quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O ditador Nicolas Maduro diz, sobre os problemas econômicos da Venezuela: "Deus proverá"


Deus deve andar muito assoberdado por reivindicações de alguns países da América Latina, desses administrados por governichos bolivarianos. Não bastasse o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, ter evocado a brasilidade de Deus como saída para a crise energética no Brasil, o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, agora também colocou na conta divina os anos de erros que arrastam a economia venezuelana para o fundo do poço. Em mensagem anual, transmitida pela TV direto da Assembléia Nacional, ao longo de cansativas três horas, o presidente da Venezuela reconheceu os problemas agravados pela queda no preço do petróleo, mas tentou tranquilizar a população: “O barril caiu de 96 para 40 dólares, mas não nos faltarão recursos. O petróleo nunca voltará aos 100 dólares, mas Deus proverá. Jamais faltará à Venezuela”. O pronunciamento foi feito na noite de quarta-feira, seis dias depois do prazo máximo previsto na Constituição, mas esse detalhe pareceu menor diante das expectativas de que anunciasse medidas concretas para enfrentar as dificuldades de economia que tem no petróleo sua maior fonte de divisas. Em quase três horas de falatório, Maduro mencionou a possibilidade de aumentar o combustível mais barato do mundo, dizendo que a gasolina é quase dada de presente e que é preciso começar a cobrar por ela. Na Venezuela, é possível encher o tanque de 60 litros de um modelo sedan por menos de um dólar. O presidente já havia rejeitado várias vezes a idéia de aumentar o preço do combustível por ser uma questão muito sensível para os venezuelanos, mas está ficando sem opções. “Se vocês quiserem, crucifiquem-me, matem-me”, disse, anunciando um debate sobre o tema. Ele acrescentou que encaminhará uma proposta nos próximos dias ao seu vice, Jorge Arreaza, mas puxou o freio ao declarar: “Não há pressa”. A desvalorização deve aumentar a pressão sobre os preços na Venezuela, que já é o maior das Américas (64% em 2014). Alguns economistas temem que a mudança represente uma medida paliativa de efeito rápido, mas que não soluciona os problemas econômicos estruturais. “No geral, o registro histórico é bastante extenso e claro ao indicar que sistemas com várias taxas cambiais são muito difíceis de administrar e acabam em colapso”, disse Alberto Ramos, da Goldman Sachs. Evitando a todo momento a palavra desvalorização (apesar de tudo indicar que esse será o resultado), ele também anunciou uma mudança no complexo sistema cambiário do país, que tem quatro marcadores do preço do dólar americano. Uma das cotações, de 6,30 bolívares por dólar, é destinada a compra de alimentos essenciais e medicamentos. Outra, de 12 bolívares (chamada de Sicad I), é usada para a cobrança de consumo no Exterior e importações não prioritárias. O Sicad II, correspondente a 50 bolívares por dólar é usada no leilão de quantidades limitadas de divisas para indivíduos e empresas. Há ainda o preço de 175 bolívares encontrado no mercado negro. Maduro anunciou que vai manter o dólar a 6,30 bolívares para o que chamou de “importações prioritárias” e unificará as taxas do Sicad I e II. Mais do que apresentar soluções, o que o presidente fez em seu pronunciamento foi propaganda eleitoral em um ano considerado crucial para o chavismo. No segundo semestre serão realizadas eleições parlamentares e o oficialismo quer manter o controle da Assembléia Nacional. Para isso, no entanto, terá de lidar com a queda na popularidade de Maduro, resultado do desastre na economia e também dos abusos contra opositores e manifestantes durante a onda de protestos que tomou conta do país no ano passado. Junto com a manutenção de programas assistenciais – mantidos com o dinheiro do petróleo – o chavista anunciou um aumento de 15% no salário mínimo e nas pensões a partir de fevereiro e de mais de 100% nas bolsas destinadas a estudantes do ensino médio (de 200 para 500 bolívares por mês). Também prometeu construir 400.000 habitações populares e inspecionar distribuidoras e comercializadores para evitar o represamento de produtos, controlando ainda mais a cadeia de comércio já estrangulada pela fiscalização imposta pelo governo para tentar conter a crise de abastecimento – decorrente, na verdade, da péssima gestão econômica do país. O pacote de promessas paliativas inclui ainda a inauguração de mais de trinta unidades Pdval, a rede de supermercados dependente da estatal petrolífera. As medidas pinceladas não vão significar uma mudança no modelo bolivariano, fez questão de ressaltar o presidente. “Não enfrentaremos esta crise com as fórmulas do Fundo Monetário Internacional nem com um governo de direita”, esbravejou, sem deixar de criticar adversários políticos e se dizer vítima de um complô para derrubá-lo. Ao lado de uma foto gigante do antecessor Hugo Chávez, previu, confiante, que “2015 será o ano da vitória e do renascimento econômico”. Só mesmo uma intervenção divina para tirar a Venezuela do atoleiro.

Governo da petista Dilma Rousseff pode racionar energia, admite ministro de Minas e Energia


O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, admitiu pela primeira vez que o governo da petista Dilma Rousseff terá de adotar medidas de racionamento de energia caso o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas fique abaixo de 10%. "É claro que, se tivemos de tomar uma medida que seja prudencial, nós tomaremos. O limite é 10%", afirmou Eduardo Braga nesta quinta-feira, ao ser questionado sobre em que momento o governo adotaria medidas de estímulo à economia de energia ou mesmo um racionamento. Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) mostram que os reservatórios estavam, nesta quarta-feira, em 17,43% na região Sudeste/Centro-Oeste e em 17,18% na região Nordeste. Nas regiões Sul e Norte, a situação é menos crítica. A declaração de Eduardo Braga foi dada somente um dia depois de ele dizer que "Deus é brasileiro" e isso deveria trazer um alívio ao País, com umidade e chuvas em breve. Além de demonstrar muita fé em providências divinas, o ministro vinha até agora negando o risco de racionamento e evitando relacionar os apagões da última segunda-feira com um pico de demanda de energia que não foi prontamente compensado pela oferta. "É obvio que se nós tivermos mais falta de água, se passarmos do limite prudencial de 10% nos nossos reservatórios, estaremos diante de cenário que nunca foi previsto em nenhuma modelagem", disse Eduardo Braga nesta quinta-feira, quando explicou que nenhuma usina hidrelétrica pode operar com reservatórios abaixo de 10% devido a problemas técnicos que impedem o funcionamento das turbinas. "A partir daí teríamos problemas graves, mas estamos longe disso", declarou. Braga afirmou, porém, que se o nível atual dos reservatórios das hidrelétricas se mantiver, haverá energia suficiente para abastecer o País. Ele não disse até quando. Ainda assim, o ministro relatou que o ritmo hidrológico já atingiu o mínimo em diversas regiões e que, além da questão hidrelétrica, o abastecimento de água também preocupa o governo. Uma reunião na Casa Civil deve discutir o assunto com representantes dos ministérios de Minas e Energia, de Meio Ambiente, de Ciência e Tecnologia e da Agência Nacional de Águas (ANA). "Estamos traçando cenários com especialistas para estabelecermos planos. Temos que acompanhar a situação com atenção sem sermos otimistas nem pessimistas", afirmou o ministro. 

Morre o rei Abdullah, da Arábia Saudita


O rei Abdullah, da Arábia Saudita, morreu na manhã desta sexta-feira (pelo horário local), segundo informação da TV estatal. Segundo o anúncio, o irmão de Abdullah, Salman, passará a ocupar o trono. O rei tinha 90 anos de idade e ficou várias semanas internado por causa de uma pneumonia. Ele havia assumido o trono em 2005.

Para sair da prisão, o vice-presidente da Camargo Corrêa, empreiteiro Eduardo Leite, diz que é bipolar; ele deve ser tripolar

Os advogados do vice-presidente da Camargo Corrêa, empreiteiro Eduardo Hermelino Leite, conhecido como "Leitoso" no Petrolão, entregaram à Justiça Federal, no Paraná, um atestado médico que afirma que o executivo tem "Transtorno Afetivo Bipolar". Essa síndrome, até bem pouco tempo atrás, era conhecida como psicose maníaco-depressiva, o sujeito alterna períodos de depressão com outros de euforia. Ele é acusado de integrar o Petrolão, que desviava recursos de obras na Petrobrás e está preso preventivamente desde novembro do ano passado. Em um dos documentos anexados pela defesa, do dia 7 de janeiro, o psiquiatra afirma que está tratando o executivo desde 5 de dezembro e que ele teve ‘piora dos sintomas de angústia, ansiedade, insônia, choro e irritabilidade’. Segundo ele, a doença de Eduardo Hermelino Leite estava sendo tratada da maneira errada.


“Tendo em vista a melhor recuperação do paciente recomendo que o tratamento seja feito fora do sistema prisional, pois a instabilidade do quadro psiquiátrico interfere diretamente no quadro de hipertensão arterial sistêmica, o qual está sendo manejado e tratado pelo seu médico clínico/cardiologista”, explica o psiquiatra Sivan Matter no atestado médico. A defesa apresentou também um relatório do Hospital Santa Cruz, no Paraná, no qual o cardiologista Rubens Darwich afirma que o vice-presidente da Camargo Corrêa deu entrada no local, em 21 de novembro, com "emergência hipertensiva": “Foram realizados exames cardiológicos que se apresentaram dentro da normalidade, exceto por uma discreta hipertrofia de ventrículo esquerdo". Na verdade, pela quantidade, vulto de negócios, o empresário Leite não deve ser bipolar, ele deve ser tripolar.

COPASA CONFIRMA QUE RACIONAMENTO DE ÁGUA CHEGOU A MINAS GERAIS



O racionamento de água chegou em Minas Gerais e a companhia de saneamento do Estado (Copasa) anunciou hoje (22) que vai cobrar a mais dos consumidores que aumentarem os gastos. De acordo com a presidente da estatal, Sinara Meireles, a situação é preocupante e é “há um risco de desabastecimento”. Meireles reiterou que o sistema Paraopeba está com apenas 30% de sua capacidade e é responsável pelo fornecimento de água para Belo Horizonte e região metropolitana onde vivem 5 milhões de pessoas. Ela não quis definir prazo para as medidas adotadas, mas espera uma redução imediata de 30% no consumo.

DELATOR DIZ QUE PROPINA EM PASADENA FOI DE ATÉ US$ 30 MILHÕES


O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, delator da Lava Jato, afirmou à Polícia Federal que a compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, pode ter envolvido uma propina de US$ 20 milhões a US$ 30 milhões – valor supostamente pago pela Astra Oil, antiga dona, ao ex-diretor de Internacional da estatal Nestor Cerveró e ao lobista Fernando Antonio Falcão Soares, Fernando Baiano, braços do PMDB no esquema: “Havia boatos na empresa de que o grupo de Nestor Cerveró, incluindo o PMDB e Fernando Baiano, teria dividido algo entre vinte e trinta milhões de dólares, recebidos provavelmente da Astra”. Paulo Roberto Costa afirma ainda que a compra foi um mau negócio e envolveria um investimento muito alto. Ele confessou ter recebido US$ 1,5 milhão do operador do PMDB, Fernando Baiano, para “não atrapalhar o negócio”. Paulo Roberto Costa afirmou ainda que o então diretor de Serviço da Petrobras Renato Duque – indicado pelo PT – seria o responsável pelas obras de adequação da refinaria. O delator afirmou que esse contratos seriam entregues a duas das empreiteiras alvos da Lava Jato, Odebrecht e UTC Engenharia. “Quanto à Refinaria de Pasadena, não foi um bom negócio, pois a mesma era feita para processar petróleo leve, enquanto a Petrobras exportava petróleo pesado; que para Pasadena poder processar o petróleo do tipo que a Petrobras exportava, precisaria de uma adequação que poderia custar de um a dois bilhões de dólares”, afirmou Paulo Roberto Costa em depoimento à Polícia Federal no dia 7 de setembro. “Fernando Baiano procurou o declarante para pedir que não criasse problemas na reunião de Diretoria para aprovar a compra da refinaria de Pasadena, o processo de compra já estava bastante adiantado no âmbito da Petrobras”, afirmou Paulo Roberto Costa. “Fernando Baiano ofereceu ao declarante o valor de US$ 1,5 milhão para não causar problemas na reunião de aprovação da compra da refinaria de Pasadena”, revelou. O ex-diretor “aceitou o valor e Fernando operacionalizou a disponibilização deste valor no Exterior”. Ele disse acreditar que o “valor tenha sido bancado pela própria Astra Petróleo”, dona da refinaria que vendeu 50% à estatal brasileira em 2006. Segundo o Tribunal de Contas da União, o negócio gerou um prejuízo de US$ 792 milhões. Ele cita o envolvimento do ex-diretor da área de Internacional, Nestor Cerveró, preso desde o dia 14, e de outro funcionário. “Soube quem trouxe este assunto da refinaria de Pasadena para a Petrobras, isto é, a Nestor Cerveró, foi um ex-empregado da área comercial da Petrobras, acredita que chamado Alberto Feilhaber". Paulo Roberto Costa afirmou à Polícia Federal que “por volta de 2007 ou 2008 esteve com Fernando Baiano em Liechteinstein, no Vilartes Bank, e acredita que tenha sido neste banco em que tenham sido depositados os US$ 1,5 milhão".

PT sofrendo de dupla personalidade: quer sentar em duas cadeiras ao mesmo tempo e inicia oposição contra o próprio governo



Preocupados com o impacto do ajuste fiscal nas eleições municipais de 2016 e na imagem do PT, integrantes da corrente majoritária do partido Construindo um Novo Brasil (CNB) fizeram uma avaliação do cenário eleitoral em reunião na segunda-feira e tentaram afinar um discurso que passe a mensagem ao eleitorado de que não haverá prejuízo aos trabalhadores em meio a crescentes críticas internas contra a nova política econômica. No encontro de mais de seis horas na sede do partido em Brasília, integrantes da corrente fizeram uma extensa avaliação do cenário eleitoral e demonstraram preocupação com o resultado nas grandes cidades diante de um quadro de recessão que pode aumentar o desemprego e reduzir a renda das famílias. "Temos que dar atenção especial para os governos municipais. Em 2014 o resultado eleitoral foi ruim para nós. Ganhamos a eleição perdendo. Vencemos a disputa presidencial, mas tivemos regressão no desempenho do PT, com redução das bancadas federal e estaduais e desempenho abaixo do nosso histórico nos grandes centros", afirma o ex-deputado Paulo Ferreira, um dos coordenadores nacionais da corrente CNB, de Lula X9. O cenário tende a se agravar, avaliam petistas, se o ajuste executado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, levar à recessão em 2015, com impacto no emprego e perdas para os trabalhadores. As primeiras ações da nova equipe econômica foram mudanças no seguro-desemprego, abono salarial e pensões por medida provisória (MP), seguidas por aumento de impostos sobre gasolina, movimentações financeiras, importações e cosméticos. A nova política econômica será um dos principais temas do próximo encontro da direção nacional do PT, no início de fevereiro, em Belo Horizonte. A cúpula da corrente majoritária do partido, a CNB, da qual fazem parte a presidente Dilma e o ex-presidente e alcaguete Lula X9 (ele delatava companheiros para o Dops paulista durante a ditadura militar, conforme Romeu Tuma Jr, em seu livro "Assassinato de reputações"), tenta minimizar o descontentamento de parte do partido e pondera que o sucesso eleitoral de 2018 depende da defesa política inequívoca do ajuste de agora. O respaldo a Levy tem partido da Executiva do partido. Mensagens dissidentes já aparecem dentro da sigla. Integrante do Diretório Nacional do PT, o deputado estadual Raul Pont (RS), chefe do partido clandestino trotskista DS (Democracia Socialista), diz que as medidas poderão prejudicar o desempenho do PT em 2016. "Essa visão de política econômica do ministro não combina com o que pensamos e defendemos no PT. É uma negação do discurso da presidente", afirma. Pont, da corrente Democracia Socialista, a mesma do ex-secretário do Tesouro Nacional, o Mandrade Arno Augustin, e agora dos ministros Miguel Rossetto (Secretaria-Geral da Presidência) e Pepe Vargas (Relações Institucionais), compara este início de mandato com os dois primeiros anos do governo Lula, quando Antonio Palocci (Fazenda) e Henrique Meirelles (Banco Central) promoveram uma política de austeridade. "Pagamos um preço enorme por isso nas eleições seguintes, quando o PT teve desempenho ruim nos municípios", diz. O deputado Paulo Teixeira (PT-SP), um dos líderes da tendência Mensagem ao Partido, diz que o PT ainda debaterá as medidas internamente e com Dilma. "O que for efetivamente combate à fraude (na Previdência) terá nosso apoio, mas vamos sugerir mudanças quando se tratar de revogação de direitos", afirma. "Me parece que a formulação inicial da MP precisa ser revista quando passar pelo Congresso", diz, ao negar impacto eleitoral. A Central Única dos Trabalhadores (CUT), ligada ao PT e que fez campanha por Dilma, prepara uma marcha no dia 28, junto com as outras centrais, e um protesto no Congresso em 2 de fevereiro contra as mudanças: "É um governo em disputa. O arco de alianças contém progressistas e conversadores, e nosso papel é cobrar que seja colocado em prática o projeto defendido na campanha", diz o presidente da central, Vagner Freitas (PT). "O governo tem que dizer qual a claramente o que quer. Estamos preocupados com essa política recessiva junto com mudanças no seguro-desemprego". O ex-ministro e bandido petista mensaleiro José Dirceu, que presidiu a sigla entre 1995 e 2002 e foi cassado no escândalo do Mensalão do PT em 2005, retomou reuniões políticas e publicou em ontem seu blog, pelo segundo dia seguido, que o País caminha para uma forte recessão. Citou a redução de 1,4% para 0,3% na previsão de crescimento da economia brasileira neste ano feita pelo FMI e afirmou torcer "para que uma projeção drástica do FMI - de que teremos algum crescimento este ano - se confirme, porque tudo indica que o que vamos ter é uma recessão, e das bravas no Brasil este ano". A Fundação Perseu Abramo, ligada ao PT e presidida pelo ex-presidente do IPEA, o trotskista Marcio Pochmann, também destacou ontem, em texto do economista Guilherme Mello, que as medidas "podem afetar a defesa dos ganhos sociais e de empregos dos anos recentes, dado o impacto recessivo". O texto diz que o governo Dilma "parece ver-se obrigado a coadunar parcialmente com os argumentos mercadistas (em particular na esfera fiscal), apesar de manter a orientação de buscar sempre a preservação dos empregos e da renda". Responsável pela estratégia do PT para as eleições, o secretário de Organização, Florisvaldo de Souza, defende que ainda é cedo para discutir os efeitos das ações do ministro da Fazenda. "É precipitado achar que vai ter impacto nas eleições", diz. "O mais importante é que Dilma não está mexendo nas áreas sociais, que são muito caras ao PT. E não vejo redução dos direitos dos trabalhadores", afirma: "Na verdade o governo está fazendo um ajuste para manter o emprego". Um levantamento nos dados do Tribunal Superior Eleitoral sobre o segundo turno mostra como é justificada a preocupação do PT com o que pode acontecer ao partido nos grandes centros. Nas cidades com mais de 200 mil eleitores, importantes como pólos formadores de opinião e de criação de novas lideranças e por terem os maiores orçamentos, o partido registrou queda com relação à 2010. Há cinco anos, a presidente Dilma Rousseff (PT) bateu José Serra (PSDB) por 20 milhões de votos a 17 milhões nas médias e grandes cidades. Agora, perdeu para Aécio Neves (PSDB) por 22 milhões a 19 milhões. Ou seja, teve um milhão de votos a menos, mesmo com o eleitorado destes locais crescendo cinco milhões. O que salvou a campanha de reeleição de Dilma foram as pequenas cidades, com menos de 200 mil eleitores, em que ela abriu 7 milhões de votos de vantagem em relação ao tucano no ano passado. A perda de influência nas grandes cidades já era sentida em 2012, quando o PT só não reduziu o eleitorado governado por vencer a disputa pela prefeitura de São Paulo.

Caiu a casa da petista búlgara Dilma, empreiteiro confessa a existência do Petrolão e responsabiliza governos do PT por corrupção na estatal

A defesa do empresário Gérson de Mello Almada (foto), vice presidente da Engevix Engenharia, afirma em documento entregue à Justiça Federal que a Petrobrás foi usada para bancar o “custo alto das campanhas eleitorais”. Segundo os advogados de Almada, preso pela Operação Lava Jato desde 14 de novembro de 2014, “a Petrobrás foi escolhida para geração desses montantes necessários à compra da base aliada do governo e aos cofres das agremiações partidárias”. O vice da Engevix foi denunciado pelo Ministério Público Federal por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Em 85 páginas, a defesa de Almada entregou à Justiça resposta à acusação. O ponto central da peça é um ataque direto ao ex-diretor de Abastecimento da estatal petrolífera, Paulo Roberto Costa, que fez delação premiada e encontra-se em regime de prisão domiciliar. “A denúncia não pode ser recebida, pois não conta a verdade, fim precípuo do processo penal”, afirma o criminalista Antônio Sérgio de Moraes Pitombo, que coordena o núcleo de defesa de Almada. “ Vale registrar alguns fatos notórios, outros emergentes dos próprios autos do inquérito policial, que desapareceram da acusação: faz mais de doze anos que um partido político passou a ocupar o poder no Brasil. No plano de manutenção desse partido no governo, tornou-se necessário compor com políticos de outros partidos, o que significou distribuir cargos na Administração Pública, em especial, em empresas públicas e em sociedades de economia mista". Pitombo afirma: “O pragmatismo nas relações políticas chegou, no entanto, a tal dimensão que o apoio no Congresso Nacional passou a depender da distribuição de recursos a parlamentares. O custo alto das campanhas eleitorais levou, também, à arrecadação desenfreada de dinheiro para as tesourarias dos partidos políticos". “Não por coincidência, a antes lucrativa sociedade por ações, Petrobrás, foi escolhida para geração desses montantes necessários à compra da base aliada do governo e aos cofres das agremiações partidárias”, insiste Pitombo. “Nessa combinação de interesses escusos, surgem personagens como Paulo Roberto Costa, que, sabidamente, passou a exigir porcentuais de todos os empresários que atendiam a companhia. Leia-se, exigir". Segundo criminalista, “o que ele (Paulo Roberto Costa) fazia era ameaçar, um a um, aos empresários, com o poder econômico da Petrobrás”: “Prometia causar prejuízos no curso de contratos. Dizia que levaria à falência quem contrastasse seu poder, sinônimo da simbiose do poder econômico da mega empresa com o poder político do governo". A defesa sustenta na resposta que a “exigência de Paulo Roberto Costa”, classificada como achaques, foi a “força criadora do elemento coletivo”. “Quem detinha contratos vigentes com a Petrobrás sofreu achaque Ainda que se admita, a título de argumentação, que teriam praticado crimes similares, é ínsito aos acontecimentos entender que a exigência de Paulo Roberto Costa – e demais brokers do projeto político de manutenção dos partidos na base do governo – colocou os empresários, todos, na mesma situação, não por vontade, não por intenção, mas por contingência dos fatos". A resposta à Justiça é subscrita pelos criminalistas Antonio Pitombo, Luciana Louzado, Rodrigo Silva, Beatriz Ferraro, Fernando Dias e Lara da Cruz.

Agora encrespou, Justiça decreta a prisão preventiva de Nestor Ceveró

"Petroleiro" Nestor Cerveró
A Justiça Federal no Paraná determinou nesta quinta-feira a prisão preventiva de Nestor Cerveró, ex-diretor internacional da Petrobras. Cerveró já está preso de forma temporária em Curitiba (PR), mas o mandado inicial, que tinha prazo de dez dias, se encerraria neste sábado. Com a nova decisão, ele permanecerá detido por tempo indeterminado. Em seu despacho, o juiz Sérgio Moro corrobora a suspeita sobre a venda de três imóveis por Cerveró para seus filhos em junho deste ano, que já haviam sido mencionados no primeiro pedido de prisão. "Há veementes indícios de que os bens referidos foram transferidos por valores muito abaixo dos de mercado", diz o juiz, em referência a dois dos imóveis."A conclusão óbvia é que o objetivo é frustrar a aplicação da lei penal, ocultando os bens ou colocando-os fora do alcance da Justiça criminal mediante transferência a terceiros", prossegue. O juiz também considera relevante a informação, apresentada pelo Ministério Público, de que Cerveró ocultou possuir cidadania espanhola, o que facilitaria uma eventual fuga do País. Moro afirma ainda que há o risco de que Cerveró prossiga suas atividades criminosas se obtiver liberdade. Embora esteja fora da Petrobras, ele ainda possuiria condições de praticar lavagem de dinheiro - como indica a negociação suspeita dos imóveis. "Nem mesmo a investigação e a persecução criminal foram suficientes para coibir a prática destes atos de lavagem ainda no ano de 2014", diz Moro. Ao conceder o pedido, o magistrado conclui: "Reputo, no contexto, preenchidos os pressupostos para a decretação da prisão preventiva, especificamente boa prova de materialidade e autoria de crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro, não só os já denunciados, mas também os ainda em investigação". De acordo com a acusação contra Cerveró, aceita pela Justiça em dezembro, o ex-diretor recebeu 15 milhões de dólares, a partir da mediação do lobista Fernando Baiano, para a consolidação de um contrato com a Samsung Heavy Industries. Depois de ter embolsado a propina, Cerveró, na condição de diretor da Área Internacional da Petrobras, recomendou à Diretoria Executiva da estatal a contratação da empresa sul-coreana por 586 milhões de dólares. Em uma segunda etapa, por meio de Fernando Baiano, Cerveró teria recebido mais 25 milhões de dólares para que a Samsung Heavy Industries conseguisse um contrato para o fornecimento de outro navio sonda para perfuração de águas profundas ao custo de 616 milhões de dólares. O total de 40 milhões de dólares em vantagens indevidas, que o empresário Julio Camargo afirma ter sido destinado a Fernando Baiano, terminou, segundo apuração do Ministério Público, nas mãos de Cerveró. O ex-diretor também foi um dos principais responsáveis pela desastrosa aquisição da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, um negócio que rendeu prejuízo de 792 milhões de dólares à Petrobras, segundo o Tribunal de Contas da União. Na época diretor da Área Internacional da estatal, Cerveró elaborou um parecer favorável ao negócio apresentado ao Conselho de Administração da Petrobras.

John Kerry diz que coalizão do Iraque matou 50% dos líderes do Estado Islâmico

O Iraque e seus aliados alcançaram ganhos significativos no combate aos militantes da Estado Islâmico (EI), matando milhares de combatentes e 50% dos principais comandantes da facção radical, disse nesta quinta-feira (22) o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry. A declaração foi feita enquanto uma coalizão internacional prometeu esforços mais duros contra a milícia e para interromper a disseminação da ideologia extremista. Durante um encontro da coalizão anti-EI em Londres, Kerry disse que tropas terrestres apoiadas por quase 2.000 ataques aéreos permitiram recapturar 700 km² de território e privaram os militantes de usar 200 instalações de petróleo e gás.
 

Kerry afirmou que o número de militantes mortos está em milhares. À rede de TV Al Arabiya, o embaixador dos Estados Unidos no Iraque, Stuart E. Jones, disse que estimados 6.000 combatentes foram mortos, afirmando que isso teve um impacto "devastador" sobre o EI. Segundo o secretário de Estado americano, a coalizão internacional "pode fazer melhor" para parar o fluxo de fundos e de militantes estrangeiros e da disseminação das ideias extremistas da facção, que tem sido citada por terroristas, incluindo o atirador que matou quatro reféns em um mercado kosher em Paris neste mês. Kerry se encontrou com o chanceler britânico, Philip Hammond, o premiê iraquiano, Haider al-Abadi, e autoridades de 21 países na conferência de um dia que teve o objetivo de aparar as diferenças de uma coalizão frequentemente dividida em relação à milícia, que controla amplas áreas no Iraque e na Síria. Abadi reclamou que armas e munições não têm chegado às forças iraquianas rápido o suficiente e acusou o mundo de não cumprir os compromissos de treinar as forças iraquianas. "Muito tem sido dito e falado, mas muito pouco (acontece) no terreno", disse ele nesta quarta-feira (21). Mas, depois da reunião desta quinta-feira, ele afirmou: "Pedi às pessoas por mais apoio e acho que meu apelo não passou despercebido".

Arena Pantanal é interditada apenas seis meses após o fim da Copa do Mundo


Pouco mais de seis meses depois de ter sediado quatro jogos da Copa do Mundo, a Arena Pantanal, em Cuiabá, que custou 570 milhões de reais, foi interditada nesta quarta-feira para obras de reparo. O Governo do Mato Grosso confirmou a interdição emergencial e disse que ela foi realizada devido a alguns problemas estruturais, visando a segurança de quem frequenta o estádio. De acordo com a nota do Governo, a interdição é necessária pois o laudo da Auditoria do Estado apontou diversos problemas no local, como infiltrações e goteiras, causados pela chuva. Além disso, foram constatados também problemas na rede elétrica e danos no gramado. Na última quarta-feira, o secretário extraordinário do Gabinete de Projetos Estratégicos, Gustavo Oliveira, esteve na Arena Pantanal junto com membros da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros para mais uma análise da situação com base no relatório da auditoria realizada pelo gabinete. Os técnicos ratificaram a necessidade de reparos imediatos, para que a arena possa receber jogos do Campeonato Estadual do Mato Grosso normalmente. Até agora não foi definido se a Arena Pantanal, que tem capacidade para 43.000 torcedores, será privatizada ou não. 

Balanço da Petrobras pode mostrar perdas de R$ 10 bilhões


A Petrobras deve apresentar perdas contábeis de 10 bilhões de reais em seu balanço financeiro a ser divulgado na próxima terça-feira, reflexo do escândalo de corrupção que atinge a estatal. Segundo reportagem do jornal O Globo, que ouviu fonte do governo, já estariam contabilizadas os prejuízos com a construção das refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco, e Comperj, no Rio de Janeiro, além das obras de modernização nas refinarias Repar (Paraná), Replan (Paulínia-SP) e Henrique Lage (São José dos Campos-SP). Na quarta-feira, a petroleira indicou, em comunicado enviado ao mercado, que os desdobramentos da Operação Lava Jato poderão implicar no "reconhecimento de perdas" em seu balanço do terceiro trimestre. No documento, a estatal disse que está fazendo análises necessárias para o fechamento e divulgação das demonstrações contábeis, "incluindo a avaliação individual de ativos e projetos cuja constituição se deu por meio de contratos de fornecimento de bens e serviços firmados com empresas citadas na Operação Lava Jato". Ou seja, a empresa quer descontar do resultado do terceiro trimestre o valor dos contratos que tiveram corrupção. A previsão inicial para a apresentação dos resultados financeiros era novembro, mas teve que ser adiada duas vezes devido às denúncias de corrupção, que inclui o superfaturamento de contratos e ativos da petroleira. A divulgação do balanço na terça-feira não contará com o aval da auditoria independente PricewaterhouseCoopers (PwC), que se negou a referendar os números antes da conclusão das investigações no âmbito da Operação Lava Jato. Ainda segundo o jornal O Globo, a petroleira também deve anunciar corte de 30% em seu plano de investimentos para 2015. A estatal previa investir anualmente, entre 2014 e 2018, 44 bilhões de dólares, com o desafio de viabilizar economicamente o pré-sal.

Novo apagão na madrugada deixa 1,2 milhão sem água em São Paulo

A falta de energia elétrica provoca desabastecimento de água em diversas cidades do estado de São Paulo e bairros da capital paulista. De acordo com a Empresa de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, a queda de energia foi às 4h da manhã de hoje (22) e afetou a operação de duas estações elevatórias: a Jardim São Luiz, que está com a energia reestabelecida, e a João XXIII, que recebe eletricidade de forma irregular. As estações são necessárias para o abastecimento de água. A paralisação da elevatória João XXIII deixa sem água os municípios de Taboão da Serra, Embu, Itapecerica da Serra, e parte de Cotia - cidades da Grande São Paulo - e ainda a região do Jardim Arpoador, na capital. A estação atende 600 mil pessoas, e o fornecimento será retomado a partir do momento em que a energia voltar. Na capital, na região dos bairros Jardim São Luiz, Jardim Ângela, Parque Fernanda e Capão Redondo, na zona Sul, o abastecimento foi prejudicado devido à falta de energia na Estação Elevatória de Água Jardim São Luiz, que atende a 620 mil pessoas. O fornecimento de energia, interrompido por volta das 4  horas, foi restabelecido às 10 horas. A previsão é que o abastecimento de água bairros seja normalizado até amanhã cedo.

Laranja de Youssef cogita recorrer ao Canadá para anular grampos


Apontado como laranja do doleiro Alberto Youssef, o executivo João Procópio Almeida Prado contestou nesta quarta-feira na Justiça Federal do Paraná a coleta de provas durante a Operação Lava Jato, da Polícia Federal, e admitiu a possibilidade de recorrer ao governo do Canadá para tentar anular os grampos que levaram os investigadores a descobrir o esquema do Petrolão. Para a defesa, as interceptações telefônicas e de mensagens feitas pela Polícia Federal são ilegais e, por isso, todo o processo deveria ser anulado. Ela questiona o fato de o pedido de monitoramento de mensagens ter sido feito diretamente à empresa canadense RIM (Research in Motion), responsável pelos aparelhos BlackBerry utilizados por Youssef e seus comparsas, e não ter passado pelo crivo da Procuradoria-Geral da República no Brasil e do Ministério da Justiça do Canadá. O aval das duas entidades está previsto em um tratado bilateral e é utilizado pelos advogados de Procópio como argumento para a invalidação de provas. Os advogados também pedem informações sobre como foram feitas as interceptações e guarda de dados pela Polícia Federal e questionam quem deu autorização para que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) repassasse às autoridades dados da movimentação financeira do laranja de Youssef. Todos os pedidos de diligência tentam encontrar brechas na atuação da Polícia Federal, do Ministério Público e do próprio juiz Sergio Moro para questionar a legalidade das investigações da Lava Jato. “Obviamente que todos os pedidos são absolutamente imprescindíveis ao efetivo exercício do contraditório e da ampla defesa, a fim de que a defesa possa exercer a sua função constitucional de efetuar o devido controle de legalidade da prova produzida, até mesmo caso seja necessário acionar o governo do Canadá em relação ao descumprimento do Tratado bilateral (sobre cooperação em matéria penal)”, afirma a defesa do réu. “O artigo 11 do referido Tratado é bastante claro ao estabelecer que todas as solicitações de cooperação em matéria penal entre Brasil e Canadá devem tramitar pelas autoridades centrais. Isso quer dizer que não são algumas, poucas ou até mesmo a maioria, mas sim todas as solicitações de cooperação devem ser realizadas pela Procuradoria Geral da República do Brasil ao Ministro da Justiça do Canadá”, completa ao defender a ilegalidade do monitoramento das mensagens telefônicas. Na tentativa de driblar o monitoramento de conversas, o doleiro Alberto Youssef e seu grupo utilizavam mensagens criptografadas do aparelho BlackBerry (BBM). Ao contrário de outros celulares, o BlackBerry permite que os dados sejam codificados por chaves que a todo momento expiram, o que, em tese, dificultaria o monitoramento das conversas. Para ter acesso ao teor do que o doleiro negociava com seus comparsas, a Polícia Federal pediu diretamente à empresa canadense RIM, que administra o serviço BBM, o acesso em tempo real ao conteúdo das mensagens. O pedido diretamente à companhia canadense seria ilegal, segundo a avaliação dos advogados que atuam na Lava Jato. Em documento apresentado ao juiz Sergio Moro, Procópio ainda defendeu o afastamento do magistrado do caso. Para a defesa do executivo, os processos relacionados ao mega esquema de fraudes na Petrobras deveriam tramitar no Supremo Tribunal Federal, e Moro não poderia atuar nos autos do petróleo por ele ter se declarado impedido de julgar em 2010 um processo referente ao doleiro Alberto Youssef, um dos principais réus do Petrolão. O pedido de afastamento de Sergio Moro coincide com argumentos apresentados nesta quarta-feira pela defesa de executivos da OAS, também presos na Lava Jato.

Principal reservatório que abastece o Rio de Janeiro atinge o volume morto

Rio Paraibuna, na divisa de Minas Gerais e Rio de Janeiro

O nível do reservatório de Paraibuna, o maior dos quatro que abastecem o Estado do Rio de Janeiro, chegou a zero nesta quarta-feira, segundo boletim do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), e atingiu, portanto, o chamado volume morto. O Paraibuna é apontado como a "caixa d'água" da bacia do rio Paraíba do Sul, que passa por São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, e é usado tanto para geração de eletricidade quanto para abastecimento de água. “Ele não está produzindo mais energia e está usando o volume morto para manter a descarga mínima obrigatória que tem”, afirmou à Agência Brasil a assessoria de imprensa do ONS. Outros reservatórios estão se esvaziando. O de Santa Branca, pertencente à Light, por exemplo, apresenta nível de 0,65%, com entrada de 27 metros cúbicos de água por segundo e saída de 40 metros cúbicos por segundo; o de Funil (Furnas) tem nível de 4,15%, com 65 metros cúbicos por segundo de entrada e 137 metros cúbicos por segundo de saída; já no reservatório de Jaguari (Cesp), o nível alcança 2%, com cinco metros cúbicos de água por segundo entrando e 11 metros cúbicos por segundo saindo. Em relação à capacidade total do reservatório de Paraibuna, o volume útil representa 56%, e o morto, 44%. O engenheiro Paulo Carneiro, que coordenou o Plano Estadual de Recursos Hídricos no ano passado, aponta, porém, dificuldades no uso do volume armazenado nessa parte reservatório, que não foi projetada para substituir a vazão do rio. "O uso do volume morto é inevitável, mas há uma série de dificuldades técnicas para isso. Os órgãos gestores ainda não informaram quando e como a água será retirada, nem qual será a vazão", disse Carneiro. O pesquisador do Laboratório de Hidrologia da Coppe, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), alerta que o nível médio dos quatro reservatórios está próximo de 1% e diz que medidas de restrição serão necessárias para preservar o abastecimento humano. O governo do Rio de Janeiro continua, porém, negando a hipótese de racionamento na região metropolitana. Em 22 de dezembro, quando os quatro reservatórios armazenavam 1,7% da sua capacidade, a Agência Nacional de Águas (ANA) informou que as "vazões autorizadas poderão avançar sobre o volume não operacional, conhecido como volume morto, já nos próximos dias". A bacia do rio Paraíba do Sul abrange 184 municípios, sendo 88 em Minas Gerais, 57 no Rio de Janeiro e 39 em São Paulo. O rio Paraíba do Sul resulta da confluência dos rios Paraibuna e Paraitinga, que nascem no Estado de São Paulo, a 1.800 metros de altitude. O curso d'água percorre 1.150 quilômetros, passando por Minas, até desaguar em São João da Barra, no litoral norte do Rio de Janeiro.

Risco de racionamento no Sul e Sudeste ultrapassa 20%, aponta estudo


O risco de racionamento de energia no Sul, Sudeste e Centro-Oeste (SE/CO) é alarmante. Segundo estudo feito pela consultoria Excelência Energética, a probabilidade de os moradores do SE/CO terem de, obrigatoriamente, cortar 5% do consumo de energia (o mínimo de uma situação de racionamento) está em 20,2%. Para o Sul, esse porcentual é ainda maior, de 20,6%. Como base de comparação, há um ano, já com previsões de chuvas escassas para 2014, o risco não passava de 6% para essas áreas. Quando observada a probabilidade de ocorrer novos apagões, como os vistos na segunda-feira em onze Estados, ela sobe para 54,5% no Sudeste/Centro-Oeste e 55,15% no Sul. Há um ano, esse risco estava em 20% aproximadamente. A consultoria levou em conta a relação hoje entre o regime de chuvas previstas, a demanda futura e a capacidade de geração do sistema (já incluindo as usinas termelétricas). Na segunda-feira, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) anunciou que seriam ligadas novas térmicas para elevar a produção em 1500 megawatts, parte de Itaipu e outra parte de usinas térmicas da Petrobras que estavam em manutenção. Em um quadro confortável de demanda e oferta de energia elétrica, o ideal seria que o risco de apagão estivesse em menos de 5% e o de racionamento abaixo de 0,5%. “No curto prazo não há o que fazer senão pedir para a população economizar energia”, alerta Erik Rego, diretor executivo da Excelência Energética. Ao contrário do que prevêem os meteorologistas, o novo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, tem muita fé em providências divinas e andou falando que, como "Deus" é brasileiro, deve trazer um alívio ao país com umidade e chuvas em breve. Isso depois de negar o risco de racionamento e evitar relacionar os apagões de segunda-feira com um pico de demanda de energia que não foi prontamente compensado pela oferta. Desde 2012 o Brasil vive períodos pluviométricos mais difíceis, com secas acima das vistas nos anos anteriores, e, mesmo assim, nada foi feito para controlar ou amenizar a situação. Se no curto prazo não há nada que possa ser feito além de diminuir a demanda por energia, via conscientização e até racionamento, se necessário, no longo prazo, Erik Rego cita algumas ações plausíveis. A primeira delas seria alinhar a realidade com a ficção. “O planejamento do setor considera cronogramas de entrada em operação comercial de usinas e sistemas de transmissão totalmente utópicos” comenta. Assim, os órgãos responsáveis pelo planejamento e operação do setor elétrico deveriam recalcular as garantias físicas das hidrelétricas. “O que está no papel como energia disponível é diferente da possibilidade efetiva de geração; é preciso um choque de realidade”, aponta Rego. Além disso, ele vê a necessidade de planejamento conjunto entre o sistema de transmissão e geração, um problema que ficou evidente em 2013, quando os parques de geração eólica da Renova Energia no Rio Grande do Norte e Bahia ficaram prontos, mas a Chesf ainda não havia entregado a linha de transmissão. “As restrições de transmissão devem ser consideradas no planejamento e na contratação da geração”, diz. Também devem ser incentivas a eficiência energética e a geração local distribuída, por exemplo, com painéis fotovoltaicos em residências e comércios. Diversificar a matriz energética e dar o correto sinal de preço ao consumidor – ao contrário de promessas de diminuição de tarifas – também ajudam. Uma das medidas consideradas acertadas pelos especialistas do setor é a implementação do regime de bandeiras tarifárias. Desde 1º de janeiro os consumidores terão um sinal na conta de luz sobre os custos de geração de energia.

O bandido petista mensaleiro José Dirceu está articulando criação de uma nova ala para recuperar seu poder dentro do PT

Disposto a medir forças dentro do PT e a escancarar críticas à política econômica do governo Dilma Rousseff, o ex-ministro da Casa Civil, o bandido petista mensaleiro José Dirceu tenta reaglutinar o seu grupo no partido. Dois anos após ser condenado no processo do Mensalão do PT e cumprindo pena em casa desde novembro, Dirceu recebe com frequência deputados, senadores e dirigentes que se queixam do governo e pregam mudanças na legenda. Os movimentos do petista têm o objetivo de articular a formação de um novo campo político no PT, que pode culminar em seu afastamento da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), majoritária no partido.


Embora tenha sido condenado em 2012 a 7 anos e 11 meses de prisão por corrupção ativa, o bandido petista mensaleiro José Dirceu ainda se considera forte no PT e quer reunir, após o carnaval, militantes de diferentes tendências. Até agora, ele já conversou com cerca de 30 deputados, sete senadores e correligionários de vários Estados em sua mansão no Lago Sul de Brasília, onde cumpre a prisão domiciliar. Até mesmo parlamentares da corrente Mensagem ao Partido - integrada pelo titular da Justiça, o "porquinho" petista José Eduardo Cardozo, seu desafeto - e de grupos do PT mais à esquerda no espectro ideológico, já se reuniram com o ex-ministro. Nas conversas reservadas, às vésperas da comemoração de 35 anos do PT, que serão completados em fevereiro, o bandido petista mensaleiro José Dirceu diz que sua intenção é discutir os rumos do partido antes de seu 5º Congresso. O encontro de Salvador, em junho, vai nortear as ações do petismo nos próximos anos e deve fazer uma autocrítica sobre a sucessão de escândalos que se abateram sobre a legenda. Padrinho de Renato Duque, ex-diretor da Petrobrás que teve o nome envolvido na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, o bandido petista mensaleiro José Dirceu tem afirmado aos interlocutores que o PT e o governo Dilma estão na defensiva e não sabem reagir à oposição. Critica abertamente a direção do PT, a presidente Dilma, a equipe econômica e os ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil), Miguel Rossetto (Secretaria Geral da Presidência) e Pepe Vargas (Secretaria de Relações Institucionais), encarregados da articulação política com o Congresso. Ou seja, ele está criticando o partido clandestino trotskista DS (Democracia Socialista), abrigado dentro do PT, ao qual pertencem Miguel Rossetto e Pepe Vargas, que integram o núcleo de ferro do governo da búlgara petista Dilma Rousseff. Na terça-feira, o bandido petista mensaleiro José Dirceu publicou em seu blog um texto criticando as recentes medidas econômicas do governo. "O aumento de impostos e dos juros são apenas consequências, desdobramentos da busca de um superávit de 1,2% do PIB este ano", escreveu. "A elevação dos juros visa derrubar a demanda e vem casada com o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para os empréstimos às pessoas físicas. Aí, também, refreando o consumo. Caminhamos assim - conscientemente, espero, por parte do governo - para uma recessão com todas as suas implicações sociais e políticas". José Dirceu está ressentido com a cúpula do PT, porque se sentiu abandonado durante o julgamento no Supremo Tribunal Federal. A portas fechadas, a posição do ex-todo poderoso chefe da Casa Civil é parecida com a da senadora Marta Suplicy (PT-SP). Em entrevista ao Estado, Marta foi enfática: "Ou o PT muda ou acaba". Um amigo que esteve com o bandido petista mensaleiro José Dirceu recentemente diz que o ex-ministro de Lula tem "energia para brigar" e quer se "reinventar". Segundo esse interlocutor, josé Dirceu tem uma posição crítica em relação ao atual processo político e à cúpula do governo. O cumprimento da sentença do Mensalão do PT em regime de prisão domiciliar impõe restrições à atuação de José Dirceu. Ele não pode, por exemplo, sair de Brasília sem autorização do Supremo. Deve ficar em casa das 21 às 5 horas, é proibido de frequentar bares e de realizar encontros com outros condenados que estejam cumprindo pena. O pedido de prisão domiciliar foi mais um ponto de atrito do bandido petista mensaleiro José Dirceu com o comando do PT. Dirigentes do partido e até emissários de Lula chegaram a pedir a ele que só apresentasse esse pedido após a campanha da reeleição de Dilma, para não dar discurso ao PSDB, reavivando o Mensalão do PT. José Dirceu não aceitou. Agora, ele escreve o livro "Tempos de Papuda", sobre sua passagem pelo presídio do Distrito Federal.

O peremptório petista "grilo falante" Tarso Genro entra com pedido para receber mensalmente R$ 30.471,11 até o fim de sua vida, como aposentadoria de ex-governador. Não é mesmo uma maravilha? Desgovernou por 4 anos, e agora garante aposentadoria de marajá


O peremptório petista "grilo falante" e tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genro nem esperou esfriar a cadeira para protocolar na secretaria estadual da Fazenda o seu pedido de pensão de ex-governador, o que lhe dará direito de receber mensalmente R$ 30.471,11 até o final da vida, com o benefício de passar o valor para a viúva, caso venha a falecer antes dela. A rigor, o peremptório petista "grilo falante" Tarso Genro nem precisaria protocolar o pedido, porque o crédito é automático. 

Caso do assassinato do promotor Nisman: agora a peronista populista argentina Cristina Kirhcner diz estar “convencida” de que não foi suicídio. Que biduzona que ela é!!!!

“Estou convencida de que não foi suicídio”, escreveu nesta quinta-feira a presidente argentina peronista populista e muito biduzona Cristina Kirchner em uma nota divulgada em sua conta oficial no Twitter, sobre a morte do procurador-geral Alberto Nisman. É a primeira vez que o governo e a presidente se manifestam sobre um possível assassinato de Nisman, que foi encontrado morto em sua casa, em circunstâncias estranhas, na noite de domingo para segunda-feira, com um tiro na têmpora, poucos dias depois de ter denunciado a presidente e vários de seus colaboradores pela tentativa de acobertar terroristas iranianos, que teriam sido responsáveis pelo ataque contra a associação israelita Amia, em 1994. A total mudança de posição do governo foi ainda acentuada com a presidente afirmando em primeira pessoa: “Eu não tenho provas, mas também não tenho dúvidas” (de que não foi um suicídio). “Usaram-no vivo e depois o quiseram morto. Tão triste e terrível”, prossegue a nota oficial. Segundo o jornal Clarín, o novo posicionamento do governo foi notado mesmo antes da divulgação da nota de Cristina Kirchner, quando os funcionários do Executivo pararam de atacar as ações do Ministério Público argentino na denúncia contra a presidente. Sobre a denúncia, a presidente afirmou que “plantaram informações falsas” para atrapalhar a investigação de Nisman e apontou os dois agentes secretos acusados pelo procurador-geral de participação no esquema de acobertamento de serem farsantes. “Os supostos agentes de inteligência identificados por Nisman como membros de uma ‘Side paralela’ em conexão direta com a presidente, Allan Héctor Ramón Bogado e Hector Yrimia, NUNCA tinham pertencido à Secretaria de Inteligência, sob nenhum caráter”. Em seu relatório, Nisman afirma que Bogado, agente de inteligência da Side (Secretaria de Inteligência do Estado, o serviço secreto argentino), e Yrimia, ex-promotor responsável pelo caso Amia, foram “imprescindíveis” para levar adiante os “projetos criminosos” da presidente. No texto, Cristina Kirchner também questiona os motivos de um suicídio, afirmando que Nisman enviou uma mensagem a amigos próximos contando que ele estava prestes a cumprir o trabalho de sua vida e que iria avançar nas investigações. Além disso, Cristina Kirchner faz referência à última foto que Nisman enviou ao seu amigo Waldo Wolff, vice-presidente da Daia (Delegação de Associações Israelitas Argentinas). “Por que Nisman iria se suicidar se no sábado, às 18h27 enviou uma foto para Wolff, membro da Daia, uma imagem de sua área de trabalho onde se vê papéis e canetas marcadoras, assegurando que ele estava se preparando para a apresentação de segunda-feira aos deputados?” No dia seguinte à sua morte, Nisman iria apresentar formalmente sua denúncia no Congresso argentino, que iria sabatiná-lo. Em sua primeira manifestação sobre a morte de Nisman, também feita através de uma rede social, Cristina Kirchner publicou uma longa carta falando em suicídio e desqualificando a investigação e os mais de dez anos de trabalho do procurador-geral no caso do atentado contra a Amia. O novo posicionamento de Cristina e do governo argentino adiciona mais um elemento de tensão na investigação que vem sendo conduzida pela promotora Viviana Fein. 

José Serra diz: modelo petista é cadáver adiado que procria. Ou: Elevação de juros pós-eleição custa R$ 19 bilhões, quase o valor do pacotaço fiscal

Leia este artigo do senador José Serra, publicado no Estadão desta quinta-feira, no qual ele demole o Pacotação fiscal do governo da presidente petista Dilma Rousseff.
Cadáver adiado que procria
Este ano de 2015 não está trazendo surpresas na economia. Para começar, era óbvio que o governo da presidente Dilma Rousseff descumpriria frontalmente seus compromissos de campanha eleitoral, o que, convenham, não surpreende quem estuda minimamente esse assunto. Creio até que as taxas de traição programática do primeiro governo Lula foram maiores que as do segundo governo Dilma - até aqui, ao menos. Memória informa e também é política. Lembro-me de um Jornal Nacional no segundo turno das eleições de 2002: o Banco Central elevara os juros e Lula foi chamado a opinar. Não deixou por menos: "Isso é coisa de governo que serve aos bancos, governo de banqueiros!". O candidato da situação - eu mesmo! -, em posição obviamente desconfortável, também falou, poupando o Banco Central de críticas e atribuindo a medida às incertezas do processo eleitoral. Desdobramento: o petista venceu, nomeou um banqueiro para a presidência do Banco Central, manteve antigos diretores por um bom tempo, nomeou depois outros piores, pôs os juros nas nuvens, ganhou aplausos de toda a comunidade financeira nacional e mundial e foi chamado de realista pela imprensa. Uma indagação aos navegantes: vale a pena aplaudir estelionatos eleitorais? Reeleita, Dilma tem de reparar seus erros. É o caso da correção de preços administrados - derivados de petróleo e energia elétrica -, reprimidos anteriormente por interesses eleitorais. A taxa de câmbio nominal deve crescer, a menos que o governo mantenha os subsídios fiscais. Aliás, esse será um grande teste para a política econômica Levy-Barbosa: vai dar sequência à manipulação do câmbio para segurar a inflação mediante operações de venda futura de dólar (swaps), que custam caríssimo ao Banco Central e ao Tesouro e ficam fora do Orçamento federal? Apenas no segundo semestre de 2014 (até novembro), o prejuízo nessa conta alcançou R$ 20,5 bilhões - o mesmo valor do pacote tributário ora anunciado. Parafraseando o marqueteiro João Santana num ataque mentiroso às pretensões tucanas, o governo Dilma semeou inflação e elevou os juros. Com o aumento de 0,5 ponto ontem, a taxa subiu 1,25 ponto em três meses, o que custa a bagatela de R$ 19 bilhões/ano ao Tesouro - perto de 30% da meta de superávit primário anunciada pelo Ministério da Fazenda. O governo ainda aumentou a alíquota do IOF sobre o crédito ao consumo e elevou juros de financiamento habitacional. Câmbio, petróleo e energia empurrarão a inflação para cima, noves fora dois fatores atenuantes, que talvez facilitem a acomodação de preços relativos: o enfraquecimento da atividade econômica e a queda dos preços internacionais de commodities. A fim de conter a deterioração das expectativas sobre a economia brasileira, na iminência de ser rebaixada pelas agências de classificação de risco, a dupla Levy e Barbosa tem investido - até agora de forma bem-sucedida - na imagem da responsabilidade fiscal, abalada pelos números sofríveis e seguidas tentativas de maquiagem feitas até o ano passado. As ambições são moderadas: a meta de superávit primário de 1,2% do PIB para 2015 corresponde ao segundo menor porcentual desde 2000, sendo superior apenas ao de 2014, que foi zero. Como lembrou Francisco Lopes, o ajuste fiscal proposto não deve ser suficiente para estabilizar a trajetória da dívida pública líquida, que poderá saltar de 36% para 40% entre 2014 e 2019. Neste espaço, desde 2011 procurei mostrar como o governo Dilma era inábil para administrar a difícil herança recebida de seu antecessor, de quem, aliás, ela fora estreita colaboradora. Na década passada o petismo desperdiçou uma das maiores oportunidades econômicas que o Brasil contemporâneo já teve: a notável bonança externa decorrente do crescimento exponencial dos preços de nossas exportações de matérias-primas e a disponibilidade de dinheiro externo abundante e barato. Em vez de aproveitar essa situação para fortalecer nossa economia, o governo promoveu verdadeira farra voltada para o consumo, graças à sobrevalorização cambial mais estúpida de todas quantas houve. Depois da quebra do Lehman Brothers o Banco Central demorou cinco meses para reduzir os juros, que já eram os mais elevados do mundo, enquanto o restante dos países derrubava rapidamente os seus. Em seguida atuou, para manter o diferencial entre o Brasil e o Exterior, atraindo capitais à procura de ganhos extraordinários em curto prazo e apreciando ainda mais o real. Assim, em vez de fomentar a competitividade da economia, investindo em infraestrutura, reduzindo o custo Brasil e incentivando as exportações de manufaturados, o petismo fez o contrário: barateou as importações e encareceu o preço externo de nossas exportações industriais. O golpe na indústria doméstica foi fatal: até hoje seu nível de produção é inferior ao de 2008; o emprego, 10% menor; a balança comercial de manufaturados, mais ou menos equilibrada em 2002, desabou para um déficit de US$ 70 bilhões em 2010 e mais de US$ 110 bilhões em 2014. Evidentemente, houve um colapso nos investimentos industriais, puxando a economia para baixo, além de elevar o déficit em conta corrente do balanço de pagamentos à inquietante vizinhança dos 4% do PIB. Depois do quadriênio perdido, a economia entrou paralisada em 2015 e o Brasil deve assistir ao longo deste ano à marcha da estagflação galopante, com três fatores agravantes: a seca, que amplia as incertezas sobre a oferta de energia, já prejudicada pelos erros nessa área, e o escândalo do Petrolão; o terceiro elemento serve de pano de fundo: não há rumo para o médio e o longo prazos. Inexiste até debate a respeito. A maior ambição do petismo, hoje, é a de um milagre: sobreviver até 2018 e tentar (re)eleger Lula. O modelo petista é um cadáver adiado que procria, como escreveu Fernando Pessoa (Dom Sebastião, Rei de Portugal). A oposição pode ir mais longe: além da vigilância, da crítica e da mobilização, tem de forçar o debate de ideias, fazer propostas, apresentar soluções. Eis uma bela e eficaz ação contra quem não tem mais nada a dizer. 
*José Serra é ex-prefeito e ex-governador de São Paulo

Executivo da Engevix diz que Petrobras era um centro de extorsão e pede anulação das delações premiadas

O vice-presidente da construtora Engevix, Gerson de Mello Almada, preso na sétima fase da Operação Lava Jato, apresentou nesta quarta-feira defesa à Justiça Federal do Paraná em que afirma que foi “extorquido” pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e diz que só pagou propina em contratos com a estatal porque o então dirigente “exigia” o desembolso dos recursos e “ameaçava” os empresários. “O que ele (Paulo Roberto Costa) fazia era ameaçar, um a um, os empresários, com o poder econômico da Petrobras. Prometia causar prejuízos no curso de contratos. Dizia que levaria à falência quem contrastasse seu poder, sinônimo da simbiose do poder econômico da mega empresa com o poder político do governo”, relata a defesa. Para Almada, a Petrobras não pode ser considerada “vítima” do esquema criminoso, e sim uma engrenagem do Petrolão, já que teria sido utilizada como forma de arrecadar dinheiro para a distribuição de propina e para a engorda de caixas de partidos políticos. “O pragmatismo nas relações políticas chegou a tal dimensão que o apoio no Congresso Nacional passou a depender da distribuição de recursos a parlamentares. O custo alto das campanhas eleitorais levou, também, à arrecadação desenfreada de dinheiro para as tesourarias dos partidos políticos. Não por coincidência, a antes lucrativa sociedade por ações, Petrobras, foi escolhida para geração desses montantes necessários à compra da base aliada do governo e aos cofres das agremiações partidárias”, afirma. A defesa insinua ainda que a decisão de colocar a petroleira como “vítima” de um esquema criminoso serviria para preservar a estatal, que tem capital aberto e está listada em bolsa. “(Almada) tem em comum com os demais presos – e boa parte do empresariado – o fato de ser testemunha ocular do possível maior estratagema de pilhagem de recursos públicos visto na história recente. Compõe, tão só, o grupo de pessoas que pecaram por não resistirem à pressão realizada pelos porta-vozes de quem usou a Petrobras para obter vantagens indevidas para si e para outros bem mais importantes na República Federativa do Brasil”, completa. “Diz que a acusação recai sobre os empreiteiros, e não diretamente sobre a Petrobras. Com isso, quer-se disfarçar do grande público, dos investidores, a realidade simples: a sociedade por ações foi utilizada, pelo controlador, para fins ilegais, graças à atuação e à omissão de seus administradores, cooptados para o objetivo ilegítimo de poder político”. Em documento encaminhado ao juiz Sergio Moro, o executivo segue o exemplo dos demais empreiteiros encarcerados por participação no petrolão e pede a anulação de provas, defende novas perícias em contratos firmados com a petroleira, critica o vazamento de informações sigilosas e contesta documentos apreendidos em busca e apreensão. O executivo da Engevix inova, porém, ao pedir nos autos que as delações premiadas feitas na Lava Jato sejam anuladas por supostamente não terem sido feitas de forma espontânea. Para o advogado Antonio Pitombo, que assina a defesa do vice-presidente da Engevix, o conteúdo das delações premiadas do doleiro Alberto Youssef, do ex-diretor Paulo Roberto Costa, do ex-gerente Pedro Barusco e de executivos da empresa Toyo Setal foi considerado automaticamente como verdadeiro pelas autoridades, que teriam direcionado as investigações desde as primeiras delações. “Não é possível delinear os rumos de uma persecução penal, em especial da magnitude da Operação Lava Jato, com base em relatos de delatores em posição subjetiva contrária no campo dos fatos, pois se auto-reconheceram como corruptos e corruptores”, alega, insinuando, na sequência, que os delatores podem estar protegendo outras autoridades envolvidas no esquema de corrupção na Petrobras. “Se não pode o delator falar sobre todo o pretenso esquema ilícito, evidente que a ‘verdade’ que chegará aos autos não é a real, mas uma fração que comprometa, em menor proporção, aqueles que ele não está autorizado a referir”, afirma. O advogado ainda contesta o fato de as delações supostamente não terem sido espontâneas ou resultado do “arrependimento” dos réus colaboradores. Ele pondera que a mesma defensora, Beatriz Catta Preta, não poderia ter atuado em todas as delações, porque os réus têm interesses conflitantes nos processos da Lava Jato. “A delação deveria ter sido espontânea porque a colaboração dos delatores não foi fruto de seu arrependimento, ou de sua vontade de colaborar com a completa elucidação e processamento dos fatos”, diz. A exemplo dos demais réus envolvidos no esquema do Petrolão, Gerson de Mello Almada contesta a legalidade de sua prisão na carceragem da Polícia Federal do Paraná e afirma que não tem amplo direito de defesa por não saber o conteúdo de todos os documentos que integram o processo e tampouco os detalhes das delações premiadas da Lava Jato. Ele também reclama do compartilhamento de provas de outros processos e dos grampos telefônicos utilizados pelos policiais, segundo ele em tempo superior ao que prevê a lei, e ainda contesta as buscas e apreensões em seu escritório e sua casa: diz que policiais levaram objetivos que não estavam descritos no mandado judicial. 

Aeroportos do país registram atrasos e cancelamentos em dia de protesto


Em dia de paralisação de aeronautas e aeroviários no início da manhã de hoje (22), a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) registrou, até as 10 horas, 148 vôos domésticos atrasados (19,5% do total) e 66 cancelados (8,7% do total), dos 760 programados. Os aeroviários e aeronautas pedem aumento de 8,5% nos salários e benefícios, melhores condições de trabalho e estabelecimento de piso salarial para os agentes que fazem o check-in, entre outras reivindicações. A proposta do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) e da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) inclui reajuste de 6,5% para os salários e de 8% para alguns benefícios. No Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, dos 36 vôos domésticos programados, 20 estavam atrasados. Em Curitiba, o Aeroporto Internacional Afonso Pena registrou 11 vôos atrasados dos 35 previstos. No Aeroporto Internacional de Florianópolis - Hercílio Luz, dos 15 vôos domésticos previstos, seis estavam em atraso. No Aeroporto Internacional de Salvador - Deputado Luis Eduardo Magalhães, sete vôos estavam atrasados dos 46 programados. Em nota, a Abear informou que a paralisação dos trabalhadores teve, em consequência das ações gerenciais adotadas pelo setor, impacto mínimo para os passageiros. “No entanto, ainda assim o movimento causou impacto em mais de 20% da operação prevista, não garantindo um efetivo mínimo de 80% dos colaboradores, estabelecido pelo Judiciário. Honrando seu compromisso de transportar os brasileiros com segurança e qualidade, as companhias aéreas estão normalizando as operações e adotando as medidas judiciais cabíveis”, acrescentou. Ontem, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que aeronautas e aeroviários mantenham 80% do pessoal trabalhando durante a paralisação. Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, comandante Adriano Castanho, a categoria quer melhores condições de trabalho e escalas mais justas, como, por exemplo, a redução do número de madrugadas consecutivas trabalhadas, que pode chegar a cinco, e maior número de folgas. Ele informou que os aeronautas podem ficar até 22 dias fora de casa, com oito dias de folga no mês. Os sindicatos da área são todos petistas, assim como a confederação, que é filiada à CUT.

Banco Central Europeu anuncia compra mensal de 60 bilhões de euros

O Banco Central Europeu comprará mensalmente 60 bilhões de euros de dívida pública e privada até setembro de 2016, anunciou hoje (22) o presidente da instituição, Mario Draghi. A compra terá início em março deste ano e durará pelo menos até o fim de setembro de 2016, acrescentou Draghi. O conselho "decidiu lançar um programa amplo de compra de ativos", explicou o presidente do Banco Central Europeu, durante entrevista que se seguiu à primeira reunião da instituição este ano. Segundo ele, a medida pode ser justificada pelo persistente nível de inflação muito baixo. Draghi acrescentou que 20% da compra de títulos terá risco partilhado. Na reunião de hoje, o Banco Central Europeu decidiu manter inalterada a taxa de juro em 0,05%, um mínimo histórico fixado em setembro do ano passado.

ESCÂNDALO - ESCÂNDALO - DEPUTADA ESTADUAL PETISTA GAÚCHA MEDALHA O PEITO DE TODA FAMÍLIA, SÃO 20 FAMILIARES RECEBENDO A COMENDA MAIOR DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA, INCLUSIVE PARENTE JÁ MORTO



Os petistas perderam completamente a modéstia e o pudor, conforme já tinha constatado o ex-ministro Nelson Jobim, em conversa com o ex-presidente Federando Henrique Cardoso. Agora, parece, perderam também completamente o senso de ridículo. Proibidos por lei do ex-deputado Bernardo Souza de praticar nepotismo direto ou cruzado, alguns deputados gaúchos parecem ter descoberto nova forma de homenagear a parentada. E a deputada estadual petista Marisa Formolo, que já abusou do direito de parecer um Catão do Rio Grande do Sul, extrapolou na medida. Ela tomou a iniciativa de conceder a maior honraria da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, Medalha do Mérito Farroupilha, para toda a sua família. Ela não poupou ninguém na família desse desenfreado desejo de medalhar, deu uma medalha inclusive para parente já morto. No final da tarde de ontem, quarta-feira, seu irmão, Armando Formolo, recebeu a honraria máxima do parlamento gaúcho, a Medalha do Mérito Farroupilha. Na lista de medalhados da família da petista Marisa Formolo estão o marido, a filha, genro, neta, nora, irmãs e cunhados. Veja a lista na íntegra da parentada da petista Marisa Formolo medalhada pela Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul:
VILSON PASCOAL DALLA VECCHIA - MARIDO 
GIOVANA FORMOLO DALLA VECCHIA - FILHA 
PABLO BECK PUHLE - GENRO 
VERÔNICA FORMOLO DALLA VECCHIA BECK PUHLE - NETA 
CAROLINE FORMOLO DALLA VECCHIA - FILHA 
EDUARDO GIGANTE - GENRO 
MANUELA DALLA VECCHIA GIGANTE - NETA 
THIAGO FORMOLO DALLA VECCHIA - FILHO 
YAEL PRIZANT - NORA 
VELOCINO FORMOLO (IN MEMORIAM) - IRMÃO
NILVA FORMOLO - CUNHADA
ARMANDO LUIZ FORMOLO - IRMÃO 
JANDIRA FORMOLO - CUNHADA
CELESTINA FORMOLO PONTALTI - IRMà
ALDINA FORMOLO POLETTO - IRMà
VALDIR POLETTO - CUNHADO 
VALDOINO FORMOLO - IRMÃO 
MARIA ELI FORMOLO - CUNHADA 
JACIR ROBERTO FORMOLO - IRMÃO CRISTINA FORMOLO - CUNHADO
A medalha do Mérito Farroupilha é a distinção máxima da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul. É uma medalha destinada a pessoas que contribuíram para o desenvolvimento econômico, social e cultural do Estado. A condecoração foi criada em 1995. A medalha consiste em uma faixa com as três cores da bandeira do Rio Grande do Sul (amarelo, vermelho e verde) e uma estrela de oito pontas. Mas, não é de estranhar que a Assembléia Legislativa gaúcha, um parlamento totalmente desmoralizado, tenha permitido esse tipo de infâmia, afinal o Parlamento é presidido por um deputado que está respondendo processo por formação de quadrilha, Gilmar Sossella. 

Direção petista da CEEE entrega horto florestal de 15 milhões de reais para a organização terrorista MST, e o governo do PMDB ainda comemora em nota para os jornais


Os gaúchos que elegeram José Ivo Sartori (PMDB) e defenestraram o peremptório petista "grilo falante" e tenente brigadeiro e poeta de mão cheia Tarso Genro do governo do Rio Grande do Sul esperam que a nova direção da CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica)  revogue a decisão do atual presidente, Gerson Carrion, que faz gestão temerária, já que recebeu ordem do novo presidente para que não tome decisões que comprometam o patrimônio da estatal. Na área mora pessoal da CEEE e fica ao lado da BR-290, 45 kms de Porto Alegre, campo de luxo com toda infraestrutura. Mais do que isso, os gaúchos esperam que Gerson Carrion seja denunciado ao Ministério Público. Não é a primeira vez que a CEEE faz isso. No passado, entregou para o Incra, para uso do terroristas do MST, a privilegiadíssima área urbana localizada em frente à Câmara Municipal de Porto Alegre, em pleno centro da capital gaúcha, em troca de "indice construtivo no espaço". O negócio foi feito então pelo petista Vicente Rauber. Agora, mesmo a menos de 24 horas de sair da presidência da CEEE, Gerson Carrion, PDT, nomeado pelo governador peremptório petista "grilo falante" e tenente artilheiro e poeta de mão cheia Tarso Genro, continua promovendo reuniões, tomando decisões e comprometendo gravemente o patrimônio da companhia, tudo para beneficiar os interesses do PT e seus aliados dentro e fora do Partido. Ontem, Carrion presidiu reunião para definir o orçamento deste ano, mesmos sabendo que não manda mais nada. Mais grave é a inacreditável decisão de se reunir com a Superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra-RS) para assinaram, nesta terça-feira (20), um termo de compromisso que estabelece a alienação ao Incra de uma área de 777,4 hectares pertencentes à CEEE em Charqueadas, Grande Porto Alegre. A área será entregue para o MST, que tem gente acampada ao lado das terras, que são produtivas. Carrion quer trocar tudo por títulos da dívida agrária. Mas, esse não é o papel da CEEE, de negociar ou estocar títulos da dívida agrária, como no passado a Justiça já disse que não é o de contabilizar títulos de "indices construtivos" no espaço. O mais surpreendente é que o ato do novo governo do PMDB não teve a participação do novo governo, mas apenas de líderes do PT, como o deputado Dionilso Marcon, como se eles ainda estivessem no comando do Piratini. Pior: a notícia sobre o evento foi distribuída pelo Palácio Piratini, que no caso parece ter se transformado em assessoria de imprensa do PT e do MST. Leia a seguir: "O documento (termo de compromisso) estabelece um prazo de até 60 dias para que seja lavrada a escritura definitiva de compra e venda da área, após as duas instituições cumprirem cláusulas específicas, entre as quais a retirada da cobertura vegetal, corte e venda da madeira existente em parte da área. Segundo o presidente do Grupo CEEE, Gerson Carrion de Oliveira, esta negociação trará benefícios importantes aos envolvidos: ao Incra, que poderá expandir as ações sociais que envolvem os assentamentos agrários, e à CEEE, que terá a possibilidade de utilizar os Títulos da Dívida Agrária para uma monetização direta, visando a investimentos no sistema elétrico ou mesmo para garantias de novas operações financeiras que venham a ser realizadas pela Companhia. Além do presidente da CEEE e do superintendente do Incra no Rio Grande do Sul, Roberto Ramos, também participaram do evento, realizado na sede da Companhia, em Porto Alegre, o diretor administrativo da Empresa, Halikan Dias; o deputado federal, Dionilso Marcon; além de representantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) no Estado". Os gaúchos que votaram em José Ivo Sartori estão escandalizados. Certamente não foi para isso que votaram nele. 

Cerveró, preso, depondo sobre a Refinaria de Pasadena, diz que agora vai ser mais contundente; ele quer implicar a petista búlgara Dilma Rousseff

O ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, preso desde quarta-feira da semana passada, vai prestar depoimento hoje à tarde, na Polícia Federal, em Curitiba, sobre a polêmica compra, em 2006, da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). Na manhã de ontem, após visitar o cliente na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, o advogado Edson Ribeiro afirmou que, agora, Cerveró “será contundente”. Ele ressaltou que o ex-diretor vai apontar a responsabilização do Conselho de Administração da estatal e da presidente petista búlgara Dilma Rousseff, que, na época, presidia o colegiado. O Palácio do Planalto está em alerta. Nos bastidores, existe o temor de que Cerveró traga novas informações e puxe a presidente novamente para o centro do escândalo. De acordo com a defesa, a tese que será defendida pelo ex-diretor é de que, se Dilma diz que tomou a decisão de compra com base em parecer falho, a petista não foi diligente ao analisar os documentos. A compra da refinaria, segundo o Tribunal de Contas da União, causou um prejuízo de US$ 792 milhões à estatal.

Joâo Vaccari Neto, tesoureiro do PT, é defenestrado do Conselho de Itaipu

A presidente petista Dilma Rousseff e o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, exoneraram o petista João Vaccari Neto da função de conselheiro da Itaipu Binacional. Segundo decreto publicado no Diário Oficial da União, a exoneração ocorre "a pedido" de Vaccari Neto, tesoureiro nacional do PT. O petista tem sido citado em depoimentos da Operação Lava Jato como operador do partido no esquema de desvios da Petrobrás, o Petrolão. Em substituição a Vaccari, o governo nomeou Giles Azevedo, que ficará no cargo até 16 de maio de 2016. Azevedo já trabalhou como chefe de gabinete da presidente Dilma Rousseff.  Cada conselheiro de Itaipu ganha, por mês, R$ 20.804,13. O Conselho realiza seis reuniões ordinárias por ano, de acordo com calendário aprovado na última reunião do exercício anterior.

Itamaraty deixa diplomatas à míngua mundo afora. Vamos nomear o Borat ministro

Ai, ai, vamos lá. Entre 2003, primeiro ano do governo petista, e 2013, o Brasil criou 77 novas representações diplomáticas mundo afora, a maioria em países pequenos e sem qualquer importância econômica — 48 são embaixadas, 40 delas nascidas no governo Lula, o megalômano, que respondeu sozinho por 68 daquelas 77. A embaixada do Benin, na África, está entre essas novas representações.

Pois bem: circula na Internet a cópia de um e-mail que João Carlos Falzeta Zanini, encarregado de Negócios desse país, mandou a seus chefes em Brasília. É estarrecedor. Leiam a íntegra.
Informo.
1 – Após interrupção no fornecimento de energia da Embaixada, paguei, com recursos pessoais, a fatura do mês de novembro.
2 – Já tinha me valido dessa alternativa para pagar a fatura de telefone que também estava atrasada.
3 – Ante a perspectiva de corte do serviço de internet no próximo dia 24 de janeiro, entendo que deverei também adiantar o pagamento. Os valores das respectivas despesas constam do expediente de referência que solicita recursos de EAN.
4 – Desde que assumi a encarregatura de negócios no início de novembro, realizei cortes drásticos nas despesas do Posto. Serviços de manutenção da residência não foram realizados, empresa telefônica cortou chamadas para celular de todos os aparelhos, inclusive da sala do chefe do Posto, produtos de limpeza, de escritório e café estão racionados ao limite.
5 – Especificamente sobre a impossibilidade de realizar reparos na residência, informo que a pressão da água foi reduzida à quase inexistência depois que a bomba que abastece o andar superior quebrou. Não autorizei o reparo. Quando a pressão se esgota, uso galões de água comprados no supermercado para higiene pessoal.
6 – Em relação à alta despesa de combustível, creio que a demissão informada no expediente de referência trará certo alívio financeiro. Adicionalmente, restringi saídas com o carro de serviço à minha autorização expressa. Para os serviços mais simples, tenho orientado os funcionários a usarem a moto do Posto, menos onerosa.
7 – Receio, no entanto, não termos mais condições de manter os geradores em operação. Após esgotar o diesel que o abastecia, decidi ontem por não autorizar a compra de mais combustível. Desse modo, caso as oscilações frequentes da rede interrompam o fornecimento de energia durante o expediente, informo que tenciono reduzir as atividades do dia e liberar os funcionários. Essa decisão impacta, sobretudo, os serviços consulares, em alta demanda em razão da partida dos estudantes aprovados no PEC-G.
8-  No que toca à residência, o gerador já está inativo há cerca de três semanas. Quando há oscilação na rede, o que ocorre praticamente todos os dias por uma ou duas horas, valho-me de velas e de lanterna. Mais preocupante, temo o efeito que uma oscilação mais duradoura da rede de energia causará na conservação dos alimentos dos funcionários da residência, comprados pela dotação CLP.
9 – O gasto semanal para o abastecimento dos geradores da Chancelaria e da Residência está estimado em aproximadamente U$ 180,00. A conta do Posto reúne, no momento, o equivalente a U$ 83,00.
10 – O desconforto, porém, não é tão relevante se comparado à preocupação com a saúde. Em cidade onde a malária é endêmica, o ar-condicionado serve de poderoso inibidor da proliferação do mosquito. Quando o fornecimento de energia é interrompido e os aparelhos de ar-condicionado desligados, utilizo inseticidas para amenizar o problema.
11 – Ciente das restrições financeiras, faço esse registro apenas para cumprir o dever de informar que as dificuldades de manter adequadamente a representação não se restringem mais à baixa lotação. Em realidade, a escassez de recursos precede a urgência que ainda se faz por um funcionário que possa operar as comunicações e o sistema consular.
Retomo
A situação em Benin é apenas a mais grave. Mas as reclamações partem também de Tóquio, Lisboa, Guiana e Estados Unidos. Nesta quarta-feira, informa a Folha, telegrama enviado por Marco Farani, cônsul-geral do Brasil em Tóquio, e obtido pela Folha, dizia: “Todas as contas de serviços de dezembro estão pendentes de pagamento, o que tem causado insistentes cobranças dos credores; há o risco de suspensão de internet, telefonia e eletricidade”. A embaixada em Tóquio recebeu notificação de corte de luz, porque a conta, de US$ 3.924,00 não é paga desde dezembro, diz o embaixador André Corrêa do Lago em telegrama de terça-feira (20). Os petistas abriram embaixadas ou representações em países como Antígua e Barbuda (conhece?), Belize, Dominica, Granada, Azerbaijão, Burkina Faso, Mauritânia e Cazaquistão… E trata assim seu corpo diplomático. Cazaquistão, é? Chamem o Borat para ministro das Relações Exteriores. Por Reinaldo Azevedo

São Paulo virou cabide de emprego de petistas despejados pelo povo. Ou: Dois novos secretários de Haddad em flagrantes

Coitada da cidade de São Paulo! Virou mesmo cabide de petista desempregado pelo povo. O eleitor rejeita, Fernando Haddad, o prefeito da capital, acolhe.

Eduardo Suplicy, apeado do Senado depois de 24 anos — sem que os paulistas se lembrem de um só projeto seu, a não ser o absurdo e socialmente injusto “Renda Mínima” —, vai ser o secretário de Direitos Humanos da Prefeitura. É só uma vitrine para ele se candidatar a vereador. Este exótico senhor poderá sair periferia afora de São Paulo a cantar Racionais e Bob Dylan, não é? Não venham sugerir que ele seja comediante porque sou amigo de alguns muito bons. O grande artista nessa área é capaz de dizer coisas muito sérias. E Suplicy? Abaixo, seguem três flagrantes de sua gloriosa trajetória como senador.
Aqui, ele “declama” um trecho de uma “música” do Racionais. Reparem, em 1min28, no primeiro plano, a cara do senador Jefferson Peres (PDT-AM), que era um homem sério.
Num outro momento glorioso, ele lê no Senado a carta do mensaleiro José Genoino.
Finalmente, ele tenta nos comover com a historinha do terrorista Cesare Battisti.
Quem, no PT, gosta muito de Suplicy? Haddad? Lula? Algum outro petista? Ninguém! Os companheiros o consideram maluco. Mas é ex-marido de Marta, que ainda carrega o seu sobrenome, e sua ida para uma secretaria significa, é evidente, um ato de hostilidade àquela que andou desferindo duras críticas ao partido. Notícia, ele vai gerar. Não me espanta se decidir morar pelo menos um mês nos hotéis dos viciados em crack, pagos pela Prefeitura, ou participar do “fluxo”, disfarçado de usuário da “pedra”. Setores da imprensa paulistana são viciados nesse tipo de demagogia barata.
Mais um
Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde e candidato derrotado do PT ao governo de São Paulo — venceu em apenas um dos 645 municípios do Estado —, será o secretário de Relações Governamentais da Prefeitura. Foi, na prática, nomeado por Lula, que também o fez candidato ao governo na base do “dedaço”. Tratou-se de uma das escolhas mais erradas feitas até hoje pelo Poderoso Chefão.
Padilha, sem dúvida, é um amigo dos amigos, não é mesmo? Aqui, por exemplo, ele faz campanha para o patriota André Vargas, aquele que foi cassado por causa de sua intimidade com o doleiro Alberto Youssef:
Aliás, o contrato celebrado pela Labogen, o laboratório de fachada que o doleiro usada para lavar dinheiro, com o Ministério da Saúde teve uma testemunha importante: Padilha!
Mas vocês entendem: “amigo é coisa pra se guardar/ debaixo de sete chaves…”. E Padilha é homem de muitos amigos. Um deles é o ex-deputado estadual petista Luiz Moura.
É aquele senhor que foi flagrado pela polícia numa reunião que tinha o objetivo de combinar novos ataques a ônibus na cidade de São Paulo. E quem estava presente ao encontro? Justamente… o então deputado! Havia nada menos de 13 membros do PCC no local. Um assaltante de banco então foragido, que integrava a turma, tem condenações que somam SETENTA ANOS. O encontro acontecia da sede da Transcooper, uma cooperativa de vans da qual Moura é presidente de honra. Ele também é integrante da diretoria da Confetrans – Confederação Nacional das Cooperativas de Transporte – e da Fecotrans, que é a federação. Moura é um ex-presidiário condenado a 12 anos de cadeia por assaltos à mão armada. Não cumpriu a pena porque fugiu. Permaneceu dez anos foragido e surgiu reabilitado, obtendo perdão judicial. No período em que permaneceu clandestino, juntou um patrimônio de R$ 5 milhões na área de transporte e postos de gasolina. Um empreendedor nato! Padilha gostava dele, como se vê nas fotos abaixo. Compareceu à sua festa de aniversário no ano passado. Vejam que bilu.
A partir da esquerda, Luiz Moura, Senival Moura e Padilha: tudo positivo, moçada!!!A partir da esq. Luiz Moura, Senival Moura e Padilha: tudo positivo!!!
Padilha não se contentou em comparecer: ele discursou com entusiasmo na festançaPadilha não se contenta em comparecer: ele discursa com entusiasmo
Amigo de fé, irmão, camarada: o abraço amigo e palavras ao pé do ouvidoAmigo de fé, irmão camarada: o abraço amigo e palavras ao pé do ouvido
Tratou-se de um festão mesmo, coisa podre de chique, como se diz por aí
Tratou-se de um festão mesmo, coisa podre de chique, como se diz por aí
Pronto
Assim Haddad prepara o terreno para disputar a reeleição, quem sabe tendo Gabriel Chalita, do PMDB, como vice, com o apoio do ubíquo Gilberto Kassab, do PSD. Vai que dê certo pra eles e errado pra São Paulo. Aí não adianta ficar esperando dos céus um sinal de Deus. Há coisas que nem Ele perdoa. Por Reinaldo Azevedo