domingo, 12 de outubro de 2014

Aécio Neves diz que a petista Dilma é uma "candidata desesperada"

O candidato do PSDB à Presidência da Republica, Aécio Neves, respondeu neste domingo às críticas que estão sendo feitas por sua adversária neste segundo turno, a petista Dilma Rousseff, e partiu para o ataque: "Estamos vendo uma candidata desesperada, à beira de um ataque de nervos". Aécio Neves respondeu especificamente a insinuação feita por Dilma de que ele ocupou a vice-presidência da Caixa Econômica Federal, aos 25 anos, em razão de indicação política e, portanto, os tucanos não teriam moral para fazer nesta campanha críticas ao aparelhamento da máquina pública. A crítica da petista foi feita em agenda de campanha ontem em Contagem, Minas Gerais, "Eu ocupei todos os cargos públicos com extrema dignidade e nos últimos 30 anos pelo voto popular, numa trajetória oposta à dela que começou sua vida pública por indicações, o que eu não considero demérito". Ainda nas críticas à adversária, Aécio Neves disse: "A grande diferença é que, em todos os cargos que ocupei, fossem eles eleitos ou por indicação, eu os honrei, agi com dignidade e com decência. E não se pode dizer a mesma coisa dos indicados da presidente da República (Dilma), e podemos escolher a área, vou citar apenas a Petrobras". Aécio Neves visitou neste domingo, dia da padroeira do Brasil, a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, acompanhado da mulher Leticia Weber. Por falta de teto na decolagem no Rio de Janeiro, eles não chegaram a tempo de assistir à missa das 9 horas, em celebração ao dia de Nossa Senhora Aparecida. O governador reeleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e a mulher Lu, e o senador eleito José Serra (PSDB), assistiram à celebração. Aécio Neves chegou apenas para a coletiva de imprensa, concedida após a ex-senadora Marina Silva ter anunciado apoio à sua candidatura, neste segundo turno da corrida presidencial. Depois da entrevista, Aécio visitou a imagem de Nossa Senhora Aparecida, orou ajoelhado e disse que está confiante nesta sua corrida ao Palácio do Planalto.

PMDB já acena para composição na Câmara com Aécio

Integrante da chapa da presidente Dilma Rousseff (PT) e considerado como fiel da balança para a composição de uma maioria no Congresso, o PMDB já sinaliza para uma composição na Câmara com o PSDB, num eventual governo do candidato Aécio Neves. "Não vejo dificuldade nenhuma de se posicionar em apoio a um futuro governo Aécio Neves", afirmou o líder do partido na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), reeleito no último dia 5 de outubro. O primeiro sinal nesse sentido será dado nesta segunda-feira, 13, quando a bancada deve se reunir em Brasília para discutir se tomará alguma posição oficial neste segundo turno da corrida presidencial, entre Aécio Neves e a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT). Ao contrário da direção nacional da legenda, presidida por Michel Temer, vice da petista, a opção que deve prevalecer é a da neutralidade. "A bancada está literalmente dividida e por isso não tenho que me posicionar. Eu almejo continuar como líder e, se eu quero isso, tenho que satisfazer a bancada", ressaltou o deputado. Segundo ele, a divisão da bancada reflete a divisão do PMDB nacional. Cotado para a disputa pela presidência da Câmara em 2015, posto cuja posição do presidente eleito no dia 26 deverá ser determinante, Eduardo Cunha evita se posicionar individualmente sobre a corrida presidencial. Mas afirma que Aécio Neves representa mais o desejo de mudança da população. "O que vai decidir é que existe um desejo de mudança e esse desejo tem sido expressado pelos números do Aécio, que representa a rejeição a ela. Tem que levar em conta que quem é Dilma, já votou na Dilma, ou seja, ela agrega muito pouco para o segundo turno. Agora, qualquer mudança se dará no debate". Segundo Cunha, se Dilma for reeleita, a posição do partido terá de ser avaliada. "Não deixamos de integrar a base do governo, mas optamos pela independência. Tanto que não indicamos nomes para substituir ministros. Essa nossa postura vai ter que ser conversada porque é uma decisão inclusive de quem vota na Dilma", ressaltou. Um eventual apoio do PMDB ampliaria a base parlamentar de Aécio Neves, que vem crescendo com os apoios que tem recebido nos últimos dias. Somando-se a coligação de Aécio Neves com os peemedebistas e os partidos que declararam apoio ao tucano nos últimos dias, como os da coligação presidencial da candidata derrotada Marina Silva (PSB, PPS, PPL, PRP, PHS e PLS), o PV de Eduardo Jorge e o PSC de Pastor Everaldo, ela chegaria a 232 dos 513 deputados. Sua coligação elegeu 138 deputados.

Romário anuncia apoio à reeleição de Pezão no Rio de Janeiro

O deputado federal Romário, eleito senador pelo PSB com 4,7 milhões de votos, anunciou neste domingo o apoio à reeleição do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB). Pezão e Romário vinham negociando a aliança ao longo da semana. O PSB não fechou apoio a nenhum candidato no Estado e liberou seus filiados. Depois de conseguir uma votação expressiva e deixar para trás políticos tradicionais do Rio de Janeiro, como o ex-prefeito César Maia (DEM) e o ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), o apoio de Romário passou a ser disputado por Pezão e pelo senador Marcelo Crivella (PRB). O governador comemorou a conquista. "Tê-lo comigo é o passaporte para o sucesso. Tivemos algumas poucas divergências políticas, mas sempre tive muito diálogo com ele", afirmou. Romário condicionou o apoio a três compromissos: incentivo a programas de esporte em favelas, criação de centros de tratamento para pessoas com deficiência e doenças raras e aprimoramento da política de combate ao crack. "O Pezão tem histórico político altamente positivo. É o mais preparado para administrar o Rio". O primeiro evento conjunto está marcado para o próximo sábado: uma carreata em São Gonçalo, no Grande Rio, segundo maior colégio eleitoral do Estado. Perguntado se houve acordo de apoio em eventual candidatura do ex-jogador à Prefeitura do Rio, Romário negou que tenha intenção de deixar o Senado. "Fui eleito para mandato de oito anos. Meu pensamento está voltado para isso". Neste segundo turno, Pezão já recebeu o apoio de parte do PT e do PT do B. Espera ainda formalizar aliança com PDT, PV e PROS. Os candidatos derrotados no primeiro turno Anthony Garotinho (PR) e Lindbergh Farias (PT) fecharam com Crivella.

Dilma contra a Justiça: “Audiência no meio da campanha é estranho”

A presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) voltou a colocar em xeque neste domingo a coordenação da Justiça Federal da Operação Lava Jato, que desvendou um megaesquema de lavagem de dinheiro e desvio de verbas públicas – sobretudo na Petrobras, e em benefício de partidos da base governista, como o PT, PP e o PMDB, conforme revelaram o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da petrolífera Paulo Roberto Costa. No sábado, Dilma havia feito a primeira crítica direta ao Judiciário, apontando “incorreções” no trabalho da 13ª Vara Federal em Curitiba (PR) e do Ministério Público. Neste domingo, ela reclamou novamente da divulgação, autorizada pelo juiz federal Sergio Moro, dos depoimentos dados por Youssef e Costa durante audiências públicas no Paraná – os arquivos são de livre acesso, com base na Constituição. Ela ainda lançou dúvidas sobre a data das oitivas com os réus, que foram presos durante o processo. “Você faz audiência pública a hora que lhe convém. Fazer audiência pública no meio de uma campanha eleitoral é que eu acho estranho”, disparou Dilma durante entrevista coletiva em São Paulo. A candidata repete o raciocínio, comum entre os políticos, de que as eleições são um período em que a circulação de informações deve ser restrita, e não ampliada em benefício do interesse de quem vai votar. Nas audiências em Curitiba, Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef revelaram aos investigadores o caminho do dinheiro, das empreiteiras aos cofres dos partidos, e também apontaram os intermediários e beneficiários que não possuem foro privilegiado. O juiz Sergio Moro liberou oficialmente apenas os arquivos em vídeo, em que Costa e Yousseff depõem sobre as engrenagens do “petrolão”. Os dois réus assinaram acordo de delação premiada para entregar às autoridades a lista da propina. Os nomes de deputados, senadores e governadores envolvidos foram por enquanto mantidos em sigilo e só constam da delação premiada, arquivada em um cofre em Brasília (DF). Como há sigilo legal sobre o acordo, os depoimentos dados por Costa e Youssef nesta condição não foram divulgados oficialmente pela Justiça Federal no Paraná. Um dos nomes citados pelos delatores foi o do tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto. Questionada sobre Vaccari, Dilma esquivou-se de responder se o PT deveria afastá-lo ou não. “Eu não tenho mandato para falar sobre o PT”, afirmou neste domingo: “Mas eu tenho mandato para falar o que acho desse processo". A presidente passou então a cobrar a divulgação do conteúdo da delação premiada – o que é proibido pela lei. “Onde estão as provas consistentes?”, disse. Dilma já tentou obter cópias da delação na Polícia Federal, no Ministério Público e no Supremo Tribunal Federal, mas teve acesso negado: “Eu sou a favor da divulgação ampla, geral e irrestrita, doa a quem doer, atinja a quem atingir. O que é estranho é só divulgar um pedaço".

Pronunciamento de Marina é forte e inequívoco; discurso faz do Aécio de 2014 o Lula de 2002, e isso está, obviamente, errado!

Marina Silva fez um discurso de adesão a Aécio Neves mais forte e inequívoco do que alguns poderiam apostar. Segundo o Ibope e o Datafolha, o candidato do PSDB teria hoje 51% dos votos válidos, contra 49% de Dilma Rousseff. A estarem certos esses números, comparando-os com o resultado das urnas (41,59% a 33,55% dos válidos para a petista), o peessedebista ganhou impressionantes 17,45 pontos, e a petista, apenas 7,41. Há institutos dizendo que essa vantagem é bem maior. Isso é uma indicação de que a maioria do eleitorado de Marina Silva migrou para o tucano primeiro, e ela, só depois, mas o gesto tem um simbolismo importante, embora nem tudo em sua fala esteja correto, como deixarei claro. Tudo o mais constante e, reitero, desde que esses números façam sentido, a eventual vitória de Aécio Neves não terá dependido da adesão pessoal de Marina Silva. Mas é importante que ela tenha ocorrido. Por quê?

Porque a campanha do PT, até agora, não encontrou uma alternativa que não seja dividir o País e investir, pela sétima vez consecutiva, no confronto e na luta de brasileiros contra brasileiros. Deu errado três vezes (1989, 1994 e 1998) e certo outras três (2002, 2006 e 2010). O apoio de Marina Silva a Aécio Neves reforça a imagem — e o fato — de um candidato que fala em união, não em separação.
Em seu discurso, Marina Silova deixa claro que a carta pública de Aécio Neves, em que se compromete com alguns temas, serviu para definir seu apoio, embora tenha dito que o compromisso não tenha sido firmado com ela, mas com a população. Marina Silva destacou alguns itens: ampliação da participação popular; fim da reeleição e reforma política; desmatamento zero; metas socioambientais e economia de baixo carbono; manutenção das atuais regras para demarcação de terras indígenas etc. Algumas dessas questões dependem da vontade do Congresso. Mas é evidente que a ação do Executivo tem sempre um peso importante.
Marina Silva se refere claramente à forma como o PT a tratou na disputa eleitoral. Afirmou: “É preciso, e faço um apelo enfático nesse sentido, que saiamos do território da política destrutiva para conseguir ver com clareza os temas estratégicos para o desenvolvimento do País e com tranquilidade para debatê-los tendo como horizonte o bem comum. Não podemos mais continuar apostando no ódio, na calúnia e na desconstrução de pessoas e propostas apenas pela disputa de poder que dividem o Brasil”.
A tese e os erros
Embora tenha aderido à candidatura de Aécio Neves, Marina Silva não abandonou o discurso da terceira via, da nova política, do fim da polarização PSDB-PT. Em seu pronunciamento, submete o raciocínio a um triplo salto carpado e transforma o Aécio Neves de 2014 no Lula de 2002, e faz do texto-compromisso do tucano a “Carta ao Povo Brasileiro do PSDB”. A síntese de sua leitura é esta: a vitória do PT em 2002 representou a alternância no poder e o acréscimo do viés social à técnica, representada pelos tucanos. Quando os petistas fizeram a sua “Carta ao Povo Brasileiro”, aderiram à racionalidade econômica, mas sem abandonar seu viés social.
Agora, a alternância é Aécio Neves, e sua carta-compromisso significaria a adesão dos tucanos ao viés social, mas sem abandonar a racionalidade econômica: um movimento espelhado. Para Marina Silva, tudo indica, a história tem mesmo uma constante de teses e antíteses, que vão se desdobrando em sínteses, e, assim, todos avançamos.
Assim seria se assim fosse, mas não é. O PT só teve de fazer a sua “carta” em 2002 porque o partido passou mais de 20 anos pregando o calote das dívidas interna e externa e hostilizando o livre mercado. Os agentes econômicos achavam que se tratava de gente equivocada, mas séria dentro do seu erro. E foi necessário que o petismo comprovasse que a segunda parte, ao menos, não era verdadeira. O PSDB nunca foi um partido hostil à agenda social — e, portanto, não precisou nem precisa fazer carta nenhuma. O Bolsa Família é herança do governo Fernando Henrique Cardoso. A política de valorização real do salário mínimo teve início no governo tucano. O Plano Real significou a mais forte ferramenta — consistente, duradoura e sustentável — de inclusão dos pobres na economia.
Faço esses reparos não para diminuir ou tisnar a adesão de Marina Silva, mas para colocá-la nos seus justos termos. Quem inventou um PSDB hostil ao povo foi Lula, foi o PT. Era só conversa para vencer a eleição. Enquanto os que tiraram o País da bancarrota eram tratados aos pontapés, os salvadores da pátria estavam perpetrando aquelas sujeiras na Petrobras.
Marina Silva fez o que seu eleitorado já havia feito. Isso não diminui o peso da sua escolha. Mas é importante contar a história direito. Por Reinaldo Azevedo

Aécio Neves sobre a decisão de Marina Silva: “Um só corpo, um só projeto, em favor do Brasil”

O candidato do PSDB à presidência da república, Aécio Neves, afirmou na tarde deste domingo que o apoio de Marina Silva, candidata derrotada no primeiro turno, os transforma em “um só corpo, um só projeto em favor do Brasil e em favor dos brasileiros”.

Em visita a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, no interior paulista, para comemorar a festa da Padroeira do Brasil, o tucano afirmou que o apoio da ex-ministra do Meio Ambiente, oficializado neste domingo, é “essencial”. “A chegada de Marina constrói aquilo que é essencial. Constrói um novo momento de nossa candidatura, de forma definitiva”, disse. E completou afirmando que soube do apoio de Marina ontem à noite, quando os dois conversaram por telefone. “Mas não cabia a mim antecipar a decisão dela.”
Questionado se teria feito concessões para que Marina declarasse seu apoio, o tucano negou: “Ao contrário, nosso plano de governo é absolutamente convergente. O plano de governo é uma obra em permanente construção, até porque ninguém pode ter um plano de governo pronto e amarrado para demandas que também não cessam. Houve uma convergência muito natural”.
Na manhã deste domingo Marina anunciou seu apoio “como cidadã” a Aécio. Carta enviada pelo tucano no sábado teve papel fundamental na decisão. Marina fez questão de ressaltar que interpretou a carta não como tentativa de atrair seu apoio, mas sim como “carta-compromisso endereçada ao povo brasileiro”.
O presidenciável, no entanto, evitou responder se a ex-ministra integrará seu palanque e aparecerá em propagandas eleitorais. “Não cabe a mim solicitar absolutamente nada”, respondeu.
O tucano perdeu a missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida. O compromisso, marcado para as 8h30 da manhã, seria realizado ao lado do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e do senador eleito José Serra (PSDB). O tucano chegou ao fim da celebração católica, acompanhado pela esposa Letícia Weber, e participou apenas de uma entrevista coletiva.
Segundo o bispo auxiliar da Arquidiocese de Aparecida, Darcy Nicioli, a presidente-candidata Dilma Rousseff também foi convidada para assistir à missa, mas alegou “problemas de agenda” e declinou o convite.
O tucano rebateu a crítica feita por Dilma ontem, em Contagem, Minas Gerais. Segundo a presidente, o primeiro cargo público ocupado por Aécio foi uma indicação política e por isso o partido não teria moral para criticar o aparelhamento público da máquina. Aécio foi alçado à vice-presidência da Caixa Econômica aos 25 anos, após a morte de seu avô, Tancredo Neves.
“Nós estamos vendo uma candidata desesperada, à beira de um ataque de nervos. Os ataques que ela tenta me fazer, na verdade, estão no meu currículo. Eu ocupei todos os cargos públicos com extrema dignidade. Ocupei cargos pelo voto popular. Tenho uma trajetória muito diferente da dela, praticamente oposta. Ela construiu sua vida pública toda por indicações. Talvez a grande diferença seja que todos os cargos que ocupei, eleitos ou por indicação, eu os honrei, com dignidade, com decência. Não podemos dizer a mesma coisa dos indicados da Presidência da Republica”, afirmou, em referência ao ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, envolvido em sucessivos escândalos de desvio de dinheiro e preso pela Polícia Federal.
“Na casa da Mãe do Brasil, nossa Padroeira, Nossa Senhora Aparecida, vim pedir as bênçãos nessa travessia que nos levará a um Brasil mais justo e solidário. Vim pedir que não prevaleça a tentativa da divisão de irmãos. Pelo contrário, queremos um país cada vez mais próximo, mais unido, com menos diferenças entre as classes sociais”, afirmou Aécio. Por Reinaldo Azevedo

Dilma sobre a decisão de Marina: “É compreensível”

A presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) afirmou neste domingo que o anúncio de apoio formal candidata derrotada no primeiro turno Marina Silva (PSB) ao tucano Aécio Neves (PSDB) foi “compreensível”, porque a ex-petista tem menos afinidade com os programas sociais implementados no governo do ex-presidente Lula, de quem Marina Silva foi ministra do Meio Ambiente.

“Essa opção é compreensível porque a proximidade maior que ela tem é com o programa econômico do Aécio e tem menos proximidade, de fato, com o programa social do meu governo e do presidente Lula”, disse Dilma depois de visitar um Centro Educacional Unificado (CEU) em Guaianases, Zona Leste de São Paulo.
“Eu não acredito que haja transferência automática de votos para ninguém. O voto não é propriedade nem minha nem de qualquer candidato, é do cidadão e da cidadã brasileira, então é uma temeridade eu dizer que vai ter ou não vai ter transferência de voto. Respeito ao cidadão brasileiro e à democracia significar respeitar a autonomia e a independência de cada cidadão". Dilma negou que o PT tenha fracassado em atrair o apoio de Marina e do PSB nacional e nos Estados: “Nós não falhamos. Eles tinham outro alinhamento”.
O PSB já havia anunciado o apoio a Aécio, embora tenha dado liberdade para seus governadores e diretórios no Norte e Nordeste, historicamente alinhados com o PT, apoiarem Dilma. É o caso, por exemplo, da Paraíba, Bahia e Amapá. Neste sábado, militantes dissidentes do PSB participaram de ato político pró-Dilma em Contagem (MG), numa tentativa do PT de mostrar falta de unidade no apoio a Aécio em seu Estado natal, Minas Gerais. “Vários seguidores da Marina vieram para a minha campanha, como o governador da Paraíba Ricardo Coutinho. Tem propostas no campo deles que são iguais às nossas e essas pessoas são muito bem-vindas”, disse Dilma.
A petista listou uma série de propostas que considera comuns aos programas de governo de Aécio e Marina. Em crítica direta à gestão do tucano, voltou a dizer que ele não investiu o mínimo constitucional da Saúde (12% do orçamento dos Estados) quando foi governador de Minas.
“Quem acha que está certo não se empenhar e não colocar dinheiro na Saúde concorda com o meu adversário”, retrucou. “Eles são a favor da independência do Banco Central e de reduzir o papel dos bancos públicos, nós não somos. O projeto que está do lado do adversário representa uma visão da economia que quando esteve no governo quebrou o país três vezes, deixou a taxa de inflação de 25%, com desemprego de 11,5%. E nos condenaram a um ano de racionamento.”
Por Reinaldo Azevedo

LEIAM A ÍNTEGRA DO DISCURSO EM QUE MARINA DECLARA APOIO A AÉCIO NEVES

Marina Silva, a líder da rede, declarou voto no tucano Aécio Neves. Leiam a íntegra dessa declaração. Prestem especial atenção aos trechos grifados. Comento daqui a pouco.

*Ontem, em Recife, o candidato Aécio Neves apresentou o documento “Juntos pela Democracia, pela Inclusão Social e pelo Desenvolvimento Sustentável“.
Quero, de início, deixar claro que entendo esse documento como uma carta compromisso com os brasileiros, com a nação. Rejeito qualquer interpretação de que seja dirigida a mim, em busca de apoio.
Seria um amesquinhamento dos propósitos manifestados por Aécio imaginar que eles se dirigem a uma pessoa e não aos cidadãos e cidadãs brasileiros.
E seria um equívoco absoluto e uma ofensa imaginar que me tomo por detentora de poderes que são do povo ou que poderia vir a ser individualmente destinatária de promessas ou compromissos.
Os compromissos explicitados e assinados por Aécio têm como única destinatária a nação e a ela deve ser dada satisfação sobre seu cumprimento.
E é apenas nessa condição que os avaliei para orientar minha posição neste segundo turno das eleições presidenciais.
Estamos vivendo nestas eleições uma experiência intensa dos desafios da política. Para mim, eles começaram há um ano, quando fiz com Eduardo Campos a aliança que nos trouxe até aqui.
Pela primeira vez, a coligação de partidos se dava exclusivamente por meio de um programa, colocando as soluções para o país acima dos interesses específicos de cada um.
Em curto espaço de tempo, e sofrendo os ataques destrutivos de uma política patrimonialista, atrasada e movida por projetos de poder pelo poder, mantivemos nosso rumo, amadurecemos, fizemos a nova política na prática.
Os partidos de nossa aliança tomaram suas decisões e as anunciaram. Hoje estou diante de minha decisão como cidadã e como parte do debate que está estabelecido na sociedade brasileira. Me posicionarei.
Prefiro ser criticada lutando por aquilo que acredito ser o melhor para o Brasil, do que (sic) me tornar prisioneira do labirinto da defesa do meu interesse próprio, onde todos os caminhos e portas que percorresse e passasse, só me levariam ao abismo de meus interesses pessoais.
A política para mim não pode ser apenas, como diz Bauman, a arte de prometer as mesmas coisas. Parodiando-o, eu digo que não pode ser a arte de fazer as mesmas coisas.
Ou seja, as velhas alianças pragmáticas, desqualificadas, sem o suporte de um programa a partir do qual dialogar com a nação.
Vejo no documento assinado por Aécio mais um elo no encadeamento de momentos históricos que fizeram bem ao Brasil e construíram a plataforma sobre a qual nos erguemos nas últimas décadas.
Ao final da presidência de Fernando Henrique Cardoso, a sociedade brasileira demonstrou que queria a alternância de poder, mas não a perda da estabilidade econômica.
E isso foi inequivocamente acatado pelo então candidato da oposição, Lula, num reconhecimento do mérito de seu antecessor e de que precisaria dessas conquistas para levar adiante o seu projeto de governo.
Agora, novamente, temos um momento em que a alternância de poder fará bem ao Brasil, e o que precisa ser reafirmado é o caminho dos avanços sociais, mas com gestão competente do Estado e com estabilidade econômica, agora abalada com a volta da inflação e a insegurança trazida pelo desmantelamento de importantes instituições públicas.
Aécio retoma o fio da meada virtuoso e corretamente manifesta-se na forma de um compromisso forte, a exemplo de Lula em 2002, que assumiu compromissos com a manutenção do Plano Real, abrindo diálogo com os setores produtivos.
Doze anos depois, temos um passo adiante, uma segunda carta aos brasileiros, intitulada: “Juntos pela democracia, a inclusão social e o desenvolvimento sustentável”.
Destaco os compromissos que me parecem cruciais na carta de Aécio:
O respeito aos valores democráticos, a ampliação dos espaços de exercício da democracia e o resgate das instituições de Estado.
A valorização da diversidade sociocultural brasileira e o combate a toda forma de discriminação.
A reforma política, a começar pelo fim da reeleição para cargos executivos, que tem sido fonte de corrupção e mau uso das instituições de Estado.
Sermos capazes de entender que, no mundo atual, a ampliação da participação popular no processo deliberativo, através da utilização das redes sociais, de conselhos e das audiências públicas sobre temas importantes, não se choca com os princípios da democracia representativa, que têm que ser preservados.
Compromissos sociais avançados com a Educação, a Saúde, a Reforma Agrária.
Prevenção frente a vulnerabilidade da juventude, rejeitando a prevalência da ótica da punição.
Lei para o Bolsa Família, transformando-o em programa de Estado.
Compromissos socioambientais de desmatamento zero, políticas corretas de Unidades de Conservação, trato adequado da questão energética, com diversificação de fontes e geração distribuída.
Inédita determinação de preparar o país para enfrentar as mudanças climáticas e fazer a transição para uma economia de baixo carbono, assumindo protagonismo global nessa área.
Manutenção das conquistas e compromisso de assegurar os direitos indígenas, de comunidades quilombolas e outras populações tradicionais. Manutenção da prerrogativa do Poder Executivo na demarcação de Terras indígenas
Compromissos com as bases constitucionais da federação, fortalecendo estados e municípios e colocando o desenvolvimento regional como eixo central da discussão do Pacto Federativo.
Finalmente, destaco e apoio o apelo à união do Brasil e à busca de consenso para construir uma sociedade mais justa, democrática, decente e sustentável.
Entendo que os compromissos assumidos por Aécio são a base sobre a qual o pais pode dialogar de maneira saudável sobre seu presente e seu futuro.
É preciso, e faço um apelo enfático nesse sentido, que saiamos do território da política destrutiva para conseguir ver com clareza os temas estratégicos para o desenvolvimento do país e com tranquilidade para debatê-los tendo como horizonte o bem comum.
Não podemos mais continuar apostando no ódio, na calúnia e na desconstrução de pessoas e propostas apenas pela disputa de poder que dividem o Brasil.
O preço a pagar por isso é muito caro: é a estagnação do Brasil, com a retirada da ética das relações políticas. É a substituição da diversidade pelo estigma, é a substituição da identidade nacional pela identidade partidária raivosa e vingativa. É ferir de morte a democracia.
Chegou o momento de interromper esse caminho suicida e apostar, mais uma vez, na alternância de poder sob a batuta da sociedade, dos interesses do pais e do bem comum.
É com esse sentimento que, tendo em vista os compromissos assumidos por Aécio Neves, declaro meu voto e meu apoio neste segundo turno.
Votarei em Aécio e o apoiarei, votando nesses compromissos, dando um crédito de confiança à sinceridade de propósitos do candidato e de seu partido e, principalmente, entregando à sociedade brasileira a tarefa de exigir que sejam cumpridos.
Faço esta declaração como cidadã brasileira independente que continuará livre e coerentemente, suas lutas e batalhas no caminho que escolheu. Não estou com isso fazendo nenhum acordo ou aliança para governar. O que me move é minha consciência e assumo a responsabilidade pelas minhas escolhas.

Aécio Neves e os 17,6 pontos à frente de Dilma em uma pesquisa

Leitores aos montes me perguntam se acredito no resultado da pesquisa IstoÉ/Sensus que aponta o tucano Aécio Neves com quase 18 pontos de vantagem sobre a petista Dilma Rousseff. A minha resposta: eu acredito — e já afirmei isto quando saiu a pesquisa do Instituto Paraná — que ele esteja na frente. E acho que por mais do que os dois pontos apontados pelo ibope e pelo Datafolha. Se o Sensus está certo ou não, bem, isso eu não sei. Estamos todos ressabiados depois dos erros grotescos — e sem explicação — cometidos por essas empresas no primeiro turno. Que a onda pró-Aécio é crescente, isso é perceptível.

Segundo o Sensus, Aécio obtém 52,4% dos votos totais e Dilma, 36,7%. Os indecisos são 11%. Em votos válidos, a disputa está 58,8% a 41,2% para ele, com uma diferença de 17,6 pontos percentuais. O Sensus ouviu 2000 pessoas entre os dias 7 e 10 de outubro, e a margem de erro é de 2,2 pontos para mais ou para menos.
Será isso mesmo? O Brasil é muito grande. É sabido, no entanto, que o candidato tucano conseguiu abrir algumas trincheiras importantes no Nordeste. Mais: seu programa no horário eleitoral gratuito é muito superior ao da petista (tratarei do assunto em outro post). O PT e Dilma estão se enrolando nas tramoias havidas na Petrobras. Não conseguiram elaborar uma explicação convincente. A virulência contra o tucano no horário eleitoral também não ajuda. Há o risco de provocar o efeito contrário ao pretendido. Os testemunhos de Paulo Roberto Costa e de Alberto Youssef são, como posso dizer?, acachapantes. Raramente a gente ouviu a confissão de um crime com tantos detalhes. Durante as três gestões petistas, uma quadrilha se apoderou da estatal. Não resta dúvida a respeito.
Há outros dados que, a serem verdadeiros, demonstram o desastre que o assalto à maior estatal brasileira promove na candidatura de Dilma: a sua rejeição teria saltado para 46,3% contra 29,2% do adversário. Hoje, o tucano venceria em todas as regiões, exceção feita ao Nordeste, e em todas as classes sociais. Por Reinaldo Azevedo

IMPRESSIONANTE!!! O PT ESTÁ MAIS DESORIENTADO DO QUE QUANDO ERA UM PARTIDO INVIÁVEL DA OPOSIÇÃO. É A FORÇA DE SUA HERANÇA MALDITA SE VOLTANDO CONTRA ELE PRÓPRIO

O PT está desorientado. Desorientado como nunca se viu. Não sabe o que pensar, o que fazer, o que falar. Se a dianteira do tucano Aécio Neves é de 2 pontos, de 8 ou de 18 — segundo os mais variados institutos —, isso, não sabemos. Mas ninguém duvida de que esteja à frente de Dilma — nem os próprios petistas. O PT não larga atrás no segundo turno desde 1989 (em 1994 e 1998, FHC se elegeu no primeiro). E isso, não tem jeito, acaba induzindo a erro. Dilma está falando bobagens sobre a investigação, João Santana erra a mão no horário eleitoral — o do tucano está muito melhor —, e os terroristas da Internet, atônitos, enfiam as patas traseiras pelas patas dianteiras, numa escalada de virulência também inédita.

Tudo isso vai caracterizando uma espécie de vale-tudo e de jogo sujo contraproducente. Neste domingo, Marina Silva tem tudo para anunciar o apoio a Aécio — algum efeito terá. De todo modo, parece que a esmagadora maioria do seu eleitorado já migrou para o tucano por conta própria. Como pano de fundo — e, ao mesmo tempo, protagonista —, o escândalo de dimensões inéditas na Petrobras. No Nordeste, o candidato do PSDB vai abrindo trincheiras, com o apoio do família Campos em Pernambuco, com um Tasso Jereissati senador no Ceará, com um ACM Neto na Bahia.
Dilma e a Petrobras
A candidata do PT está perplexa. Nem a maquiagem nem a marquetagem de João Santana conseguem esconder. Quando alguém, na sua condição, também presidente da República, usa o tempo para criticar a investigação e para acusar perseguição — não nos esqueçamos de que a operação Lava Jato nasceu de uma investigação da Polícia Federal —, eis, então, um sinal de que as coisas vão de mal a pior.
Dilma se queixa de “vazamentos seletivos”. Infelizmente para ela, os depoimentos que já começaram a causar um terremoto no mundo político — e estamos só no começo — não pertencem àquela parte da investigação coberta pelo sigilo de Justiça; não integram a fatia de depoimentos da chamada “delação premiada”.
Não tendo o que dizer, Dilma diz, então, qualquer coisa e pede que tudo seja divulgado, como se o “tudo” lhe pudesse ser benéfico. Ora, não nos esqueçamos de que, segundo apurou a VEJA, a parte sigilosa dos depoimentos atinge, por exemplo, o seu ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, além de algumas cabeças coroadas do PMDB.
Pois é… Paulo Roberto contou tudo. As diretorias eram separadas em cotas partidárias. O PT tinha a de Serviços, a de Exploração e Produção e a de Gás e Energia. O PP ficava com a de Abastecimento — que era a do engenheiro —, e o PMDB, com a Internacional. Cada partido tinha o seu operador para cuidar do serviço sujo.
Ele deu detalhes de como a coisa funcionava, por exemplo, na de Serviços, que era comandada pelo petista Renato Duque:
“A diretoria de Serviços, através da comissão de licitação, ia no cadastro, escolhia as empresas de acordo com a complexidade da obra, de acordo com valor da obra aproximado, que já se tinha ideia etc., e separava as empresas. Então, quem fazia tudo isso era a comissão de licitação interna da companhia, da Petrobras”. Eis aí.
Que se note: em nenhum momento Paulo Roberto nega que ele próprio cometesse também os crimes. Ao contrário: ele narra a história na condição de um dos operadores. O que Dilma queria? Que os donos da Petrobras — os brasileiros — fossem privados dessas informações? Por quê?
O PT nega tudo e tal, mas as provas do crime estão lá, com a Polícia Federal, com o Ministério Público e com a Justiça. Na hora em que essa história chegar, de fato, aos engravatados é que a terra vai tremer. NOTEM QUE, ATÉ AGORA, NÃO SE SABE QUEM ERA O VERDADEIRO CHEFE DO ESQUEMA. Não se enganem: numa engrenagem como essa, alguém dava a última palavra e harmonizava os interesses. Quem???
Horário eleitoral
As circunstâncias estão forçando o horário eleitoral de Dilma na TV a ser reativo, tenso, mal- humorado, rancoroso e terrorista. O partido tenta empregar contra Aécio a tática empregada contra Marina, sem se dar conta de que, de fato, não tirou votos da candidata do PSB com aquela retórica. Embora as pesquisas tenham deixado de apontar a tempo, eles estavam migrando para Aécio — ou voltando para ele, sabe-se lá.
Dia desses, no metrô, ouvi uma conversa de pessoas simples,  sem, vamos dizer, sotaque universitário. Uma das mulheres dizia à outra: “Cê vai ver: agora o PT vai começar a xingar o Aécio; eles sempre fazem isso…”. E, de fato, eles sempre fazem isso. E isso era de tal sorte esperado que há uma boa possibilidade de que ninguém dê bola.
O PT opta pelas piores práticas de demonização de pessoas e de sua biografia. Transformar Armínio Fraga e FHC em inimigos do salário mínimo é uma fraude, uma mentira, uma indignidade. Inferir que o ex-presidente agrediu nordestinos é indecoroso. Eis aí: de fato, a propaganda de Aécio passou a falar em nome da mudança e da esperança. Ao PT, restou o exercício do medo, do ódio e do ressentimento.
Faltam 13 dias para o segundo turno. Há pela frente os debates, que, agora sim, oporão de verdade os candidatos com chances de vencer a disputa. Dá para dizer que Aécio já ganhou? É claro que não! Mas já dá para afirmar com absoluta certeza que Dilma perdeu o juízo. Ao chamar de golpistas os eleitores que se negam a votar nela, evidenciou que, no fundo do peito, ainda nutre um profundo desprezo pela democracia. Pode ser inexperiência, né? Afinal, ela venceu até hoje 100% das eleições que disputou: UMA. Não deve saber que é a derrota que evidencia se o político aderiu ou não aos valores democráticos — afinal, é só nas tiranias que o mandatário vence sempre, governanta!
Parte da herança maldita do petismo o atropelou na reta final da disputa. À diferença de Dilma, eu respeito as urnas, mesmo quando não gosto do resultado — estou achando que, nesse caso, há uma boa chance de eu gostar. E, porque respeito, encerro assim: que o eleitor decida. A democracia existe para que ele exerça a sua soberania, não para que um partido vire o dono da sociedade. Por Reinaldo Azevedo

Banco Central não será complacente com a inflação, diz Tombini

O Banco Central não será complacente com a inflação, afirmou o presidente da instituição, Alexandre Tombini, em uma rápida entrevista a jornalistas no sábado, em Washington. "Quando necessário, e se preciso for, nós saberemos agir para conter essas pressões", declarou o dirigente, ressaltando que o Banco Central vem trabalhando desde o início do ano passado para combater as pressões nos preços:  "Uma parte desse movimento de taxas de juros ainda não foi sentido na inflação, ainda será sentido nesse período à frente". O Banco Central elevou os juros no Brasil entre abril de 2013 e abril deste ano. "Se preciso for, no momento certo, nós estaremos prontos para agir para combater a inflação no Brasil", declarou o presidente do Banco Central. "Temos os índices gerais de preços que ficaram três ou quatro meses no território negativo, com deflação, e voltaram a apresentar este movimento agora em outubro", afirmou ele, ressaltando que as primeiras prévias deste mês dos IGPs indicaram queda no preço. Além disso, Tombini afirmou que, influenciado pelo comportamento das cotações das commodities, como as agrícolas, o minério de ferro e no petróleo, os índices de preços no atacado também estão caindo. "O fato que nós vimos nos últimos meses, inclusive agora no mês de outubro um processo de deflação nos preços do atacado", segundo ele. "A situação da inflação está sob controle", afirmou o presidente.

Operação Lava Jato abre leque de contratos sob suspeita em áreas estratégicas

A Polícia Federal e a Procuradoria da República estão realizando uma devassa em contratos de concessões públicas em áreas estratégicas como saneamento, energia, aeroportos e rodovias. As investigações foram abertas a partir de documentos apreendidos com o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa no âmbito da Lava Jato. O material indica os tentáculos do grupo doleiro Alberto Youssef em outras áreas importantes da administração. O grupo é acusado de manter um esquema de loteamento político, corrupção, superfaturamento, desvios de recursos e lavagem de dinheiro na Petrobrás, que abastecia o caixa 2 de partidos como PT, PMDB e PP. O esquema envolvia empreiteiras em "cartel" na estatal petrolífera. "Essas empresas tinham interesses em outros ministérios capitaneados por partidos. As empresas são as mesmas que participaram de várias outras obras no Brasil, como ferrovias, rodovias, aeroportos, portos, usinas hidrelétricas, saneamento básico, Minha Casa Minha Vida", afirmou Costa à Justiça Federal, após a delação premiada. "Se ela (empresa) deixasse de contribuir com determinado partido, isso ia refletir em outras obras no governo", explicou Costa. Ele disse não se lembrar "de nenhuma empresa que deixou de pagar" a propina. Costa revelou que as diretorias da Petrobrás eram loteadas entre as três siglas. O esquema serviu para bancar campanhas em 2010. "Usam muito a oração de São Francisco 'é dando que se recebe'", contou Costa. São ao todo 140 procedimentos abertos a partir do processo principal da Lava Jato. Pelo menos 40 têm como alvos as empresas que operaram com Paulo Roberto Costa e Youssef. A frente de investigações inclui pelo menos três grandes concessões assinadas nos governos Lula e Dilma. Um deles envolve o grupo espanhol OHL (atual Arteris), e o primeiro pacote de concessões de rodovias federais, em 2007, por Lula. O grupo venceu cinco dos sete trechos leiloados, em grandes rodovias como Fernão Dias (BR-381), pelo valor de R$ 4,3 bilhões, e três trechos da Regis Bittencourt (BR-116), totalizando R$ 9,6 bilhões. Entre os documentos apreendidos na casa de Paulo Roberto Costa há referências a contratos intermediados por ele com a OHL. Num deles, o ex-diretor da Petrobrás registra uma reunião no dia 16 de janeiro de 2013, sob o nome OHL e as referências: "concessões de rodovias", "(15%)" e "consórcio c/ empresas brasileiras". Um alvo é a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos S.A. Uma empresa investigada na Lava Jato como ligada a Youssef, a UTC Participações, integra o consórcio que venceu em 2012 o leilão do aeroporto de Campinas, pelo valor de R$ 3,8 bilhões.

Equipe de Aécio Neves deve usar imagens com família de Eduardo Campos

As imagens registradas no encontro do candidato presidencial do PSDB, Aécio Neves, com integrantes da família de Eduardo Campos neste sábado devem ser usadas no próximo programa eleitoral de TV de domingo. Integrantes da equipe de marketing do tucano correm contra o tempo para montar o vídeo que deverá ser distribuído às redes de TV até o meio dia de amanhã, para poder ser veiculado na propaganda eleitoral de domingo à noite. Segundo integrantes da campanha, por se tratar de um dia em que os eleitores normalmente estão em casa, a expectativa é que se tenha uma maior audiência. Aécio Neves recebeu o apoio formal da família Campos em ato político realizado na capital pernambucana neste sábado. O tucano também se reuniu com a viúva de Eduardo, Renata Campos, que manifestou o apoio por meio de uma carta lida pelo filho mais velho João Campos. Todos esses eventos foram registrados pela equipe de Aécio Neves e deverão compor o programa que vai ao ar neste domingo. O gesto da família de Eduardo Campos (morto no último mês de agosto) foi comemorado e considerado como extremamente importante dentro da campanha do PSDB. Dentro do ninho tucano, há a avaliação de que o apoio formalizado pela família de um dos principais líderes da região poderá diminuir a rejeição e a imagem de que o tucano "é inimigo do Nordeste". Na região, a candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), teve o melhor desempenho no primeiro turno. Com o apoio da família Campos e dos dirigentes do PSB local, a expectativa dos tucanos é que Aécio Neves também possa reduzir a vantagem que a petista impôs no primeiro turno no Estado. Na primeira etapa, a líder de votos em Pernambuco foi a candidata Marina Silva (PSB) com 48% dos votos, seguida por Dilma com 44%. O tucano registrou o pior desempenho com apenas 5,9% dos votos.

Marina Silva tinha se apequenado. Agora… Sumiu de vez

De Dener Giovanini - Com a arrogância e a prepotência que lhe é peculiar, a derrotada Marina Silva tentou enquadrar o candidato do PSDB para lhe dar apoio no segundo turno. Esqueceu Marina que, dessa vez, ela não estava lidando com nenhum sonhático. Aécio, que de bobo nada tem, percebeu de cara a armadilha de Marina e fez o que a ex-candidata do PSB nunca aprendeu: se posicionou firmemente e disse que não ia mudar seu programa de governo para atender às exigências da Srª Silva. E Aécio nem poderia agir de outra forma. Afinal, quem perdeu nas urnas foi ela e o seu mal acabado e titubeante programa de governo. Marina age como o mendigo que pede para ver o cardápio e analisar se aceita ou não um pouco de comida. O apoio de Marina Silva pouco importa, pois o que definitivamente ela não tem é consistência de votos. Aliás, nunca teve. A grande maioria dos 20% arrecadados nas urnas, no primeiro turno, não são de admiração à ela ou as suas propostas. São principalmente dos eleitores que odeiam o PT. E a prova cabal de que Marina não tem votos – e muito menos poder de transferi-los a alguém – está no fato de que Eduardo Campos nunca passou dos 10% de intenções na campanha eleitoral, mesmo tendo Marina como penduricalho em sua campanha. Aliás, ter Marina ao seu lado foi o pior erro de Campos, pois além de nada contribuir para o seu projeto, conseguiu inviabilizar sua candidatura em vários Estados, como em São Paulo por exemplo. Marina, para declarar o seu apoio à Aécio, apresentou uma lista de exigências que forçavam o candidato do PSDB a adotar um comportamento que é típico da fada madrinha dos sonháticos: a incoerência. Entre outras coisas, Marina exigiu que Aécio se comprometesse contra a redução da maioridade Penal, um projeto apresentado ao Congresso Nacional justamente pelo seu vice, o senador Aloísio Nunes. O candidato do PSDB devolveu-lhe um elegante não e consolidou sua coerência. E ai está outra especialidade da candidata derrotada: espalhar sementes da discórdia para fazer crescer uma floresta de intrigas. De cara, já queria provocar atrito entre Aécio e o seu vice. No PSB ela conseguiu seu intento: bastou ser anunciada como candidata e quadros históricos do partido foram forçados a abandonar a agremiação partidária. Aqui lembro uma frase emblemática do ex-secretário geral do PSB, Carlos Siqueira, que na época, após ser tratado de forma grosseira e petulante por Marina Silva, saiu do PSB afirmando: “Se ela comete uma deselegância no dia em que está sendo anunciada candidata, imagine no resto. Com ela não quero conversa. Não estou e não estarei em hipótese alguma na campanha desta senhora”. Ao contrário do próprio PSB e de outros partidos que deram sustentação à coligação montada por Eduardo Campos, Marina e seus seguidores – como sempre – quiseram valorizar os seus passes. Se mostrarem mais importantes do que são de fato. Perderam o bonde e o senso de oportunidade, pois vieram as primeiras pesquisas eleitorais e todos se certificaram que o apoio dos sonháticos e da sua líder tinha importância zero. Aécio definitivamente não precisa de Marina para absolutamente nada. A candidata do PSB passou toda a campanha criticando a “tal polarização PT e PSDB”, afirmando que isso era a “tal velha política”. Pois bem, a polarização se impôs através da vontade popular e agora, Marina e seus discípulos fazem exigências para… Entrarem na polarização! Tão coerente quanto o discurso de certos pastores que apoiaram a candidata e que, entre uma ou outra pregação do amor de Jesus, afirmam que os africanos são um povo amaldiçoado, ou ainda babam na internet seus discursos pró violência contra gays. Agora resta a trupe marineira duas opções: um envergonhado, insosso e inútil apoio a Aécio ou a neutralidade que ela tanto perseguiu, ao tentar disfarçar a sua má vontade com o candidato do PSDB, com exigências descabidas. Independente de qual seja a posição a ser tomada pela ex-candidata, o fato é que será uma posição vazia, sem importância e descompassada. Marina Silva e sua teia, ou melhor, Rede (na verdade tanto faz, teia ou rede são armadilhas criadas para capturar peixes ou insetos distraídos), perderam não só as eleições. Perderam o rumo e uma importância que, de fato, só eles achavam que tinham.

Paulo Roberto Costa diz que também havia cartéis fora da Petrobras

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, disse, em depoimento à Justiça Federal do Paraná, que empreiteiras que realizavam obras para a estatal pagavam propinas de 3% dos contratos para os partidos da base governista (PT, PP e PMDB) porque, segundo ele, temiam, em represália, ficar sem receber contratos em outras obras de outros ministérios ou estatais. "Se as empresas não pagassem as propinas na Petrobras, os partidos políticos não iriam ver isso com bons olhos", disse Paulo Roberto Costa, que não informou se as empresas pagariam propina em contratos de outras áreas. Ele afirmou que tentou, sem sucesso, ampliar o número de empresas a serviço da estatal: "Os interesses mútuos dos partidos, dos agentes públicos e das empresas, visavam não só a obras da Petrobras, mas também em hidrovias, ferrovias, hidrelétricas, etc. A Petrobras até tentou quebrar esse cartel, mas, como eu já disse, o número de grandes empresas é de um grupo muito pequeno. Eu até tentei colocar empresas de menor porte nas obas, mas fui tachado de doido, de que eu iria quebrar a cara, porque algumas empresas não iriam dar conta. Algumas quebraram, como a Santa Barbara, a AIT e a Tenassi. Elas quebraram nos contratos com a Petrobras, mas outras foram em frente. Ao responder ao juiz Sérgio Moro se alguma empresa do cartel se recusou a pagar propina, Paulo Roberto Costa disse que “nunca aconteceu”. No depoimento, ele insinuou que havia influência dos partidos políticos também em outras obras do governo federal: "A cartelização funcionava na Petrobras e fora da Petrobras. Funcionou, por exemplo, na Repar (Refinaria do Paraná). Em Angra dos Reis e nas hidrelétricas do Norte do País. Primeiro, as empresas tinham interesses em outros ministérios, capitaneados pelos partidos políticos. As empresas que atuam na Petrobras são as mesmas que atuam em obras de ferrovias, rodovias, aeroportos, portos, usinas hidrelétricas, de saneamento básico, no Minha Casa Minha Vida. Ou seja, em todos os programas a nível de governo tem partidos políticos interessados. Paulo Roberto Costa disse que as grandes empreiteiras sabiam que o dinheiro da propina poderia servir para financiar campanhas políticas em 2010. Um relatório técnico da Polícia Federal esmiuçou números da Unidade de Coqueamento Retardado (UCR), da refinaria Abreu e Lima, obra a cargo do consórcio CNCC, liderado pela Camargo Corrêa. Concluiu que o CNCC repassou pelo menos R$ 38,750 milhões a título de “comissão” pela obra da Unidade de Coqueamento Retardado (UCR) da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. O valor teria sido repassado por meio de uma fornecedora, a Sanko-Sider. Do valor foram descontados impostos e despesas, e R$ 27,7 milhões foram depositados em contas de empresas de fachada controladas pelo doleiro Alberto Youssef. Para a Polícia Federal, o consórcio também levou vantagem. O lucro, que era de 9,96% do valor previsto no contrato original, com os aditivos que aumentaram o valor da obra chegou a 26%.

Dilma diz que presidente da Transpetro não será afastado

O presidente da Transpetro, Sérgio Machado, do PMDB, não será afastado do cargo, segundo a presidente Dilma Rousseff. Machado é acusado pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, de ter participado do esquema de corrupção na estatal. O ex-diretor da companhia, que fez delação premiada ao Ministério Público Federal, afirmou que recebeu pessoalmente de Sérgio Machado R$ 500 mil. Em entrevista na sexta-feira, 10, no Palácio da Alvorada, que ela transformou em comitê de sua campanha em Brasília, a presidente petista Dilma disse que Machado foi convocado para dar explicações ao ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, e que todas as pessoas citadas serão investigadas. Mas Dilma ressalvou que "ninguém, em sã consciência, pode acabar com o direito de defesa". Segundo ela, "em toda campanha eleitoral há denúncias que, depois, não se comprovam", acrescentando que "não se pode cometer injustiças, mas também não se pode ser resiliente com mal feitos ou atividades que não fiquem claras". A presidente petista disse que o vazamento das denúncias tem cunho eleitoral. "Não acho correto divulgar provas ou documentos parcialmente em período eleitoral", declarou Dilma, que acredita que as gravações não estão completas. "Quando você divulga alguma coisa deste tipo, tem de divulgar a prova. E a prova é crucial para se condenar", emendou. Para ela, é preciso ter cuidado com acusações porque muitas vezes no processo "a prova rui", "a acusação é feita" e "a pessoa, que a gente não sabe se é ou não é um corrupto, não é punida". "O que eu estou defendendo é que, quando se acusar as pessoas, é fundamental a prova estar bem feita", completou. Dilma insistiu que, durante campanha eleitoral, surgem denúncias "que depois não se comprovam e assim que acaba a eleição, ninguém se responsabiliza por elas".

Embraer entrega primeiro jato executivo Legacy 500

A Embraer Aviação Executiva entregou na sexta-feira o primeiro Legacy 500, novo jato executivo da categoria midsize. O cliente-lançador, uma empresa brasileira, recebeu a aeronave em cerimônia realizada na sede da empresa, em São José dos Campos (SP). Ainda conforme a nota da Embraer, o Legacy 500 faz parte de uma nova geração de jatos executivos que chega ao mercado e redefine a categoria midsize. "Com sofisticadas tecnologias nunca antes utilizadas em sua respectiva classe, a aeronave também trouxe inovações no sistema de manufatura ao aliar automatização, robótica e o conceito paperless em processos de fabricação", diz a empresa.

Ministério Público Federal recorre contra anistia do TSE a partidos com contas pendentes

Após o Tribunal Superior Eleitoral ter concedido, há 15 dias, uma espécie de anistia a partidos políticos com contas pendentes, a Procuradoria-Geral Eleitoral tem levado recursos ao tribunal contra a extinção dos processos de prestação de contas não julgadas. Só na última semana, o vice-procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão, encaminhou à Corte Eleitoral cinco agravos regimentais pedindo que julgamentos de prestações de contas do DEM, do PPS, do PSDB, do PT e do PRB sejam reconsiderados. Desde o dia 24, com a aprovação do plenário do TSE da proposta apresentada pelo presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, os ministros podem, de forma monocrática, julgar prejudicados todos os processos de prestação das contas com mais de cinco anos no tribunal. Pela proposta de Toffoli, as prestações de contas anteriores a 2009 que ainda não foram julgadas devem deixar de ser analisadas definitivamente. De acordo com a Procuradoria, existem indícios de irregularidades nos cinco casos mencionados que, juntos, podem gerar a devolução de R$ 4,985 milhões aos cofres públicos. O vice-procurador eleitoral sustenta que a prestação de contas dos recursos arrecadados e gastos dos partidos políticos é "um dos pressupostos basilares da vida partidária", pois permite a fiscalização da origem e do destino dos recursos. Deixar de analisar as contas pode levar à falta de ressarcimento dos cofres públicos em bilhões de recursos desviados do Fundo Partidário, aponta a procuradoria. Entre os recursos apresentados ao TSE pela procuradoria, há uma conta do PT de 2002. A PGE pede a aprovação com ressalvas das contas do partido, condicionada à devolução de R$ 349.599,09 ao erário e ressarcimento ao Fundo Partidário no valor de R$ 276.409,01, em razão de aplicação irregular dos recursos e recebimento de dinheiro de origem não identificada.

Aécio Neves afirma que deve anunciar novos nomes para ministério nos próximos dias

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, disse na sexta-feira que nos próximos dias deve anunciar mais "dois ou três" nomes que vão compor seu ministério, caso seja eleito em 26 de outubro.

Aécio Neves diz que, se for eleito, fará a renegociação da dívida pública do Rio Grande do Sul

Aécio Neves (PSDB) disse na sexta-feira que, se eleito, irá se comprometer com a discussão sobre a negociação da dívida pública no Rio Grande do Sul. Entre as primeiras medidas que beneficiarão o Estado em seu governo estaria a simplificação do sistema tributário e o investimento em rodovias e modernização de portos. "Fui governador de Minas Gerais que, ao lado o Rio Grande do Sul, é um dos Estados que mais sofre com a concentração de fundos de receita tributária nas mãos da União, sem que haja por parte do governo federal um compromisso com a discussão da negociação da dívida com a mudança do indexador. Essa é uma preocupação permanente do nosso governo". Aécio Neves também falou sobre a necessidade de investimentos em logística no Rio Grande do Sul: "Vamos concluir as obras que estão em andamento, como a Ponte de Guaíba, por exemplo, e vamos iniciar outras, especialmente no campo rodoviário. A modernização dos portos também será uma grande prioridade do governo que quer ampliar a competitividade e avançar com novos mercados no mundo afora". Questionado sobre a participação que partidos políticos que o apoiam no segundo turno terão em seu governo, caso eleito, Aécio disse que os acordos não se constituirão "em torno de espaço e poder" — mas com base na meritocracia. "Nenhuma dessas forças políticas nos procurou pra dizer que vai nos apoiar se tiver esse ou aquele cargo. Essa nao vai ser a lógica do próximo governo. O presidente vai ter responsabilidade de montar um novo governo com base na meritocracia, na integridade dos seus membros. E o apoio que nós vamos ter dessas forças políticas vai se dar em torno do projeto que vamos constituir para o Brasil", afirmou o candidato.

Aécio Neves evita concessões a Marina Silva e diz que aliança deve ser feita com base no "essencial"

Em resposta à carta divulgada por Marina Silva (PSB), na qual diz que só manifestará apoio formal a Aécio Neves (PSDB) se ele se comprometer com algumas de suas bandeiras, o candidato tucano à Presidência indicou que não abrirá mão da proposta de redução da maioridade penal em casos de crimes graves. O tucano afirmou que uma aliança deve ser feita tendo como base "o essencial". "O caso não é de abrir mão de propostas. É de aprimorarmos. Se formos reconstruir o projeto desde o início, não estamos fazendo uma aliança. Aliança tem que acontecer em torno do essencial. O essencial hoje é a mudança. E eu, pela vontade de grande parte dos brasileiros, tenho a responsabilidade de conduzir essa mudança", disse Aécio Neves. Sobre a defesa da redução da maioridade penal, o candidato disse que a alteração atingiria apenas 1% das infrações cometidas por jovens entre 16 e 18 anos. Contudo, afirmou ver mais convergências do que divergências entre seu plano de governo e o de Marina Silva: "Nosso programa tem muita inserção social, educação e sustentabilidade. Mas, quando se busca um apoio, isso não pode nos levar a abdicar daquilo que acreditamos que seja essencial para o País". Aécio Neves comparou a expectativa de apoio de Marina Silva ao contexto político que culminou com a eleição de seu avô, Tancredo Neves, à Presidência em 1985 – ele morreu antes de tomar posse. "As mudanças não são uniformes. As pessoas que esperam mudanças se distinguem em determinados aspectos ou temas. Mas a união no segundo turno é para um objetivo maior. Na articulação em torno de Tancredo Neves, havia desde partidos comunistas à frente liberal, considerados por alguns de direita conservadora. Fizeram isso porque Tancredo representava a possibilidade de reencontrarmos a democracia no Brasil. Uma aliança no segundo turno é para um governo eficiente e ético", afirmou. O tucano ressaltou já ter obtido o apoio de partidos adversários no primeiro turno, como o PSC, PV e o PSB – sigla pela qual Marina Silva se candidatou. "Não sou mais o candidato do PSDB, mas das forças da mudança, que quer acabar com esse ciclo perverso de governo e colocar outro que faça o Brasil crescer e avançar nos seus indicadores sociais", disse Aécio.

ANP autoriza produção de plataforma Cidade de Mangaratiba, no pré-sal de Santos

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou a Petrobras a iniciar a produção da plataforma Cidade de Mangaratiba, com capacidade de produção de 150 mil barris de petróleo por dia, na área de Iracema Sul, no pré-sal da Bacia de Santos. A informação está na ata de reunião de diretoria da autarquia da semana passada, publicada na sexta-feira. Segundo o documento, a autorização foi concedida antes da aprovação da revisão do Plano de Desenvolvimento desta concessão e está condicionada à aprovação de Documentação de Segurança Operacional. Em nota na sexta-feira, a Petrobras informou que a Cidade de Mangaratiba "está na locação prestes a entrar em produção". A unidade saiu do estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis (RJ), em agosto e recebeu neste mês autorizações do Ibama para começar a sua operação. Na mesma reunião, a ANP autorizou ainda que a Cidade de Mangaratiba queime um volume total 81 milhões de metros cúbicos de gás natural nos primeiros 180 dias de operação. A unidade é uma das três previstas pela petroleira para entrar em operação até o fim deste ano. As outras duas são a P-61, no campo de Papa-Terra, pós-sal da Bacia de Campos e a Cidade de Ilhabela, que está em processo de ancoragem na área norte do campo de Sapinhoá, no pré-sal da Bacia de Santos. Desde 2013, a Petrobras colocou em operação nove sistemas de produção, sendo dois neste ano: a P-58, que iniciou a operação em março no Parque das Baleias, na Bacia de Campos, com capacidade de produção até 180 mil barris de petróleo/dia (bpd), e a P-62, que iniciou produção em maio, no campo de Roncador, também em Campos, com capacidade para até 180 mil bpd.

Preço de energia atinge máximo para ano pela primeira vez desde maio na carga pesada

O valor da eletricidade no mercado de curto prazo, dado pelo Preço de Liquidação de Diferenças (PLD), chegou na máxima de 822,83 reais por megawatt/hora (MWh) na carga pesada em todas as regiões do País para os próximos dias, informou na sexta-feira a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Segundo dados da CCEE, a última vez em que o PLD da carga pesada chegou ao teto permitido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) foi na semana entre 24 e 30 de maio. Em comunicado, a CCEE explicou que o aumento dos preços ocorreu devido à redução na projeção de chuvas. "O enfraquecimento das frentes frias que entram pelo Sul e avançam pelo Sudeste reduziu em cerca de 4.700 MW médios as energias naturais afluentes previstas para as próximas semanas de outubro", diz a CCEE, na nota. Com a redução da perspectiva no Sul, houve, consequentemente, redução na transferência de energia para o Sudeste. Em relatório sobre os próximos dias, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) afirma que em comparação com as chuvas da semana anterior, prevê-se para a próxima "recessão nas afluências aos subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Sul, estabilidade nas afluências ao subsistema Nordeste, e um pequeno aumento nas afluências ao subsistema Norte". O PLD médio para todos os submercados, porém, ficou abaixo do teto para a próxima semana, em 808,68 reais. Na atual semana, o PLD para a carga pesada estava em 714,65 reais o MWh no Sudeste/Centro-Oeste, no Nordeste e no Norte, e em 680,48 reais no Sul. O PLD também subiu na carga média, para 818,36 reais o MWh em todas as regiões, próximo do teto. Na carga leve, houve elevação também em todas as regiões, com o preço chegando a 790,39 reais por MWh. A volta do preço da carga pesada ao teto ocorre dias antes da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abrir audiência pública com sua proposta de reformulação do cálculo do PLD máximo e mínimo. Segundo uma fonte do governo, na terça-feira a Aneel deverá apresentar proposta que deve reduzir em cerca de 50% o teto do PLD para 2015.

Aécio Neves acusa PT de "desonestidade intelectual" ao atacar Fernando Henrique Cardoso

O candidato tucano à Presidência, Aécio Neves, acusou o PT de "desonestidade intelectual" ao atacar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e sugerir que ele não governou para os pobres. "É triste, chega a ser melancólico, o início do segundo turno com esta perversa tentativa de divisão por parte do governo. É triste ver a presidente (Dilma Rousseff), que deveria ter responsabilidade de manter o País coeso, querer transformar os brasileiros em inimigos. Quero dizer à presidente que perder a eleição é do jogo. O que não pode é perder a coerência", afirmou em entrevista coletiva, no Rio de Janeiro. Aécio Neves comentou as diferenças entre o que apontavam as pesquisas eleitorais e o resultado da votação do último domingo, quando ficou em segundo lugar com ampla vantagem sobre a candidata do PSB, Marina Silva. "Alguns desses institutos de pesquisas devem explicação aos brasileiros. Alguns resultados fogem de qualquer lógica", declarou. O tucano disse que, mesmo quando Marina Silva passou a ocupar o segundo lugar nas pesquisas, continuou a acreditar que chegaria ao segundo turno: "Mesmo quando estava em terceiro lugar, não me considerei fora do jogo e estou longe de me considerar o candidato eleito". Sobre alianças para o segundo turno, Aécio Neves demonstrou tranquilidade em relação à manifestação de Marina Silva, que fez uma série de exigências para apoiá-lo: "Vejo com enorme naturalidade. Há uma convergência crescente entre os companheiros. Marina tomará decisão no tempo certo e será por nós respeitada".

Rede de Marina Silva racha e grupo diz que foi erro recomendar voto em Aécio Neves

Um grupo de dissidentes da Rede Sustentabilidade, partido que Marina Silva tentou criar no ano passado, classificou como "grave erro político" a declaração de apoio à candidatura de Aécio Neves (PSDB) à Presidência. Segundo eles, a aliança com o tucano representará o fim da nova política. Um texto redigido por integrantes da Executiva Nacional na sexta-feira, 10, começou a circular entre os marineiros e aponta para um racha no grupo. A nota defende que o melhor caminho neste 2º turno é a Rede se declarar independente e não recomendar voto nem em Aécio Neves nem na presidente Dilma Rousseff (PT). Na quinta-feira, a Rede divulgou uma nota em que indicava que seus militantes podiam escolher entre votar em Aécio Neves, branco ou nulo. O texto admitia, porém, que diante da derrota de Marina Silva nas urnas, tanto a candidatura do tucano quanto a da petista não representavam uma solução satisfatória para o desejo de mudança manifestado pela população. Diante da resistência do seu grupo, a ex-candidata, que teve quase 22 milhões de votos, tem condicionado o apoio a Aécio Neves a mudanças no programa de governo do tucano. Entre os pontos que precisariam ser revistos está a defesa da redução da maioridade penal para crimes hediondos. O candidato também teria de fazer um aceno à esquerda, com apoio à reforma agrária e às causas indígenas. Essas mudanças, porém, não são consideradas suficientes pelo grupo de dissidentes. "Constitui-se grave erro político a declaração de voto e a adesão à campanha de Aécio Neves. Nenhuma modificação formal no programa eleitoral de Aécio Neves transformará a natureza de sua candidatura, que não se constitui de palavras, mas de atos de história concreta que indicam sua integração orgânica à desconstituição de direitos, aos ruralistas e ao capital financeiro", diz o texto. A nota também afirma que, como a candidatura de Marina Silva se pautou na idéia da terceira via, para quebrar a polarização entre o PT e o PSDB, o apoio a Aécio Neves seria incoerente e colocaria em risco o projeto da nova política representado pela Rede. "Ser parte da polarização PT X PSDB é sepultar a luta por uma nova política. É também o sepultamento do projeto original da Rede Sustentabilidade, que nasceu com o propósito maior de estimular a emergência dos sujeitos autorais, dos indivíduos livres e conscientes, que não se dispõem a realizar suas mais legitimas aspirações e interesses no âmbito da velha, estagnada e conservadora política que tanto PT quanto PSDB representam e praticam". É uma maravilha ler um texto tão delirante quanto esse, porque deixa explícito o caráter esquizofrênico da tal Rede de Sustentabilidade.

Justiça Federal autoriza acesso a provas e depoimentos

A Justiça Federal do Paraná autorizou o acesso às provas e depoimentos das investigações da Operação Lava Jato à Corregedoria Geral da União, e também à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que investigam as denúncias de irregularidades na Petrobras. A própria estatal também terá acesso aos depoimentos do ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, e do doleiro Alberto Youssef. A autorização se refere à ação penal que tramita na Justiça, e aos depoimentos prestados na última quarta-feira, em audiência em Curitiba. O processo analisa os contratos e desvios ocorridos na Diretoria de Abastecimento em relação às obras da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco. Segundo Paulo Roberto Costa, partidos da base aliada recebiam comissões de até 3% dos contratos. Além de autorizar "expressamente" o uso das provas e depoimentos "em seus procedimentos de apuração de ilícitos administrativos", o juiz também determina que os órgãos autorizados compartilhem com a Justiça Federal o resultado de suas investigações próprias. À Polícia Federal, o juiz Sérgio Moro, responsável pela ação, também concedeu autorização para realizar "outras investigações conexas à assim denominada operação Lava Jato, não havendo qualquer motivo para restringir o seu emprego para esta ação penal". Ao citar a Petrobras, o juiz faz uma ressalva, afirmando que a empresa "é a vítima dos supostos crimes narrados neste feito". Na decisão, o juiz Sérgio Moro avalia que a ação "tramita sem segredo de justiça (...) tornando imperativa a transparência, única forma de garantir o escrutínio público sobre a gestão da coisa pública e a integridade da Justiça". No documento, o juiz Sérgio Moro também faz uma ressalva sobre os depoimentos de Paulo Roberto Costa e Alberto Yousseff na audiência da última quarta-feira. Segundo o juiz, os depoimentos "não foram ''vazados'' por esta Corte de Justiça ou por quem quer que seja. A sua divulgação, ainda que pela imprensa, é normal, do interesse público e do princípio da publicidade dos atos processuais".

Armínio Fraga diz que Aécio Neves irá buscar estreitar relações com os Estados Unidos caso seja eleito

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, deve buscar estreitar os laços do Brasil com os Estados Unidos e finalizar o tão adiado acordo de livre comércio com a União Européia, caso vença as eleições no próximo dia 26, afirmou o ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, na sexta-feira. "Nós queremos voltar para uma abordagem mais ampla, mais aberta da política internacional", disse Fraga, escolhido por Aécio Neves para comandar o Ministério da Fazenda. "Eu tenho certeza que nós vamos nos aproximar muito mais dos Estados Unidos e vamos tentar concluir as negociações com a União Européia", acrescentou. As relações entre os Estados Unidos e o Brasil ficaram tensas no ano passado, após revelações de que a Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos espionou a presidente Dilma, no esquema de espionagem de comunicações revelados pelo ex-analista da NSA, o espião traidor Edward Snowden. As tensões entre os dois países começaram a diminuir recentemente, após uma série de acordos diplomáticos que incluiu o fim a uma disputa sobre subsídios ao algodão. Enquanto isso, o Brasil e seus parceiros comerciais do Mercosul --Argentina, Uruguai e Paraguai-- emperraram nas negociações com a União Européia para um acordo de livre comércio que está sendo negociado há quase duas décadas. A economia brasileira entrou em recessão técnica este ano e a inflação atingiu o maior patamar em quase três anos em setembro, superando a meta de inflação, de 4,5%, com uma margem de tolerância de dois pontos percentuais.

Ministra do STF nega pedido da União para suspender decisão sobre pagamento de auxílio-moradia para juízes

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, não conheceu o mandado de segurança impetrado pela União contra o pagamento de auxílio-moradia a magistrados federais. A ministra não analisou o mérito do pedido feito pela Advocacia-Geral da União, apenas apontou que o mandado de segurança não é o instrumento adequado para derrubar a decisão liminar concedida pelo colega Luiz Fux, que estendeu o pagamento do benefício a toda a magistratura. No mês passado, Fux concedeu três liminares para garantir que magistrados federais, do Trabalho, da Justiça Militar e todos os juízes estaduais tivessem direito ao auxílio-moradia. Já tinham direito à verba ministros de tribunais superiores e juízes estaduais de alguns Estados. Após as liminares de Fux, a AGU protocolou três mandados de segurança no Supremo pedindo a suspensão da decisão que autorizou o pagamento. O despacho de Rosa Weber, que barra o prosseguimento do mandado de segurança da União na Corte, vem poucos dias após a aprovação pelos conselhos nacionais de Justiça e do Ministério Público de resoluções regulamentando o pagamento do auxílio-moradia mensal de R$ 4.377,73 para os integrantes das carreiras. Cálculos do governo estimam que o impacto anual decorrente do benefício será de R$ 1 bilhão se aplicado a todos os magistrados, promotores e procuradores. Pela regulamentação dos conselhos, somente não receberão o benefício os magistrados que têm residência oficial à disposição, os inativos, os licenciados e aqueles que moram com uma pessoa que já tem essa vantagem. No Ministério Público as exclusões são semelhantes. A AGU argumentou no Supremo que não há previsão legal para regulamentar o pagamento de auxílio-moradia e apontou que a decisão de Fux "já está ocasionando dano irreparável para a União", pois o montante de despesa mensal, não prevista no Orçamento, "atinge cifras milionárias e de difícil ressarcimento". "Ainda que o pagamento seja justo, seria necessário que tal vantagem fosse deferida por intermédio de ato normativo, de competência do Poder Legislativo", alegou a União. Só no caso dos juízes federais, o impacto estimado pela AGU era de R$ 101,2 milhões. Após a União questionar no STF a concessão do benefício, entidades de magistrados divulgaram nota classificando como "juridicamente inconsistentes" os argumentos da AGU. Os juízes apontaram ainda que ministros de Estado e inclusive o próprio advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, recebem auxílio-moradia.

TSE manda suspender propaganda de Dilma com música de aeroporto

O ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atendeu pedido da coligação do tucano Aécio Neves para suspender em caráter liminar propaganda veiculada pela campanha da presidente e candidata do PT, Dilma Rousseff, que usa a construção do aeroporto de Cláudio (MG) para atacar o mineiro. Para o ministro, o "formato jocoso e o tom nitidamente difamatório trazem risco imediato à imagem do candidato, razões para mim suficientes à necessidade de interrupção de sua continuidade". Gonzaga não analisou, na liminar, o pedido de direito de resposta formulado pela coligação do tucano, apenas determinou que a propaganda não seja veiculada novamente. Ele apontou que o episódio do aeroporto foi "fartamente explorado pelos meios de comunicação e recentemente apreciado pelo Ministério Público Federal". "Ou seja, afigura-se como fato já desvendado, que não se ajusta à mensagem propagada pela peça publicitária", disse o ministro. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, arquivou parte de representação do PT contra Aécio Neves sobre o caso. A peça de propaganda, veiculada na tarde de sexta-feira no horário eleitoral da campanha de Dilma no rádio, trazia uma música que diz que "Aécio fez aeroporto só para ele". A marchinha veiculada na propaganda de Dilma chama o candidato tucano de "aviador" e diz que Aécio Neves "gastou milhões do dinheiro do mineiro, do povo brasileiro, pra caçar e pescar". "Vai de avião, tem a chave do portão, se diverte pra chuchu com o dinheiro do povão", completa a música. A "Muda Brasil", coligação do tucano, levou o caso ao TSE alegando que há veiculação de informação inverídica, com o objetivo de incutir no eleitor a mensagem de que Aécio Neves usaria dinheiro público em benefício próprio. O pedido de liminar era para que o tribunal suspendesse eventuais inserções com o mesmo teor, sob pena de multa. No mérito, os tucanos querem que seja concedido direito de resposta não inferior a um minuto. O caso foi distribuído para o ministro Herman Benjamin na tarde de sexta-feira (10), mas a liminar foi concedida pelo ministro Admar Gonzaga no início da noite. Os dois ministros fazem parte do setor do tribunal responsável por analisar propagandas eleitorais nas eleições deste ano.