domingo, 19 de outubro de 2014

TSE determina retirada de acusações contra Aécio na propaganda de Dilma

O Tribunal Superior Eleitoral decidiu na noite de sábado que trechos da campanha da presidente e candidata à reeleição do PT, Dilma Rousseff, devem ser retirados do programa de televisão. O tribunal determinou a suspensão do trecho em que a campanha petista cita a recusa de Aécio Neves (PSDB) em fazer o teste do bafômetro, durante uma blitz da polícia do Rio de Janeiro. O TSE acatou o pedido de Aécio Neves, que acusou o PT de atacar sua honra ao insinuar que ele tenha recusado o bafômetro por estar embriagado. O ministro Tarcísio Vieira de Carvalho Neto, do TSE, afirmou que o horário eleitoral deve ser usado para a apresentação de idéias e propostas e não para ataques pessoais. Segundo Vieira, os horários gratuitos de rádio e televisão são "holofotes que devem estar direcionados para o candidato e para as suas idéias, não para pirotecnia ou artifícios técnicos que produzam imagens artificiais e enganosas". A campanha petista também foi proibida de veicular trecho de propaganda afirmando que o PSDB recebeu dinheiro do esquema de desvios da Petrobras para partidos, coordenado pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa. O programa de Dilma também não poderá questionar "onde estão os corruptos do metrô de São Paulo". Segundo o ministro do TSE, "ataques deste tipo prestam desserviço ao debate eleitoral fértil e autêntico e, em maior escala, à própria democracia, por isso foi preciso fixar novos parâmetros para a propaganda em rádio e televisão e, em especial, para o balizamento do trabalho dos juízes auxiliares, em tema de direito de resposta". O TSE proibiu, ainda, a propaganda petista com a frase "Oh, Minas Gerais, oh, Minas Gerais, quem conhece Aécio não vota jamais...", parodiando trecho de uma música clássica sobre o Estado.

Representantes da comunidade LGBT anunciam apoio a Aécio Neves

José Serra participa de carreata de Aécio Neves em campanha no Rio de Janeiro (RJ)

José Serra participa de carreata de Aécio Neves em campanha no Rio de Janeiro (RJ) (Ricardo Moraes /VEJA)
Representações partidárias ligadas ao movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) divulgaram uma carta de apoio ao candidato do PSDB à presidência, Aécio Neves. As representações são de partidos da base do tucano e do próprio PSDB: Diversidade Tucana (PSDB), PV Diversidade (PV), PPS Diversidade (PPS), PTB Diversidade (PTB), LGBT Socialista (PSB) e Rede Diversidade (Rede) - este último, do projeto de partido da ex-ministra Marina Silva. No documento, são ressaltados pontos do programa de Aécio Neves considerados como avanços pela comunidade LGBT, além de retrocessos recentes na pauta de igualdade para pessoas com diferentes orientações sexuais. Apesar do apoio, as representações criticam a aproximação do candidato de figuras políticas consideradas conservadoras e homofóbicas. "Gostaríamos de cobrar do candidato uma posição mais firme de comprometimento com nossas reivindicações e uma fala decisiva anti Levy Fidelix, Malafaia, Bolsonaro e Feliciano em seu possível governo", disse Vanderlei Fernandes, da Rede Diversidade. O candidato à Presidência derrotado em primeiro turno Levy Fidelix declarou apoio a Aécio. Em debates do primeiro turno, Levy fez declarações consideradas homofóbicas que geraram uma série de protestos. O líder evangélico pastor Silas Malafaia, o deputado e também pastor Marco Feliciano (PSC), representante do Ministério Madureira, braço da Assembléia de Deus, e o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), campeão de votos no seu Estado, também apoiam o candidato do PSDB à Presidência. Entre os principais pontos elogiados pelas representações partidárias estão os compromissos do programa de Aécio Neves com a ampliação dos direitos de LGBT e do Programa Brasil sem Homofobia. Em relação aos retrocessos recentes, o documento cita o recuo na propaganda de prevenção à aids para casais gays, apesar de o governo atual ter registrado elevação de 11% nos casos de contaminação; além do que chamam de "enterro" da lei que criminaliza a homotransfobia, por iniciativa da Secretaria de Relações Institucionais. A carta também critica as diretrizes de governo da campanha à reeleição de Dilma Rousseff (PT) por usar o termo "opção sexual". "É um claro aceno às forças que lutam contra os avanços da cidadania LGBT, já que o termo é notoriamente rechaçado pelos movimentos sociais", diz o texto.

Ex-diretor da Petrobras diz que campanha da petista Gleisi Hoffman recebeu R$ 1 milhão

A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, anuncia o novo salário mínimo

A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffman, anuncia o novo salário mínimo (Alan Marques/Folhapress/VEJA)
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa afirmou na delação premiada ao Ministério Público Federal que, em 2010, o esquema de corrupção na estatal repassou 1 milhão de reais para a campanha ao Senado da petista Gleisi Hoffmann (PR). Em 2011, no início do governo da presidente Dilma Rousseff, ela se licenciou do mandato para assumir o cargo de ministra-chefe da Casa Civil, posto que ocupou até fevereiro deste ano. O ex-diretor da Petrobras disse que recebeu pedido para "ajudar na candidatura" de Gleisi. A solicitação, afirmou o ex-diretor da Petrobrás, foi feita pelo doleiro Alberto Youssef. Paulo Roberto Costa e Youssef são alvo da Operação Lava Jato, deflagrada em março pela Polícia Federal para combater o que considera uma organização criminosa que se instalou na Petrobrás para promover corrupção e lavagem de dinheiro. O ex-diretor da estatal lembrou ainda que, em 2010, o marido de Gleisi, Paulo Bernardo, ocupava o cargo de ministro de Planejamento, Orçamento e Gestão do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Neste ano, a petista concorreu ao governo do Paraná e terminou a disputa na terceira colocação, com 14,9% dos votos.  Em resposta, Gleisi afirmou que os repasses para sua campanha em 2010 foram todos declarados à Justiça Eleitoral. A ex-ministra chefe da Casa Civil do governo Dilma Rousseff foi taxativa: "Todas as doações para minha campanha estão na prestação de contas fornecidas ao Tribunal Superior Eleitoral". Gleisi ainda  afirmou que "não conhece Alberto Youssef nem Paulo Roberto Costa". O ministro Paulo Bernardo (Comunicações), também citado por Youssef na delação, negou qualquer possibilidade de ter ocorrido esse pedido e pagamento de propina na campanha de 2010 da senadora. "Eu estive com esse Youssef uma única vez quando eu era deputado e membro da CPI do Banestado. Ele estava preso e foi depor, e pelo que me lembre ele se valeu do direito de ficar calado", afirmou o ministro: "Chance zero disso ter acontecido, em hipótese alguma". Bernardo garantiu que a senadora e sua mulher não conhece e nunca conheceu Youssef: "Nunca estive em outra ocasião com ele. Nunca falei com ele por telefone, ou e-mail. Não sei porque ele falaria em ajudar a campanha da Gleisi e precisa ver se é mesmo a campanha dela", afirmou o ministro das Comunicações.

O Rio de Janeiro dá um grande abraço em Aécio Neves neste domingo

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, disse na manhã deste domingo em uma entrevista coletiva no clube Marimbá, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, que pretende dedicar a última semana a debater propostas. Dizendo estar "com a alma mais leve", o tucano evitou fazer novos ataques a presidente Dilma Rousseff, que tenta a reeleição pelo PT. A campanha para o segundo turno tem sido marcada por duros ataques entre os dois presidenciáveis, e no último debate, promovido por SBT/UOL/Joven Pan, predominou o clima hostil, com intensas acusações dos dois lados. "Quero nessa última semana fazer aqui um convite a nossa adversária para que nós possamos debater propostas e falar do futuro do Brasil para que os brasileiros conheçam de forma mais clara e profunda aquilo que nos separa", disse Aécio Neves: "Sou de uma escola política do meu avô (Tancredo Neves) que diz que quem deve brigar são as idéias, e não as pessoas". Aécio Neves disse ainda achar uma "evolução" e um"avanço" a atitude da presidente Dilma de admitir desvios de recursos na Petrobras. "É uma evolução, um avanço. Foi isso que eu cobrei dela em todos os debates. Quando eu pedi uma CPI no senado, o PT disse que era um factóide. Quantas vezes eu ouvi que o 'Aécio Neves queria denegrir a imagem da nossa maior empresa'. Pois bem: as investigações avançaram. A delação premiada mostra a extensão desta rede. Mas é um avanço a presidente pelo menos admitir que isso aconteceu. Talvez um pouco tarde, mas essa admissão é algo positivo", declarou o tucano. No entanto, o candidato do PSDB cobrou de Dilma alguma atitude em relação ao tesoureiro do PT, João Vacari Neto: "Não vi nenhuma atitude da presidente em relação àquele que é denunciado pelo delator como receptor da parcela (de dinheiro) que pertencia ao PT, que é o tesoureiro do partido". Aécio Neves repetiu aos jornalistas que não vai acabar com programas sociais com o Bolsa Família caso seja eleito: "Tem pessoas pagas pelos nossos adversários que estão andando de porta em porta nas regiões mais pobres do Brasil dizendo que se eu for eleito, vou acabar com os programas sociais. Isso não é contra nós, isso é falta de generosidade". Acusada de estar envolvida de nepotismo no governo de minas pela presidente Dilma nos últimos debates, a Irmã do tucano, Andrea Neves, emocionada, atacou o PT: "O que me impressiona, a nós e a milhões de brasileiros, é o absoluto descompromisso com a verdade. Como é que dados são falseados, números são alterados, informações são dadas sem nenhum compromisso com a verdade? Cabe a nós, que estamos próximos ao Aécio, manter o coração firme. Essa campanha tem tanta mentira patrocinada pelo PT que vai acabar alertando a população brasileira", disse Andrea, com voz embargada e negando que vá ter qualquer cargo público caso Aécio seja eleito. Aécio Neves chegou ao clube acompanhado da mãe, Inês Maria Neves, além de celebridades e políticos. Na lista, a mulher dele, Letícia Weber, os atores Milton Gonçalves, Ney Latorraca e Maitê Proença, o senador Francisco Dornelles (PP), candidato a vice-governador na chapa de Luiz Fernando Pezão (PMDB), o presidente do PPS Roberto Freire, o senador eleito José Serra, o deputado federal Alfredo Sirkis, o deputado federal eleito Indio da Costa, o deputado federal reeleito Otavio Leite, a deputada federal Andreia Zito (PSDB-RJ) a cantora Fafá de Belém, o dançarino Carlinhos de Jesus e o filho do ex-governador Sérgio Cabral, Marco Antônio Cabral. Em seguida, Aécio Neves seguiu em carreata pela orla de Copacabana, onde políticos, celebridades, esportistas e dezenas de pessoas vestidas de azul se concentram na manhã deste domingo. Os simpatizantes do tucano carregavam bandeiras do Brasil e o número do candidato. Entre os presentes estava o deputado federal reeleito Jair Bolsonaro, o mais votado no Estado, e o técnico da seleção brasileira de vôlei, Bernardinho. O objetivo da investida de Aécio Neves no Rio de Janeiro é capitalizar os votos da agora aliada Marina Silva, candidata derrotada do PSB à Presidência. Aécio Neves também está prestes a firmar aliança com o deputado federal Romário (PSB), eleito senador no Rio de Janeiro com 4,6 milhões de votos. Integrantes do movimento Aezão, criado pelo PMDB fluminense, que apóia a candidatura de Aécio Neves e a reeleição do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) também estiveram no evento.

Oposição diz que "confissão de culpa" joga Dilma no vértice do furacão do Petrolão

O senador José Agripino Maia (DEM-RN), coordenador da campanha do presidenciável Aécio Neves (PSDB) afirmou no sábado (18) que a declaração da presidente Dilma Rousseff (PT) de que houve desvio de recursos na Petrobras é um reconhecimento do escândalo e uma “confissão de culpa do petismo”. “Todos os posicionamentos do governo e da presidente em relação a esse tema são sempre tardios, como foi a demissão de Paulo Roberto Costa. Demissão que se deu nos termos que o Brasil inteiro sabe, com o reconhecimento dos grandes serviços prestados por ele”, disse Agripino Maia. O deputado federal paranaense Rubens Bueno (PPS) criticou Dilma por uma suposta blindagem da Petrobras. Para ele, Dilma deve ser responsabilizada, já que ao longo de 12 anos ela teve alguma ligação com a empresa, seja como ministra de Minas e Energia, da Casa Civil, presidente do Conselho de Administração da Petrobras ou presidente da República. “Nesses 12 anos, só agora admite desvios na Petrobras? Por que não tomou providências na época? Todos queremos que ela seja responsabilizada por isso”, disse. O líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA), foi além. Ele qualificou a atitude de Dilma de “esperteza” e disse que “o PT se especializou em corrupção”. “Nenhum brasileiro minimamente informado acredita na declaração que ela deu alguns dias atrás, dizendo que não sabia de nada. É uma esperteza na véspera de uma eleição, que vai consagrar o fim melancólico de um governo e da decadência de um partido que abandonou suas bandeiras”, disse Imbassahy.