quarta-feira, 8 de outubro de 2014

A PRECÁRIA SITUAÇÃO ALIMENTAR CUBANA

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A verdadeira história se escreve no coração dos povos. Nem os mais elevados sociólogos, psicólogos, historiadores e sábios que tenham existido ao longo de toda a história da humanidade poderiam caracterizar a sociedade cubana atual de uma forma medianamente correta. Nossa verdadeira história habita no desconhecido interior de cada um, no coração de cada indivíduo. É aí, e não em outro lugar, que estão os originais das escrituras da história cubana; as outras não passam de meras cópias duvidosas. Exatamente por isso, quanto mais totalitária for uma sociedade, quanto mais se imponham limites à liberdade dos indivíduos, mais difícil será tornar visível sua verdadeira essência – a realidade social é distorcida a tal ponto, que até os próprios indivíduos terminam, inevitavelmente, aceitando-a como se fosse verdadeira. Este é o caso de Cuba, lugar em que os donos da liberdade encarregam-se de vender uma realidade viciada, uma história distorcida magistralmente. Pois bem, amigo leitor, pretendo aqui mostrar a outra cara da realidade vivida pelo povo cubano, destacando, concretamente, nossa atual situação alimentar. Não foi por mera questão de gosto que o psicólogo norte-americano Abraham Maslow, na sua teoria das necessidades – também conhecida como Pirâmide de Maslow -, destacou a alimentação como uma das necessidades básicas do indivíduo. Pelo contrário, foi porque é ela que garante a manutenção das funções corporais que fazem a vida ser possível.
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Essa necessidade básica é hoje o principal problema na vida da maioria dos habitantes de meu país. O cubano de hoje vive as 24 horas do dia pensando no que irá comer. Estou falando, em muitos casos, de apenas uma refeição diária, incluindo-se aqui as crianças. E não poderia ser de outra forma. Mensalmente, o Estado garante para cada pessoa, a baixo custo, por meio da caderneta de racionamento, os seguintes itens: 2.250kg [1] de arroz, 450g de feijão, 225ml de óleo de cozinha, 1.800 kg de açúcar e 675g de frango. Quanto tempo podem durar essas quantidades? Convido-os a fazer as contas. Suponhamos que, alimentando-nos uma vez ao dia, estas provisões possam nos manter pelos primeiros dez dias do mês. E os 20 restantes? Pois é aí que começa a agonia dos cubanos. Tomemos como exemplo uma pessoa com média salarial alta. 
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Suponhamos que ganhe $300.00 por mês. Pois bem, teria, então, que comprar os escaços produtos disponíveis em mercados estatais, com preços como: arroz a $5.00 por 450g, feijão a $10.00 por 450g, óleo de cozinha a $60.00 (ou 2.40 CUC [2]) por 450ml, açúcar a $5.00 por 450g e frango a $75,00 (ou 3.00 CUC) por 450g, em média. Quando é possível, podem-se encontrar produtos no mercado negro, custando o óleo de cozinha $25.00 por 450ml e o frango $25.00 por 450g. Caso contrário, o que é o mais comum, deve-se recorrer aos mercados estatais, nos quais se praticam, em média, os preços especificados. Assim, para nos alimentarmos minimamente, apenas uma vez no dia durante os demais 20 dias do mês, teríamos que adquirir: 4,5kg de arroz ($50.00); 900g de feijão ($20.00), 450ml de óleo ($60.00); 3,6kg de açúcar ($40.00) e $75.00 de frango. Quer dizer que, para mal alimentar uma pessoa, uma vez no dia e durante um mês, são necessários $245.00, de um salário mensal de $300.00, restando $55.00 para transporte, vestimenta, medicamentos, pagar a taxa sindical, o dia da defesa [3], os Comitês de Defesa da Revolução (CDR), a água, a luz, o telefone, a federação de mulheres, no caso de se ser mulher, etc, etc, etc. E se temos filhos pequenos? Que loucura! Como é possível viver desta forma? Ora, os cubanos dão um jeito. Os cubanos, em sua grande maioria, precisam delinquir todos os dias para sua subsistência. Os pedreiros, os médicos, os farmacêuticos, os açougueiros, os balconistas, os fiscais, os dirigentes, militantes do partido, caminhoneiros, professores – absolutamente todos, todos precisam fazê-lo, e não porque o desejem fazer, mas porque não resta outra opção.
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Os governantes sabem disso, mas fazem-se de desentendidos para evitar uma explosão social. Somente quando a corrupção periga manchar a “imagem da revolução” é que fazem grandes operações policiais e juízos em nome do povo, culpando os incriminados como os causantes das penúrias e necessidades pelas que o próprio povo passa. Sendo as coisas desse jeito, amigo leitor, as cadeias cubanas encontram-se abarrotadas de seres que sofrem condenações injustas e forjadas, repletas de jovens, pais e mães, filhos e filhas, de maioria da grande parcela humilde da população, que delinquiram por pura necessidade – mais do que isso, por uma necessidade imposta pelo seu próprio governo. Governo este que, por sua vez, os culpa e castiga pelo simples fato de tratarem de garantir as suas subsistências. Sim, dentro de cada cubano, no coração de cada indivíduo desse país, habita a fome: uma gigantesca e irresistível fome de liberdade. 

Nota do Diretório Estadual do PP do Rio Grande do Sul apóia José Ivo Sartori no segundo turno

O PP do Rio Grande do Sul reuniu o seu diretório nesta quarta-feira, em Porto Alegre, para tomar uma posição oficial sobre o segundo turno das eleições no Estado. E emitiu a seguinte nota: "O Diretório Estadual do Partido Progressista (PP/RS), reunido no dia 08 de outubro de 2014, no município de Porto Alegre, representando todas as instâncias partidárias, deliberou, por unanimidade, reafirmar o apoio ao candidato AÉCIO Neves para Presidente da República e apoiar a candidatura de José Ivo SARTORI para o Governo do Estado. O Diretório dirige um especial pedido especial a todas as lideranças e militantes de cada município para que se integrem com toda a força e dedicação na campanha de nossos candidatos AÉCIO Neves para Presidente e SARTORI para Governador. Solicita, ainda, que toda a estrutura colocada a disposição de nossa chapa majoritária liderada por Ana Amélia/Cassiá e Simone/Schenkel/Canal e de nossos candidatos e candidatas à Assembléia e a Câmara Federal seja colocada à disposição de AÉCIO e SARTORI, na busca de uma grande vitória para o Brasil e para o Rio Grande, no dia 26 de outubro de 2014".

Terroristas do Estado Islâmico avançam sobre Kobani apesar de bombardeios

Os terroristas jihadistas do Estado Islâmico (EI) que combatem para capturar a cidade síria de Kobani, na fronteira com a Turquia, avançavam rua a rua nesta quarta-feira, apesar da resistência das forças curdas e dos ataques aéreos da coalizão liderada pelos Estados Unidos. Washington reconhece que os bombardeios, que se intensificaram nas últimas 24 horas, não serão suficientes para defender a localidade. Inicialmente, os terroristas haviam se afastado do centro da cidade, mas a ofensiva foi retomada com força ao longo do dia. "Apenas os ataques aéreos não vão resolver isto, não vão salvar a cidade de Kobani", disse o porta-voz do Pentágono, John Kirby. Somente tropas "qualificadas" em terra (combatentes rebeldes na Síria e forças do governo no Iraque) poderão derrotar o Estado Islâmico, destacou. O diretor do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), Rami Abdel Rahman, identificou avanços em direção ao centro da cidade a partir do leste. Segundo ele, reforços do Estados Islâmico chegaram a partir da província de Raqqa (norte da Síria), sob controle do Estado Islâmico. De acordo com a ONG, pelo menos 412 pessoas morreram nos combates. A França defendeu a idéia de uma "zona de amortecimento" entre Síria e Turquia para proteger os civis que fogem do avanço do Estado Islâmico, uma proposta apoiada pela Grã-Bretanha. O secretário de Estado americano, John Kerry, disse que Washington "não descarta a idéia". Os terroristas jihadistas do Estado Islâmico entraram na noite de segunda-feira em Kobani, depois de quase três semanas de combates nas proximidades do município, que fica perto da fronteira com a Turquia. Desde então, os combates ganharam as ruas, com as YPG (Unidades de Proteção do Povo Curdo) em menor número e com menos armas em uma resistência desesperada ao avanço do grupo terrorista islamita. O barulho de morteiros e disparos podia ser ouvido a partir da fronteira turca nesta quarta-feira. O jornalista local Mustafa Ebdi afirmou em sua conta no Facebook que "as ruas de Maqtala", no sudeste da cidade, estão "cheias de cadáveres de combatentes do Daesh", sigla em árabe do Estado Islâmico. É muito difícil avaliar o número de civis que continuam na cidade. Algumas fontes relatam uma fuga total da população, enquanto outras, como Ebdi, afirmam que ainda há moradores. Durante a noite, de acordo com Idriss Nahsen, 350 pessoas atravessaram a fronteira turca, mas os serviços de inteligência turcos os detiveram por suspeita de ligações com os rebeldes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). Esses civis estão em dois edifícios em uma aldeia na fronteira, e serão transferidos para prisões nas cidades de Diyarbakir e Sanliurfa.

Aécio Neves recebe apoio do PSB e repete lema de Eduardo Campos: "Não vamos desistir do Brasil"

O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, repete bordão de Eduardo Campos na sede do PSB em Brasília

O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, repete bordão de Eduardo Campos na sede do PSB em Brasília (Ueslei Marcelino/Reuters)
Candidato à presidência pelo PSDB, Aécio Neves compareceu à sede do PSB na noite desta quarta-feira para sacramentar a aliança com o partido no segundo turno das eleições. Em discurso, o tucano ressaltou que a união expressa o sentimento de mudança da população brasileira e, em busca de se aproximar da nova legenda, evocou Eduardo Campos, morto em agosto em acidente aéreo: “Hoje eu me preencho com sonhos, lembranças extremamente marcantes para mim. E é por isso que eu quero encerrar essas minhas palavras dizendo: ‘Nós não vamos desistir do Brasil’”, afirmou. “Sou, a partir desta histórica manifestação, o candidato das mudanças verdadeiras. Do ponto de vista pessoal, me sinto honrado e emocionado neste instante, porque passo a ter a responsabilidade de, no limite das minhas forças, levar pelo Brasil inteiro o legado de Eduardo Campos”, disse Aécio Neves, bastante aplaudido por socialistas. “Os seus sonhos, Eduardo, passam a ser os meus sonhos. E os seus compromissos com a diminuição das diferenças vergonhosas do Brasil passam a ser os meus compromissos. A partir deste instante caminharemos juntos num só sentimento de responsabilidade pela construção de um novo tempo pelo Brasil”, continuou. O tucano aguardava a definição do PSB durante ato de campanha em Brasília, e compareceu à sede do partido após ser confirmado o apoio. Ele estava acompanhado de Tasso Jereissati (PSDB-CE), eleito para o Senado, e do senador Pedro Taques (PDT), que a partir janeiro vai assumir o governo de Mato Grosso. Nesta quarta-feira, mais duas legendas oficializaram a preferência pelo tucano na reta final da eleição: o PSC, do Pastor Everaldo, e o PV, de Eduardo Jorge. Ontem, o PPS adotou posição idêntica. Com a confirmação da aliança, tucanos e socialistas vão definir um programa de governo convergente com as propostas dos dois partidos. Integrarão o time o senador e agora coordenador da campanha Tasso Jereissati, o coordenador de temas ambientais, Fábio Feldman, e a coordenadora de educação, Maria Helena Castro, ligados a Aécio Neves. Do lado do PSB estão o senador Fernando Bezerra, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, e o secretário nacional do partido, Carlos Siqueira – este que havia abandonado a campanha socialista após desentender-se com Marina Silva. “O meu otimismo é muito grande. Só não é maior que a minha determinação de acabar com esse ciclo que aí está. Quero um governo onde a ética e a decência possam caminhar juntos. Trabalharei no meu limite para honrar essa manifestação nos próximos dias, semanas e, se couber a mim, nos próximos cinco anos”, disse o candidato à Presidência.
O apoio ao tucano foi confirmado nesta tarde por 21 votos de membros da Executiva do partido. Outros seis socialistas defenderam a liberação dos integrantes da legenda, enquanto apenas um voto foi favorável à aliança com Dilma Rousseff. 

Diretório do PDT gaucho, manipulado pelo PT e por Alceu Collares, desautoriza Executiva e proíbe participação de filiados na campanha de José Ivo Sartori

Foi rápida a reunião do Diretório Estadual do PDT, realizada na noite desta quarta-feira em Porto Alegre. Os membros do diretório estadual derrubaram decisão da Executiva do partido,que haviam tomado a decisão de hipotecar apoio a José Ivo Sartori pela manhã. Agora declararam a neutralidade do partido no segundo turno das eleições no Rio Grande do Sul, e a proibição de que membros do PDT participem de programas eleitorais de rádio e televisão de José Ivo Sartori, bem como de atos da campanha eleitoral. Adivinhem quem armou essa reação à direção partidária? Ganhou uma bala de côco quem cravou o nome do sabujão pedetista Alceu Collares, o empregada da soberana búlgara Dilma Rousseff, aquele que recebe uma polpudíssima remuneração pela reunião mensal do Conselho de Administração de Itaipu. Como diria Leonel Brizola, ele se farta de pratos de lentilha. Também estiveram ao lado dele personagens como Juliana Brizola, que não se reelegeu, a qual votou alinhada com o governo do petista grilo falante Tarso Genro nos últimos quatro anos. E ainda seu colega deputado Ciro Simoni, também empregado do petismo nos últimos anos.

Petista Lindbergh formaliza apoio a Crivella contra Pezão no Rio de Janeiro

O senador Marcelo Crivella (PRB), que disputa com Luiz Fernando Pezão o segundo turno das eleições estaduais no Rio de Janeiro, recebeu na tarde desta quarta-feira o apoio de Lindbergh Farias, candidato do PT derrotado na disputa. Lindbergh e a cúpula do PT no Rio de Janeiro fizeram ato de adesão à campanha de Crivella, com quem, durante o primeiro turno, o senador petista chegou a atuar em dobradinha em diversos debates na televisão. Incluído o apoio de Anthony Garotinho (PR), obtido na terça-feira, Crivella uniu os principais adversários derrotados no primeiro turno contra o PMDB. O candidato do PSOL, Tarcísio Motta, é exceção, porque o comando do partido já declarou que deve permanecer neutro. Durante a comemoração da aliança, em ato na Associação Comercial do Rio de Janeiro, na região central da cidade, Crivella criticou, em discurso a militantes petistas, o apoio duplo de Pezão ao candidato à Presidência da República do PSDB, Aécio Neves, e à presidente-candidata Dilma Rousseff (PT). Crivella chamou de “palanque hermafrodita” o apoio de Pezão. “Não temos um palanque de duas caras, um palanque hermafrodita. Aqui temos cara e vamos vencer a eleição com a nossa presidente”, afirmou Crivella, ex-ministro da Pesca no governo Dilma. De acordo com a versão oficial divulgada pelo partido, Dilma permanecerá neutra na disputa entre Pezão e Crivella. Formalmente, a resolução aprovada pelo diretório regional do PT libera os correligionários a escolher qual candidato apoiar. Mas o presidente do PT no Rio de Janeiro, Washington Quaquá, diz ter a adesão de 90% do partido à campanha de Crivella. Lindbergh promete participar de atos de campanha com o ex-adversário. “Não discutimos participação no governo. Queremos eleger Crivella”, afirmou Quaquá. Mas Pezão conta com dissidentes e espera obter, como no primeiro turno, o apoio de 10 dos 11 prefeitos do PT do Estado do Rio de Janeiro. Quaquá, prefeito de Maricá, insinuou que Pezão obteve apoio dos outros governantes municipais do partido por manipular politicamente a liberação de verbas às prefeituras. “Estou com uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) sem receber um real do governo Pezão há cinco meses. Por isso os prefeitos o apoiam”, afirmou.

Ministério Público Federal denuncia corrupção em licitação da Transpetro em Araçatuba

O Ministério Público Federal de Araçatuba, no interior de São Paulo, ajuizou uma ação de improbidade administrativa nesta quarta-feira contra o presidente da Transpetro, Sérgio Machado. Na ação também são citados o prefeito do município, o petista Cido Sério, nove empresas e 16 pessoas, como envolvidos em uma fraude de licitação no valor de 432,3 milhões de reais. Segundo o Ministério Público, entre março e agosto de 2010, a Transpetro comprou 20 comboios, compostos por um empurrador e quatro barcaças, que seriam utilizados para o transporte de etanol na hidrovia Tietê-Paraná. "No entanto, há indícios de que o consórcio vencedor e a localidade onde seriam construídos os comboios já estavam pré-definidos antes mesmo de o processo ser deflagrado pela estatal", explicou em nota o Ministério Público. Um mês antes de a licitação ser oficialmente comunicada ao mercado, uma das empresas que comporia o consórcio vencedor da licitação arrendou uma área em Araçatuba com o fim específico de construir comboios para a Transpetro. No edital, não constava a necessidade de os estaleiros serem instalados no município paulista. Já no anúncio da abertura do processo licitatório, o presidente da estatal falou publicamente que o estaleiro seria erguido na região. A divulgação do menor preço alcançado na licitação também foi feita um dia antes da abertura dos envelopes com as propostas dos participantes, tendo sido inclusive publicado no site da Transpetro. O primeiro comboio deveria ter sido entregue em julho de 2012, prazo que foi prorrogado para junho de 2013 e depois janeiro de 2014, mas até setembro desse ano a estatal ainda não havia recebido nada. O MP também chamou a atenção para o fato de que o próprio objetivo da licitação – o transporte de etanol – é duvidoso, já que na época do procedimento, como ainda hoje, não há nenhum terminal do combustível construído ao longo da hidrovia Tietê-Paraná. Além disso, no mesmo dia em que foram assinados os contratos com o Estaleiro Rio Tietê (ERT), empresa do consórcio vencedor da licitação, também foram assinados os primeiros termos aditivos. Entre as mudanças, estava a dispensa de medição dos serviços executados, abrandando a fiscalização da Transpetro. Isso ocorreu no momento em que dois diretores de empresa sócia do ERT estavam sendo processados por simularem a construção de 13 balsas, financiadas com recursos do Finame. Eles foram, posteriormente, condenados por terem entregado balsas velhas e reformadas no lugar das embarcações novas. O secretário municipal de Planejamento Urbano e Habitação na época, Éderson da Silva, e o então secretário municipal de Assuntos Jurídicos, Evandro da Silva, prestaram ainda informações falsas sobre o terreno arrendado que beneficiaram financeiramente a empresa que estava na área antes do Estaleiro Rio Tietê, a Cooperhidro. A Cooperhidro, comandada na época por Carlos Farias, recebeu 441 mil reais pelo aluguel do local, à custa, indiretamente, da Transpetro. O procurador federal Paulo de Tarso Garcia Astolphi, e outros cinco procuradores que também subscrevem a ação, pedem o ressarcimento integral dos prejuízos aos cofres públicos, ou seja, 21,9 milhões de reais que o consórcio ganhador da licitação recebeu pela compra dos comboios, além de outros valores que venham a ser descobertos. A licitação também deve, na opinião do Ministério Público, ser anulada e os servidores públicos envolvidos devem ter seus direitos políticos cassados por cinco a oito anos. Também é pedido o pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano ao erário e os bens dos envolvidos, no valor estimado de 70 milhões de reais, fiquem indisponíveis. Os acusados são: o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, o prefeito de Araçatuba, Cido Sério, o coordenador da Comissão de Licitação da Transpetro, Fernando Sereda, e os agentes municipais de Araçatuba Carlos Farias, Éderson da Silva, Antônio Crespo, Rinaldo Takahashi e Avelino Rocha sejam afastados de seus respectivos cargos.

No Piauí, Dilma diz que PSDB é a "elite que despreza o Nordeste"

No primeiro comício do segundo turno, a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) intensificou a aposta nas divisões regionais e econômicas do Brasil como método para captar votos: em um comício em Teresina (PI), a petista acusou o PSDB de ter uma visão "elitista" que despreza o Nordeste. Dilma direcionou seu discurso a três programas de seu governo que têm grande apelo popular: o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida e o Mais Médicos. Nos três casos, ela colocou em dúvida a sinceridade do adversário Aécio Neves (PSDB) ao defender a continuidade dos projetos. Dilma afirmou que o PSDB não fez o que deveria quando esteve no poder. "E por que quando puderam fizeram um Bolsa Familia mirradinho assim, pequenininho assim, para poucas pessoas?", indagou. Dilma manteve a carga sobre o PSDB: "Tem gente que olha para o Nordeste com olhar de quem governou o País só para outra região. Aqueles que dizem que aqui estão as pessoas com menos compreensão, com menos educação, que não sabem votar. É porque eles não acompanharam tudo o que vem acontecendo aqui nesta região do Brasil", disse ela. Depois do comício, em uma entrevista tumultada na qual Dilma escolheu responder a apenas duas perguntas, ela não comentou  o dinheiro apreendido pela Polícia Federal em um avião no qual estava Benedito de Oliveira Filho, empresário beneficiado por contratos com o governo federal e financiador do "bunker" onde funcionava o comitê de sua campanha em 2010. Ela preferiu repetir a pregação sobre o crescimento do Nordeste em seu governo. Sobre a desvantagem em São Paulo, a presidente afirmou nesta quarta-feira que o cenário é reversível. "Nada que não se possa solucionar. Nós iremos nos esforçar para, através do diálogo, das conversas, das mobilizações e todos os métodos da internet e da televisão, inclusive esta entrevista, para ampliar a votação em todos os estados da federação". Ela também disse que a adesão do PV à candidatura de Aécio Neves no segundo turno é natural. "A democracia é um exercício no qual as pessoas apoiam aqueles com que elas mais se identificam. Quando você se identificar mais com um projeto econômico e social você apoia ele. Agora, você assume também o compromisso com os princípios daquele projeto. É assim que funciona", afirmou. O Piauí foi o Estado onde a presidente teve o maior percentual de votos no primeiro turno: mais de 70%. O ato desta quarta-feira teve a participação dos candidatos recém-eleitos pelos piauienses para o governo estadual e o Senado: Wellington Dias (PT) e Elmano Ferrer (PTB), respectivamente. Dezenas de prefeitos e centenas de militantes também compareceram. Conclamada por Wellington dias, Dilma participou timidamente de uma oração coletiva do Pai Nosso, em agradecimento ao resultado do primeiro turno das eleições no Piauí. Ainda nesta quarta-feira, a presidente participa de um ato político em João Pessoa (PB). Nesta quinta, ela tem agenda em Salvador (BA), Aracaju (SE) e Maceió (AL). Na sexta-feira, a presidente deve ir à região Sul, que teve uma divisão de forças na primeira etapa da campanha. Ela visita Santa Catarina, onde perdeu, e o Rio Grande do Sul, onde venceu. No sábado, Dilma vai a Minas Gerais – território considerado pelos petistas como decisivo para a vitória. Dilma derrotou Aécio Neves no Estado no primeiro turno, mas tem consciência de que o tucano tem um potencial de votos elevado na terra que governou por quase oito anos.

Aécio Neves fala em fim do "ciclo perverso do PT" e pede campanha limpa

O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, durante reunião nesta quarta-feira (08), com governadores e senadores eleitos no primeiro turno das eleições gerais, em Brasília

Candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, durante evento em Brasília  (Ueslei Marcelino/Reuters)
No dia em que novos escândalos envolvendo o PT surgiram na campanha eleitoral, o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, prometeu colocar fim ao ciclo de “denúncias sucessivas de malfeitos e corrupção” e ao “ciclo perverso de governo do PT”. A fala do tucano foi feita em resposta à notícia de que um empresário ligado do PT e um colaborador do partido em Minas Gerais foram detidos pela Polícia Federal na noite desta terça-feira com dinheiro suspeito. Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, estava a bordo do avião no qual a PF apreendeu 116 000 reais em dinheiro vivo. Bené foi financiador do "bunker" onde o comitê da campanha de Dilma Rousseff em 2010 se misturava com um núcleo de espionagem. “É contra tudo isso que nós estamos nos colocando. Outras denúncias provavelmente surgirão”, disse o candidato. Ele votou a criticar ainda, sem citar nominalmente o caso, o escândalo de corrupção na Petrobras, revelado em delação premiada pelo ex-diretor de Refino e Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa. “Tem uma delação premiada que certamente está tirando o sono de muita gente”, destacou. O candidato do PSDB também condenou o esquema de uso político dos Correios em benefícios de candidatos do PT nessas eleições e disse que órgãos de investigação devem funcionar independentemente de pressões do Palácio do Planalto. Nesta quarta-feira, o site de VEJA revelou que, depois de Minas Gerais, desta vez também a autarquia em Mato Grosso foi utilizada para disparar, em tempo recorde, cartas com pedidos de votos para candidatos do PT. “Em relação às denúncias, o Brasil tem hoje instrumentos institucionais que têm a responsabilidade de investigar, de apurar e de processar e, quando for o caso, de condenar. Eles devem funcionar em sua plenitude porque não dependem, como parece crer alguns, da ação do governo ou da boa vontade do governante de plantão para investigar”, disse. Aécio voltou a prever uma campanha "extremamente dura" no segundo turno. "Essa é a forma de agir dos nossos adversários, mas levarei comigo sempre o pensamento elevado porque tenho absoluta convicção de que podemos dar aos brasileiros um país mais justo, que cresça mais, que gere mais empregos, que invista mais em saúde e segurança pública, que melhore a qualidade da educação”, declarou. “Não estou em uma guerra, estou em uma campanha política e convido a candidata senhora presidente da República a fazer uma campanha de alto nível. Da nossa parte não permitiremos que essa campanha se apequene ou diminua o entusiasmo e a esperança dos brasileiros”, completou. Mais uma vez o candidato do PSDB à Presidência disse que sua candidatura representa o sentimento de mudança exigido pela sociedade e afirmou que a chegada ao segundo turno indica que a maior parte da população não deseja a continuidade do governo da Dilma. Embora já tenha recebido apoio de partidos como PPS, PSC e PV, o tucano evitou afirmar se o apoio da ex-senadora Marina Silva (PSB), que ficou na terceira colocação na corrida presidencial, seria fundamental para sua vitória no segundo turno e disse que o fim da reeleição, tema que ele defende pessoalmente e é uma das exigências para o apoio dela, depende de votação no Congresso Nacional. “Há hoje um sentimento claro de mudança no Brasil. Quem venceu essas eleições no primeiro turno foi o cidadão brasileiro que acreditou na nossa capacidade de mudar. Isso é retratado pelos resultados que tiveram os candidatos de oposição somados”, afirmou.

José Serra afirma: PT transformou "lambança" em método de governo

O candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, com Geraldo Alckmin e José Serra, durante reunião nesta quarta-feira (08), com governadores e senadores eleitos no primeiro turno das eleições gerais, em Brasília

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, com Geraldo Alckmin e José Serra, em ato político realizado em Brasília (Ueslei Marcelino/Reuters)
O senador eleito por São Paulo, José Serra, criticou nesta quarta-feira o governo da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) e disse que, diante de sucessivas denúncias de corrupção envolvendo a administração federal, a gestão petista transformou “lambança e loteamento em método de governo”. Eleito com 11,1 milhões de votos, Serra participou, em Brasília, de ato político com o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves. Realizado no Memorial JK, que abriga o túmulo do ex-presidente Juscelino Kubitscheck, o ato político levou à capital federal os principais cacique do PSDB, como os governadores Geraldo Alckmin (PSDB) e Beto Richa (Paraná), apoiadores do tucano como os presidentes do Solidariedade, Democratas e PTB, além de neoaliados, como o PSC, o PPS e o PV. “A eleição do Aécio para presidente é possível, é provável, mas acima de tudo é necessária para o Brasil. Estamos em um lugar simbólico, no memorial em homenagem a JK, um homem da industrialização do Brasil. Temos agora uma herança de 12 anos de instituições arranhadas pelo estilo petista de governo, que transformou lambança e loteamento como método de governo. Temos um país em plena desindustrialização. Temos o dever de eleger e reconstruir o Brasil, como JK fez na sua época. Não é pelo prestigio individual do Aécio, de um grupo ou do Brasil, mas em nome do povo”, destacou o senador eleito.

Pesquisa do Instituto Paraná aponta Aécio na frente de Dilma: 54% a 46% dos votos válidos; nesta quinta, sem Ibope e Datafolha

Pois é… Segundo pesquisa do Instituto Paraná, se a eleição fosse hoje, o tucano Aécio Neves teria 49% das intenções de voto, e a petista Dilma Rousseff, 41%. Em votos válidos, o embate estaria 54% a 46%. Na pesquisa espontânea, o candidato do PSDB marca 45% contra 39% de sua oponente. O levantamento foi encomendado pela revista Época. Entre segunda e esta quarta-feira, o instituto entrevistou 2.080 eleitores em 152 municípios. A margem de erro é de 2,2 pontos para mais ou para menos, e o intervalo de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR 01065/2014. 

A pesquisa avaliou também a rejeição aos candidatos. Dizem que não votariam em Dilma de jeito nenhum 42% dos entrevistados, e 32% afirmam o mesmo sobre Aécio Neves. Não rejeitam nenhum dos dois 16% dos entrevistados. “Podemos afirmar que Aécio Neves inicia o segundo turno com uma boa vantagem porque herdou mais votos de Marina Silva. Vamos ver como o eleitor se comportará após o início do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão”, afirmou à revista o economista Murilo Hidalgo, presidente do Paraná Pesquisas.
Nem foguetório nem cabelos arrancados
É natural que os correligionários de quem está na frente fiquem felizes e que se entristeçam os dos que estão atrás, mas é cedo tanto para o foguetório dos tucanos como para o desespero dos petistas. Se há coisa que essa eleição ensinou é que se deve ver com prudência os números dos institutos de pesquisa. Não estou duvidando de ninguém em particular nem pondo todo mundo sob suspeita. Apenas constato o óbvio: não anda assim tão fácil interpretar os sentimentos dos brasileiros
Que há um clima pró-Aécio no centro-sul do país, especialmente, nas grandes cidades, eis um dado que é da experiência. E os petistas sabem disso. Vejam o que aconteceu em São Paulo, seja no Estado, seja na capital. Pedem-se mudanças abertamente nas ruas. Tanto é assim que a própria presidente-candidata Dilma Rousseff, no primeiro discurso depois do primeiro turno, assegurou que, se reeleita, fará um novo governo, com pessoas e com ideias novas.
O horário eleitoral não começou ainda. Sua importância cresce no segundo turno, porque aí os dois candidatos disputam em igualdade de condições. A lógica indica que isso tende a ser favorável a Aécio. Afinal, na primeira etapa, com quase o triplo de tempo de Aécio, Dilma não conseguiu sair da casa dos 40%, que já eram seus antes do início da propaganda. Mais: os debates na TV também crescem de importância, sem nanicos para tomar o nosso tempo com irrelevâncias.
Novas pesquisas
Nesta quinta, Datafolha e Ibope divulgam suas respectivas pesquisas. Se o tucano aparecer na frente também nesses levantamentos, é claro que aumentará a preocupação petista. Os buchichos que correm por aí dizem que é precisamente o que vai acontecer. Se os números de agora não são necessariamente uma antecipação do que vai acontecer, é claro que eles servem para balizar estratégias de campanha. O que virá? Campanha de esclarecimento? Debate honesto? Ódio, rancor e ressentimento? Há uma boa possibilidade de o eleitor estar com o saco cheio do jogo rasteiro. Por Reinaldo Azevedo

Mercosul aprova modelo único de placa para carros do bloco

Os países integrantes do Mercosul - Argentina, Brasil, Paraguai, Venezuela e Uruguai - aprovaram nesta quarta-feira (8) o modelo único para placas de automóveis, que terão uso obrigatório no bloco sul-americano, informou a chancelaria argentina em um comunicado. O novo modelo irá manter os atuais sete caracteres, porém, em vez de três letras em sequência e quatro números, a sequência será de duas letras, três números e mais duas letras. Com isso, serão possíveis mais de 450 milhões de combinações diferentes, contra as pouco mais de 175 milhões de possibilidades do atual modelo brasileiro. O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) informou que o novo padrão deverá ser adotado a partir de 1º de janeiro de 2016 para veículos novos. Segundo o comunicado do ministério das Relações Exteriores argentino, a placa única terá as mesmas medidas das já utilizadas no Brasil, 40 cm de comprimento por 13 cm de largura. Ela terá fundo branco, letras pretas e sobre uma faixa horizontal na parte superior haverá o emblema do Mercosul e a bandeira do país do veículo. "Com esta conquista do Mercosul veremos milhões de veículos de Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela circulando pela América Latina identificados com uma mesma patente comum", diz o comunicado. Ainda segundo a nota oficial, o atual padrão de placas na Argentina, composto por três letras e três números, deve ter todas as combinações esgotadas ainda em 2015, o que pode apressar o início da utilização do novo modelo. Isso envolve, com toda certeza, uma gigantesca negociata.

Venezuelana Maria Corina Machado declara apoio a Aécio Neves

Maria Corina Machado, ex-deputada venezuelana que perdeu o mandato por fazer oposição ao ditador  bolivariano Nicolás Maduro, escolheu seu lado nas eleições brasileiras. Impedida pela Justiça venezuelana de deixar o país, Maria Corina Machado enviou uma carta parabenizando Aécio Nevespela ida ao segundo turno e declarando apoio à chapa tucana. Ela é mais uma das vítimas da infame ditadura bolivariana que inferniza a vida dos venezuelanos. A Venezuela passa por uma crise brutal, com falta de alimentos e generalizados produtos nos supermercados do país. Uma sublevação popular se sustenta há meses, pedindo a renúncia da malta bolivariana e é ferozmente combatida, especialmente por agentes cubanos que atual ilegalmente na Venezuela. Uma mudança dos ventos da política no Brasil promoverá, inevitavelmente, também uma mudança na vida dos venezuelanos, porque a política ditada pelo comunista Foro de São Paulo será alterada de forma drástica.

Quadrilha petista agiu nos Correios em todo Brasil

A exemplo do que ocorreu em Mato Grosso, o diretor regional da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos em Santa Catarina, Paulo de Andrade, também enviou cartas aos funcionários da estatal pedindo votos para a presidente Dilma Rousseff e outros candidatos do PT na reta final da campanha do primeiro turno. Um panfleto colorido intitulado “Carta aos Ecetistas Eleições 2014” começou a chegar aos endereços residenciais de funcionários dos Correios na quinta-feira, dia 2 de outubro, apenas um dia depois de serem postados, como mostra o registro do selo do envelope de uma das correspondências. A carta pede votos para Dilma e para petistas derrotados ao governo de Santa Catarina, Claudio Vignatti, e a senador, Milton Mendes. Também são citados a candidata a deputada estadual Ana Paula (PT) e o deputado federal Décio Lima (PT), candidato à reeleição, que venceram. “Os ecetistas sabem que para continuarmos avançando em novas conquistas, precisamos reafirmar nosso compromisso com o modelo de governo Dilma 13, Vignatti 13, Milton 130, Décio Lima 1313 dep.federal e Ana Paula 13313 dep.estadual”, diz o texto, que atribui supostas melhorias nas condições de trabalho e benefícios ao PT. No pé da página, uma legenda informa que o material foi doado a Décio Lima por Paulo de Andrade, que é diretor regional dos Correios em Santa Catarina desde 2013. Como manda a lei eleitoral, o material tem o número do CNPJ de Lima e informa tiragem de 2.500 exemplares. O verso do panfleto é ilustrado com a foto de 14 pessoas ao lado de frases de apoio ao deputado petista, embora sem os nomes dos autores. Funcionários da regional catarinense dos Correios reconheceram no panfleto o rosto do diretor e de pelo menos outros dez ocupantes de cargos de confiança da diretoria regional. Eles atribuem a Décio Lima a indicação de Andrade para o posto. Na frase que aparece ao lado da foto do diretor, ele lembra o passado de Décio Lima como advogado do sindicato dos funcionários dos Correios. A partir de representação do PSDB, o procurador federal Frederick Lustosa de Mello deu prazo de 30 dias para que a presidente Dilma Rousseff apresente explicações sobre denúncias de uso político dos Correios em favor de sua campanha de reeleição. Em Minas Gerais, a denúncia de que os Correios teriam privilegiado a entrega de panfletos de Dilma foi acompanhada pela divulgação de um vídeo em que o deputado estadual Durval Ângelo (PT-MG) atribui a subida da presidente nas pesquisas a um “dedo forte dos petistas dos Correios”. Na semana passada, o sindicato dos funcionários dos Correios de Mato Grosso também protocolou um pedido de investigação no Tribunal Regional Eleitoral sobre o envio de cartas aos funcionários nas agências pelo diretor regional Nilton do Nascimento pedindo votos para Dilma. No caso de Santa Catarina, a correspondência foi envida para a casa dos empregados, o que levantou a suspeita de uso do cadastro da estatal. "Todo mundo sabe que eles fazem campanha para o PT, mas não poderiam usar na carta o nome da empresa. O que mais me espanta é como tiveram acesso aos endereços. Ou usaram a estrutura dos recursos humanos ou do fundo de pensão, o Postalis, que também é aparelhado", disse um funcionário que recebeu a carta na sexta-feira.

FOTOS FLAGRAM PRESIDENTE DOS CORREIOS NA CAMPANHA POR DILMA

wagner pinheiro em campanha
Este senhor de barba, ao centro, é o presidente dos Correios que negou “indignado” o aparelhamento da estatal pelo PT 
Alvo de várias acusações de haver “aparelhado” a estatal Correios e colocá-la a serviço da campanha do Partido dos Trabalhadores, o presidente da empresa, Wagner Pinheiro, sempre reagiu dizendo-se “indignado” e ameaçando processar quem o acusa, inclusive o candidato do PSDB a presidente da República, Aécio Neves. Mas fotos divulgadas nas redes sociais flagram Pinheiro fantasiado de vermelho, com adesivo “Dilma 13″ colado ao peito, fazendo campanha pela reeleição da presidente. As fotos que mostram Pinheiro ao lado de colegas, fazendo campanha por Dilma, foram deletadas do Facebook, mas o Diário do Poder conseguiu recuperá-las. Os flagrantes ocorreram na véspera e no dia da eleição, quando o presidente dos Correios até concedeu entrevistas rechaçando as acusações. Wagner Pinheiro também apareceu em vídeo, na semana passada, participando de reunião com funcionários da estatal em Belo Horizonte comemorando o crescimento nas pesquisas das candidaturas de Dilma Rousseff e Fernando Pimentel, que venceu a disputa pelo governo de Minas. No vídeo, Pinheiro aplaude um deputado estadual petista que, em discurso, atribuiu o crescimento dessas candidaturas à “capilaridade” da empresa pública e ao dizer que o favoritismo de Dilma e Pimentel em Minas “tem o dedo dos Correios”.
wagner pinheiro em campanha 04
Wagner Pinheiro ainda fez pose (ao centro, agachado, segurando a bandeirinha de Dilma) ao lado dos colegas

Contadora Meire Poza admite ter emitido 7 milhões de reais em notas frias

A contadora Meire Poza admitiu nesta quarta-feira (8), em depoimento à CPI mista da Petrobras, ter emitido R$ 7 milhões em notas frias em serviços prestados para empresas do seu ex-cliente, o doleiro Alberto Youssef. Meire Poza fez questão de destacar que a prática foi uma “exceção” na sua atividade profissional e ressaltou que sua empresa tem atividade regular. “A minha empresa tem uma atividade”, disse. Após o comentário da ex-contadora, o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), questionou a contadora sobre o montante em notas fiscais regulares que ela emitiu. Meire Poza, entretanto, não soube precisar e disse que poderia “levantar isso”. “A senhora faz parte do esquema, se a senhora emitiu nota fria, a senhora é investigada”, acusou Eduardo Cunha. Meire Poza, que depôs como testemunha, protestou. O peemedebista retrucou novamente e disse que a CPI estava tratando como “informante alguém que faz parte do esquema”. Ele anunciou que o PMDB vai apresentar um requerimento de quebras de sigilo fiscal e bancário das empresas da ex-contadora de Youssef e pedir ainda à Polícia Federal o inteiro teor dos depoimentos que ela prestou no curso da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. “Estamos aqui com uma fornecedora de nota fiscal fria. Ela já admitiu o que é, uma ré confessa”, atacou novamente Eduardo Cunha. O líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), saiu em defesa de Meire Poza, destacando que ela está “prestando um serviço ao País”. “Não dá para continuar com uma quadrilha na Petrobras e até agora não descobrimos qual é o chefe da quadrilha”, afirmou ele, ao frisar que a CPI tem é de aprovar um requerimento de quebra de sigilo das empreiteiras. Bueno ressalvou que, se ela tiver envolvimento no esquema, ela terá de pagar também por isso.

Ex-contadora de doleiro diz ter repassado dinheiro a jornalista que pertence ao grupo de José Dirceu para pagar multa do Mensalão

A contadora Meire Poza confessou nesta quarta-feira, 8, em depoimento à CPI mista da Petrobrás, ter repassado dinheiro para pagar a multa de um condenado no processo do Mensalão do PT. Ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, Meire disse que foi à residência do jornalista Breno Altman durante três meses para pegar em cada oportunidade R$ 15 mil em dinheiro vivo. Esses recursos eram entregues, segundo ela, para o sócio da corretora Bônus Banval, Enivaldo Quadrado, que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por lavagem de dinheiro. Quadrado foi punido pelo Supremo à pena de três anos e seis meses de prisão e a uma multa de R$ 28,6 mil, à época da condenação em 2012 e cujo valor foi atualizado posteriormente. Meire Poza disse que os recursos serviram para pagar a multa do sócio da corretora Bônus Banval. A contadora afirmou que pegou os recursos em espécie no portão da casa do jornalista nos meses de maio, junho e julho deste ano. “Em relação a esses R$ 15 mil, ele (Breno Altman) dizia que o PT estava pagando a multa do Mensalão”, afirmou ela, inicialmente, em resposta a pergunta feita pelo líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR). A ex-contadora de Youssef afirmou que a pena de Enivaldo Quadrado foi convertida em prestação de serviços à comunidade, que ele começou a cumprir a partir de maio deste ano em Assis (SP). Foi por isso que, segundo Meire, Quadrado pediu a ela para que buscasse esses valores na casa de Altman em São Paulo para levá-lo a ele, em Assis. Meire disse que conhecia Quadrado desde 2009, na época em que ele trabalhava em uma corretora de valores. Ela destacou que dividia com Quadrado metade dos 7% que cobrava de comissão para a emissão dos R$ 7 milhões em notas frias. Em valores, isso dava R$ 122.500,00 para cada um. Segundo ela, foi Enivaldo Quadrado quem a apresentou a Youssef e, como Quadrado vivia em dificuldades financeiras, ela o ajudava e se considerava uma “espécie” de sócia dele. Após a confissão da ex-contadora de Youssef, Domingos Sávio disse que a multa do Mensalão foi paga com “dinheiro do petrolão”. O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) fez questão de mostrar, durante o depoimento de Meire Poza, uma foto do seu tablet em que Breno Altman está ao lado do ex-ministro e bandido petista mensaleiro José Dirceu, também condenado no processo do Mensalão do PT. O líder do PPS na Câmara apresentou requerimento para convocar Altman, para depor em uma futura sessão administrativa da CPI.
Por Reinaldo Azevedo

Pastor Everaldo anuncia apoio do PSC à Aécio Neves

Após mais de duas horas de reunião à porta fechada, senadores e deputados do PSC decidiram nesta quarta-feira, em Brasília, apoiar a candidatura de Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República. O partido, que teve Pastor Everaldo como candidato no primeiro turno, ficou em quinto lugar no resultado final do Tribunal Superior Eleitoral. Pastor Everaldo explicou que o senador tucano pediu apoio na segunda-feira, mas, antes de oficializar a posição, precisou ouvir representantes do PSC nos Estados e nas bancadas da Câmara e do Senado. “Pelos seus ideais, o partido faz opção pelo senador Aécio Neves. Estaremos daqui a pouco com ele para manifestar nossa decisão em favor do seu nome”, disse.

Câmara dos Deputados aprova aumento de 15,8% para a Polícia Federal

Após três horas de discussão, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira a Medida Provisória 650, que trata da reestruturação da carreira de policial federal e concede reajuste de 15,8% - dividido em parcelas para 2014 e 2015 - para agentes, escrivães, papiloscopistas e peritos agrários. A medida, que será apreciada agora pelos senadores, definiu uma exigência a mais para aqueles que querem se tornar policiais federais, que é a conclusão de curso de nível superior para o ingresso na carreira.

Atualizada a cada 10 segundos, pesquisa mostra o que eleitor pensa de Aécio Neves e Dilma no 2º turno

Única plataforma a radiografar o que pensa a população em intervalos de apenas dez segundos, o sistema em lançamento pela Polis Consulting mostra o número de vezes que o candidato é citado por hora, quantos milhões de impressões teve (isto é, quantas pessoas leram as publicações) e qual o sentimento envolvido nos posts – em um termômetro de -100 a +100, se positivos ou negativos. Além disso, a página estampa um mapa localizando geograficamente a concentração das publicações. Diz  Alexander Schmitz-Kohlitz, CEO da Polis Consulting: "Outra informação relevante está na coluna Emerging Topics, que elenca as expressões mais comentadas ligadas a cada candidato. ainéis abertos na internet exibem resultados do único monitoramento eleitoral em tempo real nas mídias sociais do Brasil". O que o brasileiro sente, nesse exato momento, em relação aos candidatos à presidência? Respostas à questão estão sendo dadas instantaneamente por uma nova ferramenta de monitoramento, o sistema NetBase. Sondagens em tempo real, em funcionamento até a finalização das apurações, mostram as tendências, emoções e opiniões expostas nas mídias sociais sobre Aécio Neves e Dilma Rousseff. . O eleitor pode acompanhar com facilidade as duas candidaturas – e comparar seus resultados – abrindo janelas para Dilma (http://dilma.polisconsulting.com.br) e Aécio Neves  (http://aecio.polisconsulting.com.br). Os pulses são partes integrais do típico command center do NetBase, usado em campanhas de marketing, gestão de crise ou acompanhamento de marcas, entre outras várias aplicações, e foi por meio deles que os comitês de Angela Merkel e de Barack Obama, por exemplo, trabalharam suas campanhas nas últimas eleições.

PDT foi a Sartori nesta quarta-feira para declarar seu apoio no segundo turno

Apesar do cerco do PT e do governador petista, o peremptório "grilo falante" Tarso Genro, em reunião na manhã desta quarta-feira, representantes do PDT declararam  apoio à candidatura de José Ivo Sartori na disputa ao Palácio Piratini. No encontro da manhã, que reuniu líderes do PDT, PMDB, PSB e PSD, os pedetistas sinalizaram adesão incondicional a José Ivo Sartori. A reunião foi realizada na sede regional do PDT em Porto Alegre e conduzida pelo presidente estadual da sigla, agora deputado federal eleito Pompeo de Mattos. O deputado federal Enio Bacci diz que confia na candidatura de Sartori e que, neste segundo turno, é preciso esforço maior ainda para corresponder aos anseios dos gaúchos. O também deputado federal Giovani Cherini  lembra o apoio já recebido do PDT pelo PMDB em outros pleitos, incluindo a eleição para a prefeitura de Caxias do Sul. Na segunda-feira, a Executiva Estadual do PDT já havia deliberado pelo indicativo de apoio à candidatura de José Ivo Sartori.

PSB de Marina Silva aprova apoio a Aécio Neves no segundo turno

A executiva nacional do PSB aprovou nesta quarta-feira (8), por maioria, o apoio do partido a Aécio Neves (PSDB) no segundo turno da eleição presidencial. A adesão do partido de Marina Silva ao tucano superou os 15 votos necessários na Executiva para a aprovação. Até as 18h10, 21 votaram pelo apoio ao tucano, outros 6 dirigentes votaram pela neutralidade, e 1, pelo apoio a Dilma Rousseff (PT). Com o resultado, o PSB passa a apoiar Aécio Neves formalmente. É a primeira vez em que o partido se junta ao PSDB em uma corrida presidencial. Segundo um dirigente da sigla, ficarão liberados os diretórios da Paraíba e do Amapá, Estados em que os governadores são do PSB e tentam a reeleição aliados ao PT. No primeiro turno, o PSB lançou Marina Silva, que substituiu o ex-governador Eduardo Campos, morto em 13 de agosto. A ex-senadora e seu grupo não têm cargos na direção da legenda e devem anunciar apoio a Aécio Neves nesta quinta-feira (9). Com a decisão do PSB, os dois partidos de porte da coligação de Marina Silva passam a apoiar Aécio Neves formalmente. O PPS já havia aderido ao tucano na terça-feira (7).

POR 32 VOTOS A 6, O PARTIDO VERDE DECIDE PELO APOIO A AÉCIO NEVES NO SEGUNDO TURNO, INCLUSIVE COM O VOTO FAVORÁVEL DE EDUARDO JORGE

O secretário de Relações Internacionais do Partido Verde, Fabiano Carnevale, informou no começo da tarde desta quarta-feira no Facebook a decisão do partido após reunião da Executiva Nacional em Brasília: Até o candidato a presidente, Eduardo Jorge, que mais pareceu linha auxiliar de Dilma nos debates, preferiu ficar com o tucano. Os outros 6 votos foram pelo apoio a Dilma e houve ainda 3 abstenções. No primeiro turno, o candidato Eduardo Jorge (PV) obteve 630.099 votos (0,61%) e se destacou nos debates, tornando-se um dos recordistas de memes na internet. Eduardo já tinha dito que, nestas eleições, o PV não ficaria neutro. Na reunião do partido, ele votou a favor do apoio a Aécio Neves (PSDB). Agora já é um tsunami favorável a Aécio Neves no segundo turno. Vamos lá,. Brasil, Aécio Neves presidente, urgente.

PT não consegue dialogar com a modernidade de São Paulo, diz cientista político

O voto anti-petista é apontado por analistas políticos como um dos principais fatores para o candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) ter conquistado 44,47% dos votos no Estado de São Paulo, contra apenas 25,75% da candidata à reeleição, presidente Dilma Rousseff (PT). A dificuldade de Marina Silva (PSB) em sustentar sua campanha nas últimas semanas, além da antecipação da migração dos votos da ex-senadora para o Aécio Nevwes, que aconteceria apenas no segundo turno, e o peso do governador reeleito Geraldo Alckmin (PSDB) na eleição, também explicam o sucesso de Aécio Neves entre o eleitorado paulista. O coordenador do Laboratório de Política e Governo da Unesp, Milton Lahuerta, afirma que o PT não consegue dialogar com a modernidade de São Paulo, um estado complexo, segundo o analista: "Em geral, se quer atribuir esse anti-petismo a uma posição conservadora. Eu penso que é o contrário. O PT não está conseguindo dialogar com o contrário do que eles dizem, que é a modernidade de São Paulo. Se pegar São Paulo como uma espécie de metáfora do capitalismo brasileiro, é o Estado com maior presença de desenvolvimento econômico, onde há uma classe média muito expressiva, de gente que opera com a perspectiva de que o que ela tem se deve ao seu próprio esforço e não a benesses do Estado, do governo, ou de quem quer que seja". Lahuerta diz que a classe média paulista é tratada equivocadamente de forma reacionária: "Esse eleitorado tem sido muito mal tratado pelo discurso petista, de certo modo é a maioria da população de São Paulo, que tem esse ethos empreendedor, muito individualista. Tem sido tratado em bloco como se fosse reacionário, de direita. Eu acredito que isso é um grande equívoco do PT, o que explica não só o crescimento de Aécio Neves, como a vitória do Geraldo Alckmin". Também foi importante para o crescimento de Aécio no Estado de São Paulo a migração antecipada dos votos de Marina Silva para Aécio Neves. Em um primeiro momento, Marina Silva seduziu um eleitorado jovem, de classe média, progressista, mais intelectualizado, que não se identifica com o PT, e que ao perceber a fragilidade na candidatura da socialista, migrou para o tucano. "Houve uma precipitação de um voto que estava com a Marina Silva e que foi para o Aécio Neves antes do segundo turno de eleitores que têm característica do voto do eleitor do Aécio Neves, com mais escolaridade, renda mais alta, esse eleitor certamente que foi mais impactado, por exemplo, com o desempenho do Aécio Noves no debate da TV Globo. Ele foi muito bem no debate em comparação com Dilma e Marina, e a tendência de elevação do Aécio Neves que tinha começado há uma semana e a queda de Marina Silva se acentuaram de sexta-feira para domingo", afirmou Wagner Romão, professor de departamento de ciências políticas da Unicamp. Romão também afirma que Alckmin funcionou como um puxador de votos para Aécio em São Paulo: "Alckmin sempre teve cerca de 50% de intenção de votos em todas as pesquisas, desde o começo da campanha. Ele tem um eleitorado cativo e foi uma âncora do voto em São Paulo. Na medida que Aécio Neves se aproximou dessa âncora, nos últimos momentos, houve uma certa acomodação desse eleitorado que já votava no Alckmin tanto para Aécio Neves quanto para José Serra, que se elegeu senador".

VERGONHA NOS CORREIOS 1 – Indicado pelo PT usa empresa para pedir votos no Mato Grosso


ENTREGA EXPRESSA – Nilton Nascimento, diretor dos Correios em Mato Grosso, reúne funcionários para pedir o envio relâmpago de cartas pedindo votos para Dilma e candidatos do PT (VEJA)
ENTREGA EXPRESSA – Nilton Nascimento, diretor dos Correios em Mato Grosso, reúne funcionários para pedir o envio relâmpago de cartas pedindo votos para Dilma e candidatos do PT (VEJA)
Na noite de terça-feira, 23 de setembro, o diretor regional dos Correios de Mato Grosso, Nilton do Nascimento, reuniu a cúpula da empresa e funcionários do setor administrativo a portas fechadas, no Hotel Mato Grosso Palace, em Cuiabá. Horas antes, o espaço havia sido reservado em nome da autarquia para que Nascimento pudesse defender, diante dos seus colegas de trabalho e subordinados, o candidato ao governo pelo PT, Lúdio Cabral, e o deputado estadual que tentava novo mandato Ademir Brunetto (PT). Os dois puderam expor livremente suas propostas e explicar como, segundo eles, os doze anos de governo Lula e Dilma Rousseff (PT) foram bons para a categoria. Depois daquela reunião, Nilton do Nascimento, filiado PT, decidiu enviar cartas em tempo recorde para eleitores do estado pedindo votos para a dupla petista e para dois outros candidatos: o deputado federal Ságuas Morais (PT) e a presidente-candidata Dilma Rousseff.
Ságuas Morais faz parte, em Brasília, do chamado “baixo clero” no Congresso. Deputado de primeiro mandato, é assíduo na Câmara – mais de 95% de presença em sessões deliberativas em 2014 –, mas não tem influência política na bancada e não conseguiu aprovar nenhum projeto de lei durante seu mandato. No último domingo, Ságuas foi reeleito com mais de 97.000 votos. O candidato ao governo, Lúdio Cabral, perdeu no primeiro turno para o governador eleito Pedro Taques (PDT). Ademir Brunetto não conseguiu se eleger.
Dois dias depois da reunião no hotel em Cuiabá, Nilton Nascimento disparou cartas para funcionários dos Correios pedindo voto para os quatro candidatos – Dilma Rousseff incluída. Na capital, Nascimento utilizou, sem autorização, o banco de dados dos Correios para saber onde cada funcionário atuava e poder enviar – nominalmente – os pedidos de voto. A prática configura violação do Manual de Comercialização dos Correios, que é explícito: “a postagem de impressos e malas diretas de propaganda eleitoral somente será autorizada a candidatos e partidos regularmente registrados na Justiça Eleitoral para o evento”.
Parte das cartas políticas foi entregue no dia seguinte à postagem, em alguns casos mais rápido que o próprio serviço Sedex. Em Mato Grosso, uma carta demora, em média, três dias para ser entregue para chegar ao destinatário – ou até cinco dependendo do município do interior. Mais: cada correspondência foi despachada ao custo de 0,60 centavos – preço menor do que o praticado, conforme a tabela dos Correios, que prevê 1,30 real por unidade. “Uma pessoa comum não conseguiria ter feito aquilo, enviar cartas em tempo recorde e ainda usar o cadastro de funcionários. É um privilegio postar correspondências por menos da metade do preço”, disse ao site de VEJA o presidente do sindicato da categoria, Edmar Leite.
Carta enviada por funcionário dos Correios pedindo votos em Dilma e candidatos do PT em Mato Grosso
Carta enviada por funcionário dos Correios pedindo votos em Dilma e candidatos do PT em Mato Grosso
Nilton do Nascimento admite ter enviado 670 cartas. Em Cuiabá e Várzea Grande, por exemplo, todos os mais de 500 carteiros receberam o pedido de votos. Em nota, Nascimento negou irregularidades, disse que pagou do próprio bolso o envio das correspondências e afirmou que os pedidos de votos ocorreram “na condição de cidadão”. “Não houve operação especial para a entrega e os objetos seguiram o fluxo postal previsto para esta modalidade de serviço”, disse. O conjunto de ilegalidades e a suspeita de uso político da máquina federal estão sendo apurados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Mato Grosso após denúncia do Sindicato estadual dos Trabalhadores nas Empresas de Correios, Telégrafos e Serviços Postais.
A denúncia do sindicato é grave, mas não é a primeira vez nestas eleições que os Correios são acusados de uso eleitoral pelo PT. Em Minas Gerais, o PSDB acusa a autarquia de ter confiscado material de campanha do candidato à Presidência, Aécio Neves. O tucano contratou o serviço de mala direta postal domiciliária para a distribuição de 5.634.000 de cartas, mas nem todas as correspondências foram entregues. Por Reinaldo Azevedo

VERGONHA NOS CORREIOS 2 – Associação denuncia aparelhamento da empresa pelo PT; 66% das diretorias regionais estão ocupadas por pessoas filiadas ao partido

Pois é… No dia 5 deste mês, a Associação dos Profissionais dos Correios – ADCAP – publicou um carta aberta em que denuncia o aparelhamento dos Correios pelo PT. A associação lembra que, em 2011, o governo mudou o Manual de Pessoal e passou a permitir que pessoas estranhas aos quadros da empresa assumissem funções técnicas e gerenciais. Resultado: 18 das 27 Diretorias Regionais dos Correios estão nas mãos de pessoas filiadas ao PT. Leiam a carta.

*
A Associação dos Profissionais dos Correios – ADCAP, entidade sem fins lucrativos fundada em 20/12/1986, sem vinculação a qualquer partido político, em virtude das últimas notícias divulgadas acerca do aparelhamento político da ECT, vem a público manifestar o que se segue:
a) Nos últimos anos o aparelhamento político da ECT se acentuou com as mudanças introduzidas no Manual de Pessoal em 2011, que permitiram o acesso às funções técnicas e gerenciais por empregados e pessoas estranhas aos quadros de pessoal da Empresa sem a observância dos imperativos de competência técnica e capacidade gerencial;
b) Em decorrência dessas alterações, 18 (dezoito) dos 27 (vinte e sete) Diretores Regionais da ECT são filiados ao Partido dos Trabalhadores;
c) Além disso, muitas outras funções são ocupadas por critérios políticos nas Diretorias Regionais e na Administração Central da Empresa;
d) Como exemplos desse aparelhamento, registre-se que enquanto mais de 50.000 mil Carteiros labutam diariamente em condições muitas
vezes desfavoráveis por uma remuneração mensal de cerca de R$ 1.500 (hum mil e quinhentos reais), outros Carteiros ligados à burocracia sindical e partidária ocupam elevadas funções em Brasília e nos diversos estados, alguns deles com remunerações superiores a R$ 20.000 (vinte mil reais);
e) O citado aparelhamento afeta também o Fundo de Pensão dos empregados dos Correios, o Postalis, frequentemente citado em notícias veiculadas pela imprensa contendo suspeitas de investimentos duvidosos e de operações fraudulentas;
f) O Postalis já acumula um déficit atuarial superior a R$ 2,2 bilhões em 2013/2014, levando em breve a uma drástica redução dos salários e benefícios dos empregados e aposentados dos Correios e atingindo cerca de 500 mil pessoal, o que levou a ADCAP a solicitar à PREVIC, junto com outras entidades representativas de empregados, a intervenção no Postalis;
Diante do exposto, a ADCAP comunica que está avaliando as medidas judiciais cabíveis e que oportunamente se manifestará novamente sobre o assunto. Atenciosamente, Diretoria Executiva da ADCAP Nacional. Por Reinaldo Azevedo

VERGONHA NOS CORREIOS 3 – Nesta campanha, parece que Paulo Bernardo perdeu bem mais do que a eleição no Paraná, onde sua mulher foi derrotada no 1º turno

As notícias que chegam dos Correios — empresa que, diga-se, está na raiz dos escândalos que levaram à descoberta da existência do Mensalão — são estarrecedoras. Ironia das ironias: a estatal, que é subordinada ao ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, decidiu, por exemplo, processar o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves. Por quê? Ora, o tucano acusou o aparelhamento da empresa e seu uso em favor das candidaturas de Dilma Rousseff à Presidência e de Fernando Pimentel ao governo de Minas Gerais. Mera guerrilha eleitoral? Não! Há um vídeo em que o deputado Durval Ângelo, do PT de Minas Gerais, confessa, com todas as letras, que os Correios foram utilizados em favor dos dois candidatos. Wagner Pinheiro, presidente da empresa, estava presente quando Ângelo afirmou, entre outras barbaridades: “Se, hoje, nós temos a capilaridade da campanha do (Fernando) Pimentel (candidato do PT ao governo de Minas Gerais) e da Dilma em toda Minas Gerais, isso é graças a essa equipe dos Correios". Foi adiante: “A Dilma tinha em Minas Gerais, em alguns momentos, menos de 30%. Se, hoje, nós estamos com 40% em Minas Gerais, tem dedo forte dos petistas dos Correios". Dias antes de esse vídeo se tornar público, descobriu-se que cinco milhões de folders da campanha de Dilma haviam sido distribuídos pelos Correios sem a devida chancela. O Ministério Público deu prazo de 30 dias para Dilma dar explicações sobre as acusações de uso irregular da estatal na campanha. Trinta dias? A eleição ocorre daqui a 17. Muito bem! Reportagem da VEJA.com desta quarta-feira informa que Nilton do Nascimento, diretor regional dos Correios no Mato Grosso, alugou espaço num hotel em Cuiabá, no dia 23 de setembro, e o fez em nome da empresa, para defender, diante de funcionários da estatal, as candidaturas de Lúdio Cabral, que concorria ao governo do Estado, e do deputado Ademir Brunetto, também petista. Os dois estavam presentes. Mais: o tal diretor decidiu ali usar a estrutura da empresa para enviar a eleitores cartas em tempo real defendendo, então, a eleição da dupla e de dois outros políticos: o deputado federal Ságuas Moraes (PT) e a presidente-candidata Dilma Rousseff. Nota: Brunetto e Lúdio não conseguiram se eleger. Mas Ságuas foi reeleito com 97 mil votos. O PT acusa seus adversários de quererem privatizar estatais. Digam-me: o que se tem aí é ou não uso privado de uma empresa pública? Isso é ou não é privatização? É. E do pior tipo: ninguém recebe nada por ela. Os únicos beneficiados são um partido político e seus apaniguados.

No dia 5 deste mês, a Associação dos Profissionais dos Correios – ADCAP – divulgou uma nota pública lamentando o uso político dos Correios e lembra que a atual direção da empresa, afinada com as orientações do Ministério das Comunicações, mudou em 2011 o Manual de Pessoal e permitiu que gente estranha à empresa passasse a ocupar cargos técnicos e de gerenciamento. Resultado: 18 das 27 diretorias regionais estão em mãos de petistas de carteirinha.
O uso político-eleitoral dos Correios é dessas coisas que deixam de ser denúncias para ser mera constatação da realidade. Essas práticas aqui listadas ferem disposições internas da empresa, violam a Lei Eleitoral 9.504 e configuram, obviamente, improbidade administrativa. Paulo Bernardo, um ministro que se mantinha prudentemente longe de escândalos, está se revelando nesta campanha — ou, sei lá, foi revelado nesta campanha, não é mesmo?
O PT conseguiu que o TSE, absurdamente, mandasse retirar do ar um vídeo em que um carteiro entrega de porta em porta propagada eleitoral da Dilma. A justificativa é que o filme foi feito com o propósito de prejudicar o PT e que o rapaz apenas executava o seu trabalho. Calma lá! O que aquele vídeo evidencia é que o material não tem chancela nenhuma dos Correios. De resto, fica evidente, o pobre carteiro foi orientado a não falar. Reitero: por muito menos, o Tribunal Superior Eleitoral já cassou mandatos de prefeitos e até de governador. Parece que o ministro Paulo Bernardo, neste 2014 (ou antes?), perdeu bem mais do que a eleição no Paraná, onde sua mulher, Gleisi Hoffmann, foi derrotada no primeiro turno… Por Reinaldo Azevedo

ATENÇÃO, ATENÇÃO - SAI A PRIMEIRA PESQUISA DO SEGUNDO TURNO, AÉCIO NEVES ESTÁ NA FRENTE E DILMA TEM 8 PONTOS ATRÁS

Na primeira pesquisa eleitoral do segundo turno, o candidato Aécio Neves (PSDB) aparece como favorito a levar a presidência do Brasil com 49% das intenções de voto, contra 41% de Dilma Rousseff (PT). Desde o início da campanha, esta é a primeira vez que o tucano aparece na frente da petista. Considerando apenas os votos válidos, o tucano aparece com 54% e a candidata à reeleição com 46%. O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (8), foi feito pelo Paraná Pesquisas, em parceria com a revista Época. A margem de erro 2,2 pontos porcentuais. Eleitores que declararam que não votariam em nenhum somam 5%, assim como os que não souberam responder. No primeiro turno da corrida presidencial, a presidente Dilma obteve 43.267.668 dos votos válidos, que equivale a 41,6%. Aécio Neves conquistou 34.897.211 votos, com 33,5%. A dúvida era qual dos dois encamparia os mais de 22 milhões de votos de Marina Silva (PSB). Dilma Rousseff também tem o maior índice de rejeição entre os eleitores, 41%, ante 32% de Aécio Neves. Eleitores que não rejeitam nenhum dos dois chegam a 16%. Já os que rejeitam os dois candidatos somam 4%. O Paraná Pesquisas perguntou ainda se a decisão dos eleitores em votar nos candidatos era definitiva ou se podia mudar. Neste caso, 81% dos eleitores afirmou que sua posição é definitiva e 15% disse que ainda podia mudar de idéia. Não souberam ou não responderam alcançam 4%. O levantamento, feito pelo Instituto Paraná Pesquisas, em parceria com a Revista Época, ouviu 2.080 pessoas em 152 municípios brasileiros entre os dias 6 e 8 de outubro. A margem de erro é de dois pontos porcentuais. O nível de confiança é 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01065/2014.

Operador de campanhas petistas estava em avião que transportava dinheiro vivo

Por Rodrigo Rangel e Daniel Pereira, na VEJA.com: Um conhecido colaborador de campanhas eleitorais petistas estava a bordo do avião no qual a Polícia Federal apreendeu, na noite de terça-feira, 116 mil reais em dinheiro vivo no aeroporto de Brasília. A aeronave foi abordada pelos agentes federais logo após pousar, vindo de Belo Horizonte. Uma denúncia anônima levou os policiais a fazerem o flagrante. Os três ocupantes do avião, um turboélice registrado em nome de uma empresa de participações, foram levados até a Superintendência da Polícia Federal em Brasília para prestar esclarecimentos. Entre eles estava Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, empresário de Brasília com negócios no governo federal e que ficou conhecido na campanha eleitoral de 2010 por bancar despesas do comitê eleitoral da então candidata petista Dilma Rousseff. Bené também patrocinou um grupo que operava na clandestinidade, dentro do comitê de campanha, para produzir dossiês contra o tucano José Serra, então adversário do PT. Na época, o coordenador da campanha de Dilma Rousseff era o hoje governador eleito de Minas Gerais, Fernando Pimentel. Junto com Bené estava Marcier Trombiere Moreira, funcionário de carreira do Banco do Brasil que ocupa, desde março deste ano, o cargo de assessor especial do ministro das Cidades, Gilberto Occhi. O terceiro ocupante da aeronave foi identificado como Pedro Medeiros. Amigo de petistas influentes, especialmente de Minas Gerais, Bené era um empresário pouco conhecido de Brasília. No governo do PT, ficou rico: de repente, suas empresas — a Gráfica Brasil e a Dialog Eventos — passaram a ganhar fortunas com contratos públicos. Durante os dois mandatos do ex-presidente Lula, as empresas faturaram 214 milhões de reais. A Dialog chegou a ser proibida de contratar com o governo após a descoberta de uma série de irregularidades. Em muitos órgãos públicos, ela era contratada sem licitação. Auditorias oficiais concluíram que a empresa costumava receber pagamentos por serviços nunca prestados. A Gráfica Brasil, por sua vez, continuou firme e forte com seus negócios na máquina federal. Já no governo Dilma, recebeu 109,6 milhões.

Na campanha de 2010, Bené atuou com uma espécie de tesoureiro informal da campanha de Dilma. Cuidava das finanças e também da logística da estrutura montada em Brasília para servir à candidatura presidencial petista. Até estourar o escândalo da espionagem, revelado por VEJA, Bené era o responsável por pagar as despesas de uma casa montada para servir à campanha. Também foi ele quem providenciou outros imóveis utilizados pelo comitê petista — incluindo a casa onde a então candidata Dilma Rousseff morou, no Lago Sul de Brasília, até ser eleita presidente.
Nas eleições deste ano, o empresário voltou à cena, só que mais discretamente. Bené auxiliou a campanha do petista Fernando Pimentel. Sempre nos bastidores. Ele transitava entre Brasília e Belo Horizonte. A Polícia Federal abriu inquérito para apurar a origem dom dinheiro.
Por Reinaldo Azevedo