terça-feira, 18 de novembro de 2014

Índice de confiança do empresariado na Dilma continua desabando e atinge pior marca desde 1999



O Índice de Confiança do Empresariado Industrial (ICEI) recuou 1,0 ponto na passagem de outubro para novembro, descendo a 44,8 pontos. Com a queda, o índice chegou ao nível mais baixo de toda a série histórica, iniciada em 1999. O valor é um ponto menor que o registrado em outubro e 12,3 pontos inferior à média histórica que é de 57,1 pontos, informa a pesquisa divulgada nesta terça-feira, 18 de novembro, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Os valores da pesquisa variam de zero a cem. Abaixo de 50 indicam falta de confiança. "O ICEI ficou ainda mais distante da linha divisória dos 50 pontos, o que mostra que a falta de confiança está cada vez mais disseminada entre os empresários industriais", diz a CNI. A falta de confiança é maior na indústria de transformação, segmento em que o ICEI ficou em 44,3 pontos em novembro, valor 9,1 pontos menor do que o registrado no mesmo mês de 2013. Na indústria extrativa, o índice caiu para 44,6 pontos e, na de construção, recuou para 45,0 pontos. Conforme a pesquisa, os índices de confiança nas médias e nas grandes empresas são os mais baixos desde 1999, quando começou o levantamento. Nas médias empresas, o indicador ficou em 43,7 pontos e, nas grandes, em 45,4 pontos. Nas pequenas empresas caiu para 44,6 pontos em novembro. O levantamento foi feito entre 3 e 12 de novembro com 2.807 empresas de todo o País, das quais 1.078 são de pequeno porte, 1.059 são médias e 679 são de grande porte.

Juiz Sérgio Moro decreta prisão preventiva do afilhado do bandido petista mensaleiro José Dirceu e de mais cinco megaempresários

O juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, prorrogou a prisão do ex-diretor de Serviços da Petrobras, o petista Renato Duque, e de cinco executivos de três empreiteiras detidos na sétima etapa da Operação Lava Jato. São eles: Dalton Avancini, presidente da Camargo Corrêa; João Ricardo Auler, presidente do Conselho de Administração da construtora; José Aldemário Pinheiro Filho, presidente da OAS; Mateus Coutinho de Sá Oliveira, diretor financeiro da empresa; e Ricardo Pessoa, presidente da UTC. Todos são suspeitos de participar do megaesquema de corrupção na Petrobras, o Petrolão do PT, e tiveram a prisão temporária convertida em preventiva. A decisão do magistrado tem como principal argumento a farta quantidade de provas contra cada um dos presos. A maior parte dos indícios de participação no esquema foi levantada em depoimentos nos acordos de delação premiada, como o do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e do doleiro Alberto Youssef. Todos os seis envolvidos na decisão estavam presos de forma temporária – detenção, em regra de cinco dias, utilizada durante apurações quando a Justiça considera que a prisão de um suspeito é imprescindível para as investigações. A prisão preventiva, agora aplicada a todos os altos executivos, é justificada para impedir que o suspeito continue praticando crimes, que atrapalhe o andamento do processo ou para evitar a fuga do investigado. No mesmo despacho, o juiz autorizou a liberdade de onze detidos que não tiveram prisão temporária convertida em preventiva, com a ressalva de que não podem deixar o País nem mudar de endereço sem autorização prévia: Othon Zanóide (diretor da Queiroz Galvão), Ildefonso Colares Filho (ex-diretor-presidente da Queiroz Galvão), Jayme de Oliveira Filho (ligado ao doleiro Alberto Youssef), Valdir Lima Carreiro (diretor-presidente da Iesa), Otto Sparenberg (diretor da Iesa), Alexandre Barbosa (OAS), Carlos Alberto da Costa e Silva (advogado), Newton Prado Junior (diretor da Engevix), Carlos Eduardo Strauch (diretor da Engevix), Walmir Pinheiro Santana (UTC) e Ednaldo Alves da Silva (UTC). Eles também são obrigados a entregar o passaporte no prazo de cinco dias e a comparecer a todos os atos do processo. O juiz não decidiu o destino do lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, operador do PMDB no esquema criminoso. Baiano se entregou apenas no final da tarde desta terça-feira depois de ser considerado foragido desde a semana passada. A prisão preventiva do petista Renato Duque, relata o juiz Sergio Moro, é justificada pelo fato de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef terem declarado que o esquema criminoso de desvio de recursos e lavagem de dinheiro atingia a Diretoria de Serviços, que já foi ocupada pelo apadrinhado do bandido petista mensaleiro José Dirceu. Em acordo de delação premiada, Augusto Ribeiro de Mendonça Neto e Júlio Gerin de Almeida Camargo, da empresa Toyo Setal, deram detalhes sobre o pagamento de propina ao petista Renato Duque por contratos da Petrobras. Na semana passada, o juiz Sérgio Moro havia decretado prisões preventivas de seis acusados (Eduardo Hermelino Leite, da Construtora Camargo Correa; José Ricardo Nogueira Breghirolli, da OAS; Agenor Franklin Magalhães Medeiros, da OAS; Sergio Cunha Mendes, da Mendes Júnior; Gerson de Mello Almada, da Engevix; e Erton Medeiros Fonseca, da Galvão Engenharia) e a detenção temporária de outros dezenove acusados. Em seu despacho, o juiz responsável pelo processo da Operação Lava Jato, afirma que as prisões preventivas não devem ser utilizadas como regra, mas são justificáveis no caso do Petrolão do PT por conta da “empreitada delituosa formada para sangrar os cofres da Petrobras e superfaturar contratos de obras da maior empresa do País". Segundo as investigações da Lava Jato, há indícios de formação do cartel das empreiteiras, fraude em licitações, lavagem de dinheiro, pagamento de propina e falsificação de documentos. Em acordos de delação premiada, parlamentares também foram citados como integrantes do esquema, mas os nomes deles não foram revelados porque o caso precisa tramitar necessariamente no Supremo Tribunal Federal.

Justiça quebra sigilo de 14 executivos de grandes empreiteiras

A Justiça Federal no Paraná decretou a quebra do sigilo bancário de 16 executivos das maiores empreiteiras do País – OAS, UTC Engenharia, Mendes Júnior, Camargo Corrêa, Galvão Engenharia e Iesa, todas sob suspeita da Operação Juízo Final, sétima fase da Lava Jato. Entre os alvos da medida também estão as três empresas de “consultoria” controladas em parceria pelo operador do PMDB Fernando Falcão Soares, o Fernando Baiano, e Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobrás. A Justiça Federal já havia decretado o bloqueio de ativos dos empreiteiros. O rastreamento bancário atinge o presidente da Construtora Camargo Corrêa, Dalton dos Santos Avancini, o presidente do Conselho de Administração da empresa, João Ricardo Auler, o vice Eduardo Hermelino Leite, além do vice-presidente executivo da Mendes Júnior, Sérgio Mendes, o presidente da Iesa Óleo e Gás, Valdir Lima Carreiro, e o presidente da UTC, Ricardo Ribeiro Pessoa – este mantém estreito relacionamento com o doleiro Alberto Youssef, apontado como operador do esquema de propinas e corrupção na Petrobrás. Fazem parte da lista Walmir Pinheiro Santana, José Ricardo Nogueira Breghrolli, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, José Aldemário Pinheiro Filho, Gérson de Mello Almada, Erton Medeiros Fonseca, Ildefonso Colares Filho, Othon Zanoide de Moraes Filho e, ainda, Fernando Baiano e Renato Duque. O acesso aos dados bancários do grupo foi requerido pelo Ministério Público Federal. Os procuradores da força-tarefa da Lava Jato querem cruzar as movimentações financeiras para tentar identificar a fonte de recursos. Os advogados dos investigados sustentam que não houve prática de atos ilícitos. Desde que eles foram presos, na sexta-feira, os defensores reiteraram declarações no sentido de que os empresários não faziam parte do cartel das empreiteiras na estatal. As próprias construtoras anunciaram que estão colaborando com as investigações, por meio da entrega de documentos solicitados pela Procuradoria da República e pela Polícia Federal. O criminalista Fábio Semantob Tofic, que defende alguns dos executivos, foi categórico: ”Não há nada a esconder das autoridades, todos os ganhos são 100% lícitos, com origem conhecida, fruto de trabalho de décadas".

VEJA A LISTA DE EMPRESÁRIOS COM SIGILO BANCÁRIO QUEBRADO

O potencial explosivo de Fernando Baiano, que se entregou à polícia

Mario de Oliveira Filho, advogado do lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, parece ter mudado de idéia. Ele havia dito que seu cliente não se entregaria de jeito nenhum. Acusava ilegalidade na prisão e dizia esperar o resultado de um pedido de habeas corpus. Inútil. Fernando Baiano, acusado de ser o homem do PMDB na negociação com as empreiteiras, se entregou nesta terça-feira. Parece ser o caminho mais prudente. Multiplicam-se as delações premiadas, e empreiteiras já buscam a Controladoria-Geral da União para acordos de leniência. Fernando Baiano é apontado por Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef como o negociador do PMDB. Ele é que receberia a propina destinada ao partido, repassando depois os valores a quadros da legenda. Duas outras personagens que fizeram acordos de delação premiada o comprometem com o esquema. Segundo Augusto Ribeiro de Mendonça Neto e Júlio Camargo, da Toyo Setal, Fernando Baiano recebeu US$ 40 milhões da empresa para facilitar o fechamento de contratos com a Petrobras. O advogado de Baiano se mostrava inconformado com a decretação de prisão. Referindo-se a seu cliente, afirmou: “Ele vinha colaborando, estava intimado, se apresentou espontaneamente duas vezes por petição, forneceu o endereço, aceitou intimação por telefone, o que não existe, abriu mão da carta precatória para ser ouvido no Rio de Janeiro, marcou audiência para amanhã e mandaram prendê-lo. Não tem sentido”, afirmou. Michel Temer, vice-presidente da República, já negou que o lobista tenha qualquer relação com o seu partido: “Repudio essas insinuações. Repudio a tentativa de envolver o PMDB nesse caso. O senhor Fernando Soares não é interlocutor do PMDB. Nós queremos uma apuração rigorosíssima dos fatos ‘duela a quem duela’”, disse há uma semana, repetindo expressão empregada pelo então presidente Fernando Collor, em 1992, pouco antes de ter de deixar a Presidência. Vamos ver agora o que Fernando Baiano conta à polícia. O potencial é explosivo. Afinal, o PMDB é apenas o segundo maior partido da aliança que está no poder. O primeiro é o PT, enrolado nessa tramóia até o pescoço. Por Reinaldo Azevedo

Morre policial ferido em ataque terrorista do Hamas a sinagoga em Israel

Policial israelense perto da cena do ataque

O policial que ficou gravemente ferido no ataque a uma sinagoga em Jerusalém morreu na noite desta terça-feira em um hospital. Com isso, sobe para cinco o número de israelenses mortos no atentado. O policial foi identificado como Zidan Saif, de 30 anos. Foi ele quem trocou tiros com os dois palestinos que atacaram a sinagoga. As outras vítimas eram quatro rabinos, todos com dupla cidadania. Três eram cidadãos americanos, e um era britânico. O ataque ocorreu na manhã desta terça-feira, quando dois palestinos entraram em uma sinagoga no bairro de Har Nof com armas de fogo, facas e machados. Vinte e cinco pessoas rezavam no local. Depois de matarem quatro pessoas no interior da sinagoga e ferirem outras sete, os palestinos trocaram tiros com a polícia e morreram no confronto. Segundo o jornal Jerusalem Post, outro policial baleado no confronto continua internado. Em reposta ao ataque, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou a destruição das casas dos dois palestinos que cometeram o atentado. A polícia israelense também prendeu nove parentes dos palestinos. Os dois terroristas foram identificados como os primos Odai Abed Abu Jamal, de 22 anos, e Ghassan Muhammad Abu Jamal, de 32. Eram moradores do bairro de Jabal Mukaber, em Jerusalém Oriental. Parentes afirmaram que eles estavam revoltados com ações israelenses que, segundo eles, ameaçavam a Esplanada das Mesquitas, um dos locais mais sagrados do Islamismo. O policial era pai de uma criança de quatro meses. Fotos e vídeos publicados em sites israelenses mostram que mesas, livros e o chão da sinagoga ficaram cobertos de sangue das vítimas do ataque. O funeral de três das vítimas, que foi realizado horas depois do ataque, atraiu milhares de pessoas em Jerusalém. O grupo palestino Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) assumiu o ataque. Apesar da afirmação do FPLP, a polícia israelense ainda investiga se os dois primos palestinos eram mesmo afiliados ao grupo ou a alguma outra organização.

Veja a integra dos documentos em que o Ministério Público Federal pede transformação de prisão temporário em preventiva na Operação Lava Jato

O Ministério Público Federal cita indícios de sobrepreço e superfaturamento de cerca de R$ 613 mil no contrato da Petrobrás com a Camargo Corrêa em obras da Refinaria de Abreu e Lima para justificar o pedido de conversão da prisão temporária em prisão preventiva do diretor-presidente da companhia, Dalton dos Santos. Além do executivo da Camargo Corrêa, o Ministério Público Federal requereu nesta terça-feira, 18, que outras 11 prisões temporárias  - que têm prazo de cinco dias – decorrentes da sétima etapa da Operação Lava Jato, na última sexta-feira, sejam convertidas em prisões preventivas, sem prazo para acabar. Veja nos links abaixo a íntegra do pedido do Ministério Público Federal encaminhado nesta terça-feira para a decisão do juiz federal Sérgio Moro:
https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDULTlJajVRdW8xSjQ/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/0B8_RBOFhHrDUaEY3UmdWemRCSTg/view?usp=sharing

Polícia do Distrito Federal desmantela quadrilha formada por soldados do Exército

A Polícia Civil do Distrito Federal prendeu nesta terça-feira, 18, quatro soldados do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas do Exército - conhecido como Dragões da Independência - acusados de participar de uma organização criminosa que promovia roubo a postos de combustíveis. O regimento tem como missão a guarda de instalações presidenciais, a execução do cerimonial militar da Presidência da República e a "contribuição para a formação do cidadão brasileiro". Segundo a Polícia Civil, o grupo atuava em regiões variadas do Distrito Federal com o mesmo modus operandi: chegava a postos de gasolina, abastecia os veículos, rendia frentistas e, com a ajuda de comparsas em motocicletas, roubava o dinheiro do caixa. Dois soldados já estavam presos desde o mês passado, totalizando assim seis soldados recolhidos na carceragem. Os militares foram encaminhados para o Batalhão de Polícia do Exército de Brasília. Os soldados presos não integravam o esquadrão de cerimonial nem atuavam no Palácio do Planalto ou no Palácio da Alvorada e não desempenhavam atividades externas. Durante a operação Tanque Cheio, os policiais recolheram oito celulares, uma motocicleta, uma arma de brinquedo e munição. "No Exército, eles tinham ótimo comportamento, o que causou surpresa e espanto com as prisões. Alguns deles citaram que gastavam o dinheiro com comida, presentes, lanches, mas não havia uma destinação específica", disse o delegado Ricardo Viana, titular da 5ª DP. De acordo com Viana, no dia 11 de outubro o grupo praticou 14 roubos em série. Em média, o grupo conseguia roubar R$ 300,00 em cada posto, mas a cifra poderia chegar a R$ 900,00 em alguns casos. Os soldados presos, que têm entre 19 e 26 anos, responderão por roubo e associação para o crime - a pena mínima deve ficar entre quatro e dez anos de prisão.

Seta Oléo e Gás está negociando uma delação premiada no cartel da Petrolão

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) informou nesta terça feira, 18, que a empresa Setal Óleo e Gás (SOG) e seus executivos estão negociando acordo de leniência (delação premiada) com o órgão antitruste do governo federal no âmbito do procedimento aberto para investigar o cartel das grandes empreiteiras na Petrobrás, conhecido como Petrolão. O Cade deu início ao procedimento com base nas investigações da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que identificou o conluio das maiores construtoras do País a partir das delações premiadas feitas pelo ex-diretor de Abastecimento da estatal petrolífera, Paulo Roberto Costa, e pelo doleiro Alberto Youssef, ambos presos por suspeita de comandarem esquema de propinas e corrupção na Petrobrás. Em nota, a Superintendência-Geral do Cade confirmou “com autorização dos proponentes (Setal e seus executivos) a existência de negociação de acordo de leniência com a Setal Óleo e Gás”. O Cade é um orgão controlado por petistas, especialmente pelo petista Gilberto Carvalho, secretário geral da Presidência da República, olhos e ouvidos do alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de Reputações"). A Setal faz parte do grupo Toyo. Dois executivos que agiam em nome da Toyo, Júlio Camargo e Augusto Mendonça, já fizeram delação premiada junto ao Ministério Público Federal e revelaram como funcionava o esquema de propinas e corrupção na estatal petrolífera. Os relatos de Augusto Mendonça e Julio Camargo deram base à Operação Juízo FinaL, sétima fase da Lava Jato, desencadeada sexta feira, 14. A superintendência-geral do Cade informou que teve acesso, via compartilhamento, “às evidências e documentos de investigação relacionados à prática de cartel denunciada e está mantendo constante interação com a força-tarefa da Operação Lava Jato para ter ciência e obter tais elementos, de forma a conduzir sua investigação no âmbito administrativo”. O Cade observou que o acordo da Setal Óleo e Gás “é relacionado exclusivamente à prática ilícita de cartel para a qual a autarquia possui competência de apuração”. O inquérito do Cade é protegido pelo sigilo. 

A socialite Marta Suplicy diz ter tempo se quiser sair do PT



A ex-ministra da Cultura senadora Marta Suplicy (PT-SP) disse nesta terça-feira que não descarta a possibilidade de sair do PT, partido no qual é filiada há mais de 30 anos. "Essa não é uma preocupação neste momento. Eu tenho tempo se quiser sair do partido para disputar uma prefeitura (de São Paulo). Eventualmente, eu tenho um ano para fazer isso. Se eu quiser sair mais para frente, para disputar um governo, eu tenho três anos", afirmou. A declaração foi dada após ela fazer o seu primeiro discurso na tribuna do Senado. Na semana passada, ela deixou o cargo de ministra da Cultura fazendo críticas ao governo da presidente Dilma Rousseff, especialmente na área econômica. O gesto foi interpretado como uma sinalização de que a petista pode deixar o partido para disputar as eleições à Prefeitura de São Paulo em 2016. Sem negar essa possibilidade, a socialite petista Marta Suplicy disse que está avaliando a situação e defendeu que é possível trocar de partido sem perder o mandato, citando um parecer do procurador-geral República, Rodrigo Janot, que defendia a tese de que as regras da fidelidade partidária não podem ser aplicadas no caso dos senadores. Apesar de toda a argumentação, a senadora disse ser "precipitado" falar sobre o assunto: "Neste momento, eu voltei e pertenço à bancada do Partido dos Trabalhadores e estarei lá trabalhando". Pela manhã, também em entrevista a jornalistas, Marta Suplicy afirmou que o desconforto com o Palácio do Planalto depois da sua saída barulhenta do ministério era "página virada" e, mesmo hesitando por alguns segundos, disse que iria usar o seu mandato para defender o governo. Em seu primeiro pronunciamento no Senado, Marta Suplicy evitou fazer críticas ao governo e propôs um pacto entre os principais partidos por uma defesa "intransigente" do regime democrático, já que nas últimas semanas manifestações reuniram pessoas que pediram a volta do regime militar. "Neste momento em que retorno a esta Casa, esta que foi símbolo e baluarte das liberdades, quero conclamar a todos para que façamos um grande pacto, forte, permanente pela defesa intransigente da democracia", afirmou.

Irmão de ex-ministro do regime petista diz que não é foragido

Apontado como foragido pela Polícia Federal na Operação Lava Jato, Adarico Negromonte Filho, irmão do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte (à época no PP), informou à Justiça Federal por meio de seus advogados que não foi procurado pela Polícia Federal na casa onde vive há mais de 30 anos. A informação foi dada em uma petição feita pela defesa de Adarico para pedir a revogação de sua prisão temporária. Sua defesa afirma que “o requerente nunca residiu na cidade de São Paulo, e assim, de fato, não poderia ter sido localizado no local onde segundo noticiou a imprensa teria ocorrido a diligência da Polícia Federal”. E completou: “De tal modo, visto que o requerente não foi procurado pela Polícia Federal em sua casa na cidade de Registro, SP, local onde reside por mais de 30 (trinta) anos, não pode ser considerado como foragido da Justiça”. A peça é assinada pelas advogadas Joyce Roysen, Denise Nunes Garcia e Débora Motta Cardoso. Nas investigações, Adarico é apontado como “encarregado de transporte de valores em espécie” e “subordinado de Alberto Youssef (doleiro)“, de acordo com a decisão do juiz Sérgio Moro. Carlos Alberto Pereira da Costa, representante formal da GFD Investimentos, empresa de Youssef, disse que Adarico certa vez carregou “malas e sacolas” no escritório de Youssef. “Quanto a Adarico, a representação não apresenta tantas provas, mas além do depoimento acima (de Carlos), o nome dele como responsável pelas entregas de dinheiro é informado em troca de mensagens telemáticas entre Youssef e seus clientes”, diz o juiz em sua decisão. A defesa de Adarico recorre a essa informação – de que a representação do Ministério Público “não apresenta tantas provas” – para pedir sua soltura e argumentar que ele, em liberdade, nada influenciaria sobre a coleta de provas que ainda resta ser feita. Ainda não há decisão sobre o pedido.

Ex-goleiro Edinho, filho de Pelé, é preso novamente

Ex-goleiro do Santos e filho do ex-jogador Pelé, Edinho, após interrogatório no fórum da Praia Grande

O ex-goleiro do Santos e filho de Pelé, Edson Cholbi do Nascimento, o Edinho, de 44 anos, foi preso novamente na tarde desta terça-feira na Praia Grande, em São Paulo. Ele foi detido com base em uma ordem de captura definitiva expedida pela Justiça por condenação a 33 anos de detenção, por lavagem de dinheiro e também envolvimento com tráfico. Em julho, Edinho foi preso quando respondia à acusação em liberdade, mas foi solto uma semana depois. A pena de Edinho é a mesma de outros quatro acusados de estarem envolvidos no esquema de lavagem: Ronaldo Duarte Barsotti de Freitas ("Naldinho"), Clóvis Ribeiro ("Nai"), Maurício Louzada Ghelardi ("Soldado"), e Nicolau Aun Júnior ("Veio"). A acusação é de que Edinho fazia uma ponte entre os braços armado e financeiro da facção, que teria conexões com o Comando Vermelho, do Rio de Janeiro, abastecendo a capital fluminense. Ghelardi era o responsável em ocultar bens, Aun Júnior cuidava da parte financeira, Barsotti de Freitas era o líder da quadrilha e Ribeiro, o número 2 na hierarquia. As investigações do caso começaram em 2005, com a Operação Indra, organizada pelo Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc). Edinho foi goleiro do Santos em duas passagens na década de 1990.

EX-MARQUETEIRO PETISTA E GALISTA DUDA MENDONÇA ESTÁ INTERNADO NO SÍRIO-LIBANÊS

O ex-marqueteiro petista e galista Duda Mendonça foi hospitalizado na segunda-feira no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo (a boutique da saúde no Brasil) por causa de uma trombose. Além da trombose, Duda Mendonça também foi diagnosticado com uma embolia pulmonar leve, mas o exames feitos revelaram que sua saúde está sob controle. É impressionante.... Os petistas dizem que o SUS é uma perfeição, mas 10 entre 10 petistas, ao menor problema de saúde, correm para o Hospital Sírio-Líbanês, em São Paulo. Afinal, o PT comprou ações do Sírio Libanês? Ou o Sírio Libanês tem um plano de saúde só para petistas?!!!

Cunhada de tesoureiro do PT recebeu R$ 244 mil

João Vaccari Neto

Uma planilha apreendida pela Polícia Federal indica que Marice Correa de Lima, cunhada do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, recebeu 244 200 reais do doleiro Alberto Youssef. A planilha foi citada pela Polícia Federal ao inquirir o presidente da OAS, José Adelmário Pinheiro Filho. A Polícia Federal perguntou ao empresário se os valores foram realmente pagos a Marice e também se ele conhece Vaccari, mas o presidente da OAS não respondeu a nenhuma das 43 perguntas feitas pelos delegados da Operação Lava Jato. Léo Pinheiro, como é conhecido o presidente da OAS, preferiu ficar calado, seguindo orientação dos seus advogados. Ele foi preso na sexta-feira pela sétima fase da operação que investiga corrupção na Petrobras. A cunhada de Vaccari também teria recebido 110 000 reais da OAS, segundo troca de mensagens interceptadas pela Polícia Federal. O dinheiro foi entregue no apartamento dela em São Paulo, em dezembro de 2013. Os dados da planilha indicam que os outros valores foram entregues no dia 3 de dezembro de 2013. Ela foi conduzida à Polícia Federal para prestar depoimento na última sexta-feira, mas foi solta em seguida. Marice Correa é filiada ao PT paulista e trabalha na Confederação Sindical de Trabalhadores das Américas, um órgão ligado à CUT. A Polícia Federal questionou ainda o presidente da OAS sobre o destino dos 3% que eram acrescidos pelas empreiteiras nas obras contratadas pela Petrobras. Quis saber se ele conhecia Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras. E, ainda, se tinha conhecimento sobre a offshore Santa Tereza que teria recebido 4,8 milhões de dólares da OAS African Investment Limited. A Polícia Federal pediu à Justiça para estender a prisão temporária de Pinheiro Filho por mais cinco dias. O Ministério Público solicitou converter a prisão temporária em preventiva, para a qual não há prazo de soltura. 

Governo da petista Dilma Rousseff está a poucos passos do racionamento de energia

De acordo com dados do próprio governo da petista Dilma Rousseff, até o último domingo os níveis de armazenamento dos reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste, responsáveis por 70% de toda a energia consumida no Brasil, estavam com somente 16,6%. Para que os leitores tenham uma idéia precisa da gravidade da situação, no início do mês, esse percentual era de 19% e, há uma semana, era de 17,3%. Ou seja, em somente quinze dias, os níveis baixaram 2,43%. Ressalte-se que, pelo calendário, o Brasil já está no período chuvoso. No entanto, esse índice está 6,5% abaixo daquele observado em pleno racionamento em 30 de novembro de 2001, mesmo estando todas as termelétricas acionadas e sendo responsáveis por 27% de toda energia consumida no País. O racionamento parece inevitável.

Reunião do Fundo de Investimentos do FGTS é adiada por causa da Lava Jato; Queiroz Galvão queria mais 600 milhões de reais

Por causa da Operação Lava-Jato, o  governo petista de Dilma Rousseff decidiu adiar a reunião desta terça-feira do comitê de investimentos do Fundo de Investimentos do FGTS, que discutiria aportes bilionários em diversas empresas e projetos. Entre os diversos investimentos, havia um em especial que era delicado aprovar, depois das prisões de sexta-feira. A Queiroz Galvão Energias Renováveis pedia um aporte de 600 milhões de reais – equivalente a 30% das ações da empresa. O pedido já fora aprovado em etapas anteriores das discussões do FI-FGTS. Agora, seria a chancela final para a liberação do dinheiro. O adiamento da reunião pegou os integrantes do FI-FGTS de surpresa. A comunicação foi feita de manhã, horas antes do horário marcado para o encontro começar. (Lauro Jardim)

Ex-ministro petista Marcio Thomaz Bastos está internado no Sírio Libanês com câncer e fibrose nos pulmões

Informa o jornalista Lauro Jardim (Veja) que não é pneumonia o motivo da internação, na quinta-feira passada, de Márcio Thomaz Bastos, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O diagnóstico correto é câncer pulmonar e fibrose nos pulmões. Leia a nota: "Em 2007, Thomaz Bastos submeteu-se a 16 sessões de quimioterapia por causa de um câncer no pulmão. Um dos maiores criminalistas do Brasil e um dos ministros mais influentes de Lula, Thomaz Bastos estava até a semana passada se dedicando de corpo e alma a defender a Camargo Corrêa e a Odebrecht no caso da Lava-Jato. Mais do que isso, Thomaz Bastos atuava como uma espécie de advogado dos advogados, coordenando a defesa dos suspeitos". O petista Marcio Thomaz Bastos, que foi ministro da Justiça do primeiro governo do alcaguete Lula (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de Reputações") e mentor da idéia de que o Mensalão do PT era somente um delito de Caixa 2. Terminou todo mundo na cadeia. Agora, recentemente, ele recomendou ao X9 Lula que não viaje para a Europa. Ocorre que o falido Banco Espírito Santo, de Portugal, está sob investigação da Procuradoria da Comunidade Européia. E este banco teve envolvimento direto nas falcatruas do Mensalão do PT, por meio uma subsidiária sua, de Macau, que realizou pagamentos para mensaleiros. Se for à Europa, o X9 Lula poderá terminar como o falecido ditador chileno, Augusto Pinochet, que amargou prisão em Londres por longos meses.

PETROBRAS RESCINDE CONTRATO E DÁ GOLPE DE MORTE NA IESA, O SONHO DO PÓLO NAVAL DO JACUÍ DESMORONA

A indústria Iesa,cujo presidente foi preso no âmbito do Petrolão, construiu uma fábrica em Charqueadas (RS) para produzir módulos de plataformas de petróleo. Ela teve apoio forte do peremptório tetista "grilo falante" e tenente artilheiro e poeta de mão cheia governador Tarso Genro. Como tudo em que ele meteu suas mãos, deu errado. Obedecendo a suas ordens, o Badesul emprestou R$ 43 milhões. As garantias reais obtidas pelo banco não valem 5% do que a indústria Iesa deve. Ou seja, o prejuízo será enorme para o banco estatal gaúcho. A Petrobras só não rompeu antes o contrato para não prejudicar a campanha eleitoral do grilo falante Tarso Genro, do PT, mas na tarde desta terça-feira rescindiu o contrato com a empresa Iesa Óleo e Gás, investigada na Operação Lava-Jato, o Petrolão do PT. A indústria construiu uma fábrica em Charqueadas para produzir módulos de plataformas de petróleo, em um negócio de US$ 800 milhões. A notificação sobre o fim do contrato foi feita na segunda-feira. O presidente da Iesa, Valdir Carreira, e o diretor Otto Sparenberg, estão presos nesta sétima etapa da Operação Lava-Jato.

Empresas investigadas na Operação Lava Jato são responsáveis por no mínimo dez obras de energia do PAC 2

Com o envolvimento das maiores empreiteiras do País, a mira da operação Lava Jato pode chegar também ao setor elétrico. De acordo com levantamento do Contas Abertas, as empresas envolvidas no esquema de corrupção são responsáveis por pelo menos dez obras do setor de energia do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Os dez empreendimentos estão localizados nas regiões Norte e Nordeste, em Estados como Piauí, Maranhão, Bahia, Pernambuco, Rondônia, Pará e Tocantins. Oito obras são referentes a usinas hidrelétricas e duas a aproveitamentos hidrelétricos. O Ministério de Minas e Energia faz o acompanhamento do andamento das iniciativas. A única obra que já está em execução se refere aos aproveitamentos hidrelétricos a serem realizados na região de Tabajara, em Rondônia. Para esta obra, as empresas Construtora Queiroz Galvão S/A, Eletronorte, Endesa Brasil S.A., Furnas Centrais Elétricas S/A são as responsáveis oficiais. Segundo o levantamento, a obra em execução chegou a registrar R$ 16,2 milhões já aplicados. As empreiteiras Queiroz Galvão e Camargo Corrêa são as encarregadas de realizar obras em nove das dez iniciativas do PAC 2. Dentre os empreendimentos estão, por exemplo, a usina hidrelétrica de Marabá, que atende aos Estados do Pará, Maranhão e Tocantins, e de Cachoeira, entre o Maranhão e o Piauí. Entre as obras, duas são consideradas “Emblemáticas”, isto é, são mais impactantes e relevantes de acordo com o governo. Mesmo assim, as obras das usinas hidrelétricas de São Luiz de Tapajós e em Jatobá (PA) ainda estão em estágio de ação preparatória, ou seja, não saíram do papel. A Odebrecht, por sua vez, é responsável pela usina hidrelétrica de Riacho Seco, que será construída nos Estados da Bahia e Pernambuco. De acordo com o 10° Balanço do PAC 2, o Eixo Energia realiza ações de geração e transmissão de energia elétrica, exploração de petróleo e gás natural, fertilizantes, refino, petroquímica e combustíveis renováveis, além de revitalização da indústria naval. O eixo tem o objetivo de expandir a geração de energia limpa e renovável, e ampliar a produção de petróleo e gás para garantir o abastecimento necessário ao crescimento do País. A suspeita da Polícia Federal é de que o esquema operado pelo doleiro Alberto Youssef vá além da Petrobras e envolva o setor elétrico. A suspeita decorre de uma planilha intitulada “Demonstrativo de Resultado — Obra Jirau”, com a contabilidade da Camargo Corrêa na obra da hidrelétrica no Rio Madeira, em Rondônia, encontrada na mesa de João Procópio de Almeida Prado, acusado de ser braço-direito do doleiro. A empreiteira foi uma das sócias do consórcio que arrematou a concessão até 2012, quando vendeu sua participação. Segundo o Ministério Público Federal, Prado era o elo do esquema de Youssef com a Camargo Corrêa. Ele é concunhado de João Ricardo Auler, presidente do conselho de administração da Construções e Comércio Camargo Corrêa, um dos presos na Lava-Jato. Youssef disse à Justiça que Auler foi seu principal contato na construtora antes de Eduardo Hermelino Leite, atual vice-presidente da empresa, preso preventivamente. Leite é o único executivo de empreiteira, até agora, acusado pelo doleiro de ficar com parte do dinheiro da propina a ser dividido com os políticos. Procurada, a Camargo Corrêa informou que o Prado “jamais prestou serviços” para a construtora e que desconhece a planilha citada. Segundo um delator na Operação Lava-Jato, as empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção na Petrobras atuavam de forma articulada, em um “clube”, como era chamado, com reuniões periódicas e um grupo VIP, formado pelas gigantes do setor. As denúncias também podem chegar à Administração Direta.

Netanyahu ordena destruição das casas dos terroristas que atacaram sinagoga e mataram quatro israelenses

Cena do ataque em que dois suspeitos palestinos armados com machados e facas mataram ao menos quatro pessoas em uma sinagoga de Jerusalém

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou a destruição das casas dos dois palestinos que cometeram o atentado cometido na manhã desta terça-feira, que matou quatro israelenses que rezavam em uma sinagoga de Jerusalém. A polícia israelense também prendeu nove parentes dos palestinos. Os dois terroristas foram identificados como os primos Odai Abed Abu Jamal, de 22 anos, e Ghassan Muhammad Abu Jamal, de 32. Eles eram moradores do bairro de Jabal Mukaber, em Jerusalém Oriental. Parentes afirmaram que eles estavam revoltados com ações israelenses que, segundo eles, ameaçavam a Esplanada das Mesquitas, um dos locais mais sagrados do Islamismo. Os dois foram mortos pela polícia em uma troca de tiros, logo depois de atacarem os frequentadores da sinagoga com golpes de faca, machado e tiros. Foi o maior atentado contra cidadãos israelenses em três anos. Em um discurso na televisão que foi ao ar nesta tarde, Netanyahu acusou o grupo terrorista Hamas e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) de incitarem o ataque. "Estamos no meio de uma onda de ataques terroristas. Esses animais que cometeram esse massacre vieram carregados de ódio contra o povo judeu e o Estado israelense", disse. Netanyahu garantiu que a resposta ao terrorismo vai ser dura, mas também pediu para que os israelenses não cometam atos isolados de vingança contra os palestinos: "Ninguém deve fazer justiça com as próprias mãos". As vítimas foram identificadas como o rabino Moshe Twersky, de 59 anos; Arieh Kupinsky, de 43 anos; Kalman Levine, de 55 anos, e Avraham Goldberg, de 68 anos. Todos tinham dupla nacionalidade. Os três primeiros tinham cidadania americana, e o quarto, britânica. Os quatro moravam na mesma rua do bairro Har Nof. Eles deixam quatro viúvas e 24 filhos. Yosef Posternak, uma das testemunhas do ataque, disse que 25 pessoas rezavam no local no momento do ataque. Seis pessoas ficaram feridas. Fotos e vídeos publicados em sites israelenses mostram que mesas, livros e o chão da sinagoga ficaram cobertos de sangue das vítimas do ataque. O funeral de três das vítimas, que foi realizado horas depois do ataque, atraiu milhares de pessoas em Jerusalém. O presidente dos Estados Unidos, o muçulmano Barack Obama, condenou os ataques em um comunicado. "Não há justificativa para esse tipo de ataque contra civis inocentes", disse. Depois do ataque, jornais israelenses e agências de notícias começaram a informar choques entre palestinos e israelenses. Em Nablus, na Cisjordânia, um grupo de palestinos atirou pedras contra policiais israelenses. Em Jerusalém, um palestino ficou ferido depois de ser agredido por três homens com uma arma branca no bairro de Musrara, junto à conhecida "Linha Verde" que divide a parte leste da oeste da cidade, informou a polícia israelense. O grupo palestino Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), que assumiu o ataque, foi fundado em 1967 e tem como missão a destruição de Israel. Em suas primeiras décadas o grupo se notabilizou por sequestrar aviões comerciais e por assassinar o ministro do Turismo israelense, Rehavam Zeevi, em 2001. Nos últimos anos, o grupo vinha sendo eclipsado por organizações mais ativas como o Hamas. Seu líder, Ahmed Sadat, foi preso pela Autoridade Nacional Palestina (ANP) em 2002. Quatro anos depois, tropas israelenses invadiram a prisão onde ele estava sendo mantido e o levaram para cumprir pena em Israel. Apesar da afirmação do FPLP, a polícia israelense ainda investiga se os dois primos palestinos eram mesmo afiliados ao grupo ou a alguma outra organização. Outros grupos terroristas palestinos, como o Hamas, comemoraram o ataque. Páginas do grupo em redes sociais chegaram a publicar charges. Em Gaza, militantes dispararam tiros para o ar para celebrar a chacina. Nas últimas semanas, cinco judeus israelenses e um visitante estrangeiro foram deliberadamente atropelados e mortos ou esfaqueados por palestinos. A tensão entre israelenses e palestinos na região aumentou no último mês, em meio a uma disputa pelo santuário sagrado de Jerusalém. A Esplanada das Mesquitas, conhecida pelos israelenses como Monte do Templo, foi palco de confrontos no início deste mês. Forças de segurança israelenses chegaram a lançar bombas de efeito moral na mesquita para reprimir protestos provocados pela visita de judeus ultranacionalistas. Autorizadas pelo governo israelense, essas visitas são consideradas uma provocação pelos muçulmanos.

Polícia Federal pede prorrogação da prisão de empresários

A Polícia Federal encaminhou nesta terça-feira à 13ª Vara Criminal do Paraná pedido de prorrogação da prisão temporária de seis envolvidos no esquema do petrolão, entre eles o ex-diretor de Serviços da Petrobras, o petista Renato Duque. A decisão sobre a liberdade ou não de cada um deverá ser tomada pelo juiz Sergio Moro ainda nesta terça-feira. O Ministério Público Federal também se manifestou favorável à manutenção da prisão de parte dos suspeitos de envolvimento no petrolão. Em documento enviado ao juiz Sergio Moro, os procuradores federais defendem que continuem detidos o ex-diretor da Petrobras, o petista Renato Duque; os executivos da Camargo Corrêa, Dalton Avancini (presidente) e João Ricardo Auler; o diretor financeiro da OAS, Mateus Coutinho de Sá Oliveira; o advogado Alexandre Portela Barbosa; o presidente da OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, e o presidente da UTC, Ricardo Pessoa. Ao embasar os pedidos de prorrogação das prisões, os procuradores apontam ainda haver risco de fuga do petista Renato Duque caso ele seja colocado em liberdade. O Ministério Público também defende que continuem presos Othon Zanoide de Moraes Filho, Ildefonso Colares Filho e Jayme Alves de Oliveira Filho. Ao defender a prorrogação da prisão por mais cinco dias, a Polícia Federal afirma haver indícios de vazamento de parte da operação, o que teria beneficiado os suspeitos, e destaca que, desde a prisão de executivos e ex-diretores da Petrobras na última sexta-feira, ainda não foi possível analisar todos os documentos e dados apreendidos a partir dos mandados judiciais nem explorar possíveis contradições, como a participação e responsabilidade do petista Renato Duque no esquema criminoso. “Não foi possível estabelecer o confronto de eventuais declarações divergentes, como por exemplo no caso de Renato de Souza Duque, bem como a análise, embora preliminar, do material apreendido, a partir de um questionamento específico aos presos, acerca de eventuais documentos arrecadados”, diz a Polícia Federal no pedido enviado à Justiça. No documento, o delegado Márcio Adriano Anselmo se manifesta ainda pela liberdade de outros nove suspeitos de integrar o esquema: Ednaldo Alves da Silva (UTC), Carlos Eduardo Strauch Albero (diretor da Engevix), Newton Prado Junior (diretor da Engevix), Otto Garrido Sparenberg (diretor da IESA), Jayme Oliveira Filho (ligado ao doleiro Alberto Youssef), Valdir Lima Carreiro (diretor-presidente da IESA), Othon Zanoide de Moraes Filho (diretor da Queiroz Galvão), Ildefonso Colares Filho (ex-diretor-presidente da Queiroz Galvão) e Carlos Alberto da Costa Silva (UTC).

Ex-ministro petista Márcio Thomaz Bastos é internado em hospital em São Paulo

O ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos foi internado no Hospital Sírio-Libanês, na região central de São Paulo, no início da tarde desta terça-feira (18). A instituição não divulgou seu atual estado de saúde.

De acordo com boletim médico assinado pela equipe coordenada pelo médico Daniel Deheinzelin, Thomaz Bastos foi internado para tratar de uma descompensação de fibrose pulmonar. A fibrose pulmonar é uma doença irreversível nos pulmões na qual o tecido pulmonar normal vai gradativamente tendo aumento de fibras como parte do processo de cicatrização do órgão debilitado.

Oposição cobra explicação de Graça Foster por mentir à CPI da Petrobras

A presidente da Petrobras, Graça Foster, durante audiência conjunta no Senado em Brasília, para prestar esclarecimentos sobre denúncias envolvendo a estatal

O deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS) quer que a CPI da Petrobras interpele judicialmente a presidente da estatal, Graça Foster, por ter omitido dos parlamentares uma informação crucial que já possuía, no mínimo, desde maio: a holandesa SBM Offshore pagou propina a funcionários da estatal. Graça Foster fez a confissão publicamente nesta segunda-feira. Em 11 de junho deste ano, a companhia estava tão ciente do caso que já havia eliminado a SBM Offshore das licitações dos campos de Libra e Tartaruga Verde, segundo admitiu a própria Graça Foster. Mas, quando depôs naquela data à CPI, a presidente da Petrobras se apegou a uma notícia velha para esconder a revelação. "A Comissão de Apuração Interna não identificou, na sua esfera de atuação, dentro das atribuições que tinha e que tem, pagamento de qualquer vantagem a qualquer um dos nossos empregados", afirmou. Onix Lorenzoni protesta: "Isso é muito grave, porque ela mentiu na condição de testemunha em uma CPI. No que mais a senhora Graça Foster mente?"

Conselho de Ética arquiva pedido de cassação de Bethlem

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados arquivou nesta terça-feira o pedido de abertura de processo de cassação contra o deputado Rodrigo Bethlem (PMDB-RJ), ex-homem forte do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB). Conforme o site de VEJA revelou em julho, o parlamentar operou um esquema de corrupção enquanto comandava a Secretaria de Assistência Social da cidade, desviando recursos públicos de programas sociais. Aúdios e vídeos (veja abaixo) mostram Bethlem, em conversas com a ex-mulher, Vanessa Felippe, admitindo o recebimento de propina da ONG Tesloo, que mantém convênios com a prefeitura. Nos diálogos, ele chega a dizer que tirava de 65.000 reais a 70.000 reais mensais do contrato entre a ONG e o município. Por oito votos a dois, o Conselho de Ética rejeitou o relatório preliminar do deputado Paulo Freire (PR-SP), que pedia a abertura de um processo por quebra de decoro contra Bethlem. O pedido de arquivamento foi feito pelo deputado Fernando Ferro (PT-PE). Segundo o petista, não há provas materiais que comprovem as denúncias. A representação para apurar a suposta quebra de decoro parlamentar foi proposta pelo PSOL. Em sua defesa, o deputado, que não se candidatou nas eleições deste ano, afirmou que as acusações são infundadas, que a sua ex-mulher sofre de "transtorno de personalidade" e que as gravações foram editadas. O colegiado também decidiu que até o dia 2 de dezembro irá avaliar os processos de cassação dos deputados do PT da Bahia Afonso Florence, Rui Costa e Nelson Pelegrino. O requerimento contra os petistas foi protocolado pelo PSDB e pelo DEM após reportagem de VEJArevelar desvio de 50 milhões de reais para campanhas eleitorais.
As gravações que revelam o esquema de corrupção na prefeitura do Rio 
Bethlem
- Minha principal fonte de receita hoje na prefeitura, que é um convênio do Cad único... O cara simplesmente não prestou contas...
Vanessa
- Por que você está falando baixo? Não tem ninguém aqui.
Bethlem
- Porque eu simplesmente tô (sic) paranoico.
Vanessa
Paranoico por quê?
Bethlem
Telefone. Você sabe que os caras entram no telefone e vira um autofalante
Vanessa
- E você tem motivo para ficar paranoico?
Bethlem
- Como todo mundo. Você acha que alguém vai te denunciar no MP, por quê?
Vanessa
- Por quê?
Bethlem
- Porque eu sou alvo, Vanessa.
Bethlem
- (...) Este mês infelizmente furou porque o cara não prestou contas e eu efetivamente não vou colocar meu rabo na janela (...) Por isso eu tô (sic) f* desse jeito... É a minha principal receita. (...)
Vanessa - Qual o nome do negócio?
Bethlem - É um convênio que eu tenho, o Cadastro Único.
Vanessa - O que é que tem isso?
Bethlem - É a minha principal fonte de renda hoje. O cara não prestou contas direito, o cara é um idiota, um imbecil. Não pude pagar o cara este mês, não recebi. (...) É uma receita que eu tenho certa até fevereiro, até março. Porque é um convênio de sete meses. (...)
Vanessa - E quanto dá isso?
Bethlem - Eu tenho de receita em torno de 100 mil reais por mês.
Vanessa - Quanto dá o CAD Único por mês?
Bethlem - Em torno de uns 65, 70.000. Depende do que ele receber, entendeu? (...)
Bethlem - Fora isso, tem o lanche e o meu salário.
Vanessa - Lanche? Que lanche?
Bethlem - O lanche que é servido... pelo cara que vende lanche para todos nas ONGs... é meu amigo.
Vanessa - Quanto é de lanche?
Bethlem - Em torno de 15.000 reais. O cara tá vendendo metade do que deveria vender
Vanessa - Até quando?
Bethlem - Até quando existir convênio. (...)
Vanessa - E salário?
Bethlem - Cerca de 18.000 líquido.
(...)



Cinco lotes de leilão de linhas de transmissão de energia ficam sem interessados

Este foi o terceiro leilão de transmissão de energia realizado pela Aneel em 2014

O terceiro leilão de linhas de transmissão realizado nesta terça-feira pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) terminou sem interessados para cinco dos nove lotes ofertados. Ficaram sem ofertas os lotes com linhas no Pará, Mato Grosso, Minas Gerais e Tocantins, respectivamente, o B, C, D, G e I. Por outro lado, o lote A foi arrematado pela estatal Eletrosul. A companhia ofereceu Receita Anual Permitida (RAP) de 336 milhões de reais, o que representa um deságio de 14% em relação ao preço de referência estabelecido pela Aneel. O lote A era dividido em quatro sublotes no Estado do Rio Grande do Sul. Ele era composto por 17 linhas de transmissão e oito subestações, distribuídos em 2.169 quilômetros de extensão. O prazo de construção dos projetos previstos no lote A é de 36 meses. O Consórcio Paraíso foi vencedor do lote E, com linhas em Mato Grosso do Sul. A RAP oferecida foi de 22 milhões de reais, um deságio de 3,62% em relação à RAP definida pelo órgão regulador. A Celg arrematou o lote F, com linhas em Goiás e Minas Gerais, ao oferecer um RAP de1,64 milhão de reais, um deságio de 0,32%. Já a Isolux Projetos e Instalações venceu o lote H, com linhas no Pará e Amapá, com RAP de 17,2 milhões de reais (deságio de 3,2%). Este foi o terceiro leilão de transmissão realizado neste ano pela Aneel. O primeiro ocorreu em fevereiro e reuniu 2.092 quilômetros de extensão no chamado linhão de transmissão para escoamento de energia da usina Belo Monte. O segundo, de maio passado, foi composto por 3.469 quilômetros de extensão divididos em 13 lotes.

Polícia Federal conclui depoimentos e deve pedir prisões preventivas

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal, que atuam nas investigações do megaesquema de lavagem de dinheiro da Operação Lava Jato, devem se manifestar nesta terça-feira sobre a continuidade ou não da prisão de executivos e funcionários das maiores empreiteiras do País. Terminou nesta terça-feira o prazo para a prisão de pelo menos 17 pessoas detidas na sétima etapa da Operação Lava Jato na última sexta-feira. De acordo com o juiz Sérgio Moro, responsável pelos autos da Lava Jato na Justiça Federal do Paraná, tanto a autoridade policial quanto o Ministério Público precisam se manifestar sobre a necessidade da manutenção das prisões – em seguida, ele vai decidir individualmente se os executivos permanecem ou não encarcerados. A tendência é que ambos se manifestem pela continuidade das prisões temporárias de alguns executivos para que as investigações não sejam prejudicadas. Segundo o juiz federal Sérgio Moro, os eventuais pedidos de prorrogação de prisão e de liberdade dos investigados serão analisados ainda nesta terça-feira. A Polícia Federal pretendia concluir nesta terça-feira a tomada de depoimentos dos últimos oito presos na operação, entre os quais os presidentes das construtoras Camargo Corrêa, Dalton Avancini, e da UTC, Ricardo Pessoa. Nas oitivas colhidas em Curitiba, a Justiça tem confrontado os detidos na Lava Jato com as revelações do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, do doleiro Alberto Youssef e de empresários que assinaram acordos de delação premiada em troca da perspectiva de penas reduzidas. Nos recentes acordos de delação, os empresários Augusto Ribeiro de Mendonça Neto e Julio Gerin de Almeida Camargo, da empresa Toyo Setal, confirmaram a existência de um cartel para negociar quais empresas sairiam vencedoras nas disputas por obras públicas e detalharam como funcionavam as fraude às licitações da Petrobras, assim como o processo de lavagem de dinheiro por meio das contas de Alberto Youssef e de outros operadores e o pagamento de propinas a agente públicos. Os delatores apontaram o envolvimento do petista Renato Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobras, indicado ao cargo pelo ex-ministro e bandido petista mensaleiro José Dirceu, e do lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, operador do PMDB. O petista Renato Duque foi preso pela Polícia Federal. Fernando Baiano está foragido.

Ex-OGX desiste de cobrar US$ 1 bilhão de Eike Batista

Eike é acusado de atuar com informação privilegiada e de manipulação de mercado

A OGPar, antiga OGX, desistiu de exigir que o ex-bilionário Eike Batista invista até 1 bilhão de dólares na empresa, conforme havia sido acordado anteriormente, por meio da compra de ações da petroleira. Em fato relevante encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a companhia disse que optou por "encerrar disputa acerca do exercício da opção, concluindo pela sua inexigibilidade". "Como consequência da referida decisão, os membros independentes do Conselho de Administração concederam plena quitação à Centennial Asset Mining Fund LLC e ao Sr. Eike Fuhrken Batista quanto às obrigações estabelecidas no Instrumento de Outorga de Opção", informa o documento. Uma da principais regras do plano de recuperação da OGPar era justamente a exigiência que o então sócio majoritário injetasse 1 bilhão de dólares na petroleira. Há quase dois anos, quando a empresa enfrentava o descontentamento crescente de seus investidores, Eike Batista prometeu investir esse montante caso as ações caíssem a um certo patamar. No entanto, ele não cumpriu a promessa. A ex-OGX entrou com o maior processo de recuperação judicial da história da América Latina no Rio de Janeiro em 30 de outubro do ano passado, depois que seus primeiros poços de petróleo produziram menos do que o esperado e os investidores perderam confiança na capacidade de a empresa manter os pagamentos de sua dívida e financiar novos empreendimentos. O não cumprimento da promessa de investimento na OGPar está entre os argumentos do Ministério Público (MP) para denunciar o empresário por crimes contra o mercado financeiro. Nesta terça-feira acontece uo primeiro dia de julgamento de Eike Batista, acusado de atuar com insider trading (informação privilegiada) e manipulação de mercado. As penas previstas para o primeiro podem chegar a cinco anos de prisão e as do segundo podem chegar a oito anos. Nos dois casos estão previstas multas de até três vezes a vantagem obtida. A principal linha de defesa de Eike consiste em afirmar que ele foi tão enganado quanto os outros acionistas e não sabia que a OGX não tinha o óleo prometido aos investidores.

Empresas investigadas no Petrolão querem fazer denúncia premiada com a CGU

Jorge Hage, ministro da CGU

O ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, afirmou nesta terça-feira que as empresas investigadas na Operação Lava Jato procuraram o órgão para tentar fechar acordos de leniência — quando as instituições colaboram com as investigações em troca de perdão judicial ou punição mais branda, ou seja, uma delação premiada empresarial. Ele não revelou quais empresas entraram em contato com o CGU porque os acordos ainda não foram firmados. Na sexta-feira, executivos das maiores empreiteiras do País foram presos ou intimados a prestar depoimento durante a deflagração da sétima etapa da Operação Lava Jato, que apura os desvios em contratos firmados com a Petrobras. Entre as empresas investigadas estão Queiroz Galvão, Mendes Júnior, Iesa, Camargo Corrêa, OAS, Galvão Engenharia, UTC Engenharia e Engevix. Em conferência que debatia a lei anticorrupção, em São Paulo, Hage também informou que, assim que receber as informações da Polícia Federal, abrirá processos administrativos contra as empresas envolvidas no esquema de corrupção na estatal. "Concluída a análise desses elementos, vamos instaurar processos, muito provavelmente contra várias dessas empreiteiras, se não contra todas", disse. No entanto, afirmou não ver necessidade de instaurar processo contra a Petrobras, pois, segundo ele, a estatal foi "vítima" da ação dos acusados. "Entendo que a Petrobras é vítima nessa história, tanto de agentes corruptores, de empresas e pessoas físicas, como de agentes públicos dentro dela, que se deixaram corromper. Em ambos os casos, ela, empresa, é vítima, no nosso ponto de vista", disse o ministro. Sobre a possibilidade de as empreiteiras envolvidas serem declaradas inidôneas, o que poderia levar a uma paralisação geral de obras no País, Hage afirmou não ver um cenário tão negativo. Para ele, as penalidades não têm impacto necessariamente nos contratos anteriores, principalmente se já estiverem em andamento. "Vai depender também da execução do contrato. O administrador decide em cada caso o que fazer", disse Hage, que lembrou que o interesse público deve ser levado em consideração. O ministro-chefe concluiu que a recomendação da CGU é, se confirmada a existência de sobrepreço, os contratos devem ser repactuados para a correção dos valores. "O contrato atual só deve seguir se for repactuado". Na segunda-feira, a diretoria da Petrobras informou que não pretende paralisar contratos, mas renegociá-los para reparar possíveis irregularidades.

CPI do Petrolão quebra sigilo de tesoureiro do PT e convoca afilhado do bandido mensaleiro José Dirceu, o petista Renato Duque

O ELO – Renato Duque, ex-diretor da Petrobras, que cobrava 3% de propina para o PT: preso depois que a Polícia Federal descobriu que ele tinha contas secretas no exterior

A CPI mista da Petrobras aprovou nesta terça-feira a quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Ele é apontado pelo doleiro Alberto Yousseff como um dos beneficiários da quadrilha instalada na Petrobras. Foram 12 votos favoráveis e 11 contrários. Os petistas protestaram e pediram a aprovação de um requerimento que quebrava o sigilo dos tesoureiros de todos os partidos que receberam doações das empreiteiras envolvidas – o que, das siglas com bancada no Congresso, livraria apenas o PSOL. Mas o texto não foi colocado em votação. O sigilo de Vaccari foi quebrado com o apoio de parlamentares de partidos aliados, como Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) e Enio Bacci (PDT-RS). A CPI também aprovou nesta terça-feira a realização de uma acareação entre Paulo Roberto Costa e Nestor Cerveró, ex-diretores da área internacional da Petrobras, e a convocação de Ildo Sauer, ex-diretor de gás e energia da empresa. Também foi aprovada na comissão a convocação do petista Renato Duque, ex-diretor de Serviços da estatal. Indicado pelo ex-ministro e bandido petista mensaleiro José Dirceu para o cargo, que ocupou entre 2003 e 2012, ele foi preso na última sexta-feira em mais uma etapa da Operação Lava Jato. Na semana passada, governistas se articularam para barrar a convocação do petista Duque. Agora, com a prisão do ex-diretor, a base aliada votou a favor e o pedido foi aprovado por unanimidade. "É alguém que está preso e tem informações preciosas para o fechamento dos trabalhos", disse o senador Wellington Dias (PT-PI). O petista Duque é investigado por integrar o esquema bilionário de desvios em contrato da Petrobras com empreiteiras e outras companhias. Os recursos eram usados para abastecer caixas do PT, PP e PMDB. A comissão também aprovou por unanimidade um requerimento que convoca Sérgio Machado, presidente licenciado da Transpetro, a falar à CPI. Agora, os líderes vão se reunir para acertar o cronograma de depoimentos. O prazo é curto. Além disso, a continuidade dos trabalhos pelas próximas semanas não está assegurado. A oposição ainda reúne assinaturas para assegurar a renovação da CPI por um mês a partir de 23 de novembro, quando o prazo original se encerraria. De qualquer forma, os trabalhos do Congresso devem terminar em 22 de dezembro. Por isso, os oposicionistas também se articulam para criar uma nova Comissão Parlamentar de Inquérito no início de 2015. A idéia é aproveitar os dados obtidos pela CPI atual.

Justiça federal autoriza quebra de sigilo de mega empreiteiros e do afilhado do bandido mensaleiro José Dirceu, o petista Renato Duque

O juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, determinou nesta terça-feira a quebra de sigilo bancário de 18 executivos e empresas investigados na Operação Lava Jato da Polícia Federal. Na lista dos que terão seus dados repassados à Justiça estão o ex-diretor de Serviços da Petrobras, o petista Renato Duque (indicado para o cargo pelo petista bandido mensaleiro José Dirceu) e os presidentes da construtora Camargo Corrêa, Dalton Avancini, e da OAS, José Adelmário Pinheiro Filho. Indicado por José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil condenado no julgamento do mensalão, o petista Renato Duque ocupou entre os anos de 2003 e 2012 a diretoria de Serviços da Petrobras. Ou seja, teve um reinado no cargo. Ele foi demitido no mesmo ano que Paulo Roberto Costa. Em seu despacho, o juiz federal Sérgio Moro detalha que quer a lista de todas as instituições financeiras que abrigam contas dos suspeitos, além de dados sobre a movimentação bancária, os investimentos e os ativos encerrados de cada um. A lista inclui ainda o presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa, João Ricardo Auler, o ex-diretor-presidente da Queiroz, Galvão Idelfonso Colares, o diretor-vice-presidente executivo da construtora Mendes Junior, Sergio Cunha Mendes, o diretor da OAS, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, e o vice-presidente da Engevix, Gerson de Melo Almada. 

Faz hoje um mês que Dilma admitiu pela primeira vez a possibilidade de haver desvios na Petrobras; antes, ela acusava mera conspiração dos que queriam privatizar a empresa. Vejam o que está em curso! Ou: Dilma vai criar galinhas, como o último imperador romano?

O tempo passa, e as coisas só pioram na Petrobras e no Brasil. A presidente Dilma se comporta como o último imperador romano, que, no fim da linha, preferia cuidar de galinhas. Ocorre que esta senhora, que encerra melancolicamente o seu mandato, terá mais quatro anos — caso cumpra o calendário e não seja atropelada pela lei. A entrevista concedida nesta segunda por Graça Foster, presidente da estatal, evidencia que o governo perdeu o pé da situação. Raramente se viu soma tão robusta de sandices. Para piorar, as denúncias chegam à atual diretoria da empresa: segundo Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, José Carlos Cosenza, atual diretor de Abastecimento e substituto do próprio Costa, também recebeu propina. Ele nega. E tudo pode sempre piorar: surgiram sinais de que o esquema criminoso pode ter atuado também na Eletrobras, cujas ações despencaram nesta segunda-feira.

Obviamente, não vou eu aqui afirmar a culpa de Cosenza. Denúncias precisam ser provadas para que possam ter consequência penal. Ocorre que esse caso tem mais do que a esfera puramente criminal. Será que a Petrobras aguenta ter um alto membro da atual diretoria sob suspeita? Não é o mais recomendável para uma empresa que não consegue divulgar números de seu balanço trimestral e que já enfrenta sinais de que terá dificuldades para se financiar no mercado externo em razão da falta de credibilidade.
Cosenza estava nesta segunda-feira no evento-entrevista que Graça organizou, compondo a mesa da diretoria da Petrobras. Que a roubalheira comeu solta na empresa — seja ou não para financiar partidos —, isso já está comprovado. Um único gerente, Pedro Barusco, fez acordo de delação premiada e aceitou devolver US$ 97 milhões — o correspondente a R$ 252 milhões. Seu chefe, no entanto, Renato Duque, homem de José Dirceu na empresa e ex-diretor da cota do PT, afirma não saber de nada e se nega a colaborar com as investigações. Assim, se formos nos fiar nas palavras de Duque, devemos acreditar que seu subordinado conseguiu a proeza de amealhar R$ 252 milhões fazendo falcatruas às escondidas do chefe.
O processo será longo. Estamos só no começo. Pensem, por exemplo, que o caso vai mesmo esquentar quando aparecerem os nomes dos políticos, que estão se acumulando lá o STF. Aí é que vocês verão a barafunda.
Desde o começo da crise, tenho chamado a atenção para o óbvio: por que a prática seria diferente nas demais estatais se os atores são os mesmos, se a política é a mesma, se os critérios são os mesmos? Surgiu o primeiro elemento que pode indicar que os criminosos atuaram também na Eletrobras — e sabe-se lá onde mais. A presidente brinca com o perigo.
Para começo de conversa, deveria intervir já — e não mais tarde — na Petrobras. Está na cara que Graça Foster perdeu a condição de presidir a empresa. Cosenza tem de ser afastado não porque esteja comprovada a sua culpa, mas porque a estatal não pode conviver com desconfiança. Evidenciada a sua inocência, que volte.
Um mês
Vejam vocês: hoje, 18 de novembro, faz exatamente um mês que Dilma admitiu pela primeira vez a possibilidade de haver desvios na Petrobras. E ainda o fez daquele modo rebarbativo. Disse então: “Se houve desvio de dinheiro público, nós queremos ele de volta. Se houve, não; houve, viu?”. Até o dia anterior, ela atribuía as críticas aos desmandos na empresa à pressão dos que quereriam privatizá-la.
Dilma terá dias bem difíceis pela frente. O show de horrores está só no começo. Imaginem quando começarem a sair do armário os esqueletos das contas secretas no exterior, onde foi depositada parte da propina. Uma única conta de Barusco da Suíça teve bloqueados US$ 20 milhões. Na delação premiada, Youssef se prontificou a ajudar a Polícia Federal a chegar inclusive a contas que pertenceriam ao PT. Se elas existem ou existiram, a cobra vai piar. Por Reinaldo Azevedo

Empreiteira Norberto Odebrecht tem um capítulo à parte na Operação Lava Jato só para ela

Estranhou-se que a cúpula da Odebrecht não tenha sido presa na Operação Lava Jato, mas isso não significa que tenha escapado. Seu papel privilegiado na era Lula-Dilma fez por merecer uma investigação praticamente exclusiva, dizem fontes ligadas à apuração. A empreiteira foi alvo de acusação grave: o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa confessou haver recebido, na Suíça, propina de R$ 59,8 milhões. A propina na Suíça foi para Paulo Roberto Costa não atrapalhar a Odebrecht, em consórcio com a OAS, obter um contrato de R$1,5 bilhão. O contrato do consórcio Odebrecht-OAS é o terceiro de maior valor nas obras superfaturadas da refinaria de Abreu e Lima, em Pernambuco. Na sexta-feira (14), a Polícia Federal vasculhou a sede da Odebrecht e as casas de três executivos, suspeitos de envolvimento na gatunagem. Agressivo nos negócios, Marcelo Odebrecht preside a empreiteira que mais faturou na era Lula-Dilma: cerca de 53% dos R$71 bilhões gastos.

Egito amplia largura de faixa de segurança na fronteira com Gaza



O Egito vai dobrar para 1 quilômetro a largura da zona de segurança que o país está abrindo na sua fronteira com a Faixa de Gaza, após a ocorrência de alguns dos piores atos de violência contra o Estado desde que o presidente Mohamed Mursi foi deposto no ano passado. O Egito declarou estado de emergência na área de fronteira depois que pelo menos 33 agentes de segurança foram mortos no mês passado em dois ataques na Península do Sinai, uma região remota, mas estratégica, entre Israel, Gaza e o Canal de Suez. O país também acelerou planos para criar uma faixa de segurança, até então com 500 metros de largura, na fronteira, retirando casas, árvores e destruindo túneis subterrâneos que, diz o Egito, eram usados para contrabandear armas de Gaza para militantes no Sinai. "Foi tomada a decisão de aumentar a largura da zona de segurança ao longo da fronteira em Rafah para 1 quilômetro. A decisão se deu depois da descoberta de túneis com comprimento total de 800 a 1.000 metros", disse a Mema, agência oficial de notícias. Moradores do Sinai dizem que eles dependem do comércio de produtos pelos túneis para sobreviver, e a criação da zona de segurança tem gerado insatisfação.

Balança comercial registra novo déficit e saldo negativo no ano atinge US$ 3,4 bilhões

A balança comercial brasileira registrou novo déficit na segunda semana de novembro. Segundo os dados divulgados nesta segunda-feira, 17, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o saldo ficou negativo em US$ 804 milhões, resultado de exportações no valor de US$ 3,678 bilhões e importações de US$ 4,482 bilhões. No acumulado do mês, o déficit soma US$ 1,551 bilhão. As vendas externas somam US$ 7,897 bilhões e as importações, US$ 9,448 bilhões. No ano, o saldo negativo subiu para US$ 3,422 bilhões, com exportações totalizando US$ 199,862 bilhões e as importações, US$ 203,284 bilhões. As exportações registraram média diária de US$ 789,7 milhões até a segunda semana de novembro, uma queda de 24,3% em relação à média diária de US$ 1,043 bilhão de novembro de 2013. Houve diminuição nas vendas das três categorias de produtos. Os embarques de manufaturados caíram 27,9%, por conta de aviões, veículos de carga, automóveis de passageiros, óleos combustíveis, máquinas para terraplenagem e motores para veículos. As exportações de básicos recuaram 22,8%, puxadas por minério de ferro, milho em grão, fumo em folhas, farelo de soja e carne bovina. As vendas externas de semimanufaturados diminuíram 22,2%, em função de queda nos embarques de açúcar em bruto, óleo de soja em bruto, semimanufaturados de ferro/aço, ferro fundido e ouro em forma semimanufaturada. Nas importações, a média diária até a segunda semana de novembro desse ano foi de US$ 944,8 milhões, 1,2% abaixo da média de novembro de 2013, de US$ 956,2 milhões. Nesse comparativo, caíram os gastos, principalmente, com borracha e obras (-21,8%), veículos automóveis e partes (-13,5%), instrumentos de ótica/precisão (-11,0%), químicos orgânicos/inorgânicos (-10,2%), equipamentos mecânicos (-6,6%) e siderúrgicos (-3,6%).

Copel adquire projetos eólicos do Complexo Eólico Santos, no Rio Grande do Norte

A companhia paranaense de eletricidade Copel informou nesta segunda-feira que adquiriu 100 por cento dos projetos do Complexo Eólico Santos, pertencentes à RPE Energia, localizados no Rio Grande do Norte. O Complexo Eólico Santos é composto por seis parques eólicos, cuja energia está prevista para ser comercializada no 20º Leilão de Energia Nova (A-5) previsto para 28 de novembro, disse a empresa em comunicado ao mercado. De acordo com a Copel, os projetos estão localizados na mesma região geográfica dos complexos eólicos pertencentes à Copel e que estão em fase de construção, "o que proporcionará ganhos de sinergia na estrutura administrativa e de operação e manutenção". A Copel não informou o valor da operação. Com a aquisição, a empresa passa a ter 545,4 MW em potencial de capacidade instalada em projetos eólicos, além de 526,1 MW de capacidade instalada em construção.

Marina Silva critica Dilma e pede punição a empresas corruptas

A ex-candidata à Presidência Marina Silva (PSB) publicou nesta segunda-feira um post criticando a presidente Dilma Rousseff e a falta de punição a empresas envolvidas em corrupção. "Dilma gosta de falar das ''gavetas'' de governos anteriores, mas seria positivo para a sociedade brasileira que ela esvaziasse as próprias", afirmou Marina Silva. "O Brasil aguarda ansiosamente que a presidente Dilma retire das gavetas do palácio o decreto que ajudará a combater a ação dos corruptores no País", disse no post. A ex-ministra argumenta que a Lei Anticorrupção não está sendo aplicada porque não foi regulamentada pela presidente. Para Marina Silva, as declarações de Dilma de que as investigações da Petrobras vão "mudar o País para sempre" são "descoladas da realidade". Dilma afirmou que o escândalo atual não era o primeiro, mas "o primeiro a ser investigado" no País. Depois das eleições, a ex-candidata tem publicado críticas constantes ao governo federal. 

Eike Batista enfrenta nesta terça-feira a primeira audiência como réu de uma ação penal



O empresário Eike Batista enfrentará nesta terça-feira, na Justiça Federal do Rio de Janeiro, sua primeira audiência como réu de uma ação penal. A partir das 14 horas o juiz titular da 3ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, Flavio Roberto de Souza, ouvirá duas dezenas de testemunhas e interrogar o acusado. O fundador do grupo X foi denunciado pelos crimes de manipulação de mercado e uso de informação privilegiada na negociação de ações da petroleira OGX. Se condenado, ele pode cumprir até 13 anos de prisão. Em uma manobra para tentar adiar a audiência, a defesa de Eike entrou com um habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Nesta segunda-feira, o desembargador federal Messod Azulay Neto indeferiu a liminar que pedia a suspensão da ação penal e, se concedida, adiaria a audiência. O Tribunal Regional Federal ainda julgará o mérito do recurso, cujo objetivo é anular a ação criminal. À frente da defesa de Eike Batista, os advogados Ary Bergher e Sergio Bermudes passaram a tarde de nesta segunda-feira discutindo a estratégia da audiência de instrução e julgamento. O Estado não conseguiu ouvi-los até o fechamento desta edição. Serão interrogadas oito testemunhas de defesa, além de 13 indicadas pelos procuradores do Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, Rodrigo Poerson e Orlando Monteiro da Cunha, autores da denúncia. A lista de convocados inclui seis ex-executivos da OGX: Paulo Mendonça e Paulo Guimarães (Exploração e Produção); Luiz Eduardo Carneiro (ex-presidente); José Roberto Faveret (Jurídico); Marcelo Torres (Financeiro) e Roberto Monteiro (Financeiro). Todos são alvo de denúncia por formação de quadrilha, manipulação de mercado, falsidade ideológica e indução do investidor a erro na OGX. Também devem depor ex-funcionários que participaram do grupo de trabalho criado para analisar as reservas de óleo da OGX, técnicos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que conduziu as primeiras investigações sobre o caso, e acionistas minoritários que tiveram prejuízos com a petroleira. Em outubro o juiz Flavio Roberto de Souza disse que poderia dar a sentença de Eike Batista nesta audiência. "Vou ouvir testemunhas dos dois lados e interrogar o réu. A lei permite que eu sentencie na hora, absolvendo ou punindo. Minha intenção é ser o mais célere possível", afirmou. No entanto, o resultado pode ser adiado para a produção de novas provas. Caso seja condenado, Eike Batista poderá recorrer. Na pior das hipóteses receberá pena de 13 anos de prisão e multa de até três vezes o lucro obtido. A favor do ex-bilionário está o fato de ser réu primário e de ter bons antecedentes. Na denúncia feita em setembro os procuradores apontam que Eike Batista se valeu de informações relevantes não divulgadas ao mercado e lucrou cerca de R$ 236 milhões com a venda de ações da OGX, hoje Óleo e Gás Participações, em 2013. O Ministério Público Federal sustenta que a manipulação de mercado ocorreu em outubro de 2012, quando ele se comprometeu a injetar até US$ 1 bilhão na OGX, via compra de ações, na operação conhecida como "put". Para o Ministério Público Federal, Eike Batista já sabia que os campos de Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia, na Bacia de Campos, não teriam a prospecção anunciada e, por isso, não tinha a intenção de cumprir o prometido. Eike Batista é acusado em outra ação penal, por crimes contra o mercado na negociação de ações do estaleiro OSX. Também foi denunciado por formação de quadrilha e outros três crimes na OGX.

Dilma poderá fazer mudanças na Petrobras, diz Temer

O vice-presidente Michel Temer indicou nesta segunda-feira que a presidente Dilma Rousseff poderá fazer mudanças na diretoria da Petrobras até o final do ano. "A presidente tomará as deliberações agora ou no final do ano em relação a essa matéria (mudança da diretoria da estatal)", disse Temer. Questionado sobre a situação da atual presidente da Petrobras, Graça Foster, Temer desconversou e disse apenas que a permanência ou não da executiva à frente da estatal "é uma questão administrativa". O vice afirmou ainda que, após a prisão de diretores das principais construtoras do País envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras na última sexta-feira, poderá ser preciso fazer uma "repactuação" dos contratos mantidos por elas com a estatal. "Acho que pode haver uma repactuação das obras na Petrobras, para eliminar eventuais exageros e, num segundo ponto, que uma eventual inidoneidade se dê em relação ao futuro e não em relação ao contrato existente", afirmou. Segundo Temer, "o governo está tranquilíssimo" em relação às investigações da Operação Lava Jato, conduzida pela Polícia Federal. Ele destacou que a determinação da presidente Dilma é de "incentivar as apurações". Temer também foi questionado sobre a atuação de Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, que é apontado pela Polícia Federal como operador do PMDB nos desvios de recursos da Petrobras. Fernando Baiano teve a prisão decretada na última sexta-feira pela Justiça, no curso da sétima fase da Lava Jato, e é considerado foragido. Apesar de afirmar que não há uma relação institucional entre o lobista e o PMDB, ele não descartou a possibilidade de Baiano ter relações com integrantes do partido. "Esse senhor não tem relação nenhuma com o PMDB. Ele pode ter eventualmente com um ou outro membro do PMDB. Institucionalmente jamais houve qualquer operador do partido" disse. Temer representou a presidente Dilma - que retornou nesta segunda-feira de viagem ao Exterior - no seminário "Pacto pela Boa Governança - Um Retrato do Brasil", promovido pelo Tribunal de Contas da União.

Dilma pode indicar Mantega para presidir conselho do banco dos Brics



O Brasil terá direito à primeira presidência do conselho de administração e a Índia vai indicar a presidência do banco. O anúncio dos líderes do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul ) de formar um conselho de administração interino do novo banco de desenvolvimento do grupo alimentou as especulações de que a presidente Dilma Rousseff pode indicar o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para presidir o conselho. Pelas regras acertadas nas negociações da assinatura do acordo de criação do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), o Brasil terá direito à primeira presidência do conselho de administração e a Índia vai indicar a presidência do banco. Já a sede será em Xangai, na China. Na presidência do Conselho de Administração, o Brasil terá maior influência na definição das diretrizes do banco, segundo avaliação de fontes nacionais. O banco foi criado com a missão de ajudar na oferta de crédito mais barato para investimentos em infraestrutura. O Conselho de Administração terá entre suas funções decidir sobre planos de investimento e de expansão do banco. A indicação do ministro Mantega seria uma forma de prestigiá-lo depois de sua permanência por mais de oito anos no comando da economia brasileira. O ministro foi um dos mais atuantes para a criação do banco e pela reforma do Fundo Monetário Internacional. O Brasil queria a presidência do NBD. Mas, nas negociações finais, que ocorreram na reunião de julho passado, em Fortaleza, cedeu a vantagem à Índia em troca da presidência do conselho. O governo brasileiro tem interesse em que o banco comece a funcionar interinamente - ainda em 2015 -, já que o processo de ratificação do acordo de criação deve demorar pelo menos um ano. Segundo fontes, está sendo discutida a possibilidade de alguns países anteciparem parte do aporte inicial previsto no acordo para financiar a estrutura inicial do banco, inclusive o pagamento inicial dos dirigentes. O Brasil, porém, não poderá fazer o aporte antes da ratificação do acordo pelo Congresso Nacional. No comunicado divulgado após o encontro dos presidentes dos países do Brics, que antecedeu a reunião de cúpula do G-20 da semana passada, foi citado o avanço na constituição do NBD e ficou decidido que os ministros de finanças devem designar o "presidente e os vice-presidentes do NBD com bastante antecedência à próxima cúpula do Brics na Rússia". Além dessa nomeação antecipada, o grupo concordou em anunciar a formação do Conselho de Administração Interino que conduzirá a próxima etapa para a criação do NBD. A intenção é acelerar o processo de estabelecimento da instituição financeira enquanto os poderes legislativos avançam com a tramitação legal da nova instituição.

Executivo lixeiro preso na Operação Lava Jato diz que, na época de eleições, todos os partidos procuram as grandes empreiteiras

O executivo lixeiro Othon Zanoide de Moraes Filho, um dos presos da Operação Lava Jato, também manda chuva da empresa de lixo do grupo que atua em São Paulo, afirmou em seu depoimento à Polícia Federal que conhece o tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o doleiro Alberto Youssef. Segundo ele, Vaccari e Youssef eram os “arrecadadores do PT e do PP, respectivamente”. “Conhece tesoureiros ou arrecadadores de algum partido político?”, questionou um delegado da Polícia Federal. “Sim, conheço o João Vaccari do PT, o próprio (Alberto) Youssef era um arrecadador do PP”, afirmou o executivo. “Quando vem ano eleitoral, ano de campanha, todos os partidos políticos procuram as grandes empresas atrás de doações de campanhas”, disse Othon Zanoide de Moraes Filho. Segundo o executivo, a Queiroz Galvão criou um comitê, que era presidido por outro diretor preso na operação – Ildefonso Colares Filho –, que decidia quem receberia as doações. “A gente analisava a nível de Brasil todas as demandas, porque são vários Estados e municípios, se a gente sair atendendo todo o mundo, a empresa quebra”. Ele negou, porém, ter pago ou conhecer o esquema de propina – desbaratado pela Polícia Federal e pela Procuradoria da República na Petrobrás-, que envolvia PT, PMDB e PP e que abasteceu também o PSDB e o PSB. Zanoide afirmou ainda que eram feitas doações legais e que desconhecia dinheiro não declarado. Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa confessaram à Justiça Federal terem operado um esquema de propina nos grandes contratos da Petrobrás. Eles disseram operar a cobrança de 1% do PP e que Youssef era responsável por arrecadar o dinheiro e distribui-lo. Para o PT, eles apontaram Vaccari como o operador. No PMDB, Fernando Antônio Falcão Soares, o Fernando Baiano – que teve a prisão temporária decretada e é um dos dois foragidos. O executivo da Queiroz Galvão e outros três presos (um da mesma empresa e outros dois da Engevix) também negaram nos depoimentos conhecer a cobrança de propina, mas admitiram conhecer os personagens do esquema. Seus depoimentos foram anexados por seus defensores nos pedidos de revogação das prisões. O juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da Lava Jato, negou a revogação. A sétima etapa da Lava Jato mirou o braço do PT, via Diretoria de Serviços, no esquema de corrupção e propina na Petrobrás e o núcleo empresarial. O ex-diretor de Serviços, o petista Renato Duque, indicação petista na divisão de diretorias entre os partidos da base, era o elo de Vaccari, que seria o operador do partido, segundo afirmam os delatores Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa.