quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Petroleira de Eike Batista demite 25% dos funcionários

Pressionada pela queda de cerca de 60% do preço do petróleo, a Ogpar, ex-OGX, fundada por Eike Batista, decidiu demitir, nesta quarta-feira (21), 25% de seus funcionários, ou 35 de 140 trabalhadores remanescentes da forte crise que a atingiu em 2013. A área mais afetada foi a de Exploração, que procura e avalia as reservas de petróleo. O corte atingiu os salários mais altos. Com as demissões, a estimativa é que a folha salarial seja reduzida em 40%. As demissões são parte de um esforço para manter dentro de uma expectativa de viabilidade seu plano de recuperação judicial, fortemente atingido pelo recuo no preço do barril de petróleo, da faixa de US$ 110,00 para US$ 45,00 desde julho do ano passado. Dentro da empresa, o sentimento é "cortar ou morrer". 


A empresa também está sem os diretores de exploração, Gilberto Carvalho Lima, e de produção, Reinaldo Belotti. Lima foi um dos dispensados e Belotti apresentou renúncia ao conselho de administração da empresa. No começo do mês, o consultor Ricardo Knoepfelmacher, que trabalha na reestruturação do grupo X, foi dispensado da petroleira. Um dos motivos foi o corte de custos. Ele segue assessorando outras companhias de Eike Batista. Os novos nomes para os cargos na diretoria ainda estão sendo definidos.

Justiça do Chile vai investigar se o poeta Pablo Neruda foi envenenado na ditadura militar



A Justiça chilena ordenou que um painel de especialistas realizem uma nova investigação para determinar se o ganhador do prêmio Nobel Pablo Neruda foi envenenado durante a ditadura de Augusto Pinochet, depois que exames anteriores não conseguiram confirmar esta hipótese. A reabertura deste processo foi solicitada pela família e pelo Partido Comunista e também tem a participação do governo por meio de advogados de direitos humanos do Ministério do Interior. "Há indícios iniciais de que ele teria sido envenenado e, neste sentido, as evidências apontam para o envolvimento de certos agentes... que poderão constituir um crime contra a humanidade", disse o secretário de Direitos Humanos do Ministério do Interior, Francisco Ugaz. A investigação anterior não pôde confirmar o envenenamento do autor de "Vinte Poemas de Amor e uma Canção Desesperada", que morreu oficialmente numa clínica em Santiago de câncer de próstata. O escritor morreu em 23 de setembro de 1973, duas semanas após o golpe militar que levou Pinochet ao poder. O ex-motorista do poeta Manuel Araya disse que Neruda recebeu uma injeção letal por agentes da ditadura que se infiltraram na clínica. As novas técnicas de genética forense buscam agora testar amostras para análise de substâncias inorgânicas ou metais pesados para determinar qualquer causa direta ou indireta da morte do poeta chileno. A investigação irá se concentrar especificamente em detectar eventuais danos celulares ou em proteínas provocados por agentes químicos que hoje estão presentes nos restos mortais do poeta, ao contrário da primeira investigação que tentou encontrar algum veneno no corpo de Neruda.

Governador da Bahia rompe com PDT e demite secretária com apenas 20 dias no cargo

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), vai demitir a secretária de Agricultura da Bahia, Fernanda Mendonça, que tomou posse no cargo há apenas 20 dias. A exoneração é resultado do rompimento do governador com o PDT, partido que participou de sua coligação nas eleições e que indicou Fernanda para o cargo. A secretária demitida é prima do deputado federal Félix Mendonça, presidente do PDT da Bahia. Assim que tomou posse, o governador Rui Costa exigiu que o partido fosse um "aliado exclusivo" de seu governo e desembarcasse da base do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) –potencial adversário de Costa nas eleições estaduais de 2018.
 
Fernanda Mendonça, secretária de Agricultura da BA, será exonerada após rompimento com PDT
O PDT assumiu a Secretaria do Trabalho de Salvador no início do ano, oficializando a adesão à base aliada do prefeito. Foi indicada para o cargo a ex-vereadora Andréia Mendonça, irmã do deputado Félix Mendonça e ex-secretária estadual na gestão Jaques Wagner (PT). Após as cobranças públicas de Rui Costa, o partido emitiu uma nota nesta terça-feira (20) informando que permaneceria apoiando o governador, mas manteria a indicação da secretária para a prefeitura. "Infelizmente, o PDT entendeu que poderia agradar os dois lados. Não aceitamos porque queremos aliados exclusivos, já que temos um embate claro com o prefeito ACM Neto", disse Josias Gomes, secretário de Relações Institucionais. Para o deputado Félix Mendonça, o PDT ajudou a eleger Costa e merecia participar da sua base aliada. "Fomos aliados exclusivos na eleição. Mais do que isso, só se registrássemos a aliança no cartório", criticou Mendonça, alegando que não poderia deixar o PDT "virar um satélite do PT". Mesmo com o rompimento, os cinco deputados estaduais do partido anunciaram que continuam na base do governador –ao todo, a Assembleia tem 63 deputados. Caberá a eles indicar um novo nome para a Secretaria de Agricultura. O secretário de Ciência e Tecnologia, Manoel Mendonça (outro primo do deputado Félix), não deverá ser demitido pois é tido como uma indicação não do partido, mas da "comunidade científica" da Bahia. O rompimento do governador com o PDT marca o acirramento da disputa entre PT e DEM na Bahia. Nas duas primeiras semanas do ano, Rui Costa e ACM Neto se mobilizaram para atrair novos partidos para suas respectivas coalizões, antecipando as discussões sobre as próximas eleições na Bahia. O prefeito criou três novas secretarias e abriu espaço no primeiro escalão para novos aliados. Já o governador conseguiu atrair para sua base o PTN, fiel aliado do DEM que rompeu com o prefeito ACM Neto. O rompimento do governo com o PDT também marca uma diferença de estilo do novo gestor baiano em relação ao ex-governador e atual ministro da Defesa, Jaques Wagner, que manteve em seu governo partidos como PRB e PSC, que ocupavam cargos de segundo escalão na gestão de ACM Neto.

Usina Santo Antônio quer antecipar obras para produzir mais energia


A Santo Antônio Energia pediu ao governo a antecipação do cronograma de obras da usina, em Rondônia, para conseguir produzir mais energia. O presidente da empresa, Eduardo Melo Pinto, disse que a usina poderá agregar 150 megawatts médios ao sistema. Esse ganho seria obtido pela maior eficiência das máquinas da usina aliada à antecipação da entrega das próximas turbinas. Atualmente com 32 turbinas, a usina tem que entregar mais dezoito a partir de novembro deste ano até novembro de 2016. "Temos como acelerar esse cronograma e entregar essa energia adicional no curto prazo", disse o executivo. Segundo ele, a empresa poderia fazer essa entrega de 60 a 90 dias após a aprovação do governo. Pinto ressaltou, no entanto, que a receita proveniente desse adicional de energia não resolveria todos os problemas financeiros da usina. "Não nos salvaria do calvário, mas seria uma importante contribuição para a empresa e o sistema elétrico", disse. O executivo assegurou que as turbinas teriam condições de gerar a energia adicional, apesar dos problemas que a usina teve com critérios da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) sobre o tempo de disponibilidade das máquinas. A agência quer que as turbinas estejam disponíveis para gerar por 99,5% do tempo. "A energia adicional seria obtida com maior performance das turbinas, não pelo tempo de disponibilidade", explicou. Segundo Eduardo Melo Pinto, a usina hoje consegue cumprir o índice de 96,8%. Sem atingir o índice da Aneel, a empresa é punida e precisa arcar com despesas bilionárias ao adquirir energia no mercado de curto prazo.

Banco Central eleva taxa básica de juros para 12,25% ao ano

Em linha com o esperado pelo mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou em 0,50 ponto porcentual (p.p.) a taxa básica de juros (Selic), para 12,25% ao ano, o maior patamar em três anos e meio. A decisão foi unânime. O próximo encontro será no fim de março. Em comunicado divulgado, a entidade monetária eliminou a palavra “parcimônia” ao comentar o novo ajuste.  O Banco Central iniciou a trajetória de alta em abril do ano passado, quando a taxa de juros passou de 7,25% (mínima histórica) para 7,5%. No governo de Dilma Rousseff, que assumiu a presidência com a Selic a 10,75%, a maior taxa, de 12,5%, ocorreu em julho de 2011. O aumento dos juros, o terceiro seguido, é uma reação à aceleração da inflação. Em 2014, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o ano em 6,41%, muito perto do teto da meta estabelecida pelo governo, de 6,5%. O índice ficou bem distante do centro da meta, de 4,5%. Este ano o cenário promete ser ainda mais desafiador, devido ao aumento de impostos, especialmente de combustíveis e operações de crédito, anunciado pelo governo na última segunda-feira. Após os ajustes, alguns analistas já consideram que a inflação em 2015 deve ultrapassar os 7%. O economista-chefe do banco Fator, José Francisco Gonçalves, já elevou em 0,5 p.p., a 7,3%, a estimativa de alta para o IPCA deste ano. Já o o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa, espera que o IPCA avance 7,1% neste ano. A última vez que a inflação oficial do País ficou acima de 7% foi em 2004, quando o IPCA subiu 7,60%. Esta semana, o governo anunciou um pacote de medidas fiscais que inclui a retomada da cobrança da Cide, o imposto sobre combustíveis; a elevação de 9,25% para 11,75% da alíquota do PIS/Cofins para produtos importados; a equiparação do atacadista ao industrial para a cobrança de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre setor de cosméticos e o aumento da faixa para operações de crédito (IOF) de 1,5% para 3%. A intenção é provocar uma economia de 20,36 bilhões de reais aos cofres públicos.

Governo da petista Dilma importa energia da Argentina, 100 mw via estação conversora de Garabi, enquanto mantém parada usina térmica de 600 mw em Uruguaiana

Um dia depois do apagão que atingiu 11 Estados e o Distrito Federal – e no mesmo dia em que o ministro Eduardo Braga (Minas e Energia) disse que o blecaute não ocorreu por falta de energia, mas por uma sequência de desligamentos –, o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) importou uma carga adicional de energia da Argentina para atender a demanda no horário de pico. Ou seja, comprou energia para não haver falta no horário de pico de consumo e para não correr risco de outro apagão, pelo segundo dia consecutivo. Segundo o relatório IPDO (Informativo Preliminar Diário da Operação) do ONS, referente a última terça-feira (20), o País importou uma média de 165 MW ao longo do dia. Essa transferência no horário de pico, registrado às 14h48, atingiu 998 MW. A Aneel considera que 1 MW abastece 500 residências durante um mês inteiro. Na explicação que acompanha o boletim, o ONS dizia que o pedido foi feito para reforçar o abastecimento das 10h23 às 12 horas e das 13 às 17h02m. A carga foi destinada especificamente ao sistema Sudeste/Centro-Oeste. Desde 2010 que não se realizava esse tipo de operação entre os países. A energia da Argentina entrou no Brasil por meio de uma interligação na estação de Garabi (Garabi I e Garabi II), na cidade de Garruchos (RS). Isso é de uma estupidez gigantesca e de uma falta de planejamento e previdência criminosos, porque o (des)governo da petista Dilma Rousseff mantém apagada, desligada, a usina térmica a gás da AES Sul, em Uruguaiana, capaz de gerar 600 mw. O gás para essa usina é fornecido por gasoduto argentino, que interliga Bahia Blanca e Uruguaiana. No mesmo dia, a região Sudeste/Centro-Oeste, considerada uma só pelo ONS, recebeu energia de todas as demais regiões do Brasil. Uma das características do SIN (Sistema Interligado Internacional) é que uma região que tem excedente de geração de energia envia carga para regiões com déficit. Em nota, o ONS informou que assinou em 1º de janeiro de 2006 um acordo cooperativo com a Compania Administradora del Mercado Mayorista Eletrico da Argentina, que permite importações de energia em situações especiais. O comunicado ressalta que o acerto é feito diretamente entre os operadores e que o intercâmbio de energia nos dois sentidos vem sendo adotado em diversos momentos ao longo da vigência do acordo. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a importação de energia da Argentina segue na linha do governo de buscar alternativas para atender a demanda dos consumidores, principalmente no horário de pico – que vem ocorrendo no início da tarde, em virtude do forte calor. Como os reservatórios das usinas no Sudeste/Centro-Oeste estão baixos, com 17,63% de seu nível, tem havido a necessidade de se importar energia de outras regiões. Na última dia terça-feira (20), a geração do Sudeste/Centro-Oeste no horário de pico foi de 36.782 MW para uma demanda de 50.976 MW. O descasamento entre oferta e demanda foi, portanto, de 14.194 MW. Essa demanda não atendida foi coberta pela geração de usinas de outras partes do País. Itaipu, por exemplo, enviou à região 11.495 MW; o Norte e o Nordeste, mandaram 1.527 MW; o Sul, 1.172 MW; e a Argentina, por fim, contribuiu com 998 MW. A soma desses valores é sempre um pouco maior que a demanda, pois considera possíveis perdas no sistema. O baixo nível dos reservatórios faz com que as hidrelétricas da região Sudeste/Centro-Oeste, considerada a caixa d'água do sistema, gerem menos energia que sua capacidade. O nível dos reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste estavam na última terça-feira mais baixos que em janeiro de 2001, ano em que o governo, comandado à época por Fernando Henrique Cardoso, teve que colocar um plano de racionamento de energia em prática. Em janeiro de 2001, os reservatórios do Sudeste/Centro-oeste estavam 31,41% cheios. Na última terça-feira, os mesmos reservatórios estavam em 17,63%. Em dezembro de 2001, os reservatórios estavam em 32,27%. Em dezembro passado, os mesmos reservatórios estavam em 19,30%. Além de reservatórios mais baixos, a situação atual com o passado tem outra diferença sensível. Na época, o País não tinha uma quantidade suficiente de usinas térmicas para geração de emergência em período de seca nas hidrelétricas. A forte estiagem que se desenvolveu em uma das mais graves crises hídricas da história fez com que, desde o início de 2014, quase todas as usinas térmicas entrassem em operação.

Justiça Federal divulga os termos do acordo de delação premiada do doleiro Alberto Youssef

A Justiça Federal divulgou, nesta quarta-feira (21), os termos do acordo de delação premiada do doleiro Alberto Youssef. O acordo prevê que Youssef transfira para a União uma série de bens, entre imóveis, veículos e participações em empresas. Os bens foram alienados logo após a assinatura do acordo com o Ministério Público Federal. O documento ainda diz que Youssef ficará, no máximo, cinco anos preso e progressão diretamente para o regime aberto, sem passar pelo semiaberto. O acordo foi assinado em troca de informações que podem levar à prisão de mais pessoas envolvidas nas investigações da Operação Lava Jato. Para o Ministério Público Federal, o doleiro é apontado como o chefe de um esquema de pagamentos de propinas e lavagem de dinheiro. Segundo o documento, Youssef pode pegar de três a cinco anos de prisão, em regime fechado, se condenado em todas as ações que responde no âmbito da Lava Jato. O tempo será contado a partir da prisão dele, em março de 2014. Atualmente, ele permanece detido na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. O acordo ainda prevê que ele terá direito a cela especial. 
Bens a serem devolvidos
- Bens em nome da GFD que estejam administrados pela Web Hotéis Empreendimentos LTDA.
- Propriedade de 74 unidades autônomas integrantes do Condomínio Hotel Aparecida, bem como do empreendimento Web Hotel Aparecida nele instalado, localizado em Aparecida do Norte (SP)
- 37,23% do imóvel em que se situa o empreendimento Web Hotel Salvador
- Empreendimento Web Hotel Príncipe da Enseada e do respectivo imóvel, localizado em Porto Seguro (BA)
- Seis unidades autônomas componentes do Hotel Blue Tree Premium, localizado em Londrina (PR)
- 34,88% das ações da empresa Hotel Jahu S.A. e de parcela ideal do imóvel em que o empreendimento se encontra instalado.
- 50% do terreno formado pelos Lotes 08 e 09, da Quadra F, do Loteamento Granjas Reunidas Ipiranga, situado no município de Lauro de Freitas (BA), com área de 4.800 m², avaliado em R$ 5.300.000,00, bem como do empreendimento que está sendo construído sobre ele, chamado “Dual Medical & Business – Empresarial Odonto Médico”
- Veículo Volvo XC60, blindado, ano 2011
- Veículo Mercedes Benz CLS 500, anos 2006
- Veículo VW Tiguan 2.0 TSI. Blindado, ano 2013/2014
- Imóvel localizado em Camaçari, com área aproximada de 3000 m², cujo contrato se encontra apreendido no bojo da Operação Lava Jato.
O acordo de delação foi homologado pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, em 19 de dezembro. Com a homologação, o ministro aprovou os termos do acordo feito pelo Ministério Público com Youssef na delação premiada, pela qual ele aponta delitos, nomes de envolvidos e como obter as provas em troca de uma possível redução da pena, caso o que falou seja comprovado. O ministro considerou que entre os denunciados, há "autoridades com prerrogativa de foro perante à Suprema Corte". Agora, caberá ao Ministério Público fazer a separação do que será investigado futuramente pelo Supremo Tribunal Federal (instância máxima do Judiciário, que julga deputados, senadores e ministros); pelo Superior Tribunal de Justiça (onde governadores respondem a processos); e também pela Justiça Federal no Paraná (que julgará as pessoas sem o chamado foro privilegiado). A delação de Youssef chegou ao gabinete de Teori Zavascki em 16 de dezembro e se juntou ao acordo do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, que, segundo as investigações, operava os desvios de dinheiro nos contratos da estatal em favor de partidos políticos. A delação de Paulo Roberto Costa chegou ao Superior Tribunal Federal em setembro e já havia sido homologada por Zavascki. Para que o acordo de delação tenha validade, as provas apresentadas pelo doleiro precisam ter consistência. Assim, o Ministério Público Federal poderá promover novas ações contra os envolvidos em fraudes de lavagem de dinheiro ou o pagamento de propinas da Petrobras, como políticos e empresários. Outro ponto que pode romper o acordo é a veracidade das informações. Caso tenha mentido nas mais de 100 horas de depoimento que prestou, além de ficar sujeito ao total das penas dos processos, Youssef poderá pegar de um a quatro anos de prisão, pelo crime de imputar falsamente crimes contra outras pessoas que sejam inocentes. O acordo prevê que Youssef não poderá cometer qualquer tipo de crime por um prazo de 10 anos, ficando sujeito a responder aos processos e às penas que lhe forem imputadas nos processos da Lava Jato. Após esse prazo, se ele cometer algum novo crime, ele também voltará a responder às ações da Lava Jato, mas só poderá receber penas por crimes que ainda não tenham prescrito. Os pedidos de abertura de inquéritos (investigações) ou mesmo as denúncias (acusações) pela Procuradoria-Geral da República contra os políticos só deverão chegar ao Supremo Tribunal Federal a partir de fevereiro, após o recesso do Judiciário, que termina no dia 31 de janeiro. Até lá, qualquer decisão mais urgente sobre esse ou qualquer outro caso, poderá ser tomada pelo presidente do Supremo, ministro Ricardo Lewandowski, ou pela vice-presidente, ministra Cármen Lúcia, que se revezarão no plantão durante o recesso. A abertura das investigações ou das denúncias (que leva à instauração de uma ação penal) também depende do Supremo Tribunal Federal. 

Confirmada a paralisação dos aeronautas e aeroviários nesta quinta-feira


Os trabalhadores da aviação civil confirmaram a paralisação já programada para a manhã desta quinta-feira (22). A mobilização de aeronautas e aeroviários da base da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil da CUT (Fentac) vai paralisar as decolagens e atendimentos nos aeroportos do País das 6 às 7 horas. O movimento é organizado pelos sindicatos dos Aeroviários de Guarulhos, Porto Alegre, Campinas, Recife, do Sindicato Nacional dos Aeroviários, que representa 22 Estados, e do Sindicato Nacional dos Aeronautas. A paralisação foi decidida em assembléia na semana passada, após as entidades patronais terem proposto um reajuste de 6,5% nos salários, que corresponderia a um pequeno ganho real, de 0,17%, e 8% nos vales-alimentação e refeição, proposta considerada “inaceitável” pelos trabalhadores. As duas categorias reivindicam um aumento de 8,5% nos salários e demais benefícios. Em nota divulgada nesta quarta-feira, a Fentac afirmou que “a paralisação será deflagrada em razão que o Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (SNEA), que representa as companhias TAM, Gol, Azul e Avianca, não apresentou até o final desta segunda-feira (19) uma nova proposta de reajuste salarial e melhoria nos benefícios sociais para os trabalhadores da aviação civil”. Uma nova proposta, de reajuste de 6,83% – o que corresponde à reposição de inflação mais um ganho real de 0,50% – chegou a ser colocada na mesa pelas empresas na semana passada, mas os representantes das categorias a rechaçaram, depois de já terem reduzido duas vezes sua reivindicação – inicialmente, eles defendiam um aumento de 11%. Nesta tarde, ainda havia tentativas de negociação. Apesar de a paralisação estar prevista para durar apenas uma hora, em período ainda não considerado de pico, empresas aéreas e sindicalistas prevêem impactos nas atividades para as horas seguintes de operação, com possíveis atrasos nos vôos. O presidente do Sindicato dos Aeroviários de Guarulhos (Sindigru/CUT), Orisson Melo, afirmou, em nota, que a paralisação terá um reflexo nos aeroportos de todo o País, podendo ocasionar um atraso de até cinco horas nos voos nacionais e internacionais. “No GRU Airport, acreditamos que, por ser o maior em tráfego de passageiros do Brasil, o impacto do atraso de uma hora será bem maior, em razão também das conexões que são feitas entre os vôos em Guarulhos entre os Estados”, acrescentou. Já as empresas preparam planos de contingência para tentar minimizar os impactos, mas, até o momento, não indicaram uma estimativa de impactos na malha e nos atrasos. Na tentativa de reduzir os reflexos, o SNEA entrou com ação cautelar preparatória do dissídio coletivo de greve no Tribunal Superior do Trabalho (TST), que determinou um efetivo mínimo de 80% de aeronautas e aeroviários em serviço durante a paralisação. Foi estabelecida também multa diária de R$ 100 mil no caso de descumprimento dessa determinação judicial. Também para amanhã está prevista uma nova assembleia dos aeronautas, às 15 horas, para avaliar os resultados da mobilização e definir os rumos do movimento nos dias seguintes. “A assembleia pode inclusive definir ações mais incisivas, como a ampliação do período de paralisação diário, para que as reivindicações dos trabalhadores sejam atendidas”, diz a convocação do Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA).

Petista ataca Marta Suplicy por deixar Lula sem saída.



Diretor do Instituto Lula, o ex-ministro Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) rompeu o silêncio no PT sobre as críticas recentes da senadora Marta Suplicy (PT-SP) aos colegas de partido. Em comentário para a Rádio Brasil Atual, ligada à CUT, Vannuchi classificou como "sórdida", "chocante", "intolerável" e "inaceitável" - entre outros adjetivos - a "manobra" usada por Marta ao revelar conversas particulares que ela teve com Lula. "O elemento sórdido - sem dúvida é um elemento sórdido, condenável, inaceitável da entrevista de Marta - (...) foi expor Lula publicamente na versão de que o Lula, no fundo, é o grande adversário da (presidente) Dilma (Rousseff)", disse Vannuchi. Em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo" no dia 10, a socialite Marta Suplicy disse que, em um jantar organizado por ela com empresários, Lula "entrou nas críticas" dos presentes e "decepava (sic) ela (Dilma)". A socialite Marta Suplicy disse ainda ter ouvido Lula reclamar de dificuldade na relação com Dilma. "Estou conversando com ela, mas não adianta, ela não ouve", teria dito o petista. Muitos acham que a socialite, na verdade, funcionou como "zap zap" de Lula para Dilma. "A manobra de Marta é sórdida porque deixa para Lula duas opções", disse Vannuchi. "Ou fica quieto, e, ao ficar quieto, deixa a mídia alimentar que tudo o que ela fala é verdade; ou então Lula se rebaixa, rigorosamente se rebaixa, e vem a público dizer 'olha, a Marta não me entendeu bem, nunca disse isso'". Para Vannuchi, Lula acerta ao não responder: "Lula realmente não tem que se colocar no mesmo nível de Marta, muito menos nesse momento de atitudes sórdidas". Para ele, a socialite Marta Suplicy violou "uma regra ética" da política, que é não sair falando publicamente de conversas reservadas. Segundo ele, Lula já teve várias conversas assim com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, "mas nunca nenhum dos dois saiu contando o que o outro falou". "Ela (Marta) tem direito de divergir e sair do partido. Mas não o de fazer isso de uma maneira desastrada", disse. O ex-ministro avalia que Marta Suplicy agiu assim porque quer deixar o PT para ser candidata a prefeita de São Paulo em 2016 e "deve ter se sentido desestabilizada" com a escolha do deputado federal Gabriel Chalita (PMDB-SP) para a secretaria de Educação do prefeito Fernando Haddad (PT). Foi "uma jogada brilhante, que fechou a porta para o maior interesse de Marta Suplicy agora, que era se filiar ao PMDB". Vannuchi também classificou como "descabido" Marta Suplicy chamar o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, de "inimigo de Lula". E protestou contra o fato de ter chamado o presidente do partido, Rui Falcão, de "traidor". Em outro trecho, reprovou a forma como a socialite Marta Suplicy articulou a tentativa de lançar Lula candidato em 2014 no lugar de Dilma, "coisa que ela não poderia fazer como ministra de Dilma", afirmou. "São questões de lealdade política que estiveram ausentes, questões de ética mesmo", completou. "Ela coordenou a campanha do 'volta, Lula' que, se tivesse tido a concordância de Lula, teria virado um processo rapidíssimo", afirmou. Vannuchi ressaltou que não fala em nome de Lula. Mas é óbvio que falou sob encomenda. 

Lula interpela jornalista que noticiou que ele está tratando um câncer de pâncreas


O ex-presidente Lula X9 (foi alcaguete do Dops paulista durante a militar, para o qual delatava companheiros, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações") ingressou na segunda-feira (19) com interpelação judicial contra o jornalista Leandro Mazzini que publicou em sua coluna "Esplanada", reproduzida em jornais e no UOL (empresa do Grupo Folha), a informação de que ele teria feito um tratamento sigiloso no Hospital Sírio-Libanês para tratar um câncer no pâncreas no início de 2014. Na medida protocolada no Fórum Criminal de São Paulo, os advogados de Lula declaram que "o jornalista faltou com a verdade", negam o diagnóstico e pedem esclarecimento sobre dados como o uso de um medicamento, o Bevacizumab: "O remédio não é usado ou recomendado pela literatura médica para tratamento de câncer". A interpelação é medida preparatória para eventual ação penal. Mazzini sustenta as informações, apesar dos desmentidos de Lula X9 e do hospital. "Confio nas minhas fontes, e todos foram procurados antes da publicação e preferiram não falar", afirma o jornalista.

Humilhação total, nesta terça-feira o Brasil pediu socorro elétrico da Argentina para evitar apagão amplo, geral e irrestrito




O Brasil recorreu à importação de energia da Argentina para garantir plenamente o consumo do pPís. Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), ontem foram importados 165 megawatts (MW) médios do país vizinho. A energia veio da Argentina pelas estações de conversão Garabi 1 e 2 existentes no Rio Grande do Sul. Há um acordo operacional energético entre os dois países pelo qual no caso de emergência um país solicita ao outro o envio de um volume de energia, por um período curto. Não se paga por essa energia que, conforme o acerto feito, é depois devolvida ao outro país. "A importação é um sinal de desequilíbrio conjuntural na ponta de consumo", disse Nivalde de Castro, pesquisador de energia elétrica do Gesel/UFRJ.

Aécio Neves diz que oposição lutará contra pacotaço. É o certo! Até o PT está criticando as medidas. Por que o PSDB as elogiaria? Cada um no seu quadrado

O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), emitiu nesta terça-feira uma nota sobre as medidas recentemente adotadas pelo governo federal. leiam a íntegra. Volto em seguida.

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A presidente Dilma inicia o seu novo mandato cortando direitos trabalhistas e aumentando impostos. Com isso, trai os compromissos assumidos com a população durante a campanha eleitoral.
Hoje, a presidente vetou o reajuste de 6,5% da tabela do Imposto de Renda para Pessoa Física (IRPF) que havia sido aprovada no Congresso Nacional com o objetivo de garantir a correção da tabela pela inflação. Na prática, isso significa que o governo está aumentando o imposto de renda a ser pago pelos brasileiros.
O brasileiro tem sido a grande vítima da incompetência e das contradições do governo do PT.
Ontem, o país foi vítima de um grande apagão de energia e surpreendido com o anúncio de aumentos de impostos.
O pacote de medidas anunciado pelo governo aumentará o preço de combustível, cosméticos, produtos importados e operação de créditos. Trata-se de mais um exemplo do estelionato praticado na campanha eleitoral para reeleger a presidente. Os discursos e programas de TV do PT abusaram do terrorismo político, afirmando que a oposição promoveria arrocho, aumento de impostos e redução dos benefícios sociais. Não era verdade. O PT está fazendo o que falsamente disse que a oposição faria.
É inaceitável que medidas dessa magnitude, que afetarão a vida de milhões de famílias, sejam tomadas sem nenhum debate com a sociedade.
A oposição vai se mobilizar no Congresso Nacional para impedir que medidas que penalizam parcelas expressivas da população, em especial o trabalhador brasileiro, sejam implantadas.
Senador Aécio Neves
Presidente Nacional do PSDB
Retomo
É isso aí. Não cabe à oposição governar, mas fazer a devida crítica ao governo federal. A política não pode ser vivida como um estelionato permanente. Se a presidente Dilma achava necessárias as medidas em curso, que o dissesse. Em vez disso, ela garantiu que as medidas que adota agora compunham o rol de intenções de seu adversário: justamente Aécio Neves.
O adesismo da oposição e da imprensa ao estelionato de Lula, desde 2003, resultou em quê? Há quem ganhe e quem perca com as medidas adotadas por Dilma. A oposição precisa dar os devidos nomes.
Fundação
A propósito: a Fundação Perseu Abramo, do PT, largou o braço nas medidas econômicas adotadas por Dilma. Está lá: “O problema é que, diante da continuidade de um mundo em crise e da desaceleração abrupta do mercado interno (último motor de crescimento da economia nacional que ainda funcionava), a possibilidade desses ajustes aprofundarem as tendências recessivas da economia nacional não é desprezível”.
O texto diz ainda que o pacote fiscal “indica uma clara inflexão na estratégia da política econômica” e que o governo Dilma abandonou a agenda de incentivo à competitividade das empresas, como desonerações tributárias. Então tá. Vamos brincar, mais uma vez, a exemplo de 2003, de o petismo, sendo governo, criticar o governo, e a oposição, sendo oposição, elogiá-lo?
Aécio está certo. Quem tem o bônus de governar tem de ter o ônus. A propósito: o ônus da oposição é ficar fora do poder; o bônus, a liberdade de crítica. Isso não se confunde com sabotagem. Trata-se apenas de clareza. Por Reinaldo Azevedo

STJ rejeita pedido de liberdade para mega executivos da empreiteira Camargo Correa


A ministra Laurita Vaz, vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça, negou nesta quarta-feira liberdade ao diretor-presidente da construtora Camargo Corrêa, Dalton Avancini, ao presidente do Conselho de Administração da companhia, João Ricardo Auler, e ao diretor vice-presidente da empreiteira, Eduardo Leite. Os três estão presos preventivamente desde novembro na carceragem da Polícia Federal em Curitiba por envolvimento com fraudes e lavagem de dinheiro envolvendo contratos com a Petrobras. Em dezembro, o juiz Sergio Moro, responsável pelos processos decorrentes da operação Lava Jato na primeira instância, aceitou denúncia contra os três por participação no escândalo do Petrolão. De acordo com as investigações feitas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, o cartel de empreiteiras incluía a OAS, Odebrecht, UTC, Camargo Corrêa, Techint, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, Promon, MPE, Skanska, Queiroz Galvão, IESA, Engevix, SETAL, GDK e Galvão Engenharia e teria atuado de 2006 a 2014 nas maiores obras do país, como a construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). “As empreiteiras, reunidas em algo que denominavam de ‘Clube’, ajustavam previamente entre si qual delas iria sagrar-se vencedora das licitações da Petrobras, manipulando os preços apresentados no certame, com o que tinham condições de, sem concorrência real, serem contratadas pelo maior preço possível admitido pela Petrobras”, relatou o juiz em sua decisão. Para garantir que pudessem monopolizar as grandes obras de infraestrutura, a Camargo Corrêa e as demais empreiteiras destinavam uma porcentagem de cada contrato com a Petrobras para o pagamento de propina. De acordo com os investigadores, os dirigentes da Camargo Corrêa teriam destinado pelo menos 1% sobre o valor dos contratos e aditivos à diretoria de Abastecimento da Petrobras, então comandada por Paulo Roberto Costa. “Em relação aos agentes da Camargo Correa, há diversas razões especificadas na denúncia para a imputação, como os depoimentos dos colaboradores, o envolvimento deles na celebração dos contratos fraudulentos, o fato de figurarem em comunicações eletrônicas com o grupo dirigido por Alberto Youssef ou o próprio resultado da busca e apreensão”, resume o juiz. Na Camargo Corrêa, o presidente da empreiteira, Dalton Avancini, ainda assinou os contratos das obras nas quais as fraudes foram constatadas, além de ter celebrado contrato fraudulento com a empresa de Paulo Roberto Costa, a Costa Global, para dissimular o pagamento de propina.

Haddad convida Padilha, mais um petista sem cargo, para assumir secretaria


O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, continua seguindo à risca a cartilha petista de dar uma mãozinha para quem acaba desempregado após perder as eleições. Depois de nomear o ex-senador Eduardo Suplicy (PT) para a Secretaria de Direitos Humanos, Haddad ofereceu uma pasta para Alexandre Padilha, candidato derrotado ao governo de São Paulo, que aceitou o convite. Padilha assumirá a Secretaria de Relações Governamentais, responsável pela articulação política entre o prefeito e a sua base na Câmara Municipal. O convite foi feito pelo secretário de Governo, Chico Macena, novo homem forte da gestão, que também ofereceu as secretarias da Saúde ou da Coordenação das Subprefeituras. Na semana passada, o ex-ministro havia afirmado que não aceitaria ocupar cargos na administração Haddad para se dedicar às atividades do partido. Mas mudou de idéia. Além de dar cargos para os petistas derrotados, Haddad distribuiu as secretarias entre os partidos aliados já pensando em sua candidatura à reeleição em 2016. A Secretaria da Educação foi entregue a Gabriel Chalita (PMDB) — desde já cotado para ser vice na chapa de Haddad em 2016. Na cota de Gilberto Kassab (PSD), novo ministro das Cidades, Marco Aurélio Cunha assumiu a presidência da São Paulo Turismo (SPTuris); e Marcelo Nobre, por indicação do PR, a secretaria de Negócios Jurídicos.

Executivo da OAS contesta imparcialidade de juiz e provas da Lava Jato

O presidente da construtora OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, encaminhou nesta quarta-feira defesa à Justiça Federal do Paraná na qual contesta a imparcialidade do juiz federal Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância, alega que são ilegais as provas e escutas telefônicas obtidas na investigação e pede que seja absolvido das acusações – formação de organização criminosa, lavagem de dinheiro e apresentação de documentos falsos. Na mais extensa tentativa de afastar Sergio Moro das investigações sobre o megaesquema de corrupção na Petrobras, a defesa de Pinheiro alega que todo o processo deveria ser anulado porque o juiz teria mantido de forma forçada os processos do doleiro Alberto Youssef quando uma resolução do Tribunal Regional Eleitoral da 4ª Região havia determinado a redistribuição da metade das ações em tramitação. Os advogados de Pinheiro afirmam que as irregularidades praticadas por Moro começaram quando ele manteve em suas mãos uma investigação de 2006 que apurava crime de lavagem de dinheiro praticado pela família do então deputado federal José Janene, morto em 2010, com o auxílio de Youssef. De acordo com a defesa, o juiz teria tomado para si os dois processos apenas por se tratar da mesma pessoa – Youssef – e não dos mesmos fatos, concentrando desde então casos relacionados ao doleiro, o que seria ilegal, segundo os advogados. A defesa aponta que, em 2010, Moro ainda se declarou impedido de julgar um processo sobre Youssef e deduz que desde então ele não poderia mais analisar nenhum caso envolvendo o mesmo personagem. Youssef é um dos principais delatores dos crimes descobertos na Operação Lava Jato e já havia firmado termo de colaboração semelhante em outros casos de irregularidades, como no Banestado. “A imparcialidade do juiz é pressuposto mínimo do devido processo legal. Tendo-se declarado previamente suspeito por motivo de foro íntimo, esse juízo jamais poderia conduzir qualquer outro processo em que estivesse envolvido o corréu delator Alberto Youssef, muito menos dar validade a um questionável e imoral acordo firmado com tal cidadão”, alegam os advogados do executivo da OAS. Na peça de defesa, o executivo da OAS também afirma que o juiz Sergio Moro teria “intermediado” acordos de delação premiada na Operação Lava jato, o que seria uma prova de falta de imparcialidade, e ainda questiona a legalidade das interceptações telefônica e de mensagens feitas pela Polícia Federal. Na tentativa de driblar o monitoramento de conversas, o doleiro Alberto Youssef e seu grupo utilizavam mensagens criptografadas. Ao contrário de outros celulares, o BlackBerry (BBM) permite que os dados sejam codificados por chaves que a todo momento expiram, o que, em tese, dificultaria o monitoramento das conversas. Para ter acesso ao teor do que o doleiro negociava com seus comparsas, a Polícia Federal pediu diretamente à empresa canadense RIM, que administra o serviço BBM, o acesso em tempo real ao conteúdo das mensagens. Para a defesa de José Aldemário, o pedido diretamente à companhia canadense é inconstitucional, viola um tratado bilateral entre Brasil e Canadá e ainda é capaz de anular todas as provas da Lava Jato. “As provas obtidas são ilícitas, bem como as dela decorrentes, devendo ser declarada a nulidade com a extensão a todos os atos subsequentes”, alegam os advogados. No documento enviado à Justiça Federal, a defesa do presidente da OAS pede que sejam feitas diligências para comprovar as teses de que não houve irregularidades, que as provas seriam ilegais e de que as mensagens estariam fora do contexto e até seriam inverídicas. Entre as propostas apresentadas pelos advogados estão perícia contábil, financeira e de engenharia nas obras das refinarias Presidente Getúlio Cargas (RJ) e Abreu e Lima e perícia nos grampos para “provar a não veracidade das mensagens”. Em dezembro, o juiz federal Sergio Moro, determinou abertura de ação penal contra executivos da construtora OAS, incluindo o presidente José Aldemário Pinheiro Filho. De acordo com o magistrado, há indícios de que a cúpula da empreiteira participava do esquema do Petrolão, escândalo que movimentou pelo menos 10 bilhões de reais nos últimos anos por meio de fraudes em licitações na Petrobras e pagamento de propina. “Em relação aos agentes da OAS, há diversas razões especificadas na denúncia para a imputação, como os depoimentos dos colaboradores, o envolvimento deles na celebração dos contratos fraudulentos, o fato de figurarem em comunicações eletrônicas com o grupo dirigido por Alberto Youssef ou o próprio resultado da busca e apreensão”, diz o juiz, segundo quem em decorrência do esquema criminoso, os dirigentes da OAS destinaram pelo menos cerca de 1% sobre o valor dos contratos e aditivos da Diretoria de Abastecimento da Petrobras.

Palestino ataca passageiros de um ônibus a facadas em Tel Aviv


Um homem palestino esfaqueou ao menos nove passageiros de um ônibus no centro de Tel Aviv nesta quarta-feira, ferindo quatro deles com gravidade, antes de ser perseguido, alvejado e detido pela polícia israelense. O ataque foi elogiado pelo grupo radical islâmico Hamas, que governa a Faixa de Gaza. A ação, descrita pela polícia como um "ataque terrorista", é a mais recente de uma série de agressões nas quais palestinos usaram facas, ácido e veículos como armas para atacar israelenses nos últimos meses. A polícia identificou o homem que realizou o ataque como um palestino de 23 anos da cidade de Tulkarem, na Cisjordânia, e afirmou que ele entrou em Israel ilegalmente. O homem, que estava no ônibus sozinho, viajando com outros passageiros, começou a esfaquear as pessoas, dentre elas o motorista. A seguir, conseguiu sair do veículo e fugiu do local. "O motorista do ônibus lutou com o terrorista e tentou resistir ao ataque", declarou o chefe de polícia distrital de Tel Aviv, Bentzi Sau. O ataque aconteceu por volta das 7h20 do horário local (3h20 no horário de Brasília), num importante cruzamento da cidade. Funcionários do serviço prisional, que estavam nas proximidades, viram o ônibus fora de controle e um homem fugindo. Eles perseguiram o agressor, atiraram em sua perna e o detiveram. "Acreditamos que tenha sido um ataque terrorista", disse o porta-voz da polícia Micky Rosenfeld. Segundo ele, quatro pessoas ficaram seriamente feridas. O homem que realizou o ataque está sob custódia da polícia, informou Rosenfeld. O Hamas, o grupo militante islâmico que controla da Faixa de Gaza, não assumiu a responsabilidade pela agressão, mas elogiou o ataque como "corajoso e heroico" em mensagem na página do Twitter de Izzat Risheq, líder do Hamas que mora no Catar. O ataque com faca é uma "resposta natural à ocupação e seus crimes terroristas contra nosso povo", escreveu Risheq. Autoridades israelenses dizem que os ataques são resultado do incitamento feito pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas, e por outros líderes palestinos. O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu reiterou essas acusações nesta quarta-feira. "O ataque terrorista em Tel Aviv é o resultado direto do venenoso incitamento disseminado pela Autoridade Palestina contra os judeus e seu Estado", disse ele: "Este mesmo terrorismo tenta nos atacar em Paris, Bruxelas e em todo lugar". 

Preço do material escolar pode variar quase 200%

Venda de material escolar em lojas na Rua 25 de Março, no centro da capital


Pesquisa feita pelo Procon de São Paulo mostrou que o preço de itens de material escolar pode variar até 192,3% de uma loja para a outra. O produto que apresenta maior variação de preço é a régua plástica de 30 centímetros, item presente em quase todas as listas de material. O levantamento completo, realizado entre os dias 5 e 7 de janeiro, envolveu 222 itens de diferentes marcas e modelos. O Procon visitou dez estabelecimentos comerciais distribuídos pelas cinco regiões do município de São Paulo. Do total de produtos pesquisados, 36% apresentaram diferença de preço abaixo de 50%; 47% tiveram diferença de preço entre 50% e 100%; e 17% variaram acima de 100%. Diante da alteração nos preços, a orientação do Procon é que os pais façam uma pesquisa em diferentes estabelecimentos antes da compra, considerando também as vantagens entre as marca e modelos disponíveis no mercado. Ainda segundo o órgão de defesa ao consumidor, as famílias precisam atentar aos itens pedidos na lista. De acordo com a Lei nº 12.886 de 26/11/2013, as escolas não podem solicitar materiais de uso coletivo ou cobrar taxas para suprir despesas com água, luz e telefone. Ainda segundo o Procon, a escola também não pode exigir que os pais comprem o material no próprio estabelecimento nem determinar marcas e locais de compra. Outro levantamento realizado pela Associação Brasileira dos Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE) em dezembro mostrou que os itens escolares podem sofrer alta de até 8% neste mês em comparação ao mesmo período de 2014. Entre os principais motivos estaria a alta do dólar e o aumento nos impostos. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), artigos escolares chegam a ser taxados em até 47%, como no caso das canetas. Os impostos representam 43% do preço de itens como apontador e a borracha escolar, e 35% do preço de caderno e lápis. Essa é a principal época do ano para a venda desse tipo de produtos. O período letivo nas escolas privadas começa entre a última semana de janeiro e a primeira semana de fevereiro. Na rede estadual, o retorno está previsto para o próximo dia 2.

Petrobras indica que pode incluir perdas com corrupção em balanço

A Petrobras indicou, em comunicado enviado ao mercado nesta quarta-feira, que os desdobramentos da Operação Lava Jato poderão implicar no "reconhecimento de perdas" em seu balanço do terceiro trimestre, que deve ser divulgado na próxima terça-feira. A previsão inicial para a apresentação dos resultados financeiros era novembro, mas teve que ser adiada duas vezes devido às denúncias de corrupção, que inclui o superfaturamento de contratos e ativos da petroleira. No documento, a estatal disse que está fazendo análises necessárias para o fechamento e divulgação das demonstrações contábeis, "incluindo a avaliação individual de ativos e projetos cuja constituição se deu por meio de contratos de fornecimento de bens e serviços firmados com empresas citadas na Operação Lava Jato". A estatal também mencionou possíveis impactos provocados por contratos de fornecimento de bens e serviços envolvendo negócios da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Pernambuco. A divulgação do balanço da Petrobras, na terça-feira, ainda não contará com o aval da auditoria independente PricewaterhouseCoopers (PwC). 

Governo de São Paulo estuda usar a reserva da represa Billings para atender Sistema Alto Tietê


O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta quarta-feira que está em estudo pela Sabesp e pelo governo estadual ampliar a vazão da represa Billings para o sistema interligado de fornecimento de água da Grande São Paulo. Alckmin afirmou ainda que não há uma previsão de uso da terceira e última reserva técnica do Sistema Cantareira, o principal manancial a abastecer a região metropolitana de São Paulo. "Não tem nenhuma previsão e não pretendemos utilizá-la por enquanto", disse o governador a jornalistas, após inaugurar uma unidade do Poupa Tempo em Taboão da Serra. Hoje, o Cantareira está com 5,5% de sua capacidade antes de entrar no chamado terceiro volume morto. O governador esclareceu que, por ora, não há previsão de usar a terceira reserva, mas que isso poderá ser feito se for necessário. Desde o ano passado, a Billings, que antes era usada apenas para geração de energia hidrelétrica, passou a transferir água para o sistema Guarapiranga, na Zona Sul de São Paulo, através do braço chamado Taquacetuba. Esse braço aumentou a vazão do Guarapiranga, segundo o governador, em 4 metros cúbicos por segundo, de 11 m3/s para 15 m3/s. Alckmin afirmou também que a hipótese de decretar um racionamento oficial de água no Estado, com cortes no fornecimento em vez de apenas redução da pressão, como é feito hoje, não está em discussão: "Isso não está cogitado." O ex-governador Alberto Goldman, integrante do conselho de administração da Sabesp, disse avaliar que, no atual cenário de crise hídrica, não há plano de contingenciamento possível se não o decreto oficial de racionamento. O governador evitou comentar a notícia envolvendo seu correligionário. O governador paulista voltou a reforçar a mensagem de que a crise hídrica no Estado se deve a um fator climático extremamente raro. Como em outras coletivas, trouxe planilhas para mostrar aos jornalistas o nível de pluviometria sobre os reservatórios. "A média histórica no Cantareira para o mês de janeiro é de 271 milímetros (de chuva). Tivemos até hoje, dia 21, apenas 60 milímetros. No Alto Tietê, a média histórica para janeiro é 251 milímetros e estamos com 32. Esse calor e nada de chuva, é impressionante", afirmou. Alckmin explicou que está sendo estudado ampliar em mais um metro cúbico por segundo a vazão para o Guarapiranga e a construção de um braço que permita à Billings atender também o sistema do Alto Tietê, o segundo mais afetado pela estiagem, aumentando a vazão em 4 m3/s. O governador disse que são medidas em estudo avançado, mas preferiu não falar em valor das obras e prazos. A intenção do governo do Estado é aumentar o fornecimento de água a partir dos outros sistemas para poupar o Cantareira, que é o manancial mais prejudicado pela crise hídrica. A retirada de água do Cantareira, como determinado pela Agência Nacional de Águas (ANA), já foi reduzida de 33 m3/s para 17 m3/s. O governador disse que a intenção é reduzir ainda mais esse volume, para 13 m3/s, "nos próximos meses".

Empreiteiras da Operação Lava Jato procuram a Controladoria Geral da União em busca de um acordo de "leniência", o que é uma vergonha


Diante do risco real de serem declaradas inidôneas e acabarem impedidas de firmar contratos com a administração pública, as construtoras Camargo Correa, Engevix, Galvão Engenharia, OAS, Mendes Junior, Iesa, Queiroz Galvão e UTC-Constran, citadas na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, já procuraram a Controladoria-geral da União (CGU) para começar a negociar possíveis acordos de leniência. Esses acordos funcionam como uma espécie de delação premiada para as empresas e as obrigam a fornecer todos os detalhes da trama criminosa que lesou os cofres da Petrobras. Ao firmar a "leniência", uma espécie de acordo vergonhoso, as empresas se dispõem a repor todo o prejuízo causado, devolver parcelas de sobrepreço que receberam, repactuar o contrato para colocá-lo nos níveis legítimos de preço, além de revelar o nome de quem recebeu as propinas e o modus operandi do esquema. Em troca, podem ficar livres de serem declaradas inidôneas nos processos administrativos já abertos contra cada uma delas na CGU e, com isso, seguem autorizadas a disputar futuros contratos com o governo. Embora também possam negociar acordos com o Ministério Público Federal ou com o Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade), as tratativas com a Controladoria são consideradas cruciais para as companhias porque a inidoneidade se reflete no caixa das empresas, que passam a minguar com a possibilidade de proibição de firmar novos contratos. É o que ocorre com as construtoras Gautama e Delta, impedidas de contratar com a administração pública após terem participado de esquemas de corrupção em obras públicas. Os acordos de "leniência" com as empreiteiras citadas na Lava Jato, se confirmados, serão feitos individualmente – cada companhia colocará na mesa de negociações os dados que pretende compartilhar com o poder público. Independentemente das negociações administrativas em tramitação na CGU, o processo judicial contra a cúpula das construtoras continua normalmente na Justiça Federal do Paraná. Com isso, é possível que judicialmente empreiteiros sejam condenados pelo juiz Sergio Moro e que as empresas continuem a celebrar contratos com o governo. De acordo com a Lei Anticorrupção, os acordos de leniência também devem exigir a adoção, pelas empresas, de políticas de governança e prevenção a fraudes. Caso as empreiteiras não concordem em revelar todos os detalhes do esquema do Petrolão ao governo, a mesma lei prevê como punição, ao final do processo, além da declaração de inidoneidade, a aplicação de multas sobre o faturamento das empresas e até o fechamento da companhia.

A investidores, Levy diz que Brasil vai ter crescimento próximo de zero em 2015

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou a investidores nesta quarta-feira que a economia brasileira deve permanecer estagnada em 2015. Em almoço promovido pelo Itaú com empresários e autoridades presentes no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o ministro foi o convidado principal e relatou as medidas que vem tomando para tentar colocar a economia brasileira de volta no eixo. Durante o almoço, que foi fechado para a imprensa, o ministro afirmou que o Brasil terá “PIB flat” este ano, ou seja, próximo a zero, deixando para 2016 as perspectivas de melhora. 

Os economistas ouvidos pelo Banco Central para o relatório semanal Focus apostavam, antes do comentário do ministro, que a economia brasileira avançaria 0,38% este ano, apesar de algumas casas de análises já terem previsto PIB nulo. O Fundo Monetário Internacional (FMI) também reduziu de 1,4% para 0,3% a expectativa de crescimento para o Brasil em 2015, segundo o World Economic Outlook (WEO), divulgado terça-feira.
Levy detalhou aos presentes o aumento de impostos que promoveu antes de partir para Davos. Na noite de segunda-feira, ele anunciou a volta da Cide, tributo cobrado sobre combustíveis, o aumento do IOF nas operações de crédito e o aumento indireto no imposto de importação sobre cosméticos. Houve ainda a subida do preço da gasolina nas refinarias, que deve impactar em até 7% o preço do combustível nas bombas.
O ministro se concentrou em detalhar ainda as ações que tem tomado no sentido de recuperar a credibilidade fiscal do país e afirmou que o foco de 2015 será nos ajustes promovidos na economia. Ele evitou, contudo, comentar pontos da política monetária, como inflação e dólar, seara que ele entende como sendo do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.
A avaliação dos empresários estrangeiros sobre a apresentação do ministro foi positiva e, em alguns aspectos, entusiasmada. Um dos presentes chegou a afirmar que o ministro era a melhor coisa que havia acontecido no Brasil nos últimos meses – comentário que arrancou aplausos dos 80 presentes.
Entre os convidados estavam o ministro das Finanças da Colômbia, Mauricio Cardenas, acompanhado de empresários brasileiros, como Roberto Setubal, presidente do Itaú, Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco, Victor Hollick, da Camargo Correa, Romulo de Mello, presidente da Cielo, e Bernardo Gradin, do grupo Graal. Alexandre Tombini e o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos, Marcelo Neri, não estavam presentes.
Segundo alguns executivos presentes, o ministro não vendeu um Brasil cor-de-rosa e afirmou que será preciso determinação para conseguir viabilizar um superávit primário de 1,2% do PIB este ano, resultado que ele afirmou considerar plenamente possível. O tom do ministro foi “ponderado”, disse um dos convidados. O sentimento dos empresários durante o evento é de que Levy sinaliza ter autonomia para empreender as mudanças necessárias na economia brasileira. A avaliação é de que o ministro está empreendendo capital próprio para garantir a recuperação da credibilidade na economia brasileira. E ele está ciente de que isso não acontecerá do dia para a noite.
Ajuste fiscal
Em apenas 20 dias do segundo mandato, o governo brasileiro já elevou impostos, cortou gastos públicos e retirou subsídios à indústria e ao setor elétrico - tudo para corrigir os erros dos quatro anos anteriores. Com o propósito de estimular a economia, via gasto público e subsídios a setores selecionados – o governo de Dilma Rousseff deixou totalmente de lado um dos pilares macroeconômicos: o equilíbrio fiscal.
De janeiro a novembro do ano passado, o setor público (governo central, Estados, municípios e estatais) registrou um rombo financeiro de 19,6 bilhões de reais, ou 0,42% do Produto Interno Bruto (PIB). No fim do ano, o governo conseguiu aprovar no Congresso uma manobra fiscal que, na prática, reduz a meta de superávit para 2014 de 116,1 bilhões para 49,1 bilhões de reais. 
A meta de superávit é a economia feita pelo governo para o pagamento dos juros da dívida. Diante do aumento dos gastos públicos em 2014, sem que houvesse também a elevação da arrecadação, o governo se encontrava em uma encruzilhada: se não mudasse a LDO, não conseguiria fechar as contas. O número final do rombo fiscal de 2014 será publicado pelo Banco Central na semana que vem. Por Reinaldo Azevedo

Ministério Público suíço apura participação de estrangeiros no Petrolão

Documentos bancários colhidos nos últimos seis meses pelo Ministério Publico da Suíça com instituições financeiras como o UBS apontam que o esquema de corrupção da Petrobras não envolveu apenas brasileiros, mas também contou com estrangeiros que atuaram como intermediários e operadores nos pagamentos e transferências de recursos. A suspeita é de que esses estrangeiros também estejam envolvidos nos pagamentos que podem ter saído da empreiteira Odebrecht e que o esquema utilizado para as transferências foi ainda mais amplo.

A Odebrecht nega ter pago propina. “Todos (os contratos com a Petrobras foram) conquistados de acordo com a lei de licitações públicas. A empresa reitera que está, como sempre esteve, à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento”, afirmou em nota oficial.
Nesta semana, uma equipe de oito pessoas da força-tarefa da Operação Lava Jato iniciou um exame detalhado dos extratos bancários relacionados com cinco contas em instituições suíças em nome do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Jamais na história da cooperação entre Brasil e Suíça uma delegação dessas dimensões desembarcou no país alpino.
Nesta terça-feira, o grupo ficou oito horas reunido com procuradores suíços para começar a montar o quebra-cabeça do que teria sido a operação de pagamento de propinas. Os documentos estão apontando para novos nomes, até agora não conhecidos no esquema, além de uma série de pagamentos que, camuflados por intermediários, poderiam vir da Odebrecht.
Nenhum detalhe desse esquema, porém, tem sido revelado por enquanto. Mas os indícios mostram que o esquema não apenas depositou dinheiro em bancos, como o UBS, mas contou com cúmplices no Exterior. Pelo menos um desses estrangeiros está sendo indiciado pelos suíços por lavagem de dinheiro. Os investigadores suspeitam de que essa foi uma forma usada para tentar camuflar a origem e o destino dos recursos.
Sigilo
O Ministério Público suíço confirma que está investigando contas relacionadas com a Petrobras. Mas, por envolver ainda pessoas no Exterior, o processo está sendo mantido em total sigilo. Na terça-feira, a assessoria de imprensa do Ministério Público em Lausanne se recusava até mesmo a confirmar a existência de uma delegação brasileira no país. Os procuradores brasileiros tiveram de assinar termos de compromisso indicando que, por enquanto, não revelariam nomes de envolvidos para não prejudicar o processo que ocorre na Suíça. Por Reinaldo Azevedo

Heinz quer BSBios na próxima CPI da Petrobrás

O deputado federal gaúcho Luiz Carlos Heinz, do PP, disse que na reabertura dos trabalhos legislativos pedirá a inclusão do caso BSBios na pauta de investigações da nova CPI da Petrobrás. O Tribunal de Contas da União refere-se à participação da Petrobrás Biocombustíveis na BSBios como uma espécie de mini-Pasadena. A compra de participações da estatal na empresa gaúcha foi decidida pelo atual ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, o petista trotskista gaúcho Miguel Rosseto.

Fundação do PT critica governo Dilma por aperto da economia em época de recessão


Nas redes sociais são fortes as críticas ao pacote de maldades de Dilma, que praticou evidente estelionato eleitoral. Análise da Fundação Perseu Abramo afirma hoje que a presidente Dilma Rousseff, no início deste segundo mandado, ‘adota estratégia bastante conservadora e ortodoxa na política econômica’. A crítica é contundente: "O problema é que, diante da continuidade de um mundo em crise e da desaceleração abrupta do mercado interno (ultimo motor de crescimento da economia nacional que ainda funcionava), a possibilidade desses ajustes aprofundarem as tendências recessivas da economia nacional não é desprezível". O chamado mercado (mercado financeiro e grandes players da economia global) aplaude o aperto fiscal do governo, inclusive os aumentos de impostos, como também aplaude a alta dos juros. A reação dos consumidores e das empresas tem sido modesta.

Maluf atesta: "Chinaglia é símbolo de honestidade. Votarei nele".

Procurado pela Interpol, ex-preso comum por corrupção, símbolo de tudo que não presta na política brasileira, o deputado federal Paulo Maluf resolveu abrir o voto em Arlindo Chinaglia, seu aliado do PT, que disputa a presidência da Câmara dos Deputados: "Eu vou votar nele. Homem muito correto, homem muito honesto, homem de vida ilibada. E tenho certeza de que, ele sendo eleito, a Câmara dos Deputados vai estar fora das páginas policiais para ficar dentro das páginas políticas". Não há dúvida, o petista Arlindo Chinaglia não poderia ter conseguido melhor cabo eleitoral do que Paulo Salim Maluf, o homem mais probo do Brasil. 

Saiba por que a inflação anualizada irá a 7% ao final de janeiro

A consultoria Empiricus está convencida de que a inflação anualizada para o final deste mês de janeiro irá a 7%. . Leia o que escreve a empresa na sua newsletter desta tarde:
Incluindo o efeito do ICMS e volta da Cide, o preço médio nacional da gasolina na bomba estimado pela ANP vai a R$ 3,33, impacto líquido de aproximadamente 10%. Vem a somar... 
Recentemente, tivemos confirmação de aumento nas tarifas de transporte públicos; Reajustes colossais nas tarifas de energia (18,6% para Eletropaulo, 23,8% para Copel...) Crédito encarecendo com aumento do IOF. Veículos encarecendo com volta do IPI... ANTT acaba de autorizar um belo reajuste de 11,65% no pedágio da autopista Fluminense (BR-101), da Arteris (ARTR3)... 
Não bastasse, agora as notícias apontam que o ovo de Páscoa vai subir 10% este ano. Com a produção e vendas do segmento estagnada, a idéia é recompor as margens ofertando produtos de ticket médio mais elevado.

Já há racionamento de energia. E Deus olhou para Eduardo Braga e disse: “Como é? Os brasileiros elegem o PT quatro vezes e agora querem que eu faça chover? Estou muito ocupado!”

Deus deu um recado aos brasileiros. Antes, algumas considerações.

Em entrevista à VEJA.com e ao programa “Os Pingos nos Is”, da Jovem Pan, Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura, diz o óbvio: o País já vive um racionamento de energia, mas por outros meios. E por que ele afirma isso? Vamos ver. Já houve um tarifaço de 20% no ano passado e deve haver outro da ordem de 40% neste ano. Pra quê? Para financiar o setor e, sim, diminuir o consumo. O País também já convive com cortes de energia, como o havido na segunda-feira. Ou isso ou o colapso. Culpa da falta de chuva? Um pouco. Mas sobretudo da falta de planejamento.
A quantidade de besteiras do petismo na área assombra. E a situação só não é mais dramática porque o crescimento está na lona. O país não teria hoje energia para se expandir a modestíssimos 2%, por exemplo. E é certo que caiu numa espécie de círculo vicioso. A energia cara desestimula os outros investimentos, o que desestimula o… investimento em energia. Sic transit… O país chegou à atual crise por incompetência. Agora, o que se tem é um limite de infraestrutura mesmo.
A coisa vem de longe. Começou com os petistas tendo a ideia iluminada de tabelar a taxa de retorno das empresas que investissem no setor. O capital privado se mandou. É por isso que Belo Monte, por exemplo, é tocada basicamente por recursos públicos. Nem a China define taxa de retorno. Mas sabem como é o petismo e suas luzes trevosas. Aí Dilma Rousseff, sempre muito competente em criar a fama de competente, resolveu enfiar goela abaixo do setor a MP 579, que baixou a tarifa na porrada. O que já estava ruim foi para o desastre. E se chegou à atual situação.
Desde novembro de 2009, quando o Brasil ficou às escuras, especialistas e imprensa tentam discutir a real situação do setor elétrico no país. Inútil. Tudo termina num paredão chamado Dilma Rousseff. Qualquer outra crise em curso no país não foi fabricada principalmente pela atual presidente. Ela pode, sim, ser sócia do erro, mas não a sua protagonista. Na área energética, especialmente no setor elétrico, não há como dividir as culpas. Ela sempre pintou e bordou. Fez o que quis, com o resultado que se vê agora.
O governo segue com um discurso esquizofrênico a respeito. O Operador Nacional do Sistema admite o pico de consumo, que levou ao blecaute; Eduardo Braga, ministro de Minas e Energia, insiste na versão edulcorada do problema técnico. Mesmo assim, anunciou nesta terça a entrada em ação das termelétricas a óleo da Petrobras, o que vai adicionar 867 megawatts (MW) ao sistema até o dia 18 de fevereiro. Falou ainda em outras “medidas” envolvendo Itaipu. Então ficamos assim: para todos os efeitos, não há problema de energia no país, mas o governo anuncia a entrada em funcionamento das térmicas da Petrobras.
O problema desse tipo de conversa é a insegurança que gera. O primeiro item de qualquer investimento produtivo de monta se chama “energia”. Pires apontou em Os Pingos nos Is um paradoxo de que já tratei aqui no dia 5 de novembro. Quando o petróleo estava a US$ 100 o barril, o Brasil vendia combustíveis a preços subsidiados, abrindo um rombo na Petrobras. Agora que está a US$ 40, gasolina e diesel têm um preço abusivo. O mesmo acontece com a energia elétrica: quando era abundante, era cara; quando passou a ser escassa, os gênios da lâmpada (ooops!) decidiram derrubar a tarifa, e o resultado está aí.
O PT está de parabéns: o mundo tem hoje energia, não importa a fonte, abundante e barata. No Brasil, é escassa e cara. Os companheiros ainda não desistiram de assombrar a lógica, o mercado e o bom senso.
Ah, sim: em entrevista nesta terça, o ministro Eduardo Braga recomendou que a gente reze para chover. Então tá… “Meu divino São José/ dá-nos água comabundança…”. Fico pensando, assim, no olhar incrédulo de Deus: “Como é? Vocês elegem o PT quatro vezes e depois querem jogar a culpa nas minhas costas? Estou muito ocupado! Falem com o Lula, aquele que pensa ser o meu superior…”. Por Reinaldo Azevedo

São muitas as estranhezas que cercam a morte de promotor argentino, e a ausência de pólvora na mão é apenas uma delas. Ou: Um tal Diego… Ou ainda: A 86ª vítima

O jornal Clarín publicou um texto em que aponta cinco questões sem resposta que cercam a morte do promotor Alberto Nisman, que acusava a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, de acobertar a participação do Irã em atentados contra a comunidade judaica no país. Nisman, divorciado e com duas filhas, deveria apresentar nesta segunda, no Congresso, as provas que dizia ter, mas apareceu morto, em seu apartamento, com um tiro na cabeça, disparado por uma arma calibre 22, num aparente suicídio. Às questões levantadas pelo jornal, acrescento algumas outras.

O que se passou entre a tarde de sábado e a manhã de domingo? E um tal DiegoPessoas das relações de Nisman e jornalistas tiveram contato com ele durante a tarde de sábado, inclusive Waldo Wolff, vice-presidente da DAIA (Delegação de Associações Israelitas Argentinas). Ele exibiu uma foto que o promotor lhe enviou no sábado, às 18h27. Na tarde do mesmo dia, um tal Diego Lagomarsino, especialista em informática e suposto colaborador de Nisman, disse ter levado ao promotor, a pedido deste, a pistola Bersa, calibre .22, de onde saiu o tiro que o matou. Nota: Lagormarsino se apresentou espontaneamente à polícia.
Sem proteção?Tão logo se noticiou a morte de Nisman, Sergio Berni, secretário de Segurança Nacional da Argentina, afirmou que este tinha a proteção de dez guarda-costas. Bem, eram dois grupos de cinco, que se alternavam. Como é que o tal Lagomarsino teria conseguido furar esse bloqueio com uma arma? Pois é…  No sábado, o promotor teria dispensado a sua guarda pessoal. Pediu que fossem buscá-lo apenas no domingo, às 11h30. Primeira estranheza: se ele estava na antevéspera do grande momento — apresentar as provas contra Cristina Kirchner e seu chanceler, Hector Timerman —, a segurança deveria ser sido reforçada, não relaxada, certo?
A demoraOs guardas dizem ter chegado às 11h30 de domingo e tentado, sem sucesso, contato com Nisman. Só teriam ligado para ele de novo às 13h30 — convenham: por que tanta espera para alguém que era um potencial alvo? Às 14h, telefonaram para a sua secretária, que também não conseguiu falar com o chefe. A mulher procura, então, a mãe de Nisman, pede que um dos guardas busque a senhora em sua casa e ruma para o edifício do promotor. Atenção! A perícia indica que Nisman levou um tiro às 15h. Logo, durante todo esse tempo, estaria vivo e sem responder aos chamados. Os agentes chegaram com a mãe da vítima às 17h30, mas só subiram ao apartamento, que estaria fechado por dentro, às 19h. As estranhezas não param por aí. Só se anunciou que Nisman estava morto à 0h10 de segunda.
O que aconteceu nestas mais de cinco horas? Que perícias foram feitas? Quem teve acesso ao local? Que contatos se fizeram?Notem que, entre a chegada dos policiais e o anúncio da morte, passaram-se quase 14 horas — e mais de nove desde a presumida hora da morte. O kirchnerista Sergio Berni, o tal secretário nacional de Segurança, chegou à cena do crime antes da promotora Viviana Fein e do juiz Manuel De Campos, encarregados da investigação. Berni se antecipou e, antes mesmo da perícia, deu como praticamente certo que se tratou de suicídio.
Sem pólvora
Não há pólvora na mão de Nisman, o que, em tese, é possível no caso de disparo de uma arma .22. Será que basta isso para descartar que o promotor tenha sido vítima de alguma pressão externa? A perícia descartou, em princípio, a participação de uma segunda pessoa na ação em si. A família se nega a aceitar a hipótese de suicídio. Atenção: no apartamento do promotor, havia uma lista de supermercado que ele havia deixado para a sua empregada. Quem elabora uma lista de compras domésticas antes de se matar?
Nisman era judeu. O suicídio é considerado uma grave transgressão, e os que atentam contra a própria vida são enterrados numa área isolada, própria, nos cemitérios judaicos. A comunidade israelita argentina está determinada a sepultar o corpo do promotor entre os das 85 vítimas do atentado à Amia, praticado pelo Hazbollah, em 1994, com patrocínio do Irã. Para os judeus da Argentina, Nisman é a 86ª vítima daquele atentado. É o que eu também acho. Por Reinaldo Azevedo

Negócio da China na Africa, André Esteves, do BTG, pagou R$ 1,5 bilhão por ativos da Petrobras que valiam R$ 7 bilhões



Ao investigar negócios articulados pelo ex-diretor Nestor Cerveró, que causaram prejuízos à Petrobras na África, a força-tarefa da Operação Lava Jato deve esmiuçar a venda ao BTG Pactual, de André Esteves, banqueiro ligado ao ex-presidente Lula, dos direitos de produção da estatal em 7 poços de petróleo africanos. Avaliados em US$ 7 bilhões pelo ex-diretor Jorge Zelada, foram entregues ao BTG por US$ 1,5 bilhão. Após Graça Foster, o valor dos poços africanos foi reestimado para US$ 4,5 bilhões, para US$ 3,6 bilhões, até o BTG levar por US$ 1,5 bilhão. Para a força-tarefa, Nestor Cerveró impôs à Petrobras prejuízo proposital para ganhar dinheiro em Angola. Aí a África virou linha de investigação. André Esteves é ligado a Lula e ao ex-ministro Antônio Palocci, que é, digamos, o “interlocutor” do ex-presidente junto ao empresariado.

Ônibus com 42 militares do Exército é assaltado por homens armados na BR-116

Quarenta e dois militares que se deslocavam para Curitiba foram assaltados na madrugada de segunda-feira (19) na divisa entre Paraná e São Paulo. Eles estavam com um ônibus contratado, sem qualquer caracterização do Exército, e foram abordados por quatro homens em um veículo Peugeot na BR-116. Um militar estava armado, mas não houve reação. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o assalto aconteceu por volta das 2h15 no quilômetro 1 da BR-116. Os militares saíram do Rio de Janeiro na noite de domingo (18) em destino a Curitiba, para o 20º Batalhão de Infantaria Blindada (BIB), no bairro Bacacheri. Eles não estavam fardados e também sem ônibus caracterizado. Pouco após a divisa entre os Estados, quatro bandidos em um Peugeot, da cor preta, conseguiram abordar o ônibus. O motorista foi rendido por um dos assaltantes, que estava com um revólver calibre 38. Um continuou do lado de fora para dar cobertura aos comparsas. Foram levados relógios, carteiras, celulares, dinheiro e outros pertences pessoais dos militares. Um deles portava uma pistola, que estava dentro de uma das malas de mão, no entanto, não houve reação. A Polícia Rodoviária Federal foi acionada e não encontrou o veículo dos suspeitos. As vítimas registraram Boletim de Ocorrência.