segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Dilma melhora em algumas cidades dos grotões do Rio Grande do Sul, mas perde na capital

Estado onde a soberana búlgara Dilma Rousseff iniciou sua carreira política, o Rio Grande do Sul foi onde ela registrou melhora de seu desempenho em algumas cidades em relação a 2010, apesar de ela não ter saído vitoriosa na capital Porto Alegre. Ao todo, a petista teve 43,2% dos votos válidos no Rio Grande do Sul, ficando acima de sua média nacional de 41,5%. O candidato do PSDB, Aécio Neves, ficou logo atrás dela no Estado, com 41,4% dos votos válidos, também acima da sua média nacional de 33,5%. Apesar de ter nascido em Belo Horizonte, foi em Porto Alegre que Dilma iniciou sua carreira político-administrativa, ao assumir cargos nas gestões do PT e do PDT. Na capital, o tucano ficou quase dois pontos percentuais à frente da petista, registrando 39,5% das intenções de voto, contra 37,6% de Dilma. Nas cidades da região do entorno de Porto Alegre, contudo, Dilma conseguiu reverter o cenário em relação a 2010. Em Barra do Ribeiro, onde o tucano José Serra havia alcançado 49,4% dos votos há quatro anos atrás, a presidente atingiu a marca de 50,6%. Em Mostardas, onde Dilma alcançou 41,2% em 2010, a presidente cresceu mais de dez pontos percentuais e chegou a 51,7% neste ano. Em São Jerônimo, onde conseguiu 43,8% em 2010, a petista também conseguiu um importante crescimento e chegou a 51,5%, passando a liderar no município. Em Caxias do Sul, uma das maiores cidades do Estado, contudo, a presidente piorou seu desempenho em relação a quatro anos atrás e ficou em segundo lugar no município, com 27,0% dos votos. Aécio Neves venceu na cidade e atingiu a marca de 53,7%. Isso prova que, também no Rio Grande do Sul, a soberana búlgara petista Dilma Rousseff é a candidata dos grotões.

PT, PMDB, PSD e PP, juntos, perdem 35 deputados; bancada do PT terá 18 a menos

Os quatro maiores partidos governistas perderam deputados: não apenas elegeram agora menos do que em 2010 como verão minguar o atual número de parlamentares. Comecemos pelo maior deles, o PT: elegeu, em 2010, 88 e manteve esse número. No ano que vem, os petistas verão a sua bancada reduzida a 70. Dezoito deputados sumiram nas urnas. Atenção, é o menor número desde 1998, quando o partido era oposição e elegeu 59. Em 2010, fez 86; em 2006, 83; em 2002, 91. Também o PMDB deu uma minguada: na eleição passada, fez uma bancada de 79 membros, estava com 71 e terá, a partir do ano que vem, 66. Em 2006, o partido elegeu 89, e, em 2002, 75.  Como se nota, terá o menor número de representantes na Câmara em 12 anos. O PSD ainda não existia em 2010. Vai encerrar este ano com 45 deputados, mas elegeu apenas 37, uma queda de 18%. O PP fez 41 parlamentares em 2010 e mantém 40. Neste pleito, apenas 36. 

Beto Albuquerque declara que prioridade absoluta do PSB gaúcho é eleger Sartori

O deputado federal Beto Albuquerque (PSB), principal liderança nacional do PSB, declarou nesta segunda-feira: "Minha prioridade imediata é ajudar a eleger o gringo Sartori", referindo-se ao candidato ao governo do Estado do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori (PMDB). Beto Albuquerque afirmou não ter se surpreendido com o crescimento do postulante, que acabou ficando à frente de Tarso Genro (PT) na disputa do segundo turno. Disse que desde o início acreditava na escalada do amigo. Beto Albuquerque encerrará o mandato na Câmara Federal – onde está há 16 anos – em janeiro de 2015.

Índice de abstenção é o maior desde 1998, com 19,39% dos eleitores ausentes

A proporção de eleitores que deixou de votar para presidente no primeiro turno das eleições deste ano é a mais alta desde 1998. No total, 27,698 milhões de pessoas não foram às urnas neste domingo, 19,39% do total de eleitores do País. O dado vem crescendo desde 2006, quando era de 16,75%, e é o mais alto desde as eleições presidenciais de 1998, quando atingiu 21,49%. Nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro – onde os três principais candidatos à Presidência da República focaram suas campanhas eleitorais na última semana – os índices ficam até acima da média nacional, chegando a 19,5%, 20,0% e 20,1%, respectivamente. Os maiores níveis de abstenção foram registrados no Maranhão, onde 23,6% dos eleitores deixaram de votar, e na Bahia (23,1%).

PDT decide apoiar a candidatura de Sartori, e diz que apoio será "incondicional"

O PDT gaúcho decidiu agora há pouco que apoiará a candidatura do ex-prefeito José Sartori ao governo do Rio Grande do Sul. O presidente do partido, deputado federal eleito Pompeo de Matos, já fez a comunicação ao candidato do PMDB. “É um apoio incondicional”, disse o deputado Ênio Bacci, que acaba de se eleger para a Assembléia Legislativa. O jornalista Lasier Martins, que se elegeu senador, avisou que votará e fará campanha para Sartori. A decisão foi da Executiva, após audiência com os deputados. Nesta quarta-feira, o diretório terá reunião para referendar o apoio.

Hilton vende a chineses seu hotel mais famoso em Nova York

O grupo hoteleiro Hilton anunciou a venda do histórico hotel Waldorf Astoria New York para a seguradora chinesa Anbang Insurance por cerca de 1,95 bilhão de dólares. O Hilton informou em nota nesta segunda-feira que continuará a operar o hotel pelos próximos 100 anos e que pretende usar os recursos obtidos com a venda para adquirir mais ativos hoteleiros nos Estados Unidos. O Waldorf Astoria New York será reformado para "recuperar o aspecto de grandeza". O Waldorf Astoria New York é o principal hotel da marca de luxo do Hilton, a Waldorf Astoria Hotels & Resorts, que detém 27 propriedades em cidades como Amsterdã, Chicago e Xangai. O Waldorf Astoria New York foi comprado pelo fundador Conrad Hilton em 1949, dezoito anos após ter sido inaugurado na Park Avenue. Nos anos 1950 e 1960, era ponto de encontro das grandes estrelas de Hollywood e da realeza européia que se hospedava em Nova York. Aconteceu nos salões do hotel, por exemplo, o noivado de Grace Kelly e do príncipe Rainier, de Mônaco.

Espanha confirma primeira transmissão de ebola fora da África

Uma enfermeira espanhola de 44 anos contraiu ebola em Madri, anunciou nesta segunda-feira Ana Mato, ministra da Saúde da Espanha. A paciente é funcionária do hospital Carlos III, onde foram tratados dois missionários que contraíram a doença na África. Esse é o primeiro caso de transmissão de ebola fora da África. A enfermeira saiu de férias no dia seguinte em que um dos missionários morreu, em 26 de setembro, e começou a se sentir mal quatro dias depois. Na manhã desta segunda-feira, deu entrada no hospital em que trabalha com febre alta. Os resultados positivos dos exames de diagnóstico de ebola foram confirmados no fim da tarde e, de acordo com a ministra, a condição de saúde da enfermeira é estável. As autoridades informaram que um protocolo de emergência foi acionado e a fonte de contágio está sendo investigada. Além disso, está sendo feito um estudo para identificar todas as pessoas que tiveram contato com a mulher. O vírus ebola matou 3 439 pessoas no oeste da África, de um total de 7 478 casos registrados em cinco países (Serra Leoa, Guiné, Libéria, Nigéria e Senegal), segundo o último balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS), realizado até 1º de outubro. O número de casos pode crescer exponencialmente, com mais de 20 000 infectados até o começo de novembro, se novas medidas não forem adotadas para conter o vírus.

Estado Islâmico, o Califado, avança contra cidade na fronteira da Síria com a Turquia

Terroristas do Estado Islâmico (EI) são vistos em morro próximo à cidade de Kobane, região fronteiriça entre a Síria e a Turquia

Terroristas do Estado Islâmico (EI) são vistos em morro onde bandeira do grupo foi hasteada, perto da cidade síria de Kobani, na fronteira com a Turquia (Aris Messinis/AFP)
Os terroristas do Estado Islâmico (EI) hastearam a bandeira preta do grupo em um monte nos arredores da cidade curda de Kobani, na Síria, e abriram caminho para tomar o controle da localidade. O avanço jihadista levou milhares de pessoas a fugirem para a fronteira com a Turquia. Uma autoridade local disse que a cidade “certamente cairia em breve”. Também confirmou que o EI dominou o estratégico monte Mistenur, que fica perto da cidade. Os ataques aéreos da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos não foram capazes de deter os terroristas, que conseguiram capturar dezenas de vilarejos curdos desde meados de setembro, mantendo Kobani sitiada. Até recentemente, a cidade mal havia sido atingida pela guerra civil que devasta a Síria há mais de três anos, e era tida como um refúgio para pessoas que fugiam de áreas onde o conflito era mais intenso. Essa situação, em grande parte, era resultado da decisão do regime de Bashar Assad de manter uma certa autonomia para a população curda do país. O avanço do EI – que Assad, aliás, não fez nada para conter – mudou o cenário. As decapitações, execuções em massa e torturas espalharam o medo na região e vilas inteiras ficaram às moscas. Estima-se que 180.000 moradores da região fugiram para a Turquia. Em um retrato desolador do horror que o EI representa, uma mulher curda que combatia os terroristas, mas ficou sem munição, preferiu explodir a si mesma do que ser levada pelo grupo. Testemunhas que fugiram de Kobani disseram que os jihadistas obrigam mulheres idosas a lançar granadas e jovens sem experiência nenhuma em combates recebem armas e são enviadas aos campos de batalha. “Se eles entrarem em Kobani, isso vai se transformar em um cemitério para nós e para eles. Não vamos deixar que tomem a cidade enquanto vivermos”, disse o chefe da defesa local, Esmat al-Sheikh: “Vamos vencer ou morrer. Vamos resistir até o fim”. O  comandante de uma milícia curda advertiu, no entanto, que os terroristas têm armas muito mais eficazes que os combatentes. “Estamos lutando contra armas muito pesadas e não conseguimos grandes armas. Temos armamento limitado, mas eles têm grandes tanques, bombas”, disse Ismat Sheikh Hassan. “Precisamos de ajuda”. O primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, afirmou que a Turquia, inimiga de Assad, está disposta a enviar tropas para combater o Estado Islâmico na Síria, “se os outros fizerem sua parte”. “Estamos prontos para fazer tudo se houver uma estratégia clara para que, depois do EI, possamos ter certeza de que nossa fronteira estará protegida. Não queremos mais o regime empurrando pessoas para nossa fronteira. Não queremos outras organizações terroristas ativas por lá”, disse. O governo turco teria concordado em liberar 180 integrantes do EI em troca da libertação de mais de quarenta reféns turcos sequestrados em Mosul, no Iraque. Entre os extremistas liberados havia dois britânicos, dois franceses, dois suecos, dois macedônios, um suíço e um belga. Os jihadistas que foram trocados por reféns estariam sendo mantidos em hospitais e prisões na Turquia e também nas mãos de grupos rebeldes moderados na Síria.Nesta segunda-feira, os Estados Unidos anunciaram a detenção de um cidadão de 19 anos de idade no aeroporto de Chicago. Mohamed Hamzah Khan tentava deixar o país para se juntar ao EI no Iraque e na Síria. Ele havia chegado ao Aeroporto Internacional de O'Hare no sábado com passagens de ida e volta para Istambul. Agentes inspecionaram a casa do jovem e encontraram várias cartas escritas à mão nas quais ele expressava seu apoio ao grupo terrorista e falava sobre os planos de viagem. O jovem foi acusado de tentar fornecer apoio material a uma organização terrorista estrangeira, informou o Departamento de Justiça.

Dilma diz que "votos de Marina vão se dividir"

A presidente-candidata Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira acreditar que os votos de Marina Silva devem se dividir entre ela e Aécio Neves (PSDB). A petista também afirmou ser uma "temeridade" discutir o apoio da candidata do PSB poucas horas depois da eleição. A entrevista concedida pela presidente no começo da noite, no Palácio da Alvorada, transformado em comitê de campanha, foi a primeira após a votação de domingo. A presidente adotou um discurso cauteloso ao comentar a possibilidade de apoio de Marina Silva. "Eu acho que hoje seria uma temeridade qualquer fala a respeito de como serão os apoios no futuro. É óbvio que muitas vezes os apoios não dependem só de uma pessoa. São decididos por várias instâncias. Então, nós temos certeza que uma parte dos votos vai se dividir entre eu e o candidato. É o provável", declarou. O presidente do PSB, Roberto Amaral, é o principal entrave para apoiar Aécio Neves, embora dirigentes nos Estados sejam favoráveis à aliança com o tucano. Dilma confirmou ter falado com Marina Silva por telefone nesta segunda-feira, mas disse que o apoio no segundo turno não foi tema da conversa. "Eu recebi um telefonema extremamente gentil e civilizado da candidata Marina Silva. Ela me cumprimentou pela eleição, eu agradeci o cumprimento e disse que tinha certeza de que ambas lutamos para melhorar o Brasil em que pesem nossas diferenças", afirmou. A petista também disse que deve começar sua campanha no segundo turno pelo Nordeste. Em seguida, ela deve visitar a Região Sul, Minas Gerais e São Paulo. Na entrevista, Dilma também deu mais uma mostra de como serão as críticas ao adversário Aécio Neves na etapa decisiva da campanha. Parte do repertório já havia sido usado durante a campanha, mas o protagonismo de Marina Silva como adversária de Dilma mudou o foco dos ataques. Agora, a munição que o PT reuniu deve ser usada de forma intensa, especialmente porque o risco de derrota é o maior desde 1998. "Quando eu digo que voltam os fantasmas do passado estou me referindo ao que ocorreu no governo Fernando Henrique Cardoso", disse ela. Na lista de argumentos surgiram argumentos como o de que no governo do PSDB, a inflação era mais elevada do que hoje e a construção de escolas técnicas foi muito menor. Dilma também afirmou que, na época, "as taxas de juros foram as mais elevadas praticadas no Brasil, em período pós-Plano Real". A presidente também afirmou não estar surpresa com o resultado do primeiro turno, apesar da discrepância entre as pesquisas e os números das urnas. "Eu esperava direitinho, sabe por que? Porque nós não acreditamos nessa inafabilidade das pesquisas. Nós não acreditamos nisso, até porque a gente tem um histórico de algumas coisas surpreendentes que acontecem na eleição", disse.

VILSON COVATTI - ESSE HOMEM SOZINHO VALE QUASE POR UM PARTIDO POLÍTICO

Os resultados da apuração eleitoral no Rio Grande do Sul apontam uma situação singularissima: a do deputado federal Vilson Covatti, do PP. Ele resolveu não concorrer mais, e aí lançou o seu filho, Covatti Filho, para concorrer em seu lugar. Ele também apoiou a reeleição de sua mulher, Silvana Covatti, para deputada estadual na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul. Covatti Filho se elegeu deputado federal com facilidade, obtendo 115 mil logo em sua primeira tentativa eleitoral. A mesma coisa aconteceu com sua mulher, a atual deputada estadual Silvana Covatti (PP). Ela terminou sendo a quarta mais votada entre todos os candidatos a deputado estadual no Rio Grande do Sul, de todos os partidos políticos, com um total de 89.130 votos. Mais do que isso, somadas as candidaturas de mãe e filho (Silvana e Covatti Filho), verifica-se que o chefe do clã, Vilson Covatti, é o líder político gaúcho que tem a maior capilarização nos municípios gaúchos de sua atuação. Em matéria de eleição, de como se preparar para uma eleição, ele sabe tudo.

Dilma reúne governadores e senadores eleitos em Brasília

A candidata do PT à Presidêcia da República, Dilma Rousseff, durante coletiva no Palácio da Alvorada, em Brasília

A presidente-candidata Dilma Rousseff durante coletiva no Palácio da Alvorada, em Brasília (Cadu Gomes/Divulgação)
O primeiro compromisso de campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff no segundo turno será um encontro com candidatos eleitos para o Senado e os governos estaduais, além de aliados que ainda disputam o segundo turno. A intenção é mobilizá-los para conquistar votos para a candidata nessa etapa da campanha. Dentre os cabos eleitorais, o governador eleito de Minas Gerais, Fernando Pimentel, deve ser o mais importante: o PT quer manter a vantagem de Dilma na terra de Aécio Neves porque sabe que esta é a região onde o tucano tem maior potencial de crescimento. Os mineiros compõem o segundo maior colégio eleitoral do Brasil. No encontro desta terça, não devem comparecer candidatos de estados onde Dilma tem palanque duplo. É o caso do Rio de Janeiro, onde Luiz Fernando Pezão (PMDB) e Marcelo Crivella (PRB), ambos dilmistas, se enfrentam. 

Garotinho e Lindbergh devem apoiar Crivella contra Pezão

Luiz Fernando Pezão e Marcelo Crivella

Luiz Fernando Pezão e Marcelo Crivella (Fotoarena/Folhapress)
O senador Marcelo Crivella (PRB) está perto de anunciar o apoio dos adversários Anthony Garotinho (PR) e Lindbergh Farias (PT), derrotados no primeiro turno na disputa pelo Palácio Guanabara, contra o governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). Nesta segunda-feira, Crivella se reuniu com Washington Quaquá, presidente do PT no Rio de Janeiro, e dirigentes do PSOL. Na manhã desta terça-feira, Crivella visita Garotinho em Campos dos Goytacazes. Pezão telefonou para Lindbergh nesta segunda-feira, mas ouviu que a tendência do petista era apoiar Crivella. O apoio do PT ao candidato do PRB ainda precisa ser confirmado pela Comissão Executiva do partido. A expectativa é que a adesão formal dos petistas à candidatura de Crivella seja anunciada na quarta-feira. Apesar disso, Pezão espera obter o apoio de dez prefeitos dos onze do partido no Estado do Rio de Janeiro. A exceção é Quaquá, prefeito de Maricá. "Era esperada a união de Crivella e Garotinho. Tenho certeza que dos onze prefeitos do PT, eu posso ter o apoio de dez. Conversei com Lindbergh, mas acho difícil vir apoio do presidente do PT no Rio de Janeiro e do senador Lindbergh", afirmou Pezão. Crivella chegou ao segundo turno com 20,26% dos votos válidos, superando Garotinho por apenas 42.000 votos. Pezão ficou na dianteira com 40,57%. Garotinho teve 19,73% das preferências e Lindbergh obteve 10% dos votos válidos.

Bancários de São Paulo aceitam proposta e encerram greve

Os bancários de São Paulo, Osasco e região aprovaram nesta segunda-feira o fim da greve, após a Federação Nacional dos Bancos (Febraban) aumentar a proposta de reajuste salarial e garantir aumentos superiores aos do ano passado. Ainda não há informações sobre o posicionamento da categoria em âmbito nacional, mas o Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região é o maior da categoria, representando mais de 142 mil trabalhadores. Na noite da sexta-feira, a Febraban apresentou uma proposta de reajuste para salários, gratificações e outras verbas de 8,5%, com ganho acima da inflação de 2,02%. Para o piso da categoria, o aumento será de 9%, superando a inflação em 2,49%. Os valores serão pagos de modo retroativo a primeiro de setembro, que é a data-base para a categoria renegociar os contratos de trabalho. Esse é o maior ganho real não escalonado desde 1995, segundo informações do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Em 11 anos, a categoria acumula aumento real de 20,7%, e de 42,1% para o piso da categoria. A greve foi aprovada na noite de 29 de setembro. Entre as reivindicações da categoria estavam reajuste salarial de 12,5%, com a recomposição da inflação medida pelo INPC e aumento real de 5,8%, elevando o piso salarial a 2.979,25 reais. No ano passado, os bancários promoveram uma greve nacional de 23 dias, e a categoria somente retomou as atividades após um reajuste de 8%, o que representou um ganho real de 1,82%. Também estavam na pauta deste ano pontos como 14º salário, participação nos lucros e vales-alimentação e refeição. A Febraban propôs um reajuste de 12,2% no vale-refeição, para 26 reais ao dia, e de 8,5% na parcela fixa da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), cuja regra agora será de 90% do salário mais valor fixo de 1.838 reais, com teto em 9.860 reais. Também está prevista uma distribuição adicional de 2,2% do lucro líquido, dividida igualmente entre todos os funcionários, com o teto em 3.676 reais. Os bancários ainda pediam o fim de metas consideradas abusivas. O acordo entre a categoria e a Febraban proibirá a cobrança de metas não somente por SMS, mas também por qualquer outro tipo de aparelho ou plataforma digital. Para compensar os dias parados por conta da greve nacional, a Febraban propôs a compensação de uma hora por dia entre 15 de outubro e 31 de outubro, para quem trabalha seis horas por dia. Para funcionários com carga horária de oito horas por dia, a compensação ocorrerá entre 15 de outubro e 7 de novembro. Durante o fim de semana, a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) orientou por ampla maioria os bancários a aceitarem as propostas nas assembleias desta segunda-feira ao redor do País. A campanha de reajuste salarial teve nove rodadas de negociações. Os bancos públicos apresentaram propostas específicas, também aprovadas na assembléia desta segunda-feira. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal se comprometeram, entre outros itens, a contratar mais dois mil empregados até o fim do próximo ano. A Caixa vai reajustar toda a tabela salarial em 9%, e o Banco do Brasil propôs aumento de 9% no piso e na carreira de antiguidade, mas ofereceu um reajuste de 8,5% para o valor de referência.

Pânico no PT com a possibilidade de Aécio Neves já aparece à frente de Dilma no início da campanha do segundo turno

Integrantes do comitê da presidente Dilma Rousseff, candidata petista à reeleição, afirmam que já estão se preparando psicologicamente para um empate ou ultrapassagem de Aécio Neves (PSDB) nas primeiras pesquisas de intenção de voto deste segundo turno. O reconhecimento desse risco é simbólico. Até domingo (5), o partido enxergava o PSDB como "freguês" e não previa que o candidato tucano ameaçasse a presidente da República, muito menos nas primeiras pesquisas de intenção de voto. Petistas têm motivos de sobra para um certo fatalismo. O partido levou uma surra em São Paulo. Auxiliares de Dilma afirmam que, lá, dos atuais 24 deputados estaduais, somente 14 foram eleitos. Na Câmara Federal, da bancada de 15 passou para 10. Nem mesmo o senador Eduardo Suplicy, muito popular no Estado, foi reeleito. Mais um cenário do desafio que se tornou o maior colégio eleitoral do Brasil: o tucano venceu a petista em municípios do ABC paulista, berço do histórico do PT, caso de São Bernardo do Campo e São Caetano. Assessores de Dilma culpam Luiz Marinho, coordenador da campanha no Estado e prefeito de São Bernardo do Campo, pelo mau desempenho na região. O tema que mais estimula o antipetismo no Estado, segundo os próprios integrantes do partido, é a corrupção. Ao saber do resultado nessas cidades, um coordenador da campanha de Dilma reagiu com um palavrão. Ainda não há estratégia fechada para melhorar o desempenho de Dilma em São Paulo.Coordenadores da campanha reuniram-se com a presidente no comitê central de sua campanha eleitoral, o Palácio do Alvorada, nesta segunda-feira. Inicialmente, Dilma iria à Bahia na tarde desta segunda-feira, para ampliar a vantagem no Nordeste, mas a viagem foi suspensa. Por ora, a única decisão já tomada é contratar "uma bela pesquisa qualitativa" para saber qual a verdadeira situação da presidente lá. Diante do cenário, um petista afirmou que "São Paulo virou case"; um outro foi mais duro: "São Paulo virou um terreno inóspito". No primeiro turno, a presidente Dilma teve 41,59% dos votos válidos, seguida por Aécio Neves (33,55%) e Marina Silva (21,32%). A virada de Aécio Neves na reta final para o primeiro turno surpreendeu e teve forte influência no maior colégio eleitoral do País. No Estado de São Paulo, com quase 32 milhões de eleitores (22,4% dos 142,8 milhões de eleitores), o senador Aécio Neves conquistou mais de 10 milhões de votos, cerca de 44,22% dos votantes. Considerado fora do jogo depois da morte de Eduardo Campos, que levou a ascensão de Marina Silva (PSB), o tucano ressurgiu das cinzas e garantiu na última hora a lógica da política brasileira desde 1994, com a polarização PT-PSDB. No consolidado do País, o PT teve o pior desempenho desde 2002, quando o ex-presidente e alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr) disputou à Presidência. Naquele ano, Lula teve 45,4% dos votos contra José Serra (PSDB). Quatro anos depois, Lula obteve 48,6% em disputa com Geraldo Alckmin.

Aécio Neves responde a Dilma e diz que o que assusta são os fantasmas do presente

Na primeira agenda após passar para o segundo turno, o candidato do PSDB ao Planalto, Aécio Neves, rebateu críticas feitas pela presidente Dilma Rousseff (PT) e disse esperar “uma campanha limpa”. Aécio Neves falou sobre o assunto após reunião, em São Paulo, com o governador Geraldo Alckmin e o senador eleito José Serra. Ele disse que já se trata de um primeiro encontro para discutir o segundo turno. O tucano fez referência a uma fala da petista na noite de domingo (5). Após o fim da apuração, ela disse que o País se lembraria dos ” fantasmas do passado na hora de decidir o voto. Na fala, evocou polêmicas do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), como o discurso em que ele criticou aposentadorias precoces dizendo que quem deixa de trabalhar antes dos 50 anos é “vagabundo”. Nesta segunda-feira (6), Aécio Neves disse que ficou surpreso ao ver nos jornais a fala de Dilma. ” Me surpreende a candidata oficial falar de fantasmas do passado. Na verdade, os brasileiros estão preocupados com os monstros do presente, inflação alta, recessão e corrupção". O tucano disse que, de sua parte, fará uma campanha limpa e que espera o mesmo de Dilma. “Respeitar o adversário é respeitar a democracia”, concluiu. Aécio Neves confirmou ter recebido um telefonema de Marina Silva na manhã desta segunda-feira, mas disse que aguarda o “tempo de cada um” para definições de apoio. O tucano disse ter falado com o governador eleito de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), aliado de Eduardo Campos, para parabenizá-lo pela eleição. Câmara tende a defender voto em Aécio Neves. O presidenciável disse ainda não ter conversado com a família de Campos. Para Aécio Neves, é preciso ter cautela antes de anunciar qualquer apoio. Ele afirmou que vê mais “convergências” do que “divergências” entre seu plano e o de Marina Silva. Aliados da pessebista dizem que um apoio dela ao tucano se daria em bases “programáticas”. Por Reinaldo Azevedo

São Leopoldo faz uma varrição geral do PT

O PT perdeu tudo em São Leopoldo (RS): prefeito, deputado estadual e deputado federal. Depois de alguns anos de domínio do cenário político de São Leopoldo, o PT segue uma crescente perda de espaços. Perdeu a prefeitura em 2012 e agora fica sem representação na Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul e na Câmara dos Deputados. Primeiro o PT perdeu a continuidade do governo municipal de São Leopoldo. Após dois mandatos, o petista Ary Vanazzi, hoje presidente do PT no Estado, não fez o então deputado federal Ronaldo Zulke como sucessor. Venceu Aníbal Moacir, do PSDB. O destaque de 2012 foi a Operação Cosa Nostra, da Polícia Federal e Ministério Público, investigando a administração do petista Ary Vanazzi por uma série de denúncias de irregularidades e desvios. O processo gerou muito desgaste e está na Justiça. Ana Affonso, ex-vice-prefeita do governo Ary Vanazzi, sua cunhada, buscou reeleição para deputada estadual, mas obteve só 16.686 votos, ficando na 12ª suplência do partido. Foi uma queda de 57% dos votos em relação à primeira eleição de 2010, quando fez 38.525 votos. Nestor Schwertner, vereador e um dos líderes do partido, também buscou uma vaga na Assembléia mas obteve só 13.813 votos, ficando na 15ª suplência no partido. Ronaldo Zulke não conseguiu se reeleger deputado federal, ficando na primeira suplência com 93.926 votos. Em 2010 fez 100.082 votos, representando agora uma queda de 6%. Alexandre Roso, do PSC (da base petista, ex-vice-prefeito do governo Vanazzi) igualmente perdeu sua cadeira. Fez 19.206 votos, ficando na terceira suplência, com 32% a menos de votos que em 2010, quando recebeu 28.236 votos.

Primeiro debate de TV, Sartori x Tarso, será quinta-feira, programas de rádio e TV começarão na sexta

Será nesta quinta-feira o primeiro debate televisivo de Tarso Genro e José Sartori. Será na Band TV. Os programas de rádio e TV, 10 minutos para cada candidato, terão agenda definida nesta terça-feira pelo Tribunal Regional Eleitoral. O mais provável é que o início de tudo ocorra na sexta-feira. Se for assim, serão 10 dias de programas.

Intelectuais que apoiaram Marina Silva divulgam carta de apoio a Aécio Neves

Intelectuais que declararam apoio à candidatura de Marina Silva (PSB) ou de Aécio Neves (PSDB) à Presidência no primeiro turno divulgaram uma carta a favor do tucano, que disputará o segundo turno das eleições com a presidente Dilma Rousseff (PT). O apoio é justificado pelo desejo de mudanças. "É preciso dar um basta à conivência com a corrupção e aos retrocessos que marcaram a ação do governo nos últimos anos: a confusão entre partido e Estado e a cooptação de organizações da sociedade civil", diz o texto. A carta também ressalta que a democracia exige respeito às diferenças políticas, culturais e individuais e destaca a importância do crescimento econômico. "Apoiamos Aécio Neves porque a estabilidade e o crescimento econômicos são condições indispensáveis para que a redução das desigualdades seja efetiva, e a retomada do desenvolvimento seja sustentável", diz. No texto, os intelectuais também expressam o desejo de que as pessoas "se emancipem da ineficiência e das distorções dos serviços públicos, da pobreza que amesquinha seus horizontes e da falta de acesso a direitos fundamentais". Assinaram a carta nomes como o do historiador Boris Fausto, os economistas Gustavo Franco, Edmar Bacha e Pedro Malan, o poeta Antonio Cícero, o escritor Eduardo Portella e o diplomata Luiz Felipe Lampreia. Marina ficou de fora do segundo turno ao obter 21,32% dos votos na eleição de domingo, contra 33,55% de Aécio Neves e 41,59% de Dilma. Confira quem assinou a carta:
Abílio A. Baeta Neves, Professor titular da UFRGS
Adilson Simonis, Professor titular da USP
Adriano Pires, Economista
Alberto Aggio, Professor titular da Unesp
Alessandro Ventura, Arquiteto
Alexandre Salles, Economista
Alexandre Schwartsman, Economista
Álvaro de Souza, Empresário
Amarildo Virgulino, Economista
Amilcar Baiardi, Professor titular da UFBA
Ana Paula Vescovi, Economista
André Medici, Economista
Antonio Cícero, Poeta
Antonio Marcio Buainain, Professor do IE/Unicamp
Antonio Octavio Cintra, Cientista político
Aron Belinky, Administrador
Barby de Bittencourt Martins, Socióloga
Beatriz Bracher, Escritora
Beatriz Cardoso, Educadora
Bolívar Lamounier, Cientista politico
Bolívar Moura Rocha, Advogado
Boris Fausto, Historiador
Breno Raigorodsky, Publicitário
Carlos Ari Sundfeld, Advogado
Carlos de Almeida Vieira, Médico
Carlos Dranger, Arquiteto
Carlos Eduardo Lessa Brandão, Engenheiro
Carlos Henrique de Brito Cruz, Professor titular da Unicamp
Carlos Pereira, Cientista político
Carolina Learth, Engenheira
Celia Fix Korbivcher, Psicanalista
Cesar Borges de Souza, Empresário
Claudia Romano, Economista
Cleonice Ferreira da Cunha, Arquiteta
Clóvis Cavalcanti, Economista
Clóvis Panzarin, Economista
Dalberto Adulis, Administrador
Decio Zylbersytajn, Professor titular da USP
Dora Fix Ventura, Biopsicóloga
Dora Kaufman, Economista
Edmar Bacha, Economista
Edson Teófilo, Economista
Eduardo Felipe Matias, Advogado
Eduardo Giannetti, Economista
Eduardo Portella, Escritor
Eduardo Viola, Professor titular da UnB
Elizabeth Castanheira P. Costa, Consultora
Eneida Orenstein Ende, Auditora Fiscal
Estela Neves, Arquiteta
Eunice Ribeiro Durhan, Professor titular da USP
Evandro Carlos Ames, Economista
Everardo Maciel, Tributarista
Fábio Akira Nakayama Ohia, Engenheiro
Felipe Massao Kuzuhara, Economista
Fernando Furriela, Advogado
Fernando Schuler, Advogado
Flávio Dias Barbosa, Engenheiro
Francisco Correa Weffort, Sociólogo
Francisco Vidal Luna, Economista
Frederica Kriek Cavalcanti, Professora da UFPE
Gabriel Maciel Fontes, Advogado
Geraldo Biasoto, Professor do IE/Unicamp
Guilherme Aranha Coelho, Advogado
Guilherme Dias, Economista
Guilherme Doin, Advogado
Guilherme Lima, Economista
Gustavo Franco, Economista
Hamilton Dias de Souza, Advogado
Hans Michael van Bellen, Professor Associado da UFSC
Helena  Sampaio, Antropóloga
Helena Severo, Produtora cultural
Helio Mattar, Empreededor social
Heloisa Helena Jardim Almeida, Comerciante
Henrique Wittler, Engenheiro
Isaías Coelho, Economista
Itiberê Muarrek, Economista
Ivonne Maggie, Antropóloga
Jeferson Moura, Sociólogo
Joana Setzer, Advogada
Joaquim Francisco de Carvalho, Engenheiro
José Álvaro Moisés, Professor titular da USP
José Arthur Giannotti, Professor titular da USP
José Eli da Veiga, Professor titular da USP
José Roberto Afonso, Economista
José Roberto Mendonça de Barros, Economista
Jurandir Craveiro, Publicitário
Leandro Piquet, Professor titular da USP
Lia Zatz, Escritora
Lino de Macedo, Educador
Livia Barbosa, Antropóloga
Lourdes Sola, Professora titular da USP
Luciano Ramos, Cientista social
Lucio Gomes Machado, Arquiteto
Luis Fernando Laranja da Fonseca, Médico Veterinário
Luis Fernando M. Coutinho, Empreendedor
Luis Otávio Furquim, Advogado
Luiz Carlos Pereira da Silva, Locutor TV
Luiz Felipe Lampréia, Diplomata
Luiz Sergio Henriques, Tradutor
Maína Celidonio, Economista
Marcilio Marques Moreira, Advogado
Marco Polo Buonora, Geólogo
Marcos Cavalcanti, Professor COPPE/UFRJ
Marcos Egydio, Engenheiro agrônomo
Marcos Jank, Economista
Marcos José Mendes, Consultor Legislativo Senado
Marcos Nóbrega, Professor Adjunto da UFPE
Marcus Melo, Cientista político
Margarida do Amaral Lopes, Mediadora
Maria Alice Rufino, Psicóloga
Maria Angela D´Incao, Socióloga
Maria Eduarda Marques, Historiadora
Maria Helena Guimarães Castro, Educadora
Maria Inês Fini, Educadora
Maria Nelma Gaburro, Funcionária Pública
Mariana Castanheira P. Costa, Jornalista
Marília de Almeida Maciel Cabral, Advogada
Mário Brockman Machado, Cientista político
Mario Roitman, Empresário
Maristela Bernardo, Jornalista
Mariza Abreu, Educadora
Marta Dora Grostein, Professora titular da USP
Monica Baumgarten de Bolle, Economista
Monika Naumann, Engenheira Florestal
Patrícia Castanheira P. Costa, Jornalista
Paulo Cabral de Araújo Neto, Arquiteto
Paulo César Brito, Ator
Paulo Francini, Engenheiro
Paulo Gonzaga Mibielli de Carvalho, Economista
Pedro Malan, Economista
Peter Knight, Economista
Philippe Reischtul, Economista
Rachel Biderman, Advogada
Raimundo Santos, Professor da UFRRJ
Raul Velloso, Economista
René Scharer, Empreendedor Social
Ricardo Guimarães, Empresário
Roberto Macedo, Economista
Roberto Muylaert, Jornalista
Ronaldo Porto Macedo Jr, Advogado
Rosiris Innocenzi, Socióloga
Rubens Barbosa, Diplomata
Rubens Gomes, Músico
Ruth Goldemberg, Empreendedora cívica
Ruth Viotti Saldanha, Professora
Ruy Korbivcher, Empresário
Sandra Sinicco, Jornalista
Sergio Besserman Vianna, Professor da PUC-Rio
Sergio Fausto, Cientista político
Sergio Guimarães Ferreira, Economista
Sergio Mindlin, Empreendedor Social
Sergio Monteiro Salles, Professor titular da Unicamp
Shigueo Watanabe, Físico
Silvana Cappanari, Psicóloga
Simon Schwartzman, Sociólogo
Sonia Draibe, Professora titular da Unicamp
Sonia K. Guimarães, Professora titular da UFRGS
Tatiana Pezutto, Geógrafa
Tércio Sampaio Ferraz, Jurista
Thaia Perez, Atriz
Thiago Villas Bôas Zanon, Engenheiro
Vera Cabral Costa, Economista
Walter Colli, Professor titular da USP
Walter de Mattos Jr. , Jornalista
Wellington Almeida, Professor da UnB
Yan Dozol Carreirão, Cientista político
Zander Soares de Navarro, Professor da UFRGS

Mercados reagem com euforia ao resultado das urnas. Espero que isso conduza a candidata Dilma à virtude, não ao vício

As pessoas podem divergir sem se demonizar mutuamente; podem dissentir sem que a defesa de um ponto de vista represente a eliminação do outro; sem que a política se transforme no exercício de um suposto “bem” contra um suposto “mal”. Na contramão de quase todas as previsões e de quase todas as expectativas; contrariando o que os institutos de pesquisa conseguiam ler da vontade do eleitor — e me parece que lhes faltam instrumentos, no momento, para interpretar os enigmas que a sociedade propõe —, o tucano Aécio Neves disputará o segundo turno das eleições presidenciais com Dilma Rousseff, do PT.

Os três candidatos fizeram no domingo um pronunciamento sobre o resultado das eleições. Dois deles, basta ler o que disse cada um, foram serenos: Marina Silva, do PSB, e o próprio Aécio Neves afirmaram que a sociedade sinalizou que quer mudanças. Dilma, que fala em nome da continuidade — e, dadas as leis que temos, é, pois, legal e legítimo —, infelizmente, enveredou justamente pelo caminho reprovável da satanização dos adversários. Para ela, o voto em seus oponentes significaria que o Brasil estaria marchando para trás. Assim, a gente entende que, para a candidata, o Brasil só avança rumo ao progresso se o PT for governo.
Não é uma boa leitura da realidade. E não que eu esperasse ou espere que Dilma reconheça as qualidades daqueles que a ela se opõem. Isso não é necessário. A presidente-candidata dispõe de instrumentos, no entanto, para tentar provar que suas propostas são melhores, sem que precise afirmar que os outros encarnam o desastre. De resto, em seu discurso de domingo, a petista foi a primeira a prometer que, se eleita, fará um governo novo, com idéias novas e pessoas novas. Logo, a gente tem de entender que ela também acredita que não é possível continuar com um governo velho, com idéias velhas e com pessoas velhas — não na idade, mas na mentalidade.
Nesta segunda-feira, os mercados reagiram em quase êxtase ao resultado das urnas. Às 14h05, o Ibovespa, principal índice da Bolsa, subia 5,26%, a 57.407 pontos. Das ações do Ibovespa, 63 subiam, e apenas sete caíam. No mesmo horário, o dólar registrava desvalorização de cerca de 2% em relação ao real. O dólar à vista, referência no mercado financeiro, perdia 2,31%, a R$ 2,416, enquanto o dólar comercial, usado no comércio exterior, tinha baixa de 1,82%, a R$ 2,419. Esses índices têm tradução: chama-se otimismo. Os tais “mercados” — que nada mais representam do que os humores de uma parcela considerável da sociedade que faz funcionar a máquina da economia — renovam suas esperanças de que Dilma perca as eleições. E a petista sabe disso, tanto é assim que já se manifestou a respeito e chamou essa reação de “ridícula”.
Seja como for, estamos lidando com um dado da realidade. Já disse aqui que o País não irá à bancarrota se Dilma vencer — aliás, ninguém está a dizer isso. E também é mentira que haverá um colapso na área social se a oposição ganhar. Ocorre que, infelizmente, o PT insiste nessa tecla, nessa pregação que é feita para assustar o eleitor, não para convencê-lo. O que a reação dos mercados evidencia é que a retomada do crescimento será retardada se Dilma vencer a disputa. Ela sabe disso. Em vez de demonizar o adversário, talvez a presidente precisasse fazer uma nova “Carta ao Povo Brasileiro”, na qual se compromete a não agredir os fundamentos da boa governança por questões de política menor.
Se Aécio Neves vencer a disputa, e isso também está dado pelos números do mercado, o País não precisará de “medidas amargas”, de “choque de tarifas”, de “ajuste fiscal draconiano”, nada isso. Essa conversa ou é terrorismo governista ou é tara de desocupados. E sabem por que tais medidas não serão necessárias, entre outras razões? Porque a retomada do crescimento será antecipada; porque os investidores internacionais e o empresariado nacional farão com mais celeridade a sua parte. Só querem estabilidade de regras, um governo que não maquie as contas e que não seja hostil à matemática.
Aliás, a presidente Dilma deveria recomendar à candidata Dilma que recusasse tanto o discurso terrorista como a campanha suja. Em qualquer das hipóteses, pouco importa quem vença a eleição, o Brasil tem amanhã, senhora Dilma Rousseff! Países não são como empresas; não fecham. Existirão sempre. O que muda para melhor ou para pior é qualidade de vida do povo.
Espero que a presidente Dilma diga ainda à candidata Dilma que a reação dos mercados nesta segunda-feira deve contribuir para levá-la ao caminho virtuoso do diálogo, não ao caminho vicioso do confronto. Por Reinaldo Azevedo

Rio de Janeiro: o risco de o Estado ser capturado por uma estrutura que mistura religião, política e negócios

O Rio de Janeiro prova que a realidade pode ser ainda pior do que a expectativa e, como diria Camões em “Os Lusíadas”, que “o dano pode ser maior do que o perigo”. Anthony Garotinho (PR), conforme o esperado, foi se desidratando ao longo da campanha, e a rejeição a seu pensamento e a seus métodos se encarregou de lhe dar o devido tamanho. Luiz Fernando Pezão (PMDB), atual governador, chega ao primeiro turno com 40,57% dos votos válidos. É mais do que lhe dava o Datafolha na reta final: 36%. Seu adversário será Marcelo Crivella (PRB), e o instituto previu que isso era possível: ele obteve 20,26% (o instituto lhe atribuía 22%). Garotinho, sim, ficou bem abaixo do que colheu a pesquisa: 19,73% contra 25%.

Pois é… Qual é o busílis? Esse Datafolha que errou e acertou afirmou, no sábado, que, num eventual segundo turno entre Pezão e Crivella, o candidato do PMDB marcaria 51% contra 49% do adversário — um empate técnico. Crivella tinha dois minutos no horário eleitoral contra quase 12 minutos de Pezão. Boa parte do eleitorado de Garotinho, como é presumível, tende, sim, a se deslocar para as hostes do sobrinho de Edir Macedo, o dono da Igreja Universal do Reino de Deus.
Todo cuidado é pouco! O Rio de Janeiro pode ser o primeiro estado a ser capturado por uma estrutura que mistura política, religião e negócios — fusão que a democracia deve repudiar.
Por favor, povo fluminense! Já houve senso de humor o bastante em fazer de Romário — e sua penca de processos — um senador da República. Reitero o meu convite para que, ao menos, ele passe a deixar em paz seus vizinhos, não é? Afinal, é agora um Varão de Plutarco da República! Por Reinaldo Azevedo

Institutos erraram feio, sim, e não dá para dourar a pílula. Como o povo não erra, ainda que vote errado, o que se tem, no mínimo, é um problema de método

Números TSE
Vamos lá. É claro que os institutos de pesquisa terão de se perguntar o que deu tão errado desta vez. E não há como disfarçar, ainda que queiram. Para a sua própria credibilidade, melhor fazer um mea-culpa e rever o método. Adicionalmente, os responsáveis devem voltar a atuar com mais discrição, opinando menos, dando menos entrevistas, abstendo-se de fazer previsões, ocupando-se mais de sua ciência. Há, sim, um maior número de acertos do que de erros quando se consideram as eleições presidenciais e as disputas estaduais. Ocorre que os erros não são nem corriqueiros nem irrelevantes. Um dia antes da eleição, o Datafolha, por exemplo, antevia que Dilma Rousseff obteria 44% dos votos válidos; o tucano Aécio Neves, 24%, e Marina Silva, do PSB, 22%. Contabilizadas as urnas, Dilma ficou com 41,59%, e Marina, com 21,32%. Sem dúvida, estão na margem de erro, de dois pontos para mais ou para menos. Mas Aécio marcou 33,55% nas urnas — 7,55 pontos acima da margem superior de erro prevista pelo Datafolha. Como votaram 115.122.611 pessoas, estamos falando de um universo de 8.691.757 eleitores.
Olhemos agora o Ibope de sábado: Dilma, dizia o instituto, teria 46% dos votos válidos; Marina, 24%, e Aécio, 27%. Só a peessebista está de acordo com a previsão. Com 41,49%, Dilma obteve 2,1 pontos a menos do que a margem inferior de erro, que era de 44%, e Aécio, com os seus 33,55%, 4,55 pontos a mais do que a margem superior, que era de 29%. Nesse caso, o erro remete a 5.238.078 eleitores.
Atenção! O ibope divulgou uma pesquisa no dia 2, feita, informou-se, entre os dias 29 e 1º. Contados os votos válidos, a diferença entre Dilma e Aécio era de escandalosos 23 pontos: 45% a 22% para ela. Computadas as urnas, três dias depois, os 23 pontos do Ibope eram, de fato, 8,04 pontos. Os institutos dizem trabalhar com um intervalo de confiança de 95% — isto é, se repetida 100 vezes, em 95, os números colhidos estariam dentro da margem de erro. No caso, os dois não deram sorte e caíram justamente nas cinco possibilidade em 100 de errar.
Tudo bem: a gente pode acreditar que existiu uma onda, uma bolha, seja lá como se queira chamar. É uma forma de tentar jogar a responsabilidade pelo erro de cálculo nas costas do eleitor. O fato é que esse não é o único erro, né? Vejam o caso do Rio Grande do Sul. Entre 1º e 3 de outubro, o Ibope colheu os seguintes votos válidos no Estado: 40% para Tarso Genro, do PT; 31% para Ana Amélia, do PP, e 23% para José Sartori, do PMDB. E o que se viu? 40,4% para Sartori; 32,57% para Tarso e apenas 21,79% para Ana Amélia. O Datafolha, também um dia antes da eleição, não se se deu muito melhor: 36% para o petista e 29% para os dois outros. O ibope voltou a errar feio a boca de urna também. Atribuiu 29% ao candidato que obteve 40,4%.
Na Bahia, um dia antes da eleição, o Ibope informou que o petista Rui Costa e o democrata Paulo Souto estavam empatados, com 46% das intenções de votos válidos. Lídice da Mata, do PSB, teria 5%. E o que saiu das urnas? 54,53% para o petista e apenas 37,39% para o candidato do DEM.
Há erros para todos os gostos, não é? Em São Paulo, o Ibope previu, um dia antes da eleição, que o governador tucano Geraldo Alckmin seria reeleito com 57% dos votos válidos, contra 24% de Paulo Skaf, do PMDB, e 14% de Alexandre Padilha, do PT. O Datafolha, apontou, respectivamente, 59%, 24% e 13%. O que se viu nas urnas? O tucano obteve 57,31% dos votos, e Skaf, 21,53% — dentro do margem de erro dos dois institutos. Mas Padilha ficou acima do que apontavam ambos, com 18,22%. Segundo o Datafolha, José Serra teria 50% dos votos válidos para o Senado, e Eduardo Suplicy, 37%. No Ibope, o tucano aparecia com ainda menos: 48%, e o petista, com 36%. Suplicy ficou com 32,53%, e Serra, com 58,49%. A diferença não foi nem de 13 nem 12 pontos, mas de 25,96. O Datafolha captou, sim, a virada de Fernando Coelho (PSB) na disputa pelo Senado em Pernambuco, contra o petista João Paulo: cravou 52% a 45%. Mas o peessebista venceu por 64,34% a 34,8%.
Esses são apenas alguns erros, os mais salientes. Há, sim, outros. Não estou entre aqueles que querem criar dificuldades para a divulgação de pesquisas, até porque é inegável que elas, no geral, captam os grandes movimentos de opinião pública, Ocorre que elas falam em nome de uma ciência, com margem de erro, com intervalo de confiança, e os institutos, pois, devem explicações mais sérias do que simplesmente atribuir seus erros de percepção a uma mudança de humor do eleitorado.
Mais: é preciso que a gente considere que números, quando divulgados, interferem nas estratégias dos partidos, alteram a formação de palanques, criam dificuldades ou facilidades para arrecadar recursos, animam ou desanimam a militância. O que fazer? De saída, sugerir a todos mais prudência. Uma semana antes da eleição, tentou-se até criar onda afirmando que Dilma, por exemplo, poderia vencer a disputa no primeiro turno…
A minha primeira sugestão é que as empresas controladoras dos institutos proíbam seus técnicos em pesquisa de se comportar como analistas políticos. Como diria Fernando Pessoa, não existe técnica fora da técnica. Por Reinaldo Azevedo

Lasier Martins é eleito senador pelo Rio Grande do Sul, derrotando o Exterminador do Futuro, o petista Olívio Dutra

O jornalista gaúcho Lasier Martins superou o ex-governador e Exterminador do Futuro Olívio Dutra (PT) por 121.062 votos. Ele obteve 37,42% dos votos válidos. "É uma emoção transbordante, indescritível, não conseguia imaginar que ia sofrer tanto. As pesquisas previam paridade, o que causou baque foi a boca de urna equivocada. Agora quero comemorar, agradecer pela equipe que esteve ao meu lado e aos milhões de gaúchos que confiaram no meu discurso. Os gaúchos haverão de se orgulhar de quem escolheram para o Senado", afirmou Lasier Martins, após a confirmação do resultado. O candidato eleito também comentou algumas de suas idéias para o mandato de oito anos. "Quero trabalhar por uma reforma política para que se tenha espaço para o poder do povo. Que haja possibilidade de destituição para ter uma exigência maior ao nossos políticos. Quero que os candidatos à reeleição tenham que se afastar pelo menos três meses antes para não usar de benefícios do cargo para campanhas. Fiz uma campanha modesta, fui aquele que trabalhou com menos recursos", afirmou. Lasier Martins optou por não se pronunciar sobre qual candidatura no segundo turno ao governo do Estado o seu partido, o PDT, deve apoiar. Com mais de 50 anos de experiência nos maiores veículos de comunicação do Rio Grande do Sul, Lasier entrou na corrida para o Congresso como favorito. Nos últimos dias, no entanto, acabou perdendo fôlego nas pesquisas e viu a aproximação da candidatura petista ameaçar sua vitória, o que após a abertura das urnas não se confirmou. Em agosto, o acidente que matou o ex-governador pernambucano Eduardo Campos deu uma reviravolta na disputa gaúcha pelo Senado. O então candidato do PSB Beto Albuquerque foi alçado a vice-presidente da República na chapa de Marina Silva, deixando espaço para que o senador Pedro Simon (PMDB), aos 84 anos, tentasse uma nova reeleição. Durante a campanha, o pedetista apostou em críticas aos governos do PT, tanto contra o governador Tarso Genro quanto para a presidente Dilma Roussef. Os alvos eram, principalmente, a condução da economia e gestão dos recursos públicos. Para atingir o Exterminador do Futuro, o petista Olívio Dutra, o apresentador utilizou por diversas vezes o caso Ford, que após a intervenção do governo petista resolveu instalar a montadora na Bahia, em 1999. Natural de General Câmara, no Vale do Rio Pardo, Lasier começou cedo na comunicação. Aos 16 anos, já trabalhava numa rádio de Montenegro, no Vale do Caí. Um ano depois, se muda para Porto Alegre, onde, posteriormente, se formou em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Sem se afastar do jornalismo, exerceu por 20 anos a advocacia. Queria seguir a área criminalista, mas focou na áreas cível e trabalhista. Em 1989 chegou a receber a Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho, do Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília. Mas foi no rádio e na TV que Lasier se tornou reconhecido em todo o Estado. Por 24 anos trabalhou na empresa jornalística Caldas Júnior e por outros 27 atuou no Grupo RBS, sendo apresentador e comentarista da RBSTV, além de apresentador da rádio Gaúcha e da TVCOM. Chegou a ser comentarista esportivo nos anos 1970 e 1980, tendo cinco Copas do Mundo no currículo. Nos últimos 20 anos é apontado como o comunicador de TV número um do Estado, pela pequisa Top of Mind, da Revista Amanhã. Deixou a RBS em outubro do ano passado para disputar a vaga no Senado. Pai de quatro filhos, atualmente namora a jornalista Janice Santos.

ESTES SÃO OS DEPUTADOS FEDERAIS ELEITOS PELO RIO GRANDE DO SUL

LUIZ CARLOS HEINZE (PP) - 162.462 - 2,76 %
DANRLEI DE DEUS GOLEIRO (PSD) - 158.973 - 2,70 %
ALCEU MOREIRA (PMDB) - 152.421 - 2,58 %
GIOVANI FELTES (PMDB) - 151.406  - 2,57 %
ONYX LORENZONI (DEM) - 148.302 - 2,52 %
PAULO PIMENTA (PT) - 140.868 - 2,39 %
MARCO MAIA (PT) - 133.639 - 2,27 %
AFONSO HAMM (PP) - 132.202 - 2,24 %
BUSATO (PTB) - 130.807 - 2,22 %
HENRIQUE FONTANA (PT) - 128.981 - 2,19 %
MARIA DO ROSÁRIO (PT) - 127.919 - 2,17 %
OSMAR TERRA (PMDB) - 120.755 - 2,05 %
NELSON MARCHEZAN JUNIOR (PSDB) - 119.375 - 2,02 %
MÁRCIO BIOLCHI (PMDB) - 119.190 - 2,02 %
MARCON (PT) - 116.178 - 1,97 %
GIOVANI CHERINI (PDT) - 115.294 -1,96 %
JERÔNIMO GOERGEN (PP) - 115.173 - 1,95 %
SÉRGIO MORAES (PTB) - 115.155 - 1,95 %
COVATTI FILHO (PP) - 115.131 - 1,95 %
PERONDI (PMDB) - 109.864 - 1,86 %
PEPE VARGAS (PT) - 109.469 - 1,86 %
JOÃO DERLY (PC do B) - 106.991 - 1,81 %
RENATO MOLLING (PP) - 102.770 - 1,74 %

Jair Bolsonaro é o deputado federal mais votado no Rio de Janeiro

O deputado federal Jair Bolsonaro (PP) foi o mais votado no Rio de Janeiro, com 464.556 votos. Bolsonaro conseguiu mais de 100 mil votos além de Chico Alencar (PSOL), que chegou a 335.033 votos. Em terceiro no ranking, aparece Pedro Paulo (PMDB), com 232.694 votos. Na disputa entre deputados estaduais, o mais votado foi Marcelo Freixo (PSOL), que conseguiu 350.392 votos. Freixo é seguido de Wagner Montes (PSD), que foi o escolhido de 208.803 eleitores. Já Flavio Bolsonaro (PP), filho de Jair Bolsonaro, obteve 160.352 votos.

ESTES SÃO OS DEPUTADOS ESTADUAIS ELEITOS NO RIO GRANDE DO SUL

Manuela D’Ávila (PC do B) - 222.436 votos
Lucas Redecker (PSDB) - 96.561 votos
Marlon Santos (PDT) - 91.100 votos
Silvana Covatti (PP) - 89.130 votos
Edegar Pretto (PT) - 73.122 votos
Sérgio Peres (PRB) - 67.002 votos
Pedro Westphalen (PP) - 65.134 votos
Eduardo Loureiro (PDT) - 60.816 votos
Gilmar Sossella (PDT) - 57.490 votos
Ernani Polo (PP) - 57.427 votos
Fábio Branco (PMDB) - 57.135 votos
Mainardi (PT) - 56.629 votos
Edson Brum (PMDB) - 55.887 votos
Ciro Simoni (PDT) - 55.622 votos
Classmann (PTB) - 52.771 votos
Marcelo Moraes (PTB) - 52.269 - votos
Jeferson Fernandes (PT) - 50.437 votos
Frederico Antunes (PP) - 48.577 votos
Jorge Pozzobom (PSDB) - 48.244 votos
Ronaldo Santini (PTB) - 47.829 votos
Lara (PTB) - 47.738 votos
Tarcísio Zimmermann (PT) - 47.465 votos
Regina Becker Fortunati (PDT) - 46.788 votos
Gerson Burmann (PDT) - 46.173 votos
Alexandre Postal (PMDB) - 44.856 votos
Valdeci Oliveira (PT) - 44.501 votos
Elton Weber (PSB) - 44.444 votos
Adolfo Brito (PP) - 44.224 votos
Pedro Pereira (PSDB) - 43.535 votos
Nelsinho Metalúrgico (PT) - 42.102 votos
Stela (PT) - 41.719 votos
Zé Nunes (PT) - 41.609 votos
Vilmar Zanchin (PMDB) - 41.488 votos
Jardel Centroavante (PSD) - 41.227 votos
Mauricio Dziedricki (PTB) - 40.009 votos
Gabriel Souza (PMDB) - 39.998 - votos
Miriam Marroni (PT) - 39.409 votos
Boessio (PMDB) - 37.933 votos
Enio Bacci (PDT) - 37.148 votos
Gilberto Capoani (PMDB) - 36.535 votos
Sérgio Turra (PP) - 36.518 votos
Pedro Ruas (PSOL) - 36.230 votos
João Fischer – Fixinha (PP) - 35.696 votos
Tortelli (PT) - 33.879 votos
Dr. Basegio (PDT) - 33.829 votos
Missionário Volnei (PR) - 33.255 votos
Tiago Simon (PMDB) - 32.717 votos
Adilson Troca (PSDB) - 32.579 votos
Villa (PT) - 31.927 votos
Liziane Bayer (PSB) - 29.121 votos
Miki Breier (PSB) - 28.855 votos
Any Ortiz (PPS) - 22.553 votos
Juliano Roso (PC do B) - 17.092 votos
Miguel Bianchini (PPL) - 13.515 votos
João Reinelli (PV) - 9.098 votos

RONALDO CAIADO (DEM) É ELEITO SENADOR POR GOIÁS COM 47,67%

Ronaldo Caiado
Com 96,21% dos votos apurados no Estado de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM) está eleito senador com 47,67% das confirmações nas urnas. Um dos principais líderes do agronegócio no Congresso, onde ocupa o quinto mandato consecutivo como deputado federal, Caiado obteve pouco mais de 1,241 milhão dos votos válidos. em segundo lugar ficou Vilma Rocha (PSD), com 37,49%, após conseguir 976.340 votos. Goiás tem mais de 4,329 milhões de eleitores. 

Saiba quem são os 27 senadores eleitos

Acre: Gladson Camelli (PP)
Alagoas: Fernando Collor (PTB)
Amazonas: Omar Aziz (PSD)
Amapá: Davi Acolumbre (DEM)
Bahia: Otto Alencar (PSD)
Ceará: Tasso Jereissati (PSDB)
Distrito Federal: Reguffe (PDT)
Espírito Santo: Rose de Freitas (PMDB)
Goiás: Ronaldo Caiado (DEM)
Maranhão: Roberto Rocha (PSB)
Mato Grosso: Wellington Fagundes (PR)
Minas Gerais: Antonio Anastasia (PSDB)
Mato Grosso do Sul: Simone Tebet (PMDB)
Pará: Paulo Rocha (PT)
Paraíba: José Maranhão (PMDB)
Paraná: Álvaro Dias (PSDB)
Pernambuco: Fernando Bezerra Coelho (PSB)
Piauí: Elmano Férrer (PTB)
Rio de Janeiro: Romário (PSB)
Rio Grande do Norte: Fátima Bezerra (PT)
Rio Grande do Sul: Lasier Martins (PDT)
Rondônia: Acir Gurgacz (PDT)
Roraima: Telmário Mota (PDT)
Santa Catarina: Dário Berger (PMDB)
São Paulo: José Serra (PSDB)
Sergipe: Maria do Carmo (PT)
Tocantins: Kátia Abreu (PMDB)

Tasso Jereissati é eleito senador no Ceará com 58,11%

Tasso Jereissati (PSDB) está matematicamente eleito senador do Ceará. Com 93,70% das urnas apuradas, o tucano aparece com 58,11% dos votos válidos. Mauro Filho (PROS) ficou no segundo lugar com 39,06% e Geovana Cartaxo (PSB) teve apenas 1,73%.

PT é o maior perdedor nas eleições para a Câmara dos Deputados

Os resultados eleitorais mostram que o número de partidos com representação na Câmara dos Deputados aumentará de 22 para 28. O PT, com 18 deputados federais a menos, foi o partido que mais perdeu parlamentares. Quem mais ganhou foi o PSDB, cuja bancada subiu de 44 para 55 integrantes. Um aspecto importante é que vários ex-deputados federais voltarão ao Parlamento como o mais votado de seus respectivos Estados. É o caso de Moroni Torgan (DEM-CE), Alberto Fraga (DEM-DF) e Celso Russomano (PRB-SP), o deputado federal mais votado no Brasil, com mais de 1,5 milhão de votos. Outra peculiaridade da disputa para a Câmara dos Deputados é a grande votação alcançada por políticos conservadores, como Jair Bolsonaro (PP-RJ) e Luiz Carlos Heinze (PP-RS), ambos os mais votados em seus Estados. Veja como é hoje e como ficará a composição partidária da Câmara dos Deputados a partir de 1º de fevereiro, data de início da nova legislatura.
PT – tinha 88 – elegeu 70
PMDB – tinha 71 – elegeu 66
PSDB – tinha 44 – elegeu 55
PP – tinha 40 – elegeu 37
PSD – tinha 45 – elegeu 37
PR – tinha 32 – elegeu 34
PSB – tinha 24 – elegeu 34
PTB – tinha 18 – elegeu 26
DEM – tinha 28 – elegeu 22
PRB – tinha 10 – elegeu 20
PDT – tinha 18 – elegeu 19
SD – tinha 22 – elegeu 16
PSC – tinha 12 – elegeu 12
Pros – tinha 20 – elegeu 11
PPS – tinha 6 – elegeu 10
PCdoB – tinha 15 – elegeu 9
PV – tinha 8 – elegeu 8
Psol – tinha  3 – elegeu 5
PHS – nenhum – elegeu 4
PEN – tinha 1 – elegeu 3
PMN – tinha 3 – elegeu 3
PTN – nenhum – elegeu 3
PRP – tinha 2 – elegeu 2
PTC – nenhum – elegeu 2
PSDC – nenhum – elegeu 2
PRTB – nenhum – elegeu 1
PSL – nenhum – elegeu 1
PTdoB – tinha  3 – elegeu 1