terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Dívida pública federal cresce 2,49% em novembro e chega a R$ 2,2 trilhões

A dívida pública federal, que inclui os endividamentos interno e externo do governo, avançou 2,5% em novembro, alcançando R$ 2,2 trilhões, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (23) pelo Tesouro Nacional. De acordo com o governo, a expansão está relacionada à emissão líquida de títulos públicos (colocações em mercado maior do que vencimentos) no valor de R$ 29,65 bilhões. Ao mesmo tempo, a apropriação de juros (juros que passaram a compor a dívida) totalizou R$ 23,93 bilhões no mês passado e contribuiu para o aumento do endividamento público. Houve redução no prazo médio de vencimento da dívida, que caiu de 4,46 anos para 4,38 anos. Já o custo médio em 12 meses aumentou 0,01 ponto percentual, alcançando 11,64% ao ano em novembro. "Para o mês de dezembro já encerramos os leilões. O que podemos adiantar é que o volume emitido foi bastante satisfatório e os resgates são muito baixos. Então, teremos emissão líquida significativa", afirmou Fernando Garrido, coordenador geral da Dívida do Tesouro Nacional. O programa de compra de títulos pela internet, Tesouro Direto, chegou a 447 mil investidores cadastrados, representando uma alta de 20% nos últimos 12 meses. A expectativa do governo é que, ao final do ano, a base de investidores ultrapasse a marca de 450 mil e chegue a R$ 500 bilhões.

Anac informa que demanda por vôos no Brasil subiu 6,77% em novembro

A demanda por vôos dentro do Brasil subiu 6,77% em novembro em relação ao mesmo período do ano passado, em seu décimo quarto mês seguido de expansão e chegando ao maior nível para o mês em dez anos, de acordo com informações da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) nesta terça-feira (23). Azul e Avianca tiveram destaque no crescimento da demanda, com a primeira registrando alta de 35,15% no mês passado ante novembro de 2013 e a segunda alta de 14,60%. A TAM, do grupo Latam Airlines, e Gol, tiveram expansão de 6% na mesma base de comparação. A oferta de assentos pelas companhias aéreas no mês passado subiu 4,27% contra o mesmo período de 2013, terceiro mês consecutivo de expansão. Segundo a Anac, foi o primeiro mês de 2014 em que todas as principais empresas brasileiras tiveram crescimento da oferta doméstica contra igual mês de 2013. A taxa de ocupação das aeronaves fechou novembro em 81,2%, ante 79,3% no mesmo mês do ano passado. De janeiro a novembro, a demanda por vôos domésticos acumulou alta de 5,64% e a oferta subiu 0,53%, com a taxa de ocupação de 79,7%. A TAM manteve a liderança do mercado de vôos domésticos, com fatia de 38,5%, ante 38,8% um ano antes, seguida por Gol, com 36,1%, ante 36,4% em novembro de 2013. A Azul ampliou a participação para 16,4%, contra 12,9% em novembro de 2013, ao passo que a fatia da Avianca Brasil cresceu para 8,3%, contra 7,7%. A demanda por vôos internacionais de passageiros das empresas brasileiras cresceu 4,61% em novembro na comparação anual, nono mês seguido de alta. A oferta subiu pelo quarto mês seguido, em 3,41%. A taxa de ocupação ficou em 80,6%, ante 79,7% em novembro do ano passado.

Banco Central derruba previsão de crescimento em 2014 para 0,2%

O Banco Central reduziu sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deste ano de 0,7% para 0,2%. Já a perspectiva para inflação subiu ligeiramente, passando de 6,3% para 6,4%, segundo o Relatório Trimestral de Inflação divulgado nesta terça-feira. Para 2015 o cenário é um pouco mais otimista, mas a inflação segue perigosamente próxima do teto da meta do governo. O documento também prevê crescimento de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) em doze meses até setembro – a projeção para o acumulado do ano ainda não foi divulgada – e inflação em 6,1%. No relatório anterior, a expectativa de inflação para o ano que vem era de 5,8%. A projeção do Banco Central é mais otimista do que a do mercado financeiro, que prevê inflação acima do teto em 2015, como mostrou relatório Focus divulgado na segunda-feira. Para 2016 a expectativa é de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerre o ano em alta de 4,9%. O Banco Central acredita que a atividade doméstica "deverá entrar em trajetória de recuperação no segundo semestre do próximo ano", segundo o relatório. O cenário traçado pelo Banco Central para 2014 leva em conta a taxa básica de juros, Selic, em 11,75% ao ano, e o dólar a 2,55 reais. A projeção leva em conta o cenário de referência que serve de base para as decisões do Copom (Conselho de Política Monetária). “Para o Copom, o fato de a inflação atualmente se encontrar em patamares elevados reflete, em parte, a ocorrência de dois importantes processos de ajustes de preços relativos na economia – realinhamento dos preços domésticos em relação aos internacionais e realinhamento dos preços administrados em relação aos livres”, informou o Banco Central. A autoridade monetária acrescentou que “não descarta elevação da inflação no curto prazo e antecipa que a mesma tende a permanecer elevada em 2015, mas, por outro lado, também antecipa que ainda no próximo ano a inflação entra em longo período de declínio”. O Banco Central projeta que a variação do conjunto dos preços administrados por contrato e monitorados, tanto no cenário de mercado quanto no de referência, é de 5,3% para 2014. Nos últimos dois relatórios, essa previsão era de 5% nos dois cenários. O expectativa de alta, explica o documento do Banco Central, considera variações ocorridas até novembro nos preços da gasolina (2,3%) e do gás de botijão (4,3%), bem como as hipóteses, para o acumulado de 2014, de recuo de 6,4% nas tarifas de telefonia fixa e de aumento de 18,2% nos preços da eletricidade. No relatório anterior de setembro, o Banco Central previa aumento de 0,2% para a gasolina até agosto e de 0,3% para o gás de botijão. Também previa, na época, que para o acumulado de 2014 haveria um recuo de 6,3% nas tarifas de telefonia fixa e um aumento de 16,8% nos preços da eletricidade. A autoridade monetária também revisou a previsão de reajuste dos preços administrados para os próximos dois anos. Em ambos os cenários, a projeção de reajustes dos itens administrados por contrato e monitorados em 2015 subiu de 6% no último relatório em setembro para 6,2% agora. O Banco Central leva em conta hipóteses de aumento de 0,6% nas tarifas de telefonia fixa e de 17% nas tarifas de eletricidade. Para 2016, passou de 4,9% para 5,2%.

Caixa Econômica Federal pode captar 20 bilhões de reais com IPO

A abertura de capital da Caixa Econômica Federal poderia movimentar mais de 20 bilhões de reais com a venda de cerca de 25% a 30% do banco público no mercado que permaneceria com o controle nas mãos do governo. Na segunda-feira, a presidente petista Dilma Rousseff confirmou a intenção do governo de colocar parte das ações no mercado. Mas, para que a oferta se concretize, o cenário atual teria de mudar. Além do tímido espaço para novas captações via ações, há os desdobramentos da Operação Lava Jato que envolve casos de corrupção entre a Petrobras e fornecedores como empreiteiras. Segundo analistas de mercado, os bancos públicos são os mais expostos à Petrobras. No caso da Caixa Econômica Federal, balanço do terceiro trimestre mostrou que os empréstimos concedidos ao setor público na área petroquímica somavam 11,5 bilhões de reais. No Banco do Brasil, um analista afirmou que os empréstimos giram em torno de 20 bilhões de reais. Como os dados de clientes são confidenciais, não é possível saber minuciosamente a real exposição de cada banco. Os números no balanço consideram o setor (público ou privado) e o segmento de atuação, como petroquímico. O plano do governo petista é preparar a Caixa Econômica Federal ao longo do próximo ano para aproveitar uma possível janela de oportunidade no fim de 2015 ou em 2016. “O IPO será realizado quando o banco tiver janela de mercado e compatibilizar com a necessidade do Tesouro Nacional. A Caixa Econômica Federal soma mais de 1 trilhão de reais em ativos, marca ultrapassada em setembro, e patrimônio líquido de 64,4 bilhões de reais. A carteira de crédito, mais focada no setor imobiliário em que é líder, alcançou 576,4 bilhões de reais no terceiro trimestre.

Lewandowski decide manter na cadeia o empreiteiro Ricardo Ribeiro Pessoa, da UTC





O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, negou nesta terça-feira habeas corpus para o empreiteiro Ricardo Ribeiro Pessoa, presidente da UTC Engenharia, apontado pelas investigações da Operação Lava-Jato como o "coordenador" do cartel dos fornecedores da Petrobras, apelidado de "clube" pelos próprios integrantes. A defesa, que já teve pedido de habeas corpus rejeitado pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (Rio Grande do Sul), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e STF - pelo ministro Teori Zavascki no último dia 12, em decisão para 11 denunciados -, sugeriu que a Justiça estaria querendo "mostrar para o grande público - que não distingue a prisão preventiva da prisão punitiva - a eficiência do sistema punitivo com prisões exemplares". Ainda, a defesa de Ricardo Ribeiro Pessoa negou existirem nos autos elementos para justificar o tratamento de urgência que o caso está tendo, como ilegalidade flagrante. O ministro Ricardo Lewandowski afirmou que a questão compete ao STJ, e não ao STF, sob o risco de "supressão de instância". Lewandoswki citou a decisão anterior do STJ negativa ao habeas corpus. "Diante desse cenário, é de todo recomendável aguardar o pronunciamento definitivo do Superior Tribunal de Justiça, não sendo a hipótese de se abrir, neste momento, a via de exceção", escreveu o ministro. Ribeiro e Youssef eram próximos, como mostram as investigações. Uma troca de mensagens entre ambos, em 31 de dezembro, ressalta essa amizade. Às 23h01m, Youssef escreve: “Amigo Ricardo que 2014 você e família realize (sic) todos os desejos e projetos com muita saúde paz amor felicidade prosperidade bjo no seu coração do seu primo”. E, às 23h57, Ricardo responde: “Amigo Primo. Queria lhe agradecer pela parceria e lealdade. Desejo para você e sua família o maior sucesso e muitas felicidades e muita saude em 2014. Grande abraco. Ricardo". Agora eles passarão o Natal juntos, sem necessidade de mensagens. 

Limite de gastos no Exterior por via terrestre cairá para US$ 150,00 a partir de julho

A partir de 1º julho de 2015, o limite de gastos no Exterior com isenção do Imposto de Importação ao entrar no Brasil por meio terrestre, fluvial ou lacustre passará a ser de 150 dólares e não mais de 300 dólares. A mudança consta de instrução normativa da Receita Federal publicada no Diário Oficial da União. É a segunda vez neste ano que o governo edita norma sobre o limite menor para esses gastos. A primeira portaria sobre o assunto foi publicada em 21 de julho. Mas no dia seguinte o governo voltou atrás e cancelou a medida, alegando que as lojas francas em cidades gêmeas não estavam instaladas e precisariam de um tempo para assimilar a alteração. Na ocasião, o governo informou que iria suspender a mudança por um ano. Segundo a Receita Federal, a redução da cota de isenção tributária para a entrada de bagagem no país é reflexo da regulamentação de funcionamento de loja franca em fronteira terrestre. Para o viajante que ingressar no País por via aérea ou marítima, a cota permanece em 500 reais.

Mundo cresce mais com queda do petróleo, aponta FMI

Uma simulação do Fundo Monetário Internacional (FMI) sinaliza que a forte queda dos preços do petróleo pode fazer a economia mundial crescer mais em 2015 e 2016, de acordo com um estudo divulgado na segunda-feira. O Produto Interno Bruto (PIB) do mundo pode se expandir de 0,3% a 0,7% a mais no ano que vem quando comparado a um cenário em que o barril da commodity não estivesse em queda. Para 2016, o PIB pode crescer de 0,4% a 0,8% a mais. A expectativa, com base no comportamento dos preços futuros da commodity, é que os baixos preços do petróleo persistam e as cotações sigam abaixo dos níveis alcançados no passado recente, ressalta o relatório publicado em um blog do FMI. O economista-chefe, Olivier Blanchard, e o chefe responsável pela área de pesquisas com commodities, Rabah Arezki, autores do estudo, destacam que a queda do petróleo, de quase 50% desde junho, afetou a todos, dos países exportadores do produto aos importadores, governos, petroleiras, empresas prestadoras de serviços para o setor e consumidores. "Há ainda considerável incerteza sobre a evolução da oferta e da demanda (por petróleo)", destaca o estudo, citando que tanto a procura como a oferta têm contribuído para explicar a queda das cotações nas últimas semanas. No caso da oferta, houve um aumento principalmente por causa da recuperação mais rápida que o esperado da produção em campos da Líbia e a produção no Iraque sendo pouco afetada pelos conflitos no país. No geral, os economistas do FMI afirmam que os importadores de petróleo, sobretudo entre os emergentes, se beneficiarão dos menores gastos com a compra do produto, o que deve ajudar a melhorar as contas externas, gerar maior renda disponível para as famílias e menor custo com insumos. Já os exportadores terão menos receitas com as vendas externas, o que vai colocar pressão nas contas externas e fiscais. "Os riscos para a estabilidade financeira cresceram, mas permanecem limitados", afirma o estudo, destacando que a maior pressão nas moedas ficou limitada aos exportadores de petróleo, sobretudo Rússia, Venezuela e Nigéria. "Dado a interconexão dos mercados financeiros, estes desenvolvimentos pedem crescente vigilância." Na zona do euro e Japão, regiões que vêm crescendo menos que o esperado e com demanda fraca pela commodity, as diretrizes futuras dos bancos centrais serão cruciais para ancorar as expectativas de inflação no curto e médio prazo, destaca o FMI. Os dois economistas do FMI também fizeram simulações do impacto da queda do petróleo em alguns países. Nos Estados Unidos, o PIB pode crescer entre 0,2% a 0,5% a mais no ano que vem quando comparado ao cenário base, ou seja, sem a queda dos preços do petróleo. Na China, a expansão pode ser de 0,4% a 0,7% a mais. Em 2016, os EUA poderiam ter expansão adicional de até 0,6%, enquanto o PIB da China pode crescer até 0,9% a mais. Nos países exportadores o impacto geral é negativo, mas mesmo entre estes mercados deve ocorrer diferenciação, destaca o FMI, porque uns dependem mais das receitas do produto do que outros. Na Rússia, 50% das receitas do governo vêm das vendas de petróleo, por isso o impacto negativo mais acentuado no país. Uma das consequências será a deterioração de indicadores fiscais, além de piora dos números das empresas do setor de petróleo, que terão que rever planos para os próximos anos.

Com duas aposentadorias, o petista Jaques Wagner receberá R$ 29.000,00

Cotado para ser nomeado ministro no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT), o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), recebeu o direito de ganhar uma segunda aposentadoria no poder público. Há quatro semanas, o petista havia garantido uma aposentadoria vitalícia de 19.000 reais da Assembleia Legislativa da Bahia. Agora, ele também receberá 10.000 reais pelo período em que foi deputado federal, entre 1990 e 1998. Assumindo o Ministério da Fazenda, ainda vai agregar mais 30 mil reais aos seus rendimentos. Ou seja, só ele, na sua casa, ganhará mais de 60 mil reais por mês. Para um comunista está muito bom, não é mesmo? A decisão de conceder a aposentadoria foi assinada pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), no último dia 16 e publicada na segunda-feira no Diário Oficial da União. Alves afirmou que a medida tem respaldo legal: "Tudo passa pela diretoria geral, são questões técnicas, não são políticas". O diretor-geral da Casa, Sérgio Sampaio, disse que o petista Jaques Wagner faz jus à aposentadoria de ex-deputado por ter cumprido todos os requisitos previstos em lei, como ter mais de 50 anos e acima de oito anos de contribuição para o antigo regime de previdência dos parlamentares. Sampaio informou ainda que Jaques Wagner já poderia ter requerido o recebimento do benefício há anos, mas não há possibilidade de se pedir o repasse retroativo da verba. No final do mês passado, a Assembléia Legislativa baiana aprovou um projeto de lei que garantiu a Jaques Wagner e a todos ex-governadores, que tenham exercido o cargo de chefe do Executivo estadual por quatro anos ininterruptos ou cinco anos alternados, o direito de receber uma aposentadoria vitalícia a partir de janeiro de 2015. Também foram publicados no Diário Oficial de segunda-feira a concessão de pensões em favor de familiares do ex-candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos e do assessor Pedro Valadares, ambos mortos em um acidente aéreo no dia 13 de agosto na cidade de Santos. Assim como Wagner, Campos e Valadares também foram deputados federais. Esses benefícios, contudo, só serão pagos após meados de 2015, quando tanto Campos quanto Valadares completariam 50 anos se estivessem vivos. No caso de Campos, a viúva dele, Renata, terá direito a 50% do valor que ele faria jus, a título de pensão vitalícia. E ainda 10% do que faz jus a viúva para os filhos dele, Pedro Henrique, José Henrique e Miguel, menores de 21 anos, como pensão temporária. A viúva de Pedro Valadares, Chrystine Santana, receberá 50% do valor que ele teria direito, também como pensão vitalícia. A Câmara não soube informar quanto cada um dos beneficiários irá receber em pensões.

Economia dos Estados Unidos cresce 5% no terceiro trimestre, melhor ritmo em 11 anos

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos revisou a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre para um ritmo anual de 5%, ante 3,9% divulgados no mês passado, citando gastos maiores de consumidores e empresas. Trata-se do ritmo mais intenso de avanço em onze anos para o período. Economistas estimavam que o PIB subiria 4,3% entre julho e setembro. No segundo trimestre, a economia dos Estados Unidos cresceu 4,6%. No terceiro trimestre, os gastos de consumidores, que são responsáveis por mais de dois terços da atividade econômica dos Estados Unidos, cresceram 3,2%, ante alta prevista de 2,2%. Já o crescimento do investimento empresarial foi elevado para 8,9%, ante 7,1%. Para o quarto trimestre, o mercado espera uma desaceleração, considerando o aumento do nível de estoques. Mesmo assim, um mercado de trabalho fortalecido e preços de gasolina mais baixos devem impulsionar a economia americana em 2015 e manter a expectativa de que o Federal Reserve eleve os juros em meados do ano que vem.

OGPar tem lucro de 9,35 bilhões de reais no terceiro trimestre

A Óleo e Gás Participações (antiga OGX, de Eike Batista) teve lucro líquido de 9,357 bilhões de reais no terceiro trimestre, ante prejuízo de 2,125 bilhões de reais em igual período do ano anterior. Segundo a companhia, o resultado foi impulsionado pelo efeito contábil da extinção de dívidas após medidas no âmbito de seu processo de recuperação judicial. O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização ficou negativo em 1,858 milhão de reais entre julho e setembro, ante resultado negativo de 8,927 milhões um ano antes. A empresa ainda disse que a eliminação de uma dívida de 5,7 bilhões de dólares do seu balanço viabiliza a manutenção de suas atividades e de suas subsidiárias e permite o desenvolvimento de suas operações, atualmente focadas na produção dos campos de Tubarão Martelo e Tubarão Azul. A OGPar entrou com o maior processo de recuperação judicial da história na América Latina no Rio de Janeiro em outubro de 2013, depois que seus primeiros poços de petróleo produziram menos do que o esperado e os investidores perderam confiança na capacidade de a empresa manter os pagamentos de sua dívida e financiar novos empreendimentos em campos de petróleo. O plano de recuperação judicial da companhia tinha como uma das premissas a conversão de dívida em ações. A conversão foi feita após a abertura de capital da OGX Petróleo e Gás, e as ações foram entregues aos credores e fornecedores em troca da dívida. Em 16 de outubro, a OGPar e suas subsidiárias completaram a capitalização dos créditos, um dos últimos passos críticos do plano de reestruturação e que permite ao grupo sair da recuperação judicial.

Dilma anuncia Eliseu Padilha para Aviação Civil. Outros 12 ministros também foram indicados

O governo federal petista acaba de anunciar o nome do deputado federal Eliseu Padilha para ministro da secretaria da Aviação Civil. O deputado é do PMDB do Rio Grande do Sul e já foi ministro dos Transportes no governo de Fernando Henrique Cardoso. Está bem adequado. A búlgara petista Dilma Rousseff também anunciou outros 12 ministros. Todos tomarão posse dia 1º de janeiro. Ainda falta a nomeação de vários outros ministros. Além de Miguel Rosseto, outro gaúcho também será nomeado, no caso o deputado federal Pepe Vargas, que irá para o ministério de Relações Institucionais. Rosseto e Vargas são do PT, ambos fazem parte da seita trotskista DS (Democracia Socialista, herdeira em linha direta do antigo POC - Partido Operário Comunista) .
Confira os ministros nomeados por Dilma Rousseff:
1. Aldo Rebelo (Ciência Tecnologia e Inovação)
2. Cid Gomes (Educação)
3. Edinho Araújo (Secretaria de Portos)
4. Eduardo Braga (Minas e Energia)
5. Eliseu Padilha (Secretaria de Aviação Civil)
6. George Hilton (Esporte)
7. Gilberto Kassab (Cidades)
8. Helder Barbalho (Secretaria de Aquicultura e Pesca)
9. Jacques Wagner (Defesa)
10. Kátia Abreu (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento)
11. Nilma Lino Gomes (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial)
12. Valdir Simão (Controladoria Geral da União)
13. Vinicius Lajes (Turismo)
Isso não é um governo, é um desgoverno.

Ministério Público se nega a dar a Dilma informações sobre ministeriáveis envolvidos no Petrolão


O Ministério Público se negou a fornecer à presidente Dilma Rousseff a lista dos políticos envolvidos no escândalo do Petrolão. Na véspera de uma nova etapa da reforma ministerial, Dilma questionou o órgão sobre a situação de políticos cotados para ganhar uma vaga na Esplanada dos Ministérios – a presidente teme que o governo enfrente maior desgaste ao nomear no alto escalão algum envolvido no esquema de corrupção. No entanto, o Ministério Público afirmou que o fornecimento dessas informações poderia atrapalhar as investigações. A negativa foi dada durante conversa entre o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, na noite de segunda-feira. Na manhã desta terça-feira, o ministro reuniu-se com Dilma para informá-la do resultado do encontro. "Fiz ao Janot a ponderação de que gostaríamos de informações sobre nomes que comporiam a nossa equipe independentemente de qualquer detalhamento. Mas ele ponderou que não poderia fornecer qualquer tipo de informação a respeito da Operação Lava Jato uma vez que essa questão está sob sigilo legal", disse o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, durante coletiva de imprensa nesta terça-feira. A presidente Dilma aguardava o parecer do Ministério Público para anunciar novos nomes de seu governo. Sem os dados do Ministério Público, segundo José Eduardo Cardozo, ela vai usar como critério as “informações disponíveis” e a Lei da Ficha Limpa. “Os fatos que estão disponíveis podem ensejar a escolha dela. Todos podem ser nomeados ou não nomeados”, afirmou o ministro da Justiça. Um dos nomes cotados para ganhar uma cadeira na Esplanada era o do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). No entanto, o deputado passou a ser dúvida após ser citado na Operação Lava Jato. Ele nega ter se beneficiado do esquema de corrupção.

Polícia Federal descobre R$ 800 mil da JBS em contas de "fantasma" de doleiro da Lava Jato

A Polícia Federal descobriu duas contas bancárias em nome de uma empresa fantasma ligada a um dos doleiros da Operação Lava Jato, Carlos Habib Chater, que receberam depósitos no valor global de R$ 800 mil da JBS, a Friboi, maior processadora de carne bovina do mundo. As contas estão em nome de Gilson M. Ferreira Transporte ME, cujo “sócio” foi identificado como Gilson Mar Ferreira, estabelecido na periferia do município de São José dos Pinhais (PR), com capital social declarado de R$ 20 mil. Agentes do Núcleo de Operações da Polícia Federal foram ao endereço fiscal da empresa – Avenida Baptistin Pauletto, 126, bairro Miringuava –, mas “não lograram êxito em localizar qualquer empreendimento comercial na área”. Relatório da Polícia Federal, anexado aos autos sobre o doleiro Chater, destaca. “Cabe salientar que se trata de uma região bastante simples. A rua não tem sequer pavimentação. Em entrevistas dissimuladas com Valquíria, moradora do imóvel situado no nº 127, obteve-se a informação que GILSON MAR teria sido inquilino da casa dos fundos, contudo, já se mudou do local há mais de 05 (cinco) anos. Quanto à suposta empresa, a entrevistada desconhece sua existência e não soube dar quaisquer informações a respeito". Nas eleições de 2014, a JBS repassou R$ 352 milhões a candidatos a presidente, senadores e deputados. Desse montante, R$ 73 milhões foram destinados à campanha da petista Dilma Rousseff. A campanha do senador Aécio Neves, candidato à Presidência pelo PSDB, recebeu doações de R$ 48 milhões da JBS. Em nota divulgada nesta segunda feira, 22, a JBS rechaçou categoricamente que tenha alimentado o esquema Lava Jato. O grupo assegurou que os depósitos que somaram R$ 800 mil “são oriundos de um contrato de aquisição da unidade industrial em Ponta Porã (MS), um Centro de Distribuição em São José dos Pinhais (PR) e um outro Centro de Distribuição em Itajaí (SC)”. Segundo a JBS, os vendedores foram Tiroleza Alimentos Ltda, Ademar Marquetti de Souza, Paulo Roberto Sanches Cervieri e Rodo GS Transportes e Logística Ltda. A JBS esclareceu que “os pagamentos referentes à aquisição foram feitos nas contas bancárias indicadas pelos vendedores”. 

Airbus entrega o primeiro super jato do modelo A 350

A fabricante de jatos comerciais Airbus Group apresentou nesta segunda-feira, em Toulouse, na França, o primeiro exemplar de seu novo modelo, o A350-900, entregue à companhia aérea Qatar Airways. O avião, destinado a competir com os Boeing 777 e 787 Dreamliner, deve custar US$ 290 milhões, preço de catálogo, menos do que os US$ 400 milhões do maior modelo da empresa, o A380. O objetivo da Airbus é reforçar sua posição contra a ofensiva da fabricante americana, na luta acirrada pelo posto de maior construtor mundial da aviação civil. A entrega estava prevista para 13 de dezembro, mas foi adiada em nove dias em razão de acabamentos solicitados pela Qatar. O avião faz parte de uma nova família de aeronaves, XWB – “extra wide body” –, que será completada pelos Airbus A350-800 e A350-1000, com capacidades entre 300 e 369 passageiros. Lançado em dezembro de 2008, o projeto consumiu oito anos entre decisões administrativas, desenho, testes, certificações e entrega em Toulouse, onde está sendo fabricado.


A exemplo dos Boeing 777 e 787 Dreamliner, a Airbus investiu no uso de materiais compósitos – com componentes de propriedades físicas e químicas distintas – e na fibra de carbono com o objetivo de reduzir o peso total do aparelho e, com isso, o consumo de querosene de aviação. Segundo dados da fabricante, o avião tem mais de 50% dos materiais de novas tecnologias, o que teria permitido uma redução de 25% do consumo. Além disso, a aeronave seria mais silenciosa e moderna, com menor nível de pressurização, o que abriu espaço para escotilhas maiores. A entrega do avião em Toulouse foi realizada com pompa pela Airbus, que deposita no A350 a expectativa de manter a liderança mundial em vendas de aparelhos. Em 2013, a companhia europeia recebeu um total de 1,5 mil encomendas, contra 1,3 mil da americana Boeing, confirmando a liderança que já dura mais de 10 anos graças ao sucesso comercial da família A320. Porém a diferença entre as vendas de uma e outra vem caindo e, em 2014, o número de entregas da Boeing deve superar as de Airbus – 647 aviões contra 554 unidades. Agora a disputa entre as duas companhias se intensificará pelos aviões de grande porte, que dividem espaço nos maiores hubs aeroportuários do mundo. Esse mercado é considerado crucial nos próximos 20 anos já tem um protagonista da rival: o 787 Dreamliner. Após atrasos sucessivos, panes elétricas, incêndios nas baterias de íons de lítio e proibição de voar por três meses, a aeronave da Boeing vem ganhando espaço. Para evitar os mesmos problemas técnicos que brecaram a companhia americana, a Airbus decidiu apostar por ora em baterias de pilhas de níquel cádmio, que são mais pesadas, mas consideradas mais confiáveis. Tudo para não dar margem a atrasos que prejudicassem o desempenho comercial da aeronave. “Estamos falando de 5 mil aviões, o que é considerável, e cerca de US$ 1 trilhão”, avaliou à agência France Presse (AFP) Fabrice Brégier, diretor-executivo da Airbus, que ressaltou o “altíssimo nível de maturidade” de seu último lançamento: “Para o futuro da Airbus, é essencial". A lucratividade do projeto, porém, só deve acontecer a partir de 2019 ou 2020, quando Toulouse produzirá 120 aparelhos por ano. Segundo o grupo europeu, 800 encomendas do A350 já teriam sido assinadas. Destas, 80 foram feitas pela Qatar Airways, que colocará o primeiro avião na rota entre Doha, no Catar, e Frankfurt, na Alemanha, a partir de 15 de janeiro. Rival no Golfo Pérsico, a companhia Etihad Airways, dos Emirados Árabes Unidos, já assinou 71 pedidos de Dreamliners, com os quais vai realizar a rota Abu Dhabi-Frankfurt a partir de 1º de fevereiro.

Papa aponta os 15 pecados da Cúria

Foi com uma lista dos 15 pecados da Cúria de Roma que o papa Francisco dirigiu nesta segunda-feira, 22, sua mensagem de Natal aos cardeais que governam a Igreja. A severidade inédita do discurso do pontífice convidou o clero a fazer um “exame de consciência” a respeito das doenças, entre as quais o “Alzheimer espiritual” e a “esquizofrenia existencial” de que padeceriam religiosos e altos funcionários da Santa Sé. Sacudida por acusações de irregularidades no Banco do Vaticano, por escândalos sexuais e pelo vazamento de documentos secretos do papa Bento XVI, a Cúria romana passa por uma profunda reforma desde a eleição de Jorge Bergoglio como papa, em março de 2013.


A primeira parte da lista de doenças que afetariam o mais alto clero incluem - além do Alzheimer e da esquizofrenia - a crença em ser imortal ou indispensável, o trabalho em excesso, o endurecimento espiritual ou mental, o planificar demais, o trabalho sem coordenação e a rivalidade causada pela vaidade. A lista prossegue pelas doenças do terrorismo da fofoca, do endeusamento dos chefes, da indiferença em relação ao próximo, da cara de funeral com seu pessimismo e severidade, da doença dos círculos fechados e, por fim, por aquela da busca pelo prestígio, do exibicionismo. Pronunciado no salão Clementino, no Vaticano, o discurso surpreendeu. Francisco começou agradecendo a todos os cardeais e bispos pelos serviços prestados durante o ano. Em seguida, o papa disse que, como todo corpo humano, a Cúria sofria de “infidelidades” ao Evangelho e era ameaçada por “doenças” que se deve aprender a curar. Por 20 minutos, o papa enumerou as 15 enfermidades. O catálogo de falhas e vícios foi seguido pelo pedido de reflexão, penitência e confissão dentro do espírito natalino. O papa explicou que o “Alzheimer espiritual” era a patologia de quem se esquece “da história da Salvação, de sua história pessoal com o Senhor, do “primeiro amor”. “Se trata de um declínio progressivo da faculdade espiritual, o que, mais cedo ou mais tarde, causa grave deficiência.” Pouco depois, Francisco disse que a “esquizofrenia existencial” era a doença “daqueles que vivem uma vida dupla, fruto da hipocrisia típica do medíocre e do progressivo vazio espiritual, que láureas ou títulos acadêmicos não podem preencher”. O tom do papa ficou mais áspero quando ele se referiu à cizânia e à fofoca: “Irmãos, guardemo-nos do terrorismo da intriga".