segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Governo da petista Dilma faz uma promessa inútil, reajustar limite do Minha Casa, Minha Vida

O governo da petista Dilma Rousseff fez uma promessa inútil nesta segunda-feira: reajustar em 2015 o valor limite dos imóveis que podem ser enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida, de acordo com a secretária nacional da habitação, Inês Magalhães. "Para a meta de contratação de 2015 os valores serão revistos, como fazemos periodicamente", afirmou Inês, depois de participar de seminário sobre o programa habitacional realizado nesta segunda-feira em São Paulo. A secretária não condicionou o reajuste à reeleição da presidente Dilma Rousseff. Inês explicou que o ajuste ainda não tem um porcentual definido nem uma data para entrar em vigor. Ela acrescentou que, ao não fixar um prazo específico para o ajuste, o governo federal busca evitar que empresários adiem o início de empreendimentos imobiliários para aguardar os novos valores, o que geraria interrupção na contratação de novos projetos que são de interesse da população de menor poder aquisitivo. "Perseguimos a não indexação da economia, e os ajustes nos valores serão dados a partir de uma análise dos custos", disse. A secretária frisou que o monitoramento nos custos é feito constantemente e que não tem notícia de projetos que foram suspensos por falta de viabilidade econômica. Inês reafirmou a meta de contratação de três milhões de unidades na terceira etapa do Minha Casa, Minha Vida, entre 2015 e 2018, conforme anunciado pela presidente Dilma Rousseff (PT). Desse montante, 350 mil ocorrerão no primeiro semestre do ano que vem, sob as mesmas condições vigentes, para evitar interrupção na contratação na passagem da segunda para a terceira fase do programa.

Polícia Federal intima 12 empresas acusadas por doleiro Alberto Youssef de pagar propinas para vencer licitações na Petrobras

A Polícia Federal intimou 12 empresas a prestarem esclarecimentos sobre depósitos efetuados em empresas de fachada utilizadas pelo doleiro Alberto Youssef para lavagem de dinheiro de desvios da Petrobras. Somadas, essas empresas depositaram R$ 33,5 milhões nas contas de quatro empresas que, segundo o doleiro, eram usadas apenas para emissão de notas frias que justificassem o repasse para os partidos políticos - PT, PMDB e PP. Entre as intimadas estão algumas das maiores empreiteiras do País e fornecedoras da estatal, como o Consórcio Mendes Junior/MPE; o consórcio Rnest, capitaneado pela Engevix; duas empresas do grupo OAS, a Galvão Engenharia, o consórcio Sehab e a Coesa Engenharia. Também fazem parte da lista as empresas Treviso, Piemonte e Jaraguá Equipamentos Industriais, cujos nomes também aparecem na lista de depositantes. De acordo com as investigações, a GFD Investimentos recebeu R$ 18,5 milhões das empresas Piemonte Empreendimentos, que pertence a um dos sócios do grupo MPE, (R$ 8,5 milhões), Treviso Empreendimentos (R$ 4,4 milhões), R$ 5,5 milhões do consórcio Mendes Junior/MPE e da Mendes Jr Trading. A MO Consultoria foi a destinatária do restante, com depósitos da Investminas Participações (R$ 4,3 milhões), Consórcio Rnest (R$ 3,260 milhões), Jaraguá Equipamentos (R$ 1,941 milhão), Galvão Engenharia (R$ 1,530 milhão), Construtora OAS (R$ 619,4 mil), OAS Engenharia e Participações (R$ 563 mil), Coesa Engenharia (R$ 435 mil) e Consórcio Sehab (R$ 431 mil). Todas as empresas deverão anexar a documentação referente aos pagamentos. Para a Justiça Federal, elas terão oportunidade de esclarecer se os pagamentos tiveram "causa lícita" e, inclusive, colaborar com as investigações, uma vez que várias já manifestaram intenção de prestar informações sobre o esquema de desvio de recursos de obras da Petrobras. Acusadas de formação de cartel pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e pelo doleiro, as fornecedoras da Petrobras deverão também ser alvo de investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a exemplo das fornecedoras do Metrô, que foram acusadas pela alemã Siemens de atuar em cartel. O Cade informou nesta segunda-feira que a Procuradoria Geral do órgão já pediu acesso aos depoimentos e documentos relativos a indícios de cartel e que a abertura da investigação deverá ser feita pela Superintendência Geral do Cade. O compartilhamento de provas, que estão dispersos em vários processos abertos em decorrência da Operação Lava Jato, deverá seguir trâmite específico. Na Justiça, as empresas terão de se manifestar em processos criminais abertos para investigar evasão de divisas e lavagem de dinheiro. No Cade, o processo é administrativo para apurar se as empresas cometeram infração à ordem econômica.

Aécio Neves diz que Brasil está perto de sua libertação

Aécio Neves (PSDB) associou nesta segunda-feira uma vitória dele na eleição para a Presidência da República a uma “libertação” do Brasil. Ele esteve nesta tarde no Paraná e cobrou da presidente Dilma Rousseff (PT) a divulgação de um programa de governo para os próximos quatro anos. "Exatos quinze dias nos separam da libertação. Da libertação de um governo que vem respeitando muito pouco a democracia e que, como eu disse em Pernambuco, não respeita seus adversários. Mas eu digo a eles, aqui do Paraná, preparem-se porque nós vamos vencer e colocar a decência e a eficiência de novo a comandar os destinos dos brasileiros", discursou Aécio Neves durante encontro com lideranças políticas em Curitiba. "Nós temos um projeto para o Brasil. Nosso programa foi divulgado. Agora sou eu quem digo, a candidata oficial sequer tem um programa de governo para apresentar ao Brasil. É um grande salto no escuro", afirmou o tucano, que apresentou pela internet seu programa de governo na última semana do primeiro turno. Aécio Neves deve se encontrar com Marina Silva no início desta semana. Ainda é uma incógnita se o encontro será público. Na tarde desta segunda-feira, ele disse que “é possível que estejamos juntos essa semana”. Aécio Neves estará nos próximos três dias em São Paulo, onde se prepara para os dois debates na TV previstos para esta quarta e quinta-feiras. O tucano teve no domingo nova conversa por telefone com Marina Silva, após o anúncio em que ela manifestou apoio a ele. No sábado à noite, eles haviam tido uma conversa, também por telefone, quando a ex-senadora antecipou a ele o tom do anúncio que faria em São Paulo. O candidato voltou a se queixar de “ataques” da campanha adversária: "Vou apresentar propostas, mas, para cada ataque, vilania e calunia sobre nós, vamos responder com dez verdades sobre eles, como tem dito José Serra há vários anos". Perguntado se vai governar com o PMDB, se eleito, Aécio Neves disse que não havia pensado nisso ainda.

Encontrado local exato na Espanha de onde Colombo partiu para a descoberta das Américas

Arqueólogos anunciaram a descoberta do ponto exato de onde Cristóvão Colombo partiu, em 1492, para descobrir a América. Com dois meses de escavações em La Fontanilla, na cidade de Palos de La Frontera, região de Andaluzia na Espanha, foram encontradas peças artesanais e de pesca que pertenciam ao porto de Palos, de onde saíram as caravelas Santa Maria, Pinta e Nina. Os pesquisadores localizaram sete fornos, utilizados para a produção de cerâmicas, tijolos, alimentos e cal, um espaço para descarte de produtos com defeitos e restos da alota, lugar onde eram feitas as transações portuárias. Foi a descoberta desses itens que permitiu determinar o ponto exato de partida de Colombo rumo à América, segundo o professor de arqueologia Juan Miguel Campos, que lidera os trabalhos de escavação no local. Ele explica ainda que o porto original tinha espaço suficiente para comportar as embarcações. "Era um porto natural, protegido dos ventos e afastado das correntes, além de econômico porque permitia, sem muita transferência, a carga e descarga de mercadorias". Os arqueólogos ainda têm pela frente mais um mês de escavações e ao final desse período será feito um trabalho de verificação dos indícios encontrados e a reunião de todas as informações sobre o histórico do porto. Além disso, a equipe fará uma reconstrução virtual da área.

Ibope: novas pesquisas mostram que Aécio Neves dispara na liderança

Além da pesquisa que mostra Aécio com 69% dos votos no Distrito Federal e Dilma com 31%, o Ibope divulgou nesta segunda-feira (13) um levantamento que aponta os seguintes percentuais de votos válidos na corrida presidencial apenas com eleitores de Mato Grosso do Sul:
Aécio Neves (PSDB) - 55
Dilma Rousseff (PT) - 45%
A pesquisa foi encomendada pela TV Morena. Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.
Votos totais
Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada com eleitores do Mato Grosso do Sul são as seguintes:
Aécio Neves - 49%
Dilma - 41%
Brancos e nulos - 7%
Não sabe ou não respondeu - 3%
No Mato Grosso do Sul, em relação ao primeiro turno, Aécio Neves subiu 14% e Dilma apenas 7%. Já no Distrito Federal, Aécio Neves subiu 36% e Dilma apenas 8%.

Pesquisa Ibope: Aécio Neves dispara no Distrito Federal e está com 69% dos votos

Pesquisa Ibope realizada no Distrito Federal e divulgada nesta segunda-feira (13) mostra o candidato Aécio Neves (PSDB) na liderança da disputa à Presidência da República na capital brasileira, com 69% das intenções de votos válidos. A candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT), aparece com 31%. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Confira os dados do levantamento Ibope de intenções de votos válidos, segundo a pesquisa estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados ao entrevistado:
Aécio Neves (PSDB) – 69%
Dilma Rousseff (PT) – 31%
Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.
Votos totais
Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada são:
Aécio Neves (PSDB) – 63%
Dilma Rousseff (PT) – 28%
Brancos/nulos – 5%
Não sabe/não respondeu – 4%
Dados da pesquisa
A pesquisa foi encomendada pela Rede Globo. Foram ouvidos 2.002 eleitores em todo o Distrito Federal entre os dias 10 e 12 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o número DF-00072/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01015/2014.

MMX demite cerca de 120 funcionários

A MMX, mineradora fundada por Eike Batista e vendida ao grupo Trafigura no início de 2014, começou a demitir na última sexta-feira. Cerca de 120 funcionários das minas de Serra Azul (MG) foram demitidos, de acordo com o presidente do Sindicato Metabase de Brumadinho, Agostinho José de Sales: "Já enviamos um ofício para a empresa solicitando o cancelamento das demissões e hoje à tarde vamos encaminhar um pedido de intermediação ao Ministério do Trabalho e Emprego. Queremos uma reunião urgente com a MMX". A companhia enfrenta dificuldades financeiras em meio à retração dos preços do minério de ferro e em função de restrições operacionais. Sales disse que um diretor da companhia o atendeu na sexta-feira e confirmou as demissões em áreas ligadas à produção. Os funcionários retornavam de férias coletivas, que começaram no início de setembro. Sales foi informado que haverá uma reunião nesta terça-feira com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad) para buscar uma solução para o problema. Também haverá vistoria do Ministério Público do Trabalho. As minas de Serra Azul (MG) empregavam 420 funcionários. Segundo o presidente do sindicato, a posição da MMX sobre os demais trabalhadores será anunciada após os encontros, provavelmente nesta quarta-feira. A secretaria embargou em fevereiro a mina "Tico Tico" por estar localizada em área próxima a cavidades de relevância ambiental. As restrições foram impostas até que se definam as áreas de proteção de determinadas cavidades existentes em alguns setores de lavra, informou a companhia em agosto, quando anunciou as férias coletivas. A empresa também anunciou em comunicado em agosto que planeja apresentar novo modelo de negócios junto com a divulgação dos resultados do segundo trimestre, em 15 de outubro.

Justiça Eleitoral manda tirar do ar propaganda do Pronatec

O ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral, determinou a retirada imediata do ar de texto publicado no site do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que faz referência à continuidade do programa em 2015. O ministro tomou a decisão em caráter liminar, após a coligação do tucano Aécio Neves entrar com representação no tribunal direcionada à presidente e candidata do PT, Dilma Rousseff, ao vice na chapa, Michel Temer, à coligação da petista, aos ministros Henrique Paim (Educação), Thomas Traumann (Comunicação) e ao secretário de Educação Profissional e Tecnologia, Aléssio Trindade de Barros. O texto menciona o futuro investimento de 14 bilhões de reais no programa até 2015 para oferecimento de oito milhões de vagas em cursos profissionalizantes. "Tenho que o enaltecimento do trabalho do governo federal, tal como veiculado na propaganda institucional do Pronatec, pelo menos em tese, amolda-se à vedação legal, por se referir a programa deste governo", afirmou o ministro, na decisão. O ministro  ponderou que, durante o período estipulado pela Justiça Eleitoral, as publicações oficiais não podem ser veiculadas com a logomarca do governo federal. A publicidade institucional é vedada desde 5 de julho. "Pude constatar que a matéria veiculada sob o titulo 'Pronatec 2014: inscrições – cadastro. Expectativas para o Pronatec 2015', além de expor a logomarca do governo federal em vídeo, faz promessas de investimentos e exaltação do programa, além de compará-lo a outro, de grande relevância social", completou Gonzaga. No mérito, que ainda não foi analisado pelo ministro, a campanha de Aécio pede que seja reconhecida a ilegalidade da publicidade, com aplicação de sanções previstas na Lei das Eleições, como multa.

Efeito Aécio Neves faz bolsa registrar maior alta em 3 anos

O Ibovespa, principal índice da Bovespa, cravou a maior alta porcentual em mais de três anos, amparado no forte avanço de ações da Petrobras e de bancos, em meio à repercussão das últimas informações sobre a corrida presidencial. A valorização ocorre um dia após a declaração de apoio à candidatura de Aécio Neves (PSDB) feita por Marina Silva (PSB), terceira colocada na disputa eleitoral. Neste fim de semana, a família de Eduardo Campos também anunciou apoio ao candidato tucano. Ao fim da sessão, a bolsa brasileira avançou 4,78%, a  57.956 pontos, maior ganho porcentual diário desde 9 de agosto de 2011, quando teve alta de 5,1%. No máxima desta segunda-feira, o índice alcançou 58.747 pontos, alta de 6,2%. O volume financeiro do pregão foi de 10,1 bilhões de reais. As ações da Petrobras chegaram a encostar nos 12% de ganhos na máxima e fecharam perto disso. A PN (preferencial, sem direito a voto) subiu 10,54%, maior ganho porcentual desde o último dia 6 (quando havia subido 11,12%) e segunda maior alta do Ibovespa, atrás de Banco do Brasil ON (ordinária, sem direito a voto), que avançou 12,55% na máxima e fechou em 10,86%. Petrobras ON subiu 9,96%, na terceira posição. Eletrobras ON teve alta de 6,08% e Eletrobras PNB, de 7,43%. Bradesco PN terminou subindo 7,82% e Itaú Unibanco PN, avançou 7,56%. "Nota-se cada vez mais que o Aécio Neves está chegando ao segundo turno em uma posição relativamente boa", disse o economista da Lerosa Investimentos, Carlos Vieira. Em nota a clientes antes da abertura do mercado, o analista Marco Aurélio Barbosa, da CM Capital Markets, lembrou que a semana tem pesquisas Vox Populi, Ibope e Datafolha que, somadas com o debate entre os dois presidenciáveis na terça-feira na TV, vão canalizar as atenções do mercado. O avanço de 4,7% dos papéis da Vale também contribuiu com o ganho do Ibovespa, reagindo a dados de setembro do comércio exterior chineses e à elevação dos preços de minério de ferro na China. Com o fortalecimento da candidatura de Aécio Neves no cenário eleitoral, o dólar terminou em baixa de 1,27%, negociado a 2,3927 reais, após alcançar 2,3805 reais na mínima da sessão. A queda do dólar no Exterior também ajudou o mercado brasileiro, após autoridades do Federal Reserve afirmarem durante o fim de semana que, dependendo da economia global, o banco central norte-americano pode demorar mais para que os juros sejam elevados. "As preocupações com a fraqueza do crescimento global progrediram ao ponto em que estão começando a beneficiar os mercados emergentes de câmbio e juros", escreveram analistas do Credit Suisse em nota a clientes, explicando que isso se deve às demonstrações de que o Fed está atento à "desaceleração na Europa e seu impacto sobre o dólar".

Presidente da CPI articula reunião emergencial sobre "Petrolão"

O presidente da CPI mista da Petrobras, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), convocou os líderes partidários para uma reunião nesta  terça-feira para discutir a possibilidade de uma sessão extraordinária nesta semana. A movimentação ocorre após o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e o doleiro Alberto Youssef acusarem PT, PMDB e PP de desviar dinheiro da estatal para financiar campanhas políticas em 2010. Os recursos viriam de propina paga por empresas para obter contratos com a Petrobras no Petrolão. As denúncias foram feitas à Justiça Federal do Paraná na última semana. "Estou voltando para Brasília na terça-feira para me reunir com lideranças de todos os partidos que compõem a CPI para ver a possibilidade de convocarmos ainda esta semana uma reunião administrativa", disse o presidente da CPI. Apesar da iniciativa de promover o encontro, Vital do Rêgo já afirmou que a CPI teve baixa presença de parlamentares por causa do período eleitoral. Na semana passada, por exemplo, a comissão ouviu Meire Poza, ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, e o presidente da CPI foi um dos que não compareceram — ele disputou o governo da Paraíba, mas teve 5,22% dos votos. Na próxima semana, a última antes do segundo turno eleitoral, a CPI agendou o depoimento de José Carlos Consenza, sucessor de Paulo Roberto Costa na Diretoria de Abastecimento da estatal. No requerimento de convocação de Consenza, aprovado pela comissão, o líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), afirma que é preciso esclarecer denúncias de que o atual diretor teria envolvimento com o esquema de desvio de recursos da Petrobras.

Polícia captura nº 2 de bando que rouba fazendas de luxo no Rio de Janeiro

A caçada à quadrilha que há quase uma década ataca fazendas de todo o Rio de Janeiro chegou ao seu penúltimo capítulo no início da tarde de domingo. Na manhã desta segunda-feira, a Força Tarefa da Polícia Civil apresentou o número dois do bando, Bruno José Caetano de Moraes, de 27 anos, capturado na cidade mineira de Madre de Deus, no sul do Estado. O criminoso bebia cerveja em um bar e esperava sua mulher. No mês passado, reportagem de VEJA mostrou que o bando assaltou pelo menos 81 propriedades desde o início de 2013. Uma das últimas ações aconteceu no município de Rio Bonito, a 80 quilômetros da capital, na fazenda do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Paulo Melo (PMDB). Na ocasião, Bruno – que estava foragido da Justiça havia quatro anos, participou de um confronto que deixou dois policiais militares (da segurança do parlamentar) feridos. "Já prendemos dez integrantes da quadrilha. Agora só falta o líder deles", afirmou o delegado Mario Arruda, titular da 89ª DP (Resende). O líder a que se refere o delegado é Milton Rodrigo Caetano, o RD. As investigações, que têm apoio da 119ª DP (Rio Bonito), indicam que o criminoso foi o articulador de praticamente todos os assaltos, inclusive o da casa do cineasta Murilo Salles, no Vale das Videiras, na região Serrana, em que as vítimas foram ameaçadas de morte por mais de cinco horas. O grupo assaltou a casa de outras personalidades, entre eles a do ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, em Piraí. Em um outro assalto, em Miguel Pereira, um grupo de russos foi roubado. Entre os objetos de valor levados pelos criminosos estava um relógio aviado em 220.000 reais. "O RD é muito viciado em cocaína. Sabemos que ele vendeu esse relógio por 300 reais pra comprar cocaína", afirmou um investigador.

A petista Dilma diz que sugestão de trocar carne por ovo foi "extremamente infeliz"

A presidente-candidata tentou reagir nesta segunda-feira ao estrago causado pela declaração do secretário de Política Econômica de seu governo, Márcio Holland, segundo quem a população pode substituir a carne por ovo para ajudar a conter a inflação. Em entrevista coletiva no Palácio da Alvorada, a petista reconheceu que Holland foi "extremamente infeliz". "Acho errada a afirmação do secretário de política econômica. Mais do que errada, infeliz. Uma frase extremamente infeliz", disse. Dilma negou que a afirmação de Holland seja um sintoma de que a inflação está descontrolada. "Eu acho que a estabilização da moeda é um ganho. Um grande ganho. Porém, estabilização da moeda não significou estabilização da economia", disse. A presidente também repetiu a cantilena de que Fernando Henrique Cardoso "quebrou o País três vezes". A petista afirmou ainda que a aliança do PSB com Aécio Neves não é coerente com a história do partido e do ex-governador de Pernambuco, Miguel Arraes: "Eu tenho certeza que a base fundamental do PSB, o pessoal mais ligado à tradição do PSB, basicamente ao ex-governador Arraes, nunca estaria com Aécio Neves". Dilma ainda elogiou o presidente boliviano Evo Morales, que conquistou o terceiro mandato neste domingo: "É uma grande vitória. Mostra que o preconceito contra ele não tem base na realidade. O presidente Morales é um grande presidente e, mais do que isso, pacificou a Bolívia", disse ela, que disse não comentar questões políticas internas dos outros países – e que, portanto, não iria se posicionar sobre a acumulação de poder nas mãos do presidente boliviano. A presidente-candidata Dilma ainda declarou que apoiará o ex-presidente e alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr) em 2018, caso ele se candidate à Presidência: "A candidatura terá de ser avaliada. Agora, se for depender de mim, pode ter certeza, eu ajudo".

Grupo de empresários organiza passeata em favor de Aécio Neves

Um grupo de empresários se organiza nas redes sociais para realizar passeatas em favor do candidato tucano Aécio Neves, no próximo dia 16, na capital paulista, em Belo Horizonte e em Brasília. O movimento, intitulado "Vem pra rua", numa clara alusão às manifestações de junho de 2013, convoca os indignados com o atual governo a protestar em favor de melhorias nos serviços públicos e contra a corrupção. Encabeçado pelo executivo Colin Butterfield, o grupo decidiu apoiar o tucano por acreditar que ele "é o candidato da mudança". As passeatas estão sendo organizadas por meio das redes sociais e contam com apoio de grupos de alunos do Insper, em São Paulo. A iniciativa começou apartidária no início de setembro com o nome de "Basta". Os organizadores convocaram os indignados para a passeata, que não conseguiu reunir uma centena de adeptos na avenida Paulista. "Queríamos que viralizasse e resultasse numa manifestação clamando por um País mais ético, mais correto e com mais respeito ao cidadão. Mas não deu certo", afirma Butterfield. Em sua reedição, os empresários convocaram outros grupos de indignados nas redes sociais e renomearam o movimento. Decidiram associá-lo à imagem de Aécio Neves, mas afirmam não ter qualquer ligação com o PSDB. "É um movimento claramente de oposição, e o Aécio, hoje, personifica esse sentimento. Mas não tem nada a ver com o partido, tanto que entre os organizadores e apoiadores há aqueles que apoiavam a Marina", afirma o empresário. Butterfield esclareceu que não há empresas por trás do movimento e que o grupo atua para viabilizar uma manifestação também em Recife, diante do apoio da família Campos e do governador eleito, Paulo Câmara, à candidatura do tucano. "Ficamos consternados discutindo o status quo e nunca fazemos nada. Agora, decidimos agir", afirma.

Organização terrorista clandestina MTST, beneficiada por programas dos governos petistas, declara apoio a Dilma Rousseff

Beneficiada na lista dos programas habitacionais da cidade de São Paulo, a organização terrorista clandestina Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) declarou voto nesta segunda-feira à presidente-candidata Dilma Rousseff (PT). Apesar de ter dito repetidas vezes que não apoiaria nenhum dos grandes candidatos à Presidência, o chefe dos sem-teto, Guilherme Boulos, decidiu assumir a posição. Em nota publicada na página do MTST no Facebook, Boulos acusa o PT de fortalecer o “conservadorismo” e a “despolitização”, mas afirma que o PSDB representa um “retrocesso ainda maior”, repetindo os ataques da campanha petista ao tucano. “Neste momento há riscos reais de retorno do PSDB ao governo federal. Assim, se a vitória do PT não significa uma vitória dos trabalhadores, a vitória de Aécio Neves significa uma derrota dura para os trabalhadores e as lutas populares”, escreveu. Mesmo que o apoio só tenha sido oficializado nesta segunda-feira, o grupo terrorista clandestino já vinha compartilhando denúncias contra o senador tucano na internet. Apesar das diferenças alardeadas (o MTST é alinhado ao PSOL e ao PSTU),  a declaração de apoio não deixa de ser uma troca de favores: a gestão Fernando Haddad (PT) entregou ao movimento dois terrenos invadidos, um no Campo Limpo e o outro em Itaquera, por meio do programa Minha Casa, Minha Vida. A prefeitura também foi alvo de uma representação do Ministério Público por beneficiar integrantes do movimento na fila de programas habitacionais. Em maio, a presidente Dilma Rousseff se encontrou com Boulos em São Paulo. Na ocasião, ela se comprometeu a regularizar a invasão batizada de Copa do Povo, a alguns quilômetros do Itaquerão, estádio da abertura da Copa; o MTST, por sua vez, cancelou protestos marcados para o dia de abertura do evento esportivo.

Contrário ao apoio a Aécio Neves, Amaral perde presidência do PSB

Contrário à aliança do PSB com o candidato tucano à Presidência, Aécio Neves, Roberto Amaral foi substituído nesta segunda-feira na presidência do partido. Em seu lugar assume Carlos Siqueira, atual secretário-geral da legenda e presidente da Fundação João Mangabeira (foto). Siqueira era braço-direito de Eduardo Campos e coordenava a campanha do socialista, morto há dois meses, mas se afastou do posto após se desentender com Marina Silva. Historicamente alinhado ao ex-presidente Lula e defensor da reeleição de Dilma Rousseff, Amaral chegou a escrever uma carta de apoio a Dilma. Ele assumiu o comando do PSB provisoriamente após a morte de Campos. Ex-ministro de Lula e ainda ligado ao petismo, o socialista foi uma das principais vozes contrárias ao desembarque de seu partido do governo da presidente Dilma, em setembro do ano passado, quando Campos iniciava o projeto de concorrer à Presidência da República. A relação, no entanto, ficou ainda mais desgastada na última quarta-feira, quando a maioria do partido decidiu apoiar o PSDB no segundo turno.

Primeiro denunciante da Operação Lava-Jato diz que perdeu tudo

“Eu perdi tudo, não devo nada para o governo do PT, mas o Brasil me deve muito”, afirma o empresário Hermes Magnus, que denunciou à Polícia Federal e à Procuradoria da República em Londrina (PR) o esquema de lavagem de dinheiro sob comando do então ex-deputado José Janene (PP-PR), morto em 2010, e do doleiro Alberto Youssef. Suas primeiras revelações, ainda em caráter anônimo, chegaram aos investigadores em 2008. Ele mandava documentos e mensagens para as autoridades, relatando movimentos de Janene e Youssef. Naquele ano, em busca de investidores que aportassem recursos na Dunel Indústria e Comércio Ltda., que criou para atuar no fornecimento de equipamentos, ele encontrou-se com o político na sede da CSA Project Finance, espinha dorsal da Lava Jato. Logo, afirma, descobriu que Janene usava a CSA para lavar dinheiro, mas não se afastou porque firmara memorando de entendimentos, que previa pesada multa por rompimento contratual. Por meio da CSA, Janene e Youssef expandiram suas ações para a Petrobras, onde se associaram a Paulo Roberto Costa, diretor da estatal entre 2004 e 2012. “Naquela reunião, me foi apresentado o Claudio Menti, pupilo e testa de ferro do Paulo Roberto”, narra o empresário. “Na CSA encontrei pelo menos três vezes o Paulo Roberto.” Segundo ele, Janene lhe ofereceu R$ 1 milhão para injetar na Dunel – segundo a Procuradoria, dinheiro do mensalão que foi lavado pelo político. “Eles queriam me usar como laranja. O dinheiro rodava livre na CSA. A partir das minhas informações, a Lava Jato foi ganhando corpo". Entre 2011 e 2012, a Justiça Federal autorizou medidas cautelares, interceptação telefônica e de e-mails. Descobriu-se, então, as ramificações do grupo e surgiram detalhes das relações com o então diretor da Petrobras e indícios de propinas a políticos do PT, do PMDB e do PP. As investigações ganharam celeridade quando o investidor Enivaldo Quadrado, operador de Janene, foi preso em dezembro de 2008 no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, com 361,4 mil em espécie na cueca e nos bolsos que, segundo Magnus, era destinado à ex-mulher de Janene. “Eu quebrei, um prejuízo de pelo menos R$ 2 milhões. Éramos 32 funcionários, somos quatro”, desabafa Magnus, que diz levar uma vida de dificuldades, sob desconfiança do mercado, que raramente lhe dá uma oportunidade de negócio. Telefonemas anônimos o aterrorizam. Ameaças vêm de todo jeito, a qualquer hora. Teme uma emboscada. Ou uma bala perdida. “A militância vai cuidar disso”, dizem. “Meu plano é ir embora do Brasil. As pessoas me veem como um bandido que desertou, mas não é verdade. Eu denunciei tudo, desde 2008. Eu não sou um deles". Magnus afirma ver uso eleitoral da PF e não acha justas as críticas de políticos à condução do processo pelo juiz Sérgio Moro. “Não há nenhum interesse político na investigação".

Inflação entre idosos sobe 6,70% em 12 meses

A inflação percebida pelos idosos encerrou o terceiro trimestre de 2014 com alta de 0,46%, abaixo da taxa de 1,70% apurada no segundo trimestre deste ano. Em 12 meses, contudo, a alta do Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i) é significativa: 6,70%. O IPC-3i foi anunciado nesta segunda-feira, 13, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado do IPC-3i no terceiro trimestre ficou abaixo, no mesmo período, do Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), que mede a inflação em todas as faixas etárias. O IPC-Br subiu 0,71% entre julho e setembro. Em 12 meses, a inflação da terceira idade também foi mais branda que os 6,97% percebidos entre a média dos consumidores. Todas as oito classes de despesa que formam o índice perderam força na passagem do trimestre. Mas a principal contribuição partiu do grupo Alimentação (1,31% para -0,62%). Segundo a FGV, as hortaliças e legumes ficaram 25,29% mais baratas, depois de seus preços já terem recuado 7,70% no segundo trimestre. Os maiores destaques de baixa de preços no terceiro trimestre foram batata-inglesa (-50,34%) e tomate (-34,86%). Contribuíram ainda para a desaceleração do IPC-3i os grupos Habitação (2,16% para 1,22%), Saúde e Cuidados Pessoais (2,73% para 1,07%), Vestuário (1,92% para -0,59%), Comunicação (0,19% para -1,08%), Despesas Diversas (2,46% para 0,30%), Transportes (0,76% para 0,51%) e Educação, Leitura e Recreação (0,11% para 0,07%). Para cada uma destas classes de despesa, vale citar o comportamento dos itens condomínio residencial (3,03% para 0,46%), medicamentos em geral (3,65% para -0,29%), roupas (2,07% para -0,96%), tarifa de telefone residencial (-0,10% para -2,92%), loterias (8,74% para 0,00%), tarifa de táxi (2,17% para 0,31%) e hotel (8,71% para -3,31%), respectivamente. O IPC-3i representa o cenário de preços sentido em famílias com pelo menos 50% dos indivíduos de 60 anos ou mais de idade e renda mensal entre 1 e 33 salários mínimos.

Francês Jean Tirole é o vencedor do Prêmio Nobel de Economia

O prêmio Nobel de Economia foi concedido ao economista francês Jean Tirole em razão de sua análise do poder e da regulação do mercado, segundo comunicado da Real Academia Sueca de Ciências. “Muitas indústrias são dominadas por um pequeno número de grandes empresas ou um único monopólio. Sem regulação, esses mercados produzem resultados socialmente indesejados – preços mais altos do que os que resultam dos custos ou empresas improdutivas que sobrevivem porque bloqueiam a entrada de outras, mais novas e mais produtivas”, destacou o júri, ao se referir a Tirole como um dos economistas mais influentes da atualidade. O Nobel de Economia é o único que não estava incluído no testamento original do cientista e filantropo sueco, Alfredo Nobel. O prêmio foi criado em 1968, pelo Banco Central sueco, para celebrar o seu tricentenário. Foi entregue pela primeira vez em 1969, enquanto os outros prêmios são distribuídos desde 2001. A distinção de um francês, este ano, marca uma ruptura com o domínio americano na lista dos escolhidos.  Na última década, 18 dos 20 economistas que receberam o prêmio eram originários dos Estados Unidos, incluindo um israelista-americano. Jean Tirole é o terceiro francês contemplado com o Nobel da Economia, depois de Gérard Debreu, em 1983, e Maurice Allais, em 1988. O economista trabalha na Universidade de Toulouse desde os anos 1990, depois de passar pelo Instituto de Economia de Massachussets, e era apontado como um dos favoritos ao Nobel há vários anos. Ele deve receber o prêmio e um cheque de 8 milhões de coroas suecas, em 10 de dezembro, data que assinala o aniversário da morte do criador do Nobel, em Estocolmo. Na sexta-feira (10), a academia anunciou os nomes da paquistanesa Malala Yousafzai, de 17 anos, e do indiano Kailash Satyarthi como vencedores do Nobel da Paz. A ativista paquistanesa ficou conhecida internacionalmente por sua resistência aos esforços dos talibãs em negar educação e outros direitos às mulheres. Kailash Satyarthi, 50 anos, é um indiano que luta contra o trabalho infantil.

Não pensei em qual vai ser a relação com o PMDB, afirma Aécio Neves

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, disse nesta segunda-feira, 13, em entrevista coletiva em Curitiba, que ainda não sabe qual será o papel do PMDB em um eventual governo tucano. "Sinceramente, nem pensei nisso. A minha relação é com as forças políticas que estão no nosso entorno. Estou extremamente honrado com os apoios que tenho recebido desde que saiu o resultado das urnas", disse o tucano. A declaração de Aécio Neves veio horas depois de seu anfitrião na tarde desta segunda-feira, o governador Beto Richa, dizer em entrevista que não é preciso excluir o PMDB em um eventual governo tucano. Segundo o governador reeleito do Paraná, há bons políticos no partido de Michel Temer: "Dá, sim, para fazer uma boa composição partidária que garanta a governabilidade a partir do Congresso Nacional, em altíssimo nível". Presente no evento, o senador Alvaro Dias disse que Aécio Neves "vai acabar com esse balcão de negócios" que existe na política brasileira. Quando questionado se o balcão de negócios incluía o deputado do PMDB Eduardo Cunha, cotado para assumir a presidência da Câmara em 2015, Alvaro Dias ironizou: "Não o conheço, não sou do Rio de Janeiro". Aécio Neves falou ainda do apoio de Marina Silva, declarado no domingo pela candidata que ficou em terceiro lugar nas eleições, e disse que é possível que os dois se encontrem ainda esta semana. Depois de dizer que o acordo de Marina Silva não era apenas eleitoral, mas para "o futuro", Aécio Neves esclareceu que a declaração não quer dizer que haverá uma participação da ex-senadora em seu governo. "A forma como Marina Silva veio honra a boa política brasileira. Não pediu absolutamente nada, não insinuou absolutamente nada em relação a cargos. Estamos fazendo algo muito maior", disse o candidato. O tucano afirmou ainda que, caso ficasse fora da disputa do segundo turno, não tem dúvidas de que estaria ao lado de Marina Silva. Depois de adiar a decisão por uma semana, Marina Silva declarou neste domingo seu apoio a Aécio Neves. Antes dela, separadamente, Aécio Neves já havia recebido o apoio de seu partido, o PSB, e da família do ex-governador Eduardo Campos. No pronunciamento, Marina Silva afirmou que a decisão teve como base a carta de compromissos anunciada pelo tucano no sábado e que "a alternância de poder fará bem ao Brasil". "Votarei em Aécio e o apoiarei, votando nesses compromissos, dando um crédito de confiança à sinceridade de propósitos do candidato e de seu partido e, principalmente, entregando à sociedade brasileira a tarefa de exigir que sejam cumpridos", escreveu a ex-senadora. O candidato à Presidência chegou ao centro de convenções na zona oeste de Curitiba acompanhado dos correligionários Beto Richa e Álvaro Dias, reeleitos governador e senador pelo Paraná, além do senador eleito em São Paulo, José Serra.

TSE manda Correios tirarem do ar notícia de que processarão Aécio Neves

O Tribunal Superior Eleitoral determinou que os Correios retirem de sua página na internet notícia de que a empresa vai processar o candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves. Na última semana, os Correios haviam dito que acionariam Aécio Nevesna Justiça em razão de acusações do tucano de que a estatal teria beneficiado a campanha da presidenciável do PT, Dilma Rousseff. O PSDB acusa os Correios de terem deixado de entregar correspondências da campanha tucana em municípios mineiros. No início do mês, o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro, negou o uso político da empresa em favor da petista. Segundo ele, as denúncias são "descabidas" e "inverídicas" e denegriam a imagem da estatal. Após a fala do presidente, os Correios divulgaram no site que processariam o candidato tucano. O ministro Tarcisio Vieira de Carvalho Neto, do TSE, entendeu que não há "suporte legal" para que a notícia fique no ar neste "período crítico" e concedeu liminar (decisão provisória) pela retirada do texto da página dos Correios.

Doleiro Alberto Youssef tinha "acordo de sigilo" com a Petrobras, diz a Polícia Federal

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Nos computadores de Alberto Youssef, alvo da Operação Lava Jato, a Polícia Federal encontrou um "acordo de confidencialidade" entre a Petrobras Distribuidora e a CSA Project Finance Ltda., controlada pelo ex-deputado do PP José Janene (que morreu em 2010) e pelo doleiro e usada para lavar R$ 1,15 milhão do mensalão. Para os investigadores, a minuta do acordo indicaria que Youssef e Janene, envolvidos no esquema acusado de desviar recursos da obra da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, também atuaram no leilão para erguer e operar a Usina Termelétrica Suape II, em terreno ao lado da área onde, em 2008, começaria a construção da unidade petrolífera. O arquivo no computador do doleiro também coloca sob suspeita a versão da estatal, uma subsidiária da Petrobras, de que desconhecia a ligação de duas de suas sócias no empreendimento da usina com a CSA. O documento tem data de janeiro de 2007 e o leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ocorreu em outubro daquele ano. Movida a óleo combustível e com capacidade total de fornecer 350 MW para a refinaria, Supae II previa investimento de R$ 590 milhões. O consórcio vencedor foi formado pela MPE Montagens e Projetos Especiais, BR Distribuidora, Ellobras Infra-Estrutura e Participações, Genrent Participação Ltda. e Genpower Energy Participações. A Ellobras e a Genpower são controladas pela CSA, empresa de Janene e Youssef. As duas somam 40% das cotas do consórcio. As outras três tinham 20% cada, incluindo a BR. Após 40 dias, Ellobras e Genpower negociam com um outro consórcio de infraestrutura a venda de seus 40% na termelétrica. A CSA e uma instituição financeira levaram cerca de 3% do valor bruto da transação. Em 2011, a Petrobras assumiu o controle da termelétrica, depois de o consórcio ter deixado o controle da concessão. m agosto passado, quando a denúncia da Procuradoria foi divulgada, informando que a BR Distribuidora tinha sido sócia de duas empresas ligadas à CSA, a estatal negou a parceria com a Ellobras e Genpower. "Desconhecemos haver qualquer relação da Ellobras e Genpower nesse negócio da termelétrica Suape II, com a empresa CSA Project Finance, relacionada ao sr. Alberto Youssef", dizia a nota. Para os investigadores, a análise nos computadores de Youssef comprovaria que a própria CSA elaborou a minuta do termo de confidencialidade com a BR Distribuidora. No documento, que não está assinado, constam um representante da estatal e um da empresa. De acordo com a PF, o texto diz que as partes acordam que "iniciarão relacionamento comercial envolvendo aspectos operacionais estratégicos de suas atividades (...) deverão trocar informações confidenciais sobre dados, pesquisas, estratégia, resultados financeiros, segredos comerciais e similares, de forma oral, escrita, ou eletrônica, de propriedade e interesse, conforme o caso, da CSA e da BR". A Petrobras foi procurada e não respondeu à reportagem.

A Petrobras é só a ponta o iceberg, para a tristeza do estilo e a má sorte dos brasileiros. Ou: Roubalheira generalizada como nunca antes na história “destepaiz”

Todo mundo sabe que este blog manda para campos de reeducação do estilo quem emprega clichês como “corações e mentes”, “desabalada carreira” e “ponta do iceberg”, muito especialmente este último, que, depois daquele navio, vem carregado de morbidez e maus augúrios. O escândalo em curso na Petrobras, no entanto, não nos deixa outra saída. De tal sorte ele é acachapante que até o estilo tem de ser sacrificado. Sim, leitores amigos, tudo o que Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef revelam é apenas a… ponta do iceberg.

Até agora, a imprensa não deu o devido peso a um trecho do depoimento de Paulo Roberto, que remete a uma questão de que tenho tratado com frequência aqui no blog. Os descalabros que estão sendo revelados na maior estatal e na maior empresa brasileira são sintomas de uma doença profunda do País, que está na origem de boa parte da nossa desgraça, dos nossos desastres, das carências do povo brasileiro, de seu atraso, de sua miséria, de sua falta de esperanças, de sua falta de perspectivas: o tamanho do Estado.
Não se trata de firmar aqui uma posição meramente ideológica — mais ou menos estado na economia — ou uma escolha de princípio. Estamos lidando é com matéria de fato. Num dado momento, do depoimento, o juiz Sérgio Moro pergunta a Paulo Roberto se as empresas que se encarregavam do pagamento da propina sempre cumpriam com a sua parte. E Costa diz o seguinte, leiam com atenção:
“Essas empresas, excelência, elas tinham interesses não só dentro da Petrobras, mas em vários outros órgãos de governo, não é?, vários órgãos de governo, a nível de ministérios, a nível de secretarias etc., compostas por elementos dos partidos. Então, vamos dizer: se elas deixassem de contribuir com determinado partido naquele momento, isso ia refletir em outras obras a nível de governo, que os partidos não iam olhar isso com muito bons olhos. Então, seria um interesse mútuo dos partidos, dos políticos e das empresas, porque não visava só a Petrobras, visava hidrovias, ferrovias, rodovias, hidrelétricas etc.”
Entenderam? O que Paulo Roberto está a nos dizer é que a falcatrua, nos entes do estado, é universal. A Petrobras, então, nesse caso, era, de fato, apenas a ponta do iceberg. Esse mesmo Paulo Roberto já acusou as empreiteiras de atuar de forma cartelizada — um cartel que o Cade, comandado por um peixinho de Gilberto Carvalho, nunca se ocupou, pelo visto, de investigar. Mas isso ainda é o de menos: a ser verdade o que diz Paulo Roberto — e ele sabe muito bem como ficou multimilionário — o aparelhamento do estado, além de conduzir à ineficiência, ao atraso, ao desastre, também serve à roubalheira mais escancarada.
A sua fala não deixa dúvida: há uma estrutura gigantesca, organizada e treinada para drenar os recursos públicos. Sendo como ele diz, as empreiteiras entram, sim, como as corruptoras, mas observem que ele diz também que não lhes restam muitas alternativas. Por que elas não denunciavam? A ver. No mais das vezes, creio, o pragmatismo lhes diz que sua tarefa é fazer obras, não arrumar processos na Justiça.
O PT está no poder há 12 anos. É impressionante que o partido que chegou como a encarnação da esperança — nunca acreditei nisso porque conhecia os valentes; mas milhões acreditaram — tenha se tornado não apenas um cultor dos vícios, mas um verdadeiro reorganizador da bandalheira.
Se o PT vencer a disputa, é evidente que as coisas ficarão como estão — afinal, os companheiros não veem motivos para mudar, orgulhosos que são de sua obra, como se nota pelo horário eleitoral. Se Aécio vencer, não tenho esperanças de que possa haver um novo ciclo de privatizações das grandes empresas. Não está no seu programa. Mas se abre a possibilidade de que se estabeleçam critérios técnicos para as nomeações, para que se reduza substancialmente o número de cargos de confiança de livre provimento para que se criem mecanismos efetivos para que o estado deixe de ser capturado por larápios.
Para a tristeza do estilo e a má sorte dos brasileiros, a roubalheira na Petrobras é, sim, só a ponta o iceberg. Por Reinaldo Azevedo

Marilena Chauí volta a ameaçar o País com a sua vassoura filosófica, tendo, agora, na rabeira, Jean Wyllys, o cara que se elegeu com a “ajuda” de Jair Bolsonaro e Marco Feliciano

Madame Mim - Olhem o vestidinho vermelho da bruxa...
Madame Mim – Olhem o vestidinho vermelho da bruxa…
Marilena Chaui voltou a pilotar a sua vassoura filosófica em São Paulo, desta feita em companhia do deputado federal reeleito Jean Wyllys, do PSOL do Rio, que saltou dos poucos mais de 13 mil votos em 2010 para 144.770 agora. O ex-BBB contou com a ajuda inestimável, na Câmara, de Jair Bolsonaro (PP-RJ), o primeiro colocado entre os federais fluminenses (464.72 votos), e do pastor Marco Feliciano (PSC), que obteve em São Paulo 398.087 votos. Dito de outro modo: Wyllys e seus amigos ainda rendem mais apoios à dupla do que ela a ele, mas a estridência de um lado e de outro é de interesse mútuo. Só um idiota acharia que Wyllys vê os dois como inimigos de verdade. Eles lhe garantem fama, votos e poder. Esse rapaz sabe como se livrar do paredão. Mas volto ao eixo.
Marilena e Wyllys, escoltados pelo senador derrotado Eduardo Suplicy (PT-SP), resolveram fazer um ato público, acompanhado por meia dúzia de gatos-pingados, no Largo do Arouche, no Centro de São Paulo, área conhecida pelo tráfico de drogas e pela prostituição gay. O objetivo, leio na Folha, era mobilizar as pessoas ligadas à causa LGBT e os ditos “progressistas” — sempre quis saber o que é isso — em defesa da candidatura da petista Dilma Rousseff. Cada um defenda quem e o que quiser. É do jogo democrático. Meu comentário aqui não tem caráter partidário ou eleitoreiro. O ponto é outro.
De microfone em punho, Marilena — que se tornou notória e notável por ter dito, num encontro do PCdoB, que odeia a classe média, o que levou Lula, que estava presente, à gargalhada — empunhou o microfone para pregar uma campanha “pessoa a pessoa” com o objetivo de combater “a viagem na maionese da desinformação”. Deixem-me ver se entendi: para a petista professora — que filósofa não é —, só é informado quem vota na sua candidata. E, claro!, não haverá colunista vigarista nenhuma a criticá-la por isso.
Ela foi mais longe. Afirmou, segundo leio no jornal, que “não há nesse país pessoa com autoridade política ou autoridade ética para falar de combate à corrupção a não ser Dilma Rousseff”. Uau! Entendemos, assim, que Dilma está até mesmo acima das leis e das instituições. A mulher que anuncia o combate à desinformação ainda acrescentou: “Não se joga nada debaixo do tapete. É por isso que se mostra tanta corrupção. É por isso. É por uma decisão da presidente”. Errado, dona Marilena! Dilma não tomou a decisão de investigar a roubalheira na Petrobras. Foi a Polícia Federal, que é um órgão do estado, não da Presidência ou de um partido político. A professora, como de hábito, não sabe o que diz e dá uma aula porca de democracia.
Nem Wyllys nem Marilena tocaram no assalto organizado à maior estatal brasileira. Ela ainda vociferou, perguntando por que não existe ninguém punido pelo mensalão mineiro. Porque o processo começou bem depois, minha senhora! De resto, se Marilena tivesse um pingo de vergonha, digamos, filosófica, não compararia as duas coisas, que são bem distintas. Aquela que já foi considerada uma grande pensadora — eu nunca achei, é evidente! — termina seus dias fazendo terrorismo em praça pública para meia dúzia de pessoas. Afirmou que o candidato tucano quer flexibilizar a CLT — o que é mentira — e transformar direitos sociais em serviços privados — acusação igualmente mentirosa.
E Jean Wyllys? Bem, em meio às mentiras de Marilena, discursou: “Vamos fazer isso [campanha de Dilma] sem apelar para o ódio, sem apelar para a mentira [...] Vamos agir com honestidade, com clareza, com discernimento”. Ah, bom!
A Folha informa que Wyllys, em seguida, voltou ao pequeno palco para cantar com Suplicy “Blowin’ In The Wind”, de Bob Dylan. Depois de 24 anos, São Paulo decidiu aposentar o senador cantor. O tucano José Serra o venceu na disputa pela única vaga para o Senado por 11.105.874 a 6.176.499 — uma diferença de 80%. Vai ver Marilena acha que são todos… desinformados que viajam na maionese!!!
O fanatismo é o naufrágio da inteligência. Quanto a Wyllys e ao PSOL, dizer o quê? É só um PT com complexo de nanico altivo. Nem na moral se distinguem, como já provaram as deputadas Janira Rocha e Inês Pandeló, que se encrencaram com a Justiça.
Pregações dessa natureza, se querem saber, pretendem corromper o povo. Sabem por quê? Pedem que ele ignore as evidências de lambança e malversação dos recursos públicos em nome de supostos avanços sociais. Eu desafio dona Marilena Chaui a me provar por que é preciso roubar a Petrobras para conceder Bolsa Família, ProUni ou programa de moradia. Sem roubo, não sobra mais dinheiro para os pobres, professora? Aguardo a resposta da valente!
Este comentário, não adianta virem me patrulhar, nada tem a ver com partidos, ideologias ou escolhas eleitorais. Trata-se apenas de uma questão lógica.
Por Reinaldo Azevedo

O programa cheio de ódio do PT. Ou: desconstruindo uma mentira no detalhe sobre o ensino técnico

Não sei, não… Se o PT perder a eleição, a gente tem motivos para temer duas coisas: suicídio coletivo, o que é sempre uma coisa horripilante, ou estimulo à desordem. Por que escrevo isso? Nunca vi, já observei aqui, o partido tão desarvorado. O PT está na defensiva e, parece, perdendo a guerra de comunicação. Está mais difícil emplacar mentiras antigas e novas. As respectivas propagandas eleitorais deste domingo deram provas disso. O tucano Aécio Neves aproveitou seu tempo para agradecer o apoio de Marina: “Quero agradecer aqui hoje o apoio de Marina Silva à nossa candidatura e falar para você que, em troca do seu apoio, Marina não pediu cargos, não pediu ministérios (…). Marina pediu para que levássemos adiante propostas que temos em comum, como a escola em tempo integral, a sustentabilidade e o fim da reeleição para presidente. É esse o Brasil que nós queremos, onde pessoas com ideias em comum deixam as diferenças de lado e se unem para fazer um Brasil melhor para você. Marina, seja bem-vinda”.

Foram ao ar também as cenas da adesão da família de Eduardo Campos ao candidato tucano. Um trecho da carta de Renata, a viúva, foi lido pelo filho João, herdeiro político do clã: “O Brasil pede mudanças. O governo que está aí tornou-se incapaz de realizá-las… Aécio, acredito na sua capacidade de diálogo e gestão”, diz o jovem.
A propaganda de Dilma enveredou por outro caminho: a maior parte do tempo foi empregada para tentar desconstruir Aécio, seguindo os passos do que a legenda fez com Marina. Não foi só o tucano que apanhou; a imprensa também. Disse a presidente: “O fato é que o Brasil mudou. Todos os indicadores sociais e econômicos do País melhoraram. Mudamos a vida de quem mais precisava: as crianças, os mais pobres, os trabalhadores que viviam sob ameaça do desemprego e da recessão. Por mais que o meu adversário, com apoio de certa imprensa, tente vender uma imagem distorcida do Brasil, a verdade é que estamos enfrentando e superando enormes desafios”.
Apoio de “certa imprensa”??? Quem conta com uma “certa imprensa” a seu favor é Dilma — na verdade, trata-se de coisa parecida com jornalismo, mas que é só assessoria remunerada por estatais. A tarefa desses falsos jornalistas é falar bem de petistas, atacar oposicionistas e difamar profissionais independentes.
E lá foi o PT tentar convencer a população de que, antes de o partido chegar ao poder, só havia trevas por aqui. Num dado momento, o programa de Dilma sustenta: “Nos governos tucanos, uma lei limitou a criação de escolas técnicas”. É uma mentira que começou a ser veiculada em 2006. O parágrafo 5º da Lei 9.649 estabelecia apenas que as escolas técnicas deveriam ser criadas pela União em pareceria com estados e municípios.
Façam uma pesquisa. No governo FHC, foi instituído o Programa de Expansão da Educação Profissional (Proep), com financiamento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Além de criar novas escolas técnicas estaduais e comunitárias, houve recursos para modernizar as federais já existentes. As matrículas nesses estabelecimentos cresceram 41% nos dois últimos anos do governo FHC. Eu estou apenas lidando com fatos. Mais. O horário eleitoral do PT diz que as gestões petistas criaram “422 escolas técnicas”, e o site “Muda Mais”, aquele de Franklin Martins, afirma ser isso o triplo do que se fez em cem anos no Brasil.
Pois é… Sabem quantas escolas técnicas geridas com dinheiro do Estado existem só em São Paulo? 217 ETCs e 63 FATECs. Reitero: eu estou falando apenas de São Paulo. Há mais: como provou em 2010 Paulo Renato Souza, que fora ministro da Educação de FHC, entre 1998 e 2002, o governo tucano aprovou 336 projetos de escolas técnicas: 136 para o segmento estadual, 135 para o comunitário e 65 para as escolas técnicas federais. A partir de janeiro de 2003, primeiro mês do governo Lula, o Proep foi interrompido. Em 2004, o Ministério da Educação devolveu ao BID US$ 94 milhões não utilizados! Um crime!
Às vésperas da eleição de 2006, sem ter nada a oferecer na área, o governo petista retomou 32 projetos do Proep (de um total de 232 interrompidos), federalizou-os e saiu cantando vitória.
Isso que estou a afirmar aqui são apenas dados factuais. Os candidatos têm o direito de vender o seu peixe, e os leitores, o direito de saber a verdade. Atacar e se defender politicamente é do jogo. Mas mentir é falta grave. Por Reinaldo Azevedo