quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Custo de estádios da Copa do Mundo subiu 50%, diz TCU

Os 12 estádios usados na Copa do Mundo deste ano no Brasil custaram 50% a mais do que o previsto e apenas seis dos 35 projetos de transporte público prometidos foram concluídos a tempo, de acordo com um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), que ainda não foi publicado. Doze arenas foram construídas ou reformadas a um custo de R$ 8,44 bilhões, disse o TCU em seu relatório mais completo sobre os gastos da Copa desde o fim do torneio, em julho. A estimativa original de gastos, em 2010, era de R$ 5,6 bilhões. Segundo o relatório, que deverá ser publicado até segunda-feira, a obra mais cara foi a remodelação do Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, que custou R$ 1,44 bilhão, quase o dobro de sua estimativa inicial. "Os estádios custaram muito mais do que deveriam", disse o consultor de finanças e marketing Amir Somoggi: "Eles fizeram obras faraônicas e nós ficamos com os elefantes brancos". 


Com muitos estádios entregues em cima da hora e projetos de mobilidade urbana incompletos ou abandonados, havia o temor de que a Copa de 2014 fosse caótica. No entanto, o torneio foi considerado um sucesso, com alguns dos melhores jogos em muitos anos e sem problemas sérios fora de campo. A Alemanha venceu a Argentina por 1 a 0 na final no Maracanã. O relatório de 130 páginas, porém, deixou claro que ainda havia muito trabalho a ser feito. O governo prometeu 26 novos projetos de aeroportos, mas apenas 14 foram terminados a tempo, segundo o relatório. E apenas 6 dos 35 projetos de transporte público prometidos foram concluídos até o início do torneio. "Eles disseram que a Copa do Mundo ajudaria o Brasil a dar um enorme salto em termos de transporte público, mas tudo que eles fizeram foram os estádios. A economia não está mais em uma grande fase, então não há garantia de que eles vão ser concluídos", declarou Somoggi. Autoridades do governo têm afirmado que vão terminar o que começaram, mas nenhum dos 29 projetos que estavam inacabados em junho foram concluídos desde então. Cinco dos 29 projetos inacabados não foram tocados e em vários outros quase não existe trabalho. O relatório do TCU, no entanto, destacou alguns pontos da realização do Mundial no Brasil. "Merece destaque, ainda, o fato de parcela expressiva dos projetos encontrarem-se em avançado estágio de desenvolvimento ao tempo do torneio desportivo, o que torna inexorável a sua completa execução", diz o relatório. "Sem dúvida alguma, a conclusão desses empreendimentos representará importante legado da Copa", acrescenta. O Brasil também vai sediar os próximos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro, em 2016. A cidade garante que os preparativos estão dentro do cronograma, embora existam preocupações sobre os locais de vela e golfe. 

Caso Petrobrás pode criar oportunidades de negócios em governança, diz Deloitte

O impacto das investigações de corrupção na Petrobrás deve criar oportunidades de negócios em assessoria para assuntos de governança corporativa e controles internos para grandes empresas, disse nesta quinta-feira o presidente-executivo da Deloitte no Brasil, Juarez Lopes de Araújo. "Acredito que esse episódio vai levar muitas companhias a procurarem ajuda para melhorar seus controles", disse Araújo. Serviços de assessoria a empresas, incluindo temas como gestão tributária, governança e controles internos representam 68% das receitas da companhia no Brasil, que estão crescendo cerca de 12% neste ano ante 2013, disse Araújo. O braço de auditoria externa responde pelos 32% restantes. A empresa não divulga seus resultados no Brasil. Segundo o executivo, outros segmentos de mercado que devem ser carros-chefes da Deloitte no país em 2015 serão relacionados à busca das empresas para lidar com o fraco crescimento da economia do país, em operações como fusões e ganho de produtividade. "Os preços dos ativos caíram bastante no Brasil recentemente e isso tem criado muitas oportunidades para investidores estratégicos, como fundos de private equity", disse. A Deloitte compõe o grupo das quatro maiores firmas de auditoria do mundo, do qual também fazem parte KPMG, Ernst & Young e PricewaterhouseCoopers.

Espião traidor Edward Snowden revela que NSA monitora redes telefônicas de celulares


A Agência Nacional de Segurança dos Estados Unidos (NSA) consegue acessar redes telefônicas de celular em todo o mundo e obter qualquer informação que precise, segundo documentos revelados ao site The Intercept pelo espião traidor americano Edward Snowden. De acordo com os arquivos, a operação com o codinome de Auroragold tem monitorado vários países e espiona centenas de companhias telefônicas a nível internacional, incluindo países aliados dos Estados Unidos, para encontrar brechas na segurança da tecnologia de celulares e permitir que seus agentes leiam mensagens e escutem ligações. Um dos slides afirma que quase 70% das redes de telefonia celular em todo o mundo tiveram informações potencialmente exploradas pela Agência. Os nove documentos vazados pelo ex-funcionário da NSA e espião traidor Edward Snowden também revelam planos da Agência de introduzir falhas nos sistemas de comunicações para se aproveitar da situação, algo que poderia expor a população geral à ação criminosa de hackers. A operação também estaria monitorando 1.200 mensagens enviadas e recebidas de emails em contas associadas com as principais operadoras de rede móvel, interceptando o planejamento de empresas e que ajudaria a NSA a invadir as redes de telefones celulares. Segundo o The Intercept, a operação Auroragold é controlada por duas unidade especiais dentro da NSA que não tiveram sua existência revelada publicamente: a Wireless Portfolio Management Office, responsável pelas estratégias de exploração das redes de celulares, e a Target Technology Trends Center, que monitoram o desenvolvimento de novas tecnologias no campo da comunicação móvel para garantir que a Agência consiga espionar mesmo com as inovações na área. Snowden é um espião a serviço da Russia que foi introduzido nos serviços de segurança dos Estados Unidos. 

McLaren mantém indefinição sobre pilotos para a próxima temporada

A iminente ida de Fernando Alonso, da Ferrari para a McLaren, gerou uma dúvida sobre quem será o companheiro do espanhol em 2015. Para resolver esta situação, os dirigentes da equipe se reuniram nesta quinta-feira em sua sede, na cidade inglesa de Woking, mas não foi desta vez que chegaram a uma conclusão. Um porta-voz da equipe explicou que "a reunião do conselho foi concluída, mas nenhuma decisão foi tomada sobre a dupla de pilotos para 2015". Com isso, o inglês James Button e o dinamarquês Kevin Magnussen, titulares da McLaren em 2014, seguem disputando uma posição no cockpit para a próxima temporada. A demora na decisão estaria incomodando Magnussen e Button, que estiveram em um evento promocional de um dos patrocinadores da McLaren nesta quinta-feira. O inglês, no entanto, fez questão de se mostrar tranquilo. "Eu estou realmente confortável agora, e independente do que acontecer eu sei que terei um grande ano no ano que vem." O retorno de Alonso à McLaren, por onde passou em 2007, gerou uma dúvida na direção da equipe: apostar na experiência de Jenson Button, 34 anos, ou na promessa Magnussen, de 22. Vale lembrar que a partir do próximo ano a escuderia britânica deve voltar a brigar entre as melhores da Fórmula 1, já que retomará uma vitoriosa parceria com a Honda. No que depender de Button, este lugar será dele em 2015, mas o britânico se mantém cauteloso sobre a continuidade na equipe. "Novos desafios são empolgantes, seja na McLaren com um companheiro empolgante ou em outro lugar. Então, estou bem, mas quero que isso seja definido", comentou.

País precisa de 70% da série histórica de chuvas para evitar racionamento, diz ONS


Os dados disponíveis atualmente em relação às perspectivas para período chuvoso, que vai até abril de 2015, mostram que a situação dos reservatórios apresentará melhora substancial no período, afastando assim qualquer possibilidade de racionamento de energia no decorrer do próximo ano. Atualmente, as indicações analisadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) sugerem afluência equivalente a um número próximo da média de longo termo (MLT) para o período. O número considerado necessário para evitar racionamentos seria de 70%. De acordo com o diretor geral do ONS, Hermes Chipp, um cenário com chuvas próximas a 70% da média histórica levaria o nível dos reservatórios a um patamar de 35% ao final de abril. Caso esse mesmo patamar de 70% das chuvas fosse mantido no período seco, o nível dos reservatórios chegaria a 10% em novembro, um patamar ainda considerado aceitável para garantir o abastecimento nacional às vésperas do período chuvoso. O diretor do ONS explicou que esse cenário com nível de reservatório em 35% ao final de abril seria o pior possível para garantir que o fornecimento de 2015 seja realizado sem a necessidade de restrição ao consumo de energia. Como os números indicados pelos institutos de meteorologia mostram volumes de chuvas mais fortes, com patamares próximos a 100% da média, Chipp demonstra otimismo em relação à recuperação do nível dos reservatórios. "A maior parte da energia que entra no sistema ocorre em janeiro e fevereiro. E hoje a previsão é de que o período úmido venha dentro da normalidade. Quem dera venha dentro da normalidade", destacou Chipp. O ritmo de chuvas dos dois primeiros meses do ano é considerado fundamental para determinar o risco de racionamento do País, por isso o diretor geral do ONS explicou que qualquer decisão mais conclusiva só pode ser tomada após o final de fevereiro. No caso de chuvas fortes, o ONS poderia analisar a possibilidade de desligar as térmicas consideradas mais onerosas a partir de março. "Se o período úmido for extremamente favorável até fevereiro, talvez seja possível retirarmos algumas térmicas a partir de março", afirmou Chipp. Caso o volume de chuvas surpreenda negativamente, poderia haver indicação da necessidade de restrição do consumo. O ONS considera um cenário de crescimento da carga em aproximadamente 4% em 2015. O número é semelhante à carga esperada para o acumulado deste ano, que deve ficar entre 3,7% e 3,8%. Hermes Chipp afirmou ainda que o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) passará a fazer acompanhamento constante em relação ao andamento dos projetos estratégicos do setor. A atividade teve início em reunião realizada nesta quarta-feira, a qual abordou a situação da usina Teles Pires. Localizada no rio Teles Pires, afluente do rio Tapajós, a hidrelétrica deve estar pronta para colocar a primeira turbina em operação em janeiro de 2015. A linha de transmissão responsável por escoar essa energia, porém, deve operar somente a partir do mês de abril. A usina, assim como já ocorreu com outros grandes projetos energéticos, enfrentou uma série de problemas, incluindo a concessão de licenciamento ambiental e questões fundiárias. Chipp havia destacado pouco antes que há uma preocupação em relação à busca de alternativas para superar tais entraves. Órgãos federais, como o Ibama, por exemplo, contribuem para dificultar o cumprimento do cronograma de alguns projetos. "O comitê vai acompanhar as obras, e entrar na solução. Haverá o acionamento, a quem de direito, para solucionar a situação", afirmou Chipp, que participou nesta quinta-feira do Fórum Abastecimento 2015 - Cenários e Projeções, promovido pelo Grupo CanalEnergia, em São Paulo. O descasamento de cronogramas envolvendo o Teles Pires em um período marcado pela falta de chuvas e dificuldade de operação de hidrelétricas se tornou um desafio a ser superado por órgãos ligados ao governo federal. Por isso, são estudadas também alternativas para mitigar a situação do ponto de vista operacional, revelou Chipp. "Quando não se consegue colocar o sistema como previamente concebido, trabalhamos com planos B e C. Ou seja, entrar com parte do sistema para escoar o que for possível. Podemos colocar linhas novas, preliminarmente, de forma a conectar a uma subestação existente para poder escoar parte (da capacidade de geração)", disse o diretor do ONS. A geração e escoamento de energia do Teles Pires é considerada uma das questões centrais para garantir o abastecimento de energia no Brasil em 2015, ano que continuará marcado pela necessidade de acionamento das térmicas. O complexo do Madeira, com as usinas Santo Antônio e Jirau, também é considerado fundamental, mas neste caso Chipp não demonstra preocupações em relação a cronogramas. "A transmissão do bipolo já está operando a plena carga e colocaremos o segundo bipolo entre março e abril", destacou o executivo.

Juiz da Operação Lava Jato diz que a corrupção no Brasil tem estrutura profissional

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos decorrentes da Operação Lava Jato, afirmou nesta quinta-feira, 4, que a investigação de crimes de lavagem de dinheiro e corrupção no País precisa produzir provas "categóricas" e "acima de qualquer dúvida razoável" sobre o ato criminoso. O magistrado avalia também que os crimes de corrupção no País se utilizam de uma estrutura "profissional", com "terceirização da atividade de lavagem", e que mesmo envolvidos que não sabem da origem ilícita dos recursos movimentados devem ser processados criminalmente por lavagem de dinheiro e corrupção. "A regra nesse mundo subterrâneo é 'você não me fala, eu não te pergunto'. Se o lavador profissional não tinha conhecimento específico da procedência criminosa, mas tinha conhecimento da probabilidade, então ele deve ser responsabilizado criminalmente", explicou Moro durante um seminário no Rio de Janeiro. "Esses crimes acontecem em redoma de segredo, não são realizados à luz do dia. São difíceis de ser provados mesmo no elemento objetivo. Mas você tem que ir além e provar o elemento subjetivo", completou. Discreto e tímido, o magistrado estava acompanhado de dois seguranças e explicou à imprensa que não poderia comentar sobre processos ainda em andamento, em referência às próximas etapas judiciais da investigação que revelou o escândalo de corrupção na Petrobrás. Questionado se considerava ser um "ídolo nacional" por ter prendido executivos de grandes empreiteiras e ex-diretores da estatal, Moro afirmou apenas que não. Com jargão jurídico e evitando abordar temas relacionados à Operação Lava Jato, o juiz exemplificou sua argumentação com base na Ação Penal 470 - designação técnica para os processos referentes ao "mensalão". No julgamento do Supremo Tribunal Federal, o entendimento que prevaleceu entre os juízes foi de que os agentes envolvidos na movimentação financeira, ainda que não soubessem a origem corrupta dos recursos, deveriam ser responsabilizados. "Dinheiro teria sido lavado principalmente através de transações em contas do senhor Marcos Valério no Banco Rural. Dinheiro vinha do Valério, era sacado em espécie e entregue a agentes públicos. O banco tinha paralelamente aos registros oficias outros registros indicando que o saque tinha sido feito pelo agente público ou por uma pessoa indicada. Houve uma burla dos sistemas de registros e de comunicação", explicou. Sérgio Moro disse que essa situação tem sido cada vez mais comum nos processos relacionados a corrupção e lavagem de dinheiro. "É especialmente crescente no mundo cada vez mais complexo, de terceirização da atividade de lavagem por profissionais, experts financeiros. A Justiça é sujeita a falhas e erros, mas para minorar essas falhas, a prova tem que ser categórica, acima de qualquer duvida razoável".

Alckmin descarta problema com água nos próximos meses


Depois de assinar contrato para a execução da obra de abastecimento de água do Sistema Produtor São Lourenço, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), garantiu nesta quinta-feira, 4, que o Estado não terá nenhum problema de crise hídrica nos “próximos meses”. “Nós não teremos problema nos próximos meses, estamos trabalhando firmemente para superar o inverno do ano que vem, estamos trabalhando todas as medidas de engenharia, todas sendo tomadas nesse sentido”, afirmou o governador: “Tivemos e ainda estamos tendo a maior seca dos últimos 84 anos. A maior seca tinha sido em 1953, tivemos neste ano metade das chuvas de 1953". A obra de abastecimento de água do São Lourenço será feita por meio de Parceria Público-Privada (PPP). Segundo o Ministério das Cidades, o sistema será composto por uma captação da Represa Cachoeira do França, uma adutora de água bruta, dividida em dois trechos, e uma estação de tratamento de água. “Se a gente imaginar que 1 metro cúbico por segundo abastece 300 mil pessoas, vamos chegar a quase 2 milhões de pessoas com esse novo sistema”, comentou o governador, que prometeu entregar a obra até 2017. Segundo Alckmin, São Paulo tem enfrentado a crise hídrica com planejamento, obras e uso racional da água. “Nós tirávamos do Cantareira 33 metros cúbicos por segundo e fomos substituindo pelos outros sistemas da região metropolitana. Hoje, nós tiramos 18 metros cúbicos por segundo do Cantareira”, afirmou. Ele destacou a implementação do bônus para os consumidores que economizarem água. “80% da população aderiu e nós tivemos uma economia importante”, disse o governador.

Polícia Federal indicia presidente e diretor da CPTM por cartel de trens

O presidente e o diretor de operações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), respectivamente Mário Bandeira e José Luiz Lavorente, estão entre os 33 indiciados pela Polícia Federal no inquérito que investigou o cartel no setor metroferroviário que operou em São Paulo entre 1998 e 2008, nos governos de Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin. Lavorente e Bandeira são os únicos servidores públicos que constam da lista de indiciados, entre doleiros, empresários e executivos das multinacionais que teriam participado de conluio para obtenção de contratos no Metrô e na CPTM. A Polícia Federal também indiciou funcionários e ex-funcionários das multinacionais Alstom, Siemens, Bombardier, Mitsui, CAF e TTrans. Todas as pessoas indiciadas pela Polícia Federal são investigados pelos crimes de corrupção passiva, ativa, formação de cartel, crime licitatório, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Cerca de R$ 60 milhões dos alvos estão bloqueados. O inquérito chegou à Justiça Federal na segunda-feira. Segundo a Polícia Federal, as duas estatais “foram vítimas do ajuste das empresas”. O nome do ex-diretor da CPTM, José Roberto Zaniboni, também está entre os 33 indiciados pela Polícia Federal. Ele é acusado de receber propina das empresas via lobistas. O esquema foi revelado em outubro de 2013, pelo ex-diretor da Siemens, Everton Rheinheimer, em delação premiada à Polícia Federal. Em seu depoimento, Rheinheimer relatou sobre suposto pagamento de propina de multinacionais a deputados e funcionários públicos. Zaniboni mantinha conta secreta na Suíça com saldo de US$ 826 mil. O dinheiro, segundo seu advogado, Luiz Fernando Pacheco, já foi repatriado pelo próprio Zaniboni, com recolhimento de impostos. Ontem, uma delegação de procuradores e promotores brasileiros iniciou em Berna reuniões com o Ministério Público da Suíça. A meta é identificar o percurso do dinheiro encontrado em contas em Zurique. Os autos foram remetidos ao Supremo Tribunal Federal, órgão que detém competência para processar os parlamentares citados por Rheinheimer na delação. O depoimento prestado por Rheinheimer à Justiça foi ratificado pelas provas reunidas no inquérito. O Supremo devolveu à Polícia Federal parte da investigação que não atingia autoridades com foro privilegiado. Depois disso, a polícia passou a colher depoimentos e rastrear eventuais fluxos de recursos ilícitos em contas dos suspeitos no caso do cartel. Alguns investigados já haviam sido indiciados antes da remessa do inquérito ao Supremo. A outra parte foi enquadrada após o retorno dos autos. 
VEJA A LISTA DOS 33 INDICIADOS PELA POLÍCIA FEDERAL NO INQUÉRITO DO CARTEL DOS TRENS EM SÃO PAULO
1) ADEMIR VENANCIO DE ARAUJO – EX-DIRETOR DA CPTM – TEM CONTA COM US$ 1,2 MI NA SUIÇA (DINHEIRO ESTÁ BLOQUEADO)
2) ADILSON ANTONIO PRIMO – EX-PRESIDENTE DA SIEMENS NO BRASIL POR DEZ ANOS)
3) ANTONIO KANJI HOSHIKAWA – EX-DIRETOR DA CPTM
4) ANTONIO OPORTO DEL OMO – EX-PRESIDENTE DA ALSTOM DA ESPANHA
5) AGENOR MARINHO CONTENTE FILHO – DIRETOR DA CAF
6) ALBERT FERNANDO BLUM – DIRETOR DAIMLER/CHRYSLER
7) ARTHUR GOMES TEIXEIRA – CONSULTOR E LOBISTA
8) AURÉLIO SURIANI
9) BERND KERNER
10) CARLOS ALBERTO CARDOSO ALMEIDA
11) CESAR PONCE DE LEON CANALEJAS – VICE-PRESIDENTE ALSTOM ESPANHA
12) CLAUDIO ROBERTO PASQUINI ZENELLA – BOMBARDIER
13) DANIEL MORRIS ELIE HUET
14) ISIDRO RAMON FONDEVILLA QUINOMERO – DIRETOR GERAL SETOR DE TRANSPORTE ALSTOM
15) JOÃO ROBERTO ZANIBONI – EX-DIRETOR DA CPTM.
16) JOSÉ ANTONIO LUNARDELLI – EX-DIRETOR DA SIEMENS
17) JOSÉ DE MATTOS JÚNIOR – EX-AUDITOR DA SIEMENS
18) JOSÉ LUIZ LAVORENTE – DIRETOR DE OPERAÇÕES DA CPTM
19) JOSÉ MANUEL ROMERO ILLANA – EX-DIRETOR DA SIEMENS
20) JURGEN BURNOWSKY
21) LUIZ FERNANDO FERRARI – DIRETOR DA ALSTOM
22) MARIANA COLOMBINI ZANIBONI – FILHA DE JOÃO ROBERTO ZANIBONI
23) MARIO MANUEL SEABRA RODRIGUES BANDEIRA
24) MILENA COLOMBINI ZANIBONI – FILHA DE JOSÉ ROBERTO ZANIBONI
25) MASAO SUZUKI – VICE-PRESIDENTE MITSUI
26) MASSIMO ANDREA GIANVINA BIANCHI – PRESIDENTE TTRANS
27) MURILO RODRIGUES DA CUNHA – EX-FUNCIONÁRIO DA CAF
28) PAULO JOSÉ DE CARVALHO BORGES JÚNIOR
29) RAUL MELO DE FREITAS – EX-DIRETOR DA SIEMENS
30) RONALDO CAVALIERI – EX-DIRETOR DA SIEMENS
31) SERGE VAN TENSCHE – PRESIDENTE DA BOMBARDIER
32) SERGIO DE BONA – EX-DIRETOR DA SIEMENS
33) OLIVIER HOSSEPIAN SALLES DE LIMA – EX-PRESIDENTE DA CPTM, 1999 A 2003

A PROPINA E O PT – Cardozo e Adams ignoram os cargos que ocupam na República e se comportam como meros advogados do PT. É um esculacho!

Leitores, se um gênio aparecer e lhes conceder um só desejo, não caiam na tentação de pedir dinheiro, felicidade, a mulher ou o homem amados. Nada disso! Considerem o seguinte texto: “Não me deixe perder o senso do ridículo!”. Ou você ainda acaba se comportando como um José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça. Ou você ainda acaba repetindo Luís Inácio Adams, advogado-geral da União. Pensem: você terá a sorte que eles não tiveram e poderá se proteger de si mesmo. Por que escrevo isso? O ministro da Justiça — sim, ministro da Justiça! — veio a público para assegurar que é “incorreto” associar o esquema de corrupção na Petrobras à campanha de 2010 da então candidata do PT, Dilma Rousseff. Segundo Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, um dos dois executivos da Toyo Setal que fizeram delação premiada, parte da propina paga pela empresa foi convertida em doações eleitorais ao PT devidamente registradas. Isso teria acontecido entre 2008 e 2011. Em 2010, Dilma disputou a Presidência da República. Cardozo acha que há um esforço de “politizar” a questão — como se ela não fosse, afinal, política, embora também seja de polícia. O ministro, vejam que curioso!, diz ser impossível saber, a esta altura, qual candidatura foi beneficiada: “Ha uma leitura política dos fatos que não condiz com aquilo que está dito. Cada um vai ver os fatos como lhe interessa. Por que é a (campanha) presidencial e não a dos governadores? Onde é que está dito isso? Eu não posso cair no jogo da tentativa de politizar (a acusação). De onde se tira que isso é para a campanha da Dilma?” Cardozo provoca em mim vergonha alheia. É esse o homem que dizem ser candidato ao Supremo? Se ele mesmo diz que é impossível saber os beneficiados pelo esquema, como pode negar que tenha sido Dilma? Onde ele aprendeu lógica? De resto, esse não é seu papel. Que fale o presidente do PT, Rui Falcão. Que fale o tesoureiro do partido! Por que há de ser o ministro da Justiça? Mais: Cardozo foi um dos três coordenadores da campanha de Dilma em 2010 — junto com Antônio Palocci e José Eduardo Dutra. Dilma os apelidou de “Os Três Porquinhos”. Então tá. Adams, da Família Luís Inácio, advogado-geral da União, também saiu em defesa de Dilma: “Tem de terminar a investigação, ver exatamente o que aconteceu, ver se há responsabilidade, se há dolo inclusive. Mas, em princípio, eu tenho confiança de que o trabalho de campanha foi o mais cuidadoso possível”. Segundo o advogado-geral, em 2010, a campanha petista contava com uma equipe jurídica que atuava para impedir ilegalidades. É mesmo? Adams é advogado-geral da União ou do PT? Ele é pago para defender os interesses de um órgão de estado ou de um partido? É outro candidato ao Supremo. Sim, cabe a ele defender a presidente da República contra eventuais acusações decorrentes do exercício do cargo. No caso em tela, o que está em questionamento é a candidata do PT à Presidência em 2010. Os petistas e acólitos perderam qualquer senso de decoro ou de solenidade. Ministro da Justiça e advogado-geral da União se comportam como esbirros de um partido político e consideram isso normal e justificável. É parte da degradação do estado brasileiro promovida pelo petismo. Por Reinaldo Azevedo

Juiz prorroga investigação contra Fernando Baiano


O juiz Sergio Moro concedeu mais 15 dias de prazo para que a Polícia Federal conclua a investigação contra o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, apontado como o operador do PMDB no escândalo do petrolão. Ele é tratado pelos policiais como o responsável pela intermediação com empreiteiras para desviar dinheiro da Petrobras. Em acordo de delação premiada, o executivo Julio Gerin de Almeida Camargo, da empresa Toyo Setal, deu detalhes comprometedores sobre a atuação de Baiano e afirmou que o lobista exigiu, em 2005, propina de 40 milhões de dólares para conseguir que a empresa Samsung celebrasse com a Petrobras contratos para a fabricação de duas sondas de perfuração em águas profundas.

Governo quer usar sobra de verbas para pagar despesas obrigatórias

A presidente petista Dilma Rousseff (PT) editou uma Medida Provisória que autoriza o uso do superávit financeiro - espécie de "poupança" que contém tudo o que foi arrecadado pelo governo nos últimos anos - para cobertura de despesas primárias obrigatórias, como seguro-desemprego, gastos com pessoal e benefícios da Previdência. Analistas classificaram a medida como mais uma manobra da contabilidade criativa do governo. Até então, a legislação permitia o uso do superávit financeiro apenas para o pagamento da dívida pública. Com isso, a Medida Provisória ameaça a reserva financeira que assegura o pagamento dos vencimentos de títulos por até seis meses. Apesar disso, o subsecretário de Política Fiscal do Tesouro, Marcus Aucélio, garantiu que a medida não compromete o chamado "colchão de liquidez". Economistas acreditam que o objetivo do Planalto é "desamarrar" recursos da União acumulados, ano após ano, já que há uma série de fundos setoriais com destinação específica. Um exemplo é o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), que acumulou cerca de 1,9 bilhão de reais no ano passado, montante que foi para o caixa do governo. Em 2010 o Congresso já havia aprovado o uso do superávit financeiro de 2009 para o pagamento de despesas obrigatórias. A aprovação do texto da Medida Provisória este ano abriria um precedente para que o governo queira, todos os anos, usar essa sobra de recursos para pagar tanto a dívida pública quanto despesas primárias obrigatórias.

Distribuidoras de energia correm risco de ficar inadimplentes


As distribuidoras de energia correm o risco de ficar inadimplentes se o governo federal não fornecer um novo empréstimo até o final deste ano para cobrir um rombo de 3 milhões de reais, de acordo com a Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee). O valor corresponde às despesas de novembro e de dezembro que vencerão no início de janeiro e no início de fevereiro, respectivamente. O aporte de 17,8 bilhões de reais levantado por meio de bancos públicos e privados praticamente chegou ao fim na semana passada, com o pagamento das contas de outubro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que até outubro as distribuidoras consumiram 17,494 bilhões de reais. O governo lançou mão do empréstimo devido à falta de caixa do Tesouro Nacional, já que no início do ano o órgão chegou a desembolsar 1,2 bilhão de reais para cobrir as despesas de janeiro do setor. Mas com a aprovação da manobra fiscal que desobriga o governo de cumprir a meta do superávit primário de 2014, uma nova injeção de recursos do Tesouro deve ser considerada. Um novo empréstimo bancário está fora de questão, uma vez que as instituições financeiras poderiam cobrar elevadas taxas ou poderiam considerar o negócio arriscado e pouco atrativo em meio à crise do setor elétrico. As distribuidoras estão à beira da inadimplência pelo aumento do preço da energia devido à escassez de chuva e ao descompasso entre oferta e demanda, o que as obrigou a recorrer ao mercado de curto prazo para atender os consumidores. De acordo com as empresas do setor, as receitas com tarifas não serão suficientes para cobrir as dívidas. “Como estamos falando de despesas adicionais superiores a 1 bilhão de dólares a inadimplência setorial será inevitável. O fato é que a cobertura tarifária atual é insuficiente para arcar com esta despesa”, disse o diretor da Abradee, Marco Antônio Delgado.  Os empréstimos bancários serão repassados aos consumidores entre 2015 e 2017. O repasse dos aportes do Tesouro às contas de luz ainda dependem da decisão do governo.

Nasa adia lançamento de cápsula para missões tripuladas


A nova cápsula espacial da Nasa, Orion, teve seu lançamento adiado devido à presença de um barco no litoral da Flórida, fortes rajadas de vento e, por fim, um problema técnico com o foguete. O lançamento estava previsto para as 10h05 (horário de Brasília), e poderia ser atrasado até por volta das 12h45, no máximo. Nesse intervalo, a manobra foi iniciada e interrompida cinco vezes. A primeira interrupção ocorreu devido à presença de um barco próximo do Cabo Canaveral, na Flórida, onde ocorria o lançamento. Resolvido o problema, os ventos fortes passaram a impedir o lançamento do foguete e, quando diminuíram, foi detectado que uma das válvulas de combustível e drenagem do Delta IV não fechou corretamente. O mau funcionamento não foi corrigido a tempo e o lançamento foi remarcado para esta sexta-feira, às 10h05 (horário de Brasília). A cápsula Orion representa um investimento de bilhões de dólares e tem o objetivo de preparar o retorno dos Estados Unidos às viagens espaciais tripuladas, superando a conquista da Lua há mais de 40 anos. No vôo de teste, a sonda vai dar duas voltas ao redor da Terra, percorrendo mais de 96.000 quilômetros e atingindo altitude de 5.800 quilômetros, cerca de catorze vezes a distância da Estação Espacial Internacional (ISS) em relação à Terra. O pouso ocorrerá cerca de quatro horas e meia depois, no oceano Pacífico. Durante a descida, a nave vai ultrapassar os 32.000 quilômetros por hora, alcançando temperaturas de até 2.200 graus Celsius — 80% da temperatura que seria atingida por uma missão lunar.

Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda faz outra parolagem para enganar trouxa e diz que desonerações conseguiram resultado


O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland, afirmou que o volume de desonerações a setores da economia vai ser menor no próximo ano. Em evento em São Paulo, ele disse que isso será possível porque a economia brasileira está com uma "boa" recuperação, o que permite considerar que os estímulos dados atualmente já foram "suficientes". "A economia está com uma recuperação boa no segundo semestre. Lenta, gradual, mas importante em relação ao primeiro semestre, que foi, todos sabem, de muitas dificuldades", afirmou. "Essa recuperação permite considerar que os estímulos que temos hoje, já dados no ciclo anterior, foram suficientes. Algumas reversões de tributos são importantes", acrescentou. No caso do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Holland lembrou que, nos últimos anos, o imposto foi tratado como instrumento de política econômica no momento de crise, "às vezes subindo, às vezes reduzindo", para regular estoques. Ele garantiu que algumas alíquotas do tributo negociadas como "permanentes" com alguns setores, como o da construção civil e o da máquina de lavar automática, vão continuar. A declaração de Holland se aproxima do que disse o ministro indicado para a Fazenda, Joaquim Levy, na semana passada. Em sua primeira entrevista após o anúncio de que ocupará o cargo, ele anunciou uma série de medidas que o governo deve adotar para reequilibrar as contas públicas a partir do ano que vem.

Poupança tem o pior resultado para o mês de novembro desde 2011


A caderneta de poupança registrou uma captação líquida (diferença entre depósitos e saques) de 2,53 bilhões de reais em novembro, o pior resultado para o mês desde 2011, quando o saldo havia ficado positivo em apenas 30,7 milhões de reais. No acumulado do ano até o mês passado, a captação líquida da poupança está em 18,60 bilhões de reais. O saldo é 69% menor do que o verificado em idêntico período de 2013, quando somou 59,845 bilhões de reais. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, pelo Banco Central. Em agosto, a captação de recursos dessa aplicação foi de 518 milhões de reais; em setembro, de 1,37 bilhão de reais, e, em outubro, de 540 milhões de reais. Já em novembro do ano passado, a captação foi positiva em 6,4 bilhões de reais, o maior valor para o mês da série histórica iniciada em 1995. Como visto nos meses anteriores, por pouco o saldo da caderneta não ficou negativo em novembro. Apenas no último dia útil do mês (28), os ingressos foram maiores do que as retiradas de recursos em 5 bilhões de reais, o que ajudou a reverter o resultado acumulado até então. Até o dia 27, os saques superavam as aplicações em quase 2,5 bilhões de reais. É comum haver concentração dos investimentos na caderneta no último dia útil de cada mês, com a aplicação das sobras dos salários dos poupadores. Apesar de ter mostrado enfraquecimento no segundo semestre, a aplicação ainda segue como importante investimento entre os brasileiros. Desde maio de 2012, há mudanças nas regras de remuneração da aplicação. Pela nova forma, sempre que a taxa básica de juros, a Selic, for igual ou menor que 8,5% ao ano, o rendimento passa a ser 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR). Atualmente, a taxa básica está em 11,75% ao ano. Quando o juro sobe a partir de 8,75% ao ano, passa a valer a regra antiga de remuneração fixa de 0,5% ao mês mais TR.

Argentina pagará adiantado US$ 6,7 bilhões por título de 2015


A Argentina pagará de forma adiantada na próxima semana um título com vencimento para outubro de 2015, no valor de 6,7 bilhões de dólares. O ministro da Economia, Alex Kicillof, anunciou nesta quinta-feira que a iniciativa foi tomada para demostrar "vontade e capacidade de pagamento" em meio ao litígio com os fundos especulativos nos Estados Unidos. De acordo com ele, o pagamento antecipado busca "acabar com as manobras especulativas". "Vamos pagar de forma voluntária e antecipada o Boden (bônus público) 2015. Isso acontecerá entre 10 e 12 de dezembro", disse ele. "Os que têm esses títulos que vencem no ano que vem por 6,7 bilhões podem vir, que o Estado os comprará por um preço similar ao de mercado", afirmou. O governo argentino lançou a medida a menos de um mês do vencimento da cláusula que complicou a situação do país na disputa com os fundos especulativos, também chamados de fundos abutres, a quem deve 1,3 bilhão de dólares por títulos da dívida em moratória, conforme decisão da justiça americana. Em setembro, a Argentina pagou uma nova parcela da dívida aos credores que aceitaram a renegociação da dívida. O depósito foi possível porque o Congresso do país aprovou uma lei que autorizava a mudança da sede do pagamento para Buenos Aires. O juiz americano Thomas Griesa considerou a manbora ilegal e declarou o país em "desacato". A manobra do ministro Kicillof é vulgar, e pretende ganhar dinheiro com jogadinha no mercado financeiro. Ele quer recomprar os títulos pelo "valor de mercado", que já são desagiados. E aí então desagiar os títulos, colocá-los em carteira em fundo, e ganhar no mercado financeiro com a grande inflação registrada na Argentina. É jogadinha de contador esperto de fundo de quintal. Representa bem o que é o grande desastre do regime peronista populista e muito incompetente na Argentina.

Organização esquerdopata Unesco diz que só 15% dos alunos do ensino fundamental na América Latina têm bom desempenho em ciências


Um novo estudo da esquerdopata Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) divulgado nesta quinta-feira mostrou que apenas 15,66% dos alunos do ensino fundamental no Brasil apresentam nível bom ou ótimo em ciências naturais - do total, só 1,46% pode ser considerado excelente na disciplina. O Terceiro Estudo Regional Comparativo e Explicativo foi realizado em quinze países da América Latina e Caribe e avaliou, além dos conhecimentos em ciências, os níveis de matemática e leitura de estudantes do 4º e 7º anos do ensino fundamental de escolas públicas. Em comparação com os outros países da região, o Brasil fica na oitava posição na área de ciências naturais. Países economicamente menos representativos, como Costa Rica, Colômbia e Peru, obtiveram melhor pontuação nessa disciplina e, portanto, ficam mais à frente na lista, encabeçada pelo Chile. "Se a região quer se destacar na produção tecnológica, precisa melhorar essa área de estudos", afirmou Moritz Bilagher, coordenador técnico do estudo. O desempenho dos alunos brasileiros em leitura e matemática também está longe do ideal. Menos da metade dos estudantes chega ao 7º ano com nível bom ou excelente em leitura (49,93%) e em matemática (40,4%). Em leitura, o Brasil aparece na sexta posição na comparação com os demais países, com pontuação de 523,93 pontos no 7º ano e 519,33 no 4º ano. Já em matemática, o nível dos alunos do 4º ano foi melhor que o dos estudantes do 7º ano e reflete a disparidade entre séries iniciais e séries finais do ensino fundamental, como já havia revelado a publicação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2013. No 4º ano, a pontuação obtida pelos alunos foi de 539,54 pontos, pouco mais de 17 pontos acima da média da região, de 521,70 pontos. Já no 7º ano, a nota obtida em matemática foi 519,63. Apesar de o baixo desempenho escolar atingir a maioria dos países da região, os representantes da Unesco acreditam que há progressos. "Em comparação com a pesquisa realizada em 2006, os avanços são significativos", disse Bilagher. No estudo de 2006, chamado Segundo Estudo Regional Comparativo e Explicativo (SERCE), o desempenho do Brasil em matemática e leitura foi ligeiramente mais baixo, tanto no 4º quanto no 7º ano. Naquele ano, a área de ciências naturais não foi avaliada. A pesquisa foi feita com base no resultado de testes aplicados entre maio e outubro de 2013 e contou com 7.408 alunos de escolas brasileiras. Em toda a América Latina e Caribe foram cerca de 134.000 estudantes avaliados, sendo 67.000 em cada etapa de ensino. A escala de notas dos países em cada disciplina varia de 1 a 999. Esse gigantesco desastre da educação na América Latina, e no Brasil em especial, decorre de duas razões básicas: 1) da aplicação dos princípios do pensador Jean Piaget, pai do amaldiçoado Construtivismo; 2) da aplicação dos ensinamentos do atrasadíssimo Paulo Freire. E, por último, decorre da ideologização e da subordinação dos sindicatos e dos professores às correntes partidárias esquerdopatas. O esquerdismo liquida a educação em qualquer lugar. 

Dólar encosta em R$ 2,60 após comunicado do Banco Central sobre aumento dos juros


O dólar fechou com alta de mais de 1% ante o real nesta quinta-feira, após o Banco Central sinalizar que pode desacelerar o ritmo do aperto monetário, enfraquecendo as expectativas de que juros mais altos no Brasil poderiam atrair mais recursos externos. O dólar subiu 1,29%, a 2,58 reais na venda, chegando a 2,59 reais na máxima da sessão. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de 1,2 bilhão de dólares.  Na quarta-feira, o Banco Central apertou o passo e elevou a Selic em 0,50 ponto porcentual, a 11,75% ao ano, mas ressaltou que a decisão é momentânea e que os esforços adicionais de política monetária devem ser adotados "com parcimônia". No encontro anterior, o Banco Central havia surpreendido o mercado ao elevar a taxa básica de juros em 0,25 ponto. O comunicado levou investidores no mercado de juros futuros a apostarem em aperto monetário menor. A curva de DIs passou a indicar que o atual ciclo de altas de juros deve somar 1,50 ponto, levando a taxa básica a 12,50%. Quanto maior a alta dos juros, maior o rendimento dos ativos brasileiros, o que tende a atrair para o país capital externo em busca de ganhos. O avanço do dólar ganhou mais força após o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, afirmar que o BCE vai reavaliar o impacto de seus estímulos monetários no início do ano que vem. Parte do mercado esperava uma indicação mais forte de que o BCE pretendia realizar mais medias de estímulos, injetando recursos na economia global que poderiam migrar para países como o Brasil. Na cena doméstica, investidores aguardam agora mais detalhes sobre quais medidas serão adotadas pela próxima equipe econômica da presidente petista Dilma Rousseff para enfrentar a inflação alta e crescimento baixo. Nas mesas de câmbio, as atenções estão voltadas principalmente para o programa de intervenções diárias do Banco Central no câmbio, marcado para durar até o fim deste ano. A Bolsa de Valores também recuou nesta quinta-feira, impactada pela queda de 4,25% das ações da Petrobras. O Ibovespa caiu 1,71%, a 51.426 pontos. No ano, passou a mostrar variação negativa de 0,16%, enquanto na véspera ainda apresentava desempenho positivo, com alta de 1,58%. O volume financeiro nesta sessão somou 5,44 bilhões de reais, novamente abaixo da média diária do ano. A Petrobras conduziu a queda do Ibovespa desde a abertura, em mais uma sessão de baixa do petróleo e após a Moody's cortar o rating individual da empresa, medido pelo critério Baseline Credit Assessment (BCA), de Baa3 para Ba1, devido às investigações de corrupção. No Exterior, índices acionários recuaram após o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, relevar pressões por novas ações e dizer que a autoridade monetária da zona do euro vai reavaliar o impacto de seus estímulos monetários no início do próximo ano e tomar novas medidas se for necessário. 

#EuApóioMariaCorina


Acredite se quiser - PT oferece troca ao PCdoB, troca do Ministério do Esporte pelo da Cultura

Acredite se quiser, porque aconteceu. Foi divulgado nesta quinta-feira que o aloprado petista Aloizio Mercadante, ministro da Casa Civil, procurou a direção nacional do PCdoB para fazer uma proposta. No novo desgoverno da petista búlgara Dilma Rousseff, o PCdoB entregaria o Ministério do Esporte para o PT, e ficaria com o controle do Ministério da Cultura. A proposta encerra um grau de desvario que é típico de regime terminal, como é o caso do petralha. Somente uma cabeça desvairada, como a de Aloizio Mercadante, e quase certamente também a de Dilma Rousseff (porque ele não se atreveria a agir por conta própria) para gerar uma idéia desta ordem. O PCdoB é o que existe de mais stalinista e atrasado em termos gerais, mas especialmente em termos culturais. O que se pode esperar de um partido que exibe a fotografia de Stalin nas salas principais de seus diretórios no Brasil inteiro? O que esperar de um partido que, até bem pouco tempo, exaltava a figura do ex-ditador da Albânia, Enver Hoxa, como o "farol da humanidade"? Agora a petralhada cultural, aquela que só produz arte devidamente estimulada por verbas públicas, deve dizer o que pensa disso. Alô, Caetano Veloso, o que acha disso? Alô, Gilberto Gil, está tudo bem aí?

Governo petista reduz para irrisório 0,8% projeção de crescimento do PIB para 2015


O governo federal reduziu de 2% para 0,8% a projeção de crescimento da economia para o ano que vem, informou, em nota, o Ministério do Planejamento. A nova projeção será usada no Orçamento de 2015 e consta de documento enviado ao Congresso nesta quinta-feira. É a primeira vez que a gestão da presidente petista trabalha com uma estimativa compatível com a de analistas de mercado. Segundo o último boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve avançar 0,77% em 2015. Planejamento também atualizou a meta fiscal para o ano que vem, de um superávit primário de 1,2% do PIB, em linha com o divulgado pelo futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na semana passada. Em valores nominais, a meta de superávit primário do setor público consolidado para o próximo ano é de 66,3 bilhões de reais, já descontados 28,7 bilhões dos investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A meta do governo federal é de 55,3 bilhões de reais, enquanto Estados e municípios terão de cumprir 11 bilhões de reais. O governo também se comprometeu a compensar o Tesouro, num eventual não cumprimento do resultado fiscal por parte de Estados e Municípios. "Caso os Estados e Municípios não atinjam a meta estimada, o governo federal irá compensar a eventual diferença", disse o Ministério do Planejamento, em nota. Além disso, o Planejamento ressaltou que as futuras projeções da pasta se basearão em estimativas de mercado, e não mais em cálculos próprios, sempre mais otimistas. "As estimativas para crescimento do PIB e inflação, e demais parâmetros para os próximos anos, utilizados para a atualização de proposta de meta baseiam-se nas projeções de mercado, apuradas pelo relatório Focus do BC", disse o Ministério.

Produção de veículos cai 9,7% em novembro

A produção de veículos no Brasil caiu 9,7% em novembro na comparação com outubro, para 264.830 unidades, informou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), nesta quinta-feira. Na comparação com novembro de 2013, a produção também recuou 9,7%. No acumulado do ano, o volume produzido somou 2,94 milhões de unidades, queda de 15,5% sobre o mesmo período do ano passado. Considerando apenas automóveis e comerciais leves, a produção em novembro chegou a 251.208 unidades, baixa de 9,7% na comparação com outubro e recuo de 8,7% ante novembro de 2013. Já as vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus atingiram 294.651 unidades em novembro, retração de 4% na comparação com outubro e recuo de 2,7% ante novembro de 2013. No acumulado dos onze primeiros meses de 2014, os emplacamentos chegaram a 3.127.984 unidades, baixa de 8,4% sobre igual período do ano passado. Em relação às exportações, o resultado somou 707,6 milhões de dólares em novembro, queda de 2,6% sobre outubro e tombo de 34,2% no comparativo anual. De janeiro a novembro, as exportações somam 8,18 bilhões de dólares, queda de 32,2% sobre o período de janeiro a novembro de 2013. O setor terminou novembro com 146.165 postos de trabalho ocupados, queda de 0,6% sobre outubro e baixa de 7,9% ante o mesmo mês de 2013. 

A menos que Zavascki tenha queda intelectual por acusados do PT, terá de conceder habeas corpus também a executivos

Os advogados dos executivos da OAS e da Camargo Correa que estão presos recorreram ao ministro Teori Zavascki pedindo que sejam aplicados a seus respectivos clientes os mesmos critérios que levaram Zavascki a conceder habeas corpus a Renato Duque, o petista que era diretor de Serviços da Petrobras e é apontado como o operador do partido na quadrilha que assaltava a estatal. Bem, a menos que o ministro tenha predileção por acusados de corrupção ligados ao PT, mas alimente preconceito adicional inelutável contra empreiteiros, ele terá de, obviamente, atender aos respectivos pedidos. E não só nesses casos, mas em todos. O ministro disse não ver motivos concretos que justifiquem a prisão preventiva no caso de Duque. Bem, se, a seu juízo, é assim, então não há também nos outros casos. Por Reinaldo Azevedo

DEM E PSDB COBRARAM UM ALTO PREÇO PELA VOTAÇÃO DO ESTELIONATO FISCAL PRATICADO PELO GOVERNO PETISTA DA BÚLGARA DILMA ROUSSEFF

Os aguerridos parlamentares do DEM e do PSDB obrigaram os vendidos deputados federais e senadores da "base parlamentar" do regime petralha, comandados pelos petista gaúcho Henrique Fontana, a permancer no plenário das 10 horas de quarta-feira até as cinco horas da madrugada desta quinta-feira. Os deputados e senadores da oposição usaram de todos os instrumentos regimentais para retardar a sessão, na tentativa de derrubar o quórum para votação da mesma. E acabaram conseguindo. Quase às cinco horas da madrugada, não houve quórum para votar os destaques finais do projeto de estelionato fiscal. Dessa maneira, ficou incompleta a votação do projeto de lei, cuja aprovação deverá ser realizada em nova sessão do Congresso Nacional (reunião da Câmara dos Deputados e do Senado Federal). Entre todos os destaques, o prêmio número um de combatividade vai para o deputado federal, agora eleito senador, Ronaldo Caiado. Ele tem muito preparo, mais do que o necessário para enfrentar a legião petralha.

Julgamento do presidente da Assembléia gaúcha começou nesta quarta-feira; Gilmar Sossela poderá ser cassado pelo TRE


Sentado no banco dos réus durante quase todo o dia, o presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado estadual Gilmar Sossela, começou nesta quarta-feira a ser julgado pelo Tribunal Regional Eleitoral pelas acusações de abuso de poder, captação ilícita de recursos e conduta vedada, o que poderá custar seu novo mandato. Nunca, antes, um presidente da Assembléia gaúcha passou por tamanho vexame, colocando sob constrangimento a própria Casa. As investigações foram feitas pela Polícia Federal, a partir de denúncia veiculada por Videversus. O julgamento continua hoje, mas o caso só será decidido em reunião do pleno do Tribunal, o que dificilmente acontecerá antes do dia 18, data da diplomação dos eleitos. O deputado do PDT disse que é inocente e apresentou 45 testemunhas, contra 15 da acusação, no caso o Ministério Público Eleitoral federal. 

Governo venceu perdendo. Ou: Vitória de Pirro. Ou: Oposição perdeu ganhando

Como vocês devem se lembrar, decreto presidencial eleva em R$ 748 mil o valor das emendas individuais de deputados e senadores, mas condicionando essa elevação à aprovação do texto escandaloso. Na Câmara, o texto principal foi aprovado por 240 votos a favor e 60 contrários — não custa lembrar que a Casa tem 513 deputados. Vá lá: 40% não foram reeleitos e talvez já tenham deixado Brasília, mas a adesão ao projeto, ainda assim, é baixa. No Senado, o texto contou com 39 votos a favor e um contra. Foi na trave. Como o quórum mínimo era de 41 senadores, Renan Calheiros, que presidia a sessão do Congresso — as duas Casas unidas —, computou o seu voto, o que não é usual. A oposição foi derrotada no mérito? Foi, sim! Mas fez um belo papel. Esse é o caminho. O projeto do governo foi esmiuçado, detalhado, exposto com todos seus descalabros e despropósitos. A canseira foi grande. Também devem se considerar vitoriosas as pessoas que se mobilizaram para protestar em Brasília, obrigando Renan Calheiros a recorrer à truculência para esvaziar as galerias. Era certo que o governo venceria, mas foi, sim, uma vitória de Pirro, conseguida a um custo alto — inclusive o moral. E o Congresso que vem por aí no ano que vem é menos servil do que esse. A oposição, finalmente, dá sinais de como é que se devem fazer as coisas. Isso é o que se espera dela. Essa é a cobrança de pelo menos 51 milhões de eleitores — hoje, talvez sejam mais. Essa é a oposição que presta contas a quem a escolheu para enfrentar o governo, não aquela que endossou, de maneira preguiçosa e impensada, o nome de Vital do Rêgo para o TCU. E, é claro, se a oposição quiser, a questão tem de ser levada ao Supremo Tribunal Federal. A Constituição foi violada. Por Reinaldo Azevedo

Propina para o petista Renato Duque enrola a empresa sueca Skanska no Rio de Janeiro

A deleção premiada de Augusto de Mendonça e Júlio Camargo, da Toyo-Setal, pode complicar a situação da empresa sueca Skanska no Petrolão. Teria pago propina de até R$20 milhões em obras da Estação de Compressão de Gás de Cabiúnas (RJ), inaugurada por Lula em 2010, ao custo de US$ 226 milhões. O consórcio Skanska, Promon e Setal levou R$1,34 bilhão da Petrobrás nas obras do terminal (Tecab). Augusto de Mendonça revelou que parte do dinheiro foi depositado para o PT em conta no exterior, a pedido do ex-diretor Renato Duque. Os suecos investiram R$ 73 milhões em obras com a Camargo Corrêa, Engefix e Technit no Complexo Petroquímico Comperj, hoje às moscas. A Skanska abriu investigação interna na Suécia, lamentando as dificuldades de atuar no Brasil e Argentina “por excesso de corrupção”.

Delator do Petrolão pode explicar a venda criminosa de poços de petróleo na África


Intrigam a força-tarefa da Operação Lava Jato os detalhes da venda de poços de petróleo da Petrobras, na África, para o banco BTG Pactual, em 2013. Em sua delação premiada, o ex-gerente Pedro Barusco, que vai devolver US$ 100 milhões em propinas, deve contar tudo. A estatal vendeu 50% dos direitos dos poços por US$ 1,5 bilhão. Para o Tribunal de Contas da União, valiam US$3,5 bilhões. Após a Petrobras, Barusco foi diretor da Sete Brasil, do BTG, que fornece plataformas à petroleira. A Petrobras vendeu poços na Tanzânia, Angola, Benin, Gabão e Namíbia. Na Nigéria, já há dois produzindo e um em desenvolvimento. A justificativa para a redução do preço dos poços da Nigéria foram “potenciais riscos políticos, tributários e regulatórios”. Lorota. Os riscos regulatórios, claro, não se concretizaram: os poços africanos já pagaram dividendos no valor de US$ 300 milhões aos seus donos. O líder do PSDB, deputado Antônio Imbassahy (BA), quer explicações: “Esse caso da África é muito parecido com o de Pasadena”, comparou.