesquisa, encomendada pelo Grupo RBS, foi realizada entre os dias 21 e 23 de setembro com 1.008 eleitores em 54 municípios. A margem de erro é de três pontos, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) sob o número SC-00027/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00765/2014.

Lula ‘talvez’ deponha depois das eleições

O depoimento do ex-presidente e alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr.) à Polícia Federal em um dos inquéritos complementares do Mensalão do PT está descartado pelo menos até a eleição, afirmou nesta quarta-feira, 24, o diretor do Instituto Lula, Paulo Okamotto. “Depois da eleição, talvez”, disse o assessor do ex-presidente durante ato político em favor da candidatura do candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha. No mesmo evento, Lula reagiu com ironia foi questionado por uma repórter quando iria prestar esclarecimento à Polícia Federal. “Só se você me convidar”, disse. A Polícia Federal tenta há sete meses um acordo para ouvir o alcaguete Lula no inquérito que investiga a suspeita de repasses ilegais da Portugal Telecom para o PT. Havia previsão de que Lula fosse ouvido nesta quarta-feira em Brasília. O ex-presidente, porém, não apareceu, segundo Okamotto. Como ex-presidente, Lula tem prerrogativa de negociar quando será ouvido pelos policiais. A investigação foi aberta a pedido do Ministério Público Federal com base em denúncia do operador do Mensalão do PT, Marcos Valério Fernandes de Souza. Em depoimento prestado à Procuradoria-Geral da República em 2012, Valério acusou o petista de intermediar pagamento de R$ 7 milhões da telefônica ao partido. O objetivo seria pagar dívidas de campanha. O conteúdo do depoimento foi revelado pelo Estado em 11 de dezembro daquele ano. Lula não é alvo da investigação, que ainda está em andamento. A idéia da Polícia Federal é ouvi-lo como testemunha. O ex-presidente é o principal cabo eleitoral de Dilma. Só nos últimos dois dias, Lula percorreu três cidades para pedir votos à sua sucessora. Na terça-feira, discursou em Mauá e Santo André; falou também em Guarulhos. As três são administradas pelo PT. A idéia é reforçar o voto petista no Estado de São Paulo em que a presidente tem alta rejeição e o candidato ao governo estadual não decola nas pesquisas. Em Mauá, disse que o povo “tem obrigação moral” de reeleger Dilma. Ele iniciou seu discurso defendendo a política econômica, principal alvo de críticas ao governo Dilma. Lula disse que enquanto o mundo desempregou 62 milhões de pessoas, o Brasil conseguiu manter os empregos.
Bastante rouco, o ex-presidente repetiu o que havia falado no dia anterior, em Guarulhos, ao defender a política de distribuição de renda dos três governos petistas. Lula voltou a defender a escolha de Dilma para sucedê-lo e disse que “dorme tranquilo” por isso. Ele deixou o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, em saia justa ao afirmar que na hora de escolher quem iria lhe suceder “poderia ter sido o Marinho, mas escolhi a pessoa mais capacitada, que era a Dilma”.

Combatentes do Estado Islâmico avançam na Síria mesmo com ataques dos Estados Unidos

Aviões dos Estados Unidos atacaram posições do Estado Islâmico na Síria pelo segundo dia nesta quarta-feira, mas os ataques não contiveram o avanço dos combatentes em uma área curda onde refugiados que deixavam a região disseram que vilas estavam sendo queimadas e reféns estavam sendo decapitados. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, falando na sede das Nações Unidas, pediu que o mundo se juntasse para combater os militantes e prometeu manter pressão militar sobre o grupo. "A única língua compreendida por assassinos como eles é a da força, então os Estados Unidos irão trabalhar com uma coalizão ampla para desmontar essa rede da morte", disse Obama em um discurso de 40 minutos na Assembléia-Geral da ONU. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, pediu novamente que o Parlamento vote nesta sexta-feira sobre a decisão de se juntar aos Estados Unidos nos ataques aéreos. Cameron disse em seu pronunciamento na ONU que uma estratégia abrangente era necessária para combater o Estado Islâmico. "Nossa estratégia deve funcionar guiada pelos Estados árabes, sempre em apoio à população local, alinhada às nossas obrigações legais e como parte de um plano que envolva a nossa assistência, a nossa diplomacia e, sim, nossas Forças Armadas", disse Cameron na ONU. "Precisamos agir e precisamos agir agora", disse. Os curdos da Síria disseram que o Estado Islâmico respondeu aos ataques dos Estados Unidos intensificando seu ataque na região fronteiriça com a Turquia no norte da Síria, onde 140 mil civis fugiram nos últimos dias no movimento de êxodo mais rápido da guerra que já dura três anos. Washington e seus aliados árabes mataram dezenas de combatentes do Estado Islâmico nas primeiras 24 horas de ataques aéreos, a primeira ação militar direta dos Estados Unidos na Síria duas semanas depois que Obama se comprometeu a atacar o grupo dos dois lados da fronteira entre Iraque e Síria. Entretanto, o avanço do grupo na cidade de Kobani mostrou a dificuldade que Washington enfrenta para derrotar os combatentes islâmicos na Síria, onde carece de aliados militares fortes atuando por terra. "Esses ataques aéreos não são importantes. Precisamos de soldados no chão", disse Hamed, um refugiado que fugiu do Estado Islâmico e foi para a Turquia. Mazlum Bergaden, um professor de Kobani que cruzou a fronteira nesta quarta-feira com sua família, disse que dois de seus irmãos haviam sido capturados por soldados do Estado Islâmico. "A situação é muito ruim. Depois que eles matam pessoas, eles estão queimando as vilas... quando eles capturam uma vila, eles decapitam uma pessoa para assustar as demais", disse: "Eles estão tentando erradicar a nossa cultura e expurgar a nossa nação". A luta entre militantes do Estado Islâmico e os curdos podia ser vista do outro lado da fronteira com a Turquia, onde os sons esporádicos dos disparos de artilharia ecoavam pelas montanhas. Os primeiros dias de ataques dos Estados Unidos sugerem que um dos objetivos é prejudicar as habilidades do Estado Islâmico em operar na fronteira entre Iraque e Síria. Na quarta-feira, as forças lideradas pelos Estados Unidos atacaram pelo menos 13 alvos em Abu Kamal e na região, uma das principais travessias de fronteira entre Iraque e Síria, depois de ter atingido 22 alvos na terça-feira, disse o Observatório da Síria para Direitos Humanos.

Estados Unidos atacaram refinarias de petróleo do Estado Islâmico

Os Estados Unidos e seus aliados árabes lançaram uma segunda rodada de ataques aéreos na Síria durante a noite desta quarta-feira, atingindo refinarias móveis de petróleo controladas pelo Estado Islâmico, afirmou o Pentágono. Moradores da região relataram que os militantes radicais já tomavam medidas para evitarem os ataques, movendo-se para áreas civis em cidades no leste do país.
As aeronaves atingiram 12 refinarias modulares de petróleo localizadas em áreas remotas do leste sírio, afirmou o Departamento de Defesa. Autoridades norte-americanas disseram que as ofensivas recentes tinham como objetivo destruir uma das principais fontes de receita para as forças do Estado Islâmico, que rouba o petróleo das instalações sírias e vende no mercado negro. Oficiais dos Estados Unidos informaram que o dinheiro do petróleo financiou as operações dos insurgentes no Iraque e na Síria. "Nós estamos sufocando a fonte de renda deles", disse uma autoridade norte-americana de alto escalão. O Pentágono estima que o grupo militante lucre até US$ 2 milhões por dia com a venda ilícita de petróleo. Este foi o segundo dia seguido de ataques na campanha contra a organização radical na Síria. Desde agosto, os Estados Unidos também lançam ofensivas aéreas contra o grupo no Iraque. A série mais recente de ofensivas teve início com um bombardeio coordenado entre os Estados Unidos e a Jordânia contra uma área de testes do grupo extremista na fronteira do Iraque. Mais tarde, um ataque muito maior destruiu alvos em diversas localidades controladas pelos militantes. Segundo autoridades, a participação da Jordânia nas ofensivas desta quarta-feira sinaliza o desejo dos aliados árabes de continuarem a fazer parte dos ataques contra o Estado Islâmico. Os primeiros bombardeios atingiram uma área próxima da fronteira entre o Iraque e a Síria, ao norte da cidade de Al Qa''im, afirmou o Comando Central dos Estados Unidos. O território era utilizado para guardar veículos e oito caminhões foram destruídos, informou uma autoridade de defesa. Oficiais afirmaram que os bombardeios não teriam como alvo campos fixos de petróleo, de forma a minimizar o impacto ambiental. Em vez disso, os norte-americanos alvejaram pequenas refinarias móveis usadas pelo Estado Islâmico no entorno da província de Raqqa, no norte, e outras localidades no leste da Síria. As refinarias modulares produzem entre 300 e 500 barris de petróleo refinado por dia, afirmou o Departamento de Defesa norte-americano em depoimento. Segundo o Exército, os primeiros indícios sugerem que os ataques foram bem sucedidos. No leste, as refinarias móveis estão localizadas nas proximidades das cidades de Al-Mayadeen e Albukamal, na província leste de Deir Ezzour e na província vizinha de al-Hasakah, disse o Pentágono. O Estado Islâmico usa as instalações para processar o petróleo extraído dos campos sírios em diesel. Esse combustível é, então, contrabandeado para a Turquia. A habilidade dos militantes de financiarem suas operações não por meio de doações, mas por meio do petróleo, tornou-os um grupo particularmente perigoso, disseram autoridades norte-americanas. Na primeira rodada de ataques aéreos, os alvos incluíram um edifício usado pelo grupo para controlar suas finanças, um sinal de que a estratégia dos Estados Unidos para reduzir o poder do grupo incluiria a destruição de suas fontes de financiamento. Autoridades dos Estados Unidos informaram que aeronaves pilotadas por duas nações árabes acompanharam os aviões norte-americanos e os países aliados foram responsáveis por metade dos bombardeios. Quando os ataques à Síria começaram no começo desta semana, oficiais dos Estados Unidos já haviam dito que jatos de cinco países árabes - Jordânia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Catar - dariam assistência às forças norte-americanas.

Presidente da Argentina classifica hedge funds credores de 'terroristas'

A presidente da Argentina, a peronista populista e muito incompetente Cristina Kirchner, acusou os hedge funds que estão processando o país para recuperar o valor integral da dívida inadimplente de praticar "terrorismo econômico e financeiro", elevando o tom na longa batalha legal do país com investidores. Falando perante a Assembleia-Geral das Nações Unidas na quarta-feira, Cristina disse que "os terroristas não são apenas aqueles que lançaram bombas, mas também aqueles que desestabilizam as economias, causando fome, miséria e pobreza". O comentário aconteceu horas depois que o chefe de gabinete do governo argentino, Jorge Capitanich, acusou a Alemanha de ter uma "atitude hostil" em relação ao esforço da Argentina para reestruturar sua dívida, citando um anúncio publicitário dos hedge funds que cita uma autoridade alemã criticando a política argentina. "Os fundos abutres", disse a populista peronista Cristina à Assembleia-Geral "estão praticando um tipo de terrorismo econômico e financeiro". O dia começou com o anúncio de página inteira, pago pelo grupo Task Force Argentina, baseado na Virginia, nos Estados Unidos, publicado nos jornais locais Clarín e La Nacion. O anúncio citou o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, chamando as políticas argentinas de "um exemplo de falta de força". Capitanich retrucou dizendo que "a Alemanha sempre teve uma atitude hostil em relação à Argentina, a partir de um ponto de vista econômico e financeiro". Ele observou que a Alemanha foi um dos 11 países, incluindo os Estados Unidos, que em 9 de setembro votou contra a proposta da Argentina para que a ONU adote um quadro jurídico multilateral para reestruturações de dívida soberana. O Task Force faz lobby para os hedge funds na disputa judicial liderada pelos fundos Elliott Management NML Capital Ltd e Aurelius Capital Management. Os ânimos se exaltaram desde que a Argentina entrou em default, selando a exclusão do país sul-americano dos mercados internacionais de capital em um momento de recessão, queda das reservas internacionais e inflação galopante.

Fiocruz testa mosquito que não transmite dengue no RJ

A  Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) começou a testar nesta quarta-feira uma forma inovadora de combater a dengue na cidade do Rio de Janeiro. Mosquitos modificados em laboratório foram liberados nesta manhã no bairro de Tubiacanga, na Ilha do Governador, zona norte, onde moram 3 mil pessoas. Os ovos dos mosquitos foram contaminados com a bactéria Wolbachia, encontrada em 60% dos insetos, como as drosófilas (pequenas moscas) e pernilongos. Essa bactéria atua como uma espécie de vacina para o Aedes aegypti, impedindo que o vírus da dengue se multiplique no organismo do mosquito, que deixa, assim, de transmitir a doença. É a primeira vez que essa estratégia é testada no continente americano - já há experimentos em andamento na Austrália, Vietnã e Indonésia.

A Wolbachia também atua na reprodução dos insetos. A bactéria é transmitida naturalmente para as gerações seguintes de mosquitos e o método se torna autossustentável: Aedes com Wolbachia acabam se tornando predominantes na natureza, sem que os pesquisadores precisem liberar insetos contaminados constantemente. Em localidades da Austrália, isso aconteceu em 10 semanas, em média. O líder da pesquisa no país, Luciano Moreira, explicou que a expectativa é de que, até o final do ano, toda população de Aedes aegypti seja infectada pela Wobachia e esteja livre do vírus da dengue em Tubiacanga. As liberações serão feitas por aproximadamente três ou quatro meses e vai depender dos resultados sobre a capacidade dos mosquitos com Wolbachia de se instalarem no local.
A Wolbachia é uma bactéria intracelular, que só pode ser transmitida de mãe para filho, no processo de reprodução dos mosquitos. É maior que o canal salivar do mosquito, ou seja, não sai pela saliva, meio pelo qual o homem é contaminado. Para ter certeza de que não infecta seres humanos e animais domésticos, integrantes da equipe, na Austrália, deixaram-se picar durante cinco anos por uma colônia de mosquitos com Wolbachia. O projeto Eliminar a Dengue: Desafio Brasil foi lançado no Rio de Janeiro, em 2012. Nesses dois anos, os pesquisadores capturaram Aedes aegypti nos locais que servirão de testes, estudaram essas regiões e criaram os mosquitos contaminados em laboratório. Depois de lançados em Tubiacanga, os cientistas poderão avaliar a capacidade dos mosquitos com a bactéria se estabelecerem no ambiente e cruzarem com os demais mosquitos. Cerca de 10 mil insetos serão liberados semanalmente em Tubiacanga, por até quatro meses. Para reduzir o incômodo da população, a Secretaria Municipal de Saúde fez uma campanha para eliminar focos de criação do mosquito. Depois da Ilha do Governador, os bairros da Urca e Vila Valqueire, no Rio de Janeiro, e de Jurujuba, em Niterói, receberão os mosquitos. Estudos em larga escala para avaliar o efeito da estratégia estão previstos para ocorrer a partir de 2016.

Aécio: 'Vou recuperar o voto de quem quer derrotar o PT'

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, destacou nesta quarta-feira o crescimento de sua candidatura nas pesquisas de intenção de voto e afirmou que “vai recuperar os votos de quem quer derrotar o PT”. Em agenda em Uberaba, Minas Gerais, o tucano ainda criticou a presidente-candidata Dilma Rousseff por não assinar o acordo de desmatamento zero na Cúpula do Clima, organizada pelas Nações Unidas em Nova York, e classificou como "surpreendente" a decisão do governo brasileiro.

Ao participar da Cúpula do Clima, o Brasil não endossou a carta de intenções que pretende cortar pela metade o desmatamento até 2020 e zerar o corte indiscriminado de vegetação até 2030. "Acho que o Brasil poderia estar com outras ações liderando uma posição mundial. Até porque, ao longo dos últimos anos, nós temos avançado, inclusive com participação dos Estados na inibição do desmatamento.  Eu lamento a decisão da presidente da República", afirmou o tucano. Nos Estados Unidos, Dilma afirmou que "o Brasil não anuncia promessas. Mostra resultados". Na reta final da campanha pelo Palácio do Planalto, o candidato do PSDB manteve as críticas ao governo federal, lamentou os sucessivos escândalos envolvendo políticos na Petrobras e disse que, faltando pouco mais de uma semana para o primeiro turno, sua candidatura cresceu nos três principais colégios eleitorais do país: São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais e, por isso, é competitiva. “O que importa é que a nossa é a única candidatura que está crescendo e acredito que vamos recuperar aquele voto que quer derrotar o PT. Que hoje tem a compreensão mais clara de que temos condições de vencer e, mais que isso: só nós temos as condições adequadas para colocar no lugar desse governo um governo experimentado, com gente altamente qualificada, com êxitos em várias gestões que foram empreendidas por nós em todo o Brasil”, afirmou.
"Se você está satisfeito com a forma com que o PT vem administrando as nossas empresas públicas, é uma opção. Eu não. Eu estou como a grande maioria dos brasileiros, indignado com a irresponsabilidade do governo do PT. E quem denuncia isso não somos nós. É a Polícia Federal. Nós temos que encerrar esse ciclo de governo do PT porque perdeu a capacidade de gerir a nossa economia e fracassou naquilo que é essencial: compromisso com a ética, com a decência e com a moralidade", disse. "Nós temos uma seleção brasileira à disposição do Brasil em todas as áreas, para cuidar do agronegócio, para cuidar da economia, para cuidar da nossa infraestrutura e é isso que nós estamos oferecendo ao Brasil. E se nós temos uma seleção brasileira pronta para entrar em campo, o brasileiro não vai optar para entrar em campo com o segundo time", completou.
Antes de participar de carreata na cidade de Uberaba, polo agrícola da região do Triângulo Mineiro, Aécio se comprometeu com políticas de valorização do agronegócio. Disse ainda que, se eleito, pretende desenvolver uma  política agrícola baseada na concessão de crédito, na segurança jurídica e na formalização de seguros para estimular quem produz no campo. Ele também afirmou que, se vencer as eleições, vai consolidar um "amplo projeto de barragens" para levar água a regiões de estiagem e fortalecer a agricultura familiar. "O governo federal transformou o Brasil em um Estado unitário onde apenas o governo federal tudo tem, o governo federal tudo pode, tudo decide", criticou. A manifestação do candidato ocorre após a confirmação de que secou a nascente do rio São Francisco, situada no Parque Nacional da Serra da Canastra, em Minas Gerais.

Caixa Econômica Federal compra 49% da Vale Presente

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a aquisição de 49% da Vale Presente (startup de cartões pré-pagos de vale-presentes) pela Caixa Econômica Federal, segundo despacho publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira. Os valores da operação não foram informados. Com a transação, o empresário Carlos Wizard Martins, que antes detinha 74% da Vale Presente, passará a ter 25% da companhia. "Para a Caixa, a operação significa investir em um empreendimento que tem mostrado sólido crescimento e boas perspectivas de retorno financeiro, além de possibilitar a implementação de novas soluções a partir da tecnologia da Vale Presente, sem que a Caixa tenha que atuar na emissão e administração de cartões pré-pagos", informou o banco em documento enviado ao Cade. 

BTG é absolvido em processo sobre CCX na Colômbia

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) absolveu o banco BTG Pactual em processo por suposto uso indevido de informações privilegiadas (insider trading, na expressão em inglês) na negociação de ações da empresa de carvão CCX na Colômbia, pertencente ao grupo EBX, ao longo de 2013. Na época, o banco atuava na reestruturação financeira das companhias de Eike Batista, presidente do grupo EBX. O BTG foi investigado por operações realizadas entre os dias 11 e 19 de junho de 2013, às vésperas de a CCX publicar fato relevante informando que o empresário havia desistido de realizar uma oferta pública de aquisição de ações para fechar o capital da companhia. Em fevereiro deste ano, o grupo EBX anunciou um acordo para vender ativos da CCX para a turca Yildirim por 125 milhões de dólares. O negócio inclui os projetos de mineração a céu aberto Cañaverales e Papayal e o projeto de mineração subterrânea de San Juan. Além disso, também fazem parte da negociação uma ferrovia e um porto. 

TCU notifica BNDES para explicar detalhes de investimentos na JBS

O Tribunal de Contas da União (TCU) notificou nesta terça-feira o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) sobre o prazo de cinco dias para abrir todos os dados sobre investimentos feitos no frigorífico JBS, que pertence à família Batista. Com isso, o banco de investimento terá até a próxima segunda-feira para explicar sua relação com a empresa. Caso contrário, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, poderá ser multado por "reincidência no descumprimento de determinação do tribunal", prevista na Lei 8.443/1992.

O TCU cobra transparência do banco com uma auditoria por supostas irregularidades em injeções de capital por meio de operações que levaram o BNDES a controlar 22,99% das ações globais do JBS. O tribunal alega dificuldade em acessar informações detalhadas sobre a parceria. Em acórdão da semana passada, o tribunal afirmou que a falta do repasse de informações pelo BNDES sob alegação de quebra de sigilo bancário é uma "obstrução à competência constitucional" de fiscalização do uso do dinheiro público. 
Em nota, o BNDES afirmou que está analisando a notificação do TCU e que "não definiu ainda que posição tomará". O banco, contudo, indica que "vai encaminhar a resposta correspondente (ao pedido de abertura)", sem deixar de observar tanto o prazo do tribunal quanto aos "limites da legislação em vigor". O frigorífico não comenta o caso. A auditoria do TCU na parceria entre BNDES e JBS começou há três meses e deveria ter sido concluída semana passada. Mas faltaram informações sobre transações do banco com a empresa entre 2009 e 2014.
A investigação foi solicitada pela Comissão de Fiscalização e Controle (CFC) da Câmara, que pediu ao tribunal para também apurar supostas irregularidades na aquisição de debêntures (títulos de dívida) pelo BNDES. 
A CFC já havia requisitado uma investigação nas operações do BNDES no JBS, avaliando repasses do banco para o frigorífico entre 2005 e 2009. Em 2010, o ministro Raimundo Carreiro arquivou o processo, argumentando que "não foram constatadas evidências de irregularidades e/ou favorecimentos nas operações de financiamento do BNDES". 

TCU aponta superfaturamento de R$ 367 milhões na refinaria Abreu e Lima

O Tribunal de Contas da União (TCU) afirmou nesta quarta-feira que a Petrobras fez um pagamento indevido de 242,8 milhões de reais para empreiteiras responsáveis por executar quatro contratos da refinaria de Abreu e Lima, da Petrobras. A informação consta do relatório apresentado pelo ministro-relator José Jorge, que destacou a refinaria como um "caso péssimo" na história da estatal. Além do valor já pago, ainda existe um saldo de 124,9 milhões de reais devido às empreiteiras e que, segundo o TCU, se refere a um reajuste de preços feito em "condições inadequadas". Com isso, a soma apontada como superfaturamento é de 367 milhões de reais.

A irregularidade foi identificada nos contratos de construção da unidade de coqueamento retardado, da unidade de hidrotratamento de diesel, da unidade de destilação atmosférica e das tubovias de interligação. Esses contratos foram alvos de reajustes contratuais acima da variação real de produção do custo de produção, segundo o TCU. Especialmente no quesito custo de mão de obra, que ganhou adicionais entre 70% e 80% dos valores contratados, acima da média de 56% verificados em outras etapas da construção pactuadas em outros contratos. "Esses reajustes estão superdimensionados", disse.  O projeto da refinaria, no município de Ipojuca, Pernambuco, foi orçado inicialmente em 2,5 bilhões de reais. Mas, atualmente, apresenta orçamento de 20 bilhões de reais — o que a torna uma das refinarias mais caras do mundo.
O plenário decidiu, então, pela readequação dos contratos. O TCU aprovou uma medida cautelar determinado que os 125 milhões de reais pendentes deverão ser adequados a uma nova tabela de preços. "Como resultado da auditoria, espera-se uma melhorias dos procedimentos internos da Petrobras relativamente à delimitação das condições de reajustes pactuadas em suas contratações de obras", registrou no acórdão o ministro-relator. Segundo o ministro, as responsabilidades e o ressarcimento dos 243 milhões de reais que já foram pagos serão alvos de outros processo. Jorge também observou que a Petrobras pode recorrer da decisão em até 15 dias.
Os contratos da refinaria Abreu e Lima são alvos da Justiça no âmbito da Operação Lava Jato, que investiga as ligações entre o grupo liderado pelo doleiro Alberto Youssef e pelo ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa e empreiteiras que prestam serviços para a estatal. A principal acusação é de que houve desvio de dinheiro da estatal por meio de contratos de consultoria com empresas de fachada. A licitação para as obras de Abreu e Lima foi vencida pelo Consórcio Nacional Camargo Corrêa (CNCC). A Procuradoria sustenta que o contrato "apresentou indícios de superfaturamento ou sobrepreço na execução e fornecimento de materiais". O processo julgado nesta quarta-feira pelo TCU faz parte do Fiscobras 2014, que investiga os repasses de verba federal em obras públicas com o objetivo de informar o Congresso Nacional sobre os gastos e, desta forma, permitir a elaboração do Orçamento Geral da União. Cabe ao TCU, ao fim das auditorias, recomendar a paralisação ou a continuidade das obras, conforme os índices de gravidade.

Depois de fazer terrorismo eleitoral na TV, PT agora se queixa de adversários

Autor de sucessivas peças de terrorismo eleitoral pregando o discurso do medo caso deixe o poder, o PT anunciou que fará uma ofensiva contra as campanhas de Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) na Justiça Eleitoral. O partido quer direito de resposta porque não gostou das críticas feitas pelos adversários à gestão da presidente-candidata Dilma Rousseff.

No programa eleitoral exibido nesta terça, a campanha de Marina afirmou que a Petrobras “virou caso de polícia” em referência à profusão de escândalos que cercam a empresa nos últimos anos. A propaganda mostrou uma reportagem na qual o Tribunal de Contas da União pede que Dilma responda pela compra de outra refinaria sob suspeita, em Pasadena, no Texas, cuja compra pela Petrobras deixou prejuízo de quase 1 bilhão de dólares. Na época do negócio, Dilma era presidente do Conselho de Administração da Petrobras.
No caso de Aécio, a queixa do PT é que a campanha tucana mentiu ao afirmar que o governo Dilma não entregou as obras que prometeu. Um levantamento da ONG Contas Abertas, por exemplo, mostrou que o número de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no papel é três vezes maior do que os empreendimentos em execução.
“A candidata do PSB excedeu todos os limites de desfaçatez ao atacar a presidente Dilma e o PT, igualando-se às práticas mais obscuras da velha política. A Marina diz que faz o debate não o embate, mas partiu para a baixaria”, disse o presidente do PT, Rui Falcão, um dos coordenadores da campanha de Dilma. “Nós sempre falamos a verdade de cara limpa, rosto aberto, sem nos escondermos e exibindo fatos e argumentos. Marina que mentiu sobre dados do desmatamento, sobre o quanto recebe por suas palestras e ainda faz insinuações descabidas, como é o caso de atribuir responsabilidade a nossa presidente por nomeações de diretores que depois praticaram mal feitos”, continuou.
Para quem acompanha a escalada da propaganda petista no rádio e na televisão, a fala do presidente do PT deixou a dúvida: se era algum tipo de piada ou se ele não assistiu as peças eleitorais recentes produzidas pela própria campanha que coordena – uma delas, inclusive, barrada pela Justiça Eleitoral.

A sindicalistas, Marina volta a prometer fim do fator previdenciário

Marina Silva durante campanha em São Paulo - 24/09/2014

Marina Silva durante campanha em São Paulo - 24/09/2014 (Reuters)
Para rebater boatos da campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT), segundo quem Marina Silva pretende mudar a legislação trabalhista se for eleita, a ex-senadora reuniu-se com lideranças sindicais em São Paulo nesta quarta-feira. No encontro, voltou a prometer o fim do fator previdenciário – mecanismo criado no governo Fernando Henrique Cardoso que inibe aposentadorias precoces –, antiga reivindicação dos sindicatos.
"Sem demagogia, estamos dizendo que vamos revisitar o fator previdenciário para fazer justiça com o trabalhador. A corda sempre rompe pelo lado mais fraco, que nem sempre é a maioria. Dessa vez é a minoria", disse Marina, que na sequência alfinetou Dilma: "Essa campanha não apresenta programa de governo, quer que o povo assine um cheque em branco".
A candidata do PSB reafirmou o compromisso com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). "Queremos estabelecer um tripé para assegurar os direitos dos trabalhadores. Promover educação de qualidade por meio de programas como o Pronatec e permitir que recursos sejam aplicados adequadamente para o trabalhador se requalificar rapidamente após perder o emprego."
Estiveram presentes representantes da Força Sindical e da União Geral dos Trabalhadores (UGT). Marina voltou a citar o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatisticas (IBGE) para atacar o governo de Dilma. Na última sexta-feira, o instituto afirmou que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) referente ao ano de 2013 foi publicada com erro grave. A retificação alterou resultados antes divulgados sobre a evolução da desigualdade social no país. "Até o IBGE, que tem técnicos renomados, teve que passar por esse vexame."

Doações ao PT equivalem à soma de PMDB e PSDB

As pesquisas eleitorais mostram que o PT terá uma eleição difícil: o partido não tem uma vantagem clara na disputa presidencial e é quase certo que a sigla elegerá menos do que os cinco governadores que emplacou em 2010. Mas, na máquina de arrecadação, os petistas ainda têm uma vantagem enorme. O PT recebeu 29% das doações eleitorais até agora, o que equivale à soma dos recursos recebidos por PMDB e PSDB. Os dados são de um levantamento da ONG Transparência Brasil considerando os quinze maiores doadores da campanha. 

Os candidatos do PT obtiveram 135 milhões de reais dos principais doadores, seguidos pelos representantes de PMDB (72 milhões de reais), PSDB (66 milhões de reais) e PSB (36,5 milhões de reais). Os petistas também têm uma vantagem semelhante quando analisadas as contribuições das cinco empreiteiras que mais doaram até agora: OAS, Andrade Gutierrez, UTC Engenharia, Odebrecht e Queiroz Galvão.
A OAS e a Andrade Gutierrez destinaram ao PT cerca de metade de suas doações. A Odebrecht se equilibrou entre PT e PSDB. A Queiroz Galvão dividiu de forma semelhante as doações entre PT, PSDB e PMDB, deixando o PSB com um quinhão menor. 
A maior doadora até agora foi a JBS Friboi, que doou ao todo 120, 5 milhões de reais. Depois aparecem a OAS, que contribuiu com 79,9 milhões de reais, a Vale, com 41,8 milhões de reais, a Andrade Gutierrez, que doou 35,9 milhões de reais, e a UTC Engenharia, com 29, 5 milhões de reais.
A análise dos métodos usados por grandes doadores permite identificar algumas diferenças. O Itaú, por exemplo, doa apenas para os candidatos, e não para os comitês partidários. Já o Grupo JBS opta por um método mais complexo: o repasse aos comitês, que redistribuem os recursos aos candidatos. A empresa repassou 5 milhões de reais ao PMDB de Mato Grosso do Sul. De lá, 1,7 milhão de reais foi para a candidata Simone Tebet, que disputa o Senado, e 3,3 milhões de reais para Nelson Trad Filho, candidato ao Senado. A partir daí é que os dois comitês repassaram o dinheiro aos candidatos a deputado federal e deputado estadual.
As regras eleitorais também permitem que a doação para um partido também pode acabar beneficiando integrantes de outra legenda, muitas vezes distante ideologicamente da primeira. A mineradora ArcelorMittal entregou 1,2 milhão de reais à direção do PSD de Santa Catarina. Desse total, o partido repassou 200.000 reais ao PCdoB, que é seu aliado no Estado; desse montante, 119.000 reais foram distribuídos a quatro candidatos comunistas a deputado estadual.
O levantamento da Transparência Brasil também concluiu que os 168 candidatos a governador ficaram com 34% do total doado, contra 27% dos presidenciáveis (que são apenas onze).
Os quinze maiores doadores financiam majoritariamente homens brancos com curso superior completo, um perfil que coincide com o dos candidatos tidos como mais competitivos. Os brancos são 55% dos postulantes a um cargo eletivo, e ficaram com 82 % das doações. Os negros obtiveram apenas 17% dos recursos, embora sejam 44% dos candidatos.

Aliança opositora venezuelana anuncia novo líder

O jornalista e ativista social Jesús "Chúo" Torrealba anunciou nesta quarta-feira que assumirá o cargo de secretário-geral da aliança opositora venezuelana Mesa da Unidade (MUD), vago desde a renúncia do político Ramón Guillermo Aveledo, em julho. “Vamos adiante, vamos construir mais democracia, vamos enfrentar este regime totalitário”, disse Torrealba, que prometeu administrar a MUD de forma “totalmente distinta” da gestão de Aveledo. De acordo com o jornal El Nacional, a primeira medida a ser empregada é levar os partidos de oposição para as ruas. Uma grande concentração foi marcada para o dia 4 de outubro.

Um dos principais desafios enfrentados por Aveledo no período em que esteve à frente da MUD foi a falta de um consenso entre os partidos opositores sobre as manifestações que chacoalharam o governo bolivariano de Nicolás Maduro. Mesmo com o comparecimento de milhares de venezuelanos, algumas legendas antichavistas não concordaram com a forma como os protestos foram conduzidos. O chefe do partido Vontade PopularLeopoldo López, foi preso sob a acusação de incitar a população contra o governo. Torrealba tratou de minimizar as diferenças entre os opositores e salientou que nenhuma ação política da MUD terá como objetivo o impeachment de Maduro. Segundo o opositor, a aliança antichavista deverá ter como foco a preparação de uma base política sólida para derrotar as legendas governistas nas próximas eleições presidenciais. “Aqui não há partidos pequenos nem grandes, há gente comprometida com a democracia. Temos de recordar que o objetivo da MUD é a troca do governo pela via constitucional. A estratégia é construir uma ampla maioria para a mudança política com governabilidade. Essa será a única linha que eu assumirei.” Com relação à possibilidade de retomar os diálogos com a base governista, Torrealba destacou que qualquer ação nessa linha terá de ser decidida por uma maioria na MUD. Ao deixar o cargo, Aveledo denunciou tentativas governistas de enfraquecer a aliança opositora e seu trabalho à frente da MUD.

Justiça suspende transferência de réu da Lava Jato para presídio de segurança máxima

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região suspendeu a transferência do réu René Luiz Pereira, alvo da Operação Lava Jato, para a Penitenciária Federal de Catanduvas, complexo de segurança máxima no interior do Paraná. Preso provisoriamente desde fevereiro, Pereira responde por tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Ele é apontado como líder de uma quadrilha de traficantes de drogas. Na última quinta-feira, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba (PR), havia determinado que o preso fosse recolhido ao presídio de Catanduvas. Como a decisão é liminar, cabe recurso do Ministério Público Federal. A advogada criminalista Maria Isabel Bermudez, defensora de Pereira, impetrou na segunda-feira um habeas corpus com pedido de liminar contra o mandado de transferência expedido por Sergio Moro. A liminar foi aceita pelo desembargador João Pedro Gebran Neto. "O pedido de transferência foi formulado pelo Ministério Público Federal já no recebimento da denúncia, sem qualquer alusão, naquela oportunidade, à necessidade de resguardar a segurança pública ou do próprio segregado", anotou o desembargador.

Como o pedido foi aceito pelo TRF, o réu aguardará o julgamento de mérito do habeas corpus na Casa de Custódia de São José dos Pinhais (PR), onde permanece detido, segundo a criminalista. A defesa argumentou que o réu não apresentava periculosidade ou agressividade. "A situação do custodiado não é diversa da de inúmeros outros condenados por tráfico de drogas e associação por tráfico", escreveu o desembargador na liminar.
O juiz Sergio Moro havia sustentado que os indícios de envolvimento do réu com "grandes carregamentos de drogas e lavagem de dinheiro de vulto" eram suficientes para encaminhar Pereira para um presídio federal. "Esses elementos a que o juiz se referiu ainda estão sendo apurados. O tribunal entendeu que para ir para este tipo de prisão de segurança máxima precisa estar presente um risco à segurança pública ou do próprio preso e não existe nenhum indício disso nos autos", argumentou Maria Isabel. Ligado aos doleiros Alberto Youssef e Carlos Habib Chater, o traficante é acusado de enviar mais de 750 quilos de cocaína à Europa, por meio de uma rota desbaratada em abril pela Polícia Federal no Porto de Santos. Investigado inicialmente por transações com doleiros, o envolvimento de Pereira com o tráfico de drogas só foi constatado na Lava Jato com o avanço das investigações. Policiais descobriram que ele era o verdadeiro dono de uma carga de 698 quilos de cocaína, apreendida em 21 de novembro de 2013, na Rodovia Washington Luís, no município de Araraquara, interior paulista. Três intermediadores foram presos na ocasião, mas mensagens trocadas por Pereira com interlocutores deixavam claro que a carga era dele. A operação constatou ainda a remessa de 55 quilos da droga para a Espanha, que acabou apreendida pela polícia no Porto de Valência, em 18 de outubro do ano passado. A Polícia Federal também apreendeu com Pereira 189.000 dólares.

Fisco lança novo sistema para combater contrabando em aeroportos

A Receita Federal vai implementar um novo sistema de fiscalização nos aeroportos do país para coibir o contrabando de mercadorias e a lavagem de dinheiro, que terá como base informações prestadas pelas companhias aéreas sobre os passageiros de voos internacionais.

Pelo novo sistema, que entrará em funcionamento no próximo ano e envolverá também a Polícia Federal, as empresas aéreas devem repassar informações sobre passagens, peso de bagagem, assento de passageiros às autoridades brasileiras. Essas informações serão analisadas antes mesmo dos voos internacionais chegarem ao país, e as pessoas identificadas pela Polícia Federal e o fisco como mais propensas a cometer irregularidades vão passar por uma fiscalização mais cuidadosa.
"As companhias aéreas vão transmitir para Receita informações dos passageiros transportados por elas. A partir daí o fisco analisa e seleciona passageiros que apresentem risco de irregularidade para encaminhar à fiscalização", disse o subsecretário de Aduana e Relações Internacionais da Receita Federal, Ernani Checcucci, nesta quarta-feira. No primeiro semestre deste ano, a Receita apreendeu o equivalente 889,9 milhões de reais em mercadorias contrabandeadas nos portos, aeroportos e postos de fronteira, 20,6% acima das apreensões realizadas no mesmo período do ano passado, de acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira.
Foram retirados de circulação 89,1 milhões de maços de cigarros, um dos produtos mais contrabandeados, no período, um aumento de 6,44% em relação ao mesmo período de 2013.
O fisco também fez a apreensão de 36,6 milhões de óculos de sol, alta de 53,5% em relação ao primeiro semestre do ano passado. "É resultado de mais eficiência, atuação mais precisa e pontual, menos interrupção de cargas e tempo reduzido da entrada de mercadoria", declarou o subsecretário, ao responder sobre o desempenho da Receita no período.

Empresas são condenadas por fraude em licitação de compra de aparelhos para o Hospital de Caridade de Carazinho

A 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região confirmou a condenação das empresas Central de Medicamentos (Centerlab), Distribuidora de Produtos para Laboratórios (Diplolab) e Sadi Cândido Vieira (SACAVI) por fraude em licitação e superfaturamento na compra de aparelhos para o Hospital de Caridade de Carazinho (RS). O caso foi denunciado pelo Ministério Público Federal em ação civil pública ajuizada em 2002. Conforme o Ministério Público Federal, as empresas licitantes pertenciam a uma mesma família e, em conluio, teriam combinado preços bem como o vencedor. As rés foram condenadas em dezembro de 2009 pela 1ª Vara Federal de Carazinho a ressarcirem solidariamente a verba federal fornecida pelo Ministério da Saúde por meio de convênio assinado com o município no valor de R$ 63.926,47 corrigidos desde 2002 pelo INPC. As empresas apelaram ao tribunal alegando que embora seus dirigentes possuam laços consanguíneos, atuam de forma independente, contando com administração própria, devendo ser considerada a diferenciação entre a pessoa dos sócios e a pessoa jurídica. O relator do processo, desembargador federal Fernando Quadros da Silva, entretanto, confirmou a sentença. Ele ressaltou que o fato de as três empresas habilitadas na licitação pertencerem à mesma família prejudica o caráter competitivo da licitação, pois reduz significativamente o conflito de interesses. “O caso reveste-se de características semelhantes aos esquemas fraudulentos de licitações adotados em vários municípios brasileiros, existindo, portanto, elementos suficientes para demonstrar a presença do dolo nas condutas dos apelantes, que de forma livre e espontânea apresentaram propostas simuladas e superfaturadas, direcionando a escolha do vencedor do certame, anuindo com as condutas impugnadas e desconsiderando os princípios da legalidade, da isonomia e da impessoalidade”, afirmou o desembargador.

PT quer o monopólio da mentira e também da crítica

Ai, ai… Quando eu começo assim, é porque estou como Manchado de Assis, com a pena da galhofa e a tinta da melancolia. O PT, acreditem vocês, decidiu recorrer à Justiça Eleitoral contra PSDB e o PSB — ou seja, contra as campanhas de Aécio Neves e Marina Silva. Sim, leitores amigos! Rui Falcão, presidente do PT, diz que os adversários, calculem vocês, está recorrendo a baixarias. Sim, é uma piada, só que involuntária.

E do que o PT não gostou na campanha de Marina? A propaganda eleitoral do PSB sustentou em seu programa que a Petrobras virou caso de polícia. Não me diga que o PT está escandalizado com isso!!! Eu estou enganado, ou dois inquéritos da Polícia Federal investigam lambanças na Petrobras? Eu estou enganado, ou o TCU mandou suspender repasses de recursos a refinarias em razão de suspeita de irregularidades? Eu estou enganado, ou Paulo Roberto Costa acusa pagamento de propina na compra da refinaria de Pasadena? Ele próprio, aliás, diz ter recebido R$ 1,5 milhão. Rui Falcão não quer que esse tema apareça na campanha eleitoral?
E do que os petistas não gostaram na campanha do PSDB? Os tucanos, imaginem vocês, acusam os petistas de não ter cumprido as suas promessas. Ora, mas só o principal partido de oposição diz isso? Não! Segundo o levantamento da ONG Contas Abertas, o PAC que está no papel tem três vezes mais realizações do que o de verdade.
Os petistas agem como recomendava Lênin, o facinoroso: acuse os outros de praticar aquilo que você pratica. É uma das táticas mais sujas do jogo político. O PT já acusou Aécio Neves de querer cortar direitos trabalhistas — sem que o tucano jamais tivesse tocado no assunto. Em campanhas passadas, acusou José Serra e Geraldo Alckmin de querer privatizar a Petrobras, o que, infelizmente, é mentira. Se privatizada, convenham, não estaríamos sendo assaltados agora, não é mesmo? No momento, acusam Marina de querer arrancar comida do prato dos brasileiros e de pretender tirar R$ 1,3 trilhão da educação porque ela não teria a intenção de explorar o pré-sal.
Notem: há diferenças entre verdade e mentira. Que a Petrobras seja, hoje, um caso de polícia, é um fato. Que Dilma não tenha cumprido boa parte de suas promessas, idem. Já a afirmação de que o tucano queira cortar direitos trabalhistas ou de que a peessebista vá tirar R$ 1,3 trilhão da educação são apenas pregações terroristas. Nem é o caso de afirmar que os petistas pretendem ter o monopólio da mentira. Ele querem também o monopólio da crítica. É patético! Por Reinaldo Azevedo

Depois de fazer terrorismo eleitoral na TV, PT agora se queixa de adversários

Por Marcela Mattos, na VEJA.com: Autor de sucessivas peças de terrorismo eleitoral pregando o discurso do medo caso deixe o poder, o PT anunciou que fará uma ofensiva contra as campanhas de Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) na Justiça Eleitoral. O partido quer direito de resposta porque não gostou das críticas feitas pelos adversários à gestão da presidente-candidata Dilma Rousseff.

No programa eleitoral exibido nesta terça, a campanha de Marina afirmou que a Petrobras “virou caso de polícia” em referência à profusão de escândalos que cercam a empresa nos últimos anos. A propaganda mostrou uma reportagem na qual o Tribunal de Contas da União pede que Dilma responda pela compra da refinaria sob suspeita, em Pasadena, no Texas, cuja compra pela Petrobras deixou prejuízo de quase 1 bilhão de dólares. Na época do negócio, Dilma era presidente do Conselho de Administração da Petrobras.
No caso de Aécio, a queixa do PT é que a campanha tucana mentiu ao afirmar que o governo Dilma não entregou as obras que prometeu. Um levantamento da ONG Contas Abertas, por exemplo, mostrou que o número de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no papel é três vezes maior do que os empreendimentos em execução.
“A candidata do PSB excedeu todos os limites de desfaçatez ao atacar a presidente Dilma e o PT, igualando-se às práticas mais obscuras da velha política. A Marina diz que faz o debate, não o embate, mas partiu para a baixaria”, disse o presidente do PT, Rui Falcão, um dos coordenadores da campanha de Dilma. “Nós sempre falamos a verdade de cara limpa, rosto aberto, sem nos escondermos e exibindo fatos e argumentos. Marina que mentiu sobre dados do desmatamento, sobre o quanto recebe por suas palestras e ainda faz insinuações descabidas, como é o caso de atribuir responsabilidade a nossa presidente por nomeações de diretores que depois praticaram mal feitos”, continuou.
Para quem acompanha a escalada da propaganda petista no rádio e na televisão, a fala do presidente do PT deixou a dúvida: se era algum tipo de piada ou se ele não assistiu as peças eleitorais recentes produzidas pela própria campanha que coordena – uma delas, inclusive, barrada pela Justiça Eleitoral. Por Reinaldo Azevedo

Ibope mantém Ana Amélia na liderança com 37%; Tarso Genro tem 30%: no segundo turno, qualquer um vence Tarso Genro.

1o Turno
Ana Amélia Lemos (PP) – 37% das intenções de voto
Tarso Genro (PT) – 30%
José Ivo Sartori (PMDB) – 15%
Vieira da Cunha (PDT) – 1%
Roberto Robaina (PSOL) – 0%
Humberto Carvalho (PCB) – 0%
Estivalete (PRTB) – 0%
Branco/nulo – 7%
Não sabe/não respondeu – 9%
 Na última pesquisa, divulgada em 10 de setembro, Ana Amélia tinha 38% e Tarso Genro aparecia com 30%. No levantamento de agosto, Ana Amélia tinha 36% e Tarso, 35%.
Segundo turno
O Ibope fez três simulações de segundo turno. Veja os resultados:
Cenário 1
Ana Amélia: 47%
Tarso Genro: 33%
Branco/nulo: 10%
Não sabe/não respondeu: 10%
Cenário 2
Ana Amélia: 44%
José Ivo Sartori: 26%
Branco/nulo: 10%
Não sabe/não respondeu: 19%
Cenário 3
Tarso Genro: 38%
José Ivo Sartori: 35%
Branco/nulo: 10%
Não sabe/não respondeu: 17%

Obama sobre o EI: “A única língua que assassinos entendem é a força”

Na VEJA.com: O presidente americano Barack Obama discursou logo depois de Dilma Rousseff nesta quarta-feira, na Assembleia Geral da ONU e deixou claro o motivo que levou os Estados Unidos a liderar ataques contra os terroristas do Estado Islâmico no Iraque e na Síria. “A única língua que assassinos entendem é a força”, afirmou, num recado claro aos críticos da ofensiva contra os jihadistas. Ontem, Dilma Rousseff disse “lamentar enormemente” a realização dos bombardeios. No discurso de hoje, a presidente condenou o ‘uso da força’ e as ‘intervenções militares’ como forma de resolver conflitos.

Obama voltou a ressaltar que os EUA não estão sozinhos na luta contra o terror e reafirmou que não pretendem enviar tropas para o Oriente Médio. “Em vez disso, vamos apoiar os iraquianos e os sírios a lutarem para retomar suas comunidades”. O democrata fez questão de enfatizar que o atual embate “não se trata de um choque de civilazações” e afirmou que “o futuro da humanidade depende de nós nos unirmos contra aqueles que querem nos dividir usando desculpas como tribos, crenças; raça ou religião”. O presidente americano também afirmou que o verdadeiro ensinamento do Islã é a paz e pediu a todos os povos, “especialmente as comunidades muçulmanas”, que rejeitem a ideologia pregada por grupos como a Al Qaeda e o EI.
Sobre a crise na Ucrânia, Obama afirmou que se a Rússia seguir o caminho da paz e da diplomacia, os Estados Unidos podem retirar as sanções aplicadas contra cidadãos e empresas do país. O presidente americano afirmou que as ações da Rússia “desafiam a ordem mundial” alcançada após o fim da II Guerra Mundial. Também acusou Moscou de promover “uma visão do mundo em que o poder se sobrepõe ao direito, um mundo em que as fronteiras de uma nação podem ser redesenhadas por outra, e as pessoas civilizadas não podem ser autorizadas a recuperar os restos mortais de seus entes queridos”. O Kremlin já anexou ilegalmente a Crimeia, península no sul da Ucrânia e apoia grupos separatistas no leste do país, onde um avião foi abatido por um míssil, deixando quase 300 mortos.
Acordo nuclear – No trecho do seu discurso em que mencionou a questão nuclear, Obama acenou com um futuro livre de armas atômicas e enviou uma mensagem direta para “o Irã e os iranianos”, afirmando que eles não podem deixar passar essa “oportunidade histórica” para um acordo. “Nós podemos chegar a uma solução que atenda às suas necessidades [do Irã] de energia garantindo ao mundo que seu programa nuclear é pacífico”. Nesta semana, o regime iraniano defendeu o fim das sanções contra Teerã em troca da cooperação do país na luta contra o terrorismo.
Finalmente, sobre o surto de ebola na África, o presidente americano pediu que muito mais países assumam compromissos concretos para combater a doença. Fazendo um mea culpa, Obama admitiu que os países ricos “não investiram adequadamente na capacidade da saúde pública dos países em desenvolvimento”. Por Reinaldo Azevedo

Dilma na ONU: nada comparável desde o sapato de Krushev. Ou: A estupidez como categoria de pensamento

A presidente Dilma Rousseff certamente considerou que o ridículo a que submeteu nesta terça o país não era o suficiente. Resolveu então dobrar a dose. Como sabem, a nossa governanta censurou ontem, em entrevista à imprensa, os EUA e países aliados pelos ataques às bases terroristas do Estado Islâmico.

Dilma, este gênio da raça, pediu diálogo. Dilma, este portento da política externa, quer conversar com quem estupra, degola, crucifica, massacra. Dilma, este novo umbral das relações internacionais, defende que representantes da ONU se sentem à mesa com mascarados armados com fuzis e lâminas afiadas. Nunca fomos submetidos a um vexame desses. Nunca!
Nesta quarta, no discurso que abre a Assembleia Geral das Nações Unidas, uma tradição inaugurada em 1947 por Oswaldo Aranha, Dilma insistiu nesse ponto, para espanto dos presentes. Os que a ouviam certamente se perguntavam: “Quem é essa que vem pregar o entendimento e o diálogo com facinorosos que só reconhecem a língua da morte e da eliminação do outro?”.
Houvesse uma lei que proibisse o uso de aparelhos públicos internacionais para fazer campanha eleitoral, Dilma teria, agora, de ser punida. Sua fala na ONU foi a de uma candidata — mas candidata a quê, santo Deus? A presidente do Brasil desfiou elogios em boca própria, exaltando, acreditem, suas conquistas na economia, no combate à corrupção e na solidez fiscal — tudo aquilo, em suma, que a realidade interna insiste em desmentir.
Não falava para os que a ouviam; falava para a equipe do marqueteiro João Santana, que agora vai editar o seu pronunciamento de sorte a fazer com que os brasucas creiam que o mundo inteiro se quedou paralisado diante de tal portento, diante daquele impávido colosso que insistia em dar ao mundo uma aula de boa governança. Justo ela, que preside o país que tem a pior relação crescimento-inflação-juros entre as dez maiores economias do mundo.
De tal sorte fazia um pronunciamento de caráter eleitoral e eleitoreiro que, numa peroração em que misturou dados da economia nativa com um suposto novo ordenamento das relações internacionais, sobrou tempo para tentar faturar com o casamento gay. Afirmou: “A Suprema Corte do meu país reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo, assegurando-lhes todos os direitos civis daí decorrentes”. É claro que queria dar uma cutucadinha em Marina Silva, candidata do PSB à Presidência, que o sindicalismo gay petista tentou transformar em homofóbica numa das vertentes sujas da campanha.
Sem ter mais o que pregar aos nativos; temerosa de que o eleitorado cobre nas urnas os muitos insucessos de sua gestão; sabedora de que boa parte da elite política que a cerca pode ser engolfada por duas delações premiadas — a de Paulo Roberto Costa e da Alberto Youssef —, Dilma elegeu a sede da ONU como um palanque.
Na tribuna, bateu no peito e elogiou as próprias e supostas grandezas, como fazem os inseguros e os mesquinhos. No discurso que abre a Assembleia Geral das Nações Unidas, tratou de uma pauta bisonhamente doméstica — e, ainda assim, massacrando os números. Quando lhe coube, então, cuidar da ordem internacional, pediu, na prática, que terroristas sejam considerados atores respeitáveis.
Desde 12 de outubro de 1960, quando o líder soviético Nikita Krushev bateu com o próprio sapato na mesa em que estava sentado — e não na tribuna, como se noticia às vezes — para se fazer ouvir, a ONU não presencia cena tão patética. Nesta quarta, Dilma submeteu o Brasil a um ridículo inédito. Por Reinaldo Azevedo