segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Chorume de caminhão da Comcap provoca acidentes no Morro da Lagoa da Conceição, em Florianópolis; a cidade inteira fede pelo chorume despejado pelos caminhões do lixo


No alto do Morro da Lagoa da Conceição, em Florianópolis, a vista é linda, mas o cheiro é de chorume. Ali, na primeira curva das sete voltas que conduz ao cartão postal da cidade, é comum o líquido que vem do lixo vazar dos caminhões de coleta da Comcap. Não bastasse o fedor, o chorume é um perigo para quem trafega no sentido Centro-Lagoa. Na manhã de ontem, um veículo rodou, bateu no guardrail e chocou-se com um caminhão na pista contrária antes de cair na valeta do outro lado. Ninguém ficou ferido, mas o prejuízo foi grande para a empresa proprietária do carro. "Vamos entrar com advogado, porque eles estão falando que foi falta de atenção. Tínhamos sete chamados para cumprir e perdemos pelo menos R$ 3 mil", disse a empresária Cristiane Leite, patroa dos dois funcionários envolvidos no acidente. A moradora da Barra da Lagoa, Denise Scholz, que estava ali acompanhando amigos em férias, viu o acidente. "Primeiro o caminhão passou e despejou o líquido. Logo depois veio o carro, bem devagar. Quando freiou para fazer a curva já começou a rodar. Foi um perigo", disse. Dono de uma loja de camisetas e artesanato, localizado bem na curva, Sansão Gomes disse que não foi a primeira vez: "Em uma manhã oito motos caíram. Estou aqui há mais de 30 anos e a Comcap diariamente despeja este chorume aqui. Hoje (segunda) mesmo, antes do acidente, eu cortei uma grama para colocar em cima para evitar acidentes, mas não adiantou", disse Sansão. O diretor de operações da Comcap, Antônio Marius Bagnati, informou que vai verificar se os funcionários estão respeitando o procedimento, que é o de descarregar toda a caixa de chorume (250 litros) na base localizada no Itacorubi (estação de transbordo, que fica ao lado de um rio que deságua na baía norte). "A gente não pode provocar acidentes na cidade. O que pode ter acontecido é que na curva ele derrame. Vamos dar uma olhada se o depósito não está furado e vistoriar as válvulas de descarga", disse o diretor. Segundo Antônio Marius, o trajeto da Lagoa é feito junto com outros bairros, o que justificaria a caixa já estar cheia quando o veículo faz a curva no morro do mirante. Ele afirma que a frota não não tem problemas e que foi ampliada e renovada, com a compra de 27 novos caminhões em dezembro de 2014. Esses caminhões despejam chorume por toda cidade, até mesmo nas limpas ruas do sofisticado bairro de Jurerê Internacional, um vitrine mundial da cidade. 

Comunista Flavio Dino suspende pagamentos a empresas ligadas a governador antecessor no Maranhão


Em seu primeiro dia de trabalho, na sexta-feira passada, o novo governador do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB), determinou a suspensão de pagamentos feitos pelo antecessor Arnaldo Melo (PMDB) nos dois últimos dias de seu mandato. Entre os beneficiários estão empresas de parentes do governador interino, que comandou o Estado por 21 dias após a renúncia de Roseana Sarney (PMDB). Arnaldo Melo determinou a transferência de mais de 1 milhão de reais à Clínica do Coração Ltda, Clínica São Sebastião Ltda e ao Hospital Santa Luzia. As duas primeiras pertencem à sua filha, Nina Ceres de Couto Melo Aroso, e sua mulher, Valderes Maria Couto de Melo, respectivamente. O hospital, por sua vez, é gerido por seu sobrinho, Rafael Damasceno Melo. O cancelamento dos pagamentos foi feito por meio de ofício enviado por Dino ao superintendente do Banco do Brasil no Estado. Os valores pagos entre os dias 30 e 31 de dezembro estão listados no Portal da Transparência do Maranhão e serão submetidos a investigação. No documento enviado ao Banco do Brasil, o governador cita a "possível ocorrência de ilegalidades". Somente no dia 30 foram feitos à clínica da filha de Melo repasses de 871.257,85 reais em três parcelas, todas depositadas no mesmo dia. A Clínica São Sebastião recebeu 111.136,49 reais e o hospital do sobrinho do ex-governador interino, 99.532,54 reais.

Williams contrata ex-engenheiro de Button para trabalhar com Massa

A Williams anunciou nesta segunda-feira (5) a contratação de Dave Robson, ex-engenheiro do inglês Jenson Button na McLaren, para trabalhar ao lado do brasileiro Felipe Massa a partir deste ano. Robson, que estava com Button desde 2010, vai ocupar a mesma função na Williams. Ele substituirá Andrew Murdoch, que acabou promovido pela equipe inglesa. "Sobre a base de uma grande campanha em 2014, a Williams está determinada em continuar com este momento positivo neste novo campeonato, e essas recentes mudanças mostram o nosso compromisso com este objetivo", disse Pat Symonds, diretor técnico da Williams. Outra mudança anunciada pela equipe foi a promoção de Carl Gaden, que passou de chefe de mecânico para engenheiro-chefe de sistemas. Mark Pattinson, mecânico número 1 de Massa, vai substituí-lo. A Williams ficou em terceiro lugar na classificação do Mundial de construtores na última temporada, atrás apenas de Mercedes e Red Bull. No Mundial de pilotos, Massa terminou em sétimo, enquanto o finlandês Valtteri Bottas conseguiu fechar o ano na quarta posição.

Equilíbrio fiscal já começou, diz Levy ao assumir Ministério da Fazenda

O novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou nesta segunda-feira (5), em seu primeiro discurso como titular da pasta, que possíveis ajustes em tributos serão considerados em sua gestão, para aumentar a poupança doméstica do País. "Possíveis ajustes em alguns tributos também serão considerados, especialmente aqueles que tendam a aumentar a poupança doméstica e reduzir desbalanceamento setoriais da carga tributária", afirmou, sem citar exemplos concretos. Ele falou em simplificação de tributos, fim da guerra fiscal entre os Estados com a reforma do ICMS, o que deve estimular investimentos. Levy afirmou que vai manter o tratamento tributário diferenciado para micro e pequenas empresas. Ele destacou que qualquer iniciativa tributária terá que ser coerente com a trajetória do gasto público, e que benefícios fiscais, como desonerações, por mais atraentes que sejam, terão de ter as consequências consideradas. Caso contrário, "essa seria a fórmula para o baixo crescimento endêmico". Levy mandou vários recados em seu discurso inaugural. Afirmou que o uso do Tesouro para "adiar e contornar" necessidades de alguns setores é uma ilusão, que "só enfraqueceria a nossa economia". "A ilusão de que a garantia financeira do Tesouro pode ser um manto que suprima, adie ou contorne a necessidade de se enfrentarem problemas, hiatos ou distorções em qualquer setor não deverá encontrar guarida", disse. Levy não foi específico, mas sua fala se refere a subsídios como ao do setor elétrico. No ano passado, o Tesouro cobriu parte do rombo das distribuidoras, prejudicadas pela pouca chuva e reservatórios no vermelho. E sentenciou: "Nos próximos quatro anos, de uma forma ou de outra, nossa economia se transformará". Levy afirmou que o alinhamento das taxas de juros vai diminuir a exposição do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ao Tesouro Nacional, e que reforçará o Tesouro a pagar de forma "tempestiva e segura" os benefícios sociais. Para maquiar as contas públicas, o Tesouro incorreu algumas vezes, nos últimos anos, na prática de adiar pagamentos, prática apelidada no mercado de "pedalada" fiscal. O novo ministro voltou a reforçar que é prioridade o realinhamento dos preços administrados pelo governo, como da gasolina e da energia elétrica, que durante os dois últimos anos foram subsidiados pelo Tesouro para conter a alta da inflação. Além do ajuste das contas públicas, com o aumento da poupança do governo, Levy seguiu a fala inaugural de Dilma e defendeu o fim do patrimonialismo, "a pior privatização da coisa pública". "A antítese do sistema patrimonialista é a impessoalidade das relações. Fixa parâmetros para a economia, protegendo o bem comum", defendeu. O secretariado anunciado por Joaquim Levy nesta segunda-feira foi o seguinte: Tarcisio Godoy - Secretário executivo; Jorge Rachid - Secretário da Receita; Marcelo Barbosa - Secretário do Tesouro; Afonso Arinos - Secretário de Política Econômica; Pablo Fonseca - Secretário de Acompanhamento Econômico (mantido); Luiz Balduíno - Secretário de Assuntos Internacionais; Adriana Queiroz - Procuradoria Nacional da Fazenda (mantida); Carlos Alberto Barreto - Presidente do Caf (Coordenação da Administração Financeira).

Ação da Petrobras atinge menor valor desde 2004, com tombo do petróleo

Envolvida em uma série de denúncias de corrupção que a impediram de divulgar seu balanço referente ao terceiro trimestre do ano passado, a Petrobras viu suas ações desabarem nesta segunda-feira (5) ao menor valor desde 2004, na esteira do tombo nos preços do petróleo no Exterior. O movimento da estatal pressionou o principal índice da Bolsa brasileira, o Ibovespa, que fechou o dia com desvalorização de 2,05%, para 47.516 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,414 bilhões – acima do volume médio diário em janeiro, de R$ 5,221 bilhões, segundo dados da BM&FBovespa. As ações preferenciais da Petrobras, sem direito a voto, perderam 8,01%, para R$ 8,61 cada uma. É o menor valor desde 21 de maio de 2004, quando valiam R$ 8,40. Já os papéis ordinários da estatal, com direito a voto, encerraram o pregão em queda de 8,11%, para R$ 8,27 –preço mais baixo desde 30 de setembro de 2004, quando estava em R$ 8,23. No final do ano passado, essas ações já haviam atingido seus menores níveis em mais de dez anos. "No curto prazo, o que mais afeta as ações da Petrobras é o escândalo de corrupção dentro da empresa e seu impacto no balanço da companhia. Mas, no longo prazo, a cotação do petróleo prejudica bastante a petroleira. Dependendo do nível que o preço se estabilizar, pode até inviabilizar o pré-sal", disse Fernando Góes, analista da Clear Corretora. Para Góes, o nível mais baixo das commodities no Exterior "veio para ficar", e deve continuar pesando negativamente os mercados: "É um grande impulsionador de PIB para Estados Unidos, mas ruim para as economias emergentes bastante dependentes das commodities, como Rússia e Brasil". A avaliação de Paulo Gala, estrategista da Fator Corretora, é que a deterioração da crise grega, somada à queda do petróleo, traz um cenário negativo aos mercados de ações globais "pelo menos ao longo do primeiro trimestre" de 2015. Na cena interna, o mercado se atentou para a posse do novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Em seu primeiro discurso como titular da pasta, ele afirmou que possíveis ajustes em tributos serão considerados em sua gestão, para aumentar a poupança doméstica do País. "No geral, a fala de Levy aparentemente ajudou o mercado. Os bancos, que estavam caindo desde cedo, passaram a subir no meio da tarde, após o discurso do novo ministro", disse Góes. Para o analista, o mercado ainda pode digerir os nomes da equipe de Levy nos próximos pregões. Entre os bancos, o Itaú Unibanco fechou a segunda-feira em alta de 0,50%, para R$ 34,00 enquanto o papel preferencial do Bradesco avançou 0,15%, para R$ 34,35. Ambos chegaram a ter alta de mais de 1% ao longo do dia. Já o Banco do Brasil acompanhou a maioria dos papéis no Ibovespa e fechou em baixa de 2,08%, para R$ 22,18.

Socialite suspeita de mandar matar mulher por ciúmes é presa em Manaus

Foi presa na tarde desta segunda-feira (5) a socialite Marcelaine Santos Schumann, de 36 anos, suspeita de mandar matar uma mulher de 35 anos, motivada por ciúmes, em novembro de 2014. Marcelaine voltou de Miami, nos Estados Unidos, prestou depoimento no aeroporto e foi encaminhada ao IML (Instituto Médico Legal) de Manaus, onde fez exames de corpo de delito. Em seguida, ela foi levada para a cadeia pública feminina. A socialite viajou para os Estados Unidos com o marido no dia 8 de dezembro, dez dias antes de ter decretada sua prisão preventiva pela Justiça do Amazonas. A vítima, Denise Almeida da Silva, levou um tiro, mas passa bem.
 

Apontada como mandante, ela é a quinta pessoa presa suspeita de envolvimento no crime, que teria motivação passional. Segundo a polícia, as duas mulheres, casadas, teriam se envolvido com o mesmo homem, que também é casado. O crime ocorreu no dia 12 de novembro. Denise foi baleada quando saía da academia que costumava frequentar em Manaus. Imagens de câmeras no estacionamento mostram um homem se aproximando do Mercedes Benz dela e fugindo depois de efetuar três disparos - um acertou o pescoço de Denise. Marcelaine e Denise pertencem à alta sociedade manauara, segundo a polícia. Denise, que nega ter tido um caso com o amante da socialite, é casada com um experiente advogado e Marcelaine é mulher do dono de uma das maiores agências de publicidade da capital amazonense.

Safra brasileira de grãos irá a 200 milhões de toneladas, mas exportações de alimentos serão menores

O País poderá atingir novo recorde na safra de grãos 2014/2015 – superando as 200 milhões de toneladas, mesmo com as incertezas climáticas e as tendências de queda na liquidez e elevação dos juros no mercado internacional (com impacto sobre os preços das commodities). A expectativa é da Sociedade Nacional da Agricultura (SNA) para quem o recorde histórico é decorrente de um "pequeno crescimento" na área plantada e "melhoria da produtividade". O presidente da SNA, Antonio Avarenga, disse que o crescimento, mesmo em meio a adversidades, é a prova de que o agronegócio responde bem às ações do governo, como incentivos fiscais e planos específicos. Antonio Alvarenga adiantou que a entidade prevê crescimento de 1,5% da área destinada ao plantio e produção 4% superior à safra anterior, em parte por causa do maior aproveitamento da safra graças à melhoria de processos tecnológicos no campo. Apesar das projeções de safra recorde, o agronegócio deverá, segundo o diretor da entidade Hélio Sirimarco. Dar uma contribuição menor para a balança comercial brasileira em 2015. "Existem indicações de queda ou estagnação das exportações do setor, com retração dos preços médios dos produtos exportados. A equação pressupõe, ainda, que a produção brasileira de grãos seguirá a trajetória antecipada pelos primeiros levantamentos de safra", ressalta.

Justiça Eleitoral reforça controle e acaba com sigilo bancário dos partidos

Depois de fechar brechas que permitiam a ocorrência de doações ocultas de recursos de campanha, sem identificação dos financiadores, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu acabar com o sigilo bancário das movimentações dos partidos a fim de ampliar a fiscalização sobre os recursos recebidos também em períodos não eleitorais. A mudança consta de resolução publicada no dia 30 de dezembro passado, cuja redação final foi feita pelo próprio presidente do TSE, ministro José Antonio Dias Toffoli (também membro do Supremo Tribunal Federal).

Mercado prevê inflação acima do teto da meta em 2015

Na primeira divulgação do Relatório de Mercado Focus de 2015, a mediana das projeções do mercado financeiro para o Índice Nacinal de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano subiu de 6,53% para 6,56%. O movimento revela ainda com mais força que a expectativa é de que o Banco Central entregue a inflação oficial do País acima do teto da meta de 6,5%. Há um mês, a taxa esperada pelos analistas para o indicador estava justamente no limite de 6,50%. Para 2014, a mediana das estimativas para o índice oficial de inflação apresentou leve avanço, passando de 6,38% para 6,39%, segundo divulgação do BC. Há um mês, a taxa mediana para esse indicador já estava em 6,38%. No caso das expectativas para a inflação suavizada 12 meses à frente, a taxa passou de 6,59% para 6,60% de uma semana para outra - há um mês, estava em 6,63%.

Cursos do Pronatec são uma grande fraude em seus números, têm tem torno de 60% de evasão


Algumas faculdades privadas provedoras de cursos técnicos do Programa Nacional de Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) - uma das vitrines da campanha da presidente Dilma Rousseff - estão tendo de lidar com taxas de evasão que podem chegar a 50% ou 60%, segundo relataram seus coordenadores. Oficialmente, o índice de abandono dos cursos Pronatec é de 12,8% segundo o Ministério da Educação, que não considera como abandono estudantes que se inscreveram, mas não se matricularam no programa. Dilma costumava ressaltar em seus discursos de campanha que o Pronatec já teria atingido 8 milhões de matrículas - mas não contabiliza as desistências. "O problema da evasão é um dos nossos maiores desafios, Hoje, nossa taxa é de quase 60% e estamos implementando uma série de medidas para tentar reduzir isso", disse Júlio Araújo, que coordena os cursos do programa na Faculdade Sumaré. O Pronatec existe desde 2011, mas as faculdades privadas só passaram a ser habilitadas para oferecer seus cursos no final do ano passado. O governo paga para as faculdades particulares (além de outras instituições públicas e privadas) oferecerem cursos do Pronatec valores que costumam variar de R$ 5,00 a R$ 8,00 a hora/aula por estudante. Em um curso de 1000 horas, isso significa um custo total por aluno que pode chegar a R$ 8 mil. Como os repasses são condicionados a frequência dos estudantes, no caso de uma desistência, também são suspensos. Mas o governo não tem como recuperar o dinheiro já investido.

DILMA RETOMA AGENDA INTERNACIONAL E DEVE IR AO FÓRUM DE DAVOS


Depois de semanas de articulação política em Brasília para definir a nova equipe de governo, interrompidas por dois períodos de descanso na Base Naval de Aratu (BA), a presidente Dilma Rousseff retomará neste mês a rotina de viagens, com a previsão de agenda internacional – em Davos e na Costa Rica – e de inauguração de uma das principais vitrines de sua campanha eleitoral: a primeira Casa da Mulher Brasileira. Em um momento marcado pelo pessimismo em torno da economia nacional, com a inflação em alta e a possibilidade de o Brasil perder o grau de investimento, Dilma deve marcar presença pelo segundo ano consecutivo no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, que ocorre de 21 a 24 de janeiro. Segundo um auxiliar da presidente, o objetivo da viagem é intensificar o esforço do governo em promover ajuste nas contas públicas, além de atrair investimentos, fazer acenos ao mercado financeiro e reafirmar os fundamentos da política econômica. Em seu quinto ano de governo, esta será apenas a segunda vez que Dilma irá a Davos – a primeira foi em 2014, depois de esnobar por três anos o fórum, que reúne um público altamente qualificado, formado pela elite do empresariado mundial, profissionais e políticos. Depois de Davos, Dilma deverá ir à 3ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que ocorrerá em São José, na Costa Rica, entre os dias 28 e 29 de janeiro. O principal tema do encontro será o combate à pobreza – são esperados chefes de Estado de 33 países da América Latina e do Caribe. A presidente também deve comparecer à posse do ditador reeleito da Bolívia, Evo Morales, retribuindo a cortesia feita por Evo, que viajou a Brasília para prestigiar a sua posse, na semana passada. A posse de Evo está marcada para o dia 21 nas ruínas de Tiwanaku, em pleno sítio arqueológico pré-colombiano; no dia seguinte, haverá solenidade na Assembléia Legislativa Plurinacional, em La Paz. Na próxima semana, a agenda da presidente prevê viagem a Campo Grande (MS) para inaugurar a primeira unidade da Casa da Mulher Brasileira, espaço que reunirá os principais serviços para atendimento integral de vítimas de violência, informou a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Eleonora Menicucci. A medida faz parte do programa Mulher, Viver sem Violência, lançado por Dilma em março de 2013. Dilma havia prometido entregar 27 unidades da Casa da Mulher Brasileira no final do primeiro mandato. A SPM alega que processos licitatórios “frustrados” e problemas operacionais “imprevisíveis” prejudicaram o cumprimento do cronograma. A implantação da Casa da Mulher Brasileira apareceu no horário eleitoral da petista em outubro, vendida como “ideia nova” para um segundo governo.