sábado, 8 de novembro de 2014

Exportação de café do Brasil pode ter volume recorde em 2014

O Brasil deverá exportar um volume recorde de café de cerca de 36 milhões de sacas em 2014, ano em que registrou a sua pior seca nas lavouras, com impactos na produção, estimou na sexta-feira o Cecafé, a associação dos exportadores do País. Considerando a produção e o consumo interno do Brasil, a previsão do Cecafé de exportações brasileiras indica que os estoques do País de safras anteriores seriam consumidos, em meio a preços mais altos que têm impulsionado as vendas para o Exterior. A última safra brasileira, afetada pela seca, foi oficialmente estimada em 45 milhões de sacas, enquanto o consumo interno é visto pela indústria em quase 21 milhões de sacas em 2014.
O diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Guilherme Braga, comentou que o mercado mundial continua receptivo ao café brasileiro, com exportações do País de janeiro a outubro crescendo 15,4% ante o mesmo período do ano anterior, para 29,96 milhões de sacas. "O volume de café de qualidade produzido e exportado pelo Brasil também vem apresentando bons resultados, apesar da seca ter provocado uma redução no tamanho do grão. Ainda assim, a safra pode ser entendida como de boa qualidade, o que ajuda a vender", declarou Braga. Em outubro, segundo o Cecafé, o Brasil exportou volumes perto de recordes. A exportação de café verde do Brasil no mês passado somou 3,04 milhões de sacas, alta de 4,6% ante o mesmo mês de 2013, com o aumento sendo impulsionado por um crescimento nos embarques de café robusta, que somaram 276 mil sacas (alta de 179%). Os embarques de café arábica, variedade que responde por grande parte das exportações brasileiras, somaram 2,76 milhões de sacas, queda de 1,6% na comparação anual. Considerando o café industrializado e o grão verde, as exportações brasileiras totais somaram 3,26 milhões de sacas em outubro, alta de 0,9%. "No mês de novembro e dezembro a tendência é que essa situação se mantenha", afirmou Braga, acrescentando que isso indica que o Brasil deve "fechar o ano civil com aproximadamente 36 milhões de sacas exportadas (incluindo o produto verde e industrializado)". O recorde anterior de embarques do Brasil foi registrado em 2011, quando as exportações somaram 33,8 milhões de sacas. O preço do café arábica atingiu recentemente uma máxima de dois anos e meio na bolsa de Nova York, impulsionadas por preocupações quanto ao volume da safra do Brasil em 2014 e em 2015, após longos períodos recentes de seca nas regiões produtoras do País. As cotações mais altas têm ajudado negócios de exportação do Brasil.

Netanyahu critica novamente decisão da Suécia e nega divisão de Jerusalém

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, reforçou na sexta-feira, 7, que considera um erro a decisão política da Suécia de reconhecer o Estado palestino. O político israelense negou a possibilidade de fazer de Jerusalém a capital da Palestina, na parte Oriental, e de Israel na Ocidental, e contestou o uso do termo "colonização" para designar a presença israelense em território palestino. "Reconhecer um Estado palestino que não reconhece o Estado judeu, nem acordou os requerimentos de segurança para esse Estado, é irresponsável", argumentou Bibi, criticando a decisão da Suécia. "Jerusalém é uma questão muito sensível. Tratamos com muita delicadeza, mas é também nossa capital e, portanto, não é um assentamento. Todo mundo sabe que em qualquer acordo de paz permanecerá como parte de Israel", disse. Netanyahu afirmou que a "medula do conflito", que perdura desde 1948, é a recusa dos povos árabes em reconhecer o direito dos judeus ao Estado de Israel: "Reconhecer, como fizeram alguns países europeus, o Estado da Palestina sem exigir as mesmas condições para o Estado do povo judeu, é irresponsável". No mês passado, o premiê já havido dito que a posição política sueca atrapalharia as negociações de paz entre o governo israelense e o povo palestino. A Suécia foi o primeiro país da Europa a dar reconhecimento oficial à Palestina, um passo em direção a "Solução dos dois Estados", em que se prevê a coexistência legal dos dois povos na região. A Suécia foi aliada do nazismo alemão durante a Segunda Guerra Mundial e, há poucos dias, autorizou o partido nazista a recrutar estudantes. A Europa está ficando irrespirável. E volta a manifestar a sua velha tara bárbara milenar.

Denúncias envolvendo Petrobrás fazem fundos em Wall Street reduzirem aposta na empresa

As denúncias de corrupção na Petrobras afetaram o interesse de investidores em Wall Street pelos papéis da empresa. Dos oito fundos de hedge que mais tinham ações da companhia brasileira no começo de 2014, seis resolveram reduzir as apostas e venderam ações da petroleira. Além disso, o megainvestidor George Soros, que tinha voltado a apostar na empresa, também se desfez de parte das ações. Um dos gestores de fundos de hedge mais conhecidos no mercado financeiro dos Estados Unidos, Jim Chanos, classificou recentemente a Petrobras não como uma empresa, mas como um "esquema" e afirmou que estava se desfazendo das ações da petroleira. Em uma apresentação fechada à investidores, Chanos ainda reclamou que a Petrobras está endividada demais e que a produção de petróleo não tem crescido. George Soros também vendeu recentemente papéis da empresa. Ele aumentou a posição no começo do ano e chegou a deter 3,2 milhões de papéis em março, mas reduziu sua aposta para 2,4 milhões, de acordo com dados da SEC (Securities and Exchange Comission). Entre outras gestoras que resolveram vender ações da Petrobras estão a AlphaBet Management (agora chamada Saiers Capital), que administra US$ 2 bilhões e tinha no final de dezembro do ano passado 5,9 milhões de ações da Petrobras. Agora tem 400 mil papéis, de acordo com dados enviados para a SEC. Outra gestora, a Arrowstreet Capital, que administra US$ 25 bilhões, tinha 3,6 milhões de ações da petroleira brasileira, número que se reduziu para 1,1 milhão. A Gruss Asset Management foi mais radical e resolveu zerar suas posições, vendendo as 1,4 milhão de ações que tinha da Petrobras. Um levantamento do site especializado em fundos de hedge, o InsiderMonkey, mostra que, das oito gestoras que mais tinham ações da petroleira, apenas duas aumentaram a posição este ano na comparação com final de dezembro de 2013. As outras seis reduziram as apostas. Um gestor em Wall Street disse que a empresa brasileira "é um dilema", pois oferece boas perspectivas de produção, sobretudo depois das recentes descobertas no pré-sal, mas que as denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro "mancham" o nome da Petrobras e elas precisam ser investigadas. Além disso, ele reclamou da demora no reajuste dos preços dos combustíveis no Brasil, que complica a situação da empresa para fazer face aos investimentos - nesta quarta-feira, a estatal anunciou aumento de 3% nos preços de venda da gasolina e de 5% no diesel, nas refinarias. Assim, alguns gestores avaliam que, dependendo de como forem conduzidas as investigações e da transparência da Petrobras, o movimento de venda pode ser revertido. Uma das expectativas é que as duas empresas recentemente contratadas pela petroleira para a investigação do esquema de corrupção ajudem a esclarecer melhor a história. Uma delas, a Gibson, Dunn & Crutcher, é dos Estados Unidos e tem ampla experiência em investigar problemas no setor. Um de seus clientes mais conhecidos é a Chevron, segunda maior empresa norte-americana de petróleo. Pelas regras dos Estados Unidos, os fundos precisam informar à SEC a cada trimestre como estão suas carteiras no fechamento do período, com a quantidade de ações e as empresas em que investem. Uma das formas de os fundos em Wall Street aplicarem em Petrobras é por meio dos American Depositary Receipts (ADRs, recibos que representam ações e são listados em Nova York). O ADR da Petrobras costuma ficar entre os dez papéis mais negociados diariamente em toda a Bolsa de Valores de Nova York (Nyse). No ano, o papel acumula queda de 25%.

Parada há quatro meses, CPI da Petrobrás no Senado é prorrogada

Sem realizar sessões desde julho, a CPI da Petrobrás do Senado teve os trabalhos prorrogados. As investigações seriam encerradas oficialmente neste domingo, 9, sem apresentação ou votação de qualquer relatório final. Mas uma articulação de última hora do presidente da CPI, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), conseguiu reunir as assinaturas necessárias para continuar as apurações até o dia 22 de dezembro. Responsável pela coleta dos apoiamentos, o gabinete de Vital do Rêgo apresentou à Secretaria-Geral da Mesa Diretora do Senado 33 assinaturas favoráveis à prorrogação da CPI, seis a mais do que o mínimo necessário. Os senadores tinham até a meia-noite desta sexta-feira para acrescentar ou retirar as assinaturas do pedido de adiamento dos trabalhos. A última reunião da CPI exclusiva do Senado ocorreu no dia 16 de julho. Na ocasião, o gerente-geral de Implementação da Petrobrás para a Refinaria Abreu e Lima, Glauco Legati, negou que a elaboração da obra tenha ocorrido a partir de uma "conta de padeiro", conforme declarações do ex-diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa. Preso por envolvimento na Operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal, Paulo Roberto Costa criticou a estimativa inicial de Abreu e Lima, orçada em US$ 2,4 bilhões. Atualmente o custo está em US$ 13,4 bilhões e a previsão final é de alcançar US$ 18,5 bilhões. Àquela altura, o ex-diretor da estatal ainda não tinha começado a firmar seu acordo de delação premiada que lhe permitiu, no final de setembro, deixar a cadeia para cumprir pena em regime domiciliar. Desde então, a comissão exclusiva do Senado tentou, sem sucesso, se reunir em outras três ocasiões. Ela foi abandonada pela oposição desde o início dos trabalhos, que preferiram centrar esforços na CPI mista da Petrobrás. Vital do Rêgo, que também preside a CPI mista da Petrobrás, quer trabalhar para prorrogar as investigações da comissão do dia 23 de novembro para o 22 de dezembro. Segundo o peemedebista, a intenção de prorrogar os trabalhos é garantir um tempo hábil para continuar as investigações e dar tempo aos relatores das comissões apresentar e aprovar os relatórios finais das duas CPIs. Vital também negou que tenha havido um acordo entre base aliada e a oposição na CPI mista para impedir houvesse a votação de requerimentos para chamar pessoas ligadas ao PT e ao PSDB, como Aécio Neves (PSDB) e Gleisi Hoffman (PT). Segundo ele, esses depoimentos não estavam previstos no cronograma dos trabalhos firmado há meses entre governistas e oposicionistas. "Estão criando uma politização de um processo em que todos agiram de boa fé", afirmou.

Caterham busca dinheiro de torcedores para tentar correr em Abu Dhabi

Administradores da equipe Caterham de Fórmula 1 anunciaram uma iniciativa de financiamento público na sexta-feira para tentar arrecadar cerca de 3,7 milhões de dólares até o fim da próxima semana para que possam competir em Abu Dhabi. "Se não atingirmos a meta até a próxima sexta-feira, obviamente os recursos prometidos serão devolvidos", disse Finbarr O'Connell, administrador que representa a Smith & Williamson, em um comunicado. "Mas agora estamos esperançosos com o futuro da equipe e estamos confiantes de que a equipe, mostrando ao mundo que pode correr novamente, terá um futuro brilhante sob um novo dono em uma situação financeira adequada", acrescentou. A Caterham entrou em administração judicial no mês passado, não esteve no GP dos Estados Unidos e também em São Paulo. A prova de Abu Dhabi, em 23 de novembro, encerra a temporada de Fórmula 1. A iniciativa da arrecadação de recursos aconteceu no mesmo dia em que os administradores da rival Marussia anunciaram que a equipe está fechando as portas e que os cerca de 200 funcionários foram demitidos. A Caterham disse que as empresas e os fãs podem oferecer dinheiro através de um site (www.crowdcube.com/caterham).

Economistas petistas lançam manifesto a favor da inclusão social e contra políticas de austeridade

Um grupo de mais de 700 economistas assinou um manifesto online criticando a idéia de que a austeridade fiscal e monetária seja o único meio para resolver os problemas brasileiros. Por que nenhum valente desses se apresenta que assumir o Ministério da Fazenda? "Esperamos contribuir para que os meios de comunicação não sejam o veículo da campanha pela austeridade sob coação e estejam, ao contrário, abertos para o pluralismo do debate econômico em nossa democracia", diz o texto. Sem citar nomes, o documento afirma que um dos vocalizadores do mantra pela austeridade chegou a afirmar que um segundo mandato de Dilma Rousseff só seria levado a caminhar em direção à austeridade sob pressão substancial do mercado, o que foi chamado de "pragmatismo sob coação". O manifesto, que conta com a assinatura de nomes petistas de sempre, como Maria da Conceição Tavares, Luiz Gonzaga Belluzzo, Marcio Pochmann e João Sicsú, argumenta que durante a campanha presidencial foram colocados em votação dois projetos para o País, e o vencedor foi o projeto favorável ao desenvolvimento econômico com redistribuição de renda e inclusão social. Agora eles fazem não saber que a esquerda é atavicamente vigarista intelectual. O documento contava, até o fim da tarde de sexta-feira, com 774 assinaturas. Minha nossa.... como tem economista petralha neste País.... dái para entender o desastre da economia nacional. Os economistas afirmaram que, na contramão deste projeto, desde o primeiro dia após a reeleição de Dilma "a difusão de idéias deu a impressão de que existe um pensamento único no diagnóstico e nas propostas para os graves problemas da sociedade e da economia brasileira". A avaliação de representantes do mercado financeiro de que a desaceleração da economia teria que ser combatida com a credibilidade proveniente de uma austeridade fiscal e monetária, afirma o manifesto, "é inócuo para retomar o crescimento e para combater a inflação em uma economia que sofre a ameaça de recessão prolongada e não a expectativa de sobreaquecimento". Para eles, se essa proposta for adotada isso irá deprimir o consumo das famílias e os investimentos privados, levando a um círculo vicioso de desaceleração ou queda na arrecadação tributária, baixo crescimento econômico e aumento na carga da dívida pública líquida na renda nacional. O manifesto acrescenta que é fundamental a preservação da estabilidade da moeda e acrescenta que os signatários do documento também são favoráveis "à máxima eficiência e ao mínimo desperdício no trato de recursos tributários". "Rejeitamos, porém, o discurso dos porta-vozes do mercado financeiro que chama de "inflacionário" o gasto social e o investimento público em qualquer fase do ciclo econômico". Meu Deus do céu..... e ainda tem gente que estuda economia com esse pessoal. O texto ainda critica o argumento de que as desonerações aumentam os gastos públicos e a inflação. Os economistas também avaliam que a inflação manteve-se dentro do limite da meta inflacionária no governo Dilma Rousseff, "a despeito de notáveis choques de custos como a correção cambial, o encarecimento da energia elétrica e a inflação de commodities no mercado internacional". Para estes economistas, "é essencial manter taxas de juros reais em níveis baixos e anunciar publicamente um regime fiscal comprometido com a retomada do crescimento, adiando iniciativas contracionistas, se necessárias, para quando voltar a crescer". O petista Luiz Gonzaga Beluzzo não soube conduzir as finanças de um clube de futebol, o Palmeiras, que ele quebrou, imagina se conduzisse a economia de um país.

Aumento do preço do diesel aperta ainda mais margem de produtores de soja

Produtores rurais do Brasil se preparam para encarar margens ainda mais apertadas de lucratividade nesta safra em função do aumento do preço do diesel em 5%, anunciado na noite de quinta-feira, que terá impacto para as operações com maquinários nas fazendas, além do frete e insumos. Uma simulação feita pela consultoria Céleres indica que o gasto exclusivamente com diesel deverá subir 12 reais por hectare de soja plantada, para 246,50 reais, tomando-se como referência pesquisa de custos feita em Mato Grosso em meados deste ano. O aumento pode parecer pequeno na comparação com os 1.750,00 a 1.800,00 reais desembolsados para o plantio, desenvolvimento e colheita de cada hectare, mas não inclui todos os efeitos indiretos da alta do combustível. "Vai aumentar também frete, insumos e serviços terceirizados", destacou o analista Jorge Attie, da Céleres. O efeito do reajuste sobre o transporte rodoviário, modal usado para escoar boa parte da produção agrícola do País, poderá ser mensurado apenas nos próximos meses. O frete tem potencial para impactar margens dos produtores, uma vez que o preço pago pelos grãos na região de produção é, basicamente, o valor obtido no porto descontado o transporte. O óleo diesel, segundo a NTC&Logística, associação que reúne mais de 3 mil transportadoras do País, responde por até 40% dos custos dos fretes de longa distância, como os que levam a produção de grãos do interior do País até os portos e indústrias. "O impacto do aumento do diesel é muito forte", disse Nery Ribas, diretor técnico da Aprosoja MT, entidade que reúne produtores de grãos de Mato Grosso. Os produtores de soja enfrentam nesta temporada os preços mais baixos dos últimos quatro anos, acompanhando as cotações internacionais, pressionadas pela expectativa de colheitas recordes nos Estados Unidos e no Brasil em 2014/15. Em função dos preços baixos, o mercado está bastante retraído. Poucos agricultores já fecharam negócios garantindo nível de renda que cubra totalmente os custos do plantio, lembrou Ribas. O Grupo Mutum, que planta 24 mil hectares de soja na região de Nova Mutum (MT), já se prepara para um forte aumento de custos. Em um mês de trabalho intenso de colheita, por exemplo, são gastos 500 mil litros de diesel para movimentar a frota de dezenas de veículos, incluindo mais de 20 colheitadeira e cerca de 30 caminhões. "É um ano de margens bem apertadas. Aquela planilha de custos que foi elaborada, vai ser furada com essa alta do combustível. Hoje um dos itens que mais usamos, que é bastante pesado, é o diesel", disse o gerente do grupo, Luiz Divino da Silva. Ele lembrou também que o desembolso com o diesel é feito à vista, enquanto a receita é recebida, em geral, somente após a colheita e a entrega do produto, o que aperta ainda mais o fluxo de caixa dos produtores rurais.

Prefeitos discutem, nesta segunda-feira, transporte público e dívidas de municípios junto à União

Nesta segunda-feira, prefeitos de várias capitais e cidades médias do País (entre eles Fernando Haddad, Marcio Lacerda e José Fortunati) vão discutir a desoneração da tarifa de transporte público — e pressionar o governo federal pela sanção integral do projeto de renegociação das dívidas dos municípios com a União (aprovado pelo Senado). Será uma ampla reunião da Frente Nacional de Prefeitos, no hotel Vitória, em Campinas. Isso serve para muito turismo e pouco resultado.

TCU aponta roubalheira de R$ 91 milhões na obra da Rodovia do Parque

Enquanto o governo da petista Dilma Rousseff prepara uma ampliação em 18,7 quilômetros da BR-448, toda a extensão de 22,3 quilômetros já construídos está sob suspeita de roubalheira, pelo superfaturamento, conforme o Tribunal de Contas da União. A pavimentação e implantação da estrada, conhecida como Rodovia do Parque, está entre as quatro obras que tiveram a paralisação recomendada pelo TCU no Fiscobras 2014 – relatório divulgado na quarta-feira com 102 auditorias no País, entre julho de 2013 e junho deste ano. E a estrada é uma droga, uma porcaria de grande porte. Antes de completar um ano, já está em frangalhos, exigindo reformas por todo lado. Ou seja uma obra de engenharia que é um lixo. A corte apontou indícios de irregularidade grave, com sobrepreço por itens pagos em duplicidade, preços excessivos frente ao mercado, reajustamento irregular e quantitativo inadequado. Conforme acórdão do Tribunal de Contas da União no processo que discute as falhas apontadas em auditoria, foi identificado superfaturamento em 11 tipos de serviços oferecidos nos contratos dos lotes 1, 2 e 3 da estrada. O potencial dano ao erário no valor total é superior a R$ 91 milhões. A BR-448 foi inaugurada em 22 de dezembro do ano passado. As classificações de falhas ou irregularidades são as definidas pela Lei de Diretrizes Orçamentárias. A Rodovia do Parque foi classificada no pior nível, com indícios de irregularidade grave com recomendação de paralisação (IG-P). Nestes casos, o Congresso Nacional pode decidir pela suspensão da execução física, financeira e orçamentária de contratos, convênios ou editais de licitação. Como a BR-448 já foi concluída, não há mais o que paralisar. Conforme o TCU, mesmo assim é possível que a recomendação da corte tenha efeito. Caso o Congresso decida acatar o relatório, ficariam impedidos, por exemplo, o pagamento de valores que as empresas executoras da obra viessem a questionar. Também há a possibilidade de cobrança de valores pagos indevidamente, seja do governo, por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit), ou dos consórcios que realizaram os três lotes sob suspeita (Sultepa/Toniollo Busnello, Construcap/Ferreira Guedes e Queiroz Galvão/OAS/Brasília Guaíba). Para isso, contudo, o processo que apura os indícios de superfaturamento precisaria chegar à fase de Tomada de Contas Especial. As irregularidades foram apontadas em 2012 e, atualmente, o processo aguarda o julgamento de recursos. As fiscalizações ocorrem desde 2011. O DNIT informou que, assim como as empresas que executaram os contratos, já contestou os indícios, com a obra ainda em andamento. No dia 24 de outubro, o governo da petista Dilma lançou a licitação para ampliá-la até Portão. As propostas serão abertas em 9 de dezembro. As empresas escolhidas serão responsáveis pelo prolongamento de 18,7 quilômetros que tem início no km 6,5, em Esteio, e seguirá até o município do Vale do Sinos. Após a assinatura do contrato, a empresa terá três anos e oito meses para executar a obra, que deve começar em 2016. Evidentemente que essas empresas apontadas no relatório deveriam ser impedidas de concorrer. A construção de outros oito quilômetros, até Estância Velha, vai depender de outra licitação, que está em fase de estudos. O relatório do Fiscobras 2014, consolidado pelo ministro do TCU Bruno Dantas, será encaminhado para apreciação no Congresso, que decide se acata ou não o parecer da corte.
OS APONTAMENTOS DO TCU
Lote 01 - Contrato 484/2009
- Consórcio: Sultepa/Toniollo Busnello
- Trecho: do quilômetro zero ao 9,14.
- Valor do contrato: R$ 236.381.587,97
- Indício de superfatumento: R$ 10,7 milhões
Lote 02 - Contrato 491/2009
- Consórcio: Construcap/Ferreira Guedes
- Trecho: do quilômetro 9,14 ao 14,44.
- Valor do contrato: R$ 214.276.462,69
- Indício de superfaturamento: 23,7 milhões
Lote 03 - Contrato 492/2009
- Consórcio: Queiroz Galvão/OAS/Brasília Guaíba
- Trecho: do quilômetro 14,44 ao 22,34.
- Valor do contrato: R$ 553.764.370,22
- Indício de superfaturamento: 56,6 milhões
Total do potencial de superfaturamento: R$ 91.129.974,15

Governos petistas colocaram o País "à beira de um abismo", dizem economistas; por isso, ninguém quer assumir a Fazenda

Não pensem que existe alguma disputa pelo ministério da Fazenda. Não. Nenhum economista sério quer assumir a herança maldita de 12 anos de PT, pois o País está "à beira de um abismo". O PT aparelhou de tal forma o Estado para comprar quatro eleições que não há espaço para fazer as despesas geradas sem colocar o País em uma enorme crise, com corte inclusive na Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida, Pronatec e outros programas. Embora a presidente Dilma Rousseff tenha prometido “olhar com lupa” os gastos da máquina pública para promover cortes, essa decisão não será simples. O governo tem hoje um universo de cerca de R$ 56,8 bilhões onde poderia promover cortes no chamado custeio da máquina. Só que a própria presidente Dilma deixou claro que também não está disposta a diminuir o número de ministérios, o que poderia gerar economia de cargos nomeados politicamente, gratificações, despesas com terceirizados e estrutura física de cada um. Segundo dados do Siafi, de janeiro a outubro, os gastos em custeio chegam a R$ 615,67 bilhões, sendo que apenas R$ 56,8 bilhões, ou 9,22% do total, é efetivamente passível de corte. Isso porque mesmo as despesas livres do governo já são hoje, na sua maioria, comprometidas com pagamentos sociais. Esse espaço para corte de R$ 56,8 bilhões equivaleria a 1,1% do PIB, mas os especialistas dizem que não se pode simplesmente acabar com todos esses gastos de custeio dos ministérios de uma só vez. Embora agora a presidente fale em cortar, o problema dos gastos públicos é que o governo vem aumentando, ano a ano, essas chamadas despesas correntes — especialmente com pagamento de benefícios sociais e previdenciários, onde não se pode cortar. O levantamento no Siafi foi feito pelo economista Mansueto Almeida, que integraria a equipe econômica de Aécio Neves se o tucano tivesse sido eleito presidente. Foram retirados dos R$ 615,67 bilhões gastos em custeio todas as despesas com as funções sociais — Previdência, Saúde, Educação, Trabalho, Bolsa Família e Assistência Social — e ainda as transferências constitucionais e pagamentos de precatórios judiciais, bem como o custeio dos Poderes Legislativo e Judiciário. Então se chegou aos R$ 56,8 bilhões. Para Mansueto, o governo poderia reduzir entre 0,2% a 0,3% do total das despesas de custeio, no máximo, o que daria algo entre R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões, utilizando a execução do Orçamento até 31 de outubro. Em 2013, o Orçamento teve o mesmo comportamento: foram pagos R$ 640,9 bilhões de despesas correntes ou de custeio, sendo que livres mesmo foram R$ 45,1 bilhões — o universo que o governo poderia ter mexido —, ou 0,93% do PIB. O economista lembra ainda que se cortassem todas as despesas com diárias e passagens, por exemplo, a economia seria de cerca de R$ 2,5 bilhões. Nos últimos anos, o governo vem anunciando a redução desses gastos, num valor aproximado a esse. "Mesmo se o governo fechasse todos os ministérios, com exceção dos ministérios da Educação, Trabalho, Saúde, Previdência e Ministério do Desenvolvimento Social, a economia possível seria de 1,1% do PIB. Mas é possível fechar todos os ministérios com exceção dos cinco sociais? Claro que não. Não é possível nem economizar metade do custeio passível de corte. Assim, se o governo conseguir uma economia de 0,2 a 0,3 pontos do PIB de custeio já seria algo excepcional", disse Mansueto. Para o economista Raul Velloso, é claro o problema do aumento das despesas do governo. Mas ele acredita que, diante da situação financeira, o governo tem que fazer algum corte efetivo. "A pergunta é, o governo está consciente de que precisa fazer esses cortes para não perder o investment grade? Na hora em que ele está à beira de um precipício, de uma grande dificuldade, de uma grande crise, ele tem que decidir. Mas o primeiro alvo são sempre os investimentos", disse Velloso. Para completar o estelionato eleitoral, Dilma vai cortar as pensões das viúvas, mexer no seguro-desemprego e acabar com o PIS? Uma das despesas que sofrerá cortes são as despesas pagas às viúvas, que tem um custo anual de cerca de R$ 90 bilhões. Além disso, Dilma estuda, como já anunciado neste blog, cortar o seguro-desemprego, os abonos salariais e o auxílio-doença, que somam outros R$ 70 bilhões anuais. Tudo isso para pagar a campanha da reeleição, que durou quatro anos. Ou seja: desde o primeiro dia que o poste do Lula subiu pela rampa do Palácio do Planalto. O pacote fiscal em elaboração pelo governo Dilma contempla cortes de despesas já prometidos no passado e que não conseguiram interromper o aumento de gastos da União nos últimos anos --alguns foram até engavetados. Na lista estão seguro-desemprego, abono salarial, auxílio-doença e pensão por morte, despesas que, segundo disse o ministro Guido Mantega (Fazenda) na sexta-feira (7), devem sofrer reduções a fim de aumentar a economia feita pelo setor público para pagar juros da dívida. Mantega, que não permanecerá no governo no segundo mandato de Dilma Rousseff, reforçou a política da presidente de fazer um ajuste fiscal gradual, sem cortes drásticos de despesas que possam comprometer a geração de empregos. Logo depois da eleição, a presidente Dilma admitiu que será necessário fazer cortes de despesas por causa da queda no superavit primário. Neste ano, o setor público não vai cumprir sua meta de economizar 1,9% do PIB. Até setembro deste ano, apenas o governo federal acumulou um rombo de R$ 15,7 bilhões em suas contas. Foi a primeira vez desde o Plano Real, lançado em 1994, que houve deficit primário no ano, ou seja, o governo teve de se endividar para fazer pagamentos rotineiros e das obras de infraestrutura. Apenas no mês de setembro, as despesas com pessoal, programas sociais, investimentos e custeio superaram as receitas em R$ 20,4 bilhões, o maior valor em vermelho para um mês. Segundo Mantega, as despesas com seguro-desemprego, abono salarial e auxílio-doença somam cerca de R$ 70 bilhões por ano. No caso das pensões por morte, são R$ 90 bilhões por ano. "Então, nós estamos trabalhando para reformatar essas despesas para que no próximo ano elas estejam em declínio, interrompendo uma elevação que tem ocorrido neste momento", afirmou. Não é a primeira vez que o governo acena com mudanças nas regras desses benefícios. No ano passado, o Ministério da Fazenda propôs aumentar o tempo mínimo de trabalho que o desempregado precisa comprovar para ter direito ao seguro-desemprego em caso de demissão. Foi sugerido também que o abono salarial - que hoje paga um salário mínimo aos cadastrados no PIS/Pasep que tenham trabalhado por pelo menos 30 dias e recebido, na média do ano, até dois salários - passasse a ser proporcional ao número de meses trabalhado. As sugestões foram encaminhadas ao Palácio do Planalto, mas não avançaram. No caso das pensões por morte, o Ministério da Previdência já alertou para a importância de mudança das regras para limitar os pagamentos, mas nenhuma proposta foi formalizada pelo governo. Agora, o governo volta a mirar nessas despesas para tentar melhorar as contas públicas e recuperar sua credibilidade na área. O pacote fiscal em elaboração por Mantega deve ser anunciado apenas depois da viagem da presidente Dilma à reunião do G20 (20 economias mais importantes do mundo), nos dias 15 e 16.

Aécio Neves irá a São Paulo agradecer a votação para presidente

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou que a reunião que terá com o senador Aécio Neves, na próxima sexta-feira (14), será partidária e de agradecimento à população de São Paulo pelo resultado da eleição presidencial. “Será de agradecimento à população, aos líderes dos vários partidos da coligação, uma reunião mais partidária”, disse ele. Questionado sobre a possibilidade de ser candidato à presidência nas eleições de 2018, ele brincou e repetiu o que vem dizendo recentemente, que se candidatará à presidência do Santos Esporte Clube. Na sexta-feira, durante evento da CDHU, aliados exaltaram Geraldo Alckmin como possível candidato em 2018.