quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Financial Times ironiza e diz que Mantega se despede com uma tarefa cumprida, a desvalorização do real


Mesmo com a deterioração dos fundamentos econômicos brasileiros, Guido Mantega despede-se do Ministério da Fazenda com pelo menos uma tarefa cumprida: a desvalorização do real. “O homem reconhecido por ter tornado próprio o termo guerra cambial parecer ter vencido sua batalha para enfraquecer a moeda brasileira em meio a uma onda de capital especulativo estrangeiro”, ironizou o jornal britânico Financial Times. O real teve desvalorização de 12,69% ante o dólar em 2014, consolidando o quarto ano consecutivo de queda. Atualmente a moeda americana é negociada perto dos 2,70 reais, em comparação com o intervalo entre 1,50 e 1,60 reais vistos em 2011. Em 2015, a previsão é de que a moeda brasileira mantenha o mesmo comportamento, com o possível aumento das taxas de juros nos Estados Unidos e a redução gradual da atuação do Banco Central brasileiro no mercado de câmbio. Apesar disso, analistas consultados pelo Financial Times continuam céticos em relação à política econômica de Mantega. O diretor-gerente da agência de classificação de risco Fitch, Joe Bormann, explica que mesmo com o aumento de 70% da inflação, o real se desvalorizou pouco nos últimos dez anos. Com isso as exportações brasileiras perderam competitividade e a demanda por importação aumentou, o que comprometeu especialmente as indústrias siderúrgicas e automotivas. “Se ele não venceu de fato a guerra cambial, pelo menos terá um tempo livre para tirar vantagem do real forte e fazer umas compras em Nova York. Mas é melhor ir logo antes que seu sucessor, Joaquim Levy, e sua nova equipe, terminem o trabalho por ele”, concluiu a publicação britânica.

Bancos estatais devem emprestar R$ 2,5 bilhões para distribuidoras de energia elétrica


O governo está negociando com bancos estatais um empréstimo de 2,5 bilhões de reais para liquidar a compra de energia elétrica de curto prazo por distribuidoras nos meses de novembro e dezembro. Segundo o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Reive Barros, Banco do Brasil, Caixa e BNDES deverão ser os credores responsáveis por cobrir o rombo, que, apenas em novembro, totalizava 1,5 bilhão de reais.  Conforme Barros, a operação ainda não está fechada, mas os detalhes foram discutidos nesta tarde pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e seu colega de Minas e Energia, Eduardo Braga. Reive, que participou do início da reunião com os ministros, afirmou ainda que as condições do financiamento deverão ser as mesmas das operações de empréstimo ao setor realizadas no ano passado. Os recursos de dois empréstimos, que juntos somaram 17,8 bilhões de reais, foram suficientes para cobrir a necessidade do setor somente até outubro de 2014. Na terça-feira, o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino já havia sinalizado a possibilidade de obter empréstimos de bancos. "Uma postergação da data de liquidação é uma alternativa, desde que tenhamos uma solução antes. Uma possibilidade é voltarmos a procurar os bancos", havia dito, citando o pool de instituições financeiras que participaram dos financiamentos anteriores.

COMANDANTES DAS FORÇAS ARMADAS SERÃO ANUNCIADOS ATÉ AMANHÃ


O Palácio do Planalto deve anunciar entre esta quarta-feira, 7, e quinta, 8, os nomes dos novos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Mais cedo o ministro da Defesa, Jaques Wagner, se reuniu com a presidente Dilma Rousseff e com os três atuais comandantes. Na Marinha é dado como o certo o nome do almirante-de-esquadra Wilson Barbosa Guerra, atual chefe do Estado-Maior da Armada, e mais antigo na ativa na Força. No Exército, o mais cotado é o general-de-exército Eduardo Villas Bôas, atual comandante de Operações Terrestres, terceiro na antiguidade. Na Aeronáutica, o mais cotado é o tenente-brigadeiro do ar Joseli Camelo, que há 12 anos acompanha os voos dos presidentes no Planalto. O primeiro da lista, o tenente-brigadeiro do ar Nivaldo Rossato, deve ser ministro no Superior Tribunal Militar (STM). A presidente se reuniu, reservadamente e em separado, com cada atual comandante hoje cedo. No último final de semana o ministro da Defesa esteve com cada um dos três candidatos. Na terça à noite, quando a presidente Dilma regressou da Bahia, Jaques Wagner levou os nomes para que ela os apreciasse. O general-de-exército Carlos de Nardi continuará como chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), pelo menos por enquanto. Há uma reivindicação entre os militares de que haja revezamento desse cargo entre Exército, Marinha e Aeronáutica. Não havia informações se a presidente aproveitaria as mudanças para alterar o Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Tal movimentação estava sendo aguardado pelas Forças, com a substituição do general-de-exército José Elito. Chegou a ser cogitado que o general-de-exército Sinclair James Mayer, hoje à frente do departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, fosse para o GSI. Na Aeronáutica, o xadrez envolve Joseli Parente Camelo, Nivaldo Rossato, atual chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, e Hélio Paes de Barros, chefe da logística da Aeronáutica. Na Marinha, além de Wilson Barbosa Guerra, atual chefe de Estado-Maior da Armada e que deverá ter seu nome confirmado, os demais concorrentes são Leal Ferreira, que está na Escola Superior de Guerra (ESG) e Elis Treidler Öberg. A Marinha é a Força que normalmente preserva a tradição de escolher o mais antigo para comandar.

TRÊS IRMÃOS MUÇULMANOS, SENDO DOIS FRANCESES, SÃO SUSPEITOS DO MASSACRE NA REDAÇÃO DO JORNAL CHARLIE HEBDO EM QUE FORAM ASSASSINADOS 10 JORNALISTAS



São três homens, irmãos de 18, 32 e 34 anos, sendo os mais velhos de nacionalidade francesa, os suspeitos pelo massacre terrorista ocorrido nesta quarta-feira (7) em Paris, quando invadiram a redação do jornal satírico Charlie Hebdo e fuzilaram doze pessoas. Os acusados nasceram no 10º distrito de Paris e chamam-se Saïd e Chérif K. A nacionalidade do mais novo, Hamyd M., não é conhecida. Eles foram localizados pela polícia mas, ao contrário do que chegou a ser avançado pelo jornal Libération, ainda não terão sido detidos. A edição online do jornal Metro, que adianta a identificação dos suspeitos, acrescenta que o mais novo estudava França, numa faculdade de Charleville-Mézieres, em Reims. Já Chérif K. é conhecido das autoridades: ele foi julgado em 2005 por fazer parte de uma rede de recrutamento de jihadistas. Segundo o Metro, entre 2003 e 2005 ele incentivou uma dezena de jovens a ir combater para o Iraque. Julgado, Chérif K. foi condenado a três anos de prisão, com 18 meses de pena suspensa.

Petista Graça Foster envolvida em construção superfaturada de gasoduto da Petrobras


De acordo com auditoria sigilosa do Tribunal de Contas da União, a petista Graça Foster, presidente da Petrobras, atuou diretamente na implementação da rede de gasodutos Gasene, que liga o Sudeste ao Nordeste. A construção teve superfaturamento de mais de 1.800% em um dos seus principais trechos. Em 2007, a petista Graça Foster, na época diretora de Gás e Energia, teria encaminhado para a diretoria executiva a proposta de parcerias para a Transportadora Gasene. No documento assinado por Graça Foster, constam duas informações que demonstram que a empresa era, de fato, comandada pela Petrobras. Nas páginas 4 e 5, explica-se que a companhia agia “em nome e por conta da Transportadora Gasene”. Nas duas últimas páginas, é proposta a emissão de três cartas de atividade permitida à gestão da transportadora. Essa foi a forma adotada pela estatal para comandar o negócio. Graça Foster teria submetido os demais diretores para que a empresa chinesa Sinopec fosse contratada para a construção do maior trecho do gasoduto, entre Cacimbas (ES) e Catu (BA). As cartas traziam instruções para o presidente da Gasene, Antonio Carlos Pinto de Azevedo, assinar contratos com a Sinopec no valor de R$ 1,9 bilhão, tanto para gerenciar o projeto como para assinar o contrato de repasse junto ao BNDES no valor de US$ 750 milhões, montante vindo da parceria com o banco chinês. A Sociedade de Propósito Específico (SPE) foi criada para gerir o negócio. A Petrobras comandava diretamente todas as ações, por meio de uma comissão integrada por gerentes da estatal. 

Eletrobras diz que ficará de fora de leilão de transmissão de sexta-feira

A Eletrobras não participará do leilão de transmissão de energia marcado para sexta-feira (9), o primeiro do ano, disse a assessoria de imprensa da estatal federal. O leilão, que deveria ter ocorrido no final do ano passado, foi adiado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) com a retirada de alguns empreendimentos, para reavaliação de condições, depois que leilão anterior teve lotes sem interessados. A agência manteve a realização desse certame logo para o início de janeiro já que alguns empreendimentos precisam ser licitados mais rapidamente, pois devem estar prontos a tempo de possibilitar o escoamento de energia de novas usinas de geração que já foram licitadas em leilões passados. O grupo Eletrobras é um dos maiores investidores no setor de transmissão de energia elétrica do País, tendo marcado presença na maioria dos leilões com suas subsidiárias Eletronorte, Furnas, Chesf e Eletrosul. Para o leilão de sexta-feira, Chesf e Eletronorte tinham a participação restrita a apenas por meio de consórcios em que tivessem participações minoritárias, já que ambas têm grandes atrasos em projetos de transmissão que estão em construção. O diretor de Engenharia e Construção da Chesf, José Aílton de Lima, disse nesta quarta-feira (7) que, no caso da Chesf, a decisão por não participar está relacionada justamente ao foco da companhia para entregar de obras atrasadas. "Nós não vamos porque continuamos com a nossa carteira de projetos muito carregada", disse ele. Ao todo, serão leiloados quatro lotes de empreendimentos de transmissão no leilão marcado para 10 horas, na BM&FBovespa, em São Paulo. Serão 905 quilômetros de linhas de transmissão a serem licitadas, com investimentos de aproximadamente R$ 1,7 bilhão e receita anual permitida máxima da ordem de R$ 204,3 milhões, segundo a Aneel. Vence cada lote do leilão o investidor que oferecer o maior desconto ante as receitas anuais máximas permitidas de cada lote.

Ajuste fiscal não pode ter efeito paralisante, diz Armando Monteiro

O novo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Armando Monteiro, afirmou nesta quarta-feira (7), no seu primeiro discurso como titular da pasta, que os cortes de gastos em curso pelo governo não podem ter "efeito paralisante sobre a agenda de promoção da competitividade". Apesar de reconhecer as limitações que o ajuste fiscal impõe, ele propôs um plano que contemplará desoneração de exportação, de investimentos, facilitação de financiamento e outras medidas de melhorias tributárias com "pequeno impacto fiscal", que chamou de "arrojado plano nacional de exportação". Ele também destacou a necessidade de melhoria dos marcos regulatórios, para dar mais segurança jurídica ao setor privado. "É preciso encontrar espaços para, em meio a essas restrições, impulsionar e dar absoluto sentido de urgência a essa agenda. Se não avançarmos na agenda de reformas, mesmo após o período de reestabilização, estaremos condenados a crescer pouco", defendeu. Segundo ele, esse plano será alinhavado com outros setores do governo e apresentado nos próximos dias, e vai "conferir novo status ao comércio exterior". "O Brasil precisa voltar a crescer. O país vem apresentando um desempenho aquém de seu potencial", disse. Monteiro defendeu também uma "política de comércio exterior mais ativa", ampliando os acordos comerciais com parceiros estratégicos, sobretudo com Mercosul, Estados Unidos, China e outros países da América do Sul. De acordo com o ministro, mesmo o Mercosul sendo uma construção complexa e desafiadora, com assimetrias dentro do bloco e sem coordenação macroeconômica entre os países, a relação pode ser vista como "um ativo" que foi construído ao longo do tempo. Tudo lorota.... "Ainda assim, a realidade se impõe e temos de nos integrar a outros blocos de comércio também", acrescentou. Monteiro destacou que é importante focar na competitividade dentro do quadro atual de desvalorização no preço das commodities. Segundo ele, houve um "ciclo extraordinariamente benigno" das commodities, que ajudou a balança comercial brasileira, mas que, por outro lado, promoveu a "relativa acomodação nas agendas de reforma". "Estamos diante de um cenário diferente. Houve um tempo em que o Brasil se deu ao luxo de postergar o enfrentamento dessa agenda", disse: "Agora, ou fazemos aposta firme nas exportações ou então teremos condições cada vez mais constrangedoras do ponto de vista do raio de manobra". Já a situação do câmbio, em que o real vem se desvalorizando frente ao dólar garantirá, segundo ele, uma maior flutuação da moeda "sem artificialismos", apenas pelo reflexo da mudança da política monetária dos Estados Unidos. A situação cambial, segundo Monteiro, está vendo como positiva para ajudar a impulsionar as exportações brasileiras. Para Monteiro, a recriação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira) representa "um grande retrocesso". Segundo ele, as especulações em torno da recriação do tributo sempre estiveram mais localizadas no ambiente político que no ambiente de formulação da política econômica. Ele disse que "espera que a questão não prospere" mesmo estando intimamente associada ao financiamento da saúde e diante do atual "subfinanciamento" do setor. O novo ministro voltou a falar em maior interlocução com o setor privado, que classificou como "grande protagonista" na economia brasileira. Monteiro, que é ex-presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria) falou em revitalizar e fortalecer canais institucionais de representação empresarial, como os conselhos consultivos. Ele defendeu ainda um olhar atento sobre o etanol e sua produção, que sofre "uma crise" iniciadas por decisões políticas: "Tenho grande interesse que o Ministério possa tratar desse assunto com outros ministérios, para que não fique alheio a esse processo". 

Agência risco Fitch rebaixa novamente a nota da construtora OAS, o Grêmio ainda vai ficar sem arena

A construtora OAS, que é investigada na operação Lava Jato da Polícia Federal, teve nesta quarta-feira (7) suas notas rebaixadas novamente pela agência internacional de classificação de risco Fitch –que já tinha feito um corte no último dia 2. Agora, as avaliações passaram para nível "D", ainda pior do que o "C", em que elas se encontravam. Ambos os níveis, porém, já refletem alta probabilidade de "default" (calote). Em comunicado, a Fitch afirma que os rebaixamentos seguem o anúncio feito pela OAS de que não realizou o pagamento de principal e juros relacionados à sua 9ª emissão de debêntures (títulos de dívida), de R$ 103 milhões, com vencimento no último dia 5. No dia 2, a agência já havia cortado as notas do grupo OAS pelo não pagamento de outra leva de juros. A Fitch também ressalta que, "na ausência de um evento significativo, a OAS e suas subsidiárias provavelmente entrarão em default (calote) no curto prazo". A agência afirma ainda que "considera improvável que todos os credores aceitem renegociar suas dívidas". As notas rebaixadas hoje foram as seguintes: as que medem a probabilidade de inadimplência do emissor (IDRs, em inglês) em moedas estrangeira e local da OAS S.A. e da Construtora OAS, de C para RD, a nota nacional de ambas as companhias de C para RD e as notas da OAS Investments GmbH (subsidiária que emite bônus no Exterior), de C para RD, e da OAS Empreendimentos (área imobiliária) de C para RD. Além disso, a agência rebaixou a nota (Rating Nacional de Longo Prazo) da primeira emissão de debêntures (títulos de dívida) da OAS Empreendimentos – com valor total inicial de R$ 300 milhões e vencimento em novembro de 2016–, de BBB+sf(bra) para CCCsf(bra). No último dia 5, outra agência de classificação de risco, a S&P (Standard & Poor's), cortou as notas da OAS S.A. de B+ para CC na escala global e de brBBB-/brA-3 para brCC/brC na escala nacional Brasil. De acordo com a S&P, o rebaixamento refletiu o fato de a OAS não ter efetuado o pagamento de juros de aproximadamente US$ 16 milhões com vencimento no último dia 2. A S&P destacou em comunicado que "as investigações sobre corrupção que envolvem a OAS têm restringido seu acesso aos mercados de capitais, e que agora é provável que a empresa decida preservar sua posição de caixa e operações, além de reestruturar sua dívida". E acrescentou que a empresa contratou dois assessores legais (White&Case LLP e Mattos Filho Advogados) e duas consultorias financeiras (G5 e Evercore) para ajudá-la em seu processo de reestruturação de dívida e potencial venda de ativos. De acordo com a OAS, diz a S&P, a construtora dispunha de uma posição de caixa aproximada de R$ 1 bilhão em 31 de dezembro de 2014.

O "porquinho" petista ministro da Justiça anuncia integração de segurança pública na região Sudeste

O ministro da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, anunciou nesta quarta-feira (7) a criação de uma estrutura integrada de segurança pública entre os Estados do Sudeste e a realização de uma operação policial para combate ao crime organizado. As ações se somam à iniciativa do governo federal petista de mudar a Constituição para incluir a União como responsável por também atuar na segurança dos Estados. Essa é a velha pretensão do Foro de São Paulo e da estratégia revolucionária petista, para ter o controle de milícias armadas, sob seu controle, para estabelecer o controle do poder no País. Uma proposta está em discussão no governo e, segundo o ministro, deve ser enviada ao Congresso no início da próxima legislatura, em fevereiro. O ministro se reuniu com os governadores de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo antes de fazer o anúncio. Ele afirmou ainda que quer ter, até o fim do primeiro semestre deste anos, todas as regiões do País integradas neste centro de segurança pública. O "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, porém, não detalhou prazos nem detalhes do funcionamento. Segundo ele, será encaminhada aos secretários de segurança uma sugestão de como funcionaria a estrutura de segurança permanente e o assunto será discutido ao longo das próximas semanas. Há uma reunião prevista no Rio de Janeiro ainda este mês para tratar novamente do tema. "Segue o modelo da Copa do Mundo. Tínhamos um comando integrado entre Ministério da Justiça, Ministério da Defesa e Casa Civil e nós replicávamos isso no âmbito estadual com os centros integrados, em que nós tínhamos coordenação das secretarias de segurança, superintendentes da Polícia Federal e comandantes das Forças Armadas", explicou o ministro. Isso é uma tremenda besteira. A única razão de sucesso da operação de segurança durante a Copa do Mundo é porque as cidades que tiveram jogos da competição foram infestadas de policiais. Só tem duas maneiras para resolver o problema da violência e insegurança pública no Brasil: 1) liberar geral o acesso dos brasileiros às armas; 2) construir no mínimo 200 mil vagas em presídios e a única forma para alcançar isto rapidamente é criando campos de prisão, com celas distribuídas em contêineres. Sobre a mudança nas atribuições constitucionais, ele afirma que o objetivo é "dotar a União de maior capacidade normativa e de maior possibilidade operacional de atuação nos Estados". Os democratas neste País devem se opor resolutamente a esta tentativa totalitária do petismo. 

Ministério Público denuncia quatro médicos por morte de paciente no Rio de Janeiro, em uma denúncia bem chinfrinzinha

Quatro médicos foram denunciados na terça-feira (6) pelo Ministério Público do Rio sob acusação de homicídio culposo contra a farmacêutica Ana Carolina Cassino, 23. Ela morreu em agosto de 2014 após esperar por 28 horas uma cirurgia de apendicite no hospital da Unimed, no Rio de Janeiro. Homicídio culposo é uma brincadeirinha..... ninguém vai preso por conta disso. O Ministério Público denunciou o cirurgião José Luis de Souza Varela, os médicos Maurício Assed Estefan Gomes, Marcus Vinícius Botelho do Couto e o diretor-médico da unidade, Luiz Antônio de Almeida Campos. Indiciada pela polícia, a médica Renata Danowski, diretora da unidade de pronto atendimento do hospital, não foi acusada pela Promotoria. Após a morte de sua mulher, Leandro Farias, de 25 anos, criou o movimento "Chega de Descaso", que recebe denúncias pelo País. Ele afirmou que não ficou satisfeito com a denúncia e responsabiliza, além de Danowski, outros dois médicos que atenderam Cassino. "Não estou satisfeito. Eles foram denunciados por homicídio culposo. Ninguém vai preso por isso. O recado dado à classe médica foi: 'Matem à vontade porque ninguém vai prender vocês'. Ela tinha que ser operada em até seis horas, segundo os protocolos médicos. Demrou 28 horas. Houve dolo eventual", disse Leandro Farias. De acordo com a Promotoria, Varela não estava no hospital quando Ana Carolina Cassino foi internada, dia 15 de agosto, apesar de estar de plantão naquele dia. Segundo a denúncia, o cirurgião marcou para o dia seguinte a intervenção após ouvir o diagnóstico por telefone, sem que ninguém de sua equipe médica tivesse feito uma avaliação presencial. Ana Carolina Cassino deu entrada no hospital da Unimed às 13h48 do dia 15 de agosto e foi diagnosticada com apendicite aguda. Laudo produzido às 17h30 atestava a necessidade de internação e avaliação cirúrgica. Varela marcou o procedimento para as 15h do dia seguinte. Enquanto aguardava a cirurgia, a paciente apresentou quadro de hipotensão e choque séptico refratário e teve de ser transferida para a Unidade de Suporte Hospitalar. "Somente às 17h27 foi encaminhada ao centro cirúrgico para a realização do procedimento, 24 horas após ter sido diagnosticada com quadro de apendicite aguda e quase 28 horas após dar entrada na Unidade de Pronto Atendimento da Unimed, consignando-se que, às 16h39, o denunciado José Luis De Souza Varela encontrava-se ainda "a caminho do hospital", diz a ação. Após a cirurgia, Ana Carolina Cassino foi transferida para a UTI cirúrgica, onde deveria permanecer entubada. Apesar disso, às 22 horas, Gomes e Couto, sem anuência de Varela, "realizaram a extubação da vítima, que teve parada cardiorrespiratória e morreu no dia 17", segundo o Ministério Público. A Promotoria também denunciou Campos por considerar que o diretor-médico da unidade foi negligente ao não disponibilizar cirurgião para diagnóstico de pacientes.

VEJA OS TERRORISTAS ISLÂMICOS ASSASSINANDO UM POLICIAL LOGO APÓS O ATAQUE AO JORNAL CHARLIE HEBDO, ONDE MATARAM 1O JORNALISTAS

Novo secretário da Segurança requisita 16 oficiais, dois sargentos e um soldado para seu gabinete

Apesar da falta de policiais nas ruas de Porto Alegre e da suspensão de novas contratações por meio ano, o novo secretário da Segurança Pública, Wantuir Jacini, acaba de requisitar para seu gabinete: cinco tenentes-coronéis, três majores, seis capitães, dois tenentes, dois sargentos, um soldado. Caso o leitor acrescente os brigadianos e policiais cedidos e mais os que estão em desvio de função nos presídios e em áreas administrativas, licenças de todo gênero, aposentadorias precoces, o número supera fácil a casa dos três dígitos. O governo Tarso Genro não fez nada para evitar a prática e até engordou-a. O novo governo manteve o rito e o ritual da dança das cadeiras. Quando você estiver sendo assaltado e não conseguir pronta resposta do 190, lembre-se disto. (PB)

Fluxo cambial tem saldo negativo de US$ 9,28 bilhões em 2014


A saída de dólares do País superou a entrada em 9,28 bilhões de dólares em 2014, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira, pelo Banco Central (BC). Mesmo com a piora vista no final do ano, o resultado é melhor do que em 2013, quando o saldo ficou negativo em 12,26 bilhões de dólares. Em 2013, foi a primeira vez que o fluxo cambial do Brasil ficou negativo desde a crise financeira internacional de 2008. No encerramento de 2012, o saldo ficou positivo em 16,7 bilhões de dólares. Em 2011, a quantia de 65,3 bilhões de dólares tinha sido a melhor desde 2007 e, em 2010, o resultado havia sido de 24,3 bilhões de dólares. Em 2009, o saldo voltou a ser positivo (28,7 bilhões de dólares), depois de registrar saídas de 983 milhões de dólares em 2008. O saldo de 2014 foi composto por saídas líquidas do setor financeiro - que incluem investimentos estrangeiros diretos e em carteira - no valor de 13,42 bilhões de dólares e de ingressos líquidos de 4,13 bilhões de dólares do segmento comercial. O resultado do ano reflete as dificuldades que vêm sendo sentidas no mercado de câmbio, em meio a quadros global e doméstico desafiadores. O dólar avançou ante o real pelo quarto ano seguido em 2014, saltando quase 13%, e operadores afirmam que a perspectiva é que a divisa deve continuar subindo neste ano, mesmo com menor intensidade. Em 2015, o cenário é visto com cautela. "Devemos ver uma melhora (no fluxo) no ano que vem, mas o espaço é bem limitado", afirmou o diretor de gestão de recursos da corretora Ativa, Arnaldo Curvello. Ele acrescenta que a recuperação econômica no Brasil deve ser lenta e que o cenário externo deve sofrer turbulências com a iminente alta de juros nos Estados Unidos.  O fluxo cambial brasileiro se aprofundou ainda mais no terreno negativo no fechamento de dezembro, ao encerrar o mês com saídas líquidas de 14,05 bilhões de reais, pior resultado para o último mês do ano desde o início da série histórica, em 1982. Também é o pior resultado mensal desde setembro de 1998, quando o rombo foi de 18,91 bilhões de dólares. É comum nos finais de ano haver uma ampliação de envios de lucros e dividendos de empresas instaladas no Brasil para suas matrizes no exterior. Por isso o Banco Central forneceu leilões de linha (operações de venda com compromisso de recompra) ao longo do mês passado. Dentro do programa de leilões de swap cambial em 2015, confirmado até pelo menos o dia 31 de março, não há previsão de operações de linha dentro de uma rotina preestabelecida. O Banco Central se comprometeu, no entanto, a atuar sempre que considerar necessário.

Mercedes Benz confirma a demissão de 260 trabalhadores na fábrica de São Bernardo do Campo


A Mercedes-Benz confirmou na tarde desta quarta-feira a demissão de 260 trabalhadores da fábrica de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Desse total, 160 foram desligados por iniciativa da empresa e outros 100 por meio do Programa de Demissão Voluntária (PDV) aberto pela montadora no final do ano passado. O número é maior do que as 244 demissões informadas pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista. Em nota à imprensa, a montadora afirma que utilizou todas as "ferramentas legais e negociáveis de flexibilização" para preservar a sua força de trabalho. Segundo a Mercedes Benz, foram adotados licença remunerada, férias coletivas e individuais, banco de horas individual e coletivo, semanas com quatro dias de trabalho, redução para um turno, PDVs e lay-offs (suspensão temporária dos contratos de trabalho) e interrupção da produção em dezembro. A empresa afirma que prorrogou o lay-off para cerca de 750 colaboradores de São Bernardo do Campo e de 170 da fábrica de Juiz de Fora (MG) até 30 de abril. "Dessa vez, com os custos totalmente assumidos pela empresa", diz. A montadora informa ainda que, apesar do cenário de queda da produção, mantém os investimentos de R$ 730 milhões anunciados para as duas fábricas entre 2015 e 2018, "para assegurar a competitividade da companhia". Em protesto contra as demissões, trabalhadores do turno da manhã da fábrica da Mercedes Benz em São Bernardo resolveram paralisar as atividades por 24 horas. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC informa que a paralisação é um "aviso" à diretoria da fábrica e que os funcionários pretendem conversar ainda nesta quarta sobre as demissões. 

Último numero do jornal satírico Charlie Hebdo trouxe uma charge premonitória



O mais recente número da revista satírica francesa Charlie Hebdo, dedicado ao polêmico escritor Michel Houellebecq, contém em suas páginas uma charge assinada pelo diretor da publicação, Charb, que parece premonitória. Assassinado por terroristas islâmicos nesta quarta-feira junto com outras onze pessoas – entre elas três dos principais cartunistas da revista, Charb desenhou um jihadista abaixo de uma manchete: "França continua sem atentados". A caricatura, com o dedo indicador apontado para cima, responde a essa notícia: "Espere! Temos até o final de janeiro para apresentar nossos desejos". "Pode soar um pouco pomposo, mas eu prefiro morrer de pé a viver de joelhos”, disse Stéphane Charbonnier, o Charb, em uma entrevista ao jornal Le Monde em 2013. Editor da publicação desde 2009, o cartunista já havia recebido ameaças de morte. Ele havia sido incluído em uma "lista de procurados" da rede Al Qaeda após a publicação de caricaturas do profeta Maomé, em 2013. Charb, que tinha 47 anos, sempre insistiu que as charges satirizando o profeta eram peças de humor como quaisquer outras. Ele também trabalhou para o jornal Les Echos e para as revistas Télérama e L'Humanité. Os outros três cartunistas assassinados, Cabu, Wolinski e Tignous, também tinham carreiras respeitadas na imprensa francesa. Georges Wolinski, de 80 anos, era uma espécie de "Millôr da França", um chargista mordaz, muito querido e respeitado. Quando perguntado como ele estava se preparando para a morte, Wolinski respondeu: "Eu quero ser cremado. Eu disse para minha esposa, jogue minhas cinzas no banheiro para eu ver sua bunda todos os dias". Ele teve uma longa carreira como colaborador na imprensa, com passagens marcantes pelo jornal Libération e pela revista semanal Paris-Match. Jean Cabut, que assinava como Cabu, iria completar 77 anos no dia 13 de janeiro. Ele ganhou projeção nos anos 1970 ao ser o precursor de "reportagens em quadrinhos", um gênero de jornalismo gráfico, como explicou à imprensa francesa. O desenhista e cartunista foi colaborador de importantes publicações, como Le Figaro, Le Nouvel Observateur, Le Monde e Le Canard Enchaîné. Cabu também se tornou muito popular entre o público infantil ao produzir desenhos para o programa infantil de televisão Récré A2, nas décadas de 1970 e 1980. Nascido em 1957, Bernard Verlhac, que assinava como Tignous, tinha 54 anos e era um colaborador regular das publicações Charlie Hebdo, L'Express e L'Humanité. Em 2008, ele foi tema de um documentário chamado "C'est dur d'être aimé par des cons" ("É difícil ser amado por idiotas"), sobre ameaças de morte por suas charges políticas. Seu livro mais recente, "5 ans sous Sarkozy" ("5 anos sob Sarkozy"), retratando o governo do presidente Nicolás Sarkozy, foi um sucesso de crítica na França. O Charlie Hebdo dedicou a capa de seu número desta semana a Houellebecq, protagonista de um intenso debate na França por causa de seu último livro, "Soumission" ("Submissão"). A história de ficção descreve um futuro sombrio para a França. Em 2022, logo após um hipotético segundo mandato do presidente François Hollande, um partido islâmico assume o poder no país e conta com o apoio das legendas tradicionais. Nos dias anteriores à publicação do sexto romance de Houellebecq, editorialistas, críticos literários, escritores, sociólogos e universitários debateram calorosamente sobre seu conteúdo em programas de televisão ou colunas da imprensa. De "irresponsável", "islamofóbico" ou "sublime", os adjetivos foram se multiplicando na mídia. Surfando no barulho que a obra causou – a publicação quase sempre repercutia temas em voga na imprensa francesa –, a capa da última edição do Charlie Hebdo traz uma caricatura do escritor com a manchete: "As previsões do mago Houellebecq". O próprio Houellebecq diz: "Em 2015 perco meus dentes e em 2022 faço o Ramadã!" "Em 50 anos de carreira, jamais vi uma publicação tão barulhenta", comentou na terça-feira a editora do livro ‘Soumission’, Teresa Cremisi, sobre a última capa do semanário humorístico. "Todos falam e se expressam, há eletricidade no ambiente”, disse a editora ao jornal Le Figaro. A animosidade dos radicais islâmicos com o jornal Charlie Hebdo vem desde 2006, quando foram publicadas as primeiras caricaturas do profeta Maomé em solidariedade ao jornal dinamarquês Jyllands-Posten. Em 2 de novembro de 2011, a sede da revista em Paris foi incendiada após a publicação de um número satirizando a vitória dos islamitas na Tunísia e, de novo, trazendo uma charge de Maomé. Em setembro de 2012, a revista foi ameaçada por religiosos fanáticos após publicar novas caricaturas de Maomé. A edição chegou às bancas francesas dias após terem acontecido ataques a embaixadas e consulados ocidentais em países muçulmanos por causa da divulgação de um vídeo crítico ao islã. Em 2013, piratas cibernéticos atacaram seu site, provavelmente por causa da publicação de um suplemento especial com uma biografia em quadrinhos do profeta Maomé.

Captação líquida da poupança caiu 66% em 2014


A caderneta de poupança encerrou 2014 com uma captação líquida (diferença entre depósitos e saques) de 24,03 bilhões de reais. Trata-se do pior resultado anual desde 2011 e mostra uma queda de 66% em relação a 2013, quando o resultado alcançou 71,05 bilhões de reais. O resultado de dezembro, que ficou em 5,42 bilhões de reais, também é o pior para o mês desde 2011, quando somou 3,590 bilhões reais. Em dezembro de 2013, a captação foi de 11,2 bilhões de reais. Segundo o Banco Central, o resultado positivo de dezembro foi impulsionado pelo pagamento do 13º salário. Os depósitos no mês passado somaram pouco mais de 179,304 bilhões de reais, enquanto os saques totalizaram quase 173,876 bilhões de reais. Incluindo pouco mais de 3,572 bilhões de reais de rendimentos, o saldo total da poupança chegou a 662,727 bilhões de reais em dezembro. Apesar de ter mostrado enfraquecimento ao longo do segundo semestre, a aplicação ainda segue como importante investimento entre os brasileiros. Desde maio de 2012, há mudanças nas regras de remuneração da aplicação. Pela nova forma, sempre que a taxa básica de juros, a Selic, for igual ou menor que 8,5% ao ano o rendimento passa a ser 70% da Selic mais a Taxa Referencial (TR). Já quando os juros estão acima de 8,5%, passa a valer a regra antiga de remuneração fixa de 0,5% ao mês mais TR. Atualmente, a taxa básica está em 11,75% ao ano.

'Infelizmente, atentado era previsível', afirma Marine Le Pen

A presidente da Frente Nacional (FN), Marine Le Pen, lamentou o ataque ao jornal "Charlie Hebdo" e disse que o ataque era "previsível". "É uma onda de compaixão que abraça hoje o povo francês em face a este atentado de fundamentalistas islâmicos que, infelizmente, segundo as informações, era previsível", disse. Ela também afirmou que é preciso que haja um esforço para que mais atos como este parem de ocorrer.


"Eu creio que há um perigo muito grave, um perigo real [...], prosseguiu ela "é necessário fazer todo o possível para se prevenir da repetição deste tipo de ataque", disse. O ataque deixou ao menos 12 mortos – dez jornalistas e 2 policiais, entre eles o diretor de redação da publicação, Stephane Charbonnier, conhecido como Charb.

Última publicação do jornal Charlie Hebdo satirizava o chefe da organização terrorista Estado Islâmico

A última publicação postada pelo jornal satírico francês "Charles Hebdo" foi uma sátira a Abu Bakr al-Baghdadi, autoproclamado califa do Estado Islâmico. A imagem foi postada no Facebook do jornal horas apenas algumas horas antes do ataque, no qual 12 pessoas morreram, entre elas o diretor do periódico, Stephane Charbonnier. Na sátira, o jornal deseja bons votos de Ano-Novo ao extremista, "sobretudo saúde", lê-se no desenho.

Nesta quarta-feira (7), três terroristas atiradores invadiram a redação do jornal e dispararam contra os jornalistas. O jornal já sofreu outros ataques por publicar caricaturas de líderes muçulmanos e do profeta Maomé. Em 2011, a redação foi alvo de um incêndio criminoso após ter publicado uma série de caricaturas sobre Maomé. De acordo com fontes de segurança, três homens atacaram a sede da publicação portando metralhadoras AK-47, trocaram tiros com policiais e depois fugiram em um carro dirigido por um quarto elemento do grupo. Eles foram até a região da estação de Porte de Pantin, no nordeste da cidade, onde abandonaram o veículo e sequestraram um outro, expulsando o motorista na rua. 


Rocco Contento, porta-voz de um sindicato de policiais, afirmou que houve aumento das medidas de segurança à sede do jornal por causa de ameaças recentes e que os homens entraram no local com a intenção de matar. Segundo um jornalista do "Charlie Hebdo", citado pelo jornal francês "Le Monde", os atiradores chegaram ao local na hora da reunião da redação. "Os agressores sabiam que às 10 hORAS de quarta-feira havia uma reunião editorial semanal. No resto da semana não há muitas pessoas no local", afirmou. O presidente da França, François Hollande, foi ao local e disse que não há dúvida de que o ataque foi terrorista. "A França é ameaçada porque, assim como outros países, nós somos um país de liberdade", disse Hollande em frente à sede do "Charlie Hebdo". O ministro do interior, Bernard Cazeneuve, informou que o governo elevou ao nível máximo o alerta anti-terrorista na região de Paris após o atentado. O anúncio foi feito após uma reunião interministerial de crise comandada pelo presidente François Hollande. Segundo Cazeneuve, os três responsáveis pelo atentado ainda estão foragidos. "Todos os meios do Ministério do Interior (responsável pela polícia) e da Justiça estão mobilizados para prender os responsáveis por essa barbáries e puní-los com a severidade necessária", afirmou o ministro.

 

Ele também afirmou que em todos os departamentos franceses a segurança será reforçada em estações de trem, templos religiosos, prédios públicos e redações de jornais. Além da polícia, o exército também vai mobilizar homens para reforçar a segurança na capital francesa. A França já estava em estado elevado de segurança após militantes islâmicos terem incitado ataques contra cidadãos e alvos franceses em resposta aos ataques militares da França contra redutos de islamitas na África e no Oriente Médio.

DIRETOR E MAIS TRÊS CARTUNISTAS DO JORNAL SATÍRICO FRANCÊS CHARLIE HEBDO FORAM ASSASSINADOS NA REDAÇÃO PELOS TERRORISTAS ISLÂMICOS, NO ATAQUE EM PARIS; A FRANÇA SITIADA

O diretor e mais três cartunistas do jornal satírico francês "Charlie Hebdo", alvo de um ataque a tiros em sua sede em Paris nesta quarta-feira (7), morreram no atentado. Ao menos 12 pessoas, sendo dois policiais, foram mortas no ataque. De acordo com o jornal francês "Le Figaro", entre as vítimas estão Stéphane Charbonnier, conhecido como Charb e diretor da publicação, e o também cartunista Jean Cabut, que usa o nome de Cabu. Foram mortos ainda os cartunistas conhecidos como Wolinski e Tignous. Há relatos de que os atiradores estavam chamando as vítimas pelo nome, o que sugere que o ataque foi planejado com antecedência.

Os terroristas invadiram a redação do jornal e atiraram contra os jornalistas. O jornal já sofreu ataques por publicar caricaturas e líderes muçulmanos e do profeta Maomé. Em 2011, a redação foi alvo de um incêndio criminoso após ter publicado uma série de caricaturas sobre Maomé. De acordo com a polícia francesa, três homens entraram na sede da publicação portando metralhadoras AK-47, fizeram disparos e depois fugiram em um carro dirigido por um quarto elemento do grupo. Eles foram até a região da estação de Porte de Pantin, no nordeste da cidade, onde abandonaram o veículo e sequestraram um outro, expulsando o motorista na rua.
Editoria de arte/Folhapress 






Rocco Contento, porta-voz de um sindicato de policiais, afirmou que houve aumento das medidas de segurança à sede do jornal por causa de ameaças recentes e que os homens entraram no locam com a intenção de matar. Segundo um jornalista do "Charlie Hebdo", citado pelo jornal francês "Le Monde", os atiradores chegaram ao local na hora da reunião da redação. "Os agressores sabiam que às 10h de quarta-feira havia uma reunião editorial semanal. No resto da semana não há muitas pessoas no local", afirmou. 


ATAQUE TERRORISTA ISLÃMICO AO JORNAL SATÍRICO CHARLIE HEBDO, EM PARIS, JÁ TEM 12 MORTOS, FRANÇA SITIADA

Um atentado na sede do jornal satírico francês "Charlie Hebdo" deixou 12 mortos nesta quarta-feira (7), em Paris. Segundo fontes de segurança da França, dois dos mortos eram policiais. De acordo com a polícia, três homens entraram na sede da publicação, fizeram disparos e depois fugiram em um carro dirigido por um quarto elemento do grupo. Eles foram até a região da estação de Porte de Pantin, no nordeste da cidade, onde abandonaram o veículo e sequestraram um outro, expulsando o motorista na rua. O jornal já sofreu ataques por publicar caricaturas de líderes muçulmanos e do profeta Maomé. Em 2011, a redação foi alvo de um incêndio criminoso após ter publicado uma série de caricaturas sobre Maomé. "A França está em choque, porque se trata de um ataque terrorista, não há dúvida. Temos que mostrar agora que somos um país unido", disse o presidente francês, François Hollande, que elevou o alerta e convocou uma reunião de crise no palácio presidencial.

14h15 
A presidente da Frente Nacional (FN), Marine Le Pen, lamentou as mortes no jornal "Charlie Hebdo" e disse que o ataque era "previsível". 
14h11 


O presidente da França, François Hollande, visita o local do ataque (foto: Kenzo Tribouillard/AFP)

14h08 
Cartunistas lamentaram a morte do cartunista Georges Wolinski, 70, uma das vítimas do atentado ao jornal satírico francês "Charlie Hebdo" e considerado um dos maiores nomes do gênero no país. 
14h00 
Segundo um jornalista do "Charlie Hebdo", citado pelo jornal francês "Le Monde", os atiradores chegaram ao local na hora da reunião da redação. "Os agressores sabiam que às 10h de quarta-feira havia uma reunião editorial semanal. No resto da semana não há muitas pessoas no local", afirmou
13h49 
O ataque brutal de Paris, assim como episódios anteriores de violência radical na região, deixam evidente o atrito entre países europeus e suas populações muçulmanas. 
13h43 
O bárbaro ataque ao "Charlie Hebdo" ocorre num momento de grande agitação em relação à inserção das populações muçulmanas na Europa. 
13h39 
De acordo com a polícia, três homens entraram na sede do jornal "Charlie Hebdo", em Paris, fizeram disparos e depois fugiram
- Ao menos 10 jornalistas e dois policiais morreram no ataque
- Foram mortos Stéphane Charbonnier, o Charb, diretor editorial, e os cartunistas Cabu, Wolinski e Tignous
- Ao menos 20 pessoas ficaram feridas, quatro delas seriamente
- Os três homens responsáveis pelos disparos fugiram em um carro, abandonado depois, e roubaram outro veículo
- A França elevou o alerta de segurança para o nível mais alto
13h35 


Ambulâncias na rua da sede do jornal "Charlie Hebdo" após o ataque 

13h27 
Um dos dois policiais mortos no ataque à sede do jornal francês "Charlie Hebdo" estava fazendo guarda para o diretor editorial da publicação, Stéphane Charbonnier, conhecido como Charb, que também foi assassinado.
13h15 
A França foi "atingida em seu coração" e cada francês está "horrorizado" com o atentado ao jornal "Charlie Hebdo", disse o primeiro-ministro do país, Manuel Valls, assim que chegou à sede da redação do periódico.

Attentat à "Charlie Hebdo": 12 morts, les terroristes toujours en fuite

Au moins 12 et des dizaines de blessés: l'attentat perpétré contre le journal "Charlie Hebdo", ce mercredi, est d'une ampleur rare. Les terroristes sont toujours en fuite.


La France est sous le choc. L'attaque a été d'une violence inouïe. Ce mercredi, peu avant midi, deux hommes cagoulés et entièrement vêtus de noir font irruption dans les locaux parisiens de Charlie Hebdo. Lourdement armés, probablement de kalachnikov, ils ouvrent le feu sur les journalistes. Le bilan est très lourd: au moins 12 morts, des dizaines de blessés, dont trois graves. Il est entre 11h30 et 12h, ce mercredi matin, jour de conférence de rédaction à Charlie, lorsque les deux hommes entrent dans un premier immeuble, voisin des locaux du journal satirique, visiblement par erreur. Ils pénètrent ensuite à la bonne adresse. S'en suivent de longues minutes de fusillade. Des dizaines de coups de feu sont tirés selon les témoins, qui évoquent une scène d'horreur. Une patrouille d'agents cyclistes qui se trouvait là tombe nez à nez avec les assaillants au moment où ils sortent de la rédaction. Sous le feu des deux hommes, dont l'un lance "Allahou akbar" entend-on distinctement sur les vidéos prises par les témoins, les agents sont forcés au repli. Suite aux appels de riverains paniqués, une autre patrouille arrive alors sur place en voiture. Les agents ne sont pas encore sortis de leur voiture qu'ils essuient de nombreux tirs. Blessé, l'un deux est abattu d'une balle dans la tête, tirée à bout portant, par l'un des deux terroristes. Des témoins affirment, sans que cela ait pour l'heure été confirmé officiellement, que l'un des tireurs aurait dit "nous avons vengé le Prophète". Paraissant étonnamment calmes, les deux hommes prennent ensuite la fuite en voiture. Ils se dirigent vers la Porte de Pantin, au nord-est de la capitale, lorsqu'ils sont pris en chasse par des policiers. Dans le 19e arrondissement, devant le 45 rue de Meaux, ils perdent le contrôle de leur véhicule et s’encastrent dans un plot. Très vite, toujours aussi placidement selon les témoins, ils s'emparent alors d'un autre véhicule et repartent. En début d'après-midi, ils n'avaient pas encore été rattrapés, ni repérés, par les forces de l'ordre. Trois hommes sont recherchés: les deux tireurs et leur conducteur. Un important dispositif de sécurité a été mobilisé dans la capitale et l'ensemble de l'Ile-de-France. Le plan Vigipirate a été passé en "alerte attentat", le plus niveau, en région parisienne. Les sorties scolaires ont également été annulées à Paris. Cabu, Charb, Wolinski… tous sont tombés sous les balles des terroristes qui ont attaqué Charlie Hebdo parce que c'est un journal. Un acte de "barbarie", selon François Hollande, qui s'est rendu sur place à peine une heure après les faits. Le président de la République a immédiatement dénoncé une "attaque contre l'expression de la liberté". "C'est un attentat terroriste. Ca ne fait pas de doute", a-t-il dit.

PMDB DO SENADO AMEAÇA MOTIM CONTRA TEMER


Encabeçado pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, o PMDB deu início a “motim” contra o vice Michel Temer, a quem atribui a perda de espaço na reforma ministerial. A governança do Senado ameaça criar dificuldades ao governo para reeditar a DRU (Desvinculação de Receitas da União). A medida permite ao governo gastar 20% dos impostos a seu critério, o que significa mais de R$ 60 bilhões ao ano. Senadores já defendem a saída de Michel Temer da presidência do PMDB na próxima Convenção Nacional. Ele comanda sigla há 14 anos. Renan Calheiros (AL) não esconde o desconforto por ter sido pego de surpresa com indicação de Helder Barbalho (PA) a ministro da Pesca. A indignação só aumentou com a nomeação de Cid Gomes (PROS) e Gilberto Kassab (PSD), apostas de Dilma para confrontar o PMDB. Deputados do PMDB avisaram ao Planalto que se juntarão ao Senado. A bancada não engole a nomeação de Edinho Araújo e Eliseu Padilha.

Mnistra Kátia Abreu leva técnicos da CNA para cargos estratégicos na Agricultura


A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, está levando técnicos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para ocupar postos estratégicos na pasta que assumiu nessa segunda-feira, 5. A ministra já escolheu dois nomes da CNA para compor o quadro do ministério, afastando apadrinhados políticos do líder de seu partido na Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A ministra está levando a superintendente de comércio exterior da CNA, Tatiana Palermo, para assumir a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do ministério. Nascida na Rússia e brasileira naturalizada, Tatiana é vista como peça estratégia por Kátia Abreu no momento em que o governo russo abre seu mercado para produtos brasileiros - especialmente carne suína e de frango. A nova secretária irá substituir Marcelo Junqueira Ferraz, que ascendeu ao posto por apadrinhamento do líder do PMDB. Eduardo Cunha também perderá outro secretário afiançado por ele no ministério: o titular da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), Rodrigo Figueiredo. Kátia Abreu levará Décio Coutinho para o comando do órgão. Ele é atualmente assessor técnico da CNA e foi o articulador da entidade na elaboração da Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA), ferramenta criada em parceria com Agricultura para fazer gestão operacional do setor agropecuário e reforçar o controle sanitário do rebanho bovino brasileiro. A SDA acumula sob a gestão de Figueiredo uma série de decisões favoráveis ao frigorífico JBS, o que é negado pela empresa, embora o secretário tenha sempre evitado comentário a respeito. Em seu discurso de posse, Kátia refutou privilégios a empresas durante sua gestão. "Este será o ministério dos produtores rurais, sem nenhuma espécie de divisão ou de segregação. E das empresas, este será o ministério da produção. Mas será, acima de tudo, um ministério do diálogo e dos brasileiros", disse. O JBS foi o maior doador da campanha eleitoral realizada neste ano no País e fez lobby contra a indicação Kátia Abreu para comandar a Agricultura.

Kátia Abreu leva técnicos da CNA para cargos estratégicos na Agricultura



A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, está levando técnicos da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) para ocupar postos estratégicos na pasta que assumiu nessa segunda-feira, 5. A ministra já escolheu dois nomes da CNA para compor o quadro do ministério, conforme apurou o Broadcast, afastando apadrinhados políticos do líder de seu partido na Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A ministra está levando a superintendente de comércio exterior da CNA, Tatiana Palermo, para assumir a Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio do ministério. Nascida na Rússia e brasileira naturalizada, Tatiana é vista como peça estratégia por Kátia Abreu no momento em que o governo russo abre seu mercado para produtos brasileiros - especialmente carne suína e de frango. A nova secretária irá substituir Marcelo Junqueira Ferraz, que ascendeu ao posto por apadrinhamento do líder do PMDB. Cunha também perderá outro secretário afiançado por ele no ministério: o titular da Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA), Rodrigo Figueiredo. Kátia Abreu levará Décio Coutinho para o comando do órgão. Ele é atualmente assessor técnico da CNA e foi o articulador da entidade na elaboração da Plataforma de Gestão Agropecuária (PGA), ferramenta criada em parceria com Agricultura para fazer gestão operacional do setor agropecuário e reforçar o controle sanitário do rebanho bovino brasileiro. A SDA acumula sob a gestão de Figueiredo uma série de decisões favoráveis ao frigorífico JBS, o que é negado pela empresa, embora o secretário tenha sempre evitado comentário a respeito. Em seu discurso de posse, Kátia refutou privilégios a empresas durante sua gestão. "Este será o ministério dos produtores rurais, sem nenhuma espécie de divisão ou de segregação. E das empresas, este será o ministério da produção. Mas será, acima de tudo, um ministério do diálogo e dos brasileiros", disse. O JBS foi o maior doador da campanha eleitoral realizada neste ano no País e fez lobby contra a indicação Kátia Abreu para comandar a Agricultura, conforme revelou o Broadcast, após reunião entre empresário Joesley Batista - um dos donos do frigorífico - e o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil).

PSD e PR costuram criação de novos partidos para atrair descontentes da base e oposição

Após conquistarem os ministérios dos Transportes e das Cidades, duas das pastas com maior orçamento e capilaridade política do governo Dilma Rousseff, o PSD e o PR decidiram intensificar as ações para criação de dois novos partidos com o objetivo de atrair parlamentares da base e da oposição descontentes com suas legendas. As articulações das duas legendas têm irritado o PMDB, principal aliado de Dilma no Congresso e que se sente, mesmo tendo ampliado de cinco para seis ministérios, desprestigiado com a reforma. A cúpula do PMDB enxerga nos movimentos uma tentativa de enfraquecê-lo politicamente. Uma das principais ofertas para atrai-los é a promessa de liberação de emendas para suas bases eleitorais. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, que assumiu nessa segunda-feira, 5, o Ministério das Cidades, deve contar com um orçamento de R$ 27,88 bilhões. A pasta é responsável por um dos principais programas federais, o "Minha Casa, Minha Vida". Já o novo ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues (PR), deverá ter em sua pasta R$ 19,28 bilhões. A intenção é fundir o PSD de Kassab com o Partido Liberal (PL), ainda em processo de criação, e elevar a bancada da Câmara de 37 para até 70 deputados federais. Com o aval do ex-deputado Valdemar Costa Neto (SP) - condenado no processo do Mensalão do PT e que cumpre pena em casa - o PR patrocina a criação da legenda Muda Brasil (MB). Ela deverá se tornar um satélite do PR e ajudar a formar um bloco partidário na Câmara com mais de 50 deputados. A princípio, a intenção da cúpula do PR não é se fundir à nova legenda, mas esta iniciativa não está descartada. "Com um partido novo existirão parlamentares que se dirigirão pra pedir filiação", afirmou José Renato da Silva, ex-presidente da Câmara municipal de Suzano, no interior de São Paulo, e presidente da executiva provisória do Muda Brasil. "Temos essa expectativa, porque o MB também pode nascer grande", concluiu. Oficialmente, ele disse que "infelizmente" Costa Neto não atua na formação do novo partido, mas quatro integrantes da cúpula do PR informaram que as articulações têm sido acompanhadas ou respaldadas por ele. O movimento de atração de parlamentares se ampara na legislação eleitoral. Ela permite que deputados e senadores mudem para outros partidos que tiverem sido criados, incorporados ou fundidos com outras siglas sem o risco de terem os mandatos cassados por infidelidade partidária. Outro fator de atração dos congressistas para essas legendas é que, nos casos de fusão ou incorporação, esses parlamentares "carregam" consigo o recursos do fundo partidário e o acesso gratuito ao tempo de rádio e televisão. Esse tipo de transferência não ocorre quando da fundação de um partido - como é o caso da ex-candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, que tenta viabilizar o nascimento da Rede Sustentabilidade. Dirigentes do PSD e do PR envolvidos nas negociações relataram que a estratégia é tentar concluir as duas operações antes de outubro. Um dos interesses é tentar atrair deputados federais que queiram mudar de partido para disputar as eleições municipais de 2016. Pela Lei Eleitoral, para ter direito a concorrer, um candidato tem de estar filiado a um partido político pelo menos um ano antes da realização do pleito. Embora com objetivos parecidos, as estratégias - e apoiadores - dos dois partidos são distintas. O PSD conta com o aval velado do Palácio do Planalto a fim de garantir, pelo menos na Câmara, um bloco de apoio ao governo em contraponto ao PMDB, que busca viabilizar o líder do partido e desafeto do Executivo, Eduardo Cunha (RJ), como presidente da Casa. Com o futuro PL, o governo pretende diminuir a força do PMDB - maior partido do Senado e segundo, na Câmara. No caso do PR, a atuação de aliados de Valdemar Costa Neto na coleta de assinaturas para a criação do partido-satélite foram aceleradas após o segundo turno das eleições e sem respaldo do governo Dilma. "Nossa atuação é totalmente independente", afirmou um deputado do partido envolvido nas negociações. Nos bastidores, deputados e senadores do PMDB, "enfurecidos" com a conclusão da reforma ministerial, acusam a articulação política do Palácio do Planalto de estar incentivando o surgimento das duas novas forças políticas para diluir a influência dos peemedebistas. Mas se mostram céticos quanto o alcance das articulações do PSD e do PR, mesmo sabendo que deputados do partido já estão sendo alvo de assédio para migrarem para as novas legendas. Um cacique peemedebista afirmou que o partido detém o controle sobre as principais comissões da Câmara e do Senado e, mesmo com essas novas legendas, ainda terá poder de influir em votações no Congresso. Para o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), se a intenção do governo é enfraquecer o PMDB ao eventualmente estimular tais articulações, o tiro "pode sair pela culatra". "Para enfraquecer o PMDB, o tiro tem que ser para matar", disse.

Petrobrás estuda redução no preço dos combustíveis

A Petrobrás estuda reduzir os preços de combustíveis para evitar a concorrência com outras distribuidoras. Fontes próximas à companhia informaram que a petroleira tem calculado e analisado cenários possíveis diante da movimentação de empresas interessadas em importar e revender combustível no País. Com o baixo preço internacional do petróleo, distribuidoras têm se mobilizado para aproveitar o cenário doméstico favorável e competir em preço com a estatal. Até o momento, entretanto, não há uma decisão. O tema tem sido discutido entre diretores da companhia e foi levado ao conselho de administração, embora uma decisão dependa também do governo federal. Para a Petrobrás, a opção de rebaixar os preços seria uma estratégia para “proteger a posição de mercado”. “A Petrobrás não pode manter o preço muito acima do mercado internacional por muito tempo, pois já tem empresas se movimentando, em termos de logística, para aproveitar a oportunidade de importação”, informou uma fonte ligada à empresa. Com a queda no preço internacional do petróleo desde o início de outubro, e após o reajuste de combustíveis em novembro, a gasolina no País está com preço até 60% superior ao de mercados internacionais, como o do Golfo do México. O diesel está até 40% mais caro, segundo cálculos do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie). Logo após o reajuste, distribuidoras deram os primeiros sinais de que poderiam forçar uma competição de preços com a estatal, importando combustível e repassando a diferença ao consumidor. Atualmente, a Petrobrás, por meio da subsidiária BR Distribuidora, concentra cerca de 40% do mercado de distribuição de combustíveis no País. Na avaliação do presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom), Alísio Vaz, ainda que a redução do preço seja confirmada, dificilmente o preço cairá para o consumidor final. Isso porque a retomada da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) é tida como certa. O tributo foi zerado em 2012, para que a Petrobrás pudesse reajustar os preços sem gerar impacto nos orçamentos das famílias e na inflação. A redução dos preços dos combustível, entretanto, dificultaria a recuperação do caixa da Petrobrás. A companhia passou os últimos três anos com grande defasagem no preço interno em relação ao mercado internacional, onde a cotação do petróleo se manteve por um longo período acima de US$ 100. Contatada, a Petrobrás informou que o objetivo de sua política de preços é “não repassar a volatilidade dos preços internacionais ao consumidor doméstico, seja para mais ou para menos”. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou nesta terça-feira que a produção de petróleo em novembro caiu 1,5% em comparação ao mês anterior. Em relação a igual mês de 2013, cresceu 13,3%. “A redução na produção em relação a outubro de 2014 deveu-se, em grande parte, a paradas para manutenção realizadas em algumas plataformas em novembro”, informou a ANP. A produção de petróleo atingiu 2,358 milhões de barris de petróleo por dia e a de gás, 91,7 milhões de m³/dia. A queda na produção atingiu até mesmo as áreas do pré-sal.

Publicitário diz que apresentou ex-diretor da Petrobrás a J&F

O marqueteiro Franklin Mandim Pereira, da agência Blow Up, afirmou nesta terça-feira, 6, que foi o responsável pela aproximação do grupo J&F, controlador do frigorífico Friboi-JBS, com o ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, acusado de comandar um esquema de desvios na estatal que financiava partidos e políticos. O grupo empresarial é investigado pela Operação Lava Jato, que desbaratou o esquema, em razão de aparecer em anotações e planilhas de Costa. A Polícia Federal suspeita que o ex-diretor da Petrobrás tenha atuado como consultor do J&F. A empresa foi a maior doadora das campanhas eleitorais de 2014, R$ 357 milhões. O Estado revelou que as planilhas apreendidas no computador do ex-diretor da Petrobrás citavam um contrato de consultoria em andamento com o grupo empresarial. O J&F nega que tenha feito qualquer acordo com o acusado da Lava Jato. “Nunca fiz nada. Nunca teve contrato nem participação. Quem apresentou (Costa) fui eu mesmo, não para fazer negócio, mas para ele falar de uma conjuntura geral”, afirmou o marqueteiro, que diz ter sido amigo do deputado federal José Janene (PP-PR) – morto em 2010. O ex-líder do PP e seu envolvimento no Mensalão foram a origem das investigações da Lava Jato. Segundo ações penais em trâmite na Justiça Federal, Janene participava do esquema de desvios em contratos da Petrobrás e repassava o dinheiro para o partido. O nome do publicitário apareceu nas anotações da agenda do ex-diretor da Petrobrás associado à divisão percentual de comissionamento em negócio supostamente ligado ao J&F. Nelas, há a inscrição “ 25% Franklin” próximo a “J&F”. A Polícia Federal investiga o nome como sendo uma referência a Agenor Franklin de Medeiros, executivo da OAS, preso na operação.

Nesta terça-feira, o J&F contestou informação, dizendo se tratar na verdade de Franklin Pereira. O marqueteiro confirmou ter atuado na aproximação, mas disse não ter havido assinatura de contrato com o ex-diretor da Petrobrás. “Eu procurei o Paulo, conversei com ele, marquei um encontro com ele e o levei até a JBS, em São Paulo, a Friboi”, afirmou Pereira. Segundo o publicitário, Paulo Roberto Costa foi apresentado como um consultor na área de energia para os executivos do grupo: ”Cheguei lá, ele (Costa) foi falar sobre a estrutura brasileira de energia, óleo e gás, o futuro do Brasil". Segundo o publicitário, naquele período ele prestava serviço para o empresário Joesley Batista, controlador do Grupo J&F: “Eu estava fazendo trabalho de consultoria para o Joesley na área de pesquisa política, principalmente em Goiás. Um dia no Rio estávamos conversando sobre o Brasil, em geral, e ele disse que queria entrar no negócio de energia, de transmissão, de gás. Falamos de pessoas e falei de um cara que tinha saída da Petrobrás que dizem ser muito bom". Entre os documentos reunidos pela Polícia Federal para apurar o elo entre o esquema alvo da Lava Jato e o grupo J&F está uma anotação de Costa referente à tentativa de compra do Grupo Rede Energia, dono de usinas pelo País, que acabou não se concretizando. “J&F fez proposta de compra do Grupo Rede Energia que inclui dívida de R$ 5,7 bi (nove distribuidoras)”, escreveu Paulo Roberto Costa na agenda.


Na versão contada nesta terça-feira pelo publicitário, foi Paulo Roberto Costa quem propôs o recebimento de 25% da parte do comissionamento de um negócio de venda de uma empresa prestadora de serviços da Petrobrás, ao comentar a anotação da agenda do ex-diretor investigada pela Polícia Federal. Teria sido na apresentação que Paulo Roberto Costa fez ao controlador do J&F, em São Paulo, sobre energia que o ex-diretor da Petrobrás apresentou a proposta de intermediação de venda da Astromarítima Navegação S.A. – que aluga navios para a estatal petrolífera. A Polícia Federal já sabia que o J&F havia sido procurado por Paulo Roberto Costa, no fim de 2012, para que o grupo comprasse a empresa de embarcações. “Ele falou na época lá (sede da JBS) que tinha algumas coisas que podia apresentar. Aí o Joesley levantou, chamou o Humberto (Junqueira de Farias), que era diretor de novos negócios, colocou na sala, se despediu e foi apresentado o negócio”, explicou o marqueteiro, dizendo tratar-se da proposta de venda da Astromarítima. Farias é o nome do executivo do grupo que aparece na lista de 81 contratos de Costa, que consta em um dos inquéritos da Lava Jato. A planilha intitulada “Contratos assinados – Costa Global” tem oito campos em que estão listados os negócios do ex-diretor da Petrobrás. Os itens das colunas trazem o “Nº do contrato”, “Empresa”, “Pessoa de Contato”, “Data da assinatura”, “Valor mensal”, “Validade”, “% de success fee” e “Status”. No caso do contrato com o grupo controlador da Friboi, de número “14”, é de 10 de dezembro de 2012. Ele tinha validade de cinco anos e previa o pagamento de 2,5% de comissão nos negócios fechados. No item status foi anotado “assinado e trocado (p.s.: sem firma reconhecida)”. Não há indicação, na planilha, sobre o motivo da consultoria. O grupo J&F sustenta que se tratava do mesmo negócio que veio a público em abril do ano passado: as negociações para a compra da Astromarítima. Segundo Pereira, foi após a apresentação sobre o setor de energia que Paulo Roberto Costa levou a venda da Astromarítima à discussão e disse que ele teria uma participação no comissionamento caso a venda fosse concretizada. “Quando saímos de lá, ele (Costa) me chamou e disse ‘apresentei isso aqui, é um negócio de barcos, e se isso der certo ficou acertado que eu tenho dois e meio por cento. Nisso aí, eu fico com 75% e você fica com 25%”, afirmou o publicitário. A planilha de contratos de consultoria, a agenda de anotações e a quebra de sigilo bancário de uma empresa fantasma do esquema são os indícios que levaram a PF a apurar o envolvimento do Grupo J&F no caso. Os investigadores da Lava Jato não tinham conhecimento da participação do publicitário da Blow Up no negócio, mas vão apurar que tipo de relação ele teve com o ex-diretor da Petrobrás. Pereira afirmou ter conhecido Costa via Janene. ”Eu sempre fui amigo do Janene. Fiz campanha política no Paraná para governador e um dos candidatos a deputado era o Janene". Sua relação com ex-deputado, pilar das investigações do esquema da Lava Jato, teriam sido profissionais, afirmou: “Um dia, em um café com o Janene, ele me apresentou o Paulo. Eu o vi duas vezes na minha vida". Paulo Roberto Costa confessou à Justiça Federal os crimes em troca de redução de pena. Ele admitiu que as consultorias via Costa Global eram usadas para recebimento de dinheiro não declarado e de propina atrasada do período em que foi diretor (2004-2012), em depoimento prestado em ação penal que corre em Curitiba, no Paraná.

Israel afirma que chefe do grupo terrorista Hamas foi expulso do Qatar

O governo israelense afirmou, nesta terça-feira (6), que Khaled Meshaal, chefe da organização terrorista islâmica palestina Hamas, foi expulso do Qatar para a Turquia. Uma autoridade israelense afirmou que o governo recebeu informações confiáveis de "canais oficiais" sobre a expulsão do líder do Hamas. O Qatar, no entanto, ainda não se pronunciou sobre o assunto.
 

Em nota, a chancelaria israelense congratulou o Qatar pela decisão de expulsar Meshaal. "Esperamos que o governo turco também seja razoável e aja de forma parecida", completou a nota. Autoridades do Hamas no Qatar e em Gaza desmentiram o anúncio do governo israelense. Izzat Rishq, assistente de Meshaal, disse que "não há fundamento sobre o irmão Khaled Meshaal ter deixado Doha. Nós estamos em Doha agora". A expulsão representaria um grande revés para o Hamas, que passa por isolamento na região. Nos últimos anos, o grupo teve desentendimentos com a Síria e o Irã, antigos apoiadores, além de perder o suporte do Egito após a queda do ditador Hosni Mubarak durante a "Primavera Árabe". Meshaal foi para o Qatar em 2011, após a eclosão da guerra civil na Síria. A organização terrorista islâmica Hamas defende o fim do Estado judeu e controla a faixa de Gaza desde 2007.

Petrobras diz que convenceu credores a aceitar balanço não auditado

A Petrobras informou nesta terça-feira (6) que conseguiu negociar com seus credores a divulgação do balanço do terceiro trimestre não auditado por auditoria independente ainda este mês. Os credores da companhia estavam pressionando para a que a empresa divulgasse suas demonstrações contábeis auditadas até o final de janeiro, conforme acordado em contrato, sob risco de ter antecipado o vencimento de parte de suas dívidas. Alguns títulos de dívida da empresa exigem que as demonstrações financeiras auditadas sejam apresentadas no prazo de 90 dias depois do fim do trimestre. As leis que regem o mercado de capitais brasileiro também exigem que os balanços das empresas com ações em Bolsa passem pelo escrutínio de auditores independentes antes de serem divulgados ao mercado. "Com a finalização desse processo, que demandou negociações apenas em contratos bilaterais, a companhia uniformizou o atendimento a todos os seus contratos financeiros com a apresentação da demonstração do terceiro trimestre de 2014 sem a revisão do auditor", informou a Petrobras em nota. A empresa reafirmou que divulgará seus números não auditados ainda este mês e novamente não divulgou uma data precisa. Também não há uma definição sobre a divulgação do balanço auditado pela PwC (PriceWaterhouse Coopers), que se negou a liberar as demonstrações contábeis diante das denúncias de corrupção que foram à tona com a operação Lava-Jato. A empresa determinou que a estatal desse baixa nos valores dos investimentos em ativos inflados por propinas. As denúncias começaram a ser reveladas com o depoimento do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa à Justiça, em outubro. Ele afirmou ter existido na empresa o funcionamento de um cartel de empreiteiras que decidiam os resultados das licitações e cobravam propinas de 3%, parte das quais destinadas a partidos políticos. Duas firmas de advogados fazem uma investigação interna na Petrobras para descobrir a dimensão do esquema de propina na estatal. Inicialmente, a Petrobras planejava apresentar resultados no início de novembro, mas já tinha prorrogado o prazo de divulgação para 31 de janeiro, após novas acusações de corrupção serem reveladas.

Presidente do PT tenta amenizar declarações de Levy sobre aumento de impostos

O presidente do PT, Rui Falcão, tentou amenizar nesta terça-feira (6) as declarações do novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, de que os impostos deverão subir. Para o petista, não há nenhuma discrepância entre a fala de Levy e o que a presidente Dilma Rousseff "colocou como matriz econômica". "Todos os ministros estão vinculados a um programa de governo que foi vitorioso nas urnas e a orientação, em última instância, é do presidente da República. Então não houve nenhuma discrepância entre o que ele disse e o que a presidenta colocou como matriz da política econômica. Manter a valorização salarial, a geração de emprego, o crescimento econômico sem o cancelamento de direitos", disse Falcão. Ele esteve no Palácio do Planalto em reunião com o novo ministro das Relações Institucionais, Pepe Vargas. De acordo com ele, o encontro foi marcado apenas para se aproximar de Vargas. O presidente da sigla também minimizou as críticas feitas por setores do partido que se queixaram da nomeação de Vargas por ser de uma corrente minoritária mas próximo à presidente. "Não há nenhum desconforto nosso com a escolha do ministro Pepe Vargas. Pelo contrário. Nós não achamos que o ministério é montado de acordo com tendências políticas do PT. Eles têm toda a capacidade, experiência política e nosso apoio para exercerem seus trabalhos. Eu vim dizer isso a ele", afirmou. Questionado sobre a saída de ministros mais ligados ao ex-presidente e alcaguete Lula X9 e a nomeação de pessoas mais ligadas a Dilma para a cúpula do governo – caso de Vargas e do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto – Falcão disse que o novo ministério dilmista tem a cara do PT. "É um ministério com a cara do PT como todos os anteriores, embora seja um ministério de coalização. Nosso governo é um governo de coalização. Não há essa oposição Dilma-Lula ou Dilma-PT", disse.

Petrobras perde posição para Vale e é quinta mais valiosa da Bolsa

Corroído nos últimos meses pela ingerência política, pela corrupção e, mais recentemente, pela queda no preço do petróleo, o valor de mercado da Petrobras caiu, nesta terça-feira (6), para a quinta posição no ranking das maiores empresas da Bolsa de Valores brasileira. A nova posição é atingida apenas três meses depois de a estatal ter retomado a liderança da Ambev, com as oscilações dos papéis da estatal durante o período eleitoral. De acordo com a consultoria Economática, que fez o levantamento, desde fevereiro de 1996 a Petrobras não ocupava lugar tão modesto no ranking. Detentora incontestável, por muitos anos, do título de empresa mais valiosa do Brasil e da América Latina, a petroleira viu o indicador ser superado, desta vez, pela Vale, que passou, nesta terça-feira, à posição de quarta empresa mais valiosa do País. Petrobras fechou as negociações valendo R$ 106,7 bilhões, em mais um dia em que as ações encerraram as negociações na pior cotação desde 2003. A Vale foi a R$ 107,4 bilhões, embalada pela alta nas ações puxadas por leve reajuste nos preços de minério de ferro na China. A Ambev registrou valor em Bolsa de R$ 252,9 bilhões. No fim do ano passado, pela primeira vez, bancos superaram a Petrobras em valor de mercado. Primeiro foi o Itaú, em 30 de outubro, e depois foi a vez do Bradesco, em 28 de novembro. Nesta terça-feira, Itaú fechou valendo R$ 179,2 bilhões e Bradesco, 147,1 bilhões. Segundo a Economática, em 1996, a Petrobras perdia para a Telebrás, a Eletrobrás, a Vale e a antiga Telesp em valor na Bolsa. Vale foi privatizada meses depois, e a Telesp, em 1998, junto com outras empresas de telefonia do sistema Telebrás. A Petrobras é, atualmente, a sétima empresa mais valiosa da América Latina, de acordo com a consultoria. Além das brasileiras, estão no rol, à frente da petroleira, as mexicanas América Móvil, do megaempresário Carlos Slim – o homem mais rico do mundo, segundo a "Forbes"– e o Grupo Modelo, de bebidas, controladas pelo grupo belgo-brasileiro Ab Inbev. Ocupam, respectivamente, a segunda e quinta posição no ranking latino.

Ministro do Trabalho quer intermediar conversas entre Volkswagen e sindicato dos metalúrgicos após demissões de operários

O ministro do Trabalho, Manoel Dias, conversou nesta terça-feira (6) com representantes da Volkswagen e do sindicato dos trabalhadores do setor para tratar das 800 demissões pela empresa na fábrica de São Bernardo, no ABC Paulista. O governo quer intermediar as negociações entre as duas partes na tentativa de rever demissões ou adotar um layoff (licença remunerada em que a empresa e governo dividem o salário dos funcionários). Segundo o ministério, as conversas com sindicato e empresa devem continuar nos próximos dias. A montadora confirmou nesta terça-feira, em nota, as demissões. Na segunda-feira, já havia rumores sobre as demissões após o sindicato afirmar que funcionários receberam uma carta orientado-os a procurar o setor de RH (Recursos Humanos) na volta das férias coletivas. Segundo o sindicato, 13 mil pessoas trabalham na unidade de São Bernardo. Nas cartas enviadas aos funcionários, segundo o sindicato, a montadora citava a necessidade de cortar 2.000 vagas.

Não há previsão de pagamento de servidores, diz novo governo do Distrito Federal


A situação é muito grave nas contas do governo do Distrito Federal. Essas palavras, já usadas pelo governador eleito Rodrigo Rollemberg, foram repetidas nesta terça-feira (6) pela sua equipe de governo. Os números preliminares apresentados dão conta de uma dívida de R$ 3,1 bilhões deixada pelo governo anterior. O resultado são salários de servidores atrasados, sem previsão para pagamento. “Não podemos garantir aos servidores que eles receberão o salário no dia 8. Estamos fazendo o possível para que o salário saia nesse dia. Agora, não temos condições reais, ou seja, dinheiro, para garantir isso”, explicou o chefe da Casa Civil do Distrito Federal, Hélio Doyle. São aproximadamente 44 mil servidores da saúde e 73 mil da educação que estão sem receber alguma parte de suas remunerações. Doyle, acompanhado de outros secretários de governo, expuseram o problema. Segundo os números preliminares apurados, o governo do petista Agnelo Queiroz deixou de pagar R$ 76,8 milhões de gratificação natalina de servidores da educação, R$ 73,3 milhões de gratificação natalina de servidores da saúde, além de um terço de férias de servidores das duas áreas, acrescentando mais de R$ 110 milhões às dívidas. Além disso, o governo anterior deixou uma dívida de R$ 1 bilhão em empenhos não pagos. Somados aos R$ 3,1 bilhões estão os compromissos de janeiro, calculados em R$ 2,4 bilhões, que também precisam ser honrados pelo governo. Segundo o GDF, a receita para o mês é R$ 2 bilhões. O secretário de Fazenda, Leonardo Colombini, adiantou que a crise não será resolvida rapidamente. “Hoje, o GDF tem um rombo já identificado nas suas contas de R$ 3,5 bilhões. Nós temos que arrumar um jeito de resolver isso, seja com incremento de receita, seja com corte de despesas. É nosso trabalho daqui pra frente. Com certeza isso não será solucionado em um prazo curto. Teremos muitas dificuldades para solucionar esse déficit”. A equipe liderada por Doyle não adiantou nenhuma medida para começar a diminuir as dívidas do governo, mas explicou que estão trabalhando com várias possibilidades. O chefe da Casa Civil informou que, possivelmente, na próxima semana, anunciará as primeiras medidas para ajudar a resolver o problema. “Em quatro, cinco dias, o governo deve anunciar medidas de contenção que estão sendo feitas. A gente está consciente do problema, de economizarmos, não gastar. A situação é muito grave”. O GDF pediu ao governo federal o adiantamento de uma parcela do Fundo Constitucional pago ao DF, mas ainda não recebeu a resposta do Ministério da Fazenda. Doyle atribuiu o descontrole nas contas do governo anterior à concessão de reajustes acima da capacidade de arrecadação. “Nada contra os reajustes, mas você só pode dar um reajuste quando você tem dinheiro pra pagar, senão leva a uma situação como essa. Essa foi a grande irresponsabilidade do governo anterior. A gente localiza essa irresponsabilidade no governador e no secretário de Administração. A gente tem notícias de que esses reajustes foram dados apesar da posição contrária de outros secretários importantes do governo passado”, disse Doyle.

Petista Patrus Ananias fala em liquidação dos "latifúndios" ao tomar posse no ministério do MST


Nomeado ministro do Desenvolvimento Agrário (ministério do MST) como um contraponto à escolha da ruralista Kátia Abreu para o Ministério da Agricultura, o petista Patrus Ananias defendeu nesta terça-feira, durante cerimônia de posse no cargo, avanços para a reforma agrária e a derrubada das “cercas do latifúndio”. O pronunciamento vai de encontro com a fala de Kátia Abreu, segundo quem o Brasil não precisa acelerar a reforma agrária e que “latifúndio não existe mais”. Após a declaração, dada em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Kátia disse ao tomar posse nesta segunda-feira que não aceitará “provocações” – mas reforçou que está disposta ao diálogo. “Ignorar ou negar a permanência da desigualdade ou da injustiça é uma forma de perpetuá-los. Por isso, não basta derrubar as cercas do latifúndio. É preciso também derrubar as cercas que nos limitam a uma visão individualista e excludente do processo social”, afirmou hoje Patrus Ananias. E como já estava mesmo nessa toada, o ministro deu um passinho a mais e defendeu uma "adequação" do direito de propriedade e de outros direitos fundamentais, como o “interesse público” e o “desenvolvimento integrado e sustentável do Brasil”. “O direito de propriedade não pode ser em nosso tempo um direito inconstratável, inquestionável, que prevalece sobre todos os demais direitos e sobre o próprio direito de realização das possibilidades nacionais”, disse. Patrus Ananias assumiu o cargo no lugar de Miguel Rossetto, transferido para a Secretaria-Geral da Presidência.

Aeronáutica finaliza relatório sobre desastre aéreo de Eduardo Campos


O comandante da Aeronáutica, brigadeiro-do-ar Juniti Saito, informou nesta terça-feira que até o fim do mês será divulgado o primeiro relatório sobre as investigações que envolvem a queda do jato que matou o ex-candidato à Presidência, Eduardo Campos, em agosto. De acordo com Saito, que participou da transmissão de cargo do novo ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apresentará nas próximas semanas as primeiras informações e recomendações sobre atragédia que matou sete pessoas em Santos, no dia 13 de agosto. Não é responsabilidade do Cenipa apontar os culpados pelo acidente aéreo, mas o documento deve evidenciar as causas que motivaram a queda da aeronave. As principais dificuldades das equipes de investigação, segundo Saito, são a ausência de sobreviventes, as péssimas condições da fuselagem do avião após a queda e o fato de as caixas pretas não terem gravado informações suficientes para esclarecer a tragédia. De acordo com o comandante da Aeronáutica, a caixa preta gravava apenas duas horas de informações de vôo e, em seguida, registrava novas informações sobre as antigas, o que dificultaria recolher dados úteis sobre o caso. No relatório a ser divulgado pelo Cenipa, o órgão de prevenção de acidentes aéreos fará recomendações para tentar evitar novos desastres com aeronaves de pequeno porte. Nos últimos dias foram colhidos depoimentos para tentar esclarecer as circunstâncias da morte de Eduardo Campos, apontar em que medida as condições climáticas podem ter levado à queda da aeronave e analisar as últimas informações trocadas entre o jato e o controle de tráfego aéreo. O jato Cessna 560XL (prefixo PR-AFA), da empresa paulista AF Andrade Empreendimentos e Participações, decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, às 9h21 do dia 13 de agosto, com destino ao aeroporto de Guarujá (SP). Quando a aeronave se preparava para o pouso, arremeteu devido ao mau tempo. Em seguida, o controle de tráfego aéreo perdeu contato com o jato.

Consórcio construtor do Comperj demite mais de 200 pessoas


O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) amanheceu nesta terça-feira com parte dos canteiros de obras fechados, mais um sinal da forte crise pela qual passam as construtoras ligadas aos projetos da Petrobras. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Empregados nas Empresas de Manutenção e Montagem Industrial de Itaboraí (Sintramon), mais de 200 trabalhadores foram demitidos desde segunda-feira pelo consórcio responsável pelas obras civis do complexo petroquímico. O grupo é formado pelas empresas Odebrecht, Mendes Júnior e UTC. Além das demissões, parte do canteiro de obras do complexo, orçado em 13,5 bilhões de dólares, está fechado em função do abandono do projeto pela Alumini. A empresa tinha demitido cerca de 490 trabalhadores desde novembro, e, mesmo após um acordo com o sindicato, havia atrasado o pagamento de benefícios e indenizações aos ex-funcionários. A construtora alega dificuldades em função do atraso e falta de pagamentos de aditivos contratuais da Petrobras. Segundo a empresa, a estatal deve cerca de 1,2 bilhão de reais por serviços realizados em diferentes contratos no Comperj e na Refinaria Abreu e Lima (Rnest). Segundo o Sintramon, a empresa está com as contas bloqueadas em função de uma decisão judicial de Ipojuca, em Pernambuco, em decorrência das pendências trabalhistas na Rnest. O sindicato de trabalhadores também informou na manhã desta terça-feira que aguarda a demissão de outros 800 trabalhadores da empresa Tuk, que já teria finalizado seu contrato nas obras do Comperj. Desde 2012, diversas empresas prestadoras de serviços e construtoras ligadas às obras da Petrobras têm demitido seus funcionários, sustado pagamentos a fornecedores e entrado com pedidos de recuperação judicial alegando atrasos de pagamentos pela Petrobras. A estatal nega que haja débitos pendentes.

Novo ministro da Aviação quer que empresas privadas assumam aeroportos pouco lucrativos


O novo ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, garantiu nesta terça-feira a continuidade do programa de concessão de novos aeroportos à iniciativa privada. Contudo, o peemedebista prevê mudanças que podem minguar os ânimos das empresas interessadas nos próximos certames. Eliseu Padilha afirmou que, pelo fato de os terminais mais lucrativos – Guarulhos, Campinas, Brasília, Galeão e Confins – já terem sido passados para as mãos de consórcios, uma das hipóteses em discussão é exigir que as concessionárias que vencerem as próximas disputas de aeroportos de média lucratividade tenham de investir também em terminais menos cobiçados, sendo obrigadas a arcar com o desenvolvimento também de aeroportos pouco lucrativos. “O programa de concessão vai prosseguir. Primeiro precisamos definir qual o aeroporto ou a cesta de aeroportos que vamos colocar. De agora em diante vamos ter que trabalhar com uma compensação de aeroportos que não são tão lucrativos com outros que são mais lucrativos”, declarou. Antevendo que as empresas não estarão dispostas a assumir riscos em certames de ativos sem potencial, Eliseu Padilha afirmou que os pacotes de concessões podem conter um "mix". “Aqui no ministério já existem estudos que mostram traços preliminares de aeroportos que podem ser mais ou menos lucrativos. Se vamos buscar concessão, o setor privado não entra em negócio para perder dinheiro. Isso implicará em fazer um mix (colocando um aeroporto menos lucrativo na mesma cesta de oferta)? Talvez”, disse o ministro ao receber o cargo do antecessor Moreira Franco. Para Eliseu Padilha, ainda em 2015 é possível que sejam anunciadas novas concessões, embora o projeto de colocar aeroportos mais e menos lucrativos na mesma cesta ainda não tenha sido apresentado oficialmente à presidente Dilma Rousseff. A proposta de combinar terminais mais e menos vantajosos foi feita, por exemplo, no México, como forma de desenvolver aeroportos pouco atrativos para o empreendedor. Além das novas concessões, o ministro Eliseu Padilha admitiu que determinados aeroportos com obras atrasadas passarão por novas licitações e revisões contratuais. É o caso do aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, mas um pente-fino a ser feito pela Secretaria de Aviação Civil mapeará todas as obras em atraso. Mesmo com a disposição do governo federal de cortar custos, Eliseu Padilha disse nesta terça-feira, ao assumir a SAC, que também está garantida a construção de aeroportos regionais e projetou que ainda este ano seja possível que sejam licitados os primeiros terminais. Gestado para viabilizar 270 aeroportos em locais não contemplados pela tradicional aviação comercial, o programa acabou não saindo do papel. Até o momento, o Banco do Brasil contratou projetos para 229 aeroportos regionais, mas as obras ainda não foram viabilizadas. Embora negue o fracasso do projeto, o governo já reajustou por mais de uma vez as projeções de quando o plano poderia efetivamente ser implementado. Com investimento estimado em 7,3 bilhões de reais, as obras se enquadravam em uma política de incentivo à aviação regional, criada por meio de Medida Provisória. No ano passado, porém, diante da perda de validade do texto, que acabou não votada por parlamentares, o governo teve de incluir o plano na MP 656, mantendo inclusive subsídios para o setor, como o uso do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC) para arcar com custos relativos às tarifas aeroportuárias e de navegação aérea. Para o ministro, o dinheiro do FNAC é suficiente para reformar e ampliar os aeroportos regionais e também garantir os subsídios ao setor. Em 2015, a previsão do governo é que sejam arrecadados 4,2 bilhões de reais para o fundo. “A aviação civil tem recursos próprios. O Fundo Nacional da Aviação Civil é mantido com recursos arrecadados em concessões e outros casos. Temos receita própria. Não depende de recurso das receitas ordinárias da União. É uma receita especial da secretaria em função”, disse. Um olhar mais detalhado sobre o projeto descortina erros e indícios de mau planejamento no programa original de estímulo à aviação regional. Há cidades pequenas, com menos de 100.000 habitantes, que receberão recursos para reformar seus aeroportos – e que ficam separadas por distâncias inferiores a 50 quilômetros de outros municípios também beneficiados pelo pacote do governo.

Portugal Telecom é alvo de buscas por suspeita de fraude em Lisboa


A Portugal Telecom (PT) foi alvo de buscas policiais no âmbito de um inquérito sobre suspeitas de fraude qualificada, relacionadas a aplicações financeiras, informou a Procuradoria-Geral da República de Portugal, em comunicado. A investigação é conduzida pelo Ministério Público, em parceria com a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a polícia judiciária e autoridades fiscais. O advogado que representa a PT, Paulo de Sá e Cunha, confirmou a ocorrência das buscas e acrescentou que o caso estava coberto por leis de sigilo legais de Portugal, o que significa que detalhes não podem ser divulgados. Em reação à notícia, as ações da companhia telefônica chegaram a operar em queda de mais de 6% na tarde desta terça-feira na Bolsa de Lisboa. A investigação envolve o investimento de 897 milhões de euros feitos pela PT à Rioforte, holding da família Espírito Santo, apenas alguns meses antes de o Grupo Espírito Santo (GES) declarar falência. O default levou à demissão do então presidente-executivo da PT, Henrique Granadeiro, em agosto. À época, a PT disse que seu conselho nunca tinha aprovado ou discutido qualquer investimento em dívida emitida pela Rioforte. A Rioforte deu calote no pagamento de empréstimos, o que levou a uma revisão dos termos de fusão entre a PT com a Oi, deixando a empresa portuguesa com uma participação menor na companhia nova combinada. Atualmente, a fusão está sendo desfeita, já que a Oi está vendendo ativos de telecomunicações da PT ao grupo de telecomunicações Altice.

Citado no Petrolão, presidente da Transpetro é mantido no cargo


Os membros do conselho de administração da subsidiária de transportes da Petrobras, Transpetro, correram contra o tempo para aprovar a segunda extensão da licença do cargo concedida ao presidente, Sérgio Machado. O presidente deveria ter voltado à Transpetro ou deixado definitivamente o cargo nesta segunda-feira. No fim do prazo, durante a noite, veio a informação de que ele permanecerá na presidência da subsidiária por mais quinze dias. Machado recorreu a parlamentares para tentar ganhar tempo e desvincular o seu nome das denúncias de corrupção feitas pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, delator na Operação Lava Jato. Costa disse ter recebido 500.000 reais diretamente de Machado como pagamento de propina. Ex-senador, Machado é afilhado político do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB). Por causa do seu envolvimento, a presidente Dilma Rousseff já havia cogitado demiti-lo do cargo. O PMDB, no entanto, impediu a exoneração, alegando que o mesmo tratamento fosse dado aos petistas também citados na Lava Jato. Quando a declaração de Paulo Roberto Costa foi dada à Polícia Federal, a empresa de auditoria da estatal, PricewaterhouseCoopers (PwC), demonstrou constrangimento em validar o balanço financeiro da petroleira, já que, entre os principais executivos no comando da companhia, estava o presidente da Transpetro, denunciado na Lava Jato. A solução, então, foi afastar Machado. Nos bastidores, parlamentares do PMDB afirmam que o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), padrinho político de Machado, atua para manter a presidência da Transpetro na cota do partido e que as sucessivas prorrogações das licenças do ex-senador cearense são uma tentativa de ganhar tempo para negociar com o Planalto. A subsidiária de transportes é responsável por um orçamento bilionário de contratação de navios, que, além de movimentar todo setor naval brasileiro, tem o mérito de geração de emprego em grande escala. Por enquanto, o cargo permanece sendo ocupado interinamente por Cláudio Ribeiro Teixeira Campos, funcionário de carreira da estatal. Ele está na presidência desde o dia 3 de novembro de 2014, quando começou a licença de Sérgio Machado.