terça-feira, 14 de outubro de 2014

O bandido petista mensaleiro José Dirceu poderá receber da Justiça benefício da prisão domiciliar

O ex-ministro da Casa Civil, o bandido petista mensaleiro José Dirceu poderá, nos próximos dias, receber autorização do Poder Judiciário para passar a cumprir a pena a que foi condenado no julgamento do Mensalão em casa. Segundo informações do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, na próxima segunda-feira, 20, poderá ocorrer a progressão da pena do ex-ministro do regime semiaberto para o aberto. Condenado a 7 anos e 11 meses de prisão por envolvimento com o esquema de corrupção que vigorou durante o governo do ex-presidente e alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr.), o bandido petista mensaleiro José Dirceu foi preso em 15 de novembro do ano passado. Ou seja, cumpriu, até agora, 11 meses da pena original. Pelas regras em vigor, um preso pode progredir para um regime mais ameno de cumprimento de pena após cumprir um sexto da punição - o ex-ministro poderia solicitar a progressão em março de 2015. No entanto, José Dirceu recebeu permissão da Justiça para deixar a cadeia durante o dia para trabalhar num escritório de advocacia de Brasília. Com isso, pôde descontar alguns dias e reduzir o tempo de encarceramento. Agora, a exemplo de outros condenados no julgamento do Mensalão, como o ex-deputado federal e bandido petista José Genoino (PT), e o ex-tesoureiro do PT, o bandido petista Delúbio Soares, poderá ir para a prisão domiciliar. A expectativa é de que, nos próximos dias, a defesa do bandido petista José Dirceu protocole um pedido no Supremo Tribunal Federal para que ele progrida para o regime aberto, no qual o condenado tem de voltar à noite para a casa do albergado. Mas, como não há esse tipo de estabelecimento penitenciário em Brasília, a pena é cumprida em prisão domiciliar. O requerimento de José Dirceu deverá ser encaminhado ao atual relator do processo no Supremo, ministro Luís Roberto Barroso. O relator, a exemplo do que fez em relação a outros condenados do caso, deverá pedir um parecer ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre se foram preenchidos os requisitos para a transferência do ex-ministro para o regime aberto. Se a decisão de Barroso for favorável ao bandido petista José Dirceu, o ex-ministro da Casa Civil participará de uma audiência na Vara de Execuções das Penas e Medidas Alternativas do Distrito Federal. Na audiência, o juiz deverá explicitar as regras do regime aberto. Entre elas, a proibição de o condenado andar com pessoas que também estejam cumprindo pena. Nesse regime, o condenado também tem de voltar para casa até as 21 horas e não pode sair antes das 5 horas. O bandido petista mensaleiro José Dirceu deverá sair da audiência diretamente para casa.

57% das pessoas acima de 60 anos não têm reservas

O desequilíbrio financeiro afeta mais da metade dos consumidores com mais de 60 anos, segundo uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O estudo revela que 57% dos consumidores da terceira idade não têm nenhuma reserva financeira ou investimento. “Essa situação é ainda mais comum entre os entrevistados com baixa escolaridade (68%) e os pertencentes à classe D e E (77%)”, destaca a economista da instituição, Marcela Kawauti. Um dos principais motivos que atrapalham esses consumidores a poupar e a investir é a preocupação com a família. Além disso, o estudo aponta que 54% têm dívidas por não saberem controlar as contas e 32% já tiveram o nome incluído em listas de inadimplentes. “Quase a metade dos idosos entrevistados (47%) garante que pensa no futuro da família e acaba deixando de fazer coisas que gostaria para manter uma reserva financeira”, diz o SPC. A falta de educação financeira também é outra explicação. Dos 632 entrevistados em todas as capitais brasileiras, 59% não sabem calcular juros de empréstimos e 91% não fazem transações bancárias, como conferência de saldo e pagamento de contas, pela internet. No entanto, de acordo com o relatório, 72% dos consumidores com mais de 60 anos declaram ter atualmente uma situação financeira estável. Oito em cada dez afirmam ainda não depender de ninguém para gerir as próprias contas e 74% dizem não perder mais o controle de seu orçamento há alguns anos. Do total, 38% dizem fazer algum tipo de controle financeiro, seja com cadernos de anotação ou planilhas eletrônicas. Por outro lado, 40% dos entrevistados não deixam registros e preferem fazer tudo de cabeça. Já 14% deles admitem não ter nenhum controle sobre suas contas. Endividamento. O grau de endividamento e o ritmo de crescimento do número de idosos com contas em atraso são maiores que a média nacional. Segundo a pesquisa, 4 milhões de idosos são inadimplentes, o que representa cerca de 25% da população acima de 65 anos. Além disso, enquanto o crescimento médio do número de inadimplentes na SPC é de 3,8%, na população entre 64 e 94 anos, a taxa de crescimento é o dobro, de 7,5%. O que mais leva idosos a atrasarem suas contas e terem o nome negativado no sistema do SPC é a ajuda a pessoas próximas: 21% emprestaram o nome para financiar compras e pegar empréstimos para amigos e parentes e não conseguiram honrar o compromisso. A segunda causa mais comum, com 19% das respostas, é o mau planejamento financeiro, seguido de problemas de saúde (11%), descontrole dos gastos (8%) e de cobranças indevidas (6%). Para mapear o perfil e o comportamento de consumo da população brasileira idosa, o SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito) e o portal de educação financeira Meu Bolso Feliz entrevistaram pessoalmente 632 consumidores com idade acima de 60 anos de ambos os gêneros e de todas as classes sociais nas 27 capitais brasileiras. A margem de erro é de 3,9 pontos porcentuais para um intervalo de confiança de 95%.

Gasolina da Petrobrás fica mais cara que no Exterior

A gasolina vendida pela Petrobrás no mercado interno atingiu, nesta semana, um patamar 1% mais elevado que o preço do mercado internacional, segundo cálculos do banco Credit Suisse. E, segundo o banco, a continuação desse atual declínio dos preços internacionais da gasolina até o fim do ano, que é compatível com os preços futuros e de uma taxa de câmbio de R$ 2,50, reduziria a necessidade de um aumento de preços do combustível no Brasil em 2014. De acordo com o relatório do banco, a diferença entre o preço internacional e o doméstico da gasolina foi de 17,3% na média de janeiro a setembro e chegou a 24,3% em 25 de setembro. Essa queda na diferença de preços entre 25 de setembro e segunda-feira, segundo os analistas do Credit Suisse, foi impulsionada por uma queda de 19,2% no preço do combustível no mercado internacional e pela valorização de 1,4% do real no período em análise. Os preços futuros apontam para uma queda de 3% nos preços da gasolina no mercado internacional em dezembro, na comparação com o patamar atual, implicando em um preço no mercado doméstico 4% mais alto, considerando a atual taxa de câmbio. “Nossa projeção para o IPCA de 6,4% ao fim deste ano não embute nenhuma alta nos preços da gasolina, que pode levar o IPCA a superar o limite do teto da meta”, diz o Credit. Ainda de acordo com o relatório do Credit Suisse, a estimativa é de que um aumento de 5% nos preços da gasolina nas refinarias até o início de dezembro elevaria a inflação medida pelo IPCA em 2014 em 0,15 ponto porcentual. “Para 2015, prevemos um aumento nos preços de refinaria de 11%. Além disso, assume-se uma retomada do imposto sobre os combustíveis, a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), para R$ 0,09 por litro no primeiro trimestre. Essa taxa só iria aumentar o preço da bomba de gasolina em 3%”, dizem no relatório os economistas do banco. Assim, de acordo com eles, o restabelecimento da Cide combustíveis e o alinhamento do preço interno com os níveis internacionais implicaria em um aumento do preço da gasolina de 11% na bomba em 2015, cujo impacto sobre a inflação medida pelo IPCA seria de 0,4 ponto porcentual em 2015.

Em manifesto, economistas dizem que crise alardeada por Dilma não existe

A presidente e candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, durante coletiva de imprensa em Brasília, nesta sexta-feita (10)

Dilma Rousseff lança mão do argumento da crise para justificar fracasso econômico (Ueslei Marcelino/Reuters)
Um grupo de 164 professores de Economia de universidades brasileiras e estrangeiras assinou um documento nesta terça-feira rechaçando os principais argumentos defendidos pela presidente Dilma Rousseff para justificar o fracasso econômico de seu governo. Aquele que tem sido o mais usual na gestão da presidente (e em sua campanha pela reeleição) é o de que a crise internacional é a culpada pelos males que afligem o país, como a inflação e a recessão. Dizem os acadêmicos: "Não há, no momento, uma crise internacional generalizada. Alguns de nossos pares na América Latina, uma região bastante sensível a turbulências na economia mundial, estão em franca expansão econômica. Projeta-se, por exemplo, que a Colômbia cresça 4,8% em 2014, com inflação de 2,8%. Já a economia peruana deve crescer 3,6%, com inflação de 3,2%. O México deve crescer 2,4%, com inflação de 3,9%.1 No Brasil, teremos crescimento próximo de zero com a inflação próxima de 6,5%. Entre as 38 economias com estatísticas de crescimento do PIB disponíveis no sítio da OCDE, apenas Brasil, Argentina, Islândia e Itália encontram-se em recessão. Como todos os países fazem parte da mesma economia global, não pode haver crise internacional generalizada apenas para alguns. É emblemático que, dentre os países da América do Sul, apenas Argentina e Venezuela devem crescer menos que o Brasil em 2014". Acadêmicos brasileiros de centros como a Universidade de São Paulo, a Fundação Getulio Vargas, o Insper, a Universidade de Yale, a London School of Economics, a Unicamp, a Universidade de Cambridge, a PUC-SP e a PUC-Rio se reuniram para redigir o texto. Segundo eles, a presidente mente ao se dirigir ao grande público: "Ao usar de sua propaganda eleitoral e exposição na mídia para colocar a culpa pelo fraco desempenho econômico recente na conjuntura internacional, se eximindo da sua responsabilidade por escolhas equivocadas de políticas econômicas, o atual governo recorre a argumentos falaciosos", diz o texto. Segundo Eduardo Zilberman, da PUC-Rio, a ideia foi escrever um documento apartidário e técnico, justamente para conseguir a adesão de economistas de diversas vertentes ideológicas. "Nossa intenção era mostrar um parecer mais técnico. O fato de conseguirmos tantas assinaturas de um grupo tão heterogêneo reflete isso", afirma. Entre os que endossam o manifesto estão dois economistas ligados à campanha de Marina Silva: Marco Bonomo e Tiago Cavalcanti. Há também o economista Marcelo Medeiros, que, além de acadêmico, trabalha no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e é o autor do estudo que mostra que a desigualdade no Brasil estagnou no governo Dilma. Trata-se da terceira vez que economistas se reúnem em manifesto em pouco mais de um mês. A primeira ocorreu em meados de setembro, quando reportagem de VEJA revelou que o Banco Central havia processado o economista Alexandre Schwartsman por discordar de suas críticas ao órgão. A segunda ocorreu logo após o primeiro turno, quando economistas assinaram um documento pedindo pelo apoio de Marina Silva ao tucano Aécio Neves. No seio do PT, também houve um manifesto. A militância conseguiu, com grande esforço, coletar uma lista de onze nomes encabeçada por Maria da Conceição Tavares, que adotou com desfaçatez o slogan da campanha petista "O Brasil não pode parar" para veicular um texto de apoio à candidatura de Dilma Rousseff. O documento, que mais parece uma peça publicitária escrita pelo marqueteiro João Santana, tamanho alinhamento retórico com o texto discursado por Dilma em sua campanha, afirma que as conquistas econômicas são mérito do atual governo e que a "crise" não pode servir de argumento "para um retorno às políticas econômicas do passado". Outros dois nomes que endossam o texto são Luiz Gonzaga Belluzzo e Nelson Barbosa. O primeiro é conselheiro econômico de Dilma. O segundo foi secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda e tem operado junto ao PT para ser indicado ao cargo de Ministro , caso Dilma se reeleja. 

Aécio Neves vira em casa e abre 1,6 milhão de votos sobre Dilma em Minas Gerais

Pesquisa Veritá apontou, nesta terça-feira, que Aécio Neves tem 57% dos votos válidos de Minas Gerais, contra 43% de Dilma Rousseff.  Se o número de eleitores for o mesmo do último dia 5, Aécio Neves estará abrindo cerca de 1,6 milhão de votos sobre a petista. Com um detalhe: Dilma começa a perder votos e a ter uma votação menor do que no primeiro turno. A onda que levou o candidato presidencial Aécio Neves (PSDB) ao segundo turno permitiu ainda, três dias depois das eleições do dia 5 de outubro, que ele superasse a candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), em Minas Gerais, onde chegou a cair para o terceiro lugar após a morte do ex-candidato presidencial Eduardo Campos (PSB), que foi substituído por Marina Silva. No dia 5 de outubro, o tucano chegou a 39% da votação oficial contra 43% da petista. De acordo com o Instituto Veritá, Aécio Neves tem agora 57% dos votos dos mineiros contra 43% de Dilma, o mesmo índice obtido por ela no primeiro turno. Com 15,2 milhões de eleitores, o segundo maior colégio eleitoral do Pais, Minas Gerais representa 10% do eleitorado. O mesmo crescimento levou Aécio Neves a superar Dilma no País, com 42% a 36%. A pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 8 de outubro, depois de ouvir 5.165 eleitores nos 27 Estados, dos quais 561 em Minas Gerais.

Gilberto Carvalho enlouquece de vez. Ou: Quem é ladrão do quê e quem trata agricultor como bandido

Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência e segundo homem mais importante do PT — só perde para Lula —, é tido como um cristão. Sei… Poucas pessoas são capazes de semear o ódio com tanta determinação, embora diga falar em nome do amor. Ele é o chamado “interlocutor” do governo junto a movimentos sociais. Nas suas mãos, a questão indígena virou praça de guerra. Se vocês procurarem nos arquivos, vão encontrá-lo tentando faturar até com os “rolezinhos”, lembram-se? Para o ministro, tratava-se de uma reação de negros pobres contra os endinheirados. Quando começaram os protestos de junho do ano passado, ele esteve entre aqueles que tentaram jogar a fatura nas costas do governo de São Paulo. Deu tudo errado. Agora, em Pernambuco, o ministro se dedica a uma forma muito particular de difamação. Já chego lá.

Na segunda-feira, ele já havia reclamado que seus partidários estavam sendo chamados de “petralhas”, um termo que eu inventei, que funde “petistas” com “Irmãos Metralha”, aquela quadrilha que vivia tentando roubar o Tio Patinhas. Nem todo petista é “petralha”, só os que roubam o povo em nome do povo ou que tentam justificar o crime. Os descalabros da Petrobras falam por si. O pior, acreditem, é que a página do PT no Facebook associa a existência de petralhas — que, reitero, são ladrões; fui eu que  criei a palavra — à retirada de pessoas da miséria. Pergunto: para fazer política social, é preciso roubar a Petrobras? Acho que não.
Mas vamos adiante. Nesta terça-feira, falando a trabalhadores rurais de Carpina, em Pernambuco, Carvalho se saiu com a seguinte enormidade: “Não se envergonhem quando vocês forem chamados de ladrões, porque não somos ladrões. Somos gente honrada, que faz política para mudar”.
Notem que o ministro começa falando “vocês” e termina falando “nós”, como se o governo e os trabalhadores formassem um grupo só. Ora, quem chama agricultores de “ladrões” no Brasil, Carvalho? A propósito, quem já os tratou como bandidos foi o senhor ministro. Sua pasta foi a responsável pela desocupação de uma região chamada Marãiwatséde, em Mato Grosso. Havia lá uma fazenda chamada Suiá-Missú, que abrigava, atenção, um povoado chamado Posto da Mata, distrito de São Félix do Araguaia, onde moravam 4 mil pessoas. O POVOADO FOI DESTRUÍDO. Nada ficou de pé, exceto uma igreja. Nem mesmo deixaram, então, as benfeitorias para os xavantes, que já são índios aculturados. Uma escola que atendia 600 crianças também foi demolida. Quem se encarregou da destruição? A Força Nacional de Segurança. Todo o processo de expulsão dos agricultores foi comandado por Carvalho. Vejam o vídeo:
Referindo-se a seus adversários políticos, Carvalho disparou: “Ladrões são eles. São ladrões institucionais. Não tenho medo deles. Sei que estou na política para mudar o país”. Bem, Carvalho não tem mesmo motivos para ter medo de ninguém. Recomendo é que as pessoas que ele tem como inimigas — eventualmente como amigas — tenham medo do ex-secretário de Celso Daniel.
O mais curioso é que esse discurso estava sendo feito na Fetape (Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Pernambuco). Trata-se de um órgão sindical. A Lei Eleitoral proíbe que entidades dessa natureza façam doações eleitorais estimáveis em dinheiro. Esses encontros, como é óbvio, podem, sim, ser estimados em dinheiro. Trata-se do uso de um aparelho sindical — que recebe, inclusive, parcela de um imposto — em benefício de um partido.
Mas Carvalho acha que “ladrões institucionais” são os outros.
Ah, sim: aquelas quatro mil pessoas que sua secretaria ajudou a expulsar de suas terras continuam a vagar Mato Grosso e país afora sem ter onde se ancorar. Por Reinaldo Azevedo

A guerra das bonequinhas: por que a “Petralhinha” e a “Reacinha” não são opostas e similares

Quando criei a palavra “petralha”, deveria ter registrado, cobrando direitos autorais, né? Estaria rico hoje em dia. Pois é… Há uma guerra de “bonequinhas” na Internet. Uma delas é a “Petralinha” — o certo, acho eu, seria “Petralhinha”, mas tudo bem… Certamente é uma iniciativa de críticos do PT. A outra, que surgiu como reação à primeira, é a “Reacinha”. Vejam. Volto em seguida.

Petralhinha
Sabem o que é mais engraçado nessa história toda? A “Petralhinha” não é uma caricatura do que pensa o PT. Os companheiros realmente repetem os mantras que seguem abaixo:- o Plano Real foi trapaça das elites;- existe uma conspiração da mídia da “zelite branca”;- o mensalão do PT não existiu; só o do PSDB;- quer o fim da VEJA, da Folha, do Globo e da “mídia burguesa”.
Nove entre dez petistas acreditam nisso tudo. Nove entre dez petistas repetem o que diz a Petralhinha.
Mas e a Reacinha?
ReacinhaPode até existir gente que pensa essas bobagens, mas cadê? Onde estão? Quem defende o mês da consciência branca? Quem afirma que nordestino não deveria votar? Quem pretende instituir o Dia da Consciência Hétero? Ainda que existam esses pterodáctilos, não representam, de modo nenhum, os que se opõem ao PT.
Notem que os criadores da “Reacinha” escolheram as cores tucanas, como se o PSDB tivesse essa agenda. Ora, digam-me um único tucano que tem essa porcariada como bandeira. Se existir, fala em nome pessoal. Mas eu consigo dizer uma penca de petistas que repetem exatamente o que diz a Petralhinha, alguns deles na cadeia. Vamos ver:
- Dilma Rousseff;
- Lula;
- José Dirceu;
- Delúbio Soares;
- Gilberto Carvalho;
- João Paulo Cunha…
Aliás, alguém é capaz de lembrar um único petista convicto que não repita aquela bobajada? Em suma, a “Reacinha” é o que os petistas gostariam que seus adversários fossem; assim, ficaria mais fácil combatê-los, mas a “Petralhinha” é rigorosamente o que os adversários dos petistas não gostam que eles sejam. A razão é simples: essas pessoas tornam o mundo mais estúpido. Por Reinaldo Azevedo

PT cobra de Haddad a fatura pela derrota de Padilha em São Paulo

O clima entre o PT e o prefeito Fernando Haddad azedou. Na sexta-feira passada, o presidente estadual do partido, Emidio de Souza, e o ex-candidato petista ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, foram à Prefeitura fazer um balanço da campanha com o prefeito. Depois de certo tempo de conversa, os ânimos ficaram exaltados, a ponto de assessores terem percebido o clima ruim. O prefeito levantou a voz para Emidio, que cobrava a fatura da derrota de Padilha. Os petistas acham que Haddad não se empenhou como deveria, que sua gestão na Prefeitura não serviu de vitrine para a campanha em São Paulo, principalmente no eleitorado de mais baixa renda que vota no PT, e que ele não fez pontes com potenciais doadores de campanha. Na conversa, sobrou para o presidente do PT, Rui Falcão, que defendeu o afastamento de Haddad da Prefeitura para mergulhar na campanha de Padilha antes do primeiro turno – idéia que o prefeito não abraçou, mas que agora também é apresentada como dívida. Haddad não gostou das cobranças dos “aliados” e criticou o PT. Durante a eleição, Lula reclamou da postura de Haddad, considerada pelos petistas pouco colaborativa e distante das demandas do partido. Os integrantes do PT politizam a posição do prefeito: ele não teria se empenhado por Padilha porque quer se candidatar ao governo do Estado em 2018. Quanto menos gente na fila, melhor. Aliados de Haddad negam que ele tenha pretensões eleitorais e dizem que ele sequer fala da própria reeleição em 2016.

Marqueteiro João Santana vetou a presença de Lula no programa de Dilma; ele aparece, ela cai ainda mais

Os tempos estão difíceis no PT. Pesquisas qualitativas indicam que a presença de Lula nos programas de TV é mais negativa do que positiva para Dilma. A perda de votos é muito maior do que os ganhos. Por isso, o marqueteiro João Santana "limou" Lula, retirando-o da campanha da reeleição. Na segunda-feir, o ex-presidente voltou com um depoimento antigo, por pressões internas. O depoimento é antigo propositalmente, para que não cause impacto. É apenas uma "cala boca" na "cumpanherada" que ainda acha que Lula pode salvar a eleição praticamente perdida. O próprio Lula, que de burro não tem nada, já está preservando a sua imagem para 2018. Largou o poste de mão. Recolheu-se ao silêncio, pois ouviu a voz das ruas. (Coturno Noturno)

Roberto Jefferson diz que caso Petrobras é "epílogo para o Mensalão"

O ex-deputado Roberto Jefferson, delator do Mensalão do PT, afirmou na primeira entrevista concedida desde que foi preso que o escândalo da Petrobras é o “epílogo do Mensalão do PT”. Ele, que hoje é aliado do candidato à Presidência da República pelo PSDB, Aécio Neves, acusou a presidente Dilma Rousseff de encobrir corruptos para preservar o PT, apesar de chamá-la de “mulher séria, honrada”. “Se você reparar a data, isso vem lá do Mensalão. É o financiamento de base, da estrutura da base do governo, para o PT se perpetuar no poder. O Mensalão foi o começo da destruição do mito do PT. Esse caso da Petrobras consolida o que já vem de 2005. É o epílogo daquela história. O Mensalão foi o prefácio, agora o Brasil está lendo o epílogo. O PT prostituiu a classe política”, afirmou ele, no escritório de advocacia em que trabalha. Roberto Jefferson disse ainda que Dilma não pode expor a “herança de corrupção” do PT como forma de resguardar possível dano à Lula e que, por isso, tem “compromisso de silêncio”. Sobre o apoio do PTB à candidatura de Aécio Neves, a quem se referiu como Aécio Balboa (“apanhou nove assaltos e virou no décimo”), ele negou ter liderado o processo, mas acreditar que “muitos convencionais tomaram a decisão em solidariedade a mim. Eles não podiam apoiar o meu algoz, que era o PT”. Questionado sobre o destino dos R$ 4 milhões que declarou ter recebido do PT, o ex-deputado, que pretende voltar ao Congresso em 2022, respondeu que nunca perdeu a influência no PTB porque “os candidatos a prefeito receberam aquele recurso que o PT transferiu ao PTB na eleição de 2004”. E que “podem ficar em paz, porque eu não vou revelar quem recebeu”.

Aneel quer reduzir teto de preço da energia no mercado de curto prazo

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apresentou nesta terça-feira a proposta de mudança para os preços mínimo e máximo da energia no mercado de curto prazo, chamado Preço de Liquidação de Diferenças (PLD). Depois de ouvir sugestões do mercado, o órgão regulador propõe novos valores para a banda - máximo de 388,04 reais por megawatt-hora (MWh) e mínimo de 30,26 reais por MWh. Atualmente o teto do PLD está fixado em 822,83 reais e o mínimo está fixado em 15,62 reais. Se aprovados, os valores entram em vigor a partir de janeiro de 2015. A proposta ficará aberta para audiência pública e poderá receber contribuições entre 16 de outubro e 10 de novembro. Haverá audiência presencial na Aneel em 3 de novembro. A proposta reflete a remuneração das usinas hidrelétricas que tiveram concessão renovada segundo os parâmetros da Lei 12.783/2013 (antiga MP 579/2012). O valor remunera apenas a operação e a manutenção das usinas. Os preços também refletem o comportamento do PLD nos últimos dez anos, uma vez que o valor da energia chegou ao teto somente em 2008 e em 2013 e por apenas uma semana. Mas em 2014, o valor permaneceu no teto por várias semanas entre fevereiro e maio. Os valores levam ainda em consideração a substituição da usina térmica Mario Lago, movida a gás, que atualmente é utilizada como base para o limite máximo de PLD.

TSE nega pedido de Dilma e mantém "carne por ovo" na TV

O ministro Tarcisio Vieira, do Tribunal Superior Eleitoral, negou nesta terça-feira pedido da campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) e permitiu que a equipe do adversário Aécio Neves (PSDB) continue a explorar na propaganda eleitoral a “sugestão” feita pelo secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Rolland, para que a população troque carne por ovos e assim se proteja da inflação. Na segunda-feira, tentando conter o desgaste, Dilma classificou a declaração como “extremamente infeliz”, e o vice-presidente, Michel Temer, disse que na gestão petista a população pobre passou a consumir iogurte e chocolate. Para o Tribunal Superior Eleitoral, o PSDB pode discutir o tema na propaganda partidária de Aécio Neves, e o PT não tem direito de resposta. “O exercício do direito de resposta viabiliza-se apenas quando for possível extrair, da afirmação apontada como sabidamente inverídica,  ofensa de caráter pessoal a candidato, partido ou coligação”, diz o ministro, para quem a discussão sobre o episódio do ovo é apenas “exposição de fatos e contundente crítica política, inerentes ao debate democrático, ainda que ácido e belicoso”. Nos embates judiciais protagonizados por PT e PSDB no segundo turno, o tribunal também rejeitou, em decisão individual do ministro Admar Gonzaga, pedido de direito de resposta do PSDB por supostas ofensas à honra de Aécio Neves e de seu partido. No dia 12 de outubro, o PT alegou, na propaganda da presidente-candidata Dilma Rousseff, que “o PSDB tem problema de corrupção lá no metrô de São Paulo”. “Até hoje não foi resolvido, né? Tá engavetado ainda”, diz trecho da peça publicitária. Em outra representação, o ministro Admar Gonzaga, provocado por processo movido pelos petistas, rechaçou irregularidade na propaganda de Aécio Neves, que exibiu imagens gravadas no interior do museu Memorial JK, em Brasília, local, segundo os petistas, vedado porque as despesas do Memorial seriam custeadas pelo Poder Público.

PHS anuncia apoio a Aécio Neves

Candidato à Presidência da República, Aécio Neves ganha o apoio do PHS no segundo turno

Candidato à Presidência da República, Aécio Neves ganha o apoio do PHS no segundo turno 
A doze dias das eleições, a campanha de Aécio Neves à Presidência da República ganhou mais uma adesão: o nanico PHS decidiu apoiar o tucano no segundo turno. Inicialmente, o partido estava com o PSB de Eduardo Campos e Marina Silva. Segundo o presidente da legenda, Eduardo Machado, o PHS também foi procurado pelo petista Ricardo Berzoini, ministro das Relações Institucionais e um dos articulares da campanha de Dilma Rousseff, mas decidiu aliar-se a Aécio. A oficialização do apoio ao tucano está marcada para a próxima terça-feira, em Goiânia. 

"Efeito Aécio" na Bolsa faz Petrobras retomar posto de maior empresa da América Latina

Crescimento do valor de mercado da Petrobras foi motivado por fortalecimento de Aécio Neves (PSDB) no cenário eleitoral

Crescimento do valor de mercado da Petrobras foi motivado por fortalecimento de Aécio Neves (PSDB) no cenário eleitoral 
A Petrobras voltou a ser a maior empresa do Brasil em valor de mercado da América Latina nesta semana. Após alta de 10% de suas ações na BM&FBovespa no pregão de segunda-feira, a estatal terminou o dia valendo 116,3 bilhões de dólares, segundo dados da Economatica. Com isso, a Ambev, avaliada em 105,5 bilhões de dólares, retornou à segunda posição do ranking. No dia 30 de setembro, a Ambev liderava a lista, com valor de mercado avaliado em 102,5 bilhões de reais, seguida da Petrobras, com 93,7 bilhões de reais. Desta data até segunda, a petroleira registrou ganho de 22,6 bilhões de reais, enquanto a Ambev, de 2,7 bilhões de reais. O crescimento do valor de mercado da Petrobras foi impulsionado pelo fortalecimento do candidato Aécio Neves (PSDB) no cenário eleitoral. O mercado prefere Aécio pelo fato de o tucano prometer uma política econômica mais ortodoxa, aliada a menor interferência em estatais, como a Petrobras. As denúncias de corrupção na Petrobras durante a gestão petista fazem com que os investidores operem de forma especulativa sempre que há indícios de que a presidente Dilma tem pior desempenho nas pesquisas eleitorais. Levantamentos recentes realizados pelo Ibope e Datafolha mostram o candidato tucano em situação de empate técnico com a rival petista Dilma Rousseff (PT) no segundo turno das eleições. Neste fim de semana, Aécio recebeu o apoio da ex-candidata Marina Silva e da família do ex-candidato Eduardo Campos.  Entre as 10 maiores da América Latina, há seis empresas brasileiras, três mexicanas e uma colombiana. O setor bancário é o que tem mais representantes, com três instituições, incluindo Itaú Unibanco e Bradesco, que ocupam a quarta e quinta posição, respectivamente. Ainda conforme a Economatica, entre seis países da América Latina (Brasil, Chile, Peru, Colômbia, México e Argentina) e Estados Unidos, a bolsa brasileira é a única que apresentou crescimento em valor de mercado de empresas negociadas em outubro. No dia 30 de setembro, a Bovespa tinha 959,5 bilhões de dólares contra 1,02 trilhões de dólares no dia 13 de outubro, crescimento de 68,0 bilhões de dólares. No mesmo período, o mercado norte-americano teve queda de valor de mercado de 1,16 trilhões de dólares, valor superior ao de todas as empresas brasileiras de capital aberto. No dia 30 de setembro as empresas americanas tinham valor de mercado avaliado em 22,13 trilhões de dólares contra 20,96 trilhões de dólares no dia 13 de Outubro.

Ranking das empresas mais valiosas da América Latina

 NOMEVALORPAÍS
PetrobrasUS$ 116,37 BilhõesBRASIL
AmbevUS$ 105,26 BilhõesBRASIL
America MovilUS$ 84,05 BilhõesMÉXICO
Itaú UnibancoUS$ 81,83 BilhõesBRASIL
BradescoUS$ 67,81 BilhõesBRASIL
EcopetrolUS$ 58,80 BilhõesCOLÔMBIA
Vale US$ 56,42 BilhõesBRASIL
WalMart MéxicoUS$ 42,64 BilhõesMÉXICO
GModeloUS$ 40,44 BilhõesMÉXICO
10ºBanco do BrasilUS$ 39,17 BilhõesBRASIL

Fonte: Economatica - Valores referentes ao dia 13/10/2014

TSE nega pedido de Dilma e mantém "carne por ovo" na TV

O ministro Tarcisio Vieira, do Tribunal Superior Eleitoral, negou nesta terça-feira pedido da campanha da presidente-candidata Dilma Rousseff (PT) e permitiu que a equipe do adversário Aécio Neves (PSDB) continue a explorar na propaganda eleitoral a “sugestão” feita pelo secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Rolland, para que a população troque carne por ovos e assim se proteja da inflação. Na segunda-feira, tentando conter o desgaste, Dilma classificou a declaração como “extremamente infeliz”, e o vice-presidente, Michel Temer, disse que na gestão petista a população pobre passou a consumir iogurte e chocolate. Para o Tribunal Superior Eleitoral, o PSDB pode discutir o tema na propaganda partidária de Aécio Neves, e o PT não tem direito de resposta. “O exercício do direito de resposta viabiliza-se apenas quando for possível extrair, da afirmação apontada como sabidamente inverídica,  ofensa de caráter pessoal a candidato, partido ou coligação”, diz o ministro, para quem a discussão sobre o episódio do ovo é apenas “exposição de fatos e contundente crítica política, inerentes ao debate democrático, ainda que ácido e belicoso”. Nos embates judiciais protagonizados por PT e PSDB no segundo turno, o tribunal também rejeitou, em decisão individual do ministro Admar Gonzaga, pedido de direito de resposta do PSDB por supostas ofensas à honra de Aécio Neves e de seu partido. No dia 12 de outubro, o PT alegou, na propaganda da presidente-candidata Dilma Rousseff, que “o PSDB tem problema de corrupção lá no metrô de São Paulo”. “Até hoje não foi resolvido, né? Tá engavetado ainda”, diz trecho da peça publicitária. Em outra representação, o ministro Admar Gonzaga, provocado por processo movido pelos petistas, rechaçou irregularidade na propaganda de Aécio Neves, que exibiu imagens gravadas no interior do museu Memorial JK, em Brasília, local, segundo os petistas, vedado porque as despesas do Memorial seriam custeadas pelo Poder Público.

Aneel aprova edital de leilão de transmissão

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira o edital do leilão de transmissão 4/2014, com realização prevista para dia 18 de novembro, na BM&FBovespa. As linhas e subestações serão construídas nos Estados do Amapá, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Rio Grande do Sul e Tocantins. Os investimentos devem somar 6,2 bilhões de reais. Ao todo, nove lotes serão ofertados, que totalizam 4,7 mil quilômetros de linhas. O lote A será dividido em quatro sublotes, A1, A2, A3 e A4, de modo que os interessados possam fazer ofertas pelo lote completo ou partes dele. O prazo para entrada em operação de cada lote varia de 30 a 42 meses. Os contratos de concessão terão duração de 30 anos. Sairá vencedor quem fizer a melhor proposta de deságio para a Receita Anual Permitida (RAP) definida pela Aneel. Empresas que apresentem histórico de atraso sistemático em obras de transmissão nos últimos 36 meses não poderão ser líderes de consórcios. A realização do certame, porém, ainda está condicionada a aval do Tribunal de Contas da União, a ser dado até o dia 12 de novembro. A Aneel também aprovou nesta terça a abertura de audiência pública para discutir o edital do leilão A-1, para compra de energia existente pelas distribuidoras. A licitação será realizada em 5 de dezembro. A minuta do edital ficará em audiência pública entre 15 e 24 de outubro. O prazo para fornecimento de energia começa em 1º de janeiro de 2015. Haverá duas modalidades de contrato, por quantidade e por disponibilidade. Para empreendimentos com energia proveniente de térmicas (contratos por disponibilidade), o prazo de fornecimento vai até 31 de dezembro de 2017. Para empreendimentos com energia proveniente outras fontes (contratos por quantidade), será possível fechar contratos com fim em 31 de dezembro de 2017 ou 31 de dezembro de 2019. O edital do leilão deverá ser publicado no prazo mínimo de quinze dias de antecedência em relação à data do leilão. O preço da energia deve ser divulgado pelo governo no mesmo prazo. O leilão A-1 tem como objetivo reduzir a exposição das distribuidoras de energia ao mercado de curto prazo.

TCU pede explicações ao governo sobre concessão de áreas do pré-sal à Petrobras

Áreas de Búzios, Entorno de Iara, Florim e Nordeste de Tupi foram concedidas à Petrobras em junho    

Áreas de Búzios, Entorno de Iara, Florim e Nordeste de Tupi foram concedidas à Petrobras em junho 
O Ministério de Minas e Energia (MME) terá que dar explicações ao Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a concessão, sem licitação, de quatro áreas do pré-sal repassadas em junho à Petrobras. A decisão havia sido tomada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) sem disputa de concorrência. A operação é alvo de um processo instaurado no mês passado pelo TCU. O pedido de esclarecimento foi formalizado pelo ministro José Jorge, do TCU, em despacho que integra o "processo de acompanhamento de desestatização" da exploração petrolífera no País. De acordo com a assessoria de imprensa do MME, o ministério ainda não recebeu o documento, mas responderá a todos os questionamentos de Jorge. Em junho, o CNPE decidiu não realizar licitação para conceder as áreas de Búzios, Entorno de Iara, Florim e Nordeste de Tupi à Petrobras. O conselho, formado por integrantes do governo e da própria estatal, argumentou que se tratavam de áreas adjacentes a uma concessão anterior arrematada pela Petrobras no pré-sal. Com a operação, a estatal ganhou reservas adicionais entre 10 bilhões e 15 bilhões de barris. A Petrobras terá de desembolsar 15 bilhões de reais para ficar com as quatro áreas, sendo 2 bilhões de reais no ato de assinatura do contrato, ainda não assinado, e o restante em barris de petróleo. A operação é vista como uma forma de injetar recursos no caixa do Tesouro Nacional, ajudando o governo a fechar a contas deste ano. O ministro Jorge cobra "justificativas" do Ministério de Minas e Energia sobre essa operação "demonstrando os benefícios que somente seriam possíveis com a assinatura do contrato ainda no ano de 2014 e quais seriam as implicações e prejuízos para a União se a contratação direta fosse concluída após a revisão do contrato de cessão onerosa". O ministério terá cinco dias para repassar as informações ao TCU, a partir da notificação formal do despacho assinado por Jorge. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) também o mesmo prazo para entregar ao Ministério de Minas e Energia informações e documentações referentes aos estudos das áreas em questão, resultados atuais e previsões contratuais.

Dilma se encontra com movimentos sociais e expõe as suas pretensões bolivarianas se for reeleita. Ela deixa claro: o Congresso só atrapalha!

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, se encontrou na segunda-feira com militantes dos ditos movimentos sociais em Pernambuco. A presidente-candidata Dilma Rousseff, por sua vez, fez o mesmo em Brasília. Ela falou o que se espera entre aliados: transformou o PT em monopolista de todas as coisas boas que já aconteceram no país e o PSDB em monopolista das ruins. Até aí, vá lá. Não se esperava o contrário. A coisa beirou o risível, embora seus convivas tenham achado o máximo, quando ela afirmou que, se vitorioso, o tucano Aécio Neves pretende acabar com o Mercosul e com os Brics, embora isso não tenha sido o mais preocupante do encontro. Já chego lá.

Deus do Céu! Que o Mercosul precise deixar de ser um fator de atraso para o Brasil, isso é evidente. Acabar com ele, ninguém pretende. Isso é só uma mentirinha. A tolice espantosa fica por conta dos Brics, que é só uma sigla criada pelo economista Jim O’Neill, em 2002, para designar países emergentes: Brasil, Rússia, Índia e China, aos quais se incorporou depois a África do Sul. Não é um bloco econômico. “Ah, mas eles criaram um banco…” Lamento! Não tem a menor importância. Ainda que tivesse e mesmo que o Brasil quisesse pular fora, passariam a existir os Rics… De resto, Aécio Neves, se eleito, não teria poder para acabar nem com o Mercosul. Imaginem, então, com os Brics. É só mais uma falinha terrorista. Sei lá qual é a satisfação de falar a um grupo que está lá só para aplaudir, não importa o quê.
Mas vamos ao que preocupa. O ato foi organizado para que se entregasse à presidente um manifesto com 8 milhões de assinaturas, colhidas por entidades petistas disfarçadas de movimentos sociais, em favor de um plebiscito pela reforma política.
Depois de elogiar o protoditador da Bolívia, Evo Morales, que se reelegeu presidente, Dilma resolveu tocar música para os ouvidos dos presentes: “Eu diria de forma radical, eu não acredito que a gente consiga aprovar as propostas mais importantes, como é o caso do fim do financiamento empresarial de campanha, sem que isso seja votado num plebiscito. Não basta convocar Assembléia Constituinte, tem que votar em plebiscito. Se não votar, não tem força suficiente para fazer".
Entenderam? Se reeleita, Dilma deixa claro que pretende dar um golpe no Congresso: ela quer uma Constituinte exclusiva para fazer a reforma política, o que é um absurdo teórico, mas a quer embalada por plebiscito. Com a força que tem o Executivo no Brasil, com sua poderosa máquina publicitária, a presidente quer ir para a galera. Foi precisamente o que fizeram Hugo Chávez na Venezuela — vejam lá como está o país — e o que está fazendo Morales, o elogiado, na Bolívia. Os opositores tiveram de deixar os dois países, a corte suprema se transformou em braço do Executivo, e as oposições são perseguidas por milícias e forças policiais.
No encontro, os presentes atacaram também o jornalismo independente, que eles chamam “mídia”. Entre os valentes, estavam a CUT, o braço sindical do PT, e o MST, o braço dito campesino do partido. Até uma certa Paola Estrada, de quem nunca ouvi falar, presidente de um tal “Movimento Consulta Popular”, decidiu atacar a imprensa. Um dos pontos de honra dos petistas, caso Dilma vença a eleição, é o tal “controle social da mídia”.
Então está combinado. Se reeleita, Dilma prometeu à CUT, ao MST e a outros movimentos sociais recorrer às mesmas práticas de Hugo Chávez e Evo Morales para reformar a Constituição. Ou me provem que não. E já deixou claro que esse eventual futuro governo não pretende comprar fatias do Congresso que se instalará em 2015. Não! Se reeleita, Dilma vai querer um Congresso Constituinte só pra ela, inteirinho.
Não custa lembrar: o perfil do Congresso eleito deixa claro que a esquerda é minoritária no Brasil. Vai ver há petistas achando que já chegou a hora da guerra civil. Pelo visto, há gente querendo as coisas na lei ou na marra. Por Reinaldo Azevedo

Do “Rouba, mas faz”, ao “Rouba, mas dá bolsa família”. Ou: A confissão dos petralhas. Ou ainda: Corruptos sinceros

O ministro Gilberto Carvalho resolveu fazer seu chororô, reclamando que estão chamando os petistas de “petralhas”. Associa isso ao que chama de campanha do ódio… Que gracioso!

Um leitor me manda esta maravilha, extraída da página do PT no Facebook.
Petralhar no Face
Notem que, incapazes de vencer o termo “petralha” — que pegou (e só pegou porque aquilo que a palavra designa se impõe como um dado da realidade) —, os “companheiros” decidiram tentar transformá-lo numa coisa boa. Impossível!
A composição acima, a seu modo, é perfeita! Afinal, o que é um “petralha”? É alguém que justifica o roubo em nome da “causa”. O sujeito que afirma ter petralhado “pelos 56 milhões que saíram da miséria”— um número falso e delirante — está dizendo, então, que, ainda que verdade fosse, adota a máxima de que não há mal nenhum em ser ladrão se for para fazer “o bem”.
O Brasil já teve a era do “rouba, mas faz”. Os valentes decidiram inovar: “Rouba, mas dá Bolsa Família”.
Veja aí, ministro Carvalho! Trata-se de uma declaração de seus aliados, na página oficial do seu partido no Facebook. Eu não lhe disse? Inventei a palavra, mas vocês inventaram a espécie, que ainda se orgulha do próprio feito. Por Reinaldo Azevedo

Gilberto Carvalho reconhece a situação dramática de Dilma, mas acha que tudo deriva da cultura do ódio. E se refere a uma palavra que eu criei. Então vamos lá!

Prestem atenção a esta fala do ministro-chefe da Casa Civil, Gilberto Carvalho:

“Atravessamos um momento delicadíssimo da nossa campanha. Plantou-se um ódio enorme em relação a nós. Eu não sei o que foi aquilo. Em São Paulo, estava muito difícil andar com o broche ou a bandeira da Dilma. Em Brasília, a cidade estava amarela, sem vermelho. O ódio tem sido construído com a gente sendo chamado de ladrão. Com frequência, a gente vem sendo chamado com desprezo. Estamos sendo chamados de um grupo de petralhas que assaltaram o governo”.
Opa! De “petralhas”, eu entendo, porque fui eu que inventei a palavra, né?, fundindo “petista” com “Irmãos Metralhas”, já lá se vão, atenção!, ONZE ANOS. Ouça bem, ministro Carvalho! Eu criei essa palavra há 11 anos, em 2003, no primeiro da gestão do seu partido à frente do governo federal. Ela já foi parar no Grande Dicionário Sacconi da Língua Portuguesa, como vocês podem ver abaixo.
Desde o primeiro dia, expliquei o sentido do vocábulo e deixei claro, o que está firmado em livro — “O País dos Petralhas I” (Editora Record) —, que nem todo petista é “petralha”, só aqueles que justificam o assalto aos cofres públicos em nome de uma causa. Apanhei que foi uma beleza! Ainda hoje, uma vasta rede de blogs, sites, revistas e publicações as mais xexelentas, todas fartamente financiadas com dinheiro público, tem, entre suas missões, tentar me desqualificar.
Quando, em passado remoto, apenas 3% dos brasileiros consideravam o governo Lula ruim ou péssimo, eles sugeriam abertamente que eu deixasse o país, que eu me mudasse pra Miami, que eu fosse para a ponta do pavio. Quando a VEJA me convidou para hospedar este blog, que já existia, em 2006, vieram os vaticínios: “Vai durar pouco! Quem vai querer ler esse cara?” Pois é. O blog recebe, em média, 300 mil visitas por dia, com picos de mais de 500 mil.
Criei o termo em 2003 porque pessoas vinham me contar coisas horripilantes sobre o que se passava nos bastidores do governo. Mas quem queria saber? “Direitista!”, gritavam. “Tucano!”, vociferavam. “Vendido!”, babavam. Fiquei na minha. No máximo, indagava se o lado vitorioso não costuma pagar sempre mais, se é que entendem a ironia. Aí veio o escândalo do mensalão. Ai veio o escândalo dos aloprados. Aí veio a primeira leva de acusações sobre desmandos na Petrobras. Aí vieram as lambanças no Dnit e assemelhados. Aí veio a compra da Refinaria de Pasadena. Aí vieram Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e cia.
A que “ódio” se refere Gilberto Carvalho? Eu criei a palavra “petralha”, mas eu não criei “os petralhas”. Tampouco os criou a população de São Paulo. A fala de Carvalho sugere que há uma repulsa artificial ao partido, não uma reação objetiva à forma como ele governa — que, ainda assim, conta com a aprovação de milhões, a estarem certas as pesquisas de opinião.
Infelizmente, o ministro se dedica, mais uma vez, à demonização de pessoas. Em junho, Dilma ainda vencia a eleição no primeiro turno, e Alberto Cantalice, vice-presidente do PT, resolveu criar uma lista negra de nove jornalistas, articulistas e comunicadores, encabeçada por mim — os outros são Diogo Mainardi, Augusto Nunes, Arnaldo Jabor, Demétrio Magnoli, Guilherme Fiuza, Lobão, Danilo Gentilli e Marcelo Madureira —, que fariam mal ao Brasil. Não se ouviu um pio de protesto por aqui. Quem reagiu foi a organização internacional de defesa da liberdade de imprensa http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/reporteres-sem-fronteiras-a-mais-importante-entidade-internacional-de-protecao-ao-trabalho-de-jornalistas-critica-a-lista-do-pt-de-inimigos-da-patria/. Janio de Freitas, articulista da Folha, como sou, não criticou nem a lista nem o PT, mas a… Repórteres Sem Fronteiras.
O PT tenta posar de vítima de crime de intolerância — como se o partido fosse o exemplo acabado da… tolerância. É uma piada! Por que seria vítima? Já indaguei aqui: estamos diante de alguma vanguarda que desafia o statu quo? Os petistas constituem hoje os porta-vozes da luta de oprimidos que não têm outro canal para se expressar? A legenda representa algum valor de vanguarda, que uma sociedade atrasada e reacionária se negaria a abrigar? Ora, ministro Gilberto Carvalho…
Dirijo, então, ao chefão petista as perguntas que fiz em minha coluna. Responda, ministro, por favor:
“É preciso assaltar os cofres públicos para conceder Bolsa Família? É preciso usar de forma escancaradamente ilegal os Correios para implementar o ProUni? É preciso transformar a gestão pública na casa-da-mãe-Dilma (como Lula, o pai, já a chamou) para financiar o Minha Casa, Minha Vida? Pouco importa o juízo que se faça sobre esses programas, a resposta, obviamente, é “não”. A matemática elementar nos diz que, com menos roubalheira, sobraria mais dinheiro para os pobres.”
A fala de Carvalho faz parte de uma ação coordenada do comando político do PT. O partido quer despertar o poder sempre forte — e violento — das falsas vitimas. Ódio, ministro Gilberto Carvalho, foi aquele destilado contra Marina Silva no horário eleitoral do seu partido, acusando-a, e o senhor sabe se tratar de uma mentira, de tentar retirar R$ 1,3 trilhão da educação. Ódio, ministro Gilberto Carvalho, foi aquele destilado no programa de Marina Silva, acusando-a de querer tirar a comida do prato dos brasileiros, e o senhor sabe se tratar de uma mentira, porque ela defendia a independência do Banco Central. E quem escreve aqui não é um admirador da líder da Rede, como sabem todos. Ódio é a pregação terrorista que se vê hoje na TV, agora contra Aécio Neves e FHC, fraudando números, mentindo de forma descarada, massacrando a história, distorcendo os fatos.
O PT inventou a corrupção?Não! Eu nunca escrevi que o PT inventou a corrupção, até porque seria falso. É claro que não! Já havia antes. Está na Bíblia. Existia antes dela. A questão relevante, desde sempre, não está em ser ou não corrupto — em sendo, que o sujeito seja expelido da vida pública. A criação detestável e exclusiva do PT — e foi nesse contexto que surgiu a palavra “petralha” — é a suposta “corrupção do bem”, a suposta “corrupção necessária”, a suposta “corrupção libertadora”. Esse relativismo, diga-se, está absolutamente adequado ao amoralismo das esquerdas históricas. Stálin, por exemplo, era, a seu modo, incorruptível. Ele só não se importava em matar inocentes — inclusive ex-camaradas de jornada — para consolidar o seu poder.
Se parte considerável da população alimenta hoje um sentimento de repulsa em relação ao PT, isso não se deve a suas qualidades. Não conheço ninguém, e acho que ninguém conhece, que deixe de votar no partido por causa dos ditos “programas sociais” — que eu, no meu rigor, chamo de medidas compensatórias; se eu fosse de esquerda, diria até que são contrarrevolucionárias, como devem achar o PSOL, o PCO e o PSTU. Segundo a lógica perturbada das esquerdas, eles têm razão, não é mesmo?
Se o PT expulsasse da legenda os condenados por corrupção ativa, entre outros crimes, em vez de chamá-los de “heróis do povo brasileiro”, talvez a reação da população fosse outra.
E ainda lhe dou um conselho, senhor Carvalho: não sei se sua candidata ganha ou perde a eleição. Como o senhor sabe, torço para que ela perca. Mas, caso vença — certamente seria por margem bem estreita —, pense que será preciso governar depois. E chegar ao fim do mandato. Vocês perderam a mão e a leitura da realidade.
Ah, sim: Carvalho estava em Pernambuco, num encontro com ditos “movimentos sociais”, que divulgaram em seguida um manifesto em favor de Dilma. Muitos dos signatários são grupamentos fartamente financiados com… verbas federais. Carvalho ainda não percebeu que é crescente o número de pessoas que já não suportam esse procedimento. Justo ele, o encarregado de “falar com a sociedade”. É que Carvalho integra aquele grupo de homens que não entende que possa existir uma “sociedade” fora dos interesses do petismo.
E há! As pessoas estão se opondo ao PT, senhor ministro, porque, de fato, não aguentam mais os “petralhas”. Sim, eu criei o termo, mas vocês criaram a espécie. Espalhem este artigo. Vamos fazer o debate. Por Reinaldo Azevedo