sábado, 1 de novembro de 2014

Sem produzir e em recuperação judicial, MMX perde R$ 1,89 bilhões

Mergulhada em dificuldades financeiras e em recuperação judicial, a mineradora MMX, controlada por Eike Batista, anunciou prejuízo de R$ 1,89 bilhão no segundo trimestre. A perda bilionária reflete o reconhecimento de uma baixa de R$ 1,8 bilhão no valor dos ativos, que a empresa foi obrigada a fazer, além da queda no preço do minério de ferro, da ordem de 10% no segundo trimestre. O prejuízo não trouxe, ainda, os efeitos da interrupção da produção, que só ocorreu em setembro. O reconhecimento da perda contábil, chamado "impairment", é um ajuste necessário quando a empresa admite que determinado ativo tem projeção de receitas futuras menor do que o esperado ou, ainda, que seu valor potencial de venda é inferior ao valor registrado no balanço patrimonial. Uma vez reconhecida, a baixa precisa ser lançada no balanço. Traz, ainda, impacto financeiro, uma vez que aparece como despesa no trimestre em que é feita. Nos seis primeiros meses do ano, o prejuízo acumulado da MMX é de R$ 1,96 bilhão, ante perda de R$ 506 milhões no primeiro semestre de 2013. No segundo trimestre, enquanto ainda estava operacional, a MMX chegou a ter receita 21% maior, de R$ 141 milhões, ante R$ 116 milhões no trimestre anterior. No ano, a receita acumulada, de R$ 257 milhões, é 49,8% abaixo dos R$ 512 milhões obtidos no primeiro semestre de 2013. Em decorrência da menor demanda, o preço mundial do minério de ferro saiu do patamar de US$ 120,00 ao fim do primeiro trimestre, para US$ 91,00 em maio, observa a empresa. Hoje, a cotação está pouco acima de US$ 80,00 o pior patamar desde o período de crise, em 2009. Tal cotação torna inviável a extração do minério em projetos de maior custo, como o caso da MMX, mas afeta também as grandes mineradoras: na quinta-feira, a Vale anunciou prejuízo de R$ 3,4 bilhões, principalmente em decorrência da queda dos preços. Em setembro, a MMX decidiu interromper a produção porque tornou-se inviável financeiramente para a empresa extrair minério e vender. A mineradora também alega problemas com licenciamentos ambientais. Diante da complicada situação financeira, restou à MMX entrar com pedido de recuperação judicial em 16 de outubro, o que foi aceito pela Justiça mineira no dia 22. A mineradora é a terceira empresa de Eike Batista a entrar em recuperação desde o ano passado, depois da Ogpar (ex-OGX) e do estaleiro OSX. Com a realização do "impairment", a MMX passou a ter patrimônio líquido negativo em R$ 563 milhões. Para Eric Barreto, professor do Insper e sócio da M2M Escola de Negócios, ao dar baixa nos ativos e passar a ter patrimônio líquido, a situação da MMX pode ser considerada de insolvência, uma vez que a empresa tem mais dívidas do que ativos. Sérgio Bermudes, advogado de Eike Batista, nega que a situação da empresa seja de insolvência. "Para avaliar insolvência, é necessário considerar outros aspectos, como perspectivas negociais e operacionais. A empresa apresentou seu plano de recuperação judicial e, por isso, todas as contestações de dívida ficam suspensas. Juridicamente, essa baixa de ativo não tem significado", disse.

Ministros do Supremo articulam fim da aposentadoria aos 70 anos




Ministros de tribunais superiores articulam com líderes do Congresso a aprovação de uma emenda constitucional que pode tirar da presidente Dilma Rousseff a chance de nomear cinco novos ministros do Supremo Tribunal Federal até o fim de seu segundo mandato, em 2018. Conhecida como a PEC da Bengala, a proposta de emenda à Constituição eleva de 70 para 75 anos a idade limite para a aposentadoria nos tribunais. Cinco dos dez ministros da composição atual do STF farão 70 anos de idade nos próximos quatro anos. A articulação ocorre em um momento em que lideranças do Congresso, em especial do PMDB, estão em atrito com o governo Dilma e em busca de espaço no segundo mandato da presidente. A emenda foi aprovada em 2005 pelo Senado e desde 2006 está parada aguardando votação no plenário da Câmara dos Deputados. Ministros do STF, como Gilmar Mendes, conversaram sobre o assunto com lideranças do Congresso recentemente, incluindo o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), e o líder da bancada do PMDB, deputado Eduardo Cunha (RJ). Cunha diz ser favorável ao projeto. "Vou submeter o tema à bancada na próxima terça-feira", afirmou ele, que é pré-candidato a presidência da Câmara no ano que vem.
Parlamentares ouvidos, tanto da base aliada como da oposição, dizem que a idéia é aguardar a aposentadoria de José Jorge no Tribunal de Contas da União, para evitar que a proposta seja associada a uma manobra para favorecê-lo. José Jorge virou desafeto do Palácio do Planalto por ser o relator da investigação sobre a refinaria de Pasadena no TCU, parte das investigações em curso sobre corrupção na Petrobras. Ele faz 70 neste ano e sua última sessão está prevista para 11 de novembro. O presidente do Superior Tribunal de Justiça, Francisco Falcão, também trabalha nos bastidores pela aprovação da emenda, segundo integrantes do Judiciário. No STF, o ministro Marco Aurélio Mello, que tem 68 anos e em 2003 escreveu artigo defendendo a proposta, disse que segue favorável a ela. "Não é porque estou próximo de ser alcançado pelo cartão vermelho que sou favorável. As condições de vida mudaram, a expectativa de vida mudou. Está na hora de o Congresso decidir se modifica ou não, o que não pode é permanecer no limbo. Mas, caso isso também não aconteça, viro a página com muita felicidade", afirmou. A aposentadoria aos 70 anos de idade é compulsória para todos os funcionários públicos, mas a PEC da Bengala só muda o limite para juízes. Muitos magistrados resistem à mudança, porque temem levar mais tempo para alcançar o topo da carreira se desembargadores e membros da cúpula dos tribunais demorarem para se aposentar. Se a emenda não fora aprovada, Dilma poderá nomear seis ministros do Supremo até 2018. Além da vaga do ex-ministro Joaquim Barbosa, que antecipou sua aposentadoria e deixou o tribunal em julho, vão se aposentar por idade nos próximos quatro anos os ministros Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski, Teori Zavascki e Rosa Weber. Dos cinco que se aposentarão, só Celso de Mello e Marco Aurélio não foram indicados pelos governos petistas. O decano foi indicado por José Sarney e Marco Aurélio por Fernando Collor.

USINAS DO SUDESTE TÊM MENOR NÍVEL EM 20 ANOS E CRESCE RISCO DE RACIONAMENTO

Os reservatórios das hidrelétricas da região Sudeste iniciam novembro nos níveis mais baixos em 20 anos, segundo levantamento da consultoria Thymos, especializada em energia elétrica. O cálculo leva em consideração principalmente o desempenho das usinas instaladas nas bacias dos rios Paranaíba e Grande, que, juntas, respondem por quase 65% da geração de energia do País.O cenário é considerado “crítico”. As barragens das usinas estão com volume de água menor que o registrado em 2000, às véspera do racionamento - segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o nível hoje está em 18,8% e a previsão é chegar ao final de novembro com 15,5%.

Pesa também nesse quadro o fato de as térmicas, que suprem a falta das hidrelétricas, estarem operando quase ininterruptamente há dois anos, apesar de não terem sido projetadas para funcionarem por períodos tão prolongados. Segundo João Carlos Mello, presidente da Thymos, a prolongada falta de chuvas na região eleva o risco de racionamento no ano que vem. “Hoje, o risco de racionamento é da ordem de 25%”, diz. “Se as chuvas do próximo verão forem parecidas com as do verão passado, o risco será ainda maior: sobe para 40% entre abril e maio de 2015". O ONS, que é responsável pela gestão das usinas, tem priorizado o uso de qualquer reserva para gerar energia, sacrificando até outros usos da água, como a irrigação e o transporte fluvial. Um indicativo dessa tendência é a operação do Complexo de Ilha Solteira e Três Irmãos, no rio Paraná. Desde meados do ano, o complexo opera abaixo do chamado volume útil. Numa comparação com o sistema de abastecimento de água, o complexo está usando o volume morto da represa para gerar energia. De acordo com o ONS, é uma estratégia normal, que já foi usada em outros momentos. Segundo a Companhia Energética de São Paulo, que tem a concessão da usina, o nível da represa de Ilha Solteira está em torno de 3,18 metros abaixo do nível mínimo útil operacional, o que corresponde a -53,60% do volume útil - assim mesmo, com sinal negativo. Para Mello, a tendência é que essa receita seja repetida em outras usinas. Para mostrar de perto os impactos da seca sobre as usinas, a série Caminhos da Seca desta semana foi até a Bacia do Rio Grande, que abrange uma área de 143 mil km² entre Minas e São Paulo. Além da importância na geração elétrica, seus afluentes também irrigam importantes áreas do agronegócio, como a de cana-de-açúcar, que tem sido castigada pela falta de água. Para mostrar o movimento em seu restaurante, às margens do lago de Furnas, em Minas Gerais, Antônio Carlos da Costa, o Morcegão, exibe uma foto ampliada, pendurada na parede ao lado do caixa. Na imagem - uma vista aérea do local feita em 2011 -, há várias lanchas e barcos, de diferentes tamanhos, ancorados rente ao parapeito do restaurante, disputando espaço nos dois píeres flutuantes do estabelecimento. A água é farte e alta. “Este é o meu movimento”, diz batendo com um remo no quadro. “Caiu 70%, o que me salva é essa obra aí na frente"” Na sua porta, começa o bloqueio de carros para a pista única no trecho da MG-50, que está sendo duplicada. Nos fundos, o lago de Furnas recuou tanto que Morcegão já retirou um dos píeres da foto. Nas margens há terra, pedras, lama. Se em 15 dias não chover, ele vai tirar o outro. “Custa mais de R$ 50 mil e não vou deixar estragar.”



Ele e a mulher, Márcia Maria Motta, estão nessa mesma margem desde 1988. “Me lembro de ter visto o lago assim apenas duas vezes”, diz Morcegão. “A primeira, eu nem lembro o ano porque faz tempo, mas a última vez foi entre 2000 e 2001, antes do racionamento.” Esse cenário que atrapalha o lazer é, acima de tudo, um grande sinal de alerta para o abastecimento energético do País. Se para os turistas a represa de Furnas é o mar de Minas Gerais, para os especialistas do setor elétrico ela faz parte de uma sequência de usinas que constituem a caixa d’água do Brasil. Furnas é uma barragem emblemática. Foi a primeira grande obra de engenharia do setor elétrico brasileiro e deu nome à estatal responsável por construí-la. Ela é a primeira grande hidrelétrica que represa as águas da Bacia do Rio Grande, um dos mais importantes eixos hídricos do Brasil. O Rio Grande nasce na Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais, corre para o interior fazendo uma divisa natural entre Minas Gerais e São Paulo. Ao se encontrar com o Rio Paranaíba, passa a se chamar Rio Paraná. Com várias corredeiras e trechos inclinados, a bacia tem 71 hidrelétricas, 16 delas grandes usinas. O complexo é um dos pilares do abastecimento do Brasil: responde sozinho por quase 9% de toda a geração de energia elétrica do País. Praticamente todas as usinas ali instaladas já sentem a estiagem. A pequena hidrelétrica de Camargos, operada no município de Itutinga, em Minas Gerais, já vinha reduzindo a produção desde o início do ano e a previsão é que seja desligada nesta semana. Em Furnas, a régua de medição que fica pouco antes da casa de força dá conta que a represa caiu 14 metros. Hoje, a usina tem 13,5% do volume normal de água para gerar energia. Por causa da estiagem, as margens do lago de Furnas recuaram de 70 a 80 metros, em alguns trechos até 100 metros. A baixa da água produz nas margens cenas que não ficam bonitas em nenhum cartão-postal. Em vários pontos, emergem bancos de areia, paredões de pedras áridos, árvores mortas antes submersas. Há caminhões-pipa recolhendo a água para encher piscinas de hotéis e de condomínios fechados. Nas casas mais elegantes, lanchas e iates foram recolhidos e o que se vê são píeres aterrados em áreas já totalmente secas. “E não tenha dúvida de que vai secar mais ainda”, diz Donizette Antônio da Silva, 50 anos, construtor que ergueu várias casas de alto padrão no entorno do lago. “Trabalho há 30 anos nessas beiradas e poucas vezes vi a água baixando tão depressa: esse canal que estamos vendo aqui vai secar totalmente em 30 dias”, diz, apontando um braço do lago que está à míngua. Apesar de o lago estar secando, Furnas libera enorme quantidade de água para garantir a operação das usinas rio abaixo. Mas todas elas - Peixoto, Estreito, Jaguara, Igarapava, Marimbondo e Água Vermelha - também perdem volume. Marimbondo, por exemplo, está a quatro metros de atingir o nível zero. Na avaliação de João Carlos Mello, presidente da Thymos, consultoria especializada em energia elétrica, a situação exige cautela. “Nas atuais condições - e não há indicação que ela vai se alterar - podemos dizer que estamos à beira de um colapso”, diz Mello. “Talvez fosse a hora de refletir e incentivar o uso mais racional da energia". Caso contrário, o que restará é a opção apresentada por Márcia, mulher de Morcegão, que vê o lago de Furnas cair: “Nos resta deitar os joelhos e pedir por ele”. Não são apenas as hidrelétricas do Rio Grande que sofrem com a estiagem. Sobre toda a área da bacia - que tem cerca de 143 mil km², a maior parte em São Paulo - há uma imensa bolha de calor castigando o agronegócio. Há muita terra limpa à espera da chuva para plantio de grãos. Pés de café e de laranja amarelam sob o sol. Os brotos da cana-de-açúcar da safra de 2015 não estão se desenvolvendo. Os pés têm metade, às vezes um terço, do tamanho adequado. Nesse ambiente de secura, uma praga em particular prospera: o fogo. “Os incêndios surgem na beira das rodovias e vão consumindo tudo que há pela frente: cafezais, plantações de eucaliptos, canaviais, canteiros de rodovias, áreas de reserva”, diz Manoel Ortolan, presidente da Canaoeste, associação que reúne 2,3 mil produtores de cana de 70 municípios paulistas. “Ainda não contabilizamos os prejuízos do fogo, mas ficou claro com a seca que temos de nos preparar melhor contra ele.” Por ironia, a cultura mais afetada pelos incêndios foi a cana - que por décadas usou o fogo para a colheita. Era assim porque o fogo consome as folhas, mas não a fruta, que permanece para ser moída na usina. Como as queimadas desgastam o solo, poluem e afetam as pessoas e o meio ambiente, foram proibidas. Adotou-se a colheita mecanizada. Nesse processo, as folhas são separadas da cana e jogadas no solo, onde ressecam e se transformam num tapete bege que protege e aduba o solo. É nessa palha que o fogo se alastra, matando os brotos da cana que estão embaixo. Setembro e outubro foram meses dramáticos. “Em toda a região, era fogo todo dia”, diz Dorival Altino, 50 anos, fiscal de queima e proteção da Usina Batatais, no município de mesmo nome. “Domingo passado choveu um pouquinho e o fogo sossegou, mas já secou tudo e ele voltou.” Quinta-feira, sua equipe gastou duas horas para controlar um incêndio numa área pública ao lado do canavial da usina que está brotando. O fogo chegou a mudar a rotina dos produtores. A família Bazzo, tradicional em Terra Roxa, perdeu num único incêndio 100 hectares de cana que começava a brotar para a safra do ano que vem (algo como 100 estádios do Maracanã). “Foi-se 25% da minha produção”, diz Clemente Bazzo. “A gente só viu a fumaça subindo e já não tinha o que fazer. Vieram caminhões-tanque das usinas, mas nada segurou o fogo, que parou no muro de casa.” Os Bazzo são conhecidos por viver para o trabalho. Os gêmeos Clemente e Camilo, 63 anos, nem sequer conhecem o mar. Mas estão parados à espera da chuva. “Não vamos plantar soja nem decidir o que fazer com a cana enquanto não chover”, diz Clemente. Os irmãos Carlos Roberto Lovato Júnior, 36 anos, e Carlos Américo Sicchieri, 38 anos, têm convicção de que a chuva virá nesta semana. Na quarta-feira, Júnior caminhava ansioso na propriedade da família, junto à rodovia em Viradouro. Monitorava a preparação da terra. Sicchieri pilotava o trator vermelho. “Já trouxemos o trator aqui um monte de vezes, mas na terra seca ele não roda”, disse Júnior. Domingo passado choveu ali 50 mm, “um nada”, na definição dele. “Mas o suficiente para a gente ao menos preparar a terra e esperar a chuva que, dizem, agora vai começar.” Alexa Salomão - Estadão

Vídeo mostra tentativa de assalto com duas mortes em Canoas, é a segurança que o regime petista dá aos gaúchos



A tentativa de assalto que terminou com as mortes de um empresário e um suspeito do crime, na noite desta sexta-feira (31) em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, foi flagrada por câmeras de segurança do local. As imagens mostram o carro do empresário chegando ao portão do condomínio e o veículo usado pelos suspeitos logo atrás. Três assaltantes descem e, em seguida, começa um tiroteio com os policiais que estavam dentro do carro da vítima. Dois suspeitos voltam para o carro e conseguem fugir, e um terceiro morreu. Os policiais e o empresário saem do carro, e um deles cai. De acordo com a Polícia Civil, a vítima, de 45 anos, foi atingida com um disparo nas costas, após ter sido rendido por um grupo armado em frente a um condomínio de luxo, no Bairro Bela Vista. Além dele, um suspeito de 16 anos também foi morto no local. Dois PMs à paisana que acompanhavam o empresário reagiram ao assalto e foram baleados. A investigação indica que a abordagem criminosa ocorreu no momento em que o empresário e os dois policiais militares transportavam dinheiro para o pagamento de funcionários de uma obra, de acordo com a investigação. A suspeita é de que pelo menos cinco pessoas, entre elas o adolescente, tenham participado do assalto. Até agora, no entanto, ninguém foi preso. A Polícia Civil ainda tenta apurar os motivos para os dois PMs estarem em um veículo ao lado do empresário no momento do assalto. Além disso, a Delegacia de Homicídio de Canoas vai analisar nas próximas horas os vídeos de câmeras de segurança do condomínio, já entregues ao delegado Thiago Lacerda, responsável pelo caso. O empresário Celso Antônio Vieceli, de 45 anos, era aguardado pela filha para iniciar a celebração do aniversário de 16 anos quando a notícia sobre a morte chegou à residência da família, de acordo com Junior Machado Casagrande, concunhado de Vieceli. Dono de uma empreiteira, ele deixou outros quatro filhos e a mulher. Conforme a polícia, com a intervenção dos PMs, nada foi roubado do empresário. Os outros integrantes do grupo criminoso furgiram em um automóvel, mas o veículo acabou sendo abandonado próximo a cena do crime. O empresário chegou a ser levado para atendimento médico no HPS, mas não resistiu. A polícia ainda não conseguiu prender suspeitos, mas faz buscas. A Delegacia de Homicídio de Canoas acredita que um deles está baleado, mas ainda não há registro de entrada de suspeitos em hospitais da região. Essa é a segurança pública no governo petista de Tarso Genro no Rio Grande do Sul, e no governo petista de Jairo Jorge na prefeitura de Canoas.

Seca no sul de Minas Gerais obriga a Cemig a desligar hidrelétrica

Cemig vai desligar uma de suas hidrelétricas pelo baixo nível do reservatório

A seca que castiga o sul de Minas Gerais e toda a bacia hidrográfica do Rio Grande, responsável por 25% do abastecimento das regiões Sudeste e Centro-Oeste, fez sua primeira vítima da geração de energia. Nos próximos dias, a situação vai obrigar a estatal mineira Cemig a paralisar a operação da hidrelétrica Camargos. A usina, que tem potência de 45 megawatts, está localizada na cabeceira do Rio Grande. O rio tem mais 12 barragens instaladas em seu curso. A empresa decidiu desligar as turbinas por conta do nível crítico do reservatório da hidrelétrica, que está com menos de 0,5% de sua capacidade. Até sexta-feira, uma das duas turbinas continuava ligada, mas com capacidade para gerar apenas 3 megawatts. "Há previsão que essa unidade geradora seja desligada nos próximos dias, quando a usina atingirá seu mínimo operativo. A partir desse momento, a vazão para jusante (rio abaixo) passará a ser liberada pela válvula de fundo, visando manter a perenização do rio", informou a estatal. "Esse procedimento deve permanecer até que as chuvas proporcionem condição afluente para elevação do nível de água do reservatório". A estiagem histórica provoca um efeito cascata sobre o Rio Grande, rio que nasce em Bocaina de Minas (MG) e avança sentido leste-oeste, na divisa de Minas e São Paulo, até desaguar no Rio Paraná. Neste caminho, há mais doze barragens que também sofrem com a escassez de água. O reservatório de Furnas, por exemplo, que está entre os maiores do Brasil, apresenta apenas 13% de sua capacidade de armazenamento.

Operadoras terão de garantir 80% da velocidade de internet

Novas metas de qualidade da Anatel exigem oferta de, pelo menos, 80% da velocidade de banda larga contratada

As operadoras de banda larga fixa e móvel terão que garantir, a partir deste sábado, que 80% da velocidade média das conexões de internet contratadas pelos usuários sejam garantidas. Os novos parâmetros definidos pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estavam previstos nos regulamentos de gestão da qualidade dos serviços de comunicação multimídia e móvel pessoal, publicados pela Anatel em outubro de 2011. A mudança significa que, na contratação de um plano com velocidade de 10 Mbps, a operadora deverá garantir a entrega de, pelo menos, 8 Mbps na média mensal. A regulamentação diz ainda que o acesso nunca pode ser mais lento do que 40% do contratado. Os novos parâmetros fazem parte de um programa para melhoria gradual da qualidade do serviço de banda larga. Desde 2012, as operadoras têm de cumprir com metas parciais de qualidade do serviço. No primeiro ano, o limite da velocidade média entregue era de 60% e, em 2013, passou a ser de 70%. Antes da determinação, a velocidade entregue aos usuários ficava em torno de 10% da contratada pelos consumidores. A Anatel acompanha o cumprimento das metas por meio de indicadores coletados a partir do projeto nacional de medição de banda larga. No caso da internet fixa, os dados são coletados por dispositivos instalados em casas de voluntários que se cadastram pelo site Brasil Banda Larga. No caso da internet móvel, as medições são feitas em escolas atendidas pelo projeto Banda Larga nas Escolas Públicas Urbanas. Os consumidores que desejam monitorar a qualidade da internet móvel em seu smartphone ou tablet também podem utilizar o aplicativo Brasil Banda Larga para iPhone ou Android. Segundo a Anatel, se as operadoras descumprirem as metas estabelecidas nos regulamentos, a agência pode instaurar procedimentos administrativos que, após investigação, podem resultar em multa.

Justiça do Paraná condena político cassado a ressarcir União

Têmis, deusa da Justiça

A Justiça do Paraná condenou um político cassado a ressarcir a União pelos custos com novas eleições. Richard Golba, ex-prefeito de Cândido Abreu (PR), foi condenado a pagar 46.700 reais pelas despesas com a organização do pleito. Em 2008, Golba tentou se reeleger, mas teve o registro de candidatura negado por ter as contas rejeitadas no primeiro período em que governou a cidade, entre 1998 e 1999. Mesmo assim, ele continuou a campanha e venceu as eleições. O Tribunal Superior Eleitoral, então, determinou a realização de novas eleições na cidade. De acordo com entendimento do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, a União não pode arcar com prejuízos causados pelo ex-prefeito, que concorreu por sua conta e risco. Com base no mesmo argumento, a Advocacia-Geral da União cobra na Justiça 3,2 milhões de reais de outros candidatos barrados que insistem em disputar eleições mesmo com condenação por fraudes e outras irregularidades. Para recuperar os custos, a AGU entrou com 84 ações de cobrança. Em quatro processos, houve pagamento do prejuízo com novas eleições. Seis acordos de pagamento foram fechados.

Controle do Senado nos Estados Unidos pode ser decidido só em janeiro

Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos, em Washington

As eleições legislativas serão realizadas na próxima terça-feira nos Estados Unidos, mas o controle do Senado pode ficar em aberto até janeiro se as apertadas disputas entre os candidatos da Louisiana e da Geórgia obrigarem a realização de uma segunda votação. No pleito será renovado um terço das 100 cadeiras do Senado, e os republicanos só precisam conquistar seis vagas a mais das que têm agora para pôr fim à maioria democrata. Entre os Estados decisivos para garantir o controle do Senado estão Geórgia e Louisiana. Em ambos, os candidatos precisam vencer com pelo menos a metade dos votos mais um para evitar um segundo turno. Na Louisiana, a senadora democrata Mary Landrieu é a favorita para a reeleição contra o republicano Bill Cassidy, segundo as pesquisas. Apesar disso, nenhum dos dois tem hoje a quantidade suficiente de votos e teriam que decidir o pleito em segundo turno. Uma provável segunda votação, que seria realizada em 6 de dezembro, favoreceria Cassidy. Historicamente, os eleitores conservadores costumam ser mais participativos que os democratas nas eleições legislativas. Na Geórgia, a batalha é entre a democrata Michelle Nunn e o republicano David Perdue, empatados em intenções de voto. Em caso de segundo turno, a votação ocorreria no dia 6 de janeiro, três dias depois do início do novo período de reuniões do Congresso. Mas há, além disso, outro problema na Geórgia que pode levar o resultado da disputa para os tribunais. Um juiz decidiu, no princípio desta semana, contra grupos de direitos civis que querem que cerca de 40.000 novos eleitores sejam registrados nas listas de votação. Esses ativistas, no entanto, afirmam que vão seguir lutando para que essas pessoas tenham direito a voto. “Se o controle do Senado depender do resultado das eleições na Louisiana e na Geórgia, haverá um banho de sangue”, afirmou o analista político da Universidade de Virgínia, Larry Sabato, na emissora Fox, em alusão à extrema polarização política vivida pelo Congresso dos Estados Unidos. Segundo o estrategista conservador Karl Rove, conhecido como o homem por trás das vitórias do ex-presidente George W. Bush, a má notícia para os democratas é que, nos dois Estados, os republicanos historicamente em desempenho melhor em segundo turno. “Os eleitores que comparecem às urnas nestes casos são mais conservadores, mais velhos e mais ligados às idéias republicanas”, afirmou Rove. Outro cenário possível após as eleições de terça-feira, quando também será renovada toda a Câmara dos Representantes e escolhidos os governadores de 36 Estados, é que haja um empate no Senado, com 50 cadeiras para cada partido. Nesse caso, o vice-presidente Joe Biden, também presidente do Senado, teria que emitir o voto de desempate quando for necessário. Após as eleições de 2000, o Senado ficou dividido igualmente entre democratas e republicanos. Entre 3 e 20 de janeiro de 2001, a casa foi controlada pelos democratas porque eles tinham ao seu lado o então vice-presidente Al Gore. A situação mudou após a data quando Dick Cheney assumiu o cargo. Na história dos Estados Unidos, cerca de 250 votações foram decididas por um vice-presidente, mas Biden ainda não estreou nesta função. O último a ter que desempatar uma votação foi o próprio Cheney, em 2008, em uma análise de uma emenda orçamentária.

Como conciliar o Brasil

O Brasil que saiu das urnas é um País claramente rachado em dois. O resultado eleitoral no segundo turno disputado entre Dilma Rousseff e Aécio Neves mostrou que eleitores das regiões Norte e Nordeste, mais dependentes de programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, optaram por manter no poder o partido que ampliou o assistencialismo, o PT, enquanto os das regiões Sul e Sudeste, mais produtoras e que mais pagam impostos, apostaram na oposição, representada pelo PSDB. Nessa geografia econômica do voto, Dilma – que no total bateu Aécio por uma diferença de apenas três milhões de votos – só se sagrou vitoriosa na disputa direta com o tucano entre os eleitores cujos salários somam até dois salários mínimos. Na faixa entre dois e cinco salários, houve empate. Nas demais, deu Aécio. Se categorias de brasileiros foram separadas de acordo com a renda familiar, o mesmo pode-se dizer do nível de escolaridade. A segregação do País por grau de informação – no caso, a falta de acesso a ela – também influenciou no resultado final favorável a Dilma.




Não só no calor da campanha como também nos dias pós-eleição, o reflexo dessa divisão pôde ser observado nas ruas e nas redes sociais. Na semana passada, pipocaram nas redes abaixo-assinados em favor da separação do País entre Norte-Nordeste e Sul-Sudeste. Milhões de assinaturas foram recolhidas por meio do Facebook. Por mais absurdas que sejam essas propostas, a quantidade de adesões revela o racha existente hoje no País. O desafio que se impõe à sociedade e à classe política é como conciliar esse Brasil que emergiu das urnas. O problema é que a unificação de um país com as dimensões e as diferenças do Brasil não é uma tarefa fácil e tampouco pode ser feita em curto prazo. Por outro lado, considerando exemplos de países desenvolvidos, especialistas garantem que a governabilidade não está ameaçada, como parece à primeira vista diante do mapa eleitoral mostrando o País dividido por linhas sociais e regionais. “Essa divisão é mesmo novidade para o Brasil. Em outras nações robustas e democráticas, os vencedores governam com uma pequena margem de vantagem”, diz Antonio Lavareda, sociólogo e cientista político.


PT X PSDB - Nas ruas, o clima segue beligerante entre eleitores dos dois partidos hegemônicos da política nacional

Para o cientista político Alberto Carlos Almeida, a divisão regional existe não só no Brasil, como também em vários outros países, seguindo critérios semelhantes de interesses. Nos Estados Unidos, por exemplo, os mais pobres sempre votam nos democratas, enquanto os mais endinheirados preferem os republicanos, lembra o estudioso. O resultado disso é que o democrata Barack Obama foi eleito por margem apertada: com o apoio de 51,42% dos americanos. Na França, o cenário é quase idêntico: François Hollande recebeu 51,62% dos votos, percentuais parecidos com os 51,64% de Dilma Roussseff. “A disputa no Brasil está bem estruturada. E ainda existe o PMDB para garantir a governabilidade para qualquer um dos lados que vença. E é por isso que nunca vamos virar a Argentina”, disse Almeida. Para Sonia Terron, cientista política e coordenadora do Grupo de Pesquisa em Análise Espacial da Associação Latino-Americana, o racha evidenciado nas eleições no Brasil se tornou um padrão que vem ganhando contornos mais claros desde o pleito de 2006. “As preferências eleitorais expressam uma aprovação regional maior ou menor aos candidatos dos dois partidos. Isso é reflexo de uma série de fatores, como nosso contexto socioeconômico das regiões e o respectivo impacto das políticas públicas, os arranjos da política subnacional e as estratégias de campanha dos partidos”, avalia a pesquisadora.



Embora a divisão do Brasil seja observada desde 2006, quando os programas de distribuição de renda foram ampliados, foi o discurso do PT pós-mensalão que estimulou a abertura dessa trincheira. Na época, o partido insistia que as denúncias de corrupção eram resultado da revolta dos ricos com a ascensão social dos mais pobres. A tese se manteve insistente ao longo dos anos na retórica petista e ganhou força nestas eleições. Não por acaso, no segundo turno, o Brasil se dividiu entre petistas e anti-petistas, e feridas ficaram abertas mesmo depois do escrutínio das urnas. Na quinta-feira 30, provocado por denúncias feitas na internet pela militância tucana, o PSDB decidiu pedir oficialmente uma investigação da apuração dos votos. “Com a introdução do voto eletrônico, as formas de fiscalização, auditagem dos sistemas de captação dos votos e de totalização têm se mostrado ineficientes para tranquilizar os eleitores quanto à não intervenção de terceiros nos sistemas informatizados. Diante desse quadro de desconfiança por parte considerável da população brasileira, o PSDB decidiu apresentar ao TSE, no dia de hoje (30/10), um pedido de auditoria especial’’, disse o partido em nota. Em uma de suas poucas manifestações depois da corrida eleitoral, a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, abordou a questão. “Apesar de todos os nossos esforços, o discurso de desconstrução e intolerância cultivado nos longos anos de polarização política dominou a campanha. O Brasil está dividido e a principal obrigação das lideranças, tanto dos vencedores quanto dos derrotados nas urnas, é reencontrar novos caminhos para a união e o entendimento em torno de uma agenda estratégica para os reais interesses do país”, resumiu. Para o professor da Unicamp Eduardo Fagnani, o cenário atual é resultado de fatores históricos alimentados ao longo dos anos. “O que vem dividindo o Brasil é, em primeiro lugar, a indigência cultural fruto do passado escravocrata que ainda persiste, além da crônica distribuição da renda, apesar dos avanços recentes. Para resolver essas divisões é preciso desenhar e implantar um novo projeto de transformação econômico e social, que enfrente todas as faces da crônica desigualdade social brasileira”, afirma.



Embora os exemplos internacionais tragam algum alento, a presidenta reeleita sabe que terá de enfrentar o clima hostil dos eleitores insatisfeitos, além de um Congresso com 28 partidos e centenas de interesses em jogo. As legendas constituídas no Parlamento já dão mostras de que um eventual apoio pode sair caro. É um sinal de que a divisão retratada nas urnas pode continuar refletida pelos próximos anos. (IstoÉ)

Era só o que faltava. Jacques Wagner, o criador da criatura José Sérgio Gabrielli, pode virar presidente da Petrobras.



O Palácio do Planalto procura uma solução política para a sucessão na Petrobras e um dos nomes em análise é o do governador da Bahia, Jaques Wagner. O nome do governador é o preferido do PT, que vê em Wagner. autoridade política e moral para restabelecer a normalidade na estatal, virtualmente paralisada com os escândalos de corrupção objetivos de delação premiada na Operação Lava-Jato. O destino do atual governador da Bahia deve ser decidido nos próximos dias, em encontro com a presidente Dilma Rousseff, atualmente em férias na base naval de Aratu, no litoral baiano. Wagner saiu fortalecido das eleições, após eleger o sucessor, Rui Costa, numa disputa que parecia perdida até a véspera.  No caso da Petrobras, Wagner não é um nome completamente estranho à estatal: é petroleiro e foi dele a indicação do ex-presidente da empresa Sérgio Gabrielli, que depois tornou-se secretário em seu governo. Mas ele não é o único nome em consideração. Pela cúpula do PT já passou também o nome do ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil). O nome de Rodolfo Landim, ex-diretor da área de gás da Petrobras, também é considerado.

Para comprar a reeleição, Dilma afunda o Tesouro na pior dívida dos últimos 20 anos

O governo Dilma Rousseff gastou além de sua arrecadação pelo quinto mês consecutivo, e o Tesouro Nacional agora acumula até setembro um deficit inédito em duas décadas. No mês passado, as despesas com pessoal, programas sociais, investimentos e custeio superaram as receitas em R$ 20,4 bilhões, o maior valor em vermelho já contabilizado em um mês. Com isso, o resultado do ano passou de um saldo fraco para um rombo de R$ 15,7 bilhões. Em outras palavras, o governo federal teve, de janeiro a setembro, deficit primário, ou seja, precisou se endividar para fazer os pagamentos rotineiros e as obras de infraestrutura. Nas estatísticas do Tesouro, é a primeira vez que isso acontece por um período tão longo desde o Plano Real, lançado em 1994 -os dados anteriores são distorcidos pela hiperinflação e não permitem comparações apropriadas. A deterioração das contas federais começou em 2012, quando o governo acelerou seus gastos na tentativa de estimular a economia, e o descompasso entre receitas e despesas se agravou neste ano eleitoral. As primeiras, prejudicadas pela debilidade da indústria e do comércio, tiveram expansão de 6,4% até o mês passado; as segundas, de 13,2%. A escalada dos gastos neste ano é puxada pelos programas sociais - especialmente em educação, saúde e amparo ao trabalhador - e pelos investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O desequilíbrio fiscal produziu um círculo vicioso na economia, ao elevar a dívida pública, alimentar o consumo e dificultar o controle dos preços. Com credores mais temerosos e inflação elevada, o Banco Central precisa manter juros altos, comprometendo ainda mais o crescimento da economia e a arrecadação. Passadas as eleições, o mercado aguarda o anúncio de medidas para conter despesas e elevar receitas. As alternativas à disposição do governo, porém, não são animadoras. Cerca de três quartos do Orçamento são ocupados por pagamentos obrigatórios, como salários, repasses ao Sistema Único de Saúde, benefícios previdenciários e assistenciais. Por isso, as vítimas preferenciais dos ajustes são as obras públicas, das quais o País precisa para enfrentar as deficiências da infraestrutura. Um aumento de impostos elevaria ainda mais a carga tributária do País, a mais alta do mundo emergente ao lado da argentina - e criaria um desgaste político adicional para uma presidente que acabou de passar por uma reeleição apertada.

Que CPI que nada! Os ianques é que vão botar na cadeia os petistas corruptos pegos no propinoduto da Petrobras


Por incrível que pareça, é a internacionalização da Petrobras que vai fazer com que a corrupção implantada pelo PT na estatal seja apurada até o fim. Sim, porque o PT é o culpado. Foi o PT que loteou a Petrobras com os demais partidos corruptos. Mas o ponto é que a Petrobras anunciou ter contratado dois escritórios de advocacia, o americano Gibson, Dunn & Crutcher e o brasileiro Trench, Rossi e Watanabe para auxiliá-la nas investigações. Ambos se apresentam como especializados em FCPA (Foreign Corrupt Practice Act), lei americana que prevê pesadas penas e multas a empresas estrangeiras com ações em bolsas americanas que sejam flagradas em corrupção. A Petrobras tem ADRs (títulos lastrados em ações) negociadas na Bolsa de Nova York (NYSE). A contratação ocorreu dias depois de a Petrobras ter sido pressionada a aprofundar a apuração pela PwC (PricewaterhouseCoopers), empresa que audita seus balanços, sob ameaça de não avaliar as contas do terceiro trimestre e, em caso extremo de omissão, relatar o episódio à SEC (Securities Exchange Commission, o órgão que regula o mercado de capitais americano). Vejam só: os "malditos imperialistas" é que vão nos ajudar a botar estes socialistas corruptos na cadeia, porque lá a investigação vai fundo, não é engavetada como aqui no Brasil. (Coturno Noturno)

The Economist: Dilma deixou uma herança maldita para si mesma

Depois de declarar seu apoio a Aécio Neves numa reportagem de capa sobre as eleições no Brasil, a britânica The Economist, a bíblia dos investidores globais, publicou na edição desta semana, que chegou nesta quinta-feira às bancas, uma reportagem sobre a vitória da presidente Dilma Rousseff. Com o título Duro de Matar Dilma (Diehard Dilma), o artigo aborda as limitações e os desafios que ela terá pela frente para tirar o Brasil do limbo no segundo mandato. “Seu desempenho no primeiro mandato não justificou sua vitória. A herança que ela deixou para si mesma é problemática”, afirma a reportagem. “Ela inclui recessão, inflação acima da meta do Banco Central, contas públicas opacas, dívida pública crescente e uma eminente redução na classificação de risco do Brasil, assim como um déficit em conta corrente de 3,7% do PIB (Produto Interno Bruto), que é o maior desde 2002 e é financiado parcialmente pelo ‘hot money’ (cujo ardor provavelmente vai diminuir com a sua vitória)". Segundo a revista, Dilma tem de nomear um ministro da Fazenda competente, com poder para fazer o seu trabalho sem interferências do Palácio do Planalto, para reforçar seus tímidos esforços para atrair investimentos privados na área de infraestrutura, e promover uma reforma tributária. O risco, de acordo com a The Economist, é Dilma trilhar um caminho mais tortuoso e o Brasil se tornar uma sociedade em que o Estado ofereça benesses para seus aliados, como a Venezuela. “Uma olhada na Venezuela deve dissuadir a senhora Rousseff de perseguir essa trilha”, diz a The Economist. A revista destaca, ainda, a proposta de diálogo feita por Dilma, mas afirma que 16 anos de poder para um único partido é ruim para qualquer democracia. “Largamente conhecida como obstinada, a senhora Rousseff insiste que aprendeu a ouvir e a mudar. Esperamos que ele esteja falando sério".

Foi sob ameaça da Price que Petrobrás abriu investigações internas sobre o escândalo do Petrolão

A PricewaterhouseCoopers, auditoria responsável por avaliar os balanços da Petrobrás, resolveu pressionar a direção da empresa a aprofundar as investigações das roubalheiras na estatal, segundo critérios das leis anticorrupção dos EUA. É o que explica o jornalista Reinaldo Azevedo no seu blog. Leia para entender melhor: ou a gigante brasileira fazia isso, ou a Price deixaria de analisar seus balanços. E que consequências isso teria? A auditoria informaria ao conselho da Petrobras a sua decisão; se, ainda assim, nada fosse feito, a Price informaria à SEC (órgão que regula o mercado de capitais nos EUA) o rompimento do contrato. Seria um golpe gigantesco na credibilidade da estatal no mercado internacional, isso num momento delicado, em que a empresa depende vitalmente de financiamento externo. Sem a análise do balanço, a Petrobras estaria fora do mercado. Foi preciso que as leis americanas fossem evocadas para que a Petrobras se coçasse e decidisse investigar a sem-vergonhice. Dois escritórios especializados em leis americanas anticorrupção foram contratados: nos EUA, o escolhido foi o Gibson, Dunn & Crutcher. No Brasil, o Trench, Rossi e Watanabe, de São Paulo. Eles vão colaborar com a comissão interna criada pela Petrobras para investigar o caso. Na mira da comissão interna da Petrobras, estão diretores nomeados por Lula. A comissão pediu ainda autorização à Justiça para ouvir Paulo Roberto Costa sobre a construção da refinaria de Abreu e Lima, informa a Folha: “A empresa pediu que Costa esclarecesse, entre outras coisas, o teor de reuniões com o ex-presidente da estatal José Sergio Gabrielli e o ex-diretor de Serviços Renato Duque realizadas entre o fim de 2005 e o começo de 2006 sobre Abreu e Lima. A Petrobras quer saber por que, às vésperas da implantação de Abreu e Lima, Costa foi com Gabrielli e Renato Duque a reunião em Brasília. A estatal pede explicações sobre as revisões do valor da obra, que subiu de US$ 4 bilhões para US$ 13,4 bilhões entre 2006 e 2009”. Essa informação é pública há muito tempo. Só agora o comando da Petrobras resolveu cobrar explicações. E só o fez porque a Price exigiu.

O vice de Maduro veio ao Brasil sem aviso diplomático e assina acordo com organização terrorista clandestina para criar e treinar milícias do MST

Elias Jaua é um dos vice-presidentes da Venezuela, desde setembro responsável pela relação do governo de Nicolás Maduro com as comunas e os movimentos populares, inclusive a organização de milícias populares. Foi nesta qualidade que o ministro assinou, há dois dias, acordos com chefias da organização terrorista do Movimento Sem Terra nas áreas de “treinamento, organização e conscientização do povo”. O deputado federal gaúcho Onyx Lorenzoni mobilizou o líder do DEM, Ronaldo Caiado, para que pressione o governo Dilma a se explicar. O DEM quer chamar a ex-deputada venezuelana Cora Corina, cassada pela ditadura bolivariana, para vir a Brasília e explicar o caráter subversivo da visita de Jaua. Há o óbvio temor de que o governo venezuelano treine, arme o MST para enfrentamentos armados, inclusive em áreas urbanas, infiltrando-se em manifestações de rua e junto aos setores que se manifestam contra Dilma. Na Venezuela, as milícias de Jaua matam os adversários. O governo brasileiro não vê problemas nas atividades de Jaua, apesar de não ser uma visita oficial. Diplomatas alegam que vários ministros estrangeiros em visita ao Brasil costumam programar sua agenda e mesmo assinar acordos com organizações não-governamentais sem que essa negociação passe pelo Itamaraty. Não há lembranças, no entanto, de ministros cumprindo agendas em nome de seus governos sem que o país anfitrião sequer seja comunicado da sua presença. O vice veio ao Brasil com o pretexto de submeter sua esposa a tratamento no Sirio-Libanês. A baba dos seus filhos veio nos últimos dias. Ao entrar no País com uma maleta do ministro, Jeanette del Carmen Anza terminou presa por trazer junto a documentos uma arma calibre 38 pertencente a Jaua. Solta há dois dias, vai responder a um processo por tráfico ilegal de armas.

Atenção! A próxima tarefa é resistir à reforma política do PT, que golpeia a democracia, com a ajuda das batinas da CNBB e dos terninhos mal cortados da OAB Nacional

Vai prosperar? Não sei! Considerando a simpatia meio bovina com que já conta na imprensa, é até possível que o petismo — disfarçado de OAB, de CNBB e de um tal MCCE (Movimento Contra a Corrupção Eleitoral) — consiga levar adiante a sua impressionante pauta da reforma política. Trata-se de uma estrovenga que, se aprovada, avançará nos cofres públicos, aumentará brutalmente o dinheiro clandestino nas campanhas e entregará o País, definitivamente, a burocracias partidárias — ainda que fantasiadas de “movimentos sociais”. Essas entidades que cito formaram uma tal “Coalizão para a Reforma Política”, sob a inspiração do PT, sim, senhores! Os valentes acham que podem criar um “movimento como as Diretas-Já” e intimidar o Congresso. A turma quer se apresentar como voz da sociedade civil — curiosamente, essa “sociedade civil” tem a mesma pauta de Dilma, que é a pauta do… PT. Eu sinto uma vergonha alheia da OAB!…

Querem ver que mimo? Se for para fazer uma reforma política pra valer, é evidente que o mais avançado “no que se refere” (como diria aquela senhora…) à participação do eleitor seria o voto distrital: um grupo “x” de eleitores, pertencentes a um território delimitado (o distrito), faria a sua escolha entre as opções oferecidas pelos vários partidos. Assim, os moradores de determinada região saberiam que o deputado Fulano de Tal é o seu representante. Para ser mais preciso: São Paulo tem 70 deputados na Câmara. O Estado seria dividido em 70 distritos e cada um teria o seu eleito. Em vez disso, o PT e a tal Coalizão comparecem ao debate com uma esdrúxula forma de eleição da Câmara em dois turnos: no primeiro, os eleitores votariam no partido — e assim se definiria quantas vagas cada legenda teria. Num segundo turno, votariam num nome segundo uma lista partidária. É o caminho para levar para o Congresso burocratas de sindicatos, de movimentos sociais e de ONGs que não seriam eleitos nem síndicos de seu edifício.
Como é preciso embalar uma estupidez com o embrulho da demagogia fácil, a turma quer que a lista de candidatos do partido tenha o mesmo número de homens e mulheres. Trata-se de uma forma de forçar uma presença feminina maior no Congresso pela via da burocracia.
Os valorosos amigos do povo também querem proibir a doação de empresas a campanhas. Essa história nasce da mentira de que escândalos como o petrolão têm origem no financiamento de campanha. É mentira! Safadezas como aquela nascem da prerrogativa que tem o Executivo de nomear quem lhe der na telha. Aquilo é roubo, não é política. De toda sorte, se a lei vetar doações de empresas, elas continuarão a ser feitas por baixo dos panos. Aí, sim, de maneira inequívoca, o processo político brasileiro vai para a clandestinidade.
Os petistas disfarçados querem que as doações privadas se restrinjam a pessoas físicas. Essa modalidade constituiria, no máximo, 40% dos gastos; o resto viria do Tesouro. Atenção: as eleições deste ano custaram algo em torno de R$ 100 bilhões. O Tesouro tem esse dinheiro sobrando? Quer dizer que, quando a lei proibir doações de empresas, as empreiteiras e os bancos ficarão fora do processo eleitoral? É uma piada!
Mais: o dinheiro público seria distribuído segundo qual critério? Evidentemente, terá de levar em conta a densidade eleitoral dos partidos, não é? O modelo privilegia as grandes legendas e ferra as menores. Quando o PT era minoria na Câmara, jamais aceitaria esse modelo. Agora que é maioria, pretende implantá-lo.
Mais: os petistas têm hoje sob seu controle uma vastíssima rede de sindicatos que faz campanha ilegal para o partido. Ilegal porque a Lei 9.504 proíbe entidades sindicais de fazer doação em dinheiro ou estimável em dinheiro. Quando a CUT mobiliza a sua tropa em favor do PT, incluindo a infraestrutura que serve à central, aquilo é ou não estimável em dinheiro? A Justiça Eleitoral é incompetente até para tolher esses óbvios abusos. Imaginem se teria condições de coibir as doações de empresas privadas, que passariam, então, a ser totalmente ilegais.
Como essa gente faz entre si competição de bobagem, uma das propostas prevê que se dê mais dinheiro ao partido que apresentar candidatos indígenas. Já posso ver os dirigentes de legendas estacionando seus carros no acostamento da Rio-Santos, em São Paulo, em busca de “companheiros silvícolas”. Por que não incluir os gays, os míopes, os muito magros, os muito gordos, os amarelos, os superdotados, os subdotados?… Parece piada, mas é verdade.
No fim das contas, essa besteirada toda surge de uma falácia criada pelo petismo — endossada, na prática, por OAB, CNBB etc. — segundo a qual os companheiros só são notavelmente corruptos por culpa do… sistema! Uma ova!
A próxima tarefa das pessoas empenhadas em defender a democracia, acreditem!, é lutar contra a proposta de reforma do PT, que vem disfarçada com as batinas da CNBB, os terninhos mal cortados da OAB Nacional e o ongueirismo que não ousa dizer seu nome. Eles querem é começar a dar o golpe das urnas. Por Reinaldo Azevedo

Em uma manifestação absurda, corregedor do TSE desqualifica pedido do PSDB para uma auditoria nas eleições. Curiosamente, a sua manifestação é igual à do PT

Epa, epa, epa!!! Despropositada, descabida, absurda e, muito provavelmente, ilegal a reação do ministro João Otávio de Noronha, corregedor do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), segundo quem o pedido do PSDB para que se proceda a uma “auditoria” na eleição de 2014 “não é sério”. Pergunta inicial: ele está se manifestando nos autos? Parece que não! Se não estou enganado, um juiz de uma corte superior está desqualificando um pedido do partido que obteve mais de 48% dos votos sem explicar as razões. Emitiu uma opinião, não um juízo — que é a sua tarefa. Antes que continue, tenho de fazer a ressalva.

Estou entre aqueles que, por enquanto ao menos, estão convencidos de que o sistema é seguro. Nunca me ocorreu questionar as urnas eleitorais, embora seja grande o alarido por aí. Mas não é possível ignorar as milhares de manifestações e denúncias que se multiplicam nas redes sociais. Eu mesmo recebi algumas. Publiquei duas (vejam posts se ontem) que, se verdadeiras, são preocupantes. Os denunciantes têm cara, nome, existem. Quando menos, o tribunal deveria se comprometer a tirar algumas dúvidas. O que não é aceitável é que um ministro trate um pedido de auditoria como se fosse ameaça à democracia. Ora, vá plantar batatas! Apresentar petições ao poder público, meu senhor, é um direito sagrado nas democracias.
Não há como não observar que o ministro João Otávio de Noronha tem reação idêntica à do PT, que também desqualificou a iniciativa tucana. Disse Noronha: “O que ele não apresenta são fatos que possam colocar em xeque o processo eleitoral. Está colocando en passant [de passagem]. Isso não é sério, então, não me parece razoável. O problema é que não estão colocando em xeque uma ou duas urnas, mas o processo eleitoral. É incabível. Se você colocar em xeque o sistema eleitoral, aponte o fato concreto que vamos apurar”.
Já que Noronha opina alegremente sobre o que lhe dá na telha, fora dos autos, então eu devo lembrar ao meritíssimo que é simplesmente impossível colocar em xeque o que quer que seja das urnas porque inexiste, pra começo de conversa, prova física do voto, não é mesmo? O PSDB está questionando o que é questionável: há situações relatadas pelos eleitores que são, quando menos, pouco convencionais. Se eu pedir a ele, um ministro da área, que me explique todo o processo, inclusive seus mecanismos de segurança, duvido que consiga.
Posso até confiar nas urnas, mas sei que não é assim que se faz. Pedir uma auditoria não é o mesmo que fazer uma acusação. O PSDB não está se batendo contra o TSE, contra a autoridade dos senhores ministros ou contra a corregedoria. Está apenas exercendo um direito. Um juiz arbitra causas, dentro dos autos, não emite juízos de valor sobre a ação dos demandantes, especialmente quando esta se situa nos marcos legais. Ou não é assim? Noronha conseguiria sustentar que o PSDB desrespeitou as instituições?
Menos, ministro, menos! De resto, o membro do TSE, o corregedor do tribunal, deveria saber que a desconfiança sobre a lisura das urnas é hoje compartilhada com milhões de brasileiros. Não bastam campanhas institucionais para mudar esse sentimento. É preciso que as denúncias de irregularidade sejam apuradas — tanto melhor se for para desmenti-las. Eu sugeriria ao meritíssimo que, num país em que a abstenção foi superior a 21%, ele deveria ser mais cuidadoso. Ajude a dar credibilidade ao sistema, ministro Noronha. A sua resposta tem efeito contrário. Por Reinaldo Azevedo

Fornecedoras da Petrobras repassaram R$ 206 milhões a empresas do doleiro Youssef

Crime perfeito: em depoimentos à Polícia Federal e ao Ministério Público, o doleiro Alberto Youssef relatou que as “doações legais” das empreiteiras foram a fórmula criada para esconder a propina

O Ministério Público Federal identificou depósitos de 206,3 milhões de reais provenientes de fornecedores da Petrobras nas contas correntes de três empresas de fachada do doleiro Alberto Youssef, pivô do bilionário esquema de desvios investigado pela Operação Lava Jato da Polícia Federal. Os valores correspondem ao período entre novembro de 2009 e dezembro de 2013 e constam em levantamento feito pelo órgão a partir de quebras de sigilo bancário dessas empresas. Segundo o levantamento, a GDF Investimentos recebeu o maior valor: 96,3 milhões de reais. Em seguida, vem a MO Consultoria, com depósitos que somam 70,4 milhões de reais e, por último, a Empreiteira Rigidez, com 39,5 milhões de reais. Somente essa última firma repassou 21,5 milhões de reais ao grupo Labogen, composto por empresas que Youssef usava para enviar recursos ao Exterior. O executivo Júlio Camargo, da Toyo Setal, que assinou acordo de delação premiada após ter sido citado pelo doleiro, afirmou aos investigadores ter depositado 16,6 milhões de reais para três empresas – Auguri, Piemonte e Treviso. O dinheiro teria sido doado a campanhas políticas. Sete políticos foram beneficiados com a doação em 2010, cinco deles eram do PT. De acordo com o que Youssef disse à Justiça Federal, a Toyo Setal também fez depósitos no Exterior. Nas eleições deste ano, o comitê do PR foi agraciado com 2 milhões de reais da Toyo Setal e três candidatos à Câmara pelo PT - Henrique Fontana Júnior (RS), Benedita da Silva (RJ) e Luiz Sérgio Nóbrega de Oliveira (RJ) - receberam 150.000 reais.

Mulher contribui com 40% da renda da família; maternidade entre jovens cai

Mulher contribui com 40% da renda da família

A mulher contribui com 40,9% para a renda familiar. Entre os homens, essa contribuição é de 59,1%, revela estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado na sexta-feira. É a primeira vez que o IBGE divulga esse dado. Entre as mulheres de áreas rurais, a participação feminina no rendimento da família é ligeiramente maior - 42,4%. A contribuição das mulheres é mais importante na zona rural nordestina (51%). E é menor na zona rural do Centro-Oeste (26%). O levantamento mostra ainda que a maternidade entre adolescentes, índice que tem repercussão sobre a saúde, escolaridade e inserção no mercado de trabalho das mulheres, caiu de 14,8% para 11,8% entre os anos de 2000 e 2010 na faixa etária entre 15 e 19 anos. Em 2000, as mulheres chefiavam 24,9% dos 44,8 milhões de domicílios brasileiros. Em 2010, essa proporção cresceu para 38,7% dos 57,3 milhões de domicílios – um aumento de 13,7%. O IBGE considera como responsável pela família a pessoa reconhecida como tal pelos demais moradores da casa. Quando analisados os dados das áreas rural e urbana, verifica-se que, no campo, ainda é mais comum o homem ser o chefe da família. Nas cidades, as mulheres são responsáveis por 39,3% das famílias, enquanto na área rural essa proporção é de 24,8%. Ao analisar o tipo de composição familiar, as mulheres aparecem como chefes de 87,4% das famílias de pessoas sem cônjuge e com filhos. Essa proporção diminui consideravelmente quando a formação é casal com filho (22,7%) ou casal sem filho (23,8%). O estudo do IBGE mostra ainda que na maioria dos Estados do Nordeste a contribuição feminina para o rendimento familiar era maior do que a dos homens. No País, quanto maior a renda, menor a participação feminina no rendimento familiar. Entre os mais pobres (até meio salário mínimo per capita), essa participação foi de 45%. Já entre aqueles que ganhavam mais de dois salários mínimos per capita, a contribuição foi de 39,1%. Em dez anos, a proporção de mulheres com ao menos um filho caiu em todas as faixas etárias. De 20 a 24 anos, baixou de 47,3% para 39,3%; de 25 a 29 anos, caiu de 69,2% para 60,1%; de 30 a 34 anos, passou de 81,9% para 76%. A proporção de adolescentes que tiveram apenas um filho é maior entre negras e pardas - 14,1% das que têm de 15 a 19 anos são mães, contra 8,8% das brancas. Isso também ocorre se comparadas as regiões urbana e rural - 11,1% contra 15,5%. Na faixa etária de 25 a 29 anos, a diferença entra cidade e campo é ainda mais brutal - 57,9% das mulheres moradoras de área urbana tinham ao menos um filho, ante 75,9% nas áreas rurais. O estudo aponta ainda que há proporção maior de mulheres de 15 a 17 anos que não trabalham nem estudam (12,6%), se comparada à dos homens (9,1%). Essa situação está "fortemente relacionada à maternidade", apontam os pesquisadores - 56,8% das jovens nessa faixa etária que tiveram filhos estão nessa condição; entre as que não foram mães, o índice era de 9,3%. "No mercado de trabalho e renda você encontra uma situação mais desfavorável para as mulheres em relação aos homens. Mas você não vê isso na educação. Elas estão se escolarizando mais, têm maioria entre os universitários, têm menor atraso escolar em relação aos homens. Mas, por motivos que a gente acredita que vão além de políticas educacionais e políticas inclusivas no mercado de trabalho, não se vê a maior escolarização das mulheres sendo refletida no mercado de trabalho", afirma Bárbara Cobo, coordenadora de População e Indicadores Sociais do IBGE. Ela aponta a maternidade como uma das causas. "A mulher ainda enfrenta a dupla jornada de trabalha. Os cuidados com pessoas da família, com afazeres domésticos estão substancialmente a cargo das mulheres. Ela tem que conciliar cuidados e afazeres com o trabalho. Elas são maioria nas universidades, mas com uma concentração delas em áreas que auferem menores rendimento no mercado de trabalho, como educação", ressalta. No Brasil, há 96 homens para cada 100 mulheres. O número de homens ultrapassa o de mulheres nos Estados da Região Norte e no Mato Grosso. O Rio de Janeiro tem a menor proporção de homens para mulheres - 91 para 100. Na região Norte, a migração intensifica a concentração de homens, uma vez que entraram mais homens que mulheres (113,9 homens para cada 100,0 mulheres) e saíram mais mulheres que homens (95,9 homens por 100,0 mulheres). O Nordeste foi a única região que apresentou saldo migratório negativo, e proporcionalmente saíram mais homens que mulheres desta região.

Cantareira tem o mês mais seco desde 1930

O Sistema Cantareira, do qual faz parte a Represa do Atibainha (na foto), que abastece a Grande São Paulo, secou e, se não chover, começará novembro em colapso

O mês de outubro, que se encerrou nesta sexta-feira e marcou o início do período chuvoso, foi o mais seco em 84 anos do Sistema Cantareira, batendo o recorde de julho desse ano. Desde 1930, os rios que alimentam os reservatórios que abastecem principalmente a capital paulista e a região metropolitana de São Paulo não registravam uma vazão tão baixa, de 4.000 litros por segundo, apenas 14,8% da média histórica mensal - que passou a ser registrada naquela década. Entraram nos reservatórios somente 10,7 bilhões de litros em outubro, quando a média é de 72,5 bilhões. Em contrapartida, 60,5 bilhões de litros deixaram as represas neste mês para abastecer 6,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo que ainda dependem do Cantareira e mais 5,5 milhões na região de Campinas, no interior paulista. Isso significa que o déficit de água alcançou 49,8 bilhões de litros equivalente a 5% da capacidade do sistema. O agravamento da seca no Cantareira em outubro frustrou a expectativa dos órgãos reguladores do manancial e da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e antecipou o fim da primeira cota do volume morto, ou reserva estratégica. No início, os 182,5 bilhões de litros da reserva profunda das represas captados desde maio não seriam usados integralmente. Depois, projetou-se que durariam até 21 de novembro, passando ao dia 15 do próximo mês na última simulação. Agora, a previsão é de que se esgote em uma semana. A Sabesp já incorporou uma segunda reserva, de 105 bilhões de litros, para manter o abastecimento na Grande São Paulo até março de 2015 sem precisar decretar racionamento oficial. As regras de uso ainda estão sendo discutidas pelos órgãos reguladores dos governos federal e paulista, embora a Sabesp já esteja captando água do segundo volume da Represa Atibainha, um dos reservatórios do Cantareira, na cidade de Nazaré Paulista. No plano da empresa, o cenário mais pessimista apontava que chegariam ao Cantareira 41,3 bilhões de litros, volume igual ao da seca de 1953, a pior da história até então, mas 285% superior ao que realmente chegou às represas. Para o engenheiro José Roberto Kachel, professor de Hidrologia, membro do Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, se for mantido o cenário atual, o segundo volume morto acaba no início de março. A Sabesp acredita que a volta das chuvas prevista para novembro, aliada às ações de contingência, podem elevar o nível do Cantareira para cerca de 40% da capacidade em abril. 

O trotskista Arno Augustin diz que governo da petista Dilma vai mudar meta fiscal de 2014, é outra mandrakice

"O resultado de setembro colocou essa necessidade", afirmou Augustin sobre revisão de meta fiscal

O secretário do Tesouro Nacional, o trotskista gaúcho Arno Augustin, informou nesta sexta-feira que o governo petista de Dilma Rousseff encaminhará ao Congresso Nacional uma proposta de alteração da meta de superávit primário para 2014 e da Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO). Segundo ele, o resultado de setembro foi crucial para essa decisão. No mês passado, o governo central (Tesouro, Banco Central e Previdência Social) registrou um déficit primário de 20,399 bilhões de reais, o pior resultado da série histórica, iniciada em 1997. Augustin afirmou que a nova meta será anunciada até o próximo decreto de programação orçamentária que será divulgado em 22 de novembro. "O resultado de setembro colocou essa necessidade", disse. Atualmente a meta de superávit primário para o governo central é de 80,8 bilhões de reais (1,55% do PIB). Já a meta cheia do setor público, que além das contas do governo central ainda abrange resultados fiscais dos municípios, Estados e empresas estatais, é de 99 bilhões de reais (1,9% do PIB). No ano a economia feita para o pagamento de juros ficou negativa em 15,706 bilhões de reais, no vermelho pela primeira vez também na série histórica. Conforme Augustin, esse resultado reflete o crescimento econômico bem abaixo do esperado originalmente, por causa da expansão internacional menor do que a prevista no início do ano e aos choques de oferta no Brasil que levou à uma política econômica contracionista. O secretário do Tesouro destacou que também houve crescimento da receita bem abaixo do estimado pelo governo. Segundo ele, a frustração foi de 40 bilhões de reais. Em relação ao primeiro decreto de programação orçamentária de fevereiro, segundo Arno Augustin, houve uma arrecadação menor em 35 bilhões e uma renúncia fiscal com a desoneração da folha maior em 5 bilhões de reais. Augustin ainda disse que não está sendo discutida a alteração da meta de superávit primário para o ano que vem. O governo quer fazer o ajuste de 2015 por meio de aumento de receitas e queda de despesas. Esse sujeito já tinha um histórico de alta incompetência de gestão de contas públicas quando foi secretário da Fazenda do governo do Exterminado do Futuro, o petista Olivio Dutra, no Rio Grande do Sul. Foi colega de secretariado de Dilma Rousseff. Acabou como o grande Mandrake das contas públicas nacionais. Só podia dar no que está dando. 

Tesouro Nacional vai injetar mais R$ 20 bilhões no BNDES, gerando mais endividamento e tirando mais do bolso dos brasileiros

Prédio do BNDES no Rio de Janeiro

O Tesouro Nacional fará um novo empréstimo de 20 bilhões de reais ao BNDES. A pedido do Ministério da Fazenda, a base parlamentar do governo no Congresso Nacional vai incluir uma emenda na Medida Provisória nº 656 autorizando a operação. A negociação da emenda foi confirmada por fontes qualificadas do Ministério da Fazenda e do Senado Federal. Concedidos desde 2009, esses empréstimos servem como fonte de recursos para a concessão de crédito pelo banco às empresas com taxas mais baratas. Os aportes, no entanto, aumentam o custo da dívida pública e são alvos de duras críticas de economistas e políticos da oposição, além de preocupação crescente das agências internacionais de classificação de risco. Os empréstimos são corrigidos pela Taxa de Juros de Longo prazo (TJLP), hoje em 5% ao ano, enquanto a taxa Selic, que serve de base para o financiamento do Tesouro junto ao mercado, subiu nesta semana para 11,25% ao ano. Essa diferença entre as taxas é bancada pelo Tesouro na forma de subsídios. Esses subsídios beneficiam, por exemplo, a "amiga íntima" do presidente petista do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, a socialite brasiliense Val Marchiori. Em 2015, por exemplo, será de 30 bilhões de reais o custo com os subsídios dos empréstimos já concedidos desde 2009 - que superam 400 bilhões de reais. Se aprovada a emenda, o BNDES pode receber uma parcela desse empréstimo ainda neste ano. Na semana passada, o banco teve de aumentar o valor dos dividendos pagos à União para reforçar o caixa do governo e ajudar no aumento do superávit primário das contas públicas. Como consequência, o banco pressiona o governo para receber um novo aporte até o fim do ano e atender a demanda das empresas por novos financiamentos.  Na última autorização dada pelo Congresso, o BNDES recebeu 30 bilhões de reais, concedidos em parcela única na metade deste ano. O governo prometeu reduzir a participação do banco de desenvolvimento no financiamento de longo prazo, mas enfrenta dificuldades de alavancar o crédito pelos bancos privados. O primeiro grande empréstimo do Tesouro ao BNDES, de 100 bilhões de reais, foi concedido em 2009, como resposta à crise financeira internacional que abateu a economia brasileira. A política do governo de garantir crédito barato para as empresas por meio do BNDES implicará custo adicional de 79,75 bilhões de reais às contas públicas no período de 2012 a 2015. Além do novo aporte, o banco terá alívio de caixa com a renegociação de 130 bilhões de reais das condições de pagamento de empréstimos anteriores. O banco terá mais tempo para começar pagar esses empréstimos mais antigos - uma forma que o governo encontrou para reduzir o tamanho de novos empréstimos nos próximos anos. A dívida do BNDES com o Tesouro somava em agosto (último dado disponível) 451,1 bilhões de reais, o equivalente a 8,9% do PIB. O custo elevado dos empréstimos e o baixo crescimento da economia colocaram a política de repasse de recursos do Tesouro ao BNDES no centro do debate econômico nas eleições. Durante a campanha, o candidato da oposição à Presidência, Aécio Neves (PSDB), fez duras críticas a essa política, principalmente pela falta de transparência. Os empréstimos não têm impacto na dívida líquida do setor público, mas foram responsáveis pelo aumento da dívida bruta do governo, que deve fechar acima de 60% do PIB, nível mais alto desde 2009.

"Minha cota de participação eleitoral está esgotada", afirma o petista Tarso Genro; é um recado, ele quer ser ministro do Supremo

O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro

Derrotado pelo azarão Ivo Sartori (PMDB) na corrida pelo comando do Rio Grande do Sul, o governador gaúcho Tarso Genro (PT) não pretende voltar a disputar cargo eletivo. E descarta ser convidado pela presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) para integrar um ministério. Disse ele: “Não tenho nenhuma pretensão de ir para o governo federal e, obviamente, acho que também não há nenhum interesse do governo federal em levar para o ministério um governador que perdeu as eleições, tendo um manancial de quadros extraordinários. Se fosse fundamental para o governo Dilma, claro que eu iria. Mas isso não é verdade. Não sou necessário para o governo federal marchar bem e fazer as reformas que tem que fazer”. Tarso avaliou que sua "cota de participação eleitoral está encerrada". O governador que tentava a reeleição recebeu meros 38% dos votos, ante 61% de Sartori: “Nunca persegui mandato, mas sempre enfrentei mandatos e eleições que foram necessários para dar curso a minha militância. Não está no meu imaginário nenhuma eleição, nem ao parlamento, nem no Executivo”. Isso obviamente é uma inverdade absoluta. Ele perseguiu os cargos com denodo em toda sua vida política. E agora está passando um recado para a presidente petista Dilma Rousseff, quando diz que não vai mais concorrer e que não tem pretensão de ir para o ministério. O recado é o seguinte: ele quer ser ministro do Supremo Tribunal Federal. O petista avaliou também a vitória acirrada de Dilma sobre o tucano Aécio Neves – a presidente conquistou o segundo mandato com apenas três pontos porcentuais de vantagem sobre o candidato do PSDB. Tarso afirmou que o PT precisa passar por uma reformulação para manter-se no poder e garantir condições de governabilidade. “Os fins só puderam ser obtidos por meios democráticos e absolutamente legítimos, que foram as eleições, nas condições que o sistema permite. O PT tem que se autorreformar profundamente. E para se autorreformar, tem de ajudar a reformar o País. E o bloqueio principal é, sem dúvida, esse sistema político perverso em que estão imersos todos os partidos”, afirmou. Ele continua como no início da década de 1980, quando era conhecido jocosamente em Porto Alegre como "Garoto de Ouro", porque sabia de tudo e tinha soluções para tudo. Nessa época, quando o Brasil já vivia em plena abertura democrática, com a eleição dos governadores pelo voto direto em 1982, nesse mesmo ano ele procurava recrutar militantes para seu PRC - Partido Revolucionário Comunista e para operações armadas. Não era mesmo um "Garoto de Ouro"?!!!! Pois continua assim..... acha que ninguém percebe as jogadas dele.

Leilão de energia de reserva não tem lances por térmicas movidas a biomassa

Energia eólica é a fonte com o maior número de empreendimentos cadastrados no leilão

O leilão de energia de reserva, realizado nesta sexta-feira, não teve nenhum lance para venda de energia de termelétricas a biomassa de resíduos sólidos, de acordo com dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Assim, o leilão continua em andamento para a venda de energia solar e eólica. O objetivo inicial do leilão era contratar energia das fontes solar, eólica e biomassa de resíduos sólidos para ser entregue a partir de outubro de 2017. Ao separar as fontes geradoras, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) quer praticar preços mais condizentes. Para a energia solar, o preço máximo do megawatt-hora (MWh) é de 262 reais; para eólica, de 144 reais por MWh; e para termelétricas a biomassa de resíduos sólidos, de 169 reais por MWh. Vencem o leilão os empreendedores que oferecerem os maiores descontos (deságio) em relação aos preços máximos permitidos. O resultado de venda de energia por cada fonte será divulgado apenas ao final de todo o certame. A energia eólica é a fonte com o maior número de empreendimentos cadastrados para participação com 15,3 gigawatts (GW) de 626 usinas. Em segundo lugar está a energia solar com 10,8 GW de 400 projetos. As térmicas a biomassa de resíduos ou gás de aterro totalizam 151 MW de 8 projetos cadastrados. O leilão está sendo acompanhado com atenção pelo mercado de energia solar, pois pode marcar o início da efetiva entrada da fonte na matriz elétrica brasileira. A expectativa é contratar 500 MW de energia solar no certame. Mesmo assim, não são esperados grandes deságios, já que a alta do dólar e as incertezas quanto ao fornecimento de equipamentos local tendem a deixar alguns investidores mais cautelosos em seus lances. O BNDES até definiu condições de financiamento para a fonte solar, mas, por exigirem porcentuais de conteúdo nacional, alguns empreendedores buscam financiamentos de outros bancos. A indústria nacional de equipamentos e serviços ainda é muito pequena. O Brasil possui apenas um fabricante de módulos solares - os fabricantes internacionais aguardam o resultado do leilão para definir se instalarão fábricas no País. Entre algumas empresas com projetos cadastrados para o leilão estão AES Tietê, CPFL Renováveis, Alupar, Enel Green Power, Energisa, Renova Energia. Grandes fabricantes internacionais de módulos solares e desenvolvedores de projetos já instaladas no país, como a norte-americana SunEdison, também cadastraram projetos para o leilão.

Marcas TAM e LAN vão desaparecer do mercado

Após o anúncio da nova marca, a companhia dará início à pintura de aeronaves

As marcas TAM e LAN vão desaparecer do mercado. A estratégia da Latam Airlines, resultado da fusão entre as duas empresas, é anunciar até o fim do ano o novo nome com que atuará no Brasil, Chile e outros cinco países da América Latina. "Depois de muito estudo, chegamos à conclusão de que as duas marcas são muito fortes em seus mercados e que não poderíamos optar por uma ou outra", disse Marco Bologna, presidente da TAM S/A. "O que podemos revelar agora é que teremos uma nova marca". Conforme a assessoria de imprensa da TAM, o anúncio da nova marca deve ocorrer "nas próximas semanas". A consultoria Interbrand está trabalhando no desenvolvimento da marca. Após o anúncio, a companhia dará início à pintura de aeronaves, padronização de uniformes e unificação dos programas de reserva. Toda a integração deve ser concluída em um ano e meio. Depois de uma sequência de prejuízos financeiros que somam quase 1 bilhão de dólares entre 2012 e o primeiro semestre deste ano, a Latam anunciou nesta semana um plano estratégico para reposicionar a companhia entre as três maiores do mundo até 2018. Isso inclui corte de despesas na ordem de 650 milhões de dólares até lá e redução do quadro de funcionários, que hoje é de 53 mil pessoas em sete países da América Latina. A união das duas aéreas foi anunciada em 2010, mas só em junho de 2012 ela recebeu o aval de todos os órgãos regulatórios.

Polícia Federal indicia o bandido petista mensaleiro Henrique Pizzolato por nove crimes

A Polícia Federal confirmou nesta sexta-feira o indiciamento do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, o bandido petista mensaleiro Henrique Pizzolato, condenado no julgamento do Mensalão do PT por nove crimes. Os ilícitos apontados pelos policiais incluem falsidade ideológica e uso de documento falso a partir de 2007, quando o mensaleiro passou a arquitetar um plano de fuga e adotou a identidade do irmão Celso Pizzolato, morto em 1978. Condenado a 12 anos e sete meses de prisão durante o julgamento do Mensalão, Pizzolato foi preso no início do ano depois de uma fuga hollywoodiana para a Argentina e para a Espanha até chegar à cidade italiana de Maranello. Nesta semana, porém, a justiça da Itália negou a extradição do ex-dirigente do Banco do Brasil após acatar o argumento de que o sistema carcerário brasileiro não tinha estrutura suficiente para abrigar o condenado. Desde 2007, Pizzolato falsificou carteira de identidade, CPF, título de eleitor e dois passaportes – um brasileiro e outro italiano. Os documentos foram forjados em nome de Celso Pizzolato. O passaporte italiano falso permitiu a fuga do criminoso de Buenos Aires para Barcelona. Em fevereiro, a Polícia Federal havia instaurado inquérito para apurar como foi feita a falsificação do passaporte brasileiro em nome de Pizzolato e começou na época a averiguar os episódios de falsidade ideológica, já que ele se passou pelo irmão morto no posto de imigração na cidade catarinense de Dionísio Cerqueira, antes de atravessar a fronteira para a Argentina. As investigações deste caso foram concluídas na quinta-feira. Independentemente do indiciamento pelas autoridades brasileiras, a falsificação de passaporte e o crime de falsidade ideológica também são investigados pelas autoridades italianas. Juridicamente, uma das interpretações possíveis é a de que existem dois momentos para o crime de falsificação de documentos, apesar de ser apenas um ilícito. No caso de Pizzolato, o delito de adulteração do passaporte se consumaria no Brasil e o êxito de ele ter conseguido entrar na Espanha seria o exaurimento do crime. Essas nuances serão levadas em conta caso o mensaleiro vá a julgamento por esses ilícitos. Pelo Código Penal, “falsificar, no todo ou em parte, documento público, ou alterar documento público verdadeiro” pode ser punido com dois a seis anos de reclusão e multa. No caso de falsidade ideológica com documento público, como o passaporte, a pena é de um a cinco anos, além de multa.

Justiça condena Marcos Valério e sócios a pagar multa milionária ao Banco do Brasil

Condenado do mensalão, Marcos Valério desembarca no hangar da PF em Brasilia

A 7ª Vara Cível de Brasília condenou o empresário Marcos Valério, operador do esquema do Mensalão do PT, seus antigos sócios Cristiano Paz e Ramon Hollerbach, e a DNA Propaganda, a pagarem cerca de 4 milhões de reais ao Banco do Brasil e ao fundo Visanet, responsável pela promoção de cartões de crédito da bandeira Visa. No processo, o juiz Ruitemberg Nunes Pereira alega que Marcos Valério, preso em Minas Gerais, e seu grupo, recorreram à Justiça “por má-fé” ao tentar cobrar pelo pagamento de serviços de publicidade não prestados. Na ação de cobrança ajuizada pela DNA e seus sócios contra o banco público e a Visanet, Marcos Valério e a agência de publicidade contestavam a rescisão unilateral de um contrato de publicidade firmado em setembro de 2003 e exigiam que a Justiça garantisse o pagamento de uma dívida calculada em 12,9 milhões de reais. Em sua defesa, o Banco do Brasil negou estar inadimplente e argumentou que o Tribunal de Contas da União constatou uma série de irregularidades praticadas pela DNA durante a execução do contrato, o que teria resultado na apropriação indevida de 18,5 milhões de reais. Também no processo, a Visanet alegou, por exemplo, que a DNA Propaganda não comprovou que prestou os serviços de publicidade contratados. Em sua decisão, o juiz destacou que a relação entre a DNA e a Visanet foi analisada no julgamento do Mensalão do PT pelo Supremo Tribunal Federal e disse que “ficou demonstrado nos autos da Ação Penal 470, sob a firme relatoria do eminente Ministro Joaquim Barbosa, que tais serviços não foram efetivamente prestados, circunstância que ensejou a condenação de (...) Marcos Valério Fernandes de Souza nas penas dos crimes de peculato e corrupção ativa”. “Não satisfeita com o montante milionário de recursos públicos parasitados do BB, acumulados por seus sócios e controladores ao longo da ilícita e, indevidamente, prorrogada vigência contratual, a autora decidiu ainda, em verdadeira afronta à dignidade do Poder Judiciário, propor a presente ação de cobrança, cujo ajuizamento constitui não apenas um acinte ao conjunto da sociedade brasileira, especialmente àqueles que mantêm relações com as instituições financeiras, como também um menoscabo absoluto a todas as instituições públicas brasileiras competentes para a análise das ilicitudes civis, administrativas e penais”, declarou o magistrado. Em agosto de 2012, o Supremo Tribunal Federal condenou o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, Marcos Valério e seus sócios, por terem participado do desvio de mais de 70 milhões de reais da instituição financeira por meio do fundo Visanet, e de um montante que as agências de publicidade eram obrigadas a devolver à instituição financeira. Os crimes atribuídos pela maioria dos ministros a Pizzolato foram de corrupção passiva e peculato. Aos publicitários, corrupção ativa e peculato. Para o Ministério Público, o chamado núcleo publicitário da denúncia embolsou 2,9 milhões de reais em bônus de volume, uma gratificação paga pelos veículos de comunicação a anunciantes e que, por contrato, deveria retornar aos cofres do Banco do Brasil. Também no esquema do valerioduto, outros 73,8 milhões de reais foram pagos pelo banco público à agência de publicidade DNA, de Marcos Valério, sem que houvesse comprovação de qualquer serviço prestado. Parte dos pagamentos foi justificada com notas fiscais frias. Nada menos que 80.000 notas fiscais falsas.

Motoristas terceirizados pelos Correios organizavam roubos a cargas da estatal

Protesto no Rio: manifestantes fecham Centro de Operações dos Correios nesta quinta (11/7)

Motoristas de uma empresa terceirizada pelos Correios organizavam roubos a encomendas de um dos centros de distribuição da estatal, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Dois funcionários da prestadora de serviço e outros quatro assaltantes foram presos nesta sexta-feira na operação GPS, realizada pela Polícia Federal. A quadrilha foi responsável por pelo menos 25 roubos de cargas da estatal de janeiro a outubro deste ano. Os criminosos dirigiam caminhões que saíam do centro de distribuição domiciliária dos Correios em Bangu, de acordo com o delegado Fábio Andrade, responsável pelas investigações. Quando os veículos estavam repletos de mercadorias, esses funcionários costumavam alertar o resto da quadrilha e simulavam os assaltos. Em uma das ocasiões, um dos motoristas da quadrilha chegou a bloquear o funcionamento do GPS do caminhão de entrega para descarregar as mercadorias em uma favela. Depois de esvaziar o carregamento, inventou que foi assaltado e registrou ocorrência. Foram expedidos sete mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão pela 8ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro. Um dos criminosos permanece foragido. A quadrilha vai responder pelos crimes de associação criminosa, roubo a mão armada, apropriação indébita e falsa comunicação de crime. Esses Correios não têm mesmo solução, é uma estatal que precisa ser privatizada urgentemente.